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Expediente Conceitual - Publicações Segmentadas www.plasticonordeste.com.br Av. Ijuí, 280 CEP 90.460-200 - Bairro Petrópolis Porto Alegre - RS Fone/Fax: 51 3062.4569 Fone: 51 3062.7569 plasticonordeste@conceitualpress.com.br Direção: Sílvia Viale Silva Edição: Melina Gonçalves - DRT/RS nº 12.844

“Agora é um ponto de virada. Daqui para frente, vamos ter resultados melhores.”

(Guido Mantega, ministro da Fazenda, sobre a produção industrial de junho)

Redação: Gilmar Bitencourt Júlio Sortica Departamento Financeiro: Rosana Mandrácio Departamento Comercial: Débora Moreira e Magda Fernandes Design Gráfico & Criação Publicitária: José Francisco Alves (51 9941.5777) Capa: divulgação Plástico Nordeste é uma publicação

04 – Da Redação Por Melina Gonçalves

da editora Conceitual - Publicações Segmentadas, destinada às indústrias produtoras de material plástico de 3ª, 2ª

06 - Plast Vip Auri Marçon, da ABIPET

e 1ª geração petroquímica nos Estados da Região Nordeste e no Brasil, formadores de opinião, órgãos públicos pertinentes à

10 - Destaque Detalhes sobre a Embala Nordeste 2012

área, entidades representativas, eventos, seminários, congressos, fóruns, exposições e imprensa em geral.

16 - Tendências & Mercados Foco nos segmentos de injeção e sopro

Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico Nordes-

32 - Bahia Os 34 anos do Polo de Camaçari

te. É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que citada a fonte. Tiragem: 3.000 exemplares.

36 - Giro NE As notícias do setor na região

Filiada à

40 - Bloco de Notas As últimas do plástico no Brasil ANATEC - Associação Nacional

42 - Anunciantes + Agenda Eventos e parceiros da edição

das Editoras de Publicações Técnicas, Dirigidas e Especializadas Mai/Jun de 2012 < Plástico < Plástico Nordeste Nordeste < 03 <3


ARQUIVO

Editorial

Uma dose de tecnologia

"...inovações na área de máquinas para injeção e sopro. Buscamos com inúmeras fontes o que está sendo de melhor fabricado no mundo, tudo pensando claro, no bolso do transformador de plásticos brasileiro."

A

edição que está em suas mãos, caro leitor, traz diversos assuntos relevantes ao setor plástico nordestino. Além de um apanhado do mercado de PET, onde o presidente da Associação Brasileira da Indústria do PET faz uma análise detalhada de desempenho e novas oportunidades do setor, temos uma dose cavalar de alta tecnologia para inspirá-lo a conhecer e descobrir cada vez mais soluções produtivas para sua empresa. Apresentamos, portanto, duas matérias muito interessantes sobre as inovações na área de máquinas para injeção e sopro. Buscamos com inúmeras fontes o que está sendo de melhor fabricado no mundo, tudo pensando claro, no bolso do transformador de plásticos brasileiro. São diversas tecnologias que proporcionam produtividade, economia de energia e melhoria de processos para aplicações variadas. Além disso, mostramos em reportagem de destaque todos os preparativos para a Embala Nordeste, que acontece no mês de agosto, em Recife/Olinda. Na ocasião empresas fornecedoras do setor plástico estarão apresentando também muitas tecnologias que com certeza proporcionarão diferenciais na sua fábrica. E como matéria especial desbravamos o aniversariante baiano do ano de 2012: o Polo de Camaçari completou em 29 junho 34 anos de existência. Parabéns aos que fizeram e fazem do empreendimento um verdadeiro polo de inovação e desenvolvimento. Como os leitores podem ver a dose de tecnologia que trazemos nesta edição é grande. Mas como conhecimento nunca é demais, esperamos que apreciem a publicação que chega em suas mãos. Boa leitura!

Melina Gonçalves / Editora melina.goncalves@conceitualpress.com.br 4 > Plástico Nordeste > Mai/Jun de 2012


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PLAST VIP NE Auri Marçon / PET

Com desempenho positivo nos últimos dez anos, indústria brasileira do PET teve um consumo aparente de 572 mil toneladas em 2011, onde 511 mil foram utilizadas para a fabricação de embalagens. A substituição de diversos materiais pelo PET prossegue e aumenta sua participação no mercado.

A

sustentabilidade aliada com a praticidade confere ao PET um imenso potencial de utilização e aplicação em diversos segmentos. Além de ser um excelente substituto a materiais como vidro e papel, por exemplo, o PET ainda está sendo impulsionado pelo desenvolvimento tecnológico, através, por exemplo, de projetos para redução de peso que, ainda que provoquem diminuição no consumo de resina para cada unidade, colaboram para manter crescente a produção de garrafas, com ganhos de produtividade para usuários e ganhos para o meio ambiente. Além disso, a resposta ambiental positiva tem motivado consumidores e empresas a migrarem para o produto, já mirando a Política Nacional de Resíduos Sólidos que bate à porta da sociedade. O Brasil, portanto, está preparado para crescimento de demanda e o surgimento de novas aplicações. Entretanto, o que ainda preocupa o setor é o crescimento da importação de pré-formas, já que a Regra de Origem do Mercosul prejudica a indústria na medida que permite Argentina, Uruguai e Paraguai importarem resinas Drawback e exportarem pré-formas sem pagamento de imposto de importação e sem valor agregado. Quem detalha essas informações e faz um balanço sobre o desempenho do setor é o presidente da Associação Brasileira da 6 > >Plástico 06 PlásticoNordeste Nordeste> >Mai/Jun Mai/Junde de2012 2012

Indústria do PET (Abipet), Auri Marçon. O dirigente revela ainda o prejuízo contabilizado com o apagão ocorrido no nordeste em 2011, que desencadeou problemas técnicos e até parada da planta de resina da M&G, em Pernambuco. Naquele período, a produção interna caiu e a importação aumentou, além de ter exigido que alguns transformadores usassem seus estoques até o máximo, retardando suas compras e reposição de estoque para o segundo semestre. “Já o primeiro semestre de 2012 foi mais estável e os números refletem melhor a performance do mercado”. Revista Plástico Nordeste - Em termos de produção de PET, qual o posicionamento do Brasil frente a outras potências mundiais? Auri Marçon - A Indústria Brasileira do PET tem apresentado um desempenho positivo nos últimos dez anos, com crescimento médio anual em torno de 7,5%, número expressivo especialmente se comparado ao crescimento do PIB. Isso mostra a consistência do setor, que mesmo em anos de crise mantém sua posição e até cresce de forma substancial. Com a instalação da nova unidade da PetroquímicaSuape, o Brasil passará ter autossufuciência na produção da resina. Apontamos em 2011 um crescimento abaixo da média histórica, mas isso aconteceu devido aos grandes apagões de energia no nordeste que levaram às paradas da unidade da M&G em Suape. Ainda assim, notamos crescimento na produção daquele ano e, com o primeiro semestre de 2012 livre de percalços, a produtividade volta à normalidade, que é de crescimento em níveis que valem pelo menos o dobro do PIB. Plástico Nordeste - Já em termos de consumo, como está se comportando o país nos últimos anos? Marçon - O consumo aparente de PET em 2011 foi de 572 mil toneladas. Destas, 515 mil toneladas foram utilizadas para a fabricação de embalagens. A substituição de diversos materiais de embalagem pelo PET ainda prossegue, o que colabora para o aumento no consumo. O desenvolvimento

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Uma indústria preparada

tecnológico é também fator que influencia positivamente o consumo. Os projetos para redução de peso através de short finish ou lightweight, por exemplo, ainda que provoquem alguma diminuição no consumo de resina para cada unidade, por outro lado colaboram para manter crescente a produção de garrafas, com ganhos de produtividade para usuários e ganhos para o meio ambiente. Outros projetos inovadores, como o desenvolvimento de avançadas tecnologias que permitem o uso de garrafas feitas de material reciclado para contato com alimentos e bebidas e a mais recente introdução de BioPET fazem parte dessa escalada de sucesso, como ficou bem demonstrado durante a Conferência Internacional PETtalk, realizada em Junho deste ano. Plástico Nordeste - Quais são as principais tendências, oportunidades e novas aplicações para essa indústria? Marçon - São notáveis os avanços em resinas, design de pré-formas e garrafas e, claro, nos equipamentos necessários para garantir os resultados, com sistemas completos que incluem o envase asséptico, por exemplo. Também citamos acima alguns projetos de inovação que vêm impulsionando a Indústria. A introdução das novas tec-


nologias fazem das embalagens de PET uma meta para inúmeros produtos que podem utilizar-se das propriedades naturais do material para gerar comunicação ambientalmente positiva. Cabe ressaltar que a citada substituição acontece inclusive – e principalmente – devido à já implementada Indústria Recicladora para o material, o que permite aos usuários das embalagens uma resposta ambiental adequada face às exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Dessa forma, temos visto produtos de larga escala adotarem o PET. Um dos mais importantes é o leite, que passa a utilizar embalagens de PET através de marcas importantes como Shefa, por exemplo. Em outros casos, itens de maior segmentação utilizam a extrema maneabilidade do PET produzindo embalagens para nichos, como vimos recentemente em uma marca de cerveja. Cosméticos, energy drinks e sucos são segmentos que vêm adotando as embalagens de PET de forma sistemática, tanto para alcançar novos consumidores como para atender às novas demandas destes.

vimento de aplicações para o PET reciclado, inovando em setores tão importantes quanto a indústria têxtil, automobilística e de transportes coletivos, passando pelo setor de tintas, materiais de construção diversos e até de celulares, entre muitos outros. Esse é o resultado de um trabalho visionário, iniciado há mais de 15 anos, com o objetivo de obter padrões de qualidade para o material reciclado ao ponto de haver, já há algum tempo, demanda até 30% superior à oferta. Ou seja, a indústria está preparada para um crescimento substancial na reciclagem das garrafas de PET. Sobre esse aspecto, a Política Nacional de Resíduos Sólidos determina que as prefeituras atuem sobre a coleta seletiva. Esse é um ponto crucial para o crescimento significativo da reciclagem de PET doravante. Plástico Nordeste - Qual a produção nacional da resina? Marçon - O produção nacional de resina PET em 2011 foi da ordem de 376 mil toneladas. Mas este volume foi motivado pelo grande apagão ocorrido no Nordeste do Brasil em fevereiro de 2011, que desencadeou problemas técnicos e até parada da planta de resina da M&G, em Pernambuco. Naquele período, a produção interna caiu e a importação aumentou, além de ter exigido que alguns transformadores usassem seus estoques até o máximo, retardando suas compras e reposição de estoque para o segundo semestre.

Marçon - O consumo aparente de PET em 2011 no Brasil foi de 572 mil toneladas. Desse total, 515 mil toneladas foram utilizadas para a fabricação de embalagens. Para atender a esta demanda, o Brasil produziu, no período, 376 mil toneladas de resina e importou outras 92 mil toneladas do produto. O restante do mercado foi atendido por mais 104 mil toneladas de pré-formas. No primeiro semestre de 2012, os números relativos às vendas ao mercado interno mostram um crescimento superior a 10%, mas de imediato explicamos que esse número pode estar distorcido. O motivo é o grande apagão ocorrido no Nordeste do Brasil em fevereiro de 2011, que desencadeou problemas técnicos e até parada da planta de resina da M&G, em Pernambuco. Naquele período, a produção interna caiu e a importação aumentou, além de ter exigido que alguns transformadores usassem seus estoque até o máximo, retardando suas compras e reposição de estoque para o segundo semestre. Na prática, estimamos que esse crescimento seja de aproximadamente 2% apenas. Já o primeiro semestre de 2012 foi mais estável e os números refletem melhor a performance do mercado. Com produção estabilizada e vendas ao mercado interno regularizadas num patamar superior a 180 mil toneladas no período, as importações de resina PET grau garrafa recuaram 21% quando comparadas como o mesmo período de 2011.

