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O MELHOR DE TODAS AS RODADAS

EDIÇÃO 198

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SEGUNDA-FEIRA, 30 DE AGOSTO DE 2010

|

SEMANAL

APENAS

WWW.PLACAR.COM.BR

TRICOLOR

Rogério Ceni marca, defende pênalti e ajuda o Corinthians: 2 x 2 PÁG. 21 PALMEIRAS

Felipão tira Valdívia e Verdão reage: 2 x 1 PÁG. 12 As estranhas promessas dos boleiros PÁG. 10

E XC LU S I VO

(1 )

R$

1

,00

32

PÁGINA S

Polícia está no pé do Timão há 100 anos (1 )

Ronaldo deu susto na Fiel, mas honrou a camisa comemorativa do centenário

2 X1

Governo e tráfico negociam trégua para a Copa 2014 no Brasil, afirma especialista em crime organizado PÁG. 16

(1 ) CELS O P UPO/ FOTOA RENA | (2) RENATO P IZZUT TO

Ditadura espionou Sócrates e Casagrande Última condenação saiu este mês PÁG. 6


JO R NAL PL ACA R | SEG U N DA-FEIR A , 30 D E AG O STO D E 20 1 0

aquecimento SOBE

CHUTÃO Por Zé Vicente

DE JOELHOS (4)

FRASE

DESCE

q

q

02

Timão em casa

Dança dos técnicos

Se fora do Pacaembu o Corinthians sofre horrores, “em casa” ele é imbatível. Nos últimos 21 jogos, ganhou 18 e empatou três (Mirassol, Botafogo de Ribeirão Preto e Palmeiras). O próximo jogo como mandante é no sábado, contra o Goiás. O jogo de quarta, contra o Vasco, no Rio, foi adiado.

Emerson Leão foi demitido na sexta-feira depois de levar o Goiás da sétima para a última colocação no Brasileirão. Foi a 18ª demissão de um técnico em 16 rodadas. Só cinco times ainda não trocaram de treinador. Silas, que tinha sido defenestrado do Grêmio no dia 8, foi anunciado ontem no Flamengo.

A IMAGEM DELE VALE O QUANTO ELE PESA. Roberto Carlos, tentando falar bem de Ronaldo. (1 )

bola de prata A maior premiação do futebol brasileiro

nas costas e no braço, estou frequentando

(2)

uma especialista em quick massage. Conversa vai, gemido vem, comentei com a massagista (provavelmente dona dos polegares mais letais

6

levou o santista Arouca, contra o Goiás. É o santista melhor colocado na Bola de Prata — Ganso está fora.

de todo este lado do Mississippi) que, sempre que começo a embalar na malhação, algum pepino físico interrompe minha escalada rumo ao shape do Schwarzenegger. Há dois anos, foi o menisco que estourou (e eu nem exagero muito nos aparelhos, pelo contrário — Schwarzenegger coisa nenhuma, só quero perder a pança). Antes, a nuca travou — e demorou seis meses pra destravar. Agora, essa zica no ombro (acho que

5,9

é a média do volante. Briga com Tinga (Palmeiras), Leandro Guerreiro (Botafogo), Elias e Jucilei (Corinthians).

REGULAMENTO Os jornalistas da PLACAR assistem, sempre nos estádios, a todas as partidas do Brasileirão e atribuem notas de 0 a 10 aos jogadores. Receberão a Bola de Prata os craques que tenham sido avaliados em pelo menos 16 partidas. Jogadores que deixarem o clube antes do fim do campeonato estarão fora da disputa. Em caso de empate, leva o prêmio quem tiver o maior número de partidas. Ganhará a Bola de Ouro aquele que obtiver a melhor nota média.

o mouse foi cúmplice dos halteres desta vez). Arouca corre atrás do prêmio de melhor volante do Brasileirão

Ela também lamentou a sorte: na missão de chegar com o corpinho nos trinques em seu casamento, ano que vem, ela estragou o joelho na esteira.

A ESPN Brasil é parceira na Bola de Prata. As notas poderão ser conhecidas na transmissão dos jogos pela Rádio Eldorado/ESPN Brasil (FM 107.3 e AM 700).

No nosso caso, a culpa é do despreparo. No caso de esportistas profissionais, a culpa é da necessidade de levar músculos, ossos e tendões aos seus limites. Há algum tempo, um estudo mostrava que atletas de alta performance tinham expectativa de

OS ARTILHEIROS JOGADOR

PTS

TIME

BRA (2)

CB (2)

L (2)

CS

S (2)

EST (2)

NEYMAR

60

SANTOS

5

10

0

0

1

14

0

2 ANDRÉ

52

EX-SANTOS

5

8

0

0

0

13

0

3 JONAS

48

GRÊMIO

5

8

0

0

0

11

0

4 VÁGNER LOVE

46

EX-FLAMENGO

4

0

4

0

0

15

0

5 DIEGO TARDELLI

40

ATLÉTICO-MG

6

7

0

0

0

7

0

6 ALECSANDRO

38

INTER

6

0

3

0

0

10

0

7 FRED

(3)

vida menor que a da população em geral — e, na

1

média, uma velhice de pior qualidade. Muitos deles chegavam e ainda chegam à meia-idade como quem chega da guerra: ombros, cotovelos, tornozelos, joelhos (e agora o tal de púbis) estropiados. Ganso, de apenas 20 anos, vai ficar seis meses parado por romper o ligamento cruzado posterior. Não quero desanimar ninguém, principalmente em época de obesidade mundial. Mas se prepare bem pra diminuir os riscos. Porque dói. ZÉ VICENTE É EDITOR-EXECUTIVO DO JORNAL PLACAR.

Aqui vence quem fizer mais gols nos torneios mais fortes

chuteira DE OURO

Neymar é líder, mas já perdeu cinco pênaltis

EST/B (1)

34

FLUMINENSE

4

6

0

0

0

7

0

HERRERA

34

BOTAFOGO

5

3

0

0

0

9

0

ROBINHO

34

EX-SANTOS

0

6

0

0

6

5

0

WASHINGTON

34

FLUMINENSE

6

0

5

0

0

6

0

KLÉBER

34

PALMEIRAS

5

0

7

0

0

5

0

12 BORGES

32

GRÊMIO

0

6

0

0

0

10

0

BRUNO CÉSAR

32

CORINTHIANS

8

0

0

0

0

8

0

HEVERTON

32

PORTUGUESA

0

1

0

0

0

11

8

RICARDO BUENO

32

ATLÉTICO-MG

1

0

0

0

0

15

0

RODRIGUINHO

32

FLUMINENSE

1

0

0

0

0

15

0

S - SELEÇÃO; BRA - BRASILEIRO SÉRIE A; CB - COPA DO BRASIL; L - LIBERTADORES; CS - COPA SUL-AMERICANA; EST - PRINCIPAIS ESTADUAIS; EST/B - DEMAIS ESTADUAIS E SÉRIE B

(1 ) NELS ON A NTOINE / FOTOA RENA | (2) RO DRIG O C O CA /FOTOA RENA | (3) MASTR A NGELO REINO/ FO LHA PR E S S | (4) R AHEL PATR AS S O/ FUTUR A P RE S S

Por causa de uma tendinite no ombro que reflete


se G U NDa- fe ir a , 3 0 d e AG O STO d e 2 0 1 0 | j o r nal p l acar

corinthians

Festa do centenário começa com vitória

U

foto : Lé o P inheiro /Futur a Pr e s s

Corinthians joga pro gasto no Pacaembu, vence o Vitória e vê a volta de Ronaldo depois de quatro meses

Iarley, abraçado por Bruno César, abriu a festa

15 03

m Pacaembu lotado celebrou o começo e o fim de uma era. Em campo, o Timão apresentava o novo/velho uniforme, bege e com o antigo distintivo, para comemorar os 100 anos que serão completados na quarta. Fora, a torcida sabia que aos poucos aquele estádio deixaria de ser sua casa — vem aí, enfim, o lar corintiano (leia na pág. 9). Havia também uma nostalgia recente — afinal, Ronaldo, o último grande ídolo alvinegro, voltava a jogar depois de quatro meses. E foi do camisa 9 a primeira boa jogada, uma enfiada para Elias ainda no primeiro minuto, sucedida de um susto: Ronaldo saía para ser atendido fora do gramado. Alarme falso. Um minuto e o Fenômeno já estava de volta ao campo, melhorando a qualidade de passe no ataque. Mas foi de Roberto Carlos o lançamento magistral, desde o meio de campo, que encontrou Iarley livre para cabecear para o gol. “Eu não tinha outra coisa se não tentar o cabeceio”, dizia o atacante na saída do 1º tempo. Aos poucos, o Timão segurava os avanços do Vitória, que já havia perdido um gol incrível aos 4min — Henrique, na cara de Júlio César, chutou para fora. Ele ainda acertaria uma bomba no travessão aos 36min. Mas a tarde era corintiana. Paulinho ampliou aos 47min, depois de uma bela infiltração de Elias na área. Gabriel tentou o desarme, mas deixou o volante livre para marcar o seu gol. Enquanto Ronaldo cansava, o Corinthians pressionava no 2º tempo. Aos 10min, o Fenômeno, como um pivô, deixou duas boas bolas, desperdiçadas por Bruno César e Elias. A troca de passes continuava, sobretudo no ataque. Mas as chances começaram a rarear. Quando a partida parecia definida, o expalmeirense Evandro, em cobrança de falta, colocou na cabeça de Kleber Pereira. Por sorte, havia apenas mais 8 minutos para que o Vitória conseguisse o empate. E a vitória, a 18ª em 21 jogos no Pacaembu neste ano, foi só o início de uma festa centenária que não tem hora para terminar.


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15 04

corinthians

Ronaldo leva bolada nos “países baixos” e diz que o normal é jogar a próxima Em campo por um tempo e meio, Fenômeno diz que vai recuperar o ritmo lentamente

O

t

envie a mensagem: GOLTIMAO para 22745

t

CORINTHIANS no celular NOTTIMAO para 22745

Você só paga R$ 0,31 por mensagem recebida.

Ronaldo assustou a Fiel logo no começo, mas foi só uma bolada na zona do agrião

corinthians vitória

2 1

29/8/2010 - Pacaembu (São Paulo, SP) P: 32 819 R: R$ 1 149 715 J: Célio Amorim (SC) CA: Chicão, Paulo André, Iarley, William Morais, Evandro, Ricardo Conceição e Soares CORINTHIANS: Júlio César (6,5), Alessandro (6), Chicão (6) (Thiago Heleno 18/2º (s/n)), Paulo André (6) e Roberto Carlos (6,5); Paulinho (7,5) (Boquita 26/2º (s/n)), Jucilei (6,5), Elias (7) e Bruno César (5,5); Iarley (7,5) e Ronaldo (6) (William Morais 17/2º (s/n)). T: Adilson Batista. VITÓRIA: Viáfara (6), Gabriel (5,5), Wallace (5,5), Thiago Martinelli (5,5) e Eduardo (5); Vanderson (5) (Kléber Pereira 27/2º (5,5)), Bida (5) (Evandro 20/2º (s/n)), Ricardo Conceição (5) e Renato (5,5) (Soares int. (5)); Henrique (5,5) e Junior (5). T: Toninho Cecílio.

os gols

opinião do jogo

10 do 1º

m roberto carlos

1 x 0 Roberto Carlos faz belo lançamento e Iarley acerta o cabeceio para o gol. 47 do 1º

2 x 0 Elias invade a área e

Segue jogando em alto nível. Seguro na defesa, mantém um invejável fôlego pra subir ao ataque mesmo no final do 2º tempo.

m iarley

é desarmado por Gabriel, que, sem querer, lança Paulinho — ele só empurra para o gol.

Esforçado, fez sua melhor partida pelo Corinthians e ainda acertou a cabeçada que abriu o marcador.

38 do 2º

k ronaldo

2 x 1 Evandro cobra falta e encontra Kleber Pereira livre para cabecear.

Não é nem mesmo o Fenômeno de 2009. Mas, na volta aos gramados, provou que pode, pelo menos, melhorar o passe no ataque.

FOTO: R ENATO P IZZUT TO

jogo contra o Vitória foi o segundo de Ronaldo no Campeonato Brasileiro. Antes, ele só havia atuado contra o Atlético-PR, na primeira rodada do torneio. Sentiu uma lesão na panturrilha da perna direita que o deixou fora de jogo por mais de três meses. Em campo, Ronaldo deu um susto logo no primeiro minuto, quando precisou sair para ser atendido. Parecia uma nova lesão... “Aquilo? Ah, foi uma bolada que levei nos ‘países baixos’”, riu o Fenômeno, ao sair do gramado do Pacaembu. Ronaldo funcionou mais como um pivô do que o definidor que já foi um dos melhores do mundo. Acertou belos passes no primeiro tempo para, na etapa final, dar duas assistências que quase resultaram em gol. Substituído por William Morais, saiu aplaudido de campo. “Foi legal”, comentou o atacante corintiano. “Foi o primeiro contato com o jogo depois de algum tempo sem jogar. Tenho que começar bem lentamente e me recuperar aos poucos. O normal seria jogar a próxima partida também.” O técnico Adilson Batista aprovou a volta do Fenômeno. “Ele precisa readquirir o ritmo, pois ficou três meses sem jogar. Ronaldo fez um bom jogo. Esperávamos que ele ficasse apenas o primeiro tempo, mas testamos até os 15min do segundo”, disse o treinador. “O importante era ele se sentir bem”, dizia Roberto Carlos, autor de um belo lançamento no gol de Iarley. “A movimentação dele segurou três, quatro jogadores.” O que o lateral-esquerdo não gostou foi do posicionamento da defesa. Roberto Carlos criticou a forma como saiu o gol do Vitória — cobrança de falta de Evandro para o cabeceio de Kleber Pereira. “Sofremos cinco minutos no final sem necessidade nenhuma. A gente precisa acertar o posicionamento. Gol de bola parada destrói qualquer sistema tático”, disse. O Corinthians folga no meio de semana — o clube pediu à CBF para que remarcasse a partida contra o Vasco, programada para quarta-feira, dia em que completa 100 anos. O time só volta no sábado, contra o Goiás.


