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FOTOS: DIVULGAÇÃO/PNE

Expediente Conceitual - Publicações Segmentadas www.plasticosul.com.br Rua Cel. Fernando Machado, 21 CEP 90.010-321 - Centro Histórico Porto Alegre - RS Fone/Fax: 51 3062.4569 Fone: 51 3062.7569 plasticosul@gmail.com Direção:

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Sílvia Viale Silva Edição: Melina Gonçalves - DRT/RS nº 12.844

"A liberdade de mercado permite que você aceite os preços que lhe são impostos." (Eduardo Galeano Escritor Uruguaio)

Coordenação Editorial: Júlio Sortica Redação: Gilmar Bitencourt Departamento Financeiro: Rosana Mandrácio Departamento Comercial: Débora Moreira, Lenise Mattar e Sandra Tesch Representante em Nova Iorque (EUA): Rossana Sanchez (rogu13associated@yahoo.com) Representante em Caxias do Sul:

Da Redação

Nédy Conde (54 9126.9937)

Por Melina Gonçalves >>>>

Pág. 04

Plast Vip NE

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José Francisco Alves (51 9941.5777) Plástico Sul é uma publicação da editora Conceitual -

Richard Ward, da PetroquímicaSuape >>>> Pág. 06

Especial 22

Design Gráfico & Criação Publicitária:

Publicações Segmentadas, destinada às indústrias produtoras de material plástico de 3ª, 2ª e 1ª geração petroquímica nos Estados da Região Sul e no Brasil,

O potencial do plástico nordestino >>>> Pág. 12

Destaque

formadores de opinião, órgãos públicos pertinentes à área, entidades representativas, eventos, seminários, congressos, fóruns, exposições e imprensa em geral.

Embala Nordeste faz sucesso >>>> Pág. 22

Artigo

Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico Sul. É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que

Por Fernando A. de Araújo Pinheiro >>>> Pág. 25

citada a fonte. Tiragem: 8.000 exemplares.

Bloco de Notas Novidades variadas sobre o setor. >>>> Pág. 26

Anunciantes Os parceiros da Plástico Nordeste >>>> Pág. 26

Filiada à

ANATEC PUBLICAÇÕES SEGMENTADAS

ANATEC - Associação Nacional das Editoras de Publicações Técnicas, Dirigidas e Especializadas

Capa: foto de arquivo.


Da Redação

A vez do Nordeste

“O povo da região precisa de valorização, necessita aprender e crescer junto com Suape, com Camaçari... com o Nordeste inteiro.”

A

Revista Plástico Nordeste chega a suas mãos apresentando-lhe um mapeamento de informações sobre o setor plástico do Nordeste brasileiro. Nas próximas páginas o leitor encontrará uma entrevista com o superintendente do Complexo Petroquímico de Suape, além de uma sequência de matérias sobre as atividades e iniciativas dos estados que compõem essa enorme região do país. Para elaborar o material estabeleceu-se um estreito relacionamento com os sindicatos, governo e empresas, para buscar o que há de mais recente em assuntos ligados a petroquímica e ao plástico nordestino. O fato é que o Brasil está com seus holofotes direcionados ao nordeste. É aqui que as coisas estão acontecendo mais rapidamente. Os investimentos públicos e privados, as instalações de grandes indústrias, as obras de infraestrutura, entre outros fatores, mostram a transformação dessa região de 54 milhões de habitantes. No total, R$ 52 bilhões devem ser injetados na economia local nos próximos cinco anos. Estima-se que em 2009 o nordeste foi responsável pela maior fatia do pequeno crescimento da economia brasileira. Conforme a consultoria Tendências, o crescimento do PIB nordestino deve atingir 1,5% enquanto o resto do Brasil deve recuar para 0,1%. Essa pujança favorece (e muito) o setor plástico. O progresso da economia nordestina demonstra uma melhora na renda da população, que por sua vez, passa a consumir mais produtos, tanto duráveis, como carros e eletrodomésticos, quanro não-duráveis, como alimentos e bebidas. E em todos esses produtos encontramos o plástico. O crescimento das classes C e D no nordeste impulsionou o consumo nos últimos cinco anos, o que gerou demanda para tudo. Mas apesar de tantas boas notícias e grandes investimentos, a região esbarra em um empecilho: a dificuldade de qualificação da mão-de-obra. Portanto, o poder público e as entidades relacionadas à educação devem estar atentas. O nordeste está crescendo, os investimentos estão aí, e não podemos deixar a oportuni dade passar. A validade dos investimentos vindos de fora e das instalações de indústrias do sul e sudeste são colocadas à prova quando não há atenção especial ao trabalhador nordestino. O povo da região precisa de valorização, necessita aprender e crescer junto com Suape, com Camaçari e, enfim, com o Nordeste inteiro. O progresso só é salutar quando associado à educação. Pense nisso. Boa leitura!

MELINA GONÇALVES / Editora melinagoncalves@conceitualpress.com.br 4 > Plástico Nordeste > Novembro/Dezembro de 2009 >>>>


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PLAST VIP NE Richard Ward

Suape abre as portas Por Júlio Sortica

Em entrevista à revista Plástico Nordeste, o diretor-superintendente do Complexo Petroquímico de Suape revela detalhes sobre o empreendimento e opina sobre as principais tendências dos setores envolvidos.

A

Companhia Petroquímica de Pernambuco (PetroquímicaSuape) é um empreendimento liderado pela Petrobras Química S.A. (Petroqui-

sa), para implementar o Complexo Petroquímico de Suape, que reúne três unidades industriais integradas: uma para produção de ácido tereftálico (PTA), outra para produzir polímeros e filamentos de poliéster (antiga Citepe) e uma terceira, que fabricará resina para embalagem PET. Quando estiver em operação, a PetroquímicaSuape estará estruturando o mais importante pólo integrado de poliéster da América Latina no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Ipojuca, Pernambuco. A opção por tecnologias de última geração, escala de produção no nível das maiores indústrias em funcionamento no

Perfil de Richard Ward

do Complexo PetroquíRichard Ward, Diretor-Superintendente o formado pela Universidade mico de Suape é Engenheiro Mecânic Engenharia Econômica pela em Federal Fluminense e Pós- graduado incluindo dentre outras iro, Universidade Federal do Rio de Jane e Program” da London utiv formações gerenciais o “Sênior Exec s, onde está vinculado obra Petr Business School em convênio com a frente de posições de destaque desde 1975. Experiência gerencial à ndência dos Dutos e Termina Petrobras, indicado para Superinte no período de 1996 a 1999 e nais do Norte e Nordeste em SUAPE s do Sudeste, de 1999 a 2002. Superintendência de Dutos e Terminai

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mundo e a integração das unidades industriais constituem alguns dos diferenciais competitivos da PetroquímicaSuape, que inicia a operação das três plantas no segundo semestre de 2010. O escolhido para liderar a o Complexo Petroquímico foi Richard Ward, que na entrevista abaixo revela detalhes sobre o empreendimento e opina sobre as principais tendências do setor.

Plástico Nordeste - O que é o Complexo Petroquímico de Suape, qual a sua Missão, Visão e Valores? Richard Ward - O Complexo Petroquímico de Suape é um empreendimento que reúne>>>>

ação de novos projetos, Neste período participou da implant ribuição de gás natural na entre eles, a rede de gasodutos e dist terminais marítimos de petróregião sudeste, construção de novos Santo e Rio de Janeiro e na leo e derivados no Amazonas, Espírito Cabiúnas/RJ. ampliação das plantas de processo em de Gerente-Geral de Suão funç a ou De 2002 a 2005, ocup spetro, com abrangência de porte Engenharia e Logística da Tran seguida foi designado Gerenatuação em todo o Brasil, onde em Marítimos da Transpetro te Executivo de Terminais Aquaviários o para a PetroquímicaSuape em todo o Brasil, até a sua nomeaçã em setembro de 2006.


