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JUNHO/14

Piracaia HOJE

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Piracaia e Joanópolis

Rural Uma parceria entre o jornal Piracaia Hoje e o Sindicato Rural de Piracaia

Entrevista com o ex-presidente do sindicato Pardo onde ficou cinco 5 anos: “mudei para Mococa, Rio Pardo onde trabalhei em duas das três barragens construídas lá”, contou. Seu Manoel tinha um sonho de montar sua própria construtora. Concretizou, criando Martur, por volta de 1967. “A maioria das obras que empreendemos são públicas de edificação. Quase metade dos meus 40 anos de engenheiro foi com a minha própria construtora”, comemora. Manoel conta que na juventude tinha duas vocações: a música e a agronomia. Acabou numa terceira. Mas, não deixou a música de lado. Há 10 anos faz parte do Coral da Terceira Idade da Universidade de São Paulo-USP.

Nesta segunda edição do Caderno Rural de Piracaia e Joanópolis, entrevistamos o senhor Manoel Artur Boaventura de Mendonça. Ele presidiu o Sindicato Rural por 16 anos, de 1996 a 2012. Nesse período, usando suas palavras, “deu vida a uma entidade que não existia”. Em nossa conversa, ele falou dos desafios e das conquistas que tornaram o sindicato conhecido e atuante nas cidades em que atua. Manoel é aposentado, tem 86 anos, nasceu em Salvador em 25 de abril de 1928. Casado, teve quatro filhos, sendo um falecido (André), oito netos e uma bisneta. Formou-se em Engenharia

Civil na Escola Politécnica de Salvador, concluindo em 1952. No mesmo mês em que se formou, veio trabalhar em São Paulo. Atuou durante 40 em obras civis de pequeno e grande portes: barragens, hidrelétricas, usinas de força, escolas, postos de saúde, variedade de construção civil. Depois de se instalar em Santana do Parnaíba, onde estava a empresa em que trabalhou, foi para a região de Paranapanema trabalhar na casa de força de uma barragem que já estava quase pronta. Em seguida, com o grupo que o acompanhava, foi para São José do Rio

Piracaia Hoje: Como conheceu Piracaia? Manoel: Foi por uma notícia no jornal. Meu concunhado tinha um sítio na estrada de acesso a Pedra Grande, em Atibaia e de lá avistávamos toda esta região. E um amigo nosso apontava para cá e dizia que ali estava Piracaia. Eu queria comprar um sítio e procurando no jornal, vi um anúncio e achei coincidência. Marquei encontro com o corretor aqui na praça da matriz, o proprietário era de Bragança, gostei e comprei. Fica no Bairro do Ribeirão. Eu usava para lazer, nos fins de semana”.

PH: O senhor produzia algo no sítio? Manoel: Comecei várias atividades, a primeira foi criação de coelho, mas por falta de pessoal para cuidar, deixei de lado, os galpões que abrigavam a criação estão lá até hoje. Depois produzi leite, foi numa ocasião em que houve baixa de preços muito forte e acabei desistindo. Meu vizinho também ficou desesperado e disse que ia parar também, mas até hoje tira leite das vacas. Depois comecei a plantar eucalipto e não parei mais. PH: Como começou sua relação com o Sindicato Rural? A diretoria da época, se não me engano, era Clodulfo, Doraci e Carlao (Carlos Eduardo B. Leo), convidou-me para participar, não era cargo efetivo. Eu desconhecia inteiramente o que era sindicato rural. A partir daquele momento passei a procurar e me informar. Participava de reuniões, onde os assuntos eram genéricos. O sindicato, na época, procurava fazer algo que fosse em benefício para os sócios. Antes de eu entrar, lembro que houve convenio com governo federal para oferecer atendimento de dentista e médico. O governo oferecia médico, enfermeira, equipamentos dentários, consultório montado, completo. Havia grande movimentação no atendimento Contiuna na página 2 =>


Piracaia HOJE

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Sindicato Forte e presente - continuação da entrevista

dentário, o médico não havia mais. Funcionava no porão.

