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nova bmw g 650 gs cara europeia e preço brasileiro

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Renovada e 10 % mais baRata.

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COMPARATIVO | Honda CB 600F Hornet 2012 x KawasaKi Z750 x YamaHa XJ6n

SIGAM A

LÍdeR! Com visual renovado, preço rebaixado e as qualidades de sempre, a Hornet enfrenta a Z750 e a XJ6N por Eduardo Viotti | fotos MarCo dE bari

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Honda atualizou o visual da Hornet, a líder de vendas entre as naked de maior cilindrada no Brasil, seis meses depois de fazê-lo na Europa. Mas a nova Hornet não traz nem a suspensão dianteira regulável nem as novas tintas da versão europeia. Nada de amarelo ou branco, as cores à venda por aqui são as anteriores preto e verde metálico. Em compensação, a CB 600F 2012 baixou de 33260 para 30800 reais. Na versão com C-ABS, como a testada, o preço foi de 36680 para 33800 reais. A ciclística e a mecânica não mudaram. Motor e câmbio continuam entre os mais modernos do mercado, potentes, confiáveis e robustos. Mas a suspensão dianteira agora fica sem graça diante da rival Kawasaki Z750, que monta bengalas alternadas, uma para compressão e outra para retorno, com regulagens de pré-carga da mola e retorno (embora sacuda mais que a Honda em curvas fortes, ao menos regulada como estava). A Z750, aliás, venceu o último comparativo entre as naked do segmento. Contaram pontos naquela vitória o apelo de novidade, os 150 cc a mais, o design mais moderno e a pífia diferença de preço entre os modelos. A Kawasaki, apesar de continuar deliciosa, perdeu três desses quatro argumentos com a chegada da nova Hornet. Nesse ínterim, a CB 600F, além de ganhar visual renovado, ficou mais barata e a Z750, mais cara – a diferença entre elas, que antes era de 730 reais (ambas sem ABS), agora é de 4048 reais, bem mais significativa. À Kawasaki restaram os 150 cc a mais, que têm, no caso, significado mais simbólico, de status, que de desempenho. Sim, você leu direito: os 150 cc a mais não fizeram grande diferença no desempenho. A Hornet andou mais que a Z750 em aceleração e velocidade máxima na pista, perdendo só em retomada, quando o maior torque – e em rotações mais baixas – da Kawasaki faz diferença.

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Com o face-lift, a Hornet volta a ficar Ă frente de XJ6N e Z750

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teste | HARLEY-DAVIDSON VRSCDX NIGHT ROD SPECIAL

ovelha

negra A Night Rod é a Harley para quem gosta de pilotar forte – e fazer curvas

por EDUARDO VIOTTI | fotos gUIlbER HIDAkA

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Visual soturno, presenรงa impressionista

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TESTE | SUZUKI GSX-R 750

NO MEIO DO CAMINHO Única entre as esportivas de 600 a 1000 cc, a GSX-R 750, ainda que em versão de atualização intermediária, é um primor de equilíbrio e agilidade por ISMAEL BAUBETA | fotos MARCO DE BARI

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Suzuki GSX-R 750 foi inteiramente renovada em sua versão 2012 destinada aos maiores mercados internacionais. Lá fora, entenda bem. Para o mercado nacional, 2012 significa apenas grafismos e novas cores. A solução visual ficou ótima, mas pode ser pouco para manter a marca no topo de venda das esportivas de grande cilindrada. Tecnicamente, a versão testada é praticamente a mesma lançada em 2009, e que foi comercializada ano passado no exterior.

A Suzuki foi a única marca a manter uma superesportiva com 750 cc depois que as superbikes passaram a ter motor de 1000 cc e uma nova categoria, a Supersport, de 600 cc, foi criada. Para uso em ruas e estradas, a GSX-R 750 demonstra o acerto da decisão. Equilibrada e veloz, supre a carência de torque em baixa das 600 cc, mas preserva certa docilidade na condução que as 1000 cc não tem. Para muitos motociclistas é a fórmula perfeita – até mesmo para rodar em circuitos, já que não exi-

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A versão 2012 traz novas cores e grafismos: é pouco, mas ficou bom! SETEMBRO QUATRO RODAS 39

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imPreSSÕeS | BMW G 650 GS

Gêmea da

Germânica A versão montada em Manaus da G 650 GS ganha o mesmo visual que tem na Europa – e fica bem mais sedutora por EDUARDO VIOTTI | fotos GUILBER HIDAKA

