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EDIÇÃO 172

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QUINTA-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2010 WWW.PLACAR.COM.BR

“Técnico pop” sai como herói da guerra contra a TV Globo Ataque do Brasil tem licença para bater

(1 )

FALTAM

5

JOGOS PARA O

HEXA

Por Daniel Alves, Dunga ‘trai’ Ramires

Elano tentou treinar e não conseguiu. Vaga dele contra Portugal pode romper o pacto com os reservas Alemanha x Inglaterra fazem o maior clássico das oitavas

Estados Unidos e Gana botam uma zebra na semifinal

(2)

(1 ) ILUSTR AÇÃO HEBER ALVA RE S | (2) RO DOLF O BUHRER /L A IMAG EM/ FOTOA RENA

TAPINHA NÃO DÓI


JO R NAL PL ACA R | QU IN TA-FEIR A , 24 D E J U N HO D E 2010

02

ENVIADOS À ÁFRICA DO SUL

aquecimento da copa

SÉRGIO XAVIER

(Gana), apesar de ela não ter tido lá muita gana de vencer os alemães. Classificaram-se mesmo perdendo. Nas oitavas, essa moleza vai acabar. Pensando bem, nem tanto. Gana vai disputar com Estados Unidos, Uruguai e Coreia do Sul quem chega às semifinais.

final digno de roteiro de cinema (no caso dos americanos). À tarde, com Gana x Alemanha e Austrália x Sérvia a coisa não melhorou muito. Pelo menos, foi bacana ver a euforia dos australianos. Pra Copa, foi bom uma equipe africana seguir na competição

JONAS OLIVEIRA

FERNANDO VALEIKA

ALEXANDRE BATTIBUGLI

FOTO

VAI PASSAR NA TV

PLACAR.COM.BR

Dê uma de Big Brother e espie nossos adversários. Jonas Oliveira assistiu ao treino de ontem da seleção de Portugal — que contou com a presença de Eusébio, o maior craque português de todos os tempos. Veja o relato em vídeo e na galeria de fotos exclusivas que Jonas preparou para o site. No blog, ele fala das semelhanças entre Joanesburgo e São Paulo e entre a Cidade do Cabo e o Rio.

José Vicente Bernardo Assisti ao mesmo tempo aos jogos Estados Unidos x Argélia e Eslovênia x Inglaterra. Não sei o que você achou, mas pra mim os quatro times apresentaram um nível técnico bem fraquinho. Isso não quer dizer que não tenham sido divertidos, com correria, gols perdidos e um

RICARDO PERRONE

TEXTO

PLACAR NA REDE

CHUTÃO

ARNALDO RIBEIRO

ESLOVÁQUIA x ITÁLIA 11h: SporTV, SporTV HD, ESPN Brasil, ESPN HD, Globo, Band e Bandsports PARAGUAI x NOVA ZELÂNDIA 11h: SporTV2, SporTV 2 HD e ESPN DINAMARCA x JAPÃO 15h30: SporTV, SporTV HD, Band, ESPN Brasil, ESPN HD, Globo e Bandsports

A edição 15 da revista PLACAR, de 26 de junho de 1970, comemorava o tricampeonato mundial conquistado no México pela inesquecível seleção de Pelé, Jairzinho, Rivelino, Tostão e Gérson. Você pode folhear essa edição histórica no site abrilnacopa.com.br.

ZÉ VICENTE É EDITOR EXECUTIVO DO JORNAL PLACAR.