Plástico Nordeste - O viés sustentável da resina é um diferencial competitivo no momento em que se disputa novos mercados com outros materiais, como vidro e papel? Marçon - Certamente. Como já comentamos, usuários de embalagem estão optando pelo PET devido à resposta ambiental positiva. No Brasil, a taxa de reciclagem de Plástico Nordeste - Como é a relação 57,1% está entre as mais altas do mundo. consumo X produção no país? Plástico Nordeste - Como está o preço Em 2011 foram quase 300 mil dessa matéria-prima frente toneladas de embalagens de aos importados que entram Petroquímica PET pós-consumo efetivamente no país? É competitivo? O Grupo italiano Mossi & Ghisolfi estendeu sua presença recicladas. Estamos sendo proMarçon - No caso do mercado no Brasil e América do Sul em 2002, quando efetivou a comcurados por empresas de ponta, brasileiro, a grande distorção pra da totalidade das ações que a Rhodia detinha na sua conpor exemplo no ramo de cosocorre no segmento de prétrolada brasileira Rhodia-ster. A empresa possui uma fábrica méticos, que desenvolveram o -formas, em razão da ROM de resina PET localizada em Ipojuca (PE) e é um dos mais imseguinte raciocínio: “baseados – Regra de Origem do Mercoportantes empreendimentos do mundo na indústria de poliésna PNRS, se vamos ter que dar sul. A norma permite que pater, colocando o Brasil na era da auto-suficiência em resinas destino às nossas embalagens, íses como Paraguai, Uruguai PET. A capacidade instalada da empresa no país é de 550 mil então vamos usar o PET, pois e Argentina importem resitoneladas por ano. Segundo informações da Companhia, a ele já tem um excelente desemna em regime de Drawback e América do Sul é um mercado de grande importância mundial penho na reciclagem”. exportem as pré-formas sem e ter um histórico de 10 anos é fundamental para consoliAlém de ser um dos maiores reo pagamento de imposto de dação da M&G no Brasil. Apesar do mercado tradicional no cicladores do mundo, o Brasil importação, sem atender ao uso do PET ser o de refrigerante, água e óleo comestível, a tem uma cadeia integrada, que requisito de valor agregado. empresa observa um crescimento importante no segmento de utiliza internamente a totalidaEsta situação tem provocado a cosméticos, farmacêutico, isotônicos e limpeza de casa. “Um de das embalagens recuperadas. destruição de empresas transmercado que está iniciando e que é promissor é para leite”. Temos a liderança no desenvolformadoras brasileiras. >>>> Mai/Jun Mai/Junde de2012 2012<<Plástico PlásticoNordeste Nordeste<<07 7


PLAST VIP NE Auri Marçon / PET Plástico Nordeste - Tocando neste assunto, como está se comportando a importação de resina PET? Marçon - Observando os dados oficiais do governo, podemos ver que o volume de pré-forma importada continua insistentemente alto, ou seja, continua num patamar próximo de 50 mil toneladas no semestre, com tendências a aumentar na segunda metade de 2012, quando nos aproximamos do verão. Isso ocorre porque o Brasil sofre com a distorção da ROM – Regra de Origem do Mercosul, que privilegia as pré-formas produzidas em países membros do bloco, com especial atenção para o Paraguai, que apresenta crescimento médio superior a 25% nos últimos anos. Já o Paraguai e o Uruguai juntos têm capacidade instalada para produzir pré-forma 400% acima da demanda interna, desovando esse excedente no Brasil e provocando a destruição das transformadoras que ficam impossibilitadas de competir com tanto desequilíbrio tributário. Isso vem ocorrendo especialmente em relação às empresas instaladas no sul e sudeste do Brasil. (Nota: membros do Mercosul podem importar resina em Drawback e exportar pré-forma sem pagar imposto de importação, sem atender requisito de valor agregado). Plástico Nordeste - Como está a questão da utilização do PET como embalagem de bebidas alcoolicas? É um mercado interessante e possível? Marçon - Sim. Na prática as indústrias desse setor vão seguir a tendência da demanda dos consumidores. Cachaça, vinho, vodca, entre outras bebidas, já usam as garrafas de PET há algum tempo. As propriedades da embalagem de PET para bebidas alcoólicas já foram amplamente demonstradas. Em todo o mundo essa é uma aplicação bastante comum, tanto porque o material é tecnicamente apto para o acondicionamento dos produtos, como porque as embalagens são extremamente convenientes: garantem a reciclagem no pós-consumo, são absolutamente seguras quanto à proteção do produto e também impedem que embalagens sejam utilizadas de modo perigoso, ou seja, não quebram e não geram cacos. Observe, por exemplo, que na última 8 > >Plástico 08 PlásticoNordeste Nordeste> >Mai/Jun Mai/Junde de2012 2012

tônicos são praticamente 100% envasados em PET. Isso ocorre com 95% dos vinagres. O mercado de maioneses sofreu uma inversão repentina, com as marcas líderes migrando para o PET. Com as mudanças no padrão de consumo, produtos como energéticos por exemplo, inicialmente destinados apenas a embalagens de consumo individual e focados em • O consumo aparente de PET em casas noturnas e festas, passaram a ser 2011 no país foi de 572 mil to- oferecidos em garrafas de PET de maior volumetria, possibilitando consumo em neladas; • Deste total 515 mil foram uti- grupo, ampliando o alcance do produto. Especificamente, o uso de PET para lizadas para fabricação de emba- energy drinks observou crescimento de lagens; impressionantes 195%. • O Brasil produziu no período Aliás, esse é o grande mérito das emba376 mil toneladas de resina PET lagens de PET: suas grandes qualidades em logística e produtividade, somadas e importou 92 mil toneladas; ao atendimento pleno das exigências • O restante do mercado foi do consumidor moderno - que busca atendido por mais 104 mil ton. praticidade, consumo em movimento, de pré-formas. transparência, segurança e preço justo – fazem do PET um material de embalagem democrático, capaz de levar Copa do Mundo as cervejas eram obri- seu conteúdo aos locais mais difíceis com gatoriamente vendidas em garrafas de total preservação do produto, atendendo PET por questão de segurança. O mesmo situações de emergência onde nenhuma se deu no Carnaval do Rio de Janeiro, outra embalagem seria capaz. onde somente garrafas inquebráveis de PET foram admitidas nas arquibancadas. Plástico Nordeste - Qual a relevância Esse uso é mais que conveniente: é ne- da região nordeste no consumo de PET cessário para a segurança em aglomera- atualmente? ções como nos estádios, shows, grandes Marçon - A região nordeste tem liderado eventos esportivos etc. Esse é um nicho o crescimento no consumo de modo gemuito bem vindo ao mercado de cerveja. ral. Naturalmente, os produtos que utilizam o PET como material de embalagem Plástico Nordeste - O ramo de bebidas estão incluídos. ainda é o principal consumidor da resi- Por outro lado, a presença da indústria na PET? Qual a proporcionalidade fren- em Suape tem feito com que uma espete a outras aplicações já tradicionais cial – e positiva – atenção seja dada ao no mercado? material, que passa a ser mais conhecido Marçon - Os refrigerantes são responsáveis e mais adotado. O Nordeste tem clima por cerca de 60% do consumo das embala- bastante favorável ao crescimento do gens de PET. A água mineral consome cer- consumo de bebidas que ajuda na hidraca de 14%. A terceira principal aplicação tação como água, refrescos, sucos, água é para óleos comestíveis, que consomem de coco, entre outros , quase todos eles mais 13%, aproximadamente. envasados em PET. À medida que a renda Essas proporções vêm sendo alteradas com per capta cresce na região, e o consumio tempo, conforme mais e mais produtos dor começa a se modernizar, com estilo migram para embalagens de PET, como é de vida mais dinâmico, o consumo deso caso da adesão importante de bebidas e sas bebidas industrializadas se intensiprodutos lácteos em geral e agora também fica. As embalagens de PET colaboram do leite propriamente dito. efetivamente, atendendo às expectatiPodemos, entretanto, observar pelo ponto vas de modernidade e simplificando a de vista dos usuários. Produtos como iso- vida do consumidor. PNE

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DESTAQUE Embala Nordeste

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volume recorde de investimentos públicos e privados anunciados a partir de 2011 transformou o Nordeste em destino preferencial de muitas empresas. Associado ao fato, o potencial de negócios para os setores compradores de máquinas na região vem atraindo a participação de fornecedores de equipamentos para embalar, processar e envasar produtos. Prova disso é que a EMBALA Nordeste - Feira Internacional de Embalagens e Processos entra em sua sétima edição com ótimas expectativas de negócios. O evento acontece entre os dias 28 e 31 de agosto, no Centro de Convenções de Pernambuco. De acordo com Luiz Fernando Pereira, diretor da Greenfield Business Promotion, empresa realizadora do evento, a feira está maior este ano e continua atingindo os segmentos que contemplam toda a cadeia produtiva da embalagem. Além das tradicionais áreas de embalagens e processos, os segmentos representados pela Alimentécnica, tecnologia para indústrias de alimentos e bebidas, estarão fortalecidos com expositores de renome. Já a Promoprint, vai trazer ao Recife os maiores fornecedores da indústria gráfica com prestadores de serviço em impressão digital, flexografia e serigrafia. Uma novidade, este ano, é que a feira vai contar com mais expositores do setor do plástico, que reúne os fornecedores da indústria de transformação do plástico. “Atingimos todos os setores. O consumo na região aumenta e as indústrias consomem mais embalagens. Este ano, por força da demanda, crescemos na quantidade de expositores de máquinas de grande porte”, diz Luiz Fernando. A Embala Nordeste ocupa este ano toda a área expositiva do Centro de Convenções e reúne cerca de 500 marcas apresentadas por expositores do Brasil e exterior Para o diretor da Greenfield, o crescimento da região acima da média nacional mudou o panorama de negócios para a indústria da embalagem. ``As empresas 10 > Plástico Nordeste > Mai/Jun de 2012

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O potencial do mercado nordestino na vitrina

ligadas a bens de consumo não duráveis instaladas em polos produtivos do Sul e Sudeste tiveram seu ciclo de investimentos em máquinas e equipamentos entre 2005 e 2009. Hoje investem mais em gestão e pesquisa e desenvolvimento´´, explica. Para ele, a constatação da mudança no panorama de negócios consolida dados de recente pesquisa realizada pela FIESP. Além disso, o impasse na solução de problemas na Zona do Euro, somadas às barreiras protecionistas na Argentina, prejudicam o comércio exterior gerando mais ociosidade para indústria. “Por viver um momento diferente em seu ciclo de expansão, o Nordeste se apresenta como uma alternativa importante para o setor de máquinas, já que a região tem investimentos anunciados em novas fábricas voltadas ao mercado de consumo que ultrapassam os R$ 10 bilhões”. Ainda de acordo com Luiz Fernando, o sucesso de uma feira como a Embala também pode ser explicado pela efervescência do segmento envolvido. Para ele, os empreendimentos estruturadores, que fortalecem a economia do Nordeste, como estaleiros,

Edição de 2011 reuniu público visitante de mais de 15 mil compradores

ferrovias, transposição, refinarias e portos, entre outros, são muito importantes. “Mas, se considerarmos os resultados da economia regional em 2012 veremos que os investimentos em áreas da indústria de alimentos e bebidas terão um impacto maior e imediato na economia dos estados do Nordeste, considerando que uma fábrica nestes setores tem um prazo relativamente curto de implantação”, diz. Outro fator importante, segundo ele, é o valor agregado que estas indústrias trazem aos Estados que às recebem. “Com a chegada de uma nova fábrica, várias cadeias produtivas se movimentam, como, por exemplo, as do setor de transformação de plásticos, logística e manutenção. Uma nova fábrica de alimentos movimenta desde o trabalhador rural ao grande distribuidor e gera um ciclo virtuoso de crescimento”, finaliza Luiz Fernando Pereira. >>>>


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DESTAQUE Embala Nordeste

Edição 2011

A VI Embala Nordeste - Feira Internacional de Embalagens e Processos, que aconteceu entre os dias 23 e 26 de agosto de 2011, reuniu um público visitante de mais de 15 mil compradores que circulou pelo pavilhão fazendo negócios que devem chegar a mais de R$ 1,65 bi movimentados durante o evento e nos próximos seis meses. A quantia supera em 10% as projeções iniciais.

