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EDIÇÃO 174

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SÁBADO, 26 DE JUNHO DE 2010

WWW.PLACAR.COM.BR MELHOR ASSIM

(1 )

Chile perde da Espanha e encara o Brasil nas oitavas: “Vocês são terríveis”, diz El Loco Bielsa

FALTAM

4

JOGOS PARA O

HEXA

Seleção provou que Kaká e Robinho fazem uma falta desgraçada

Felipe Melo pratica “futebol-arte marcial” e se machuca

Galvão narra replay que não existe na estreia do 3D

(1 ) STUA RT FR ANKLIN/G ET T Y IMAGE S | (2) R ICHA RD HE ATH C OTE / GET T Y IM AGE S

Sem eles não dá

(2)


JO R NAL PL ACA R | SÁ BA D O, 26 D E J U N HO D E 2010

02

ENVIADOS À ÁFRICA DO SUL

aquecimento da copa

SÉRGIO XAVIER

de ontem serviu pra confirmar três verdades paleozóicas. Primeira: contra o Brasil, até os grandes se encolhem. Segunda: não sabemos o que fazer diante de retrancas bem montadas. Terceira: nosso banco é horroroso.

desarmes... Deve ter errado até o nome na hora de assinar a súmula. Dunga deve ter agradecido aos céus quando ele se machucou. Se não, pra manter sua cansativa e teimosa coerência — e pra não queimar o jogador —, ele teria mantido Júlio até o fim. O jogo

FERNANDO VALEIKA

ALEXANDRE BATTIBUGLI

FOTO

URUGUAI X COREIA DO SUL 11h: SporTV, ESPN Brasil, Globo, Band e Bandsports

ESTADOS UNIDOS X GANA

Jonas Oliveira e Ricardo Perrone, enviados à África do Sul, dão uma panorâmica do belo estádio de Durban e comentam a entrada em campo de Brasil x Portugal para o último jogo da primeira fase da Copa.

ZÉ VICENTE É EDITOR EXECUTIVO DO JORNAL PLACAR.

JONAS OLIVEIRA

VAI PASSAR NA TV

PLACAR.COM.BR

Veja em www.abrilnacopa. com.br/hotsite: o enviado da PLACAR ao reality show sulafricano, Ismael dos Anjos, visita com seu grupo o rei da nação zulu, Goodwill Zwelithini. Ele conseguiu o ingresso para acompanhar, em Durban, Portugal x Brasil. Além disso, acompanhe a dor dos sul-africanos e do participante nigeriano ao ver sua seleção sair da Copa.

José Vicente Bernardo Não sou tão velho assim, mas já vi muita coisa estranha nesta vida. Já vi Júlio Baptista jogar bem, por exemplo. Ontem, na minha modesta e quase sempre equivocada opinião, foi o pior em campo. Errou passes, chutes, cabeçadas, arrancadas,