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PLAST VIP NE Richard Ward Ward - A PetroquímicaSuape é, atualmente, um empreendimento com 100% do capital pertencente à Petrobras Química S.A. (Petroquisa), uma subsidiária da Petrobras para o setor petroquímico. Plástico Nordeste - Qual será a capacidade de produção? Ward - A PetroquímicaSuape está estruturada em três unidades industrias: Planta de PTA, que irá produzir 700 mil toneladas por ano. O PTA é a principal matéria prima para a produção do poliéster têxtil, embalagens PET, filmes fotográficos e de embalagens e fibras industriais usadas na

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três unidades industriais integradas: uma para produção de ácido tereftálico (PTA), outra para produzir polímeros e filamentos de poliéster e uma terceira, que fabricará resina para embalagem PET. O projeto está em fase de construção, no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Ipojuca (PE). O início de operação das três plantas está previsto para o fim de 2010. Quando entrar em funcionamento, a PetroquímicaSuape estará estruturando o mais importante pólo integrado de poliéster da América Latina. O Complexo Petroquímico de Suape faz parte da carteira de projetos estratégicos da

Ward - Na fase de construção do empreendimento (pico das obras) serão gerados 5.300 postos de trabalho e 1.800 durante a operação, considerando os empregos próprios e prestadores de serviços. Até 30 de setembro eram 2.040 pessoas trabalhando nas obras de construção da PetroquímicaSuape. Plástico Nordeste - Qual a principal vocação setorial do Nordeste e como está o mercado petroquímico e plástico da região? Ward - Apesar da reconhecida competência companhias petroquímicas brasileiras e a Com grande experiência, Ward lidera o empreendimento de Suape

Petrobras e está incluído no PAC – Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal. Plástico Nordeste - Qual o objetivo do Governo Federal com a instalação do Pólo de Suape? Ward - A Companhia Petroquímica de Pernambuco (PetroquímicaSuape) foi criada com o objetivo de estruturar uma cadeia integrada de poliéster para substituir a importação de matéria-prima para os segmentos têxtil, de fibras industriais e de embalagens PET e ácido tereftálico, com padrão internacional de competitividade, rentabilidade e de responsabilidade socioambiental. Plástico Nordeste - Qual é a composição acionária do Pólo de Suape?

fabricação de pneus, materiais e equipamentos para o setor elétrico, automotivo e indústria do petróleo. Unidade de polímeros e filamentos de poliéster, que terá capacidade de 240 mil toneladas/ ano, distribuída da seguinte forma: 86 mil toneladas/ano de POY (Partially Oriented Yarn); 85 mil toneladas/ano de filamento texturizado DTY (Draw Textured Yarn); 14 mil toneladas/ano de filamento liso - FDY (Full Draw Yarn) e 55 mil toneladas ano de polímeros, que têm ampla aplicação no setor têxtil e em outras atividades industriais. Unidade de resina PET, com produção de 450 mil toneladas/ano. Plástico Nordeste - Quantos empregos foram criados na construção e quantos são hoje?

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contribuição para o desenvolvimento de importantes setores desse segmento, ficaram alguns espaços a serem preenchidos, causando dificuldades para a indústria têxtil, de embalagens, fibras industriais, que necessitam de matéria prima importada para produção desses produtos. Para reduzir essa dependência externa, foi criada a PetroquímicaSuape para estruturar uma cadeia integrada de poliéster, em condições de oferecer produtos a preço competitivo. Para garantir a competitividade do empreendimento, optamos pelas tecnologias mais avançadas em cada processo industrial, escalas de produção compatíveis com as maiores plantas mundiais em operação e a integração das indústrias. Plástico Nordeste - A produção de Suape é apenas para o mercado interno ou também prevê exportação? Ward - A produção da PetroquímicaSuape será destinada para atender ao mercado nacional e se houver algum excedente será comercializado no mercado externo. Plástico Nordeste - Dentro do País, quais os mercados que pretende atingir? Ward - Os segmentos têxteis, embalagens plásticas (PET), filmes e fibras industriais.

Plástico Nordeste - Qual a previsão de faturamento? A crise afetou as metas e >>>> ações do Complexo?


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PLAST VIP NE Richard Ward O executivo avalia as tendências para os mercados de PET e poliester

Ward - A crise não afetou as metas e ações para implantação do Complexo. Pelo contrário, no fim do ano passado, a Petroquisa resolveu agregar uma planta de PET ao projeto de PTA e fios de poliéster. O faturamento previsto para implantação dos projetos não foi revisto porque se considerou que a crise já estará terminada até o início de operação. Plástico Nordeste - Quais as tendências para o cenário petroquímico? Ward - As tendências para o cenário petroquímico se concentram em dois eixos: Poliéster - Em 2008, a produção mundial alcançou 19,4 milhões de toneladas. Nos últimos 8 anos (2000/2008), o setor cresceu

em média 8,6% ao ano. No Brasil, a capacidade instalada para produção de POY, DTY e FDY é de 173,2 kton/ ano, com produção de 96,6 kton em 2007. No ano passado foram importados 200.635 toneladas desses produtos. O setor nacional de poliéster sofreu significativas mudanças nas últimas décadas e a falta de investimento fez com que sua produção no Brasil caísse significativamente, aumentando desta maneira a dependência do setor têxtil pelo produto importado. Com a entrada em funcionamento da Petroquímica Suape, ao invés de importar matériaprima, os produtores nacionais terão acesso a um produto de qualidade, além de suporte técnico acessível. PET - O mercado brasileiro de PET consome cerca de 500 mil tons/ano, sendo que Brasil e Argentina são os principais produtores de PET na América do Sul. Para se ter uma idéia do potencial de crescimento do mercado brasileiro de PET, o consumo anual per capita no Brasil é da ordem 2,7 kg por habitante, ao passo que no México é de aproximadamente 6,0 Kg e nos EUA da ordem de 8,7 kg. O consumo total de PET na América Latina (sem o México) para 2008 deverá ser de aproximadamente 1.380 mil toneladas, sendo projetada a expansão para cerca de 1.783 mil tons já em 2010. Para os próximos sete anos, a consultoria CMAI (“Chemical Market Associates”) aponta um crescimento médio de 10,8% a.a. no consumo para a América Latina e de 9,8% a.a. para o Brasil. Mercados com grande potencial de crescimento: cervejas, no mundo menos de 5% dos vasilhames usados para este produto é feito de resina PET. Em alguns países, já existem cervejas consumidas nesta embalagem. Outro exemplo é o setor de alimentos e sucos, com bom espaço para substituição das embalagens tradicionais para embalagens PET. Plástico Nordeste - O Complexo não está voltado a commodities, já que se dedica à produção de poliester e PET. Existe possibilidade de abrir para PE, PP e PS?

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Ward - No momento, o escopo do projeto é produzir PTA, resina PET e fios de poliéster. Plástico Nordeste – Quanto da produção de PTA será destinado para a indústria têxtil? Ward - Cerca de 600 mil toneladas/ano serão consumidas internamente pelas plantas de resina PET e a de fios de poliéster e 100 mil toneladas serão destinadas ao mercado. Plástico Nordeste - A proximidade com o Pólo de Camaçari não interfere em alguns projetos de Suape? Ward - Não haverá interferência do pólo de Camaçari nos projetos da Petroquímica Suape. É provável que tenhamos algumas sinergias como o fornecimento de algumas matérias-primas como o paraxileno e o monoetilenoglicol (MEG). Plástico Nordeste - De que forma a conclusão da Refinaria Abreu e Lima vai favorecer o desenvolvimento de Suape? Ward - Além dos empregos diretos e indiretos, um empreendimento do porte da Refinaria Abreu e Lima atrairá uma enorme quantidade de fornecedores de bens e serviços, que refletirá na elevação da renda regional. Plástico Nordeste - Como a Copa do Mundo, com quatro subsedes no Nordeste (Salvador, Recife, Natal, Fortaleza) e uma no Norte (Manaus) pode alavancar a produção de Suape? Ward - Espera-se um crescimento expressivo do consumo de produtos com embalagens PET. Como água e refrigerantes nos estádios e em outros pontos estratégicos de vendas desses produtos. No segmento de poliéster, o aumento se dará na comercialização de roupas esportivas e produtos promocionais, como camiseta, banner, entre outros. Plástico Nordeste - Em termos ambientais, quais as obras, ações e investimentos em Suape? Ward - Da parte da PetroquímicaSuape, foram realizados todos os estudos de impacto ambiental e estamos desenvolvendo estudos em parceria com a UFPE - Universidade Federal de Pernambuco - para reuso da água e aproveitamento do logo gerado na estação de tratamento de efluentes para geração de energia. O principal investimento na área ambiental será na estação de tratamento de efluentes.PNE


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ESPECIAL Os estados da Região