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51 06

corinthians

A polícia investiga o Timão há um século

(1 )

Casagrande, Sócrates e Wladimir foram vigiados na ditadura, que “combateu” a repressão no clube Ditadura de olho Em 1972, no auge da repressão da ditadura militar (1964-1985), o então diretor do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) de São Paulo, o hoje senador Romeu Tuma (PTB), ordenou que um representante do órgão investigasse o ambiente no Parque São Jorge. O policial, não identificado nos documentos do arquivo paulista, descreveu assim o que encontrou na Fazendinha: “O clima no clube é de grande tensão, e os elementos da segurança circulam postando-se ostensivamente para qualquer grupo que se reúne para conversar. Esse estado de coisas está crescendo no dia a dia. Respira-se um ar pesadíssimo dentro do clube”. Na época, o país vivia sob o AI-5, ato institucional baixado em 1968 pelo governo militar e que restringia direitos como o de se manifestar publicamente e se reunir com um determinado número de pessoas — restrições que, fora do clube, não comoviam o investigador do Dops. Os relatos eram passados para Romeu Tuma com o status de “informe secreto”. O chefe do almoxarifado do clube na época, Décio Bucharelli, foi chamado ao Dops pa-

Sócrates e Casagrande, abraçados por Biro-Biro com Ataliba ao fundo: vigiados pela polícia de repressão da ditadura (2)

(2)

O time campeão de 1914, com jogadores do brigão Botafogo

O clima no clube é de grande tensão. Esse estado cresce no dia a dia. Respira-se um ar pesadíssimo dentro do clube. Informe do Dops de 1972 sobre o Corinthians.

ra “dar nome aos bois” — a expressão é do próprio investigador no documento. Ele negou à policia que o clube tivesse montado “guarda especial” para reprimir sócios de oposição ao presidente do clube na época, Miguel Martinez. Segundo o relato do investigador, tratava-se de uma gangue formada por boxeadores, judocas, policiais e até o diretor de malha do clube, que ameaçou um médico de agressão.

O delegado Romeu Tuma mandou investigar o clube em 1972

Democracia na mira O Dops voltaria a mirar o Corinthians no início dos anos 80. Era o tempo da Democracia Corinthiana. A polícia mandou espiões até mesmo para uma “pelada” entre os jogadores e artistas em outubro de 1982, às vésperas das eleições para governador. “O jogo teve início às 12h35 e terminou às 14h20, limitando-se apenas àquela atividade desportiva, não havendo por-

tanto nenhuma manifestação política. Dentre os atletas, notamos a presença de Sócrates, Casagrande e Wladimir”, relatava. Alguns dias depois, o trio voltaria a ser vigiado pela polícia da ditadura. A presença dos três jogadores foi notada pelo espião enviado para conferir um show do recém-fundado Partido dos Trabalhadores. Por sorte, nenhum deles acabou fichado. Marcos Sergio Silva

(1 ) J. B. SCA LC O | (2) rep rodução

A

polícia está de olho no Corinthians desde antes de sua fundação. Documentos obtidos pela reportagem provam que espiões foram mandados ao Parque São Jorge para investigar Casagrande, Sócrates, Wladimir e até o chefe do almoxarifado do clube. Os registros estão disponíveis para consulta no Arquivo Público do Estado de São Paulo. A primeira intervenção aconteceu em 1910. Moradores do Bom Retiro, na região central de São Paulo, reclamavam das confusões armadas por um time da região, o Botafogo, o “terror dos campos da Paula Souza”, vizinha à várzea do Tamanduateí. As queixas chegaram a Franklin de Toledo Piza, chefe da 5ª Delegacia de Polícia, que na época funcionava no Brás. O pedido era para que o clube fechasse e os jogadores fossem presos. Segundo Lourenço Diaféria, no livro Coração Corinthiano, publicado em 1991, Piza desistiu de perseguilos depois que seis dos jogadores participaram da fundação do Corinthians. Com o tempo, a fúria dos botafoguenses foi domada e o clube, abandonado. Esses atletas participaram do 1º título, em 1914.


SE G U NDA- FE IR A , 3 0 DE AG O STO DE 2 0 1 0 | J O R NAL P L ACAR

CORINTHIANS

100

07

ANOS

Pintor de paredes salvou o Corinthians da ruína Antonio Pereira, um dos cinco fundadores, doava um dia do salário por semana ao clube

FOTO: RE PRODU Ç ÃO

A

ntonio Pereira foi o mais longevo dos cinco fundadores do Corinthians. Acompanhou o time até 1975, quando morreu, aos 87 anos. A história do pintor de paredes, que, aos 22 anos, tornou-se fã de futebol ao assistir às partidas do Corinthians inglês, também é a que mais perdura desde 1910. Graças aos três filhos — Hayde, Odette e Balthazar, todos na casa dos 70 anos —, que mantêm o acervo com as memórias e

imagens do pioneiro. “Ele nunca mexeu no dinheiro do clube”, conta Hayde Pereira, 79 anos. “Ele tirava um dia de trabalho na semana para doar ao Corinthians.” Segundo ela, na década de 1940, durante a presidência de Alfredo Trindade, Pereira voltou com um dedo quebrado para casa. Havia brigado no clube por não concordar com a geladeira comprada — com o dinheiro do Corinthians — para presentear o dirigente. O empenho do pintor de

paredes impediu o clube de perder as taças conquistadas até 1925 (cinco Paulistas, incluindo o tricampeonato de 1922/23/24), que seriam penhoradas, e ajudou o alvinegro a comprar o terreno do Parque São Jorge. O pintor modernista Francisco Rebolo Gonzáles, amigo de Pereira e criador do distintivo corintiano, produziu um quadro especialmente para uma rifa que ajudaria o clube a sair da pindaíba. Antonio não deixou que os

números fossem vendidos; comprou todos eles. “Ele era inteligentíssimo. Fez do Corinthians uma religião em casa. Era péssimo jogador, mas participava constantemente do clube. Foi até arbitro”, define Hayde. Hoje, na casa em que moram, na Pompeia, os três irmãos guardam as relíquias do pai: um álbum de fotografias e os objetos que o acompanharam nos 65 anos em que viu o Corinthians nascer e crescer. MSS

Antonio Pereira, com o uniforme de juiz: amor corintiano

O melhor do Timão:

Amanhã nas bancas!


JO R NAL PL ACA R | SEG U N DA-FEIR A , 30 23 D E AG O STO D E 20 1 0

corinthians

“No fim do ano, paro de jogar e vou mochilar”, diz William Zagueiro corintiano quer virar consultor financeiro e descarta carreira como técnico de futebol depois de pendurar as chuteiras

A

os 34 anos, completados na última semana, o zagueiro William sabe que tem apenas mais três meses no gramado. Ele não mudou os planos, anunciados no início deste ano, de abandonar a carreira no final de 2010, com o Corinthians campeão ou não. Mas alterou o destino: trocou a Austrália, com a qual sonhava, por Inglaterra ou Estados Unidos. “Uma escola de inglês me ofereceu um curso. Tem nos Estados Unidos e na Inglaterra, mas não tem na Austrália nem na África do Sul. Minha ideia é ir pra lá, em Londres, ficar estudando de três a quatro meses, fazer mochilão e aí voltar. De repente, trabalhar em uma consultoria financeira, que é uma coisa que eu gosto”, disse o zagueirão do Corinthians. Espantado? William cursou faculdade de ciências

PACIENTE INGLÊS Por James Scavone

ROONEY: FIM DA SECA (1 )

contábeis e gosta de números. O curso está trancado desde 2005, quando ainda atuava pelo Ipatinga. Na temporada seguinte, ele começou a escalada tardia da carreira, com passagens pelo Grêmio (2006-2007) e Corinthians (desde 2008). Segundo suas contas, faltam cerca de três meses para concluí-la. William não pensa em prolongar sua estadia nos gramados para, quem sabe, disputar e vencer a Libertadores de 2011 com o Corinthians. Condicionar o momento da parada a uma glória, acredita, serviria mais ao próprio ego que ao clube. E não há certeza de que a conquista inédita será alcançada no próximo ano. O defensor também tem outra certeza, mas sobre o que não irá fazer depois de abandonar a bola: ser técnico de futebol. “Vixe, nem pensar. Pelamordedeus!”

Marcos Sergio Silva

(3)

Acabou a seca. Mesmo no mais chuvoso verão em muitos anos, uma seca incomodava a maioria dos habitantes de Manchester. E, diferentemente da seca que os paulistanos enfrentam, a garganta doía mesmo é por falta do grito de gol. Wayne Rooney, o quarto mosqueteiro da trindade que reúne os astros Denis Law, George Best e Bobby Charlton, não balançava as redes desde março, nas quartas de final da Champions League contra o Bayern de Munique. E finalmente fez o seu contra o West Ham. Havia gente que começava a comparar a seca de Rooney à de Bobby Charlton, o ídolo maior de Old Trafford, que chegou a ficar mais de 18 horas de bola rolando sem marcar. Fabio Capello, seguindo o exemplo de Mano Menezes, estava na partida entre Manchester United e West Ham. E viu, além do gol de Rooney, uma espécie de redenção do goleiro Robert Green. Estrela do maior frango da William tem só mais três meses de futebol pela frente

última Copa do Mundo pela seleção inglesa, desta vez Green evitou um desatre maior que o 3 x 0, que sem suas defesas poderia terminar em 5 ou

(2)

Andrés: 2011 será igual a 2010

k

Cartola diz que vai seguir a receita de 2010

O Corinthians contratou veteranos em 2010, mas apenas um (Roberto Carlos) se firmou. Hora de mudar, certo? Para o presidente Andrés Sanchez, não. Segundo o mandachuva corintiano, o planejamento para 2010 deu resultado, ainda que tenha havido críticas. “Nosso objetivo ainda é vencer o Brasileiro. Ainda

não pensamos na Libertadores do ano que vem.” O cartola confirma a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva amanhã, véspera do centenário. Se Lula vai esticar até a “festa da virada” no Anhangabaú, é uma incógnita. “Sei que ele vai aparecer no clube”, despistou o dirigente.

MSS

6. Será que resgata sua vaga de titular no próximo amistoso contra a Bulgária?

O pesadelo do West Ham Esta coluna fica até meio encabulada. Foi escrever que o West Ham era o time de Mick Jagger, o pé-frio da Copa, e o time tem o seu pior começo de temporada desde 1977, quando caiu para a segunda divisão. Foi mal! JAMES É PUBLICITÁRIO E CULTIVA O LEGÍTIMO HUMOR BRITÂNICO.

(1 ) R ENATO P IZZUT TO | (2) DANIEL AUGUSTO JR /FOTOARENA | (3) IA N KINGTON/A FP P HOTO

15 08


se G U NDa- fe ir a , 3 0 d e AG O STO d e 2 0 1 0 | j o r nal p l acar

09

(1 ) Marc io C o sta e Silva /C orre io da Bahia /Fu t u r a Pre s | ( 2) e produ cao/foto s e dicas

(1 )

Em dez segundos, o velho estádio da Fonte Nova em Salvador foi abaixo (2)

O projeto de estádio corintiano em Itaquera: oficialização acontece amanhã

Salvador quer tirar a abertura do Timão Baianos entregaram carta de intenções; governador e prefeito de SP vistoriam terreno em Itaquera hoje

O

comitê organizador local de Salvador entregou ontem ao ministro dos Esportes, Orlando Silva, uma carta de intenções pleiteando a abertura da Copa de 2014. Desta forma, a capital baiana passa a ser adversária do estádio do Corinthians, em Itaquera, anunciado na sexta-feira como a solução paulistana para a cerimônia de início do Mundial. A implosão das arquibancadas superiores do estádio baiano aconteceu ontem pela manhã e durou dez segundos. Foi o primeiro passo para a construção da nova arena. A Arena Fonte Nova terá, inicialmente, capacidade para 50433 torcedores e cerca de 2000 vagas de estacionamento. Para abrigar a abertura, o estádio precisa ter, no mínimo, 60000 lugares.

“É um bom sinal que a Bahia tenha esse interesse (de abrir a Copa). Vou transmitir pessoalmente a intenção, mas quem decide é a Fifa”, disse Orlando Silva. O terreno onde será construído o estádio corintiano será vistoriado hoje pelo prefeito Gilberto Kassab e pelo governador Alberto Goldman. “É um fato praticamente consumado a abertura da Copa em Itaquera”, disse Kassab, sustentando que o Corinthians deu garantias da construção à CBF. Sobre os recursos, Goldman repassou o problema para Fifa, CBF e Corinthians. “Eles vão fazer o que têm de fazer para chegar ao estádio de 65000 ou 68000 espectadores.” A oficialização da nova casa corintiana será amanhã, em cerimônia no Parque São Jorge, com a presença do presidente Lula.


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15 10

top placar

As 10 maiores promessas do futebol Pela primeira vitória depois da volta à Premier League, os jogadores do Newcastle rasparam seus bigodes. Aqui, relembramos outras promessas, pactos e apostas que deram certo (ou não) dentro de campo http://tinyurl.com/288wazo Maradona (Argentina) Copa do Mundo, 2010 A Argentina só chegou até as quartas de final da Copa da África do Sul, quando perdeu para a Alemanha. Mas, se fosse campeã, Maradona teria que cumprir uma promessa bizarra: andar pelado pelo Obelisco, monumento no centro de Buenos Aires. Por sorte, o ex-craque não precisou cumpri-la.

