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FOTOS: DIVULGAÇÃO

Expediente Conceitual - Publicações Segmentadas www.plastico nordeste .com.br Rua Cel. Fernando Machado, 21 CEP 90.010-321 - Centro Histórico Porto Alegre - RS Fone/Fax: 51 3062.4569 Fone: 51 3026.0638 editora@conceitualpress.com.br Filial Nordeste

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Av. Bernardo Vieira de Mello, 4522/701 CEP: 54.440-620 - Candeias Jaboatão dos Guararapes - PE

"A economia, que é uma virtude, é uma necessidade na pobreza, um acto de juízo na mediania, e na opulência um vício." (Bernard Fontenelle)

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Direção: Sílvia Viale Silva Edição: Melina Gonçalves - DRT/RS nº 12.844 Coordenação Editorial: Júlio Sortica Redação:

04 - Da Redação

Gilmar Bitencourt

Por Melina Gonçalves.

Departamento Financeiro: Rosana Mandrácio

06 - Plast Vip NE

Departamento Comercial:

Ricardo Fasolo da ABINT.

Débora Moreira, Leandro Salinos e Magda Fernandes

10 - Recicla Nordeste

Design Gráfico & Criação Publicitária:

Detalhes sobre a 2ª edição do evento.

Plástico Nordeste é uma publicação da editora

18 - Tendências e Mercado

Conceitual - Publicações Segmentadas, destinada às

As perspectivas da área de sopro.

José Francisco Alves (51 9941.5777)

indústrias produtoras de material plástico de 3ª, 2ª e 1ª geração petroquímica nos Estados da Região Nordeste e no Brasil, formadores de opinião, órgãos públicos pertinentes

22 - Destaque

à área, entidades representativas, eventos, seminários,

Paraíba busca desenvolvimento do setor.

26 - Giro NE

congressos, fóruns, exposições e imprensa em geral. Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico

As últimas do plástico na região.

30 - Evento

Nordeste . É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que citada a fonte. Tiragem: 3.000 exemplares.

Os resultados da Embala Nordeste.

32 - Bloco de Notas Uma geral pelo setor.

34 - Anunciantes + Agenda 30

Parceiros e eventos.

Filiada à

ANATEC PUBLICAÇÕES SEGMENTADAS

ANATEC - Associação Nacional das Editoras de Publicações Técnicas,

Capa: divulgação.

Dirigidas e Especializadas

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Da Redação

De olho em você

“O aumento do consumo da população nordestina associada a uma série de investimentos privados e governamentais elevou a produção de bens duráveis e não duráveis feitos de material plástico. “

É

de você mesmo que estamos falando, quem mora no nordeste, trabalha na região e produz aqui seus transformados plásticos. Toda a cadeia de fornecedores está bem de olho em você. Querem saber o que consome, quais máquinas que utiliza em sua empresa, qual resina que compra e quais são os equipamentos que precisa para otimizar seus processos e gerar qualidade a custo competitivo. O aumento do consumo da população nordestina associada a uma série de investimentos privados e governamentais elevou a produção de bens duráveis e não duráveis feitos de material plástico. Sabedores disso, empresas de máquinas, equipamentos e matériasprimas apostam nos estados do nordeste e injetam esforços participando de feiras e eventos, abrindo filiais e investindo em formação de conteúdo para a população através do apoio à revistas especializadas como a Plástico Nordeste. Tudo isso para atingir os transformadores e ajudá-los fomentar seus negócios. Desta forma, trazemos nas próximas páginas boas notícias. Entre a busca da Paraíba pelo desenvolvimento do setor plástico e a atenção do Ceará para a reciclagem de uma forma geral, apresentamos o crescimento do mercado do sopro nordestino com empresas mostrando toda a tecnologia disponível aos empresários da região. Estamos no segundo semestre de 2011 e próximos do final do ano. Esta é a época onde os negócios são aquecidos e a demanda começa a crescer a passos largos. É momento,portanto, de aproveitar a oportunidade e investir em inovação, em conhecimento e em produção. E claro, pensar na sustentabilidade como a palavra que pode agregar valor ao seu negócio. Quem tiver oportunidade de visitar a Recicla Nordeste, em Fortaleza (CE), não deixe de ir. Quem não puder dar um pulo na feira, não perca na próxima edição as novidades apresentadas no evento. Boa leitura!

MELINA GONÇALVES / Editora melina.goncalves@conceitualpress.com.br 4 > Plástico Nordeste > Ago./Set. de 2011 >>


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PLAST VIP Ricardo Ricardo Fasolo

F

ormado em Engenharia Elétrica e mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com MBA pela Fundação Getúlio Vargas, Ricardo Fasolo é presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Nãotecidos e Tecidos Técnicos (ABINT). Após atuar no setor automotivo e eletroeletrônico, em 2005, ingressou na Fitesa Fiberweb como responsável pela supply chain da empresa. Em 2008 assumiu a unidade de negócios de nãotecidos voltados para aplicações duráveis e industriais para o Brasil e América do Sul. Fasolo é o atual líder a ABINT, que existe desde 1991 promovendo o desenvolvimento e crescimento do mercado de nãotecicdos e tecidos técnicos brasileiro. Na entrevista a seguir, o dirigente fala sobre o desempenho do setor, investimen-

tos e ações realizadas para fomentar a indústria e revela: “O Brasil é o maior produtor e consumidor de nãotecidos e tecidos técnicos da América do Sul, somando mais de 575 mil toneladas, e também conta com um dos parques industriais mais modernos do mundo”. Revista Plástico Nordeste - Como avalia o desempenho do setor no Brasil, quando comparado a outros países? Ricardo Fasolo - O setor de nãotecidos e tecidos técnicos tem demonstrado um crescimento contínuo nos últimos cinco anos, devido principalmente ao crescimento de demanda do mercado interno. O aumento do poder de compra das classes mais baixas no país alavancou uma série de setores que consomem estes insumos, como as indústrias de pro-

6 >>Plástico Plástico Nordeste Nordeste > Ago./Set. > Ago./Set. de 2011de >> 2011 >>>>

DIVULGAÇÃO

“O Brasil é o maior produtor e consumidor de nãotecidos e tecidos técnicos da América do Sul”


dutos de higiene (fraldas descartáveis e absorventes femininos), automotiva, construção civil e infraestrutura, entre outras. Em contraponto, os Estados Unidos e os países da Europa tem tido um crescimento vegetativo. Plástico Nordeste - Quais os fatores que impactam diretamente nos resultados do setor? Fasolo - O crescimento de alguns setores-chave como automotivo, calçadista, filtração, construção civil, geotecnia (infraestrutura) e a indústria de produtos de higiene, como fraldas, absorventes femininos e lenços umedecidos, impactam positivamente na demanda por nãotecidos e tecidos técnicos. Recentemente, outro fator importante que impactou a demanda do setor foi a ascensão das classes mais baixas da população, o que tem gerado uma demanda inédita de diversos produtos descartáveis e duráveis que levam nãotecidos e tecidos técnicos em sua produção. Esta expansão da demanda também aumenta a perspectiva de investimentos do setor para os próximos dois anos, que devem extrapolar US$ 260 milhões. Plástico Nordeste - Em sintonia com os 20 anos da Associação, qual sua avaliação sobre essas duas décadas da cadeia produtiva? Quais foram os avanços e desafios neste período? Fasolo - A Associação Brasileira das Indústrias de Nãotecidos e Tecidos Técnicos (ABINT) foi criada em 1991 com as funções primordiais de normatizar e divulgar o setor, além de defender o mercado brasileiro da concorrência predatória. A entidade tem trabalhado neste período para que o mercado conheça as inúmeras e potenciais aplicações dos nãotecidos e tecidos técnicos que trouxeram mais segurança, qualidade de vida, bem estar e conforto à sociedade. Desde o início de seus trabalhos, a entidade também se preocupou em defender os interesses do setor, promovendo o desenvolvimento do mercado brasileiro e cuidando para que a concorrência seja saudável. A Associação também trabalha junto aos governos para que reconheçam os esforços desta indústria e colaborem para torná-la ainda mais competitiva no

cenário internacional. Trata-se de um setor que investe fortemente para se manter atualizado tecnologicamente, com investimentos de cerca de US$ 300 milhões nos últimos anos. Nesse sentido, a entidade defende a redução de impostos, taxas de juros mais baixas e um maior e melhor controle na fiscalização de importações irregulares. Plástico Nordeste - Quais são as principais ameaças e oportunidades dos nãotecidos e tecidos técnicos atualmente? Fasolo - Entre as oportunidades podemos destacar a tendência de crescimento do mercado interno para os próximos anos o que motiva o investimento das empresas brasileiras a investir mais para suprir esta demanda. Entre as ameaças podemos citar a crise na Europa e nos Estados Unidos, pois uma queda no consumo de nãotecidos e tecidos técnicos no mercado interno desses países pode motivar o aumento de exportação desses insumos para o Brasil, a fim de compensar o fraco consumo. Plástico Nordeste - Quais são os principais números do segmento no país (consumo, volume produzido, capacidade instalada etc)? Fasolo - O Brasil é o maior produtor e consumidor de nãotecidos e tecidos técnicos da América do Sul, somando mais de 575 mil toneladas, e também conta com um dos parques industriais mais modernos do mundo. Nos últimos anos, foram investidos mais de US$ 300 milhões em novas máquinas, plantas industriais e tecnologias. Em 2010, o segmento de nãotecidos cresceu 10,5% e o de tecidos técnicos 12%. Plástico Nordeste - Como está a balança comercial do setor? Quais os números e avaliações? Fasolo - As importações de janeiro a julho deste ano somaram 18 mil toneladas, 18% a mais que o mesmo período em 2010. Já as exportações totalizam 38 mil toneladas, 3% a mais que o ano passado. Deveremos encerrar o ano com 31 mil toneladas nas importações, com alta de 10% frente a 2010, e com 65 mil toneladas nas exportações, que se mantiveram estáveis no período. O saldo da balança comercial do setor é favorável, em 34 mil

