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CANAL AZUL Canal Azul 19 - Outubro | Novembro | Dezembro de 2013

QUANTO

e t n e m l a e R CUSTA UM CONTÊINER? Cobrança de demurrage gera insegurança e prejuízos para importadores brasileiros Pág. 05 Portal do Cliente da Pinho: todo o processo logístico centralizado e seguro em um único espaço online, on time Pág. 03 Armadores internacionais dominam mercado de fretes marítimos Pág. 04 Falhas do Mercosul são evidenciadas com criação da Aliança do Pacífico Pág. 06

CUSTOM LOGISTICS | WE KNOW HOW!


2 EDITORIAL Em suas últimas edições, o Canal Azul tratou de assuntos que influenciam não apenas o Comércio Exterior, mas a economia e a vida de cada um dos brasileiros de maneira geral, como a inflação elevada e a grave burocracia envolvida em todo e qualquer empreendimento. Neste número, nosso foco principal será discutir aquele que pode ser considerado um dos maiores entraves que os empresários brasileiros enfrentam no transporte internacional: os altos custos da demurrage. A supremacia de armadores estrangeiros em todos os portos brasileiros dá margem para que funcione em nossos portos um sistema que permite a cobrança de taxas excessivas na sobre-estadia em casos de atrasos na entrega de contêineres. Nas páginas 04 e 05, o leitor pode conhecer os argumentos de especialistas em Direito e Logística Internacional sobre o assunto. Nesta edição, o informativo da Pinho International Logistics fala também sobre os impactos do surgimento da Aliança do Pacífico sobre o Mercosul e as deficiências na atuação deste último grupo, do qual faz parte o Brasil. Por fim, não deixe de conhecer nossas sugestões culturais na editoria de Variedades.

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Posto avançado – Manaus - AM Posto avançado – Viracopos - SP Posto avançado – Guarulhos - SP Posto avançado – Santos - SP FILIAL – PARANAGUÁ – PR

Av. Portuária, s/n, Terminal de Contêineres de Paranaguá – Sala 2 Porto Dom Pedro II – CEP: 83221-570 Caixa Postal: 169 Fone: +55 (41) 3424-2090

FILIAL – ITAJAÍ - SC

Rua Cônego Tomáz Fontes, 144, Sala 01 Centro – CEP: 88301-060 Fone: +55 (47) 3241-3800

MATRIZ – CURITIBA – PR Rua Marechal Deodoro, 503, 16º Andar Centro – CEP: 80020-320 Fone: +55 (41) 3219-4300

Boa leitura!

Sávio Ferreira de Souza Vice-presidente da Pinho

Posto avançado – Rio Grande - RS *WCA Member, a Pinho está presente em mais de 2 mil localidades espalhadas pelo mundo, para efetuação de rotas logísticas exclusivas.

EXPEDIENTE CANAL AZUL é uma publicação trimestral da Pinho International Logistics Jornalista Responsável: Laura Fagundes Ramalho DRT/RS 11018 Textos: Guilherme Gaspar, Luciane Belin e Thiana Perusso E-mail: canalazul@pinho.com.br Projeto Gráfico e Diagramação: CasaTreze Studio PINHO INTERNATIONAL LOGISTICS Rua Marechal Deodoro, 503, 16º – Centro Curitiba/PR – Brasil – Tel.: (41) 3219-4300 www.pinho.com.br


Portal do Cliente revoluciona atendimento 3 na Pinho Ferramenta oferece segurança e praticidade ao centralizar toda a documentação dos processos de importação e exportação em um único ambiente virtual esenvolvido pela Pinho International D Logistics para unificar a localização de

todos os documentos envolvidos em um processo logístico, o Portal do Cliente tem conquistado os clientes pela praticidade e pela segurança que oferece. A iniciativa, inovadora neste segmento, consiste em uma página na internet – portal. pinho.com.br – com ferramentas autoexplicativas que modernizam e agilizam o relacionamento entre clientes e analistas da Pinho. Trata-se de uma iniciativa de vanguarda na gestão de processos de Comex em que, por meio de um único ambiente virtual, o representante da empresa acessa, atualiza e acompanha o andamento dos seus procedimentos de importação e exportação. Pensado e criado pela equipe de tecnologia da Pinho, o recurso atua como um canal direto com o cliente, com total segurança.

