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Animação Sociocultural 1ºano

Instituto Politécnico de Beja Escola Superior de Educação Animação Sociocultural 1ºano Ano Lectivo 2010/2011 Beja, 15 de Julho de 2011

Projecto: A Princesa Bolha

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Animação Sociocultural 1ºano

Dossier do Projecto

Unidades Curriculares: TICM / Artes Performativas II / Música Docente: Ana Velhinho / Marco Silva / António Cartageno Alunos: Ana Silva nº9444 Joana Espada nº10240 Rita Garrido nº4773 Vanessa Afonso nº10244

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Animação Sociocultural 1ºano

Índice

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Introdução Plano de trabalho  Pesquisa  Divisão de tarefas  Calendarização

Projecto  Sinopse  Dramaturgia  Fotos do processo de construção do boneco  Reflexão sobre a pesquisa  Esboços das personagens  Estudo dos cenários

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Reflexões individuais Conclusão Bibliografia / Webgrafia

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Animação Sociocultural 1ºano

Introdução No âmbito das unidades curriculares de Artes Performativas II (Artes Plásticas e Música) e TICM (Tecnologias de Informação e Comunicação Multimédia), foi-nos proposto a elaboração de um projecto de teatro de fantoches, onde cada grupo irá escolher uma técnica de fantoches e colocá-la em prática. Com o apoio das unidades curriculares apresentadas em cima, iremos elaborar todo o processo de construção do projecto (banda sonora, construção dos fantoches e a divulgação do espetáculo). Após uma reflexão das várias ideias que nos surgiram inicialmente, concluímos que seria relevante abordar no projecto a importância da higiene diária, bem como o conceito de amizade através de uma peça de teatro de fantoches cómica, mas, ao mesmo tempo, pedagógica, sendo que o nosso público alvo serão crianças dos 7 aos 12 anos. Para a concretização do mesmo, iremos utilizar diferentes tipos de materiais, tais como esponja, drakalon, feltro, cola quente, lã, tecidos e roupas velhas, criando quatro personagens: a Princesa Bonita, a Princesa Feia, o Félix (personagem secundária) e o Toni (personagem principal). Ao longo deste dossier, iremos apresentar vários aspectos importantes no decorrer do projecto: o plano do projecto, que engloba a pesquisa, a divisão de tarefas e a calendarização, apresentando, também, o guião da peça, bem como todos os pormenores que contribuirão para a construção do mesmo.

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Plano de Trabalho …Pesquisa de informação… É interessante observar que a dramaturgia do teatro para crianças no Brasil apresenta, com freqüência, cenas onde são utilizados recursos do teatro de animação. É comum encontrar nessa dramaturgia, ora uma cena onde o autor sugere o uso de máscaras, ora uma personagem mitológica ou fantástica a ser representada por uma forma animada ou boneco, ou cenas com as técnicas do teatro de sombras. Isso permite constatar a existência de certo interesse por parte de encenadores, que com isso, demonstram estar abertos à presença de formas animadas em cena ou à utilização dramática de materiais e objetos nos espetáculos que dirigem. No entanto, vale destacar que o uso de tais recursos está direcionado, muito mais no sentido de dar certa dinâmica ao texto, criando climas ou mesmo objetivando resolver certos problemas técnicos como caracterização física de personagens, do que experimentar

ou

trabalhar

a linguagem específica do teatro de animação. Assim configura-se mais como uma dramaturgia que se utiliza, eventualmente, desta linguagem do que numa dramaturgia própria da linguagem do teatro de animação. Assim configura-se mais como uma dramaturgia que se utiliza, eventualmente, desta linguagem do que numa dramaturgia própria da linguagem do teatro de animação. Este estudo pretende elencar características da dramaturgia do teatro de animação, percebendo suas especificidades quando destinada ao público infantil. Não se trata de definir limites sobre onde começa e termina o teatro de animação, aliás, tarefa difícil e com certeza de pouca significação principalmente porque hoje as artes, sabiamente, mesclam cada vez mais diferentes linguagens. Interessa, isto sim, discutir um tipo de jogo teatral que acontece quando o ator se utiliza mediações entre ele e o público, onde o objeto/boneco é intermediário dessa relação. (1) 1. TEATRO DE ANIMAÇÃO São diversas as denominações para designar a linguagem do teatro de animação: teatro de bonecos, teatro de fantoches, teatro de marionetes, teatro de objetos, teatro de formas animadas, teatro de figuras. Cada uma delas utiliza materiais e procedimentos técnicos distintos. O importante, no entanto, é perceber que se trata

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Animação Sociocultural 1ºano de uma manifestação teatral, onde objetos ou formas são animadas pelo ator e passam a ser o foco da atenção na representação. A definição de Amaral, por certo, pode ajudar na identificação de traços fundamentais desta linguagem: “boneco é o termo usado para designar um objeto que, representando a figura humana ou animal, é dramaticamente animado diante de um público.” (Amaral, 1991:69) As afirmações aí contidas destacam duas propriedades fundamentais desta linguagem. A primeira se refere ao objetivo e à incondicionalidade da animação. Isso significa partir do pressuposto que o que confere especificidade do teatro de animação é a presença do objetivo animado. E o sentido de animação. E o sentido de animado, aqui, referindo-se à vida, ou mais precisamente à sua derivação de anima, alma. Diz respeito ao objetivo a quem se lhe empresta alma para possuir vida. A segunda propriedade é a presença do ator/manipulador, o bonequeiro. Para que o objeto extrapole a condição de inércia, de matéria inanimada, para deixar de ser escultura e passar a agir ou atuar, faz-se necessária a presença do ator/manipulador, que passa a ser uma condicionante na medida em que é através da presença que os gestos, ações e seleção de movimentos se efetua. É o ator/manipulador que cria, experimenta e decide os gestos que caracterizam a personagem. Assim, entendemos o teatro de animação como uma linguagem com especificidades, com certa lógica e procedimentos diferenciados de outras linguagens dramáticas. Colocam-se, a partir disso, outras questões que precisam ser apontadas: a expressividade do objeto, que está relacionada em certa medida com sua confecção ou escolha, mas principalmente com o uso que se faz dele na cena. A expressividade do ator/manipulador que, num determinado espaço, dá vida ao objetivo através do movimento e da voz. E um terceiro aspecto diz respeito à história, ao texto, aos diálogos e a sua trama dramática. Naturalmente, esses aspectos, inseparáveis na prática teatral, fundem-se numa só expressão totalizadora, o teatro de animação. A partir disso se faz necessário elencar algumas particularidades que seguramente devem estar presentes num texto dramático para crianças. 2. O TEXTO Uma das primeiras indagações que surge quando se pensa no texto dramático para teatro de bonecos é sobre a existência de diferenças e especificidades em relação ao texto dramático a ser representado por atores. No entanto, mais do que negar ou concordar com a existência de tais especificidades, o desafio se coloca no sentido de apresentá-las.