Empresas austríacas marcam presença

O Consulado Geral da Áustria confirmou a participação de empresas austríacas na 7ª edição da Embala Nordeste, que acontece entre os dias 28 e 31 de agosto no Centro de Convenções de Pernambuco – Cecon, localizado em Olinda. No evento será realizada uma rodada de negócios com o intuito de desenvolver e estreitar contatos com as fábricas e marcas do país, o que deve proporcionar diversas parcerias. A delegação de empresários austríacos vai representar cerca de dez empresas consolidadas no segmento em seu país de origem, que buscam novos mercados e consumidores no Brasil. Os representantes internacionais vão apresentar equipamentos para a indústria gráfica e reciclagem, máquinas injetoras e outros instrumentos que utilizam o plástico e a resina como matéria-prima, produzindo tampas e compostos do tipo masterbatch. Os detalhes da parceria foram discutidos, em São Paulo, entre o vice-cônsul da Áustria, Stefan Nemetz, e o diretor 12 > Plástico Nordeste > Mai/Jun de 2012

da Greenfield Clarion, Luiz Fernando Pereira. O fluxo comercial entre a Áustria e o Brasil cresceu muito nos últimos sete anos. Em 2011 as exportações austríacas para o Brasil chegaram a US$ 1,5 bilhão e a quantidade de empresas austríacas presentes no Brasil duplicou nos últimos quatro anos. “Hoje já temos mais de 200 filiais de capital austríaco no Brasil. A Áustria tem um nome muito forte nos setores de máquinas para transformação de plásticos, seja injeção, extrusão ou sopro”, explica o Cônsul Comercial da Áustria, Ingomar Lochschmidt. Ele ressalta também que o crescimento econômico do Nordeste acontece num ritmo maior do que a media nacional e esse é um dos motivos dessa participação na feira Embala Nordeste. “Podemos trazer tecnologias austríacas avançadas a essa região que está em pleno crescimento e muitas vezes ainda está pouco explorada por empresas estrangeiras. Vamos apresentar várias novas empresas e esperamos bons resultados da rodada de negócios”. Os objetivos deste intercâmbio empresarial da Áustria na Embala Nordeste 2012 é o contato direto com os potenciais consumidores brasileiros, além de desenvolver acordos de exportação e importação. Outras informações sobre a participação do país europeu em eventos no Brasil podem ser consultadas no site www. advantageaustria.org/br.

Dentro dos estandes

Os expositores que participam da Embala Nordeste tem expectativas positivas em

Diretores da Greenfield explicam com detalhes evento de 2012

relação aos resultados do evento para seus negócios. Desta forma, levam para a feira tecnologias e lançamentos apostando no retorno do investimento. Com 25 anos de mercado, a Multi-União (Nova Odessa / SP), estará presente na feira com sua tradicional linha de cilindros e roscas (construção e recuperação) e também com uma extrusora mono rosca Ø 60mm LD 28 para atender vários segmentos de extrusão, como por exemplo, perfil, tubo rígido/flexível, forro, granulação, haste de pirulito / cotonete / canudo (mais de 50 linhas vendidas), tubo corrugado – conduite. Outra empresa que estará na Embala Nordeste é a Shini. Conforme informações da Companhia, a perspectiva para o evento de 2012 é de mais uma vez voltar da Feira com grandes negócios na região. A Shini participa da Embala Nordeste junto com seus representantes , apresentando toda sua linha de produtos, e a disposição para atender os clientes identificando as necessidade de cada da melhor maneira . Já a Colorfix, que possui uma filial no estado de Pernambuco - Distrito Industrial de Recife- participa da feira com muitas novidades. A companhia vai apresentar ao mercado do Nordeste brasileiro diversas linhas de cores e de efeitos variados visando agregar valor ao produto dos clientes. Entre os destaques da companhia para a feira estão: Efeito borda com cores vivas para uso em resinas transparentes, indicadas para o mercado de brinquedos, utensílios domésticos e cosméticos; Efeito perolado ou metalizado, muito utilizado em substituição de peças pintadas como painel de automóvel e puxadores de móveis, alem de embalagens para cosméticos, produtos higiênicos e brinquedos; Efeito marmorizado ou flocado, muito utilizado em peças de jardim, utensílios domésticos, brinquedos, embalagens para cosméticos, entre outros. “O mercado do Nordeste brasileiro é uma das grandes apostas da Colorfix para os próximos anos. Além dos efeitos iremos apresentar também uma linha de aditivos ampla que vai ao encontro da necessidade do mercado local”, explica o Diretor Supe>>>> rintendente da Colorfix, Francielo Fardo.


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DESTAQUE Embala Nordeste Além dos efeitos e dos aditivos convencionais, a Colorfix vai realizar lançamentos de produtos durante o evento. Entre eles está a linha Clearfix Colorants que tem entre os principais benefícios a alta transparência em polipropileno clarificado, cores vivas e limpas, alta resistência a migração e nucleação. Também possui uma alta processabilidade e dispersão. É regulamentado pelas normas para contato com alimentos, além de ter rápido setup entre cores. Será lançado também a linha Bactfix FDA que tem aplicação para os casos em que é necessário a proteção antimicrobiana com aprovação para contato com alimentos segundo regulamentação FDA, impedindo o ataque e a proliferação de fungos e bactérias as resinas poliméricas. Essa linha evita a formação de bolores, mau cheiro em peças plásticas e a perda de resistência mecânica por ataque de microorganismos.Outra linha de aditivo que entra como novidade é o Processfix HP (high performance), com aprovação para contato com alimentos. Quando adicionado ao polietileno ou ao polipropileno afeta o comportamento de cristalização, resultando em grande melhoria de propriedades ótica, equilíbrio entre rigidez e impacto, tempo de ciclo, otimizando assim todo o processo. A Refrisat participa da feira pela segunda vez. Segundo informação da empresa, a região tem sido responsável pela evolução de vendas representando hoje 9,8% do faturamento total da Companhia. “Os nossos parâmetros são baseados em nossas vendas de equipamentos periféricos para indústrias de transformação de plásticos por isso, acreditamos que o consumo esteja subindo proporcionalmente o percentual vendido”. Para a Embala Nordeste, a Refrisat levará dois produtos. Um deles é a Unidade de Agua Gelada Modelo SAT.030 AR, que alia tecnologia do produto com design e estilo sofisticado. Ainda conforme informações da empresa, com o inédito CLP, possui display de 4” programado por software com a lógica desenvolvida internamente, a Refrisat disponibiliza todos os recursos para proporcionar melhor desempenho e maior eficiência do equipamento. Pode ser aplicado em processos como injeção, sopro, extrusão, laminação e flexografia. Além disso possui circuitos de refrigeração independentes com operação por controle de capacidade seguindo as mais rígidas normas internacionais.Outro equipamento que será exposto da 14 > Plástico Nordeste > Mai/Jun de 2012

Embala Nordeste é o Termoregulador Modelo TMTI009, que controla com precisão processos industriais que utilizam de água e óleo como fluído, podendo ser aplicado em diversos sistemas industriais como injeção, extrusão e laminação de plástico, flexografia, na extrusão de borracha e rotativas gráficas, isso tudo com baixo consumo de energia. Para água existem opções de temperatura de 90°C até 130°C com água pressurizada, já para óleo térmico são fabricadas em mesmas temperaturas ou alternativa de até 250°C. Outra marca que estará na feira é a Pro-color Nordeste, expositora que trará para esta 7ª edição sua extensa linha de produtos desenvolvidos nesses 25 anos da sua estória , procurando estreitar o relacionamento e a proximidade dos clientes dessa nobre região e as suas necessidade, fortalecendo a sua MARCA e seus produtos, visualizando o evento como uma ótima oportunidade. Estabelecida em Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana de Recife no Estado de Pernambuco, a Pro-Color Nordeste vem renovando o conceitos em cores , trazendo ao mercado alternativas para os transformadores das industrias plásticas, além de disponibilizar aos seus clientes produtos de qualidade e eficiência na entrega de toda a região nordeste. Já para Piramidal, que participa pela segunda vez do evento, o nordeste é um dos mercados que mais cresce no Brasil, apesar do momento difícil da indústria. “Acreditamos em um segundo semestre melhor e a Piramidal quer ampliar seus negócios com os parceiros do Nordeste”, explica o diretor Wilson Donizetti Cataldi. No estande, os visitantes podem conhecer os produtos comercializados e distribuídos pela Piramidal, como resinas commodities (PEBD / PEBDL / PEAD / EVA / PP homopolímero / PP copolímero / PP random / UTEC / flexus / poliestireno cristal e alto impacto / masterbatches e aditivos) e resinas de engenharia(compostos de polipropileno / ABS / SAN / policarbonato / blenda de policarbonato + ABS / acrílico / nylon 6 e 66 / poliacetal / borrachas naturais e nitrílicas / PBT / noryl E ASA). A Indústrias Romi S.A. apresenta ao público da Embala Nordeste 2012 duas novidades que podem alavancar os negócios das empresas produtoras de embalagens, incluindo, ainda, a linha completa de máquinas para plásticos da companhia. A primeira novidade é a Sopradora Automática

ROMI PET 230. Equipamento com capacidade produtiva de até 2.500 frascos por hora e de até 3 litros de capacidade volumétrica, a sopradora tem, como diferencial, alimentação e extração automáticas. A máquina é destinada, principalmente, à fabricação de garrafas PET para as indústrias de alimentos, bebidas e produtos de higiene e limpeza. Os visitantes também poderão conhecer a Injetora Hidráulica ROMI EN 150, máquina equipada com servobomba, que garante melhor performance do sistema hidráulico, com baixo nível de ruído e consumo energético. O equipamento é destinado à produção de peças de pequeno e médio porte, com aplicações de até 170 toneladas. Para o diretor geral da Activas, Laercio Gonçalves, a participação da distribuidora de resinas na Embala Nordeste é de extrema importância. “Avaliamos ser uma ótima oportunidade para estreitarmos o relacionamento com os clientes das regiões Norte e Nordeste”, afirma o empresário, ressaltando que o mercado do Nordeste apresenta um grande potencial de crescimento, motivado pela demanda local em alta, maior poder aquisitivo da população e pelos incentivos municipais e estaduais, o que torna a região muita atrativa para instalação de novas indústrias. Gonçalves lembra que o desenvolvimento nordestino cresce a uma média de 7,3% ao ano, segundo o IBGE, com a expectativa de um salto anual de 5%, nos próximos dois anos, bem acima da expectativa para o país. “O potencial local chama a atenção de grandes redes de varejo e indústrias e consequentemente crescerá em consumo de resinas termoplásticas”, salienta. Esta é a 5ª participação da Activas na Embala Nordeste e, para o empresário, a feira tem evoluído muito nas últimas edições e certamente estará entre as principais feiras do setor plástico na América do Sul. A novidade que será apresentada pela empresa durante o evento será o PE Verde, produzido pela Braskem. “Buscando cada vez mais agregar valor ambiental ao seu portfólio de produtos, a Activas agora é distribuidora oficial do plástico verde, um renomado produto de ação sustentável que além de ser proveniente de fonte renovável, a cana de açúcar, e reduzir as emissões de CO2, ainda preserva as características de um polietileno tradicional e é uma opção para a utilização de plástico”. PNE


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Tendências

& MercadosSopradoras

Segmento investe em qualidade, lança máquinas, destaca as classes emergentes que aquecem o consumo de embalagens, aposta no crescimento do Nordeste, mas teme o risco de desaquecimento da economia.

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Setor mantém o passo e faz lançamentos

O

s principais fabricantes de máquinas sopradoras destacam que 2010 foi um ano extremamente positivo para o setor e que nem sempre é possível manter os mesmos níveis de crescimento diante da instabilidade da economia brasileira sobre a qual se refletem as dificuldades internacionais. No entanto, o segmento de sopro passa por um período de estabilidade, mas com cautela diante das incertezas. Isso exige criatividade e investimento em inovação e tecnologia para atrair os compradores. Os grandes eventos sempre foram o palco ideal para lançamentos dirigidos ao mercado de máquinas para a indústria do plástico, ávida em oferecer aos transformadores produtos que garantam mais competitividade. Foi assim no segmento de sopradoras em 2011 e 2012, quando muitas empresas apesentaram novidades, como a Indústrias Romi S.A., com destacada presença na Feira Internacional da Mecânica (FIM), em fins de maio, em São Paulo. William dos Reis, que assumiu como Diretor da Unidade de Máquinas para Plásticos da empresa, reforça o potencial de inovação e comprometimento da área com lançamentos na feira. “Além de oferecer máquinas de alta produtividade e eficiência energética, a Romi tem uma completa seleção de vantagens e 16 > Plástico Nordeste > Mai/Jun de 2012

benefícios para seus clientes, por meio do valor estendido de seu equipamento, tais como: Equipes especializadas que orientam na escolha ideal da sua máquina; Centro de treinamento com cursos de operação, programação e manutenção; Apoio técnico em processo; Suporte técnico à distância; e Assistência técnica e peças de reposição”, ressalta o executivo. Para William dos Reis, a Mecânica foi uma oportunidade “para demonstrar a presença da Romi no mercado e o elevado nível tecnológico e de qualidade das injetoras e sopradoras, que aliam desempenho, eficiência energética e durabilidade, atributos da marca reconhecidos pelos usuários como “top of mind” do setor”. Ele acrescenta ainda que, “a empresa está preparada para oferecer ao mercado equipamentos com excelente custo-benefício, soluções tecnológicas e qualidade superior”.

