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EDIÇÃO 181

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SÁBADO, 3 DE JULHO DE 2010

WWW.PLACAR.COM.BR

(1 )

FALTAM

4

ANOS PARA O

HEXA

Pane geral no 2º tempo elimina o Brasil e dispara gozações: “Um Dunga, 11 sonecas e 190 milhões de zangados”

1 X2

(1 ) A P P HOTO /ROBERTO CA NDIA

Eu vou... Eu vou... Pra casa agora eu vou!


JO R NAL PL ACA R | SÁ BA D O, 3 D E J U L HO D E 2010

02

ENVIADOS À ÁFRICA DO SUL

aquecimento da copa

SÉRGIO XAVIER

José Vicente Bernardo decisivo que o gol contra de Felipe Melo, era a presença do pé-de-iceberg Mick Jagger torcendo pelo Brasil. O ancião rolling stone já tinha eliminado Estados Unidos e Inglaterra. Por causa dele, agora we can’t get no satisfaction nesta Copa.

não contava com dois fatores fundamentais. A primeira foi a falha da nossa sempre eficiente zaga (incluindo na lambança o goleiro Júlio César, que cansou de salvar o time em outras ocasiões). Aí a Holanda cresceu. O segundo fator, muito mais

JONAS OLIVEIRA

FERNANDO VALEIKA

ALEXANDRE BATTIBUGLI

FOTO

VAI PASSAR NA TV

PLACAR.COM.BR (1 )

Estava tudo saindo conforme o combinado. O Jornal PLACAR de ontem disse que quem saísse na frente no jogo Brasil x Holanda mataria o jogo. No primeiro tempo, a seleção de fato mandou na partida e poderia ter feito mais gols. Mas só fez um — e

RICARDO PERRONE

TEXTO

PLACAR NA REDE

CHUTÃO

ARNALDO RIBEIRO

Quer dar sua opinião sobre a campanha e a eliminação brasileira na Copa? Quem foi o culpado? O que faltou para a seleção? Que nota você daria para Dunga? E agora, em quem você aposta como campeão mundial? Visite o site de PLACAR e participe da nossa enquete.

ARGENTINA X

ALEMANHA 11h: Globo, Band, Bandsports, ESPN Brasil e SporTV

PARAGUAI X

Você pode acompanhar também as imagens exclusivas de Alexandre Battibugli, que acompanhou todos os lances deste histórico Brasil x Holanda. Ao mesmo tempo, o fotógrafo Daniel Kfouri registrava as reações (ou a falta delas) na tradicional e folclórica rua Augusta.

ZÉ VICENTE É EDITOR EXECUTIVO DO JORNAL PLACAR.

ESPANHA 15h30: Globo, Band, Bandsports, ESPN Brasil e SporTV

TABELA CLASSIFICAÇÃO 1 URUGUAI 2 MÉXICO 3 ÁFRICA DO SUL 4 FRANÇA

PG 7 4 4 1

J 3 3 3 3

SG 4 1 -2 -3

CLASSIFICAÇÃO 1 ARGENTINA 2 COREIA DO SUL 3 GRÉCIA 4 NIGÉRIA

PG 9 4 3 1

J 3 3 3 3

SG 6 -1 -3 -2

CLASSIFICAÇÃO 1 ESTADOS UNIDOS 2 INGLATERRA 3 ESLOVÊNIA 4 ARGÉLIA

PG 5 5 4 1

J 3 3 3 3

SG 1 1 0 -2

CLASSIFICAÇÃO 1 ALEMANHA 2 GANA 3 AUSTRÁLIA 4 SÉRVIA

PG 6 4 4 3

J 3 3 3 3

SG 4 0 -3 -1

CLASSIFICAÇÃO 1 HOLANDA 2 JAPÃO 3 DINAMARCA 4 CAMARÕES

PG 9 6 3 0

J 3 3 3 3

SG 4 2 -3 -3

CLASSIFICAÇÃO 1 PARAGUAI 2 ESLOVÁQUA 3 NOVA ZELÂNDIA 4 ITÁLIA

PG 5 4 2 2

J 3 3 3 3

SG 2 -1 0 -1

CLASSIFICAÇÃO 1 BRASIL 2 PORTUGAL 3 COSTA DO MARFIM 4 COREIA DO NORTE

PG 7 5 4 0

J 3 3 3 3

SG 3 7 1 -11

CLASSIFICAÇÃO 1 ESPANHA 2 CHILE 3 SUÍÇA 4 HONDURAS

PG 6 6 4 1

J 3 3 3 3

SG 2 1 0 -3

OITAVAS DE FINAL

QUARTAS DE FINAL

SEMIFINAIS

26/6 - 11h Port Elizabeth

FINAL

SEMIFINAIS

QUARTAS DE FINAL

OITAVAS DE FINAL

11/7 - 15h30 Joanesburgo

URUGUAI

2

COREIA DO SUL

1

2/7 - 15h30 Joanesburgo

26/6 - 15h30 Rustemburgo

ESTADOS UNIDOS

1

GANA

2

27/6 - 15h30 Joanesburgo 3/7 - 11h Cidade do Cabo

URUGUAI

1 (4)

ARGENTINA

GANA

1 (2)

ALEMANHA

6/7 - 15h30 Cidade do Cabo

3

ARGENTINA

1

MÉXICO 27/6 - 11h Bloemfontein

4

ALEMANHA

1

INGLATERRA

7/7 - 15h30 Durban

URUGUAI HOLANDA

28/6 - 11h Durban

2

ESLOVÁQUIA

1

2/7 - 11h Port Elizabeth

28/6 - 15h30 Joanesburgo

3/7 - 15h30 Joanesburgo

HOLANDA

2

BRASIL

1

0 (5)

PARAGUAI

0 (3)

JAPÃO

PARAGUAI

10/7 - 15h30 Port Elizabeth

29/6 - 15h30 Cidade do Cabo

ESPANHA

BRASIL

3

1

ESPANHA

CHILE

0

0

PORTUGAL

DECISÃO DO 3º LUGAR

ARTILHEIROS 4 GOLS

3 GOLS

HIGUAÍN

2 GOLS MULLER Alemanha

Argentina

DONOVAN Estados Unidos

(2)

VITTEK Eslováquia

VILLA Espanha

LUÍS FABIANO Brasil

LUIS SUÁREZ Uruguai

GYAN Gana

KLOSE Alemanha

CHUNG-YONG Coreia do Sul

PODOLSKI Alemanha

JUNG-SOO Coreia do Sul

BRETT HOLMAN Austrália

HONDA Japão

TEVEZ Argentina

KALU UCHE Nigéria

FORLÁN ELANO Brasil Uruguai

TIAGO Portugal

ETO’O Camarões

ROBINHO Brasil

SNEIJDER Holanda

JAVI HERNÁNDEZ México

(1 ) ALE X A NDR E BAT TIBUGLI | (2) CHRIS MCGR ATH/ GET T Y IMAGE S

HOLANDA

29/6 - 11h Pretória


sábado, 3 de j u l ho de 2 0 1 0 | j o r nal p l acar

seleção

15 03

Vilão, Felipe Melo não cumpre promessa Autor de gol contra e expulso, volante diz que não tem de pedir desculpa aos colegas Dos enviados À áfrica Arnaldo Ribeiro e Ricardo Perrone

foto: Caetano Barre ir a /Fotoare na

Destemperado, Felipe Melo recebe o cartão vermelho depois de pisar no holandês Robben