PH: Quando assumiu a presidência? Manoel: Passado algum tempo, o Carlão me chamou e disse que a diretoria queria que eu assumisse o sindicato. Ninguém estava interessado em participar da eleição. Eu aceitei. Assumi em julho de 1996 e fiquei até dezembro de 2012. PH: Como foi no começo? Manoel: Nossa relação externa começou quando descobrimos que o sindicato de Atibaia era um dos mais fortes e organizados do estado. Tinha uma mocinha que veio trabalhar conosco, consegui um estágio para ela lá. Buscando informações sobre o sindicato descobri que tinha uma rede de sindicatos: Rede Sindical Patronal Rural no estado de São Paulo e Brasil era a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo. Fui na federação e procurei conhecer a diretoria, apresentei-me e fui informado sobre o que era e como funcionava a entidade. Falaram da existência do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural-Senar que tinha finalidade de promover cursos de capacitação para os assalariados e proprietários rurais e famílias dos proprietários. PH: Como se deu a parceria entre sindicato e Senar que dura até hoje? Manoel: Em fevereiro de 1997 trouxemos o Senar pela primeira vez em Piracaia e Joanópolis. Conseguimos um apoio, um nível de formação para o proprietário rural que o sindicato não tinha. Com os cursos, os produtores se aproximavam e tomavam conhecimento de que existia alguma coisa da porteira pra fora. É interessante que eles recebiam uma fatura, principalmente os produtores de leite, e constava Senar e eles não sabiam porque pagavam aquela taxa. A partir do momento que foram-lhes oferecidos os cursos, eles entenderam a finalidade do tributo. O imposto era recolhido e voltava em forma de cursos e organização em geral. Este tipo de atividade é chamado de promoção social. Ensinam a fazer doces, melhoria e aproveitamento de alimentos. São super concorridos. Posteriormente pelo próprio

andamento da vida rural os associados sugeriam temas para os cursos. Destaco a importância do Senar na preparação da mão-de-obra qualificada. Para se ter ideia, a colheita de cerais, de cana, a maior parte da colheita mecanizada precisa de mão-de-obra bem preparada e bem treinada. A partir desta necessidade o Senar começou a desenvolver os técnicos e oferecer para os fazendeiros o treinamento dos seus mecânicos e operadores. Assim como dá suporte aos grandes, dá aos pequenos como no caso da agricultura orgânica, orientando sobre o preparo da terra, por exemplo. A terra da nossa região tem muita argila que endurece o solo. Então, os cursos vão desde o pequeno agricultor até um grande fazendeiro com colheitas de grande porte. PH: O Sindicato Rural tem sede própria há muitos anos, como era o prédio? Manoel: O Sindicato de Piracaia foi fundado em de 4 outubro de 1968. Quem comprou a casa foi a diretoria anterior: Clodulfo e Doraci. A federação deu uma parte do dinheiro e o sindicato o restante. A casa era um pardieiro. Sem querer ‘gargantear’, mas mudei tudo. Juntei um prédio no outro. Tinha o velho e fiz o novo ao lado. La fora deveria aparecer uma trinca, mas não tem. Este pedaço novo é de concreto armado e o antigo, de tijolo, bloco. Quem conhecia a casa se admira do que é hoje. Assoalho era podre. Troquei posição da porta de entrada. Levantei laje e aumentei os degraus. Mantive as janelas. Quanto à parte arquitetônica, chamei um especialista que me orientou sobre a arquitetura do século passado e mantive o aspecto histórico do prédio. PH: Como era e como é a Piracaia e Joanópolis Rural? Manoel: Meu filho André foi 20 anos engenheiro agrônomo da Casa da Agricultura. Cheguei há 39 anos – 1975. Aqui só se falava em leite e eucalipto e batata, ervilha, Havia pequenas produções de tudo isto. Na ocasião fazia-se concurso de produção de leite, festas na Embasa. Foi naquela época que José Agrela resolveu montar um laticínio em Piracaia. Ele era entusiasmado com a produção de leite e achou que poderia montar um negócio,