“Com o Portal do Cliente, as operações criam sua independência de outras formas de envio de arquivos, como o e-mail. O site funciona como um arquivo, mas com a vantagem de que qualquer pessoa munida de login e senha poder conectar-se e acompanhar o andamento dos processos em qualquer lugar do mundo”, afirma Edinelson Marques, gerente da Pinho. Entre os clientes que já utilizam o Portal, o retorno tem sido positivo. Gabriel Sulivan, encarregado do Comercio Exterior da Triângulo Pisos e Painéis, é um dos analistas que usa o recurso desde o início de 2013 para seu próprio controle. “Essa ferramenta facilita bastante o trabalho do importador e exportador por ser ágil e ter um update fácil. Desde que comecei a acessar o portal, ele funciona para mim como centro de controle de informações que torna a pesquisa de dados e documentos mais simples”, aponta.

Ferramenta interativa

Além de manter um histórico completo da operação, o Portal do Cliente fornece informações atualizadas em tempo real, e o analista ou gerente da empresa recebe alertas de follow up. “Quando um funcionário da Pinho promove um update em um determinado processo, o responsável pela importação ou exportação receberá uma notificação no formato ‘pop-up’ com a atualização da operação. Isso também é gerenciável pelo analista, que pode optar por receber o follow up constantemente, no final do dia ou não receber, caso a pessoa prefira acompanhar diretamente no portal”, explica Marques. A opção de receber os avisos por e-mail foi a escolha do encarregado de Comércio Exterior da Triângulo Pisos e Painéis. “Como checo meu e-mail com frequência, as notificações complementam o trabalho que é feito pelo Portal, me atualizando de imediato no instante das alterações. Assim não preciso também passar o tempo todo tendo de acessar o site para checar se algum update foi feito”, complementa Sulivan.

Confira no box as principais vantagens do Portal do Cliente Pinho:

O PORTAL DO CLIENTE DA PINHO OFERECE Para o analista: • Receba alertas de mudança de status de um processo em tempo real; • Receba relatórios de Follow up de acordo com a frequência que desejar; • Centralize toda a documentação em um só lugar, de maneira prática. • Tenha disponível um histórico detalhado de cada processo: documentos envolvidos, registro da data de cada evento, valores, pesos e medidas, tudo com um clique. Para o Gerente: • Veja relatórios de cada processo; • Sem perda de informações em troca de e-mails – todos os dados ficam centralizadas em um único ambiente; • Garanta a continuidade do trabalho mesmo na ausência da pessoa responsável. Caso a pessoa falte, um outro analista ou o próprio gerente pode acessar o processo; • Tenha acesso ao histórico de cada etapa do processo e toda comunicação com a Pinho; • Conte com um arquivo digital completo de todos documentos e etapas; • Acesse via web – é possível acompanhar de qualquer lugar do mundo; • Tenha acesso a relatórios de Key Performance Indicator (KPI) – avalie a velocidade e qualidade de todo o processo.


Empresas estrangeiras no controle das exportações brasileiras

4

Armadores internacionais dominam mercado de fretes nos portos nacionais. Recente retomada da indústria naval ainda é limitada de 90% das exportações braMaissileiras são feitas por via maríti-

ma, o que torna o setor de transporte naval estratégico para o país. Apesar disso, desde a década de 1980, as empresas brasileiras foram perdendo espaço no mercado de fretes, que passou por um processo de concentração e hoje é dominado por armadores internacionais. Muito além das questões nacionalistas, este cenário traz um prejuízo real à economia pela saída de divisas. Em 2012, cerca de 14,2 bilhões de dólares deixaram o país para cobrir gastos com transportes, que mesmo com as receitas na área, deixou um saldo negativo de US$ 8,8 bilhões. Com o controle das operações por grandes multinacionais, as empresas brasileiras remanescentes passaram a operar apenas como microarmadores, trabalhando principalmente com cabotagem e com pouca ou nenhuma capacidade de realizar viagens de longo curso. De acordo com o Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), os brasileiros mantêm linhas regulares de contêineres para países do Mercosul, mas as operações de longo curso são prejudicadas pelos custos elevados [ver box Custo Operacional.] “O que dificulta nossa participação no longo curso, dentre outros fatores é o custo operacional, em especial o referente à mão de obra e ao regime de trabalho a que estão sujeitos às empresas e trabalhadores brasileiros, que não são competitivos com os demais regimes existentes na maioria dos países”, afirma Luís Fernando Resano, vice-presidente executivo do Syndarma. Para o professor Alcides Goularti Filho, Doutor em Economia pela Unicamp e Professor do Curso de Economia da UNESC, a tendência é que a participação de empresas brasileiras aumente, graças a uma “política mais