Novos produtos

O setor procura sempre apresentar novidades, como aconteceu com a Romi

Diretor da Romi, William dos Reis, enfatiza o potencial da região nordeste

na FIM: os destaques foram para a Sopradora ROMI Premium Full e Sopradora ROMI PET 425. Confira as principais características de cada modelo: A empresa informa que a sopradora ROMI Premium Full dispõe de Programador de Parison com válvula Moog que permite até 512 pontos de programação; painel de comando (CM 10 - B&R), com tela colorida 10”, programação e navegação por teclado touchscreen e software de última geração; controle individual de temperatura para torpedo e trefila; sistemas de segurança de acordo com a norma NR-12; excelente qualidade de sopro e produtividade; é compacta e de baixo consumo energético. Sua aplicação é na fabricação de embalagens de até 5 litros. Outro modelo de sopradora lançado >>>>


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Tendências

Com extensa gama de sopradoras em seu portfólio, como a HPZ 300, Pavan Zanetti atende vários segmentos

pela indústria, a ROMI PET 425, é uma máquina totalmente automática, adequada à alta produção; tem silo alimentador e carregador automático de pré-formas; navegação por teclado touchscreen; troca de moldes simples e rápida, com baixo nível de ruído; excelente qualidade de sopro e produtividade; também é compacta e de baixo consumo energético; todos os sistemas de segurança estão de acordo com a norma NR-12. Esse modelo é aplicado na fabricação de garrafas PET para a indústria de alimentos, bebidas e produtos de higiene e limpeza, com capacidade para até quatro frascos de 2,5 litros. Outra indústria tradicional no setor, a Pavan Zanetti, com sede em Americana (SP), também destaca que tem várias soluções em seu catálolgo. “Fabricamos uma extensa gama de máquinas sopradoras que atendem frascos e produtos industriais, químicos e autopartes, e também sopradoras para pré formas de PET. Atendemos à fabricação de produtos desde o volume mínimo de 5 ml até produtos que chegam a volumes de 500 litros”, ressalta o Diretor Comercial Newton Zanetti. Conforme o executivo, os segmentos de mercado atendidos são também 18 > Plástico Nordeste > Mai/Jun de 2012

extensos e atendem a toda a cadeia de frascos ( higiene e limpeza, higiene pessoal, cosméticos, fármacos, alimentação, químicos, agro químicos, brinquedos e peças técnicas). A Empresa também investe em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos para atualizar a tecnologia do setor. “Lançamos recentemente a série nacional de sopro para pré formas de PET, a sopradora PETMATIC 3C/2L com sistema de sopro e estiramento por servo motor, que possibilitou redução de tempo de sopro e ciclo, redução de ar comprimido de baixa e energia elétrica e produção até 4.000 frascos de 500 ml”, complementa Zanetti. A Bekum, igualmente uma indústria de vanguarda para este segmento, também destaca sua abrangência de atuação, com a fabricação de sopradoras por extrusão contínua e por extrusão com acumulação para os mercados de embalagens e peças técnicas. “Os artigos soprados nas nossas máquinas são tipicamente frascos, bombonas, dutos de ar, tanques de combustível e outros produtos para as mais diversas aplicações”, informa a diretoria. E para não perder competitividade no mercado a empresa também preocupa-se em atualizar a tecnologia de seus produtos com novidades. A diretoria da Bekum revela que lançou uma máquina de baixo custo em 2011 que teve uma ótima aceitação. “Outros lançamentos serão apresentados somente a partir de meados de 2013”, avisa. Novidades também fazem parte da es-


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Bekum: sopradoras por extrusão contínua e por extrusão com acumulação para setores de embalagens e peças técnicas

tratégia da Pintarelli Industrial, com sede em Joinville (SC). A empresa é fabricante de máquinas sopradoras por extrusão continua com mais 60 equipamentos das linhas Starmaq, Sopratica e Versatile em células automatizadas para os mais variados segmentos de embalagens. O Gerente Comercial Carlos André D. Pintarelli destaca a qualidade, produtividade e excelente custo beneficio dos modelos. “Estaremos na Interplast 2012, onde apresentaremos um modelo da linha Starmaq, totalmente automatizada com periféricos fabricados pela Blufer Tecnoplast. Pintarelli revela que a nova linha foi totalmente reestilizada, está mais robusta, com força de fechamento maior, permite um maior numero de cavidades na mesa de sopro e foi desenvolvida para atender a NR12. O sistema hidráulico foi projetado para ter o melhor desempenho em termos de velocidade de trabalho com controle proporcional e com menor geração de ruído. O comando por IHM gráfica de 10” “touch screen” permite o acesso rápido a todos os parâmetros operacionais. “Um grande diferencial, aliás, característica de todas as sopradoras fabricadas pela Pintarelli Industrial, é o baixo consumo de energia e a possibilidade de incrementar mais cavidades com maior velocidade em célula totalmente automatizada”, completa o executivo. Nessa disputa entre os fabricantes de sopradoras também existem empresas como a MacSopro, com sede em Gravataí, que precisam fazer um esforço redobrado para conquistar uma fatia do mercado. Conforme o diretor Gilvan Santos de Oliveira, “hoje a

MaqSopro fabrica máquinas de 50ml até 150 litros, para segmentos de garrafas, cosméticos, higiene, produtos agrícolas e brinquedos”. O executivo informa que a empresa não tem lançamentos recentes e trabalha com um catálogo consolidado entre os clientes.

Mercado atual e o Nordeste

Apesar de o Brasil ser um imenso mercado para vários setores da economia, nem sempre as metas podem ser consideradas positivas quando são usados dados comparativos. Segundo Newton Zanetti, “os setores industriais de produção de máquinas para plásticos, também especificamente o sopro, experimentam uma redução de vendas em relação ao ano muito bom que foi 2010, porém ainda achamos que o volume de vendas está em bom nível”. O que preocupa, ressalta o executivo, são sinais de desaquecimento da economia conforme índices atuais dos institutos brasileiros. “Também sofremos com a concorrência internacional porém com o aumento da cotação do dólar, cremos que isso deve diminuir em intensidade e deve proteger um pouco mais a indústria nacional”, avalia. Conforme Zanetti, as vendas em 2011 tiveram decréscimo em relação ao grande ano de 2010, “o que era esperado, pois na época, aproveitou-se do apoio dado pelo governo com a implementação do Finame PSI e o mercado adquiriu mais máquinas do que era necessário e portanto houve ociosidade, refletindo a queda de vendas em 2011”, explica. Por motivo estratégico comercial a empresa não informa a quantidade fabricada e a queda nas vendas em porcentagem. Para a Pavan Zanetti os mercados mais expressivos são o estado de São Paulo, incluindo capital e Interior, como a região mais expressiva e, em seguida, o Nordeste, com aumento de vendas nos últimos anos, >>>> Mai/Jun de 2012 < Plástico Nordeste < 19


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após o inicio do governo Lula. “Os investimentos do governo na região incentivaram o empresariado local a investir também e, aliado a melhoria do poder de compra do nordestino, fez com que a região voltasse a ser muito importante para as nossas vendas. Temos um carinho muito especial pelo Nordeste, que foi uma das regiões que alavancaram nosso crescimento ao longo dos anos, desde o final dos anos 70, quando pusemos os pés pela primeira vez nessa região”, lembra Newton Zanetti – em agosto de 2011 a Pavan Zanetti inaugurou uma filial em Jaboatão dos Guararapes (PE) O foco da empresa, no entanto vai além desse cenário citado. “Vendemos para todo o Brasil e para a América Latina toda em especial para a América do sul, especialmente na Argentina, Peru, Colombia , Chile e Uruguai”, completa o executivo. Na Romi, o comentário do diretor Wiliam dos Reis sobre o comportamento do mercado brasileiro para sopradoras na atualidade, em parte foi positivo. Ele informa que durante a FIM 2012, a empresa atingiu as metas, apesar de o mercado se mostrar em compasso de espera. “Observamos que os investimentos estão sendo feitos somente para projetos já consolidados. Com isso, para aumentar as opções de equipamentos para os nossos clientes estamos lançando a sopradora ROMI PET 425 e a nova versão da sopradora convencional, Premium Full. Quanto ao Nordeste, a Romi destaca o potencial da região, mas informa não ter números específicos sobre as vendas locais. “Os dados de comercialização de máquinas para plástico da Romi são englobados, portanto não temos como fornecer os dados dessa região”, explica. Na Bekum, que segundo a diretoria comercializa suas máquinas para todas as regiões do Brasil e para o mercado externo, os números de 2011 fecharam um pouco abaixo de 2010. “Mas 2012 está sendo melhor”, ressalta. Na avaliação geográfica de clientes do mercado externo, a América Latina e o Leste Asiático são os de maior destaque. No entanto, conforme avaliação da diretoria, “o Brasil é nosso melhor mercado, principalmente as regiões Sudeste e Sul”. Considerado por muitos um novo pólo de consumo de máquinas, o Nordeste também entra na planilha da empresa como mercado importante. “Temos muitas máquinas da Bekum na região e o Nordeste 20 > Plástico Nordeste > Mai/Jun de 2012

Máquina da MacSopro: empresa considera nordeste um mercado interessante

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Tendências

Mais consumo e novas aplicações

tem um potencial muito grande. Fechamos alguns projetos na região neste ano, mas esperamos um crescimento maior nos próximos anos”, confirma a diretoria. Outra empresa com expressiva participação no mercado, a catarinense Pintarelli, segundo o Gerente Comercial Carlos André D. Pintarelli apresenta um resumo do desempenho no mercado.”A Pintarelli historicamente tem crescido 10% ao ano, esperamos este ano crescer entre 10 e 15%”, projeta. Conforme o executivo, a empresa tem planos de expansão que vão além das regiões Sul e Sudeste. “Aplicamos nossas forças de vendas a todo território nacional, dando ênfase ao mercado de São Paulo e ampliando o foco no mercado do Nordeste, que há alguns anos vem crescendo muito rapidamente”, explica. No caso da gaúcha MacSopro, os números levantados sobre as vendas no setor não foram tão animadores. Conforme o diretor Gilvan Santos de Oliveira, há uma justificativa. “Com a entrada da concorrência de sopradoras importadas (principalmente chinesas), diminuiu muito o mercado nacional e as vendas cairão muito”, avalia. Em 2001 a MacSopro comercializou seis unidades. O executivo informa que a empresa vende para todas as regiões do Brasil, mas Santa Catarina e São Paulo são os melhores mercados. Apesar da distância, mercado do Nordeste é considerado muito interessante, com muito orçamento, mas poucas vendas até o momento. “Há muito interesse em aumentar as vendas para essa região”, completa Gilvan.

Todos os estudos sobre aumento do consumo no Brasil destacamm que a elevação do poder de compra das classes D e E e o crescimento da classe média tem grande responsabilidade pelo desenvolvimento econômico que se reflete em toda a cadeia produtiva. E a relação é simples: as pessoas ganham mais e passam a consumir produtos até então apenas desejados. “O aumento do poder aquisitivo destas classes reflete positivamente no crescimento do consumo de embalagens”, avalia William dos Reis, da Romi. “O maior índice de vendas é o setor de bebidas. Mas setores como cosméticos e materiais de higiene e limpeza também potencializam o mercado de sopradoras convencionais e sopradoras PET”, acrescenta o executivo. Para a diretoria da Bekum esse fator não é tão expressivo para mudar o ritmo de negócios. “Acreditamos que haverá pouca mudança em termos de venda de máquinas para este ano”, avalia. Aliado ao fator consumo, outro quesito importante para alavancar vendas é a inovação, a descobertar de novos nichos para a produção. Por isso a indústria de máquinas para plásticos é extremamente dinâmica e está sempre pesquisando sobre novas aplicações para peças sopradas, além dos segmentos tradicionalmente visados. William dos Reis, da Romi, explica que a linha de máquinas sopradoras Romi se destaca pela versatilidade de aplicações. “Além do segmento clássico, como embalagens, ainda disponibilizamos aplicações nas áreas da construção civil, automobilística, médico-hospitalar, máquinas agrícolas entre outras”, enfatiza o executivo. A Pavan Zanetti também comentou sobre este tema, mas com posicionamento diferente. O experiente Newton Zanetti destaca que hoje os campos atendidos pelo sopro são amplos mas sempre se busca algum segmento especifico principalmente em produtos industriais. “No setor de embalagens poucas opções restam para explorar no momento, a não ser produtos


específicos para PET”, esclarece. Para a Bekum, segundo a diretoria, existem novas possibilidades. “Por exemplo, através da utilização de resinas como o PET-G que permite a produção de garrafas transparentes com alça ou a fabricação de frascos PET em geral em pequenas tiragens. Esse material pode ser processado em sopradoras convencionais.”