toneladas, pouco menos do que em 2010, que totalizou 37 mil toneladas. Uma das razões principais para o avanço das importações é a apreciação do Real. Plástico Nordeste - Quais os três principais motores desta indústria? Fasolo - Os principais setores que consomem nãotecidos são o de descartáveis higiênicos (que produzem fraldas, absorventes femininos e lenços umedecidos), a calçadista, construção civil/geotecnia e panos de limpeza (wipes). Entre os setores que mais consomem tecidos técnicos estão o de embalagens, construção civil, automóveis, entre outros. Plástico Nordeste - Como o Brasil está em termos de tecnologia e inovação quando falamos em nãotecidos e tecidos técnicos? Fasolo - As indústrias brasileiras têm investido fortemente em tecnologia de ponta para suprir o mercado interno e exportar para América do Sul e Estados Unidos. Muitos setores consumidores exigem este investimento contínuo para que os produtos brasileiros se equiparem à qualidade dos produtos importados. Plástico Nordeste - Quais são os investimentos previstos para o setor nos próximos anos e quais são seus principais alvos? Fasolo - Estima-se que serão investidos mais de US$ 260 milhões em tecnologias para produção de nãotecidos e tecidos técnicos. Os principais setores beneficiados serão as indústrias de fraldas e absorventes, de vestuário médico-hospitalar, construção civil e infraestrutura, automotivo e calçadista.

Plástico Nordeste - Quais são as ações da Abint para fomentar o desenvolvimento do setor? Fasolo - Entre as ações da ABINT para fomentar o desenvolvimento do setor estão as participações em feiras correlatas e o desenvolvimento dos Comitês Técnicos específicos, sempre buscando divulgar e promover os usos e aplicações dos nãotecidos e tecidos técnicos. Como parte desse esforço, a entidade promove neste ano a quarta edição da NT&TT Show, única feira de nãotecidos e tecidos técnicos da América>>>> << Ago./Set. de 2011 < Plástico Nordeste < 7


PLAST VIP Ricardo Fasolo do Sul. Entre os dias 26 e 28 de outubro, fornecedores de nãotecidos, tecidos técnicos, matérias-primas diversas, de insumos, máquinas e equipamentos e também convertedores estarão presentes no Expo Center Norte (São Paulo) para expor tendências e inovações deste mercado. A NT&TT Show 2011 é um evento técnico vital para gerar relacionamento entre os diversos elos desta cadeia produtiva. Plástico Nordeste - Quais são suas metas na entidade? Fasolo - A entidade trabalha fortemente na divulgação das aplicações dos nãotecidos e tecidos técnicos, com o objetivo de fomentar seu uso, criando novas aplicações. Outra meta da Abint é promover o desenvolvimento do mercado brasileiro, zelando pela concorrência saudável entre o produto brasileiro e o importado. É desta forma que apoiamos o desenvolvimento do setor e tornamos a ABINT mais forte e reconhecida, contribuindo com a melhora nas condições sanitárias, de segurança e de qualidade de vida da sociedade.

Plástico Nordeste - Na era da sustentabilidade, como avalia os nãotecidos e tecidos técnicos neste sentido e quais têm sido as ações do setor? Fasolo - Nos últimos anos o setor se tornou o maior reciclador de PET no país, atingindo a marca de 7,6 mil toneladas em 2010. Esta resina reciclada é empregada na indústria automobilística, calçadista, de construção civil e geotecnia, entre outros. Desde carpetes, palmilhas, isolantes acústicos, geotêxteis, até panos de limpeza. Todos esses produtos podem ser produzidos com resina reciclada de PET. Plástico Nordeste - Como fazer para elevar o consumo per capita de nãotecidos e tecidos técnicos do brasileiro? Ele cresceu nos últimos anos? Quanto? Fasolo - O consumo vem crescendo nos últimos anos. O consumo per capita de nãotecidos no Brasil hoje é de 1,18 kg/habitante/ano – a meta é chegarmos a 4 kg/habitante/ano, como nos Estados Unidos.

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Plástico Nordeste - Quais são as principais tendências de aplicações, que precisam ainda amadurecer no Brasil? Fasolo - Um dos mercados que mais precisa amadurecer no país é o voltado para a saúde, onde os paramentos e outros itens produzidos com nãotecidos auxiliam na redução das infecções hospitalares. Plástico Nordeste - De que forma o setor pode aproveitar os eventos esportivos como oportunidade de aumento no consumo? Fasolo - A construção das estruturas esportivas, estádios e de toda infraestrutura para as cidades que sediarão os eventos seguramente levarão nãotecidos e tecidos técnicos, seja com geossintéticos utilizados na construção civil e infraestrutura, seja com lonas arquitetônicas que serão empregadas em diversas instalações esportivas. Por outro lado, os tecidos técnicos também estarão presentes nas quadras e gramados, vestindo os atletas e ajudando na melhora de seu desempenho nas competições. PNE


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O Ceará unido pela sustentabilidade

O

DIVULGAÇÃO

Ceará é considedústria Modelo, Semin ário Números da Recicla Nordeste 2010 rado por especiaReciclagem e Meio Ambi• Público (três dias de evento): 3.728 pessoas; listas um dos esente e Palestras Técnicas, • Inscritos: 2.212 pessoas; tados brasileiros Cursos, Workshop e Mostra • Volume de negócios (quanto foi feito em negociações): que mais atua na reciclagem. de Ecoarte Cultura além de • Negócios realizados – R$ 3.720.000,00 Dados apontam que 211 emeventos paralelos de • Negócios prospectados – R$ 2.720.000,00 presas trabalham com a premiaç ão de ações de • Quantidade de alimentos arrecadados* – 1,2 toneladas reutilização de plástico na Responsabilidade Sócio *doação para a Socrelp região, movimentando cerAmbiental, devendo reunir ca de R$ 39 milhões por 5000 pessoas. mês, reciclando 30 mil toneladas de maResíduos sólidos terial e gerando cerca de 3.150 empreO Brasil produz 161.084 mil tonelagos diretos. das de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) Dentro deste contexto, o Sindicato por dia, segundo a última Pesquisa Nadas Empresas de Reciclagem de Resíduos cional de Saneamento Básico (PNSB Sólidos Domésticos e Industriais no Es2088) do IBGE. A Região Nordeste apretado do Ceará (Sindiverde), com o apoio senta a situação mais crítica, com a maida Federação das Indústrias do Estado or geração diária de resíduos por habido Ceará (FIEC) e do Instituto de Desentante e 51% dos 1.688 lixões espalhavolvimento Industrial (INDI), lançou em dos pelo País. A situação exige soluções 2010 a iniciativa “RECICLA NORDESTE”. para a destinação final dos resíduos no A feira, que é a primeira de reciclagem sentido de aumentar a reciclagem e dida região foi idealizada com o objetivo minuir o seu volume, ou seja, é preciso de modernizar e unir a cadeia de reciclater menos lixo e só enviar para os atergem na reconstrução de um ambiente ros os rejeitos. saudável e sustentável. Neste contexto, no dia 2 de agosto Com uma participação efetiva de exde 2010 o Governo Federal promulgou a positores do setor plástico (cerca de 80% Política Nacional de Resíduos Sólidos dos participantes), em sua primeira edi(PNRS), Lei 12.305, através da qual esção a “RECICLA NORDESTE” reuniu um pera-se reduzir o desperdício de materipúblico de 3.728 pessoas, 2.212 inscriLançada no ano de ais passíveis de serem reciclados e a tos, gerou R$ 3,72 milhões em negócios 2010, feira g erou indução do estabelecimento de um novo realizados, R$ 2,72 milhões em negócios R$ 3,72 milhões em modelo tanto na cadeia produtiva como prospectados, e patrocinou a arrecadanegócios realizados durante a mostra na de consumo. ção de 1,2 toneladas de alimentos doaA Política Nacional de Resíduos, disdos para a SOCRELP. ciplina a coleta, o destino final e o traParticiparam da RECICLA NORDESTE tários, jornais e instituições financeiras 2010, dentre outros, representantes da sua Já a edição de 2011 terá como tema tamento de resíduos urbanos, perigosos cadeia produtiva: empresas do setor de “Reciclando com sustentabilidade ” e e industriais, entre outros. O texto da plástico, papel/papelão, metal, mecânico, acontecerá de 03 a 05 de novembro, no lei estabelece diretrizes para reduzir a geração de lixo e combater a poluição e o eletroeletrônico, calçadista e resido hos- Centro de Convenções do Ceará. O evenpitalar, bem como representantes do setor to envolverá uma Mostra de Tecnologias desperdício de materiais descartados pelo público, privado, acadêmico, das ONG´s, Industriais e Sociais para a Gestão dos comércio, pelas residências, pelas indúsinstitutos de consórcios de aterros sani- Resíduos, Salão de Boas Práticas e In- trias, por empresas e hospitais. 10 > Plástico Nordeste > Ago./Set. de 2011 >>


