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FOTOS: DIVULGAÇÃO/PNE

Expediente Conceitual - Publicações Segmentadas www.plastico nordeste .com.br Rua Cel. Fernando Machado, 21 CEP 90.010-321 - Centro Histórico Porto Alegre - RS Fone/Fax: 51 3062.4569 Fone: 51 3026.0638 editora@conceitualpress.com.br Filial Nordeste

08

Av. Bernardo Vieira de Mello, 4522/701 CEP: 54.440-620 - Candeias Jaboatão dos Guararapes - PE

"Tem cuidado com os custos pequenos! Uma pequena fenda afunda grandes barcos." (Benjamim Franklin)

Direção: Sílvia Viale Silva Edição: Melina Gonçalves - DRT/RS nº 12.844 Coordenação Editorial: Júlio Sortica Redação:

Da Redação

Gilmar Bitencourt

Por Melina Gonçalves >>>>

Pág. 04

Plast Vip NE

Departamento Financeiro: Rosana Mandrácio Departamento Comercial: Débora Moreira, Lenise Mattar e Sandra Tesch

Luiz Oliveira, do Sindiplasba >>>> Pág. 06

22

José Francisco Alves (51 9941.5777)

Especial

Plástico Nordeste é uma publicação da editora

A retomada da Bahia >>>> Pág. 08

Conceitual - Publicações Segmentadas, destinada às indústrias produtoras de material plástico de 3ª, 2ª e 1ª

Giro NE 26

Design Gráfico & Criação Publicitária:

geração petroquímica nos Estados da Região Nordeste e no

Uma “blitz” pelos estados da Região. >>>> Pág. 22

Brasil, formadores de opinião, órgãos públicos pertinentes à área, entidades representativas, eventos, seminários,

Eventos

congressos, fóruns, exposições e imprensa em geral.

K'2010: as perspectivas para Düsseldorf>>>> Pág. 26

Foco no Verde

Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico Nordeste . É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que citada a fonte.

As ações ambientais do setor>>>> Pág. 30

Mural

Tiragem: 3.000 exemplares.

Filiada à

Novidades variadas sobre o setor. >>>> Pág. 32

Anunciantes

ANATEC PUBLICAÇÕES SEGMENTADAS

Os parceiros desta edição da Plástico NE. >>>> Pág. 32 Capa: foto de arquivo.

ANATEC - Associação Nacional das Editoras de Publicações Técnicas, Dirigidas e Especializadas

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Da Redação

O que é que a Bahia tem?

“...um Polo Industrial de 32 anos de atuação, com capacidade instalada acima de 11,5 milhões de toneladas de produtos químicos e petroquímicos e um faturamento de aproximadamente U$ 2,3 bilhões por ano. ”

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eitor, seja bem – vindo ao universo baiano. Nas próximas páginas da revista Plástico Nordeste você poderá conferir um mapeamento completo sobre a economia do estado e a participação do plástico no crescimento da região. Com muito esmero, nossa equipe de reportagem abre as portas do Polo de Camaçari e revela toda a potencialidade do complexo e sua importância para o crescimento da Bahia. Mas afinal de contas: o que é que a Bahia tem? Ela tem um Polo Industrial de 32 anos de atuação, com capacidade instalada acima de 11,5 milhões de toneladas de produtos químicos e petroquímicos e um faturamento de aproximadamente U$ 2,3 bilhões por ano. O empreendimento possui uma previsão de investimentos de 4,3 bilhões até 2011 e as exportações representam 35% do total exportado pelo estado. A participação do setor petroquímico é expressiva, tendo a Braskem na liderança com produção de insumos de 1ª geração e resinas termoplásticas. A capacidade instalada no segmento químico e petroquímico é superior a 11,5 milhões de toneladas. Agora a Bahia tem também duas batalhas a vencer: uma é a busca pela expansão e diversificação industrial para fazer fomentar o crescimento da região. A outra é a prorrogação dos incentivos fiscais de redução do ICMS através do Programa Desenvolve. Esta última é uma reivindicação do presidente do Sindicato das Indústria de Material Plástico do Estado da Bahia, Luiz Oliveira, que acredita que esse é um fator fundamental para manter equiparação de competitividade com os demais estados nordestinos. Outra busca do setor plástico é a redução ou isenção do IPI para produtos fabricados com material reciclado a fim de manter rentável a atividade e incentivar ações do gênero que contribuem (e muito) com a preservação ambiental. Como podem ver, as próximas páginas merecem atenção especial. O estado baiano está em suas mãos, é só folhar e conferir, afinal, o que é que a Bahia tem.

MELINA GONÇALVES / Editora melinagoncalves@conceitualpress.com.br 4 > Plástico Nordeste > Maio/Junho de 2010 >>>>


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PLAST VIP NE Luiz Oliveira

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segmento petroquímico-plástico da Bahia vive uma fase de “renascimento” com a retomada de investimentos no Polo de Camaçari. Mas para Luiz Oliveira economista, com formação em marketing pela New York University, diretor pr esidente da Plasticos Novel com unidades na Bahia e Paraná, diretor da Federação das Industrias do Estado da Bahia, vicepresidente da Abiplast e diretor presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado da Bahia (Sindiplasba–BA), o foco das empresas se concentra em obter prorrogação dos incentivos fiscais para dar mais competitividade ao setor. Confira outros temas na entrevista a seguir. Revista Plástico Nordeste - Quando foi fundado o Sindiplasba? Quantas indústrias têm o Estado e quantas são associadas ao Sindiplasba? Luiz Oliveira - O Sindicato foi fundado em 25/02/1982, temos 270 indústrias no estado da Bahia, sendo 32 associadas. O setor gera aproximadamente 8.300 empregos, sendo 3.700 pelos associados do Sindiplasba.

Luiz Oliveira, do Sindiplasba, batalha pela prorrogação dos inventivos fiscais de redução do ICMS

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Esforço em busca de competitividade Plástico Nordeste - Quais são os segmentos mais fortes no Estado, por processo (injeção, extrusão, sopro etc)? E por produto (embalagens flexíveis, peças técnicas, tubos e outros para construção civil, etc.)? Oliveira - O processo mais forte é o de extrussão de sacos e filmes plásticos, seguido por tubos e caixas plásticas para uso agrícola e garrafeiras para bebidas. Plástico Nordeste - Qual o maior desafio do Sindiplasba no momento? Oliveira - Obter prorrogação dos incentivos fiscais de redução do ICMS no âmbito estadual através do Programa Desenvolve com objetivo de manter equiparação de competividade com outros estados do Nordeste que conferem o mesmo incentivo. No âmbito federal redução ou isenção do IPI para produtos fabricados com material reciclado com objetivo de manter rentável

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esta atividade reduzindo a informalidade e contribuindo para minimizar impactos no meio ambiente. Plástico Nordeste - Qual a maior carência do setor plástico na Bahia: capacita-


ção profissional ou capital para modernizar a fábrica? Oliveira - Não temos problemas de capacitação profissional pois o Cimatec, entidade ligada ao Senai forma a mão -de-obra necessária. Precisamos assegurar os incentivos fiscais para neutralizar os custos de fretes e competir em outros estados. Plástico Nordeste - Qual a atuação do Poder Público (União, Estado e Prefeitura) para ajudar a desenvolver o setor? Oliveira - O setor público estadual tem sido sensível às nossas reinvidicações.

reuniões mensais. As Federação tem correspondido as nossas postulações. Plástico Nordeste - E com as associações do setor plástico (Abiplast, Abief, AbiPet, Abimaq etc...)? Oliveira - O presidente do Sindiplasba é vice-presidente da Abiplast, a qual também tem sido ativa e prestativa em relação a nossos pleitos, porém preocupa-nos a convergência para previlegiar a indústria paulista.

Plástico Nordeste - E o SEBRAE, tem alguma atuação? Qual? Oliveira - Nossos associados não se enquadram nas empresas amparadas pelo Sebrae por não serem de pequeno porte.

Plástico Nordeste - Quantas indústrias saíram da Bahia nos últimos anos? Qual o motivo? Quantos empregos foram perdidos? Oliveira - A principal razão do fechamento de industrias deve-se a não renovação de incentivos fiscais.

Plástico Nordeste - O Sinplasba tem relação com a Federação da Indústrias? Como é esse relacionamento? Oliveira - O presidente do Sindiplasba é Diretor da Fieb e participa ativamente das

Plástico Nordeste - Quantas indústrias se instalaram nos últimos anos no Estado? Qual o motivo? Houve campanha, incentivo? Quantos empregos gerados? Oliveira - Esses dados não estão disponí-

veis, porém com o advento da Ford o parque industrial de plásticos tem registrado crescimento acentuado. Plástico Nordeste - Os recentes investimentos no setor petrolífero anunciados (e em ação) para o Nordeste, como as refinarias em Pernambuco, Maranhão, Ceará e RN, criam a expectativa de um crescimento no segmento do plástico? De que forma esses projetos interferem no setor na Bahia? Oliveira - Não interfere no crescimento do setor visto não serem fornecedoras de matérias-primas básicas e também não serem consumidores potenciais de produtos plásticos. Plástico Nordeste - Qual a importância da Braskem para o setor na Bahia? Oliveira - A proximidade do fornecedor deve conferir menor custo de frete. A prática de preço CIF em todo o país ao nosso ver não é justa para a indústria local que não agrega aos custos da Braskem o item frete e seguros. PNE

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ESPECIAL Polo Plástico da Bahia

Polo de Camaçari retoma o ciclo de desenvolvimento Depois de um período de estagnação, o setor petroquímico-plástico da Bahia recupera prestígio e os investimentos reforçam o perfil diversificado do Polo de Camaçari. Completando 32 anos de atuação no dia 29 de junho, o Polo Industrial de Camaçari é um mundo à parte, na Bahia, com suas fábricas grandiosas, chaminés e tubulações aparentes. Um mundo que exigiu cerca de US$ 12 bilhões em investimentos para ser criado, no final dos anos 70. O faturamento das empresas ali instaladas chega a cerca de US$ 15 bilhões por ano, e as exportações alcançam US$ 2,3 bilhões. Isso representa aproximadamente 35% do total, que a Bahia vende para o exterior. Esta última das três décadas de existência marcou o inicio da diversificação, com a chegada da Ford e seus fornecedores em 2001. Um novo perfil que deve se reforçar, nos próximos 30 anos. A revista Plástico Nordeste destaca algumas ações – e opiniões – importantes sobre esse novo momento.