Redescobrindo o Nordeste Brasileiro

sobre cada estado que s ia tíc no de rie sé a você terá acesso a um i buscar junto aos fo e st de or N o tic Nas próximas páginas, ás Pl sta tes este brasileiro. A Revi r plástico em importan to se do compõe o imenso nord s to en m ci te on cias s os principais ac s, novidades e tendên to en im st ve sindicatos e associaçõe in os er úm ra descobertas, in fo rç a de vo nt ad e pa a : um m regiões . São diversas co em te ue m al go im po rt an . E para abrir a série, ís pa do te de lu ga re s qu e po ss es rd no mento do plástico no rno é o foco das ve go do s õe aç impulsionar o cresci e s ento us inúmeros investim Pernambuco com se r esse imenso Brasil. ho el m a eç nh co e na caro atenções. Pegue essa 12 > Plástico Nordeste > Novembro/Dezembro de 2009 >>>>


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PERNAMBUCO Pernambuco Business 2009 apresentou Suape Global à cadeia de petróleo Graças aos últimos investimentos nos setores de petroquímica, energia e plástico, Pernambuco começou a mudar seu conceito industrial. O Estado quer figurar no calendário brasileiro dos eventos voltados para as áreas de petróleo, gás, naval e offshore. Nos dias 27 e 28 de outubro, o Estado foi sede da primeira edição do Pernambuco Business 2009, evento organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). O encontro foi uma espécie de viVista aérea da PetroquímicaSuape: trine para apresentar a emprePernambuco como sários brasileiros e estrangeiros, Polo provedor de o projeto Suape Global, que preprodutos e serviços tende transformar Pernambuco num polo provedor de produtos e serviços, ancorado pelos empreendimentos da Refinaria Abreu e Lima, Estaleiro Atlântico Sul e PetroquímicaSuape.

Realizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, o evento contou com 20 patrocinadores, como Petrobras e Governo Federal, além do Governo de PE. O presidente da Refinaria Abreu e Lima, Marcelino Guedes, disse que o diferencial do PE Business foi o foco nos negócios: “Não queremos

ser apenas mais um evento voltado para essas áreas no País. Nossa intenção é fortalecer o projeto Suape Global, atraindo novos investimentos para o Estado”. Ele adiantou que o evento poderá acontecer a cada dois anos, a exemplo do Rio Oil&Gas: “o PE Business ocorreria nos anos ímpares e a Rio Oil&Gas nos pares”. Dividido em seis módulos, o PE Business discutiu desde novas iniciativas no setor de petróleo, gás, naval e offshore, passando por incentivos governamen->>>>

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ESPECIAL Os estados da Região tais para instalação de polos industriais, desenvolvimento tecnológico e capacitação de mão-de-obra, logística, financiamentos e estratégias para divulgar a marca Suape. O VP do Complexo de Suape, Sidnei Aires, diz que tem recebido, diariamente, uma média de três a cinco grupos de investidores interessados em conhecer as potencialidades do porto, onde já são “11 empresas confirmadas e devem surgir novas”.

Durante o evento, o governador Eduardo Campos recebeu o embaixador do Reino dos Países Baixos, Kees Pieter Rade. O diplomata foi a Pernambuco para participar do Pernambuco Business 2009. Rade mostrou-se otimista quanto a uma maior aproximação da Oliveira, do Sindiplasba, está Holanda com Pernambuco. “O Esengajado com as tado tem um crescimento econôiniciativas da Abiplast mico muito forte, superior ao em prol do plástico apresentando pelo Brasil, enquanto na Europa temos uma crise econômica bastante contundente. Então, é muito interessante para nós fortalecer a cooperação econômica entre empresas holandesas e empresas daqui, especialmente no setor de petróleo e gás”, afirmou o embaixador. Como exemplo dessa cooperação econômica, o governador destacou a parceria existente entre o Porto de Suape e o Porto de Rotterdam, um dos maiores do mundo. Copergas garante insumo para a PetroquímcaSuape Uma informação veiculada recentemente no Jornal do Comércio, de Pernambuco, ressaltava que a Copergás havia se surpreendido com a informação da PetroquímicaSuape de que não teria condições de suprir sua demanda de gás natural. Ela revela que, mesmo com o bom momento econômico de Pernambuco, dispõe de todo o gás necessário para atender a demanda do Estado, entre elas os 350 mil metros cúbicos/dia da PetroquímicaSuape, que começa a ser implantada em março de 2010 e de outros clientes que possam vir a surgir. A Copergás distribui 1 milhão de metros cúbicos/dia de gás natural.

BAHIA Sindiplasba apóia a redução de tributos O Sindicato se associa à campanha da Abiplast para melhorar competitividade e reduzir informalidade no setor. O Sindicato da Indústria de Plásticos do Estado da Bahia Sindiplasba, presidido pelo economista Luiz Oliveira, também Diretor Presidente da Plásticos Novel do Nordeste S.A, fabricante de caixas plásticas para uso agrícola e garrafeiras para bebidas, vem promovendo campanha de apoio as iniciativas da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) que possibilitem a redução do IPI para todos os produtos plásticos. Assim, equipara-os a similares de outros materiais, a projetos de lei e emendas constitucionais que reduzem o IPI e isentem de PIS e COFINS os produtos fabricados com matérias primas recicladas. O Sindicato apóia iniciativas de redução de ICMS também para produtos fabricados com reciclados. 14 > Plástico Nordeste > Novembro/Dezembro de 2009 >>>>

Alem da geração de empregos na própria atividade industrial o setor de reciclagem gera mais de um milhão de sub empregos representados pelos catadores, portanto além da questão ecológica existe uma questão social envolvida, o que redunda em necessidades de maior apoio das entidades do setor as iniciativas governamentais e privadas para a redução de tributos. O presidente do Sindiplasba lembra que o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anuncia a isenção de IPI, o deputado Sarney Filho tem projeto de lei isento de IPI, PIS e Cofins, o governo da Paraná acena com redução de 75% do ICMS. “É preciso acelerar para a concretização destes benefícios e o Sindiplasba se engaja de forma vigorosa através das federações de industrias e Confederação Nacional da Industria alem de pressionamento junto a deputados para a rápida analise e aprovação desta pauta”, ressalta o dirigente. Petroquímica puxa alta de exportações baianas Bons ventos começam a soprar pelos lados da Bahia, contribuindo para recuperar a economia. A recuperação das exportações de produtos petroquímicos (+19,3%) e de derivados de petróleo (+28%), em setembro, além do bom desempenho da soja (+37,6%), foram os maiores responsáveis pelo resultado das exportações baianas no mês – US$ 729,8 milhões – superando, em 4,4% os números de agosto. Os números foram divulgados ontem (14) pelo Promobahia – Centro Internacional de Negócios. O presidente do conselho de administração do órgão e secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, explica que o comércio da Bahia com o mundo, em setembro, refletiu a retomada industrial no Estado.

Cromex investe US$ 2,2 milhões na Bahia

A Cromex, líder na fabricação de corantes e compostos para plásticos no país, está ampliando sua capacidade produtiva na Bahia com a aquisição de uma nova extrusora importada, com capacidade para produção de 16 mil toneladas/ano de matériaprima. O valor do investimento é de US$ 2,2 milhões. A nova extrusora atenderá a demanda de cores e aditivos para plásticos ( masterbatches) especialmente fabricados para o >>>>


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ESPECIAL Os estados da Região polietileno (PE) Verde da Braskem. A Cromex foi a primeira empresa a fechar parceria com a Braskem para o desenvolvimento de uma série de produtos relacionados com o PE Verde.

PARAÍBA Sindiplast/PB quer projetar a indústria de plástico no mercado nacional A nova diretoria que tomou posse para um mandato de três anos, tem como grande desafio modificar o papel do sindicato O presidente do Sindiplast (Sindicato da Indústria de Material Plástico e de Resinas Sintéticas do Estado da Paraíba), Péricles Felinto de Araújo, Diretor Presidente da Felinto Indústria e Comércio Ltda, revelou em junho ao Programa Paraíba Tem – TV Itararé, os planos e projetos do Sindicato na sua gestão. Plástico Nordeste - Quais as suas principais propostas ao assumir a presidência de um sindicato patronal? Péricles Felinto de Araújo - A nova diretoria que tomou posse para um mandato de três anos, tem como grande desafio modificar o papel do sindicato, deixando de ser uma instituição assistencialista e partindo para uma postura focada no associativismo, ou seja, na cooperação, união e compartilhamento de conhecimentos e experiências que possam favorecer o fortalecimento mútuo dos associados. Plástico Nordeste - Na prática, como o sindicato pode favorecer o desenvolvimento da indústria paraibana? Araújo - O principal objetivo é projetar a indústria de plástico da Paraíba no mercado nacional, vencendo o grande obstáculo que é o preconceito que o mercado das regiões sul e sudeste ainda têm em relação aos nordestinos. Para tanto, teremos que promover e participar de eventos como feiras, congressos, workshops e rodadas de negócios, para apresentar a estes mercados a qualidade dos nossos produtos e toda nossa competitividade. Neste sentido, o Sindiplast atuará como facilitador, prospectando o mercado, reconhecendo as oportunidades e incentivando a participação dos associados em regime de cooperativismo para rateio dos investimentos. Plástico Nordeste - Como o senhor avalia o desempenho da indústria de plástico na Paraíba, no aspecto técnico e mercadológico? Araújo - Nós, paraibanos, já nascemos com um dom, uma capacidade inata de superar obstáculos e dificuldades, o que aumenta o nosso potencial para o empreendedorismo e nossa determinação na busca dos objetivos. Mesmo diante de crises, sejam estas regionais, nacionais ou globais, os empresários paraibanos sempre encontram oportunidades para continuar crescendo, enquanto tantos recuam. Tecnicamente as nossas indústrias estão totalmente preparadas para oferecer ao mercado produtos de qualidade, elaborados com o uso da mais avançada tecnologia disponível no mercado mundial. Mesmo que o volume de transformação do plástico em nosso estado seja bem pequeno em relação aos grandes pólos indus16 > Plástico Nordeste > Novembro/Dezembro de 2009 >>>>