NO RODAPÉ

DO COMEX

nacionalista” do governo federal. “Recentemente, por uma orientação vinda diretamente do Palácio do Planalto, a Petrobras passou a fazer várias encomendas domésticas. Tal medida promoveu uma recente recuperação da indústria da construção naval e está agitando este mercado”, explica Goularti Filho que completa. “É necessário formar grandes armadores nacionais para ampliar nossa competitividade. Uma solução seria repetir o que foi feito no final dos anos 1960, quando foi criada a

Libra, por meio da fusão de vários armadores nacionais com o objetivo de formar apenas um grande armador nacional”, argumenta Goularti Filho.

Frota brasileira

Em 1986, a frota mercante de longo curso com bandeira brasileira era composta por 169 navios, em 1995 esse número caiu para 51 navios. Já na década de 1990 a redução acendeu uma luz amarela no governo, que iniciou um programa

de investimentos na indústria naval, com facilitação de financiamentos e direcionamento das novas aquisições de estatais, política que seria efetivamente ampliada após 2003. As medidas de incentivo à indústria naval permitiram que a frota com bandeira nacional passasse por uma recomposição, atingindo, em 2012, a marca de 155 navios, de acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

CUSTO BRASIL

Os altos custos operacionais para transporte marítimo de longo curso são os principais responsáveis pela falta de competitividade dos armadores brasileiros. Entre eles, um dos fatores que mais influencia o total é a mão de obra dentro e fora da embarcação. Custos com salários, exames médicos, alimentação, insalubridade, adicionais e outros investimentos na mão de obra, além das taxas e impostos incidentes sobre estes valores, são altíssimos no caso dos trabalhadores embarcados. Fora do navio, a mão de obra também é cara. O trabalhador que atua como prático, por exemplo, aquele que auxilia o navio a atracar pelos canais de acordo com a estrutura de cada porto, por exemplo, pode custar mais do que o dobro do valor cobrado no exterior. De acordo com reportagem publicada pelo jornal O Globo em outubro de 2012, o custo por atracação em portos do tamanho do de Paranaguá, no Paraná, custa cerca de US$ 14 mil. Nos Estados Unidos, em portos com características semelhantes às de Paranaguá, o preço médio é de cerca de US$ 5.7 mil.

Confira um comparativo entre os custos anuais e diários de um navio porta-contêiner brasileiro e um estrangeiro (em dólares):

Nacional

Outra bandeira

Salário/Logística/Exames médicos

2.229.448

894.802

Alimentação

76.650

64.240

Custos com tripulação

2.306.098

959.042

Prêmio de Seguro - casco e máquina

85.000

85.000

Clube P&I

70.000

70.000

Custos com seguros

155.000

155.000

Material de custeio/O.L./Insperações

429.597

394.347

Sobressalentes

171.450

127.000

Reparos

154.000

110.000

Total técnico

755.047

631.347

Total de S&Q

37.375

37.375

Outros custos

40.500

40.500

Custos operacionais atuais

3.294.020

1.823.264

Custo diário

9.025

4.995

Fonte: Apresentação V-Ships no 1° Seminário sobre o Desenvolvimento da Cabotagem Brasileira/ Antaq/ 2009

Idioma universal. Atuar no Comércio Exterior sem noções de língua inglesa é uma tarefa impossível. No livro Inglês Para Comércio Exterior, da Disal Editora, Daniela Tannus Ramos apresenta o idioma com foco em termos, gramática e linguagem pertinentes à área do Comex.