CAMARÕES x HOLANDA 15h30: SporTV2, SporTV2 HD e ESPN

TABELA - FASE DE GRUPOS Data: 11/6

Hora: 11h00

Jogo: 3 Local: Joanesburgo

Data: 11/6

Hora: 15h30

Jogo: 4 Local: Port Elizabeth

Data: 16/6

Hora: 15h30

Jogo: 18 Local: Polokwane

Data: 17/6

Jogo: 33 Local: Rustemburgo

Hora: 15h30 Hora: 11h00

Data: 22/6

Hora: 11h00

PG 7 4 4 1

J 3 3 3 3

SG 4 1 -2 -3

Data: 14/6

Hora: 8h30

Jogo: 10 Local: Bloemfontein

Data: 14/6

Hora: 11h00

Jogo: 25 Local: Durban

Data: 19/6

Jogo: 26 Local: Pretória

Hora: 8h30

SG 6 -1 -3 -2

Hora: 15h30

Data: 24/6

x

HOLANDA

Data: 24/6

OITAVAS DE FINAL

Data: 15/6

Jogo: 27 Local: Bloemfontein

PG 6 3 3 0

Hora: 15h30

J 2 2 2 2

SG 3 0 -1 -2

SG 1 1 0 -2

Hora: 11h00

Data: 24/6

Hora: 11h00

Jogo: 14 Local: Joanesburgo

x

NOVA ZELÂNDIA

CLASSIFICAÇÃO 1 PARAGUAI 2 ITÁLIA NOVA ZELÂNDIA 4 ESLOVÁQUIA

SEMIFINAIS

26/6 - 11h Port Elizabeth

Hora: 11h00

PG 4 2 2 1

Hora: 11h00

Data: 15/6

Jogo: 29 Local: Joanesburgo

J 2 2 2 2

Jogo: 24 Local: Rustemburgo

SG 2 0 0 -2

Hora: 8h30

Jogo: 39 Local: Joanesburgo Jogo: 40 Local: Nelspruit

Data: 25/6

Hora: 11h00

BRASIL

x

COSTA DO MARFIM

Data: 25/6

CLASSIFICAÇÃO 1 BRASIL 2 PORTUGAL 3 COSTA DO MARFIM 4 COREIA DO NORTE

SG 4 0 -3 -1

SEMIFINAIS

Hora: 8h30

J 2 2 2 2

Data: 16/6

Jogo: 31 Local: Port Elizabeth

Hora: 11h00

Data: 21/6

Hora: 11h00

CHILE 1 x 0 SUÍÇA Jogo: 32 Local: Joanesburgo

Data: 21/6

Jogo: 47 Local: Pretória

Hora: 15h30

SG 3 7 -2 -8

Data: 25/6

x

Jogo: 48 Local: Bloemfontein

SUÍÇA

CLASSIFICAÇÃO 1 CHILE 2 ESPANHA SUÍÇA 4 HONDURAS

QUARTAS DE FINAL

Hora: 15h30

ESPANHA Data: 25/6

x

Hora: 15h30

HONDURAS PG 6 3 3 0

J 2 2 2 2

SG 2 1 0 -3

OITAVAS DE FINAL 27/6 - 15h30 Joanesburgo

3/7 - 11h Cidade do Cabo

ARGENTINA MÉXICO 27/6 - 11h Bloemfontein

6/7 - 15h30 Cidade do Cabo

ALEMANHA

7/7 - 15h30 Durban

INGLATERRA 29/6 - 11h Pretória

28/6 - 11h Durban 2/7 - 11h Port Elizabeth

10/7 - 15h30 Port Elizabeth

1º do Grupo G 2º do Grupo H

J 3 3 3 3

Data: 16/6

Jogo: 16 Local: Durban

CHILE Hora: 11h00

PG 6 4 1 0

2/7 - 15h30 Joanesburgo

GANA

28/6 - 15h30 Joanesburgo

Hora: 15h30

PG 6 4 4 3

Jogo: 15 Local: Nelspruit

11/7 - 15h30 Joanesburgo

ESTADOS UNIDOS

2º do Grupo F

Hora: 15h30

Data: 23/6

CLASSIFICAÇÃO 1 ALEMANHA 2 GANA 3 AUSTRÁLIA 4 SÉRVIA

26/6 - 15h30 Rustemburgo

1º do Grupo E

Data: 23/6

ESPANHA 2 x 0 HONDURAS

x

Jogo: 46 Local: Nelspruit

FINAL

Hora: 11h00

ESPANHA 0 x 1 SUÍÇA

Hora: 15h30

Data: 21/6

Jogo: 45 Local: Durban

COREIA DO NORTE

Data: 19/6

HONDURAS 0 x 1 CHILE Hora: 15h30

Data: 20/6

Jogo: 30 Local: Cidade do Cabo

PORTUGAL

Data: 24/6

Data: 15/6

PORTUGAL 7 x 0 COREIA DO NORTE

ITÁLIA

Hora: 8h30

GRUPO H

Jogo: 13 Local: Port Elizabeth

BRASIL 3 x 1 COSTA DO MARFIM

x

Jogo: 42 Local: Polokwane

QUARTAS DE FINAL

J 3 3 3 3

BRASIL 2 x 1 COREIA DO NORTE

Hora: 8h30

Data: 20/6

Jogo: 41 Local: Joanesburgo

PARAGUAI

PG 5 5 4 1

Data: 18/6

AUSTRÁLIA 2 x 1 SÉRVIA

COSTA DO MARFIM 0 x 0 PORTUGAL Hora: 8h30

Data: 20/6

Jogo: 28 Local: Nelspruit

ESLOVÁQUIA

JAPÃO

CLASSIFICAÇÃO 1 HOLANDA 2 JAPÃO 3 DINAMARCA 4 CAMARÕES

Hora: 15h30

ITÁLIA 1 x 1 NOVA ZELÂNDIA

Hora: 15h30

x

Jogo: 44 Local: Cidade do Cabo

CLASSIFICAÇÃO 1 ESTADOS UNIDOS 2 INGLATERRA 3 ESLOVÊNIA 4 ARGÉLIA

ESLOVÁQUIA 0 x 2 PARAGUAI

Data: 19/6

Hora: 11h00

GRUPO G Data: 14/6

Jogo: 21 Local: Port Elizabeth

GANA 0 x 1 ALEMANHA

ESTADOS UNIDOS 1 x 0 ARGÉLIA J 3 3 3 3

Hora: 11h00

GANA 1 x 1 AUSTRÁLIA Hora: 11h00

Data: 23/6

Data: 13/6

ALEMANHA 0 x 1 SÉRVIA

Hora: 15h30

Data: 23/6

Jogo: 38 Local: Pretória

NOVA ZELÂNDIA 1 x 1 ESLOVÁQUIA

CAMARÕES 1 x 2 DINAMARCA Jogo: 43 Local: Rustemburgo

Jogo: 37 Local: Port Elizabeth

Hora: 15h30

SÉRVIA 0 x 1 GANA Hora: 11h00

Data: 18/6

Data: 13/6

Jogo: 8 Local: Pretória

ESLOVÊNIA 0 x 1 INGLATERRA

Hora: 15h30

PG 9 4 3 1

Jogo: 12 Local: Rustemburgo

HOLANDA 1 x 0 JAPÃO

Data: 18/6

Jogo: 23 Local: Cidade do Cabo

ITÁLIA 1 x 1 PARAGUAI

JAPÃO 1 x 0 CAMARÕES

COREIA DO SUL

Hora: 15h30

Data: 22/6

Jogo: 11 Local: Cidade do Cabo

HOLANDA 2 x 0 DINAMARCA

Hora: 8h30

INGLATERRA 0 x 0 ARGÉLIA

GRUPO F

Jogo: 9 Local: Joanesburgo

URUGUAI

Hora: 8h30

GRÉCIA 0 x 2 ARGENTINA

CLASSIFICAÇÃO 1 ARGENTINA 2 COREIA DO SUL 3 GRÉCIA 4 NIGÉRIA

Jogo: 7 Local: Durban

ALEMANHA 4 x 0 AUSTRÁLIA

ESLOVÊNIA 2 x 2 ESTADOS UNIDOS

Data: 22/6

Jogo: 36 Local: Polokwane

Data: 13/6

Jogo: 22 Local: Joanesburgo

NIGÉRIA 2 x 2 COREIA DO SUL

GRUPO E

CAMARÕES

Hora: 11h00

Data: 17/6

Jogo: 35 Local: Durban

FRANÇA 1 x 2 ÁFRICA DO SUL CLASSIFICAÇÃO 1 URUGUAI 2 MÉXICO 3 ÁFRICA DO SUL 4 FRANÇA

Jogo: 6 Local: Polokwane

ARGENTINA 4 x 1 COREIA DO SUL

Data: 22/6

Hora: 15h30

ARGÉLIA 0 x 1 ESLOVÊNIA

Data: 17/6

Jogo: 20 Local: Joanesburgo

MÉXICO 0 x 1 URUGUAI Jogo: 34 Local: Bloemfontein

Hora: 8h30

GRÉCIA 2 x 1 NIGÉRIA

FRANÇA 0 x 2 MÉXICO

Data: 12/6

INGLATERRA 1 x 1 ESTADOS UNIDOS

Data: 12/6

Jogo: 19 Local: Bloemfontein

ÁFRICA DO SUL 0 x 3 URUGUAI

GRUPO D

Jogo: 5 Local: Rustemburgo

COREIA DO SUL 2 x 0 GRÉCIA

URUGUAI 0 x 0 FRANÇA Jogo: 17 Local: Pretória

Hora: 11h00

ARGENTINA 1 x 0 NIGÉRIA

ÁFRICA DO SUL 1 x 1 MÉXICO Jogo: 2 Local: Cidade do Cabo

Data: 12/6

3/7 - 15h30 Joanesburgo

1º do Grupo F 2º do Grupo E 29/6 - 15h30 Cidade do Cabo

1º do Grupo H

DECISÃO DO 3º LUGAR

2º do Grupo G

FOTO : JONAS OLIVEIR A

Jogo: 1 Local: Joanesburgo

DINAMARCA

GRUPO C

GRUPO B

GRUPO A


q u inta- fe ir a , 24 de j u nho de 2 0 1 0 | j o r nal p l acar

SELEção

15 03

Por ordem de Dunga, quem bate é o ataque Como em 94, tática é matar a jogada bem longe da área Dos enviados À áfrica Arnaldo Ribeiro Ricardo Perrone

O

foto: Bob Thomas /Get t y Image s

Luís Fabiano tem duas missões: fazer gols e parar o adversário

7

faltas Luís Fabiano

5 faltas 3 faltas Michel Bastos Robinho

2

números dos dois jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo são emblemáticos: no time de Dunga, quem faz falta no adversário são os atacantes (veja abaixo). Luís Fabiano (líder disparado), Kaká, Robinho e

faltas Elano

2

faltas Kaká

Elano estão entre os cinco mais faltosos da seleção — cometeram juntos 14 das 26 faltas. Isso não é mera coincidência. A instrução da comissão técnica é clara: parar as jogadas do adversário na nascedouro para não correr o risco de cometer uma infração próxima ao gol de Júlio César e para não deixar nossos zagueiros pendurados com cartões. A solidariedade defensiva do Brasil, com a participação efetiva dos atacantes na marcação, é vista pela comissão técnica como um dos grandes trunfos do time no Mundial da África.

“Falta perto da área, nem pensar. Essa bola é perigosa, trai os goleiros. As faltas devem ser cometidas longe do nosso gol, longe da nossa área”, afirmou o zagueiro e capitão Lúcio — ele completará contra Portugal seu 15º jogo em Copas, ultrapassando Pelé e tornando-se o sexto brasileiro com mais partidas em Copas do Mundo. Mas uma estatística preocupa Lúcio e o técnico Dunga: o Brasil sofreu gols nos dois jogos da Copa (um da fraca Coreia do Norte) e até nos amistosos preparatórios. “Não é um drama porque foram gols tomados no

fim das partidas, quando o resultado já estava definido. Mas ninguém gosta de tomar gol”, disse Lúcio. “Se tomamos esses gols é porque aconteceu alguma falha.” E agora o Brasil enfrentará um adversário que marcou sete gols no último jogo e que conta com um dos melhores atacantes do mundo: Cristiano Ronaldo. “Acredito mais na marcação em equipe, cada um na sua zona. Temos que impôr nosso estilo, nossa resistência, independentemente de quem estiver do outro lado”, disse Lúcio. Mesmo que ele seja Cristiano Ronaldo....


jo r nal pl aca r | qu in ta-feir a , 24 d e j u n ho d e 2010

04

seleção

Dunga vai ‘trair’ Ramires e chutar o pacto Pelo combinado antes da Copa, o meia seria o reserva de Elano. Mas quem treinou foi Daniel Alves

O

duplo desfalque que a seleção brasileira deve sofrer amanhã contra Portugal, com a suspensão de Kaká e a contusão de Elano, coloca em risco um dos pactos entre Dunga e seus comandados. Se jogar como treinou ontem, com Júlio Baptista no lugar de Kaká e Daniel Alves no de Elano (que não conseguiu treinar), o técnico manterá sua palavra num caso e a quebrará no outro. Antes da Copa, ele deixou claro para os jogadores quem eram os titulares e quem eram os reservas imediatos de cada um. Prometeu que, quando um titular estivesse suspenso ou machucado, começaria a partida o reserva indicado. Mas salientou que a substituição durante as partidas era “livres”, de acordo com as circunstâncias e sua “leitura” da partida. Com Júlio Baptista, ele cumpre o combinado. O mesmo não acontece em relação a Ramires. O substituto imediato de Elano era ele, com quem revezou na última Copa das Confederações. Mas Ramires foi perdendo espaço nos treinos na África do Sul.

seleção no celular envie a mensagem: GOLSELECAO para 22745 NOTSELECAO para 22745

Você só paga R$ 0,31 por mensagem recebida.