Seleção brasileira (Brasil 6 x 0 Bolívia) Eliminatórias, 1993 Com o time alvo de duras críticas, os jogadores da seleção, liderados por Ricardo Gomes, fizeram um pacto de entrar de mãos dadas em campo contra a Bolívia, em Recife. Golearam e repetiram o costume até o jogo final do tetra, diante da Itália, nos EUA. (4)

(5)

Romênia (Romênia 0 x 1 Croácia) Copa do Mundo, 1998 O grupo era um dos mais difíceis da Copa: além da Romênia, Inglaterra, Colômbia e, vá lá, Tunísia. Os romenos ficaram em primeiro. Para agradecer à graça alcançada, todos, até o craque Hagi, descoloriram os cabelos. Mas a Croácia, nas oitavas, estragou a festa. Geraldo Bretas (Palmeiras 1 x 2 São Paulo) Campeonato Brasileiro, 1973 O comentarista esportivo havia prometido raspar o cabelo ao vivo no programa de que participava, na extinta TV Tupi, se Mirandinha fizesse um gol no clássico contra o Palmeiras. O centroavante fez dois, e Geraldo Bretas perdeu os fios.

Mirandinha (Corinthians 4 x 3 Santos) Campeonato Paulista, 1997 Antes do quadrangular final do Paulista de 1997, o atacante corintiano Mirandinha prometeu a coreografia da “pesca da baleia” se fizesse um gol contra o Santos. Prometeu e cumpriu.

(1 )

Felipe (Corinthians 4 x 0 Goiás) Copa do Brasil, 2008 O presidente do Conselho Deliberativo do Goiás, Hailé Pinheiro, havia dito que comeria “uvas roxas”, em alusão ao uniforme três do Corinthians. Mas foi o goleiro Felipe quem deu a volta olímpica enquanto comia e distribuía uvas verdes, como a cor do time goiano.

http://tinyurl.com/284pyak

(1 )

Camoranesi (Itália 1 x 1 França) Copa do Mundo, 2006 Argentino naturalizado italiano, Camoranesi deu adeus à vasta cabeleira ainda no gramado do estádio Olímpico de Berlim, depois de a Itália conquistar o tetracampeonato em 2006. Ele entrou com um banquinho e teve o cabelo cortado pelos colegas de time.

http://tinyurl.com/29eezrz

(1 )

Luís Pereira (Corinthians 5 x 1 Palmeiras e Portuguesa 1 x 2 São Paulo) Campeonatos Paulista de 1982 e 1985 O zagueiro prometeu e cumpriu duas vezes. Na primeira, pelo Palmeiras, combinou com o lateral corintiano Wladimir de vestir a camisa alvinegra (ao lado) se perdesse para o rival. Vestiu numa volta olímpica. Na Lusa, tirou o bigode ao perder a final para o São Paulo.

http://tinyurl.com/2c7yfmb

(6)

(1 )

Chicão (São Paulo 3 x 2 Santos) Campeonato Paulista, 1981 Chicão, volante que fez história no São Paulo, estreou no Peixe em um clássico contra o próprio Tricolor. E prometeu raspar o famoso bigode caso Serginho Chulapa fizesse um gol. O centroavante fez dois, e uma navalha desfez os fios do volante ainda no gramado.

http://tinyurl.com/2bm4kbw

(1 )

Giovanni (Santos 5 x 2 Fluminense) Campeonato Brasileiro, 1995 O Peixe havia perdido a primeira semifinal, no Rio, por 4 x 1 e era preciso reformular, mudar ou mudar de vez. E Giovanni apareceu com o cabelo vermelho para arrasar na partida de volta. Contra o Botafogo, na final, todos os jogadores o acompanharam.

(1 ) REP RODUÇÃO | (2) DAVID CA NNON/G ET T Y IMAGE S | (3 ) SERGIO MOR AE S | (4) G AM MA | (5) CAR LO S NA MBA | (6) A LE X A NDRE BAT TIBUGLI

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JO R NAL PL ACA R | SEG U N DA-FEIR A , 30 D E AG O STO D E 20 1 0

15 12

palmeiras

Substituições dão certo e Verdão passa pelo Galo Luan, substituto de Valdívia, começou reação, decretada com gol do Gladiador Kléber

P

ressionados, Atlético-MG e Palmeiras fizeram um duelo nervoso, vencido pelos visitantes, de virada. O Verdão de Felipão, que vinha de um vexame diante do lanterna Atlético-GO em pleno aniversário, teve as voltas de Márcio Araújo e Marcos Assunção e isolou Kléber e Valdívia no ataque. O Galo de Luxemburgo, que mais uma vez começou o jogo na zona de rebaixamento, tinha cinco desfalques importantes, como o zagueiro Jairo Campos. No 1º tempo, o time da casa teve mais posse de bola, mas, de novo, primou pela desorganização. Neto Berola, de cara, deu uma bomba no travessão palmeirense. Mas os palestrinos eram mais incisivos. Aos 24min, Valdívia fez passe pra Kléber, que avançou, driblou Fábio Costa, tocou pro gol, mas o za-

gueiro Réver salvou na linha. Depois, o Mago recebeu na entrada da área, mas, lento ao se ajeitar, foi desarmado por Werley. Aos 36min, o Gladiador rolou pra Marcos Assunção, que mandou de primeira por cima. O zagueiro Fabrício, sem goleiro, perdeu gol incrível, sem goleiro, após cobrança de escanteio. Na etapa final, Luxa voltou com o volante Serginho no lugar do meia equatoriano Méndez, ainda fora de forma. Deu certo. Na primeira oportunidade, Serginho fez lindo lançamento pra Neto Berola, que tocou na saída de Marcos. Em desvantagem, Felipão teve que trocar Valdívia por Luan, que já chegou chutando: Fábio Costa largou e Marcos Assunção empurrou pro gol. A vitória veio quando Kléber tabelou com Marcos Assunção e chutou pro gol, em belo lance.

BOLA NA BOTA Por Gian Oddi

O DIRIGENTE TRAÍDO (1 )

(2)

O falecido Candido Cannavò, mais importante jornalista esportivo italiano da história, certa vez definiu Massimo Moratti, dono da Inter de Milão, como “mestre na arte de justificar seu próximo mesmo quando não existem justificativas”. Referia-se, naquela ocasião, ao fato de o generoso Moratti ter compreendido a “traição” do amigo Ronaldo: o atacante brasileiro, após longo tempo no estaleiro da Inter, deixara o clube de Milão para jogar no Real Madrid justamente depois de ter comprovado sua recuperação física na Copa de 2002. Mais tarde, pior, Moratti ainda veria Ronaldo com a camisa do rival Milan.

A relação do dirigente com Adriano não era muito diferente: o ex-atacante do Flamengo Marcos Assunção cansou dos gols de fora da área e marcou um de centroavante

chegou a classificar Moratti como uma espécie de pai, tamanho foi seu carinho e

(1 )

Felipão tem duas preocupações: acertar o time e arrumar uma camisa mais bonita

k

Após a vitória de ontem, Felipão procurou acalmar os ânimos dos torcedores e reiterou que o objetivo do Palmeiras não é o título brasileiro. “Em situação de mudanças, não adianta só conversar. Tem que ter calma para trabalhar a bola no meio de campo, na defesa e jogar no erro do adversário, e trabalhar para subir na tabela. Para ser campeão não, porque eles já estão se definindo lá em cima” completou o treinador. Segundo Felipão, o Pal-

meiras precisa de uma sequência de vitórias no campeonato. “Vai ser difícil. O Valdívia demorou um tempo pra se recuperar. São dificuldades que todo treinador passa com o time montado, e eu tenho enfrentado montando o time”. Scolari reclamou bastante na beira do campo sobre a perseguição ao meia. O chileno sofreu 11 faltas, metade das marcadas contra a equipe paulista. Réver e Méndez receberam cartão amarelo por faltas no chileno.

Imperador. Hoje, Adriano joga na Roma, principal perseguidora da Inter nos últimos anos de calcio, e foi muito vaiado por sua antiga torcida na final da Supercopa da Itália. Neste sábado, por fim, o Milan oficializou a contratação de Ibrahimovic, o astro dos scudettos conquistados pela Inter em 2007, 2008 e 2009. Pessoalmente, Moratti não gostava do sueco como dos brasileiros. Mas essa terceira traição, pelo menos em termos de desempenho técnico, tem tudo para ser a mais dolorosa. GIAN É EDITOR DE ESPORTES DO PORTAL IG.

(1 ) CE SA R GREC O/FOTOA RENA | (2) FA BIO MUZZI/A FP PH OTO

Felipão aprova melhora, mas diz que o título não é o objetivo

compreensão com as pisadas na bola do


SE G U NDA- FE IR A , 3 0 DE AG O STO DE 2 0 1 0 | J O R NAL P L ACAR

15 13 OPINIÃO DO JOGO

m KLÉBER

29/8/2010 - Ipatingão (Ipatinga, MG)

m NETO BEROLA

R: R$ 51 840

q DIEGO SOUZA

FOTO: CE SA R GREC O/FOTOA RENA

Rafael Cruz, Werley, Réver e Eron;

int.), Diego Souza (Fabiano 28/2º) e Ricardinho; Diego Tardelli e Neto

T: Vanderlei Luxemburgo.

1 x 0 Serginho fez lindo lançamento pra Neto

PALMEIRAS: Marcos; Maurício

Berola, que, sem marcação, toca com frieza e categoria na saída do goleiro Marcos.

Ramos, Danilo e Fabrício (Tinga

21’ DO 2ºT

Marcos Assunção (Patrik 43/2º),

1 x 1 Kléber finta Rafael Cruz e passa pra

Valdívia (Luan 18/2º) e Rivaldo;

Marcos Assunção, que devolve pro Gladiador chutar entre as pernas de Fábio Costa.

U

ATLÉTICO-MG: Fábio Costa;

Berola (Ricardo Bueno 24/2º).

1 x 2 Kléber dribla Réver e, sem opção, serve

tou corrida com o zagueiro Werley, rival antigo de Belo Horizonte, e deixou o cotovelo no rosto do atleticano — sem acertar. Na etapa final, quando o time perdia o jogo, começou a jogada do empate ao driblar Rafael Cruz e servir Luan. No final, dançou pra cima de Réver, tabelou com Marcos Assunção e finalizou com categoria entre as pernas do goleiro Fábio Costa. Foi o primeiro gol do camisa 30 desde os 2 x 2 com o Botafogo, no dia 22 de julho, na reestreia de Felipão no alviverde.

CA: Méndez, Réver e Kléber (PAL)

OS GOLS

31’ DO 2ºT

pela visita a Minas Gerais, onde teve que enfrentar a torcida do Galo, velha inimiga dos tempos de Cruzeiro — até galinha ele já imitou no clássico local. Logo aos 13min, o atacante palmeirense se irritou depois de sofrer uma falta no meio de campo, reclamou à exaustão com o árbitro Marcelo de Lima Henrique e recebeu o cartão amarelo, o segundo desde que voltou ao Verdão. Alguns minutos depois, em uma escapada pela direita, o Gladiador apos-

P: 11 120

Rafael Jataí, Méndez (Sérginho

Luan, que chuta no meio do gol, Fábio Costa bate roupa e Marcos Assunção marca.

m dos principais responsáveis pela virada palmeirense sobre o Atlético-MG foi Kléber. Numa tarde em que ele voltou ao temperamento tradicional, o atacante tornou a marcar gols e a conduzir o Verdão a um resultado positivo fora do estado de São Paulo, coisa que não acontecia desde 17 de março — vitória sobre o Paysandu (2 x 1). A alteração no temperamento do Gladiador, que não pôde dar entrevistas, pode ser explicada

J: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ)

O ex-palmeirense piora a cada rodada. Com a camisa 1, mal pegou na bola e foi substituído.

7’ DO 2ºT

Atacante, que não marcava há 37 dias, levou cartão bobo, mas decidiu o jogo no Ipatingão

PALMEIRAS

1 2

Deixou a faceta zen de lado e deu certo: participou de um gol e fez o segundo. Deu uma no travessão, marcou um belo gol e quase fez outros dois.

Lado “gladiador” de Kléber ressurge com cotovelo e gol

ATLÉTICO-MG

18/2º); Márcio Araújo, Edinho, Pierre,

Kléber. T: Luiz Felipe Scolari.

PALMEIRAS NO CELULAR envie a mensagem: GOLVERDAO para 22745 NOTVERDAO para 22745

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Kléber deixou o lado David Banner para virar o Hulk

VOCÊ SÓ PAGA R$ 0,31 POR MENSAGEM RECEBIDA.


jo r nal pl aca r | SEG U N Da-feir a , 30 de AG O STO de 20 1 0

51 14

palmeiras

A 3ª grande “plástica” do Palestra Muito antes de começar a Arena, o Parque Antarctica entrou na faca

O Palestra Itália em 1921. Em 1908, o local recebeu a largada da primeira corrida automobilística na América do Sul

(1 )

lado do rio Tietê e perto da Ponte Grande, onde o Corinthians atuava”, diz Celso. A 1ª Guerra Mundial fez com que o Germânia repassasse o contrato de locação ao extinto América, que, em 1917, sublocou pro Palestra usar à tarde, em treinos e jogos — o América usava de manhã. Em 1920, por 500 contos de réis (cerca de 600000 reais), metade no ato mais duas parcelas anuais de 125, o presidente Menotti Falchi comprou o local (com o apoio da Companhia Matarazzo).

(2)

O estádio antes de fechar para a reforma, em 2009 (3)

Reformas Várias obras foram feitas desde então. Em 1930, refletores foram instalados. O Stadium Palestra Itália foi “inaugurado” em 1933, com arquibancadas de concreto. Entre 1962 e 1964, uma nova reforma acabou com alambrados e dobrou a capacidade pra 31900 pessoas. “Transformaram o gramado em jardim suspenso”, lembra Celso. Mesma época em que a área da “turma do amendoim” foi criada.