Demurrage pesa nos custos do transporte

5 internacional

Medida que tem a intenção de aumentar a concorrência e a agilidade do setor causa polêmica entre empresários e trabalhadores são fundamentais para o comércio internacional, Oumas contêineres vez que a padronização no embarque e desembarque ace-

lera a movimentação de cargas nos portos do mundo todo. Apesar de facilitarem o transporte, as embalagens metálicas muitas vezes se transformam em motivo de dor de cabeça para os empresários brasileiros. Um dos principais motivos de preocupação de importadores é a cobrança de demurrage ou sobre-estadia, uma multa diária aplicada quando há atraso na devolução dos contêineres para os seus proprietários, os armadores. A cobrança decorre do contrato de transporte, mas não faz parte dele, já que as suas cláusulas são impostas em “Termos de Responsabilidade”, os quais são assinados pelos despachantes aduaneiros quando as cargas chegam ao Brasil. “Há uma prática comum e antiética de se envolver o despachante aduaneiro ou as comissárias como parte integrante do transporte, fazendo-as corresponsáveis pela demurrage”, afirma o despachante Sávio de Souza, vice-presidente da empresa Pinho International Logistics. Segundo o empresário, os despachantes são pressionados pelos armadores a assinar os termos de responsabilidade, que acarretam em custos elevados e insegurança nas operações. Diante da assimetria existente nessa relação entre armadores e despachantes, os processos judiciais se tornam comuns. “Do lado do armador há o prejuízo do contêiner parado, que não pode ser utilizado. Enquanto para o importador, as queixas são quanto aos valores estipulados, que podem superar em muito o valor do frete, inviabilizando negócios”, explica a advogada Maria Amélia Macedo Amaral. Para a advogada, que é especialista em Direito Aduaneiro, uma legislação específica sobre o tema “traria mais segurança aos importadores contra a imposição de valores e tempo de free time [tempo de uso do contêiner sem cobrança de sobre-estadia] constantes no Termo de Responsabilidade, e também forçaria os armadores a negociar estas cláusulas juntamente com outras do contrato de transporte internacional”.

Um processo caro

De acordo com estudo divulgado pelo Departamento de Desenvolvimento Sustentável do Banco Mundial em dezembro de 2011, o Brasil gasta cerca de 700 milhões de dólares por ano com este tipo de penalização. Como a maioria dos armadores atuantes no país são empresas internacionais, estes valores acabam por prejudicar também o resultado da balança de pagamentos – índice que mede a entrada e saída de dinheiro do país. “O problema é que, sobre a alcunha demurrage, têm-se cometido muitos exageros e cobranças de valores estratosféricos sobre um bem que tem valor relativamente barato. Como se pode cobrar 60 mil ou 80 mil dólares para utilização temporária de um bem que tem valor médio de quatro mil dólares? Há de haver um limite”, alerta Sávio de Souza.

POR QUE A SOBRE-ESTADIA

ACONTECE?

Mas, já que a taxa de sobre-estadia da carga é tão alta, por que não há um esforço em descarregar os contêineres com mais antecedência? Na verdade esse processo independe do importador. Fatores como a lotação dos portos, a excessiva burocracia envolvida com todos os processos de Comércio Exterior no Brasil, as recorrentes greves que influenciam o Comex e o número insuficiente de auditores na Receita Federal e nos demais departamentos que autorizam a chegada das cargas são apenas alguns dos responsáveis. Também podem ser considerados os atrasos dos próprios importadores, documentação insuficiente, entre outros. É fato, entretanto, que o maior problema apontado pelos profissionais do setor é a ausência de um limite máximo no valor cobrado pela sobre-estadia. Isso influencia não apenas diretamente no aumento do preço dos produtos finais, mas do próprio Custo Brasil.