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O

Polo Industrial de Camaçari iniciou suas atividades em 29 de junho de 1978 e graças à sua localização estratégica, no município de Camaçari, a 50 quilômetros de Salvador-BA, permite fácil acesso às indústrias através das rodovias BA-093 e BA535 (Via Parafuso), ferrovias, portos e aeroportos. Hoje, o Polo é formado por mais de 90 empresas químicas, petroquímicas e de outros ramos de atividade, como celulose, metalurgia do cobre, têxtil, automóveis, bebidas e serviços. O segmento automotivo é liderado pela Ford, com a fabricação de automóveis. Destacam-se ainda a Continental e Bridgestone/Firestone na fabricação de pneus. Segundo Érico Oliveira, superintendente de Comunicação do Cofic – Comitê de Fomento Industrial de Camaçari -, qualidade, competitividade e responsabilidade social têm sido a receita para o crescimento e diversificação das atividades do Polo Industrial. Sua importância socioeconômica fica evidenciada por indicadores expressivos, entre os quais se destacam:

• Investimento global superior a 12 bilhões de dólares e novos investimentos de 4,3 bilhões de dólares até 2011;

• Capacidade instalada acima de 11,5 milhões de toneladas/ano de produtos • • • • • • • •

químicos e petroquímicos básicos, intermediários e finais; Produção no segmento químico/petroquímico que atende a mais da metade das necessidades do País; Capacidade instalada para produzir 220 mil toneladas/ano de cobre eletrolítico no segmento de metalurgia do cobre, e 250 mil veículos/ano no segmento automotivo; Faturamento de aproximadamente US$ 15 bilhões/ano; As exportações representam US$ 2,3 bilhões/ano, cerca de 35% do total exportado pelo Estado da Bahia, e destinam-se a praticamente todo o mundo; Contribuição em ICMS para o Estado da Bahia superior a R$ 1 bilhão/ano. Responde por mais de 90% da receita tributária do município de Camaçari, detentor da maior receita de ICMS da Bahia, depois de Salvador. Emprega 15 mil pessoas diretamente e 20 mil através de empresas contratadas; A participação no Produto Interno Bruto baiano é superior a 30%. Investimentos sociais acima de R$ 13 milhões/ano. PNE

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ESPECIAL Polo Plástico da Bahia

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DIVULGAÇÃO/PNE

Polo tem funcionamento integrado utro destaque para Camaçari é que a maioria das empresas do Polo está interligada por tubovias à Unidade de Insumos Básicos da Braskem. Maior empresa do Complexo Industrial de Camaçari e um dos maiores empreendimentos privados do País, a Braskem recebe derivados de petróleo da Petrobras, principalmente nafta, e na sua Unidade de Insumos Básicos os transforma em petroquímicos básicos (eteno, propeno, benzeno, tolueno, butadieno, xilenos, solventes e outros). Segundo Erico Oliveira, esses produtos e também utilidades como energia elétrica, vapor e ar de instrumento são fornecidos às unidades produtivas da própria Braskem e às indústrias de segunda geração que operam no Complexo de Camaçari que, por sua vez, fabricam os petroquímicos intermediários e alguns produtos finais. Um etenoduto com mais de 400 quilômetros de extensão interliga a Unidade de Insumos Básicos da Braskem, em Camaçari, às suas fábricas de clorosoda e PVC em Alagoas, fazendo a conexão entre os pólos de Camaçari e cloroquímico daquele Estado.

Estruturado para funcionar de maneira integrada, o Polo Industrial de Camaçari conta com serviços especializados de uma empresa líder em manutenção industrial, a ABB, e de uma empresa de proteção ambiental, a Cetrel. Criada na implantação do Polo, a Cetrel opera nos mais variados campos da Engenharia Ambiental, com equipamentos modernos e avançada tecnologia. Assim, a Cetrel faz coleta, tratamento e disposição final dos efluentes líquidos e resíduos sólidos do Polo; monitoramento contínuo do ar; das águas subterrâneas e de superfície, rios e mar;

incineração de resíduos perigosos, líquidos e sólidos; operação do emissário submarino e desenvolvimento de tecnologias de proteção ambiental. O Polo também tem rede moderna de monitoramento do ar e na Estação Central de Tratamento da Cetrel são removidos mais de 97% dos poluentes dos efluentes líquidos do Polo.

Proteção ao meio ambiente, saúde e segurança industrial são prioridades no Complexo Industrial de Camaçari, ressalta Érico Oliveira. Normas rígidas e procedimentos de segurança são observados por todas as empresas, que contam ainda com brigadas de combate a incêndio e profissionais treinados para atuar em situações de emergência. Exercícios simulados e troca de experiências entre as empresas são realizados constantemente, sempre com uma preocupação preventiva. O Polo dispõe de um Centro de Treinamento para Controle de Emergências (CTCE) que é o mais completo do Brasil, com capacidade para treinar 3000 profissionais/ano. Através do Plano de Auxílio Mútuo (PAM), uma em-

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Funcionários da Braskem na Bahia trabalhando para o desenvolvimento do setor no estado

presa pode recorrer à ajuda das demais para controle rápido de emergências. As empresas do Polo também têm à sua disposição o PAME, uma Unidade Médica de Emergência, com equipamentos modernos e equipe de profissionais especializados, que funciona em regime ininterrupto para atendimento de urgência. Segundo executivo, em sintonia com o Processo de Atuação Responsável, as empresas aprimoram cada vez mais as suas atividades e mantêm um diálogo constante com as comunidades vizinhas. A existência de um Conselho Comunitário Consultivo, do Núcleo de Defesa Comunitária (Nudec) e de programas de visitas às indústrias amplia e fortalece as relações do Polo com as comunidades mais próximas. O Polo também se faz presente na comunidade com iniciativas socioculturais desenvolvidas individualmente pelas empresas, ou através do Cofic. PNE


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ESPECIAL Polo Plástico da Bahia

Comitê promove o desenvolvimento

T

udo o que acontece no Polo de Camaçari passa pelo COFIC - Comitê de Fomento Industrial de Camaçari. O Comitê é uma associação privada que representa as empresas no Polo Industrial de Camaçari e em suas áreas de influência. Tem por objetivo promover ações e obter sinergias que assegurem: competitividade sustentável; representatividade junto ao Estado e aos órgãos reguladores; melhores práticas em segurança, saúde e meio ambiente; comunicação transparente e imagem junto à sociedade; capacitação e qualificação de pessoas. Suas atividades concentram-se prioritariamente nas áreas de meio ambiente, segurança industrial e patrimonial, saúde ocupacional, infraestrutura, relações com o governo e a comunidade, comunicação social e desenvolvimento de pessoas.

Missão: Promover o desenvolvimento sustentável do Polo Industrial de Camaçari e suas áreas de influência. Visão: o Polo Industrial de Camaçari reconhecido como referência de excelência empresarial.

O COFIC elegeu em 21 de maio passado, o seu novo Conselho de Administração e Conselho Fiscal, para o biênio 2010/2012. Composto por 20 integrantes, todos dirigentes de empresas que operam nos vários segmentos industriais do Polo de Camaçari, o CA continua sendo liderado pelo engenheiro Manoel Carnaúba, vice-presidente da Braskem Insumos Básicos, que permanecerá na presidência por mais dois anos. Os vicepresidentes são Marcelo Cerqueira, tam-

bém da Braskem, Philippe Pfister (Dow Brasil) e João Alecrim ( Ford).

Para Manoel Carnaúba, o balanço das atividades do Cofic nos útimos dois anos é bastante positivo, com especial destaque para o trabalho realizado em conjunto com o Governo do Estado e prefeituras dos municípios de Camaçari e Dias D´Ávila, principalmente no sentido de dotar o Polo de uma infraestrutura condizente com a sua importância econômica e potencial de crescimento. O presidente do Cofic afirmou que esse trabalho será intensificado, “pois vem dando frutos importantes, a exemplo da recuperação das vias internas e de acesso ao Complexo Industrial, em fase adiantada de execução pela Secretaria Estadual de Infraestrutura, através do Derba, do Sistema BA-093, cujo processo de concessão também está em andamento, e da melhoria da segurança policial na região, através da atuação conjunta da CIPE – Companhia Independente de Policiamento Especializado com o XII Batalhão de Camaçari, 36ª. Cia de Polícia de Dias D´Ávila, polícias civil e rodoviária”.