Não vou ser expulso e todos vão ver que o Dunga estava certo ao confiar em mim.” Felipe Melo não cumpriu a promessa feita antes da Copa. Pelo contrário, confirmou a fama de bomba-relógio e deixa a África do Sul como símbolo do fracasso diante dos holandeses. Justamente ele, que foi o retrato fiel do técnico em campo. Depois de correr o risco de não seguir na Copa por causa de um pisão que levou de Pepe, no jogo contra Portugal, o volante se recuperou, entrou em campo e foi decisivo para a vitória holandesa, com um gol contra e um cartão vermelho. “Temos que lembrar que ele deu o passe para o gol do Robinho. Perdemos juntos”, disse o goleiro Júlio César, defendendo o colega, como fizeram os outros jogadores. Felipe deve ter contado até dez antes de suas respostas. Foi mais calmo do que de costume, apesar de levantar o tom de voz

quando perguntado se pediu desculpas ao time por deixar a seleção com um jogador a menos. “Pedir desculpas por quê? Não fui expulso por dar um soco, não agredi ninguém. Só tenho que pedir desculpa para a torcida. Assumo a minha parcela de culpa.” Felipe Melo repetiu seu modo de ver os lances que comprovam seu destempero. “Não pisei nele. Passei da bola e acabei atingindo o jogador”, disse, sobre o pisão em Robben que provocou sua expulsão. “Não sei se esse lance foi mais perigoso que a entrada do Pepe em mim, sem levar cartão.” Apesar do desastre, o volante gostou de seu desempenho na Copa. “Iniciei a jogada de três gols, não fiz uma Copa ruim. Mas tenho que pedir desculpas para a torcida porque fracassamos no objetivo de conquistar o título. Um homem não se mede só nas vitórias, nas derrotas também.” Ele ainda fez questão de lembrar que foi sua primeira derrota vestindo a camisa da seleção. Com certeza, não vai esquecer tão cedo da primeira vez.


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04

seleção

“Quartel” de Dunga descontrolou o Brasil

(1 )

O

substituto de Kaká, o edema ósseo de Elano, o jejum de gols de Luís Fabiano, a falta de opções no banco de Dunga. O Brasil inteiro debateu intensamente os fatores de um eventual fracasso na Copa. Só faltou pensar no principal: os nervos de todos. Dunga construiu um grupo baseado na seriedade, no comprometimento, na tensão. Tão sério, tão comprometido, tão tenso que se descontrolava diante do imprevisto. Quando o jogo contra a Costa do Marfim esquentou, o time perdeu a cabeça. Até o bom moço Kaká foi expulso.

(2)

Contra Portugal, já classificado, Felipe Melo só não tomou o vermelho porque se machucou antes. Luís Fabiano recebeu o amarelo e poderia em todos os jogos receber mais cartões pelo ímpeto exagerado. Contra o Chile, com o jogo definido, Ramires recebeu o segundo amarelo e ficou fora das quartas contra a Holanda. Deu um rapa no meio do campo, sem propósito. A tensão que Dunga exalava no banco contaminava os jogadores. Quando o Brasil se viu em situação complicada, os nervos descontrolados fizeram estrago maior. O empate da Holanda, aos 7min do 2º tempo, detonou uma bomba-relógio armada por quatro anos. No melhor jogo brasileiro na competição, o setor mais confiável da equipe vazou. O grande

Robinho faz cara de mau para o holandês Robben, que não se abalou nem um pouco

Vestiário do Mandela Bay tem gritaria holandesa e choro brasileiro DOS enviados À áfrica Arnaldo Ribeiro Ricardo Perrone

k Brasileiros choraram muito

Júlio César se atrapalhou com Felipe Melo, um dos melhores do time. E o desespero entrou em campo. O segundo gol holandês criou uma situação nova: pela primeira vez, o Brasil ficava atrás no marcador. Ninguém estava preparado para aquilo, uns menos que outros. Felipe Melo pode ter irritado muitos, mas não surpreendeu ninguém. Pisar em Robben foi consequência natural do momento. Robinho e Daniel Alves pareciam Michael Douglas em Um Dia de Fúria. O Brasil tinha um dos melhores contra-ataques do mundo, uma das defesas mais confiáveis, Robinho e Kaká crescendo na competição. Tinha tudo para levantar a taça. Só não tinha nervos de aço, trunfo dos campeões.

O primeiro som que se ouviu ao lado dos vestiários, após o jogo, foi a gritaria holandesa. Urros de alegria iguais aos dos franceses nas quartas de final da Copa de 2006.

Para os brasileiros, esta derrota foi mais doída. Ao contrário de quatro anos atrás, quando poucos derramaram lágrimas, desta vez quase todos choraram. Lúcio foi o primeiro a tentar juntar os cacos. Os atletas fizeram uma corrente e ele se esforçou pra reanimar a tropa com suas palavras.

Ricardo Teixeira, presidente da CBF, também foi ao vestiário falar com o time. Até hoje é criticado por ficar distante em 2006. Longe dos jornalistas, Kaká eram um dos que mais choravam. “Todos vão falar”, havia dito o chefe de comunicação da CBF, Rodrigo Paiva, em mais um es-

forço para mostrar que a seleção atual é diferente da de 2006 — muitos saíram sem dar entrevista naquela ocasião. Nem Felipe Melo se recusou a falar. Estava com os olhos vermelhos, como Júlio César e Gilberto Silva. Numa cena inédita, Dunga passou pela zona mista (onde ficam os repórteres).

Estava com a mão no ombro de Jorginho, que sempre o apoiou com fidelidade canina. Saíram de cena como entraram, há quatro anos: abraçados. seleção no celular envie a mensagem: GOLSELECAO para 22745 NOTSELECAO para 22745

tt

DOS enviados À áfrica Arnaldo Ribeiro Ricardo Perrone Sérgio Xavier Filho

Você só paga R$ 0,31 por mensagem recebida.

(1 ) R icha rd He athc ote /G et t y Image s | (2) Ro d olfo Buhrer /L a Imagem/ Fotoarena

Mais que problemas físicos e técnicos, crise de nervos dos jogadores colocou tudo a perder


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15 05

Júlio César divide erro e vira ‘capitão’ depois da derrota

Júlio César trombou com Felipe Melo no primeiro gol holandês

Goleiro assume liderança do time na hora de explicar o fracasso aos jornalistas

FOTO: FABRIC E C OFFRINI/AFP PHOTO

DOS ENVIADOS À ÁFRICA Arnaldo Ribeiro e Ricardo Perrone

E

m campo, Júlio César foi a imagem do desespero brasileiro nos minutos finais na derrota para a Holanda. Fora dele, assumiu a postura de capitão do time após o fracasso. Foi o primeiro a enfrentar os jornalistas. Saiu sozinho do vestiário e ficou cerca de 15 minutos com os repórteres, enquanto os colegas tentavam se acalmar antes de passar pela tortura de falar sobre a eliminação.

Seus companheiros saíram todos juntos, o que facilita a missão de encarar o pelotão de jornalistas. Para Júlio César, a tarefa não foi agradável. Há alguns dias, o goleiro afirmou que não gosta de dar entrevistas, e só atendia aos jornalistas porque era obrigado. Ontem, demonstrou afeto com um dos entrevistadores. Deu uma pausa nas explicações sobre a derrocada da seleção para um abraço carinhoso num repórter italiano. Logo na primeira entrevista, tratou de defender Felipe Melo e atacar a arbitragem. “Aqui todos nós perdemos juntos. Se pega-

rem as estatísticas, vão ver que ele fez uma Copa bem regular. Não sei se a expulsão dele foi justa. Comentamos no intervalo que o juiz estava se equivocando”, afirmou. Na hora de comentar o gol contra de Felipe Melo, Júlio César dividiu a responsabilidade. “Acabamos indo os dois na bola. Foi por causa da vontade de vencer, da confiança que tínhamos”, declarou o goleiro. Como representante do elenco enquanto era o único a falar com a imprensa, Júlio César tentou descrever o clima no vestiário. “A confiança deste grupo era muito grande.