triais brasileiros, nosso potencial tecnológico está sempre em nível de equiparação ou, em alguns casos, superioridade. Mais popularmente podemos afirmar que nossos concorrentes podem até fazer mais, porém não melhor que nós. E com relação ao posicionamento no mercado, realmente nosso market share ainda têm muito a avançar para que nossa indústria tenha mais representatividade. E como já comentei anteriormente, o principal fator que ainda impede o nosso desenvolvimento é o preconceito, a impressão errada, a cultura que relaciona a imagem do nordestino ao pobre, ao miserável, quando não ao cangaceiro. Aonde o mercado nos enxerga em jangadas, precisamos apresentar o porto de Cabedelo. No lugar dos carros-de-boi, a realidade é nossa excelente malha rodoviária, considerada uma das melhores do nordeste. Onde ainda se tem imagens de feiras-de-mangaio, sulancas ou feiras-de-troca, o que temos é um mercado organizado, qualificado, com grande potencial consumidor e também produtor.

A DIRETORIA (2009-2012) Presidente: Péricles Felinto de Araújo Vice-Presidente: Humberto César de Almeida 1º Secretário: Fernando José da Mota Silveira 2º Secretário: Vicente Fernandes Sobrinho 1º Tesoureiro: José Anchieta Gonçalves 2º Tesoureiro: Laurino Gomes de Moraes Vasconcellos Conselho Fiscal: Titulares: José Araújo Neto Valdeque Felinto de Araújo Gerimário de Carvalho Almeida Suplentes: Raimundo Gomes Maciel Renato Castro do Lago Marcus Vinícius Rique de Oliveira Delegados Representantes junto ao Conselho da FIEP Titulares: Péricles Felinto de Araújo Roberto Cavalcanti Ribeiro Suplentes: William Nicolau Humberto César de Almeida Data da posse: 19/06/2009 Término do Mandato: Junho/2012 Presidente Anterior: Humberto Cesar de Almeida


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ALAGOAS Estado começa a construir Núcleo de Tecnologia do Plástico A pedra fundamental foi lançada no dia 9 de setembro, no Tabuleiro dos Martins, com a presença do secretário de Desenvolvimento, industriais e trabalhadores Algumas ações realizadas em 2009 estão transformando o perfil de Alagoas no setor químico e plástico. Por exemplo, gestores do governo de Alagoas, industriais, trabalhadores e alunos foram testemunhas do lançamento da pedra fundamental do Núcleo de Tecnologia do Plástico (NTPlast), no Polo Multissetorial Governador Luiz CaLuiz Otavio Gomes (à direita): valcante, no Tabuleiro dos MarCPQP prevê tins. Com a solenidade de nove investimentos de de setembro, foram iniciadas as R$ 4,5 milhões obras do complexo de formação de mão-de-obra especializada na indústria do plástico que atenderá às necessidades das indústrias atraídas nos últimos anos. Para comprovar a importância do ato, antes mesmo de inaugurar a indústria, o proprietário da Corr Plastik, Manoel Monteiro, já contratou 60 funcionários que estão sendo treinados dentro da própria fábrica, uma vez que alguns não possuem experiência. A nova indústria foi inaugurada no dia 2 de outubro, com investimento de R$ 40 milhões, e criando na fase final cerca de 300 empregos. “O Núcleo é um diferencial, pois em Alagoas a mão-de-obra especializada é escassa e mal preparada”, afirmou Manoel Monteiro. Os funcionários da empresa e das outras indústrias do setor plástico serão capacitados no Núcleo que será construído na área do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A conquista de uma escola laboratório deve-se ao trabalho em parceria das instituições que formam a Cadeia Produtiva da Química e do Plástico (CPQP).

Plástico (CPQP) prevê o investimento total de R$ 4,5 milhões, sendo R$ 2,5 milhões para a construção do Núcleo que funcionará como uma escola-laboratório. “Com esta unidade, os empresários poderão dizer o perfil dos profissionais que precisam e nós faremos a capacitação”, destacou o secretário.

O impulso de Alagoas com novas empresas

Conforme dados do Perfil 2008 da Indústria Brasileira de>>>>

Senai RS ministra treinamento De acordo com o superintendente da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística, Adelmo Martins, antes mesmo da construção e inauguração do prédio do Núcleo, no dia 24 de agosto foi iniciado o primeiro treinamento e capacitação com os alunos egressos nos cursos de mecânica de manutenção, instalador eletricista industrial e técnico em eletro-mecânica pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). “Equipamentos, como duas máquinas injetoras, foram adquiridas para a realização da capacitação”, informou Adelmo Martins na ocasião. Ao mesmo tempo foi programada a capacitação com um grupo de trabalhadores das indústrias do setor já existentes no estado, que utilizará as dependências das próprias unidades industriais e do Senai do Tabuleiro. O coordenador de Tecnologia do Senai/Tabuleiro, Cícero dos Anjos Silva, lembra que as duas turmas recebem conhecimento na área de injeção, extrusão e sopro, num período de 45 dias úteis por um especialista do Senai do Rio Grande do Sul, especialmente designado para Maceió. O presidente do Fórum da CPQP e secretário Luiz Otavio Gomes, destaca que apesar de os cursos já terem começado, em breve a capacitação será realizada no Núcleo de Tecnologia do Plástico. Ele diz que, o projeto estruturante da Cadeia Produtiva da Química e do <<<< Novembro/Dezembro de 2009 < Plástico Nordeste < 17


ESPECIAL Os estados da Região Transformação de Material Plástico, elaborado pela Abiplast, Alagoas registrava cerca de 44 empresas. Conforme Adelmo Martins, Superintendente de Desenvolvimento Regional de Alagoas, o Estado vem passando por transformações no setor, experimentando um crescimento. “Estima-se um total de 50 empresas, sendo 25 sindicalizadas e as demais não sindicalizadas. Para tanto, estamos formatando projeto que precisará os números oficiais”, revela. Com programas de incentivo e captação, o setor passa por uma mudanças e uma franca ampliação com a instalação de aproximadamente 10 empresas neste ano. Adelmo Martins divulga os seguintes dados: (1) implantadas em 2008 e ampliadas em 2009: Alaplásticos + Plastikit + Fiabesa (2) ampliação em 2009: Dunnas Plast e Plastubos (3) Implantadas em 2009: Cor Plastik + previsão de inauguração até dez/2009: Nordesplast + BBA Conforme o Superintendente, em 2008 e 2009 estão sendo investidos aproximadamente R$ 100 milhões. “Todas essas ações do governo e do setor produtivo são possíveis com o funcionamento efetivo do Fórum de Gestão da Cadeia Produtiva Química e do Plástico (CPQP) no Estado, criado no início de 2007. É coordenado pelo governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística (Sedec), em parceria com o setor produtivo. A relação entre as empresas existentes, as novas e a geração de emprego, funciona sob o seguinte raciocínio. “As empresas já existentes (sindicalizadas e não sindicalizadas) geram aproximadamente 2.000 empregos diretos e 6.000 indiretos. Com os novos empreendimentos (até dez/2009) serão gerados aproximadamente 500 diretos e 1.500 indiretos”, ressalta Adelmo Martins. “Estes números correspondem à primeira fase do projeto de implantação dos empreendimentos industriais”, esclarece.