Bruno Favoretto

O projeto da Arena Palestra, prevista para 2012

(1 ) Acervo Eletropaulo | (2) Z anone Fr ais sat-Folha p re s s | (3) reproduçã o

Q

uando estiver concluída, em 2012, a Arena Palestra será um dos estádios que poderão sediar a Copa. Se o critério de escolha fosse a idade, o campo estaria garantido, já que foi construído na virada do século 19 pro 20. A iniciativa de criar o Parque Antarctica foi da empresa de bebidas homônima. Nascia um espaço de lazer de 300000 metros quadrados para os funcionários, com uma vasta área verde, pistas de atletismo, quadra de tênis e um dos primeiros campos de futebol da cidade. “Chegou a ter três campos lá”, conta Celso Unzelte, coautor do Almanaque do Palmeiras. Em 3 de maio de 1902, o palco abrigou o primeiro jogo oficial brasileiro: Mackenzie 2 x 1 Germânia (atual Pinheiros). Como a Sociedade Esportiva Palestra Itália só seria fundada em 1914, quem alugava o campo era o Germânia. “Existiam poucos campos. Tinha o do Velódromo, mas o Palestra jogava na Chácara da Floresta, ao


se G U NDa- fe ir a , 3 0 d e AG O STO d e 2 0 1 0 | j o r nal p l acar

revista

15

Verdão e Timão estão no topo dos times mais caros Clubes suam pra pagar. Veja o ranking na PLACAR de setembro

foto: Pet r a Mafalda /Fu t u r a Pre s s

Q

Salário de Felipão inflou a folha de pagamento alviverde

uem acompanha o futebol brasileiro nos últimos anos tem a impressão de que os clubes vivem uma maré financeira totalmente favorável. Contratações de peso, como Deco, Keirrison e Rafael Sóbis, além dos retornos de veteranos do naipe de Ronaldo e Roberto Carlos reforçam a ideia de que o dinheiro está sobrando. Mas esse fortalecimento dos times com craques “internacionais” e caros, ainda que em mau momento

ou declínio na carreira, está atrelado diretamente a um grande endividamento dos clubes, que só cresce de ano em ano. No “G4” do ranking das maiores folhas de pagamento estão hoje Corinthians, Palmeiras, Fluminense e Internacional. Para conseguirem pagar suas folhas, que ultrapassam 4 milhões de reais anuais, os clubes têm tentado um pouco de tudo. Há quem aposte em ter um parceiro rico, disposto a investir pesado — caso do Fluminense, com a Uni-

med — e quem use alternativas mais criativas, como o Palmeiras, que fez manobras para repatriar Felipão, Valdívia e Kléber. Ou até a estratégia de marketing realizada pelo Corinthians para fazer com que Ronaldo vestisse a camisa alvinegra. No entanto, nenhum deles escapou de aumentar suas dívidas apesar dessas ações. Não está sendo fácil pagar os salários dos medalhões que voltaram ao país — depois de Ronaldo e Roberto Carlos, no Corinthians, foi a vez do Flu

abrir os cofres para trazer Deco. Os clubes ainda têm que suprir a explosão de salários dos treinadores — Felipão, Muricy e Celso Roth ganham, por mês, pouco mais ou pouco menos de meio milhão de reais cada um. Confira as maiores folhas salariais do futebol brasileiro na revista PLACAR de setembro, sextafeira nas bancas. Nela você saberá quais são os jogadores mais bem pagos do Brasil e quanto cada um dos 12 principais técnicos do país está embolsando.


JO R NAL PL ACA R | SEG U N DA-FEIR A , 30 D E AG O STO D E 20 1 0

16

copa 2014 ENTREVISTA: CARLOS AMORIM

Por Jonas Oliveira

O TEMPO CONTRA O MONOTRILHO (1 )

É um dos meus episódios favoritos dos Simpsons, “Marge contra o monotrilho”. Springfield discute o que fazer com 3 milhões de dólares recebidos do Sr. Burns. Marge Simpson sugere recapear uma avenida esburacada, mas um forasteiro aparece com uma proposta sedutora: o monotrilho. À exceção de Marge, a cidade inteira se deixa seduzir pela ideia, que mais tarde se revela um embuste. O principal projeto de mobilidade urbana de São Paulo para a Copa é a Linha 17-Ouro do metrô, na verdade um monotrilho que percorre a cidade sobre trilhos suspensos. Ligará a estação Jabaquara, da Linha Azul, à futura São Paulo-Morumbi, da Linha Amarela. E terá duas estações fundamentais para a Copa: uma em Congonhas e outra no estádio do Morumbi. Sempre que ouço a palavra monotrilho me lembro de Marge Simpson. Não que seja algo necessariamente ruim. Acho que é uma solução questionável do ponto de vista urbanístico, guiada por critérios econômicos, e não técnicos. Imagine se, em vez do metrô subterrâneo, a Paulista tivesse trens suspensos a 10 metros de altura. O impacto visual é quase o mesmo do criticado Minhocão. Mas enquanto São Paulo não decidir qual será seu

‘Governo negocia trégua com A

s principais facções criminosas do país — Comando Vermelho, criado em 1979 na Ilha Grande (RJ) e Primeiro Comando da Capital, fundado em 1993 em Taubaté (SP) — já estão negociando com o governo e com a polícia uma trégua para o período da Copa do Mundo no Brasil, em 2014. Durante essa trégua, que deve durar um mês, a polícia se compromete a não invadir morros e favelas e a não perseguir e prender traficantes. Em troca, os criminosos suspendem assaltos e sequestros e reduzem sua atividade “comercial” a quase zero. E ainda fazem o papel de polícia, juiz e carrasco contra os desobedientes que praticarem “crimes de varejo” (pequenos assaltos e furtos) não autorizados pelo tráfico. Essas são as conclusões do jornalista Carlos Amorim, ex-diretor de jornalismo da Rede Globo, hoje assessor especial na TV Brasil. Amorim acompanha, há 25 anos, a evolução do crime organizado em escala global e seus efeitos no Brasil. Sua pesquisa resultou em três livros: Comando Vermelho – A História Secreta do Crime Organizado, CV-PCC: A Irmandade do Crime e o recém-lançado Assalto ao Poder. “O tráfico de drogas, armas de guerra, órgãos e seres humanos, a pirataria de produtos e serviços, os crimes virtuais e a lavagem de dinheiro em larga escala movimentam entre 1,5 trilhão e 3 trilhões de dólares por ano no mundo. É maior que a indústria do petróleo”, diz. Esse dinheiro é capaz de comprar militares, policiais e juízes e ajuda a eleger deputados, senadores e até presidentes. Financia o terrorismo, golpes de Estado e conflitos armados ao redor do planeta. Segundo Amorim, a estrutura do crime é transnacional e segmentada: na base da pirâmide estão aqueles que empunham armas; no topo ficam os que lidam com (muito) dinheiro. Agindo de forma coordenada, eles transformaram o Brasil no segundo maior mercado consumidor de drogas do mundo ocidental em um período de apenas 30 anos. Seus tentáculos chegaram ao futebol. José Vicente Bernardo

Qual é a ligação entre o crime organizado e o futebol? O envolvimento das máfias com o esporte é antigo. Nos Estados Unidos dos anos 30, eles colocavam dinheiro nos times de beisebol e tomavam conta das estruturas de apostas. Isso incluía corromper jogadores, técnicos e juízes para ajustar o resultado do campo ao resultado das apostas. Um nome que se destacou nesse esquema foi Charles “Lucky” Luciano, considerado o pai do moderno crime organizado. Ele montou a primeira grande operação de lavagem de dinheiro por meio da falsificação de resultados. Depois do fim da União Soviética, no início dos anos 90, isso se disseminou pelo Leste Europeu em países que tinham tradição no futebol, como Tchecoslováquia, Hungria e Polônia. Nesses países, o crime organizado tomou conta de metade da economia. Quem tinha dinheiro para comprar à vista tudo o que estivesse disponível era o crime. E disponíveis estavam os bancos e os clubes de futebol. Além de isso facilitar a lavagem de dinheiro, eles agora podiam aparecer como donos de um grande time, não como bandidos.

É aí que entra Boris Berezovski? Sim. Ele foi importantíssimo na primeira eleição do Vladimir Putin [presidente da Rússia entre 2000 e 2008], coordenou a campanha, controlava os meios de comunicação, dominava o marketing e a propaganda. Depois da eleição eles brigaram, o Boris saiu da Rússia [onde é processado por contrabando e lavagem de dinheiro e é suspeito de assassinato] e espalhou suas operações pelo mundo. No Brasil, existem acusações formais contra ele e contra Kia Joorabchian, que nada mais é que um operador do Boris. Só depois do acordo com o Corinthians [que durou de 2005 a 2007] é que a MSI foi criada por eles. Ela tem sede em Londres num endereço onde funcionam nove empresas — de venda de tratores, de barcos de competição, um verdadeiro saco de gatos. Descendo na pirâmide do crime: qual é a ligação entre o tráfico e o futebol no Brasil?

HOUVE O ENCONTRO CASUAL [NO RIO] DE UMA TROPA DOS FUZILEIROS NAVAIS COM UM BONDE DO TRÁFICO. UM TRAFICANTE ATIROU EM UM FUZILEIRO. ELE NÃO REVIDOU.

A COPA DURA UM MÊS. NESSE TEMPO, O BANDIDO VAI FAZER OUTRA COISA. NÃO É UM GRANDE PROBLEMA PORQUE ELE SABE QUE ISSO VAI ACABAR. A gente tem o exemplo do Edinho, filho do Pelé, que foi preso [em junho de 2005] acusado de ser ligado à cúpula do PCC na Baixada Santista [Edinho negou as acusações e cumpriu seis meses de prisão]. Temos a foto de Adriano ao lado de Fabiano FB — Fabiano FB, do Comando Vermelho, foi quem comandou a invasão no Morro dos Macacos, no Rio de Janeiro, em que um helicóptero da PM foi derrubado [20 pessoas morreram no confronto, em 17 de outubro de 2009]. Adriano segura um falso AR-15 (aquilo é um brinquedo) ao lado do Fabiano com uma

estádio para a Copa, olho com desconfiança para o projeto da tal Linha 17. Ainda que o estado garanta que o monotrilho sairá do papel, seja qual for a

O crime, a polícia e o esporte (2)

(3) (1 )

arena paulista em 2014, acho improvável que se priorize uma obra dimensionada para o Morumbi caso os jogos sejam no Palestra Itália, por exemplo. O monotrilho paulistano sofre uma oposição mais implacável que a de Marge Simpson: a do tempo. JONAS OLIVEIRA É EDITOR DA REVISTA PLACAR.

CHEFÃO Lucky Luciano é o pai do crime organizado

ECO 92 Tanques foram às ruas no Rio

NA PRISÃO Marcola recebeu autoridades

(1 ) REP RODUÇÃO | (2) NATIONA L A RCHIVE / NEWSMA KERS | (3) CL AUDIO RO S SI

2014 É LOGO AQUI


se G U NDa- fe ir a , 3 0 d e AG O STO d e 2 0 1 0 | j o r na l p l aca r

17

om o tráfico para a Copa de 2014’ (1 )

mais discreto. E ainda ajudam a combater o crime “avulso” — cometido por gente do morro, da comunidade, que por ignorância ou ousadia descumpre a ordem dos líderes e são punidos (com tiro ou golpe de marreta na mão). Foi assim também nos Jogos Panamericanos de 2007. A festa de réveillon no Rio reúne 2 milhões de pessoas não há um crime de morte, nenhum incidente grave, arrastão, nada disso. O traficante é capaz de suportar uma diminuição, até uma paralisação dos negócios durante um tempo curto.

os acordos são fechados por pessoas ligadas ao governador ou ao comando da polícia.

O jornalista Carlos Amorim acompanha e estuda o crime organizado há 25 anos

(1 ) renato pizzut to | (2) STEFANO MARTINI | (3 ) r ep rod uçã o

AK-47 que pode até ser de verdade, só que pintada de dourado — o CV costuma fazer isso: manda folhear as armas a ouro, bota gatilho de ouro... [Gilmar Rinaldi, empresário de Adriano, afirmou tratar-se de um abajur italiano que imita a arma]. Tivemos o episódio do Vágner Love na Rocinha — ele aparece numa festa na favela cercado de homens armados. A Rocinha ora é dominada pelo Comando Vermelho, ora pelo Terceiro Comando [dissidência do CV]. Mas temos que lembrar que a origem desses jogadores é a favela, aqueles sujeitos podem ser seus

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pan 2007 A paz reinava nos pontos críticos

amigos de infância. Não necessariamente o jogador está envolvido com o crime. Vamos ter importantes eventos esportivos no Brasil (Copa das Confederações em 2013, Copa do Mundo em 2014, Copa América em 2015 e Olimpíadas em 2016). Muita gente e muito dinheiro vão circular por aqui. O que acontecerá com a segurança de cidades como Rio e São Paulo? O Rio de Janeiro, por exemplo, tem tradição de negociar tréguas com o crime organizado nos grandes eventos. Na Eco 92 (Confe-

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edinho Filho do Pelé ficou 6 meses preso

rência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento), que reuniu os mais importantes chefes de Estado na cidade, tivemos um único incidente. Numa favela atrás do batalhão dos fuzileiros navais, houve o encontro casual de uma tropa dos fuzileiros com um bonde do tráfico (bonde é um grupo que sai em comitiva para transportar droga ou atacar um inimigo). Um traficante atirou em um fuzileiro e ele não revidou. Esses acordos dão certo: a força pública não entra na favela e os traficantes adotam um comportamento muito

(3)

adriano ”Brincadeira” com traficante

Quando a trégua pra Copa será negociada? Acho que os acordos já estão acontecendo. Eles são fechados por representantes do poder político, alguém ligado ao governador ou ao comando da polícia. O exemplo mais claro disso foi a comissão que o governo de São Paulo mandou a Presidente Bernardes em 2006 para negociar o fim da onda de violência do PCC diretamente com Marcola, que comandava a facção de dentro da cadeia. Era o governo falando diretamente com o crime. Em casos menos agudos, são os representantes populares (líderes de moradores, de ONGs, de escolas de samba) que negociam em nome dos criminosos. Você acha que haverá exército nas ruas, como na Eco 92 e no Pan? Sim. Se o pacto já está sendo firmado, isso não é jogo de cena? Na Eco 92 havia dois tanques com os canhões voltados para a Rocinha. Mas ninguém tinha intenção de atirar, muito menos de canhão. Isso é um teatro para a opinião pública.