RICARDO PERRONE

TEXTO

PLACAR NA REDE

CHUTÃO

ARNALDO RIBEIRO

15h30: SporTV, ESPN Brasil, Globo, Band e Bandsports

TABELA - FASE DE GRUPOS Data: 11/6

Hora: 11h00

Jogo: 3 Local: Joanesburgo

Data: 11/6

Hora: 15h30

Jogo: 4 Local: Port Elizabeth

Data: 16/6

Hora: 15h30

Jogo: 19 Local: Bloemfontein

Jogo: 18 Local: Polokwane

Data: 17/6

Hora: 15h30

Jogo: 20 Local: Joanesburgo

Jogo: 33 Local: Rustemburgo

Data: 22/6

Hora: 11h00

Jogo: 35 Local: Durban

Data: 22/6

Hora: 11h00

Jogo: 36 Local: Polokwane

PG 7 4 4 1

J 3 3 3 3

SG 4 1 -2 -3

Data: 14/6

Hora: 8h30

Jogo: 11 Local: Cidade do Cabo

Data: 14/6

Hora: 11h00

Jogo: 12 Local: Rustemburgo

Data: 19/6

Hora: 8h30

Jogo: 27 Local: Bloemfontein

Jogo: 26 Local: Pretória

Data: 19/6

Hora: 15h30

Jogo: 28 Local: Nelspruit

Jogo: 43 Local: Rustemburgo

Data: 24/6

Hora: 15h30

Jogo: 41 Local: Joanesburgo

Data: 24/6

CAMARÕES 1 x 2 HOLANDA

CLASSIFICAÇÃO 1 HOLANDA 2 JAPÃO 3 DINAMARCA 4 CAMARÕES

OITAVAS DE FINAL

Data: 22/6

PG 9 6 3 0

Hora: 15h30

J 3 3 3 3

SG 4 2 -3 -3

Jogo: 42 Local: Polokwane

COREIA DO SUL

Hora: 15h30

PG 9 4 3 1

Data: 18/6

Jogo: 23 Local: Cidade do Cabo

Hora: 11h00

Data: 18/6

Jogo: 37 Local: Port Elizabeth Jogo: 38 Local: Pretória

SG 6 -1 -3 -2

CLASSIFICAÇÃO 1 ESTADOS UNIDOS 2 INGLATERRA 3 ESLOVÊNIA 4 ARGÉLIA

Hora: 11h00

PG 5 5 4 1

Hora: 15h30

Data: 15/6 Data: 20/6

J 3 3 3 3

SG 1 1 0 -2

Data: 24/6

Hora: 11h00

Jogo: 14 Local: Joanesburgo

Data: 15/6

Jogo: 29 Local: Joanesburgo

Hora: 15h30

Data: 20/6

Jogo: 30 Local: Cidade do Cabo Jogo: 45 Local: Durban

PG 5 4 2 2

J 3 3 3 3

Jogo: 24 Local: Rustemburgo

SG 2 -1 0 -1

Jogo: 46 Local: Nelspruit

Hora: 15h30

Data: 21/6

Hora: 8h30

Jogo: 39 Local: Joanesburgo Jogo: 40 Local: Nelspruit

Data: 25/6

Hora: 11h00

Data: 25/6

CLASSIFICAÇÃO 1 BRASIL 2 PORTUGAL 3 COSTA DO MARFIM 4 COREIA DO NORTE

SEMIFINAIS

Jogo: 16 Local: Durban Jogo: 31 Local: Port Elizabeth

Hora: 15h30

J 3 3 3 3

SG 4 0 -3 -1

Data: 16/6

Hora: 8h30

Data: 16/6

Hora: 11h00

Data: 21/6

Hora: 11h00

CHILE 1 x 0 SUÍÇA Jogo: 32 Local: Joanesburgo Jogo: 47 Local: Pretória

J 3 3 3 3

SG 3 7 1 -11

Jogo: 48 Local: Bloemfontein

Data: 21/6

Hora: 15h30

Data: 25/6

Hora: 15h30

Data: 25/6

Hora: 15h30

SUÍÇA 0 x 0 HONDURAS

CLASSIFICAÇÃO 1 ESPANHA 2 CHILE 3 SUÍÇA 4 HONDURAS

QUARTAS DE FINAL

PG 6 6 4 1

J 3 3 3 3

SG 2 1 0 -3

OITAVAS DE FINAL 27/6 - 15h30 Joanesburgo

3/7 - 11h Cidade do Cabo

ARGENTINA MÉXICO 27/6 - 11h Bloemfontein

6/7 - 15h30 Cidade do Cabo

ALEMANHA

7/7 - 15h30 Durban

INGLATERRA 29/6 - 11h Pretória

28/6 - 11h Durban 2/7 - 11h Port Elizabeth

10/7 - 15h30 Port Elizabeth

BRASIL CHILE

Data: 23/6

CHILE 1 x 2 ESPANHA Hora: 11h00

PG 7 5 4 0

2/7 - 15h30 Joanesburgo

GANA

28/6 - 15h30 Joanesburgo

Hora: 15h30

PG 6 4 4 3

Jogo: 15 Local: Nelspruit

11/7 - 15h30 Joanesburgo

ESTADOS UNIDOS

ESLOVÁQUIA

Data: 23/6

CLASSIFICAÇÃO 1 ALEMANHA 2 GANA 3 AUSTRÁLIA 4 SÉRVIA

26/6 - 15h30 Rustemburgo

HOLANDA

Hora: 11h00

ESPANHA 2 x 0 HONDURAS

C. DO NORTE 0 x 3 COSTA DO MARFIM

FINAL

Data: 19/6

ESPANHA 0 x 1 SUÍÇA

PORTUGAL 0 x 0 BRASIL Hora: 11h00

Hora: 8h30

HONDURAS 0 x 1 CHILE

PORTUGAL 7 x 0 COREIA DO NORTE

Hora: 11h00

Data: 24/6

SEMIFINAIS

Data: 15/6

BRASIL 3 x 1 COSTA DO MARFIM Hora: 11h00

Data: 18/6

GRUPO H

Jogo: 13 Local: Port Elizabeth

BRASIL 2 x 1 COREIA DO NORTE

Hora: 8h30

Data: 20/6

Jogo: 21 Local: Port Elizabeth

AUSTRÁLIA 2 x 1 SÉRVIA

COSTA DO MARFIM 0 x 0 PORTUGAL Hora: 8h30

Hora: 11h00

GANA 0 x 1 ALEMANHA

ESTADOS UNIDOS 1 x 0 ARGÉLIA J 3 3 3 3

Data: 13/6

GANA 1 x 1 AUSTRÁLIA Hora: 11h00

Data: 23/6

Hora: 15h30

ALEMANHA 0 x 1 SÉRVIA

Hora: 15h30

Data: 23/6

Data: 13/6

SÉRVIA 0 x 1 GANA

GRUPO G Data: 14/6

CLASSIFICAÇÃO 1 PARAGUAI 2 ESLOVÁQUA 3 NOVA ZELÂNDIA 4 ITÁLIA

Jogo: 8 Local: Pretória

ESLOVÊNIA 0 x 1 INGLATERRA

PARAGUAI 0 x 0 NOVA ZELÂNDIA

QUARTAS DE FINAL

Hora: 8h30

INGLATERRA 0 x 0 ARGÉLIA

Hora: 15h30

Data: 22/6

26/6 - 11h Port Elizabeth

URUGUAI

Hora: 8h30

ESLOVÁQUIA 3 x 2 ITÁLIA

DINAMARCA 1 x 3 JAPÃO Jogo: 44 Local: Cidade do Cabo

Data: 17/6

ITÁLIA 1 x 1 NOVA ZELÂNDIA

CAMARÕES 1 x 2 DINAMARCA

Jogo: 7 Local: Durban

ALEMANHA 4 x 0 AUSTRÁLIA

ESLOVÊNIA 2 x 2 ESTADOS UNIDOS

ESLOVÁQUIA 0 x 2 PARAGUAI

HOLANDA 1 x 0 JAPÃO

Data: 13/6

Jogo: 22 Local: Joanesburgo

NOVA ZELÂNDIA 1 x 1 ESLOVÁQUIA

JAPÃO 1 x 0 CAMARÕES Jogo: 25 Local: Durban

Jogo: 6 Local: Polokwane

ITÁLIA 1 x 1 PARAGUAI

HOLANDA 2 x 0 DINAMARCA Jogo: 10 Local: Bloemfontein

Hora: 11h00

GRUPO F

GRUPO E Jogo: 9 Local: Joanesburgo

Data: 17/6

CLASSIFICAÇÃO 1 ARGENTINA 2 COREIA DO SUL 3 GRÉCIA 4 NIGÉRIA

Hora: 15h30

ARGÉLIA 0 x 1 ESLOVÊNIA

GRÉCIA 0 x 2 ARGENTINA

FRANÇA 1 x 2 ÁFRICA DO SUL CLASSIFICAÇÃO 1 URUGUAI 2 MÉXICO 3 ÁFRICA DO SUL 4 FRANÇA

Hora: 8h30

NIGÉRIA 2 x 2 COREIA DO SUL

MÉXICO 0 x 1 URUGUAI Jogo: 34 Local: Bloemfontein

Data: 12/6

ARGENTINA 4 x 1 COREIA DO SUL

FRANÇA 0 x 2 MÉXICO

Data: 12/6

INGLATERRA 1 x 1 ESTADOS UNIDOS

GRÉCIA 2 x 1 NIGÉRIA

ÁFRICA DO SUL 0 x 3 URUGUAI

GRUPO D

Jogo: 5 Local: Rustemburgo

COREIA DO SUL 2 x 0 GRÉCIA

URUGUAI 0 x 0 FRANÇA Jogo: 17 Local: Pretória

Hora: 11h00

ARGENTINA 1 x 0 NIGÉRIA

ÁFRICA DO SUL 1 x 1 MÉXICO Jogo: 2 Local: Cidade do Cabo

Data: 12/6

3/7 - 15h30 Joanesburgo

PARAGUAI JAPÃO 29/6 - 15h30 Cidade do Cabo

ESPANHA

DECISÃO DO 3º LUGAR

PORTUGAL

FOTO : JONAS OLIVEIR A

Jogo: 1 Local: Joanesburgo

GRUPO C

GRUPO B

GRUPO A


SÁBADO, 2 6 DE J U NHO DE 2 0 1 0 | J O R NAL P L ACAR

BRASIL

grupo g

C. DO NORTE C. DO MARFIM PORTUGAL

15 03

Brasil mostrou que é bomba-relógio

Jogadores negam descontrole contra Portugal, mas até o médico tentou tirar satisfações com o luso-brasileiro Pepe DOS ENVIADOS À ÁFRICA Arnaldo Ribeiro Ricardo Perrone Jonas Oliveira

FOTO: ANDRE C HAC O/FOTOARE NA

O

Felipe Melo deixou as marcas da chuteira no braço de Pepe

1º tempo do Brasil contra Portugal foi um retrato fiel da bomba-relógio em que se transformou o time de Dunga desde que chegou à África do Sul, dentro e fora de campo. Seja por parte dos jogadores, do técnico ou de outros membros da comissão técnica. Os três cartões amarelos (Luís Fabiano, Juan e Felipe Melo) saíram nos primeiros 45 minutos. Luís Fabiano, um dos mais faltosos do time na Copa, foi advertido aos 15min.

O mais nervoso, contudo, era Felipe Melo. Enquanto esteve em campo, se estranhou com Pepe, brasileiro naturalizado português. Depois de o adversário acertarlhe um pisão no tornozelo, Felipe preocupou-se em caçar o rival até dar o troco. Quando deu, levou o amarelo, aos 43min, e saiu em seguida porque seu tornozelo não aguentou. Se não tivesse se machucado e continuasse em campo, corria sério risco de expulsão — ele tinha prometido não ser expulso na Copa. Enquanto o time se descontrolava em campo, Dunga em nada ajudava à beira do gramado. Explodia a

cada passe errado, gesticulava e dava broncas. Depois da partida, os brasileiros repetiram o ritual do jogo contra a Costa do Marfim, quando negaram que a equipe, principalmente Kaká, expulso naquele jogo, estivessem com os nervos à flor da pele. “Nervoso por quê? O jogo foi violento por parte deles. A gente sempre esteve tranquilo, faltou um pouco de espaço”, declarou Luís Fabiano. A seleção portuguesa levou um cartão amarelo a mais que a brasileira. Para Daniel Alves, “o jogo foi pegado, no limite”. Mesmo depois da partida, os brasileiros davam sinais

de nervosismo. Júlio César estava irritado com as perguntas sobre a proteção nas costas. O médico José Luiz Runco tentou abordar Pepe para tirar satisfações, mas foi ignorado. “Eu queria falar com ele sobre o chute que ele deu na nossa garrafa de água, em cima da gente. Uma atitude deselegante, ainda mais para quem já foi brasileiro”, disse o médico. O saldo de mais um descontrole emocional até que não foi dos piores. São quatro jogadores pendurados. Além dos três que foram advertidos ontem, Ramires está nessa situação. No Mundial, dois cartões provocam suspensão.