não com apenas com a produção existente, mas sua estrutura era pra produção maior. Onde estavam o Sindicato Rural e o Senar? - treinando os produtores de leite e seus empregados, de acordo com a vontade deles. No entanto, a produção de leite permaneceu estável, não houve aumento como queria o empresário Agrela, entusiasmado. O leite ficou estagnado. Hoje está se repetindo, temos um laticínio produzindo em Piracaia e o proprietário me dizia, dias atrás, que tem mercado pra vender mas não está conseguindo leite. São passados 39 anos, o leite que entusiasmava o pessoal, todo mundo gostava de tirar, mas vive se queixando. Em Joanópolis é muito parecido, há uma usina de beneficiamento que compra o leite produzido. PH: Por quê não houve crescimento na produção rural? Manoel: A região é montanhosa, o que dificulta a agricultura mecanizada que é o que dá preço. A não mecanizada não tem como disputar no mercado. Se a produtividade é baixa, logo vem mais caro, arroz, feijão, milho. O que dá na região é milho. Nunca vi ninguém plantar feijão aqui. Ervilha também plantavam muito. A batata desapareceu por causa de uma praga. Ultimamente havia alguns produtores de frango que forneciam para a Rigor que foi à falência e levou junto os poucos fornecedores daqui. A única que resistiu e permaneceu foi o eucalipto. Uma dentre as várias razões pela baixa produção está a principal: mão-de-obra. Outra, Piracaia sempre teve vocação industrial. Não é uma análise minha. Sempre que alguém quisesse fazer algo que apresentasse ganho maior montava loja ou indústria. Quem tem terra planta eucalipto. Quem tem vocação urbana monta loja. Quem tem vocação industrial... PH: O Sindicato, junto com o Senar se empenharam no Turismo Rural, esta é uma alternativa para a cidade? Manoel: Vejo dois tipos de turista: o turista morador, tem casa nos condomínios ou na cidade E o turista eventual: vem procurar paisagens, ar puro, vem mas não fica. Aí você pode desenvolver os chalés,

hoteizinhos, pousadas. Este tipo de negócio está crescendo em Piracaia, mas muito devagar. O Senar ajuda a desenvolver. Criamos grupos em Piracaia e Joanópolis, orientando sobre as formas do produtor receber o turista na sua propriedade. O turista quer conhecer a origem do produtor, diretamente onde é feito, como é feito. É um mercado fantástico. Tá pegando aos poucos. PH: O Turismo Rural é uma saída? Manoel: Com relação a turismo rural e agricultura orgânica Joanópolis está mais desenvolvido que Piracaia, eles não têm a vocação industrial. Dá mais certo. Implantamos em duas regiões, com muito sucesso. Joanópolis se desenvolveu mais com relação ao turismo. Já existe uma estrutura, uma base. O que fizemos foi apresentar algo que eles pudessem acrescentar. Tem uma senhora que baseado nesses cursos do Sindicato rural ela fez uma pousadinha familiar. PH: Como avalia sua passagem pelo sindicato? Manoel: O que eu posso resumir... sem muitos rodeios com as palavras: eu dei vida ao sindicato. Dei vida a uma entidade que não ‘existia’ não tinha vida. Tornamos o sindicato conhecido. O Senar, por exemplo, eu não inventei, já existia e trouxe para cá. Fiz boas relações, hoje faço parte do Conselho Fiscal, fiz parte da diretoria da Federação, secretário, fui membro do conselho fiscal da federação e hoje sou membro do conselho fiscal do Senar. A vida que você vê hoje, é o que eu deixo.