Programação SEMINÁRIOS Seminário de Reciclagem e Meio Ambiente Período: 3 dias (03,04 e 05 de novembro de 2011) Duração: 3 horas/dia Horário: 14h00 às 17h00 Local: Bloco E Evento técnico científico que contará com a presença de destacados nomes da pesquisa acadêmica, do mundo empresarial e da sociedade civil organizada. Sustentabilidade é o tema central. Serão discutidos de forma crítica e relevante assuntos como Política Nacional de Resíduos Sólidos; Ciclo de Vida do Produto; Resíduos Eletrônicos; Reutilização; Economia Verde; Programa Pró Catadores, enfim, a gestão sustentável dos resíduos vai perpassar todas as discussões. Programação Preliminar (sujeita a alterações) Dia 03 de novembro de 2011 14h00: Palestra - Os Avanços da Política Nacional de Resíduos Sólidos Resumo: A PNRS coloca o Brasil em condições iguais aos países de sociedade mais organizada, porque temprincípios inovadores. É clara ao definir de que forma se dará o gerenciamento dos resíduos,indicando inclusive sua ordem de prioridade que será a de não-geração, a de redução, reutilização, reciclagem e tratamento de resíduos. Ela cria uma nova economia para os catadores que organizam-se em cooperativas e para indústria recicladora. Esta fica mais competitiva pelo aumento do volume de materiais e melhor qualidade dos recicláveis. Silvério esteve à frente da coordenação e elaboração do documento que resultou no decreto presidencial 7.404/2010, regulamentando a nova lei. 15h30: Palestra - Análise do Ciclo de Vida do Produto (ACV) Resumo: Todo o processo de fabricação de algum produto

produz algum impacto ambiental, devido ao consumo de energia e recursos necessários até mesmo a emissão de gases, geração de efluentes e resíduos em geral. Esse impacto pode ocorrer durante a extração das matérias-primas utilizadas no processo de fabricação do produto, no próprio processo produtivo, na sua distribuição, no seu uso, ou na sua disposição final. Com o objetivo de identificar e mensurar estes impactos, foi desenvolvida a técnica de Avaliação do Ciclo de Vida ( ACV) para avaliação dos aspectos ambientais e dos impactos potenciais associados a um produto, compreendendo etapas que vão desde a retirada da natureza das matérias?primas elementares que entram no sistema produtivo, à disposição do produto final. A ACV apresenta-se como uma importante ferramenta para subsidiar as etapas do desenvolvimento do produto, a gestão da produção, o pós-uso, a logística convencional e a reversa, entre outras, a partir da compilação de informações e das avaliações Técnicas. Dia 04 de novembro de 2011 14h00: Palestra - Eletrônicos: A nova corrida do ouro Resumo: Sucatas eletrônicas possuem em sua composição metais preciosos e de grande valor de mercado como ouro, prata, níquel e paládio, mas também sérios contaminantes como chumbo, cádmio, berílio e mercúrio. Quais os desafios e oportunidades no Brasil no mercado de reciclagem de eletrônicos? Como as empresas consumidoras de “e-sucatas” podem auxiliar a indústria eletro-eletrônica na solução ambiental dos seus produtos em fim de vida? Como os comerciantes de recicláveis e suas redes de fornecedores instalados por todo o Brasil podem aproveitar este momento e também lucrarem neste mercado? Existem resíduos eletrônicos que ainda não encontram compradores no mercado nacional e internacional? Há perspectivas para eles? O que fazer com os resíduos eletrônicos que carecem de destinação ambiental adequada e que possuem baixo valor agregado? >>>> 15h30: Palestra - A Contribuição da Gestão de Resíduos

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CURSOS Período: 3 dias (03,04 e 05 de novembro de 2011) Duração: 4 horas/dia Horário: 8h00 às 12h00 12 > Plástico Nordeste > Ago./Set. de 2011 >>

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Sólidos para a Economia Verde Palestrante Convidado: Fábio Feldman Resumo: Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) a chamada “economia verde”, é a tendência para o desenvolvimento de ações sustentáveis e reciclagem no planeta. O Brasil é visto como um país que já emprega cerca de 500 mil pessoas em diversos projetos de reciclagem e o número pode aumentar. Espera-se que este setor cresça com rapidez em muitos países. Dia 05 de novembro de 2011 14h00: Palestra - Movimento Nacional dos Catadores: Uma avaliação do Programa Pró Catador Resumo: A profissão de Catador de Material Reciclável existe desde meados de 1950. O catador sempre foi visto como um sujeito excluído socialmente. Contudo, sempre prestaram um serviço à sociedade, mesmo sem dela receber o reconhecimento, nem do poder publico receber o pagamento devido por tal trabalho. O catador, excluído do processo de produção, sobrevive, em grande parte, do que a indústria e o comércio rejeitam. No passado, assim como hoje, muitos catadores trabalhavam de maneira precária, em lixões e locais impróprios. Muitos ainda hoje sofrem humilhações e exploração. Em Dezembro de 2010, o governo federal formalizou a continuidade dos programas de incentivo a atividade dos catadores por meio do Decreto 7.405 que institui o Programa Pró-catador. 15h30: Palestra: TerraCycle, uma forma inovadora e única de reutilização Resumo: TerraCycle (EUA) cria produtos verdes a partir de vários tipos de materiais de difícil reciclabilidade que não possuem destinação adequada. Possui parcerias exclusivas com empresas como Kraft Food, Frito Lay, Stonyfield Farm, Mars Wrigleey, Nestlé e muitos outros. Com mais de 50 produtos disponíveis nas maiores redes varejistas do mercado norteamericano como Wal–Mart, Target, The Home Depot, OfficeMax, Petco e Whole Foods Market, a TerraCycle é um dos criadores de produtos verdes que mais cresce no mundo. Fundada em 2001 pelo jovem norte americano Tom Szaky a TerraCycle começou como uma empresa de fertilizantes orgânicos e expandiu para uma companhia de multi–categoria e “eco–friendly”. O sonho do Tom era encontrar um novo caminho mais responsável de se fazer negócio e que fosse, ao mesmo tempo, bom para o planeta e para as pessoas. Atualmente sua proposta é eliminar resíduos que seriam enviados para os aterros sanitários, através de formas inovadores e únicas de reutilização. A TerraCycle retira, reutiliza e transforma toneladas de resíduos. Cerimônia de Encerramento Entrega dos Prêmios FIEC de Desempenho Ambiental e Prêmio SINDIVERDE de Jornalismo

Local: Bloco B Consistem em treinamentos de curta duração para levar informação, qualificação e atualizar profissionais as partes interessadas sobre temas pertinentes à reciclagem, educação ambiental e outros, definidos pela Comissão Técnico-Científica.

OFICINAS Período: 3 dias Duração: 30 minutos/sessão Horário: Diversificado Local: Bloco B Dirigida a um público diversificado, que inclui professores, estudantes, lideranças comunitárias e associações, atuando como multiplicadores de técnicas práticas relacionadas ao reaproveitamento (reutilização e reciclagem) de materiais, as oficinas serão realizadas em espaço central reservado dentro da Mostra de Tecnologias Ambientais e Sociais. Mais informações em breve!

PALESTRAS TÉCNICAS Período: 3 dias (03,04 e 05 de novembro de 2011) Duração: 7 horas/dia Horário: 14h00 às 21h00 Local: Bloco B Com o propósito de apresentar e difundir novas tecnologias, produtos e serviços, e aprimorar conhecimentos a partir da RECICLA NORDESTE 2011, técnicos de empresas expositoras ministrarão palestras técnicas no mini auditório, aberto ao público montado no centro do evento. Mais informações em breve!

CERIMÔNIA E PREMIAÇÃO

Data: 05 de novembro de 2011 Hora: 17h00 Local: Auditório Principal – Bloco E Para reconhecer o desempenho e a melhoria contínua de boas práticas de gestão e educação ambientais na indústria cearense os vencedores do Prêmio FIEC por Desempenho Ambiental e do prêmio Sindiverde de Jornalismo são conhecidos e agraciados durante a cerimônia de encerramento da RECICLA NORDESTE 2011. >>>>


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Mostra de Tecnologias Industriais e Sociais para a Gestão dos Resíduos Período: 3 dias (03,04 e 05 de novembro de 2011) Duração: 7 horas/dia Horário: 14h00 às 21h00 Local: Blocos C e G A Feira contará com a participação de expositores vindos de várias regiões do país, especialmente da Região Nordeste. Apresentarão alternativas, tecnologias e soluções que vão contribuir para o endereçamento das demandas da sociedade como um todo com relação ao descarte adequado dos resíduos sólidos. Salão de Boas Práticas na Indústria Período: 3 dias (03,04 e 05 de novembro de 2011) Duração: 7 horas/dia Horário: 14h00 às 21h00 Local: Bloco C Empresas que adotam práticas ambientalmente sustentáveis ganham espaço na RECICLA NORDESTE 2011 para apresentar as iniciativas realizadas. O propósito do Salão é incentivar a cidadania empresarial e induzir a indústria local a produzir com mais eficiência, menos custos, menor impacto ambiental e mais justiça social. Indústria Modelo Período: 3 dias (03,04 e 05 de novembro de 2011)

14 > Plástico Nordeste > Ago./Set. de 2011 >>

Duração: 7 horas/dia Horário: 14h00 às 21h00 Local: Bloco G Durante a RECICLA NORDESTE 2011, será montada uma Indústria Modelo para demonstração dos processos de reciclagem ao vivo para os visitantes. Tudo o que for gerado de resíduos plásticos será reciclado dentro do próprio evento. Os resíduos de papel, papelão e lonas serão doados para reciclagem. Mostra de Ecoarte Cultura – Reciclar com Sustentabilidade Período: 3 dias (03,04 e 05 de novembro de 2011)* Duração: 7 horas/dia Horário: Diverso dentro do período de 14h00 às 21h00 Local: Bloco G Consiste na apresentação de exposição de trabalhos confeccionados por artistas populares e artesãos, dirigida ao diversificado público visitante. Artistas e profissionais de todos os segmentos, que desenvolvem projetos com temáticas ambientais para conscientização ecológica, especialmente as prática dos 3Rs (Reduzir, Reutilizar e Reciclar), vão poder expor seus trabalhos na mostra, sem ônus. Espaço reservado especialmente para lideranças comunitárias, associações, escolas e organizações do terceiro setor, a mostra visa divulgar através de trabalhos e projetos artísticos, pedagógicos e culturais a importância da reciclagem. PNE


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Expositores apostam no evento para reforçar participação na região

A

Recicla Nordeste visa promover o desenvolvimento com sustentabilidade a partir da integração entre a cadeia produtiva da reciclagem, a comunidade científica, o setor público e a sociedade como um todo. E um dos principais envolvidos neste contexto de discussão da reciclagem no país é o setor plástico que, segundo o Sindiverde, predomina a área de participantes do evento. Os fornecedores para a indústria de reciclagem estão presentes na mostra, apresentando seus produtos e enfatizando a atenção no mercado nordestino de plásticos. A primeira edição a “Recicla Nordeste” reuniu um público de 3.728 pessoas, 2.212 inscritos, gerou R$ 3,72 milhões em negócios realizados, R$ 2,72 milhões em negócios prospectados.