Daniel Alves deve jogar na vaga que seria de Ramires

Elano tenta treinar, não aguenta de dor e desiste

k

Depois da partida contra a Costa do Marfim, o médico da seleção, José Luiz Runco, deu a pista de que Elano deveria enfrentar Portugal amanhã. “Não foi nada grave, terça ou quarta ele já vai poder

treinar”, afirmou Runco na ocasião. Ontem, porém, a realidade foi outra. Elano, que levou uma pancada fortíssima na canela, chegou para treinar normalmente. Calçou as chuteiras e entrou na animada

roda de bobinho que os jogadores fizeram para se aquecer. Depois de 15 minutos, desistiu. Trocou a chuteira pelo tênis e apenas correu em volta do gramado. “Ainda estou cheio de dor”, murmurou aos jornalistas.

A segunda parte do treino, um coletivo, foi fechada para a imprensa. Mas cinegrafistas conseguiram registrar imagens que mostram Daniel Alves treinando no lugar de Elano e Júlio Baptista na vaga de Kaká.

foto: Rodo lfo Buhrer /L a Imagem/ Fotoarena

Arnaldo Ribeiro Ricardo Perrone

“Nos últimos dias, deu uma embaralhada”, afirmou Júlio Baptista, depois da partida contra a Costa do Marfim, ao comentar suas chances de entrar na vaga de Kaká. Apesar de ser o reserva imediato, ele não entrou na estreia contra a Coreia do Norte, jogo em que Kaká foi substituído. Dunga preferiu deslocar Robinho para a posição de Kaká, colocar Nilmar no ataque e manter o “invicto” Júlio Baptista no banco — em 11 jogos como titular, ele obteve nove vitórias e dois empates. O treinador gaba-se de ter um time em que todos afirmam correr por ele. Conquistou essa fidelidade graças ao hábito de cumprir suas promessas. Mas com Daniel Alves (o reserva número 1 na preferência do treinador) como provável substituto de Elano, Dunga dá sinais de que agora está mais preocupado em corrigir a rota do que manter o trato. Como Ramires é um sujeito simples, discreto, quase conformado com a reserva, a quebra do pacto, por enquanto, não deve ter grandes consequências.

tt

DOS enviados À áfrica


jo r nal pl aca r | qu in ta-feir a , 24 d e j u n ho d e 2010

06

seleção

As oitavas são logo ali!

(1 )

E é isso o que preocupa a seleção. Apenas três dias entre o jogo contra Portugal e o mata-mata. É pouco

D

esde que a Copa do Mundo começou, a seleção brasileira entrou em campo num intervalo exato de cinco dias entre cada jogo. Tempo suficiente para recuperar, treinar e preparar jogadores. Mas para o mata-mata o cálculo é outro — e bem pior. Caso garanta o primeiro lugar da chave amanhã, o Brasil vai atuar apenas três dias depois de enfrentar Portugal na última rodada da primeira fase. Jogaria na segunda-feira em Joanesburgo, pelas oitavas de final. Resumindo: só vai dar para recuperar os jogadores que estiveram em campo e olha lá. Treinos? Nem pensar. O consolo é que o adversário do Brasil, que sai do Grupo H, terá o mesmo tempo (ou seja, quase nenhum) para se preparar. Menos até. Terá jogado na noite de sexta, enquanto o Brasil jogará à tarde.

Bom para Kaká? Se ficar em segundo lugar da chave, o Brasil terá um dia a mais de intervalo para as oitavas de final. Jogaria na terça-feira, na Cidade do Cabo, contra Espanha, Chile ou Suíça, possíveis vencedores do Grupo H. O tempo curto entre o jogo de Portugal e o matamata parece interessar apenas a um jogador da seleção brasileira: Kaká. Expulso contra a Costa do Marfim, fora do jogo contra Portugal e precisando de ritmo

de jogo, ele não ficaria tanto tempo assim sem atuar. “Uma semana entre o jogo da Costa do Marfim e as oitavas não é tanto tempo. Dá para trabalhar força, velocidade, uma porção de coisas. Não vou perder o ritmo”, diz Kaká. Para recuperar completamente Elano, talvez seja pouco tempo. E para quem jogar os 90 minutos contra Portugal significará um teste de resistência. Alguns times, como a Argentina, optaram por poupar jogadores na última partida da fase de grupos por conta do intervalo pequeno para o mata-mata. Dunga, embora já classificado, não vai correr o risco de “especular” o primeiro lugar da chave. Kaká folga na sexta e joga as oitavas; Gilberto Silva não terá folga

Chefe da delegação, presidente corintiano distribui ingressos de graça

k

(2)

Andrés Sanches já repassou bilhetes da CBF pra Camisa 12

Chefe da delegação brasileira, o corintiano Andrés Sanchez virou anjo da guarda dos torcedores que estão na África do Sul sem ingressos. Ele já deu bilhetes de graça para ao menos dez torcedores. “Dei seis para o pessoal da Camisa 12 (torcida organizada do Corinthians)”, disse o cartola, após a partida contra a Coreia do Norte. Na véspera do jogo contra a Costa do Marfim, ele mostrou ao Jornal PLACAR pelo menos quatro bilhetes que acabara de conseguir

com Ricardo Teixeira. Ele saía da festa de aniversário do presidente da CBF. “Pedi os ingressos pra dar pro Vagninho [antigo funcionário do Corinthians]”, afirmou. Em seguida, Vagninho encontrou Andrés na rua e pegou os bilhetes. Atletas e a comissão técnica também recebem ingressos, mas, segundo a assessoria da CBF, os valores são descontados nas diárias e premiações. O maior risco é que os bilhetes acabem na mão de cambistas, como já ocorreu em 2006.

(1 ) ANTO NIO SC O RZ A /AFP P HOTO | (2) Ricard o No gueira / Folhapre ss

DOS enviadoS À áfrica Arnaldo Ribeiro Ricardo Perrone


Q U INTA- FE IR A , 24 DE J U NHO DE 2 0 1 0 | J O R NAL P L ACAR

07

O sapo virou príncipe

NA COLA DA ESPANHA Por Bernardo Itri

FALTA VÁRZEA (2)

Vitórias e guerra com a imprensa transformaram Dunga em um treinador pop, admirado até no Japão Todos os treinos pra mim são leves... Qual o problema?

Pô, me mandaram calar a boca no Youtube!

E eu louca para saber o que ele pensava da Coreia...

Depois de assistir aos jogos da Espanha neste Mundial, fiquei pensando em algo que explicasse o fraco desempenho da seleção que chegou à África carregando um favoritismo que ela mesma não conhecia. Nos dois jogos até aqui, decepção: uma derrota azeda

Dá pra me explicar o que é treino privado?

para a Suíça e uma vitória magrinha em cima da fraca Honduras. O que ficou abaixo das expectativas, na verdade, foi o placar final, não o futebol. A Espanha joga bonito. Passes precisos, viradas de jogo perfeitas, nem os fantasmas de Jabulani e Vuvuzelas atrapalham. Não posso nem mais falar no telefone, caramba!

Mas alguém pode perguntar: futebol bonito não é sinônimo de resultado? Definitivamente, não! Vide a Suíça, que tem boas chances de se classificar e eliminar o jogo bonito de espanhóis e chilenos. Fui olhar os números para ver se neles poderia encontrar alguma explicação. Nada. A Fúria deu a mesma quantidade de chutes a gol que o Brasil. Poderia ser então que faltasse objetividade, por ter um jogo de muita posse de bola e excesso de passes. Também não. Os espanhóis têm uma média de passes muito parecida com a das demais seleções.