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Animação Sociocultural 1ºano Em relação à forma de apresentação do texto, uma das características mais evidentes na dramaturgia dessa linguagem é a freqüência de rubricas, indicação escrita descrevendo ações ou gestos do objetivo manipulado. Já por gestos de forma animada, a concepção de mundo personagem e que, no seu conjunto, constituem as ações cênicas. No texto dramático no teatro de bonecos, principalmente quando se fala das tendências mais contemporâneas, como, por exemplo, quando predomina o uso de objetos, ou aquilo que se chamaria de um teatro de formas animadas, evidencia-se o uso de

rubricas

para

descrever

ações

e

gestos

a

serem

efetuados pelo

objetivo/boneco. Ou seja, há uma economia de diálogos construídos por palavras pronunciadas. O diálogo existe sim, porém, freqüentemente feito de gestos e ações, suprimindo em parte a pronunciação de palavras. As rubricas/cenas deixam transparecer claramente a importância desse recurso habitualmente usando nos textos de teatro de animação, porque descrevem cenas completas, detalham ações a serem realizadas e chamam a atenção. Na maioria das vezes, tais indicações excluem a realização de diálogos de palavras a serem pronunciadas pelas personagens. Aliás, para muitos dramaturgos e encenadores do teatro de animação, “os bonecos exigem silêncio e seus silêncios são claramente parte da sua linguagem”.(Schumann, 1992:32). Quando o diretor do Bread and Puppet Theatre reclama silêncio verbal do boneco, quer chamar atenção para a importância da ação e do gesto. O gesto do boneco se diferencia do gesto do ator, principalmente na interpretação realista, por tratar-se de um gesto sintético e preciso. Por ser um gesto sem titubeio, limpo, amplo e cuidadosamente elaborado. Isso acaba sendo determinante na definição do ritmo do texto. A oscilação de ações com diálogos de palavras pronunciadas e diálogos realizados com gestos, olhares e ações características da linguagem do boneco, estimulam uma organização do texto dramático enriquecido por mudanças e alternâncias de tempo e de ritmo. Como se vê, ritmo, nessa concepção, não está relacionado apenas como o lento ou rápido. Como diz o professor da Universidade de Paris VIII, Paradoxalmente, escrever para bonecos é escrever mais sobre sua imobilidade do que sobre seu movimento. Criar movimentos que, quando o boneco se imobilize, prossiga no espírito do espectador por certo tempo e ressurjam quando este está a ponto de aborrecer-se (Chaillou, 1992:48).

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Animação Sociocultural 1ºano O professor francês aponta para a necessidade de se pensar o texto no teatro de bonecos como suporte para se imaginar as ações cênicas a serem realizadas pelos objetivos animados. Ou ainda, escrever para bonecos seria escrever uma espécie de partitura de gestos e ações a serem experimentados e recriados na cena. É possível perceber, por outro lado, que nas manifestações mais tradicionais do teatro de bonecos tais como, Mamulengo, João Redondo, Cassemiro Côco ou Babau, comuns nas regiões norte e nordeste do Brasil, a dramaturgia desse tipo de teatro se baseia na palavra. Pode-se afirmar que é um teatro de texto, mas com a peculiaridade de tratar-se de um teatro onde a palavra sustenta o jogo, sem com isso abdicar das ações próprias da linguagem do boneco. Os diálogos presentes nos textos de teatro de bonecos fazem impulsionar a ação. Não são diálogos ou monólogos que se encaminham na direção de questionamentos psicológicos ou existenciais. Uma cena como a do príncipe Hamlet, onde ele se questiona sobre “ser ou não ser” certamente inexiste ou funciona muito pouco para uma personagem animada. Isto porque o diálogo deve colaborar mais no sentido de impulsionar a ação do boneco, do que para construir um aprofundamento psicológico gerador de conflitos internos que pouco se expressam em gestos e ações. A professora Ilíada Castro, referindo-se ao texto dramático no teatro para crianças e em

especial

sobre

a

palavra

na

construção

dos

diálogos

afirma:

É como as crianças se comprazem em ouvir as rimas mais absurdas, palavra dita sem uma seqüência lógicas, mas com sons próximos! Essas palavras passam a ter um sentido novo. Toda criança brinca com a linguagem verbal, inventa, modifica. Ela que recriar e não somente reproduzir o que recebeu pronto. A criança se diverte vendo os atores jogando, revirando as palavras e se delicia ao poder partilhar de um texto em que a magia da palavra ultrapassa o sentido (Castro,1987:32). Chama atenção, nas afirmações da professora, a necessidade de selecionar e burilar a palavra a ser usada no texto dramático, possibilitando o jogo e a reinvenção de sonoridades e significados. E em se tratando de texto dramático para crianças a questão torna-se ainda mais urgente. Porque longos textos não sustentam a atenção dos espectadores menores. Para esse tipo de público, diálogos curtos, o jogo de palavras e, sobretudo as ações é que garantem seu envolvimento na narrativa. Para o professor Brambilla, da Escola Cívica d’Arte Dramática de Milão, Itália, a produção do texto dramático, hoje, não pode prescindir da contribuição teatral contemporânea conhecida com “teatro de imagem” caminha tão próxima do teatro

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Animação Sociocultural 1ºano de animação de Brambilla para o texto como “partitura visual”, parece perfeita. A dramaturgia deve ter em conta as experiências de outros campos; faz suas outras formas, se desenvolve graças as imagens que captura e neste movimento se enriquece. Se o texto não se limita a conteúdos verbais, mas se estende ao universo visual, os recursos da tecnologia resultarão consideráveis. Eu tenho definido este tipo de dramaturgia de partitura visual (Brambilla, 1992:55). Enfim, partitura visual, partitura de gestos e ações, abundância de rubricas, economia de diálogos constituído de palavras, são alguns características do texto dramático para teatro de bonecos para crianças e que lhe dão certa especificidade. 3. A PREDOMINÂNCIA DE ELEMENTOS ÉPICOS O diretor do grupo Marionetteatem de Estocolmo, Michael Meschke, em seu livro Una Estética para el Teatro de Titeres, conta que, numa ocasião, reunidos com o poeta e dramaturgo alemão Bertolt Brecht, solicitou-lhe autorização para encenar, com bonecos, o texto A Alma Boa de Tsésuan. E nos diz que “Brecht me contestó encantado que el teatro de títeres representaba en sí mismo el efecto de distanciación, piedra angular de su teoria” (Meschke, 1989:91) A afirmação de Brecht de que “o teatro de bonecos representa em si mesmo o efeito de distanciamento” (2) denota, em princípio, a aproximação dessa linguagem com o gênero épico. E sugere, a seguir, a necessidade de recorrer-se a textos dramáticos escritos para essa linguagem buscando identificar tais características. Uma observação detalhada de textos dramáticos para o teatro de bonecos vai firmar a presença de pressupostos básicos da dramaturgia épica e ausência de características da dramaturgia rigorosa/aristotélica (3), tais como a ruptura com as unidades de tempo, lugar e ação, a inexistência da ralação de causalidade entre as cenas, diluição do conflito central, interrupção da ação, bem como o não estabelecimento da empatia causadora de terror piedade. Tais aspectos acima mencionados são profundamente interligados e a discussão de cada um dos tópicos remete aos outros porque são questões totalmente imbricadas. A opção por apresentar tais tópicos separadamente objetivos facilitar a compreensão dos mesmos. 3.1 – A Negação da Lei das Três Unidades