A DEB’MAQ, por exemplo, referência participa da feira motivada pela grande demanda por máquinas injetoras na região Nordeste e, principalmente, no Ceará. No estande, técnicos estarão presentes para apresentar a linha de produtos e realizar estudos técnicos, indicando o melhor processo, tipo e tamanho de máquina, além de apresentar cases de sucesso de máquinas e processos comercializados pela DEB’MAQ. “Acreditamos que essa será uma excelente oportunidade para nos aproximarmos mais de nossos clientes do Nordeste e levar informação e oportunidades de negócios” afirmou Eduardo Trevisan, gerente de marketing da DEB’MAQ. Já a Seibt marcará presença, mais uma vez na Feira, aproximando-se de seus clientes do norte e nordeste. “Esta é uma região brasileira muito importante e que vem recebendo investimentos nos últimos anos, impulsionando o crescimento regional”, avalia o analista de exportação da empresa, Gilson Müller. O executivo explica que a Seibt estará presente através de um estande institucional, mostrará aos clientes toda a linha de produtos da empresa, desde os tradicionais moinhos de baixa rotação, convencionais e aplicações especiais, extrusoras, aglutinadores, picadores e os sistemas de reciclagem de plástico par a PET, com lavação a frio e a quente e sistemas para reciclagem de PE/PP. “Com isso a Seibt pretende estreitar laços com seus clientes e marcar presen-

16 >> Plástico Nordeste >>Ago./Set. 16 Ago./Set. de 2011 >>

ça nessa região, podendo participar desse crescimento”, finaliza Müller.

A NZ Philpolymer também atende o mercado nordestino e vê nele grande importância. “O mercado de reciclagem plástica do Nordeste é carente de equipamentos, acessórios e periféricos”, afirmam os diretores da empresa. Eles explicam que a pouco tempo atrás a situação fabril dos recicladores era extremamente ineficaz e sucateada. “Hoje é diferente, atendemos recicladores que já sabem que qualidade impacta no preço, e por isso investem na padronização e automação de equipamento e aumento de produtividade”. Durante a feira, a NZ Philpolymer apresentará sua linha de produtos que compreendem em produtos como: Silos, Moinhos, Equipamentos Laboratoriais, Peneiras, Acessórios para reposição e opcionais, Misturador, Retifica de Facas, Embalagens e Seladoras. Mas o lançamento da empresa na exposição é uma extrusora Mono Rosca (tipo cascata) com troca de tela hidráulico. A máquina é adequada para reciclagem de filmes, fios e tecidos plásticos pós-indústria e pós-consumo de Poliamida (PA), Polipropileno (PP), Polietileno (PE), Polinylon, Ráfia, Tecido e materiais plásticos sendo: Filme moídos ou aglutinado / Com ou sem impressão / PósConsumo / Peças de injeção e extrusão. Outra empresa que marca presença na RECICLA NORDESTE é a Dal Maschio. Conforme o José Luiz Galvão Gomes, a empresa tem vários clientes na região de Fortaleza, onde há mais de 20 robôs instalados em clientes como Ibap, Mecesa, Esmaltec, Kibo, etc. Entre as diversas aplicações desenvolvidas nesta região, Gomes destaca a decoração in mold, extração e empilhamento de móveis plásticos, UD’s e aplicação de decoração In Mold para baldes de 3,6 a 18 litros, redondos e quadrados. Na feira, a Dal Maschio apresentará um robô modelo Ginko PL, fabricado no Brasil e financiável pelo BNDES. O equipamento possui três eixos servo controlados e é livre e facilmente programável, com total flexibilidade de operação. Em clima de comemoração, a Haitian participa da 2ª edição da Recicla Nordeste, já que a empresa está completando este ano

45 anos de mercado. Tanto tempo de atuação se concretiza devido a seu histórico de constante mudança para atender o mercado mundial, contando com produtos que atendem todos os segmentos de injeção plástica. Conforme Roberto Cândido de Melo, a Haitian possui o modelo total hidráulico de cinco pontos convencional (Saturno), total hidráulico de cinco pontos com sistema integrado de servo motor e inversor de freqüência (Marte), fechamento total hidráulico (Jupiter), Injeção Bi-Color (Iaptus), total elétrica (Venus) e a linha total hidráulica de cinco pontos (Plutão). Esta última é uma linha desenvolvida pela Haitian para atender o mercado consumidor que procura uma máquina com um menor preço e um custo beneficio com as características de qualidade. O modelo conta com um controlador de última geração e a unidade de injeção pode ser otimizada para que haja um peso de injeção maior. “A Haitian, com a credibilidade que tem no mercado, atingirá com esse modelo um mercado que procura por preço baixo e confiança no produto”.

Novas Instalações no Nordeste Nessa edição do evento, a Pro-Color que estará participando pela primeira vez, aproveitará para anunciar aos seus clientes de todo o Nordeste a mais recente novidade do grupo Pro-Color: a empresa inaugurou em Julho o seu Centro de Distribuição no Nordeste, que fica localizado na cidade de Jaboatão dos Guararapes – PE. O diretor da Pro-Color Nordeste, Roberto Clauss, cita o quanto é perceptível o crescimento que ocorreu na região durante os últimos anos, com a perspectiva de continuidade desse desenvolvimento, através dos investimentos realizados e os incentivos fiscais que os Estados têm oferecido para as indústrias. “Há anos atrás ao falarmos do Nordeste a referência era o turismo, atualmente são negócios, crescimento, investimentos, desenvolvimento, infraestrutura, demanda, entre outros fatores positivos”, ressalta Clauss. O diretor complementa que, com esse Centro de Distribuição, a Pro-Color Nordeste ficará próxima dos transformadores da região, renovando o conceito das cores, criando e desenvolvendo soluções e procurando atende aos seus clientes com rapidez, eficiência, reduzindo a distância na entrega dos seus produtos. PNE


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Tendências & Mercado MercadoSopradoras

Aumento de consumo favorece mercado de sopro O crescimento de renda da população nordestina eleva o consumo de itens soprados como materiais de limpeza, bebidas e cosméticos. Atentos ao fato, os fabricantes de máquinas para plásticos fazem investimentos importantes na região.

O

s números comprovam a força do mercado nordestino. Segundo pesquisas, a região é, atualmente, a terceira economia do país entre as grandes regiões. Sua participação 18 > Plástico Nordeste > Ago./Set. de 2011 >>

no Produto Interno Bruto brasileiro foi de 13,1% em 2008, após a região Sul, com 16,6% de participação no PIB e à frente da Centro-Oeste, que participou com 9,2%. Apesar do Nordeste ainda registrar o mais baixo PIB per capita, de R$ 7.487,55 em 2008, a distribuição de renda nessa região melhorou significativamente na década de 2000. Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) realizada em 2009, a renda média no Nordeste sofreu um aumento real (já descontada a inflação) de 28,8% entre 2004 e 2009, passando de R$ 570 para R$ 734. Entre 2008 e 2009, o incremento foi de 2,7%. Foi a região que apresentou o maior incremento no salário médio do trabalhador nesse período. Estes dados explicam o aquecimento do mercado do Nordeste e o crescimento do consumo de produtos nos últimos anos

que alavancaram as vendas no setor plástico. O segmento de sopro foi um dos beneficiados, tanto que os produtores de máquinas do setor estão investindo cada vez mais com o objetivo atender a demanda crescente da região, observando as suas peculiaridades e as exigências dos transformadores da localidade.