DOS ENVIADOS À ÁFRICA Arnaldo Ribeiro Ricardo Perrone

Fui descendo o olho nas estatísticas quando vi um número que chamou minha atenção: 17. Em duas partidas, a Espanha cometeu

ILUSTR AÇÃO: HEBER ALVARE S

inexperiente Coreia do Norte (13). Bingo! O que falta à Espanha é

FOTO: P ED RO UG A RTE /AFP/GET T Y IMAG E S

17 faltas, nem dez por jogo. Na Copa, só fez mais faltas que a

embalagem bonita (e que todos compravam até o início da Copa), o

viver o futebol como ele é. Com malandragem, catimba e artimanhas naturais do jogo. Faltas também fazem parte do futebol — sem exageros, claro. Isolar a bola na arquibancada não faz mal a ninguém. Muitas vezes é necessário. Na ânsia de mostrar um futebol de

conteúdo deixou a desejar. Nem Pelé viveu só de jogadas bonitas. Ele sabia fazer uma falta, irritar o adversário. Coisas que estão na raiz do futebol, na pelada de rua, na várzea. Aliadas ao futebol bonito, elas dão mais chances a um time favorito se tornar um campeão. BERNARDO ITRI É REPÓRTER DA PLACAR E PREFERE VER OS JOGOS DA COPA PELO TELÃO.

A

ntes de a Copa começar, Dunga foi massacrado pela opinião pública. Tachado de retranqueiro e burro por não aproveitar os santistas Neymar e Ganso, além de barrar o retorno de Ronaldinho Gaúcho, pouca gente o defendia no comando. Mas duas vitórias na primeira fase, a liderança do grupo e os conflitos com parte da imprensa transformaram o sapo em príncipe. Dunga ganhou o apoio de boa parte da opinião pública no braço-de-ferro com a TV Globo. Tem recebido cartas de criancinhas

e virou objeto de desejo de japoneses que o querem na seleção do país. Desde a convocação, ele iniciou um trabalho para melhorar a imagem. Deixou as patadas na imprensa para o auxiliar Jorginho, passou a se dirigir diretamente aos torcedores nas respostas e posou para câmeras ao lado de crianças.

Teste de popularidade Nada disso teria resolvido se não fossem as duas vitórias em Joanesburgo, principalmente sobre a Costa do Marfim. O teste de popularidade de Dunga aconteceu minutos depois da vitória sobre os marfinenses, quando se desentendeu com dois jornalistas da TV Glo-

bo — como Alex Escobar, que falava ao telefone na coletiva — e balbuciou palavrões no microfone. O destempero poderia ter arruinado de vez a sua imagem. Ao contrário: na internet pipocaram mensagens de apoio. No Youtube, o movimento Cala Boca Tadeu Schmidt (o jornalista que leu um editorial contra Dunga no Fantástico) virou um hit. Dunga ganhou simpatia até no segmento que enxerga como o exército inimigo: a imprensa. Parte dos jornalistas apoiou a atitude do técnico, que teria cortado três entrevistas exclusivas prometidas à Globo por Ricardo Teixeira após o jogo de domingo. O cancelamento irritou o

assessor Rodrigo Paiva, a quem o técnico distribuiu bordoadas por não entender a diferença entre treino fechado e privado. Antes, contra a Coreia do Norte, Dunga já havia negado entrevista a Fátima Bernardes. E cutucou o repórter Mauro Naves pelo termo “treino leve”, que ele odeia. Procurada, a Globo disse que, apesar dos problemas, a cobertura não muda. Até as ausências de Ganso e Neymar, punidos por indisciplina pelo Santos no primeiro dia de trabalho da seleção, foram esquecidas. Uma nova vitória contra Portugal deve fazer a torcida esquecer a cara amarrada e reverenciar o seu estilo zangado. Com Bruno Favoretto


jo r nal pl aca r | qu in ta-feir a , 24 d e j u n ho d e 2010

08

grupo c

eua

inglaterra

argélia

eslovênia

Inglaterra fica no caminho de Maradona Gol dos Estados Unidos aos 46min do 2º tempo tirou britânicos do lado brasileiro da Copa Sérgio Xavier Filho

A

Copa agradece. Thanks, Gracias. Se a Inglaterra passar pela Alemanha e a Argentina derrotar o México nas oitavas, teremos nas quartas um dos maiores clássicos do futebol mundial. E com Diego Armando Maradona na história, de novo, como em 1986. Mas, cá para nós, o roteirista que comanda os destinos de todos teve um bocado de trabalho para armar essa partida. A Inglaterra começou sua partida contra a Eslovênia eliminada. Precisava vencer para seguir adiante. Nem parecia tão complicado. Afinal, do outro lado estava a Eslovênia, time durão que tem no seu camisa 10, Birsa, a única reserva de talento. Só que, com Rooney ainda entrando em forma, os ingleses estão carentes de criatividade. Aos 23min do 1º tempo, a torcida respirou aliviada quando o melhor em campo,

Milner, colocou Defoe na cara do goleiro Handanovic. O gol da classificação. A partir daí, o English Team lembrou que era cabeça de chave no Mundial e agiu como tal. Rooney, Lampard e Gerrard entraram no jogo. A defesa esteve segura, Terry foi um gigante. E nada da Eslovênia, uma equipe apática. Tudo parecia tranquilo para a Inglaterra encaminhar sua classificação em primeiro lugar e ficar do lado da chave brasileira. Até os 23min da etapa complementar, curiosamente o mesmo tempo do gol inglês no primeiro tempo. Os eslovenos tiveram três chances seguidas do empate. O gol não saiu por milagre. Quando o juiz apitou o final, o técnico Fabio Capello abraçou seu auxiliar como classificado e líder do grupo C. Quando soltou o companheiro, já era segundo colocado. Os EUA tinham marcado naquele instante o gol da vitória contra a Argélia. E lá se foi a Inglaterra para a chave argentina. Muito divertido tudo isso.

(1 )

opinião do jogo

m Milner

Substituído ainda no 1º tempo na estreia, foi o melhor ontem.

k Terry

Ele perdeu a faixa de capitão, mas segue líder pelo jeito raçudo de ser.

q Rooney

Sem gol, o Shrek fica furioso. Ele pode muito mais. eslovênia inglaterra

0 1

23/6/2010 - Nelson Mandela Bay (Port Elizabeth) J: Wolfgang Stark (ALE) P: 36893 CA: Jokic, Birsa, Dedic e Johnson G: Defoe (21/1º) ESLOVÊNIA: Handanovic (5,5), Brecko (5,5), Suler (4,5), Cesar (5), Jokic (5,5), Koren (4,5), Radosavjevic (5), Birsa (5,5) Kirm (5) (Matarz 33/2º (s/n)), Ljubijankic (4) (Dedic 16/2º (s/n), Novakovic (5). T: Matjaz Kek INGLATERRA: James (5,5), Johnson (5), Upson (6,5), Terry (6,5), Ashley Cole (5,5), Gerrard (6), Lampard (6), Barry (5,5), Milner (7), Rooney (6) (Joe Cole 26/2º (5,5)), Defoe (6)

Defoe fez o gol da classificação inglesa, que era líder do grupo até os EUA roubar-lhe o posto

(Heskey 40/2º (s/n)). T: Fabio Capello

No minuto final, EUA mudam de eliminados pra 1º do grupo Do enviado À áfrica

(2)

(3)

Fernando Valeika

bill clinton, ex-presidente americano, sofreu na tribuna. Depois, segundo disse a PLACAR o presidente da federação dos EUA, ele fez discurso e bebeu refrigerante no vestiário dos “heróis”

argélia

k

Um gol heróico, no último ataque, salvou os Estados Unidos da desclassificação ontem, contra a Argélia. Aproveitaram um vacilo dos argelinos, que se lançavam com tudo ao ataque, e contra-atacaram os africanos em bloco. Da jogada resultou um bate-e-rebate na área até que a bola sobrou nos pés de Donovan, o melhor do time. “Tive instinto para acompanhar o lance e cabeça fria para concluir”, disse ao Jornal PLACAR.

eua

O gol que salvou a pátria americana saiu aos 46 do 2º tempo

As duas seleções dependiam de suas forças para seguir adiante. Depois do gol da Inglaterra sobre a Eslovênia, no outro jogo do grupo, o empate eliminava as duas. O jogo foi fican-

do amarrado, com ataques desperdiçando o que criavam. E assim, diante dos olhos nervosos do ex-presidente Bill Clinton na tribuna de honra, Donovan salvou a pátria com seu gol.