A evolução no perfil do complexo O Superintendente de Comunicação do COFIC, Érico Oliveira, destacou vários aspectos do Polo de Camaçari do ponto de vista industrial, como a ampliação de foco, passando de polo petroquímico para industrial. Confira: informações atuais. * Perfil - O Polo de Camaçari é um complexo industrial integrado, com mais de 90 empresas que operam nos segmentos químico-petroquímico (34 unidades industriais), têxtil, de celulose, metalurgia do cobre, automóveis, bebidas e serviços. A participação do segmento petroquímico ainda é muito expressiva, tendo a Braskem na liderança com a produção de matérias-primas e utilidades (na primeira geração) e resinas sintéticas (na segunda geração). A capacidade instalada atual no segmento químico/petroquímico é superior a 11,5 milhões de toneladas/ano de produtos químicos e petroquímicos básicos e intermediários. Além da Braskem, controlada pelo Grupo Odebrecht (a Petrobras também desponta como parceiro acionário cada vez mais

importante), outras empresas de grande porte se destacam no Complexo Industrial, a exemplo da Oxiteno, Deten Química, Monsanto e Dow Química. >Com a instalação da Ford, há 10 anos, e suas 27 empresas sistemistas que compõem o Complexo Ford, o Polo de Camaçari, que até então se chamava Polo Petroquímico de Camaçari, passou a ser denominado Polo Industrial de Camaçari, sinalizando para uma forte tendência de diversificação industrial. Atualmente a Ford tem capacidade para produzir 250 mil veículos/ano e já anunciou, no final do ano passado, expansão para 300 mil veículos /ano. Existem ainda, nos segmentos não petroquímicos, outros empreendimentos de destaque com a Continental e Bridgestone, na produção de pneus, a Bahia Pulp (líder na produção de celulose solúvel) e a Caraíba Metais, líder no segmento de metalurgia do cobre.

* Comparativo de crescimento 2009 - Em razão da crise mundial, 2009 foi um ano desfavorável também para o Polo

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Industrial de Camaçari (não poderia ser diferente), com redução estimada em até 20% das vendas para boa parte das empresas, principalmente aquelas voltadas para o mercado externo. Em comparação a 2008, quando a maioria das empresas vinha operando a plena carga, o ano que passou foi sem dúvida atípico, cenário que prevaleceu por pelo menos três trimestres. As perspectivas para 2010, no entanto, voltam a ser favoráveis com a retomadas vendas principalmente para o mercado interno e, consequentemente, retorno aos níveis de produção de 2008 para a maioria das empresas.

* Expectativas de desenvolvimento - O Polo de Camaçari tem um

potencial indiscutível de atratividade de novos investimentos, o que repercute direta e favoravelmente no desenvolvimento econômico do Estado da Bahia e da Região Nordeste. Mesmo em 2009, em plena crise, pelo menos dois novos empreendimentos se instalaram no Complexo Industrial: a EDN (Estireno do Nordeste), desati->>>>


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ESPECIAL Polo Plástico da Bahia vada pela Dow Química e posteriormente adquirida e reativada pelo Grupo Unigel, no início do ano passado; e a Unidade de ETBE (Etil Térsio Butil Éter) da Braskem, que utiliza o etanol como matéria-prima (renovável). O ETBE serve para aumentar a octanagem da gasolina, elevando o desempenho dos motores. > Vale destacar também que o COFIC, em iniciativa conjunta com o Governo do Estado (Secretaria da Indústria, Comércio e mineração) e Federação das Industrias do Estado da Bahia, lançou no ano passado (2009) o Guia de Atração de Investimentos para o polo Industrial de Camaçari, que aponta 23 oportunidades de investimentos novos para o complexo industrial, com destaque para a fabricação de produtos petroquímicos, produtos inorgânicos, fertilizantes, produtos à base de celulose e produtos metalúrgicos. O objetivo do guia (disponível no no site www.coficpolo.com.br) é di-

vulgar as oportunidades existentes, colocando à disposição de potenciais investidores informações que poderão subsidiá-los e orientá-los na elaboração dos seus planos de negócio e na decisão de investir na Bahia. > Paralelamente, o Cofic tem feito um trabalho de interlocução com o Governo do Estado e prefeituras dos municípios vizinhos ao Polo (Camaçari e Dias D´Ávila) para recuperação e manutenção da infraestrutura do Complexo Industrial, com ênfase na recuperação, duplicação e manutenção das vias internas e de acesso ao Polo de Camaçari. * Agente de mudanças - O Polo mudou a face econômica, social e cultural do Estado da Bahia, inserindo-a no mercado global. Antes do Polo, a Bahia era um Estado essencialmente agrário, sem expressão econômica relevante. Depois do Polo, a Bahia passou a se destacar como estado industrializado, de importância no contexto nacio-

nal e global. Alguns números que ilustram a dimensão da contribuição do polo para o desenvolvimento da Bahia: * Números - Mais de 45 mil empregos (15 mil diretos e 30 mil através de empresas contratadas; geração de mais de R$ 1 bilhão/ano em ICMS para o Estado da Bahia; responde por mais de 90% da arrecadação tributária do município de Camaçari, que detém a segunda maior receita de ICMS do Estado da Bahia, depois de Salvador; responde por 35% das exportações do Estado da Bahia. * Diversificação - Após 31 anos de contribuição efetiva para o desenvolvimento da Bahia, o Polo de Camaçari inaugura um novo ciclo de crescimento voltado para o adensamento, expansão e diversificação da sua matriz industrial, tendo como desafio e visão de futuro manter-se competitivo para continuar cumprindo esse papel de destaque nas próximas décadas.

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Secretário James Correia destaca a nova era da petroquímica baiana O Brasil sabe, mas os baianos muito mais, sobre a importância do Polo de Camaçari para o desenvolvimento industrial e comercial da Bahia. O secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, dá uma exata dimensão desse envolvimento. “O Polo foi fundamental para mudar a economia baiana, antes basicamente concentrada na exportação de cacau. Desde quando entrou em operação, no final do anos 1970, ajudou a alavancar o desenvolvimento do Estado. Ainda é o maior complexo industrial do Hemisfério Sul, e vem se renovando e se ampliando, incorporando novos setores como a indústria automotiva, a de celulose e a de bebidas”, ressalta.

recuperação de crédito repercutiu sobre todos os setores econômicos e aumentou a segurança empresarial de quem quer investir na Bahia. A Braskem voltou a ter uma forte presença da Petrobras e será decisiva no arranque econômico que teremos com o petróleo do pré-sal”, explicou.

Recuperar atraso

Papel da Braskem Correia também destacou a importância da Braskem para o crescimento do setor petroquímico-plástico da Bahia e em especial, do Polo de Camaçari. “A Braskem é uma das dez maiores petroquímicas do mundo e fundamental neste renascimento vivido pelo Polo de Camaçari. O acordo com o Governo da Bahia permitiu que a empre-

Correia destaca a importância da renovação e a ampliação do polo para a economia da Bahia

sa deixasse de represar uma série de investimentos necessários para a ampliação do Polo. O ex-presidente da Federação das Indústrias da Bahia e executivo da Braskem, Victor Ventim, declarou que o acordo feito com o Governo da Bahia para garantir

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Quanto ao apoio ao outro elo da cadeia, o setor de transformação, Correia destaca que o foco e os investimentos estão sendo direcionados para o Polo Acrílico, que tem até área reservada para implantação. “São investimentos superiores a US$ 1 bilhão. Braskem e Petrobras também vão fazer um grande investimento para aumentar a produção de nafta na Bahia. As empresas petroquímicas, lideradas pela Braskem, também estão dispostas a investir R$ 500 milhões no Porto de Aratu. PNE


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1. Empresas novas:

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Balanço mostra a dinâmica positiva do Polo

O balanço nos últimos cinco anos entre empresas desativadas no Polo e novas empresas que se implantaram no Complexo Industrial é bastante positivo. Confira:

- Arembepe Energia (inaugurada em abril) - Acquaservice - BMD Têxtil - Bridgestone - Columbian - Continental - Energética Muricy Camaçari - Fertilizantes Heringer - Linde Gases ( inagurada em abril) - Oleoquímica - Peroxy Bahia - EDN (reinaugurada) - Quantas Biotecnologia - Saint Gobain – Produtos Industriais para Construção - Vantec Bahia – Insumos Siderúrgicos - Braskem – ETBE

2. Ampliações - B. Pulp - Ford - Braskem - Unigel

CAMAÇARI

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previstas ou realizadas (cerca de R$ 4 bilhões)

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ESPECIAL Polo Plástico da Bahia mos ao Governador Jaques Wagner a Carta do Polo Industrial de Camaçari, com proposições estruturantes que visam ampliar ainda mais a competitividade do Complexo. Na mesma oportunidade, anunciamos novos investimentos para Camaçari, da ordem de US$ 4,3 bilhões até 2011. Esta meta foi mantida e os investimentos vêm sendo realizados, apesar das adversidades conjunturais impostas pela crise mundial. A fase atual do Polo caracteriza-se pela expansão e diversificação industrial, vertente que tem orientado recentes trabalhos coordenados por uma Governança Corporativa formada pelo Cofic, Federação das Indústrias do Estado da Bahia e o próprio Governo do Estado, através da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração. O objetivo é identificar e difundir oportunidades de novos negócios para o Polo Industrial de Camaçari, visando à complementação das cadeias produtivas existentes, o fornecimento de materiais e serviços para os negócios já instalados, a complementação de ciclos produtivos dentro de uma mesma cadeia, assim como a utilização e processamento das matériasprimas geradas e/ou disponíveis na Bahia.