JO R NAL PL ACA R | SÁ BA D O, 26 D E J U N HO D E 2010

grupo g

BRASIL

C. DO NORTE C. DO MARFIM PORTUGAL

Dunga “assusta” como em 1998 Ausência de Robinho lembrou a de Ronaldo na final contra a França Sergio Xavier Filho

P

arecia a Copa de 98. Uma hora antes do início do jogo, uma lista chegou à imprensa informando que o principal jogador brasileiro estaria fora da partida. No Mundial da França, era Edmundo entrando no lugar de Ronaldo. Em 2010, a surpresa foi Nilmar substituindo Robinho. Certo, Robinho não é Ronaldo nem se tratava de final de Copa. Último jogo da fase inicial em Durban, Brasil classificado, precisando do empate para ser primeiro do grupo. Mas a saída de Robinho (poupado por uma dor muscular, segundo disse Dunga após o jogo) causou estranheza. E mexeu com a estrutura do time. Sem Kaká, suspenso, e sem Robinho, a armação ficou toda a cargo de Daniel Alves, que substituía o contundido Elano. Por mais que Daniel Alves tenha feito sua parte e que Nilmar tenha entrado com personalidade, o Brasil ficou mais pobre. Portugal, que não tinha nada com isso e havia entrado em campo retrancado apenas para não ser goleado (e não perder a vaga para Costa do Marfim), começou a aspirar objetivos maiores. No 1º tempo, propôs um jogo de contato físico e

PORTUGAL

(1 )

trombadas. Saiu com quatro cartões amarelos e carregou o Brasil com outros três. Um foi para Juan, que interceptou um contra-ataque com a mão e se arriscou a tomar o vermelho. Os outros dois foram para os descontrolados Luís Fabiano e Felipe Melo, que se atritaram com Pepe.

Mesmo sem jogar bem,

o Brasil teve as duas maiores chances da etapa inicial com Nilmar acertando a trave e Luís Fabiano cabeceando com perigo. No 2º tempo, Portugal se assanhou. Resolveu partir para a vitória, abandonou a retranca e ameaçou o Brasil. Foi um deus nos acuda, o Brasil de repente estava com a liderança do grupo e seus planos em risco. Sem Kaká e Robinho, ficou sem ideias. Alguns erraram além da conta. Michel Bastos, coitado, está sem confiança para tocar para o lado. Juan, depois do amarelo, se desestruturou. Gilberto Silva, sem o escudeiro Felipe Melo, precisou passar. A torcida lembrou porque ele delega a função do primeiro passe... O principal armador passou a ser Lúcio, para se ter noção do desespero. O empate, quem diria, se tornou goleada em Durban. SELEÇÃO NO CELULAR envie a mensagem: GOLSELECAO para 22745 NOTSELECAO para 22745

▼▼

DO ENVIADO À ÁFRICA

BRASIL

VOCÊ SÓ PAGA R$ 0,31 POR MENSAGEM RECEBIDA.

0 0

25/6/2010 - Durban Stadium (Durban) J: Benito Archundia (MEX) P: 62 712 CA: Duda, Tiago, Pepe, Fabio Coentrão, Luís Fabiano, Juan e Felipe Melo PORTUGAL: Eduardo (6), Ricardo Costa (5), Bruno Alves (5,5), Ricardo Carvalho (6), Coentrão (5,5); Pepe (6) (Pedro Mendes 18/2º (5,5)), Duda (6) (Simão 8/2º (5,5)), Raul Meireles (6) (Miguel Veloso 38/2º (s/n)) e Tiago (6); Cristiano Ronaldo (6) e Danny (5,5). T: Carlos Queiroz BRASIL: Júlio César (6,5), Maicon (6), Lúcio (8), Juan (5) e Michel Bastos (3,5); Gilberto Silva (4,5), Felipe Melo (6,5) (Josué 44/1º (5,5)), Daniel Alves (5,5) e Júlio Batista (4,5) (Ramires 37/2º (6)); Nilmar (6) e Luís Fabiano (5,5) (Grafite 39/2º (s/n). T: Dunga

OPINIÃO DO JOGO

m LÚCIO

O capitão brasileiro fez a sua, a de Juan e até a dos armadores da seleção. Já está na história como um dos maiores zagueiros do mundo.

k J. CÉSAR

O goleiro das poucas e grandes defesas. No lance da partida, machucou as costas para salvar o chute de Raul Meireles. Lúcio sobrou em campo e teve peito para encarar Dunga

q M. BASTOS É um zumbi no time. Habita um ambiente morto do Brasil, a lateral-esquerda. Mas vem piorando jogo a jogo...

Lúcio contesta Cristiano Ronaldo como melhor

k

Lúcio foi o dono do jogo. Marcou de forma implacável um dos melhores jogadores do mundo, ajudou a armação e a saída de bola, peitou o treinador e reclamou da Fifa. Ele abandonou o estilo politicamente correto para criticar a escolha de melhor da partida, promovida pela Fifa com a par-

ticipação de internautas. “Respeito a opinião de todos, respeito o Cristiano Ronaldo, mas só tenho uma coisa para dizer sobre a escolha do melhor em campo: uma vergonha.” Lúcio, porém, evitou reivindicar publicamente o prêmio. “É difícil falar, mas claro que consegui jogar muito bem con-

tra o Cristiano Ronaldo”, completou. Em pelo menos quatro oportunidades, ele impediu que o português marcasse. “Para mim, Lúcio foi o melhor em campo. Interceptou todas as bolas. Armou o time, saiu jogando. Cristiano Ronaldo não brilhou porque encontrou Lúcio e Juan pela frente”,

declarou Dunga. Antes de elogiar seu capitão, o treinador reclamou dele no jogo. E tomou o troco. O técnico gritou e gesticulou duas vezes por passes errados de Lúcio. Na segunda, o capitão não aceitou a bronca e gesticulou de volta para Dunga. Esse tem respaldo. Dos enviados à África

FOTO: FA BRICE C O FF RINI/AFP P HOTO

04


jo r nal pl aca r | sá ba d o, 26 d e j u n ho d e 2010

06

grupo g (1 )

Dunga ignora não A ter banco nem plano B

Dos enviados À áfrica Arnaldo Ribeiro Ricardo Perrone Jonas Oliveira

atuação do Brasil, sobretudo no 2º tempo, expôs as chagas mais profundas da seleção de Dunga: um time que tem uma dificuldade absurda contra adversários fechados (Portugal jogou assim e os outros parecem ter descoberto o caminho) e que não tem reservas capazes de suprir os titulares nem de criar uma situação nova dentro da partida. A exceção é o polivalente Daniel Alves, nosso “12º jogador”. “Portugal veio com todos os jogadores atrás da linha da bola. Truncou o jogo, fez