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Vágner Love Festa de armas na Rocinha


SE G U NDA- FE IR A , 3 0 DE AG O STO DE 2 0 1 0 | J O R NAL P L ACAR

santos

19

Velhos meninos apoiam Neymar

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Pita e João Paulo, da primeira geração de craques santistas, acham que jovem fez bom negócio

Para Pita e João Paulo, Neymar fez o certo ao ficar na Vila

(1 ) JUNIOR L AG O/FUTUR A PR E S S | (2) MANO EL MOT TA | (3 ) RONALD O KOT SCHO | (4) R ENATO PIZZ UT TO | (5 ) RO D RIGO CA POTE /FOLH APR E S S

(2)

Eis os “meninos” originais, em 1978: pouca grana ainda

OUTRAS GERAÇÕES DE MENINOS DA VILA (3)

1978 Pelé deixou o clube em 1974 e o time não ganhou mais nada. Sem craques, o técnico Chico Formiga lança João Paulo, Juary, Nilton Batata, Pita e Toninho Vieira. Os Meninos da Vila, ao lado da experiência de Clodoaldo, foram campeões paulistas.

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2002 Entressafra no Peixe: medalhões velhos como Oséas e Odvan saem. Sem opções, Leão aposta em Robinho (18 anos), Diego (16 anos), Renato e Elano. O time acaba campeão brasileiro e vice da Libertadores no ano seguinte.

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2010 Luxemburgo coloca Neymar e Ganso aos poucos em 2009 e vai embora no fim do ano. Dorival chega, tira espaço de nomes como Fábio Costa e Kléber Pereira e dá confiança à dupla, ao lado de André e Pará — Robinho volta da Europa. Deu no que deu.

Ganso retrô Em 1978, aos 20 anos, Pita fazia um papel parecido com o que hoje é desenvolvido por Ganso. O ex-meia acha que foi uma boa pra Neymar, já que ele pode ganhar até 500 000

reais por mês, conforme a produtividade. “É uma quantia muito alta. A gente não ganhava tão pouco como na Era Pelé, mas a folha salarial seria de uns 700000 hoje. Jogar na Europa não é fácil. Ele vai amadurecer e sair pronto pro desafio”, analisa Pita, que atuou no Racing Strasburg-FRA — em 1988, o São Paulo o vendeu para os franceses por 1 milhão de dólares, um dinheirão para os tempos do Sarney. Pita acha que a Lei Pelé melhorou a vida dos atletas e piorou a do clube. “O Santos teve habilidade com o Neymar. Hoje o atleta não fica se não quiser. Não era fácil sair. Fiquei 11 anos no Santos e quatro no São Paulo. Se brigasse com o clube, você ficava parado. Hoje o Oscar, que cresceu no São Paulo comigo, processou pra ir pro Inter. A base está desprotegida. Garoto de 14 anos já tem empresário. Você o lapida e, quando ele chega ao auge, te abandona”, fala o responsável pelos jovens do Desportivo Brasil, clube da Traffic. De estilo tímido, Pita imagina que não entraria nas coreografias dos “moleques”. “Acho que ficaria mais na minha. Talvez entrasse na onda, mas não é meu jeito. O Juary já ia zoar na bandeirinha naquele nosso time. Mas acho isso bom pro futebol. Não há menosprezo. O futebol anda muito engessado”, diz. Bruno Favoretto SANTOS NO CELULAR envie a mensagem: GOLPEIXE para 22745 NOTPEIXE para 22745

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U

m assunto tem dado o que falar do Oiapoque ao Chuí: a resistência do Santos, de Neymar e de seu pai à proposta de 30 milhões de euros (cerca de 69 milhões de reais) feita pelo Chelsea. Recusar foi um bom negócio? O Jornal PLACAR consultou dois ex-craques da primeira geração de Meninos da Vila, a de 1978, que levantou o troféu do Paulista. Naquele time de garotos, quem vestia a camisa 11, hoje usada pelo atacante do moicano, era João Paulo, o Papinha da Vila. “Hoje não seria vantagem por causa das condições financeiras que o Santos ofereceu a ele. O Chelsea poderia ser uma ilusão pela cobrança que ele sofreria. Atrapalha o desenvolvimento do jovem. Ele tem talento. Daqui a uns dois anos, tudo bem”, diz João, que treinou o Força em 2009, mas está desempregado. “Na minha época, se eu tivesse uma proposta dessas, eu corria pra lá. Não existia plano de carreira. Nem patrocínio de chuteira. Nada. Havia amadorismo. A bola e o campo eram ruins. Melhorou nos anos 90, com a vinda da Parmalat pro Brasil”, opina o ex-ponta, que também atuou no Corinthians e no Palmeiras.

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pelo brasil

“Podemos brigar pelo bi”, promete Silas Amigo de Zico, treinador foi anunciado pelo Fla antes da derrota para o Guarani

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A

ntes de visitar o Guarani e perder de virada por 2 x 1, com Toninho Barroso como treinador interino, o Flamengo anunciou a contratação de Silas. O técnico, que deixou o Grêmio no último dia 8 (na zona de rebaixamento), esteve no Brinco de Ouro pra acompanhar o Fla. Em entrevista ao site oficial do clube, o novo chefe sonhou grande. “Ainda há muito tempo pra lutarmos pelas primeiras posições. O elenco é qualificado e podemos brigar, sim, por uma vaga no G4 e até pelo bi. Temos que pensar alto”, analisou Silas. O treinador afirmou que pretende manter as tradições. “Não podemos mudar a cara do clube. No Grêmio, quando cheguei, sempre me pediram um time guerreiro. No Flamengo, tem que se jogar para frente. Era a forma de jogar do Zico aqui, era como na minha época. Vou tentar implementar isso. Sem deixar de me preocupar com a parte defensiva”, esclareceu o novo comandante, que jogou ao lado de Zico na Copa de 1986.

O Flamengo conseguiu terminar a etapa inicial em vantagem, gol de Jean, após escanteio cobrado por Petkovic. Ricardo Xavier podia empatar pro Bugre, de pênalti, mas Marcelo Lomba pegou. A igualdade veio aos 45min do 2º tempo, quando Aílson escorou e Giovani marcou. A virada foi aos 47min, com Reinaldo.

Lomba defende pênalti de Ricardo Xavier

Empate mantém o Grêmio na zona de rebaixamento (2)

O atleticano Manoel tomou duas entortadas de Jonas

k

Atlético-PR e Grêmio empataram ontem na Arena da Baixada em 1 x 1, gols de Maikon Leite e Vilson. O resultado manteve o Grêmio na zona de rebaixamento — tem 16 pontos, em 18º lugar. O Furacão é o 12º colocado, com 21 pontos. Aos 11min, o Grêmio teve a primeira oportunidade de gol. Jonas recebeu na área, cortou duas vezes o zagueiro Manoel, mas chutou por cima. Aos 18min foi a vez de Maikon Leite, que entrou pela direita e chutou firme. Victor espalmou e no rebote Branquinho isolou a bola.

O gol atleticano saiu aos 35min. Paulo Baier recebeu na entrada da área e deixou Maikon Leite na cara do gol. Ele driblou o goleiro e marcou um golaço. No segundo tempo, o Grêmio começou pressionando, com um gol de Borges anulado por impedimento aos 4min. O gol de empate só saiu aos 14min. Leandro cobrou falta na cabeça de Vílson, que desviou para o gol. A última boa chance foi aos 38min. Baier recebeu na entrada da área, dominou de letra e chutou com perigo. Victor fez a defesa.

(3)

Vadinho garantiu o empate para o Avaí

Atlético-GO quase deixa a degola

k

Por pouco o AtléticoGO não deixou a zona de rebaixamento. O Avaí saiu na frente, com Vandinho aos 20min. Oito minutos depois, Elias recebeu na área, cortou pra dentro e empatou o jogo. No final do 1º tempo, o camisa 10 do Atlético limpou dois, chu-

tou de fora da área e marcou um golaço no ângulo esquerdo. Mas, aos 26min do 2º tempo, Vandinho completou cruzamento e empatou. Com o resultado, o Atlético-GO permanece na zona de degola. O Goiás, que demitiu Leão, é o lanterna.

(1 ) D enny Ce sa re / Futur a P re s s | (2) Denis Ferreir a Net to/Futur a Pr e s s | (3 ) Ca rlo s C o sta /Futur a Pr e s s

O jogo


SE G U NDA- FE IR A , 3 0 DE AG O STO DE 2 0 1 0 | J O R NAL P L ACAR

são paulo DA TÁTICA À PRÁTICA Por Arnaldo Ribeiro AGORA É FÁCIL...

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Tricolor empata e ajuda Timão Fluminense entrou no Maracanã com pinta de golear

L

(2) (1 )

... explicar a “crise do São Paulo”. Jurei que não escreveria sobre o tema no jornal, mas não resisti após dissecar as análises de colegas durante a semana — a matéria completa sobre o ocaso tricolor está na revista de setembro, esta semana nas bancas. O que vou dizer aqui eu já disse na ESPN e aos mais próximos assim que o time apanhou feio no Paulistão: a classificação à semifinal da Libertadores por conta do único jogo bom do time na temporada (contra o Cruzeiro, no Mineirão) apenas mascarou, por meses, a trágica temporada que se avizinhava (e que agora se confirma). Há tempos é possível saber que: 1) o futebol ficaria em segundo plano por causa do Morumbi 2014; 2) o dinheiro para investimento seria escasso; 3) o time não encaixaria porque a diretoria pensou em uma equipe (com três zagueiros, mais alta e experiente) e o treinador, Ricardo Gomes, em

Fernandão fez o gol da virada, mas a vitória escapou

outra (mais baixa e leve, com dois zagueiros). A partir dessas premissas e de uma sucessão de outros erros (contratações e dispensas

íder e invicto há 13 rodadas, o Fluminense recebeu um São Paulo destroçado. Promessa de goleada? Era a chance de Muricy e Washington se vingarem da exequipe — Fred continua se recuperando fisicamente, por isso o Coração Valente continuou no time. O Tricolor do Rio não tinha o matador Emerson, ao passo que o paulista perdeu Ricardo Oliveira e Dagoberto, contundidos. O duelo, eletrizante, acabou 2 x 2. Os corintianos, concorrentes do Flu no topo, comemoraram. Ceni cobrou falta e Fernando Henrique espalmou. Aos 9min, Júlio César recebeu passe de Conca dentro da área, centrou rasteiro e Deco, com liberdade, tocou pro fundo da rede. Foi o primeiro gol do luso-brasileiro na volta a seu país de origem. Um minuto depois, Fernandinho bateu de perna direita, Fernando Henrique não alcançou e Júlio César salvou o gol de empate. O garoto Marcelinho obrigou FH a mais uma defesa. Em nova falta da entrada da área, o empate. Ceni cobrou com categoria no canto esquerdo de FH, que ficou atrás da barreira. A virada veio 60 segundos depois. Richarlyson centrou pra área, o goleiro carioca saiu caçando borboleta e Fernandão, livre, cabeceou no ângulo esquerdo. No 2º tempo, a 1min, a igualdade quase rolou quando Diogo foi desarmado na área. A bola sobrou pra Rodriguinho, que castigou pra grande defesa do capitão são-paulino. Aos 6min, Júlio César levantou e Conca mergulhou pra cabecear à esquerda do gol de Ceni. Aos 14min, o empate: Conca centrou pra Leandro Euzébio igualar de cabeça. A virada não ocorreu porque, após pênalti de Ricky, Washington cobrou fraco e Ceni pegou. Grande duelo de tricolores.

equivocadas, panelinhas, falta de comando,

foi. Não disputará, pela primeira vez desde 2004, a Libertadores. Cair para a série B

(1 ) WAGNER MEIER /F OTOA RENA | (2) RENATO P IZZUT TO

seria o fim. O Projeto 2011 está definido por Juvenal Juvêncio: criar um time novo, usando a base, com um técnico tampão. Péssimo momento para apostar nos moleques. Se eles tiverem o respaldo dos mais experientes, se Rogério Ceni e Cia tiverem motivação para jogar Copa do Brasil e Sul-americana ano que vem, até que é possível. Caso contrário...

ARNALDO RIBEIRO É REDATOR-CHEFE DA REVISTA PLACAR.

OPINIÃO DO JOGO

OS GOLS

m R. CENI

9’ DO 1º

Grande jornada. Voltou a marcar um gol de falta. Quase entregou um gol, mas pegou pênalti depois.

k FERNANDÃO

Correu, lutou e voltou a marcar após cinco jogos. Foi trocado por Cléber Santana no início do 2º tempo.

q F. HENRIQUE Mais uma vez mostrou ser um goleiro inconstante. Ficou atrás da barreira no primeiro gol e caçou borboleta no segundo.

FLUMINENSE

1 x 0 Júlio César recebe de Conca na área, cruza rasteiro e Deco, livre, chuta para o gol.

SÃO PAULO

34’ DO 1º

29/8/2010 - Maracanã (Rio de Janeiro, RJ)

1 x 1 Rogério Ceni cobra falta com categoria,

J: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS)

por fora da barreira, no canto esquerdo de FH. 35’ DO 1º

1 x 2 Richarlyson cruza para a área, Fernando Henrique sai caçando borboleta e não alcança; Fernandão, livre, cabeceia no ângulo esquerdo. 14’ DO 2º

2 x 2 Conca cobra falta para dentro da área e Leandro Euzébio mete a cabeça. Rogério Ceni toca na bola, mas não evita o empate.