1 0

23/6/2010 - Loftus Versfeld (Pretória) J: Franck De Bleeckere (BEL) P: 35827 CA: Altidore, Beasley, Yebda, Yahia e Lacen (AGL) CV: Yahia G: Donovan (46/2º) ESTADOS UNIDOS: Howard (5,5), Bornstein (5) (Beasley 35/2º (s/n)), Demerit (4,5), Bocanegra (5) e Cherundolo (5); Bradley (5), Edu (5) (Buddle (5) 17/2º), Dempsey (5) e Donovan (5); Goméz (4,5) (Felharber int. (5)) e Altidore (4,5). T: Bob Bradley. ARGÉLIA: M’Bolhi (6), Boughera (5), Halliche (5) e Yahia (5); Kadhir (5), Lacen (5), Yebda (5), Ziani (4,5) (Guedioura 24/2º (5)) e Belhadj (5); Matmour (5) (Saifi 40/2º (s/n)) e Djebbour (4,5) (Ghezzal 21/2º (5)) - T: Rabah Saadane.

(1 ) PATRICK H ERTZO G /A FP PH OTO | (2) Phil C ole / Gett y Image s | (3) BP I/ Imago Sportfoto d ienst/Fotoare na

Do enviado À áfrica


J O R NAL P L ACAR | Q U INTA- FE IR A , 24 DE J U NHO DE 2 0 1 0

ALEMANHA

SÉRVIA

AUSTRÁLIA

grupo d

GANA

09

Alemanha vinga Ballack e vence Gana Mesmo batidos, africanos passam de fase; alemães fazem clássico contra Inglaterra (1 )

Kingson vê o chute de Ozil entrar. Resultado classificou os 2 times DO ENVIADO À ÁFRICA Jonas Oliveira

Q

uando o telão do Soccer City mostrou o ganês Kevin-Prince Boateng, ouviu-se uma sonora vaia. Os alemães tinham um bom motivo: foi GANA ALEMANHA

0 1

23/6/2010 - Soccer City (Joanesburgo) J: Carlos Eugênio Simon (BRA) P: 83391 CA: Ayew e Muller G: Ozil, 14’/2ºT (0-1) (1 ) MICH AEL STEELE /G ET T Y IMAGE S | (2) DAVID CANNO N/GET T Y IMAGE S

GANA: Kingson (5,5), Pantsil (5,5), Jonathan (5,5), Mensah (6) e Sarpei (5); Annan (5), Asamoah (5,5), KevinPrince Boateng (5,5), Ayew (6,5) (Adiyiah 45/2º (s/n)) e Tagoe (5,5) (Muntari 11/2º (5,5)); Gyan (6) (Amoah 36/2º (s/n)). T: Milovan Rajevac ALEMANHA: Neuer (6,5), Boateng

Boateng quem tirou Ballack da Copa, com uma entrada feia há um mês, na Copa da Inglaterra. Para aumentar o drama, do lado alemão estava Jérôme Boateng, meio-irmão de Kevin-Prince (nascidos na Alemanha, filhos do mesmo pai ganês). Um deles poderia ser eliminado.

m OZIL

Comandou o meio alemão, fazendo a bola rodar de um lado a outro do campo. As melhores chances passam por seus pés. Perdeu um gol feito e se redimiu com o da vitória.

(2)

CACAU

Entrou no lugar do suspenso Klose e se movimentou bastante, mas não conseguiu marcar. É mais ágil que o alemão, que oferece mais opções na jogada aérea.

Metersacker (5,5) e Lahm (6); Khedira

SCHWEINSTEIGER

(5,5), Schweinsteiger (5,5) (Kroos

Fazia uma boa partida, mas aos 36min do 2º tempo sentiu uma contusão na coxa. O jogador deixou o estádio mancando e não quis falar com os jornalistas.

Cacau (5,5). T: Joachim Low.

No 2º tempo, a Alemanha voltou melhor, mas foi Asamoah quem teve a melhor chance, aos 7min, quando Neuer fez grande defesa. Mas, aos 16min, Muller avançou pela direita para Ozil, que teve tempo de dominar e acertar um belo chute de esquerda, da entrada da área. O golaço fez

Gana ir com mais ímpeto ao ataque. Quando Carlos Eugênio Simon encerrou a partida, só a torcida alemã festejou no estádio. Minutos depois, quando o telão do estádio anunciou a vitória da Austrália contra a Sérvia, a festa ficou completa. Os irmãos Boateng vão juntos para as oitavas.

Sérvia e Austrália morrem abraçadas

k

q

22/2º (5,5)), Ozil (7) e Podolski (5,5);

gou a atingir 30 km/h. No primeiro tempo, as chances mais claras de gol aconteceram em sequência. Aos 26min, Gyan tocou para Ayew, que driblou a zaga, mas deu um toque a mais na conclusão. No lance seguinte, a Alemanha chegou com Ozil, que, livre, bateu nos pés de Kingson.

OPINIÃO DO JOGO

(5) (Jansen 27/2º (5)), Friedrich (6),

35/2º (s/n)), Muller (6) (Trochowski

O jogo foi um dos melhores da Copa. Como o empate não garantia a classificação de nenhuma das equipes, as duas impuseram uma forte marcação e apostaram no contra-ataque. A Alemanha apostava na rápida troca de passes no meio. Gana, na velocidade de seu ataque — Gyan che-

Cahill (4), de cabeça, marcou o primeiro

k

Após a vitória sobre a Alemanha, a Sérvia dependia de um empate com a Austrália, já que o time da terra da cerveja vencia Gana. Mas, recuada, foi derrotada pela equipe da Oceania. O resultado eliminou as duas seleções do Mundial. No 1º tempo, os times mostraram pouca inspiração. Krasic era o melhor sérvio em campo e obrigou Schwarzer a duas boas defesas. Numa delas ele driblou o goleiro dos Soccerros, mas bateu pra fora. Depois do intervalo, Radomir Antic tirou Krasic e os europeus recuaram. Foi a brecha pra Austrália marcar duas vezes em quatro minutos. Primeiro, Cahill, após cruzamento da direita, subiu mais alto que a zaga e tocou de cabeça para as redes. Holman, que tinha acabado de entrar, acertou bom chute de longe pra fazer o segundo gol. Tosic bateu, Schwarzer não segurou e Pantelic diminuiu. A Sérvia ainda reclamou um pênalti.

AUSTRÁLIA SÉRVIA

2 1

23/6/2010 - Mbombela (Nelspruit) J: Jorge Larrionda (URU) R: R$ 825 707,50

P: 37 836

CA: Carney, Wilkshire, Emerton e Lukovic G: Cahill (23/2º), Holman (27/2º) e Marko Pantelic (38/2º) AUSTRÁLIA: Schwarzer (6,5); Wilkshire (5,5) (Garcia 36/2º (s/n)), Neill (5,5), Beauchamp (5) e Carney (5,5); Culina (6), Valeri (5) (Holman 20/2º (6,5)), Emerton (5,5) e Bresciano (6) (Chipperfield 20/2º (5)); Tim Cahill (7) e Kennedy (5,5). T: Pim Verbeek. SÉRVIA: Stojkovic (5), Ivanovic (5,5), Lukovic (5), Vidic (6,5) e Obradovic (5); Kuzmanovic (6) (Lazovic 33/2º (5,5)), Stankovic (5,5), Ninkovic (5,5), Krasic (6) (Tosic 16/2º (6)) e Jovanovic (5,5); Zigic (5,5) (Marko Pantelic 22/2º (5,5)). T: Radomir Antic.


JO R NAL PL ACA R | QU IN TA-FEIR A , 24 D E J U N HO D E 2010

10

grupo f

ITÁLIA PARAGUAI NOVA ZELÂNDIA ESLOVÁQUIA

Lippi faz mistério sobre ‘tridente’ (1 )

Técnico italiano deve mudar dois dos três atacantes do, nulo nos jogos, vai dar lugar a Gianpaolo Pazzini. As alterações na Azzurra não param por aí. Na lateral esquerda, Criscito perde o posto pra Zambrotta, que é lateral-direito de origem, posição que vai ser herdada por Christian Maggio. A raça de Gennaro Gattuso deve ser incorporada ao meio-campo na vaga de Marchisio. Na zaga, o capitão Cannavaro, que falhou nos dois gols levados pela Itália na Copa, continua no time.