Era um grupo muito fechado, concentrado e acho que conseguimos passar esse sentimento para a torcida. Por isso, doeu tanto essa eliminação. No vestiário, parecia que o mundo tinha acabado.” O goleiro era justamente o mais confiante do time. Chegou a perguntar para o zagueiro Lúcio se a taça era muito pesada. E disse que ficaria horas com ela nos braços, como se a conquista fosse apenas uma questão de tempo. Ontem, em vez de embalar o troféu, teve a missão de liderar seus companheiros na amarga despedida.


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06

quartas

brasil

holanda

Brasil troca perfeição por pane geral Primeiro tempo só não foi melhor porque a seleção não goleou; 2º tempo foi um desastre

U

ma seleção brasileira relaxada e sorridente desembarcou do ônibus no estádio Nelson Mandela Bay. Dunga rindo, Jorginho fazendo gracinhas com o cinegrafista da Fifa, Kaká batendo papo com o staff da seleção. Poucos minutos mais tarde, as fisionomias eram outras. Ao entrar em campo, os sorrisos sumiram, dando lugar a rostos crispados. Juan parecia uma pilha. Robinho e Felipe Melo suspiravam. Dunga era a imagem da tensão. Das duas uma: ou o Brasil estava apavorado ou essas caras todas eram sinal de profunda concentração.

Começo quase perfeito A segunda alternativa parecia verdadeira. Assim que a bola começou a rolar, o Brasil fez a sua melhor apresentação na Copa. Um primeiro tempo que beirou a perfeição. A Holanda foi a inventora do futebol total em 1974, aquele tipo de jogo que ninguém guardava posição, só que era o Brasil a se movimentar loucamente. Robinho se mexia para todos os lados. Luis Fabiano era um limpador de para-brisa. Kaká e Daniel Al-

(2)

ves estavam em toda parte. O gol de Robinho, em um lançamento perfeito de Felipe Melo, parecia prenúncio de uma vitória sossegada. E chances não faltaram. Kaká, Robinho de novo, Maicon à la Carlos Alberto em 70. Partidaça.

Do sossego ao descontrole Veio o segundo tempo, e o Brasil seguia bem. Até que, em um lance isolado, aos 7min, Felipe Melo e Júlio César baterem cabeça na área. Gol contra de Felipe. E aí aquela tensão do início da partida voltou. O Brasil não andava mais concentrado. Estava uma pilha. Ao 22min, mais uma bola alta na área, a especialidade brasileira. Mais um gol, agora de Sneijder. A tensão virou pânico. Felipe Melo, que já se esquentara no início do jogo, pisou em Robben. Vermelho. Mais pânico. Justamente na melhor partida do Brasil na Copa, a eliminação estava a caminho. A seleção entrou em parafuso, não sabia como reverter o quadro. A concentração do início da partida, em um estalo, se transformou em descontrole. O time era mesmo a imagem e semelhança de seu técnico. Extremamente confiante com o resultado a favor, descontrolado na primeira adversidade.

brasil holanda

1 2

(1 )

2/6/2010 – Nelson Mandela Bay (Port Elizabeth) J: Yuichi Nishimura (JAP) P: 40 186 CA: Michel Bastos, Van der Wiel, Heitinga, De Jong, Ooijer CV: Felipe Melo G: Robinho (10/1º), Felipe Melo (contra 8/2º) e Sneijder (23/2º) Brasil: Júlio César (5,5), Maicon (5,5), Lúcio (5), Juan (5) e Michel Bastos (5,5) (Gilberto 17/2º (5); Gilberto Silva (5), Felipe Melo (3), Daniel Alves (7) e Kaká (6); Robinho (6) Luís Fabiano (5,5) (Nilmar 32/2º (5)). T: Dunga HOLANDA: Stekelenburg (6), Van der Wiel (5), Heintinga (5), Ooijer (5,5) e Van Bronckhorst (5,5); Van Bommel (5,5), De Jong (6) e Sneijder (8); Robben (6,5), Van Persie (4,5) (Huntelaar 40/2º (s/n)) e Kuyt (6). T: Bert Van Marwijk

opinião do jogo

m sneijder Robben era o mais badalado, mas foi o meia da Internazionale quem destruiu o Brasil. O melhor da Holanda.

k kaká e robinho Tiveram bons momentos no Mundial, mas falharam. É a segunda Copa que não conseguem levar o Brasil além das quartas.

q felipe melo Podia sair de Port Elizabeth como herói pelo lançamento para o gol de Robinho. Mas o gol contra e o coice em Robben botaram tudo a perder.

Nos dois gols holandeses deu branco na defesa brasileira, considerada a melhor do mundo

Holandês pediu coragem no vestiário

k A Holanda voltou “audaciosa” no 2º tempo e virou o jogo

O técnico Bert Van Marwijk temeu os minutos iniciais. A Laranja poderia ter azedado ali se o Brasil tivesse aproveitado as chances para marcar o segundo gol. O meia Sneijder era da mesma opinião. “Foi difícil, se o Stekelenburg não defende aquela bola do Kaká...”, disse. A chave da vitória ho-

landesa, segundo Sneijder e o técnico, foi o intervalo. Ali foi usada a palavra coragem. Os holandeses precisavam atacar o Brasil, mudar a postura em campo. “O Van der Wiel, por exemplo. Ele estava inseguro no primeiro tempo e foi mais audacioso no segundo”, analisou Van Marwijk. O técnico, aliás, não con-

tará com Van der Wiel e De Jong, suspensos para o próximo jogo. Nada grave. Marwijk está aliviado, foi criticado pela imprensa e até pelo onipresente Cruyff por não fazer o jogo bonito. Pois essa Holanda, pragmática e com bom toque de bola, já está na semifinal para tentar o título que a geração de Cruyff não conseguiu.

(1 ) And re P enner /AP P hoto | (2) FA BRICE C OFFR I/AFP P HOTO

DO enviado À áfrica Sérgio Xavier Filho


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seleção

15 07

Kaká e Robinho não justificaram com título a fama de estrelas

Kaká e Robinho perdem 2ª (e última?) chance Estrelas da seleção pós-Ronaldos fracassaram em 2006 e em 2010. 2014? Pouco provável DOS ENVIADOS À ÁFRICA Arnaldo Ribeiro Ricardo Perrone

C

ada um reagiu à eliminação da sua maneira. Kaká chorou, rezou, se desesperou. Robinho sentiu o baque, mas absorveu. Tratou de segurar o sorriso fácil que o caracteriza. Os

dois são talvez os principais derrotados da seleção brasileira na Copa do Mundo. Candidatos a craque, estrelas solitárias de um time que não teve mais os Ronaldos, precisavam de um título mundial para entrar para a história como grandes. Dunga montou o time, nesses três anos e meio de trabalho, em função dos

dois, em função da característica principal de ambos, o contra-ataque. Mas, assim como em 2006, quando não tinham tanto destaque, o troféu não veio. “Estamos todos tristes, arrasados. Tomamos dois gols bobos. Nem temos muito o que falar”, disse Robinho, passando rapidamente pelos jornalistas.

Kaká, olhos cheios d’água, falou mais. “Outra vez, não deu. Estou muito, muito triste. Foi uma Copa muito delicada para mim. Me esforcei muito por conta das contusões. Lutei da forma que podia”, afirmou.