Sonho vira realidade “Um sonho que se torna realidade”, esta foi a frase do presidente do Sindicato das Indústrias do Plástico, Wander Lobo, durante a solenidade de lançamento da pedra fundamental do NTPlast. Segundo o dirigente, essas ações da CPQP tem tornado Alagoas um dos melhores estados do Nordeste para a instalação de indústrias de plástico, mas destacou a falta de mão-de-obra. Diante dos primeiros alunos do NTPlast, Wander Lobo incentivou o empenho e a dedicação nos estudos, pois eles terão a garantia de sair do curso com emprego garantido. O superintendente do Sebrae Alagoas, Marcos Vieira, acredita que o grande esforço direcionado ao setor plástico produzirá bons resultados na geração de novas oportunidades de negócios para os empreendimentos de pequeno porte já que movimentará importante cadeia produtiva. “A meta

Uma fase de expansão exige também mais envolvimento do sindicato, E como o Sindicato avalia a implantação do Núcleo de Tecnologia do Plástico? Como vai funcionar? Quantas pessoas vai beneficiar? O presidente Wander Lobo Araújo Silva, presidente do Sinplast AL destaca que o Núcleo de Tecnologia do Plástico (NTPLAST) é uma vantagem comparativa entre Alagoas e os demais estados produtores de produtos plásticos. “O objetivo é capacitar a mão-de-obra já utilizada nas indústrias do segmento com a finalidade de manter o padrão de mercado competitivo e preparar trabalhadores para atender às novas indústrias que estão se instalando no Estado”, ressalta. Para concluir o Superintendente Adelmo Martins destaca que o Projeto Estruturante da Cadeia Produtiva de Química e Plástico de Alagoas tem o foco estratégico alicerçado em seis pilares, “entre eles o desenvolvimento tecnológico e a inovação das indústrias; a melhoria da competitividade; a articulação e o incentivo a políticas públicas, como acesso ao crédito e a incentivos fiscais; a consolidação e a ampliação de mercado; além de gestão da qualidade, segurança, meio ambiente, saúde ocupacional e responsabilidade social e empresarial; e capacitação e desenvolvimento técnico e de gestão de mão-deobra das empresas da Cadeia de Química e Plástico.

CEARÁ Plasterit, o plástico substitui madeira com ganhos para o setor A placa plástica tem as dimensões de 61 x 61 cm, com parte superior completamente lisa e sua parte inferior nervurada. Em termos de tecnologia, o Ceará é destaque na construção civil. Com o processo desenvolvido pela empresa Protensão Impacto, as construções ficaram próximas de serem feitas em cerca de 90% utilizando plástico em vez de madeira. É que a

é atender até o final do projeto 56 empresas, realizando 22 cursos técnicos e 10 cursos em gestão empresarial, beneficiando 350 profissionais. Além disso, realizaremos consultorias em qualidade para 16 empresas na ISO 9001:2008”, afirmou Marcos Vieira. Mesmo antes da construção do Núcleo, a CPQP organizou uma turma de 40 profissionais, incluindo trabalhadores das indústrias e alunos egressos do Senai, que já começou a receber informações teóricas. O Núcleo também já possui equipamentos e maquinários, adquiridos recentemente pelo Senai Alagoas, em parceria com o Senai Nacional, Senai Pernambuco e a empresa Deb’Maq Máquinas, Peças e Serviços.

De acordo com o Sinplast-AL, hoje Alagoas possui aproximadamente 50 unidades fabris do setor plástico, gerando 3.500 empregos diretos. Porém, esses números se-

18 > Plástico Nordeste > Novembro/Dezembro de 2009 >>>>

rão confirmados com a realização de estudo aprofundado do setor no Estado, que iniciado em setembro, data da assinatura do convênio entre o Sebrae Alagoas e o sindicato. A Cadeia Produtiva da Química e do Plástico, coordenada pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística, e a construção do NTPlast é resultado da parceria entre a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), através dos Departamentos Nacional e Regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/Al), Sindicato da Indústria Plástica de Alagoas (Sinplast), Braskem, Associação das Empresas do Distrito Industrial de Marechal Deodoro (Assedi-MD) e Associação dos Dirigentes das Empresas do Distrito Industrial Luiz Cavalcante (Adedi), todas instituições participantes do Fórum da cadeia.


empresa desenvolveu o Plasterit, produto criado para substituir o conhecido Maderit quando da preparação das estruturas para receber a confecção de uma laje. A Protensão já testa também formas para vigas e pilares utilizando o insumo. Para avaliar os ganhos que o Plasterit traz para o setor, o proprietário da empresa, Joaquim Caracas, conta que “a produção de 11 horas de trabalho na fixação de folhas de Maderit, com o novo produto, apenas dois operários realizam a colocação da mesma quantidade de metros quadrados em apenas 20 minutos”.

Plasterit é uma placa plástica com as dimensões de 61 x 61 cm, onde sua parte superior é completamente lisa e sua parte inferior nervurada para garantir maior resistência à flexão. As dimensões da placa foram baseadas na modulação do cimbramento metálico da Impacto, que por sua vez é baseado, como dito anteriormente, na modulação dos compensados de madeira (244 x 122cm). O produto vêm sendo utilizado em lajes de Fortaleza e de vários outros estados do Brasil com um excelente nível de aceitação. Abaixo algumas características que impulsionaram o seu uso: • Baixo custo; • Material leve e prático devido as suas dimensões; • Não exige mão-de-obra especializada; • Elevados índices de produção; • Permite inúmeras utilizações, não acumulando entulhos.

Outro ponto a favor é a sua grande versatilidade. Além de ser utilizado para lajes maciças, o Plasterit pode ser utilizado para lajes nervuradas. Com a modulação para estruturas, o produto em associação com as caixas plásticas para laje nervurada formam a estrutura de sustentação para o concreto.

O ganho de produção dessa maneira é superior, visto que anteriormente era necessário a colocação de tábuas entre as longarinas principais para apoiar as caixas, processo que exigia maior mão-deobra. Como o Plasterit é um molde de encaixe, ele não requer mãode-obra especializada, e devido as suas dimensões, se torna um molde extremamente leve e fácil de trabalhar. Outro fator importante é a questão da durabilidade. Enquanto o compensado de madeira sofre graves danos durante a desfôrma (danos esses que levam à perda do compensado), o Plasterit tem uma durabilidade bastante superior, além de ser mais prático. Dessa maneira os entulhos e desperdícios gerados em obra seriam facilmente eliminados. Um grande passo para diminuir pequenos acabamentos, que possivelmente poderiam ser feitos em compensado, é a execução de um projeto totalmente modulado em função do Plasterit. Com seu uso é possível uma significativa redução nos custos da estrutura do prédio e um conseqüente aumento na produtividade, já que os sistemas descritos acima caracterizam-se pela alta praticidade e pela não necessidade da mão>>>> de-obra especial.

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ESPECIAL Os estados da Região DIVULGAÇÃO/PNE

Em uma estrutura com esse nível de planejamento, os materiais são explorados ao máximo reduzindo a quantidade de entulhos. Veja que os entulhos são gerados devido ao desperdício de material. Nesse caso todos os materiais, como são feitos à base de plástico, são reutilizáveis e de grande durabilidade, além do que suas quantidades serão previstas para que não se tenha nem excesso e nem sobra. O Plasterit é ainda 100% reciclável e pode ser moldado da forma que se deseja, o que amplia as possibilidade de aplicação. LAPTT garante controle da qualidade Qualidade é fundamental, e os setores de embalagem e gráfico do Ceará podem se orgulhar por usufruir de conceitos modernos. Curso de reciclagem Aparelhado com equipamentos de de garrafas alta tecnologia, o Laboratório de PET é destaque Controle da Qualidade em Papel, no estado do Piauí Plástico e Tinta (LAPTT), instalado no Centro de Formação Profissional Antônio Urbano de Almeida, unidade do SENAI/CE no bairro Jacarecanga, é o único das regiões Norte e Nordeste com capacidade de realizar ensaios para atender aos diversos setores industriais, com ênfase nos segmentos de embalagens e gráfico. O LAPTT objetiva desenvolver o controle de qualidade de produtos, por meio de ensaios e métodos normatizados, visando aumentar a produção e a competitividade das indústrias. Entre os serviços ofertados pelo laboratório estão a realização de ensaios para determinar a resistência e qualidade de papéis, cartões e papelão ondulado (arrebentamento); a resistência ao rasgo de filmes plásticos, papéis e cartões; a quantidade de água absorvida pela superfície deles; a resistência ou peso máximo suportável no fundo das caixas de papelão; o comportamento da caixa de papelão ondulado durante o empilhamento (compressão de coluna), além da espessura e gramatura das amostras. Outro recurso permite também realizar testes para verificar o percentual de água contido numa amostra de papel ou papelão ondulado (determinação de umidade); a resistência à abrasão, que avalia a qualidade da impressão em etiquetas e embalagens; a porosidade (permeância ao ar), além da medição da viscosidade cinemática de tintas, resinas, vernizes e de quaisquer outros líquidos com propriedades newtonianas.