Weiss se desculpou O treinador da Eslováquia está sem moral com seus jogadores e com a opinião pública. Vladimir Weiss, que se retirou da entrevista coletiva de anteontem 40 segundos depois de começála, pediu desculpas — mas não perdeu a pose. “Peço que me desculpem. Eu faço futebol pra quem gosta de futebol. Só que alguns de vocês (jornalistas) querem trazer tristeza pro nosso ambiente”, cutucou.

Gattuso treinou como titular no meio de campo italiano

Técnico: Vladimir Weiss 1 Mucha 2 Pekarik 3 Skrtel 21 Salata 21 16 Durica 1 6 Strba 7 8 17 11 9

Weiss Kozak Hamsik Vittek Sestak

Técnico: Marcelo Lippi

Eslováquia

12 2 5 4 19 8 6 22 10 9 20

16 8

9 17

6

3 2

7

11

Um empate com a Nova Zelândia coloca os paraguaios nas oitavas de final da Copa. Mas, pra escapar de um provável duelo com a habilidosa Holanda, a seleção de Gerardo Martino precisa vencer. A estratégia é envolver o adversário com a bola no chão. “Buscamos alcançar o ápice, melhorar isso jogo após jogo. Vimos o que a Nova Zelândia fez nas duas partidas com um empate contra a Eslováquia e com a Itália. São jogadores fortes fisicamente e é preciso ter cuidado com a bola aérea”, comentou o meia Edgar Barreto. O

técnico do Paraguai não vai poupar Enrique Vera e Victor Cáceres, que estão pendurados, mas terá até duas baixas. O meia Jonathan Santana, com um problema na coxa esquerda, foi vetado. O zagueiro Antolín Alcaraz, que tem uma torção no tornozelo direito, é dúvida: se não jogar, entra Verón. A Nova Zelândia, que empatou seus dois jogos, considera os sul-americanos mais qualificados que os outros rivais do grupo. “Será um time um pouco mais difícil de enfrentar, pois tocam a bola rapidamente”, afirmou o experiente meia Simon Elliott.

Itália 2

10

5

8 22

20

12

6 4 9

19

Hoje • 11h • Ellis Park (Joanesburgo) • J: (ING)

Técnico: Gerardo Martino

Paraguai quer pôr bola no chão contra neozelandeses

k

Marchetti Maggio Cannavaro Chiellini Zambrotta Gattuso De Rossi Montolivo Di Natale Iaquinta Pazzini

(2)

O experiente Roque Santa Cruz comanda o ataque paraguaio

1 6 21 14 3 13 15 16 18 19 9

Villar Bonet Alcaráz Da Silva M. Rodríguez Vera V. Cáceres Riveros Haedo Valdez Barrios Santa Cruz

Paraguai

6

19

16

21 1

Técnico: Ricki Herbert 1 Paston 4 Reid 6 Nelsen 19 Smith 5 Vicelich 7 Elliot 11 Bertos 3 Lochhead 9 Smeltz 10 Killen 14 Fallon

13

9

14 15

3

18

Nova Zelândia

9

11

10

14

4

5

7

3

Hoje • 11h • Peter Mokaba (Polokwane) • J: Yuichi Nishimura (JAP)

6

19

1

(1 ) CL AUD IO VILL A / GET T Y IMAGE S | (2) CAMERON SP ENCER / GET T Y IMAGE S

Q

uando se é o atual campeão do planeta, empatar com Nova Zelândia e Paraguai não é o melhor dos mundos. Mas, mesmo assim, basta uma vitória sobre a Eslováquia pro time italiano passar de fase — se o Paraguai vencer, um empate serve. “Também podemos olhar pra essas partidas de um ponto de vista positivo. Em dois jogos, nossos rivais só finalizaram duas vezes. Precisamos assumir a responsabilidade, mas é inegável que esta equipe tem garra e coração”, discursou o treinador Marcelo Lippi. Pra melhorar o futebol até agora pífio, Lippi faz mistério em relação à escalação, mas deve fazer quatro alterações. É certo que o técnico vai apostar no 4-3-3. O tridente de frente, que já foi formado por Pepe, Gilardino e Iaquinta, deve ter duas mudanças. O primeiro deve ser substituído por Antonio Di Natale, enquanto que o segun-

(1 )


q u inta- fe ir a , 24 de j u nho de 2 0 1 0 | j o r nal p l acar

holanda

dinamarca

japão

Técnico: Morten Olsen

Dinamarca e Japão na ‘final’

Dinamarca

11

15

8

Quem ganhar o duelo passa de fase; empate ajuda japoneses

4 1

2

11

grupo e

camarões

9

(1 )

13

10 6

19

1 Sorensen 6 Jacobsen 13 Kroldrup 4 Agger 15 Simon Poulsen 2 Christian Poulsen 10 Jorgensen 8 Gronkjaer 19 Rommedahl 11 Bendtner 9 Tomasson

Técnico: Takeshi Okada

18

Japão

5 2

16

22 8

21 4

7 17

3

21 Kawashima 5 Nagatomo 22 Nakazawa 4 Tulio Tanaka 3 Komano 2 Abe 8 Matsui 7 Endo 18 Honda 17 Hasebe 16 Okubo

Hoje • 15h30 • Royal Bafokeng (Rustemburgo) J: Jerome Damon (AFS)

A

Holanda já garantiu sua vaga no Grupo E. Camarões perdeu as duas, portanto o confronto entre Dinamarca e Japão ganha ingredientes de decisão. Ambas as seleções estão empatadas com três pontos, mas os japone-

Bendtner sofreu uma lesão na virilha contra Camarões e vai para o sacríficio no duelo de vida e morte contra o time japonês

ses, que possuem um gol de vantagem no saldo, jogam por um empate pra avançar. O clima de final foi instituído na delegação escandinava pelo treinador Morten Olsen. O ex-líbero da Dinamáquina, equipe que brilhou na Copa de 1986, lembra que os asiáticos são mui-

Técnico: Paul Le Guen

Robben pede pra jogar: “Não sou de cristal (2)

(1 ) PATR ICK HERTZOG /AFP P HOTO | (2) Stuart Franklin/G ett y Images

marões. Nós temos que vencer e isso permitirá a eles jogar mais taticamente. Temos que aproveitar nossas vantagens, como a altura”, explicou Bendtner. A mudança na Dinamarca é a entrada do zagueiro Per Kroldrup no lugar do suspenso Simon Kjaer.

to eficientes na defesa. Para furá-la, ele tem uma séria dúvida: Nicklas Bendtner sofreu uma lesão na virilha na vitória sobre Camarões. Mas o atacante do Arsenal, de 1,94 m, se diz em condições de romper a retaguarda japonesa. “Vai ser mais difícil que contra Ca-

16 8 5 3 2 6 19 18 15 9 10

Souleymanou Geremi Bassong Nicolas N’Koulou Assou-Ekotto Alexandre Song Mbia Enoh Webo Eto’o Emana

Camarões 2

10 18

3 16

9

6 5

19 8

15

O poder da mente

co Takeshi Okada. Ele vai manter no banco o ídolo Shunsuke Nakamura, aniversariante de hoje (32 anos), que voltou de uma lesão no tornozelo. “Não importa o que digam sobre mim agora, todo mundo tem altos e baixos”, avisou Nakamura.

O Japão sabe que não pode dar espaço a um jogador de frente. “Acho que Bendtner será o homemchave no ataque. Será preciso mais do que tática: será preciso lutar com uma mentalidade muito sólida”, ensinou o técni-

Técnico: Bert van Marwijk 1 3 4 13 5 6 10 17 11 21 7

Stekelenburg Heitinga Mathijsen Ooijer Van Bronckhorst Van Bommel Sneijder Elia Robben Huntelaar Kuyt

Holanda 3

11 6

4

10

21

7

17

1

13 5

Hoje • 15h30 • Cidade do Cabo (Green Point) • J: Pablo Pozo (CHI)

k

O atacante Robben se diz recuperado da contusão muscular

Camarões e Holanda protagonizam o duelo dos opostos. Enquanto os Leões Indomáveis estão com a passagem de volta marcada, os holandeses precisam de um empate pra garantir o primeiro lugar do grupo. Eles têm o astro Robben à disposição para a partida.