Seleção continua penando contra retrancas e mostra não ter reservas à altura

muitas faltas. Assim, fica difícil jogar”, disse Dunga. “Até hoje, só Argentina e Espanha têm time para encarar o Brasil de igual para igual. Os outros só se defendem”, completou Lúcio. Ora, os adversários da seleção já sabem desse defeito do time brasileiro, que ama o contra-ataque e o espaço farto dentro de campo. Dunga e Lúcio podem tirar o cavalo da chuva se estiverem esperando um oponente que ataque o Brasil francamente, abrindo espaços na defesa. Diante de Portugal, Dunga esteve mais nervoso que nas duas partidas anteriores, principalmente na segunda etapa. Esgoelou-se e (2) gesticulou feito maluco, pe-

(2)

Josué entrou no lugar do estabanado Felipe Melo e não resolveu

dindo para os jogadores atuarem pelos lados e fazerem a bola girar. Chegou a discutir com o capitão Lúcio. Mas Dunga não tinha como ter atendidas suas orientações. Excetuando o próprio Lúcio, Maicon e Daniel Alves, a equipe do 2º tempo não tinha condições técnicas de superar o rival. Sem Robinho e Kaká, o Brasil vira um time comum. Sem Robinho, Kaká, Felipe Melo e Elano, então, o Brasil não tem condições de se impor contra qualquer adversário. Josué, Júlio Baptista, Nilmar e até Daniel Alves não conseguiram manter o nível da equipe. Foi a opção de Dunga na hora de definir os 23 convocados. Um grupo fiel ao

treinador e aos companheiros que estão jogando, mas fraco tecnicamente. O Brasil da Copa de 2010 tem um time titular fortíssimo. E só. “Eu e os jogadores não estamos satisfeitos. Queremos ganhar sempre”, afirmou Dunga, que irritou-se com a pergunta de um jornalista argentino sobre o eventual temor de enfrentar a equipe de Maradona. “Você, como argentino, é que deve estar preocupado com o Brasil. É só ver nossos últimos resultados, sobretudo nas Eliminatórias”, disse Dunga. O problema é que, de setembro de 2009 (data dos 3 x 1 sobre os argentinos, em Rosário) até aqui, a Argentina evoluiu demais. E o Brasil não.

(3)

Nilmar deveria ser o “Robinho” do time; não foi

(4 )

Júlio Baptista errou praticamente todas as jogadas e ainda se machucou no fim

(1 ) And reCh ac o/ Fotoa rena | (2) Caetano Barr eir a /F otoarena | (3) ANTONIO SC ORZ A /A FP P HOTO | (4) FA BRICE C OFFRINI /AF P PHOTO

Ele gritou, esperneou e até discutiu com o capitão Lúcio. Mas a culpa pela ruindade do time é dele, que não convocou reservas decentes nem treinou a seleção pra enfrentar retrancas


SÁBADO, 2 6 DE J U NHO DE 2 0 1 0 | J O R NAL P L ACAR

BRASIL

15 07

C. DO NORTE C. DO MARFIM PORTUGAL

Desfalques ameaçam Brasil nas oitavas Felipe Melo quase fora, Júlio Baptista também. E tem Elano, Júlio César, Robinho... Kaká, pelo menos, volta DOS ENVIADOS À ÁFRICA Arnaldo Ribeiro Jonas Oliveira Ricardo Perrone

FOTO: CAETANO BARRE IR A /FOTOARE NA

O

Júlio César mostrou a proteção que usa durante as partidas

intervalo entre o jogo contra Portugal e nosso primeiro mata-mata na Copa (segunda-feira, às 15h30), contra o Chile, é curtíssimo. Além de apenas três dias de preparação e recuperação, a seleção corre o risco de ter desfalques importantes no jogo decisivo. Felipe Melo, substituído no 1º tempo, está quase fora. “Tirei por causa da torção no tornozelo (esquerdo), não pelo risco de ser expulso”, disse Dunga. Jo-

sué (favorito) e Kléberson concorrem à vaga. Outro jogador praticamente fora do confronto é Júlio Baptista, que deixou o campo sentindo o joelho. Mas Júlio é reserva. O titular Kaká, suspenso contra Portugal, tem retorno garantido. Treinou forte e deve repetir o trabalho hoje. Além de Felipe e Júlio Baptista, o Brasil tem mais três problemas para o jogo de segunda. Robinho não enfrentou os portugueses por ter sentido dores na coxa esquerda. Segundo Dunga, ele fez mais falta que Kaká e Elano — o estilo do jogo contra os portu-

gueses pedia o drible no espaço reduzido, especialidade do santista. “Senti um incômodo e o professor achou melhor me poupar. Se fosse uma partida decisiva, teria jogado. Estarei pronto pra segunda”, disse Robinho. Elano também tratou de tranquilizar o treinador. O último (espera-se) problema é o goleiro Júlio César. Ele sentiu novamente as costas, que o incomodam desde antes de o Mundial começar, após choque com Raúl Meireles. Ficou estirado no chão, com a camisa rasgada. Expôs então uma proteção nas costas, uma

“armadura” de espuma e feltro que usa debaixo da camisa. “Faz parte do meu material. Sempre usei. É só uma proteção.” Segundo o ortopedista especializado em esporte Fellipe Savioli, a proteção chama-se “colete de Putti”, que impede um esforço extremo do atleta. A seleção marcou o voo de volta no horário dos jogos de ontem do Grupo H (Chile x Espanha e Suíça x Honduras). O jantar em Joanesburgo, marcado para as 22h30, aconteceu quando as partidas terminavam. Ou seja: ninguém observou o jogo do próximo adversário. Sorte do Chile?


JO R NAL PL ACA R | SÁ BA D O, 26 D E J U N HO D E 2010

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grupo g

BRASIL COREIA DO NORTE COSTA DO MARFIM PORTUGAL

(1 )

OPINIÃO Por Bruno Favoretto Precisa-se de um africano Gana salvou a honra do continente anfitrião, que foi um fiasco. Eto’o e os Leões Indomáveis foram adestrados. O nigeriano Yakubo perdeu o gol mais feito da Copa, que valeria a classificação contra a Coreia do Sul. O argelino Saifi bateu numa Técnico português é cheio de querer dar piti na beira do gramado

Portugal faz barba e bigode 2º no grupo, time tem melhor ataque e defesa menos vazada DO ENVIADO À ÁFRICA Jonas Oliveira

À

primeira vista, a seleção portuguesa pode não ter feito uma campanha brilhante na primeira fase: dois empates e uma esperada vitória contra a Coreia do Norte. Mas apesar de ter pela frente um duro confronto com a Espanha, a equipe portuguesa pode se vangloriar de ter cumprido o objetivo de classificar-se com

duas marcas importantes: ao lado da Argentina, teve o melhor ataque, com 7 gols. E, assim como os uruguaios, jogará as oitavas sem ter sofrido um gol sequer. Para Carlos Queiroz, o time conseguiu o resultado por ter aprendido a lição de derrotas passadas. “No amistoso contra o Brasil, em Brasília, fizemos o gol e a equipe se deslumbrou. Isso é imperdoável”, disse. Apesar de visivelmente insatisfeito com a atuação do árbitro mexicano Benito Archundia, o técnico não

quis tocar no assunto. “Melhor não fazer comentários sobre arbitragem.” No 1º tempo, a comissão técnica e os jogadores portugueses reclamaram muito, especialmente no lance em que Juan colocou a mão na bola e levou amarelo. “Acho que da mão do Juan poderia sair um gol nosso”, disse Pepe, que protagonizou um duelo com Felipe Melo. O técnico português surpreendeu na escalação. Escalou Ricardo Costa na lateral-direta e, nas pontas, Danny e Duda, que joga co-

mo volante e entrou com o claro objetivo de segurar Michel Bastos. Cristiano Ronaldo, que nos jogos anteriores atuou pelo meio, comandou o ataque, o setor onde os portugueses tiveram mais posse de bola. Queiroz tem confirmado nas escalações aquilo que insiste em afirmar nas entrevistas: em seu time não há titulares e ele conta com todos do elenco. Entre os 23 convocados, apenas o zagueiro Rolando e os goleiros Beto e Daniel Fernandes não foram utilizados.

jornalista... E já cansou o papo de que as seleções africanas batem por inocência: já era hora de caras como Roger Milla e Okocha assumirem os times em vez de técnicos gringos e “pragmáticos” como Le Guen e Lagerback.