2 2

Renda: R$ 702 780 P: 25 518 CA: Mariano, Marcelinho e Richarlyson FLUMINENSE: Fernando Henrique, Mariano, Leandro Euzébio, André Luis e Julio Cesar; Diogo, Fernando Bob, Belletti (Rodriguinho int.), Deco e Conca; Washington. T: Muricy Ramalho. SÃO PAULO: Rogério Ceni, Renato Silva (Jorge Wagner 35/2º), Xandão, Miranda e Junior Cesar; Jean, Rodrigo

SÃO PAULO NO CELULAR envie a mensagem: GOLTRICOLOR para 22745

afundou. Será rebaixado? Na verdade, já

jogadores “em fim de ciclo” etc.), o São Paulo

NOTTRICOLOR para 22745

VOCÊ SÓ PAGA R$ 0,31 POR MENSAGEM RECEBIDA.

Souto, Richarlyson e Marcelinho; Fernandinho (Marlos 19/2º) e Fernandão (Cléber Santana 7/2º). T: Sérgio Baresi.


jo r nal pl aca r | SEG U N Da-feir a , 30 de AG O STO de 20 1 0

22

são paulo

Ceni breca Washington e fica a 10 do 100

F

oi a primeira vez que Washington enfrentou a exequipe. E Rogério Ceni. O duelo foi bom. O Coração Valente fez um bom jogo. Foi acionado 22 vezes e desarmado em seis. Aos 32min, teve a chance de marcar em cruzamento de Deco, mas testou para fora. Ceni esteve em noite inspirada. Voltou a marcar um gol, coisa que não acontecia desde 21 de março, nos 3 x 0 sobre o Mogi Mirim — chegou a 90. Antes, quase fez outro. FH

pegou. Quando o São Paulo vencia, saiu jogando errado, mas Rodriguinho perdeu. Aos 27min do 2º tempo, Richarlyson fez pênalti. Washington se mostrou ansioso: bateu fraco, rasteiro, Ceni pegou. “Fui bem no lance”, reconhece Ceni. “Logo hoje, né? Me sinto responsável por esse empate. O Rogério foi muito bem. Eu bati forte, no canto, e ele defendeu”, falou Washington. Para Rogério, o jogo de ontem foi provavelmente o seu último no Maracanã, que vai fechar pra reforma.

foto: Wagne r Me ie r /Fotoare na

Goleiro, que não marcava desde março, defendeu penalidade do centroavante

Noite de Ceni: um gol de falta e um pênalti defendido

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CARRINHO Por Maurício Barros GOSTO DE JILÓ (2)

RICARDO OLIVEIRA

A homenagem do Barcelona a Ronaldinho Gaúcho na quarta-feira passada, em amistoso contra o Milan, foi decantada de forma unânime na imprensa daqui e de lá. O que o clube e a torcida fizeram, reafirme-se, foi louvável. Mas não consegui olhar o episódio senão sob o ponto de vista do Gaúcho. E em vez do aroma estupendo da paella, o que deveria ter sobrado na língua do camisa 88 do time italiano, após o jogo, é, isso sim, um buquê de jiló. Ronaldinho fez 30 anos em março. Mas é uma caricatura de si mesmo desde os 26, quando disputou de maneira pífia a Copa da Alemanha. Ele foi um estupendo fenômeno de três anos, atuando com arte e intensidade assombrosas,

Ricardo Oliveira Posição: atacante Idade: 30 anos Nascido em: São Paulo (SP) Altura: 1,80 m Peso: 82 kg Clubes: Portuguesa (1999 a 2002), Santos (2003), Valencia-ESP (2003 a 2004), Betis-ESP (2004 a 2006 e 2009), São Paulo (2006 e desde 2010), Milan-ITA (2006 a 2007), Zaragoza-ESP (2007 a 2009) e Al-Jazira-EAU (2009 a 2010) Títulos: Campeonato Espanhol (2003-04), Copa da Uefa (2003-04), Copa América (2004), Copa do Rei (2004-05), Copa das Confederações (2005) e Liga dos Campeões (2006-07)

ENTREVISTA: RICARDO OLIVEIRA

‘Vou pra seleção. Não sei quando’

U

m mês depois de sua volta ao Brasil (ele ficou um ano no AlJazira, dos Emirados Árabes), o atacante Ricardo Oliveira, de 30 anos, pensa grande. Nem o diagnóstico de tendinite no joelho esquerdo, operado em março, abala sua confiança num futuro melhor — pra ele e para o Tricolor. Ewerton Araujo

a ponto de elevar o status do Barcelona no futebol mundial, principalmente depois da conquista da Liga dos Campeões em 2006. Comparado ao que realizou dentro de campo

(1 ) WAGNER CA RM/ VIP C OMM | (2) DENIS DOYLE / GET T Y IMAGE S | (3) LUCAS UEBEL / VIP C OM M

nesse período, o que o Gaúcho tem feito nos últimos anos é menos que nada. De craque imprevisível, goleador e com forma física

Quais são suas expectativas no São Paulo? Uma das minhas expectativas era ser campeão da Libertadores, mas não deu. Agora espero crescer no Campeonato Brasileiro e chegar no G4. Primeiro pensar nessa possibilidade de estar entre os quatro; depois a gente vai olhar para o primeiro colocado, ver quantos pontos estamos atrás e tentar tirar essa diferença pra brigar pelo título.

O São Paulo precisa de um camisa 10? Tem se falado muito da saída do Hernanes, que falta um meia, que a bola não chega nos atacantes. É só pegar os jogos contra o Atlético-PR (1 x 1) e o Cruzeiro (2 x 2): criamos muito, tivemos chances de gol, bola na trave, o Cléber Santana fez gol... A bola tá chegando. Mas time grande é assim: precisa ter um camisa 10, um cara que põe a bola lá, se não acabam dizendo que falta. Mas na verdade o time está criando, eu estou tendo oportunidades de gol. O que acha de Baresi no comando? Eu acho que é o cara certo. Um cara que trabalha bem, que conhece esquema tático, que tem uma boa proposta de trabalho, que tem um grupo forte na mão e que está tentando impor sua filosofia. No que

depender de nós (e nós queremos isso porque a situação em que estamos não é legal), vamos dar todo apoio para ele. Entrar e vencer os jogos. Pretende voltar a jogar na Europa? Não. Minha cabeça está voltada para cá. Tenho um contrato até dezembro com a possibilidade de prorrogar. E não gosto de queimar etapas. Se no final da temporada for da vontade do São Paulo me comprar, eu ficaria muito satisfeito. Tenho um ambiente legal de trabalho, é um clube onde eu me identifico de verdade, tenho carinho e respeito por este clube. Outra coisa: seleção. Acho que se eu mantiver esse ritmo de fazer gol, de jogar bem, tenho certeza de que vou ter uma oportunidade. Não sei quando...

exuberante, virou um fantasma que vaga pelo lado esquerdo do campo, driblando para trás

(5)

“Por causa de um jogo, eu não sirvo”

e chuveirando na área. Enquanto se jogava a Copa na África, foi triste vê-lo batendo bola nas

k

praias do Rio com a barriga fugidia à mostra. Pode um jogador com tamanho talento cair tanto de nível? Desencanar desse jeito? Essas já são perguntas velhas. A nova é: pode alguém que é titular do Milan, com alguns anos ainda de carreira pela frente, não se incomodar em receber uma homenagem de ex-jogador? MAURÍCIO É REDATOR-CHEFE DA REVISTA RUNNER’S WORLD.

Cléber Santana está indignado

Crucificado pela torcida, Cléber Santana negou as acusações de que, após a goleada sofrida contra o Corinthians, ele estivesse com Renato Silva numa balada na zona oeste. Ex-Atlético de Madri, o volante, que teve que dar explicações a um grupo de torcedores dentro do CT, contou ao Jornal PLACAR

que na Europa uma situação como essa é inadmissível. “Nunca passei por isso na Espanha. Tudo bem, com conversa a gente se entende. Eu sou um exemplo de bom comportamento.” Incomodado com a reserva, o jogador chegou a treinar longe do grupo por ser dado como certo no Fluminense, mas foi rein-

tegrado e não engrenou. Seria como voltar com uma ex-namorada com quem você brigou? “Não. Trabalho por esse recomeço aqui dentro. A diretoria cumpriu tudo o que prometeu. Ninguém aqui tem nada pra reclamar. Mas, por causa de um jogo, eu não sirvo”, ironizou. Bruno Favoretto


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MUNDão

DIA DE FÚRIA Por Bruno Favoretto

LA CORUÑA, O SÃO CAETANO ESPANHOL (2)

Liga das Estrelas esquece popstars e aposta nos jovens Atlético tenta frear Real e Barça, que levaram 16 das últimas 20 taças (1 )

Nos anos 90, uma das camisas mais vistas pelas ruas do Brasil era a do Deportivo La Coruña — na época, a maioria da molecada que vestia o manto do clube da Galícia não fazia ideia que existia o do Chelsea, um dos mais vendidos hoje. Mas não foi por acaso.

Tratava-se do time de Bebeto e Mauro Silva, que tinha acabado de subir para a primeira divisão. Os brasileiros chegaram pra jogar a temporada 1992-93 sem pirar em título. Lideraram, mas terminaram em terceiro. No ano seguinte, o time galego se afirmou como

No último minuto da última rodada, contra o Valencia, Bebeto ganhou fama de pipoqueiro ao “deixar” o zagueiro Djukic perder um pênalti — o título ficou com o Barça. Djukic disse que só “conseguiu a paz na alma” quando conseguiu ser campeão espanhol (1999-00), ao lado de Djalminha, Flávio Conceição e Mauro Silva. A boa fase durou até 2003-04, quando os galegos pararam na semi da Liga dos Campeões — antes, eliminaram o poderoso Milan com goleada.

O último título foi o bi da Copa do Rei (200102). Hoje, a situação é muito diferente, com risco até de rebaixamento, como rolou com o Azulão. Até o site do La Coruña é fraco. Pra piorar, Filipe Luís foi pro Atlético. A esperança é o volante Juca (ex-Botafogo). BRUNO FAVORETTO É REPÓRTER DO JORNAL PLACAR.

Messi faz o primeiro dos 3 x 0 do Barcelona em cima do Racing Santander, na abertura do Campeonato Espanhol

A

tlético de Madri e Sporting Gijón fecham hoje a primeira rodada do Campeonato Espanhol. A Liga das Estrelas ainda tem craques, mas as aquisições feitas neste verão europeu foram bem mais modestas que na temporada passada, quando o Barcelona trouxe Ibrahimovic e o Real contratou os galácticos Kaká, Cristiano Ronaldo e Benzema. O único popstar da bola que chegou a Santiago Bernabéu foi o português José Mourinho, técnico multicampeão no Porto, no Chelsea e na Inter-ITA. Alguém duvida que ele conseguirá impedir o tri catalão? Os madridistas estão otimistas porque nenhum astro deixou o clube, a não ser pelo fator idade, casos dos ídolos Raúl e Guti, que

já atuavam na metade da década passada. Os investimentos foram feitos em jovens promessas, como os alemães Ozil e Khedira e o argentino Di María. Tudo pra rivalizar com os garotos do Barça, base da Espanha campeã mundial, que terão a companhia de David Villa (ex-Valencia). Esses clubes devem polarizar a disputa, mas o Atlético de Forlán e Aguero está melhor com o brasileiro Filipe Luís. “Pobre”, o segundo pelotão formado por Valencia, Villarreal, La Coruña e um enfraquecido Sevilla briga por vagas nas competições continentais. O clube andaluz segurou Luís Fabiano, mas quem viu a eliminação na Liga dos Campeões, em casa, diante do Braga-POR, sabe que é o pior time rojiblanco dos últimos anos.

(3)

O Real Madrid de Cristiano Ronaldo ficou no zero contra o Mallorca

(1 ) R AFA R IVAS/A FP PH OTO | (2) R EP ROD UCAO/ FUTBOLISTAD IGITAL . | (3 ) MANU M IELNIE ZUK /AP P HOTO

uma espécie de São Caetano espanhol.


SE G U NDA- FE IR A , 3 0 DE AG O STO DE 2 0 1 0 | J O R NAL P L ACAR

15 25

(1 ) A ND REW YATE S/AFP P HOTO | (2) A NDR E AS S O L A RO /AF P PHOTO | (3) HERMANN J. KNIPP ERTZ /AP PH OTO | (4) FR A NK P ERRY/ A FP P HOTO | (5) OL A F KR A A K

OS FAVORITOS

OS COADJUVANTES

OS CONDENADOS

BARCELONA

SEVILHA

MÁLAGA

Tudo vai bem com a base montada por Guardiola, atual bi espanhol. O Barça não tem mais Henry e Rafa Márquez, que foram pro New York Red Bulls, mas trouxe um dos artilheiros da última Copa, David Villa. Conta com os brasileiros Dani Alves, Maxwell e Adriano (ex-Sevilla).

Quarto colocado no último campeonato, o time de Luís Fabiano perdeu Adriano pro Barcelona, mas manteve Navas, campeão mundial com a Fúria. O destaque entre as contratações fica pro veterano uruguaio Chevanton. Missão difícil pro técnico Antonio Álvarez.

Com 37 pontos em 38 jogos na última temporada, Los Boquerones foram o primeiro time fora da zona de rebaixamento. Lutam pra não cair com os brasileiros Galatto (ex-Grêmio), Wellington (ex-Paraná) e Sandro Silva (exPalmeiras), além do venezuelano Rondón (ex-São Paulo).