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Sebrae-SP orienta sobre empreendedorismo no campo Consultores da entidade estão à disposição para solucionar dúvidas na área de Agronegócio

O SebraeSP orienta empreendedores e futuros empreendedores com objetivo de assessorá-los na abertura de um negócio, na gestão empresarial e de como sair da informalidade. Os empreendedores têm atendimento sobre temas variados como marketing, finanças, qualidade e administração, entre outros. No agronegócio, o objetivo é o mesmo. Consultores do Sebrae-SP estão à disposição para solucionar dúvidas e orientar sobre empreendedorismo no campo, como administração de propriedades agrícolas, gerenciamento dos negócios, planejamento da produção, e assim por diante. Tudo isso é feito através de palestras, oficinas, encontros, sessão de negócios, entre outras ferramentas

que o Sebrae oferece. "O Sebrae-SP, por meio do programa para o segmento do agronegócio, tem como objetivo melhorar a competitividade dos produtores rurais nas principais cadeias produtivas do agronegócio do Estado de São Paulo, capacitando-os com orientação de gestão empresarial, qualidade total, boas práticas agrícolas, acesso a mercado, entre outros. É uma oportunidade dos produtores manterem-se atualizados nas práticas de gestão que farão diferença em suas atividades", explica o gerente do Escritório Regional do Sebrae-SP em Guarulhos Marcelo Paranzini, que atende nove municípios: Arujá, Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Guarulhos, Joanópolis, Mairiporã, Nazaré Paulista, Piracaia e Santa Isabel. Outra possibilidade para os empresários do setor que estejam dispostos a investir na empresa é a contratação de cursos e consultorias específicos e exclusivos para seu negócio. "Estes produtos do Sebrae-SP são direcionados para empresas que já possuem as ferramentas básicas de gestão implementadas e querem aportar no negócio novas ferramentas e conhecimentos, onde os consultores do Sebrae-SP atenderão conforme

suas necessidades", esclarece Paranzini. Oficinas - José Eduardo Carrilho, consultor de Agronegócio do Sebrae-SP em Guarulhos, cita como exemplo de atividades que o Sebrae-SP oferece as oficinas como Atender bem no campo, Controlar meu dinheiro no Campo e Custos para produzir no campo. "Nelas, o produtor rural vai conhecer o seu cliente e suas principais necessidades para obter melhores resultados em seu negócio, analisar as características do seu produto que melhor atendem às necessidades do seu cliente, aplicar as ferramentas que possibilitem levantar o perfil do seu cliente e os fatores que motivam a aquisição de seus produtos, compreender a importância dos controles financeiros para a gestão da propriedade rural, entre outras informações", informa Carrilho. Produtores rurais de Piracaia e região que precisarem de informações na área de Agronegócio, podem consultar o Escritório Regional do Sebrae-SP em Guarulhos, pelo telefone (110 2440-1009 ou pessoalmente na Avenida Esperança, 176, no Centro de Guarulhos.

Instituído pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o Ano Internacional da Agricultura Familiar, celebrado em 2014, pode contar com a colaboração de todos(as) para ganhar ainda mais notabilidade. O portal do ano comemorativo - http://aiaf2014. gov.br/ - reserva um espaço para divulgar todos os eventos que sejam ligados ao ano.

As participações poderão ser incluídas no site por meio da aba ‘PARTICIPE’, que está no menu principal do portal. Lá, os interessados em divulgar eventos que sejam ligados ao Ano Internacional da Agricultura Familiar, poderão incluir datas e fotos de suas agendas. A página também conta com conteúdo multimídia: notícias, áudios, imagens e vídeos.

“Vamos divulgar iniciativas das diversas organizações e movimentos sociais do campo e estimular a realização de ações nas diferentes regiões. Além de informações do que está sendo feito no Brasil e no mundo, o site permite que as entidades possam incluir registros de suas experiências”, afirma o coordenador da Assessoria Internacional do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Caio França.