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Animação Sociocultural 1ºano Evidenciam-se, as mudanças de tempo e lugar. Ir e voltar no tempo, assim como a apresentação de situações do passado e futuro para ilustrar a narrativa, é recursos usados com freqüência. Ou seja, tais textos não obedecem a “unidade de tempo” (4) proposta por Aristóteles na Poética. O preceito ali formulado de que “a tragédia procura, o mais que possível, caber dentro de um período de sol, ou pouco excedêlo”, não cabe neste tipo de texto dramático. Da mesma maneira, os textos dramáticos utilizam abundantemente de diferentes espaços e geografias, rompendo assim com a “unidade de lugar” (5), outra norma formulada pelo pensador grego. Como se vê, a ação se desenvolve com relativa liberdade no espaço e no tempo. 3.2 – A Ruptura com a Relação de Causalidade É freqüente o uso do recuso conhecido como “uma peça dentro da peça ou a independência das cenas. Ou seja, os textos apresentam uma estrutura onde cada cena, isolada, contém a essência do todo a que pertence e assim permite uma leitura da problemática levantada. Difere então da estrutura da dramaturgia rigorosa onde a relação causal, a dependência seqüencial das ações ou ainda a “unidade de ação” é fundamental para a compreensão da fábula. O uso corriqueiro de placas e cartazes indicando o início de uma nova situação ou cena é, de certa forma, a síntese da cena que segue. Ou seja, uma pequena peça dentro da peça. 3.3 – Diluição do conflito Já em relação ao conflito enquanto oposição de vontades, percebe-se seu enfraquecimento no contexto da narrativa, pois o mesmo é permeado por diversas cenas, permitindo assim ao espectador estabelecer certo afastamento, contribuindo dessa maneira para que os efeitos de estranhamento se efetivem. Essa estratégia, além de amenizar o conflito enquanto problemática individual estruturada sobre desejos e vontades opostas de personagens, também evidencia a negação da relação de causalidade e contribui para estranhar a problemática, como já se apontou, características da dramaturgia rigorosa. 3.4 – Interrupção da Ação A interrupção da ação é um recurso freqüente usado na estrutura dramática do teatro épico. E são utilizadas para se conseguir as rupturas, sendo que o uso de canções (que Brecht chamava de songs) é muito utilizado.

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Animação Sociocultural 1ºano Bornheim, quando refere-se ao papel da música no espetáculo épico, afirma que a mesma deve, de certo modo, perturbar a continuidade da ação: Tal perturbação acontece em diversos níveis: pelo próprio texto da canção, que usualmente apresenta o caráter de comentário; pela música que normalmente deve evitar a melodiosidade “psicológica”, e pela presença dos músicos em cena, o suficiente para que possam ser vistos pelo público (Bornheim, 1992:321). Músicas, comentários das ações cênicas em curso, intervenções no sentido de chamar a atenção da platéia de que o que está vendo é ficção ou de que está no teatro, esses são recursos freqüentemente encontrados nos textos dramáticos para teatro de bonecos e provocam a interrupção dramática. E esta é, sem dúvida, uma característica do teatro épico e não da dramaturgia rigorosa. 3.5- A Negação da Empatia ou a Presença do Efeito de Distanciamento Há que se destacar ainda a ruptura com a identificação, com a “empatia” (6), elemento fundamental da dramaturgia rigorosa. É possível tomar emprestado de Brecht a afirmação e adaptá-la, dizendo que, nos textos para teatro de bonecos, “o espectador é colocado em face de algo” (Brecht in Pallottini, 1988:64), não possibilitando, dessa maneira, a identificação . O espectador acompanha os acontecimentos e a identificação não se dá, basicamente pelo fato de o protagonista da encenação, a personagem, ser um objeto, um boneco, ainda que uma forma antropomorfa ou simulacro do humano. Evidencia-se, dessa maneira, que na linguagem do teatro de animação é freqüente o recurso dos efeitos de distanciamento e negação da empatia. Ao concluir as reflexões acerca da predominância de elementos épicos nos textos de teatro de bonecos para crianças, faz-se necessário elencar duas questões relevantes: - quando a proposta do dramaturgo ou a opção do encenador é trabalhar com máscaras (recurso que integra a linguagem do teatro de animação), é possível que a identificação possa vir a ocorrer. Principalmente se o texto a ser encenado contiver características do gênero drama. Mas para confirmar essa questão fazem-se necessários maiores estudos. Por hora, é possível afirmar que, em se tratando de encenação com bonecos do tipo antropomorfo e objetos ou formas animadas, os efeitos de distanciamento predominam e a identificação não se efetiva; - ainda que fique clara a presença de elementos épicos nos textos para teatro de bonecos, tais como a negação da lei das três unidades, a ruptura com a relação de

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Animação Sociocultural 1ºano causalidade, diluição do conflito, interrupção da ação e negação da empatia, é preciso ressaltar que tais elementos não caracterizam a predominância da teoria brechtiana de teatro na linguagem da animação, notadamente as concepções do “teatro dialético”. Portanto, uma característica básica dos textos de teatro para a linguagem da animação é a predominância de elementos épicos e, conseqüentemente, a ausência de estruturas da dramaturgia clássica ou aristotélica. 4. AUSÊNCIA DO REALISMO Por certo, uma das características mais evidentes numa dramaturgia de teatro de bonecos para crianças é a ausência ou a negação de uma estética realista. Realismo no

teatro

entende-se

como:

Estética que pretende representar a realidade na cena, oferecendo uma imitação mais fiel quando possível do cotidiano. (…) os diálogos se nutrem dos discursos de uma época ou classe sócio-profissional, dando ênfase a interpretação espontânea e psicológica para a impressão de verdade e realidade (Pavis, 1983:401). O uso de elementos, personagens e situações mágicas e fantásticas, de certa maneira bastante comum na dramaturgia para crianças a ser representada por atores, são uma condicionante na linguagem do teatro de animação. As situações podem ser as mais inusitadas podendo-se explorar elementos que vão do cenário, que aos poucos ganha vida e passam atuar, figurinos-escultura que mais do que vestir, define a personagem, mas principalmente pode-se recorrer às personagens fantásticas, sejam animais ou personagens integrantes dos mitos e lendas, como também que aos poucos adquirem vida através do movimento, som e jogo de luzes. Como se pode perceber, a recorrência ao fantástico, estimulando assim a imaginação e a fantasia, é prática corriqueira no teatro de animação. Não cabe a essas personagens, solilóquios ou extensas falas, uma vez que isso pode comprometer o ritmo do texto. Não cabe também, aprofundamento psicológico. As personagens que caracterizam os textos do teatro de animação e sobretudo para crianças, são personagens arquetípicas, sintéticas, próximas do que poder-se-ia identificar como o perfil ou a silhueta da personagem. Isso, sem no entanto deixar de ser uma personagem precisa, clara, perfeitamente identificada como seus desejos, com vontades, porém, há que se insistir, sem verticalismos ou aprofundamentos psicológicos. Ou seja, nada tem que ser real no texto do teatro de animação, onde o