REAL MADRID

VILLAREAL

LEVANTE

Com a chegada do técnico Mourinho, o Rei Midas da bola, não há dúvida de que o time estará mais forte. Modificado, já que legendas como Raúl e Guti partiram, mas com a juventude dos alemães Ozil e Khedira e do argentino Di María, além de Ricardo Carvalho, xerife do técnico desde o Porto.

O Submarino Amarelo perdeu o francês Pires os uruguaios Godín e Eguren, mas repôs com Marchena e Valero. Eles farão companhia a Nilmar e Marcos Senna. No ataque, o italiano Rossi ganhou a concorrência do americano Jozy Altidore. O time deve brigar por vaga na Liga Europa.

Terceiro na segundona, o time valenciano só subiu porque tinha saldo melhor que o Bétis. Recebeu por empréstimo do primo rico da cidade Nacho González, uruguaio que quase foi pro Tricolor, e Del Horno. Los Granates confiam no meia Valdo, de Cabo Verde, e tentam trazer Vieri. É pouco.

ATLÉTICO DE MADRI

VALENCIA

HÉRCULES

Campeões da Liga Europa, Los Colchoneros não ganham o Nacional desde 1995-96, mas conseguiram segurar ninguém menos que Diego Forlán, o melhor jogador da Copa do Mundo, além do argentino Aguero. Com o uruguaio Godín e o brasileiro Filipe Luís como novidades, correm por fora.

Fazia tempo que a equipe não se mostrava tão fraca. Perdas consideráveis como os campeões do mundo David Villa, David Silva e Marchena, além do ídolo Baraja, deixaram o técnico Unai Emery pouco otimista. Sobraram nomes envelhecidos como César, Miguel e Albelda.

Promovido após 13 anos na Liga Adelante (segunda divisão), a equipe de Alicante só subiu porque Enrique Ortiz, principal acionista, “comprou” o goleiro do Córdoba — o esquema foi flagrado em escutas telefônicas. Mesmo que não haja punição, Los Blanquiazules são muy fracos.

GIRO (1 )

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Inglês Sem Balotelli, que sofreu um acidente de carro no sábado, e Robinho, de saída, o Manchester City de Tevez levou 1 x 0 em casa do Sunderland aos 48min do 2º tempo. Fernando Torres salvou o Liverpool, que perdeu Mascherano pro Barcelona, contra o West Bromwich (1 x 0). Ainda ontem: Bolton 2 x 2 Birmingham e Aston Villa 1 x 0 Everton.

Italiano A Juventus iniciou a temporada como terminou: mal. Em Bari, Felipe Melo caiu junto com o time por 1 x 0, golaço de Donati. Hoje, a pentacampeã Inter visita o Bologna no fechamento da rodada.

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Alemão Em casa, Ballack e seu Bayer Leverkusen sucumbiram diante do Borussia Monchengladbach, que fez 6 x 3. O campeão Bayern tomou 2 x 0 do Kaiserslautern no sábado.

Espanhol O centroavante francês Trezeguet, de 32 anos, que se desvinculou no sábado da JuventusITA, chega hoje a Alicante pra assinar com o Hércules, caçula da primeira divisão.

(4 )

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Holandês Com três gols do uruguaio Luis Suárez, que foi destaque da Copa, o Ajax enfiou 5 x 0 no De Graafschap, fora, e passou a dividir a liderança do campeonato com o rival PSV.


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especial

Como seria o Campeonato

Simulamos equipes com os melhores jogadores de cada estado; comp e SELEÇÃO DE SÃO PAULO 1 2 3 4 6 5

SELEÇÃO DO RIO DE JANEIRO 1 2 3 4 6 5

8 Elano (Galatasaray-TUR) 10 Diego (Juventus-ITA) 7 Robinho (M. City-ING) 9 Luís Fabiano (Sevilla-ESP) 11 Neymar (Santos)

Marcos (Palmeiras) Cicinho (Roma-ITA) Luisão (Benfica-POR) Breno (B. de Munique-ALE) Roberto Carlos (Corinthians) Thiago Motta (Inter-ITA)

1 3

2

8 Rodrigo Souto (São Paulo) 11 Ramires (Chelsea-ING) 7 Vágner Love (CSKA-RUS) 9 Ronaldo (Corinthians) 10 Adriano (Roma-ITA)

Júlio César (Inter-ITA) Rafael (M. United-ING) Juan (Roma-ITA) Thiago Silva (Milan-ITA) Marcelo (Real Madrid-ESP) Jucilei (Corinthians)

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SELEÇÃO DO RIO GRANDE DO SUL 1 2 3 4 6 5

SELEÇÃO DE MINAS GERAIS

Fernando Prass (Vasco) Maicon (Inter-ITA) Bolívar (Internacional) Danny Morais (Botafogo) Michel Bastos (Lyon-FRA) Mineiro (Schalke 04-ALE)

1 2 3 4 6 5

7 Paulo Baier (Atlético-PR) 8 Anderson (M. United-ING) 10 Ronaldinho Gaúcho (Milan-ITA) 11 Éderson (Lyon-FRA) 9 Carlos Eduardo (Hoffenheim-ALE)

Gomes (Tottenham-ING) 8 Sandro (Tottenham-ING) Jonathan (Cruzeiro) 7 Mancini (Inter-ITA) Werley (Atlético-MG) 10 Danilo (Corinthians) William (Corinthians) 9 Fred (Fluminense) Fernandinho (Atlético-MG) 11 Afonso Alves (Al-Sadd-CAT) Gilberto Silva (Panathinaikos-GRE)

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H

ouve um tempo em que nossa competição mais importante era o Campeonato Brasileiro de Seleções. A primeira edição aconteceu em 1923, com vitória paulista. Mas a disputa começou a perder importância no fim dos anos 50, quando a Taça Brasil (equivalente à atual Copa do Brasil) ganhou projeção. Depois de 1963, quando os minei-

9

11

(4)

ros venceram, o torneio só voltou a acontecer em 1987 — vitória carioca pela 14ª vez. Completam a galeria de campeões os paulistas, com 11 taças, e mineiros e baianos com uma cada. A convocação não era feita pelo local de nascimento, e sim pela filiação clubística. Mas, para que a disputa hipotética não ficasse desequilibrada, imaginamos as seleções conforme o estado de origem de

cada boleiro (veja os campinhos acima).

Americano campeão O Rio venceu a última edição em 1987, mas nada de Dinamite ou Zico em campo. O estado foi representado pelo Americano, clube de coração do então presidente da Federação Carioca, Eduardo Viana, o Caixa D’água. O time de Campos, então campeão

brasileiro da série C, fez 1 x 0 nos paulistas no estádio Godofredo Cruz, casa do Fantasma (apelido do Americano). Amarildo fez o gol do título, em jogo realizado em 2 de fevereiro de 1988 para 1953 pagantes. São Paulo não tinha a força máxima, mas contava com Biro-Biro e Silas, além do goleiro Carlos. Rubens Minelli era o técnico. Bruno Favoretto

(1 ) JO SÈ LUIZ BORGE S/FUTUR A PR E S S | (2) LUIS VER A /L ATINC O NTENT/GET T Y IMAG E S | (3) JEFFERS ON C O PPO L A /FOLH A IMAG EM | (4) RENATO P IZZUT TO

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o Brasileiro de seleções

p etição substituía o campeonato nacional e não acontece desde 1987 SELEÇÃO DO PARANÁ

SELEÇÃO DE PERNAMBUCO 1 2 3 4 6 5

Rogério Ceni (São Paulo) Alessandro (Corinthians) Naldo (Werder Bremen-ALE) Miranda (São Paulo) Belletti (Fluminense) Kléberson (Flamengo)

1 2 3 4 6 5

8 Tcheco (Corinthians) 10 Alex (Fenerbahçe-TUR) 7 Dagoberto (São Paulo) 9 Nilmar (Villarreal-ESP) 11 Alexandre Pato (Milan-ITA)

1 3

2

8 Hernanes (Lazio-ITA) 11 Juninho Pernambucano (Al-Gharafa-CAT) 10 Rivaldo (Bunyodkor-UZB) 7 Carlinhos Bala (Atlético-GO) 9 Ciro (Sport)

Bosco (São Paulo) Marquinhos Paraná (Cruzeiro) Igor César (Sport) Ricardo Rocha (aposentado) Lúcio (Grêmio) Josué (Wolfsburg-ALE)

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7 11

9

9

7 Bandeira Nacional Brasileira

(1 ) FER NANDO SANTO S/FO LHA IMAGEM/ FOLHA P RE S S | (2) HAS SA N A MMAR /AP P HOTO | (3) ALE X AND R E BAT TIBUGLI | (4) JA MIE MCD O NA LD/ GET T Y IMAG E S

(1 )

(2)

SELEÇÃO DA BAHIA

SELEÇÃO DO RESTO DO BRASIL 1 2 3 4 6 5

Fábio Costa (Atlético-MG) Daniel Alves (Barcelona-ESP) Zé Luis (Atlético-MG) Wallace (Vitória) Carlinhos (Fluminense) Pierre (Palmeiras)

8 Jorge Wagner (São Paulo) 7 Robert (Cruzeiro) 9 Liedson (Sporting-POR) 10 Borges (Grêmio) 11 Obina (Atlético-MG)

1 2 3 4 6 5

UN

Fábio (MT) (Cruzeiro) Vítor (AL) (Palmeiras) Lúcio (DF) (Inter-ITA) Pepe (AL) (Real Madrid-ESP) Richarlyson (RN) (São Paulo) Lucas (MS) (Liverpool-ING)

1 3

2

1 4

6

3

2

8

6

8

7 10

10

9

4 5

5 7

8 Ganso (PA) (Santos) 7 Marquinhos (SC) (Santos) 10 Kaká (DF) (Real Madrid-ESP) 11 Fernandão (GO) (São Paulo) 9 Washington (DF) (Fluminense)

11

(3)

9

11

(4)

1

vez Pelé venceu o torneio (em 1959) jogando por São Paulo

1929

foi o ano em que as finais deixaram de ser somente no Rio

14

0%

títulos tem o Rio (o estado de aproveitamento teve mais antiga Guanabara), a seleção de Rio Branco o maior vencedor (atual Roraima) em 1959


JO R NAL PL ACA R | SEG U N DA-FEIR A , 30 D E AG O STO D E 20 1 0

28 arquivo

Temas inesquecíveis retratados em quatro décadas de PLACAR

Sócrates jogou por 2 Corinthians num dia só Doutor vestiu a camisa alvinegra e depois a rosa e marrom do time inglês que “batizou” o Timão (1 )

(2)

(2)

Rivellino: uma rara parceria com o Doutor (2)

35 jogadores de diferentes gerações (3)

C

inco dos 11 jogadores que integram o time dos sonhos do Corinthians acordaram cedo no dia 5 de junho de 1988 para, às 10h, enfrentar o xará inglês que deu ori-

gem ao nome do clube. A festa no Pacaembu era para o Corinthian-Casuals, 106 anos depois de sua fundação e quase 80 após a primeira visita deles ao Brasil. Sócrates vestiu os dois uniformes: o branco e preto do brasileiro e o rosa e chocolate do inglês nos 15 minutos finais, atendendo a um pedido dos britânicos. Foi do Doutor também o único gol do jogo, ao encobrir sutilmente o goleiro inglês Metcalfe. “Nunca tomei um gol tão bonito”, disse. “Esperava um chutão.” Estavam escalados Claudio Christovam do Pinho, Sócrates, Rivellino, Wladi-

...e depois jogou, de rosa e chocolate, a pedido dos rivais e xarás ingleses

mir e Zé Maria. Da arquibancada, espiavam outros três: Domingos da Guia, Gilmar e Goiano. No banco, o histórico Oswaldo Brandão comandava o time. Dos heróis de 1977, seis estavam lá. Outros dois, Vaguinho e Basílio, machucados, apenas assistiam. Na distribuição das camisas, Benê, centroavante dos anos 60, rejeitava um número. “Só sobrou o 24? Eu, hein! Você acha que vou usar esta depois de velho?”, disse, brincando, para o roupeiro Paulo. A camisa acabou usada por Tião, um dos 35 jogadores convidados para o amistoso.

Brandão não sabia quem escolher. Optou por primeiro escalar os veteranos. “Mas em cinco minutos estaremos perdendo por 5 x 0”, previa Carbone, um dos heróis do título do 4º Centenário, em 1954. “Como é festa, peço pro juiz anular os cinco”, brincou o técnico. Ao final da partida, Maurice Coop, presidente do Corinthian-Casuals, estranhou ao receber um troféu. “Mas nós não perdemos?”, questionou. “Foi uma festa incrível”, descrevia Sócrates. “Pena que não tenha dado tempo para matar toda a saudade.”

Cláudio: o maior goleador corintiano

EM JUNHO DE 1988... (4 )

Nuno Leal Maia, depois de viver o bicheiro Tony Carrado na novela Mandala, aceitava ser supervisor do departamento de juniores do Bangu. “Vai ser melzinho na chupeta, não há mistério”, dizia o ator. Foi demitido naquele mesmo ano.

Reinaldo José de Lima , o maior goleador da Era Mineirão, encerrava a carreira aos 31 anos de idade jogando em um amistoso entre os veteranos do Atlético-MG e os do Cruzeiro. Apenas 4 411 torcedores compareceram ao estádio para prestigiar o “velho” Rei.

(1 ) RICA RD O C OR RE A | (2) ORL AND O KIS SNER | (3) NELS ON C OELHO | (4) R EP RODUÇÃ O

De branco e preto, Sócrates fez um golaço por cobertura...