E em 2014? Kaká terá 32 anos na próxima Copa do Mundo. Mes-

mo se tiver fôlego para chegar lá, não estará no auge — e sabe disso. “2014 está muito longe para pensar nisso agora”, disse. No fim da zona mista, espaço para os jogadores darem entrevistas, desabafou: “Eu só quero ir para casa”. Robinho é dois anos mais novo que Kaká. Terá 30 anos em 2014, mas também

sabe que dificilmente um jogador torna-se protagonista de um Mundial depois dos 30. Se não foi a última Copa dele, talvez tenha sido a última chance de brilhar. Depois dos Ronaldos, é a vez de Kaká e Robinho deixarem o papel de protagonistas na seleção brasileira. O trono está vago. Alguém se habilita?

Campeã com Lúcio em 2002, defesa brasileira das últimas três Copas também dá adeus

FOTO S: ALE X ANDR E BAT TIBUGLI

k

Gigante em campo, Lúcio praticamente jogou sua última Copa

Se Kaká e Robinho têm poucas chances de brilharem em 2014, o trio de sustentação da defesa seleção brasileira nas últimas Copas está se despedindo de fato. O volante Gilberto Silva, 33 anos, campeão em 2002 e eliminado em 2006 e 2010, chorou como um menino depois da partida e durante as entrevistas. “É o

fim de um ciclo e esse momento é muito duro”, disse. “Só tenho de agradecer a esse grupo. Foi uma honra ter participado dele.” Juan, 31 anos, que não jogou a Copa de 2002, mas esteve em 2006, criticou a inexperiência do árbitro japonês. Disse que o time tomou dois gols atípicos e não saber como o time perdeu o controle da partida.

Já o capitão Lúcio, 32 anos, foi o único a não falar em tom de adeus. “Meu sonho de criança era jogar pela seleção brasileira. E não penso em sair dela enquanto tiver condições. Estou disposto a jogar as próximas competições.” Resta saber se o próximo treinador terá essa mesma disposição... Dos enviados à África


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08

seleção

Dunga amansa e assume culpa pela derrota

(1 )

DOS ENVIADOS À ÁFRICA Sérgio Xavier Filho

O

leão virou gatinho. O Dunga confiante e agressivo das entrevistas coletivas na África do Sul parecia outra pessoa logo após a eliminação brasileira. Meia hora após Holanda 2 x 1 Brasil, Dunga entrou na sala de imprensa do estádio Nelson Madela Bay com semblante abatido. “Todos nós sabíamos que seria um jogo crítico”, começou dizendo. Depois ouviu perguntas que em outros tempos seriam devolvidas com rugidos. “Quais erros você cometeu, Dunga?” O técnico respondeu sem alterar a expressão e medindo as palavras. “Não conseguimos manter no 2º tempo a mesma concentração do 1º tempo. E Copa se decide nos detalhes. Tirei o Michel para não ser expulso, coloquei o Nilmar para dar mais velocidade e se aproximar do Kaká quando estávamos com um a menos.” O técnico, que, segundo o Datafolha, atingiu seu maior índice de popularidade entre os brasileiros (69%), falou da dignidade e do abatimento dos jogadores no vestiário. Disse que isso significava uma mudança de postura em relação ao passado. Foi questionado sobre Felipe Melo e a parce-

la de culpa do volante na derrota brasileira. Se em outros tempos Dunga havia sido selvagem na defesa de seus filhotes, agora estava manso. “Jogar com um a menos contra uma equipe qualificada é sempre muito difícil. Mas o juiz estava sendo pressionado, não dá para culpar um. Seria injusto falar algo do Felipe. Eu sou o comandante da seleção, a responsabilidade é minha”, disse em tom de voz monocórdio. Anunciou sua demissão como quem comenta sua gripe. “Já se sabia que eu ficaria quatro anos...” Quem conhece o gênio do treinador achava que sairia faísca na pergunta seguinte. “Você não acha que a seleção brasieira deveria ter se preparado melhor para reverter um resultado negativo?” Dunga seguiu sem se alterar e disse que não se prepara um time para perder. Falou do bom clima da seleção, que passou 52 dias sem folgas e sem reclamar. Saiu depois de fininho. Nenhuma farpa, nenhuma ironia, nada. Dunga não derramou lágrimas e volta de Joanesburgo acompanhado de toda a delegação, hoje, às 16h (horário de Brasília), bem diferente do que aconteceu em 2006. O técnico que passou quatro anos se atritando com a imprensa saiu da Copa sem atirar. Pelo menos não agora.

(1 ) A LE X A NDRE BAT TIBUGLI | (2 ) M ICHAEL S OH N/AP P HOTO

Sem ironias nem patadas, treinador respondeu calmo a questões que antes irritavam

No melhor espírito 1986, Dunga pinta com o seu modelito baggy

A ERA DUNGA PARTE II

Confira os números do técnico à frente da seleção

Estreia: Noruega 1 x 1 Brasil (16/8/2006) Jogos: ........................................... 60 Vitórias: ......................................... 42 Empates:......................................... 12 Derrotas: .......................................... 6 Gols marcados: .............................. 127 Gols sofridos: .................................. 41

(1 )

Conquistas: Copa América (2007), medalha de bronze nas Olimpíadas (2008) e Copa das Confederações (2009)

(2)


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copa 2014

15 09

Felipão é favorito para assumir o Brasil (1 )

Mesmo acertado com o Palmeiras até o fim de 2012, treinador pode voltar à seleção já em dezembro

(1 ) Ed ua rdo Knap p/ Folha pres s | (2) Rodo lfo Buhrer / L a Imagem / Fotoar ena | (3 ) J. B. SCALC O | (4) Ca rlo s C o sta / Futur a Pr es s

A

Felipão é o nome favorito de Ricardo Teixeira, presidente da CBF

Copa de 2014 no Brasil favorece treinador gaúcho

k

Além da indiscutível qualidade que põe Felipão como top 1 na lista de favoritos de Ricardo Teixeira, o fator político pesa na decisão de colocá-lo no cargo de treinador da seleção brasileira. Assuntos relativos à Copa de 2014, que será disputada no Brasil, deverão demandar tempo do presidente da CBF. A celeuma em cima das cidades-sede e dos estádios serão tocadas de perto por Ricardo Teixeira. Por essas e outras, colocar um homem de confiança no comando da seleção o deixaria tranquilo para cuidar do Mundial no Brasil.

ssim como aconteceu depois da Copa de 2006, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, se trancafiará para decidir o novo treinador da seleção brasileira. Uma decisão solitária, mas que novamente tem o nome de Luiz Felipe Scolari no topo da lista. Ricardo Teixeira ainda não procurou formalmente Felipão para negociar, mas já teve ações que acenam para o retorno do técnico para a seleção brasileira. O presidente da CBF fez perguntas a cartolas do Palmeiras para saber detalhes do contrato de Felipão com o clube, como tempo de duração e multa rescisória. O contrato com o Palmeiras termina no fim de 2012 — segundo o presidente do clube, Luiz Gonzaga Belluzzo, com duração definida para que o técnico possa realizar seu desejo de comandar alguma seleção na Copa de

Bernardo Itri (colaborou Ricardo Perrone, da África)

Dois técnicos já acumularam seleção e clube (2)

Ricardo Teixeira estará envolvido com a Copa no Brasil

2014. Mas Ricardo Teixeira não quer esperar até 2013 para ter o técnico do Mundial que o Brasil sediará. Para isso, terá que decidir logo. PLACAR apurou que Carlos Pracidelli, treinador de goleiros levado por Felipão para o Palmeiras, falou a amigos que já havia um acordo entre o técnico, a CBF e o clube. Contou que Felipão ficará no comando do Palmeiras até dezembro deste ano e assumirá a seleção brasileira, mas continuaria fazendo consultoria para o clube. E seu auxiliar, Flávio Murtosa, ficará à frente da equipe até o fim do contrato. Se isso for oficializado, a seleção brasileira ainda não terá Felipão para sua primeira partida pósCopa, no dia 10 de agosto, um amistoso contra os Estados Unidos na casa do adversário.