Participe do Ano Internacional da Agricultura Familiar

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S.I.M - SERVIÇO DE INSPEÇÃO MUNICIPAL DE JOANÓPOLIS

O Serviço de Inspeção Municipal de Produtos de origem Animal de Joanópolis S.I.M foi instituído em 16/09/2010 através da Lei Municipal n°15. O S.I.M foi criado devido as exigências de legislações específicas, desenvolve atividades que controla, registra, certifica e monitora toda a cadeia alimentar, desde a sanidade do rebanho até a higiene da industrialização, certificando com selo de garantia os bons produtos que chegam à mesa dos consumidores joanopolenses, objetivando transformar a produção artesanal de queijo em uma atividade regulamentada dentro dos moldes preconizados pela saúde pública. O SIM de Joanópolis está em processo de adesão ao SISBI-POA (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal) que faz parte do Sistema Unificado de Atenção a Sanidade Agropecuária (SUASA). Com a adesão os produtos registrados no SIM de Joanópolis poderão comercializar não apenas no município como todo o País. Para se ter a adesão será necessária a comprovação que o SIM de Joanópolis terá as condições de avaliar a qualidade e a inocuidade dos produtos de origem animal com a mesma eficiência realizada pelo Ministério da Agricultura.

Cadastro Ambiental Rural obrigatório deverá ser feito até 6 de maio de 2015

Todos os imóveis rurais brasileiros devem realizar o Cadastro Ambiental Rural-CAR, instituído pelo Novo Código Florestal (Lei Federal n. 12.651, de 25 de maio de 2012). Trata-se de um registro público eletrônico de âmbito nacional, obrigatório para todos os imóveis rurais, com a finalidade de integrar as informações ambientais das propriedades e posses rurais, compondo base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento. As sanções para quem não se inscrever no CAR constam no artigo 41, II, do Novo Código Florestal (veja abaixo). “Aqueles que não realizarem o Cadastro Ambiental Rural podem ser cobrados por multas que lhe foram aplicadas até dia 22 de julho de 2008; não poderão compensar sua Reserva Legal entre propriedades; e ficarão impedidos de obter créditos agrícolas, de contratar seguro e de deduzir áreas de APP e Reserva Legal do valor Pago de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural”, como informa Mário Thadeu Leme de Barros filho, do escritório Barros Filho e Almeida Prado Advogados, especializado em questões jurídicas de uso e ocupação da propriedade, realizando, em conjunto com equipe de cartografia e georreferenciamento, o Cadastro Ambiental Rural no que diz respeito ao diagnóstico da

situação de APPs; hipóteses de dispensa de recomposição da Reserva Legal em áreas consolidadas ou instrumentos para sua compensação. Em outubro de 2012 o CAR foi regulamentado pelo Decreto Federal n. 7.830, que criou o Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SICAR), possibilitando o registro e integração das informações dos imóveis rurais. Mais recentemente, em 5 de maio de 2014, foi publicada a Instrução Normativa do Ministério do Meio Ambiente nº 2 estabelecendo os procedimentos para inscrição e registro dos imóveis no CAR e concedendo o prazo de um ano para que os proprietários e possuidores realizem seus cadastros. Dentre outras especificações previstas na Instrução Normativa, as inscrições no CAR devem conter informações acerca da identificação do proprietário ou possuidor e da planta georreferenciada do imóvel, contendo as áreas remanescentes de vegetação nativa, das Áreas de Preservação Permanente e, caso existente, a localização da Reserva Legal. A advogada ambiental Juliana Somekh alerta que "o início do prazo para realizar o CAR merece atenção, sobretudo por conta dos proprietários que enfrentam a discussão sobre passivos ambientais." O cartógrafo Mateus Sampaio

