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março 2006 ©1

44

★ Destaques

53 Libertadores As pérolas do torneio mais cobiçado da América

56 Edmundo Por que ele virou um aninal inofensivo?

62 Matthäus Os alemães alertam: cuidado com ele!

66 Grêmio RICARDINHO Ele virou o mais odiado do Brasil

O Mercosul impulsiona o Tricolor

Pesquisa Placar com 100 jogadores aponta: o pacato jogador do Corinthians tem uma tremenda fama de mau entre os colegas...

78 Engorda-craque

70 Fluminense Se o time não der suco esse ano, a grana farta vai sumir...

Como funciona a nova negociata que vai tomar conta do futebol brasileiro

+

Sempre em Placar

06 > Preleção 08 > Voz da galera 09 > Tira-teima 10 > Imagens

56

18 > Aquecimento 36 > O Mundo é uma Bola 42 > Milton Neves 86 > Bate-bola: Luizão 88 > Bate-bola: Amoroso 91 > Tabelão

©1

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4 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ M A R Ç O ★ 2 0 0 6

78

96 > Chuteira de Ouro 98 > Meu Time dos Sonhos

©1 ROGERIO PALLATTA ©2 ILUSTRAÇÃO JAPS ©3 PABLO REY


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preleção

Fundador: VICTOR CIVITA (1907-1990) Presidente e Editor: Roberto Civita Vice-Presidente e Diretor Editorial: Thomaz Souto Corrêa Presidente Executivo: Maurizio Mauro Diretor Secretário Editorial e de Relações Institucionais: Sidnei Basile Vice-Presidente Comercial: Deborah Wright Diretora de Publicidade Corporativa: Thaís Chede Soares B. Barreto Diretor-Geral: Jairo Mendes Leal Diretor Superintendente: Laurentino Gomes Diretor de Núcleo: Alfredo Ogawa

Por que tanto ódio?

Diretor de Redação: Sérgio Xavier Filho

Sérgio Xavier Filho DIRETOR DE REDAÇÃO

Editor Especial: Arnaldo Ribeiro Diretor de Arte: Rodrigo Maroja Editores: Gian Oddi e Maurício Ribeiro de Barros Repórter Especial: André Rizek Coordenação: Silvana Ribeiro Atendimento ao leitor: Virgilio Sousa Colaboradores: Alexandre

Battibugli (editor de fotografia), Rogerio Andrade (editor de arte), Paulo Tescarolo e Jonas Oliveira (repórteres), Antonio Carlos Castro e Ramon E. Muniz (designers) e Renato Pizzutto (fotógrafo) www.placar.com.br Apoio Editorial: Beatriz de Cássia Mendes, Carlos Grassetti Serviços editoriais: Wagner Barreira Depto. de Documentação e Abril Press: Grace de Souza Correspondente Internacional: Ruth de Aquino

Quem olha os abraços apertados e os beijos numa comemoração de gol nem imagina. Nem só de amor e amizades vive o futebol. Por trás da camaradagem da bola há inveja, trairagem e ódio, muito ódio. Basta uma conversa mais demorada com os boleiros para descobrir antipatias pesadas. Por isso, Placar decidiu fazer uma pesquisa pelos principais clubes do nosso futebol. Deu trabalho, não é uma investigação simples. Nossos repórteres procuraram os principais jogadores de cada equipe, os formadores de opinião, e só depois de garantir sigilo absoluto para os votantes conseguimos as respostas. Alguns se abstiveram, outros fizeram absoluta questão de se expressar. O diálogo de um de nossos repórteres com um jogador que já foi de Seleção resume bem a cautela e a vontade de falar de desafetos. - Pô... Eu não odeio ninguém... Mas está cheio de vagabundo por aí... - Então dê o nome de um vagabundo... - Deixa para lá... - Um ex-companheiro seu está liderando... - Quem? O Ricardinho? Então pode botar o nome dele. É puxa-saco de comissão técnica e dedo-duro de di©1 rigente. A vitória do meia corintiano surpreenderá muita gente. Enquanto a reportagem se desenrolava, fizemos a pergunta para amigos que não são do meio futebolístico. A maioria achava que um Romário ou Edmundo da vida venceria fácil. Articulado e educado, Ricardinho ganhou por larga margem. Venceu baderneiros, zagueirões violentos e marqueteiros. A partir da página 44 contamos os bastidores dessa complicada eleição. Ouvimos o próprio Ricardinho que recebeu nossa reportagem com educação e coragem. Entristecido, encarou de frente o ódio de seus pares. E, por fim, discutimos se faz mesmo sentido odiar um jogador como Ricardinho: odiado por ser “diferente”? Ricardinho.

PUBLICIDADE CENTRALIZADA Diretores: Mariane Ortiz, Sandra Sampaio, Sérgio R. Amaral Executivos de Negócio: Eliane Pinho, Letícia Di Lallo, Maria Luiza Marot, Marcelo Cavalheiro, Marcelo Dória, Nilo Bastos, Pedro Bonaldi, Robson Monte, Rodrigo Toledo, Sueli Cozza, Vlamir Aderaldo, Wlamir Lino PUBLICIDADE REGIONAL: Diretor: Jacques Baisi Ricardo PUBLICIDADE RIO DE JANEIRO: Diretor: Paulo Renato Simões PUBLICIDADE UN TURISMO/TECNOLOGIA: Gerente: Marcos Gomez Executivos de Negócio: Alessandra Sisti D"Amaro, Andrea Balsi, Emiliano Hansenn, Luciano Almeida, Marcello Almeida, Marcia Marini, Nanci Garcia, Renata Miolli MARKETING E CIRCULAÇÃO: Gerente de Marketing: Marcelo Moraes e Erica Lemos Gerente de Produto: Gabriela Nunes Gerente de Circulação Avulsas: Maria Helena Couto Gerente de Circulação Assinaturas: Euvaldo Nadir Lima Junior PLANEJAMENTO, CONTROLE E OPERAÇÕES: Diretor: Auro Iasi Gerente: Fábio Luis dos Santos Analista: Tales Bombicini Processos: Ricardo Carvalho ASSINATURAS: Diretora de Operações de Atendimento ao Consumidor: Ana Dávalos Diretor de Vendas: Fernando Costa Publicidade São Paulo www.publiabril.com.br, Classificados tel. 0800-7012066, Grande São Paulo tel. 3037-2700 ESCRITÓRIOS E REPRESENTANTES DE PUBLICIDADE NO BRASIL: Central-SP tel. 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Mais Núcleo Bem-Estar: Bons Fluidos, Saúde!, Vida Simples Núcleo Jovem: Bizz, Capricho, Flashback, Mundo Estranho, Superinteressante Núcleo Infantil: Atividades, Disney, Recreio Núcleo Cultura: Almanaque Abril, Aventuras na História, Bravo, Guia do Estudante Núcleo Homem: Playboy, Vip Núcleo Casa e Construção: Arquitetura e Construção, Casa Claudia, Claudia Cozinha Núcleo Celebridades: Contigo!, Minha Novela, Tititi Núcleo Motor Esportes: Placar, Quatro Rodas Núcleo Turismo: Guias Quatro Rodas, National Geographic, Viagem e Turismo Núcleo Tecnologia: Info, Info Corporate Fundação Victor Civita: Nova Escola PLACAR nº 1292 (ISSN 0104-1762), ano 35, março de 2006, é uma publicação mensal da Editora Abril Edições anteriores: venda exclusiva em bancas, pelo preço da última edição em banca. Solicite ao seu jornaleiro. Distribuída em todo o país pela Dinap S.A. Distribuidora Nacional de Publicações, São Paulo. PLACAR não admite publicidade redacional. Serviço ao Assinante: Grande São Paulo: 5087-2112 Demais localidades: 0800-704-2112 www.abrilsac.com Para assinar: Grande São Paulo: 3347-2121 Demais localidades: 0800-701-2828 www.assineabril.com.br IMPRESSA NA DIVISÃO GRÁFICA DA EDITORA ABRIL S.A.

Av. Otaviano Alves de Lima, 4400, Freguesia do Ó, CEP 02909-900, São Paulo, SP

Presidente e Editor: Roberto Civita Gabinete da Presidência: José Augusto Pinto Moreira, Maurizio Mauro, Thomaz Souto Corrêa Presidente Executivo: Maurizio Mauro Vice-Presidentes: Deborah Wright, Eliane Lustosa, Marcio Ogliara, Valter Pasquini

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vozdagalera

✖ E r ra t a s

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Adoro a Placar. Mas não concordo com o ranking. Como pode a pelada do Campeonato Carioca valer seis pontos? A Série B vale mais Marcos da Silva Santos, São Francisco (MG) que muito Estadual O ranking

Os craques da Copa

Gostaria de elogiar o excelente trabalho no ranking de clubes, na edição de fevereiro. Uma ressalva: a falta da pontuação da Supercopa Intercontinental de 1968 por parte do Santos, título reconhecido pela Conmebol no final de 2005.

Voltei a comprar a Placar em janeiro e percebi que há uma seção chamada “Craques da Copa”. Quem foram os outros craques citados? Tenho até uma sugestão (se é que já não foram citados): Ibrahimovic (Suécia) e Nedved (República Tcheca).

Ricardo Rangel, São Paulo (SP)

Vinícius Gomes, Joinville (SC)

O futebol do Flamengo não tem 111 anos. O primeiro jogo oficial foi em 3 de maio de 1912. Portanto o futebol do Fla tem 94 anos, obteve 318 pontos, ficando ainda na 2ª posição da produtividade.

Ronimar Alves Martins, Santarém (PA)

Ora pá! Durante jogo da Portuguesa pelo Paulistão 2006, um repórter de TV fez o seguinte comentário a respeito do atacante angolano Johnson. “Ele é um bom jogador, já está adaptado ao Brasil e inclusive fala muito bem o português”. Eu ainda diria mais: não só fala como escreve!

Silvio de Barros Pinheiro, Santos (SP)

Sua sugestão é tão boa que já fizemos o Ibrahimovic, e Nedved está nos nossos planos. Eis a lista completa da seção que começou em 2005: Rooney (Inglaterra) – Junho Shevchenko (Ucrânia) – Julho Ruud van Nistelrooy (Holanda) – Agosto Totti (Itália) – Setembro Cristiano Ronaldo (Portugal) – Outubro Ibrahimovic (Suécia) – Novembro Drogba (Costa do Marfim) – Dezembro Mertesacker (Alemanha) – Janeiro Henry (França) – Fevereiro Fernando Torres (Espanha) – Março

10 Mandamentos Gostei muito dos “10 Mandamentos do Zagueirão”, publicado na edição de fevereiro.

EDIÇÃO DE FEVEREIRO Na página 44, a expressão “delubiadas de Luiz Zveiter”, que aparece no título da coluna, não corresponde ao espírito do texto de Milton Neves. Na página 41, há um erro na tabela do troca-troca de jogadores na Europa. O zagueiro sérvio Nemanja Vidic, do Spartak Moscou, foi transferido para o Manchester United, não para o Chelsea. Na página 74, demos ao Campeonato Baiano o título de pior regulamento entre os Estaduais, mas o prêmio veio com um ano de atraso: na verdade, publicamos o regulamento de 2005. O deste ano é bem melhor: são doze times divididos em dois grupos, que se enfrentam no 1º turno (ida e volta). No 2º turno, os clubes jogam dentro de seu grupo (ida e volta). Cada turno terá quartas-de-final, semifinais e finais, em mata-matas de duas partidas. Os campeões de cada turno decidirão o campeonato. O pior time na soma geral dos dois turnos será rebaixado. Guia da Libertadores Na ficha do zagueiro Edcarlos, do São Paulo, a relação de clubes pelos quais o jogador atuou saiu errada. Na verdade, Edcarlos está no São Paulo desde 2003 — e nunca atuou por outra equipe. Continuem com as outras posições. Até me atrevo a elaborar alguns mandamentos para o goleiro: 1 - Reclamarás da zaga sempre que “catar borboletas”; 2 - Usarás sempre camisas espalhafatosas e diferentes para que notem a sua presença em campo. O resto deixo por conta de vocês.

Sérgio Sá, Manaus (AM)

★ Fa l e c o m a g e n t e > NA INTERNET www.placar.com.br > ATENDIMENTO AO LEITOR POR CARTA: Av. das Nações Unidas, 7 221, 14º andar, CEP 05425-902, São Paulo (SP) POR E-MAIL: placar.abril@atleitor.com.br POR FAX: (11) 3037-5597 > As cartas podem ser editadas por razões de espaço ou clareza. Não publicamos cartas, faxes ou e-mails enviados sem identificação do leitor (nome completo, endereço ou telefone para contato). Não atendemos pedidos de envio de pesquisas particulares sobre história do futebol, de camisas de clubes ou outros brindes. Não fornecemos telefones nem endereços pessoais de jogadores. Não publicamos fotos enviadas por leitores. > EDIÇÕES ANTERIORES Venda exclusiva em bancas, pelo preço de capa vigente. Solicite seu exemplar na banca mais próxima de você. > LICENCIAMENTO DE CONTEÚDO Para adquirir os direitos de reprodução de textos e imagens das publicaçõesda revista Placar em livros, jornais, revistas e sites, acesse www.conteudoexpresso.com.br ou ligue para: (11) 3089-8853. > TRABALHE CONOSCO www.abril.com.br/trabalheconosco

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tirateima

Meta o pau, elogie, faça o que quiser. Mas escreva...

As dúvidas mais cabeludas respondidas pela turma da Placar

Por que a lista de gols de Romário é tão diferente da publicada pela Placar na edição de janeiro?

©1

Daniela Perreti, Porto Alegre (RS) Bem, Daniela, não costumamos repetir perguntas no nosso tira-teima. Mas a novela dos mil gols de Romário merecia um detalhamento maior. Vamos explicar onde estão os 101 gols que separam a lista de Romário (955) da lista da Placar (854).

Gols como amador

-71 gols

Jogos Festivos

-13 gols

Romário contabiliza 7 gols pelo infantil do Olaria e mais 64 gols

Placar considera 4 gols em jogos festivos de Romário, assim

até se profissionalizar pelo Vasco, no início de 1985. Placar e

como considerou nas listas elaboradas para Pelé e Zico. Em

publicações sérias costumam começar a conta apenas no

todas essas ocasiões, os jogos foram disputados por jogadores

momento em que o jogador se profissionaliza.

profissionais. São eles: ▼ Seleção da América do Sul 4 x 3 Seleção da Europa,

PSV Eindhoven-HOL

-9 gols

8/11/1995 (3 gols)

O Baixinho diz que pesquisadores de sua confiança têm regis-

▼ Seleção Carioca 1 x 1 Seleção Paulista, 10/10/2004 (1 gol)

trado 9 gols em partidas que, segundo o PSV Eindhoven-HOL,

Outros três jogos festivos em que o Baixinho contabiliza seus

nunca existiram. Em 1989, foram duas partidas:

gols não são considerados. O primeiro, de 1993, quando

PSV 3 x 1 Malines-BEL, 31/1/1989 (3 gols)

Romário jogou com a camisa do América numa despedida do

PSV 3 x 1 Malines-BEL, 4/2/1989 (2 gols)

ex-atacante Luisinho Lemos. O jogo não teve súmula e contou

Possivelmente, essas partidas foram apenas jogos-treino. O PSV dificilmente jogaria oficialmente contra o KV Mechelen (ou

com vários jogadores não-profissionais. Em dois jogos na Europa, vários jogadores já aposentados estiveram presentes.

Malines, como também era conhecido o clube, principalmente

Os outros cinco gols que fez foram pela Seleção do Tetra em

pelos italianos) dois dias antes e dois dias depois da final da

amistosos contra combinados mexicanos, liderados pelo ex-

Supercopa Européia. Provavelmente, o jogo foi contra o outro

goleiro Jorge Campos. Os dois times, porém, foram formados

time da cidade de Mechelen, o KRC Mechelen, que também era

por jogadores que já haviam encerrado a carreira.

chamado de Malines por alguns.

▼ América-RJ 11 x 5 Amigos do Luisinho, 23/12/1993 (4 gols)

Em 1992, o Baixinho conta com mais esses dois jogos: ▼ ▼

▼ PSV Eindhoven 88’-HOL 2 x 3 PSV Eindhoven Stars-HOL,

PSV 2 x 0 Valencia-ESP, 29/8/1992 (2 gols)

CLUBE

GOLS CLUBE

GOLS

Vasco

303 Vasco

295

Flamengo

204 Flamengo

204

PSV -HOL

174 PSV -HOL

165

Sel. Brasileira

71 Sel. Brasileira

71

Barcelona-ESP

53 Barcelona-ESP

53

Fluminense

48 Fluminense

48

Jogos Festivos

17 Jogos Festivos

4

Valencia-ESP

14 Valencia-ESP

14

TOTAL

▼ Amigos do Aldair 3 x 3 Roma-ITA, 2/6/2003 (2 gols)

Romário jura que se lembra dos gols que fez no Valencia. Do

▼ Romário x Placar A LISTA TURBINADA E A NOSSA*

Amador

6/8/2002 (2 gols)

PSV 2 x 2 Barcelona-ESP, 30/8/1992 (2 gols)

Eu quero meus 101 gols!

71 955 TOTAL

854 * (Até 15/2/2006)

▼ Seleção do Tetra 2 x 1 Combinado Mexicano,

outro jogo nem se recorda. Segundo a lista do Baixinho, esses

10/11/2004 (2 gols)

Os jogos excluídos por Placar da lista de Romário são:

jogos foram válidos pelo torneio de Valencia. Em Valencia, é

▼ Sel. do Tetra 4 x 3 Combinado Mexicano, 29/4/2005 (3 gols)

▼ Vasco 3 x 0 Sel. de Valença-RJ, 2/2/1986 (1 gol)

disputado um tradicional torneio desde 1959 (Trofeo Naranja) e a única vez em que o PSV jogou esse torneio foi em 1974. Nos

▼ Vasco 3 x 0 Seleção de Novos de Senegal,

Vasco

-8 gols

11/2/1987 (1 gol)

registros do Barça, o clube não enfrentou o PSV em agosto de

Segundo o levantamento do pesquisador e historiador do Vasco,

▼ Vasco 3 x 0 Caratinga-MG, 15/5/1986 (1 gol)

1992. O PSV também não tem esses jogos em seus arquivos. O

Gustavo Cortês, Romário fez 295 gols pelo clube cruzmaltino. O

▼ Vasco 9 x 0 Motorista-ES, 1/7/1986 (3 gols)

clube holandês disputou o Torneio Ramon de Caranza nos dias

Baixinho contabiliza 303 e outras fontes contam ainda mais cinco

▼ Vasco 2 x 2 Brasiliense, 24/4/2005 (1 gol)

27 e 29 de agosto de 1992, quando enfrentou Real Madrid e

gols (308). A diferença está nos jogos anulados pelo STJD no ano

▼ Vasco 2 x 1 Figueirense, 7/8/2005 (1 gol)

Cadiz, respectivamente. Pelo lado do Barcelona, não há nos

passado contra o Brasiliense e Figueirense e nos amistosos rea-

Já esses jogos abaixo levantados por pesquisado-

registros de jogos do clube e o PSV no dia 30 de agosto de

lizados pelo Vasco em pré-temporadas. Segundo Gustavo, alguns

res recentemente, que nem o próprio Romário

1992. O time espanhol jogou contra o Mallorca (no dia 29) e

critérios adotados pelos historiadores diferem jogos oficiais de

considera, também não entram nas contas de

Zaragoza (no dia 31 de agosto).

“casos especiais”, como esses que entram nas contas de

Placar por serem classificados como “casos espe-

Romário. Nos casos especiais, o clube jogou com uma equipe

ciais”. Em relação à lista de Romário, apenas o

mista, formada por juniores e reservas e que muitas vezes era

jogo contra o Figueirense do último Brasileirão não

Esses até o Baixinho já retirou da lista. Até o começo do ano,

completada apenas com Romário e Dinamite só para que o cachê

é contabilizado.

Romário contabilizava 55 gols pelo Barcelona. O atacante con-

do clube fosse maior. Em outros casos, os jogos não tiveram

▼ Vasco 3 x 0 Costa do Marfim, 26/1/1986 (2 gols)

tava com dois gols na vitória por 5 x 1 sobre o Parma. Porém, o

caráter oficial já que o Vasco entrou sem uniforme de jogo ou

▼ Vasco 2 x 0 Seleção do Rio das Flores-RJ,

jogo foi 0 x 0. Na lista de Romário constava: Barcelona 5 x 1

ainda porque a partida não teve 90 minutos. Além disso, no jogo

31/1/1986 (1 gols)

Parma-ITA, dia 31/8/1993 (2 gols). Porém, depois ele mesmo

contra a Seleção de Novos de Senegal, em 1987, os gols da vitó-

▼ Vasco 6 x 0 Seleção da Paraíba do Sul-RJ,

trocou para Barcelona 0 x 0 Parma-ITA, dia 31/8/1993 (0 gol).

ria do Vasco foram feitos por Roberto, Geovani e Zé Sérgio.

24/1/1988 (3 gols)

Barcelona

©1 DARYAN DORNELLES

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Sob efeito de Drogba Jogadores da Costa do Marfim celebram gol de seu capitão Didier Drogba (camisa 11), atacante do Chelsea, da Inglaterra, na vitória por 2 x 1 sobre a Líbia, ainda na fase de classificação da Copa da África. Os marfinenses chegaram à final contra o Egito, dono da casa. Na decisão por pênaltis, deu Egito. Drogba desperdiçou o seu e pediu desculpas ao país: “Estou envergonhado”, disse. FOTO ★ PIER GIAVELLI


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O muro mais caro do mundo O brasileiro Emerson dá o sinal. Imediatamente, o francês Vieira, o sueco Ibrahimovic, o francês Trezeguet, o italiano Camoranesi e o tcheco Nedved, todos das seleções de seus países, todos na Copa 2006, saem do chão. Deveria ser proibido botar tanto craque pra ficar tomando bolada em uma barreira ... FOTO ★ PIER GIAVELLI


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Rala quem precisa, descansa quem pode Marcinho Guerreiro é o carregador de piano do Palmeiras e ninguém discute isso — nem ele. Tanto que não se incomodou de fazer o serviço sujo neste lance da vitória por 4 x 0 sobre o São Caetano, pelo Paulistão, enquanto as estrelas Gamarra e Paulo Baier davam uma descansadinha... FOTO ★ PABLO REY


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Pedaaala, Lipatin! O uruguaio Lipatin passou em branco na vitória do Grêmio por 3 x 1 sobre o Veranópolis, pela última rodada da primeira fase do Gauchão. Pudera! O homem só pensava em fazer gol bonito... FOTO ★ EDISON VARA


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EDITADO POR MAURÍCIO BARROS (MABARROS@ABRIL.COM.BR)

★ Personagem do mês

Março 2006

D O

F U T E B O L

DESIGN ROGERIO ANDRADE Cafu está sob pressão: contusões, problemas familiares e desconfiança da imprensa e da torcida

Cafu

O inferno do capitão Cafu vive um drama dentro e fora do campo, mas sua história desautoriza qualquer um a cravar que ele não será titular e destaque na Copa do Mundo POR MAURÍCIO BARROS

Ele foi o autor da maior declaração de amor da história da humanidade. Aquele “Te amo, Regina” foi visto por dois bilhões de pessoas que estavam ligadas pela tevê na festa brasileira após os 2 x 0 sobre a Alemanha, na final da Copa de 2002, no Japão — e que ouviram falar, pela primeira vez, que existia um lugar no mundo chamado Jardim Irene. O Jardim Irene é o bairro pobre na Zona Sul de São Paulo onde Marcos Evangelista de Moraes nasceu há 35 anos. Regina é a namorada daqueles tempos bicudos, quando nem nos melhores sonhos Marcos acreditava que poderia ser Cafu, um jogador de futebol famoso, rico, capitão da Seleção, que participaria de três finais consecutivas de Copa do Mundo, que ganharia duas delas, que criaria uma fundação para cuidar dos garotos que, como ele, nasceram naquele mesmo Jardim Irene. Se tinha uma certeza, era a de que se casaria com a mesma Regina, mãe de seus filhos. Neste momento, Cafu está sofrendo. O pai de Regina morreu há poucos meses. Seu próprio pai, Célio, enfrenta uma doença grave. O jogador definiu os últimos 100 dias de sua vida como “um inferno”. Dentro de campo, as coisas também não vão bem. Reserva pela primeira vez desde 1990, quando o lendário Telê Santana o efetivou no time do São Paulo, passou a ser questionado. Se não é titular do Milan, como pode ser da Seleção? Cafu já não tem o mesmo vigor. Não joga mais tanto quanto antes. Está em má fase. E seu reserva, Cicinho, brilha como nunca no Real Madrid. A coisa não poderia piorar. Piorou. Cafu teve que operar o joelho para curar uma lesão no menisco. Um mês parado. Justamente ele, que quase nunca se machucou... Depois, retomará os treinos, lutará novamente por um espaço no Milan. Já será abril. Terá um mês para convencer Parreira de que deve ir à Copa. E o técnico tem dito que 1 8 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ M A R Ç O ★ 2 0 0 6

confia nele, que conta com ele para o Mundial. Crava que ele é seu titular e pronto. Cafu é dos grandes. Um superatleta. Mas nunca foi unanimidade. No início, chegou a ser ridicularizado pelo apelido simplório. Seguiu em frente. Comendo pelas beiradas, chegou ao auge em 2002, quando ganhou a faixa de capitão de Felipão e pôde levantar a taça do penta. O escolhido de Scolari era Emerson, mas o volante machucou o ombro na véspera da estréia e acabou cortado. Sobrou para ele... Cafu foi escolhido mais pela longevidade na Seleção que por seu “espírito de liderança”. Ele não se parecia em nada com o antecessor Dunga, o capitão que liderava o time no “grito” em 1994 e 1998. “A minha personalidade não é de abrir os braços, de berrar, de xingar. Porque acho que o pior momento é quando seu companheiro erra um passe e você abre os braços e xinga. Tem gente que reage bem, mas tem muita gente que afunda. Eu prefiro falar: `Vamos lá! A próxima você vai acertar’.” Essa foi uma das declarações de Cafu numa entrevista surpreendente para Placar, durante a Copa de 2002. “Sabe o que é mais importante? Que eu nunca maltratei ninguém, nunca precisei pisar em ninguém e nunca precisei convidar ninguém para tomar um café, para que eu fosse convocado para a Seleção Brasileira ou para que falassem bem de mim”, emendou o capitão. Não duvide que Cafu possa se recuperar. Que ele possa estar na Alemanha. Que possa ser titular. E não duvide que ele possa erguer sua terceira Copa do Mundo. Porque tudo isso, no atual cenário, é improvável. Mas o improvável parece não assustá-lo. Diante das críticas, saiu-se com mais esta. “Sempre me pegam para Cristo. Em 94, eu era novo. Em 98, não sabia cruzar. Em 2002, não sabia marcar. Agora, sou velho. Quero saber o que vão dizer em 2010”. FOTO NÍLTON SANTOS


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Sara ou não sara? O meia Juninho Paulista não está nada contente com o departamento médico do Palmeiras. Por causa de uma lesão no músculo adutor da coxa direita, o meia está sem jogar desde a vitória por 3 x 2 sobre o Fluminense, em dezembro do ano passado, pelo Campeonato Brasileiro. Insatisfeito com a evolução de sua recuperação, o atleta chegou a pedir ao técnico Emerson Leão para se tratar com um médico de fora do clube. Teve um não como resposta: o treinador justificou que a atitude não pegaria bem para o departamento médico alviverde. A ira do meia aumentou depois que os médicos palmeirenses o liberaram para os treinos e, ao tentar um voleio, Juninho voltou a sentir a lesão e adiou em duas semanas a previsão de retorno. Segundo uma pessoa próxima ao jogador, o meia teria dito aos médicos que ainda não estava pronto para voltar — mas teria sido ignorado.

Imagens, notícias e curiosidades do futebol

O espanta-medalhões

O meu galho é na Bahia

Mais poderoso do que nunca, Iranildo quer “vaidade zero” no seu Brasiliense

Cada um na sua, a dupla Edílson e Vampeta curtiu adoidado as férias na Boa Terra

A torcida do Brasiliense não quer saber mais de medalhões. Ano passado, o clube contratou Marcelinho Carioca, Vampeta, Alex Oliveira e Oséas e terminou o ano rebaixado à Série B do Brasileiro. A tragédia, no entanto, acabou aumentando o moral do meia Iranildo, que acompanha o time desde 2003 e voltou a ser a estrela solitária do Jacaré. “A gente se iludiu muito no ano passado”, diz o atleta. Para Iranildo, aquela foi “a pior equipe que pegou em 11 anos de carreira”. O individualismo de alguns jogadores, a falta de entrosamento e o clima pesado na concentração foram, para o jogador, as causas do fracasso. “Ano passado, não tinha companheirismo. Com nome ou sem nome, os jogadores precisam querer ganhar”, diz. “Podia vir até o Papa, o melhor treinador do mundo, mas aquele time não ia a lugar nenhum.” Ao falar do time deste ano, as feições de Iranildo mudam. “O clima é outro”, diz. “Para mim, voltar à Série A é questão de honra.” No início do ano, Iranildo diz que recusou uma proposta do futebol árabe porque o Brasiliense lhe garantiu “tranqüilidade, segurança e dinheiro”. As cifras ele mantém em sigilo. “Sou rico de saúde”, brinca Iranildo, que acaba de comprar uma casa na área mais nobre de Brasília para acomodar a família. “Eu gosto muito de Brasília. Até brinco

Quando acertou com o Vasco, Edílson deixou bem claro: só apareceria para treinar depois do Carnaval. O Capetinha queria apagar a decepção do ano anterior. “Ele ainda está traumatizado com o que aconteceu no ano passado”, diz um amigo do jogador. Em dezembro de 2004, Edílson viajou para os Emirados Árabes a fim de assinar com o Al Ain. Deveria ser uma viagem rápida. Ele faria exames médicos, fecharia o contrato e voltaria ao Brasil para passar o Reveillón com a família e o Carnaval com os amigos, desfilando no trio elétrico do bloco Bróder, Edílson é de sua propriedade. Mas os árabes só dono do aceitaram fechar negócio se o jogador bloco Broder; ficasse de vez. Edílson acabou ficando Vampeta sem Carnaval, tendo que cumprir até o prefere as “sisters” final o contrato de cinco meses com os árabes.

Perdigão, do Inter, e o erudito Compadre Washington, do “É o Tchan”

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POR CAROL SIQUEIRA

Iranildo “manda soltar e prender” no Jacaré. Mas pede antes ao Luiz Estêvão...

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Danilo, do São Paulo, e Luiz Fernando, meia do Paulista: dupla na Libertadores

pelo Goiás, já havia tido seu grande momento na avenida. Célebre por se referir aos são-paulinos como “os bambis”, ele decidiu aderir: foi o padrinho da Parada do Orgulho Gay de Nazaré das Farinhas, sua cidade natal no interior da Bahia. Segundo os participantes, Vamp — que já posou pelado para uma revista destinada ao público gay — bancou as bandas e o trio elétrico que animaram a rapaziada. ©2

Vamp e sua turma Enquanto seu amigo Edílson aguardava pelo desfile nas ruas de Salvador, Vampeta, contratado

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★ S e p a ra d o s n o n a s c i m e n t o Cara de um, focinho de outro — as incríveis semelhanças descobertas pela equipe de Placar

com o presidente (do time, Luiz Estevão), dizendo que se ele quiser fazer um contrato comigo até o final da minha carreira, eu não tenho problema nenhum.” Iranildo e Luiz Estevão têm um diálogo aberto, e o ex-senador o consulta sobre vários assuntos, inclusive contratações. A boa relação com o time também alimenta os planos de Iranildo para o futuro. Ele pretende fundar uma escola de futebol na capital em parceria com o Brasiliense para treinar os futuros craques do Jacaré.

VAI BUSCAR!

Bolívar, zagueiro do Inter, e o cantor Jorge Vercilo: caracóis na cabeça

Aves de um vôo só

Rodrigo Fabri Meia-atacante rápido e de chute forte, foi a estrela da Portuguesa vice-campeã brasileira de 1996. Transferiu-se para a Europa e, à exceção de um bom Brasileiro pelo Grêmio em 2002, nunca mais foi o mesmo.

Lúcio Meia hábil e com ótima visão de jogo, foi um dos destaques do Brasileiro de 1996 pelo Goiás, ganhou chances em times grandes, como Flamengo e Santos, e não se firmou em nenhum deles. Reencontrou seu futebol só no Fortaleza.

Assis Armador canhoto à moda antiga, deslumbrou a todos quando surgiu no Grêmio no final dos anos 80. Fez escolhas ruins na carreira, como ir para a Suíça, e foi acusado de desleixo. É empresário do irmão, Ronaldinho Gaúcho.

©1 ANDERSON SCHNEIDER ©2 MARCCELUS BRAGG

Piá Meia hábil, de passes precisos, chegou ao Santos em 1996 para substituir Giovanni. Mas suas atuações irregulares e seu temperamento explosivo o transformaram em mais um peregrino do futebol brasileiro. Fracassou no Corinthians.

Adriano Meia revelado pelo Guarani, foi destaque no Mundial de Juniores de 1993. Teve passagens pela Suíça e Japão e bons momentos no Sport. De temperamento rebelde e com problemas de peso, nunca justificou a expectativa que despertou.