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Contribuição decisiva para o desenvolvimento da Bahia ○

Manoel Carnaúba* ○

○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

O

Polo Industrial de Camaçari cumpre, desde o início de suas atividades, em 29 de junho de 1978, um papel vital e transformador para o Estado da Bahia, contribuindo para o seu desenvolvimento econômico e social, através da geração de emprego, renda e de novas oportunidades de investimento. Temos em Camaçari uma base produtiva dinâmica e competitiva, formada por empresas que, na sua maioria são líderes em suas respectivas áreas de atuação. Manter-se competitivo nos dias atuais e nas próximas décadas é o principal desafio do Polo, compartilhado pelas 90 empresas que o integram. Vimos trabalhando nessa direção, em conjunto com o Governo do Estado, por acreditarmos que a integração operacional existente no Polo é um modelo empresarial vencedor, que confere ao Complexo Industrial um potencial inquestionável de atratividade para novos investimentos. Em junho do ano passado entrega-

○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

*Presidente do Cofic – Comitê de Fomento Industrial de Camaçari.

LINHA DIRETA / Paulo Sérgio Rebouças Ferraro Sergipe e Bahia), o norte de Minas Gerais (incluindo os Vales do Mucuri e do Jequitinhonha) e o norte do Espírito Santo. Confira a entrevista exclusiva com Paulo Sérgio Rebouças Ferraro, Diretor de Negócios do BNB, que informa detalhes sobre produtos, serviços, programas e ações do Banco e sua importância para a economia da empresas e o desenvolvimento do Nordeste.

BNB: foco é o desenvolvimento O Banco do Nordeste do Brasil S.A. (BNB) é uma instituição financeira múltipla criada pela Lei Federal nº 1649, de 19.07.1952, e organizada sob a forma de sociedade de economia mista, de capital aberto, tendo mais de 90% de seu capital sob o controle do Governo Federal. Com sede na cidade de Fortaleza, Estado do Ceará, o Banco atua em cerca de 2 mil municípios, abrangendo os nove Estados da Região Nordeste (Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas,

Revista Plástico Nordeste - Qual a missão do BNB e suas principais ações em benefício do desenvolvimento do Nordeste? Paulo Sérgio Rebouças Ferraro - O Banco do Nordeste do Brasil S. A. diferencia-se das

16 > Plástico Nordeste > Maio/Junho de 2010 >>>>

demais instituições financeiras pela missão que tem a cumprir: atuar, na capacidade de instituição financeira pública, como agente catalisador do desenvolvimento sustentável do Nordeste, integrando-o na dinâmica da economia nacional. Sua visão é a de ser referência como agente indutor do desenvolvimento sustentável da Região Nordeste. O BNB opera como órgão executor de políticas públicas, cabendo-lhe a operacionalização de programas como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e a administração do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), principal fonte de recursos operacionalizada pela Empresa. Além dos recursos federais, o Banco tem acesso a outras fontes de financiamento nos mercados interno e externo, por meio de parcerias e alianças com


Plástico Nordeste - Quais os principais produtos oferecidos para empresas cresceram. Explique resumidamente como funcionam, a quem se destinam e quais detalhes são importantes? Ferraro - São vários e para saber mais sobre cada um, disponibilizamos uma série de links no site do banco (ver no box). Plástico Nordeste - Quantos municípios da região são beneficiados no momento?

Ferraro - Todos os municípios da Região Nordeste além dos municípios do norte de Minas Gerais (incluindo os Vales do Mucuri e do Jequitinhonha) e o norte do Espírito Santo.

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instituições nacionais e internacionais, incluindo instituições multilaterais, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O BNB é responsável pelo maior programa de microcrédito da América do Sul e o segundo da América Latina, o CrediAmigo, por meio do qual o Banco já emprestou mais de R$ 3,5 bilhões a microempreendedores. O BNB também opera o Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (Prodetur/NE), criado para estruturar o turismo da Região com recursos da ordem de US$ 800 milhões. O BNB exerce trabalho de atração de investimentos, apóia a realização de estudos e pesquisas com recursos não-reembolsáveis e estrutura o desenvolvimento por meio de projetos de grande impacto. Mais que um agente de intermediação financeira, o BNB se propõe a prestar atendimento integrado a quem decide investir em sua área de atuação, disponibilizando uma base de conhecimentos sobre o Nordeste e as melhores oportunidades de investimento na Região.

Plástico Nordeste Além dos produtos tradicionais, o BNB tem o FNE – Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste e o Desenvolvimento Regional para investimentos. Quanto foi disponibilizado em 2009? Ferraro - No ano de 2009 foi disponibilizado pelo Banco o valor de R$ 20,8 bilhões. Plástico Nordeste - Como é feita a distribuição dos recursos por Estados e setores? Ferraro - Também está na Internet (box). Plástico Nordeste - E o FNE Industrial, como funciona? Ferraro - O Programa de Apoio ao Setor Industrial do Nordeste – INDUSTRIAL, tem por objetivo financiar a implantação, expansão, modernização e relocalização com modernização de empreendimentos do setor industrial, inclusive mineração, mediante o financiamento de investimentos fixos, semifixos e capital de giro associado.

O programa financia a construção e ampliação de benfeitorias e instalações, aquisição de máquinas, equipamentos, veículos e capital de giro associado ao investimento fixo, observadas as restrições normativas para o programa quanto ao não financiamento de determinados itens e atividades, a exemplo de aquisições de terrenos, veículos de passeio, produção de açúcar e álcool, armas e munições, dentre outras. Plástico Nordeste - Qual o público-alvo? Ferraro - Empresas privadas industriais, inclusive de mineração (pessoas jurídicas e empresários registrados na junta comercial), de médio e grande porte. Os prazos são determinados em função do cronograma físico e financeiro do projeto e da capacidade de pagamento do mutuário, sendo o prazo máximo total permitido de 12 anos, já incluído um prazo máximo de 04 anos de carência. PNE

Links para consulta Crédito Exportação http://www.bnb.gov.br/content/aplicacao/Produtos_e_Servicos/Operacoes_Internacionais/gerados/apresentacao.asp?idtr=negint;

Crédito para Investimento http://www.bnb.gov.br/content/aplicacao/Negocios_e_Investimentos/Principal/gerados/negocios_e_investimentos.asp;

Crédito para franquias http://www.bnb.gov.br/content/aplicacao/Negocios_e_Investimentos/Principal/gerados/negocios_e_investimentos.asp;

Capital de giro/Cheque Especial/Conta Garantida/ Antecipação de Recebíveis/Giro 13° http://www.bnb.gov.br/content/aplicacao/Produtos_e_Servicos/Principal/gerados/emprestimos.asp?idTR=pr odcont

Resultados operacionais http://www.bnb.gov.br/content/aplicacao/o_banco/resultados_operacionais/docs/bnb_resultados_internet.pdf

Recursos por estado http://www.bnb.gov.br/content/aplicacao/o_banco/resultados_operacionais/docs/bnb_resultados_internet.pdf

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ESPECIAL Polo Plástico da Bahia

Cromex investe US$ 2,2 mi em nova extrusora Cromex destaca a profissionalização no mercado de master para suprir a demanda do mercado

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A

Cromex é um das principais indústrias do Polo de Camaçari e empresa brasileira líder no mercado nacional de masterbatches de cores e aditivos para plásticos. Há mais de 30 anos atua no mercado e exporta seus produtos para mais de 60 países da América do Norte, América Latina, Europa Ocidental, Leste Europeu e outros mercados. Com sua matriz localizada em São Paulo, onde são produzidos masterbatches coloridos e produtos especiais, conta, ainda, com uma moderna fábrica em Simões Filho (BA), onde estão concentradas as produções dos masterbatches brancos, pretos e aditivos. A companhia gera 500 empregos diretos e centenas indiretamente. A capacidade de produção da companhia hoje é de 132 mil/toneladas e a empresa fatura em média, anualmente, acima dos R$ 300 milhões. Na Bahia, foi dada a partida este mês na nova máquina, uma extrusora com capacidade para produção de 16 mil toneladas/ano de matéria-prima de compostos pretos. O valor do investimento é de US$ 2.2 milhões. A produção de compostos pretos é usada em produtos voltados ao setor automotivo (painéis, párachoques, etc), agrícola (filmes especiais), construção civil, fios e cabos, etc. A Cromex conta com um portfólio amplo de cores e aditivos, os quais atendem 18

nologia de produtos. Todo esse trabalho é desenvolvido nos laboratórios da companhia, com profissionais altamente qualificados para o desenvolvimento de soluções adequadas às necessidades de cada mercado. A Cromex direciona seu foco para aliar em seus produtos a inovação, performance e tendências conferindo valor agregado ao produto final.

Profissionalização

segmentos diferentes no setor de transformados plásticos, como brinquedos, embalagens e tampas para diversos segmentos (alimentos, bebidas, cosméticos, higiene pessoal, limpeza), plásticos da construção civil, do setor automobilístico e do agrobusiness. Outro ponto forte é a inovação. A diretoria da empresa destaca a busca de excelência no atendimento para ao cliente o que há de mais avançado em tec-

Segundo a empresa, o mercado brasileiro de masterbatches tem se profissionalizado cada vez mais para atender as demandas de seus clientes com qualidade de produtos e serviços, em função da responsabilidade que os masterbatches têm na concepção dos produtos finais. A Cromex garante que saiu na frente nesse processo. Há cerca de dois anos e meio, a empresa iniciou um processo de profissionalização, investimentos em gerenciamento e qualificação de pessoas, em sistemas de controle de processos, além de investimentos em novos desenvolvimentos e em infraestrutura que fazem com que hoje consolide sua posição de referência no mercado.