Portugal sem vazar O time de Carlos Queiroz é inferior às equipes de 2004 e 2006, mas, ao lado do Uruguai, ainda não levou gols na Copa. Mais: a seleção lusa foi vazada só uma vez nos últimos 11 jogos.

Marcelo Lippi pra reciclagem Resumo da ópera italiana: há pessoas para quem as vitórias fazem mal. Campeão em 2006, o técnico achou que não precisava aturar o temperamento dos ótimos Totti, Balotelli, Cassano e Luca Toni. Sem reciclar ideias, alistou “gladiadores desnutridos” como Iaquinta, Pepe e Di Natale.

Dios de carne e osso Nas Eliminatórias, os atletas argentinos ficavam inibidos diante da instituição Maradona. Está aí o grande mérito de El Pibe de Oro, que, ao se mostrar como um deles e abraçar todos os jogadores o tempo todo, deixou os boleiros à vontade pra ganhar todos os jogos da Copa. Messi ainda não marcou, mas é

C. DO NORTE

3 0

25/6/2010 - Mbombela (Nelspruit) J: Undiano Malenco (ESP) P.: 34 763 G: Yaya Touré (13/1º), Romaric (19/1º) e Kalou (36/2º) COSTA DO MARFIM: Boubacar (6), Eboué (5,5), Kolo Touré (5,5), Zokora (5) e Boka (6,5); Romaric (6,5) (Doumbia 34/2º (s/n)), Yaya Touré (7) e Tiotê (5,5); Keita (5) (Kalou 19/2º (6)), Gervinho (6) (Dindane 19/2º (5,5)) e Drogba (6,5). T: Sven-Goran Eriksson COREIA DO NORTE: Ri Myong-Guk (5,5), Cha Jong-Hyok (4), Pak Chol-Jin (4,5), Ri Jun-Il (5), Ji Yun-Nam (5) e Ri Kwang-Chon (5); An Young-Hak (4,5), Pak Nam-Chol (5), Hong Yong-Jo (4,5) e Mun In-Guk (5) (Choe Kum-Chol 20/2º (4,5)); Jong Tae-Se (5,5). T: Kim Jong Hun

Costa do Marfim se despede animada

k

O jogo que era para ser de fundo do Grupo G acabou sendo mais interessante que o do Brasil. Precisando golear para sobreviver no Mundial, a Costa do Marfim foi escalada com Romaric, Gervinho, Keita e Drogba. Mas não fez mais que 3 x 0 na fraca Coreia do Norte. Jogando cada minuto como se fosse o último, os marfinenses pressionaram do jeito que podiam. Logo aos 13min do 1º tempo, Boka passou para Yaya Touré bater no canto esquerdo de Ri Myong-Guk.

(2)

Revolução francesa Domenech não perdeu a guerra em Waterloo. Nem na África. Perdeu ao deixar de fora Benzema, ao não convocar quem é de escorpião, ao preferir Anelka a Henry... O próprio Anelka

Kalou fez o último gol da partida

o mandou pra onde todos os franceses — e Parreira — queriam mandar. Ainda teve porrada no ônibus e cobrança do presidente Sarkozy — ainda por cima sem a presença

Seis minutos depois, Romaric pegou o rebote de um chute de Drogba e fez o segundo. Mas, embora a pressão continuasse, o ritmo de gols diminuiu. A Coreia do Norte só levava perigo nos contra-ataques. No fim do 2º tempo,

a Costa do Marfim conseguiu marcar o terceiro. Aos 36min, Kalou aproveitou cruzamento de Boka para fechar o placar. Uma despedida feliz para marfinenses. E fim de Copa como era esperado para os coreanos: três derrotas em três jogos.

de madame Carla Bruni.

Keisuke Honda Ele tem nome de motocicleta e é o verdadeiro motor japonês. Legitimo entregador de bolas na hora certa. BRUNO É REPÓRTER DO JORNAL PLACAR.

(1 ) SCHA LK VAN ZUYDA M/AP P HOTO | (2) X INHUA /IM AGO SP ORTFOTOD IENST/ FOTOA RENA

C. DO MARFIM

o maior chutador do Mundial: 20 finalizações.


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seleção

09

Para Chile, Brasil “é uma equipe terrível” BRASIL X CHILE Em Copas 27/6/1998 (OITAVAS) Brasil 4 x 1 Chile

foto: Mat t Du nham/AP Photo

13/6/1962 (SEMIFINAL) Brasil 4 x 2 Chile

Casillas não alcança a bola de Millar, autor do gol chileno

Os loucos de Bielsa respeitam a seleção, mas vão ao ataque Do enviado À áfrica Fernando Valeika

A

exemplo da Copa de 1998, o adversário do Brasil nas oitavas será o Chile. Um velho conhecido, portanto. Com a diferença de que, sob o comando de Marcelo “El Loco” Bielsa, virou um time que adora o jogo ofensivo. Parece estranho, mas é o único remédio segundo eles. “O Bielsa nos ensinou a ter personalidade e confiança para procurarmos o jogo ofensivo, sem medo de ter a bola nos pés”, diz o atacante Beausejour. “Atuando sem complexos, quase

conseguimos segurar o Brasil nas Eliminatórias.” Naquela partida, em setembro de 2009, em Salvador, os chilenos perdiam por 2 x 0 e conseguiram o empate. Se não tivessem se aberto demais, evitariam a derrota por 4 x 2. “Confiamos nas nossas qualidades e procuraremos não cometer os mesmos erros daquela partida”, promete Millar, autor do gol contra a Espanha. “Depois da classificação, estamos motivados para buscar um sonho maior ainda.” O problema é evitar fragilidades que saltam aos olhos: o inseguro Bravo no gol, uma defesa baixa e fraca no corpo a corpo e que

ainda atuará desfalcada de Vidal, Medel e Ponce, além do volante Estrada, expulso ontem. “Temos outros jogadores que podem nos ajudar a vencer os brasileiros”, promete Paredes. “Entre quem entrar, nosso estilo de jogo será o mesmo, até porque, nesta Copa, Itália e França já provaram que nome não ganha jogos.”   Sobra ao time de Bielsa um punhado de jogadores perigosos no ataque. A começar por Sánchez, Beausejour, e, claro, Valdívia, encarregado de municiá-los. Poderia ser ainda pior. Suazo, poupado contra a Espanha, vem de contusões e dificilmente entrará contra o Brasil em boas condições

físicas e técnicas. “O Brasil sempre foi uma equipe terrível de ser enfrentada e conserva todos os atributos históricos do país, agregando criatividade e contundência”, opinou Bielsa. “Ele (Dunga) faz da defesa uma qualidade. Faremos o impossível para que esta Copa não acabe para a gente.” “Mesmo sem seu principal atacante, o Chile desta Copa é capaz de complicar times que dão espaços e os deixam especular com a bola”, opina Vicente del Bosque, o técnico da Espanha. “Seu maior mérito é um grupo de jogadores disciplinados, que têm muita velocidade e não têm medo de atacar.” Anotou, Dunga?