Eles começaram arrebentando, mas jamais se tornaram os craques que todo mundo esperava

Caíco Rápido e driblador, o meia surgiu como craque em 1992, no Internacional. No ano seguinte, estava na Seleção de Juniores que venceu o Mundial da Austrália. Mas a falta de regularidade comprometeu sua carreira.

Dodô Considerado um gênio pelos próprios colegas, Dodô apareceu como grande artilheiro em 1997, no São Paulo. Chegou à Seleção, mas sempre pecou pelo jeito um pouco indolente. Jogou na Coréia, onde foi ídolo, e no Japão.

Lopes Meia clássico, forte e habilidoso, despontou no Palmeiras em 2000. Teve uma boa passagem pelo Juventude e foi para o Santos, onde não conseguiu se firmar como titular. Sempre conviveu com a fama de gostar da boemia.

Caio Surgiu no São Paulo em 1994 e chegou a ser comparado a Ronaldo. De família rica, foi vendido à Inter de Milão. Jogou em diversos clubes grandes do Brasil e do exterior, sem no entanto se firmar em nenhum deles.

Fábio Júnior Maior revelação do Campeonato Brasileiro de 1998, o atacante do Cruzeiro chegou à Seleção e foi vendido à Roma por 15 milhões de dólares. Durou pouco na Europa. Voltou e nunca mais foi o mesmo.

É proibido frangar! Paulo Guilherme, o nosso Guri, entrou para a história do futebol como o primeiro zagueiro de óculos que retirava o artefato na hora do cabeceio. Sorte que desistiu e virou repórter dos bons e, agora, escritor. Depois de quatro anos fuçando arquivos de jornais e bibliotecas, o incansável Guilherme lança o seu “Goleiros – Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1” (Alameda Casa Editorial, 288 págs., 45 reais), um autêntico tratado sobre a posição mais ingrata e intrigante do futebol. Ele conta a história de quase 300 goleiros de todo mundo, do Aranha Negra Yashin ao papa João Paulo II. Histórias deliciosas como a de Félix, que jogou a Copa de 1970 e resolveu usar luvas só na decisão contra a Itália; e dramáticas, como a do holandês Jan Jongbloed que, não bastasse ter perdido duas finais seguidas de Copas (1974 e 1978), ainda viu o filho, também goleiro, morrer em campo, atingido por um raio.

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POR ENRIQUE AZNAR

Mago arretado

O homem mais i ra d o d a c i d a d e ©1

Se tem uma coisa que deve ser proibida no futebol é clube novo. Futebol é tradição, torcida, paixão que passa de pai pra filho, de avô para neto. Foi assim comigo, com meu velho, com meu nonão... E aí a Placar me manda em casa o Guia 2006 e eu me deparo com aberrações como J.Malucelli, Cianorte, Uniclinic, Ulbra, ADAP... O que é isso? Que nomes são esses? Tudo bem batizar desse jeito uma loja de móveis, um convênio médico... Mas time de futebol? E quem é que torce para um troço desses? Já pensou o grito no estádio, que coisa mais sem graça? Pois eu sou muito mais os Atléticos, os Américas e os Grêmios que esses times aventureiros que surgem por aí. E vou deixar bem claro: eu só respeito time fundado até 1950. Nasceu depois? Então morra!

Imagens, notícias e curiosidades do futebol

Desavença com empresários segura o genioso Rosembrik no Santa Cruz Que tal receber uma proposta de trabalho onde seu salário será três vezes maior? E com reajustes anuais de 10 mil reais? E num lugar onde seu trabalho aparecerá ainda mais? Só um louco recusaria. Pois o “louco” em questão atende pelo nome de Rosembrik. Por desavenças com os seus empresários e excesso de confiança, o meia do Santa Cruz desprezou uma ótima proposta do São Caetano. E se mostra arrependido. “Se fosse agora, livre, iria correndo”, afirma o hábil meia chamado carinhosamente pela torcida de “Mago”. “Antes, havia dois caras que estavam se metendo na minha vida”, diz. Os “caras” são os seus empresários José Luís Galante e Mariano Groba. “Eles prometeram me dar de cara um apartamento e 100 mil reais e não deram nada”, diz. De acordo com Galante, o negócio com o São Caetano incluía o pagamento de 650 mil reais ao Santa por metade dos direitos federativos do atleta, que receberia no primeiro ano salário de 40 mil reais; 50 mil, no segundo; 60 mil, no terceiro; e 70 mil, no quarto — além das luvas de 100 mil reais, que seriam pagas quando o atleta fosse para o ABC. “Conseguimos um contrato de pouco mais de 1 milhão de dólares em quatro anos e Rosembrik jogou tudo fora”, afirma o empresário. Apesar de o meia se dizer “livre”, Galante garante que o contrato que une as duas partes insatisfeitas vai até 2007. Rosembrik acredita que recuperará o terreno perdido. “Assim como fui destaque na Série B ano passado, posso jogar o Brasileirão pelo Santa”, afirma o Mago de 26 anos, que já foi carregador de carne no matadouro de São Lou-

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renço da Mata, a 18 km do Recife. O jeitão desbocado e a fama de farrista retardaram o aparecimento de Rosembrik para o futebol nacional. “Antes eu vivia na bagaceira ( farra)”, diz. “Givanildo (Oliveira, técnico do Santa) fez minha vida mudar e me ensinou a ser profissional. É como um pai.” POR CARLOS LOPES

©1 FOTO MILTON TRAJANO ©2 FOTO LÉO CALDAS/TITULAR


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Cruz credo!

VENENO!

Paulinho CriciĂşma anda revoltado com um empresĂĄrio homĂ´nimo

Maldição das graves lesþes lança suspeita sobre o departamento mÊdico do Cruzeiro

Rupturas de ligamentos, exames de ressonância, cirurgias, meses de recuperação. Esta cruz parece ter um peso maior na Toca da Raposa. O mais recente drama Ê de Araújo, que sofreu lesþes no ligamento cruzado anterior, no menisco lateral, na cartilagem lateral e no ligamento lateral do joelho direito. Mas ele não estå só: desde 2003, 13 jogadores celestes sofreram contusþes graves e amargaram o estaleiro. Antes de Araújo, a polêmica havia sido levantada na ida de Maurinho para o São Paulo. O lateral jå havia rompido o ligamento cruzado anterior em 2004 e estava afastado desde setembro devido a uma fraqueza na perna direita. Nos exames do clube paulista, apareceu uma lesão na cartilagem do joelho direito operado no Cruzeiro. Detalhe: atÊ então, treinava normalmente na Raposa. Os clubes decidiram-se por nova cirurgia. Edu Dracena Ê outro que acaba de retornar de oito meses de recuperação, após romper o ligamento cruzado anterior do joelho direito. O zagueiro preferiu não ser operado no clube — assim como o meia Kerlon, que sofreu uma lesão no tornozelo esquerdo. Do grupo atual, recuperam-se de contusþes o lateralesquerdo Leandro e o volante Fåbio Santos. O meia Martinez jå rompeu o ligamento cruzado e lesionou o menisco do joelho direito. Mas o recordista Ê o meia Sandro: quatro cirurgias no joelho direito em três anos. A lista de ex-jogadores lesionados na história recente da Raposa Ê ainda mais extensa. Enquanto esteve no Cruzeiro, o goleiro AndrÊ (hoje no Juventude) rompeu os ligamentos cruzados de ambos os joelhos e acionou o clube na Justiça pelos danos ocasionados pelas lesþes. Marcelo Batatais, do Coritiba, rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito. O goleiro Gomes, do PSV, o meia Wendell, do Santos, o zagueiro Gladstone, do Verona-ITA, e o atacante Aristizåbal, do AtlÊtico Nacional-COL, sofreram artroscopias após lesþes no menisco medial. As incertezas parecem recair não apenas sobre as razþes das graves lesþes em jogadores do Cruzeiro nos últimos tempos, como tambÊm sobre os responsåveis por garantir a eficiência dos tratamentos para POR RODRIGO FRANCO curå-las.

Dois homens, um nome

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AndrĂŠ

AristizĂĄbal

Sandro

Marcelo Batatais

Edu Dracena

FĂĄbio Santos

KĂŠrlon

Gladstone

Marcelinho, você não sabe o que me fez sofrer. Quase me matou do coração errando aquele pênalti em 2000 (contra o Palmeiras, na Libertadores). Não acreditei!

’’

Lula, para Marcelinho Carioca, na inauguração do Memorial do Corinthians.

Em janeiro, o lateral-direito Rissut negociou sua ida para o Fluminense. Jornais e sites identificaram seu procurador como sendo “o ex-jogador Paulinho CriciĂşmaâ€?. De FlorianĂłpolis, onde mora, o hoje tĂŠcnico Paulinho CriciĂşma, ex-atacante que marcou ĂŠpoca no Botafogo no final dos anos 80, se revoltou. Disparou um e-mail para jornalistas e profissionais de futebol tentando explicar que o tal empresĂĄrio nĂŁo era ele. “Venho aqui, publicamente, exigir que esse cidadĂŁo, cuja atitude irresponsĂĄvel e rasteira muito tem me prejudicado profissionalmente, pare de utilizar o nome ‘Paulinho CriciĂşma’, que certamente o tem beneficiado, e muito, dada a maneira como o meu nome ĂŠ respeitado no meio esportivoâ€?, dizia. O empre-

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sĂĄrio de Rissut se defende. “Meu nome ĂŠ Emerson Fernando Serafim. Nunca me apresentei como Paulinho CriciĂşma. Ganhei esse apelido porque, na ĂŠpoca que jogava, parecia com ele. Esse nome nĂŁo estĂĄ patenteado. Eu conheço,

Gomes

AraĂşjo

Leandro

Maurinho

Wendell

HĂĄ quem diga que ele sĂł estĂĄ solto porque ĂŠ filho do PelĂŠ. Mas, se nĂŁo fosse por isso, ele nem seria preso

’’

Do advogado do ex-goleiro Edinho, Mariz de Oliveira Ă Veja SĂŁo Paulo, sobre o seu cliente.

por exemplo, vårios Zicos, vårios João Paulos. Se o Paulinho Criciúma quiser falar comigo, estou à disposição. Mas acho que não o estou prejudicando. Estå sendo atÊ bom pra ele, que andava meio POR MAUR�CIO BARROS sumido...�

O empresĂĄrio Paulinho CriciĂşma (Ă esq.) e o tĂŠcnico Paulinho CriciĂşma

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Futebol por escrito Martinez

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Conheça os lançamentos e livros recentes sobre futebol que estarão na 19ª Bienal Internacional do Livro*

A Magia da Camisa 10 (Verus Editora), de Vladir de SĂĄ Lemos e AndrĂŠ Ribeiro, retrata a mĂ­stica dos craques e gĂŞnios que encantaram o mundo usando nas costas esse nĂşmero quase sagrado. De PelĂŠ a Maradona, Michel Platini e Ronaldinho GaĂşcho. Nunca houve um homem como Heleno (Ediouro), de Marcos Eduardo Neves. A histĂłria do centroavante genial e explosivo Heleno de Freitas, Ă­dolo do Botafogo e galĂŁ das noites cariocas, que morreu louco e sozinho num sanatĂłrio mineiro em 1959.

O passe e o gol (Papagaio), de Juca Kfouri. Primeiro livro infantil do jornalista. A história de dois irmãos gêmeos, Joãozinho e Marinho, parceiros para o que der e vier, menos quando o assunto Ê futebol. Belas ilustraçþes do artista plåstico uruguaio, radicado no Rio, Eduardo Albini. Ronaldo, a Jornada de um Gênio (Verus), de James Mosley. Biografia escrita pelo jornalista inglês da revista Four Four Two. Destaque para o misterioso baque do craque na Copa de 1998 e detalhes de sua vida privada.

A História de um Tabu que durou 22 anos (Danju), de JosÊ Teixeira. Raio-x do jejum alvinegro de títulos nas dÊcadas de 60 e 70. Todos os detalhes da campanha redentora de 1977, quando o autor era o preparador físico e braço direito do tÊcnico Osvaldo Brandão no Corinthians.

Coadjuvantes (Martins Fontes), de Gustavo Piqueira. A vida de um jovem palmeirense nos longos anos de fila alviverde (1976 a 1993). “Falar de Ademir da Guia ĂŠ moleza. Complicado ĂŠ escrever sobre Darinta, Denys e Ditinho Souzaâ€?, diz JosĂŠ Roberto Torero no prefĂĄcio.

Tributo a Gylmar (Matrix). Depoimentos de atletas, jornalistas, familiares e personalidades sobre o lendĂĄrio goleiro Gylmar dos Santos Neves, bicampeĂŁo mundial em 1958 e 62.

AtlÊtico - Sentimento e Glória (Leart), de JosÊ Mendonça Teles. Ex-jogador e torcedor do AtlÊtico Clube Goianiense, o autor revela o cotidiano de um modesto time brasileiro, seus sonhos e pequenas glórias.

O mundo ĂŠ uma bola (Ă tica). CrĂ´nicas de futebol voltadas para o pĂşblico infanto-juvenil de Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino e outros autores consagrados. Contos Brasileiros de Futebol (LGE). Lembranças e sonhos da bola de grandes escritores e jornalistas. Destaque para “Meia encarnada dura de sangueâ€?, escrita por Lourenço CazarĂŠ. O Futebol Levado a Riso (Verus), de Rubem Alves. CrĂ´nicas em que o esporte ĂŠ comparado Ă poesia, geometria, religiĂŁo e polĂ­tica. Com Brasileiro, NĂŁo HĂĄ Quem Possa! (UNESP), de FĂĄtima Antunes. AnĂĄlise do Brasil dos anos 50, 60 e 70, a partir das crĂ´nicas de futebol de JosĂŠ Lins do Rego, MĂĄrio Filho e Nelson Rodrigues. Torcidas no Futebol – EspetĂĄculo ou Vandalismo? (Scortecci), de FĂĄbio Cunha. Estudo sobre a histĂłria das torcidas organizadas no Brasil e sua escalada de selvageria sem limites. MELHORES MOMENTOS NĂŁo perca o estande da Livraria Pontes, dona do maior acervo de livros sobre futebol no paĂ­s e que tambĂŠm edita obras. Destaques para A HistĂłria do Corinthians em Cordel, de ClĂĄudio AragĂŁo, e Quando o futebol andava de trem, de Ernani Buchman. POR ZÉ AUGUSTO DE AGUIAR

*A Bienal do Livro acontece no Pavilhão de Exposiçþes do Anhembi, em São Paulo, de 9 a 19 de março

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Imagens, notícias e curiosidades do futebol

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Com os pés na Copa

DIADORA Maximus O modelo é exclusivo do capitão da Azzurra Francesco Totti, que, machucado, não sabe se irá à Copa. O solado é preenchido com uma liga de titânio e molibdênio, que distribui melhor o peso do jogador e confere à chuteira mais elasticidade. Possui também um sistema de amortecedores no calcanhar, que se estende até os cravos traseiros da chuteira. Craques: Totti (ITA) Lançamento: junho/2006 Preço médio: R$600,00 Onde encontrar: (51) 3581-3334

Dos pés dos craques sairão as grandes jogadas e os gols no Mundial da Alemanha. Confira as chuteiras que eles irão calçar POR JONAS OLIVEIRA

ADIDAS +Predator Absolute

O cabedal é de couro de canguru e a lingüeta de malha dobrável, para maior ventilação. A versão de Ronaldinho tem detalhes em ouro (a do vídeo das bolas no travessão, que circula na internet). Craques: Ronaldinho Gaúcho, Klose (ALE), Nakata (JAP), Nilstelrooy (HOL) Lançamento: março/2006 Preço médio: R$599,90 >>>>>>>>>>>>>>

A novidade aqui é a ausência de cadarço, para oferecer uma área mais limpa de chutes. Possui sistema de troca rápida de travas e de palmilhas, de acordo com o tipo de gramado. É feita com microfibra elástica, que torna a chuteira impermeável e evita que ela se encharque e fique pesada. Craques: Dida e Cafu; Luca Toni e Camoranesi (ITA); Petr Cech (Rep. Tcheca); Coloccini e Killy Gonzalez (ARG); Shevchenko (UCR); Van Bronckhorst (HOL) Lançamento: junho/2006 Preço médio: R$1 380,00 Onde encontrar: (51) 3388-3892

UMBRO Revolution X Possui solado anatômico e reforço especial nas laterais e no calcanhar, para proteger os pés de impactos. Craques: Deco (POR) Lançamento: junho/2006 Preço médio: R$549,00 Onde encontrar: (11) 3095-2389

Air Zoom Total 90 III

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O amortecimento no calcanhar é semelhante ao de um tênis de corrida. Tem travas ergonômicas, para diminuir a pressão no pé, e barras de estrutura nas laterais, para evitar torções. Craques: Roberto Carlos; Rooney (ING); Luis Figo (POR); Gilardino (ITA) Lançamento: março/2006 Preço médio: R$629,90

XAI V

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Tiempo Legend

LOTTO Zhero Gravity

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Possui placa de solado de fibra de carbono e um estabilizador interno no calcanhar, para manter o pé firme e aumentar o impulso das passadas. Pesa pouco mais de 200 gramas. Craques: Ronaldo, Adriano e Robinho; Henry (FRA); Cristiano Ronaldo (POR); Ibrahimovic (SUE); Drogba (CDM); Messi (ARG) Lançamento: março/2006 Preço médio: R$699,90

A última versão da chuteira Predator da Adidas promete mais potência aos chutes dos craques, graças à “transferência do centro de gravidade do calçado para mais perto do ponto de impacto”. Possui um sistema rápido de troca de travas, para aumentar a penetração no campo e reduzir a pressão sob os pés — especialmente no tendão de Aquiles. Craques: Kaká, David Beckham (ING), Zinedine Zidane (FRA), Raúl (ESP), Frank Lampard (ING), Michael Ballack (ALE) Lançamento: dezembro/2005 Preço médio: R$599,00 Onde encontrar: 0800-55-6277

Feita de couro resistente à água, tem uma lingueta de velcro para "esconder" os cadarços, aumentando a área limpa para chutes. Craques: John Terry (ING), Michel Salgado (ESP) Lançamento: junho/2006 Preço médio: Disponível apenas na Europa

Onde encontrar: 0800-703-6453

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NIKE Mercurial Vapor

UMBRO X-Boot 2 Possui solado anatômico e calcanhar reforçado com fibra de carbono e material termoplástico. O tecido das laterais permite a ventilação e reduz o peso da chuteira. Possui uma peça chamada Wishbone, injetada no solado, para dar mais estabilidade e evitar torções. Craques: Michael Owen (ING) Lançamento: março/2006 Preço médio: R$599,00 Onde encontrar: (11) 3095-2389

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Imagens, notícias e curiosidades do futebol

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Claudemir e a camisa da Macaca usada em sete jogos do Paulista

Costurando o próprio manto Ponte-pretano fabrica as camisas oficiais do clube no quintal da própria casa Quando recebeu a encomenda da Ponte Preta, Claudemir Lorenti, dono de uma pequena empresa de estamparia e confecção em Campinas, achou que fosse brincadeira. “Nunca pensei que um dia eu iria fornecer o uniforme para um time da Primeira Divisão...”, diz. O clube recorreu a ele porque, depois da quebra de contrato com a Kelme, a Diadora, nova fornecedora, não conseguiu preparar as camisas a tempo de estrear no Paulistão. A empresa de Claudemir é conhecida por prestar serviços para grandes lojas de materiais esportivos. Mas até então se restringia a colocar números, nomes e propagandas em camisas de grandes clubes.

★ Dicionário da bola

A Macaca jogou por sete rodadas com o material do ponte-pretano Claudemir. Na oficina, no quintal de sua casa, fez mais de 200 camisas. “Fiz até a do goleiro Jean, de mangas curtas. Mas o mais legal foi ©2 ver meu time do coração jogar o unico Dérbi ( jogo contra o Guarani ) do ano com a camisa feita por mim. Nunca pensei que ia chegar a esse ponto.” Curiosamene, Claudemir também preparou as camisas do Guarani para esse jogo, colando estampas dos patrocinadores. “Fiz uma mandinga na camisa 9 deles”. Mas parece que não funcionou. Edmílson, dono da 9 do Bugre, fez um golaço de bicicleta no POR ALEXANDRE BATTIBUGLI clássico, que terminou 2 x 2.

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Placar traduz os novos e velhos vocábulos do futebol

Altitude [Lat. altitudine] SUBSTANTIVO FEMININO. 1.Altura em relação ao nível do mar. Palavra muito usada em toda Copa Libertadores da América cada vez que um time joga no México, Bolívia, Equador, Peru ou Colômbia. Jogou mal? “Foi a altitude”. Levou uma goleada? “Culpa da altitude”. Vomitou no vestiário? “Altitude!” A desculpa funciona mesmo quando o jogo é em Santa Cruz de La Sierra ou Barranquilla, que ficam ao nível do mar. 2 8 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ M A R Ç O ★ 2 0 0 6

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VENENO!

Torço para que o Lopes cada vez mais dê certo no clube de lá, porque senão tenho certeza que a MSI vai partir com tudo para cima de mim

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Leão, técnico do Palmeiras, sobre o desempenho de Antônio Lopes no Corinthians, no Jornal da Tarde

Se ele (Leão) quiser, não tem problema. Ele é meu amigo e só precisa me ligar que eu falo com o Kia e abro mão porque ele (Leão) é meu camarada

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Antônio Lopes, na TV Globo

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Imagens, notícias e curiosidades do futebol

Tcheco das Arábias

Tcheco (à esq.) e um amigo árabe: roupas típicas

★ Lendas da bola

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POR MILTON TRAJANO

O inacreditável, o impressionante, o sobrenatural. Histórias que os gramados não contam

O filme Um Craque chamado Divino é obrigatório para os amantes da arte mais

Ex-astro do Al-Ittihad, meia do Grêmio conta por que quer distância dos sauditas O meia Tcheco diz que não sente saudades da Arábia Saudita. Apesar de ter conquistado títulos e dinheiro no Al-Ittihad, ele não se adaptou aos costumes locais. Contratado em 2003, Tcheco jogou três temporadas no clube (em 2005, ele foi emprestado durante seis meses ao Santos). Ao final do contrato com os árabes, em dezembro, o meia foi repatriado pelo Grêmio. Abaixo, algumas histórias vividas por ele na terra das 1001 Noites. ©2

Festa do Divino sutil do futebol de ontem, mas peca por algumas omissões e exageros. A história do maior jogador palmeirense de todos os tempos, Ademir da Guia, é lembrada com algumas de suas jogadas e gols maravilhosos. Pena que faltem mais lan-

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ces dele no filme. Há também depoimentos demais, o que cansa. Mas fique-

TÁXI DOIDO Quando retornava de táxi das compras, Patrícia, esposa de Tcheco, passou pelo maior susto da vida. O motorista se distraiu e passou por uma barreira do Exército. “Ele estava passando pela segunda barreira, sem parar, quando eu gritei ‘stop’. Ele se assustou e travou na hora. Quando olhou para a frente, viu o que havia me assustado: eram cinco militares com metralhadoras apontadas para o carro. Tenho certeza que se ele não parasse eles atirariam”. Depois disso, Patrícia retornou a Curitiba com o filho Leonardo.

mos com o essencial: mesmo escassas, são lindas as imagens de Ademir em campo. Quanta elegância na cabeça erguida e passadas largas. Quanta habilidade na bola colada aos pés. E que

COMENDO ESCONDIDO Preocupados em não cometer gafes e respeitar a cultura do país, Tcheco e Patrícia evitavam até mesmo olhar para a mesa dos vizinhos de restaurante. O que se tornou impossível quando um garçom chegou próximo ao casal ao lado e, após anotar o pedido, passou uma espécie de cortina ao redor da mesa. “Era como se aquele casal estivesse dentro de um box de banheiro. Depois, o garçom explicou que era para a mulher poder tirar o véu do rosto. Caso contrário, poderia ter problema coma polícia religiosa”, diz Tcheco.

ritmo belo e letal Ademir imprimia enquanto avançava. Um ritmo só seu, falsa lentidão que iludia e deixava um rastro devastador de marcadores superados. Valeu então a lembrança do dire-

FALTOU DESCULPA Ao final da sua primeira temporada, Tcheco teve uma idéia do rigor das leis islâmicas. O Al-Ittihad foi derrotado pelo rival Al-Arley. Ao final da partida, um jogador adversário provocou os torcedores do AlIttihad. O atacante Marzouk Al Otaibi decidiu tomar as dores . “Ele saiu correndo e deu uma surra no jogador adversário. Depois, se negou a pedir desculpas e foi condenado a cem chibatadas e um mês de prisão”, diz Tcheco. Marzouk continuou resistindo às desculpas e, no dia seguinte, fugiu para o Qatar.

tor Penna Filho para resgatar a arte meio

NA TERRA DE OSAMA Jedá é o berço dos Bin Laden. Riquíssima, a família mantém indústrias e negócios diversificados na cidade e arredores. Após uma partida do Al-Ittihad, Tcheco foi apresentado ao torcedor ilustre Khalil Bin Laden, um dos 53 irmãos de Osama. O empresário, que é casado com uma brasileira e na ocasião era cônsul honorário do Brasil na Arábia Saudita, conversou sobre amenidades e futebol com o jogador. “Khalil parece uma pessoa tranqüila e só se exaltou um pouco quando tentaram tirar uma foto dele. Não permitiu.”

nadador!), mas faltou mais da obra.

esquecida do Divino. Mas saímos do filme querendo mais. Certo, a vida de Ademir está toda lá, desde os primeiros passos no Bangu do Rio (primeiro como

POR ZÉ AUGUSTO DE AGUIAR

AJOELHOU, TEM QUE REZAR Com cinco orações diárias obrigatórias para os muçulmanos, os horários de treinamentos e jogos na Arábia Saudita eram ajustados para depois da última reza. “Eles levam a religião muito a sério. Um dia estávamos chegando em um estádio no horário da oração. Um garoto me viu, fez menção de correr para me pedir autógrafo, mas se ajoelhou e começou a orar. Ficou o tempo todo ajoelhado, mas ficava olhando para a POR LEANDRO BEHS frente para ver se eu ainda estava ali.” 3 0 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ M A R Ç O ★ 2 0 0 6

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©1 FOTO ARQUIVO PESSOAL ©2 ILUSTRAÇÕES STEPHAN ©3 ILUSTRAÇÃO MILTON TRAJANO

Ademir (à esq.) e o diretor Penna Filho

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Imagens, notícias e curiosidades do futebol

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D A G O M I R

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Ele não soube parar O genial Jorge Mendonça não conseguiu ser um ex-craque Jorge Mendonça é o retramaior artilheiro do Brasil em to de sua geração (e das ante1981: 58 gols. Encerrou a carriores). Brilhante, rápida asreira em 1991, no Paulista de censão, decadência inevitável Jundiaí, aos 37 anos. e queda brutal para quem um A mulher o deixou e levou dia já foi aplaudido de pé. os três filhos, duas meninas e Atletas deveriam ter saúde e Jorge Junior. Mendonça dizia viver muito. A queda levou que tinha sido um golpe da embora Jorge Pinto Mendonfamília dela. A separação diça aos 51 anos. zimou seu patrimônio: uma Nasceu em 6 de junho de empresa de ônibus, carros, 1954 em Silva Jardim, estado imóveis, linhas telefônicas, do Rio de Janeiro. Começou no tempo em que elas eram no Bangu em 1972, onde marinvestimento. Em 1997, declacou 23 gols. No ano seguinte, rou ao jornal O Globo: “Não virou ídolo em Recife, graças tenho mais nada.” à torcida do Náutico, onde joJorge não andava desocuJorge Mendonça em seu auge, no Palmeiras: talento inesquecível gou três anos e ganhou o Espado. Ele era o coordenador tadual de 1974. Nesse mesmo do Projeto Bugrinho, a seleano, o Náutico emplacou 8 x 0 no time do Santo Amaro — ção de garotos (carentes) para as categorias de base do os oito gols de Mendonça. Guarani. Ganhava menos de mil reais, mas o emprego leJorge Mendonça foi contratado pelo Palmeiras em vantou seu moral. Foi um bom profissional até o fim. Mas 1976. No mesmo ano, foi campeão paulista com a camisa não estava feliz. Vivia só e pobre, e continuava tendo proverde, tabelando com o divino Ademir da Guia. Marcou o blemas com o álcool, a gota e a artrite. A depressão e a cergol que definiu a final contra o XV de Piracicaba, um dos veja acabaram até com a alegria das peladas com amigos. 102 que fez com a camisa verde. Na fase palmeirense, JorCom 51 anos, Jorge Mendonça estava debilitado e soge Mendonça foi também um dos “campeões morais” da frendo com a pressão alta. Perdeu até a casa onde morava Seleção Brasileira invicta de 1978. Na Copa da Argentina, e vivia com os pais e a irmã. Sentiu as dores no peito no entrou na terceira partida (quando ajudou a ganhar da vestiário do Brinco de Ouro, o estádio do Bugre. Chegou Áustria) e praticamente “roubou” o lugar de Zico. Na Sesem vida ao hospital. Um infarto derrubou de vez o meia leção, nunca perdeu. Foram 7 vitórias e 4 empates. No aldireita no último dia 17 de fevereiro. viverde, Telê Santana não gostava de sua vida extra-camQuinhentas pessoas compareceram ao enterro no cepo, regada a baladas, e sempre tentou em vão enquadrá-lo. mitério das Acácias em Valinhos. E ninguém resumiu meMendonça tinha grande visão de jogo e era ótimo nos lhor a vida de Jorge Mendonça quanto o meia Dicá: “O jopasses, cabeçadas e em cobranças de faltas. Durante a dégador vive uma fantasia por 15 a 20 anos. Depois, é difícil cada de 1980, peregrinou por vários clubes e teve mais cair na realidade. Eu mesmo, às vezes, sonho que estou jomomentos de glória, especialmente no Guarani — foi o gando futebol”.

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EDITADO POR GIAN ODDI (gian.oddi@abril.com.br)

P L A N E TA DESIGN RAMON E. MUNIZ

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Fernando Torres Para a Espanha deixar de ser uma equipe média, ele terá que repetir na Copa o que tem feito pelo Atlético

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Espanha Nascimento: 20/3/1984, Madri, Espanha Altura : 1,86 m Peso : 78 kg Clubes: Atlético de Madri Copas disputadas: estreante

“Fernando Torres nunca faz um gol igual a outro”, disse certa vez o técnico da Seleção Espanhola, Luis Aragonés. Exageros à parte, o treinador fazia referência à versatilidade e à variedade de atributos do jovem atacante espanhol apelidado de “El Niño”. Rápido com a bola, hábil para driblar e chutar com as duas pernas e dono de ótima condição física, Fernando Torres tornou-se a principal esperança da Espanha para ser um time mais que razoável na Copa da Alemanha. Condições para isso, o garoto mostrou que tem — embora o tenha feito mais em seu clube, o Atlético de Madri, do que na seleção. Quem o vê hoje fazendo gols nem imagina que Fernando Torres começou sua história no futebol como goleiro. Com apenas seis anos, motivado por um desenho animado chamado “Oliver e Benji” — cujo tema é um grupo de garotos que transforma seu hobby, o futebol, em trabalho —, ele passou a jogar bola na rua com o irmão. Optou por impedir os gols, até que levou uma bolada, quebrou dois dentes e desistiu da vida de goleiro. Os espanhóis e, principalmente, a torcida do Atlético só têm que agradecer ao autor do chute que, em 1990, quebrou os dentes de Torres. Após o episódio, ele partiu para o ataque. Começou a jogar futebol de salão num time de seu bairro. Em 1994, aos 10 anos, começava sua experiência nos campos com outro time de

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amigos, o Rayo 13. Naquele campeonato, os três melhores jogadores teriam a chance de fazer testes no Atlético de Madri. E Torres, claro, foi um deles. Assim, com apenas 11 anos, Fernando Torres estava no clube do seu avô materno, também seu time de coração. A exemplo do que ocorre com muitos jovens no Brasil, o que para ele ainda era um hobby, para sua família virou um sacrifício. “Meu pai tinha que sair do trabalho à tarde para me levar aos treinos. Outros dias, minha mãe é quem me levava, de ônibus e trem. Ela sempre dizia para eu não me sentir obrigado a seguir no futebol”, conta o atacante em seu site. Mas ele nem cogitou desistir. Ano a ano, Fernando Torres subia de categoria. Em 1999, com 15 anos, um depois de ser eleito o melhor jogador europeu de sua idade na Copa Nike de clubes europeus (uma espécie de Liga dos Campeões da categoria), ele assinava seu primeiro contrato com o Atlético. “Me lembro do vídeo que o clube exibiu antes da Copa Nike. Ficamos alucinados quando o Juninho (Paulista, hoje no Palmeiras e então astro do Atlético) apareceu para nos desejar boa sorte!”, diz. Mas o que impulsionou de fato sua carreira foi o Europeu Sub-16 de 2001. Fernando Torres foi campeão com a Espanha e, de quebra, acabou artilheiro e ganhou o prêmio de melhor jogador do torneio.