Unigel eleva capacidade e amplia mercado O estado da Bahia vive um dos melhores momentos da sua economia. Nos três primeiros meses de 2010, os números da geração de emprego já refletiam a superação da crise mundial, com o crescimento econômico nas áreas do comércio, agropecuária, construção civil, indústria, entre outras. A expectativa para bater um novo recorde anual e, novamente, se firmar como o melhor desempenho da região Nordeste é a melhor possível. Recentemente o Grupo Unigel inaugurou oficialmente as novas unidades da empresa na Bahia. Em abril, o grupo Unigel concluiu investimentos da ordem de R$ 500 milhoes para a ampliação da capacidade de produção de suas unidades produtoras de

metacrilato (acrilico) e sulfato de amônio, materia-prima para a produção de fertilizantes, instaladas na Bahia. “Ganhamos escala e nos tornamos importantes ‘players’ mundiais em metacrilato. Com o aumento da produção de sulfato de amônio, será possível reduzir a dependência do pais do mercado externo para a produção de adubos”, afirmou Marc Slezynger, vice-presidente executivo da empresa. Os aportes da Unigel no país já somam cerca de R$ 2 bilhões nos últimos dez anos, dos quais metade foi investido na Bahia. Na fábrica de metacrilato, instalada em Candeias (BA), a empresa saltou de uma capacidade de produção de 30 mil toneladas para 90 mil toneladas/ano.

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Segundo o executivo, toda a produção de metacrilato da Unigel é voltada para o mercado externo. Os principais importadores são os países da União Européia e Ásia. A nova unidade de sulfato de amônio tem capacidade para produzir 200 mil toneladas por ano, dobrando a capacidade atual do grupo para 400 mil toneladas. Com a maior produção desse insumo no pais, as indústrias reduzem sua dependência do mercado internacional. Segundo Slezynger, o grupo deve encerrar este ano com faturamento da ordem de R$ 2,8 bilhoes. Se concretizadas estimativas, sera 40% a mais sobre 2009. Os recentes investimentos devem gerar uma receita anual adicional de R$ 350 milhões. PNE


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Giro NE

Acima: Antônio Bezerra Coelho, do Simpepe, participou do lançamento do programa Abaixo: Dacolina reforçou a importância de ações que alertem para o consumo consciente de sacolas

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As últimas do setor no Nordeste

Pernambuco Simpepe lança programa de uso consciente de sacolas plásticas A conscientização ecológica avança no setor plástico do Nordeste. Em 9 de junho, o Sindicato de Material Plástico de Pernambuco (Simpepe) lançou, na sede da FIEPE, o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas em Recife. A iniciativa pioneira na região pretende reduzir o consumo do produto em 30% na cidade. Segundo o Superintendente do Instituto Nacional do Plástico (INP), Paulo Dacolina, o resultado esperado para o Programa no Recife não contempla somente a redução do consumo. “Queremos reforçar junto à população a importância de ações responsáveis de reutilização e descarte adequado. Elas devem continuar usufruindo da praticidade e da higiene que as sacolas plásticas proporcionam, mas sem causar danos ao meio ambiente”, disse Dacolina. O programa também vai estimular o aumento da qualidade das sacolas plásticas, incentivando os fabricantes a adotar a norma ABNT 14.937 na produção local e identificar os produtos com o selo Abief-INP de garantia da qualidade do produto. O presidente do Simpepe, Fernando Pinheiro, enfatiza: “Acreditamos que através dessas medidas vamos ampliar a competitividade de nossos produtos e colaborar com a sustentabilidade do meio ambiente”, Para o presidente em exercício da FIEPE, Ricardo Essinger, “esta é uma ótima oportunidade para que as sacolinhas saiam do quadro de vilãs, entre os poluentes, e se tornem mais um objeto de combate a poluição”. O programa é uma ação conjunta da

Associação Pernambucana de Supermercados (Apes), o Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos (Plastivida) e a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief).

Lançado em outras sete capitais brasileiras, o Programa tem alcançado resultados significativos na redução do uso dessas embalagens. Em 2007, o consumo de sacolinhas, no Brasil, foi de 17,9 bilhões. Já em 2008, passou para 16,2 bilhões

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e em 2009 foi de 15 bilhões, o que representa uma diminuição de 16,2% do início do programa até agora.

Alagoas Braskem anuncia investimento de quase R$ 1 bi em nova fábrica O dia 31 de maio foi especial para o setor plástico de Alagoas, quando durante


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a cerimônia oficial no Palácio República dos Palmares, o presidente da Braskem, Bernardo Gradin, anunciou a construção de uma nova unidade de PVC em Alagoas, com investimento de R$ 980 milhões. O novo empreendimento vem somar ao avanço ocorrido na atração de 12 novas unidades fabris da Cadeia Produtiva da Química e do Plástico (CPQP). A Braskem, que ocupa hoje uma posição de destaque entre as principais petroquímicas do mundo, desenvolve em parceria com o governo do Estado e diversos entes da sociedade, e especial do setor produtivo, ações de fortalecimento da indústria da cadeia produtiva. Gradin justificou a escolha por Alagoas para a instalação da nova planta de PVC afirmando que “Alagoas respira hoje um outro ambiente de negócios e há um forte empenho na consolidação da cadeia produtiva”.

Com esse investimento, a produção de PVC no Estado irá dobrar. Hoje, a unidade de PVC (Marechal Deodoro) é responsável pela produção de 260 mil toneladas ao ano, e a unidade de Cloro-Soda (Pontal da Barra) produz 400 mil toneladas anuais. Após citar essas conquistas, Gradin destacou a estratégia do Governo do Esado em se prontificar no atendimento aos empresários interessados em se instalar em Alagoas.

Tectextil instala unidade em Marechal Deodoro Com 20 anos de atuação no mercado, a Tectextil Embalagens que tem sede em Piracicaba (SP) e uma unidade no Rio Grande do Sul, é a mais nova indústria atraída pelo governo de Alagoas. Considerada uma das maiores empresas do segmento de embalagens industriais do Brasil, gerando mais de 700 postos de trabalho, a Tectextil ad-

Investimentos à todo vapor: novos tempos para o setor petroquímico de Alagoas

quiriu o prédio de uma indústria do setor químico-plástico, a BBA Nordeste, instalada no Polo Multifabril Industrial José Aprígio Vilela, em Marechal Deodoro. A fábrica adquirida pelo grupo empresarial já está próxima da conclusão e será inaugurada no início de setembro, com a geração inicial de 200 empregos diretos, que produzirá big bag (saco que comporta mais de 1000 kg de produtos). Além desse prédio, a Tectextil solicitou ao governo de Alagoas o incentivo locacional, uma área de 40 mil m², no polo onde será construída uma outra planta fabril para a linha de embalagens industriais de fertilizantes, alimentação animal, trigo, entre outros. Essa nova unidade necessitará da criação de mais empregos diretos, num total de 500.

Bahia Manutenções em polo geram empregos Em algumas áreas os períodos de inatividade produtiva também geram empregos, como na petroquímica. Assim, as paradas para manutenção no polo industrial de Camaçari, na Bahia, têm criado novas vagas. A próxima está marcada para acontecer de quatro de novembro a 13 de dezembro, em duas unidades da Braskem. Para tanto serão contratadas 60 empresas prestadoras de serviços especializados nas áreas de caldeiraria, mecânica, instrumentação de cargas, montagem de andaimes e isolamento Essas empresas devem contratar

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Petrobras: empecilhos no Ceará e revisão de projeto de refinaria Premium no Maranhão

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cerca de 5700 trabalhadores. A parada estratégica acontece a cada seis anos e tem o objetivo de garantir a continuidade e integridade dos equipamentos, para manter a segurança das pessoas e da indústria. Como tudo é planejado com antecedência de dois anos, as empresas que são interligadas à Braskem não vão sofrer prejuízos.

Ceará Questão indígena para ações no Ceará Se a refinaria do Maranhão avança, a do Ceará está atrasada. A Petrobras teve de parar o projeto, porque houve uma intervenção do Ministério Público, em relação a uma provável demarcação de terra indígena, na região de Pecém, onde será instalada a refinaria. Luiz Alberto Domingues, gerente-executivo da Petrobras diz que a situação é delicada, porque a área já é demarcada como distrito industrial há anos, “mas, surgiu esse questionamento de que haveria uma etnia indígena (Anacé), que teria tradicionalidade (na região).” O tema está nas mãos da Funai. Como resultado, é difícil para a Petrobras determinar prazos para a implantação do projeto.

Espírito Santo Estado quer entrar no cenário do setor químico/petroquímico Com a crise econômica global praticamente superada, o futuro projeta uma série de planos de investimentos e expansão de atividades em várias regiões do País. A tentativa de recuperar o tempo perdido se espalha por muitos setores. Entre eles, o de química e derivados no Espírito Santo. No final de maio, o grupo Cowan encontrou petróleo em dois poços perfurados em terra, no município de São Mateus (ES). Segundo o superintendente de óleo e gás da empresa, Guilherme Santana, é o primeiro achado, desde o início da exploração do lote, arrematado na nona rodada de licitação da Agên-

cia Nacional do Petróleo, em 2008. Santana afirmou que os poços devem entrar em operação comercial no próximo ano. “Ainda não temos uma avaliação de qual será a produção”, disse. A empresa não revela o investimento feito no setor. Outro destaque é da Petrobras, que anunciou a intenção de construir uma fábrica de fertilizantes no Estado, incluída no segundo PAC, no fim de março. Há investimentos ainda de empresas, como da canadense Canexus, produtora de cloro, cloreto de sódio, soda caustica, entre outros, a maioria deles para uso industrial, e a Heringer, uma das maiores fabricantes de fertilizantes do país. O Espírito Santo tenta atrair projetos diversos no setor químico por meio de incentivos, e da “melhor estrutura tarifária” para uso de gás natural do País, como lembra a diretora de economia da Abiquim, Fátima Giovanna Ferreira. Segundo ela, o ES tem grande potencial para desenvolver projetos do setor químico em geral e petroquímico, porque possui disponibilidade de matéria-prima – o gás natural -, boa logística e localização estratégica - o Sudeste.