(3)

(4 )

Cláudio Coutinho (Flamengo, 1978/1979)

Vanderlei Luxemburgo (Corinthians, 1998)

O inventor de termos como “overlaping” e “ponto futuro” foi o primeiro e único a ir para uma Copa acumulando as funções de técnico na seleção brasileira e em um clube. Pelo Brasil, trouxe o título de “campeão moral” da Copa de 1978, na Argentina, sem, no entanto, convencer em campo. Passou o comando da seleção em 1980 para Telê Santana para se dedicar exclusivamente ao Fla. Morreu em 1981.

O Timão estava impossível no Brasileirão de 1998 quando o cargo de técnico da seleção ficou vago. Vanderlei Luxemburgo, técnico corintiano, foi convidado para treinar a seleção e concordou em acumular as funções até o fim daquela temporada. A despedida do Corinthians foi feliz (campeão brasileiro), mas a da seleção não — demitido depois de fracassar nas Olimpíadas de 2000.


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copa Ronaldo “aconselha” volante a não passar férias no Brasil Após a queda do Brasil, quase ninguém pôde acessar o twitter, graças à explosão de comentários no site. Quem entrou se divertiu com o Fenômeno (abaixo), que aconselhou Felipe Melo a não tirar férias no Brasil. Ronaldo no Twitter Antes do jogo... Saí do treino e cheguei em casa. A movimentação nas ruas é espetacular. Quando estava na copa, não tinha essa noção... Q nervoso!!!!! Muito pior assistir a Copa do que jogar!!!!! #tenso O pré-jogo é foda. Amo a camisa azul também!!!

Torcedor da Holanda assiste à festa brasileira no primeiro tempo; depois, na etapa final, os papéis se inverteram

Essa é a hora onde dá o friozinho na barriga...

Ressaca domina a Augusta

Depois que começa o jogo, isso passa.

Na rua mais baladeira de São Paulo, alcoólatras anônimos e conhecidos nem ligaram pra derrota da seleção por 2 x 1

O Dunga tem um time que representa o que você sente?”, diz um bêbado anônimo em uma sinuca da Augusta. “Para um cara que estuda a história do futebol, acha que seria legal mostrar o Dunga campeão do mundo? O Maradona é muito mais representativo”, continua o ébrio pessimista antes de fazer um convite para uma ligeira partida de bilhar. O morador de rua Dejair de Souza Dias, 57 anos, ainda não sabe onde verá a peleja, afinal não são todos os lugares que o recebem bem com sua sacola

plástica preta, barba grande e a aparência desleixada. O santista acredita que o Brasil vencerá por 1 x 0, mas aposta em um jogo pesado. “Vai ser um jogo difícil mesmo, duro. Os caras são bons”, diz. Na Rotisserie Bologna, as mulheres (ou a mulher) não têm espaço na frente da TV. Nair Silva, que acha indelicado dizer a idade, trabalha lá há 15 anos e é sua terceira Copa atrás do caixa (local mais distante da TV no ambiente). À sua frente encontram-se 12 homens animados e eufóricos com a disputa que acabara de começar. Na ponta do balcão, sem nem

passar os olhos pela televisão, está Antônio Torres, 63 anos. Ele não gosta de futebol e prefere ficar num lugar mais tranquilo enquanto os companheiros gastam a garganta. Outro que não conseguiu ver a partida, mas por “forças maiores”, foi o vigilante Glen Fuziki, 29 anos, obrigado a tomar conta de um terreno da Faculdade das Américas, localizada alguns quarteirões abaixo. “Eu acompanho pela euforia da galera mesmo.” Glen não costuma ficar naquele posto, mas justo hoje estranhamente o outro vigilante passou mal (acrescen-

te aqui todas as aspas do mundo) e ele teve que ficar sem nem uma televisãozinha. Ao saber do empate da Holanda, não ficou nada contente nem com Dunga nem com o enfermo funcionário que o fez mudar de posição. A Augusta não chorou. No máximo foram desferidos alguns despautérios contra o time. As vuvuzelas continuaram ecoando (talvez por não terem mais nenhuma utilidade) até que cessaram. Fim de jogo, fim do sonho do hexa e a rua Augusta se prepara para mais uma noite de sexta-feira. Pedro Henrique Araújo

Adoro essa música da Fifa!!! Começa o jogo Veel succes!!!! Brasil!!!! Isso é boa sorte em holandês. Foi!!! Gol do Brasil Bom passe do Felipe e finalização de gênio. Aprendeu bem esse meu aluno. Hehehheh boa muleque! Restante do 1º tempo Ninguém falando da movimentação do Luís Fabiano... Mas poucos repararam... Só centroavante bom faz isso!!! Galvão tá perdendo a voz... Fantástico o time brasileiro. Na área de perigo, a marcação é sempre dobrada ou triplicada. Não é qualquer time que faz isso!!!!!!! Bom 1º tempo. RT @lediocarmona: A defesa do Brasil é espetacular. Holanda empata Não acredito na falta de comunicação entre o Júlio e o Felipe. Júlio sempre quando sai grita. Mas na hora ali os dois querem definir... Acontece! Vamos pra cima deles!!!! Holanda vira Tô sem palavras! Acredito ainda!!!!!!! Tinha que arriscar atrás. Felipe Melo é expulso Felipe Melo não deve passar as férias no Brasil... Fim de jogo Força Júlio, vocês foram grandes e têm o respeito de todos. Aos meus amigos, minha solidariedade. Momento difícil. Vocês são guerreiros!!! 2014 está logo aí!!!!! Agora não tem jeito. Vamos aguentar... Os meninos lutaram, foram dignos e fortes.

Bola pra frente Vamos para 2014. O Brasil está com vocês. Vamos fazer todos juntos uma grande Copa aqui.

Na oficina mecânica, o trabalho não parou durante o jogo

No boteco, o desespero com os 2 x 1 pra Holanda tomou conta

FOTO S: DANIEL KFO UR I

Infelizmente, perdemos todos. Força rapaziada.


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uruguai

quartas

gana

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A antológica “defesa” de Suárez no último minuto da prorrogação

Heróico, Uruguai vai à semi após 40 anos Celeste se salva na prorrogação e vence Gana nos pênaltis com cavadinha de Loco Abreu DoS enviadoS À áfrica Jonas Oliveira Fernando Valeika