O caminho dos contêineres

1 2 3 4 5 6 7

O contêiner chega ao porto

Despachantes assinam termo de compromisso

Agências de fiscalização examinam as cargas

A carga é liberada e descarregada

A O contêiner é devolvido aos armadores dentro do prazo A carga é retida ou tem sua liberação atrasada

B O contêiner é devolvido com atraso, acarretando em multa


Expectativas com Aliança do Pacífico expõem 6 fragilidades do Mercosul Novo bloco de livre comércio na América Latina contrasta com impasses políticos e comerciais vividos pelo Mercado Comum do Sul o Mercosul enfrenta barrei- e lentidão nas negociações comerciais Erasnquanto políticas e patina nas negociações internas e externas. O acordo que vem

comerciais, a Aliança do Pacífico – formada por Chile, Peru, Colômbia e México – vai se firmando como um bloco menos político e mais focado na busca por uma área de livre comércio na América Latina. “Os países da Aliança do Pacífico contam com governantes pragmáticos, com menos viés ideológico; basta ver que Chile, Colômbia e México tiveram presidentes formados em Harvard”, destaca Másimo Della Justina, Mestre em Economia pela London School of Economics e professor do curso de Ciência Econômicas da PUCPR. Os quatro países assinaram neste ano um acordo eliminando a maior parte das tarifas sobre mercadorias importadas de dentro do bloco e concordaram em aderir a um plano para acabar com todas elas nos próximos sete anos. Além disso, também já foram inaugurados escritórios comerciais conjuntos no exterior e criado um fundo coletivo de investimentos e incentivo a pequenas e médias empresas.

Desgaste no Mercosul

O frescor dos acordos firmados pela Aliança do Pacífico contrasta com os desgastes políticos do Mercosul, que se tornaram ainda mais acentuados no último ano, com a suspensão do Paraguai após o impeachment do ex-presidente Fernando Lugo – o processo de deposição foi considerado irregular pelos países vizinhos. Durante o afastamento foi aprovada a entrada da Venezuela como membro efetivo do bloco, contrariando os interesses paraguaios e abrindo nova crise política. Além das dificuldades políticas, o Mercosul sofre ainda conflitos econômicos

NO RODAPÉ

DO COMEX

sendo negociado desde 1999 com a União Europeia, por exemplo, não mostrou sinais de avanço consistente e foi congelado por causa da crise internacional atual. Entretanto, Della Justina ressalta que a Aliança “gera mais oportunidades do que concorrência” para o bloco mais antigo da região. “O Mercosul tem sido mais vantajoso para empresários e consumidores do Brasil do que para os outros membros. Mas o Brasil precisa ser mais competitivo e menos imperialista, menos estatista e mais pragmático. No comércio internacional o jogo é ganha-ganha, ganhos mútuos e não apenas ganhos unilaterais”, argumenta o professor.

Brasil X Argentina

Brasileiros e argentinos passam ainda por uma fase de desconfiança, especialmente pelo receio de que se agrave a situação econômica na terra da presidente Cristina Kirchner. A transportadora brasileira América Latina Logística (ALL) perdeu as concessões para operar na malha ferroviária de lá; e a mineradora Vale do Rio Doce demitiu recentemente cerca de 2,7 mil funcionários no país vizinho. Estes episódios sinalizam um enfraquecimento na relação entre os dois maiores membros do Mercosul. “Não é possível haver união econômica enquanto cada país tem uma direção olhando para seus próprios interesses e seus próprios umbigos. Nesse caso, ainda é forte o lobby praticado pelos empresários para influenciar a política comercial de cada país. Tanto o Brasil quanto a Argentina tem sido imperialistas com os outros três membros do Mercosul”, afirma o professor Másimo Della Justina.

Crédito: Folhapress. 27/05/2013.

“[Essas iniciativas] não devem ser vistas como ameaça para a integração de países da região [...] Na medida em que esses países [da Aliança] tenham êxito no desenvolvimento econômico e social, isso só nos trará vantagens”, Antônio Patriota, Ex-Ministro das Relações Exteriores do Brasil (20/06/2013)

“Os frutos desse processo serão vistos – e já estamos começando a ver – em mais desenvolvimento para a própria região pacífica e para o país em geral, com mais emprego”, Juan Manuel Santos, Presidente da Colômbia (22/05/2013)

Visão global. Em Manual prático de comércio exterior, da editora Atlas, German Segre apresenta uma visão simplificada do comércio internacional, suas formas, envolvimento e implicações, dentro do ambiente profissional e de aprendizado acadêmico.