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marinheiro espanhol Juan Ponce de León (1460-1521) morreu tentando obstinadamente descobrir a fonte da juventude na América recém-descoberta. Vasculhou a região onde hoje fica a Flórida em busca da tal água milagrosa. Pois é, ainda não haviam inventado os face-lifts, nem para máquinas, nem para humanos. Hoje, a tecnologia poderia ajudar Ponce de León, como tem feito repetidamente com as motocicletas. A BMW G 650 GS acaba de ganhar, com um

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banho de estilo, uma rejuvenescida de pelo menos dez anos, voltando a ser atraente e jovial. E isso sem mudar quase nada em seu experiente e robusto coração de exploradora germânica. A BMW G 650 GS está, além de remoçada, mais bem equipada: agora incorpora manoplas aquecidas ao já bastante polpudo pacote de equipamentos de série. Úteis – mais que isso, deliciosas – no inverno do sul do país, são apenas decorativas em Manaus, por exemplo, onde ela é montada, e em boa

parte do Brasil. Também as rodas, que eram raiadas, agora são de liga leve, com dez raios. Mais bonitas e leves. O painel mudou bastante.Antes com os dois instrumentos principais de ponteiros, hoje adota a fórmula consagrada de um copinho com ponteiro e um mostrador de cristal líquido (LCD) – só que “ao contrário”. Explico: o velocímetro é que fica com o ponteiro, e o contagiros foi para um acanhado display digital de barrinhas... Na contramão da tendência mundial, a BMW deve ter

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Na terra, 茅 贸timo poder desligar o sistema ABS

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eSpeciAl | trinta

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mOTOS

eTeRnAS

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Trinta é pouco para as motos mais legais. A seleção é subjetiva, mas também de critérios técnicos e históricos. Inclui muitas motos atuais, afinal, as motos estão melhores hoje do que jamais foram. Só não contempla motos exclusivas para as pistas 5

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1 ApRiliA RSV4 FAcTORy 2011

5 BmW R 1200GS

Réplica da campeã de Superbike. É recheada de materiais nobres, como fibra de carbono, e tem um V4 alucinante. É de pista e de rua.

A maxitrail ganhou ralis africanos e construiu a imagem de robustez e de longas aventuras. A atual R 1200GS beira a perfeição.

2 Benelli Sei

6 BmW K 1600 GTl

Seis-cilindros em linha, produzida sob a gestão de Alejandro de Tomaso. Exuberante como um tango à italiana, tinha seis escapes.

O topo do mundo em seis cilindros. A touring vem com tudo, incluindo computador, freios e suspensão eletrônicos, GPS e som. Custa 110000 reais e é quase o estado da arte.

3 BimOTA TeSi Fruto da tese acadêmica de Pierluigi Marconi, a Tesi revoluciona a ciclística em motos. Tem duas balanças, a frontal em paralelogramo deformável, louca ousadia. É feita até hoje.

7 BmW S 1000RR

4 BmW R 32 1923

8 BROUGh SUpeRiOR (1919 A 1940)

A primeira BMW, e desde logo a melhor de sua época. Elegante, rabo-duro, tem eixo cardã e motor boxer (cilindros twin opostos).

O melhor da indústria inglesa pré-Grande Guerra. O Rolls-Royce das motos, a preferida de George Bernard Shaw e T.E. Lawrence.

Depois de décadas fora do segmento das superesportivas, a marca bávara lançou a S 1000RR. A moto é superior em tudo. Ponto.

9 DUcATi 1198 S cORSe SpeciAl eDiTiOn 2011 O melhor da tecnologia e design italiano. Fibra de carbono, motor desmodrômico em L, chassi de treliça, balança monobraço e tanque de alumínio.

10 DUcATi DiAVel 2011 A Diavel vai marcar época. A street fighter da marca italiana veio para pegar a Yamaha V-Max. Nós a testamos na edição anterior e ela foi bem na estrada, na pista e na cidade.

11 hARley-DAViDSOn pAnheAD 1951/cApiTãO AméRicA A Panhead já era marcante no pós-guerra para entrar na lista. Como a chopper “Capitão América” do filme Easy Rider, de 1969, influenciou uma geração inteira.

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15 HOnDA SUpeR CUB 1958

23 SUZUKi GSX 1300 B-KinG

A cinquentinha que fez a Honda, de chassi de chapa estampada (underbone), foi adotada na Ásia como transporte popular. No Brasil, sua herdeira é a Biz 125, sucessora da C 100 Dream – esta sim, uma legítima Super Cub.