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ode não ter sido o jogo mais bonito da Copa, mas foi certamente o mais emocionante. Logo a menos nobre das quartas reservou aos 84000 presentes no Soccer City, em Joanesburgo, um dos desfechos mais inacreditáveis da história das Co-

pas. O Uruguai, que havia 40 anos não chegava às semis, reverteu um jogo que já estava perdido, depois de perder seu capitão, sair atrás no marcador e cometer um pênalti no último minuto da prorrogação. A noite foi longa para os uruguaios, que nos primeiros 25 minutos dominaram a partida e obrigaram o goleiro Kingson a fazer duas grandes defesas. Mas, nos 20 minutos seguintes,

só deu Gana. Cabeçada de Vorsah, chute de Gyan, bicicleta de Kevin Prince Boateng. Para piorar, aos 37min os uruguaios perderam o capitão Diego Lugano, contundido. O empate parecia de bom tamanho, mas aos 46min Muntari recebeu a bola na intermediária e arriscou de longe. Gyan ainda se abaixou para deixar a bola seguir até o canto esquerdo do gol de Muslera. Aos 9min do 2º tempo, a

história começou a mudar. Diego Forlán cobrou uma falta com perfeição e empatou. As duas equipes tiveram chances de marcar, mas a vaga foi adiada para a prorrogação. E os africanos, que tinham o apoio absoluto do estádio, pressionaram os uruguaios como se soubessem da necessidade de evitar os pênaltis. E no último minuto, após um bombardeio do ataque ganês, o atacante Suárez protagonizou

um lance para a história das Copas. Como um goleiro, usou as duas mãos para salvar em cima da linha o gol de Gana. Nos pés de Gyan, a chance de colocar pela primeira vez um africano nas semifinais. Mas mandou a bola no travessão. Antes das cobranças de pênaltis, ambas as equipes pareciam incrédulas — os ganeses pela chance de ouro desperdiçada, os uruguaios pelo milagre a caminho. opinião do jogo

“Hoje a mão de Deus foi minha”, diz Suárez

(1 ) H as san Ammar /AP Photo | (2) Themba Ha debe /AP Photo

k

Expulso por salvar o que seria o gol da eliminação uruguaia, Suárez assistiu do túnel do vestiário à cobrança de Gyan, que bateu no travessão. Ovacionado como um herói por seus companheiros, o atacante que vinha se destacando no Mundial por sua habilidade com os pés tornou-se protagonista de um lance genial com as mãos. “Hoje a mão de Deus foi minha. Pelo que conseguimos, foi o melhor vermelho da minha vida. Passei de uma tristeza enorme ao alívio. Estamos vivos”, disse.

Na entrevista coletiva após a partida, o técnico Oscar Tabárez rechaçou as críticas de jornalistas à atitude do jogador. “Quando se coloca a mão na bola dentro da área, marca-se pênalti e expulsa-se o jogador. É um instinto do jogador de não deixar a bola entrar. Ele foi punido por isso e não jogará a próxima partida. Não sei o que mais querem que o façam com ele ou a equipe. Ou Suarez também é culpado porque Gyan errou o pênalti?” Dos enviados à África

m Suárez

Deu muito trabalho à defesa de Gana e obrigou Kingson a fazer grandes defesas. No último minuto da prorrogação, fez a “defesa” do jogo.

(1 )

k Lugano

O capitão uruguaio deixou o campo ainda no 1º tempo, contundido. Ainda não se sabe a gravidade da lesão, mas pode ser mais um desfalque para a partida contra a Holanda.

q Gyan “Loco” Abreu celebra o gol que botou o Uruguai nas semifinais

O atacante, que já havia convertido dois pênaltis na Copa, falhou no momento decisivo. Teve a chance de colocar Gana nas semifinais, mas mandou no travessão.

Forlán converteu a primeira cobrança e Gyan desta vez bateu bem. Do lado uruguaio, Máxi Pereira mandou sua cobrança por cima do travessão, mas Muslera defendeu as cobranças de Mensah e Adiyiah. Bastava ao Uruguai converter a última cobrança, missão que caberia a Loco Abreu. E ele fez jus ao apelido que leva. Bateu com uma cavadinha e desatou a loucura nas ruas de Montevidéu. uruguai gana

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2/7/2010 - Soccer City (Joanesburgo) J: Olegário Benquerença (POR) P: 84 017 CA: Fucile, Arévalo, Pérez, Pantsil, Sarpei e Mensah CV: Suárez G: Muntari (47/1º) e Forlán (10/2º) URUGUAI: Muslera (8), Maxi Pereira (5), Lugano (5,5) (Scotti 37/1º (5,5)), Victorino (5) e Fucile (5); Diego Pérez (6), Arévalo (5,5) e Álvaro Fernández (5) (Lodeiro int. (5,5)); Cavani (5,5) (Loco Abreu 30/2º (6)), Forlán (7) e Suarez (6,5). T: Oscar Tabárez. GANA: Kingson (6), Pantsil (5,5), Vorsah (5,5), John Mensah (5) e Sarpei (5,5); Annan (5,5), Inkoon (5,5) (Appiah 28/2º (5)), Asamoah (5,5), Muntari (6) (Adiyiah 42/2º (5)) e Prince Boateng (6,5); Gyan (4). T: Milovan Rajevac.


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espanha

paraguai

No ataque, Espanha tenta vencer a retranca paraguaia

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Reis da posse de bola, espanhóis tentam vencer o bloqueio defensivo dos sul-americanos para avançar Fernando Valeika

P

elo tom das palavras de espanhois e paraguaios, já estão determinados os papéis da partida das quartas de final que definirá o quarto candidato ao título: de um lado, os europeus atacarão e terão a posse de bola; do outro, caberá aos sul-americanos uma defesa heróica e, muito raramente, uma estocada no ataque. Talvez de bola parada. “Se tivéssemos de disputar um campeonato de 20 rodadas contra a Espanha, nossas chances seriam pequenas”, disse, em tom sincero, o argentino Gerardo Martino, técnico da seleção do Paraguai. “Mas, em uma partida com 90 ou 120

minutos, nossas chances aumentam, se jogarmos com o coração e com vontade de chegarmos às semifinais.” Queixoso dos erros de passe nas quatro primeiras partidas dos paraguaios (e da falta de gols), Martino já antecipa que seu time desta vez quer mais é jogar atrás, pressionando o rival. “Estaremos preocupados com que a seleção da Espanha toque a bola à vontade”. E caberá a nós, atacantes, nos movimentarmos para tentar aproveitar as ocasiões que tivermos”, diz o atacante Benítez, que poderá ser a surpresa do time para amanhã. Do lado dos campeões europeus, o clima de favoritismo não é descartado. Mas eles esperam um adversário traiçoeiro. “Temos de tomar muito cuidado com os discursos vitimistas”, diz o técnico

espanhol, Vicente Del Bosque. “Não podemos pensar que já estamos nas semifinais antes de vencer um adversário que nos colocará muitas dificuldades.” E quais seriam elas? “Os paraguaios são fortes defensivamente, marcam muito bem no campo inteiro e estão motivados”, diz Cesc Fábregas, destaque no título europeu, atualmente na reserva da seleção. “Em Copa do Mundo, não tem essa de time fraco, ainda mais nesta altura da competição”, concorda o zagueiro Piqué. “Já tivemos lições suficientes em Mundiais e sabemos como uma equipe pode ser eliminada.” Pois é, pelo jeito a desclassificação do antes todo-poderoso Brasil anda fazendo escola. E humildade e pés no chão viraram palavras da moda, mesmo para favoritos.

Com quatro gols, David Villa, artilheiro da Espanha e da Copa, tenta furar a retranca guarani

Técnico: Gerardo Martino

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Fernando Torres era o candidato a artilheiro da Espanha. Afinal marcou 23 gols em 72 partidas, o melhor desempenho entre os 23 convocados. Só que até agora seus gols não deram o ar da graça na África do Sul. Não marcou e pouco fez em campo nos quatro jogos da Fúria em terras sul-africanas. Em compensação, David Villa já marcou quatro vezes.

