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março de 2014

Jornal Escolar do Agrupamento de Escolas de Pinhal de Frades

Chá com Beijinhos

Editorial Entre as várias atividades desenvolvidas desde o início do ano destacamos nesta edição as seguintes: “ Chá com Beijinhos”, Visitas de estudo e o Clube Viagens na minha Terra. Destacamos no Suplemento o artigo ”Caminhar para a Excelência”. Artigo elaborado pelo Jornal Público onde foi entrevistada a Diretora do nosso Agrupamento.

Página da escola: http://joomla.aepinhalfrades.pt/ http://joomla.aepinhalfrades.pt/index.php/o-pinhao

Celebração do Amor

SUPLEMENTO Ex-Libris do Jornal Público entrevistou a Diretora do Agrupamento


Bolo de Andreia Matias e Matilde Nunes – 7ºH

Bolo vencedor “ O melhor bolo de Amor do mundo ” - Sara Mantinha - 7ºE

Nos dias 13 e 14 de fevereiro realizou-se no espaço da biblioteca a atividade Chá com Beijinhos. Nesta atividade participaram todas as turmas de 7º ano. Foram propostos vários desafios aos quais participaram com bastante entusiasmo. Um desses desafios foi “O melhor bolo de Amor do mundo”. Entre os muitos que participaram foi distinguido o bolo confecionado pelas alunas Andreia Matias e Matilde Nunes, pela sua particularidade e tradição. Segundo a tradição lisboeta (alfacinha), na altura do Dia dos Namorados e dos Santos Populares era costume nos arraiais e bailes populares fazer-se um bolo onde se escondiam vários brindes presos com uma fitinha de cor. Numa dessas fitas estava preso um anel. Então eram convidadas todas as raparigas solteiras com ou sem namorado a puxar uma das fitinhas.

Reza a tradição que a quem saísse o anel seria a próxima a arranjar namorado ou a casar.

Bolo vencedor do prémio Originalidade - Rui Conceição -7ºG


O concurso de chávenas (A Lovely Cup of Tea) e as laçadas de amor foram outro desafio em que o amor, o conforto e a paixão estiveram presentes na decoração, na mensagem e nos cachecóis feitos com a técnica do tricô. Assim surgiram vários trabalhos das mais variadas cores e tamanhos ou seja sempre prontos para o conforto e bem estar. Ainda foram lidos alguns poemas elaborados pelos alunos. Deixamos um poema ilustrado e as imagens brilhantes dos momento cheios de alegria e muita música…!


Amor à primeira vista

Poema e ilustração de Andreia Solas e Jéssica Lopes -7ºF

Era uma noite fria,

Era um rapaz alto e magro,

Ela disse baixinho:

Pra casa ela ia,

escura e assustadora,

muito bonito por sinal,

- Sim, aceito namorar…

com o brilho nos seus olhos,

em que o frio tremia

olhos azuis, cabelo ondulado,

Com o seu coraçãozinho

pensando no que seria

dentro de casa e fora.

não se vestia nada mal.

sempre a palpitar!

o próximo dos seus sonhos!

Estava até bem apresentado. Então foram passear,

Ela lá esperava, sem saber por quem,

Estavam os dois a conversar,

os dois muito juntinhos,

mesmo assim continuava

à luz do luar,

no jardim a namorar

à espera de alguém…

quando ele quis arriscar

muito ternos e fofinhos…

num pedido para namorar! Lá estava ela então

Ela tinha de ir,

pensando que tudo era amaldiçoado,

e sempre a sorrir,

perdida na escuridão,

pediu um desejo

com o medo atravessado.

e deu-lhe um beijo!

Continuava à espera do amor tão falado, e sem saber por onde ia sob um céu nublado, a noite escura descia. Atrás dela viu uma sombra que reluzia, Sentiu um arrepio, pensou: o que seria?

Escrito no escuro do céu estava que ela adormeceria e com uma traição sonharia… Já na cama caiu no sono, mas acabou por acordar com o pesadelo do qual era dono o rapaz que passara a amar! Com a traição ela sonhou, tal como estava destinado, mas o rapaz continuou a ser de todos o mais amado! Ela assim aprendeu que para não bater no fundo e continuar a amar, basta esquecer o resto do mundo e continuar a lutar!