“Esse êxito mudou minha vida. Quando cheguei em Madri as pessoas me paravam na rua!”. Além do afago da torcida, ele recebeu um outro, mais aguardado. No dia 22 de maio daquele ano, uma terça-feira, foi convidado para treinar com a equipe principal do Atlético. Logo no domingo seguinte, contra o Leganés (o Atlético estava então na segunda divisão), fazia sua estréia. Dias depois, contra o Albacete, entrou a 15 minutos do fim e marcou o gol da vitória por 1 x 0. Só que, apesar da ótima temporada pessoal, o Atlético não conseguiu voltar à primeira divisão. Na temporada seguinte, o oposto: Torres, diante da grande expectativa, decepcionou e fez poucos gols. Mas o Atlético subiu. Em julho de 2002, o atacante repetia na seleção sub-19 o que havia feito com a sub-16: campeão europeu, artilheiro e melhor jogador do torneio. Assim, não foi surpresa quando, pouco mais de um ano depois, em setembro de 2003, ele foi convocado, com 19 anos, para a seleção principal. Em abril, pediu para utilizar sua “camiseta da sorte”, de número 14, e marcou seu primeiro gol pela Espanha, contra a Itália. Mas na Eurocopa de 2004, mais uma vez, os espanhóis decepcionaram e não passaram da primeira fase — Torres substituiu Raúl nos dois primeiros jogos e foi titular no terceiro, sem marcar. Apesar de ainda não ter estourado na seleção, Fernando Torres foi o principal goleador espanhol nas duas últimas edições da Liga Espanhola — fez 19 gols em 2003-04 e 16 em 2004-05. Além disso, outros motivos fazem dele a maior esperança dos espanhóis para a Copa: “Com a decadência do nível de jogo de Raúl e sua lesão no joelho, a alternativa para o ataque da Seleção Espanhola é o jovem madrilenho. A Copa pode ser sua afirmação definitiva no futebol mundial”, diz o jornalista Fabian Torres, do jornal Marca. Fora de campo, com seu topete descolorido, estrelando editoriais de moda do estilista Giorgio Armani e presente em páginas das revistas de celebridades, Fernando Torres já virou estrela. Mas ser astro da Copa do Mundo são outros quinhentos... ©1 FOTO ALEXANDRE BATTIBUGLI ©2 ILUSTRAÇÃO STEFAN

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Craques e bagres que fazem o futebol no planeta

★ I n i m i g o s d o B ra s i l C r o á c i a Na Copa, a Seleção Croata deve ter alemães, australianos, brasileiros... e croatas

brado. A má fase do goleiro Butina, do Bruges, tem aumentado o lobby da imprensa por Pletikosa, do Hadjuk Split. Jogadores experientes, na verdade, o time ainda tem. Sobretudo na defesa, com Igor Tudor e Robert Kovac, dos italianos Siena e Juventus, respectivamente.

O técnico Zlatko Kranjcar: seu filho está entre os convocados

PRESENÇA ESTRANGEIRA

Croatas & companhia

Ranking da Fifa

Cheia de estrangeiros, a Croácia parte em busca do segundo lugar

Na Fifa desde

A Croácia, primeira adversária do Brasil na Copa, tem sido respeitosa com os pentacampeões. Mas já irritou os outros oponentes do grupo com declarações pouco políticas. Recentemente, o técnico Zlatko Kranjcar e o presidente da Federação Croata, Vlatko Markovic, cutucaram seus outros rivais. “Podemos esperar a vaga para a segunda fase. Não vejo motivo para não sermos melhores do que Japão e Austrália”, disse o treinador. “Nos classificamos de forma invicta, com sete vitórias e três empates. Muitos de nossos jogadores atuam em times de primeira linha da Europa. O Japão vai ficar em terceiro”, disse Markovic a uma revista japonesa. Foi exatamente o primeiro lugar de seu grupo nas Eliminatórias que deu excesso de confiança aos Crven, Bijeli, Plavi (algo como vermelhinhos, branquinhos e azuizinhos, como eles gostam de ser chamados, por causa das cores da bandeira). O destaque foi a vitória por 1 x 0 sobre a Suécia, em Gotemburgo, graças a uma das principais armas da equipe: as cobranças de falta do meia Srna. Coube ao mesmo Srna — artilheiro do time ao lado de Prso, com cinco gols — marcar o gol da classificação, de pênalti, em nova vitória por 1 x 0 sobre os suecos, agora em Zagreb. Além da Suécia, Bulgária, Hungria, Islândia e Malta também ficaram para trás. Apesar da campanha, o time não lembra nem de perto aquela equipe criativa e ofensiva que chegou em terceiro lugar na Copa de 1998, com nomes como Boban e Suker. “Nosso time marca forte, mas sai com qualidade. Perdemos em experiência, mas ganhamos em pegada”, disse o espião extra-oficial da Seleção Croata e técnico da Seleção Iraniana, Branko Ivankovic. Onde você leu experiência, leia talento. O nada brilhante Prso ainda é o astro do time, e seu retorno aos gramados pelo Glasgow Rangers, após dois meses parado por causa de uma lesão muscular, foi muito cele-

CROÁCIA Principais títulos Participações em Copas Melhor colocação

20º 1992 Não possui 2 3º lugar (1998)

Na Copa 2002

Caiu na primeira fase

Nas Eliminatórias

7V/3E/0D/21GP/5GC

Site

www.hns-cff.hr

TIME-BASE*

O grupo que disputou as Eliminatórias é a base da equipe, salvo problemas de lesão ou uma “aquisição” de última hora. É que a Federação Croata não vê problemas em buscar “reforços” em outros países. Um deles é o brasileiro Eduardo da Silva. Carioca criado na comunidade carente de Nova Kennedy, destacou-se num campeonato de favelas promovido pela CBF e chegou com 17 anos ao Dinamo Zagreb. Agüentou o frio, adaptou-se, aprendeu a falar servo-croata e conquistou a torcida do time mais popular do país. Ganhou a cidadania e acabou convocado à seleção sub-21. Foi chamado pela primeira vez à seleção principal para um amistoso contra a Irlanda, em novembro de 2004. Não participou das Eliminatórias, mas esteve em todas as listas de Zlatko Kranjcar em 2006. A quatro rodadas do fim do Campeonato Croata, o Dinamo já tinha o título praticamente assegurado, e Eduardo liderava a artilharia com quatro gols de vantagem. Num amistoso contra Hong Kong, ele marcou pela primeira vez com a seleção. “Foi bom poder marcar, mas ainda falta muito para garantir uma vaga no Mundial”, afirmou o atacante, que quer fazer com que os torcedores e a imprensa parem de chamá-lo de Da Silva: “Sempre fui Eduardo ou Dudu. Da Silva, não”. A lista de naturalizados da seleção é extensa. A começar pelos irmãos Robert e Niko Kovac, ambos nascidos em Berlim, na então Alemanha Oriental. Eles adotaram a cidadania do pai e são dois dos principais jogadores da equipe. Niko atua pelo Hertha, de sua cidade natal. Os australianos também aparecem em bom número: o defensor Simunic, o lateral reserva Seric e o provável terceiro goleiro Didulica — irmão do presidente do sindicato dos jogadores da Austrália. Até mesmo o filho do treinador, e grande revelação do futebol local, nasceu em outro país. Niko Kranjcar, de 21 anos, marcou o gol no empate por 1 x 1 com o Brasil, no amistoso de agosto de 2005, em Split. O talentoso meia nasceu na Áustria, quando seu pai atuava no Rapid Vienna. Mas iniciou a carreira no Dinamo Zagreb, onde seu pai foi ídolo. Conquistou títulos, tornou-se o mais jovem capitão da história do clube (17 anos), mas em 2004 transferiu-se para o maior rival, Hadjuk Split, após brigar com os dirigentes. Sobre quem questiona o lugar do filho na seleção, Zlatko responde: “Ninguém está aqui por ser parente de ninguém. Aqui estão os melhores jogadores da Croácia. Mas tomara que as relações familiares possam nos ajudar e dar força para enfrentar as dificuldades”. P O R R A F A E L M A R A N H Ã O

Croácia x Croácia O jogo Croácia x Austrália é aguardado com ansiedade pelos muitos imigrantes croatas que vivem em solo australiano. Os “Socceroos” tinham oito descendentes de croatas no grupo que garantiu vaga na Copa. Dois deles, Mark Viduka e Josip Skoko, iniciaram a carreira na Croácia. A lista seria maior se Simunic, Seric e Didulica não tivessem optado por jogar com os croatas. E aí a polêmica começa. Josip Simunic é cria do Instituto Australiano de Esportes (AIS), de onde saíram astros como o nadador Ian Thorpe. Simunic deixou sua ilha natal e em 2001 debutou pela Croácia. Já disputou uma Copa e garante não se arrepender. "Tomei a decisão muito jovem, mas continuo 100% comprometido com a Croácia. Sou grato à Austrália e estou ansioso para encontrá-los na Copa", disse o zagueiro, que garante não se importar quando o chamam de traidor. Agora, uma nova cria do AIS, o atacante Mathew Spiranovic, vem recebendo convites dos croatas. "A lábia deles convenceu alguns garotos, mas isso não pode se repetir. Spiranovic e seus pais já me asseguraram que ele quer jogar pela Austrália", disse Steve O’Connor, técnico de futebol do AIS. Por via das dúvidas, uma cláusula foi incluída no contrato do jovem atleta: se fizer a troca, ele terá que devolver os 40 mil reais referentes à bolsa de estudos paga pela AIS. Simunic: pivô de polêmica entre croatas e australianos

*Entre parênteses, a pronúncia dos nomes em português

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© FOTOS PIER GIAVELLI

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SOBE

▼ Cicinho

Cada um na sua ponta Entre os líderes dos principais campeonatos europeus, é a Juventus de Turim a dona do melhor desempenho

Está impossível no Real Madrid: jogando muito bem e marcando gols, garantiu uma vaga como titular da equipe e virou favorito disparado para ficar com a segunda vaga na lateral direita do Brasil na Copa.

Ibrahimovic, da Juventus: líder com folga no Italiano

Doni Desde que virou titular na Roma, não decepcionou: com boas defesas, tornou-se peça importante da equipe que igualou o recorde histórico de Juventus e Milan, com 10 vitórias seguidas no Campeonato Italiano.

Fábio Rochemback O volante está em alta no Middlesbrough: foi eleito destaque da equipe na surpreendente vitória por 3 x 0 sobre o Chelsea. Já jogou 16 vezes no Campeonato Inglês, todas como titular.

DESCE

Belletti Por causa da lesão de Cafu, Maicon foi convocado para o amistoso do Brasil contra a Rússia. E, assim, o lateral do Barcelona viu afundarem suas chances de ir à Copa do Mundo.

Aílton De volta à Alemanha, o atacante conhecido como Queixada — pelo tamanho avantajado de se queixo — sofreu uma lesão justamente no maxilar na vitória do seu time, o Hamburgo, por 2 x 1 sobre o Hannover. Deve ficar dois meses longe dos gramados.

Cafu Não bastasse a má fase que atravessa no Milan e os problemas pessoais que tem, o capitão da Seleção Brasileira ainda teve que ser submetido a uma artroscopia no joelho esquerdo. Sua previsão de retorno aos campos é de pelo menos um mês.

O peso das camisas

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Adidas e Nike disputam clássicos por todo o planeta Qual a maior rivalidade do mundo do futebol? River e Boca são mais rivais do que Palmeiras e Corinthians? Difícil comparar. Mas, hoje, há uma briga mundial nos campos de futebol. É entre Nike e Adidas, as duas empresas de material esportivo. Nos principais centros da bola, a rivalidade entre clubes espelha a disputa entre as empresas (ver quadro). Na Inglaterra, onde a disputa ainda não existe, ela já tem data para começar, pois o Chelsea assinou contrato com a Adidas para a próxima temporada. Eduardo Corch, responsável pelo marketing esportivo da Adidas no Brasil, explica que a necessidade de estar presente nas praças mais importantes e de se aliar a clubes vencedores faz com que o patrocínio de arqui-rivais dividido entre Nike e Adidas ocorra de forma natural: “Temos interesse nos maiores clubes. Participamos das negociações com todos os grandes times, mas é claro que não precisamos ter, por exemplo,

Palmeiras e Corinthians em São Paulo”. Na Copa, a disputa continuará. As empresas estão brigando na justiça pelo direito de patrocinar o argentino Messi. Em relação às seleções, enquanto a Nike estará ao lado de oito (incluindo o Brasil), a Adidas terá seis (como Alemanha, França e Argentina). Mas a liderança no número de seleções no Mundial não será nem de Adidas nem de Nike: a Puma fornecerá material para 11 equipes.

▼ Os clássicos das marcas Nike

Qual o melhor time da Europa? Enquanto a Liga dos Campeões não termina, o melhor fator de comparação entre os clubes são seus desempenhos nos campeonatos nacionais. Juventus-ITA e Chelsea-ING, apesar dos torneios em seus países terem passado há pouco da metade, praticamente já garantiram mais um troféu para suas coleções. Hoje, os italianos podem se gabar de ter o melhor aproveitamento entre os seis líderes dos campeonatos mais importantes da Europa: 88% dos pontos conquistados. Na briga pelo melhor ataque entre os líderes nacionais, o Barcelona-ESP leva boa vantagem sobre os demais, com a ótima marca de 2,3 gols por jogo. Quando o assunto é defesa, porém, o Barça fica em último. O título de melhor defesa da Europa fica com o Porto-POR, que a exemplo de Barcelona, Lyon-FRA e Bayern-ALE, não está tão perto do título nacional como Juventus e Chelsea, mas desfruta de boa vantagem para a reta final da temporada.

Clube dos zicados Na edição passada, publicamos uma lista de 10 jogadores que estavam fora da Copa ou tinham suas chances de ir ao Mundial ameaçadas por lesões. Agora, dois novos nomes entraram no indigesto clube. O primeiro foi Alan Smith, meia reserva da Inglaterra, que sofreu fratura na perna e deslocamento do tornozelo esquerdo durante um jogo do Manchester United. Como não jogará por um ano, está fora da Copa. Menos grave, mas preocupante, é o caso de Francesco Totti, astro da Itália. O meia sofreu uma fratura no tornozelo e foi operado no mesmo dia, 19/2. A previsão de retorno é de cerca de

▼ O desempenho dos líderes no futebol europeu POSIÇÃO

três meses, e sua ida para a Copa

Clube

Juventus

Chelsea

Bayern Munique Barcelona

Lyon

Porto

ainda é uma incógnita.

País

ITÁLIA

INGLATERRA

ALEMANHA

ESPANHA

FRANÇA

PORTUGAL

Pontos Ganhos

86

66

55

55

59

51

Jogos

26

26

22

24

26

23

Aproveitamento

85,89%

84,61%

83,33%

76,38%

75,64%

73,91%

Vantagem

+10

+12

+8

+6

+7

+5

Média Gols Pró

2,03

2,00

1,90

2,41

1,65

1,52

Média Gols Contra

0,65

0,61

0,68

0,87

0,65

0,56

*Números atualizados até 20/02

Totti: estrela italiana é dúvida na Copa

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Cuspe à distância

País

Adidas

Alemanha

Schalke 04

x

Borussia Dortmund

Argentina

River Plate

x

Boca Juniors

Brasil

Palmeiras

x

Corinthians

Brasil

Fluminense

x

Flamengo

Keep Britain Tidy resolveu lutar para proibir as cusparadas nos campos britânicos. Segundo Alan

Espanha

Real Madrid

x

Barcelona

Woods, diretor da organização, a mania de cuspir no gramado — e às vezes em adversários — é

França

Olympique Mars.

x

PSG

um mau exemplo para as crianças britânicas. O senhor Woods, que já escreveu à associação de

Holanda

Ajax

x

PSV

Inglaterra

Chelsea*

x

Arsenal

jogadores de futebol, diz também que as cusparadas causam prejuízo à saúde e ao bolso da

Itália

Milan

x

Internazionale

população: "Saliva e gomas de mascar na calçada precisam de lavagem e limpeza. E, direcionado

Portugal

Benfica

x

Porto

a uma pessoa, o cuspe pode transmitir gripe, sarampo e caxumba."

Jogadores de futebol cospem para "parecerem machos". Convicta disso, a entidade beneficente

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•A partir da temporada 2006-07

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©1 ILUSTRAÇÃO FLÁVIO ROSSI ©2 FOTO PIER GIAVELLI ©3 AE ©4 ILUSTRAÇÃO RAMON E. MUNIZ

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MiltonNeves

Leão, o enfezado Quem conhece o técnico sabe: desde a mais tenra idade, Emerson Leão combina competência com arrogância. Agora, passou do limite... E aí Zagallo definiu os 22 para a Leão, entre policiais, Copa de 70. Pelé e mais 21, denem Campinas: briga com repórteres tre eles Rogério, o ponta do Botafogo que hoje mora em Curitiba e é ministro da Igreja Messiânica, a IMBB. Só que Rogério se machucou. Zagallo, Parreira, Cláudio Coutinho, Admildo Chirol e Lídio de Toledo reuniram-se às pressas para a convocação de um novo ponta. Copeu, Nado, Paulo Borges, Gildo, Zequinha, Mané Maria e até Zélio foram cogitados. Optou-se por Mané Maria — “titular” da lista dos 40, uma prática do passado —, mas Félix e Ado, os dois goleiros já confirmados, temendo uma contusão de um deles, pediram que o substituto de Rogério fosse... Leão! Sim, o menino Leão, que tinha sido cortado. A comissão técnica da Seleção gostou da idéia, chamou o jovem goleiro do Palmeiras, que já estava no Brasil, e incumbiu Félix e Ado, os patronos de sua convocação, que o recepcionassem à entrada da concentração, em Guadalajara. Leão chegou, os dois o cumprimentaram, desejando boa volta à seleção e foram surpreendidos com essa frase: “A justiça foi feita, chegou o melhor goleiro”. Viram? Esse era Leão; e ele continua igualzinho: arrogante, trabalhador, dedicado, obcecado, competitivo, competente e titular absoluto do time do Eu FC. Sim, ele era mesmo melhor do que Félix e Ado, mas não jogou um minuto sequer naquela Copa e deve aos dois o único título internacional que tem: o de tricampeão mundial.

Como técnico, até 2002, ele tinha o mesmo tamanho atual, digamos, de Estevam Soares. Aí, no Santos, deu sorte ao ficar com a vaga de Lula Pereira, que ia para o Flamengo. O destino foi generoso com Leão. Com Robinho e Diego, ganhou o Brasileiro de 2002 e de sacristão virou o vigário da paróquia. Foi o ©1 ©1 bastante para pensar que já era o novo Papa Emerson Leão I, sucessor de João Paulo II. Agora, pelo visto, promoveu-se à condição de Deus. Analisa perguntas, tenta pensamentos filosóficos desastrosos, desafina em seus gorjeios literários, esnoba e ignora repórteres, humilha jornalista de rádio pequena, agride o vernáculo mais do que o inculto Vanderlei Luxemburgo, tornouse comentarista de pergunta e, para ganhar um 10, passou a bater em jornalistas, a quem fala com desprezo, concedendo-lhes algumas migalhas de sua voz. Até quando?

Sim, ele era mesmo melhor do que Félix e Ado, mas não jogou um minuto sequer naquela Copa e deve aos dois o único título internacional que tem: o de tricampeão mundial

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■ Aliás, ouvi o áudio da mini-entrevista de Leão ao repórter Luiz Henrique Semedo, da Rádio Clube de Campinas, estopim de tudo. Saiu no Sportv. Se não houve edição da rádio, Leão perde o processo. O repórter demonstrava era orgulho por estar perto de uma celebridade. ■ E alô, celebridades, respeitem o repórter de rádio do interior. Eles enfrentam luta inglória, são ouvidos só em sua cidade, parte do minguado salário vem de propaganda barata que vendem para firmas locais e só ficam no ar para alimentar duas grandes paixões: o rádio e o futebol.

©1 FOTO AAN


São reportagens, entrevistas, guias, bastidores e perfis que serão publicados em 12 revistas da Abril e em edições especiais.

06_CAD RROSANTE -

VIAGEM E TURISMO, CONTIGO!, QUATRO RODAS, EXAME, VIP, MUNDO ESTRANHO, NOVA e CLAUDIA. E também na MTV, TVA, internet e DVDs.

PLACAR

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PLACAR - PLACAR - 43 - 01/03/06

-

O projeto Abril na Copa está nas revistas PLACAR, VEJA, SUPERINTERESSANTE, PLAYBOY,

Composite

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20/02/06

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Na Abril, a bola já está rolando.

Abril na Copa 2006 tem o apoio de


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O MAIS ODIADO

– QUEM É O JOGADOR MAIS ODIADO ENTRE VOCÊS? – ME TIRA DESSA, MEU IRMÃO. NÃO ME COMPLICA. MAS DIZ AÍ... QUEM TÁ NA FRENTE? – NÃO POSSO DIZER. – AH, POR FAVOR... – SEM CHANCE. – JOGA NO BRASIL? – DIGAMOS QUE SIM. – É DA SELEÇÃO? – DIGAMOS QUE SIM. – É O RICARDINHO?

PERCENTUAL SOBRE VOTOS VÁLIDOS

25,76% RICARDINHO 10,60% ROMÁRIO 4,55% EDMUNDO 59,09% OUTROS ▼

PLACAR, ABRIL DE 2000 Marcelinho Carioca, então no Corinthians (ele está voltando ao clube para reencontrar o desafeto Ricardinho), foi “eleito” o mais odiado do Brasil pelos leitores. Na enquete com os jogadores, o vencedor foi Edmundo

?

PLACAR, ABRIL DE 2006 Na próxima edição, revelaremos o técnico mais odiado do país. Você também pode participar da eleição, votando no site www.placar.com.br a partir de 1º de março

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Quem responde a enquete é um jogador com vaga assegurada na Seleção de Parreira para a Copa da Alemanha e que se absteve de votar, mas não de tentar adivinhar. É um astro internacional. O diálogo segue e ele explica: — Veja bem, comigo nunca teve nada, mas o pessoal diz que ele é muito baba-ovo de treinador, puxa-saco, fica com aquele papinho com o técnico... Ricardo Luís Pozzi Rodrigues, o Ricardinho, fará 30 anos em 23 de maio, oito dias depois que seu nome for confirmado como um dos 23 atletas brasileiros convocados para a Copa do Mundo. Este ano, não terá bolo com a família. Ele já estará em Weggis, na Suíça, no primeiro período de treinos da Seleção. Convivendo com ele, mais de 40 dias, estará o jogador do diálogo acima. Almoçarão juntos, treinarão juntos. Talvez até compartilhem o mesmo quarto. E, provavelmente, não terão problemas. Ricardinho é educado, com uma inteligência e cultura acima da média para jogadores de futebol — indivíduos, em sua maioria, com formação deficiente. Em toda carreira, teve apenas um entrevero público com um colega de profissão (veja na página ao lado). De resto, sua ficha é limpíssima. Tão cristalina que os jornalistas de Placar levaram um susto quando os votos foram chegando à redação. Perguntamos a 100 atletas brasileiros que atuam nas maiores equipes do país e do exterior quem era o jogador mais odiado. A única maneira de realizar um levantamento desses é garantir o anonimato dos eleitores, e assim foi feito. Quando era feita a pergunta, a maioria reagia entre a surpresa e o receio. Muitos, entretanto, não escondiam a curiosidade. Cautelosos, cinco atletas de um grande clube do sudeste, por exemplo, armaram um esquema digno de filme policial para entregar os votos. Eles pediram ao repórter da Placar que aguardasse no estacionamento, dentro do carro. Algum tempo depois, encosta o carrão com vidros escuros. Lá de dentro, sai uma mão com um papelzinho dobrado. Eram os votos. O vidro se fecha e o carro arrancou em velocidade.

RICARDINHO X MARCELINHO Pela primeira vez, Ricardinho foi associado à palavra “traíra”. O colega Marcelinho o acusou de ser o “leva-e-traz” do Corinthians. Ricardinho passaria para o técnico Vanderlei Luxemburgo e para a diretoria tudo o que era discutido entre os jogadores. Por conta disso, o meia teria “levado uma prensa” (quase foi agredido) por alguns colegas na concentração. O episódio fez com que Ricardinho e Marcelinho rompessem. No fim, a diretoria optou por ficar com o primeiro e negociar o segundo (para revolta da torcida). No ano passado, os dois ensaiaram uma trégua que não convenceu muita gente.

RICARDINHO X SÃO PAULO Contratado a peso de ouro, colecionou desafetos no Morumbi depois que o técnico Oswaldo Oliveira (seu amigo) foi dispensado. Ricardinho desentendeu-se com a diretoria (por conta de salários atrasados), com o novo treinador (Roberto Rojas, que cobrava mais liderança dele) e com vários colegas. Era chamado de “300 mil” por alguns deles, por conta do alto salário. Sem clima, pediu para que seu contrato fosse rescindido em 2004. Foi humilhado pelo diretor Juvenal Juvêncio na despedida, e o clube ainda cobra dele na Justiça uma multa de 2 milhões de reais por ter se transferido para um clube brasileiro (o Santos) antes que se completasse um ano de sua saída do São Paulo (ele assinara um documento garantindo a “quarentena”).

RICARDINHO X SANTOS Após os dissabores no São Paulo e o fracasso no futebol inglês, Ricardinho disse ter recuperado no Santos a alegria de jogar. Chegou a declarar que gostaria de morar na cidade para sempre e que o clube tinha a sua cara. Vanderlei Luxemburgo foi para o Real Madrid, e Ricardinho foi perdendo o encanto. Com a reformulação do time, se viu outra vez na obrigação de liderar a equipe (o que ele nunca gostou). No fim do ano passado, sequer ouviu a proposta para permanecer na Vila Belmiro. Forçou a barra para sair, se queimou com o presidente Marcelo Teixeira e com os colegas (do mais experiente ao mais novato), que se queixavam, por exemplo, de Ricardinho levar amigos dele nos churrascos só para os boleiros. Fechou mais uma porta. M A R Ç O ★ 2 0 0 6 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ 4 7


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O MAIS ODIADO

Um amigo me disse uma vez que o Ricardinho é um safado, pilantra... e ele tem cara mesmo

Jogador de meio-campo de um grande clube carioca

Nunca percebi o Ricardinho puxando o saco. Até porque isso não funciona comigo. Tanto que ele foi à Copa com o Felipão, e não por influência minha. E se for à Copa este ano comigo, não vai ser por causa disso, e sim por sua qualidade como jogador

Carlos Alberto Parreira, técnico da Seleção Brasileira 4 8 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ M A R Ç O ★ 2 0 0 6

Você também deve estar surpreso. Ricardinho ganhar essa enquete é uma hecatombe comparável ao Sampaio Corrêa vencer a Libertadores. Há demônios muito maiores. Pense naqueles bad boys que aprontam dentro e fora do campo, nos zagueiros violentos, nos falastrões... Mas Ricardinho? Para entender esse resultado, é preciso antes de tudo lembrar quem vota: os próprios jogadores, e não você, torcedor. Da outra vez que Placar fez um levantamento semelhante, em abril de 2000, foram quase 10 mil torcedores que elegeram Marcelinho Carioca o mais odiado do Brasil. Marcelinho foi para a capa da revista. Lá dentro, um quadro apontava a escolha dos jogadores. Edmundo venceu Marcelinho por pouco. Seguia-se a lista dos “demônios”: Argel, Vágner, Edílson, Felipe, Júnior Baiano... Todos jogadores com carreiras marcadas pela polêmica. Ricardinho, então no vitorioso Corinthians, não tivera nenhum voto. Desta vez, a eleição se deu exclusivamente entre os boleiros. Para tentar compreender os motivos de Ricardinho ter vencido, é preciso ouvir as justificativas dos votos. Aqui, algumas delas: “Ele é metido à beça, arrogante. E é amiguinho de diretor”, diz um atacante. “É o tipo de cara que é amigo de dirigente, amiguinho de comissão técnica”, afirma outro goleador. “Nunca me fez nada, mas não acho que ele seja confiável. Parece ser traíra com os jogadores”, conta um lateral. “Ele fica muito de papo com a comissão técnica. Nunca me fez nada, mas eu não o escolheria para amigo”, explica um volante.

O INIMIGO JOGA AO LADO Tais declarações ganham cores ainda mais fortes quando analisamos a relação dos 17 atletas que votaram em Ricardinho na enquete de Placar. Onze deles jogaram ao lado do meia, em clubes e na Seleção. No dia 4 de janeiro, o jornal Folha de S. Paulo publicou a seguinte nota: “Jogadores da Seleção Brasileira estão incomodados com a amizade entre Carlos Alberto Parreira e Ricardinho. Avaliam que o meia trabalha como informante do treinador. O relacionamento do técnico com o meia começou a chamar a atenção dos outros no jogo com a Croácia. Eles viram Ricardinho na mesa de Parreira antes de os demais chegarem para um lanche. Depois, o meia sentou-se ao lado dos colegas. Antes do amistoso contra os Emirados Árabes, Ricardinho levou uma bronca de um dos astros da Seleção diante do treinador. O ex-corintiano conversava com Parreira enquanto os demais faziam aquecimento. Ouviu do companheiro exaltado para parar de forçar a barra.” Existem, portanto, indicadores de que o comportamento de Ricardinho incomode alguns colegas. Estes acusam o jogador de ser uma espécie de “leva-e-traz” dos comandantes. “Isso me surpreende. Trabalhei sete meses com o Ricardinho no Corinthians e ele tinha um ambiente muito bom”, diz o técnico da Seleção Carlos Alberto Parreira. “E nunca trouxe para mim nada do grupo, nunca traiu o grupo ou algum jogador, nunca insinuou nada. O Ricardinho é, além de muito bom jogador, um atleta inteligente. Isso pode causar algum ciúme, não sei... Mas realmente nunca percebi animosidade em relação a ele, nem no Corinthians, nem na Seleção.”

PARA RICARDINHO, A EXPLICAÇÃO É O SEU “INTERESSE MAIOR PELA PROFISSÃO” Como você encara o resultado da enquete? Me surpreende pelo fato de eu ter sido o mais votado, mas não pelas justificativas dos votos. Eu tenho meu jeito de ser, tenho 11 anos como profissional, conquistei vários títulos, joguei uma Copa e continuo na Seleção Brasileira. Sou um cara preocupado com minha profissão, que procura sempre crescer. E para enriquecer meu trabalho, sempre tive interesse em assistir aos jogos e participar. Sou um cara que questiona os treinadores, principalmente na parte tática, porque eu assisto a todas as competições, não só o Brasileiro como os campeonatos dos outros países. Eu me interesso pela minha profissão. Acho que isso é bom para as equipes onde eu jogo. Sou procurado pelos treinadores por isso, porque questiono o posicionamento do adversário, sei como os adversários jogam, o potencial e as deficiências. Talvez por eu ser dessa forma, existam essas acusações. Me preocuparia se fosse algo mais sério, mais pessoal. Mas como é uma coisa sobre meu jeito de ser, se o preço é esse pelo meu conhecimento, então eu pago. Acho que estou fazendo a coisa certa, não há motivos para mudar. Existem outros jogadores, em outros clubes, que são assim. São minoria, é claro. Em algum momento, um colega chegou para você e disse que sua proximidade com dirigentes ou técnico estava pegando mal no elenco? Não, nem senti algo assim. Nunca percebi, nem foi comentado. A maioria dos seus “eleitores” é de ex-colegas. Por que você acha que o chamaram de “traíra, leva-e-traz, amiguinho de diretor”. Você consegue imaginar por que seu temperamento incomodou tanto esses colegas? É difícil responder porque nunca senti isso. Mas eu trabalho sempre às claras. A partir do momento em que surge um problema, minha primeira atitude é falar. Mas isso nunca foi colocado. Deviam ter falado para mim. Não sei quem votou nem me interessa, mas tenho certeza que uma grande porcentagem desses jogadores, quando a gente trabalhava junto, vinha me perguntar: “Fazemos como no jogo? Desse jeito, daquele jeito?” Ou então: “Precisamos discutir a premiação. Ricardo, já acertou a premiação?” Ou seja, se beneficiava justamente desse meu jeito de ser.