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grupo h

espanha

suíça

honduras

chile

Espanha reaprende a atacar e vence

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Ofensiva, campeã da Europa bate Chile e se salva. Sul-americanos ficam em 2º e pegam o Brasil Do enviado À áfrica Fernando Valeika

E

m seus dois primeiros jogos, a Espanha chutou 46 vezes a gol e marcou só duas vezes. Sujeito experiente, Vicente del Bosque não teve outra opção senão armar seu time com três atacantes: Iniesta, Torres e Villa. O argentino Marcelo Bielsa, que adora o jogo ofensivo, tratou de fazer a mesma coisa no Chile: mesmo sem o artilheiro Suazo, armou um trio na ponta com Valdívia, Beausejour e o baixinho Sánchez. O Chile de Bielsa virou uma equipe traiçoeira: aos 7min, Beausejour arrancou pela direita e cruzou para a área. Para sorte dos espanhóis, González pegou mal e a bola saiu por cima. Aos 12min, foi Sánchez quem levou perigo, quase encobrindo Casillas. Aí Capdevilla deu um bicão pra frente. Afobado, o

goleiro Bravo saiu da área pra dar uma de zagueiro e tirar a bola de Torres. O rebote caiu nos pés de Villa, que tocou de longe para o gol vazio: 1 x 0 pra Espanha. Mas os chilenos não estavam mortos. Aos 35min, Beausejour arrancou sozinho e quase empatou ao encobrir Casillas, fazendo suar os espanhóis mesmo sob um frio de 12ºC. A defesa chilena, porém, é fraca. A 8 minutos do fim do 1º tempo, saiu jogando errado e deixou a bola com Iniesta, que tabelou com Villa. Na volta, bateu certeiro para fazer 2 x 0. De quebra, os chilenos levaram outro prejuízo: no lance, Estrada foi expulso por suposta falta contra Torres (na verdade, ele tropeçou). De cócoras, Bielsa tentava pensar em uma solução mirabolante em busca da classificação. Ela viria primeiro com um golaço de Millar, com um chute da meia-lua que desviou na zaga. Colocou pressão na Su-

espanha chile

2 1

24/6/2010 - Loftus Versfeld (Pretória) J: Marco Rodriguez (MEX) Público: 41 958 CA: Ponce e Medel CV: Estrada G: Villa (24/1º), Iniesta (36/1º) e Millar (2/2º) CHILE: Bravo (4); Medel (4,5), Ponce (4,5), Jara (5) e Vidal (5); Estrada (4), Islã (5), Sánchez (Orellana 20/2º (5)); González (5) (Millar int. (5)), Beausejour (4,5) e Valdívia (5) (Paredes int. (5)). T: Marcelo Bielsa ESPANHA: Casillas (5); Sergio Ramos (5), Piqué (5), Puyol (5) e Capdevila (5,5); Busquets (5), Xabi Alonso (5) (Martinez 28/2º (5)), Xavi (5) e Iniesta (6); Fernando Torres (5) (Fábregas 9/2º (5)) e David Villa (6,5). T: Vicente del Bosque

íça, que a partir desse instante teria de marcar dois gols em Honduras. Não fez nenhum. Com o empate em 0 x 0 no duelo do Grupo H, os chilenos serão os próximos adversários do Brasil nas oitavas.

Goleiro chileno não alcança a bola no segundo gol espanhol opinião do jogo

m Villa

Marcou seu terceiro gol na competição com sangue frio e habilidade, com um chute a 40 metros do gol. E ainda preparou a jogada para Iniesta ampliar.

k Millar

Colocado em campo no segundo tempo, o chileno fez um gol ajudado pelo desvio em Piqué. Pouca coisa fez mais em campo. (2)

q Bravo

A defesa chilena estava aberta em um contra-ataque e o goleiro foi dividir com Fernando Torres quase na intermediária. Na sobra, foi encoberto por Villa. suíça

Jogo ruim mata os dois

honduras

0 0

25/6/2010 - Free State (Bloemfontein)

da primeira etapa deu esperanças de que o 2º tempo seria melhor – afinal, não tinha como piorar. E foi. Sem saída, os dois times resolveram atacar. Yakin entrou na Suíça e deu mais movimentação à equipe. O jogo virou lá e cá. Ataques seguidos com chances de gol, mas sem qualidade. Na melhor chance do jogo, nos acréscimos, o goleiro suíço Benaglio fez uma defesa extraordinária e salvou a seleção de uma derrota e um vexame. Os dois times saem da Copa sem deixar saudade.

J: Héctor Baldassi (ARG) P: 28 042 CA: Gelson Fernandes, Thomas, Suazo e Chávez SUÍÇA: Benaglio (6,5); Lichtsteiner (5), Von Bergen (4,5), Grichting (4,5) e Ziegler (5,5); Inler (5), Huggel (4,5) (Shaqiri, 32/2º (s/n)), Gelson Fernandes (4) (Yakin int. (5,5)) e Barnetta (5); Derdiyok (4,5) e NKufo (4,5) (Frei, 24/2º (5)). T: Ottmar Hitzfeld HONDURAS: Valladares (6); Sabillon (5), Chávez (5), Bernardez (5) e Figueroa (4,5); W. Palacios (5,5), Thomas (4,5), Alvarez (5) e

Suíços e hondurenhos morreram abraçados

Nuñez (4) (Martinez 22/2º (4,5)); J. Palacios (5,5) (Welcome 32/2º (s/n)), Suazo (5,5) (Turcios, 41/2º (s/n)). T: Reinaldo Rueda

(1 ) Marcio Jo se Sa nche z /AP P hoto | (2) Str eeter Leck a / Get t y Im age s

k

São poucos os jogos que acabam 0 x 0 e que são bons. Suíça x Honduras, com certeza, não foi um desses. Numa partida com lampejos de técnica, mas marcada por falta de categoria generalizada, o placar neutro definiu bem a qualidade do jogo. O primeiro tempo foi para esquecer. Pouquíssimas chances de gol. A Suíça, conhecida por sua boa retranca, se fechou e não tinha força suficiente para sair ao ataque. Fraca, Honduras esperava um contra-ataque que não existiu. O fim


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eua

oitavas

gana

Contra Gana, EUA querem vingar 2006 Africanos levaram a melhor na Alemanha, mas os americanos estão embalados

E

stados Unidos e Gana realizam um duelo pouco tradicional, porém com ingredientes interessantes. Um deles é que as seleções se enfrentaram no duelo decisivo — e tenso — da 1ª fase na Copa de 2006. Os africanos venceram por 2 x 1, com gols de Draman e Appiah, e Dempsey descontou. A base dos times continua a mesma, daí o clima de revanche. “Há seis jogadores de cada lado que disputaram aquela partida, então esse sentimento pode contar pra eles. Mas, em quatro anos, muita coisa muda. O momento é diferente”, apostou o treinador Bob Bradley. Os americanos têm bons motivos pra ficarem animados. Além de conseguir uma classificação dramática, com gol de Donovan nos acréscimos diante da Eslovênia, os ianques contam com um apoio popular inédito. Até o ex-presidente Bill Clinton, que estará no jogo de hoje, foi beber cerveja com os jogadores no vestiário após a

vitória, conforme o lateral-esquerdo Carlos Bocanegra postou no Facebook. O segredo dessa equipe? “Nossa mentalidade é que nunca estamos fora do jogo. Mesmo aos 46min do 2º tempo, nós vemos Donovan batendo palmas, apoiando os rapazes. O Carlos (Bocanegra) também”, afirmou o atacante Jozy Altidore. Única equipe da África ainda na disputa, Gana, que não terá o zagueiro Vorsah, contundido, promete ir pra cima. “Eles têm um bom time e estão fisicamente fortes. Mas nós também temos bons jogadores e é por isso que nós temos tanta autoconfiança”, falou Gyan, que marcou os dois gols de seu país na Copa. Ele será apoiado pela maioria sul-africana. “Tenho certeza de que será assim. A África do Sul está sendo uma grande anfitriã, mas senti que este não é apenas um Mundial sul-africano, e sim de todo um continente”, afirmou o técnico americano Bob Bradley.