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Animação Sociocultural 1ºano que vale é o jogo, as possibilidades de exploração do inusitado. Como dez Ilíada Castro: A fantasia possibilita a revelação do real (…) Imaginando outras possibilidades de ser, a criança fica em condições de escolher o que mais gostaria de viver, de experimentar. A fantasia não tem como função fazer esquecer, mas desenvolver o espírito crítico da criança de modo que possa refletir sobre seus problemas ( Castro, 1987:32). As situações que seguramente têm como base a realidade ou o cotidiano, nas ações com os objetos ou bonecos, ampliam as possibilidades de se estabelecer o jogo sem, no entanto, cair no inverossímil é facilmente tornado crível, e assim, o irrepresentável, torna-se representável. 5. O MOVIMENTO A indicação de que o texto no teatro de bonecos para crianças deve preservar o ritmo, usando de frases e falas curtas, explorando silêncios, olhares, leva a uma outra característica apontada pelo reconhecido marionetista russo, Sergei Obrastzov quando afirma: “o destino do boneco é mover-se” (in Revista Mamulengo nº.3, 1974:15). O movimento, detalhadamente selecionado e cuidadoso do manipulador, não pode ser negligenciado no teatro de animação. Isso significa que o texto, enquanto fala da personagem, não pode explicitar tudo. Ação do boneco é que deve dar sentido e completar o texto pronunciado pelo ator/manipulador através do boneco. Na medida em que a ação do boneco se completa com o texto, ele ganha vida, seu caráter se evidencia, e a relação com a platéia se estabelece. Quando o texto diz tudo e não permite que as palavras pronunciadas de materializem de certa forma em gestos, como diz Obrastzov, instala-se um vazio na comunicação. Isso quer dizer que a escritura do texto dramático no teatro de bonecos deve priorizar a indicação de uma gestualidade, conduta e comportamento físico específico do boneco. E como diz o marionetista russo, fundamental é perceber que “o que pode ser expresso por um boneco, não pode ser expresso por uma comédia.” (1990:22). Quando o boneco não assume a condição de boneco ou não dá proporções aos gestos e movimentos, maiores que as reais; quando não se utiliza o excesso, do exagero, quando o boneco se limita a imitar o ator, a linguagem do teatro de animação não se efetiva. “Os bonecos não podem comportar-se como os atores”, como diz Jurdowiski (1990:41). Além da desproporcionalidade das formas (mão enorme, olho imenso etc.), o que também caracteriza a especificidade do boneco é fazer entrar em cena, de um lado

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Animação Sociocultural 1ºano do palco uma mão, do outro lado um olho e no outro extremo um imenso pé, como acontece em Zé da Vaca, de Ana Maria Amaral. Ou seja, voar, desrespeitar as leis da gravidade, aparecer simultaneamente em distintos lugares, arrancar a cabeça e continuar falando, mover partes do corpo demonstrando um contorcionismo ou habilidades impossíveis de serem executadas por um humano, fazem parte do rol de expressões realizáveis por um boneco e que o ator não pode fazer. Quando o dramaturgo tem isso claro e substitui a indicação de tais ações pelos solilóquios, seguramente esse texto indicado para a linguagem do teatro de animação. 6. EXISTEM MUITOS OBJETOS NUM SÓ OBJETO Outro aspecto que caracteriza o teatro de animação e de certa forma está relacionado com a construção das personagens é que essas não precisam necessariamente ter a aparência de seres humanos. É verdade que hoje o mais comum é encontrar personagens antropomorfas, com traços que, mesmo de forma bastante sintética, remetem à forma humana. No entanto, também tem sido comum a personagem aparentar uma forma inusitada, confeccionada especialmente para esta finalidade ou ser um objeto extraído do cotidiano. A trajetória do Grupo XPTO de São Paulo é rica nesse tipo de experiência: “Seus espetáculos puseram em cena estranhos seres, alguns com parentescos no reino vegetal

(A

Infecção

Sentimental

Contra-ataca,

de

1985,

tinha

flores

que

engravidavam), outros com toques animais (Coquetel Clown tinha peixes que se apaixonavam), mas, a maioria, de ascendência desconhecida ou inesperada. Um dos quadros de A infecção Sentimental era protagonizado por sacos de lixo que cuspiam papel celofane; outro por lâmpadas que amavam (Góes,1997). É interessante destacar que o texto de animação privilegia a necessidade de lançar olhares distintos sobre o que nos cerca. Na peça didática Os Horácios e os Curiácios, de Brecht, uma intervenção da personagem Horário sintetiza a idéia de valorização da forma e da necessidade de ver o cotidiano sob diversos olhares. Horácio diz que: “há muitos objetivos num só objeto” (Brecht in Koudela, 1991:86) Em História de Lenços e Ventos, de Ilo Krugli, a personagem central é Azulzinha, um lenço azul. A personagem Papel é uma folha de papel comum, ou seja, são materiais que se tornam expressivos quando manipulados ou quando contracenam com o ator. O diretor italiano Sergio Dioltti sintetiza bem a questão: O autor-intérprete intervém sobre o palco num universo de objetos que têm invadido o território da existência. Mas esta contaminação, apocalíptica em certos aspectos,

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Animação Sociocultural 1ºano impõe também a presença arquetípicas do objetivo na esfera do comportamento humano. Uma forma inanimada, fabricada industrialmente, inutilizada depois de haver pertencido ao mundo, segue provocando numerosos impulsos afetivos, mecanismos simbólicos e criativos (Diotti, 1992:42). Ou seja, o dramaturgo no teatro de animação precisa ver muito além do aparente, olhar mais profundamente e ver a possibilidade do movimento, do “vir a ser” contido em cada objeto ou forma. O convite a perceber a existência de “outros objetos num só objeto” estimula a imaginação e a fantasia, privilegia relações lúdicas e permite compreender que as coisas no mundo não precisam ser sempre como são e estão, que é possível rever o sentido e estado das coisas.