Conforme a técnica da unidade, Márcia Xavier, o laboratório tem perspectivas de ser provedor de soluções técnicas e tecnológicas para as empresas do Norte/Nordeste. Contudo, ela ressalta: para ampliar a lista de serviços e os cursos que o laboratório oferece é necessário que haja demanda também por parte do setor industrial.Mais informações podem ser obtidas na Avenida Padre Ibiapina, 1280, pelos telefones 3421.5300 ou no site www.senai-ce.org.br/au.

PIAUÍ Sucesso do Curso de reciclagem de PET O jornalista Jorge Machado, titular do site Parnaíba divulgou recentemente uma notícia importante sobre o setor plástico do Piauí. “Está acontecendo um curso de reciclagem de garrafa Pet, promovi20 > Plástico Nordeste > Novembro/Dezembro de 2009 >>>>

do pela Agespisa e Senac, no Sabiazal. Até aí nada de mais... Não fosse a multidão que buscou se inscrever para aprender a fazer vassouras e outros utensílios possíveis a partir das garrafas que normalmente a gente joga fora. Foram oferecidas 20 vagas, logo preenchidas, que receberão certificado, etc., mas para surpresa dos organizadores, mais de 70 pessoas do bairro também queriam aprender como aproveitar as garrafas de refrigerante que poluem a natureza. A Agespisa vai ter que estender o curso!”

MARANHÃO Timon ganhará indústria de plásticos Uma notícia boa para o setor plástico do Maranhão: até o início de 2010, a cidade de Timon ganhará a sua primeira indústria no segmento de produtos à base de plásticos reciclados, gerando muitos empregos diretos e indiretos. A boa notícia foi dada pelo empresário Francisco Moura, dono do Grupo Rekinte, responsável pelo projeto. Ele destacou alguns detalhes do projeto. “Vamos montar uma usina de reciclagem de plásticos, uma indústria de forro de PVC, além de uma fábrica de carteiras e mesas, com a utilização de material reciclado. E já temos uma área definida e aprovação da prefeita Socorro Vaquim”, revelou o empresário, ressaltando que o projeto será executado em três etapas. Na primeira etapa será instalada uma usina de reciclagem e, nesta fase, Moura explica que serão gerados centenas de empregos indiretos, pois a empresa vai adquirir todo tipo de plástico. E, nesse sentido, vai firmar convênio com panificadoras e mercearias para trocar o produto (sacos plásticos, garrafas PET, pedaços de cadeiras, mesas etc) por alimentos. “Esse material será transformado em matéria-prima para a nossa indústria”, revela, mas destaca que não sabe ainda o número de empregos diretos. “Mas não serão poucos”, avisa. No início a fábrica de PVC vai produzir apenas alguns tubos e conexões, cadeiras , mesas e caixas de descargas. Na etapa seguinte o grupo pretende montar uma usina de reciclagem de alumínio e, por último, uma fábrica de caixas d’água. “Temos a logística de mercado, bastante experiência e já atuamos em 11 estados”, destaca. Francisco Moura reforça que o empreendimen-


DIVULGAÇÃO/PNE

to que vai implantar em Timon, além de gerar empregos e fortalecer a economia do município, terá um impacto positivo para o meio ambiente, pois vai evitar o descarte de plástico na natureza, reutilizando o material.

AMAZONAS Videolar muda foco e produção de resina já responde por 35% do faturamento Apesar de não fazer parte da Região Nordeste, o Amazonas merece atenção especial. Líder no mercado brasileiro de DVDs, videocassetes e Blu-Ray, a Videolar deu início a um processo de diLíder no mercado de DVDs e Blu-Ray, versificação, para enfrentar a tão Videolar dedica-se anunciada redução do mercado de cada vez mais à venda e locação de filmes, inforárea de resinas ma o portal Exame. Na mira de Lírio Parisotto, controlador da empresa, não está nenhum negócio ligado ao entretenimento. Parisotto começou a transformar a Videolar em uma companhia petroquímica, especializada nas resinas poliestireno e polipropileno bi-orientado, ou apenas Bopp, ambas usadas em embalagens. A área de resinas já responde por 35% do faturamento da Videolar, que no ano passado chegou a R$ 1,2 bilhão. No próximo ano, a empresa vai inaugurar uma fábrica de 70 000 m2, em Manaus, para produzir o BOPP

A nova área vem ganhando espaço na empresa, principalmente pela queda no mercado de DVDs - processo que se acentuou com a popularização da venda e do aluguel de filmes pela internet. Os executivos da Videolar já registraram o nome Petr olar, mas ainda não pretendem usá-lo. “Nosso carro-chefe continua sendo o entretenimento”, diz Phillip Wojdyslawski, sócio de Parisotto e presidente da empresa. “Mas é bom estar preparado’, adverte. PNE

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DESTAQUE Evento em Foco

Embala Nordeste comprova crescimento nordestino Em sua quarta edição a feira mostra o crescimento da economia da região com a movimentação de R$ 800 milhões em negócios, 15% a mais que no ano passado.

Q

uem passou pelos corredores da IV Embala Nordeste - Feira Internacional de Embalagens e Processos, evento que aconteceu de 24 a 27 de agosto no Centro de Convenções de Pernambuco, constatou não apenas o sucesso do evento, como o bom momento vivido pela região nordeste do Brasil. Com corredores sempre lotados e filas para a inscrição, a feira superou mais uma vez as expectativas dos expositores e visitantes que passaram pelo Centro de Convenções. O crescimento do mercado nordestino acima da média nacional pôde ser conferido com os resultados da IV Embala Nordeste. O público de 18 mil profissionais do setor (50% a mais que no ano passado) movimentou cerca R$ 800 milhões em negócios durante os quatro dias de feira, o que representa um aumento de 15% com relação ao ano passado. Este ano, 310 expositores, representando as principais empresas do setor de embalagens, indústria do plástico, gráfica, química e farmacêutica, ocuparam 20 mil m2 do pavilhão do Cecon.

“Os resultados dão a medida exata do grande potencial da região. As vendas de máquinas e equipamentos, por exemplo, mostram que este é um mercado de conquista, de crescimento. Enquanto isso, no sul e sudeste, o perfil está mais para reposição de máquinas”, explica Luiz Fernando Pereira, diretor da Greenfield Business Promotion, empresa realizadora do evento. Empresários de vários estados do Nordeste, com destaque este ano para os visitantes vindos do Ceará e Bahia, estiveram na feira procurando o que há de mais moderno em tecnologia e produtividade para o setor. “Historicamente o Nordeste sempre importou grande parte dos produtos industrializados que consome. De alguns anos para cá vem acontecendo um crescimento acelerado da produção de bens de consumo. Essas empresas necessitam de máquinas, insumos, embalagens e serviços que podem ser encontrados numa feira como esta”, diz o diretor da Greenfield, André Mozetic. Os resultados foram tão positivos que o índice de renovação dos expositores para a edição do ano que vem é de quase 100%. A expectativa dos diretores é de que Embala Nordeste 2010, com a ampliação prevista do pavilhão em mais quatro mil metros, possa aumentar em, pelo menos, mais 80 expositores. A Embala Nordeste faz parte do Programa Embala, da Greenfield, que realiza grande feiras para o setor em Pernambuco, Minas e São Paulo.

22 > Plástico Nordeste > Novembro/Dezembro de 2009 >>>>

Um destaque desta edição da feira foi o segmento de máquinas e equipamentos para alimentos e bebidas que estreou na feira este ano com o evento integrado Alimentécnica Expo. Os diretores da Greenfield lembram que no portfólio de feiras de negócios da empresa constam diversos eventos para o setor como a Supermix e Exponor, por exemplo.