Técnico: Bob Bradley

Técnico: Milovan Rajevac

Gana

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Bocanegra bebeu cerveja com Bill Clinton

Gyan, autor dos dois gols de Gana na Copa

3 (1 ) rep rodução | (2) GIANLUIGI GUERCIA /AFP P HOTO

EUA

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1 Howard 12 Bornstein 6 Cherundolo 15 DeMerit 3 Bocanegra 4 Bradley 19 Edu 10 Donovan 8 Dempsey 14 Buddle 17 Jozy Altidore

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2

22 Kingson 4 Pantsil 8 Jonathan Mensah 5 John Mensah 2 Sarpei 6 Annan 21 Asamoah 13 Dede Ayew 23 Kevin Boateng 3 Gyan 12 Tagoe

Hoje • 15h30 • Royal Bafokeng (Rustemburgo) • J: Viktor Kassai (HUN)

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oitavas

uruguai coreia do sul

Por afirmação, Uruguai e Coreia abrem mata-mata

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Sul-americanos não vencem um jogo eliminatório em Copas há 40 anos; asiáticos querem repetir lição de casa

Jejum de 40 anos De volta à Copa após oito anos, o bicampeão Uruguai não vence uma partida de mata-mata no torneio desde 1970, quando ganhou da União Soviética (1 x 0) na Cidade do México — na sequência, a equipe foi eliminada pelo Brasil na semifinal. Para o duelo com os asiáticos, Tabárez tinha uma preocupação que foi sa-

nada. Recuperado de uma gastrenterite, o zagueiro Diego Godín volta. O treinador foi na contramão e confirmou os titulares novamente com três atacantes: Diego Forlán, Luis Suárez e Edinson Cavani. “É uma equipe muito bem trabalhada coletivamente e isso se nota na maneira como ela funciona. Trata-se de um time com uma grande vocação ofensiva; tudo o que faz é pensando no ataque. Não temos muita experiência em enfrentar esse tipo de equipe”, analisou Tabárez.

Muralha Huh Jong-Moo, treinador coreano, sabe que vai ser difícil furar a retaguarda da Celeste. “O Uruguai é muito bom na defesa. Nós, eu admito, deixamos muito

espaço pra nossos rivais”, disse o comandante, que vê equilíbrio total entre as equipes. “Eu acompanhei a ótima performance de Forlán no último Campeonato Espanhol. Ele tem um ótimo chute, sabe passar bem e se movimenta bastante”, disse o meia do Manchester United Park Ji-Sung. O estádio Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth, não agradou aos técnicos. “O campo não está bom, mas é o mesmo campo para os dois lados”, comentou Tabárez. “Está danificado, mas penso que não será problema”, frisou Jong-Moo.

Retrospecto Na Copa de 1990, o Uruguai venceu a Coreia do Sul em Udine (ITA) com um gol de Fonseca.

Diego Lugano, o xerifão do Uruguai na Copa

Park Ji-Sung, o herói sul-coreano na África

Técnico: Oscar Tabárez

Técnico: Huh Jong-Moo

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Coreia do Sul 22

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Uruguai

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1 Muslera 3 Godín 2 Lugano 4 Fucile 16 Maxi Pereira 17 Arévalo Ríos 15 Pérez 11 Álvaro Pereira 10 Forlán 7 Cavani 9 Suárez

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18 Jung Sung-Ryong 22 Cha Du-Ri 4 Cho Yong-Hyung 14 Lee Jung-Soo 12 Lee Young-Pyo 17 Lee Chung-Yong 16 Ki Sung-Yueng 7 Park Ji-Sung 8 Kim Jung-Woo 19 Yeom Ki-Hun 10 Park Chu-Young

Hoje • 11h • Nelson Mandela Bay (Port Elizabeth) • J: Wolfgang Stark (ALE)

safári (3)

Diego Milito,

O capitão da

Amanhã o México

Ao se despedir

titular do time da Inter, campeã da Champions League, só foi titular no elenco argentino no último jogo, contra a Grécia, quando Maradona poupou titulares. Sem se queixar, disse ontem que é difícil achar uma vaga no ataque da Argentina.

seleção francesa, Evra, disse ontem que ninguém está lúcido o suficiente para dar declarações equilibradas e coerentes sobre o que aconteceu com o time. “A cicatriz ainda está aberta, somente o tempo vai curar a dor dos franceses.”

enfrenta a Argentina, e o badalado ataque argentino já está deixando o goleiro mexicano Oscar Pérez apreensivo. “É um ataque bastante complicado, com grande qualidade, que desequilibra no mano a mano”, falou ontem o goleiro.

da seleção, o capitão da Itália, Fabio Cannavaro, 36 anos, disse que quer ser lembrado pela Copa de 2006. “O que conquistei naquele ano foi muito importante para mim e para o país. Não acredito que vão tirar isso de mim.”

(1 ) Rod rigo A R A NGUA /A FP PH OTO | (2) JUNG YEON-JE /AFP P HOTO | (3) Chris McGrath/Getty Imag e s

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azia tempo que o Uruguai não jogava como a lendária Celeste Olímpica. Fazia, porque nesta Copa o time de Oscar Tabárez não só foi o campeão do Grupo A como não levou nenhum gol. O desempenho será posto à prova hoje, diante da Coreia do Sul, na abertura das oitavas.


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copa

Os bastidores da bola

Seguranças são dos países

k

Cada confederação banca suas despesas. A polícia sul-africana está mobilizada para proteger as delegações. Mas muitas delegações contrataram empresas para fazer uma proteção adicional aos seus atletas. Caso da Alemanha, que tem um guarda-costas encarregado de vigiar cada jogador.

Como funciona a logística para abrigar e transportar todas as 32 seleções da Copa do Mundo de 2010 Do enviado À áfrica Fernando Valeika

P

ara que nada dê errado na Copa do Mundo, por um mês 32 delegações seguem o regulamento da competição. É ele quem dá as diretrizes para o funcionamento de um complexo esquema de logística. O Comitê de Organização e cada delegação têm um interlocutor para que nada dê errado. No caso do Brasil, o supervisor Américo Faria é o cara. As regras detalham as datas de chegada e de partida de cada seleção, quem paga a conta do hotel, quais os campos de treinamento que cada time terá de usar e quem organiza o transporte pela África do Sul. Veja como funciona tudo isso.

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Confederação paga estadia

k

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Cerimônia de abertura da Copa do Mundo no Soccer City, em Joanesburgo, no dia 10/6

Dois dias para deixar hotel

Aqui também cada país paga sua conta, com a condição de ficar em hotéis de quatro ou cinco estrelas com contratos previamente assinados com a Fifa. Uma curiosidade: em janeiro, Brasil e Portugal, rivais no mesmo grupo, escolheram o mesmo hotel Fairways. Como Américo Faria foi mais ligeiro do que seu colega português, Carlos Godinho, 1 x 0 para o Brasil, com os portugas indo para Magaliesburgo, ao nor-

te de Pretória. Na hora de acertar a conta, cada federação assume a sua e também faz as exigências de obras ao seu gosto. Mas todos recebem ajuda: nesta Copa do Mundo, mesmo os times eliminados na primeira fase ganham 6,7 milhões de euros da Fifa como recompensa por terem chegado à fase final. Conforme avançam de fase, para compensar as despesas, aumenta a bolada: o campeão receberá 25 milhões de euros.