Contos: A Águia e o Escaravelho

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Animação Sociocultural 1ºano Uma lebre corria a não mais poder em direcção à sua toca, fugindo à perseguição da águia. E em sua desabalada carreira, passou pela casa do escaravelho. Não era propriamente uma casa de segurança, mas, na falta de algo melhor, resolveu a fugitiva homiziar-se lá mesmo. Já se precipitava a águia sobre a frágil guarida, quando o escaravelho, com intenção de salvar a agora sua protegida, postou-se lhe no caminho, dizendo: - Poderosa princesa dos ares, em presa fácil será para Vossa Majestade apoderar-se daquela infeliz, o que muita tristeza me dará. Tende compaixão e não façais este ato, que em nada dignificará vosso nome, visto ser tão insignificante o adversário. Mais disso, a lebre minha hóspede, e em nome de Júpiter vos solicito que observeis as leis da hospitalidade. Poupar-lhe a vida, eu vos imploro. Ela, além de ser minha vizinha, é também minha comadre. A gigantesca ave de Júpiter, como resposta, bate violentamente com a asa no escaravelho, derrubando-o na terra, para fazê-lo calarse, e leva-se aos ares carregando em suas garras prisioneira a pequena lebre. O escaravelho, enfurecido com o tratamento recebido, voa até o ninho da águia e, aproveitando-se de momento em que ela se ausentara, rompe a frágil casca de seus ovos, que era toda a sua esperança de constituir família. E tal era a alegria do escaravelho, que em sua vingança não deixou um ovo sequer inteiro. Ao retomar ao ninho, a águia, vendo a desgraça que se abatera sobre ela, atroa os ares com seus gritos. Sentia-se impotente para castigar o responsável por aquilo, pois não sabia a quem imputar a culpa. E tal era a sua aflição. Somente os ares eram testemunha de sua agonia. E todo o ano durou a tristeza daquela que vira seus sonhos maternos frustrados. Após passado esse ano, precavendo-se de funestos acontecimentos, a ave constrói seu ninho em local mais elevado. Mas tudo inútil. O escaravelho o descobre e mais uma vez vaza todos os ovos. A morte da lebre estava vingada mais uma vez. O sofrimento da águia foi tamanho que durante seis meses não cessaram seus gritos. Mas apenas o eco respondia a eles. Não sabendo mais o que fazer, a ave recorre a Júpiter, que a aconselha a depositar seus ovos numa dobra do seu manto, crendo que em nenhum lugar estariam tão seguros quanto ali, pois ele mesmo, o rei dos deuses, os defenderia. "Assim" - pensava - "ninguém terá a ousadia de tentar roubá-los." E estava certa. Ninguém tentou semelhante façanha. Mas isto porque o inimigo mudara seus planos de ataque. Foi sorrateiramente pousar no manto divino, e Júpiter, sacudindo as vestes para dali expulsar o intruso, fez rolar os ovos. Ao tomar conhecimento do sucedido, a águia ameaçou o deus de abandonar sua corte, indo viver solitária no deserto, dizendo outras impertinências semelhantes. Não se dignou

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Animação Sociocultural 1ºano Júpiter responder-lhe. Limitou-se a intimar o escaravelho a comparecer ao tribunal, onde iria ser julgado. Este contou todo o caso, desde o início, e defendeu sua causa. Convencido de que a águia não tinha razão, o rei dos deuses tentou fazê-la reconciliar-se com o escaravelho. Mas debalde. Os inimigos não se viam com bons olhos. Então, para acomodar a situação, resolveu a divindade mudar a época em que a águia põe seus ovos, fazendo-a coincidir com a estação em que o escaravelho, resguardando-se dos rigores do inverno, enfia-se na terra, como a marmota.

(http://pt.shvoong.com/books/mythology-ancient-literature/1908940-%C3%A1guiaescaravelho-f%C3%A1bulas/) A Assembleia dos Ratos

Um gato de nome Faro-Fino fez tais estragos na rataria de uma casa velha que os sobreviventes, sem coragem para saírem das tocas, estavam quase a morrer de fome. Tornando-se muitíssimo séria a situação, resolveram reunir-se em assembleia para o estudo da questão. Aguardaram para isso, e certa noite em que Faro-Fino andava pelos telhados, fazendo versos à lua. - Penso – disse um deles _ que o melhor meio de nos defendermos de Faro-Fino é atando-lhe um guizo ao pescoço. Assim, quando ele se aproximar, o guizo denuncia-o e fugimos a tempo. Palmas e bravos saudaram a luminosa ideia. O projecto foi aprovado por unanimidade. Só votou contra um rato bastante casmurro, que pediu a palavra e disse: - Está tudo muito certo. Mas quem vai amarrar o guizo ao pescoço de Faro-Fino? Silêncio geral. Um desculpou-se por não saber dar nós. Outro, porque não era tolo. Todos, porque não tinham coragem. E a assembleia dissolveu-se no meio de geral consternação.

(http://pt.shvoong.com/books/children-and-youth/1826682-assembleia-dos-ratosf%C3%A1bulas/)

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Animação Sociocultural 1ºano

…Pesquisa de imagens…

Figura nº1 (Fantoche de mão)

Figura nº2 (Fantoche humano)

Figura nº3 (Fantoche de cordas)

Figura nº4 (Fantoche de dedos)

…Pesquisa de Vídeos… 

http://www.youtube.com/watch?v=WV_M0QYKKZQ

http://www.youtube.com/watch?v=fRiabGECktk

http://www.youtube.com/watch?v=aS0kujh6V2o&feature=related

Projecto: A Princesa Bolha

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Animação Sociocultural 1ºano

Reflexão sobre a pesquisa

Inicialmente realizamos uma pesquisa mais direccionada para os contos tradicionais, bem como vídeos de peças de teatro infantis (sites referidos na bibliografia / webgrafia). Após esta pesquisa começamos a construir uma linha de orientação para o nosso projecto, decidindo a história a utilizar bem como o tipo de marionetas. Realizamos também uma pesquisa mais aprofundada dos vários tipos de marionetas / fantoches existentes, para que a nossa escolha pudesse ser mais assertiva. Depois de várias pesquisas, como anteriormente apresentadas, decidimos ser nós a construir toda a história bem como o guião. Entre várias pesquisas relacionadas com o tipo de fantoches, decidimos optar pelos fantoches de corpo inteiro, como apresentado na imagem ao lado, apesar da sua dificuldade de construção decidimos arriscar. Todos os vídeos de apoio fornecidos pelo professor Marco Silva, foram uma mais valia para a execução das personagens. Estes vídeos explicavam claramente como as construir, apesar da grande dificuldade que sentimos aos realiza-los, os vídeos foram um forte apoio. Todo este processo de pesquisa, facilitou todo o nosso percurso neste projecto, abrindo os horizontes para outras técnicas contribuindo para o nosso conhecimento e criatividade, de modo a orientando-nos

e conduzindo-nos o sucesso do nosso

projecto.