7 Com que roupa eu vou? A maneira como nos vestimos pode influenciar muito na imagem que passamos no ambiente de trabalho. Conheça os fatores que determinam essa influência e algumas dicas importantes na hora de escolher o que usar ocê se preocupa com a imagem que passa no Vambiente de trabalho? Sem dúvida, competên-

cia, responsabilidade e profissionalismo são insubstituíveis para criar uma boa impressão no ambiente corporativo, mas a forma como você se veste pode contar muitos pontos. Antes de fazer qualquer escolha sobre a roupa que irá usar, é importante buscar a coerência da imagem em relação ao perfil da empresa e ao cargo que exerce. O ideal é prestar atenção ao redor e perceber como os colegas de cargo equivalente ou superior se vestem e basear-se neles. Por meio de seus funcionários, a empresa busca passar uma imagem e, desta forma, é ela quem define o que deve ou não ser usado. De acordo com a consultora de imagem Sylvia Cesario Pereira, toda imagem passa uma mensagem e cada pessoa precisa buscar a melhor maneira de vestir-se de acordo com o ambiente em que está inserido. “É necessário que o colaborador busque se conhecer melhor, conhecer seu biótipo, seus pontos fortes e pesquisar sobre o assunto, há hoje muita informação disponível. Usar o vestuário a seu favor pode fazer toda a diferença em relação aos seus colegas e transmitir sua capacidade e competência, desde que você tenha consciência de como e porque se veste dessa maneira”. Quanto mais formal é o ambiente, maior é a restrição de roupas que podem ou não ser usadas. A escolha depende de três aspectos: segurança, formalidade e bom senso. Acessórios e roupas muito chamativas devem ser evitados. “Mesmo em um evento de trabalho, a roupa não deve ser menos formal e não deve chamar muita atenção”, destaca a consultora.

Prepare-se!

Não sabe o que usar? Uma forma de escolher bem é estudar sobre o assunto. Além disso, de acordo com Sylvia Cesario Pereira, de modo geral, é preciso evitar roupas esportivas e muito sensuais. 1 – Evite os exageros – Roupas coloridas demais, que chamem muito atenção e até mesmo acessórios chamativos devem ser evitadas. Além disso, para as mulheres, maquiagem deve ser algo discreto. 2 – Não use roupas muito justas – Tanto homens, como mulheres precisam evitar roupas justas para que não desvalorizem suas habilidades profissionais. 3 – Opte por cores neutras e peças clássicas – As roupas de trabalho devem ser básicas e clássicas, sem exageros de cores e estampas. A roupa deve ser adequada à seriedade do local.

As cores nas roupas e seus significados

É importante definir quais as cores mais adequadas dependendo do ambiente de trabalho. Confira a seguir o significado de algumas delas.

Azul

Vermelho

Confiança, integridade, domínio. É a cor ideal para entrevistas de emprego, reuniões ou encontros estratégicos.

Combate, paixão, sensualidade e poder. É uma cor perigosa, sua intensidade cansa facilmente, não sendo indicada para quem passa o dia todo em um só lugar.

Preto

Vinho

Elegância, poder, autoridade. Para uma entrevista de trabalho não é uma cor muito indicada, pois distancia do entrevistador.

Cinza

Elegância, segurança, mudança. É interessante para usar no dia a dia do trabalho e para entrevistas de emprego.

Marrom

É uma cor perigosa, pois transmite resistência. É a cor da uniformidade, ou seja, não existe espaço para o debate de ideias.

Branco

Pureza, simplicidade, verdade, sinceridade e esperança. Ótimo para equilibrar ambientes muito intensos.

Creme ou caramelo

Elegância e acessibilidade. Ideal para um trabalho que lida direto com o público durante o dia todo.

Refinamento, clássico. Cor ideal para uma malha de lã ou uma camiseta polo.

Laranja e amarelo

Criatividade. Transmitem ideia de uma pessoa estimulante, exótica, com novas ideias. Por serem cores intensas, são indicadas para gravatas ou camisetas.