Maranhão Petrobras revisa projeto de refinaria premium A refinaria premium do Maranhão, projeto de maior valor da Petrobras - com orça-

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mento inicial previsto de cerca de US$ 20 bilhões - deve ganhar novo impulso, em junho, com o início das obras de terraplanagem. Em maio a Petrobras recebeu dez propostas de empresas interessadas em terraplanar a área de cerca de 8 km2, onde será construída a refinaria, em Bacabeira, município situado ao sul da capital, São Luís. Estimativas de mercado apontam que só o contrato de terraplanagem da unidade, deve custar R$ 1 bilhão. A perspectiva de contratar, no curto prazo, os serviços de terraplanagem coincide com a revisão do projeto da refinaria, conhecida como premium 1, a partir das definições do novo plano de negócios da Petrobras, para o período 2010-2014. O plano ainda não foi divulgado.

Lanxess: matéria-prima de pneu “verde” no NE A Lanxess, da Alemanha, uma dos maiores fabricantes globais do setor químico, vai investir 20 milhões na produção de polibutadieno com catalisador de neodímio (Nd-PBR) - o nome estranho designa um tipo de borracha usada como matéria-prima dos chamados pneus “verdes” - na Alemanha, EUA e Brasil. O Nd-PBR brasileiro começará a ser produzido, até o final de 2011, na unidade da Lanxess de Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, que está sendo ampliada, para receber a nova linha, que reduz o consumo de combustível nos veículos. Em 2008, a Lanxess adquiriu a Petroflex, maior fabricante de borracha sintética da América Latina.


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Eventos

Equipe Reifenhäuser abriu o ciclo de palestras do Preview K’2010 em Düsseldorf

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Prévia em Düsseldorf antecipa sucesso da feira

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assado o período de dificuldades motivado pela crise financeira e econômica internacional, que causou muitos problemas à indústria mundial de plásticos e borracha, o sentimento muda para a K 2010, a maior feira do setor, de 27 de outubro a 3 de novembro. Uma prova disso foi o sucesso de uma apresentação prévia organizada pela Messe Düsseldorf, de 13 a 17 de junho, no Centro de Convenções, em Düsseldorf, para cerca de 80 jornalistas da mídia especializada de todo o mundo. Dez renomadas empresas internacionais anteciparam alguns lançamentos e novidades para a feira. Os organizadores prepararam um programa intenso para os jornalistas convidados. Depois de uma recepção festiva no dia 13, nos jardins do Radissom Blu Scandinavia

Hotel a agenda de trabalho foi interessante. No dia 14, o presidente e CEO da Messe Düsseldorf GmbH, Werner Mathias Dornscheidt, abriu a sessão com uma mensagem

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de otimismo, o espírito que vai reinar na K 2010. “Depois de um período difícil, no qual muitas empresas do setor plástico e da borracha tiveram que lutar muito para sobrevi->>>>


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Jornalistas das mais diversas nacionalidades conferiram as principais novidades que serão apresentadas na feira

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Eventos

ver, nós estamos dividindo nossas satisfações porque 2010 será um ano muito bom. Estamos esperançosos de continuar no caminho de sucesso dos negócios”. Ele disse que a K 2010 vai cumprir seu papel, demonstrando seu poder de inovação no setor. Dornscheidt disse que os números de expositores, naquela ocasião (13 de junho) não era definitivos, mas animadores, pois 2973 empresas de 55 países já haviam confirmado presença. Os setores de máquinas e equipamentos continuam sendo os principais destaques. E entre os paí-

do setor consigam se recuperar de todo o estrago causado pela crise internacional. Na seqüência, nos dias 14, 15 e 16 foram feitas as apresentações de dez grupos de destaque internacional, além de uma visita RWTH Aachem University, uma das mais conceituadas instituições de ensino e pesquisa da Europa.com destaque para os setores de plástico e borracha.

ses, a liderança segue com a Alemanha, com cerca de 1.030 expositores, depois a Itália (401), China (241), Taiwan (136), Índia (119), França (118), USA e Reino Unido (103), Áustria (85) e Suíça ( 83). O Brasil tinha 13 representantes. Depois da apresentação de Dorns cheidt, foi a vez do presidente da Federação das Indústrias de Plástico da Alemanha e da Associação de Indústria Alemã da Borracha, Günther Hiken. Ele destacou a importância da K como um integrante indutor do progresso e da inovação. “Essa será uma oportunidade para que as indústrias

2ª feira (14/06) Reifenhäuser Grop (Ulrich Reifenhäuser) Wacker Chemie (Axel Schmidt) LyondellBasell Industries (Anton de Vries) Battenfeld-Cincinatti (Jürgen Arnold) Haitin International Holdings (Helmar Franz) 3ª feira (15/06) Visita à WRTH Aachem University Prof. Dr. Ing.Ernst Schmachtenberg (Reitor) Visita ao IKV Institute of Plastics Processing

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Prof. Dr. Ing. Walter Michaelli (IVK) Visita à Chair Macromolecular Materials and Surfaces (DWI) Prof. Dr. Rer Nat. Martin Möller

4ª Feira (16/06) Lanxess (Werner Breuers) TBA Kreyenborg Group (Jan-Udo Kreyenborg) Hekuma GmbH (Klaus Wanner) Ticona GmbH (Maria Celiberti/Thomas Petzel)

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As empresas que fizeram apresentações prévias foram:

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LyondellBasell Industries também apresentou as inovações da empresa para a feira deste ano

Confraternização A Messe Düsseldorf não descuidou de nenhum detalhe na prévia da K 2010. Além de se preocupar com o programa técnico a equipe de receptivos e jornalistas da empresa deram todo o suporte ao grupo de jornalistas. Por exemplo, à noite, depois das atividades a agenda previa o jantar em um local típico, como o restaurante Im Goldenen Ring no primeiro dia, o almoço no Catering Aachem/Gut Melaten, depois a ceia no barco MS Warsteiner, num passeio pelo rio Reno - com direito a telão para ver Brasil x Coréia do Norte. Na despedida, o jantar foi no típico italiano Ristorante Il Portone.PNE


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Foco Galeria no Verde

Nova diretoria do Sindiverde toma posse no Ceará O empresário Marcos Augusto Nogueira de Albuquerque foi reempossado no dia 14 de junho na presidência do Sindicato das Empresas de Reciclagem de Resíduos Sólidos Domésticos e Industriais do Estado do Ceará (Sindiverde), um dos 39 sindicatos filiados à Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC). A diretoria irá atuar no quadriênio 20102014. Dentre os desafios do segmento a serem superados pela nova diretoria, o empresário destaca a falta de incentivo do governo, a ausência de coleta seletiva no Estado, a falta de tributação diferenciada em relação às demais indústrias, a inexistência de política de crédito com juros menores para os recicladores e alta tarifa da energia elétrica.

Em parceria com a FIEC, o Sindiverde promoverá no Centro de Convenções, de 10 a 12 de novembro deste ano,

em Fortaleza, a feira Recicla Nordeste. O objetivo é impulsionar o setor de reciclagem nordestino. O evento é pioneiro no Ceará e também na região e trará o que há de mais moderno em máquinas e equipamentos para a indústria de reciclagem. Além de promover negócios e desenvolver o setor, a feira deverá reunir todos os integrantes da cadeia produtiva. Com aproximadamente 300 empresas atuando no segmento de reciclados, o Ceará é um dos estados brasileiros que mais reciclam resíduos sólidos. Mesmo assim, de todo o resíduo destinado aos aterros sanitários e lixões só são aproveitados 30%. Esse pequeno índice é consequência direta da ausência de coleta seletiva no Estado. Estimativas indicam que a coleta elevaria para cerca de 70% o percentual de resíduos aproveitáveis no Ceará.

Quattor: água de reuso de nova estação Um novo projeto de consumo sustentável de água desenvolvido pela Sabesp está

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sendo implantado na Região do ABC e promete economizar um volume d’água capaz de sustentar uma população de 350 mil habitantes. O projeto, o primeiro do setor no Hemisfério Sul, foi criado em conjunto com a Foz do Brasil e visa produzir água de reuso para consumo industrial. A primeira empresa a experimentar a iniciativa será a Quattor, do Polo Petroquímico. O Aquapolo vai utilizar o volume de água gerado do esgoto tratado da empresa, para ser inserido novamente no processo de produção industrial. A experiência já apresentou resultados positivos em outros países, de acordo com os idealizadores da iniciativa. O empreendimento instalado ABCD é o quinto no mundo. Para levar água para o Polo Petroquímico, a Sabesp vai construir uma adutora de 17 km de extensão no curso do rio Tamanduateí, que passa por São Caetano e Santo André.

Coleta seletiva: perdas de até R$ 749 milhões por ano Está comprovado: a ineficiência da


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De olho na natureza: Beach Park desenvolve projeto de reciclagem na cidade de Fortaleza

política de coleta seletiva feita pela Prefeitura em São Paulo e o transbordo de materiais recicláveis para aterros sanitários causam prejuízos anuais de até R$ 749 milhões para a sociedade. As perdas ocorrem principalmente por causa dos custos adicionais nas indústrias pelo uso de material virgem em vez de reciclado, dos danos ambientais e de gastos de orçamento público com a destinação final de lixos em aterros. Todo ano, São Paulo manda mais de 1 milhão de toneladas de papel, papelão, plástico, aço, vidro e alumínio misturado ao lixo convencional, em vez de enviar esse material para a reciclagem. Os cálculos de quanto dinheiro a sociedade perde por São Paulo não conseguir organizar uma coleta seletiva de qualidade foram feitos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a pedido do Estado. O estudo mostra que dentre todos os materiais, o plástico, que hoje gera por tonelada benefício de R$ 1.107,00 é o material com maior benefício potencial se houvesse um trabalho adequado de coleta seletiva e reciclagem – R$ 595.286,00. Logo abaixo dos plásticos estão o papel e o papelão, que hoje geram benefícios de R$ 241,00 e poderiam gerar R$ 104.971,00 por tonelada reciclada.