A supernaked B-King é a versão desnuda da Hayabusa, o que já é credencial suficiente. Tem desenho moderno e arrojado, desempenho superior para quem deseja vento na cara – e certamente vai ser lembrada no futuro.

16 HOnDA vFR 1200F

24 SUZUKi HAyABUSA

Lançada há pouco, a VFR é um espanto de engenharia, com um motor V4 e um sistema inédito de dupla embreagem que faz as mudanças eletrônicas de marcha tornarem-se mais rápidas e fluentes, muito além dos câmbios automáticos convencionais. Marca época.

Hayabusa (falcão-peregrino em japonês): um ícone do desempenho, com seus 1340 cc em quatro cilindros em linha. Chegou em 1999 para ser a moto de série mais rápida.

17 inDiAn CHieF (1922 A 1953)

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A Indian, falida em 1953, foi a grande moto norte-americana de antes da Segunda Guerra. A Chief reinou nos EUA por 31 anos. Desde 2006, são montadas em pequena escala com um V2 de 1720 cc.

18 KAWASAKi ninjA ZX-10R O nome Ninja surgiu em 1984 nas superesportivas da Kawasaki. A ZX-10R surgiu 20 anos depois, em 2004, arrebatando corações. É das superbikes mais agressivas.

19 Mv AGUSTA F4 1000 SennA

12 HARley-DAviDSOn FAT BOy A Fat Boy é a essência da Harley-Davidson: grandona, inconfundível. Tem caráter, com a balança traseira Softail que imita uma rabo-duro, e o bruto V2 1600 cheio de torque.

13 HOnDA CB 750 FOUR 1969

De 2007, essa tiragem limitada em homenagem a Ayrton Senna marcou época como objeto de desejo. Desde então, as F4 são consideradas verdadeiras obras de arte.

20 nORTOn 750 COMMAnDO 1967 Lançada em 1967, foi a mais popular moto inglesa de sua época, sucesso de crítica: foi eleita moto do ano na Inglaterra cinco vezes consecutivas, de 1968 a 1972.

Eleita “Moto do Século 20” por jornalistas europeus, a 750 foi divisor de águas em 1969: compacta, com quatro ronronantes cilindros e desempenho inesperado.

21 piAGGiO Mp3

14 HOnDA Gl 1800 GOlD WinG

A máquina seminal de Daimler e Maybach. Um cilindro a explosão (ciclo Otto) sobre um chassi de bicicleta feito de madeira, se é que se pode chamá-lo assim. Funcionou, rodou e… bem, aqui estamos nós falando delas.

Lançada em 1974, a naked de quatro cilindros opostos e 1000 cc cresceu até virar supertouring, com 1800 cc em seis cilindros opostos. É melhor que avião em primeira classe.

Projeto ousado que muda a ideia sobre triciclos. Inclina nas curvas, freia mais e é mais estável e seguro que um scooter.

22 ReiTWAGen DAiMleR/MAyBACH 1885

25 TRiUMpH BOnneville A terceira geração dessa inglesa lançada em 1959 continua em produção. Seu twin vertical de 650, 750 e por fim 850 cc foi o preferido de Marlon Brando, James Dean, Clint Eastwood, Bob Dylan e Richard Gere.

26 veSpA Mp6 1946 Com sobras de guerra, a Vespa motorizou a Itália. A Piaggio inventou o scooter, com assoalho, escudo e motor traseiro. O design, ícone dos anos 50/60, é imitado até hoje.

27 yAMAHA RD 350 1973 A “viúva negra” tinha fama – merecida – de andar demais e parar de menos. O twin dois-tempos trazia às ruas a pegada que a marca tinha nas pistas, quando dominava os pódios.

28 yAMAHA XT 500 1975 (e AS TénéRé) A primeira maxitrail, a XT 500, venceu ralis africanos, como o Paris-Dakar, e pavimentou o caminho para a chegada das Ténéré.

29 yAMAHA yZF-R1 De 1998, a R1 revolucionou o design da categoria e fez fama como superbike. Seu quatro-em-linha adota virabrequim crossplane, com sequência de ignição a cada 90 graus, que lhe dá torque constante.

30 ZeRO MX Mesmo quem tem gasolina nas veias comoveu-se com a visão dessa magrela elétrica saltitando nos bosques da Califórnia sem deixar nenhuma marca de carbono. É pioneira em mostrar a viabilidade da tecnologia elétrica, e isso a inclui aqui. SETEMBRO QUATRO RODAS 63

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Especial Moto Ed. 621  

Quatro Rodas Especial Moto Ed. 621

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