Em sua quarta edição, a Embala Nordeste contou com a participação de grandes fornecedores em equipamentos, embalagens, serviços e processos industriais como a Romi, Narita, Activas, Pavan, Zanetti, Zegla, Ruplast, Rulli Standard , Tsong Cherng e Relevos, entre outros. Tais empresas apostam na rápida expansão do mercado e trouxeram tecnologias de ponta para usuários do setor. Pela primeira vez na Embala, a Rulli Standard, empresa nacional, que já é a segunda maior no mundo a fabricar equipamentos de extrusão para filmes plásticos, já havia vendido, no segundo dia do evento, duas máquinas extrusoras: equipamentos que custam mais de R$ 500 mil cada, para empresas pernambucanas. “Já estive em outras feiras que são positivas mais pelo network, pelos contatos feitos. Mas, na Embala Nordeste, realmente se faz bons negócios, comemorava Anibal Barroso Filho, diretor da empresa cearense Trio Plast Reciclagem. Na distribuição por segmento a Embala Nordeste esteve dividida nas seguin-


DIVULGAÇÃO/PNE

Segundo a Realizadora, evento contou com a visita de 18 mil profissionais

tes proporções: 25% referem-se a fornecedores de embalagens e distribuidores ou fabricantes de matérias-primas; 25% são fornecedores paras as indústrias gráficas; 20% são supridores de equipamentos pára processos e os demais 30% são fonte para o setor plástico.

Um evento para alavancar o setor Que a Embala Nordeste e NordestePlast são excelentes oportunidades para fomentar os negócios no nordeste, ninguém contesta, mas para reforçar o potencial destas marcas, conheça um pouco mais sobre um dos idealizadores do evento, Luiz Fernando Pereira, da Greenfield. Plástico Nordeste - Primeiramente, um histórico profissional da fonte e histórico da empresa? Luiz Fernando Pereira - Administrador de

Empresas, atuo há 23 anos no segmento de feiras de negócios. Fundei a Greenfield em 2003, juntamente com os sócios André Mozetic e Jayme Wiss Jr. A Greenfield especializou-se em Feiras de Negócios nos mercados Regionais, especialmente no Nordeste do Brasil, onde realiza anualmente seis importantes feiras, além das regiões de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará e São Paulo. Plástico Nordeste - Ao final de mais uma Embala Nordeste, qual o resultado do evento? Pereira - Como vem acontecendo desde a primeira edição, realizada em Agosto de 2006,

a Embala Nordeste cresceu em escala geométrica, ocupando a totalidade do espaço do CECON – PE, atraindo importantes marcas que realizaram e ainda estão realizando negócios, neste que é o mercado que mais cresce no Brasil. Segundo números recentes do IBGE, o Estado de Pernambuco cresceu 7,4% no mês de Agosto de 2009, quando o Brasil em média cresceu 1,2%.

Plástico Nordeste - Qual a importância de>>>>

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DESTAQUE Evento em Foco

eventos como a Embala, para a prosperidade dos negócios de uma região e/ou de um setor? Pereira - Cada vez mais o Brasil irá crescer regionalmente, pois muitas indústrias estão saindo de suas regiões atuais para se instalarem em locais onde a demanda cresce. As feiras do Programa Embala, colaboram no sentido de propiciar as indústrias locais se apresentarem para o mercado, que na grande maioria das vezes não o conhece e procura fornecedores em outras regiões, o que acarreta em aumento de custos e também aos fornecedores de outras capitais, prospectarem novos clientes e/ou fidelizar aqueles que já estão comprando seus produtos ou serviços. Plástico Nordeste - Como surgiu a idéia de ter um espaço dedicado ao transformador plástico, a NordestePlast , e qual o resultado desta divisão em particular? Pereira - Como o consumo de produtos alimentícios, Cosméticos, Higiene Pessoal e de Produtos de limpeza vem aumentando, especialmente na região nordeste do Brasil, onde mais pessoas estão tendo acesso a produtos que antes não era possível consumir, tais como macarrão, biscoitos, balas, iogurtes entre outros, a capacidade de produção das indústrias do segmento plástico em geral cresceu e com isso estão comprando equipamentos e matérias-primas, para poder atender a estas novas demandas. Em especial nesta edição da Embala Nordeste, o segmento de fornecedores para a indústria do plástico, mais que triplicou em relação a edição de 2008 e todos, sem exceção saíram da feira com equipamentos vendidos e muitos negócios iniciados para vendas, ainda neste ano.

Plástico Nordeste - A crise econômica mundial afetou a feira? De que forma? Pereira - O momento da feira, no mês de agosto em que todos os anos ela é realizada, o Brasil já vinha em recuperação e no Nordeste praticamente os efeitos da crise mundial foi zero e pelo contrário vem aquecendo mês a mês sua economia, com crescimentos sempre acima da média nacional. Plástico Nordeste - Quais foram os principais desafios para organizar esta edição da feira e quais são as previsões de desafios futuros visando a próxima edição? Pereira - Organizar um evento com esta dimensão é sempre um grande desafio, que nós o encaramos de frente e através de nossa equipe de profissionais conseguimos realizar. Neste ano houve um recorde de expositores, tanto de embalagens acabadas como também de equipamentos, o que quadriplicou a necessidade de infraestrutura de energia elétrica, geradores etc. Para 2010, com os investimentos que já fizemos, o desafio será conseguir acomodar todos os novos expositores que estarão participando. Para se ter uma idéia, antes de terminar o segundo dia de feira, já estávamos com a confirmação de mais de 100% das áreas para 2010. Muitos clientes que foram visitar a feira, viram o “calor” do evento, e os negócios acontecendo, que ali mesmo confirmaram presença para agosto do ano que vem. Plástico Nordeste - O que o visitante pode esperar da edição de 2010? Pereira - Uma feira ainda maior e com muito mais expositores e produtos expostos e áreas de work Shops e Palestras. Uma vitrine com o qual há de mais moderno no segmento, com a grande vantagem de estar ali, bem pertinho. Plástico Nordeste - Além do produto/

2006

2007

2008

2009

2010

Visitantes*

12.147

13.460

15.624

18.432

20.000

Expositores

205

254

260

310

400

Negócios*

R$ 350 Mi

R$ 380 Mi

R$ 700 Mi

R$ 800 Mi

R$ 900 Mi

Área (m 2)

9.000

10.500

13.200

16.800

20.000 *estimativa

24 > Plástico Nordeste > Novembro/Dezembro de 2009 >>>>

segmento ser atraente e importante, o que determina o sucesso de uma feira? Pereira - Trazer novidades que façam com que o tempo do visitante seja muito bem aproveitado e que ele saia do evento satisfeito com os contatos realizados e ao mesmo tempo que propicie ao expositor realizar negócios. Plástico Nordeste - Como é fazer feiras segmentadas por região, onde cada lugar tem suas peculiaridades e mercados? Pereira - A Greenfield se especializou em mercados regionais e investe à cada ano em pesquisas para saber o que os mercados estão procurando e daí trazer para suas feiras o que o comprador deseja. Fazemos feiras dos segmentos usuários de embalagens e de máquinas, como por exemplo a SUPERMIX em Pernambuco, a EXPONOR em Natal e a EXPOMIX em Minas Gerais, feiras dos segmentos de supermercados, atacadistas e distribuidores. Com isto, temos o raio X do setor, o que facilita no planejamento de cada evento que tem entre outras atrações as Rodadas de Negócios EMBALA & COMPRA, que reúne em cada exposição mais de 80 compradores que tem o seu espaço na feira para fazer negócio com nossos expositores, com agendas pré estabelecidas. Plástico Nordeste - Na sua opinião como está se comportando o setor de embalagens e plástico no nordeste? É uma boa região para investimentos no segmento? Pereira - Com o crescimento da demanda, especialmente com o incremento do PAC, é a melhor região para o setor do plástico e ainda será por muitos anos. Plástico Nordeste - Atualmente quais os melhores mercados e regiões para investir na promoção de feiras e eventos? Pereira - O Brasil é um país com dimensões continentais e possui em seus Estados, uma economia muitas vezes superior a de muitos países. Atualmente os melhores mercados são Nordeste e Minas Gerais. Plástico Nordeste - Algo a acrescentar? Pereira - Embala Nordeste 2010, 23 a 26 de agosto, Centro de convenções de Pernambuco.PNE