Recuperado de uma lesão muscular, o atacante do Bayern de Munique quer desesperadamente estrear no Mundial. “Quero jogar. Preciso entrar, mesmo que por alguns minutos, pra ganhar ritmo. Não sou o jogador de cristal que alguns falam. Não posso negar que me lesionei muito, mas

é pelo meu estilo de jogo, explosivo. Mas esses riscos não irão me segurar”, afirmou Robben. O técnico da Laranja Mecânica, Bert van Marwijk, deve escalá-lo na vaga de Van der Vaart, que tem dores no pescoço. Os pendurados Van der Wiel, De Jong e Van Persie se-

rão poupados do jogo. Resta à seleção camaronesa terminar a Copa do Mundo de forma digna. A promessa de vitória vai além da honra do país: eles brigaram com a imprensa. “Deveriam sentir vergonha de tudo o que está escrito”, disparou o volante Alexandre Song.


JO R NAL PL ACA R | QU IN TA-FEIR A , 24 D E J U N HO D E 2010

12

grupo g

BRASIL COREIA DO NORTE COSTA DO MARFIM PORTUGAL

Tiago quer vingar Brasil “à europeia” DO ENVIADO À ÁFRICA Jonas Oliveira

H

á aquele ditado que diz que quem bate esquece, quem apanha não. Quando se apanha por 6 x 2, então, é impossível não pensar numa revanche. O meia Tiago, que se destacou na vitória de Portugal contra a Coreia do Norte, não esconde o desejo de vencer para enfim superar a goleada sofrida em novembro de 2008, num amistoso em Brasília. “Não há ajuste de contas no futebol, mas queremos ganhar para esquecer

um bocado essa derrota”, disse o jogador em coletiva ontem, em Magaliesburg, quando destacou a importância do confronto. “É um jogo muito especial, porque são os nossos irmãos do outro lado do oceano e porque no último jogo deram-nos um quebra-cabeça.” Naquela ocasião, entre os atuais convocados por Dunga estiveram em campo Júlio César, Maicon, Daniel Alves, Thiago Silva, Luisão, Gilberto Silva, Josué, Elano, Kaká, Robinho e Luís Fabiano. Do lado português jogaram Pepe, Bruno Alves, Paulo Ferreira, Danny, Tiago, Raul Meireles, Deco, Cristiano Ronaldo e Simão.

Os gols brasileiros foram marcados por Luís Fabiano (três), Maicon, Elano e Adriano. Danny e Simão fizeram os gols portugueses. Tiago, que não levou o prêmio de melhor em campo contra a Coreia do Norte — mas foi o eleito por seus companheiros —, é o mais cotado para ganhar a vaga de Deco no meio-campo português. No período acompanhado pela imprensa do penúltimo treino antes do jogo contra o Brasil, o brasileiro naturalizado português não treinou com bola, mas, sem dor, deve estar no banco na partida de amanhã.

O provável herdeiro de seu posto preferiu ser político e elogiou o companheiro e os demais brasileiros do elenco. “Gostaria muito que Deco se recuperasse porque é um jogador muito importante. Ele, Liédson e Pepe trouxeram qualidade e experiência ao nosso grupo. São fantásticos e ainda bem que os temos ao nosso lado”, disse o meia. Ele elogiou a organização tática do time de Dunga. “Creio que o Brasil cada vez mais tem um modelo de jogo europeu, uma equipe bem organizada com saídas rápidas para o ataque.”

Tiago não esquece da goleada de 6 x 2 tomada em Brasília

Este mês na Placar: Copa do Mundo Como Dunga comanda a Seleção Brasileira Libertadores São Paulo ou Inter: quem vai se dar melhor na volta da Copa? Copa do Brasil O Santos não vai ter moleza contra o Vitória Isso e muito mais na Placar de junho. Não perca. Já nas bancas!

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FOTO: JONAS OLIV E IR A

Provável substituto de Deco elogia organização tática brasileira e diz que não esqueceu a goleada de 2008


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COPA

15 13

Quatro africanos dançam na primeira fase Gana passa no susto, Costa do Marfim espera milagre. Não era a Copa da África? Por Fernando Valeika Camarões

(1 ) A ris Me s sinis/AFP P HOTO | (2) P hil C ole /G ett y Image s | (3 ) Phil C ole /Gett y Image s | (4) Cameron Spencer /G ett y Image s | (5) ARIS M ESSINIS/AF P PHOTO | (6) PHILIPPE DESMA ZES/AFP PHOTO

(1 )

Costa do Marfim (3)

Nigéria

Eram os grandes favoritos do continente para fazerem bonito. Aí o craque do time, Eto’o, bateu boca com o técnico, Paul Le Guen, e com Milla — o maior ídolo do país em todos os tempos. Protagonizou um racha no grupo. Divididos e mal organizados em campo, os camaroneses deram vexame contra o Japão e a Dinamarca e foram despachados já na segunda rodada. “Cometemos erros demais, e eles nos custaram caro”, disse Eto’o.

Drogba quebrou o braço dias antes da Copa. E pouco esteve em campo para tentar fazer a diferença na partida contra Portugal. Contra o Brasil, o time tentou jogar de igual para igual e deu espaços que não podia dar na defesa. Agora, para ser a derradeira esperança africana, terá de secar Portugal contra o Brasil e fazer a sua parte: vencer a Coreia do Norte por uma diferença de pelo menos oito gols (caso o Brasil vença por um gol). “Temos chances, o problema é que bastará um empate entre Portugal e o Brasil para sermos eliminados”, diz o zagueiro Kolo Touré. “Não somos mais donos do nosso destino.”

Nem o sueco Lars Lagerback deu jeito na Nigéria. Confusos, os africanos só não foram goleados pela Argentina porque Higuaín cansou de perder gols. Contra a Grécia, venciam até que Sani Keita fez uma falta boba e foi expulso. Com um  homem a mais, os gregos (5) viraram o jogo. Nervosos, contra a Coreia do Sul, novamente deram moleza: perderam gols feitos, como o de Yakubu. “Perdemos gols demais e no futebol são eles que fazem os resultados”, disse um desanimado Lagerback, logo depois de a Nigéria ser eliminada.

Argélia

Primeiro, o goleiro titular, Chaouchi, estranhou a bola Jabulani e engoliu um frango daqueles contra a Eslovênia. Depois, veio um honroso empate contra a Inglaterra. Aí, no terceiro jogo, quando a vitória (2) classificava o time, os atacantes cansaram de perder gols contra os Estados Unidos e a defesa deu espaços no final. “Ficamos nervosos”, disse Yahia, capitão do time. Ele foi expulso contra os norteamericanos.

África do Sul

Ataque nunca foi o forte dos Bafana Bafana. Para variar, na Copa a pontaria dos seus atacantes foi péssima. Desperdiçaram duas chances de ouro, mandando gols certos na trave na estreia contra o México e na última partida, contra a França. Contra o Uruguai, a defesa, (4 ) normalmente segura, se perdeu e levou três gols. “No futebol, sorte ajuda a definir um vencedor. E nós não a tivemos na hora de colocar a bola para dentro”, lamentou o brasileiro Carlos Alberto Parreira, técnico do time sul-africano.

Argelino sai no tapa com jornalista

k

No final do jogo entre Argélia e EUA, houve uma inédita troca de tapas entre o jogador argelino, Rafik Saifi, e Asma Halimi, jornalista do mesmo país. “Não foi a primeira vez que ele me agrediu”, contou a repórter. “Há um ano tentou me jogar uma garrafa com água, depois que publiquei um artigo sobre sua mulher francesa, de que ele não gostou.” A perseverante Asma promete denunciá-lo nas próximas horas: “Vou à Fifa e à polícia”, prometeu.