Beach Park: reciclagem para preservar meio ambiente Em paz com a consciência e com a sociedade. De olho na proteção do meio ambiente e na redução do desperdício, o complexo Beach Park está desenvolvendo projeto de reciclagem que recolhe cerca de 50 toneladas de lixo por mês. Entre os resíduos estão papéis, vidros, plásticos, metais e material orgânico, que são depositados nos diversos equipamentos de coleta seletiva espalhados no parque aquático, praia e nos resorts Beach Park Acqua Resort e Beach Park Suítes Resort, em Fortaleza. Todo o material recolhido nas lixeiras recicláveis é devidamente separado em um ponto de intermediação do Beach Park para que permaneçam limpos e com maior potencial de reaproveitamento. A seguir, o material é levado para o Centro de Triagem Raimundo Nonato, instalado no próprio complexo turístico, onde é feita a separação minuciosa dos resíduos, a pesagem e a venda para empresas de reciclagem. Desde o início do projeto, em 2007, já foram arrecadados 2,6 mil toneladas.

Trisoft reaproveita 300 milhões de garrafas PET Muitos são ineficientes,mas a Trisoft deu um belo exemplo de sustentabilidade: ultrapassou a marca de 300 milhões de garrafas PET transformadas em produtos nobres.

Com isso, a empresa mostra que é possível ter consciência ambiental com atitudes inteligentes e com o desenvolvimento de produtos ecologicamente corretos. “Nossos produtos utilizam matéria prima sustentável (fibra de garrafa PET), processos produtivos que não utilizam água na fabricação e que não eliminam qualquer resíduo ou sobra no meio ambiente, poupando e preservando os recursos naturais do nosso planeta”, afirma Mauricio Cohab, Diretor da Trisoft. O ISOSoft, isolante termoacústico desenvolvido pela Trisoft, é produzido com Lã de PET 100% reciclada, que substitui as antigas lãs de vidro e de rocha por um produto ecologicamente correto utilizado em coberturas metálicas, paredes de drywall, divisórias e pisos. Um galpão com 50 mil m² utiliza em média 1,5 milhões de garrafas. O material também pode ser reaproveitado mesmo depois de instalado, sem perder suas propriedades ou ainda pode ser transformado, não necessitando ser despejado em aterros. A Trisoft também fabrica o primeiro travesseiro 100% reciclado e ecologicamente correto do mercado: o Trisoft Eco. Sua composição, desde o enchimento interno até o tecido externo, é feita exclusivamente de fibra de garrafa PET. Informou a assessoria da Trisoft.

Whirlpool recicla 3% das geladeiras que produz Detentora das marcas Brastemp e Cônsul, a Whirlpool recicla 3% da produção nacional de seus refrigeradores fabricados. Por exemplo, a empresa também atua no gerenciamento das embalagens após comercialização. Na venda direta em São Paulo, Baixada Santista e Recife, a Whirlpool oferece um serviço pelo qual retira da casa do consumidor embalagens de produtos vendidos. Em 2009, foram recolhidas 57 toneladas de papelão e plástico, o que equivale a 58% do total de embalagens de produtos comercializados neste canal. PNE

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Mural BNDES cria o Proplástico Enfim o setor plástico ganha apoio para se tornar mais competitivo. Recentemente o BNDES aprovou da criação de um programa específico de financiamento para a indústria de transformados plásticos, o Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Plástico BNDES - Proplástico, que terá orçamento de R$ 700 milhões, e prazo de vigência até setembro de 2012. Segundo o banco, o programa tem como objetivo a modernização das empresas do setor, e visa o aumento da produção de plásticos e seus produtos, de equipamentos e de moldes para o segmento - além da melhoria dos padrões de qualidade e de produtividade das indústrias instaladas no País. O valor mínimo das operações a serem apoiadas no âmbito desse programa é de R$ 3 milhões. O custo financeiro do BNDES Proplástico terá como base a TJLP, atualmente em 6% ao ano. A remuneração básica do BNDES varia de acordo com o porte da empresa. No âmbito do programa, as taxas de risco de crédito das operações de empresas, com faturamento bruto de até R$ 300 milhões serão fixas em 0,5% ao ano, enquanto as operações com as demais seguirão as políticas operacionais do BNDES. O prazo total do financiamento é de até 10 anos, incluindo até três anos de carência. O banco atesta que o setor de transformados plásticos, conta com cerca de 11 mil indústrias no País, dais quais mais de 70% microempresas, sendo responsável pela geração de aproximadamente 300 mil empregos no Brasil. Com orçamento de R$ 700 milhões e prazo de vigência até 30 de setembro de 2012, o novo programa contempla ações ligadas à produção, inovação, reciclagem, consolidação e internacionalização de empresas. Com isso, o BNDES Proplástico pretende também contribuir para a redução do déficit comercial da cadeia produtiva de plásticos, promovendo a maior inserção do Brasil, no mercado internacional. O programa, com operações diretas e indiretas não automáticas, abrangerá todos os portes de empresas do setor. Os beneficiários serão sociedades que pertençam à cadeia produtiva do plástico, como produtor, fornecedor de equipamentos, reciclador e distribuidor. O

valor mínimo das operações, a serem apoiadas no âmbito desse programa, é de R$ 3 milhões. A operaçãom conta com cinco subprogramas: a Proplástico Produção e Modernização, Proplástico Renovação de Bens de Capital, Proplástico Fortalecimento das Empresas Nacionais, Proplástico Inovação, e Proplástico Socioambiental. O programa criado para estimular a indústria do plástico nacional vai gerar maior produtividade para o setor, disse o presidente da Abief, Alfredo Schimitt. Segundo o executivo, a competitividade aumentará graças aos investimentos para modernizar as instalações e também permitirá incrementar as vendas da indústria de plástico nos mercados interno e externo. “A indústria local poderá adquirir maquinaria mais moderna, o que fará aumentar a produtividade e reduzir o consumo de energia, por exemplo, já que se fabricará produtos mais competitivos”, disse Schmitt. O executivo destacou que o Brasil precisa de uma indústria de transformação de plástico mais forte - que neste momento está saturada e por isso passa por enormes dificuldades-, para competir no mercado externo e melhorar seu déficit comercial. Schmitt explicou que a consolidação é uma opção para aumentar a competitividade do setor, já que 94% dos cerca de 11 mil fabricantes de plásticos, que operam no pais, são pequenas e médias empresas. “Em alguns momentos precisam de meios, para investir na produção e contratar profissionais especializados”, disse. Para o presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz, a consolidação do setor é essencial para melhorar o acesso aos insumos competitivos e aumentar as exportações. Em 2009, a produção brasileira de produtos plásticos totalizou 5,19 milhões de toneladas, o que gerou R$ 35,9 milhões. No caso dos envases plásticos flexíveis, que representam cerca de 35% do total fabricado pelas companhias de plásticos, faturou R$ 9,2 milhões e produziu 1,51 mil toneladas. Tanto a Abiplast quanto a Abief projetam uma taxa de crescimento de ao menos 8%, para o setor de plásticos neste ano.

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Nordeste vai produzir PTA em 2011 A Região Nordeste do Brasil está em alta e na iminência de abrigar o mais importante polo integrado de poliéster da América Latina. Localizado em Pernambuco, no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Ipojuca, o novo centro do produto receberá 64 novas máquinas, para iniciar oficialmente, no 1º semestre de 2011, a operação da produção de ácido tereftálico purificado (PTA). A capacidade instalada do novo polo será de 700 mil toneladas deste produto, principal matéria-prima da área têxtil para a fabricação de filamento de poliéster, e de garrafas de PET. O projeto que será o único do País, a produzir PTA tem apoio do PAC e recebeu investimentos de R$ 4 bilhões. O gerente de Relações Externas do Complexo Industrial de Suape, Augusto Frank Caldas revela que “cerca de 450 mil toneladas serão destinadas à fabricação de garrafas de PET, e outras 250 mil, ao segmento têxtil”. No ano passado o Brasil importou, segundo a Abiquim, em média, 408 mil toneladas de PTA de países como México, Tailândia e EUA. Baseado nestes dados, se o polo operar com capacidade total, o Brasil vai reverter o quadro e exportar 342 mil toneladas. “Até agora foi comprometido aproximadamente R$ 1 bilhão em contratos assinados”. O negóci o é tão atrativo que fontes do setor dizem que a Petrobras conta com a consultoria da LyondellBasell para conseguir a patente da fabricação de PTA e que a mesma pode tornarse futura sócia do projeto.

Abiplast confirma aumento de produtividade No setor de borracha e plástico, o aumento da produtividade, medido pelo Iedi foi de 34,5%. “O setor é um dos que apresentam os melhores desempenhos, principalmente em segmentos voltados


para a construção civil, embalagens para alimentos e bebidas e indústria automobilística”, afirma o presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz Coelho. Segundo ele, “a produtividade aumentou porque, hoje, as empresas estão com nível de utilização da capacidade instalada, próxima de 80%, e mais enxutas, em relação ao começo do ano passado, quando as vendas caíram e as fábricas ficaram ociosas”. De um total de 17 ramos industriais analisados pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), só três não conseguiram aumentar sua produtividade, no primeiro trimestre de 2010, comparado com igual período do ano passado - papel e gráfica; coque, refino de petróleo e álcool, e fumo.