Verde

Passa imagem de pessoa amigável, harmoniosa e em crescimento.

Violeta

Espiritualidade e paz.

Rosa

Romantismo e valorização de detalhes, feminilidade.


Faça uma pausa na rotina para conhecer novos lugares, aproveitar a companhia da família e dos amigos ou simplesmente mergulhar em uma deliciosa obra de literatura. A Pinho tem algumas sugestões!

PARA VER

PARA LER

(Inception – 2010)

Autor: Cristóvão Tezza Editora: Record Número de Páginas: 222 páginas

A Origem

O filho eterno

Gênero: Ação/ficção cientifica Duração: 148 minutos Direção: Christopher Nolan Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) é um ladrão especializado em extrair informações do inconsciente dos seus alvos durante o sonho. Incapaz de visitar seus filhos, Cobb tem a chance de vê-los em troca de um último trabalho: fazer a inserção, plantar a origem de uma ideia na mente de um rival de seu cliente. Junto com seu organizador e braço direito Arthur (Joseph Gordon-Levitt), estão na missão de invasão da mente do poderoso empresário japonês Saito (Ken Watanabe) usando esta técnica.

PARA OUVIR

Em “O Filho Eterno”, Tezza expõe as dificuldades e as vitórias de criar um filho com síndrome de Down. Aproveita as questões que aparecem pelo caminho nestes 26 anos de seu filho Felipe para reordenar sua própria vida: a experimentação da convivência em comunidade quando adolescente, a vida como ilegal na Alemanha para ganhar dinheiro, as dificuldades de escritor com trinta e poucos anos e alguns livros na gaveta e a pretensa estabilidade com o cargo de professor em universidade pública.

Com produção do filho Moreno e do guitarrista Pedro Sá, o disco apresenta a sonoridade contemporânea, criativa e inovadora marcante da carreira de Caetano. Possui 11 faixas, sendo uma delas a que nomeia o disco “Abraçaço”. O CD sugere não só um abraço grande, mas um abraço espalhado, abrangente ou múltiplo. Homenageado no Grammy Latino como a personalidade do ano, o cantor e compositor tornou-se o embaixador de destaque da música e cultura brasileiras.

CD Abraçaço

Artista: Caetano Veloso Gravadora: Universal Music Categoria: MPB

PARA VISITAR

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Estrada da Graciosa A Estrada da Graciosa, como é conhecida a Rodovia PR-410, é uma estrada pertencente ao governo do Paraná que utiliza a antiga rota dos tropeiros em direção ao litoral do Estado, interligando o município de Quatro Barras (Região Metropolitana de Curitiba) às cidades de Antonina e Morretes. A estrada atravessa o trecho mais preservado de Mata A- tlântica do Brasil, marcado pela mata tropical e pelos belos riachos que nascem na Serra do Mar. Na região, existem dois importantes parques estaduais: o Parque Estadual da Graciosa e o Parque Estadual Roberto Ribas Lange. Fica na Rua Victor Benato, 210, no bairro Pilarzinho, em Curitiba. Informações pelo telefone (41) 3254-5548 ou no site www.unilivre.org.br.

VALE CONFERIR!

Bienal Internacional de Curitiba 2013 Até o início de Dezembro, a edição comemorativa de20 anos da Bienal Internacional de Curitiba apresenta na cidade diferentes formatos de arte. Neste ano, o evento dá atenção especial à arte urbana e às performances artísticas, que oferecem um contato direto e imediato com as pessoas da cidade. Literatura, web arte e música recebem também grande espaço no evento, que exibe obras de 150 artistas dos cinco continentes em mais de 100 espaços da cidade. Consulte endereços, datas e informações sobre visitas pelo site www. bienaldecuritiba.com.br Funcionamento: Até o dia 01/12, de terça a domingo, das 10h às 18h

NO RODAPÉ

DO COMEX

On-line: Mantenha-se informado sobre transporte e logística, as novidades, o mundo empresarial no Comex e a legislação. O site Tecnologística oferece informações atualizadas e promove discussões sobre o tema. Endereço: www.tecnologistica.com.br/


Jornal Canal Azul - Edição 19