Você sente o peso de ter tido acesso à educação acima da média do jogador brasileiro? Eu não me acho acima da média. Me acho um atleta normal, interessado em sua profissão, como muitos outros. O Rogério Ceni com certeza deve ter sido votado, né? Ele é também um cara que estudou, que participa, que ajuda, beneficia as pessoas, e também devem ter pessoas que comentam a mesma coisa. Mas o problema é que muitos são abaixo do normal. Essa é que é a diferença. Eu não tive a oportunidade de fazer uma faculdade, mas terminei o segundo grau. Outros não tiveram condições de estudar, mas eu acho que, a partir do momento em que um atleta vira profissional, ele tem que ter a iniciativa de procurar estudar, terminar sua formação. O único entrevero com outro jogador que se tornou público em sua carreira foi com o Marcelinho. Uma volta dele ao Corinthians seria problema para você? Isso está superado. O tempo é sempre o melhor remédio para as coisas. A gente vai ficando mais velho, vai adquirindo experiência, não só profissionalmente, mas de vida também. São outros valores, você tem filhos, o tempo é a melhor coisa. Se houve um erro, já está superado. A gente conversou, se encontrou casualmente em um aeroporto. Mas essa (a contratação de Marcelinho) é uma decisão da comissão técnica, da diretoria. O Corinthians é maior do que eu, ele e qualquer outro. A gente já está mais velho, não cabe ficar cultivando uma coisa que não vai levar ninguém a lugar nenhum. Um jornal de São Paulo noticiou que você teria tido a atenção chamada por um colega da Seleção quando conversava com o Parreira... Isso não aconteceu. Às vezes, a gente é obrigado a comentar situações e colocações sempre sem um personagem. Porque se a pessoa tem um personagem, posso dizer: “ele é mentiroso”. Mas não posso dizer que é mentiroso porque eu não sei quem foi. E também não posso julgar o repórter porque alguém falou pra ele, inventou isso pra ele, e ele é claro não vai expor a pessoa. E por que uma notícia dessas sai? Não sei, mas não é só essa, não. O que posso falar é que isso nunca ocorreu. Eu costumo dizer que nosso grupo de jogadores na Seleção é tão bom que eu nem gosto de falar para não dar azar... Você tem grandes amigos, de freqüentar a casa um do outro, no futebol? Meus amigos mesmo, que vão à minha casa, a maioria é de pessoas fora do futebol, fora do meu ambiente de trabalho. No futebol, eu citaria o Batata, o Amaral e o Falcão, do futsal. Mas acho que isso acontece com a maioria dos jogadores, como em outras profissões. Tenho amigos, mas a maioria fora do ambiente de trabalho. Por fim, você quer votar no jogador mais odiado? Não, prefiro não votar. Se fosse para o melhor, até votaria. Prefiro ver sempre o lado bom. Defeito, todos nós temos. M A R Ç O ★ 2 0 0 6 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ 4 9


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O MAIS ODIADO

TODOS OS VOTADOS 1º Ricardinho: 17 votos 2º Romário: 7 votos 3º Edmundo: 3 votos 4º Argel, Cleisson, Edílson, Danrlei, Leandro Guerreiro, Lugano, Marcelinho Carioca, Preto Casagrande, Roger (Corinthians), Rogério Ceni, Tevez: 2 votos 12º Alex Alves (ex-Vitória), Alexandre (ex-Palmeiras), Allisson, Claudinei*, Clemer, Cocito, Élson, Ewerton (Zaragoza), Fernando Baiano, Gino (exCorinthians), Grafite, Itamar, Luizão, Marcinho Guerreiro, Paulo Baier, Samuel (ex-Avaí), Scheidt: 1 voto Abstenções: 34 Total: 100 votos * Ex-volante do América-MG, morto a tiros na porta de uma boate em novembro de 2004

O ex-diretor do Corinthians, Antônio Roque Citadini, atribui o resultado da enquete ao preconceito. “Os boleiros rejeitam tudo o que não é do padrão deles. O Ricardinho tem um perfil diferenciado: vem da classe média, se expressa bem. Então, é rejeitado”. Hoje afastado do poder no clube, Citadini era o homem-forte do futebol corintiano no final dos anos 90, fase em que o alvinegro ganhou dois Brasileiros e um Mundial de Clubes tendo Ricardinho como um dos destaques. Aproximou-se do craque, de quem é amigo até hoje. “Acho muito injusto, pelo caráter que ele sempre demonstrou, associálo a coisas ruins, depreciativas”, afirma. Oswaldo de Oliveira, técnico que trabalhou com Ricardinho no Corinthians e no São Paulo, engrossa o coro da defesa. “O Ricardo é um cara de personalidade forte e sempre me ajudou muito nos clubes em que trabalhamos juntos. Mas nunca desse jeito, ele não é leva-e-traz, não faz fofoca, muito pelo contrário. Ele tem uma experiência e uma liderança muito grandes, e com isso tem também muita autonomia. Tanta autonomia que não depende desse tipo de relação, que não precisa ter esse tipo de atitude. Não precisa e não tem”, diz. “Ele é pontual, prestativo e tem um sentido de colaboração enorme. E do ponto de vista tático, é excelente.” Mais intrigante, porém, é a defesa que um ex-colega de Corinthians faz de Ricardinho. “Ele vivia pendurado nas bolas no Vanderlei (Luxemburgo) e do Parreira, mas nunca fez mal a ninguém. Isso é pura sacanagem de jogador”, diz. O excolega acaba por corroborar a proximidade com técnicos e dirigentes que tanto incomoda alguns jogadores. E deixa pistas, também, de que o meia sofra uma espécie de “preconceito às avessas”, como acentua um dirigente que trabalhou com o jogador. “No ambiente do time, ele sempre fica meio de lado. Por uma questão de afinidade intelectual, ele sempre foi mais próximo de dirigentes e técnicos do que dos outros jogadores”. O que o levantamento não revela, entretanto, é “de quem é a culpa”. A eleição de Ricardinho como o mais odiado se deve mesmo à sua personalidade e seu comportamento? Ele seria mesmo esse “baba-ovo”, como apregoam esses colegas? Ou o problema está justamente em seus eleitores, que seriam incapazes de aceitar alguém que seja minimamente diferente deles?

POR SÉRGIO XAVIER FILHO

Não foi uma surpresa descobrir que Ricardinho é o jogador mais odiado do Brasil. Foi, acima de tudo, uma decepção. Não com o votado, mas com os votantes. A boleirada perdoou os violentos e carniceiros. Poupou os fominhas e todos aqueles que só pensam em si mesmos nos gramados.

Ele é mandão, só ele quer fazer as coisas. Muita gente não gosta dele...

Ex-atacante de um grande clube paulista

Trabalhei com o Ricardo três vezes e em todas elas ele foi ótimo dentro e fora do campo. Ele tem personalidade forte, cobra dos companheiros. Isso às vezes pode gerar uma má vontade. Mas já vi muitos outros jogadores com problemas muito maiores em grupo, com ambiente ruim mesmo. Com ele não é assim

Oswaldo de Oliveira, técnico de futebol

OS JOGADORES PREFERIRAM PREGAR NA CRUZ O CORINTIANO RICARDINHO BASICAMENTE POR UMA RAZÃO: ELE É DIFERENTE DA MAIORIA e se comporta de maneira “indesculpável”. O grande pecado do meia é conversar com os chefes. A acusação feita ao jogador é que ele seria um “leva-e-traz”, um delator que entrega os companheiros aos técnicos e dirigentes. A maioria dos entrevistados ouvidos pela Placar, porém, não tinha um exemplo concreto de alguma “trairagem” cometida por Ricardinho. No máximo, ouviram falar. De uma certa forma, o mundo da bola ainda padece de uma visão míope das relações de trabalho. Como no sindicalismo arcaico em que funcionário deve ser necessariamente inimigo de patrão, o futebol brasileiro não permite que técnicos e jogadores troquem idéias como profissionais em busca das vitórias. Mais inteligente que a média, mais articulado que a imensa maioria dos jogadores, Ricardinho sempre teve facilidade para dialogar com seus superiores. Por isso foi colhendo antipatias por onde passou. Pelo seu talento e sabedoria tática, foi cobiçado por grandes clubes do Brasil e exterior. Valorizou-se, seu salário ganhou patamares estratosféricos. Pronto. Além de ser “amiguinho dos homi”, ganhava muito. Seus companheiros de São Paulo o apelidaram em função dos trezentos mil reais mensais que recebia. “Deixa que o trezentinho vai correr atrás da bola”, diziam nos treinos. Ricardinho pode até ter cometido seus pecados, ter falado mais do que devia em algum momento e prejudicado alguém. Mas não ganhou o indigesto título de mais odiado pelo que fez. Seu crime é não ser como seus pares. E isso, no futebol, é crime inafiançável. ✪ M A R Ç O ★ 2 0 0 6 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ 5 1


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do res 2006 . Gu ia da Li b erta

Tu do so br e os gr an d es h eróis da América Latina. Já nas ban cas , h erm ano .


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Ricardinho

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Nonato

Fernandão

Edmundo

Muñoz

Rogério Ceni

Soy loco por ti, America Tudo bem, a competição mais esperada do ano é mesmo a Copa do Mundo. Mas quem já venceu uma Libertadores — e principalmente quem daria tudo para vencê-la — sabe que o caneco mais cobiçado das Américas é quase tão difícil de conquistar como o da Fifa. Na edição 2006, o torneio reúne o trio de ferro de São Paulo, além do Internacional, sedento por uma conquista que honre seu nome, e mais Goiás e Paulista. Confira nas próximas páginas algumas pérolas do Guia da Libertadores ▼ 2006 que Placar já lançou nas GUIA LIBERTADORES 2006, Tudo sobre os seis brasileiros e seus 26 bancas de todo o país inimigos, a história de todos os clubes POR JONAS OLIVEIRA

que já nos representaram e a tabela completa da competição. M A R Ç O ★ 2 0 0 6 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ 5 3


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L I B E R T A D O R E S

PARECE, MAS NÃO É O nome é o mesmo.

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DA COPA PARA A COPA

UM, DOIS, TRÊS; O RIVER É FREGUÊS! Com a ausência do Boca Juniors, nosso adversário mais temido é o River Plate. Mas ao contrário do rival, que tem um retrospecto invejável contra os brasileiros (10V, 6E e 3D), o River não costuma se dar bem ao enfrentar os nossos times. Em 17 jogos, são 11 derrotas, 1 empate e 5 vitórias. Dos times que disputam a atual edição, quem mais cruzou o caminho dos brasileiros é o Cerro Porteño.

O futebol, nem sempre... Darío VERÓN (Z) Pumas-MEX Se o xará argentino já perdeu seu lugar na seleção, o zagueiro paraguaio ainda luta pra defender as cores de seu país na Alemanha.

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Omar RIQUELME (Z) Unión Española-CHI Na reserva, é improvável que o zagueirão faça gols como o do craque argentino. Mas o nome ainda pode causar arrepios em alguns palmeirenses. Daniel GAMARRA (M) Independiente Santa Fé-COL Mesmo jogando como meia-ofensivo, é possível que o meia uruguaio tenha mais faltas no currículo que o zagueiro do Palmeiras. Paolo MALDONADO (M) Universitário-PER O meia veterano é sete anos mais velho – e sete vezes menos conhecido por aqui - que o volante chileno do Santos. Não tem laços familiares com Vanderlei Luxemburgo. Germán RIVAROLA (LE) Rosario Central-ARG É argentino e nunca atuou pelo Grêmio. Mas marcou um gol no Beira Rio, contra o Internacional, na Copa Sul-Americana de 2005.

Amoroso deixa os argentinos para trás: contra o River, o tricolor é 100%

RETROSPECTO CONTRA OS BRASILEIROS: CLUBES V Cerro Porteño-PAR 8 Nacional-URU 4 Bolívar-BOL 6 El Nacional-EQU 6 River Plate-ARG 5 U. Católica-CHI 5 Universitário-PER 3 Sporting Cristal-PER 3 Atlético Nacional-COL 3 LDU-EQU 3 Deportivo Cali-COL 4 Rosario Central-ARG 4 Vélez Sarzfield-ARG 3 The Strongest-BOL 1 Unión Española-CHI 1 Guadalajara-MEX 2 Newell’s Old Boys-ARG 2 Estudiantes-ARG 2 Tigres-MEX 1 Cienciano-PER 1 Pumas-MEX 1 Independiente Santa Fe-COL 0 Libertad-PAR 0

E 11 8 3 2 1 4 5 1 4 0 1 0 1 1 5 1 0 1 0 0 0 1 0

D 15 12 9 10 11 7 6 10 5 7 5 4 4 6 3 3 2 1 1 1 1 1 2

Alguns estão garantidos; outros nem tanto. Para eles, a Libertadores pode ser o carimbo no passaporte para a Alemanha

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OS GRINGOS SOMOS NÓS Os clubes brasileiros têm mais gringos do que nunca. Conheça também os brasucas que reforçam os times hermanos

Rivarola: não é aquele do Grêmio, mas já marcou contra o Inter

LIBERTADORES SOÇAITE? 5 4 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ M A R Ç O ★ 2 0 0 6

JÚLIO CÉSAR SANTOS (Z), Tigres O maranhense já passou pelo Real Madrid (onde foi campeão da Liga dos Campeões em 2000), Milan e Benfica. JÚLIO CÉSAR PINHEIRO (M), Pumas Revelado pelo Guarani, passou por clubes do México, Itália e Espanha. No ano passado, defendeu a Ponte Preta. MARCELO RAMOS (A), Atlético Nacional Aos 33 anos, o segundo maior artilheiro da história do Cruzeiro — que também jogou por Bahia, Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Vitória — tenta se firmar ao lado de Aristizábal. RICARDO FERRETTI (T), Tigres Nasceu no Rio de Janeiro, mas fez carreira de treinador no México. O Tigres é o quinto clube que ele comanda por lá.

Paraguai Justo Villar (G) Diego Gavilán (V) Carlos Bonet (LD) Pedro Sarabia (Z) Julio César Cáceres (Z) Juan Cáceres (Z) Jorge Núñez (LE) Carlos Gamarra (Z) Argentina Germán Lux (G) Luciano Figueroa (A) Carlitos Tevez (A) Javier Mascherano (V) Brasil Marcos (G) Gustavo Nery (LE) Ricardinho (M) Nilmar (A) Júnior (LE) Mineiro (V) Equador Segundo Castillo (V) Cristian Lara (A) Jorge Guagua (Z) Felix Borja (A) Christian Mora (G) Édison Méndez (M) Paul Ambrosi (LE) Giovanny Espinoza (Z) Agustín Delgado (A) Neicer Reasco (LD/Z) México Gonzalo Pineda (V) Oswaldo Sánchez (G) Carlos Salcido (V) Alberto Medina (A) Omar Bravo (A) Gerardo Galindo (V)

Newell’s Old Boys-ARG Newell’s Old Boys-ARG Libertad-PAR Libertad-PAR River Plate-ARG Estudiantes-ARG Estudiantes-ARG Palmeiras River Plate-ARG River Plate-ARG Corinthians Corinthians Palmeiras Corinthians Corinthians Corinthians São Paulo São Paulo El Nacional-EQU El Nacional-EQU El Nacional-EQU El Nacional-EQU LDU-EQU LDU-EQU LDU-EQU LDU-EQU LDU-EQU LDU-EQU Guadalajara-MEX Guadalajara-MEX Guadalajara-MEX Guadalajara-MEX Guadalajara-MEX Pumas-MEX

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Marcelo Ramos e Ari: saudades na torcida do Cruzeiro

©1 EL GRÁFICO ©2 RENATO PIZZUTTO ©3 CONMEBOL ©4 e ©5 RICARDO CORRÊA ©6 CONMBEOL

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OS CLÁSSICOS MAIS ESPERADOS Para todos, a taça é o objetivo. Mas para alguns, enfrentar (e eliminar) o maior rival pode valer muito mais que qualquer título CORINTHIANS x PALMEIRAS Ambas as torcidas trocariam o caneco pela vitória contra o rival. Os corintianos estão sedentos por uma vingança das eliminações de 1999 e 2000. Os palmeirenses só pensam em ser mais uma vez os carrascos dos alvinegros. Nos seis confrontos em Libertadores, três vitórias para cada lado.

THE STRONGEST x BOLÍVAR Enfrentar os times bolivianos em La Paz é o pesadelo dos adversários. Mas no clássico boliviano, a altitude não serve como desculpa. Caso os clubes se enfrentem, o The Strongest tem à frente um tabu: jamais venceu o rival numa Libertadores. Em seis partidas, duas vitórias do Bolívar e quatro empates.

ROSARIO x NEWELL’S Com a ausência do Boca Juniors, que deixou o River Plate solitário na competição, o clássico mais aguardado na Argentina é entre os rivais da cidade de Rosario. Os clubes se enfrentaram em uma única edição da Libertadores, em 1975. Em três partidas, dois empates e uma vitória do Rosario.

LDU x EL NACIONAL Caso haja clássico em Quito, o jogo será um aperitivo da Copa para os equatorianos. Afinal, dez jogadores da seleção estarão em campo (quatro do El Nacional e seis da LDU). Na Libertadores, a LDU leva vantagem: em quatro confrontos, tem duas vitórias, um empate e uma derrota para o rival.

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AJUDA DAS ALTURAS

GONZÁLEZ FÚTBOL CLUB

Aqui, jogar em casa faz toda a diferença ESTÁDIO Hernando Siles Inca C. de La Veja La Casa Blanca Olímpico Atahualpa Nemesio Camacho Olímpico Universitário

CLUBE Bolívar/The Strongest Cienciano LDU El Nacional Indep. Santa Fe Pumas

CIDADE ALTITUDE La Paz 3600m Cusco 3394m Quito 2763m Quito 2763m Sta. Fe de Bogotá 2600m Cidade do México 2216m

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A altitude de La Paz: inimiga dos pulmões; aliada para justificar maus resultados

E MAIS: Maurício José Sahonero (G), The Strongest; Sandro Coelho (V), The Strongest; André Felipe de Souza (Z), Bolívar; Emerson Pereira (V), Unión Española; Cristiano Araújo (V), Rocha; Leandro Augusto (M), Pumas; Argemiro Veiga (M), Tigres

A partida entre Sporting Cristal e Independiente Santa Fé, vencida por 2 x 1 pelo time colombiano, entrou para a história: foi a primeira disputada em gramado artificial em uma competição oficial da Conmebol. A grama do estádio Nacional de Lima foi inaugurada em agosto do ano passado, para receber o Mundial Sub-17 da Fifa.

Marcos defende pênalti de Marcelinho em 2000: que palmeirense se importa de ter perdido aquele título?

Carlitos Tevez, que ainda luta para se firmar na Seleção Argentina: Fiel dividida na Copa?

García, Benítez, Martínez, Gutiérrez... Libertadores é um festival de homônimos. Mas nenhum se repete tanto quanto González: são 11 jogadores e dois treinadores espalhados em nove equipes. David González (G), Deportivo Cali-COL Horacio González (G), Libertad-PAR Herley González (G), Rocha-URU Matías González (V), Rocha-URU José González (Z), Maracaibo-VEN Héctor González (LD), Maracaibo-VEN Andree González (M), Maracaibo-VEN Marcos González (Z), Univ. Católica-CHI Edgar González (V), Cerro Porteño-PAR Cesar González (M), Caracas-VEN Sebastián González (A), Tigres-MEX Germán González (T), Indep. Santa Fé-COL Luis González (T), Rocha-URU

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©1 FOTO RENATO PIZZUTTO

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ÍDOLO ÀS ANTIGAS

O HOMEM DE 13 CAMISAS EDMUNDO DEFENDEU 13 EQUIPES. NEM SEMPRE BRILHOU. MAS COLECIONOU TÍTULOS, DÓLARES E ALGUMAS ENCRENCAS

1990-1992 VASCO

Estréia na primeira rodada do Brasileiro de 1992 e espanta a todos pela habilidade. Não marca nenhum gol, mas ao lado de Bebeto ajuda o Vasco a golear o Corinthians no Pacaembu por 4 x 1. Logo vira ídolo. Estréia pela Seleção em 21 de julho de 1992, numa derrota do Brasil em Montevidéu, por 1 x 0 para o Uruguai (prenúncio de que nunca faria sucesso com a camisa canarinho).

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á apenas seis anos, Edmundo era unanimidade: um jogador odiado por seus colegas. Tão craque como arrogante, adorava humilhar os adversários e posar de superior. Era comum, quando enfrentava times menores, tirar onda com os zagueiros, afirmando que o salário de seus marcadores não pagava nem seu cafezinho. Em 2000, em pesquisa feita pela Placar, foi “eleito” o jogador mais odiado do Brasil pelos colegas — venceu por pouco Marcelinho Carioca, na época o mais odiado pelos torcedores. Na nova pesquisa, realizada este ano e publicada nesta edição, recebeu apenas três votos como “O mais odiado.” O clichê que vem sendo repetido é de que o Animal amansou. Amansou mesmo? Em que? Como? Por quê? A um mês de completar 35 anos (em 2 de abril), Edmundo ainda joga um futebol acima da média no mercado nacional. Mas já não tem mais bola para ser arrogante, tão dono de si. Há apenas um ano, ele estava em vias de abandonar a carreira, até ser recrutado pelo Nova Iguaçu, clube de Zinho, da segunda divisão carioca. Edmundo não tem mais condição de jogar no lixo chances como a que está tendo agora no Palmeiras: um tratamento de ídolo, um salário de 70 mil reais, um apartamento cedido pelo clube para morar em São Paulo.

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1993-1995 PALMEIRAS

Chega ao Palmeiras comprado por 2 milhões de dólares pela parceira Parmalat.Teve uma série de desentendimentos dentro da equipe. E jogou muito. Bicampeão paulista e brasileiro, ganhou o apelido de Animal do locutor Osmar Santos. Foi embora de maneira traumática, forçando a barra para deixar o Parque Antártica (o clube queria segurá-lo).A torcida não perdoava: "Fora, Edmundo; você é o maior traidor do mundo!".

É verdade também que ele ainda dá retorno. Permanece sendo um dos poucos ídolos que, sozinho, lota estádios. Sua apresentação ao Palmeias (uma partida beneficiente numa tarde de quarta-feira, em dezembro, com ingressos a 10 reais) levou mais de 10 mil pessoas ao Palestra Itália. O time passou a levar um público ao seu estádio que só é comparável ao início da temporada de 1993, quando o Palmeiras montou o esquadrão da “Era Parmalat”, com Edmundo e Evair no ataque. Hoje, o Animal é o maior responsável pelo aumento da bilheteria nos jogos da equipe. A Adidas, nova fornecedora de material esportivo do time, não divulga dados de venda de camisas. Mas uma breve visita a lojas de produtos esportivos revela que, de cada 10 torcedores, oito buscam camisas com o número sete nas costas. Quando entra em campo, o atacante é sempre cercado por um exército de mascotes. O grito de “Au, au, au Edmundo é animal!” tem ecoado mais forte até mesmo do que os coros por Marcos (o dono do Palmeiras, líder absoluto do time). Tudo isso jogando um futebol apenas razoável, nota 6. “As grandes virtudes de Edmundo eram a habilidade, a velocidade e o aguerrimento. Incendiava o time, perturbava os zagueiros. Era o Tevez de hoje. Agora, quer ser armador. Quando recuava para armar as jogadas, para mostrar que era também um estilista, ele se tornava um jogador comum, co-

1995 FLAMENGO

"Dei muito pouco para essa torcida. Eu não fiz nada pelo clube, mas eles sempre me trataram com carinho. Não consegui retribuir".A frase resume com perfeição a sua passagem relâmpago pelo Flamengo, um fiasco no Brasileiro daquele ano. Foi recebido em carro aberto pelas ruas do Rio. Mas formou o "pior ataque do mundo: Sávio, Romário e Edmundo."

1996 CORINTHIANS

O Corinthians apostou todas as suas fichas em um jogador que foi culpado por um acidente de carro, no dia 2 dezembro de 1995, causando a morte de três pessoas. Edmundo foi recebido como ídolo na apresentação. Jogou razoavelmente bem (marcou dois gols contra o Palmeiras, dois contra o São Paulo e um contra o Santos no Paulistão), mas nunca empolgou.Antes de começar o Brasileiro, simplesmente abandonou o clube e foi embora sem dar nenhuma satisfação à diretoria.

Voltou ao Vasco para viver o melhor momento da carreira. Marcou o recorde de gols em um Brasileiro (29, em 1997) e foi campeão nacional pela terceira vez, em uma final contra o Palmeiras. ©2

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mo agora no Palmeiras”, afirma o ex-craque Tostão, colunista do jornal Folha de S. Paulo. Edmundo quer fazer do Palmeiras o último clube de sua carreira. Quer pendurar as chuteiras em 2007. Em dezembro, quando chegou, tentou assinar um contrato por dois anos. Como o mandato do presidente Affonso Della Monica se encerra em dezembro de 2006, o clube aceitou fazer um acordo apenas até o final deste ano. Depois das eleições, haverá uma nova conversa para a possível permanência do craque. Pelo atual acordo, o Palmeiras pode rescindir o contrato do jogador a qualquer momento, sem multa, sem choro, sem nada. Edmundo tem que mostrar serviço. Ele ganhava 20 mil reais no Figueirense, pelo qual jogou o Brasileiro do ano passado, mais uma verba por partida disputada (no total, recebia cerca de 30 mil reais). Edmundo sabe que o Palmeiras era o único lugar que lhe pagaria um salário de “estrela”, único clube grande que o receberia de braços abertos. No Rio, no Cruzeiro e nos demais clubes de São Paulo ele já fechou as portas, assim como no futebol japonês (veja quadro acima e nas páginas seguintes). Surpresa foi ter conquistado Emerson Leão. O técnico era ferrenho opositor de sua contratação. Pediu à diretoria que usasse o dinheiro gasto com Edmundo para trazer um centroavante. A chegada do Animal foi imposta pelos cartolas, ©1 PISCO DEL GAISO ©2 ALEXANDRE BATTIBUGLI

1996-1997 VASCO

com o argumento de que, assim que o Palmeiras quisesse, poderia mandá-lo embora. Foi só por isso que Leão engoliu Edmundo. Nas quatro primeiras partidas do ano, substituiu o jogador (apesar de alguns protestos da arquibancada). Surpresa: o Animal deixou o campo sorrindo, abraçou o substituto, assistiu ao restante das partidas no banco de reservas, torcendo. Hoje, quem vê os treinos na Academia de Futebol observa os dois sempre juntos, conversando, como se Edmundo tivesse virado um fiel escudeiro de Leão. Mais importante: nenhum atraso até agora. Suas únicas “faltas” foram para resolver problemas com a Justiça no Rio. E eles são muitos, de todas as espécies, desde o fatídico 2 de dezembro de 1995. Já se passaram 11 anos desde que o atacante se envolveu num acidente de carro, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no qual morreram três pessoas após a colisão do Jipe Cherokee de Edmundo com um Fiat Uno. As famílias das vítimas entraram na Justiça. Em 1999, Edmundo foi condenado pela 6ª Vara Criminal do Rio de Janeiro a quatro anos e meio de prisão, em regime semi-aberto, por homicídio culposo. Desde então, vive com a possibilidade de ser preso. Isso só aconteceu por 20 horas até hoje. No dia 6 de outubro de 1999, dormiu na cadeia; mais exatamente na sede da Polinter, no Rio de Janeiro. No dia seguinte, seus advogados conseguiram um habeas corpus concedido pelo M A R Ç O ★ 2 0 0 6 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ 5 9


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ÍDOLO ÀS ANTIGAS

1997-1999 FIORENTINA

A Fiorentina pagou 9 milhões de dólares pelo Animal, que fez boa dupla com Batistuta. O brasileiro chegou ao terceiro lugar do Italiano, mas a torcida não o perdoou depois que ele desfalcou o time para passar o Carnaval no Rio. Na Copa de 98, Edmundo jogou só duas vezes: foi muito mal contra Marrocos e entrou durante a final contra a França. ©1

1999-2000 VASCO

Voltou ao Vasco por 15 milhões de dólares. Fez um excelente Campeonato Mundial ao lado de Romário.Tinha a promessa de Eurico Miranda de que, depois do torneio da Fifa, reinaria sozinho em São Januário (Romário iria embora...). Romário não foi. E Edmundo acabou abandonando a equipe depois de protagonizar episódio bizarro: recusou-se a enfrentar o Palmeiras, pelo Torneio Rio-São Paulo, apenas porque Romário seria o capitão. Disse que só retornaria se ficasse com a faixa. "É como se eu fosse um jornalista importante que, depois de ficar três dias parado por causa de uma doença, voltasse à empresa como office-boy", comparou.

2000 SANTOS

Foi emprestado pelo Vasco para disputar a Copa João Havelange. Bem recebido pela torcida, fez partidas razoáveis. Reclamava abertamente de atraso nos salários, e a diretoria não fez a menor questão de segurá-lo: foi devolvido ao Vasco. Disputou seu último jogo pela seleção dia 15 de novembro, 1 x 0 na Colômbia, pelas Eliminatórias, convocado por Emerson Leão.

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2001 NAPOLI

Emprestado ao clube italiano, foi eleito o pior estrangeiro da temporada. O time acabou rebaixado.

2001 CRUZEIRO

Teve uma briga judicial com o Vasco pelo passe e acabou no Cruzeiro. Fracasso. Antes de um jogo contra o Vasco, disse que era torcedor do time carioca e não comemoraria caso marcasse um gol.Teve essa chance e perdeu um pênalti. Foi dispensado após a partida.

Ministro do Superior Tribunal de Justiça, Vicente Leal. Desde então, começou a saga de recursos dos advogados na busca de evitar que a prisão fosse consumada. O objetivo é reduzir a pena para um ano e quatro meses ou, melhor ainda, transformá-la em prestação de serviços comunitários. O último recurso ainda não foi julgado, e Edmundo segue acuado. Ele sempre soube ganhar dinheiro. Mas gasta uma fortuna com advogados. Começou com o carioca Michel Assef e atualmente seu processo criminal é acompanhado pelo criminalista Arthur Lavigne. Para suas batalhas contra os clubes que lhe devem dinheiro, na esfera cível, quem cuida dos seus interesses é Leven Siano. “Ele já gastou mais de 1 milhão de reais com custas de processo, despesas gerais e advogados”, declara um, digamos, ex-patrão de Edmundo. Tudo é um tormento na vida do jogador. O casamento de Edmundo com Adriana Sorrentino, com quem teve dois filhos, Ana e Júnior, vive numa eterna gangorra de idas e vindas — o jogador teve mais um filho, Alexandre, fruto de um romance com a ex-modelo Cristina Mortágua. Talvez esse tenha sido um dos muitos motivos que fizeram com que Adriana tenha jogado a toalha. Em 2003, ela prestou queixa contra o marido na 16ª Delegacia de Polícia Civil, na Barra da Tijuca. Teria sido agredida por Edmundo ao tê-lo interpelado sobre o porquê de ter chegado de madrugada em casa. 6 0 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ M A R Ç O ★ 2 0 0 6

Adriana apresentava escoriações e prestou depoimento à juíza Maria Cristina Gutierrez. Um novo processo foi iniciado, mas logo Adriana retirou a queixa. Quando está no Rio, ele costuma ficar num flat no bairro do Leblon, na Zona Sul. Mas, muito ligado aos filhos e ainda à Adriana, sempre vai à Barra da Tijuca visitá-los. E foi mesmo no Leblon onde o atacante se meteu em nova confusão, em 19 de dezembro do ano passado. De acordo com o relato dos policiais, o jogador dirigia a sua Land Rover após sair de uma boate na madrugada carioca. Dirigia, segundo as autoridades, em alta velocidade e fazendo zigue-zagues na pista. Mandaram Edmundo parar. Ele teria se recusado a obedecer e acelerou. Após uma perseguição, parou num posto de gasolina. Houve uma discussão e, de acordo com os policiais, o jogador recebeu voz de prisão por desacato à autoridade. Mais constrangimento. Receoso e nervoso com a possibilidade de que esse novo problema atrapalhasse seu processo criminal, teve que ir ao Instituto Médico Legal. Feito os exames, teria sido comprovado que Edmundo ingeriu bebida alcoólica antes de dirigir. O jogador foi solto após pagar fiança de 3 mil reais. Mas deve gastar mais dinheiro ainda com advogados. Caso o processo vá em frente, pode ser condenado a quatro anos de prisão por embriaguez. E mais seis meses por desacato à autoridade.

2002 TOKYO VERDY

Conseguiu manter o time na primeira divisão com algumas boa atuações. Mas não poderia faltar uma boa polêmica. Voltou ao Brasil para fazer uma cirurgia no pé pouco antes do Carnaval. De muletas, caiu no samba na Sapucaí e deixou os japoneses malucos.

2004 FLUMINENSE

Foi reeditar a dupla com Romário. Passou muito tempo no departamento médico.A dupla, mais uma vez, foi um fiasco. Passou um ano inteiro sem títulos nas Laranjeiras e não deixou saudades.

2006 PALMEIRAS

Assinou um contrato de 70 mil reais por mês até dezembro, mas espera renovar por um ano para encerrar sua carreira noclube. ©4

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2003

URAWA RED DIAMONDS

Foi cogitado como reforço do Palmeiras para a segunda divisão, mas fez um contrato com o clube japonês por um ano, pelo qual receberia 200 mil dólares por mês. Rescindiu após três meses, dizendo que sentia saudades da família.

2003-2004 VASCO

Voltou ao clube do coração, mas dizia abertamente que o time era ruim e que não agüentava mais os atrasos salariais. Pegou o boné e foi embora. Pensou em se aposentar.

2005 NOVA IGUAÇU

Estreou no dia 21de maio no clube da segunda divisão carioca, ao lado de Zinho (dono do time). Em sua segunda partida, dia 28, marcou um gol. Foi embora quando recebeu uma proposta do Figueirense.

2005 FIGUEIRENSE

Foi recebido como ídolo em Florianópolis. Fez um contrato modesto (em comparação com o nível de sua carreira), de 20 mil reais mensais, mas recebia um extra por partida.