A questão cambial

O setor industrial brasileiro convive com o drama permanente provocado pela variação cambial: o dólar baixo favorece a entrada de máquinas estrangeiras a preços quase imbatíveis diante dos custos de um produto nacional; o dólar alto sustenta a política de manter os fabricantes locais em situação competitiva, como também favorecendo a exportação. Newton Zanetti, Diretor Comercial da Pavan Zanetti e vice-presidente da Comissão Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico (CSMAIP) da Abimaq, faz uma avaliação interessante

sobre esse assunto na última década. “A questão cambial influenciou negativamente nossas exportações a partir do inicio dos anos 2000, acentuando cada vez mais a medida que o valor do real se fortaleceu frente ao dólar. Essa década perdida para a exportação nos fez perder mercados que havíamos aberto a muito custo, muito sacrifícios e viagens pela América Latina e hoje mesmo com a desvalorização do real, ainda não percebemos uma melhoria desses negócios. Além da paridade dólar-real, temos ainda a feroz concorrência asiática (China) que tem preços super atraentes para o mercado do 3º Mundo”, comenta Zanetti. E acrescenta: “Também o aumento dos custos internos (Custo Brasil) tem nos tornado menos competitivos frente aos fabricantes europeus, principalmente italianos, o que dificulta muito os negócios de exportação, ou seja, não basta somente a desvalorização do real atual e sim temos que encontrar meios de reduzir nossos custos de fábrica, impostos e aduaneiros.

È uma situação complicadíssima e dificil de resolver”, alerta. Na Romi, segundo o Diretor Williams dos Reis a avaliação é semelhante. “O câmbio afeta a competitividade das máquinas nacionais. No valor atual de câmbio, os equipamentos importados ficam mais caros, mas também todo o conteúdo de itens importados das máquinas são afetados. Outro fator importante é o risco que o comprador passa a ter diante da perspectiva de assumir compromissos em moeda estrangeira”, explica. No caso da Bekum, a diretoria comenta a forma como a questão cambial tem afetado os negócios: somente pontualmente. “Perdemos alguns mercados em função da valorização do real frente ao dólar, mas compensamos essas perdas com vendas para outros mercados novos”, esclarece. A MacSopro, no entanto, é mais incisiva. Segundo Gilvan de Oliveira, “a questão cambial tem afetado muito nos negócios; o material nacional está muito caro e o importado muito barato”, finaliza. PNE

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Tendências

& MercadosInjetoras

Por Gilmar Bitencourt

Na linha de chegada

S

e existe uma opinião de consenso entre a indústria de máquinas para o setor de transformação de plásticos, esta é sobre o potencial de crescimento do Nordeste. Pelo menos, pode-se dizer que é praticamente uma unanimidade no setor de injetoras. Todos os entrevistados para esta matéria especial sobre o mercado nordestino de injeção destacaram que a região está em franco crescimento. “O mercado de plásticos no Nordeste encontra-se em expansão, visto que houve aumento da renda das classes sociais, que estão consumindo mais na região”, comenta Leandro Siqueroli, do departamento de assistência técnica, da Haitian. Segundo ele, as indústrias locais estão se adequando para atender esta demanda. Acrescenta ainda que “as empresas do Sul estão se instalando no Nordeste também vislumbrando participar deste mercado crescente”. De acordo com Siqueroli, setores, como o de eletrodomésticos, estão implantando novas indústrias e têm projeto

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Crescimento do mercado nordestino é destacado pela indústria de injetoras que vem ampliando a sua atuação na localidade.

para expansão de plantas já instaladas na localidade. “No setor de linha branca estão previstos importantes investimentos para 2013 e 2014, como também dos segmentos elétrico e eletrônico”, observa. O representante da Hatian salienta que o setor automobilístico está investindo no estado de Pernambuco e ampliando a atuação na Bahia. No mesmo ritmo de crescimento, ele destaca os segmentos de caixaria, de mobiliário de plástico, utilidades domésticas e embalagens em geral. O gerente de Negócios para Embalagens, da Husky, Paulo Carmo, também observa que o mercado nordestino está em franca em franca expansão, tanto em volumes processados quanto em atualização tecnológica. “Antes era focado em nichos específicos, pela iniciativa de convertedores que se fixavam próximos aos clientes finais, agora o mercado nordestino vem

Linha Marte da Haitian conta com máquina de 280 toneladas de força de fechamento

se firmando com fornecedores de porte e abrangência nacional”, comenta. Newton Zanetti, diretor comercial da Pavan Zanetti, fala que pela ótica de fornecedor de maquinas injetoras vê o mercado da região crescente e concorrido. Crescente, pelo aumento de demanda local e pela migração de empresas do Sul e Sudeste para a localidade. “Concorrido, devido à grande gama de todos os tipos de injetoras fornecidas no mercado”, observa. A Arburg é outra empresa que destaca o potencial do Nordeste. Conforme o diretor geral da unidade brasileira da empresa, Kai Wender, o mercado nordestino está >>>>


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voltado principalmente para produtos básicos. Ele salienta que os transformadores da região estão investindo para ampliar a competitividade, principalmente pelo o aumento da concorrência. “A expectativa para o futuro próximo é da instalação de montadoras de veículos na região, além de empresas de outros segmentos, como da área médica”, comenta. Roberto Guarnieri, gerente da divisão de plásticos do Grupo Furnax, salienta o bom desempenho do Nordeste e a importância da região para a empresa. “Atualmente consideramos que o mercado

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nordestino de injeção como o que apresenta maior crescimento e renovação de equipamentos em comparação aos demais estados do Brasil”, frisa.

Aproveitando o momento

A indústria chinesa Haitian, que atua no Nordeste através de representante comercial e de equipe de assistência técnica, está oferecendo produtos que buscam atender as exigências dos transformadores da região com o objetivo de ampliar a sua participação neste mercado. De acordo com o representante da empresa, paralelamente

Guarnieri, da Furnax: “mercado nordestino de injeção apresenta maior crescimento e renovação de equipamentos”

a este momento de crescimento, as novas empresas e as companhias já instaladas na região estão investindo em equipamentos que ofereçam a melhor relação custo beneficio. “Produtividade , baixo consumo de energia, baixo nível de ruídos, segurança para o operador e a escolha do equipamento ideal para a atividade particular de cada planta, são aspectos cada vez mais considerados”, acrescenta Siqueroli. Segundo Siqueroli é neste cenário que a Haitian, está conquistando o seu espaço, “visto que possui uma gama bem diversificada de máquinas”. Como exemplo, ele destaca as linhas Tianjian/Pluto j e Marte (maior velocidade e precisão) com fechamento por braçagem com 5 pontos. Os equipamentos utilizam servo motor na injeção, “propiciando expressiva economia de energia em relação a injetoras conven- >>>>


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Tendências

cionais e com bomba de vazão variável”, salienta. Acrescenta ainda, que esta tecnologia evita o desperdício de energia, pois durante fases do processo de injeção, a rotação é reduzida e na fase de resfriamento a saída do sistema é zero. “O que representa um consumo de energia de 20% a 80% menor, dependendo dos fatores do processo”, comenta. Outra opção da empresa, também com tecnologia com servo motor, é a linha Jupiter, que foi concebida para máquinas de grande porte visando economia de espaço e peso total, utilizando um fechamento através de uma terceira placa acionada por cilindros hidráulicos, que substituem a braçagem. “Este modelo também é altamente econômico por utilizar servo motores, além de possuir maior abertura”, fala Siqueroli. Para aplicações especiais onde e requerido ciclo ultra rápido, a Haitian possui a linha Venus, totalmente elétrica. “Ideal também para embalagens, para alimentos e para o setor medicinal, além de outras aplicações”, comenta o representante. As injetora hidráulicas da linha Mercúrio, que vão até 150 toneladas de fechamento , também são destindas para ciclos ultra rápidos.

Soluções integradas

Paulo Carmo destaca que a Husky tem uma forte atuação no Nordeste, com especial presença nas cidades de Recife (PE), Fortaleza (CE) e Salvador (BA). “Dispomos de um técnico residente em Recife, de modo a garantir rápido tempo de resposta aos nossos clientes”, acrescenta. Quanto as exigências do mercado, frente ao aumento da concorrência enfrentada pelos transformadores, o gerente comenta que, como em qualquer segmento, a concorrência existe e estará sempre presen26 > Plástico Nordeste > Mai/Jun de 2012

te. Neste sentido o setor de transformação de plástico não foge à regra e a opção é produzir com melhor qualidade, eficiência e menor custo. “O cumprimento destes três objetivos ocorre pelo uso de novas tecnologias”, observa Carmo. Para atender esta demanda, o gerente destaca que a Husky tem sempre como o foco a evolução tecnológica constante de seus produtos, visando fornecer aos clientes produtos que lhe permitam a produção de itens com o menor custo unitário. “Isto vale para toda nossa linha de injetoras, sistemas de câmaras quentes, moldes, robôs, periféricos, sistemas de supervisão fabril, etc.”, salienta Carmo. De acordo com o executivo, a Husky é a única marca do mercado que oferece soluções integradas para produção de pré-formas PET em ciclo rápido, “a qual inclui injetora, molde completo de injeção, robô e todos os equipamentos periféricos”, acrecenta.

Primeiro aniversário

No mês de agosto, a filial da Pavan Zanetti em Recife (PE) completa um ano de atividade. Segundo o diretor comercial, a unidade tem máquinas injetoras da linha HXF em exposição permanente, peças de reposição e assistência técnica local (finalizando a implantação ) para atender toda a demanda nordestina. Esta atenção direta da empresa na região confirma o potencial do Nordeste e a sua importância para a empresa. Segundo Newton Zanetti, o Nordeste só fica atrás da região sudeste em número de máquinas vendidas.”Entretanto, considerando a participação do mercado local, esperamos para o próximo ano um crescimento de 30 % e a cada ano seguinte 10 % a.a”, salienta.

Destinada a uma variedade de aplicações, série de injetoras HFX é o carro-chefe da Pavan Zanetti na região

Para obter este bom desempenho, a estratégia adotada pela empresa foi de oferecer produtos que atendam as principais exigências dos transformadores, aliando preço a qualidade. De acordo Newton Zanetti, a companhia fez uma parceria com uma empresa estrangeira, “sob nosso perfil técnico e custo acessível formatando um bom pay back para nossos clientes e acima de tudo um pós-venda eficiente. Com isso estamos conseguindo alcançar resultados mais positivos na região”, acrecenta. Zanetti comenta que muitas empresas estão oferecendo equipamentos com preço muito competitivo, entretanto a qualidade fica a desejar e um pós-venda ruim. Outras oferecem alta tecnologia e pós-venda muito bom, entretanto com preços elevados inviabilizando os projetos de alguns transformadroes. Neste sentido o diretor alerta, “é importante para os convertedores que, antes de comprar um equipamento, verificar a procedência e referencias”. Ele explica, que é valido solicitar aos fornecedores visitas ou contatos de clientes para avaliação da marca e modelo”. A série de injetoras HXF, carro-chefe da empresa na região, é fruto da parceria entre a Pavan Zanetti e uma empresa asiática, “que fabrica essa série sob nossa encomenda com atributos técnicos definidas pela nossa empresa”, destaca o diretor. As injetoras da linha atendem a capacidade de 58 a 2.200 toneladas de fechamento. São destinadas para uma ampla gama de aplicações, incluindo a produções de pré-formas de PET, peças técnicas, tampas de frascos, brinquedos, aparelhos eletrônicos, construção civil, entre outras. Podem ser fornecidas com alguns opcionais exigidos para cada setor de atuação. A empresa oferece máquinas básicas com fechamento 5 pontos hidro-mecânico, bombas hidráulicas fixas e hidráulica proporcional. Também máquinas especiais com bombas de vazão variável, servo motor no sistema hidráulico para economia de energia elétrica, máquinas com injeção rápida com acumulador de pressão e hibrídas com servo motor também no sistema de extrusão >>>>


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& MercadosInjetoras FOTOS: DIVULGAÇÃO

Tendências

Gilberto Baksa, da Sandretto: foco de atuação no nordeste está na oferta de equipamentos mais produtivos

de sucesso mundial e que agora ganhou agora mais tecnologia”. A linha Goldenedion é composta por máquinas com 40 a 460 toneladas de força de fechamento. “As máquinas podem ser facilmente automatizadas, com a própria série de robôs, até ser integrado em celular completamente automatizada”, informa o diretor.