complementa: “Além de uma obrigação, o CAR é um direito que pode se converter em benefício ao produtor rural, a exemplo do condomínio de Reserva Legal." Art. 41. É o Poder Executivo federal autorizado a instituir, sem prejuízo do cumprimento da legislação ambiental, programa de apoio e incentivo à conservação do meio ambiente, bem como para adoção de tecnologias e boas práticas que conciliem a produtividade agropecuária e florestal, com redução dos impactos ambientais, como forma de promoção do desenvolvimento ecologicamente sustentável, observados sempre os critérios de progressividade, abrangendo as seguintes categorias e linhas de ação: II - compensação pelas medidas de conservação ambiental necessárias para o cumprimento dos objetivos desta Lei, utilizando-se dos seguintes instrumentos, dentre outros: a) obtenção de crédito agrícola, em todas as suas modalidades, com taxas de juros menores, bem como limites e prazos maiores que os praticados no mercado; b) contratação do seguro agrícola em condições melhores que as praticadas no mercado; c) dedução das Áreas de Preservação Permanente, de Reserva Legal e de uso

restrito da base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR, gerando créditos tributários; d) destinação de parte dos recursos arrecadados com a cobrança pelo uso da água, na forma da Lei no 9.433, de 8 de janeiro de 1997, para a manutenção, recuperação ou recomposição das Áreas de Preservação Permanente, de Reserva Legal e de uso restrito na bacia de geração da receita; e) linhas de financiamento para atender iniciativas de preservação voluntária de vegetação nativa, proteção de espécies da flora nativa ameaçadas de extinção, manejo florestal e agroflorestal sustentável realizados na propriedade ou posse rural, ou recuperação de áreas degradadas; Fonte: Barros Filho e Almeida Prado Advogados Sobre o Barros Filho e Almeida Prado Advogados Escritório de advocacia voltado ao direito empresarial, abrangendo áreas tradicionais como societário, trabalhista, cível, direito público, propriedade industrial e de proteção autoral, direito ambiental e urbanismo, e ao suporte jurídico a temas contemporâneos como inovação, empreendedorismo e setores criativos (design, gastronomia, aplicativos mobile, audiovisual e artes plásticas, dentre outros).


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Programação dos cursos Sindicato Rural e Senar

Cursos de formação Profissional e Promoção Social através de convênio com o SENAR-AR/SP Relação de cursos 2014

PIRACAIA

JULHO 5e6

Processamento Artesanal de Peixe

10 e 11

Operação e Manutenção de roçadeira lateral

12, 13, 19, 20, 26 Promoção e Comercialização de Turismo Rural

JOANÓPOLIS JULHO 23 a 25

Fruticultura Básica - Instalação da Lavoura

AGOSTO 22 a 24

Caprinocultura - Manejo de adulto

Ministro Eduardo Lopes prestigia o II Encontro de Piscicultura de São Paulo

No dia 23/5, o ministro da Pesca e Aquicultura, Eduardo Lopes, participou da abertura do II Encontro de Piscicultura de São Paulo, no Parque Ibirapuera (Pavilhão Japonês), na capital paulista. O encontro, promovido pela Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Comissão Bunkyo Rural), foi uma oportunidade para os produtores de São Paulo e de outros estados discutirem o desenvolvimento da piscicultura em água doce no Brasil. Na programação havia palestras e debates sobre a criação de espécies como tilápia e pirarucu, voltadas para a alimentação humana. O encontro, porém, discutiu também peixes ornamentais, a exemplo de carpas coloridas. De acordo com o presidente do Grupo Amigos do Pirarucu-Brasil, Yasuyuki Hirasaki, a criação da espécie em São Paulo e outros estados é viável e promissora, apesar de ser proveniente da região amazônica. O pirarucu é um dos maiores peixes do mundo de água doce e, em cativeiro, consegue 10 quilos de ganho de peso em apenas um ano. Em São Paulo vem sendo criado em municípios como Atibaia e Araçatuba.