A vida de Edmundo pode estar tranqüila dentro de campo, mas segue complicada a relação com seus ex-clubes. No dia 14 de fevereiro, a juíza Cláudia de Souza Gomes, da 53ª Vara, determinou que o Vasco pague 8 milhões de reais ao jogador. A vitória, em primeira instância, é fruto de uma ação impetrada após a quarta passagem do jogador pelo clube que o revelou. Ele exigia pagamento de salários atrasados, 13°, férias proporcionais etc. O Vasco, claro, apelará. Até porque a juíza determinou que o presidente Eurico Miranda terá que arcar com o prejuízo, inclusive com o seu patrimônio, caso o clube não tenha recursos para saldar a dívida. A sentença pode atingir, em efeito cascata, o vice-presidente de futebol, José Luís Moreira, e até os sócios do Vasco. Edmundo pode meter a mão numa bolada. O processo deve se arrastar por anos. É provável que ele ganhe ou faça um acordo, mas as portas do Vasco, que, bem ou mal, sempre estiveram abertas (ou encostadas), ficam fechadas para sempre. “No começo, o Edmundo do Palmeiras, em 1993, era uma pessoa muito difícil. No Vasco, em 1997, era ele o grande astro, o jogador mais badalado. E ficou bem mais fácil lidar com ele; era uma pessoa ótima”, diz Evair, seu companheiro nas duas equipes. A carreira de Edmundo mostra exatamente isso: quando o jogador é tratado como o maioral, geralmente rende muito bem. Quando tem que dividir as aten©1 ALEXANDRE BATTIBUGLI ©2 EDUARDO MONTEIRO ©3 DARYAN DORNELLES ©4 PABLO REY

ções, e em condições inferiores (como com Romário no Vasco, Flamengo e Fluminense; e com Marcelinho e Ronaldo no Corinthians), geralmente se torna uma pessoa problemática. Isso pode explicar as passagens apagadas na Seleção. É o que os psicólogos chamam de “fragilidade narcisista”: “Acontece quando uma pessoa precisa da afirmação constante dos outros de que é muito bom. Quando isso não acontece, a pessoa reage de várias maneiras. Fica agressiva, insuportável. São meios de defesa”, diz a psicóloga paulista Cleuza Pavan. Edmundo vem dizendo que “conversa muito com uma psicóloga”, mas não explica se está, de fato, fazendo análise. O tratamento que recebe no Palmeiras talvez explique porque, até agora, Edmundo vem lidando tão bem com a sua suposta fragilidade narcisista. “Por mim, não saio mais daqui e paro de jogar no ano que vem”, afirma, segundo relato de um amigo próximo. Enquanto isso, ele procura se acalmar, ficar amigo de Leão e andar na linha, para não arrumar encrencas que exijam a interferência de outros advogados. Um jogo de gamão ou uma pelada de futevôlei em Ipanema ou na Barra da Tijuca ajudam a relaxar; ou uma escapada a um ensaio da Salgueiro, como na madrugada de um sábado de fevereiro, após o empate por 1 x 1 com o Bragantino. Ele vai levando a vida como dá. Mas a paz, com certeza, continua perdida numa curva da Lagoa Rodrigo de Freitas... ✪ M A R Ç O ★ 2 0 0 6 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ 6 1


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FURACÃO ALEMÃO

Dupla face

Ao contratar Matthäus, o Atlético-PR empolgou seus torcedores e ganhou visibilidade. Mas trouxe um técnico temperamental e com péssima reputação POR FRANK KOHL*

DESIGN RAMON E.MUNIZ

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ense num jogador que é sinônimo de sucesso absoluto: campeão da Eurocopa com 19 anos, capitão da Alemanha campeã do mundo em 1990, presente em três finais de Copas seguidas, oito vezes campeão nacional, duas vezes campeão da Copa da Uefa, recordista de número de jogos com a Seleção Alemã, eleito duas vezes melhor do mundo, uma vez melhor da Europa e dono do recorde de jogador que mais partidas disputou em Copas do Mundo. Agora pense em um técnico com fama de falastrão, vaidoso e polêmico, que tem as portas fechadas em quase to-

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dos os clubes do seu país, que comandou o Rapid Viena em uma das piores temporadas da história do time, que não conseguiu fazer a Hungria passar das Eliminatórias da Copa de 2006, ficando atrás de Croácia, Suécia e Bulgária, e cujo maior feito foi ter ganho um campeonato da Sérvia e Montenegro com o Partizan Belgrado. Sim, trata-se da mesma pessoa: o alemão Lotthar Matthäus, de 44 anos (completa 45 no dia 21 de março), contratado em janeiro para assumir o comando técnico do Atlético-PR. Que a contratação foi uma ótima jogada de marketing dos paranaenses, ninguém discute. Nos primeiros jogos sob seu comando, faixas e bandeiras com as cores da Alemanha predominavam nas mãos de empolgados tor* FRANK KOHL É CORRESPONDENTE DA REVISTA ALEMÃ KICKER NO BRASIL ©1 FOTOS JÁDER DA ROCHA

Por um lado, a chegada de Matthäus ao Atlético-PR fez o clube virar manchete até na imprensa internacional...

... resta torcer para que ele não seja, no Brasil, o mesmo técnico polêmico que era na Europa M A R Ç O ★ 2 0 0 6 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ 6 3


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FURACÃO ALEMÃO

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Operação Matthäus

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fracasso da seleção na Euro 2004 e a demissão de Rudi Völler, Matthäus foi candidato. Mas, para seu desgosto, a vaga acabou justamente nas mão de seu principal desafeto. Matthäus virou um eterno candidato. Sempre cogitado, nunca contratado. Enquanto isso, outros ex-jogadores da sua geração foram assumindo clubes pelo país. Isso sem falar de Franz Beckenbauer, o líbero que virou o queridinho dos alemães, símbolo do alemão elegante e simpático — hoje visto como o oposto de Matthäus.

Da atual população de Curitiba — cerca de 1,7 milhão de habitantes —, estima-se que 20% seja de origem alemã. Ainda assim, o Furacão deflagrou uma operação para que seu técnico se sinta em casa P O R A L T A I R S A N T O S Onde ele vai morar? Até o final de fevereiro, o técnico ficou em um hotel cinco estrelas de Curitiba. O Atlético pensou em instalá-lo em um condomínio onde já moram alemães que trabalham na montadora da Volkswagen/Audi e na fábrica da Siemens, mas o técnico recusou. Pediu um apartamento no Batel, bairro vizinho à Água Verde — onde fica a Arena da Baixada.

AS PORTAS FECHADAS Com a bola, o “coxa branca” Matthäus continua hábil. Já com as palavras... ©3

Instruções para Michel Bastos durante uma partida: o tradutor alemão de Matthäus, Jost Vieth, já conhecia o ex-craque; Vieth não é um intruso no futebol, trabalhou nas categorias de base de três clubes alemães e também do Internacional-RS

cedores; a grande colônia alemã no Paraná se viu mais do que nunca envolvida com futebol; nos jornais brasileiros, o clube conseguiu um espaço do qual raramente desfrutava; e até fora do Brasil, em publicações conceituadas como a Kicker (Alemanha), La Gazzetta dello Sport (Itália) e Marca (Espanha), o Furacão virou manchete. E dentro de campo? É cedo para dizer. Matthäus encontrou em Curitiba um bom elenco e ótimas condições para trabalhar — a própria imprensa alemã, que considerava uma decadência a transferência do técnico para o Furacão, ao conferir de perto a estrutura do clube mudou o tom ao tratar do tema. Mas a incógnita permanece quando se fala da capacidade de Matthäus como treinador. Mais do que um currículo pobre na função, pesa contra ele a tendência a se meter em confusões.

DE ONDE VEM A FAMA? A fama de encrenqueiro Matthäus carrega desde os tempos de jogador — quando, contudo, seu desempenho em campo lhe dava crédito suficiente para fazer o que bem entendesse fora dele. O craque se envolvia facilmente em discussões, usava o jornal sensacionalista Bild como amplificador e não raro atirava para todos os lados, sem medir as palavras — e suas conseqüências. Ficou com fama de polêmico, 6 4 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ M A R Ç O ★ 2 0 0 6

Festa alemã: torcedores recebem o técnico com as cores do seu país

egocêntrico e obcecado pelos holofotes. Agora, o Matthäus técnico tem mostrado uma tendência de auto-destruição, acabando com a imagem (merecidamente) gloriosa de que desfrutava o Matthäus jogador. Na sua autobiografia, publicada em 1997, ele atacou diversos colegas e, sobretudo, seu desafeto Jürgen Klinsmann. Acusou o atual técnico da Seleção Alemã de fazer intrigas para prejudicá-lo, quando ambos jogavam no Bayern Munique e na seleção. O ódio por Klinsmann era tão grande que Matthäus chegou ao ponto de apostar cinco mil euros com o manager do Bayern, dizendo que seu desafeto não faria mais de 15 gols em uma temporada. Antes de pendurar as chuteiras, em 2000, Matthäus ganhou do Bayern Munique um jogo de despedida recheado de astros do futebol nos anos 90 (Klinsmann entre eles!). Mas a festa acabou em briga judicial: Matthäus entrou na justiça cobrando do Bayern — clube que defendeu por 12 anos — 500 mil euros. Após longa batalha judicial, ganhou 7,5 mil e a antipatia de muita gente. “Enquanto eu estiver no Bayern, Matthäus não trabalhará aqui. Nem como jardineiro”, declarou na época o manager Oli Hoeness. Apesar do episódio, a especulação do nome de Matthäus — às vezes lançada por ele mesmo — era freqüente quando algum técnico perdia o cargo na Alemanha. Após o ©1, ©2, ©3 e ©4 FOTOS JÁDER DA ROCHA

Além da briga com o Bayern e da hoje improvável e distante possibilidade de dirigir a Seleção Alemã, Matthäus não desfruta de prestígio suficiente para dirigir um time do ponta em seu país — o que é para ele um sonho. Só no ano passado, seu nome apareceu como candidato para assumir quatro clubes: Borussia Mönchengladbach, Eintracht Frankfurt, Bayer Leverkusen e Nuremberg. Não assumiu nenhum. Quando a bola da vez era o Leverkusen, o diretor de futebol Bernd Holzhäuser desmentiu imediatamente, como que para espantar um fantasma. Quando o suposto interesse era do Nuremberg, torcedores ameaçaram boicotar o clube e cancelar suas assinaturas de sócios. Em 2004, quando falou-se de Matthäus na seleção, Rudi Assauer, manager do Schalke 04, foi contundente: “Se ele assumir a seleção, vou colocar nosso time para jogar na Liga Holandesa”. Diante de tudo isso, o único time que Matthäus conseguiu dirigir na Alemanha foi o “Borussia Banana”. Uma equipe montada com um monte de pernas-de-pau, para uma espécie de Big Brother da televisão local. Um fracasso de resultados e de audiência — inferior a 3,5%. “Foi só uma brincadeira”, ameniza o treinador. A dificuldade de Matthäus em se manter no mundo do futebol ganha tons dramáticos quando o próprio treinador fala sobre a importância que o esporte tem em sua vida. “Na verdade, para mim, o futebol é mais importante do que a família. Se a minha vida profissional vai bem, também fico feliz na minha vida particular. Mas não dá para inverter”, diz o técnico, que está em seu terceiro casamento e ainda tem que conviver com a fama de mulherengo em seu país. Matthäus é assim: um homem de declarações fortes. De frases que, segundo os cálculos dos cartolas alemães, trazem mais prejuízos do que benefícios. Para sorte do Atlético, ele não sabe português. ✪

Quem vem com ele? A mulher, a sérvia-montenegrina Marijiana, e a enteada de 8 anos, além de sua secretária pessoal, Ertan Göeksu. Em março, Marijiana vem a Curitiba para escolher o novo apartamento. Depois, volta à Alemanha e só retorna para cá após a Copa. Matthäus tem filhos de outros casamentos, mas, por enquanto, eles só virão visitá-lo. Onde a enteada irá estudar? Na Escola Internacional de Curitiba, que só aceita matrículas de alemães ou de seus filhos ou descendentes. Quem vai auxiliá-lo? O clube sugeriu que o consultor técnico Borba Filho se aproximasse do treinador para dar dicas sobre o futebol brasileiro, especialmente na relação técnico-jogador. Mas Matthäus descartou a idéia — o alemão é mais metódico do que o brasileiro, que privilegia o aspecto psicológico no trato com os atletas. Assim, Borba deve seguir no clube como olheiro. Como Matthäus irá se locomover em Curitiba? Enquanto quiser, o técnico terá um motorista à disposição. Seu carro será um Audi A6. Para a mulher, será disponibilizado um Audi A4. O que ele pretende freqüentar na cidade? Já pediu para conhecer os restaurantes com gastronomia suíça, alemã e italiana. Também pretende ter uma vida cultural intensa, com idas freqüentes a museus e teatros. Já a mulher quer conhecer o roteiro de moda de Curitiba: ela é designer e pretende trabalhar na cidade.

Marijiana e Matthäus: eles vão morar juntos só depois da Copa

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Língua de fora “Los quatro latinos” espalham pelo Olímpico alma e sotaque castelhanos POR LEANDRO BEHS

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unca o Grêmio foi tão internacional. Cada treino da equipe lembra até aquelas reuniões de cúpula do Mercosul. Às orientações, xingamentos e combinações de jogadas em português, se juntaram gritos em espanhol, como “dále”, “pasa la pelota”, “mira” e “fuerza”. Isso porque, de volta ao convívio dos grandes para 2006, o Tricolor apostou as fichas na garra estrangeira. Hoje, tem no elenco os argentinos Maidana e Herrera, o uruguaio Lipatin e o chileno Escalona – outro chileno, Beausejour, acabou dispensado em janeiro. Se a falta de maiores investimentos impede a construção de um time de craques, ao menos o Grêmio terá uma equipe de raça, como manda a tradição do clube.

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DESIGN RAMON E.MUNIZ

A integração entre os povos se deu rapidamente. O lateral-esquerdo Escalona e o atacante Lipatin foram os primeiros a chegar, no ano passado. Eles enfrentaram as agruras da segunda divisão e passaram pela batalha dos Aflitos — quando o Grêmio derrotou o Náutico e conquistou o título da Série B com apenas sete jogadores em campo. “Acho que aquela partida contra o Náutico resumiu um pouco o espírito do Grêmio: não desistir nunca. Não há dúvida que trata-se do time mais castelhano do Brasil”, disse Lipatin. O uruguaio, criado em Curitiba, foi o elo de integração dos “novatos” Maidana e Herrera ao clube. Logo que desembarcaram em Porto Alegre, os argentinos foram ciceroneados por Lipatin. Fluente em espanhol e português, o atacante ajudou o técnico Mano Menezes nas orientações à dupla. Pouco tempo depois, Maidana M A R Ç O ★ 2 0 0 6 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ 6 7


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comprovava ser o xerife que a defesa do Grêmio precisava, se transformando no capitão do time. “Maidana é um jogador de grande liderança, dentro e fora de campo. Ele será muito importante para o Grêmio nesta temporada em que o clube retorna à primeira divisão”, diz Mano. O uruguaio Ancheta, ídolo do Grêmio e um dos melhores zagueiros da Copa de 70, acredita que os quatro gringos do Tricolor têm o principal elemento para vencer no Olímpico: alma. “Vi poucos jogos deles, mas gostei da doação de todos em campo. Mesmo que o jogador não atue bem em algumas partidas, ele pode cair nas graças da torcida do Grêmio demonstrando amor à camiseta e vontade de vencer. E isso eles têm”, afirma Ancheta. Para “los quatro amigos”, Porto Alegre é Buenos Aires, Montevidéu e Santiago. Adaptados à cidade, eles vivem no mesmo prédio (próximo ao Estádio Beira Rio, do rival Inter) e curtem programas semelhantes. Ao melhor estilo família, os gringos curtem as boas churrascarias e os cinemas da capital gaúcha. O chileno Escalona é assíduo em livrarias. Mas não procura nada do conterrâneo Pablo Neruda. Quer livros de autores brasileiros. “Estou lendo o Abusado (livro-reportagem de Caco Barcellos sobre a vida do traficante carioca Marcinho VP). Fiquei impressionado com essa história, pois não imaginei que no Brasil existisse tanta violência assim”, diz o chileno. “Prefiro ler em português para entender rápido a língua e poder me comunicar melhor com minha namorada”, afirma Escalona, que em menos de um ano em Porto Alegre já namora uma gaúcha. Apesar do visual meio Sorín (com cabelos compridos e mini-cavanhaque), meio roqueiro (com três tatuagens espalhadas pelo corpo, entre elas um desenho do guitarrista Slash, ex-Guns N’Roses), Maidana se diz um “cara família”. O programa preferido do ex-zagueiro do Newell’s Old Boys é ficar em casa com a esposa, Gianina, e as filhas, Camila, oito anos, e Victoria, cinco meses. “Quando jovem, vivia indo a shows de rock. Gostava muito do Guns. Agora, só assisto a shows pela TV. Sou caseiro”, diz. Mais acostumado ao Brasil, onde atuou pelo Coritiba, Lipatin acredita que o sucesso de estrangeiros como Tevez e Petkovic poderá trazer ainda mais gringos ao futebol brasileiro. O jogador defende ainda que atletas do Mercosul não sejam considerados estrangeiros em outros países do bloco. “É ótimo para o Brasil que jogadores de fora do país tenham bom desempenho aqui. O futebol gaúcho sempre serviu como porta de entrada para uruguaios e argentinos no Brasil. Agora, essa idéia está se expandindo. Só lamento que uruguaios, brasileiros, argentinos, chilenos e paraguaios ainda sejam considerados estrangeiros mesmo jogando em países do Mercosul”, diz Lipatin. Até mesmo o caladão atacante Herrera, o último estrangeiro a ser contratado pelo Grêmio, já demonstra 6 8 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ M A R Ç O ★ 2 0 0 6

Ancheta, uruguaio que é uma verdadeira lenda no Olímpico, tem gostado da dedicação do quarteto gringo grande entusiasmo com o futebol brasileiro. Espera que o estágio no Campeonato Gaúcho seja trampolim para realizar um bom Brasileirão. Deseja ficar famoso no país como o conterrâneo Carlitos Tevez — com quem atuou na seleção Sub-20 da Argentina. “Sei que vou enfrentar bons zagueiros, aqui, no Brasil, mas confio no meu potencial. Quero disputar bem o Campeonato Brasileiro e levar o Grêmio às primeiras colocações. Meu maior sonho é ter o mesmo prestígio que Tevez conseguiu por aqui”, disse Herrera. Aos 34 anos, 12 a mais que Herrera, o zagueiro Maidana é uma espécie de padrinho do conterrâneo no Grêmio. Na semana de estréia do atacante no futebol brasileiro (o empate por 2 x 2 com o Esportivo, pelo Gauchão), o capitão tricolor recomendou ao amigo que ficasse atento às arbitragens. Nada de levar botinadas, pontapés, socos dos defensores e querer seguir conduzindo a bola. O negócio é se atirar e pedir falta. “Realmente, fiz essas recomendações a Herrera. No Brasil, o atacante prefere se atirar no chão e simular pênalti ou falta a tentar o gol. Alertei que ele deveria fazer o mesmo, pois, aqui, diferentemente da Argentina, os árbitros brasileiros apitam qualquer coisa a qualquer hora”, afirma Maidana. Ainda na pré-temporada do Grêmio, na Serra Gaúcha, o xerifão argentino se envolveu em polêmica com um árbitro amador, da Liga de Bento Gonçalves. Ao receber cartão amarelo, Maidana disse temer perseguições da arbitragem no Brasil. Chegou a lembrar a suposta ofensa de Edílson Pereira de Carvalho aos compatriotas Tevez e Mascherano, no clássico anulado com o São Paulo, no Brasileirão do ano passado. “Depois daquele problema em Bento, nada mais aconteceu. Apenas um pênalti que sofri no Olímpico (na derrota para o Farroupilha, pelo Campeonato Estadual) e não foi marcado. Mas não creio que haja perseguição por eu ser argentino”, diz. Mesmo se houver perseguição contra Maidana e seus colegas castelhanos, já se sabe de que lado ficarão os gaúchos. ✪ FOTO EDISON VARA

‘‘ ‘‘ ‘‘ ‘‘ Só lamento que uruguaios, brasileiros, argentinos, chilenos e paraguaios ainda sejam considerados estrangeiros mesmo jogando em países do Mercosul

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Lipatin, atacante uruguaio, pedindo o fim das restrições para os hermanos

Meu maior sonho é conseguir o mesmo prestígio que Tevez conseguiu aqui

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Herrera, atacante argentino, de olho no sucesso alcançado pelo conterrâneo e ex-colega de Seleção Sub-20

Quando jovem, vivia indo a shows de rock. Gostava muito do Guns N’Roses. Agora só assisto a shows pela TV. Sou caseiro

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Maidana, zagueiro argentino que tem uma tatuagem do guitarrista Slash no braço

Prefiro ler em português para entender rápido a língua e poder me comunicar melhor com minha namorada

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Escalona, lateral-esquerdo chileno que já está comprometido com uma gaúcha

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Vai dar

suco? Nas Laranjeiras, não faltam dinheiro, estrutura e bons jogadores. Falta título! Se os frutos atuais não derem caldo em 2006, o pomar pode acabar POR LÉDIO CARMONA

DESIGN RAMON E. MUNIZ

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pomar do Fluminense tinha tudo para desabrochar. Bons jogadores, um craque (Petkovic), um patrocinador atuante, uma ótima safra de revelações, salários em dia, dirigentes remunerados. Nas Laranjeiras, à primeira vista, os frutos são de ótima qualidade. As laranjas existem. Os espremedores estão a postos. Mas a mistura ainda não deu caldo. Falta suco; ou melhor, falta taça! Foi exatamente essa pressão por um troféu (dos dirigentes e, sobretudo, do patrocinador) a responsável pela queda de Ivo Wortman do laranjal com apenas seis jogos no cargo. O técnico até que começou bem, ao escalar garotos, como a revelação Lenny, no início da Taça Guanabara. A partir do Fla-Flu (2 x 2), lançou os frutos maduros do pomar, todos mais do que acostumados ao balanço dos galhos (Rogério, Roger, Pedrinho, Pitbull, Tuta...). E foi Ivo quem caiu do galho...

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© MONTAGEM SOBRE FOTO DE ARISTHIDES NETO

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PROJETO SUPER-FLU

QUANTIDADE OU QUALIDADE?

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A UNIMED RECOMENDA A empresa que patrocina o time continua investindo pesado na busca por um troféu. Trouxe Pedrinho e diversos outros medalhões por iniciativa própria, sem consultar o treinador. ©2

O TÉCNICO ACEITA No pacote deste ano, vieram até jogadores que ganhavam polpudos salários em euros, como Rogério, ex-Sporting. O problema é que quase todo mundo chegou fora de forma, afundando o time na Taça Guanabara.

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O Fluminense rega o seu laranjal desde o ano passado. Há um pomar bastante eficiente em Xerém, onde são cultivados garotos de talento. Nas Laranjeiras, frutos maduros, como Petkovic, Tuta, Rogério e Cláudio Pitbull, se misturam com os ainda verdes. Mas, descontado o sofrido título estadual, na decisão contra o Volta Redonda, o suco segue azedo. Acostumado ao chimarrão, Ivo Wortman balançava o cesto em busca da escolha acertada. Mas não é fácil esse trabalho de “jardineiro” tricolor. Há laranjas boas, outras “machucadas” e algumas fora de época. “Hoje, não adianta ter nome, ter talento, ter história. É preciso jogar e correr sempre”, afirmou Ivo. São laranjas demais para pouco suco. Vários jogadores de nome chegaram, mas a forma física ideal da maioria continua longe das Laranjeiras. No início da Taça Guanabara, o técnico usou o cesto dos frutos ainda verdes. E garotos como Lenny e Fernando deram caldo. A partir do Fla-Flu, foi lançada a safra madura: Rogério, Pedrinho, Roger, Tuta, Pitbull... O sabor não agradou. “É evidente que os ‘velhos’ foram lançados antes da hora”, diz um habitual corneteiro das Laranjeiras.

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Pet manda soltar e prender nas Laranjeiras. Palpita nas contratações até mais que o treinador. Vetou o desafeto Edílson, que foi para o Vasco, e conseguiu uma boquinha para o compatriota Djordjevic. No Vasco, ele havia “empregado” o goleiro Tadic.

PLANEJAMENTO AMEAÇADO É uma situação complicada. O departamento de futebol do Fluminense segue as regras e o sistema das empresas modernas. O único reforço indicado diretamente por Ivo Wortman foi o zagueiro Thiago Silva, ex-Juventude. Os outros foram contratados após reuniões na qual participaram o próprio treinador, o vice-presidente de futebol, Toti Menezes, o diretor Paulo Bhering, o gerente Gustavo Mendes e Celso Barros, presidente da patrocinadora do clube, a Unimed. As laranjas do pomar tricolor são bonitas, brilham, fazem vista nos galhos, mas estão com problemas. O goleiro

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O time perdeu a possibilidade de ganhar a Taça Guanabara ao ser eliminado pela Cabofriense e, logo na estréia da Taça Rio, perdeu para o Madureira. Havia algo de podre no jardim das Laranjeiras. E, como ninguém descobriu o foco da praga, o jeito foi demitir o treinador. “O Fluminense é organizado, mas tem muita gente ‘piruando’ no futebol”, afirmou um dos integrantes da demitida comissão técnica. Após conquistar o Estadual do ano passado, o time perdeu a final da Copa do Brasil, não foi longe na Sul-Americana e, na reta final do Brasileirão, refugou e entregou de bandeja a vaga na Libertadores para o Palmeiras. “O Fluminense tem uma estrutura invejável. É um prazer trabalhar aqui. Mas, se a responsabilidade e a pressão já eram grandes quando cheguei, ficaram ainda mais fortes após a perda da Taça Guanabara”, admitia Ivo Wortman.

A VOZ DO GRINGO

A TURMA ´ DE XEREM O Flu é um dos times que mais revelam bons jogadores no país. Depois da safra de Carlos Alberto e companhia, o volante Arouca tornou-se a principal jóia da equipe. Conselheiros ficam indignados, porém, com o fato de o clube priorizar jogadores contratados pela Unimed e não a prata-da-casa.

Diego, ótimo no Juventude e no Atlético Paranaense, tem irritado os torcedores com o excesso de gols sofridos após bolas rebatidas por ele. Rogério, 32 anos, uma aposta da direção do clube, da Unimed, e aprovado por Ivo, veio de Lisboa sem ritmo e com excesso de peso. Roger, 30, contratado para ser lateral-esquerdo, já não atuava nessa posição desde os tempos de Grêmio e também de Japão. Está sem explosão. Jean, o outro lateral, saiu do Atlético Paranaense para a Holanda e ainda não se encontrou. Cláudio Pitbull e Pedrinho foram sugeridos por Celso Barros. Nenhum deles provou nada até agora. “Ninguém me impôs nada. Foi tudo conversado. Os reforços foram ótimos”, dizia Ivo. Em tempo: a folha salarial é de 1,6 milhão de reais. O Fluminense paga 580 mil. A Unimed, o restante.

Não entraram. E não precisaram passar pela série de entrevistas às quais Ivo foi submetido. Quem quisesse trabalhar no Fluminense, teria que se submeter a uma avaliação do RH tricolor. Três nomes foram chamados para conversar. Júnior e Muricy Ramalho pediram alto demais. Ivo Wortman foi mais modesto e suas idéias foram de encontro à filosofia tricolor. “Através desse sistema, você já sabe o que esperar do treinador. Diminui o risco de erro. Mostramos tudo para os candidatos. Até mesmo nosso organograma. Quem manda, onde, quando, como...”, explica o gerente de futebol, Gustavo Mendes. Ivo passou no teste, mas foi derrubado pela pressão sem limites. São sócios que pedem um time. O patrocinador quer resultados e suas estrelas em ação. Há uma corrente que defende apenas os garotos revelados em Xerém. E os próprios recém-contratados ainda não falam a mesma língua. No intervalo do jogo contra o Madureira, Pedrinho e Diego bateram boca. Petkovic ainda não engoliu a contratação de Pitbull. Talvez por isso as primeiras opções para a vaga de Ivo tenham recusado o convite. Foram os casos de Tite e de Nelsinho Baptista. Deu praga no pomar nas Laranjeiras. Será preciso regar muito para que os frutos dêem suco. Há laranjas em demasia. Fartas. Primeiro, porém, é preciso que dêem caldo de qualidade. Depois, que se transformem em vitórias e, conseqüentemente, títulos. Se possível, nacional. Do contrário, vai azedar mesmo. De novo. E a torneira, que pinga farta há algum tempo, pode fechar para sempre... ✪ ©5

ENTREVISTA E DEMISSÃO Ivo Wortman foi selecionado após a diretoria entrevistar outros técnicos; entre eles, Muricy Ramalho e Júnior. O técnico, porém, foi demitido após míseros seis jogos, pela falta de resultados.

QUEBRA-CABEÇA TRICOLOR É um quebra-cabeça. O patrocinador investiu, a direção apoiou, o técnico trabalhou, mas o suco ainda não é bom. Ivo chegou a comentar, no auge da crise. “O Pedrinho não tem mais condições de ser meio-campo. Terá que brigar por uma vaga no ataque. O Rogério está fora de forma e não tem mais velocidade e força para jogar no meio. Tem que ir para a lateral. Mas primeiro esses jogadores precisam entrar em forma antes de qualquer coisa”. ©1 FOTO DARYAN DORNELLES ©2 FOTO CAMILA MARCHON ©3, ©4 E ©5 FOTOS DARYAN DORNELLES

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O bar leva o nome de Salomão Jorge, um filho de imigrantes sírios fanático pelo Galo que comandou o local por 48 anos.Ao assumir a direção do armazém dos pais, em 1953, Salomão Jorge começou a transformá-lo em um botequim. O local passou a ser decorado com uma grande coleção de quadros, faixas, flâmulas, bonecos, bonés e tudo que se possa imaginar relacionado ao Galo. Comandado desde 1995 pelo filho de Salomão, o bar é um tradicional reduto de atleticanos no bairro da Serra. Três televisores garantem a lotação das mesas em dias de jogos do Atlético — mesmo quando a partida é no Mineirão. Para acompanhar a cerveja, a dica é o charutinho com quibe cru. Um mês antes de falecer, em 2002, Salomão Jorge foi homenageado pelo clube, como agradecimento à fidelidade ao Galo. Rua do Ouro, 895 Serra . Belo Horizonte . MG (31) 3221-5677

Para quem ama o calcio e, principalmente, o Milan, há um endereço certo no Rio de Janeiro: o restaurante Milano DOC, do tifoso milanista Miccheli Enriquez, de 63 anos, é decorado com fotos e pôsteres do Milan e com camisas de Maldini, Dida (inclusive as luvas), Kaká e Serginho. Numa espécie de homenagem a Milão, Miccheli abriu espaço também para a rival Internazionale. Está exposta a camisa que Ronaldo vestia no clube. No buffet, massas, frutos do mar e queijos importados, entre outras tentações. As pizzas são excelentes. Nascido em Taranto, no sul da Itália, Miccheli Enriquez quer transformar o Milano DOC em referência de cozinha italiana. Ele é também um incorrigível corneteiro.“O Ancellotti não é um grande allenatore (técnico). Quem faz a diferença são os craques, como Kaká, Paolo Maldini e Shevchenko.” Rua Gomes Carneiro, 132 Ipanema . Rio de Janeiro . RJ (21) 2522-0303

O nome do bar homenageia Didi, o craque da Seleção autor do indefensável chute conhecido como “folha seca”.Aberto há três anos pelo preparador físico do São Paulo, Carlinhos Neves, e seu sobrinho André, o bar fica a apenas dois quarteirões da Kyocera Arena, estádio do Atlético Paranaense. Mas os proprietários garantem que o espaço é democraticamente freqüentado por todas as torcidas de Curitiba. Nos dias de jogos dos clubes paranaenses, o público pode acompanhar as partidas em dois televisores.Algumas das paredes estão decoradas com fotos de Didi e jogadores de futebol que trabalharam com Carlinhos. Outra parte é dedicada a exposições de fotógrafos e artistas plásticos locais. Bastante frequentado na happy hour, o bar tem música ao vivo todos os dias. Rua Petit Carneiro, 394 Água Verde . Curitiba . PR (41) 3343-5632

Pouco antes da Copa de 1998, o bar surgiu como opção para assistir aos jogos do Mundial. O penta não veio, mas o bar vingou. Em 2002, teve até mini-arquibancada e café da manhã para acompanhar a Seleção. O Chopp Gol fica numa casa da década de 20 próxima ao Maracanã e está em reforma para a Copa da Alemanha. Bandeiras e escudos na parede? “Só do América, meu time do coração. É a única que posso colocar sem desagradar ninguém”, diz o dono Tuninho Vieira. As luminárias são em forma de chuteiras, e o cardápio também é inspirado no tema. Para acompanhar, por exemplo, o “time completo” (prato com carne seca, aipim frito e farofa), pode-se provar o drink “Maracanã”. Ou escolher um vinho da “Seleção da Parreira”. Rua Felipe Camarão, 8 Vila Isabel . Rio de Janeiro . RJ (21) 2610-1222


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Com oito tevês e três telões, o diferencial desse bar é funcionar junto da loja Roxos e Doentes (tudo para futebol).“Muitas vezes acontece de o Corinthians ganhar um jogo, e o cara sai do bar, vem aqui pra loja, compra uma camisa oficial e volta pro bar”, afirma Rogério, gerente da loja. Corinthians? É. Mesmo pertinho do Parque Antártica, é o alvinegro o time da maioria dos freqüentadores desse lugar, que também é restaurante e pizzaria. Curioso também é escutar um freqüente grito de “Galôôô!” no bar. “Temos uma loja da Roxos e Doentes em Belo Horizonte e, por isso, os atleticanos que moram em Sampa sabem que aqui passa jogo de todo mundo”, afirma Rogério.Amigos, companheiros de trabalhos próximos do shopping (20 a 35 anos) e casais formam o público do bar. Shopping West Plaza, Bloco A Água Branca . São Paulo . SP (11) 3875-0263