Reforçando a atuação

Apostando na tecnologia

Kai Wender, da Argurg, apresenta a série Goldenedition, que conta com “pacote de produtividade”

(dosagem). “Umas das condições básicas que exigimos dessas máquinas foi o atendimento as normas NR-12 ( segurança) e enquadramento em normas brasileiras em geral. O retorno dessas máquinas tem se mostrado excelente ( custo e beneficio), temos o diferencial de uma assistência técnica total , ágil e com garantia plena de um ano e permanente”, acrescenta Zanetti. 28 > Plástico Nordeste > Mai/Jun de 2012

Com atuação no Nordeste através de um representante local, a Arburg aposta na tecnologia para oferecer maior competitividade aos convertedores locais e ampliar as suas vendas. Conforme o diretor geral da empresa, frente à grande oferta de máquinas de tecnologia básica presente no mercado, a Arburg busca os clientes que sabem que o principal beneficio da tecnológica é a redução de custo do produto injetado, “assim o maior investimento resulta na maior competitividade contra os concorrentes diretos”, salienta Kai Wender. A principal novidade da Arburg para o mercado Nordestino é a serie Goldenedition, que conta com o “pacote de produtividade”. O equipamento amplia a produtividade devido ao menor tempo de ciclo, em combinação com a redução do consumo de energia. Segundo Wender a injetora possui motor de velocidade variável, combinado com uma bomba de vazão variável, diferente da servobomba utilizadas pela maioria dos fabricantes de injetoras. De acordo com o diretor, o pacote de produtividade oferece dois aspectos positivos para os clientes: melhor produtividade e menor consumo de energia. “Oferece o melhor custo beneficio para o cliente quem busca a excelência”, acrescenta. Wender destaca ainda, que o principal ponto é a robustez desta série que foi lançada em 2006, “com gran-

O coordenador de marketing da Sandretto do Brasil, Gilberto Baksa, comenta que a empresa sempre teve uma forte atuação no mercado nordestino, mas salienta que atualmente a companhia teve uma queda na sua participação na região. Ele explica que esta queda ocorreu por falta de representação comercial local e pela abertura de mercado. Mas Baksa destaca que a empresa pretende voltar aos velhos tempos, para isso reativou a representação na localidade. “A partir deste ano, estamos trabalhando forte para atender nossos clientes e abrir novos mercados. São várias empresas que nos representam em todo o Nordeste”, salienta o executivo. Informa que a lista dos representantes da empresa pode ser consultada no site: www.sandretto.com. br/site/representantes.php. Com o objetivo de atender as exigências dos transformadores da região, a Sandretto está focando a sua atuação na oferta de equipamentos mais produtivos. De acordo com o coordenador de marketing da indústria, são linhas de injetoras com grandes velocidades de operação, mais precisas e mais eficientes, que oferecem menor consumo de energia elétrica e de recursos como água e ar comprimido. “As sete linhas de máquinas oferecem várias soluções diferentes para cada tipo de aplicação ou processos especiais”, informa o executivo. Conforme Baksa, a Série Logica é atualmente o modelo mais vendido da linha Sandretto do Brasil. Atende a diversos tipos de aplicações, desde as peças mais simples a produtos com resinas de engenharia e produtos especiais. Segun-


do o coordenador de marketing, é um equipamento robusto, flexível e produtivo. Utiliza bomba de vazão variável com sistema “Load Sense” exclusivo e acionamento através de motor de corrente alternada. Esta linha contempla os modelos: 70, 100, 130, 170, 220, 270, 380 e 450 toneladas de força de fechamento. Já a Série Ecologica é uma versão idêntica da Logica, quanto a características técnicas, porém apresenta o acionamento através de sistema de servo-motor e bomba de vazão fixa. “Garante maior economia de energia elétrica em produtos e processos específicos”, destaca Backsa. A linha contempla os modelos: 70, 100, 130, 170, 220, 270, 380 e 450 toneladas de força de fechamento. A Série Meglio é a linha intermediária da Sandretto do Brasil. Utiliza bomba

DIVULGAÇÃO

Série Diplomat Spazio DW Platinum Plus atualmente é o modelo mais vendido da Deq’maq

de vazão variável com sistema “Load Sense” exclusivo e acionamento através de motor de corrente alternada. “Esta série veio suprir a necessidade de um equipamento intermediário em termos de custo, recursos tecnológicos e em características técnicas”, explica o executivo. A série aprimora conceitos no sistema de fechamento por ter a maior passagem entre co-

lunas da categoria, sistema de placas que permite menor flexão e melhor distribuição da força de fechamento, com guias lineares no sistema de fechamento garantindo maior paralelismo entre as placas. O coordenador destaca que unidade injetora é de última geração com aumento da velocidade de injeção em 40% em relação as máquinas normais de mercado, carac- >>>>

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Tendências

& MercadosInjetoras

terística que auxilia na redução de peso das peças injetadas e na redução das espessuras de parede do produto. As injetoras Meglio contam com inovações no sistema de comando que utiliza a tecnologia Sercus III, onde o comando é desmembrado nos vários pontos da máquina ficando próximo aos atuadores, reduzindo comprimento de cabos e possíveis interferências no processo produtivo. Outra novidade é a unidade hidráulica que contempla blocos independentes e funções específicas com válvulas proporcionais dedicadas e de alta tecnologia, proporcionando melhores tempos de resposta, correções mais precisas e maior repetibilidade de parada nos movimentos realizados. “Algumas destas inovações também já migraram para as outras séries de máquinas da Sandretto do Brasil. O primeiro modelo lançado possui 240 toneladas de força de fechamento”, salienta Backsa.

Mercado em ascensão

A Deb’Maq quer ampliar a sua participação no Nordeste. Destaca que o mercado nordestino de injeção está em ascensão e com o ingresso de novas empresas está se tornando cada dia mais promissor. Segundo o gerente de marketing e relações institucionais, M. Eduardo Trevisan, a representação comercial sempre foi um ponto forte para atender os clientes da região. A empresa oferece o mercado de injeção duas opções de equipamentos para termoplásticos, destinados para a produção brinquedos, automotivo, embalagem, alimentício, peças técnicas e alguns segmentos especiais como parade fina. De acordo com Trevisan, a Série Diplomat Spazio DW Platinum Plus, atualmente é o modelo mais vendido. “É um equipamento robusto e produtivo, que atende várias aplicações”, salienta. Conforme o gerente, as injetoras utilizam bomba de vazão variável e acionamento através de motor de corrente alternada. Esta linha contempla os modelos de 90 a 4000 toneladas de força de fechamento. A Série ainda contempla uma versão de máquinas com acumulador hidráulico na injeção para a produção de peças de parede fina. Outro produto da empresa é a Série SE. “É uma versão idêntica a Diplo30 > Plástico Nordeste > Mai/Jun de 2012

mat Spazio DW Platinum Plus quanto a características técnicas, porém possui como diferencial acionamento através de sistema de servo-motor e bomba de vazão fixa, garantindo maior economia de energia elétrica em produtos e processos específicos”, informa Trevisan. Também está disponível nos modelos de 90 a 4000 toneladas de força de fechamento.

Baixo consumo

Falando em novidades, o Grupo Furnax destaca que está há 18 anos no mercado e sempre teve a preocupação de trazer para o Brasil as mais recentes inovações tecnológicas. Segundo Roberto Guarnieri, a empresa atualmente comercializa máquinas com servo motores e bomba de vazão variável. “Em comparação com as máquinas de bomba de vazão fixa, a economia de energia chega entre 20 a 50 % dependendo do ciclo da peça”, comenta. Ele frisa que é um comparativo “que não devemos desprezar, pois no período de um ano o valor economizado é considerável”. Conforme o gerente, em comparação ao servo motor esta relação é ainda maior, pois além de gerar menos consumo de energia nos movimentos, gera menos aquecimento no sistema hidráulico “e consequentemente menos troca de calor com o sistema, diminuindo a evaporação da agua na troca, aumentando a vida útil das válvulas, pois o óleo trabalha com temperaturas bem abaixo das demais máquinas convencionais”, comenta. Outro fator destacado por Guarnieri é quanto à instalação elétrica, sendo que o consumo ou a potência de consumo é abaixo da média. Como exemplo cita que para instalar uma injetora de 180 toneladas convencional “iríamos precisar de um disjuntor de 100 ampères e uma fiação de 16 mm, para uma injetora com servo motor de 180 toneladas iremos precisar de um disjuntor de 50 ampères e uma fiação de 10 mm, isto é uma economia razoável”, destaca. Guarnieri salienta que a Furnax se preocupa em entregar aos clientes da região nordeste equipamentos de qualidade e tecnologia de ponta com excelente custo benefício, “tendo como nosso principal foco oferecer uma assistência técnica de qualidade e produtos a pronta entrega”.

Representação comercial

A grande movimentação do mercado nordestino também chamou a atenção da Battenfeld do Brasil, que até então tinha uma tímida atuação no Nordeste, e agora quer ampliar a sua participação na região. Para isso está instalando uma representação comercial em Recife (PE). “Estamos iniciando um trabalho com um representante que já esteve aqui fazendo treinamento e representará nossas máquinas injetoras bem como todo o leque de produtos da Wittmann, como Robôs, dosadores, alimentadores, etc”, informa o diretor geral da empresa, Ironi Fernandes. Outra iniciativa adota pela Battenfeld para ampliar o posicionamento no Nordeste é a realização de seminários em vários estados da região. “A idéia é de fortalecer nossa atuação nesse mercado, que acreditamos que terá um forte desenvolvimento econômico”, explica o diretor. Ele acredita que as máquinas da empresa das séries Macropower, Ecopower, TM, HM e toda a linha de periféricos deverão ser muito bem aceitos pelos transformadores da localidade, “pois essas máquinas já fazem parte dos parques fabris de clientes formadores de opinião”, complementa. Conforme Fernandes, as injetora da série Macropower, com força de fechamento de 400 a 1600 toneladas, deverá ter uma grande aceitação pelos transformadores nordestinos, “principalmente pelas empresa que no futuro devem fornecer produtos para a indústria automobilística, por exemplo”, comenta. A série Macropower é um novo benchmark para injetoras de grande porte. Fernandes explica que é compacta, modular e precisa. “Esta série foi recentemente desenvolvida com o mais alto nível tecnológico para obter a máxima precisão, alta velocidade e modularidade”, complementa. A nova linha de máquinas será um dos lançamentos da empresa na feira Interplast, em Joinville (SC). Segundo o executivo, o equipamento destina-se à produção de peças médias e maiores com diferenciais como a integração com periféricos e distâncias entre colunas, permitindo o uso de moldes de grandes dimensões. “A excelente aceitação no mercado leva em conta atributos como a economia de energia elétrica, precisão e repetibilidade”, acrescenta. PNE


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Bahia

O gigante faz aniversário

E

m junho de 1978 entrava em operação o maior complexo industrial integrado do Hemisfério Sul e primeiro complexo petroquímico planejado do país. Hoje o Polo Petroquímico da Bahia, como também é chamado, conta com 90 empresas – 34 dos ramos químico e petroquímico e 56 dos setores automotivo, de celulose, metalurgia do cobre, têxtil, bebidas e serviços. Com faturamento de US$ 16 bilhões anuais, gera 15 mil empregos diretos e outros 30 mil indiretos. No intervalo 2011-2015, o Polo tem confirmados US$ 6 bilhões em investimentos, com destaque para os projetos do Polo Acrílico – liderados pela Basf, com parceria da Braskem e participação da Kimberly-Clark, a montadora da JAC Motors e a fábrica de cosméticos/central de distribuição de O Boticário. Quanto ao polo acrílico, ele envolve investimentos de R$1,4 bilhão. A unidade da Basf vai produzir o SAP (superabsorventes), a partir da fabricação de resinas acrílicas para tintas, tecidos e adesivos, químicos para construção, fraldas descartáveis e absorventes íntimos. Essa unidade tem inauguração prevista para 2014 e produzirá, ainda, ácido acrílico e acrilato de butila e deve gerar US$ 300 milhões em divisas, pois o SAP e o ácido acrílico serão escoados para países da