A saudade ainda é grande

No dia 26/06/2014 irá completar um ano de falecimento de André Carvalho de Mendonça, Engenheiro Agrônomo, Diretor da CATI-Piracaia e ex-presidente do Sindicato Rural de Piracaia. A saudade ainda é grande, abraço aos familiares. Diretoria e funcionários do Sindicato Rural

CLASSIFICADOS COMPRO Pato Galinha Angola Carneiro Cabrito

(11) 9.6387-0526 (vivo) ALUGO PASTO PARA GADO Local: Olaria/Sítio do Borges Bairro: Adão Silva - Piracaia-SP Aurélio: 9.9903-2708/9.4717-1726

JUNHO/14

Agenda Rural

Curso bem sucedido

Nos dias 13, 14 e 15 de maio, foi realizado em Joanópolis o Curso de Processamento Artesanal de Carne de Ovinos. O curso foi na propriedade de Wanda Fernandes de Moraes e José Benedito Moraes, no Rancho Reganhão. A instrutora foi a Renata de Almeida Ribeiro. Os participantes marcaram presença todos os dias preenchendo todas as vagas. Eles aprenderam os aspectos gerais de saúde, grupos alimentares, valor nutricional, preparo do local, higiene, processamento da carne (Hamburger, Kafta, Nugets, Salame e outros). Foi passado também sobre técnicas de cura e defumação, entre outros. Um agradecimento especial aos proprietários e a funcionária Karina de Fátima Loureiro pela colaboração.

Câmara Técnica

Em 16/05 o Sinidicato teve a honra de recepcionar a 85ª reunião Ordinária da Câmara Técnica de Uso e Conservação da Água no Meio Rural–CT Rural. O Sindicato Rural de Piracaia, participa desta Câmara Técnica desde Maio de 2011 acompanhando as reuniões mensais em vários municípios. Piracaia foi privilegiada com a palestra sobre “Passo a passo para elaboração do CAR, ministrado pelo Cel. Gilmar Ogawa, Assessor Especial da Presidência da FAESP. Um agradecimento especial à Prefeitura, ao Departamento de Divisão de Alimentação que forneceu pãezinhos. Foi oferecido um café Rural com produtos da região como suco de amora preta, suco de acerola, geleia de amora preta, queijo frescal, queijo meia cura, iogurte, bolo de cenoura, bolo de fubá e de laranja. Agradecemos aos produtores pela contribuição, Mauro (Queijo CAMANTA), Celso Moro (Sítio Dandão), Dona Ana Bruno, Gislene Fontana, Kátia (Pousada Colina Boa Vista). E, um agradecimento especial para a funcionária Jenifer Bruno Ramos pela colaboração.

Festa do Produtor Rural em Joanópolis

Na comemoração do dia do Produtor Rural a Secretaria da Agricultura de Joanópolis realizará a festa do Produtor Rural no dia 26/07/2014 no Bairro do Cancan. A festa começa a partir da 10 horas da manhã com término previsto para as 17 horas. Mais informações: Tel: (11) 4888-921

ANUNCIE (11) 4036-4747 Rodeio de Extrema 2014

A 29ª Festa do Peão de Boiadeiro e Rodeio de Extrema 2014 - 19 a 21 de junho, no Parque Municipal de Eventos, em Extrema. Dia 19/05 (quinta) – Rio Negro & Solimões – Entrada Franca Dia 20/05 (sexta) – Fernando & Sorocaba – Iniciando as 23h Dia 21/05 (sábado) – Jads & Jadson Realização: VR Copa Rodeio e Sâmor Promoções. Apoio da Prefeitura de Extrema. Dia 18/06 - Escolha da Rainha às 20h - no Clube Literário e Recreativo de Extrema Dia 22 - partir das 12h grandiosa Queima do Alho e Desfile de Cavaleiros.

MATERIAIS ELÉTRICOS, AQUECIMENTO SOLAR - PADRÃO ELEKTRO

Parabéns Piracaia pelos 197 Anos - 16 de junho! Parabéns Joanópolis pelos 136 Anos - 24 de junho!


Caderno jumho