Neste bar paulistano, “soooó... dá Timão!” A Chopperia Estádio e Museu Preto & Branco é um bar temático corintiano inaugurado em janeiro. Pelas paredes, espalham-se mais de 2 000 itens (revezados de 500 em 500, a cada dois meses), entre recortes de jornais e capas de revistas, pôsteres, bandeiras e camisas autografadas. Tem até foto do Rivellino sem bigode e um disco com o “Samba do Corinthians”, gravado nos anos 60 por Sílvio Santos. Em dois telões, é possível assistir a mais de 300 horas de gols e teipes inteiros de jogos do Timão, à escolha do freguês. E até a comida, lá, tem gosto (e nome) de futebol: porção Mosqueteiro, sanduíche Pacaembu, picanha Estádio. “Minha intenção foi abrir uma casa que reunisse pessoas com a mesma paixão: o Corinthians, é claro”, explica o empresário Michel Tadei. Rua Coelho Lisboa, 247 Tatuapé . São Paulo . SP (11) 6197-7877

Há 27 anos no coração da Moóca, esse bar inspirou o boteco que serve de ambientação para o filme Boleiros, de Ugo Giorgetti. Grande pesquisador do futebol, o são-paulino Elídio (um freguês jura que ele torce para a Portuguesa) decorou as paredes com quadros de craques e clubes do Brasil todo, dos anos 50 aos 80. O mais incrível é que ele diz saber de cor o nome dos jogadores de cada formação histórica. Bacana também é bater um papo com outros legítimos boleiros, os fregueses mais antigos. Se der corda para eles, não param mais... Além desses contadores de histórias, o bar é procurado pelos jovens das faculdades próximas em busca de um choppinho cremoso, petiscos à mostra no enorme balcão e um pastelzinho de palmito antológico.Ah, o futiba ao vivo também rola , mas apenas em um aparelho de tevê. Rua Isabel Dias, 57 Moóca . São Paulo . SP (11) 6966-5805

O clube de coração do proprietário desse simpático bar-lanchonete não poderia ser outro. O figuraça “Seu Léu” (de Eleutério), que nasceu em Portugal, é torcedor da Lusa. Mas, para o bem da maioria, ele garante aos frequentadores a transmissão dos jogos de São Paulo, Corinthians, Palmeiras ou Santos, em alguma de suas três tevês de 29 polegadas. Garçons rápidos e simpáticos e uma moçada bonita e jovem, entre 18 e 25 anos na maioria, fazem com que o bar esteja sempre lotado. Por estar localizado no Itaim Bibi, próximo ao badalado bairro da Vila Olímpia, o Samaro tornou-se também um pico tradicional do “esquenta” pré-baladas. Uma boa pedida para acompanhar a “breja” trincando são as bem servidas porções de contrafilé e calabresa na chapa. R. Clodomiro Amazonas, 202 Itaim . São Paulo . SP (11) 3168-9553

A menos de um quarteirão do estádio da rua Javari, o Giba’s Bar é ponto de encontro da maior torcida de São Paulo – seguindo a máxima de que o Juventus é o segundo time do coração de todo paulistano. Em 1978, o juventino Gilberto Luizzeto passou a comandar o bar de seu pai Ferdinando – que na década de 40 era ciclista do clube. Desde então, as paredes ganharam mais de 80 fotos, camisas, flâmulas e troféus do Juventus. Em cima da prateleira de bebidas, uma das relíquias da coleção de Giba: uma bola autografada pela equipe que em 1972 fez uma excursão à Grécia. Não falta também um enorme estilingue, em alusão ao mascote da equipe – o Moleque Travesso.Aberto todos os dias, o bar tem grande movimento na hora do almoço, preparado pela própria esposa de Giba, Dona Rosana. Rua Visconde de Laguna , 139 Moóca . São Paulo . SP (11) 6692-0026

Barzinho típico da Vila Madalena, é uma boa opção para quem quer unir futebol, paquera e gente bonita. Destaque para a cozinha premiada (a feijoada dos sábados e os bolinhos de bacalhau são ótimos, no clima de história do futebol brasileiro e mundial). Os maiores craques, deuses da raça, clubes e seleções ocupam todos os cantinhos possíves das paredes e teto do bar. São fotos históricas (muitas delas da Placar), autógrafos, flâmulas, camisas, ingressos e tudo quanto é objeto-boleiro. Jogo ao vivo mesmo, só rola em uma TV pequena. Mas o ambiente de futebolarte é parada obrigatória para torcedores de qualquer time – até do modestíssimo São Cristóvão (clube do subúrbio do Rio), que deu o nome a esse lugar por ser a paixão de um tio de Reinaldo, o dono do bar. Rua Aspicuelta, 533 Vila Madalena . São Paulo . SP (11) 3097-9904


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O ESQUEMA

ENGORDA

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CRAQUE Como se fazia com gado há alguns anos, a nova mania dos empresários é comprar ações de um atleta anônimo para lucrar quando ele “engordar”, ou seja, virar uma estrela. Placar desvenda o (nebuloso) negócio POR ANDRÉ RIZEK

N

ILUSTRAÇÕES JAPS

o começo da década, era mania entre investidores brasileiros fazer contratos de “engorda-boi”. O sujeito comprava ações de empresas de criação de gado. A empresa usava o dinheiro para investir em bois magros e deixá-los engordando nos pastos. A promessa era de que o bois cresceriam, iriam se valorizar, seriam vendidos e, ao fim de 18 meses, o investidor sacava o seu dinheiro com bom lucro. O esquema não deu certo por vários motivos. O principal é que muitas das empresas não eram sérias. A Boi Gordo, a mais famosa do gênero, foi à falência em 2001, dando o calote em 30 mil acionistas (entre eles o jogador Edílson, que perdeu 1,1 milhão de reais — valores da época). Surge agora uma adaptação ao mundo do futebol: o contrato de “engorda-jogador”; modelo que já funciona na Europa há algum tempo. Os especialistas garantem: desta vez, os riscos são bem menores para os investidores. Mas o negócio também flerta com a ilegalidade... O esquema “engorda-craque” funciona como um fundo de investimento. O primeiro deles que se tem notícia no Brasil

DESIGN ROGÉRIO ANDRADE

foi criado pelo uruguaio Juan Figer, que atua há mais de três décadas no Brasil e é o rei dos empresários no país. Figer (ou melhor, seus olheiros) garimpam talentos Brasil afora. Buscam jogadores jovens e anônimos, de clubes pequenos. O empresário adquire os direitos federativos do atleta e o registra em nome de seus clubes no Uruguai: Central Espanhol ou Rentistas. Os times servem de fachada. O atleta nunca vestirá essas camisas, mas é a forma de virar propriedade do empresário. Até aqui, tudo legal. A Lei Pelé não veda esse tipo de procedimento. Depois desse primeiro passo, Figer começa a vender “ações” do boleiro, como a Boi Gordo fazia com seu rebanho. O empresário cria um fundo de investimento com 10 pessoas, por exemplo, cada uma depositando 100 mil reais no fundo. Cada um ficaria, então, com 10% do jogador. E é aí que o negócio começa a esbarrar na ilegalidade. Os sócios deste tipo de fundo são agentes de jogadores, empresários de vários ramos, investidores do mercado financeiro. “Pela lei, pessoa física não pode ser dono de jogador ou lucrar com a venda dos direitos federativos de um atleta. A menos que sejam donos M A R Ç O ★ 2 0 0 6 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ 7 9


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ou tenham participação em um clube que detenha os direitos do atleta. Nem um agente Fifa pode ser dono de parte dos direitos de um jogador”, diz o advogado paulista Piraci Oliveira, especialista em legislação esportiva. O problema é que, aos olhos da lei, os jogadores estão registrados em nome dos clubes de Figer e não em nome dos sócios do fundo. O negócio torna-se difícil de ser coibido. Com bons contatos, Juan Figer coloca o jogador em algum clube grande, por empréstimo, para “engordar”, mas continua sendo o seu dono. Depois, se o atleta for vendido por 3 milhões de reais para um clube do exterior, por exemplo, cada um dos 10 sócios que investiu 100 mil reais retira 300 mil reais. “É um investimento de risco, claro; o jogador pode não dar em nada. Mas o Figer tem bons olheiros, a consultoria de alguns treinadores. E geralmente acerta. Isso tem dado muito dinheiro”, diz um agente de jogadores que recusou um convite para participar do fundo e pediu anonimato à Placar. Atletas como Magrão (ex-Palmeiras, comprado por dois milhões de reais por Figer, emprestado ao Palmeiras e depois revendido por 8 milhões), Lucas, ex-Atlético Paranaense, e Lugano (hoje no São Paulo, que detém 50% dos seus direitos) já pertenceram exclusivamente ao fundo. Atualmente, Thiago, do São Paulo, é a grande aposta do empresário. Ele está emprestado ao Tricolor, “engordando”. Na Europa, os fundos também não poderiam ser donos de jogadores. Mas há brechas legais para que possam ter direitos financeiros sobre os atletas. O Porto, de Portugal, trabalha

COMO FUNCIONA Entenda todos os passos do esquema “engordacraque”, da escolha do jogador à sua venda para o exterior, e veja como é fácil lucrar com a negociata que está virando febre no país

com o fundo de investimento GSI. As contratações dos argentinos Lisandro Lopez e Lucho Gonzales foram patrocinadas pelo fundo, que tem o israelsense Pina Zahavi como empresário mais conhecido. No caso do brasileiro Ânderson (ex-Grêmio), a contratação foi bancada pelo fundo Gestifute, do empresário Jorge Mendes. Luís Fabiano, atualmente emprestado ao Sevilla, pertence 25% ao Porto e o restante a um fundo constituído por empresários. O Benfica também trabalha assim. Diego Souza, que está no Flamengo cedido pelo clube português, também pertence ao GSI. Por causa do sucesso financeiro que esse tipo de investimento tem alcançado, um grupo de grandes empresários brasileiros (de áreas como construção, móveis e gás) se prepara para entrar no ramo. Um banco multinacional vai gerenciar os investimentos. À frente do negócio, um conhecido agente Fifa de jogadores. A forma de tornar o negócio 100% legal é que os sócios do fundo serão donos de um clube de fachada, no interior de São Paulo. Ou seja: os atletas serão vinculados a esta equipe, mas jamais vão vestir a camisa dela. Cada investidor vai colocar 2,5 milhões de reais no negócio. Ao todo, o fundo terá 40 milhões para investir. A idéia é ter mais de 100 jogadores. O agente Fifa terá autonomia para fazer quase todas as contratações, mas as de valor mais alto (o teto ainda não foi estipulado) serão submetidas à uma assembléia entre os sócios. O Atlético Paranaense é um clube que aprendeu a fazer negócios com Figer. E foi além: praticamente virou um fundo

de investimentos internacional. A idéia partiu de Mário Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo, que entre 2004 e 2005 percorreu a Europa vendendo a idéia. O plano inicial era de que os clubes europeus contribuiriam para a compra dos direitos de craques em potencial do futebol brasileiro. Esses jogadores iriam para o Atlético, a fim de assimilar conceitos táticos e físicos e, após esse período de “engorda”, seriam vendidos. Visto como negócio de risco, os clubes europeus recuaram. Petraglia, então, se voltou para grupos de empresários do velho continente. Alguns aderiram à idéia. Caso da Stellar Group, com sede na Inglaterra e filiais em outros países, incluindo o Brasil. A empresa também cuida da carreira do técnico Lothar Matthäus. Mas se o Atlético é a “fábrica” deste projeto, de onde viria a “matéria-prima”? O Guarani então tornou-se “sócio” do projeto. Desde que o plano foi colocado em prática, 11 jogadores vindos do Bugre já desembarcaram no Furacão. É o caso do zagueiro Paulo André, que já foi sondado pelo Manchester United. Ele, que foi avaliado em 500 mil reais quando chegou, pode render até 5 milhões de dólares agora. Quando uma venda dá certo, a distribuição do lucro segue, geralmente, o seguinte caminho: 20% para os “clubes-satélites” (que garimparam o jogador e o revelaram), 30% para o Atlético (que expôs o jogador e lhe deu polimento) e 50% para o fundo de investidores. Esse fundo conta com a participação de pessoas de confiança de Petraglia. Uma das executivas seria sua filha, Ana Paula Petraglia. Já o agente Fifa recruta-

do para o negócio é Alexandre Rocha Loures, ex-diretor de assuntos internacionais do Atlético. O repórter de Placar se fez passar por um “investidor paulista que quer entrar no futebol” e procurou um intermediário de um fundo descoberto pela revista. A intenção era conhecer de perto o negócio. A conversa foi simples assim:

Repórter: O fundo funciona como o esquema da Boi Gordo? Intermediário: Mais ou menos. Os bois podiam morrer de frio, pegar doença, você não tinha controle. Nem podia escolher que boi comprar. O fundo é diferente. Tem a consultoria de treinadores, que indicam as contratações. E alguns treinadores também podem ser investidores, entende? Investem junto com você no jogador.

Repórter: Mas o treinador investe no jogador e depois pode pedir a contratação dele por um clube? Intermediário: Pode acontecer, sim. É um pessoal muito sério, que administra a coisa com muito profissionalismo. É bem possível que o intermediário tenha blefado para o repórter (a fim de atraí-lo para o negócio), sugerindo que técnicos façam parte do jogo. Também não assinamos nenhum cheque e viramos dono de jogador. Mas é fato que estes fundos têm, pelo menos, a consultoria de treinadores. A proliferação deste negócio mostra como os empresários assumiram o papel de clubes. Estão cada vez mais poderosos, COM REPORTAGEM DE ALTAIR SANTOS dentro ou fora da lei.

1 A ESCOLHA

2 O REGISTRO

3 A PARTILHA

4 A ENGORDA

5 O ABATE

Geralmente assessorado por treinadores de sua confiança, o empresário garimpa e compra os direitos de um jogador jovem, barato e com potencial para estourar

Ele compra os direitos do jogador e o registra em nome de um clube de fachada, para ser o seu “dono” por cinco anos, tempo máximo de contrato (mas é possível ir renovando o vínculo)

O empresário procura investidores para formarem um fundo: serão também “donos” do atleta. Cada um compra uma cota e se torna sócio do investimento

O empresário procura um clube maior para deixar seu atleta "engordando", ou seja: jogando por empréstimo para se valorizar

O jogador é vendido para o exterior por um valor bem maior do que o investido pelos cotistas do fundo; eles repartem o lucro de acordo com o investimento feito por cada um


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SALADA DE NEGÓCIOS Sérgio Malucelli é empresário, presidente do Iraty, amigo de Vanderlei Luxemburgo e parceiro de Juan Figer. A combinação tempera grandes lucros P O R A L T A I R S A N T O S

a

cidade de Irati (com 52 mil habitantes e a 140 quilômetros de Curitiba) se prepara para entrar no futebol globalizado. Até 2010, o município paranaense espera atrair delegações de clube europeus, asiáticos, sul-americanos e brasileiros para um centro de treinamentos que se pretende único no país. Em uma área de 150 mil metros quadrados e investimento inicial de 5 milhões de reais, o CT terá duas finalidades: formar jogadores e servir de QG para equipes em fase de pré-temporada. A idéia não é nova, mas seguramente rentável. Pelo menos no Paraná. Que o diga o Atlético Paranaense, que descobriu esse filão há três anos e hoje faz o CT do Caju abrigar delegações o ano todo. É exatamente para quebrar esse monopólio do Atlético que o Iraty — clube sediado na cidade do interior — decidiu investir neste setor. “O projeto é construir seis campos e um hotel para abrigar 120 jogadores. O complexo terá condições

de receber delegações de fora, que venham em pré-temporada. Com essas parcerias, ele se tornará auto-sustentável”, afirma Sérgio Malucelli, presidente do Iraty (o J. Malucelli, que também disputa o Campeonato Paranaense; não tem nada a ver com ele; o dono do “rival” é Joel Malucelli, primo de segundo grau de Sérgio, que não se bica com ele). Empresário do ramo de veículos usados, Sérgio entrou no futebol em 1993, quando assumiu a presidência do clube do interior. Na mesma época, a abertura de bingos pelo país afora o estimulou a montar uma casa de jogos em Curitiba. Em 1995, o Golden Bingo passou a ser freqüentado por uma celebridade: o técnico Vanderlei Luxemburgo. Na época, o treinador havia sido contratado pelo Paraná Clube e a assiduidade no bingo criou fortes laços entre Sérgio Malucelli e Luxemburgo. O interesse comum por carros importados e futebol selou a amizade. A princípio, o técnico passou a ser um consultor informal, dando dicas ao presidente do Iraty de como contratar jogadores. A amizade virou so-

ciedade. Em 1998, montaram um bar temático num shopping de Curitiba. O Luxemburgo Football Café durou pouco, mas a parceria seguiu. Em 2000, nasceu a Beverage, fábrica de bebidas isotônicas, que também teve vida curta. Os negócios mal-sucedidos não abalaram a amizade. Aliás, nem a CPI do Futebol, que realizou uma devassa na parceria entre Luxemburgo e Sérgio Malucelli, desfez o elo. Pelo contrário, os uniu ainda mais. A ponto de passarem festas de fim de ano juntos e viajarem com as famílias para o exterior. A simbiose fez Luxemburgo aprender a vestir roupas bem cortadas, além de se tornar um apreciador de vinhos. Já Sérgio Malucelli se tornou um bem-sucedido empresário de futebol. O sucesso culminou com a aproximação do maior agente de jogadores do país: Juan Figer. Figer gostou do que viu no Iraty — um clube enxuto, longe da mídia, com perspectiva de bons negócios e presidido por um aprendiz competente. A combinação perfeita fez o empresário se tornar parceiro do clube paranaense. Além de adotar a categoria de juniores, viabilizou bons negócios com jogadores do Iraty. Acrescente-se aí a assessoria de Luxemburgo. Informal ou não, o técnico foi quem indicou Arinélson ao Santos (lembra-se dele?) e, mais recentemente, também pediu Galvão para o elenco do Peixe (alguns conselheiros do clube querem investigar o porquê da contratação). Negócios como esses dão fôlego ao Iraty e o fazem ousar com o projeto do CT.

Apesar de não admitir nenhum tipo de sociedade formal com Vanderlei Luxemburgo, Sérgio Malucelli reconhece que sem ele não teria ido a lugar nenhum. Com o projeto do CT, o empreendimento encabeçado por Malucelli vai focar o futebol internacional. Hoje, os negócios dependem de expor os jogadores revelados pelo Iraty em outros clubes brasileiros que tenham calendário nas Séries A e B do Brasileiro. Por isso, em 2004, o Paraná Clube serviu de vitrine e ajudou a vender revelações como Galvão, Marcel e Cristian — estes dois foram parar no Palmeiras. Agora, o parceiro é o Atlético-MG, onde estão o atacante Tiago e o lateral Vicente, além do técnico Lori Sandri (ex-Paraná) — agenciado por Juan Figer, assim como Vanderlei Luxemburgo. Para fazer a linha direta com clubes do exterior, como hoje já consegue o Atlético Paranaense, o Iraty também planeja estar na Série B do Brasileiro em três anos. “A Série C é uma desorganização total”, diz Malucelli, que agora precisa da exposição do clube para justificar os investimentos. “Se eu tenho um orçamento, tenho que buscar estes valores. Para tentar cumpri-lo, não posso ter um déficit no final do ano. O Iraty se paga. Não tem dívida nenhuma”, afirma o dirigente/empresário, chamado pelo amigos — inclua-se aí Juan Figer e Vanderlei Luxemburgo — de “Salada”. A origem do apelido ele não revela, mas especula-se que seja por saber temperar amizades influentes e jogadores emergentes com negócios que nunca rendem menos do que 100%.

“Amizade com Luxemburgo atrapalha” O dono do Iraty reconhece que recorre aos conselhos do técnico do Santos, seu amigo, quando quer fazer negócios. Mas reclama da ‘publicidade’ dessa relação

Malucelli, à esquerda, e Luxemburgo, acima: “uma consultoria informal” ©1

O Iraty recentemente fez bons negócios com o Santos. É inevitável deixar de perguntar se a sua amizade com o Vanderlei Luxemburgo abre portas para negócios como esse.

o Emerson Leão. O próprio Paulo Campos (ex-auxiliar de Luxemburgo no Real Madrid), que trabalhou aqui no Iraty e hoje está no Vila Nova.

Abre portas. Não vou dizer que não. Mas como tenho amizade com ele, tenho com outros técnicos. E o técnico só vai levar se o jogador for bom. Principalmente o Vanderlei, que é muito exigente. Sendo amigo, às vezes, é até pior. Você leva o jogador e todo mundo começa a comentar. Então, às vezes, até atrapalha uma negociação.

A amizade entre o senhor e o Luxemburgo já rendeu parcerias em um bar temático e uma empresa de sucos. Ele tem alguma participação no Iraty?

Com que outros técnicos o senhor tem amizade? Tenho amizade com o Lori Sandri, com 8 2 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ M A R Ç O ★ 2 0 0 6

©1 RENATO PIZZUTTO

Não, nenhuma. A amizade, às vezes, é ruim porque as pessoas levam para outro lado. Se eu trabalho com futebol, eu tenho de fazer amizade onde? Com pessoas ligadas ao futebol. É normal. Só que as pessoas misturam o fato de ele ser técnico de um time, sempre conhecido, e eu ser o presidente de um ti-

me pequeno. Eles já acham que tem alguma coisa.

E o treinador Freddy Rincón foi indicação dele? (Rincón foi demitido após nove jogos no comando da equipe do Iraty) Foi. Como foi o Paulo Campos. Se ele (Luxemburgo) é meu amigo e eu preciso de um treinador, vou pedir auxílio para quem? O Paulo Campos, o Vanderlei indicou ao Iraty. Ele foi tão bem que foi para o Paraná e também fez sucesso. Então você tem que pedir ajuda para quem conhece. Em qualquer setor da vida você vai pedir ajuda para quem conhece. Você tenta se moldar e se espelhar nos melhores. M A R Ç O ★ 2 0 0 6 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ 8 3


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da Itália — seu contrato com o São Paulo estava no fim e, se esperasse mais, o clube poderia perdê-lo de graça.

Estas regras se aplicam também a transações internacionais? Não. Para transações internacionais, os clubes podem estabelecer no contrato (desde que seja de comum acordo) que não haja qualquer limitação para o valor da cláusula penal. Ou o contrário. No caso de Robinho, por exemplo: ele recebia 250 mil reais por mês. Sua multa para o mercado interno era de 78 milhões de dólares (calculada em cima dos salários, fora as reduções do tempo de contrato). Para o exterior — como acabou sendo vendido — era de 50 milhões.

POR DENTRO DO ESQUEMA

Como um clube pode segurar os jogadores que forma em suas categorias de base? A lei estabelece que o clube formador do atleta tem o direito de assinar com este, a partir de 16 anos de idade, o primeiro contrato profissional, cujo prazo não pode ser superior a cinco anos (o clube precisa comprovar estar o atleta registrado como não-profissional há, pelo menos, dois anos). Também diz que o time tem a prioridade da primeira renovação. O problema é que o texto da lei simplesmente não explica como o clube pode exercer essa prioridade. Se o garoto não quiser fazer seu primeiro contrato com o clube formador, vai lutar pela liberação na Justiça. E tem boa chance de ganhar.

A Lei Pelé comemora cinco anos em março e você ainda não entende como seu clube perde tantos craques? Tire aqui todas as suas dúvidas

o

básico da Lei Pelé quase todo mundo já sabe: com o fim do passe, o jogador fica livre para negociar o seu futuro, quando encerrar seu contrato, sem ter que dar nenhuma satisfação ao antigo empregador (antes, ele continuava preso à equipe, que podia estabelecer um preço qualquer por sua venda ou empréstimo). O jogador virou um profissional comum, sujeito às mesmas leis dos outros trabalhadores. Mas você ainda não consegue entender por que o lateraldireito do seu time se recusa a jogar mesmo estando sob contrato? Por que seu atacante preferido foi parar na Coréia a preço de banana? E por que até um moleque de 14 anos já tem empresário? Seus problemas acabaram! Placar explica como estão funcionando as negociatas do futebol brasileiro cinco anos depois de a Lei Pelé entrar em vigor.

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Como o Santos está perdendo o jovem Neymar, de 14 anos, tido como o sucessor de Robinho, para o Barcelona?

Como se estabelece o valor da multa rescisória de um jogador? Pela lei, esta multa é chamada de “cláusula penal”. Quando se trata de atletas que recebam até dez salários mínimos mensais (a grande maioria dos jogadores no país), a multa fica limitada a dez vezes o valor da remuneração anual ou a metade do valor restante do contrato, aplicando-se o que for menor. Nos demais casos, o valor é livremente estabelecido pelos contratantes até o limite máximo de cem vezes o montante da remuneração anual do atleta (13 salários). A cada ano de contrato, o valor sofre reduções: 10% após o primeiro ano; 20% após o segundo ano; 40% após o terceiro ano; 80% após o quarto ano. Por isso, quanto mais próximo do fim do contrato, menos o clube pode “lucrar” com sua saída. Isso explica, por exemplo, a venda de Kaká (“a preços módicos”, por 8 milhões de dólares) para o Milan,

Até os 16 anos, o atleta é um amador. Qualquer contrato que o clube faça com um jogador antes disso não tem validade. Se não estiver inscrito na federação, ele pode deixar o clube a qualquer momento. Se estiver inscrito, se for um atleta federado, ele tem de ficar três meses sem jogar antes de trocar de equipe. Neymar não era federado e, por isso, está indo para o Barcelona sem barreiras. Neymar ganhava dois mil reais por mês do Santos. Seu pai, mecânico em São Vicente, recebia 800 reais. O Santos ofereceu à família e ao procurador de Neymar, Wagner Ribeiro, o seguinte acordo: daria uma casa para a família (eles morariam lá, mas a escritura só seria passada para o nome dos familiares quando Neymar assinasse um contrato profissional, aos 16 anos, de cinco anos de duração). O Corinthians oferecia um apartamento em São Paulo, mais um bom salário para o pai. Mas, no final das contas, a proposta do Barça era a mais vantajosa: “transformá-lo no novo Messi”.

Como um garoto de 14 já tem procurador e empresário? Os contratos são assinados com os pais dos atletas. Mas especialistas ouvidos por Placar defendem que estes contratos podem ser quebrados na Justiça. Pelas leis brasileiras,

nenhum menor de 16 anos poderia ter procurador.

Como é possível Luizão, atacante do Flamengo, ser dono de 50% dos direitos do lateral Maurinho? Estes são acordos informais, que aos olhos da lei não têm validade nenhuma. Placar teve acesso ao documento firmado entre o agente Gilmar Rinaldi e o Palmeiras quando o clube contratou o jogador Vágner Love (vendido em 2004 para o CSKA). Lá está escrito claramente: “o agente Gilmar Rinaldi tem participação de 40% nos direitos federativos do atleta Vágner Love no caso de o mesmo ser negociado durante o tempo de contrato com a Sociedade Esportiva Palmeiras”. Vágner foi vendido, e Gilmar recebeu a sua parte. Mas... “O clube poderia muito bem ter me dado o calote. Aos olhos da lei, só podem ter participação sobre os direitos de jogador entidades esportivas. Era um contrato mais moral do que legal. E o Palmeiras, mesmo assim, cumpriu a sua palavra”, diz Gilmar.

O que mudou no relacionamento entre os clubes? Praticamente não existe mais aquela história de um clube conversar com outro para negociar um jogador. Agora, o “clube x” procura o empresário, que trata da liberação de algum atleta no “clube y”. Quando o atleta está livre do “clube y”, negocia seu contrato com “o clube x”.

Um jogador pode se recusar a jogar? Sim. Diz o artigo 32 da Lei Pelé: “É lícito ao atleta profissional recusar competir por entidade de prática desportiva quando seus salários, no todo ou em parte, estiverem atrasados em dois ou mais meses”. Neste caso, o jogador também pode pleitear na Justiça o rompimento do contrato e ficar livre para mudar de camisa. Caso recente do volante Jonílson (do Botafogo para o Cruzeiro), do zagueiro André Dias (do Goiás para o São Paulo) e assim por diante.

Por que os clubes choram tanto por causa da Lei Pelé? Porque perderam a sua galinha dos ovos de ouro. Antes, não importava como um clube fosse administrado, sempre tinha algum jogador para vender, pelo preço que quisesse, para sanear as dívidas. Agora, tem que se preparar melhor, vender mais o espetáculo e menos o artista, pois este dá menos dinheiro hoje em dia. O clube hoje tem que renovar os contratos dos atletas com planejamento, oferecer bons salários (para poder estabelecer boas multas), não pode atrasar pagamentos (sob risco de perder suas estrelas). O que os cartolas não falam é que existe também o outro lado da moeda. Os clubes hoje gastam bem menos para contratar. Graças ao fim do passe, o São Paulo pôde trazer Cicinho, Danilo, Grafite, Mineiro, Josué, Fabão e Rodrigo (base campeã da Libertadores e Mundial) sem pagar um centavo para o clube em que estes jogadores atuavam, por exemplo. ✪ M A R Ç O ★ 2 0 0 6 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ 85


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Por Lédio Carmona

Mercenário é a mãe! No seu 13º clube, Luizão repete as juras de amor ao Flamengo, explica a saída do Santos, diz que não é empresário de jogador e garante que tem lenha para queimar Você não pára em lugar nenhum. Consegue dizer, sem titubear, a relação completa, pela ordem, dos clubes onde jogou?

não posso fazer com que todos acreditem, né?

(Risos). Claro que sim. Anota aí: Guarani, Paraná, Palmeiras, La Coruña, Vasco, Corinthians... (pausa)... Grêmio, Hertha Berlim, Botafogo, São Paulo, Nagoya, Santos e Flamengo... Não são 13? Tá vendo?

Mas você pareceu constrangido na apresentação e nem beijou a camisa do Flamengo...

Mas não são muitos clubes para quem acabou de completar 30 anos? É mais ou menos um clube por ano!

É verdade que você tem um clube de futebol?

Qual é o problema? Os clubes me procuram, me convidam e, se for interessante para todos os lados, eu aceito. Não faço nada demais. Eu me orgulho de, em toda minha carreira, só ter jogado em clube grande, de ponta, de ter feito muitos gols e conquistado títulos. Não dá para questionar a minha carreira.

Não beijei porque foi uma apresentação simples e fiquei meio sem jeito... Não teve muito clima.

(Impaciente) Falam isso por causa da história do Maurinho (lateral, hoje recuperando-se de contusão no São Paulo). Não é nada disso. Eu tenho uma escolinha de futebol (Luizão Sport Center) em São José do Rio Preto (interior de São Paulo). São mais de 300 garotos matriculados e meu irmão administra.

E como é essa história do Maurinho? Você é empresário dele ? Eu sou mercenário? Tem muito jornalista que escreve bobagem. Talvez pelo fato de eu não puxar saco de jornalista. Como eu posso ser mercenário se o Corinthians me deve dinheiro? Se o Botafogo me deve? O Vasco, também. Abri mão de receber uma quantia no Grêmio. Eu estava quieto no Nagoya, tinha contrato, e o Santos foi lá me buscar...

De jeito nenhum. Não quero ser empresário. Há muitos anos pintou uma oportunidade, e eu e o Vampeta ficamos com 50% dos direitos federativos do Maurinho. É só com ele. Foi uma chance. Ele confiou em mim. Não quero seguir carreira. Aí, falam: mas e o dia em que o Luizão tiver que jogar contra o Maurinho? Já nos enfrentamos quando ele estava no Etti (atual Paulista) e não houve nada de anormal.

Por que você não ficou no Santos?

Você já operou o joelho algumas vezes. Quais suas limitações?

Sei lá. Não tive uma seqüência de jogos. Me machuquei. Resolveram me dispensar. Que culpa eu tenho se o time estava uma merda no Campeonato Brasileiro?

Sim. Mas não houve acordo. A oferta era inferior ao que recebia no clube na outra passagem. O Juvenal Juvêncio (diretor de futebol) tentou, mas não deu.

Nenhuma. Estou inteiro. O máximo que acontece é que, de vez em quando, ao invés de fazer um treino físico no campo, faço uma bicicleta para reforçar o local. De novo, isso me deixa chateado. Semana passada, um repórter pediu para me fotografar sem camisa. No dia seguinte, o jornal me chamou de gordo. Você acha que eu estou gordo? (levanta a camisa, fashion, cheia de furinhos); Nota da redação: Luizão está fininho. Sem barriga.

Você acredita que ainda há quem jogue por amor à camisa?

No Flamengo você vai jogar com a camisa 111? Isso é bom?

Sei lá. Depende. Agora, quem gosta de ficar num lugar onde trabalha e não recebe? Você gosta? Não conheço ninguém.

Foi uma idéia de marketing do Kleber Leite. Achei diferente. Curti. Acho que vai pegar. Quero ser ídolo no Flamengo.

Você dizia que era corintiano. Agora, quando chegou ao Flamengo, jurou que era rubro-negro desde criancinha. E aí?

E você vai pegar no Flamengo? Ou melhor, o Flamengo vai te pegar e fazer com que você fixe raízes?

Nunca disse isso. Eu gostava muito do Corinthians e da torcida. Meu irmão era Vasco; eu sempre fui Flamengo. Agora,

(Risos) Tomara que sim. Vim para ficar, ser feliz e conquistar os rubro-negros. Sempre quis jogar no Flamengo. Chegou a hora.

Mas muita gente chama você de mercenário...

O São Paulo tentou levar você de volta para o Morumbi?