América do Sul. Além disso, vai aproveitar o propeno fornecido pela Braskem e já tem um cliente definido, a Kimberly-Clark, que deve entrar em operação em 2013 (com matéria-prima importada até a entrada em operação da planta mãe do polo acrílico) e produzirá papel higiênico, fralda infantil e absorventes. Os novos empreendimentos que se instalarão na região nos próximos cinco anos vão gerar mais de 17 mil novos postos de trabalho, assim como uma demanda estimada de cinco mil profissionais para reposição de mão de obra. O Polo representa mais de 30% do total exportado pela Bahia e gera R$ 1 bilhão em recolhimento do ICMS ao estado. O superintendente-geral do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic), Mauro Pereira, declarou à imprensa local recentemente que o polo saiu da condição de apenas centro petroquímico e químico para se constituir num complexo industrial integrado. “O Pólo de Camaçari começa no óleo bruto extraído pela refinaria, de onde vem a nafta para a Braskem, que produz uma série de matérias-primas até a produção final ou quase final”, explica Pereira. De acordo com o Cofic, o Polo de Camaçari possui capacidade instalada acima de 12 milhões de toneladas/ano de produtos químicos e petroquímicos básicos - tanto intermediários e finais -, processa 240 mil toneladas/ ano de cobre eletrolítico. Responde por mais de 90% da arrecadação tributária de Camaçari. O investimento total no Polo saltou de US$ 12 bilhões até 2008, para US$ 16 bilhões (no ano passado), devendo superar os US$ 22 bilhões até 2015. Segundo Mauro Pereira, o complexo já produz artigos da última geração do ciclo produtivo, como carros, pneus, bebidas e caixas d’água e outros artigos praticamente finais, nas áreas de cobre, celulose e equipamentos para energia eólica. Pereira entende que indústria, governo estadual e município devem continuar centrando forças na atração de produtos finais da cadeia. “São os que mais agregam valor e mais geram empregos”, argumenta. O secretário da Indústria, Comércio e Mineração do Estado, James Correa, frisa que o complexo responde por 20% do PIB do Estado, podendo chegar a 50% se contada a Refinaria Landulpho Alves. O polo entrou em funcionamento em 29 de junho de 1978. Mauro Pereira acredita que a tendência do complexo industrial baiano é de continuar o crescimento. O dirigente atribui a atratibilidade do polo baiano a combinações de três elementos: mercados, assegurados pela política federal nos governos do ex-presidente Lula e da atual presidente, Dilma Rousseff, disponibilidade de matéria-prima e a questão ambiental, com a contribuição da Cetrel, no tratamento dos efluentes. “Outro ponto é político. O Brasil é uma democracia consolidada, o que não existe nos países em desenvolvimento, nos outros Brics. Os países desenvolvidos têm (política democrática assegurada), mas não possuem mercado”, comparou.

Custo de energia

O preço dos insumos básicos para a produção está afetando o bolso de diversos setores da indústria. Na Bahia, não é diferente. Conforme o superintendente de Desenvolvimento Industrial da Federação >>>>

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Bahia das Indústrias do Estado da Bahia, Fieb, João Marcelo Alves, a indústria de transformação da Bahia, vem apresentando desempenho positivo, até maio, mostrando recuperação em relação ao ano passado, quando houve problemas na operação de diversas plantas industriais. Mas, a questão dos insumos vem se tornando um ponto crucial para o desenvolvimento do setor. Alves é categórico: “a questão da energia é importante, quando se considera o alto custo para as empresas”. O peso desta fonte para as empresas da região está começando mostrar sua força. Recentemente, no final de 2010, a Novelis fechou a fábrica no Centro Industrial de Aratu, por conta, dentre outros motivos, da alta do preço da energia elétrica, que aumentou mais de 50% nos seis anos anteriores a 2010. De acordo com nota da empresa, ocorreram tentativas para renovar, a preços mais competitivos, o contrato de fornecimento de energia, mas não se obteve êxito. O superintendente da Fieb também pontua que, “além do preço elevado, muitas empresas, sobretudo as do interior da Bahia, se queixam da qualidade da energia fornecida e do elevado número de interrupções. Há também demora em instalação de novos pontos”.

Exportações

No tocante às exportações, especificamente para a indústria de transformação, João Marcelo Alves menciona que, no acumulado do 1º semestre de 2012, elas totalizaram para a Bahia US$ 5,1 bilhões, com aumento de 4,7% em relação ao verificado em igual período do ano anterior, e as importações, com US$ 3,95 bilhões, registraram

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expansão de 7,7% em relação ao verificado no período, entre janeiro e junho de 2011. Os números e informações foram divulgados pelo Jornal Tribuna da Bahia. “O maior crescimento das importações em relação às exportações resultou numa redução de 19% do saldo comercial do acumulado do 1º semestre de 2012, em relação ao igual período do ano anterior, mas levou a um crescimento de 6% na corrente de comércio baiana em relação ao registrado em igual período do ano anterior. No período, as exportações baianas alcançaram 4,4% do valor total das exportações brasileiras e as importações, 3,6% do valor total das importações brasileiras”, comenta. Alves ressalta ao impresso baiano que, no mesmo período, as exportações brasileiras apontaram queda de 0,9%, enquanto as importações registraram alta de 4,6%. “O resultado superior da Bahia em relação ao Brasil no primeiro semestre deve ser relativizado, por conta da base de comparação deprimida de igual período de 2011. No primeiro semestre de 2011 ocorreu uma forte redução das exportações petroquímicas, causada pelo impacto negativo da interrupção do fornecimento de energia elétrica. No primeiro trimestre de 2011, o apagão de fevereiro de 2011 teve o efeito de derrubar as exportações da seção dos Produtos das Indústrias Químicas em 30,9%, o que representou uma perda de US$ 124,5 milhões”, cita e destaca: “até o 1º semestre daquele ano, as exportações de produtos químicos apresentavam queda de 7,6%”. Outras seções também foram atingidas, como as de Plástico e Borracha e de Material de Transporte, dentre outras. PNE


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Giro NE Pernambuco Pré-aquecedores para Suape

O Grupo Combustol & Metalpó finalizou a produção de uma linha de pré-aquecedores para a PetroquímicaSuape, especializada em filamentos de poliéster e produção da matéria prima utilizada na fabricação de garrafas PET, localizada em Ipojuca (Porto de Suape), em Pernambuco. Informações divulgadas pelo TN Petróleo afirmam que a previsão de entrega dos equipamentos é para a segunda metade deste mês. No total, a empresa entregará 18 equipamentos pré-aquecedores tipo carro - modelo EECR-55/110/100, que tem como finalidade pré-aquecer filtros, também conhecidos como ‘Packs filtrantes’, em temperaturas de até 325°C. Esses filtros são utilizados para a extrusão de filamentos de poliéster (dar forma ao produto). O equipamento apresenta capacidade para tratar 100 ou 400 filtros a cada ciclo de quatro horas. Com movimentação independente dos carros, que pode ser executada de acordo com a necessidade do processo, cada compartimento pode suportar até 50 packs. E, para garantir a precisão de temperatura, o pré-aquecedor possui recirculadores de ar quente de alta vazão. Além disso, o equipamento conta com um registrador de temperatura, que permite o arquivo das informações. “Entre as inúmeras vantagens do equipamento ganham destaque, também, a realização de um monitoramento total da operação por meio da sua conexão com um sistema supervisório e a longa vida útil do equipamento que minimiza riscos e custos com sua manutenção”, explica o gerente da divisão de Equipamentos Metalúrgicos da Combustol, Donizetti Ribeiro. Para o coordenador de produção do empreendimento, Carlos Donizeti Simões, a aquisição trouxe grande economia financeira.

Estudo ambiental

A gestão do Complexo Industrial Portuário de Suape apresentou um estudo de levantamento ambiental das áreas de Engenho Ilha, Engenho Tiriri e Estuário dos Rios Ipojuca/Merepe. A proposta 36 >36Plástico > Plástico Nordeste Nordeste > Mai/Jun > Mai/Jun de 2011 de 2012

de conservação foi externada a órgãos ambientais e moradores das comunidades, sendo estes os responsáveis para os próximos passos do projeto. “O dia foi de oficinas para que as comunidades se integrem à realidade ambiental de onde vivem e participem da construção dos projetos de preservação ambiental de Suape. É uma consulta pública que busca definir os procedimentos mais adequados para a criação das Unidades de Conservação dos locais”, disse a coordenadora executiva de Projetos Especiais de Suape, Adriane Mendes. Segundo a gestora, no diagnóstico socioeconômico e ambiental preliminar, verificou-se a presença de vegetação de mangue e restinga, que se enquadram em Área de Preservação Permanente (APP). “Elas já teriam que ser protegidas normalmente. E queremos organizar essa conservação”, disse Adriane, citando as duas formas de futura operação das unidades de conservação e interação com a fauna e a flora local.

Refinaria pode ficar cara

Um dos projetos mais ambiciosos da Petrobras nas últimas décadas na área de refino de combustíveis, a usina Abreu e Lima, que está sendo construída em Pernambuco, caminha para se tornar uma das refinarias mais caras do mundo. Orçada inicialmente em US$ 2,3 bilhões, a obra, que já foi paralisada algumas vezes pelo Tribunal de Contas da União por suspeitas de irregularidade, tem custo estimado, hoje, de US$ 17,1 bilhões. Apesar do incrível aumento de 643% no orçamento, a Abreu e Lima pode custar ainda mais. Estimativas da própria Petrobras dão conta que os valores podem superar a casa dos US$ 20 bilhões.

Espírito Santo Sindicato organiza Semana do Plástico

O Sindicato da Indústria de Material Plástico do Espírito Santo (Sindiplast-ES) está organizando uma programação especial para a Semana do Plástico ES 2012, que acontece de 01 a 06 de outubro, em Vitória. Neste ano, o tema principal será “O Plástico e suas Aplicações”. Segundo o presidente do Sindiplast-ES,

Leonardo de Castro, a novidade ficará por conta da reunião bimestral da diretoria da Abiplast, que ocorre no primeiro dia da Semana do Plástico ES como parte da programação. A programação do evento também contará com exposição de produtos das indústrias do plástico, rodada de negócios, palestra e seminário de formação e capacitação. A Semana do Plástico ES está em sua 5ª edição. O evento tem o objetivo de dar mais visibilidade ao setor de transformação do plástico do ES, mostrar o aspecto econômico e social do produto e valorizar a responsabilidade socioambiental, com o envolvimento de toda a sociedade, empresários, profissionais do setor e instituições públicas e privadas.

Bahia Energia gerada com eucalipto abastecerá petroquímica

Uma fábrica de geração de energia e de vapor industrial a partir de lascas de eucalipto abastecerá o principal complexo petroquímico da multinacional Dow no Brasil, que atualmente utiliza gás natural como fonte, informaram, ontem, fontes oficiais. A usina elétrica de fonte renovável será construída pela ERB Aratinga S.A. em Candeias (BA) onde está situado o complexo industrial da Dow, graças a um empréstimo autorizado pelo BNDES. O crédito de R$ 210,7 milhões ajudará a financiar a construção da unidade de cogeração de vapor e de energia elétrica da ERB Aratinga, informou o BNDES, em comunicado. A planta, com capacidade para gerar 125,7 megawatts de energia elétrica e 1.148 toneladas de vapor industrial ao ano, é a primeira de biomassa financiada pelo BNDES. A ERB Aratinga, subsidiária da ERB Energias Renováveis do Brasil, empresa referência na geração de energia de biomassa, considera que a futura planta é a primeira ao mundo que utilizará resíduos vegetais, para abastecer uma empresa petroquímica. A contratante da Dow investirá um total de R$ 265 milhões no projeto, que inclui a planta de geração elétrica e uma área de 9,7 mil hectares na qual serão produzidas 227,8 mil toneladas de eucalipto ao ano. “O conceito do proje- >>>>


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Giro NE to envolve, além do benefício ambiental pela substituição do gás natural por biomassa, o fortalecimento da cadeia produtiva de biomassa como combustível para a geração de energia”, segundo o comunicado do BNDES. De acordo com o governo da Bahia, a substituição do combustível reduzirá em cerca de 180 mil toneladas ao ano as emissões de dióxido de carbono da Dow em Candeias, na região metropolitana de Salvador. De acordo com o banco do fomento, o projeto também gerará benefícios econômicos para a Dow, que reduzirá seus custos com o uso de vapor industrial e a consequente eliminação do risco causado pela volatilidade do preço do gás natural. A ERB Aratinga optou pela lasca do eucalipto como fonte de biomassa em lugar do pinheiro e do bagaço de cana-de-açúcar como fonte vegetal com fornecimento garantido nessa região da Bahia, que conta com 130 mil hectares de florestas de eucalipto destinados à produção de celulose.

Plástico Novel é comprada por americana

A Myers Industries fechou um acordo para comprar a brasileira Plásticos Novel, em transação que deve ser completada no mês que vem. Os detalhes da operação, porém, não foram revelados. Segundo o presidente-executivo da fabricante de polímeros americana, a empresa complementa o portfólio de materiais do grupo. “[A Novel] tem laços fortes com companhias que lideram seus setores no país com sua reputação de inovação e serviços”, disse, em nota. A brasileira vai integrar a divisão de movimentação de materiais da Myers, que já inclui as subsidiárias Buckhorn, da América do Norte, Akro-Mils, líder em produtos de estocagem nos Estados Unidos, e a paulista Myers do Brasil. A Novel tem fábricas na Bahia e no Paraná e produz plásticos reutilizáveis para caixas, sacolas e outros produtos. Ela tem como principais clientes os produtores agropecuários e manufatureiros do Nordeste e do Sudeste. De acordo com a nota divulgada pela compradora, a aquisição da Novel faz parte do planejamento do grupo de se expandir geograficamente.