O diretor de comercialização

de máquinas da Romi, Hermes Lago, confirma o bom desempenho da região e destaca o crescimento do segmento de sopro. Segundo ele o Nordeste é um mercado crescente para sopradoras de plástico. Lago explica que a melhoria dos indicadores sócio econômicos estimulou o avanço do consumo de materiais de limpeza, bebidas e cosméticos. São nestes segmentos que as embalagens sopradas são muito utilizadas.>>>>


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Tendências & MercadoSopradoras Hermes Lago, da Romi: "o Nordeste é um mercado crescente para sopradoras de plástico"

“Outro fator que contribui para o aumento do mercado de transformação no Nordeste é a necessidade de diminuir o custo de transporte da embalagem, aproximando a produção da embalagem do cliente que a utiliza”, acrescenta o executivo. Entre os segmentos da área de sopro, o setor de bebidas é um dos responsáveis pelo aquecimento das vendas. Conforme o diretor, as embalagens para água mineral se destacam neste cenário. “As novas normas para reposição de garrafões também contribui para a expansão deste mercado”, salienta. O polietileno de alta densidade (PEAD) e o PET são as resinas mais usadas na produção de embalagens para bebidas. “Já para os garrafões de 10 e 20 litros de água, no Nordeste é utilizado com predominância o polipropileno (PP)”, observa Lago. Conforme o executivo o mercado nordestino de sopro é novo para a Romi, mas destaca que as perspectivas de crescimento da atuação da empresa na localidade são muito boas. “Estamos investindo constantemente em participação em feiras no Nordeste e estamos expandindo nossa estrutura de vendas, com vendedores técnicos residentes na região, bem como no suporte de pós-venda”, informa. Lago comenta ainda que o mercado está cada vez mais exigente e atento a quesitos, como alta produtividade, redução de consumo de energia e total automação do processo, evitando contato manual comas peças sopradas. Para atender a demanda deste mercado, de embalagens de águas, princi20 20>>Plástico PlásticoNordeste Nordeste >>Ago./Set. Ago./Set.de de2011 2011>> >>

palmente para o sopro de garrafões de 20 litros, a Romi está apostando na Maxtec 20L, que produz peças com alta produtividade e qualidade de acabamento.

A Pavan Zanetti também destaca o crescimento do mercado de sopro do Nordeste e o aumento da exigência de máquinas com alta tecnologia. O diretor de comercialização da empresa, Newton Zanetti, observa que nos últimos a indústria tem percebido uma demanda crescente de sopradoras no local. Ele comenta que os clientes vêm buscando soluções em tecnologia, automação e redução de custos de fabricação, “motivo que mudou o perfil de fornecimento dos equipamentos que antes eram semiautomáticos e agora são totalmente automatizados e com multicavidades”, acrescenta. Para o diretor, o mercado nordestino teve um grande crescimento nos últimos anos, impulsionado pelo aumento das condições econômicas e do poder de compra de parte da população, que passou a consumir produtos de higiene e limpeza, cosméticos e fármacos que utilizam grande quantidade de embalagens sopradas. Para suprir esta demanda as indústrias da região perceberam a necessidade de modernização das unidades produtivas verticalizadas e muitas fizeram grandes investimentos, buscando melhores custos e melhores preços finais para seus produtos. Mas, segundo Zanetti, ainda há parte dos transformadores que precisam se modernizar.

Outra característica da região apontada pelo diretor da Pavan Zanetti é a verticalização na fabricação de embalagens sopradas, “até mesmo pela distância”, comenta. De acordo com o executivo, o custo do frete inviabilizou a atuação de muitos fornecedores de embalagem, abrindo caminho para o end user fabricar seu próprio frasco. Entre as resinas mais utilizadas ele destaca o PE e o PP, na produção de produtos de higiene e limpeza, garrafões de água mineral e algumas aplicações na indústria química e cosmética. Mas o executivo observa que existe a tendência da migração parcial das embalagens sopradas de PE e PP, para o PET, “alavancando a venda de nossas sopradoras de preforma, mas ainda mantendo um percentual grande de embalagens em PEAD”. Sobre a atuação no mercado nordestino, Zanetti comenta que a empresa é líder no segmento de sopro por extrusão. “No sopro de PET acreditamos estar entre os três primeiros, mas estamos massificando nossos esforços para buscar liderança”, salienta. Conforme o diretor, o Nordeste é um mercado de grande importância para a empresa, perdendo somente para São Paulo. As sopradoras modelos BMT 10.0D/ H e BMT 5.6 D/H da Série Bimatic da empresa, estão entre as mais vendidas na região, “pois são as que oferecem melhor custo benefício e pela necessidade da região de verticalização”, informa Zanetti. Ele acrescenta que são máquinas de grande produtividade, que fabricam embalagens com múltiplas cavidades, de 500 ml até 2 litros. Estes são os volumes mais utilizados em frascos de higiene e limpeza. “A necessidade de verticalização leva o usuário a ter máquinas maiores, mais produtivas e portanto menos unidades em sua fábrica, para simplificar a administração da unidade produtiva e reduzir custos fixos”, conclui.

O gerente Industrial, Pablo Soboleff, e Ronaldo Marques, da área de vendas, da Bekum não negam o grande potencial do Nordeste, mas de maneira


cautelosa afirmam que o mercado de sopro “encontra-se em certa inércia no momento”. Comentam que existem vários projetos, porém há muitas incertezas em relação ao cenário econômico, “fazendo com que os investimentos sejam muito cautelosos e eventualmente protelados”, explicam. Entre os estados mais promissores da região, eles destacam que Pernambuco foi o que mais cresceu no Brasil nos últimos três anos consecutivos. “Com a instalação de montadoras e do polo fármacoquímico, a região assim como o Nordeste em geral, representam grande potencial em termos de desenvolvimento industrial e geração de empregos, contribuindo para o desenvolvimento do país”, acrescentam. Segundo os representantes da empresa o mercado do Nordeste é bem variado, mas no momento predomina a produção de garrafões para água mineral e de embalagens descartáveis. Porém destacam que a grande tendência do ano, até agora, foi o crescimento da oferta e da demanda nas áreas de produtos alimentícios e de utilidades domésticas. Assim como os demais

entrevistados destacam que o PP, PET e PEAD, são as resinas mais utilizadas na região. Sendo o PP, para abastecer o mercado com garrafões de 20L de água, o PET para o segmento de descartáveis e o PEAD para o mercado de utilidades domésticas. Quanto a participação da empresa no Nordeste, os representantes falam que a Bekum historicamente sempre teve uma grande aceitação por parte dos transformadores da região dos segmentos de águas e de produtos de higiene e limpeza. Comentam que nos últimos anos a concorrência se acirrou muito acompanhando o crescimento do mercado local e que os convertedores estão exigindo equipamentos de qualidade e parceiros confiáveis, “características sempre valorizadas pela Bekum em toda sua história no Brasil e no mundo. Dessa forma criam-se relacionamentos duradouros com a indústria local”, destacam. Entre as exigências dos clientes, salientam a economia de energia, aliada a tecnologia com valores acessíveis. “Os empreendedores nordestinos apostam na redução de custos sem abrir mão de um

produto de qualidade para oferecer ao mercado”, comentam. Segundo a empresa as máquinas mais vendidas hoje no Nordeste são as mais versáteis, capazes de abranger uma gama ampla de produção de frascos que permitam atender vários mercados ao mesmo tempo. Os equipamentos devem ter grande durabilidade e estabilidade de produção, possibilitando o planejamento seguro da produção. Neste contexto destacam-se as máquinas com grande força de fechamento e garantia de aplicação dessa força em toda a placa porta-molde, assegurando assim a qualidade final do frasco e o corte das rebarbas. Outra característica está no projeto e produção dos cabeçotes, garantindo a qualidade superficial dos frascos e trocas rápidas de cores, com foco na flexibilidade de produção. Os carros-chefes da Bekum na região são modelos BA-25, para produção de garrafões de água, e o BM-304DL, destinado para produção de frascos diversos, como cosméticos, alimentícios e produtos de limpeza. PNE

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DESTAQUE Paraíba

Ações para promover o desenvolvimento e busca de qualificação de mão de obra marcam o plástico no estado paraibano.

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Setor em crescimento

A

A Paraíba é um dos menores estados da federação, com extensão territorial correspondente a 0,7% da área total do Brasil e 3,6% da região Nordeste. É o único estado brasileiro com o seu território totalmente inserido na área do Polígono das Secas. Conta com 223 municípios e com uma população estimada, em 2010, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 3,85 milhões de pessoas, das quais 3,0 milhões vivem nos centros urbanos. A economia paraibana está baseada nos setor de serviços, na indústria, na agriculta e na pecuária. O Produto Interno Bruto (PIB) paraibano é o 18º no ranking brasileiro e o 5ª entre os PIBs dos estados do Nordeste. Segundo os dados do IBGE, o PIB estadual foi de R$ 25,7 bilhões em 2008. O setor de serviços é responsável pela maior arrecadação de receitas no estado, equivalente a mais de 70% do total arrecadado. O turismo é um dos elementos que fortalecem esse segmento da economia. João Pessoa, capital estadual, apresenta uma ampla estrutura hoteleira para receber os visitantes de diversos locais do Brasil e outros países que buscam desfrutar as belezas naturais da região. Com grande parte do território situado na sub-região do sertão nordestino, a agricultura da Paraíba é desenvolvida nas porções territoriais localizadas na Zona da Mata. Os principais cultivos são: arroz, feijão, café, mandioca, milho, castanha de caju, pimenta do reino, sisal, abacaxi e, principalmente, cana-de-açúcar. Correspondendo a 22,4% do PIB estadual, a indústria é pouco diversificada. No estado os principais segmentos desse setor da economia são: têxtil, alimentício, metalúrgico e produtos de couro. Campina Grande tem se destacado como centro de tecnologia para exportação de programas de informática. Existem três aglomerados industriais na Paraíba. O primeiro é formado pelas indústrias dos municípios de João Pessoa, Santa Rita, Bayeux, Cabedelo, Lucena e Conde. Nestas cidades destacam-se as indústrias de alimentos, têxtil, construção civil e do cimento. A segunda maior concentração industrial está situada em Campina Grande, a maior cidade do interior do Nordeste, com cerca de 400 mil habitantes. O município é referência na produção de tecnologia, fabricando softwares vendidos para várias partes do mundo. A cidade se caracteriza por ser uma grande formadora de mão de obra especializada, principalmente na área tecnológica, graças às suas cinco universidades. Entre elas o Campus II da Universidade Federal da Paraíba, onde funciona o Centro de Ciências e Tecnologia, antiga Escola Politécnica. Já o terceiro maior aglomerado de indústrias é composto por empresas das cidades de Patos, Cajazeiras, São Bento e Souza, com forte atuação nos segmentos têxtil e de confecções. 22 > Plástico Nordeste > Ago./Set. de 2011 >>