Abiquim prevê investimentos de US$ 15 bi É tempo de plantar muito e colher mais. Essa parece ser a ótica da Abiquim, que prevê investimentos de US$ 15 bilhões na indústria química, para agregação de valor e conteúdo industrial às extrações do pré-sal, até 2020. Essa projeção é parte do Pacto Nacional da Indústria Química entregue ao BNDES. O estudo aponta o crescimento econômico, a expansão da indústria renovável, e o présal como as oportunidades que elevariam o investimento na indústria química, para US$ 167 bilhões, até o fim da década. Para acompanhar um crescimento de 4% ao ano, o país necessita de investimentos da ordem de US$ 87 bilhões no período. O Brasil poderá também se tornar líder mundial em química verde, com o investimento previsto de US$ 20 bilhões, para o desenvolvimento da indústria de base renovável. Em 2009, o país teve déficit superior a US$ 15,7 bilhões na balança comercial de produtos químicos, que para ser eliminado requer investimento estimado de US$ 45 bilhões. A indústria química tem participação de 10,3% na formação do PIB industrial, com faturamento, em 2009, de US$ 103,3 bilhões.

Plástico verde da Braskem terá selo Como forma de ajudar na identificação

de seu plástico de cana-de-açúcar, a Braskem está lançando o selo Im Green. O logotipo poderá ser usado por indústrias de embalagens, que utilizarem o plástico como matéria-prima. A empresa diz que, para cada tonelada de plástico de cana produzida, são retiradas até 2,5 toneladas de CO2 da atmosfera.

Critérios para a fabricação de embalagens PET A Câmara Federal analisa o Projeto de Lei 7007/10, do deputado William Woo (PSDB-SP), que regula a produção de embalagens de Politereftalato de Etileno, as garrafas PET, amplamente usadas na indústria de bebidas. Segundo o parlamentar, o objetivo é facilitar a reciclagem. Pelo projeto, a garrafa PET deverá ser incolor e de fácil compressão, exceto aquelas de mais de dois litros, que precisam ser mais resistentes. Deverá também ter um formato que permita o recorte e o empilhamento fácil, para incentivar o processo de reciclagem. Ainda segundo o projeto avaliado, a impressão do rótulo diretamente na embalagem passará a ser proibida. O rótulo deverá ser removível, sem deixar resíduos de cola depois de lavagem especial das garrafas. Além disso, a tinta de impressão da marca não poderá migrar para a embalagem. A proposta determina ainda a fixação das etiquetas de preço sempre nas tampas ou nos rótulos, para facilitar a remoção e evitar a contaminação do PET pela cola. O infrator estará sujeito ao pagamento de 10 a 50% do valor de venda de cada embalagem irregular, colocada no mercado. O projeto será examinado pelas comissões de Defesa do Consumidor, de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio e a de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Solvay vai produzir bioetileno As empresas pesquisam e o mundo evolui. Parece ser assim na Solvay, pois segundo o diretor Sergio Zini, o projeto da companhia prevê a substituição parcial

da nafta pelo etanol, para a produção bioetileno, que irá para a produção de PVC verde. A empresa compra a matériaprima da Quattor, incorporada este ano pela Braskem. O projeto deveria ter entrado em operação, no ano passado, mas foi adiado por conta da crise, segundo Zini. A expectativa é de que o projeto ganhe força, à medida que a demanda pelas resinas verdes cresça. O mercado de etanol para fins industriais apresenta perspectiva de crescimento, inclusive para aplicação em embalagens plásticas, com o objetivo de valorizar o conceito de sustentabilidade, ao substituir insumo de origem fóssil por etanol, afirma Pogetti. “A Copersucar vem se posicionando, de forma a obter participação ainda mais relevante neste segmento, mantendo característica de vanguarda, no desenvolvimento de novos mercados para o etanol.”

Isopor, 100% reciclável, não atrai catadores O isopor - nome comercial de um plástico chamado de poliestireno expandido - é 100% reciclável, mas, por ser muito leve e volumoso, não é valorizado pelas cooperativas de catadores. O quilo do isopor não chega a R$ 0,50, o que inibe o interesse pelo material. Ainda assim, hoje o País recicla 8% de todo o isopor produzido, graças a parcerias entre o varejo, que utiliza grandes volumes do material, recicladores e indústria. “Para que esse número aumente, é importante que as pessoas saibam que o isopor é plástico e que tem destino certo no mercado de reciclagem brasileiro”, afirma Francisco de Assis Esmeraldo, presidente da Plastivida, entidade ligado à indústria dos plásticos.

Eleição na Abimaq: Aubert Neto continua Novos tempos com o mesmo comando, é o momento vivido pela Abimaq. O projeto Abimaq 2022 foi o primeiro trabalho elaborado pela atual diretoria da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que tomou posse em 2007 e se reelegeu recentemente, até 2014. De forma inédita, a Abimaq elaborou um trabalho que propõe resgatar a competitividade

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Mural do setor, através da desoneração total dos investimentos; financiamentos; incentivo às exportações, inovação e desenvolvimento tecnológico. Segundo Luiz Aubert Neto, presidente reeleito, outra inovação desta gestão foi a criação do Conselho Nacional da Indústria de Máquinas (CONIMAQ), cujo principal objetivo é estudar o setor e sugerir novas medidas para aumentar a competitividade das empresas fabricantes de máquinas e equipamentos.

Banco ecológico A empresa carioca Ecowood Rio encontrou um jeito de produzir “madeira plástica” com utensílios de plástico, de borracha e até fraldas usadas. A companhia usa o material para fazer bancos de jardim e pisos laminados, vendidos em lojas especializadas. A cada ano, a Ecowood tira do meio ambiente o equivalente a 650 toneladas de resíduos. O peço de venda é similar ao das peças de madeira convencionais.

Nestor de Mattos é o novo diretor de vendas de Plásticos Básicos da Dow A The Dow Chemical Company acaba de nomear Nestor de Mattos como novo diretor de vendas de Plásticos Básicos para o Brasil. Ele será responsável pela implantação da estratégia de negócios e por todas as atividades relacionadas a vendas no país, assumindo a posição de Eliezer Maldonado que parte para um novo desafio dentro da própria Dow, como diretor de produto para Soluções de Polietileno na América do Norte.

A Dow Brasil informa que, desde 1° de junho, a Proquimil não é responsável pela distribuição de Elastômeros da empresa - NORDELTM, ENGAGETM, VERSIFYTM e TYRINTM - que passarão a ser distribuídos apenas pela

Auriquímica, que em 2010 completa 25 anos de atuação e tem sistema de qualidade certificado pela Norma ISO 9001:2000, o que proporciona maior confiabilidade na distribuição dos produtos da Dow. Uma outra vantagem seria uma maior capilaridade de distribuição, especialmente no Rio Grande do Sul, que é um importante mercado para elastômeros e polietilenos.

Câmara aprova Repenec Outra novidade polêmica: os deputados aprovaram Medida Provisória que cria o Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento de Infraestrutura da Indústria Petrolífera, nas regiões Norte, Nordeste e CentroOeste (Repenec). Uma emenda aprovada inclui, no benefício, as obras de infraestrutura no setor de indústria naval destinadas à construção de navios, diques flutuantes e plataformas petrolíferas. O Repenec suspende tributos, durante cinco anos, para estimular a instalação da indústria petroquímica nessas regiões. O benefício valerá para a compra ou importação de máquinas, equipamentos e materiais de construção.

Tecnologia permite reciclagem de materiais ‘difíceis’ Embora cada vez mais presentes no dia a dia, o que fazer com embalagens de salgadinhos, bandejas de isopor, embalagens longa-vida? Esses resíduos são considerados difíceis de reciclar, pois têm menos valor comercial que outros materiais, como latas de alumínio, papelão e garrafas PET. Porém, o cenário começa a mudar: já existem tecnologias, no Brasil, para transformar o que era lixo, em novas matérias-primas. Um exemplo são as embalagens feitas com o plástico tipo Bopp. O material, presente em embalagens de alimentos - como salgadinhos, biscoitos, café, sopas instantâneas -, praticamente não é recolhido por cooperativas de catadores. Mas, a empresa americana TerraCycle, que no início do ano iniciou atividades no Brasil, especializou-se em fazer com que o material volte à indústria.

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“O Bopp é um plástico e por isso pode ser reciclado. Nosso trabalho é desenvolver produtos que possam ser fabricados com o material”, diz Guilherme Brammer, presidente da TerraCycle. Entre os produtos que podem ser feitos com as embalagens de salgadinhos estão mochilas, embalagens de cosméticos e até autopeças, como para-choques.

Anunciantes da Edição Colorfix # Pág. 13 Embala Nordeste # Pág. 25 FCS # Pág. 11 HGR # Pág. 05 Ineal # Pág. 15 Interplast # Pág. 29 Itatex # Pág. 09 Kie # Pág. 07 M&G # Pág. 02 Mainard # Pág. 23 New Imãs # Pág. 23 Plastech # Pág. 27 Recicla Nordeste # Pág. 21 Sasil # Págs. 18 e 19 Shini # Pág. 36 Simpepe/PE # Pág. 35 Sindiplasba/BA # Pág. 35 Sindiplast/PB # Pág. 35 Sindiplast/RN # Pág. 35 Sindiverde/CE # Pág. 35 Sinplast/AL # Pág. 35


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Plastico Nordeste 04  

Edição 04 da Revista pPlástico Nordeste

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