Artigo de-obra é a principal dificuldade. O nosso empresariado tem garra, são homens que trabalham, que lutam, que ainda não fecharam suas portas porque sabem que várias famílias dependem deles. Mas, o maior entrave se chama falta de qualificação de mão-deobra. Outra dificuldade é o poder aquisitivo do empresário, que muitas vezes não tem capital de giro para adquirir resina para fazer estoque. Essa falta de capital de giro é outro gargalo setorial. Então, porque Suape? Porque petroquímica? Se é para desenvolver Pernambuco, precisamos de políticas e projetos para desenvolver o trabalhador pernambucano. Incentivar, atrair empresas prontas, é muito louvável, mas precisamos pensar no trabalhador que vive aqui. O Sindicato da Ind. do Material Plástico no Estado de Pernambuco, junto com Instituto Tecnológico do Estado de Pernambuco -ITEP, está dando o primeiro passo para superar esta dificuldade na mão-de-obra, criando curso para capacitação indo até o nível superior. Para isso, contamos com o presidente do ITEP , grande ci entista pernambucano Dr. Frederico Montenegro. O Sindicato precisa que o empresariado pernambucano se conscientize destas necessidades e que venha se filiar para que sejamos fortes e tenhamos grande representatividade para reivindicar em todas as áreas, públicas e privadas, as nossas necessidades. Assim enfrentaremos esta concorrência que já chega aqui com bastante competência. PNE

Qualificar para então globalizar Fernando Antônio de Araújo Pinheiro (*)

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Nordeste é um grande mercado emergente no setor plástico brasileiro, especialmente o Estado de Pernambuco, que está prestes a inaugurar o Complexo Petroquímico de Suape. Sem dúvida que a conclusão da refinaria é muito importante para todos, pois hoje a participação do setor no PIB ainda é muito baixa, em torno de uns 3 a 4% . Ter Suape em operação é fundamental, mas o que nos preocupa como setor integrante da cadeia petroquímica-plástico é a extensão dos benefícios que um projeto dessa envergadura possa trazer à comunidade em geral. A pergunta que não quer calar é simples: o povo que vai trabalhar em Suape é de onde? Não é de Pernambuco. Pelo menos nos postos de maior responsabilidade e remuneração, a mão-de-obra virá de fora. Por isso é imperativo que Pernambuco desenvolva o povo pernambucano. A conclusão da refinaria Abreu e Lima será importantíssima, pois vai gerar impostos, grandes projetos, investimentos de fora. Não somos contra o progresso, os investimentos, o desenvolvimento econômico. Ao contrário, somos totalmente favoráveis. Temos em Suape um dos maiores portos do Brasil, totalmente automatizado. E o que a Petrobrás está gerando lá é algo absurdo para nós, mas precisa-

mos desenvolver a mão-de-obra do pernambucano. E isso parece que foi esquecido. E, independente disso, para o crescimento do polo plástico do Nordeste, o grande gargalo será a falta de mãode-obra especializada. Por exemplo, há uma empresa em Pernambuco com 30 anos de atuação e sua máquina está obsoleta. Com a expansão e incentivos, vão surgir no polo concorrentes com um estrutura e logística com 50 robôs... Fazendo o que você não pode fazer. Assim, como ficará o seu povo, o seu transformador, seu funcionário? Essa defasagem tecnológica e de capacitação altera o nível da concorrência. Então, qual a solução? Primeiro é preciso qualificar, pois globalizar é uma via de mão dupla. Quando você se globaliza é necessário ter conhecimento de tudo. E quando isso acontece, que estejamos com a casa arrumada. Desta forma, temos que correr, não podemos mais esperar para agir e buscar a qualificação necessária e fundamental. Creio que Pernambuco ganhou ao ser uma das subsedes da Copa em 2014, mas acho que seria mais interessante se agora tivéssemos um grande centro para treinarmos a mão-de-obra especializada desse pessoal que será requisita pelos novos projetos de infraestrutura e capacitação. Acredito que a qualificação da mão-

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(*) Fernando A. de Araújo Pinheiro é presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de Pernambuco (Simpepe)

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Bloco de Notas Governo vai retirar IPI dos produtos reciclados O governo prometeu anunciar ainda em novembro, a retirada do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), sobre os produtos reciclados. A informação foi divulgada pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. O objetivo é estimular a cadeia produtiva dos reciclados, que já teriam pago impostos anteriormente, na sua forma original de produção. Outra medida, em estudo pelo governo, é o incentivo a cooperativas de catadores, por meio do pagamento de serviços ambientais urbanos. É um mecanismo, que inclui mais gente na proteção. Se a sociedade acha que uma coisa é importante, tem que valorar do ponto de vista monetário. No caso dos catadores, é estabelecer um preço mínimo de sustentação, para os produtos reciclados. Segundo Minc, o estudo está sendo finalizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e deve ser anunciado, em novembro, pelo presidente Lula.

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Braskem aumentará capacidade de PVC a partir de 2012

Além do aumento da oferta de PVC, provavelmente em Alagoas (des-

Com o boom da construção civil e as obras da Copa 2014 e Olimpíadas, o projeto de expansão da oferta de PVC da Braskem, congelado há praticamente um ano, teve seus estudos retomados. A nova linha, com capacidade anual de 210 mil toneladas, deverá entrar em operação no segundo trimestre de 2012. Previsto inicialmente para operar, a partir de 2010, o projeto foi postergado para 2011 e agora sofre novo atraso. O valor do investimento também foi revisto: de US$ 350 milhões iniciais para US$ 500 milhões.

de que a companhia consiga garantias de abastecimento energético na região), a Braskem mantém inalterados os planos de investimentos na Venezuela e no Peru. A possível compra de ativos nos EUA e a incorporação da concorrente Quattor também permanecem na pauta. “A Braskem continua analisando oportunidades de adquirir ativos na América do Norte, onde algumas empresas petroquímicas ainda se encontram em situação financeira frágil; como também permanece a intenção de integração com a Quattor, para formação de um player nacional mais competitivo”, informou a empresa.por meio do pagamento de serviços ambientais urbanos. É um mecanismo, que inclui mais gente na proteção. Se a sociedade acha que uma coisa é importante, tem que valorar do ponto de vista monetário. No caso dos catadores, é estabelecer um preço mínimo de sustentação, para os produtos reciclados. Segundo Minc, o estudo está sendo finalizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e deve ser anunciado, em novembro, pelo presidente Lula.

A retomada do projeto coincide com a recuperação da demanda doméstica por PVC. As vendas internas da resina, entre julho e setembro, somaram 139,8 mil toneladas, expansão de 17% sobre o 2º trimestre e em linha, com o volume do 3º trimestre de 2008. A taxa de utilização, que era de 92% no 2º trimestre, saltou para 96% no 3º trimestre, em meio a um cenário de recuperação da construção civil (principal consumidor de PVC), no Brasil. No ano passado, antes do agravamento da crise mundial, a Braskem foi obrigada a importar PVC, para atender seus clientes internos.

Recursos do BNDES na petroquímica Apesar dos problemas ainda foi um ano positivo para o fomento, pois o BNDES desembolsou R$ 48,8 bilhões para a indústria, até setembro deste ano. O valor corresponde à metade das liberações da instituição no período, que somaram R$ 96,9 bilhões. O volume de recursos destinado a indústria é 97% superior ao que o setor recebeu do banco, no mesmo período do ano passado. Já o setor de infraestrutura recebeu R$ 31,5 bilhões, com alta de 32%, em relação a janeiro a setembro de 2008. “Outros setores” ficaram com R$ 16,5 bilhões, o que equivale a um aumento de 45%, sobre igual período de 2008. Dentro da indústria, os destaques por subsetor, no valor desembolsado pelo BNDES, foram os setores de química e petroquímica, com R$ 23 bilhões (alta de 587% sobre janeiro a setembro de 2008); transportes, com R$ 19,7 bilhões (alta de 42%) e energia elétrica, com R$ 8,8 bilhões (alta de 73%).

Fábrica de PP da Venezuela vai operar a partir de 2013 O projeto Propilsur, joint venture entre Braskem e Pequiven, na Venezuela, está em fase de estruturação do financiamento. A fábrica de polipropileno deve entrar em operação em 2013 e demandará aproximadamente US$ 1,2 bilhão. Já a Polimerica, também parceria entre as duas empresas, ainda está em fase de análise de contratos. A unidade, cujo projeto prevê a construção de linhas de produção de petroquímicos básicos e polietilenos, deverá entrar em opera-

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ção em 2014 e, demandará aporte de aproximadamente US$ 3,25 bilhões. Os valores devem ser divididos entre Braskem e Pequiven. A Braskem também informou que está em negociações com a Petrobras e a Petroperu, para renovar o acordo, que permitiria aprofundar as avaliações técnicas e econômicas do projeto que prevê a produção de 600 mil a 1 milhão de toneladas anuais de polietilenos, a partir de gás natural. O projeto de polietileno verde, no Rio Grande do Sul, continua dentro do cronograma e deverá entrar em operação, no final de 2010.


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