Seu prestígio, claro, está em baixa, mesmo com a seleção prestigiadíssima. A ponto que 65% dos votantes em uma enquete do jornal espanhol Marca terem pedido a substituição dele por outro Fernando, o Llorente. “Torres é um jogador experiente e daqui a pouco fará de novo os gols que estamos todos esperando”, disse Fábregas. “Confio no Torres e ele não sairá do

time”, já definiu o técnico Vicente Del Bosque. No fundo, os espanhóis têm um exemplo para se mirar: em 1982, o centroavante da Itália, também passou a primeira fase em branco: era um certo Paolo Rossi, que acabou virando o goleador e herói do tri da Azzurra, mesmo acordando apenas nas quartas de final, justamente contra o Brasil. Do enviado à África

Técnico: Vicente del Bosque

Espanha

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1 Villar 6 Bonet 21 Alcaráz 14 Da Silva 3 Morel Rodríguez 13 Vera 15 Victor Cáceres 8 Barreto 18 Haedo Valdez 19 Barrios 9 Santa Cruz

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7 6

3

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1 Casillas 15 Sergio Ramos 3 Piqué 5 Puyol 11 Capdevilla 14 Xabi Alonso 8 Xavi 16 Busquets 6 Iniesta 7 David Villa 9 Fernando Torres

Hoje • 15h30 • Ellis Park (Joanesburgo) • J: Carlos Batres (GUA)

Fúria ainda acredita em Fernando Torres

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Paraguai

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Fernando Torres ainda não desencantou no Mundial. Vai ser hoje?

(1 ) Jasp e Juinen/ Get t y Image s | (2) Da niel Ochoa de Ol z a /AP Photo

DO enviado À áfrica


sábado, 3 de j u l ho de 2 0 1 0 | j o r nal p l acar

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argentina alemanha

Diego: “A derrota do Brasil? Não é problema meu”

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Maradona ironiza a desclassificação do rival, diz que fará a Alemanha correr atrás da bola e garante que Messi joga Do enviado À áfrica Fernando Valeika

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Maradona desdenhou do resultado do Brasil e da Alemanha

Técnico: Diego Maradona

Argentina

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Técnico: Joachim Low

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22 Romero 15 Otamendi 13 Samuel 2 Demichelis 6 Heinze 14 Mascherano 8 Verón 7 Angel Di María 10 Lionel Messi 11 Tevez 9 Higuaín

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1 Neuer 16 Lahm 3 Friedrich 17 Mertesacker 20 J. Boateng 6 Khedira 7 Schweinsteiger 13 Muller 8 Ozil 10 Podolski 11 Klose

Hoje • 11h • Green Point (Cidade do Cabo) • J: Ravshan Irmatov (UZB)

(1 ) Ricar do Ma z a l an/AP P hoto | (2) G ero Breloer /AP Photo

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Sem colher de chá Sobre o adversário de amanhã, preferiu não dar muita colher de chá para a Alemanha. Primeiro, afirmou que no futebol não há invencíveis. Depois foi mais direto sobre o desempenho do europeus. “Não vamos exagerar sobre os 4 x 1 deles sobre a Inglaterra: sabemos que ganharam com muita facilidade porque lhe deram os contra-ataques e o árbitro não validou um gol legítimo”, disse, com ar de desdém, para depois concluir: “Sei também que a equipe deles perdeu para a Sérvia por 1 x 0 e só venceu Gana graças a três defesas do goleiro deles (Neuer), cara-a-cara”.

Messi em campo Maradona quer que seus jogadores dêem tudo em campo e consigam passar para as semifinais pela primeira vez em 20 anos. Deu pistas de que, como se esperava, a Argentina entrará em campo com a mesma equipe que derrotou o México nas oitavas. “Mostramos um time ofensivo e com bom equilíbrio no meio de campo, portanto não é o momento de mudanças e muito menos de improvisar”, falou. Isso significa que não há a menor dúvida sobre a escalação de Messi, poupado do treino de ontem, na Universidade de Pretória. “Poupei o Lionel para que entre bem contra a Alemanha”, disse. “Ele e o resto do time estão bem concentrados para fazer o que lhes pedi: conservar a posse de bola e colocar os alemães para correr muito tempo.” Simples assim.

“Para vencer a Argentina, é preciso não ter medo”

k

Low e a seleção alemã surpreenderam na Copa da África

iego Maradona, o técnico da Argentina, não perdeu a ironia ao falar pela primeira vez da eliminação do Brasil, na entrevista que concedeu no Green Point, na Cidade do Cabo, na véspera da decisão entre a sua seleção e a da Alemanha, no confronto que definirá um semifinalista na Copa da África do Sul. Primeiro brincou com os fotógrafos, com coletes alaranjados como manda o regulamento da Copa. “Todos vestidos de holandeses, hein?”, brincou, quase duas horas depois de terminado Holanda x Brasil. Quando perguntado sobre a desclassificação do maior rival, preferiu jogar na retranca. “Tenho coisas mais importantes para

pensar do que em quem perde”, ironizou. “Isso é um problema do Brasil, o que me importa é a Alemanha. A Argentina nem favorita é ...”

O técnico alemão Joachim Low chegou à Copa na pior. Sua maior estrela, Ballack, machucou-se dias antes de a bola rolar na África do Sul. O goleiro titular, Neuer, nem era cotado para jogar — em novembro, o titular Encke cometeu suicídio, e Butt e Wiese eram opções melhores. Seis jogadores titulares, como Ozil, Khedira e Tho-

mas Muller, vieram quase que diretamente da seleção sub-21, que ganhou o título europeu — não por acaso goleando a Inglaterra por 4 x 0 na final. Só que o time de Low se deu bem. Apesar de um tropeço contra a Sérvia, a seleção está em alta. E nem o fato de Podolski, um dos mais experientes do time, ter sentido dores é capaz de tirar sua tranquilidade.

“Tenho cartas na manga”, disse na última entrevista antes do duelo contra a Argentina. “Se ele não puder jogar, entram Jansen, Marin ou Kroos”, disse, como se anunciasse Gerd Muller, Klinsmann ou Bierhoff, todos astros consagrados. Pode estar aí o segredo da Alemanha: em uma equipe sem estrelas e com muita vontade, cada joga-

dor conta. Por isso, nem mesmo a contusão do brasileiro naturalizado alemão Cacau tira o seu sono. “Os talentos da Argentina são incomparáveis: tem Messi, Tevez, Higuaín. Há craques até no banco, onde há um Diego Milito sentado”, afirmou. “Para vencer um time destes, será preciso não ter medo e partir para fazer gols.” Do enviado à África


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sábado, 3 de j u l ho de 2 0 1 0 | j o r nal p l acar

A etapa de Maresias do SuperSurf Internacional volta a ser disputada hoje, depois de dois dias sem ventos e ondas.

FORA DA ÁFRICA

Marco Aurélio defende a liderança do ranking.

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corinthians

Dida não é unanimidade no Timão

Ala no clube considera o goleiro velho; decisão sai quando Andrés chegar

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om a eminente saída de Felipe para o italiano Genoa, a torcida corintiana não fala em outra coisa que não seja o retorno de Dida ao Parque São Jorge. Mas, por estar prestes a completar 37 anos, o goleirão não agrada a todos no Corinthians. O vínculo de Dida com o Milan acabou na quinta-feira e ontem o atleta publicou uma nota no site milanista. “Hoje é o primeiro dia, após dez anos, que vivo como exrossonero. Esperei o término do contrato pra saudar afetuosamente todos os torcedores que nestes anos estiveram muito perto de mim e com os quais compartilhei alegrias e amarguras”, escreveu. O baiano não se esqueceu de agradecer ao dono do clube, Silvio Berlusconi, ao vice-presidente, Adriano Galliani, e ao ex-técnico Carlo Ancelotti, hoje no Chelsea. “Foi o treinador que me permitiu jogar nesta fantástica equipe”, finalizou.