Projecto: A Princesa Bolha

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…Chuva de ideias para o projecto…  O senhor trapalhão (1ºciclo)  O mundo da fantasia (1ºciclo)  Sou diferente (adolescentes)  A vida de uma família (adultos / jovens)  Programa de TV (Bubble show) (todas as idades)  A princesa Bolha (crianças)

…Divisão de tarefas… Pesquisa de informação: Rita Garrido, Joana Espada. Pesquisa de Imagens e Vídeos: Ana Silva, Vanessa Afonso. Esboço dos cenários \ personagens: Rita Garrido, Joana Espada. Construção do guião \ definição de materiais a utilizar: Ana Silva, Vanessa Afonso.

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…Calendarização…

Projecto: A Princesa Bolha

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Projecto …Sinopse… Num belo dia de verão o Toni encontrava-se no seu banho matinal o qual foi interrompido por uma bolha gigante mágica que o “engoliu” e levou para o mundo mágico das bolhas onde conheceu a princesa Jasmin. Jasmin andava á procura de uma solução para o seu aspecto feio, o qual se justificava pela a ausência de cuidados de Higiene. Toni então decide ajudá-la a procurar uma solução para o seu problema. Durante esse percurso surge Félix, um rapaz do mundo mágico das bolhas que adorava ver os outros caírem nas suas armadilhas maléficas. Félix com as suas armadilhas tenta destruir todas as tentativas de pôr a princesa bonita. Com o passar do tempo, Jasmin apercebe-se que Toni executa determinadas acções que lhe são desconhecidas, como lavar os dentes, lavar as mãos, tomar banho, etc. Então começa a emita-lo e a aprender o que é a “Higiene”. Creme de cebola, dormir com rodelas de pepino, cheirar 5 vezes ao dia flores. Com tantas tentativas , não conseguidas, de ajudar a princesa a ficar bela, Toni e Jasmin desistem e decidem descansar perto de uma árvore. De repente, quando estavam no seu momento de relaxamento e a pensar em mais soluções, cai uma bolha da árvore mesmo em cima da princesa Jasmin, a qual forma uma nuvem gigante de bolhas e a torna numa linda e maravilhosa princesa. Jasmin e Toni ficaram espantados com o que tinham acabado de ver e apercebem-se que o que a princesa necessitava para ficar bonita era de um simples cuidado de higiene todos os dias. A partir daquele dia, Jasmin entendeu que era muito importante ter o seu tempo de higiene todos os dias para poder manter a sua beleza. E o que será que aconteceu ao Toni? Bem depois de esta grande aventura, Toni conseguiu regressar a casa com a ajuda de uma bolha mágica gigante.

Projecto: A Princesa Bolha

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…Dramaturgia… Tema: O mundo mágico das Bolas… História: (pensada e criada pelo grupo) Público alvo: Crianças dos 7 aos 12 anos. Personagens: Princesa Bolha (Jasmin), Toni, Félix, narrador. Recursos materiais: luzes, som, câmara, projecção. Materiais necessários: esponja \ plumante, materiais recicláveis (tecidos, cartão), balões, lã, tintas, vara, musgami, tesouras, cola, agulhas, linhas, pincéis, arame, botões, tecido grande preto, mesa, bolhas de sabão, papel crepe, porporinas

Caracterização das personagens: Princesa Bolha: A princesa Bolha é a personagem principal que vive no mundo mágico das bolhas. A princesa não toma banho, não lava os dentes, não tem nenhum cuidado com a higiene, pois nem sabe do que isso se trata. Tudo isto torna-a numa princesa muito feia com um aspecto desleixado.    

Caracterização física (feia): cara com borbulhas, cabelo “palha de aço” e comprido, roupa velha e rota, mal cheirosa. Caracterização psicológica (feia): triste, envergonhada, complexada, reservada, anti-social, desanimada, baixa auto-estima, rebelde. Características físicas (bonita): liso e bem penteado, cara sem borbulhas, roupa cuidada, bem cheirosa. Caracterização psicológica (bonita): alegre, bem disposta, confiante, segura, sem complexos, auto-estima estável.

Toni: O Toni é uma personagem secundária que durante o seu banho diário foi “engolido” por uma bolha gigante mágica que o levou ao mundo mágico das bolhas. O Toni conhece a Jasmin e ajuda-a a encontrar uma solução para acabar com o seu aspecto horrendo.  

Caracterização física: Cara bolachuda rosada, tem óculos e cabelo preto liso e muito bem penteado (betinho). Caracterização psicológica: bem educado, solidário, perspicaz, acessível, simpático, divertido, amigo, sincero, social,

Félix: O Félix é uma personagem secundária e também vive no mundo mágico das bolhas. Félix durante o percurso de ajuda do Toni para com a princesa, irá fazer de tudo para o impedir.

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Animação Sociocultural 1ºano  

Caracterização física: cara pontiaguda com sobrancelhas carregadas e cabelo em pé (transmitindo uma personagem má). Caracterização psicológica: Gozão, revoltado, frustrado, agressivo, rancoroso, orgulhoso, irónico, mau,

Descrição do espaço: O mundo mágico das Bolhas. O mundo mágico das Bolhas será o local onde se irá passar toda a acção da peça. Este é constituído por árvores mágicas feitas de bolhas, flores muito cheirosas e belas, um palácio em forma de bolha, os carros serão bolhas, um lugar onde existe muitas cores e magia.

Guião Narrador: começando como todas as outras histórias… Era uma vez um rapaz…. Não não não vamos fugir a regra… Esta história começa com um sol, num belo dia de primavera, Toni está na sua banheira, quando…. Não não não…isto não me soa nada bem…. E que tal viajarmos até ao mundo mágico onde tudo pode acontecer… vamos começar a nossa viagem na longa banheira do Toni, onde… (ouve-se o Toni a cantar) Toni: Todos os patinhos sabem bem nadar, sabem bem nadar, cabeça para baixo e rabinho para o ar…. Narrador:

ahhh…

pedimos

imensa

desculpa

por

este

pequeno

acontecimento…continuando. Toni durante o seu banho diário perfumado cheio de bolhas e muita espuma, é surpreendido por uma bolha mágica gigante que o tenta engolir. No meio de uma grande luta a bolha mágica consegue capturar Toni e leva-o para o mundo mágico das bolhas. Toni: AAAAAAHHHHHHHH PUF… Mas onde é que eu estou? Como é que vim aqui parar? Socorro! Alguém me ajude!? (Ouve-se alguns sons da floresta (sheiker, papel de alumínio, “sapo”, etc) Narrador: Bem-vindo ao mundo mágico das bolhas onde mil e uma aventuras irás viver e onde tudo pode acontecer! Toni: Bolhas????? AHAHAHAHAHA (ri-se) devo estar a sonhar!