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FOTO DARYAN DORNELLES

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Eu sou mercenário? Tem muito jornalista que escreve bobagem, talvez pelo fato de eu não puxar-saco de jornalista. Como eu posso ser mercenário se o Corinthians, o Botafogo e o Vasco me devem dinheiro?

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batebola

Por Jonas Oliveira

Cliente preferencial Ele trocou o status de ídolo no São Paulo pela reserva da reserva no Milan. Mas acredite: tudo o que Amoroso mais quer é uma vaga em outro banco... o da Seleção O que faltou de fato para você permanecer no São Paulo? Acho que faltou um pouco mais de rapidez da diretoria. Tanto que veio o Milan e em poucos dias fez uma proposta. Jogar numa equipe como o Milan e poder voltar ao futebol italiano era o que sonhava a minha família. O que pesou foi o fato de ser o Milan; se fosse outra equipe, não sairia do São Paulo.

Não ficou um clima chato entre você e o clube? Não tenho problema algum com ninguém do São Paulo e acho que o respeito é reciproco. A oportunidade de vir para o Milan eu devo ao São Paulo, assim como, no título da Libertadores e do Mundial, a minha participação e experiência foram importantes. Foi bom para os dois lados. O São Paulo foi para mim uma fase que vai ficar guardada para sempre, pelos títulos, pelo respeito dos torcedores, pelas amizades que fiz.

E as rusgas da diretoria com o seu procurador, Nivaldo Baldo? Ele continua autorizado a falar tudo sobre você? O que aconteceu com o Nivaldo é entre o Nivaldo e eles; não tem nada a ver comigo. E o Nivaldo não é meu procurador, é uma pessoa a quem eu agradeço por ter me recuperado das contusões e que me ajuda quando eu preciso conversar com algum clube. É mais um amigo do que um procurador. Procuradores passam; os amigos a gente conserva.

O que significa, de um dia para o outro, deixar de ser titular absoluto para se tornar reserva da reserva? Eu vim para cá já sabendo disso, por chegar na metade de uma temporada e em um clube com grandes jogadores. Quando me contratou, o Dr. Galliani (vice-presidente) me falou da situação que eu poderia encontrar, e que queria ver os jogadores felizes, independentemente de estarem jogando ou não.

Você não é de ficar agüentando o banco calado por muito tempo. Qual o prazo que você se deu para virar titular? Não me dou prazo para ser titular. O importante agora é estar bem fisicamente. Quando cheguei ao São Paulo, em junho do ano passado, eu vinha de uma temporada inteira no Málaga. Ou seja: vou completar dois anos jogando direto, sem férias. Estou até me surpreendendo com minha condição física, já que estou há dois anos sem pré-temporada, só jogando. 8 8 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ M A R Ç O 2 0 0 6

O Shevchenko é titular absoluto. O Inzaghi está lutando para tirar o lugar do Gilardino. Tem lugar para você nessa briga? Tem sim, claro! Em breve vou ser mais um problema para o Ancelloti escalar. Mas nesse ano, sem dúvida, esses três jogadores estão lutando para chegar à Copa do Mundo. O Shevchenko está praticamente garantido, mas o Gilardino e o Inzaghi estão brigando por posições junto com outros atacantes italianos. Para mim, já é diferente: infelizmente, não tenho tido a oportunidade de jogar na Seleção. Dos três, o que mais tem a minha característica é o Shevchenko. Os outros são mais jogadores de referência, que jogam mais perto da área, praticamente centroavantes. Mas jogo com qualquer um dos três.

‘‘

Não estava pensando em Seleção até me destacar no São Paulo e surgir a chance de voltar para a Itália. A presença do Zagallo me dá esperanças de ir à Copa, sim

’’

Com tantos brasileiros no Milan, existe uma espécie de "gueto" por aí? Vocês são bem aceitos ou há discriminação? Muito pelo contrário! Fui muito bem recebido e vejo que o grupo não tem panelas. Os brasileiros brincam com os italianos, eles brincam com a gente e com os outros estrangeiros, com a comissão técnica. Isso facilitou minha adaptação.

Por aqui, muito se fala da péssima fase do Dida e do inferno astral do Cafu. Como você sente o clima por aí? O Dida voltou a jogar bem nos últimos jogos. Ele teve uma falha, mas todo jogador está sujeito a isso. Goleiro é mais cobrado porque quando falha acaba mudando o resultado, mas é normal. Ele já se redimiu nos últimos jogos em que atuou e tem o apoio da torcida. O Cafu teve problemas familiares e isso o abalou um pouco, mas tenho certeza de que é uma peça importante e de qualquer jeito será o capitão do hexa.

Com a contusão de Ricardo Oliveira, você passou a ter esperanças de jogar a Copa da Alemanha? Para ser sincero, eu não estava pensando nisso até me destacar no São Paulo e surgir essa oportunidade de voltar para a Itália. Eu espero que o Ricardo Oliveira se recupere, até porque já passei pela mesma situação. Mas sei que é algo que leva tempo, pelo receio de entrar em algumas divididas. E, em Copa, o jogador precisa estar cem por cento. Acho que a presença do Zagallo, que foi o primeiro a me convocar, me dá esperanças. Ele sabe que pode contar com um jogador que pode desempenhar duas funções: meia ofensivo ou atacante. FOTO DIVULGAÇÃO

D E Z E M B R O ★ 2 0 0 5 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ 3 3


PLACAR

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EANDRADE

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tabelão 2006 2005 DD EE

22 44

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OJ UA TN UE B I RR OO

AA

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FN E O V VE ER ME BI R OO

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22 00 00 65

E D I TA D O POR PAULO TESCAROLO

★ Nacionais Campeonato Pa u l i s t a Tu r n o ú n i c o 25/1

São Paulo 0 x 1 Juventus G: Sérgio Lobo (J) 28/1

São Caetano 2 x 0 Paulista G: Cléber e Somália (S) Palmeiras 4 x 0 Portuguesa Santista G: Ricardinho (2), Edmundo e Marcinho (Pa) 29/1

São Paulo 3 x 3 Guarani G: Thiago, Souza e Roger (S); Bilu, Rodrigo Sá e Edmílson (G) Santo André 3 x 2 São Bento G: Roncatto, Juninho Cearense e André Luís (SA); Genílson e Alcimar (SB) América 2 x 3 Santos G: Du e Danilinho (A); Jonas (2) e Luiz Alberto (S) Mogi Mirim 0 x 0 Portuguesa Ponte Preta 1 x 3 Noroeste G: Élson (P); Luciano Bebê (2) e Edmílson (N) Bragantino 1 x 1 Ituano G: Marco Aurélio (B); Juliano (I) Juventus-SP 1 x 1 Marília G: Sérgio Lobo (J); Juninho (M) Rio Branco-SP 1 x 4 Corinthians G: Nunes (R); Nilmar (2), Tevez e Carlos Alberto (C) 1/2

São Caetano 1 x 1 Mogi Mirim G: Zé Luís (S); Josué (M) Marília 0 x 2 São Paulo G: Júnior e Roger (S) Portuguesa Santista 0 x 1 Paulista G: Bosco (Pa) Noroeste 1 x 0 Portuguesa G: Lenílson (N) Guarani 3 x 2 Rio Branco G: Edmílson, Fabiano e Nelsinho (G); Vander e Fabiano Gadelha (R) Corinthians 5 x 0 São Bento G: Tevez (3), Ricardinho e Marcelo Mattos (C) Bragantino 0 x 1 América-SP G: Welton (A)

5/2

Ponte Preta 2 x 2 Guarani G: Élson e Luciano Baiano (P); Edmílson e Bilu (G) Portuguesa 3 x 2 Santo André G: Sílvio Criciúma, Du Lopes e Cléber (P); Roncatto e Juninho Cearense (S) São Bento 3 x 2 São Caetano G: Genílson e Nena (2) (SB); Marcel (2) (SC) Mogi Mirim 3 x 5 Rio Branco G: Dinei e Fernando (2) (M); Fabiano Gadelha (2), Nunes (2) e Edgar (R) Noroeste 2 x 2 Ituano G: Leandrinho e Bonfim (N); Kauê e Juliano (I) América 1 x 3 Juventus G: Reginaldo (A); Wellington Paulista (3) (J) Portuguesa Santista 2 x 1 Santos G: Léo Mineiro e Júlio César (P); Luiz Alberto (S) São Paulo 4 x 2 Palmeiras G: Danilo, Thiago (2) e Mineiro; Daniel e Edmundo (P) 8/2

Santo André 1 x 3 Juventus G: Ramalho (S); Wellington Paulista (2) e Sérgio Lobo (J) Santos 1 x 0 Noroeste G: Reinaldo (S) São Bento 1 x 1 Paulista G: Tiago Amaral (S); Jean Carlos (P) São Caetano 2 x 1 Corinthians G: Dimba e Leandro Lima (S); Rafael Moura (C) Marília 0 x 2 América G: Adriano Peixe e Reginaldo (A) Ituano 3 x 0 Mogi Mirim G: Paulo Santos e Johnny (2) (I) Guarani 1 x 1 Palmeiras G: Fabiano (G); Washington (P) Bragantino 3 x 0 Rio Branco G: Marco Aurélio (2) e Alex Afonso (B)

15/2

Bragantino 3 x 3 São Paulo G: Dinélson, Marcos Aurélio e Adãozinho (B); Danilo e Thiago (2) (S) 18/2

São Paulo 3 x 1 Portuguesa G: Alex Dias, Danilo e Josué (S); Cléber (P) Ponte Preta 1 x 0 Portuguesa Santista G: Luís Mário (PP)

Santo André 2 x 0 Ituano G: Gabriel e Rafinha (S) São Paulo 5 x 1 Paulista G: Danilo, Souza, Alex Dias (2) e Rogério Ceni (S); Nivaldo (P) Juventus 1 x 2 Guarani G: Viola (J); Goeber e Fabiano (G)

11/2

Santos 3 x 0 Santo André G: Léo Lima, Jonas e Magnum (S) Ituano 2 x 2 Ponte Preta G: Cris (2) (I); Luís Mário (2) (P) 4/2

12/2

Corinthians 4 x 1 Bragantino G: Nilmar (2), Tevez e Rafael Moura (C); Alex Afonso (B) Paulista 2 x 2 Marília G: Abraão e Rever (P); Gum e Celsinho (M)

Guarani 1 x 2 Ituano G: Sandro (G); Cris (2) (I) Portuguesa 1 x 1 Ponte Preta G: Johnson (P); Luís Mário (PP) Portuguesa Santista 0 x 5 São Paulo G: Thiago, Danilo (2), Fabão e

FOTO RENATO PIZZUTTO

Richarlyson (S) América 0 x 2 Santo André G: Leandrinho e Pará (S) Mogi Mirim 1 x 0 São Bento G: Dinei (M) Corinthians 0 x 1 Santos G: Geílson (S)

9/2

Rio Branco 5 x 2 Marília G: Nunes (2), Fabiano Gadelha (2) e Adelino (R); Edinelton e Sandro Gaúcho (M) Paulista 1 x 3 Noroeste G: Muñoz (P); Leandrinho, Rodrigo Tiuí e Marcelo Santos (N) Palmeiras 1 x 1 Bragantino G: Corrêa (P); Marco Aurélio (B) Juventus 0 x 1 São Caetano G: Ânderson Lima (S)

2/2

No clássico contra o Palmeiras, o São Paulo vence por 4 x 2 e quebra a série de cinco vitórias seguidas do rival no Campeonato Paulista

19/2

Portuguesa 0 x 2 Rio Branco G: Wennedy e Nunes (R) Santos 1 x 0 Ponte Preta G: Cléber Santana (S) Mogi Mirim 1 x 5 Corinthians G: Dinei (M); Nilmar (4) e Rafael Moura (C) Noroeste 4 x 0 Marília G: Luciano Bebê, Cláudio e Rodrigo Tiuí (2) (N) Palmeiras 4 x 0 São Caetano G: Enílton (2), Marcinho e P. Baier (P) Bragantino 0 x 2 São Bento G: Aílton e Thiago Amaral (S) América 3 x 1 Portuguesa Santista G: Baggio e Danilinho (2) (B); Léo Mineiro (P)

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★ Pa u l i s t a Classificação EQUIPES

P

J

V

E

D

GP

GC

SG

1 Noroeste

22

10

7

1

2

21

10

11

2 Santos

22

10

7

1

2

17

10

7

3 São Paulo

20

10

6

2

2

27

13

14

4 Palmeiras

20

9

6

2

1

19

9

10

5 Corinthians

18

10

6

0

4

27

11

16

6 São Caetano

17

10

5

2

3

12

12

0

7 Rio Branco

14

10

4

2

4

18

18

0

8 Paulista

14

10

4

2

4

14

17

-3

9 Ituano

14

10

3

5

2

14

12

2

10 Juventus

13

9

4

1

4

13

12

1

11 Guarani

13

10

3

4

3

15

16

-1

12 América

12

10

4

0

6

14

19

-5

13 Santo André

12

10

4

0

6

14

19

-5

14 Portuguesa Santista 12

10

4

0

6

13

23

-10

15 Portuguesa

11

10

3

2

5

11

15

-4

16 Ponte Preta

11

10

2

5

3

12

13

-1

17 Bragantino

10

10

2

4

4

12

16

-4

18 São Bento

9

10

2

3

5

12

18

-6

19 Mogi Mirim

8

10

2

2

6

12

21

-9

20 Marília

5

10

1

2

7

11

24

-13

Artilheiro 11 GOLS

Nilmar (Corinthians)

M A R Ç O ★ 2 0 0 6 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ 9 1


PL1292 TABELAO

20/02/2006

18:35

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tabelão 2006 Roma 1 x 1 Coritiba G: Alex Bala (R); Ludemar (C)

Campeonato Pa ra n a e n s e

1/2

Atlético-PR 4 x 3 Cianorte G: Paulo André (2), Alan Bahia e Jancarlos (A); Bruno Batata, Sinval e Ninja (C) Francisco Beltrão 2 x 0 Rio Branco-PR G: Amaral (contra) e Beto (F) Iraty 4 x 1 Nacional-PR G: Leandro (3) e Ageu (I); João Renato (N) J. Malucelli 3 x 1 Galo Maringá G: Cristiano, Altair e André Nunes (J); Maurício (G) TCW 0 x 2 Paraná G: Leonardo e Beto (P)

1 ª fa s e 25/1

Nacional 1 x 2 Galo Maringá G: João Renato (N); Gil e Mirandinha (G) Iraty 3 x 2 Atlético-PR G: Leandro (2) e Assis (I); Dênis Marques (2) (A) Rio Branco 3 x 2 J. Malucelli G: Ratinho (3) (R); Márcio Goiano e Leandro (J) Francisco Beltrão 1 x 3 Cianorte G: Ricardo (F); William Pomarola, Daniel Marques e Sinval (C) Paraná 1 x 1 Paranavaí G: Leonardo (Pn); Vagner Marcelino (Pv) Londrina 1 x 0 Coritiba G: André (L)

De a 12 dezembro 2005 De22 24de denovembro janeiro a 20 dede fevereiro de de 2006

G: Michel Bastos, Paulo André e Rodrigão (A); Rodrigo e Amaral (R) Cianorte 2 x 1 Galo Maringá G: Leandro (2) (C); Didi (G) Francisco Beltrão 2 x 2 Iraty G: Jefferson e Baby (F); André e Leandro (I) J. Malucelli 2 x 0 Nacional G: Cristiano (2) (J) Paraná 1 x 1 Londrina G: Maicossuel (P); Bruno Barros (L) Paranavaí 2 x 2 Roma G: Tiago e Rafael (P); Toni e Baiano (R) Adap 4 x 0 TCW G: Adílson Popó (2), Marcelo Peabiru e Alex (A)

Coritiba 3 x 1 União Bandeirante G: Keirrison, Henrique e Anderson Gomes (C); Aron (U)

União Bandeirante 0 x 1 Roma G: Carlão (R) Coritiba 2 x 0 Adap G: Keirrison e Jackson (C) Paranavaí 1 x 1 Londrina G: Gilcimar (P); Bruno (L)

26/1

União Bandeirante 1 x 1 Adap G: Márcio Timm (U); Warley (A) TCW 2 X 3 Roma G: Edu Bala (2) (T); Tony, Mineiro e Moraes (R)

12/2

5/2

União Bandeirante 0 x 2 Paranavaí G: Ethiê e Dodô (P) Nacional 3 x 2 Cianorte G: Daniel Marques, Fernando e Magrão (N); Agnaldo e Daniel (C) Rio Branco 4 x 3 Iraty G: Neizinho (2), Ratinho e Rodrigo (R); Leandro (2) e Mateus (I) Roma 2 x 1 Paraná G: Tony e Moraes (R); Jeffe (P) TCW 0 x 2 Coritiba G: Ludemar e Keirrison (C) J. Malucelli 2 x 1 Francisco Beltrão G: Cristiano (2) (J); Edson Baby Atlético-PR 1 x 0 Galo Maringá G: Ricardinho (A) Adap 2 x 1 Londrina G: Felipe Alves e Souza (A); Bruno (L)

29/1

Adap 1 x 3 Paraná G: Neguette (contra) (A); Edinho, Jeffe e Leonardo (P) Cianorte 4 x 2 Iraty G: Montoya, Sinval (2) e Daniel Marques (C); Leandro (2) (I) Londrina 4 x 0 União Bandeirante G: Eduardo (2), Bruno e Guilherme (L) J. Malucelli 1 x 1 Atlético-PR G: Paulo César (J); Alan Bahia (A) Nacional 3 x 1 Francisco Beltrão G: Igor, Renatinho e Nogueira (N); Baby (F) Galo Maringá 1 x 1 Rio Branco G: Embu (G); Ratinho (R)

Flamengo 4 x 2 Americano G: Diego Souza, Ramírez (2) e Ronaldo Angelim (F); Butti e Adriano Sella (A)

Ta ç a G u a n a b a ra

5/2

Americano 3 x 2 Nova Iguaçu G: Flavinho e Júlio César (2) (A); Valdo e Marcos Denner (N)

Botafogo 2 x 1 Americano G: Dodô e Lúcio Flávio (B); Ernani (A)

28/1

América (5) 1 x 1 (4) Cabofriense G: Robert (A); Têti (C)

Coritiba 2 x 1 Paranavaí G: Eanes e Renan (C); Tiago (P) Nacional 1 x 2 Atlético-PR G: Igor (N); Cristian e Dagoberto (A) União Bandeirante 2 x 2 Paraná G: Diogo e Neném (U); Neguette e Goiano (P) Iraty 0 x 1 J. Malucelli G: André Nunes (J) Londrina 2 x 1 TCW G: Rogélio e Cassiano (L); Diego Roque (T) Galo Maringá 4 x 1 Francisco Beltrão G: Mirandinha, Edu e Didi (2) (G); Baby (F) Rio Branco 2 x 2 Cianorte G: Ratinho e Dudu (R); Leandro (2) (C) Roma 2 x 2 Adap G: Toni e Amaral (R); Souza e Leandro (A)

12/2

Botafogo 3 x 1 América G: Scheidt, Dodô e Zé Roberto (B); Robert (A)

Volta Redonda 3 x 2 Botafogo G: Amaral (2) e Túlio (V); Rafael Marques e Lúcio Flávio (B) Fluminense 2 x 2 Flamengo G: Petkovic e Tuta (Flu); Jônatas e Ramírez (Fla)

Ta ç a R i o

1/2

Friburguense 1 x 1 Vasco G: Nil (F); Romário (V) Nova Iguaçu 3 x 2 Portuguesa G: Léo, Deni e Mário César (N); Biúla (2) (P) Volta Redonda 3 x 1 Madureira G: Sérgio Manoel, Túlio e Alexandre Gaúcho (V); Fábio Júnior (M) Botafogo 0 x 2 América G: Chris e Guerra (A) Fluminense 0 x 1 Cabofriense G: João Paulo (C)

18/2

28/1

Madureira 2 x 1 Fluminense G: Fábio Júnior e Maicon (M); Rogério (F)

Porto 1 x 1 Salgueiro G: Marlos (P); Ciel (S)

19/2

29/1

Botafogo 1 x 1 Nova Iguaçu G: Dodô (B); Marcos Denner (N) Vasco 2 x 2 Portuguesa G: Ygor e Valdiran (V); Biúla e Orlando (P) América 2 x 1 Americano G:André e Chris (Aa); Cléber Goiano (Ao) Friburguense 3 x 3 Flamengo G: Jones (2) e Gedeil (Fri); Luizão (2) e Renato (Fla) Volta Redonda 3 x 1 Cabofriense G: Túlio (2) e Amaral (V); Hugo (C)

Sport 1 x 1 Santa Cruz G: Wellington (Sp); Carlinhos Bala (SC) Vitória 0 x 4 Náutico G: Ademar, Flávio (2) e Danilo (N) Serrano 1 x 1 Ypiranga G: Júnior Amorim (S); Sandro Miguel (Y) Central 1 x 0 Estudantes G: Rogério (C)

América e Botafogo fazem a decisão da Taça Guanabara: deu Fogão, de virada, por 3 x 1

15/2

Paranavaí 0 x 0 TCW

8/2

Atlético-PR 3 x 2 Rio Branco 19/2

★ Pa ra n a e n s e

••••••••••••••••••••••••• ••••••••••••••••••••••••• •••••••••••••••••••••••••

Classificação EQUIPES GRUPO A 1 Atlético 2 J. Malucelli 3 Cianorte 4 Rio Branco 5 Iraty 6 Galo Maringá 7 Nacional 8 Francisco Beltrão GRUPO B 1 Adap 2 Londrina 3 Coritiba 4 Paraná 5 Roma 6 Paranavaí 7 União 8 TCW

P

J

V

E

D

GP

GC

SG

23 20 18 18 14 14 8 6

11 11 11 11 11 11 11 11

7 5 5 5 4 4 2 1

2 5 3 3 2 2 2 3

2 1 3 3 5 5 7 7

30 16 23 22 20 14 12 11

16 10 19 19 20 14 25 25

14 6 4 3 0 0 -13 -14

23 20 18 17 15 13 9 5

11 11 11 11 11 11 11 11

7 6 5 4 4 3 2 1

2 2 3 5 3 4 3 2

2 3 3 2 4 4 7 8

24 21 14 17 18 16 8 10

14 15 11 11 20 15 21 21

10 6 3 6 -2 1 -13 -11

Artilheiro 12 GOLS

Leandro (Iraty)

9 2 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ M A R Ç O ★ 2 0 0 6

Francisco Beltrão 0 x 6 Atlético-PR G: Paulo André, Selmir, Dagoberto, Denis Marques, Erandir e Ferreira (A) Paraná 3 x 0 Coritiba G: Beto, Marcelinho e Leonardo (P) Cianorte 1 x 1 J. Malucelli G: Daniel Marques (C); Leandro (J) Iraty 2 x 1 Galo Maringá G: Renaldo e Miri (I); Didi (G) Londrina 3 x 2 Roma G: Donizete, Eduardo e Guilherme (N); Cristian e Marcelo Neuma (R) Nacional 1 x 1 Rio Branco G: Eduardo (N); Rodrigo (R) TCW 3 x 0 União Bandeirante G: Fábio Rosa, Dinei e Leonardo (T) Paranavaí 3 x 5 Adap G: Tiago (2) e Etiê (P); Gil, Yan, Marcelo Peabiru e Ângelo (2) (A)

Santa Cruz 3 x 0 Vitória-PE G: Thiago, Paulinho e Carlinhos Bala (S) Sport 1 x 4 Central G: Wellington (S); João Neto, Clébson, Rogério e Fernando (C) Ypiranga 1 x 1 Náutico G: Tony (Y); Flávio (N) Estudantes 1 x 2 Salgueiro G: Djalma (E); Gilberto Matuto e Maxwell (S) Porto 2 x 1 Serrano G: Wagner Rosa e Janduir (P); Sandro Miguel (S)

Final

•••••••••••••••••••••••••••••••• C a r i o c a •••••••••••••••••••••••••••••••• ••••••••••••••••••••••••••••••••

Classificação

Campeonato Gaúcho 1 º t u r n o - 1 ª fa s e

2º turno

25/1

6/2

América-RJ 2 x 1 Vasco G: Santiago e Cris (A); Romário (V) Cabofriense 2 x 1 Portuguesa G: Esquerdinha e William (C); Biúla (P) Madureira 1 x 0 Friburguense G: Fábio Júnior (M)

Estudantes 0 x 0 Ypiranga Porto 1 x 1 Central G: Élder (P); Rogério (C) Salgueiro 0 x 2 Serrano G: Keba e Eduardo (Se)

Campeonato Pernambucano 1º turno

Semifinais

27/1

29/1 9/2

2/2

2/2

Campeonato Carioca

24/1

São Luiz 0 x 1 Santa Cruz G: Odair (SC)

8/2

Porto 2 x 2 Santa Cruz G: Fábio Silva e Júnior Caruaru (P); Carlinhos Bala e Jamesson (S)

25/1

Ulbra 1 x 0 Inter G: Waldison (U) Juventude 3 x 2 Novo Hamburgo G: Raullen (2) e Didé (J); Giancarlo (2) (N)

11/2

Sport 2 x 2 Estudantes G: Mazinho e Durval (S); Djalma e Fernando Pilar (E)

27/1

São José-PA 1 x 2 Juventude G: Bill (S); Josiel e Marco Antônio (J)

12/2

Central 1 x 1 Náutico G: Luiz Henrique (contra) (C); Netinho (N) Serrano 2 x 0 Vitória G: Carlos Alberto e Sandro Miguel (S) Salgueiro 0 x 0 Ypiranga

28/1

Internacional 2 x 0 Caxias G: Fernandão (2) (I) Gaúcho 1 x 0 15 de Novembro G: Sandro Paulista (G) 29/1

18/2

Náutico 1 x 1 Salgueiro G: Ademar (N); Gilberto Matuto (S) Santa Cruz 2 x 1 Estudantes G: Paulinho e Carlinhos Bala (S); Djalma (E) Central 0 x 1 Ypiranga G: Júnior Amorim (Y)

1/2

Náutico 1 x 1 Porto G: Danilo (N); Fábio Silva (P) Ypiranga 2 x 1 Sport G: Wilson Surubim e Jorge Guerra (Y); Durval (S) Central 2 x 1 Santa Cruz G: Rogério e João Neto (C); Carlinhos Paulista (S) Serrano 3 x 1 Estudantes G: Carlos Alberto (2) e Didiu (S); Valdir Papel (E) Salgueiro 1 x 2 Vitória G: Wanderley (S); Laércio e Laélson (V)

19/2

Serrano 1 x 3 Sport G: Gueba (Se); Wellington, Fumagalli e Anderson (Sp) Porto 5 x 2 Vitória G: Fábio Silva (3) e Gavião (2) (P); Dinda e Rogério (V)

EQUIPES

P

J

V

E

D

GP

GC

SG

1 1 1 0 0 0

1 1 1 1 1 1

0 0 0 0 0 0

1 1 1 0 0 0

0 0 0 1 1 1

3 2 1 1 1 1

3 2 1 2 2 3

0 0 0 -1 -1 -2

EQUIPES

P

J

V

E

D

GP

GC

SG

1 2 3 4 5 6

3 3 3 1 1 1

1 1 1 1 1 1

1 1 1 0 0 0

0 0 0 1 1 1

0 0 0 0 0 0

3 2 2 3 2 1

1 1 1 3 2 1

2 1 1 0 0 0

Volta Redonda América Madureira Friburguense Vasco Botafogo

Artilheiros 5 GOLS

Adriano Magrão (Fluminense), Biúla (Portuguesa), Romário (Vasco) e Túlio (Volta Redonda)

FOTO DARYAN DORNELLES

30/1

Novo Hamburgo 2 x 2 Glória G: Giancarlo (2) (N); Xavier e Fabrício (G)

Internacional 1 x 0 15 de Novembro G: Michel (I)

5/2

1/2

Santa Cruz 2 x 0 Náutico G: Carlinhos Bala (2) (S) Vitória 1 x 2 Sport G: Laércio (V); Kléber e Éverton (S)

Brasil 2 x 2 Juventude G: Claudio Milar e Evaldo (B); Felipe e Aládio (contra) (J) Grêmio 1 x 2 Farroupilha G: Ramón (G); Rodrigo Gasolina e Luiz André (F) Veranópolis 2 x 1 Santa Cruz G: Leandro Rodrigues e Guilherme (V); Odair (S)

★ Pernambucano

••••••••••••••••••••• ••••••••••••••••••••• •••••••••••••••••••••

Classificação Equipes

P

J

V

E

D

GP

GC

SG

2/2

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

4 4 4 4 3 2 2 1 1 0

2 2 2 2 2 2 2 2 2 2

1 1 1 1 1 0 0 0 0 0

1 1 1 1 0 2 2 1 1 0

0 0 0 0 1 0 0 1 1 2

7 5 4 1 3 2 1 3 1 2

4 3 3 0 4 2 1 4 2 7

3 2 1 1 -1 0 0 -1 -1 -5

Glória 1 x 2 Novo Hamburgo G: Vanderlei (G); Giancarlo (2) (N) Passo Fundo 2 x 2 Ulbra G: Felipe e Gilmar Nass (P); Fabiano e Terrão (U) Caxias 1 x 1 Internacional G: Eduardo (C); Fernandão (I) 15 de Novembro 2 x 0 Gaúcho G: Valdeir e Marcão (15) São Luiz 1 x 1 Esportivo G: Marcos Paulista (S); Jal (E) São José-CS 1 X 3 São José-PA G: Spírito (SJCS); Bruno, Róbson Rigo e Bill (SJPA)

Porto Sport Santa Cruz Ypiranga Serrano Náutico Salgueiro Estudantes Central Vitória

Artilheiro 12 GOLS

Carlinhos Bala (Santa Cruz)

Internacional 4 x 0 Passo Fundo G:Michel, Gustavo (2) e Jorge Wagner (I) Farroupilha 3 x 0 Veranópolis G: Rodrigo Gasolina, Sandro Barbosa e Lisandro (F) Juventude 1 x 1 São José-CS G: Samuel (J); Frank (S) Ulbra 1 x 4 15 de Novembro G: Waldison (U); Rudinei, Aldrovani (2) e Cadu (15) Esportivo 2 x 2 Grêmio G: Rafael Bertini e Marco Antônio (E); Marcelo Oliveira e Tcheco (G) Santa Cruz 1 x 0 São Luiz G: Leandro (SC) Novo Hamburgo 4 x 3 Brasil G:L. Henrique, Sandro Blum, Giancarlo e Washington (N); J. Paulo e B.Neto (2) (B) São José-PA 1 x 1 Glória G: Zé Alcino (S); Vanderlei (G) Gaúcho 0 x 1 Caxias G: Neném (C)

13/2

São Luiz 4 x 3 Veranópolis G: Marcinho Galvão, Flavinho, Marcelo Buda e Marcos Paulista (S); Douglas, Leandro e Alexandre (V) 18/2

São José-PA 0 x 1 Brasil G: Franciel (B)

8/2

Caxias 1 x 0 Ulbra G: Aílton (C) 15 de Novembro 3 x 2 Passo Fundo G: Diego e Bebeto (2) (15); Ferreira e Fernando Silva (P) Gaúcho 0 x 2 Internacional G: Léo (2) (I) Grêmio 1 x 0 São Luiz G: Evaldo (G) Farroupilha 1 x 1 Santa Cruz G: Luís Gustavo (F); Éder Machado (S) Veranópolis 2 x 1 Esportivo G: Leandro e Douglas (V); R. Bertini (E) São José-CS 3 x 1 Brasil G:Spírito, Felipe e Róbson (S); Careca (B) São José-PA 1 x 0 Novo Hamburgo G: Ricardo Ribeiro (S) Glória 1 x 3 Juventude G: Vanderlei (G); Walker, Antônio Carlos e Marco Antônio (J)

19/2

Glória 0 x 4 São José-CS G: Laerte, Felipe (2) e Gilian (S) Gaúcho 2 x 0 Passo Fundo G: Naldinho e Ricardo Gomes (G) Internacional 3 x 1 Ulbra G: Rentería, Mossoró e Jorge Wagner (I); Fabiano (U) Santa Cruz 3 x 2 Esportivo G: Odair (2) e Leandro (S); Alexandre e Coletti (E) Farroupilha 3 x 1 São Luiz G: Diógenes, Paulo Roberto e Castro (F); Diego (S) Grêmio 3 x 1 Veranópolis G: Pedro Júnior, Marcelo Costa e Herrera (G); Guilherme (V) Caxias 1 x 0 15 de Novembro G: Michel (C) Novo Hamburgo 4 x 0 Juventude G:Giancarlo (2), Preto e Washington (N)

12/2 31/1

GRUPO A 1 Flamengo 2 Portuguesa 3 Nova Iguaçu 4 Americano 5 Fluminense 6 Cabofriense GRUPO A

Juventude 2 x 1 Brasil G: Felipe e Marco Antônio (J); Rudi (B) Ulbra 5 x 0 Passo Fundo G: Waldison, Shizo, Fabiano e Terrão (2) (U) Esportivo-RS 3 x 0 São Luiz G: Rafael, Caio e Valdiram (E) Farroupilha 0 x 0 Grêmio Santa Cruz 3 x 1 Veranópolis G: Anderson Sefrin (2) e Luís Fernando (S); Guilherme (V) São José-PA 1 x 0 São José-CS G: Bill (SJPA)