Setor de transformação de plásticos na Paraíba teve um crescimento médio de 12% em 2010

Indústria do plástico

Em processo de crescimento e ocupando cada vez mais o seu espaço, segue a indústria de transformação de plásticos, com grande concentração em João Pessoa e Campina Grande. Segundo o Sindicato da Indústria de Material Plástico e Resinas Sintéticas do Estado da Paraíba (Sindiplast), o setor conta com 103 empresas que geram 3.500 empregos diretos, sendo os segmentos de injeção e extrusão mais representativos. Ao todo as indústrias do setor consomem aproximadamente 60 mil toneladas por ano de resinas plásticas, com destaque para o PE, PP e PVC. De acordo com o presidente do Sindiplast, Péricles Felinto de Araújo, as empresas regionais têm realizado investimentos contínuos no sentido de renovar seus parques industriais, atualizando-se tecnologicamente, com o objetivo de aumentar a competitividade frente ao mercado nacional e internacional. Os principais mercados de atuação são os setores da construção civil, de embalagens, do vestuário e de utilidades domésticas. “Todos estes vêm apresentando na região Nordeste índices de crescimento superiores às outras regiões, registrando um avanço significativo sustentado pelo desenvolvimento das empresas locais e pela instalação de novas empresas”, acrescenta o dirigente. Araújo destaca que os transformadores paraibanos atuam em todo o território nacional “e registramos exportações para os cinco continentes”. O presidente informa que o setor de transformação de plásticos na Paraíba teve um crescimento médio de 12% em 2010, “superior à média nacional de 10,4%”, destaca. Quanto as expectativas para o fechamento do ano, o dirigente salienta que em função das crises >>>>


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DESTAQUE Paraíba econômicas internacionais, as projeções precisam ser moderadas, vislumbrando um crescimento entre 8% e 10%. “Todavia, os investimentos realizados na região Nordeste pelas indústrias de automóveis, alimentos e construção civil, nos permite sonhar um pouco mais alto, entre 11% e 13%. Claro que os transformadores de plásticos também precisaram realizar grandes investimentos em renovação e expansão de suas plantas produtivas para acompanhar este aumento de demanda, tanto em volume quanto em qualidade”, comenta. Entre as principais dificuldades enfrentadas pelo segmento, o presidente do Sindiplast destaca os problemas na área de logística, a ausência de instituições públicas para capacitação da mão de obra e a alta carga tributária, “sendo esta última talvez a mais impactante, pois reduz nossa competitividade frente a outros estados”, frisa. Na questão da formação de mão de obra, Araújo observa que a falta de trabalhadores qualificados é um dos entraves para o desenvolvimento do setor, mas salienta que está ocorrendo uma evolução no treinamento do pessoal. Comenta que o Sistema SESI/ SENAI têm desenvolvido ações, gerando oportunidades para a formação de profissionais mais qualificados. “Porém, no geral, ainda é necessário um grande esforço e alocação de recursos em treinamentos, por parte das empresas, para capacitação dos profissionais disponíveis”, acrescenta Araújo. Com objetivo de fortalecer a indústria de transformação de plástico do estado, o Sindiplast apresentou ao governo do estadual a proposta de instalação do Polo de Polímeros da Paraíba, com sede na cidade de Campina Grande, composto por um centro de distribui-

ção de matérias-primas com porto seco, centro de formação de profissionais e laboratório de pesquisa e desenvolvimento. De acordo com o presidente do sindicato, o projeto está em fase de análise e já foi expressa a intenção de concretização. Ainda com a finalidade de promover o desenvolvimento do setor, Araújo destaca que o Sindiplast tem oportunizado aos seus associados a participação em feiras e eventos do segmento em nível nacional e internacional, para que possam expor os seus produtos. Além disso a entidade incentiva o associativismo e o cooperativismo entre as empresas do estado. “Estamos sempre buscando oportunidades de negócios que são compartilhadas com os associados, assim como fontes de captação de recursos para sustentar os investimentos necessários para garantir o desenvolvimento contínuo das empresas locais”, complementa o presidente.

Crescimento industrial Segundo os dados fornecidos pelo IBGE, a indústria da construção civil foi o segmento que mais cresceu entre as atividades econômicas no estado, entre 2007 e 2008. O setor obteve crescimento de 21% no período e leva uma fatia de 5,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, que atingiu R$ 25.697 bilhões em 2008. A taxa verificada pelo segmento, em 2008, foi quase três vezes maior que o mesmo índice em 2007, quando o setor alcançou uma taxa de 7,5% maior em relação a 2006. A segunda atividade de melhor desempenho econômico, entre 2007 e 2008, na Paraíba, foi a intermediação financeira, seguros e previdência complementar. Esse grupo – que faz parte do segmento de serviços - cresceu 14,7% no período. Em terceiro lugar, aparece a agricultura, sivicultura e exploração florestal (agropecuária), com 10,6%. O setor de imóveis e aluguel, que faz parte do segmento de serviços, registrou elevação de 9,6% entre 2007 e 2008.

PIB em 2011 Segundo a empresa de consultoria Datamétrica, com sede em Recife, o Produto Interno Bruto do estado deve sofrer uma queda nas projeções de fechamento do ano. O estudo de Análise de Conjuntura, realizado pela Consultoria, reduziu o PIB paraibano de 4,54%, projetado em dezembro do ano passado, para 3,71%, enquanto a região Nordeste (5,06%) terá alta superior à da economia brasileira (4%). De acordo com o estudo, a Paraíba terá o menor crescimento do Nordeste, que este ano continuará sendo puxado pelas três maiores economias: Pernambuco (6,14%), Ceará (5,26%) e Bahia (5,22%). Mas os estados do Maranhão (5,07%), Piauí (4,72%) e Sergipe (4,28%) também vão crescer acima da média do país. Apenas a Paraíba (3,715), Alagoas (3,76%) e o Rio Grande do Norte (3,86%) terão taxa abaixo do país. Entre os motivos responsáveis pela queda no crescimento da economia do estado, a empresa de consultoria, além da “herança” do desequilíbrio financeiro da esfera pública estadual da Paraíba, que tem forte influência na riqueza gerada, fatores como dificuldades em cumprir os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), incerteza de aumento nos repasses do Fundo de Participação do Estado (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), devido à desaceleração prevista da economia brasileira pesam na redução da atividade econômica do estado. PNE 24 > Plástico Nordeste > Ago./Set. de 2011 >>


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Giro NE Bahia Estado inaugura unidade no Pólo de Camaçari para transformar resíduos em matéria-prima Erguer paredes com resíduos petroquímicos e transformar compostos de enxofre descartados em insumo nobre para a indústria de cosméticos. Esses são exemplos do que se pretende fazer no Centro de Inovação e Tecnologia Ambiental (Cita), inaugurado recentemente no polo de Camaçari (BA). Trata-se de uma aposta da Cetrel, empresa que trata efluentes e monitora o meio ambiente do complexo industrial, localizado a 50 km de Salvador. Uma equipe de técnicos tem a missão de descobrir processos que agreguem valor comercial ao material descartado pelos clientes industriais. A unidade, que recebeu investimentos de R$ 15 milhões da Cetrel, já desenvolve projetos para reaproveitar resíduos plásticos, metálicos, e compostos de enxofre descartados. Os três devem ter plantas-piloto em funcionamento até o próximo ano e receberão financiamento de R$ 90 milhões do Finep, empresa do Ministério da Ciência e Tecnologia que fomenta a inovação. No caso dos resíduos petroquímicos, o Cita desenvolveu tecnologia para produzir “madeira plástica” a partir da mistura com fibra de celulose. O processo transformará em material de construção civil cerca de mil toneladas mensais de resina descartada pela Braskem. A fibra de celulose virá de outra indústria instalada no polo de Camaçari. “Resolvemos o problema da Braskem e produzimos uma material mais barato que a ‘madeira plástica’ feita nos EUA. Acreditamos que é possível absorver 0,5% do mercado brasileiro de madeiras, que alcança R$ 28 bilhões”, diz Alexandre Machado, responsável pelo desenvolvimento e inovação em produtos. Até o momento, o Cita já solicitou quatro registros de patentes e pretende apresentar outros dez nos próximos meses. A Cetrel, que investirá de 7% a 10% de seu faturamento no novo centro, também desenvolve um projeto paralelo para produzir bioenergia a partir de resíduos do processamento da cana-de-açúcar, como a vinhaça e o bagaço. A ideia da empresa é se tornar parceira de usinas de todo o Brasil. Uma planta-piloto já foi

instalada na Paraíba e outra deve ser montada em PE.