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Narrador: Sonhar? É claro que não. Olha à tua volta, árvores grandes e pequenas em forma de bolhas, flores brilhantes e cintilantes, casas mágicas em forma de cogumelo, um arco-íris como um tapete rolante que se estende por entre as nuvens que cobrem todo o céu, e claro, não podemos esquecer a fonte de luz mais importante, o sol sorridente, que ilumina todo o mundo mágico das bolhas. Ah e para não esquecer a nossa amiga lua acompanhada de mil e um pontinhos brilhantes espalhados por todo o céu que nos visitam durante a noite. No meio de tanta magia e encanto vivem fadas, príncipes, princesas, gnomos e animais de várias espécies, que em cada dia procuram novas aventuras e muita diversão. Toni: O mundo mágico das bolhas? Uauuu um mundo mágico só para mim! Vai ser tão divertido. Posso fazer o que me apetecer, sem a minha mãe me aborrecer. Narrador: Num simples piscar de olhos o sonho torna-se realidade. Entusiasmado com o seu novo mundo, Toni não perde um segundo para descobrir novas aventuras. Toni: Precisava era de uma roupinha. É que com esta toalhinha mais pareço uma menina. Narrador: Olha-me este! Acha que tem piadinha para dar graça a esta histórinha. Toni: Hey eu ouvi essa! Narrador: Peço desculpa! Toni, acho que te posso ajudar. Procura bem por entre essa árvore mágica alguma coisa que possa resolver o teu problema. (Toni dirige-se até à árvore e procura entre as bolhas algo para vestir.) Toni: Boa, encontrei! Vejam lá se não me fica bem!? Narrador: Uauuu mas que bonito! Agora sim estas pronto para uma nova aventura. (ouve-se Jasmin a chorar) Toni: Mas que barulho é este? Parece que alguém está a chorar. Narrador: Ao ouvir toda esta choradeira, Toni decide investigar quem estava a chorar. Toni: Bichano… psht psht… bichaninho. Onde estás?

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Animação Sociocultural 1ºano Narrador: Bichaninho?! Bolas! Para além de engraçadinho é mesmo tolinho. Hey Toni, não é nenhum gato, é uma menina. Espreita atrás daquela árvore. (sussurra) Toni: (assusta-se) AHHHHHAHHHHH! Isto é que é uma menina? Ou é uma macaca? Narrador: Macaca não será, mas por de trás de todo este mau aspecto uma princesa verá. (Jasmin entra em cena muito triste e a chorar) Jasmin: Quem és tu? Como vieste aqui parar? O que estas aqui a fazer? E…. Toni: Alto e para o baile. Uma pergunta de cada vez. 1º eu sou o Toni. 2º estava a tomar banho quando num abrir e fechar de olhos vim aqui parar. 3º não faço a mínima ideia do que estou aqui a fazer. Para mais alguma informação ligue para o 914587965. Jasmin: O quê? O que é que estas a dizer? Toni: Acalma lá aí os cavalos que agora sou eu que faço as perguntas. Porquê que és tão feinha? (Jasmin começa a chorar) Toni: E já começou novamente a buzina. Ai a minha vida. Jasmin: Eu não sei! Sempre fui assim e ando há muito tempo à procura de uma solução. Toni: Não te preocupes pois acabaste de encontrar a solução para os teus problemas. Jasmin: O quê? Onde? Toni: Mesmo aqui bem perto de ti. Eu o Toni. Jasmin: Queres mesmo ajudar-me?

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Animação Sociocultural 1ºano Toni: Claro que sim! Narrador: E assim começou a aventura. Jasmin e Toni não descansam enquanto não encontrarem uma solução. Toni: Vamos lá começar! Com um simples toque do Toni tudo vai mudar. (Félix surge em Cena) Félix: Ahahahah. Nada irás mudar Toni, pois eu tudo irei estragar. Ai Jasmin, Jasmin irás ficar para sempre assim. Narrador: Em todas as tentativas de mudar Jasmin, Félix, o mauzão do mundo mágico das bolhas, não perde nenhuma oportunidade para as destruir. (Música) Toni: Vamos começar por um novo penteado. Com o meu pente mágico o teu ninho de ratos vai mudar. Narrador: Durante a primeira tentativa de cabeleireiro, Félix teve a brilhante e triste ideia de trocar o pente por uma escova de dentes com pasta de dentes. Nunca desistindo, Toni decide por em prática os seus dotes de maquilhador…uma tentativa de mudar de estilo…cheirar uma flor para ficar perfumada…Mil e uma tentativas que foram destruídas por Félix. Como já estava a escurecer decidiram ir descansar. Toni: Não desanimes Jasmin tudo se irá resolver. Eu só preciso é de uma bela banhoca e de uma boa cesta para os meus neurónios funcionarem melhor. Jasmin: Banhoca?? Mas o que vem a ser isso? Toni: Tu não sabes o que é uma banhoca?... Água, espuma, banheira, toalha. Não te diz nada? Jasmin: Não, nunca ouvi tal coisa. Mas afinal o que é isso? Toni: Ora bem… uma banhoca é algo que fazemos todos os dias e faz parte da nossa higiene pessoal. Jasmin: Higiene pessoal??? Mas o que é isso?

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Toni: É um conjunto de acções como: tomar banho, lavar os dentes, pentear o cabelo, lavar a cara, entre muitas outras coisas. E depois de tudo isto… hmmm ficamos com um cheirinho. Jasmin: Que giro! Nunca tinha ouvido tal coisa. Toni: O que? Tu nunca tomaste banho??? Jasmin: Parece que não! Toni: Pois bem me parecia. Bem mas vamos já resolver esse problema. Vem comigo! Narrador: E lá foram eles descobrir algum sitio, pelo mundo mágico das bolhas, onde pudessem tomar uma bela banhoca. ( Toni e Jasmin saem de cena. Apenas se Houve as suas vozes). Após algum tempo o cheiro bem perfumado da bela banhoca espalhava-se por todo o mundo mágico das bolhas. Toni: bem mas que bela banhoca. Não achas! Jasmin: Isto é mesmo divertido. Acho que vou passar a fazer isto mais vezes. Toni: Bem agora apanhas-te o gosto não queres outra coisa. Narrador: No meio de tanto perfume surge uma pequena sensação no nariz de Jasmin e de repente…. Jasmin: ATSHIMMMM Narrador: Um simples espirrar e um toque na árvore mágica fez cair uma bolha gigante que caiu mesmo em cima da Jasmin. Pozinhos prelim pim pim e um bom cheirinho a lavadinho transformou a Jasmin numa bela princesa. (surgem muitos confetis) Toni: Uauuuuu se eu soube-se que bastava uma bela banhoca já tínhamos resolvido o assunto. Jasmin: Finalmente consegui ficar linda e cheirosa. Obrigada Toni.

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Narrador: Depois de tantas aventuras e muitas experiencias, Toni descobre que Jasmin não era assim tão feia como parecia, apenas precisava de um belo cuidado de higiene para mostrar a bela princesa que estava dentro de si. E assim termina a aventura de Toni no mundo mágico das bolhas. Toni: Hey e como é que eu volto para casa? Narrador: Visto que estamos num mundo mágico basta uns simples pozinhos prelim pimpim para rapidamente saíres daqui. Toni: Boa! Estou ansioso por contar aos meus amigos toda esta fantástica aventura.