(1 )


SE G U NDA- FE IR A , 3 0 DE AG O STO DE 2 0 1 0 | J O R NAL P L ACAR

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anote aí

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29

IMAGEM DA SEMANA

CAMPEONATO BRASILEIRO

(1 )

SÉRIE A CLUBE Fluminense Corinthians Santos Internacional Botafogo Cruzeiro Ceará Avaí Palmeiras Vasco Guarani Atlético-PR Flamengo Vitória São Paulo Prudente Grêmio Atlético-MG Atlético-GO Goiás

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

Libertadores

P 37 34 27 27 27 25 25 23 23 23 23 21 21 21 19 16 16 14 14 13

J 17 17 16 16 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17

Sul-americana

V 11 10 8 8 7 6 6 6 5 5 5 6 5 5 4 4 3 4 3 3

ARTILHEIROS

GP 30 29 27 22 27 18 14 27 18 17 20 20 14 21 20 19 20 18 17 14

GC 13 18 21 19 18 15 11 26 18 18 22 27 14 22 22 22 24 30 23 29

SG 17 11 6 3 9 3 3 1 0 -1 -2 -7 0 -1 -2 -3 -4 -12 -6 -15

DATA

JOGO Internacional Vasco Ceará Santos Corinthians Guarani Atlético-MG Fluminense Atlético-GO Atlético-PR

1 1 2 2 2 2 1 2 2 1

x x x x x x x x x x

0 1 2 0 1 1 2 2 2 1

8 GOLS

Botafogo Cruzeiro Prudente Goiás Vitória Flamengo Palmeiras São Paulo Avaí Grêmio

HORA

1/9

19h30 19h30 19h30 21h00 22h00 22h00 22h00 21h00 21h00

2/9

7 GOLS

BRUNO CÉSAR Corinthians

O MELHOR DO BRASIL NO CHILE Paulo Setúbal, vencedor da prova de Slalom supergigante, esquia no 25º Campeonato Brasileiro de Esqui Alpino disputado no Valle Nevado, no... Chile

AGENDA

18ª RODADA

DATA

Ontem

D 2 3 5 5 4 4 4 6 4 4 4 8 6 6 6 6 7 11 9 10

Rebaixamento

17ª RODADA 28/8

E 4 4 3 3 6 7 7 5 8 8 8 3 6 6 7 7 7 2 5 4

JOGO Vitória Grêmio Prudente Goiás Cruzeiro Atlético-PR Fluminense Santos São Paulo

x x x x x x x x x

Internacional Guarani Botafogo Atlético-MG Flamengo Ceará Palmeiras Avaí Atlético-GO

ALECSANDRO Internacional

ROGER Guarani

DIEGO TARDELLI Atlético-MG

W. PAULISTA Cruzeiro

Amanhã

(1 ) MA RK J. TERRILL /AP P HOTO | (2) P HILIP PE DE SMA ZE S/AFP P HOTO

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

Série A

P 34 30 30 30 29 28 28 27 26 24 23 22 21 21 20 18 17 14 13 11

Rebaixamento

J 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17

V 10 9 9 9 8 8 8 8 6 7 7 7 5 4 6 3 4 3 2 3

E 4 3 3 3 5 4 4 3 8 3 2 1 6 9 2 9 5 5 7 2

D 3 5 5 5 4 5 5 6 3 7 8 9 6 4 9 5 8 9 8 12

GP 39 30 23 23 22 31 22 32 26 26 24 28 25 23 20 15 27 21 16 13

SCHWENCK Vitória

GC 16 22 15 23 15 27 26 24 24 23 19 28 22 25 30 19 32 33 31 32

SG 23 8 8 0 7 4 -4 8 2 3 5 0 3 -2 -10 -4 -5 -12 -15 -19

VICTOR CIVITA (1907-1990) Editor: Roberto Civita

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CENTENÁRIO 2 - O Show da Virada no Vale do Anhangabaú começa às 19h30. O metrô funciona até às 2h.

Roberto Civita (Presidente), Thomaz Souto Corrêa (Vice-Presidente), Giancarlo Civita, Jairo Mendes Leal, José Roberto Guzzo Diretor de Assinaturas: Fernando Costa Diretora de Mídia Digital: Fabiana Zanni Diretor de Planejamento e Controle:

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SURFE - Quatro brasileiros tentam parar Kelly Slater na 5ª etapa do Circuito Mundial, no Taiti, às 14h, na ESPN.

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Quinta

BASQUETE - Brasil e Croácia se “matam” no jogo final da fase de grupos do Mundial, às 15h30.

Sexta

SÉRIE B - A Ponte luta com o América em MG às 21h, no SporTV.

SÉRIE B CLUBE Figueirense Bahia América-MG Coritiba Ponte Preta São Caetano Náutico Portuguesa Guaratinguetá Icasa Paraná Clube ASA Sport Brasiliense-DF Duque de Caxias Bragantino Santo André Ipatinga-MG América-RN Vila Nova-GO

CENTENÁRIO 1 - O corintiano pode se divertir no Artilheiros Bar e conferir o lançamento da PLACAR especial 100 Anos de Paixão. Rua Mourato Coelho, 1194, às 20h.

Conselho Editorial:

Quarta

6 GOLS

ELIAS Atlético-GO

Hoje

Sábado

FÓRMULA INDY - Hélio Castroneves, melhor brasuca na tabela, acelera no circuito oval do Kentucky, às 21h. A Band transmite

Alfredo Ogawa

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(2)

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DESPEDIDA - Fla x Santos fazem o último

Domingo jogo do Maracanã antes da reforma, às 18h30.

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A foto ao lado, publicada na pág. 16 da última edição, teve o crédito trocado. O correto é Fernando Martinez/Jogos Perdidos.

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JO R NAL PL ACA R | SEG U N DA-FEIR A , 30 D E AG O STO D E 20 1 0

30

mais esportes VÔLEI

SÓ SE FALA DE OUTRA COISA Por Marcos Sergio Silva

QUEM QUER DINHEIRO?

Meninas levam prata na China Título do Grand Prix ficou com os Estados Unidos

(1 )

Estava todo mundo meio pra baixo no Paysandu até o abnegado Jorge Bode oferecer 50 reais para o atleta que acertasse a bola no travessão. Dez conseguiram, mas o atacante

A

Fernandão foi o único a acertar duas vezes. “Foi difícil, porque a trave é mínima e o gol é grande”, disse. Bode ainda ofereceu 2 500 reais para quem acertasse o travessão do meio de campo. Mas ninguém conseguiu.

Seletrem O Trem do Amapá apresentou o elenco para o Estadual de 2010. Anote o time: Paçoca, Valdeir, Fazendinha, Diela e Neto; Cavalo, Picolé, Resenha, Pelezinho e Linik; Jaqueta. O técnico é Roberto Foguetinho, adepto do moderno 4-2-3-1, muito usado na Copa.

Parabéns O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligou diretamente para Silvio Baroni, autor do hino do Velo Clube Rioclarense, para parabenizar o clube pelos 100 anos, completados ontem. Baroni ficou tão feliz que até gravou uma versão nova da música.

Camisa 77 O ex-botafoguense Diguinho estreou na

Como consolo pelo ouro que não veio (culpa de duas derrotas), Thaísa foi eleita a melhor atacante

seleção feminina de vôlei conquistou ontem a medalha de prata no Grand Prix da China ao vencer as donas de casa por 3 sets a 0, parciais de 25-12, 25-16 e 25-15. Os Estados Unidos conquistaram o tricampeonato com 100% de aproveitamento na fase final batendo o Japão por 2624, 25-20 e 25-23. Jaqueline — maior pontuadora do jogo com 11 pontos, junto com Sheila, Natália e Thaísa — foi eleita a melhor atacante do torneio. Para as brasileiras, a prata foi importante. Com as lesões de peças chaves (Mari, nos ligamentos do joelho, e Paula Pequeno, com fratura no tornozelo), o time perdeu para o Japão e para os Estados Unidos, mas venceu Polônia, Itália e China. “Saio feliz pelo que a equipe apresentou nos últimos jogos”, disse o treinador Zé Roberto. “O Grand Prix nos deixou algumas lições. No início da fase final, tivemos muitos altos e baixos. A derrota para o Japão no primeiro jogo foi crucial”, completou o treinador. “Estamos acostumadas a ver a bandeira do Brasil no lugar mais alto e a ouvir o nosso hino. Isso não aconteceu, mas acho que saímos daqui mais fortes. O grupo mostrou força, poder de reação e recuperação. É assim que vamos nos preparar para buscar o título do Mundial”, disse a líbero Fabi. A seleção foi convidada para participar do próximo Grand Prix, em Macau, também na China, que aumentou de 12 para 16 o número de seleções participantes.

quinta com a camisa 77 do Atlético-GO.

É o meu número da sorte e repetindo ele acredito que terei ainda mais alegrias.”

BASQUETE

Seleção bate Tunísia e pega EUA hoje pelo Mundial da Turquia

k

DESCI. TÔ LÁ EMBAIXO JOGANDO CINUCA. Alan Patrick, do Santos, e seu alfabeto particular no Twitter. MARCOS SERGIO É EDITOR DO JORNAL PLACAR.

A seleção brasileira de basquete venceu ontem a seleção da Tunísia (80 a 65) pelo Mundial da Turquia. Foi a segunda vitória do Brasil no torneio — no sábado, o time estreou com vitória sobre o Irã. Leandrinho, ainda no primeiro quadro, roubou duas bolas e completou com bandejas. Acertou também dois arremessos de três pontos. Os titulares

ganharam descanso no segundo quarto e os reservas mantiveram o nível. A dois minutos do final do jogo, a seleção brasileira abriu 18 pontos e o técnico Rubén Magnano conseguiu voltar com o rodízio dos jogadores. Com o objetivo alcançado de duas vitórias em dois jogos, a seleção terá um jogo mais complicado pela frente, os Estados Unidos hoje às 15h30.

(2)

Os brasileiros João Paulo Batista e Alex: vitória contra a Tunísia

(1 ) DIVULG A ÇÃ O_FIBV | (2) IBR A HIM USTA /AP P HOTO

“Sempre gostei do 7, mas esse já tinha dono.


se G U NDa- fe ir a , 3 0 d e AG O STO d e 2 0 1 0 | j o r nal p l acar

31 fórmula 1 (1 )

O inglês Hamilton não se incomodou com o clima ruim e agora é líder

Hamilton vence e toma ponta de Webber Inglês vence o GP da Bélgica e agora lidera o Mundial de Pilotos; Massa chega em 4º

O

(1 ) Paul G ilham/G et t y Imag e s | (2) P OOL /FR ED D UFO UR /AF P PHOTO

inglês Lewis Hamilton, da McLaren, não teve problemas para vencer o GP da Bélgica, ontem. Com os 25 pontos ganhos, ultrapassou Mark Webber, da Red Bull, no Mundial de Pilotos. Agora o inglês tem 182 pontos, três a mais que o australiano. Hamilton largou em se-

gundo e logo ganhou a posição do pole position, o próprio Mark Webber. O australiano teve problemas para engatar a primeira marcha e caiu para a sétima posição na largada. Mesmo com o incidente, Webber conseguiu se recuperar e fechou o GP em segundo. Atrás dele e completando o pódio, o polonês

Robert Kubica, sétimo no Mundial com 107 pontos. A instabilidade meteorológica no circuito belga de Spa-Francorchamps deixou os pilotos sem saber o que poderia acontecer. Havia previsão de chuva para a corrida, confirmada no final da primeira volta. Rubens Barrichello foi o maior prejudicado: seu carro pa-

tinou na freada na chicane Bus Stop e acertou o de Fernando Alonso. O brasileiro abandonou a prova. Alonso voltou, mas teve outro acidente na 38ª volta e não completou a corrida. A chuva voltou a cair na 34ª volta, e os pilotos provocaram um engarrafamento nos boxes. Hamilton, Kubica, Webber e Felipe Mas-

na quinta volta e também não completou. Massa é o sexto no Mundial, com 109 pontos, e continua atrás de seu companheiro de equipe, o espanhol Fernando Alonso, quarto com 141. Barrichello é o 11º com 30 pontos. Os outros dois brasileiros, estreantes, ainda não pontuaram.

mundial de pilotos

GP 300 de Barrichello não passa da 1ª volta

(2)

k

O brasileiro Rubens Barrichello percorreu apenas dois minutos de seu 300º GP na Fórmula 1, ontem na Bélgica. Ele se acidentou ainda na primeira volta, quando a chuva começou. Naquele momento, Rubinho era o nono. Seu carro patinou na freada para a chicane Bus Stop e bateu no do espanhol Fernando Alonso. “Não tinha noção de que a pista estava molhada e não consegui parar o carro. Não tinha experiência que dissesse como estava ali. Tem dia que a chuva ajuda e dia que não”, disse Barrichello.

sa continuaram na disputa. Na volta seguinte, os quatro foram para os boxes. O australiano superou Kubica e ficou com a segunda colocação, enquanto Hamilton sobrava na ponta. Dos brasileiros, somente Felipe Massa e Lucas di Grassi concluíram. Massa foi o quarto e di Grassi, 17º. Bruno Senna rodou

PILOTO

PAÍS

Equipe

PTS

1 Lewis Hamilton

ING

McLaren

182

2 Mark Webber AUS Red Bull

179

3 Sebastian Vettel ALE Red Bull

151

4 Jenson Button

147

ING

McLaren

5 Fernando Alonso ESP

Ferrari

6 Felipe Massa

BRA

Ferrari

7 Robert Kubica

POL Renault

104

8 Nico Rosberg ALE

Mercedes

9 Adrian Sutil ALE

Force India

45

10 Michael Schumacher ALE

Mercedes

44

11 Rubens Barrichello

BRA

Williams

30

12 Kamui Kobayashi

JAP Sauber

13 Vitaly Petrov RUS Renault 14 Vitantonio Liuzzi

ITA

Force India

15 Nico Hulkenberg ALE Williams

O que era para ser um marco na carreira de Barrichello virou frustração

141 109 102

21 19 13 10

16 Sebastien Buemi SUI Toro Rosso

7

17 Pedro de la Rosa ESP Sauber

6

18 Jaime Alguersuari ESP Toro Rosso

3


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EDIÇÃO 198