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Saifi virou bicho depois do jogo e agrediu uma compatriota


jo r nal pl aca r | qu in ta-feir a , 24 d e j u n ho d e 2010

14

COPA

Casa PLACAR vira point na África do Sul Jogos da Copa são transmitidas em português em nossa central na Cidade do Cabo

A Casa PLACAR é um dos poucos locais em que se grita “gol” na África do Sul

C

idade do Cabo é uma espécie de Montecarlo do continente africano. Cercada de montanhas, com o mar a seus pés, Cape Town é a cidade mais elegante da África do Sul. O Waterfront, um cais que se transformou em centro comercial e gastronômico, é o lugar

mais sofisticado da cidade. E, no coração do Waterfront, está a Casa PLACAR. São 850 metros quadrados de um espaço que virou o “point” brasileiro na Copa. Com o apoio dos patrocinadores do projeto Abril na Copa, PLACAR montou a casa para receber a torcida brasileira no Mundial. A principal atração são as transmissões em português de todas as partidas da Copa. Na casa se grita “gol”, algo que não se escu-

Dupla campeã do mundo: Zetti e Carlos Alberto Torres

ta nas transmissões sul-africanas — eles relatam golaços como se fossem mais um acidente de trânsito. Os narradores Maurício Bonato eRa­ fael Spinelli estão acompanhados pelos comentaristas Carlos Alberto Torres e Ricardo Rocha nas transmissões. São 12 TVs de LCD de 52 polegadas espalhadas pelo ambiente. E, quando a bola para de rolar, a festa toma conta do ambiente. Celebridades

Ricardo Rocha e Cássio Reis com o narrador Rafael Spinelli

como a cantora Maria Rita e os atores Cássio Reis, Tuca Andrade, Marcelo Novaes e Carlinhos Vieira viraram figurinhas carimbadas na casa. Além dos jogos, uma área “fun” com mesa de botão, pebolim, Playstation e Nintendo Wii diverte a a turma. Isso sem falar das geladeiras com água, cerveja e guaraná. O resultado não podia ser outro: centenas de brasileiros encontraram seu espaço na África do Sul.

Tuca Andrada, Lucas di Grassi e, olha ele de novo, Cássio Reis

foto s rogério pall at ta

Do enviado À áfrica Sérgio Xavier Filho


q u inta- fe ir a , 24 de j u nho de 2 0 1 0 | j o r nal p l acar

Mano Menezes esboça um Corinthians sem o goleiro Felipe para jogar em Londrina amanhã. O goleiro ainda está com dores

FORA DA ÁFRICA

no ombro e pediu para ser negociado com o Genoa, da Itália.

Copa “de rua” leva Brasil pra África Garotos até 18 anos vão disputar torneio de futebol na última semana da Copa

FOTO S: RENATO PIZZUT TO

F

ábio Sassá passa o pé por cima da bola e toca para Danielle. Ela gira o corpo e lança Emily, que afunda o goleiro adversário e marca o gol para o Brasil. Esta é a seleção de meninos e meninas que, de 4 a 11 de julho, vai disputar uma outra Copa na África do Sul, a de futebol de rua. O torneio é parte do festival Football for Hope (futebol pela esperança) e acontece em Joanesburgo. São 32 equipes, incluindo times do Lesoto, Taiti e Camboja. A lógica do torneio é outra. ONGs escolhidas mundo afora vão colocar seus garotos e garotas até 18 anos para jogar. Há combinações entre “inimigos” históricos como Israel e Palestina, Bósnia e Sérvia. O Brasil manda dois times: a Eprocad, de Santana do Parnaíba (SP), e o Instituto Formação, do Maranhão. A Fifa paga metade dos custos das viagens dos jovens, selecionados por desempenho escolar e comportamento. O futebol de rua tem regras e ambiente diferentes do tradicional. Ele pode ser jogado em parques, praias e ruas. Cada jogo tem três tempos. No primeiro, as regras são definidas. O segundo é de bola rolando. No último, o jogo e eventuais polêmicas são discutidos. Para vencer, não basta marcar mais gols — a humildade, por exemplo, pode dar mais pontos. “Os atletas decidem se merecem o ponto no quesito ou não”, diz André Santos, atual coordenador do Brasil, que já participou da competição como jogador. A equipe brasileira tem grande experiência internacional — venceu o Sul-Americano em 2008 no Chile. O adversário mais difícil? “Vai ser de algum país africano. Eles são muito fortes”, aponta André. A seleção de Dunga também concorda. Pedro Pracchia

(2)

15

VICTOR CIVITA (1907-1990)

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Av. Dr. Alberto Jackson Byington, 1808, Cep 06276-000, Osasco, SP TIRAGEM 80.000 EXEMPLARES AUDITADA PELA BDO TREVISAN

A partir do alto: futebol de rua em São Paulo; três integrantes da equipe brasileira; argentinos choram queda no SulAmericano do Chile, enquanto brasileiro domina a bola

Copas alternativas reúnem países esquisitos Viva Gozo Copa realizada pela NF-Board, federação que existe desde 2003 com países não associados à Fifa: Padania, Occitania, Ilha de Gozo, Curdistão, Curdistão Iraquiano, Duas Sicilias, Provença, Mônaco, Lapônia, Assírios, Verona (ITA), Sápmi e Camarões do Sul. Primeira final, em 2006: Lapônia 21 x 1 Monaco. Não houve torneio em 2007. Em 2008, na Lapônia,

Padania fez 2 x 0 nos Assírios e foi campeã. Em 2009, em Verona, o time da casa venceu o Curdistão Iraquiano na final. Este ano, em Gozo, Padania fez 1 x 0 no Curdistão Iraquiano e ficou com o troféu Nelson Mandela. Três atletas de Sápmi foram artilheiros com seis gols: Erik Lamøy, Tom Høgli e Steffen Nystrøm.

Elf Cup Organizada pela KTFF, Federação

de Futebol do Chipre do Norte. Só houve uma edição, em 2006, com oito participantes: além do time da casa, Zanzibar, Groenlândia, Tadjiquistão, Quirguistão, Gagaúzia, Tibete e Criméia, que perdeu a final pra Chipre do Norte (1 x 3).

Fifi Wild Cup A Federação Internacional de Futebol Independente (Fifi) fez o primeiro torneio em 2006 com as seleções do Tibete, Gibraltar,

Groenlândia, Zanzibar, Chipre do Norte e o St. Pauli, clube alemão, que sediou a disputa. Na final, Chipre do Norte 4 x 1 Zanzibar.

Unpo Cup O torneio só existiu em 2005 com quatro participantes: Molucas do Sul, Camarões do Sul, Papua Ocidental e Chechênia. O campeão da edição foi Molucas do Sul, que na final fez 3 x 1 nos chechenos.

Presidente do Conselho de Administração:

Rober­to Civi­ta Giancarlo Civita Vice-Pre­si­den­tes: Arnaldo Tibyriçá, Douglas Duran, Marcio Ogliara, Sidnei Basile Presidente Executivo:

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paulistas

sem pulo Palmeiras A pedido de Felipão, o alviverde procura um atacante rápido. O preferido é Taison, hoje no Internacional. Outro reforço pode ser na lateral esquerda. O clube negocia com o lateral Leonardo (ex-Portuguesa), do Olympiakos da Grécia.

Prudente O STJD decidiu tirar três pontos do Prudente no Brasileirão por escalar irregularmente o zagueiro Paulão contra o Flamengo, em 23 de maio, na terceira rodada do torneio. O Prudente é 15º, com 8 pontos. Se perder os pontos, vai para 18º.


JO R NAL PL ACA R | QU IN TA-FEIR A , 24 D E J U N HO D E 2010

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curiosidades

PLACAR.COM.BR JORNALPLACAR@ABRIL.COM.BR

Paranoia, superstição, cão herói... Já rolou de tudo na história das Copas. Em 66 a taça sumiu e foi achada por um vira-lata

1962 k No jogo contra o

(1 )

Chile, pela semifinal, a comissão técnica brasileira comprou pão e frios — e fez os jogadores almoçarem sanduba. O medo era que os anfitriões da Copa contaminassem a comida do hotel.

)

k Por superstição,

os jornalistas que presenciaram a vitória do Brasil na estreia (2 x 0 sobre o México) foram obrigados a repetir a roupa em todos os jogos. Quem trocasse não entrava em campo.

1966 k A Copa de 1966

k A taça Jules Rimet foi

foi a primeira a ter um mascote. O leão Willie representava a força dos inventores do futebol.

roubada três meses antes do início do Mundial na Inglaterra. Houve uma mobilização nacional para encontrar o troféu, mas quem o achou, enrolado em jornais em um arbusto, foi o cachorro Pickles. Seu dono, David Corbett, recebeu 3 000 libras como recompensa.

1970

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k Às 19h do

k O regulamento não previa disputa de

dia 3 de junho foi registrado o recorde de audiência de um evento esportivo no Brasil. Todos os canais transmitiam o jogo Brasil x Tchecoslováquia. Seria, hoje, algo perto de 100 pontos no ibope.

pênaltis ou jogo extra. Caso Brasil e Itália empatassem no tempo normal e na prorrogação, o campeão seria decidido em sorteio.

k

A bola de 32 gomos estreou em 70; até então, ela era formada por 16 gomos.

(1 ) R EP ROD UÇÃ O | (2) LEMYR MA RTINS

(2)


jornal placar edicao 172