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Fotos de todo o processo de construção do projecto

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Molde dos braços

Construção da mão

Matérias para a construção dos fantoches

Recorte dos moldes

O Primeiro braço Construção do cartaz

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Recorte das várias partes do corpo dos fantoches

Materiais de trabalho

Construção da cabeça da princesa

Corpo do Félix

Princesa Jasmin

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Construção da boca do fantoche.

Cabeça do Toni.

Construção da estrutura do cogumelo

Construção do tronco da árvore

Colagem do cabelo do Toni

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Cabeça do Félix

Após muitas horas de trabalho o sono já aperta

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Princesa Jasmin bonita

Banheira do Toni

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Cogumelo

As nossas fantásticas personagens

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Esboços das Personagens

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Esboço da princesa Jasmin bonita

Esboço do Toni

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Esboço da princesa Jasmin feia

Esboço do Félix

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Estudo dos Cenários

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Esboço do cenário de dia, no mundo mágico das bolhas.

Esboço do cenário quando o toni está na banheira.

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Reflexões das visitas

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Reflexão/Relatório do seminário “Acessibilidade Digital – conceitos básicos e coisas práticas” No dia 9 de Março de 2011, a turma de 1ºano do curso de licenciatura de Animação Sociocultural do Instituto Politécnico de Beja, assistiu a um seminário sobre “Acessibilidade Digital – conceitos básicos e coisas práticas”, no auditório da Escola Superior de Educação, através da unidade curricular de T.I.C.M. Ao longo deste, foram tratados vários pontos, dos quais o facto da acessibilidade digital permitir a facilidade de acesso e uso a qualquer pessoa, em diferentes contextos. Referiu-se a acessibilidade Web – acesso e o desenvolvimento de sítios web que possam ser utilizados por todas as pessoas. Para tal, foi feita a apresentação do tema através de exemplos práticos, como o vídeo, e várias ferramentas de apoio, como leitores de ecrã; reconhecimento de fala e de olhar; cérebro do computador; ponteiros de controlo de cabeçalhos; acertadores de escrita; legendagem. Tal seminário enriqueceu e deu-nos novas perspectivas da acessibilidade digital dos dias de hoje, suas vantagens e formas de uso.

Ana Silva nº9444

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Reflexão/Relatório da visita de estudo ao Museu de Beja

No dia 23 de Março de 2011, a turma de 1ºano do curso de licenciatura de Animação Sociocultural do Instituto Politécnico de Beja, realizou uma visita de estudo ao Museu da cidade de Beja, observando-se o trabalho de Jorge Vieira. Iniciou-se a visita com a análise do trabalho deste autor, referenciando-se os anos 50, “Prisioneiro Político”, dando-se o contacto com Beja. Assim, o autor baseia-se em “Terracota”, representando muito o touro, talvez por este ser o símbolo da cidade. Concluiu-se, referindo que Jorge Vieira realizou 69 esculturas, 160 pinturas, sendo um escultor de Beja e professor de Belas Artes. Perante isto, os nossos conhecimentos acerca da cultura da cidade na qual estudamos, Beja, e, nomeadamente, da

temática

das

Artes, ficaram

mais

enriquecidos.

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Reflexão/Relatório da visita de estudo à Casa da Cultural de Beja No dia 23 de Março de 2011, a turma de 1ºano do curso de licenciatura de Animação Sociocultural do Instituto Politécnico de Beja, realizou uma visita de estudo à Casa da Cultura da cidade de Beja. Iniciou-se a visita com a observação da exposição “Tonalidades” de Pedro Fausto Monteiro. De seguida, vimos uma exposição de Carlos Pascoa, cujo tema era “Terror”, observando-se vários materiais de desenho, como pincéis, por exemplo. Seguiu-se uma explicação dada pelo director Paulo Monteiro acerca da BD Teca, na qual foi referido que esta é uma das três que existem em Portugal, sendo que as outras se encontram no centro de Lisboa e na Amadora. Consiste numa biblioteca de banda desenhada, de cartoons e de cinema de animação, isto é, “tudo” aquilo que não é possível encontrar nas bibliotecas generalistas do país, como por exemplo, “fanzines” que são livros amadores. Este espaço tem clubes/espaços por várias idades, de forma a torná-lo “vivo” e dinâmico. Por fim, foi focado o “Festival Internacional de B.D de Beja” que consiste num evento muito importante, para o qual são convidados vários autores desta temática, uma vez que se pretende que seja o evento de B.D mais importante do mundo. Deste modo, foi-nos dado um “leque” de conhecimentos acerca da cultura da cidade de Beja, a forma como esta encara o desenvolvimento e investimento nas exposições artísticas, nomeadamente, de Banda Desenhada, e alguns dos autores a salientar.

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Conclusão Com este trabalho concluímos que, organizar e desenvolver uma peça de teatro, exige muito esforço e dedicação. Pois, tivemos de aprender a fazer flyeres, cartazes, bem estruturados e organizados, escolher o tema apropriado para a faixa etária que iremos demonstrar a nossa peça, construir a história, as maquetas, os cenários e os fantoches. Assim, aprendemos que é importante fazer uma pesquisa antes de começar a trabalhar, de forma a obtermos a informação desejável para uma melhor elaboração do projecto. Especificamente, em relação ao nosso projecto, tentámos seguir a calendarização formada no início do projecto, mas tivemos alguns contratempos no desenvolvimento dos fantoches, uma vez que tivemos um” pequeno problema” com um dos fantoches, atrasando e gerando algum stress no grupo. Contudo, os cartazes e os flyeres têm vindo a melhorar, progressivamente, devido ao apoio por parte da professora de TICM que nos tem aconselhado e colaborado connosco, no sentido do aperfeiçoamento dos cartazes, mostrando exemplos e comparando o nosso cartaz com outros trabalhos. Como grupo podemos concluir que, este projecto tem contribuído bastante para o aumento do nosso conhecimento em várias áreas que anteriormente não dominávamos, como a construção de cartazes, flyres e fantoches, trazendo, também, todo este processo de evolução do projecto, vários momentos ao grupo de controlo do tempo, de stress e até de conflitos entre o mesmo.

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Bibliografia / Webgrafia

http://www.youtube.com/watch?v=WV_M0QYKKZQ

http://www.youtube.com/watch?v=fRiabGECktk

     

http://www.youtube.com/watch?v=aS0kujh6V2o&feature=related http://www.youtube.com/watch?v=kkHar99AISw&feature=player_embedded http://www.minerva.uevora.pt/pre1ciclo/contost.htm http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/lp/conto_tradicional.htm http://pt.shvoong.com/books/mythology-ancient-literature/1908940-%C3%A1guiaescaravelho-f%C3%A1bulas/ http://pt.shvoong.com/books/children-and-youth/1826682-assembleia-dos-ratosf%C3%A1bulas/

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Dossier FInal 2  

Dossier do Grupo Jasmin