Opiniões divididas

Bruno Favoretto

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Fora do Milan, Dida pode voltar ao Timão pela terceira vez

(1 ) Cl aud io Vill a /Get t y Image s | (2) Guilherme Dionízio/ Futur a Pr e s s | (3) reprod ução

Presidente do Conselho de Administração:

Rober­to Civi­ta Giancarlo Civita Vice-Pre­si­den­tes: Arnaldo Tibyriçá, Douglas Duran, Marcio Ogliara, Sidnei Basile Presidente Executivo:

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distribuição do jornal placar Confira os cruzamentos em que você pode encontrar o Jornal PLACAR no final de semana. O tempo médio de distribuição é de quatro horas.

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Eliza Samudio em um vídeo na internet

Funcionário alimentou Eliza

k Neymar pode sair da Vila

crê que o clube inglês alcance a multa rescisória, com receio de que Barcelona ou Real apresentem propostas que sejam mais atraentes a Neymar na questão profissional.

Jairo Mendes Leal

Roberto Civita (Presidente), Thomaz Souto Corrêa (Vice-Presidente), Giancarlo Civita, Jairo Mendes Leal, José Roberto Guzzo Diretor de Assinaturas: Fernando Costa Diretora de Mídia Digital: Fabiana Zanni Diretora Geral de Publicidade:

caso bruno

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Roberto Civita

Presidente Executivo:

Diretor de Planejamento e Controle:

Chelsea corre por Neymar Uma proposta que teria sido apresentada à diretoria santista pode mesmo levar Neymar. Embora tenhase especulado sobre uma transferência do atacante para o West Ham, da Inglaterra, seu destino deverá ser o Chelsea. A proposta inicial do clube é de cerca de 20 milhões de euros — 15 milhões de euros mais baixo que a multa rescisória do jogador. Pessoas próximas a Neymar acreditam que essa proposta seria suficiente para que o Chelsea leve o atacante. Caso esse valor não satisfaça a diretoria do Santos, o estafe do jogador

Editor:

Conselho Editorial:

(1 )

A possível terceira passagem de Nelson de Jesus Silva, o Dida, pelo Corinthians divide opiniões na zona leste. A situação só vai ser discutida a partir de segunda-feira, com a presença do presidente Andrés Sanchez, que chega da África do Sul amanhã. “Não vamos falar em nomes por enquanto”, disse Luiz Paulo Rosenberg, vice-presidente de marketing. O Jornal PLACAR apurou que uma ala de conselheiros é contrária à vinda de Dida por causa da idade avançada. “Se o Felipe sair, não o substituiremos com um goleiro qualquer”, contou Mano Menezes. Outros dois nomes interessam, mas são quase impossíveis. Gomes, do Tottenham-ING, vai jogar a Liga dos Campeões, enquanto que Diego Cavalieri, reserva do Liverpool, pretende ficar na Europa.

VICTOR CIVITA (1907-1990)

Fundador:

Funcionário do sítio do Bruno, Elenilson Vitor da Silva prestou depoimento ontem à polícia mineira. Ele disse que Eliza Samudio estava no sítio entre os dias 8 e 9 de junho e que levava comida para ela e para o filho de quatro meses num quarto da residência, em Esmeraldas (MG). As palavras contradizem o

que disse Bruno, que, anteontem, afirmou que não via a estudante de 25 anos havia dois meses. O pai da moça, Luis Carlos, disse ter certeza que Eliza não deixaria o filho com qualquer pessoa — o goleiro falou que ela largou Bruninho com um de seus funcionários pra resolver problemas pessoais.

A partir das 8h20 9 de Julho x Brasil Radial Leste x Almirante Brasil Radial Leste x Hipódromo Portaria USP Radial Leste x Álvaro Ramos Estados Unidos x Rebouças Henrique Schaumann x Rebouças Brasil x Rebouças Braz Leme x Santos Dumont Alvarenga x Raposo Tavares Henrique Schaumann x Cardeal Santos Dumont x Santa Eulália Cruzeiro do Sul x Ataliba Leonel A partir das 9h Nelson Hungria x Morumbi Sumaré x Lisboa Chucri Zaidan x Roque Petroni Cruzeiro do Sul x Zaki Narchi Pedroso de Moraes x Teodoro Sampaio Faria Lima x Cidade Jardim Faria Lima x Juscelino Pompeia x Turiassu Francisco Matarazzo x Pompeia Faria Lima x Rebouças Brasil x Brig. Luiz Antônio

A partir das 9h30 Monumento das Bandeiras República do Líbano x Moura Andrade Paulista x Augusta Entrada do parque Ibirapuera Sumaré x Antártica Praça Panamericana x Fonseca Rodrigues Praça Panamericana x Pedroso de Moraes República do Líbano x Ibirapuera Paulista x Brig. Luiz Antônio Pedroso de Moraes x Inácio Pereira da Rocha Parque Villa Lobos A partir das 10h Paulista x 13 de Maio Praça Apekatu x Gastão Vidigal Praça Apekatu x Queiroz Filho Rodrigues Alves x Domingos de Moraes Sena Madureira x Domingos de Moraes Francisco Cruz x Vergueiro


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PLACAR.COM.BR

recordes

JORNALPLACAR@ABRIL.COM.BR

Pelo menos nos números, Brasil é melhor Gol mais rápido

Partida com mais cartões (1 )

k O gol mais

(2)

rápido de todas as Copas foi marcado em 2002, no Mundial do Japão e da Coreia do Sul. O autor foi o turco Hakan Sukur, na disputa de terceiro lugar contra a Coreia. Acabou 3 x 2 para a Turquia. Mais vitórias

Mais derrotas

kO Brasil é a seleção com mais vitórias em Copas, com

k O México, com oito participações em Copas do mundo e

67 triunfos. Em segundo lugar vem a Alemanha, com 58, e em terceiro está a Itália, com 44. A Argentina aparece na sequência, com 37, e a Inglaterra, com 26 vitórias.

49 jogos disputados, é o time que acumulou maior número de derrotas: foram 24. Em segundo, empatam Argentina e Alemanha, com 19 derrotas cada. O Brasil tem apenas 15. Técnico com mais vitórias em Copa

Partida com mais gols marcados

k O jogo das

(1 ) PASCA L G UYOT/AFP P HOTO | (2) RICA RDO C ORRE A | (3) A FP IMAGE S | (4) REPRO DUÇÃ O

k Foram 20 cartões aplicados na partida das oitavas de final entre Portugal e Holanda na Copa da Alemanha, em 2006. Quem apitou a partida foi o russo Valentin Valentinovich Ivanov, que distribuiu 16 amarelos e quatro vermelhos.

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quartas de final da Copa de 1954, entre Áustria e Suiça, foi a partida com mais gols em Copa até hoje, com 12 gols. O placar foi 7 x 5 para a Áustria. Em seguida vem a goleada por 10 x 1 da Hungria sobre El Salvador, em 1982, e Brasil 6 x 5 Polônia, em 1938.

k

O alemão Helmut Schon comandou a seleção de seu país em quatro Copas: 1966, 1970, 1974 e 1978. Em 25 jogos, conseguiu 16 vitórias, 6 empates e 3 derrotas.

(3)

Expulsão mais rápida

k Foi a do uruguaio

(4 )

José Batista, aos 55s da partida entre a sua seleção e a Escócia, pela primeira fase da Copa de 1986, no México. A partida terminou empatada em 0 x 0.

Seleção com mais gols em Copa

k O Brasil é o time que mais marcou gols em Copas do Mundo. Foram 210 em 98 jogos. A Alemanha é a segunda, com 199 gols. A Itália balançou as redes 126 vezes e a Argentina, 121.

210

199

126

121


jornal placar edicao 181