África do Sul banca bilhetes Fifa define locais de treino

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Valley Lodge, concentração de Portugal na Copa da África

Avião cruza o céu de Durban, local do terceiro jogo do Brasil

Atletas da seleção treinam no Randpark Golf Club

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Cada confederação assume as despesas com as passagens internacionais de ida e volta para a sua delegação entre o país de origem e a África do Sul. E também eventuais escalas. Para a chegada, o regulamento estabelecia que cada seleção tinha de estar na África do Sul cinco dias antes da estreia. Depois de eliminada, o prazo para

deixar os hotéis é de dois dias. Mas, seja em caso de triunfo ou de derrota, normalmente cada delegação reserva seus voos para o dia seguinte de cada fase. Basta o encarregado da logística de cada delegação acionar a Fifa que o ônibus para levar a seleção para o aeroporto mais próximo vai até a porta do hotel no horário combinado.

O país organizador banca passagens para voos internos de até 50 membros de cada seleção em uma companhia de sua escolha. O horário é combinado entre o encarregado pela delegação e o serviço de logística da Fifa. No caso do Brasil, outra vez é função para Américo Faria. Com base no horário de partida do

avião, um ônibus leva a delegação para o aeroporto e o embarque é feito sem burocracia. Na chegada, a Fifa trata de arranjar um novo veículo para transportar a delegação para o hotel determinado pelo regulamento. Em cada cidade há um já definido para cada time, em função da sua posição na tabela.

Aqui também a Fifa é a dona da bola e define os locais dos treinos. Uma exceção é quando a base das delegações fica próxima ao local do jogo. Nos seus jogos de Joanesburgo, por exemplo, a seleção brasileira pode fazer seus preparativos perto de Randburg e não nos campos da Universidade de Joanesbur-

go, do Saint Stithians College ou no Rand Stadium, designados para times que jogam no Ellis Park ou no Soccer City, ambos na cidade. O regulamento determina também os horários de treinos fechados e abertos, com a colocação de placas e de publicidade dos patrocinadores da Copa. Foi aí que Dunga quase se deu mal.

(1 ) d ivulg a ção | (2) Martin Ro se /G et t y Image s | (3 ) Backpagep ix | (4) ale x a ndr e bat tibugli

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3D: “Parecia que eu estava na tela” Partida entre Brasil e Portugal foi a primeira exibida no sistema em cinema

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VICTOR CIVITA (1907-1990)

Fundador: Editor:

Jairo Mendes Leal Conselho Editorial:

Roberto Civita (Presidente), Thomaz Souto Corrêa (Vice-Presidente), Giancarlo Civita, Jairo Mendes Leal, José Roberto Guzzo Diretor de Assinaturas: Fernando Costa Diretora de Mídia Digital: Fabiana Zanni

(1 )divulg a çã o | (2) Felipe Abr eu

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oi-se o tempo em que o limite para ver um jogo fora do estádio era a visão “chapada” do televisor. Ontem, no jogo Brasil x Portugal, foi transmitida pela primeira vez no país uma partida em três dimensões — a que vemos em casa é em duas dimensões. A transmissão, realizada pela TV Globo, aconteceu no Cinemark do shopping Eldorado, em São Paulo, apenas para jornalistas e convidados da emissora. Com a nova tecnologia, a impressão é de se estar à beira do gramado. No plano aberto, não há muita diferença. Mas, como esse tipo de transmissão exige câmeras exclusivas na captação, os planos fechados são frequentes. O telespectador fica “próximo” do lance. “Parece que estou dentro da tela”, disse Felipe Almeida, de 13 anos. Segundo o diretor de engenharia da Globo, Raymundo Barros, a maior dificuldade foi sincronizar o 3D com a narração da rede aberta. Como não existe uma própria, o locutor (no caso, Galvão Bueno) muitas vezes narrou um replay que não estava sendo exibido no 3D, onde o lance seguia ao vivo. “É tudo legal, mas faltaram os replays”, reclamou o analista de sistemas Reginaldo Ramos. O jornalista Cleiton Melo reclamou do “clima de cinema” na partida. “Senti falta daquele burburinho da torcida. Não é um ambiente para se ver uma final de Copa do Mundo. Uma final no clima de bar vale mais a pena”, disse. Seu amigo Rui Maciel vê o lado positivo: “Para quem quer ver os detalhes é perfeito”.

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Primeira partida transmitida em 3D causou polêmica

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www.placar.com.br Em São Paulo: Redação e Correspondência: Av. das Nações Unidas, 7221, 7º andar, Pinheiros, CEP 05425-902, tel. (11) 3037-2000, fax (11) 3037-5597; Publicidade São Paulo www.publiabril.com.br; Classificados tel. 0800-7012066, Grande São Paulo tel. (011) 3037-2700. JORNAL PLACAR é uma publicação da Editora Abril com distribuição diária em São Paulo, pelo sistema de distribuição do Jornal Destak. PLACAR não admite publicidade redacional. IMPRESSO NA TAIGA Gráfica e Editora

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Duelo Brasil x Portugal dividiu os torcedores que viram o jogo no Canindé

Manhã de festa no Canindé

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Bolinho de bacalhau, tremoço, fado. Cerca de 200 luso-brasileiros — não necessariamente nessa ordem — se divertiram na Portuguesa com o 0 x 0 entre Brasil e Portugal. Foram colocadas duas TVs no Bar do Ginásio. “Seu Orlando”, o simpático anfitrião, recebia as pessoas com uma senha pra que elas participassem do sorteio de um relógio, camisas, canecas e chutei-

ras. E de um bolão em que o empate predominou. A galera estava dividida, como José Joaquim de Morais, 78 anos, que veio de Trás-os-Montes há 32 anos. “O empate foi justo. Torço pro Sporting e lamento não ver o Liédson titular”, disse o aposentado, que não teme a Espanha. “Hoje a Lusa é um clube de brasileiros!”, falou Giuseppe Fagotti, vice-presidente.

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distribuição do jornal placar Confira os cruzamentos em que você pode encontrar o Jornal PLACAR no final de semana. O tempo médio de distribuição é de quatro horas.

A partir das 8h20 9 de Julho x Brasil Radial Leste x Almirante Brasil Radial Leste x Hipódromo Portaria USP Radial Leste x Álvaro Ramos Estados Unidos x Rebouças Henrique Schaumann x Rebouças Brasil x Rebouças Braz Leme x Santos Dumont Alvarenga x Raposo Tavares Henrique Schaumann x Cardeal Santos Dumont x Santa Eulália Cruzeiro do Sul x Ataliba Leonel A partir das 9h Nelson Hungria x Morumbi Sumaré x Lisboa

Chucri Zaidan x Roque Petroni Cruzeiro do Sul x Zaki Narchi Pedroso de Moraes x T. Sampaio Faria Lima x Cidade Jardim Faria Lima x Juscelino Pompeia x Turiassu Francisco Matarazzo x Pompeia Faria Lima x Rebouças Brasil x Brig. Luiz Antônio A partir das 9h30 Monumento das Bandeiras República do Líbano x Moura Andrade Paulista x Augusta Entrada do parque Ibirapuera Sumaré x Antártica Praça Panamericana x

Fonseca Rodrigues Praça Panamericana x Pedroso de Moraes República do Líbano x Ibirapuera Paulista x Brig. Luiz Antônio Pedroso de Moraes x Inácio Pereira da Rocha Parque Villa Lobos A partir das 10h Paulista x 13 de Maio Praça Apekatu x Gastão Vidigal Praça Apekatu x Queiroz Filho Rodrigues Alves x Domingos de Moraes Sena Madureira x Domingos de Moraes Francisco Cruz x Vergueiro


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jornal placar edicao 174