G: C. Milar e J. Paulo (2) (B); Silvano (G) Grêmio 2 x 1 Santa Cruz G: M. Costa e Tcheco (G); Júnior (S) Passo Fundo 1 x 2 Caxias G: Fábio (P); Aílton e Nenê (C) São José-CS 2 x 1 Novo Hamburgo G: Rudinei e Felipe (S); Giancarlo (N) Juventude 2 x 2 São José-PA G: Éderson e Éder Ceccon (J); Toledo e Daril (S) Esportivo 1 x 3 Farroupilha G: Marco Antônio (E); Cleiton, Carlão e Luiz Gustavo (F) Ulbra 3 x 0 Gaúcho G: Fabrício, Rafael e Terrão (U) 15 de Novembro 0 x 0 Internacional

5/2

Brasil 3 x 1 Glória

★ Gaúcho

•••••••••••••••••••••••••••••••• •••••••••••••••••••••••••••••••• ••••••••••••••••••••••••••••••••

Classificação 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6

Chave 1

P

J

V

E

D

GP

GC

SG

Internacional Caxias Ulbra 15 de Novembro Gaúcho Passo Fundo

23 16 14 13 13 7

10 10 10 10 10 10

7 5 4 4 4 2

2 1 2 1 1 1

1 4 4 5 5 7

20 9 18 11 12 13

7 10 13 11 16 26

13 -1 5 0 -4 -13

Chave 2

P

J

V

E

D

GP

GC

SG

Grêmio Santa Cruz Veranópolis Farroupilha Esportivo São Luiz

23 16 15 15 11 5

10 10 10 10 10 10

7 5 5 4 3 1

2 1 0 3 2 2

1 4 5 3 5 7

21 14 16 14 17 8

11 13 20 11 17 18

10 1 -4 3 0 -10

Chave 3

P

J

V

E

D

GP

GC

SG

Juventude São José-PA Novo Hamburgo São José-CS Glória Brasil

18 17 16 16 11 7

10 10 10 10 10 10

5 5 5 5 3 2

3 2 1 1 2 1

2 3 4 4 5 7

17 16 19 15 12 13

15 11 16 12 19 19

2 5 3 3 -7 -6

Artilheiros 10 GOLS Giancarlo (Novo Hamburgo)

M A R Ç O ★ 2 0 0 6 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ 9 3


PL1292 TABELAO

20/02/2006

18:34

Page 94

tabelão 2006 Caldense 2 x 1 Guarani G: Augusto e Rafael Aidar (C); Vágner (G) Ipatinga 1 x 1 América G: Léo Madeira (I); Washington (A) Ituiutaba 1 x 0 URT G: Marquinho (I) Uberlândia 1 x 4 Democrata-SL G: André (U); Paulo César, Gil, Luís Cláudio e Marcelo Pelé (D) Cruzeiro 2 x 0 Villa Nova G: Francismar e Diego (C)

Campeonato Mineiro 1º turno 28/1

Democrata-SL 3 x 0 Atlético-MG G: Paulo César, Marcelo Pelé e Luís Cláudio (D) 29/1

América 1 x 1 Villa Nova G: Washington (A); Donizete Amorim (V) Caldense 2 x 0 Ituiutaba G: Magrão e Rafael Aidar (C) Cruzeiro 0 x 0 Ipatinga Guarani 2 x 2 Democrata-GV G: Hagamenon e Andrade (G); Marinho (2) (D) Uberlândia 2 x 1 URT G: Elivélton e Elton (U); Fábio (U)

11/2

Guarani 0 x 3 Cruzeiro G: Francismar, Gil e Élber (C) 12/2

América 0 x 1 Atlético-MG G: Lima (A) Democrata-GV 2 x 1 Uberlândia G: Biro Gomes e Weldes (D); Elivélton (U) Ituiutaba 2 x 3 Ipatinga G: Baiano e Filhão (It); Enrico, Diego Silva e Dênis (Ip) URT 1 x 2 Caldense G: Alexandre (U); T. Pereira e Jesiel (C) Villa Nova 4 x 2 Democrata-SL G: Matheus, Alexandre Fávaro, Fabinho e Eduardo Farah (V); Paulo César e Gil (D)

1/2

Ipatinga 0 x 0 Atlético-MG Cruzeiro 5 x 2 Democrata-SL G: Araújo (2), Alecsandro (2) e Élber (C); Marcelo Pelé e Charles (D) Ituiutaba 3 x 0 Uberlândia G: Leandro Silva (2) e Moreno (I) URT 1 x 2 Guarani G: Fábio Roberto (U); Cafu e Fred (G) Villa Nova 3 x 1 Democrata-GV G: Micão, Raniery e Magrão (V); Rudson (D) América 3 x 0 Caldense G: Washington (2) e Faísca (A)

15/2

Democrata-SL 2 x 0 Caldense G: Marcelo Pelé e Wander (D) 16/2

Cruzeiro 2 x 0 Uberlândia G: Élber e Diego (C) Ipatinga 2 x 1 Villa Nova G: Léo Medeiros e Walter (I); Márcio Guerreiro (V)

5/2

Atlético-MG 1 x 1 Cruzeiro G: Ramón (A); Edu Dracena (C) Democrata-SL 1 x 1 América G: Gil (D); Adriano (A) Democrata-GV 0 x 1 Ipatinga G: Léo Medeiros (I) URT 0 x 0 Vila Nova Guarani 1 x 2 Ituiutaba G: Fred (G); Filhão e Moreno (I) Uberlândia 0 x 1 Caldense G: Magrão (C)

19/2

Cruzeiro 1 x 1 América-MG G: Élber (C); Washington (A) URT 2 x 3 Atlético-MG G: Ditinho (2) (U); Zé Antônio (2) e Marcos (A) Democrata-SL 2 x 1 Democrata-GV G: João Carlos e Rafael Lopes (DSL); Ari (DGV) Uberlândia 1 x 0 Guarani-MG G: Elivélton (U) Caldense 1 x 1 Ipatinga G: Souza (C); Jaílton (I)

8/2

Atlético-MG 1 x 1 Democrata-GV G: Marcos (A); Marinho (D)

De 24 de janeiro a 20 de fevereiro de 2006

C o p a d o B ra s i l 1º turno 15/2

15/2

Classificação EQUIPES

P

J

V

E

D

GP

GC

SG

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12

18 16 14 13 12 12 10 8 7 6 5 2

8 8 8 8 7 7 7 8 7 8 7 7

5 4 4 4 4 3 2 2 2 2 1 0

0 0 2 3 3 1 1 4 4 6 4 5

3 4 2 1 0 3 4 2 1 0 2 2

15 11 18 9 13 8 10 10 8 5 7 7

4 5 14 10 10 8 7 13 11 16 11 12

11 6 4 -1 3 0 3 -3 -3 -11 -4 -5

Cruzeiro Ipatinga Democrata-SL Caldense Ituiutaba Atlético América Villa Nova Guarani Uberlândia Democrata-GV URT

Artilheiro 6 GOLS

Washington (América)

9 4 ★ WWW.PLACAR .COM.BR ★ M A R Ç O ★ 2 0 0 6

SANTA ROSA (N. HAMBURGO-RS)

N. HAMBURGO-RS 2 X 2 CRICIÚMA-SC J: Maurício Batista dos Santos-PR; R: 14 140; P: 1 220; G: Fernandinho 1 e Washington 25 do 1º; Dejair 17 e Dudu 23 do 2º; CA: Gleidson e Acácio NOVO HAMBURGO:Luciano, Dudu, Dias, Marcelo e Dener; Pedro Ayub, Itaqui (Polaco), Preto e Alessandro (Duda); Washington e Giancarlos. T:Gilmar Iser CRICIÚMA:Fabiano, Luizinho Neto, Márcio Alemão, Luciano e Gleidson (Acácio); Filipe, Leandro Guerreiro (Alex Sandro), Athos e Fernandinho; Dejair (Rodrigo) e Delmer. T:Edson Gaúcho 15/2

CE DA ULBRA (CANOAS-RS)

ULBRA-RS 2 X 4 IRATY-PR J: Edmundo Alves do Nascimento-SC; R: 522; P: 110; G:Alê Menezes 9, André 11 e Luís Paulo 25 do 1º; Russo 16, Matesu 32 e Waldison 48 do 2º; CA:Cassel, L. Fernando, L. Paulo, Russo, Matheus, Jefferson; E: Tony 44 do 2º ULBRA: Fernando Wellington, Rafael, Cassel, Tony e Fabrício; Ivanildo, Luís Fernando (Waldison), Ricardo (Shizo) e Terrão; Fabiano Souza (Emerson) e Alê Menezes. T:Guilherme Macuglia IRATY: Walter, Luís Paulo, Maurício, Édson Borges e Ageu (Jefferson); Russo, Mini (Diogo), M. Goiano e André; Matheus (Anderson) e Leandro. T:Val de Mello 15/2

•••••••••••••••••••••••••••••••• M i n e i r o •••••••••••••••••••••••••••••••• ••••••••••••••••••••••••••••••••

ODILON FLORES (MINEIROS-GO)

MINEIROS-GO 3 X 1 AMERICANO-RJ J: Joaquim Lima Neto-MT; R: 24 705; P: 4 260; G: Castor 3 e Marcinho 8 do 1º; Castor 19 e Pirão 39 do 2º; CA: Torrinha e Élson; E: Butti 25 do 2º MINEIROS: Douglas, Andrezinho, Eraldo, Tárcio e Freitas; Henrique, Marcelo Goianira, Torrinha (Flavinho) e Castor (Zacarias); Bombinha e Marcinho. T:Victor Hugo AMERICANO: Erivélton, Élson, Carlão, Cléber Goiano e Pirão; Marcelo Uberaba, Júlio César, Caetano (Bruno Rangel) e Flavinho; Butti e Faioli (Vágner) (Vinícius). T:Válter Ferreira

R. DE OLIVEIRA (V. REDONDA-RS)

VOLTA REDONDA-RJ 2 X 1 AMÉRICA-MG J: José H. de Carvalho-SP; R: 5 798; P: 1 080; G: Wellington Paulo 21 e Hamilton 35 do 1º; Sérgio Manoel 38 do 2º; CA: André, Dudu, Michel, Alex Lopes, Bigu e Sérgio Manoel; E: Zeziel 33 do 2º VOLTA REDONDA: Adriano, Márcio Gabriel, André, Hamilton e Cadu (Leandro); Ailson, Élson, Sérgio Manoel e Amaral, Alexandre Gaúcho (Elbinho) e Túlio (Alex Lopes). T:Dário Lourenço AMÉRICA-MG: Gilberto, Michel (Ivonaldo), Wellington Paulo, Fabrício Soares e Zeziel; Fábio Paulista, Dudu, Popita (Bigu) e Leonardo; Adriano (Dênis) e Washington. T:Edson Ratinho 15/2

SUMARÉ (C. DO ITAPEMIRIM-ES)

ESTRELA DO NORTE-ES 1 X 1 GUARANI-SP J: Marcelo de Lima Henrique-RJ;

R: 23 475; P: 2 885; G: Arpini 4 e Sandro 40 do 1º; CA: Marcos Thiago, Kanu, Índio, Martins, Nei e Bilu; E: César 21 do 2º ESTRELA DO NORTE: Alan, Ronei, Gustavo, Kanu e Vinícius Grillo; Índio, Léo Santos (Martins), Marcos Thiago e Nei; Quirino e Arpini (Nado). T:Rubens Filho GUARANI: Fernando, César, Sandro e Umberto; Juliano, Rodrigo Sá, Goeber (Élvis), Bilu (André Conceição) e Adílio; Adeílson (Gustavo) e Edmílson. T:Luiz Carlos Ferreira 15/2

LOURIVAL BATISTA (ARACAJU-SE)

SERGIPE-SE 0 X 0 SANTOS-SP J: Jaílson M. Freitas-BA; R: 75 238; P: 8 855; CA: Maldonado e Cesco SERGIPE: Genílson, Flávio, Felipe, Cesco e Mica; Fabinho, Harley (Alex), Chicão e Márcio; Alex Paulista e Marcelo Sergipano (Rafael). T:Vinícius Saldanha SANTOS: Fábio Costa, Manzur, Luiz Alberto e Domingos (Magnum); Wendel (Léo Lima), Maldonado, Fabinho, Cléber Santana e Kléber; Rodrigo Tabata (Galvão) e Geílson. T:Vanderlei Luxemburgo 15/2

MÃO SANTA (PARNAÍBA-PI)

PARNAHYBA-PI 0 X 1 ABC-RN J: Wladyerisson Silva Oliveria-CE; R: 14 886; P: 3 021; G: Ivan 40 do 1º; CA: Marcelo, Puxa, Jammeson, Cipó, Marreco, Nego, Montanha, Cláudio e Ivan PARNAHYBA-PI: Everaldo, Jaime, Marcelo, Puxa e Marcelo Sabiá (Alessandro); Fred, Lira, Jammeson (Marreco) e Pantico; Cipó e Valdomiro (Jarbas). T: Flávio Araújo ABC-RN: Adriano, Nego, Almir Conceição, Beto e Teci; Lico, Montanha, Barata (Marcelo Rocha) e Carioca; Ivan (Kel) e Cláudio (Jean Carlo). T: Esmerino Análio 15/2 ZAMA MACIEL (P. DE MINAS-MG)

URT-MG 3 X 2 LONDRINA-PR J: Wilton P. Sampaio-DF; R: 5 160; P: 1 146; G: Carioca 3, Thiago 17 e Eduardo 44 do 1º; Thiago 3 e Rogélio 27 do 2º; CA:Mantena, Carioca, Cassiano, Clodoaldo, Bruno e Guilherme URT-MG: Willians, Adriano (Goiano), Waldemir, Bráulio e Ivan; Germano, Mantena (Damon), Thiago (André) e Carioca; Rodrigo e Ditinho. T: José Aparecido de Souza LONDRINA-PR: Serginho, Cassiano, André, Rogélio e Clodoaldo; Carlão, Jefferson (Carlinhos), Bruno e Guilherme (Josimar); Donizete e Eduardo. T: Vica 15/2

ALMEIDÃO (JOÃO PESSOA-PB)

BOTAFOGO-PB 1 X 1 VASCO-RJ J: João Alberto Gomes Duarte-RN; G: Morais 13 do 1º; Neto 12 do 2º; CA: Osmar, Wagner Diniz, Gaibú, Élton, Edson e Da Silva; E: Wagner Diniz 38 e Élton 41 do 2º BOTAFOGO-PB: Gilberto, Da Silva, Rogério e Flaviano (Lino); Edson, Élton, Geraldo, Gaibu e Fernandes (Marcos Vinícius); Sérgio Alves (Robertinho) e Neto. T:Freitas Nascimento VASCO: Roberto, Wagner Diniz, Fábio

Braz, Bebeto e Diego; Ygor, Osmar (Claudemir), Abedi e Morais; Valdiram (Ricardinho) e Róbson Luiz (Ives). T:Renato Gaúcho 15/2

NHOZINHO SANTOS (S. LUÍS-MA)

MOTO CLUB-MA 1 X 3 ATLÉTICO-PR J: João José Leitão-PI; G: Dagoberto 5, Paulo André 7 e Ferreira 30 do 1º; Válber 28 do 2º; CA: Paulo André, Erandir, Valtinho e Jefferson MOTO CLUB: Marabá, Careca, Jéfferson, Givanildo e Alexandre; Valtinho, Gege, Diná (Mantinha) e Válber; Gabriel e Juninho. T:Sandow Fecques ATLÉTICO-PR: Tiago Cardoso, Danilo, Paulo André e Erandir; Jancarlos, Alan Bahia (Bruno Lança), Cristian, Ferreira e Michel Bastos; Dagoberto e Selmir (Cléo). T:Lothar Matthäus 15/2

L. LOPES (RONDONÓPOLIS-MT)

VILA AURORA-MT 0 X 0 SANTA CRUZ-PE J: José Carlos de Oliveira-MS; R: 21 680; P: 2 418; CA: Jéfferson, Tiago Fofão, Sandro, Harley, Márcio, Valença e Júnior Maranhão; E: Élvis 43 do 2º VILA AURORA: Ronaldo, Zé Luciano, Márcio e Tiago Fofão; Jéferson, Joel (Macedo), Cristiano, Edmar e Sandro; Coelho (Harley) e Gil. T:Marcos Birigüi SANTA CRUZ: Gilmar, Carlinhos Paulista, Valença e Adriano; Jamesson, Fernando Miguel (Roberval), Júnior Maranhão, Rosembrik e Peris; Marco Brito (Alex Oliveira) e Élvis. T:Givanildo Oliveira 15/2

BIGODÃO (COLINAS-TO)

COLINAS-TO 0 X 2 PAYSANDU-PA J: Luiz Gonzaga de Souza-MA; R: 29 730; P: 3 375; G: Paysandu Sílvio 35 do 1º; San 11 do 2°; CA: Leandro Xavier, Hugo, Carlos Alberto, Zé Augusto, Bruno Capixaba, Marquinhos, Fábio Canela, Arismar e Betão COLINAS: Santos, Bruno Capixaba, Rubão, Leonardo e Marquinhos; Rogério, Fábio Canela (Ricardo), Bob e Leandro César (Betão); Arismar (Ânderson) e Preá. T:Luís Carlos Silva PAYSANDU: Ronaldo, Hugo, Sílvio (Cícero), Júnior e Carlos Alberto; San, Marcinho, Augusto Maranhense e Leandro Xavier (Alexandre Pinho); Balão (Rodrigo) e Zé Augusto. T:Samuel Cândido 16/2

Ta ç a Libertadores 1 ª fa s e 24/1

Nacional (PAR) 2 x 2 Universitário (PER) Colo Colo (CHI) 1 x 3 Chivas (MEX) 26/1

River Plate (ARG) 6 x 0 Oriente Petrolero (BOL) 27/1

A. AGUILAR (CUENCA-EQU)

DEPORTIVO CUENCA (EQU) 1 X 1 GOIÁS J: Victor Rivera (PER); G: Rogério Corrêa 14 do 1º; Matamoros 14 do 2º; CA: Mina, Gutiérrez, Matamoros, Leonardo, Cléber Gaúcho, Cléber e Júlio Santos DEPORTIVO CUENCA: Klimowicz, Bohórquez, Fleitas e Parra; Gámez, Guerra, Gutiérrez, Matamoros e Mina (Alvarado 38/2); Calderón (España 35/1) e Quiñónez. T: Diego Barragán GOIÁS: Harlei, Rogério Corrêa, Leonardo e Júlio Santos; Cléber, Fabiano, Danilo Portugal, Cléber Gaúcho e Jadílson; Jefferson Feijão (Romerito 27/2) e Nonato (Welliton 34/2). T: Geninho 25/1

PALESTRA ITÁLIA (S. PAULO-SP)

PALMEIRAS 2 X 0 DEPORTIVO TÁCHIRA J: Ricardo Grance (PAR); R: 409 428; P: 28 979; G: Marcinho 20 do 1º; Gamarra 4 do 2º; CA: Valbuena, Morales, Chacón e Marcinho Guerreiro PALMEIRAS: Marcos, Paulo Baier, Daniel, Gamarra e Lúcio; Marcinho Guerreiro, Corrêa (Reinaldo int.), Ricardinho (Cristian 23/2) e Marcinho; Edmundo (Gioino int.) e Washington. T: Émerson Leão DEPORTIVO TÁCHIRA: Morales, Boada, Perozo, Lancken (Valbuena 36/2) (Hernández 17/2) e Cuevas; Chacón, Villafraz, Ospina e González (Campos 43/2); García e Rondón. T: Manuel Plasencia 27/1

Defensor Sporting (URU) 2 x 2 Independiente Santa Fé (COL) 31/1

Universitário (PER) 0 x 0 Nacional Chivas (MEX) 5 x 3 Colo Colo

MORENÃO,(CAMPO GRANDE-MS)

OPERÁRIO-MS 1 X 2 BOTAFOGO-RJ J: Luiz Alberto Bites-GO; G: Dodô 35 do 1º; Dodô 24 e Reinaldo 28 do 2º; CA: Asprilla, Zé Roberto, Joílson e Thiago OPERÁRIO: Erlano, Reinaldo, Diro (Fabiano), Júlio César e Izone (Tadeu); Edílson, Cuiabá, Éverton e Thiago; Adriano e Capilé. T:Itamar Bellassalma BOTAFOGO: Max, Neném, Rafael Marques, Asprilla e Lira (Bill); Thiago Xavier, Joílson, Lúcio Flávio e Zé Roberto (Pena); Reinaldo (Felipe Adão) e Dodô. T:Carlos Roberto

1/2 PUEBLO NUEVO (S. CRISTÓBAL-VEN)

DEPORTIVO TÁCHIRA 2 X 4 PALMEIRAS J: Oscar Ruiz (COL); G: Washington 17 e 45 do 1º; Edmundo 14, García 24 e 30 e Marcinho 28 do 2º; CA: Paulo Baier, Cuevas, Daniel, Márquez, Perozo e Washington DEPORTIVO TÁCHIRA: Morales, Boada, Perozo, Chacón e Cuevas (Hernández 28/2); Fernández, Villafraz (Márquez 19/2), Ospina e González; García e Rondón. T: Manuel Plasencia PALMEIRAS: Marcos, Paulo Baier (Alceu 15/2), Daniel, Gamarra e Lúcio; Marcinho Guerreiro, Corrêa, Ricardinho (Cristian 25/2) e Marcinho (Leonardo Silva 31/2); Edmundo e Washington. T: Emerson Leão

FOTO CARLOS COSTA

1/2

SERRA DOURADA (GOIÂNIA-GO)

GOIÁS 3 X 0 DEPORTIVO CUENCA J: Martín Vázquez (URU); R: 322 655,50; P: 23 221; G: Jadílson 29 do 1º; Romerito 30 e 36 do 2º; CA: Júlio Santos, Gámez, Hurtado, Fabiano, Juliano e Leonardo; E: Parra 33 do 2º GOIÁS: Harlei, Rogério Corrêa, Júlio Santos e Leonardo; Cléber (Vítor 39/2), Fabiano, Danilo Portugal, Juliano (Jardel 44/2) e Jadílson; Nonato (Welliton 15/2) e Romerito. T: Geninho DEPORTIVO CUENCA: Klimowicz, Bohórquez, Fleitas e Parra; Gámez, Guerra, Gutiérrez, Matamoros (Hurtado 17/2) e Mina; Alvarado (España int.) e Quiñónez (Romero 37/2). T: Diego Barragán

2ª fase 2/2

Oriente Petrolero (BOL) 0 x 2 River Plate (ARG) Independiente Santa Fé (COL) 0 x 0 Defensor Sporting (URU) 7/2

Bolívar (BOL) 1 x 0 Estudiantes (ARG) Rocha (URU) 0 x 0 Universitario (PER) LDU (QUE) 1 x 3 Vélez Sarsfield (ARG) 8/2

Nacional (URU) 2 x 0 Pumas (MEX) Universidad Católica (CHI) 3 x 2 Tigres (MEX) Cienciano (PER) 0 x 1 Chivas (MEX) 9/2

Atlético Nacional (COL) 1 x 0 Rosario Central (ARG) The Strongest (BOL) 3 x 2 Newell´s Old Boys (ARG) Sporting Cristal (PER) 1 x 2 Independiente Santa Fé (COL) 14/2

SANTA LAURA (SANTIAGO-CHI)

UNIÓN ESPAÑOLA (CHI) 0 X 2 GOIÁS J: Carlos Torres (PAR); G: Danilo Portugal 19 e Fabiano 40 do 2º; CA: Juliano, Nonato, Rogério Corrêa, Reyes, Emerson e Acuña UNIÓN ESPAÑOLA: Gaona, Miranda, Norambuena, Rojas (Vidangossy 28/2) e Toro; Acuña, Pereira, Reyes e Sierra (Jara int.); Tapia (Ferrero 12/2) e Neira. T: Fernando Carvallo GOIÁS: Harlei, Leonardo, Rogério Corrêa (Aldo 37/2) e Júlio Santos; Vitor, Fabiano (Rafael Dias 45/2), Danilo Portugal, Juliano (Nonato int.) e Jadílson; Romerito e Welliton. T: Geninho 14/2

Goiás elimina o Deportivo Cuenca na Pré-Libertadores: recorde de (seis) times brasileiros na fase principal da competição

ATAHUALPA (QUITO-EQU)

EL NACIONAL (QUE) 1 X 1 PAULISTA J: Albert Duarte (COL); P: 6 918; G: Borja 23 e Abraão 36 do 2º; CA: Amaral EL NACIONAL: Ibarra, Omar de Jesús, Castro, Guagua e Érick de Jesús; Castillo, Quiróz, Lara e Ayoví (Figueroa int.); Borja e Ordóñez (Benitez int.).

T: Eber Hugo Almeida PAULISTA: Rafael, Lucas, Rever (Nivaldo 23/2) e Dema; Bosco, Gleydson, Amaral, Wilson (Fábio Vidal int.) e Beto; Muñoz e Jean Carlos (Abraão 21/2). T: Vágner Mancini

Lúcio; Edmundo e Enílton (Washington 21/2). T: Emerson Leão 15/2

Independiente Santa Fé (COL) 2 x 2 Bolívar (BOL)

14/2

15/2

Vélez Sarsfield (ARG) 3 x 0 Rocha (URU)

DEPORTIVO CALI (COL) 0 X 1 CORINTHIANS J: Horacio Elizondo (ARG); G: Ricardinho 35 do 2º; CA: Coelho, Patiño, Marcelo Mattos, Carlos Alberto, Hurtado, Rafael Moura e Carrillo; E: Rivas 34 do 2º DEPORTIVO CALI: Ramírez, Hurtado, Caballero, Rivas e Benítez; Díaz, Patiño, Ciciliano (Mera 32/2) e Dominguez; Escobar (Carrillo 16/2) e Pérez (Morinigo 32/2). T: Pedro Sarmiento CORINTHIANS: Marcelo, Coelho (Eduardo 46/2), Betão, Wescley e Gustavo Nery; Bruno Octávio, Marcelo Mattos, Carlos Alberto

15/2

MON. LA OLLA (ASSUNÇÃO-PAR)

CERRO PORTEÑO 0 X 0 PALMEIRAS J: Martín Vásquez (URU); CA: Marcinho, Achucarro, Ricardinho, Corrêa, Grana, Cristaldo, Lúcio e Marcinho Guerreiro CERRO PORTEÑO: Barreto, Pedro Benítez, Devaca, Pérez e Fretes; González, Grana, Cristaldo e Genes (Gimenez int.); Ávalos (Da Silva 19/2) e Achucarro. T: Gustavo Costas PALMEIRAS: Sérgio, Daniel (Leonardo Silva 13/1), Gamarra e Valdomiro (Ricardinho int.); Paulo Baier, Marcinho Guerreiro, Corrêa, Marcinho e

(Rafael Moura 25/2) e Ricardinho; Tevez e Nilmar (Roger 36/2). T: Antônio Lopes

PASCUAL GUERRERO (CALI-COL)

16/2

J. P. ROMERO (MARACAIBO-VEN)

MARACAIBO 1 X 1 INTERNACIONAL J: Pedro Ramos-QUE; G: Ceará 3 e Maldonado 43 do 2º; CA: Garcia, Fernandez, e Rubens Cardoso MARACAIBO: Angelucci, Hector Gonzáles, Bovaglio, José Gonzáles e Martinez (Yori 10/2); Fernandez, André Gonzáles, García (Figueroa 28/2) e Beraza; Cáceres (Guerra 41/2) e Maldonado. T: Carlos Maldonado INTERNACIONAL: Clemer, Ceará, Bolívar, Fabiano Eller e Rubens Cardoso; Fabinho, Edinho, Tinga (Jorge Wagner 34/2) e Michel (Adriano 28/2); Iarley (Perdigão 37/2) e Fernandão. T: Abel Braga 16/2

Libertad (PAR) 2 x 0 River Plate (ARG) Universitário (PER) 1 x 2 LDU (EQU)

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PL1292 CHUTEIRA

20/02/2006

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8ªChuteiradeOuro PLACAR

PREMIA

O

ARTILHEIRO

DO

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BRASIL

Nas pegadas de Fred No ano passado, o ex-cruzeirense atropelou no início e ganhou vaga para a Seleção de Parreira. Será que Nilmar é a versão 2006 de Fred? Há um ano, Frederico Guedes iniciava a sua arrancada para ganhar a Chuteira de Ouro-2005. Fred se transferiu em julho do Cruzeiro para o Lyon-FRA, mas marcou tantos gols no primeiro semestre que ninguém mais conseguiu alcançá-lo. Além do prêmio dado pela Placar ao melhor da temporada, o ótimo início garantiu a atenção de Carlos Alberto Parreira. Os gols lhe valeram uma chance na Seleção, e Fred não a desperdiçou. A contusão de Ricardo Oliveira quase já garantiu ao mineiro uma vaga para a Copa do Mundo. Quase. Pelo estilo de jogo, mais parecido com os de Ronaldo e Adriano, Fred leva vantagem para ir à Alemanha. Mas o corintiano Nilmar também se candidatou à vaguinha. Com gols de todos os jeitos, Nilmar é o artilheiro do Paulistão e está entre os primeiros da Chuteira2006. É verdade que Nilmar está mais para aquele atacante que sai da área do que para o centroavante tradicional, teoricamente o que Parreira precisa. Mas quem coloca a bola nas redes sempre tem a preferência. E Nilmar está fazendo a sua parte.

★ C h u t e i ra d e O u r o 2 0 0 6

©1

Nilmar: ele já colou nos líderes

Além de um lugar na Seleção, Nilmar quer garantir a sua Chuteira de Ouro. Ainda está atrás do endiabrado Carlinhos Bala, do Santa Cruz, e de Leandro, goleador do Paranaense. O problema de Leandro é que seu clube, o Iraty, está em maus bocados e talvez seja eliminado prematuramente. Como só valem gols em jogos oficiais para a Chuteira, ele precisaria encontrar um campeonato para chamar de seu. Vantagem aí para Nilmar, que segue no Paulistão, Libertadores e ainda terá o Brasileirão a partir de 15 de abril.

•••••••••••••••••••••••• •••••••••••••••••••••••• •••••••••••••••••••••••• A T É

20/02

JOGADOR

TIME

L/S(2)

CBR(2)

BR(2)

SA(2)

EST(2)

EST/B(1)

PTS

Leandro

Iraty

0

0

0

0

24 (12)

0

24

Carlinhos Bala

Santa Cruz

0

0

0

0

24 (12)

0

24

Geancarlo

Novo Hamburgo

0

0

0

0

22 (11)

0

22

Nilmar

Corinthians

0

0

0

0

22 (11)

0

22

5

Diogo Carlos

Ipitanga-BA

0

0

0

0

20 (10)

0

20

6

Marcos Chaves

Poções

0

0

0

0

16 (8)

0

16

7

Edney

Colo-colo

0

0

0

0

16 (8)

0

16

1 3

L-Libertadores; S-Seleção; CBR-Copa do Brasil; BR-Brasileiro; SA-Copa Sul-Americana; EST-Estaduais; B-Série B do Brasileiro

Leia o regulamento da Chuteira de Ouro no site: www.placar.com.br

©1 PABLO REY


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EANDRADE

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PL1292 Dream team

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meutimedossonhos

Diego

©1

Os 11 melhores de todos os tempos para...

★ Goleiro Dida “Passa confiança e tranqüilidade para a equipe. Merece ser o titular da Seleção.”

O meia do Porto escolheu ex-colegas de Santos, concorrentes na Seleção Brasileira e ainda se escalou como treinador. Todo o time dele está em atividade

★ Lateral-direito Cafu “Tem todas as características que um lateral moderno precisa: força, velocidade, habilidade. Além disso, é muito experiente.”

★ Zagueiros Maldini “Está na minha seleção pela classe e qualidade que possui. É um grande zagueiro.”

Alex “Jogou comigo no Santos. É um jogador que alia força e velocidade. É muito difícil encontrar um zagueiro assim, no Brasil ou na Europa.”

★ Lateral-esquerdo Roberto Carlos “Um lateral que bate na bola como poucos. Além disso, ainda é muito habilidoso.”

★ Volante Makelele “Faz muito bem a função de volante. Marca muito e não inventa.”

★ Meias Zidane “Dá qualidade a qualquer equipe. É um craque.”

Ronaldinho Gaúcho “Um jogador completo, que une habilidade, visão de jogo e alegria.”

Kaká “Um meia de ligação muito rápido que faz a função como poucos.”

★ Atacantes Ronaldo “É o fenômeno, certo?”

Robinho

‘‘

Uma Seleção Brasileira, reforçada por Maldini e Makelele. Com esse time, é sucesso garantido

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“Não é porque é meu amigo, não! Ele tem muita qualidade. Une habilidade e inteligência.”

★ Técnico Diego “Uma equipe dessas seria ideal para um técnico iniciante como eu.” ©1 FOTO ALEXANDRE BATTIBUGLI


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CAPA


A Yamaha YBR 125 é um profissional completo. Só ela tem resistência e robustez para trabalhar muito, em qualquer situação, na cidade e com muita economia. Disponível nas cores preta, prata, vermelha e verde, a Yamaha YBR 125 tem novo painel de instrumentos e novos grafismos. Yamaha YBR 125. A sua escolha profissional.

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CAPA 16:23 20/02/06 EANDRADE Composite PLACAR - PLACAR - 100 - 01/03/06 PLACAR

Yamaha YBR 125. O trabalho dela é facilitar o seu.

Revista Placar  

Edição 1292 - Março 2006

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