Cetrel transforma passivo ambiental em negócios A Cetrel - Empresa de Proteção Ambiental está investindo R$ 15 milhões na criação do Centro de Inovação e Tecnologia Ambiental - CITA, que ocupa uma área de 2,5 mil m2 no Polo Petroquímico de Camaçari, para abrigar laboratórios e plantas-piloto e semi-industriais. O centro será inaugurado no dia 25 de agosto e complementa a estratégia da empresa, traçada há cinco anos, de ampliar o portfólio de serviços e de produtos, transformando passivos ambientais em novos materiais e insumos de baixo custo para outras atividades. Vai atuar na simulação de processos de reúso de água, valorização de resíduos em matrizes cerâmicas, poliméricas, metálicas e em compósitos que utilizam fibras naturais em sua estrutura. A Cetrel nasceu como estatal, mas aos poucos as empresas foram adquirindo participações. Hoje o Estado da Bahia detém 23%, a Braskem 54% e o restante é dividido entre outras empresas do complexo industrial. Segundo o presidente da empresa, Ney Silva, com a maior consciência ambiental e eficiência das empresas no tratamento de seus efluentes e resíduos, a empresa tinha como perspectiva uma redução de receitas e começou a buscar alternativas. “Passamos a buscar outras formas de remuneração por meio de consultoria ambiental e criamos um programa de inovação colocando no pipeline 34 ideias, obtidas por meio de uma campanha interna”, diz o presidente. Segundo Alexandre Teixeira Machado, líder de pesquisa e desenvolvimento e inovação do CITA, são realizadas pesquisas como a valorização de resíduos como fonte de riqueza (projeto de biocompósitos, materiais produzidos a partir de resíduos orgânicos, como por exemplo a madeira plástica que utiliza resíduos sólidos de fibra natural de papel e celulose e resinas da Braskem), a recuperação de enxofre com um grau de pureza 5 vezes maior do que o produto disponível no mercado, produção de asfalto ecológico produzido a partir dos resíduos que a própria Cetrel vai gerar nos outros projetos, monitoramento do ar e outros.

26 >>Plástico 26 Plástico Nordeste Nordeste > Ago./Set. > Ago./Set. de 2011 >> de 2011 >>

Governador comemora investimento da Basf de R$ 1 bilhão na Bahia O governador da Bahia, Jaques Wagner, afirmou, em programa de TV, que a Basf vai investir mais de R$ 1 bilhão, em uma nova unidade, no polo petroquímico de Camaçari. “A Bahia já é o sétimo PIB brasileiro e tem uma economia bastante diversificada. Conseguimos sair da dependência do cacau, crescemos bastante na área mineral e no segmento de energia eólica”.

Ceará Casa de plástico tem custo menor O plástico reciclável ganha uma aplicação inédita: transforma-se em quiosques, chalés, escritórios e até mesmo casas populares de 45 m2, com dois quartos, banheiro, sala, cozinha e banheiro. O projeto do engenheiro Joaquim Antônio Caracas, proprietário da Impacto Protensão, de Fortaleza (CE), foi concebido há três anos e está em teste na Universidade Federal do Ceará (UFC). Além de contribuir para preservar o ambiente, a proposta tem outras vantagens: a casa pode ser montada em dois dias - já com instalações hidráulica e elétrica - e custa cerca de R$ 16 mil, 40% a menos que as convencionais. Segundo Caracas, o objetivo é oferecer alternativas de moradias de baixo custo, com rapidez na montagem, praticidade e segurança, tendo como base o plástico reciclável. A casa de plástico é feita a partir de uma estrutura metálica utilizando um aço resistente à corrosão. A vedação utiliza um molde de plástico preenchido com espuma e o acabamento interno é em gesso, tornando a casa leve, mas durável, e com conforto térmico. Por causa da espessura da vedação, há um ganho de aproximadamente 13% em área útil em relação às casas com estrutura convencional. As placas plásticas são produzidas em Polietileno de Alta Densidade (PEAD) 100% reciclado, resultando em peças de grande rigidez e baixa deformabilidade. Segundo o engenheiro, os resultados obtidos já viabilizaram a produção e o aluguel de mais de 50 módulos, que estão sendo utilizados como escritórios em canteiros de obra, salas de aula, ambientes administrativos e residências.


Chineses ganham com feira na região do Cariri Participando pela primeira vez da XII Feira de Tecnologia e Calçados do Ceará, a Fetecc do Centenário, que aconteceu recentemente em Juazeiro do Norte (CE), a fabricante chinesa de máquinas para o setor, King Strong, conseguiu o feito de vender seis máquinas injetoras de PVC em apenas um dia. Avaliado em R$ 135 mil, cada unidade comercializada tem capacidade para produzir 24 pares de calçados por vez, e foi uma das principais atrações de todo evento. A popularidade deveu-se aos brindes dados para os visitantes, pois, ao passar pelo estande da empresa chinesa, cada pessoa que assistia à demonstração ganhava um par de sandálias femininas de plástico confeccionadas na hora. Recorrendo à estratégia semelhante, O estande da fabricante local de calçados e acessórios, Sassá, foi também um dos mais frequentados. Visitantes fizeram fila para levar um par de sandálias femininas de plástico produzidas no local. A empresa, sediada em

Juazeiro, produz 250 mil pares por mês e gera 130 empregos diretos. O evento, realizado pelo Sindicato das Indústrias de Calçados e Vestuário de Juazeiro do Norte e Região (Sindindústria) e o Sebrae, abriu as portas com 110 expositores do Brasil e exterior - seis a mais em relação ao número de estandes que havia sido confirmados pela organização na véspera do evento. O número de visitantes e o volume de negócios também devem superar as projeções iniciais, de 10 mil pessoas e R$ 50 milhões, respectivamente.

Inovação é saída para elevar indústria química do estado Com cinco fábricas e uma produção mensal estimada em 100 milhões de ampolas de solução parenteral de pequeno e grande portes (soros), a indústria química do Ceará está consolidada como líder neste segmento há um bom tempo, com volumes acima de grandes polos como São Paulo e Rio de Janeiro. No entanto, na avaliação

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Giro NE do presidente do Sindicato das Indústrias Química, Farmacêuticas e de Destilação de Petróleo do Ceará (Sindiquímica-CE), José Dias, em outros segmentos, como o de produtos de beleza, ainda são necessárias políticas de incentivo para impulsionar os empresários cearenses no mercado nacional. Dias disse ter encontrado em programas de incentivo à inovação e editais com foco no mesmo objetivo a chance de criar novas possibilidades para a área e, assim, continuar competitivo. Um dos motivos apontados pelo presidente do sindicato cearense como grande desafio é que o mercado brasileiro dos cosméticos é dominado por empresas multinacionais, o que dificulta a competitividade com as de menor porte e acaba por diversificar a formas de os empresários menores negociarem. No ano internacional da química, o sindicato criou um prêmio de inovação para graduados e estudantes das três linhas da química (engenharia, bacharelado e licenciatura). “Nosso principal objetivo é aproximar a indústria da academia criando a possibilidade de oferecer projetos inovadores e de utilização imediata pelas empresas”, afirma.

Alagoas Braskem antecipa inauguração de fábricas A Braskem deve antecipar a inauguração das novas fábricas de PVC e MVC em Alagoas, para o final dos meses de abril e maio, respectivamente. O anúncio foi feito pelo vice-presidente executivo da unidade de polímeros da Braskem, Rui Chammas, durante a visita do governador Teotonio Vilela Filho e do secretário do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico, Luiz Otavio Gomes, às obras de ampliação das unidades – situadas no Polo Multifabril Industrial José Aprígio Vilela, no município de Marechal Deodoro. Com investimentos de aproximadamente R$ 1 bilhão em Alagoas, o maior já feito pela Braskem, a ampliação da empresa compreende novas fábricas de PVC, MVC, que passarão a produzir 460 toneladas por ano, cada. Mais de 3 mil pessoas estão empregadas na atual fase de construção. A maioria da mão de obra é formada por alagoanos, sendo 1.200 trabalhadores de Marechal Deodoro. Além das duas novas

unidades, a Braskem gerencia a construção de uma fábrica da White Martins, que será fornecedora de oxigênio e nitrogênio à Braskem e demais indústrias do Polo Industrial José Aprígio Vilela.

Alagoas é referência nacional na indústria química e do plástico A Cadeia Produtiva da Química e do Plástico de Alagoas é tida como referência no País. Constituída por mais de 50 empresas que integram da primeira à terceira geração da produção, da extração de matéria-prima à industrialização. A primeira corresponde às petroquímicas, que extraem a matéria-prima do meio ambiente e a transforma em produtos, como a produção de resina pela Braskem. Já a segunda geração compreende as empresas que utilizam a resina para a produção de determinados produtos, compostos do PVC. A terceira geração utiliza o composto para a fabricação de produtos finais, como a indústria Krona, que está em construção no polo Multifabril Industrial José Aprígio Vilela, em Marechal Deodoro, e produz tubos e conexões. A reutilização dos restos da produção e descarte do consumidor final compreende a última geração. Nos últimos quatro anos, indústrias como a Jaraguá Equipamentos, com investimentos de R$ 72 milhões, e diversas empresas inseridas na Cadeia Produtiva da Química e do Plástico – a exemplo de Fiabesa Alagoas, Corr Plastik Industrial do Nordeste, BBA Nordeste Indústria e Nordaplast – se instalaram no Polo Multifabril Industrial José Aprígio Vilela, localizado no município de Marechal Deodoro. Além da Braskem e da Krona, novos empreendimentos ainda serão implantados no Polo, sendo duas indústrias de cimento, uma de fertilizantes e outra voltada para a fabricação de fraldas e absorventes.