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Acordo na Petroquímica

A Justiça do Trabalho de Camaçari homologou um acordo de R$ 3,8 milhões para beneficiar mais de 519 trabalhadores da Metanor S.A, acionária da Companhia Petroquímica do Nordeste (Copenor), situada no Pólo Petroquímico de Camaçari. O acordo é relacionado à Cláusula 4ª do ramo Químico/Petroleiro do Estado da Bahia. A Cláusula 4ª fez parte da Convenção Coletiva de Trabalho, assinada por patrões e empregados do ramo químico para 1989/1990. Ela estabeleceu a correção de 90% do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) para os salários da categoria na ausência de uma lei que disciplinasse os reajustes. Em 1990, a política econômica implantada pelo presidente Collor suspendeu gatilhos automáticos, mas o sindicato entrou com ação afirmando que havia previsão para que a cláusula prevalecesse sobre políticas menos favoráveis aos trabalhadores.

Precipitador eletrostático da DOW

A Alstom vai fornecer um Precipitador Eletrostático (ESP) para o complexo petroquímico da DOW, localizado em Candeias, no Estado da Bahia. A tecnologia ESP da Alstom, de acordo com a empresa, permite a captura de partículas contaminadas no gás de combustão derivado da queima de biomassa. O ESP será instalado na primeira unidade petroquímica do mundo a utilizar biomassa para a produção de vapor para uso industrial. A Energias Renováveis do Brasil (ERB), empresa referência na geração de energia de biomassa, irá operar a instalação, que fornecerá energia limpa, em cumprimento a rigorosas regulamentações ambientais, ao complexo industrial em Candeias. O precipitador eletrostático filtra os gases de combustão gerados durante a queima nas caldeiras, minimizando as emissões.

Ceará Confirmada refinaria

A ministra Graça Foster, recebeu, na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, o governador do Ceará, Cid Gomes. Participaram também da reunião os diretores da Petrobras José Carlos Cosenza (Abas-

tecimento), José Antonio de Figueiredo (Engenharia, Tecnologia e Materiais) e José Eduardo Dutra (Corporativo e Serviços). Segundo a nota da Petrobras, Graça reafirmou ao governador do Ceará a importância da refinaria para atender o mercado interno de combustíveis. “Atingir o equilíbrio no balanço entre oferta e demanda de combustíveis no mercado interno é uma busca constante da companhia, e para isso nós contamos com a construção da Premium II”, afirmou a presidente da Petrobras ao governador, segundo a nota. A demanda de derivados prevista para 2020 no Brasil é de cerca de 3,4 milhões de barris diários. Atualmente a demanda gira em torno dos 2 milhões de barris diários. Ao contrário da refinaria do Maranhão, que teve seu prazo adiado de 2013 para 2017, a refinaria do Ceará manteve a previsão do plano anterior (2011-2015), de começar a operar entre o final de 2017 e meados de 2018. Graça apresentou ao governador o andamento do projeto da Premium II, no município de Caucaia, a 50 quilômetros de Fortaleza, no Complexo Industrial e Portuário de Pecém. Parte do terreno era uma reserva indígena, mas os índios foram deslocados para uma outra localidade e a Funai ainda estuda se o deslocamento foi satisfatório, segundo o governo do Ceará. De acordo com a Petrobras, o projeto encontra-se em fase de avaliação para adequação aos parâmetros internacionais de preço, prazo e uso de tecnologia padronizada. A decisão de avaliar melhor o projeto havia sido anunciada na apresentação do Plano de Negócios da companhia para o período 2012-2016, em junho, quando Graça informou que 147 projetos do total de 980 previstos pelo plano seriam colocados em avaliação. Entre eles estavam os projetos das refinarias do Maranhão e do Ceará, o que causou apreensão nos governadores dos respectivos Estados. A refinaria do Ceará terá capacidade de processar 300 mil barris de petróleo/ dia, abastecendo o mercado com óleo diesel 10 ppm (63,5% da produção), nafta petroquímica (15,3%), querosene de aviação (12,6%), coque (2,8%) e óleo bunker (1,6%). PNE


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FOTOS: DIVULGAÇÃO

Bloco de Notas

Indústria química desacelera no 2º trimestre O segundo trimestre de 2012 foi marcado pela desaceleração nos volumes de produção e de vendas internas no segmento de produtos químicos de uso industrial, como mostra o RAC (Relatório de Acompanhamento Conjuntural) da ABIQUIM – Associação Brasileira da Indústria Química. O índice de produção caiu 6,11% em relação ao primeiro trimestre de 2012 enquanto, na mesma comparação, o de vendas internas teve decréscimo de 6,56%. Em relação aos dados mensais, o índice de produção caiu 3,48% em junho, enquanto o de vendas internas teve recuo de 5,04%, ambos sobre maio. Apesar disso, os índices do acumulado do primeiro semestre do ano, sobre igual período do ano passado, tiveram acréscimo de 4,61% na produção e de 8,71% nas vendas internas. De acordo com a entidade, os resultados do primeiro semestre foram influenciados positivamente pelo efeito reposição de estoques em diversas cadeias consumidoras de produtos químicos e também pela ocorrência de compras preventivas, motivadas pela expectativa de elevação dos preços de produtos químicos derivados do petróleo e da nafta petroquímica no mercado internacional especialmente nos primeiros três meses do ano. Além disso, houve ganho de competitividade, ainda que momentâneo, do produto nacional frente ao importado, em razão da valorização do dólar, em relação ao real. A economista acredita que as medidas adotadas recentemente pelo Governo para vários setores industriais, como a desoneração da folha de pagamento e também dos impostos federais que incidem sobre a produção não tem surtido o efeito esperado. “Apesar de importantes, apenas tais medidas não resolverão o problema de falta de competitividade da indústria brasileira. Há a necessidade da adoção de medidas de caráter mais estrutural, que estimulem a indústria brasileira a ocupar a capacidade ociosa e a investir em aumento de capacidade produtiva”, declara Fátima.

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Congresso Internacional de Composites 2012

No dia 7 de novembro de 2012, das 14h às 19h20, será realizada a sétima edição do Congresso Internacional de Composites, com o objetivo de apresentar novas tecnologias e estudos sobre a fabricação de peças em composites. Durante o evento, oito palestras (de empresas, universidades e institutos de vários países) mostrarão soluções avançadas para o setor de composites. Já estão confirmadas: ESI Group (França), Akzo Nobel (EUA), Universidade de La Frontera (Chile), Universidade de Brasília, Weide Composites (China), Institut für Textiltechnik (ITA) da Aachen University (Alemanha) e Jushi (Brasil/China). O Congresso Internacional de Composites será realizado paralelamente à FEIPLAR COMPOSITES & FEIPUR 2012 – Feira e Congresso Internacionais de Composites, Poliuretano e Plásticos de Engenharia, no Expo Center Norte, em São Paulo, SP. As inscrições gratuitas devem ser feitas pelo site www.feiplar. com.br. Mais informações – Tel.: 55 11 2899-6377

Máquinas: Déficit continua em alta

O Faturamento em junho da indústria de máquinas e equipamentos apresentou resultado negativo em relação a maio -0,5%. Quando comparado com o mesmo mês do ano anterior, temos uma alta de 3,8%, demonstrando crescimento acumulado no ano de 2,1%. O resultado do faturamento no primeiro semestre de 2012 se mostrou muito divergente entre os diversos setores que compõem a indústria de máquinas e equipamentos, seguindo o comportamento verificado em 2011. Setores com destaques positivos são Válvulas e Máquinas Agrícolas, com um crescimento de 18% e 11,5%, respectivamente. Já os setores com destaque negativos são Máquinas para Plásticos e Máquinas Têxteis, com -69,2% e -30,4%, respectivamente. A balança comercial de máquinas e equipamentos fechou o primeiro semestre de 2012 com um déficit de US$ 9,2 bilhões, 5,2% superior ao observado no mesmo período do ano anterior, como resultado do aumento de 11,6% das exportações, que alcançaram o montante de US$ 5,9 bilhões, e mais fortemente das importações, que chegaram ao total de US$ 15,2 bilhões, um crescimento de 7,6% sobre o primeiro semestre de 2011. Já o consumo aparente fechou o mês em R$ 9,5 bilhões, caindo, assim, -8,3% em relação a maio e acumulando no ano um resultado de R$ 54,8 bilhões, +9,2% acima do mesmo período do ano anterior. A queda do faturamento interno levou a uma redução no market share da produção nacional, indo para 26,1% (jan-jun/2012).


Angola, Moçambique, Nigéria, Uruguai, Rússia e Canadá, são países que se interessaram pela tecnologia de espumas de poliuretano apresentada pela indústria brasileira Purcom na Feira de Tecnologias Alternativas promovida pelo Programa Ambiental das Nações Unidas (PNUD) em Bangkok, na Tailândia, de 21 a 24/7. O processo utiliza o agente expansor Ecomate, em substituição ao gás Hidroclorofluorcarbono (HCFC), que destrói a camada de ozônio e está sendo banido do Brasil a partir do ano que vem, por determinação do Protocolo de Montreal. Duas de 40 aplicações de Ecomate desenvolvidas pela Purcom, com o apoio do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD) foram exibidas na mostra: os caminhões frigoríficos da Folle-Randon e as casas populares da catarinense Fischer, homologadas pelo Instituto de Pesquisas

DIVULGAÇÃO

Poliuretano ecológico do Brasil desperta interesse

Tecnológicas (IPT) e pelo programa Minha Casa, Minha Vida. A Fischer investiu R$ 50 milhões na produção de casas pré-fabricadas com painéis recheados de poliuretano à base de Ecomate, em sua fábrica de Brusque-SC, que ocupa uma área total de 3,6 km2, emprega 1.100 pessoas

e tem capacidade para fabricar 500 casas/mês. Além da resistência mecânica, fornecida por uma amarração de aço apoiada em base de concreto (radier), as casas possuem isolamento térmico e acústico, resistem ao fogo e podem ser construídas em quatro dias. O peso de cada unidade oscila de 2.500 a 3 mil quilos e a área construída varia de 40 a 70 m2. Um único caminhão pode entregar painéis para cinco casas numa única remessa. Além do baixo custo, da ordem de R$ 30 mil por unidade, em média – como convém a programas sociais como o Minha Casa, Minha Vida – as casas da Fischer possuem sistema de aquecimento solar e de coleta e armazenagem da água da chuva. O outro exemplo de uso industrial da espuma de poliuretano à base de Ecomate apresentado em Bangkok foi o da fabricante de carrocerias para transporte frigorífico Folle, de Chapecó-SC, recentemente adquirida pela gaúcha Randon.

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Agenda

Olinda (Pernambuco)

Agende-se para 2012 Plast 2012 – Salão Internacional do Material Plástico e da Borracha De 8 a 12 de maio Fiera Milano - Milão (IT) www.plastonline.org Argenplás 2012 - XIV Exposição Internacional de Plásticos De 18 a 22 de junho Centro Costa Salguero - Prédio de Exposição de Buenos Aires(AR) Buenos Aires (AR) www.argenplas.com.ar Interplast 2012 - Feira e Congresso de Integração da Tecnologia do Plástico De 20 a 24 de agosto Pavilhões da Expoville Joinville (SC) www.messebrasil.com.br Embala Nordeste 7ª Feira Internacional de Embalagens e Processos De 28 a 31 de agosto de 2012 Centro de Convenções de Pernambuco Recife-Olinda (PE) www.embalanordeste.com.br Euromold Brasil – Feira Mundial de Construtores de Moldes e Ferramentas, Design e Desenvolvimento de Produtos De 20 a 24 de agosto

Pavilhões Expoville Joinville (SC) www.brasilmold.de E-mail: feiras@messebrasil.com.br Metalurgia – Feira e Congresso de Tecnologia para Fundição, Forjaria, Alumínio e Serviços 18 a 21 de setembro Pavilhões Expoville Joinville (SC) www.metalurgia.com.br Mercopar - Feira de Subcontratação e Inovação Industrial De 18 a 21 de outubro Centro de Feiras e Eventos Festa da Uva Caxias do Sul (RS) www.mercopar.com.br Powergrid Brasil – Feira e Congresso de Energia (consumo eficiente) 27 a 29 de novembro Centreventos Cau Hansen – Joinville (SC) www.powergridbrasil.com.br

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