Pernambuco Estado atrai mais 15 empresas Atraído por incentivos fiscais e pela expansão do mercado nordestino, além de facilidades logísticas, um grupo de 15 empresas firmaram parceria recentemente em Recife, com o governo pernambucano, cartas de intenção de investimentos no Esta-

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do. Ao todo, o pacote de propostas de empresas de vários setores soma quase R$ 800 milhões e prevê gerar 3,3 mil empregos diretos.As propostas de investimentos vão abranger vários municípios: desde Ipojuca, que abriga o complexo industrial portuário de Suape, aos de Timbaúba, conhecido como terra dos calçados, e de Goiana, na Zona da Mata Norte, que já conta com um polo farmacoquímico. Goiana, no norte, ganhou expressão com a ida da nova fábrica da Fiat para lá.Do pacote, informou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Geraldo Júlio, o maior aporte de recursos será da WHB Fundição, fabricante de autopeças do Paraná. Com investimento de R$ 300 milhões, a empresa planeja instalar uma fábrica em Glória do Goitá, gerando cerca de 1 mil empregos. Para Jaboatão, na região metropolitana do Recife, tem plano de ir a Bettanin, especializada em utensílios domésticos e produtos para limpeza. O investimento é de R$ 80 milhões. O secretário disse que os incentivos fiscais que Pernambuco oferece a quem quer investir no Estado são nos mesmos padrões de outros estados do Nordeste, por meio de leis estaduais: redução do ICMS, do IPTU - por alguns anos - e, em alguns casos, cobrança da taxa mínima de ISS, que é de 2%. “Além disso, temos boa posição geográfica, infraestrutura rodoviária e portuária e pessoal capacitado”. Ele menciona ainda os federais especiais no Imposto de Renda e taxas de financiamentos diferenciadas. A região do porto de Suape é a grande concentradora hoje, com um estaleiro e dois em implantação, a refinaria Abreu e Lima, uma futura siderúrgica, a fábrica de aerogeradores da Impsa. “Já temos 89 empresas em operação e 45 em implantação no polo de Suape”. Para atender esse complexo industrial, como empresas da cadeia de navipeças que supririam os estaleiros com componentes diversos para a montagem de navios e embarcacões, o governo pernambucano busca atrair fabricantes e prestadoras de serviços de pequeno e médio porte. Com uma economia que cresce acima da média brasileira, segundo o secretário - 5,2% em 2009, 9,3% no ano passado e 5,7% no 1º semestre -, ele diz dispor de um variado cardápio de oportunidades de negócios.


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Evento

Embala Nordeste atrai 15 mil compradores

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Consolidada como a maior feira da cadeia produtiva do setor de embalagens e processos industriais do Nordeste e terceira da América Latina, a VI Embala Nordeste Feira Internacional de Embalagens e Processos, agitou o Centro de Convenções de Pernambuco, entre os dias 23 e 26 de agosto. Um público visitante de mais de 15 mil compradores circulou pelo pavilhão fazendo negócios que devem chegar a mais de R$ 1,65 bi movimentados durante o evento e nos próximos seis meses. A quantia supera em 10% as projeções iniciais. Pesquisa interna feita entre os 407 expositores concluiu que as vendas feitas este ano e os contatos para negócios foram além do esperado. “O mercado está aquecido, principalmente, na região Nordeste. O resultado é um retrato desse momento por que passa a indústria local”, diz André Mozetic, diretor da Greenfield Business, empresa promotora do evento que tem o apoio das principais entidades da indústria de equipamentos, embalagens, plástico e gráfica. Durante quatro dias, empresários destes setores puderam conhecer o que há de mais moderno em equipamentos, serviços e insumos. Além disso, a Embala Nordeste foi palco de palestras e cursos dirigidos aos profissionais do setor. “Segmentos como a indústria do plástico, por exemplo, estão crescendo muito na região. O aumento do consumo por parte das classes C, D e E impulsionou uma grande quantidade de empresas. Os investimentos dos setores de massas e biscoitos é um exemplo disso”, explica Luiz Fernando Pereira, também diretor da Greenfield. Já o também diretor da Greenfield, Jayme Wiss Jr avalia como um dos pontos marcantes este ano, a qualidade do público visitante. “Os empresários da região vieram dispostos a fazer negócios, a modernizar suas indústrias. Os resultados foram tão positivos que o índice de renovação dos expositores para a edição do ano que vem é de quase 100%. A expectativa dos diretores é de que Embala Nordeste 2012 seja ainda maior.

Oportunidade para indústria 90% das empresas expositoras vieram do sul e sudeste. “O que demonstra que o Nordeste está inserido definitivamente nos planos de expansão do setor”, disse André Mozetic, da Greenfield. A Embala NE é a única feira de negócios no Norte/ Nordeste a exibir máquinas industriais de grande porte em funcionamento e muitas delas com pronta entrega. O pavilhão do Centro de Convenções, este ano, recebeu mais de R$ 50 milhões em máquinas e equipamentos para serem comercializados. A edição de 2012 já está agendada. Ocorrerá entre os 28 e 31 de agosto e conta com 70% dos espaços renovados. PNE 30 > Plástico Plástico Nordeste >>Ago./Set. Ago./Set. de 2011 2011 >> >>


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Investimento Basf e Braskem unem-se em projeto de acrílico no Brasil

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empresa química alemã Basf anunciou recentemente que vai construir um pólo produtor de acrílicos no Brasil, e a Braskem será a fornecedora de matérias-primas para o projeto, que terá investimentos de mais de 500 milhões de euros (US$ 750 milhões). A Braskem fornecerá propeno e soda para o projeto em escala mundial de ácido acrílico, acrilato de butila e polímeros superabsorventes (SAP) no Brasil. Os investimentos da empresa brasileira serão da ordem de US$ 30 milhões. O complexo da Basf, maior empresa química do mundo, começa a ser construído em Camaçari este ano e a expectativa é de início de produção em 2014. O projeto representa o primeiro investimento em ácido acrílico e SAP no país. Segundo a Braskem, o propeno que será fornecido tem um valor aproximado de US$

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200 milhões por ano e atualmente é destinado à exportação. “Com esse acordo, o produto passará a ser consumido no mercado interno com agregação de valor, gerando efeitos positivos para a balança comercial do Brasil pela substituição de importações de ácido acrílico, acrilatos e superabsorvente”, disse a Braskem. O ácido acrílico é utilizado em segmentos como tintas, indústria têxtil e mineração, enquanto o acrilato de butila é um insumo para a indústria têxtil e construção civil. Já os polímeros superabsorventes são usados para produzir fraldas, para tratar água e na extração de petróleo, entre outras aplicações. A capacidade instalada dos novos projetos é mantida em sigilo. Segundo o presidente da Basf para a América do Sul, Alfred Hackenberger, o complexo terá escala mundial, conceito utilizado para fábricas que

produzam aproximadamente 160 mil toneladas anuais de ácido acrílico. “Somos líderes de mercado nesses produtos e nossa ideia é ampliar a participação”, explica o executivo, lembrando que essa presença hoje é composta apenas por produtos importados, à exceção do acrilato de butila produzido em Guaratinguetá. Com o início das operações das novas unidades, a compra externa de produtos químicos será reduzida em no mínimo US$ 200 milhões por ano, volume referente ao total importado pela própria Basf. O efeito na balança comercial ainda será positivo em US$ 100 milhões anuais, graças às exportações projetadas pela companhia a partir do final de 2014, quando o polo em Camaçari iniciará operações. A nova fábrica em Guaratinguetá, abastecida pelo complexo baiano, começará a produzir em 2015. PNE


Bloco de Notas Sugestão de leitura: Materiais Compósitos Poliméricos – Fundamentos e tecnologia

Brasil importou US$ 4 bilhões em produtos químicos em setembro O Brasil importou US$ 4 bilhões em produtos químicos em setembro. O valor representa queda de 9,8% em relação a agosto deste ano, mas um aumento de 22,9% na comparação com setembro de 2010. De janeiro a setembro, as compras externas de produtos químicos somam US$ 31,2 bilhões, aumento de 28,6% frente ao mesmo período de 2010. As resinas termoplásticas foram os produtos químicos mais exportados, com vendas de mais de US$ 1,9 bilhão de janeiro a setembro. Para a diretora de Comércio Exterior da Abiquim, Denise Naranjo, observa-se um aumento significativo do déficit, especialmente em grupos de produtos com produção nacional. “Apesar do aumento nas exportações, o déficit de produtos químicos tem crescido significativamente nos últimos meses, deixando interessantes oportunidades de investimentos passarem despercebidas”. Estudo da Abiquim, o Pacto Nacional da Indústria Química, aponta as condições necessárias para o aumento de investimentos e reversão do déficit, como matérias-primas competitivas, solução das distorções tributárias, melhoria da infraestrutura, e maior destinação de recursos em inovação e tecnologia.

Este livro de Gerson Marinucci oferece conteúdo sobre os Compósitos Poliméricos, uma classe de material que possui requisitos que os tornam fortes candidatos para utilização em projetos que buscam flexibilidade de formas, redução de peso, resistência química e elevada resistência mecânica e rigidez. A publicação aborda toda a sua cadeia produtiva e proporciona novos conhecimentos não só aos profissionais da área, como também aos professores, estudantes e aqueles que estão iniciando no estudo.

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Agenda Fortaleza (CE)

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Antecipe-se para os principais eventos do setor plástico em 2012 NPE 2012 De 01 a 05 de abril Centro de Convenções de Orange County Orlando, Flórida – EUA www.npe.org Plastshow 2012 De 10 a 13 de abril Expo Center Norte – Pavilhão Azul São Paulo (SP) www.arandanet.com.br Plast 2012 – Salão Internacional do Material Plástico e da Borracha De 8 a 12 de maio Fiera Milano Milão (IT) www.plastonline.org Argenplás 2012 - XIV Exposição Internacional de Plásticos De 18 a 22 de junho Centro Costa Salguero - Prédio de Exposição de Buenos Aires(AR) Buenos Aires (AR) www.argenplas.com.ar Interplast 2012 - Feira e Congresso de Integração da Tecnologia do Plástico De 20 a 24 de agosto Pavilhões da Expoville Joinville (SC) www.messebrasil.com.br


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PlasticoNordeste #11