Alunos fazem “Viagens na Minha Terra” à

Arrentela e Seixal


No passado dia 11 de dezembro, pelas 13.30h, os alunos do clube Via-

Prosseguimos até à fábrica de cortiça da Mundet, fundada em 1905 pela

gens na minha Terra realizaram uma visita à Arrentela e ao Seixal. Come-

família catalã Mundet e encerrada nos anos 80. Aqui fizemos uma pequena

çámos por apanhar o autocarro e lá fomos muito animados e com expetati-

pausa para lanchar junto ao rio, descansar as pernas e tirar umas fotos para

vas sobre o que iria acontecer e a avaliar pelo guião prometia muita cami-

mais tarde recordar. Continuámos ao longo da Baia do Seixal e fizemos uma

nhada. Íamos acompanhados pela professora Isabel Caldeira e pela auxiliar

breve paragem no largo da igreja do Seixal, Igreja de Nossa Senhora da

de ação educativa Paula Letras.

Conceição, cuja construção foi concluída em 1728, contudo ficou danificada

Iniciámos a visita pela Quinta da Fidalga que remonta ao séc. XV, mas encontrava-se encerrada. Prosseguimos até ao Núcleo Naval do Ecomuseu

com o terramoto de 1755, sofrendo restaurações em 1858 e em 1904. Esta igreja tem um relógio de sol.

do Seixal onde pudemos observar o Sr. Fernando Damaso a construir um

Ao longo do percurso observámos algumas estátuas, construções antigas,

barco de madeira em miniatura. Colocámos algumas questões, conhece-

moinhos de maré e embarcações típicas do Tejo (faluas) ali ancoradas e a

mos algumas das ferramentas importantes na construção naval e visitámos

excelente vista para Lisboa. A hora do regresso aproximava-se e o mau tem-

a exposição de embarcações típicas do Tejo. À saída do museu tivemos

po também, pelo que a antiga estação de comboio do Seixal (atuais instala-

oportunidade de localizar a antiga Fábrica dos Lanifícios da Arrentela fun-

ções da Cruz Vermelha) foi vista de longe.

dada em 1855 e comparar a paisagem da baia do Tejo com o quadro do pintor Tomás da Anunciação “Vista da Baia da Amora” datado de 1834.

Foi uma experiência diferente, confraternizámos, aprendemos a ver o Seixal com outros olhos e alguns até aprenderam os procedimentos para andar de autocarro.


crianças admiram os professores... As

“As crianças admiram os professores!

vezes, angustia, numa atitude de partilha, aconselhamento, procura conjunta de soluções,

Como admiram poucas pessoas mais.”

mas para agredir, de forma gratuita, para apontar dedos a inventados culpados, para se des-

Eduardo Sá

Há dias, tropecei neste texto1 que me deixou de alma cheia e coração aconchegado, como quando um amigo nos oferece uma flor ou nos diz o quanto somos importantes na sua vida. Depois, fiquei triste. Entristeci, por serem necessários textos destes para acordar consciências distraídas e evadidas deste real que é o mundo dos nossos filhos, deste mundo de afetos e laços que se constrói no interior das nossas escolas. “Porque é pela mão deles [dos professores] que o mundo pula e se transforma, se torna

justo, se abre ao novo e à mudança, e liga curiosidade, com sensatez e com paixão.” – Eduardo Sá Professor não é aquele que dá aulas. Professor não é aquele que debita conhecimentos científicos. Professor não é aquele que se limita a implementar programas, elaborados por entidades longínquas e pardas e aplica, ciclicamente, fichas de avaliação. Professor é aquele que ajuda a transformar e desenvolver pessoas. Professor é aquele que contribui de forma vívida para o seu crescimento, em termos de valores, em termos de relações, em termos de capacidades de ser, de fazer e também de saber. A grande maioria dos nossos professores é-o por vocação, é-o com paixão, é-o de forma abnegada e generosa. Dir-me-ão que tal não é verdade para todos. Responderei que assim é, tal como sucede em todas as profissões, as generalizações incorrem em inexatidões.

“E tolerar alguns pais insolentes e mal-educados, daqueles que quanto mais omissos são mais exigem à escola aquilo que não dão.” – Eduardo Sá Entristeci, porque rememorei os “pais insolentes e mal-educados” que irrompem pelas

responsabilizar perante o iminente desastre, fruto de uma ausência de valores, de regras, de ideias claras sobre o que é educar. Também aqui, dir-me-ão, não é justa a generalização. Volto a estar de acordo. Felizmente há pais, muitos, que vêm à escola, com uma postura de partilha, de trabalho conjunto, de responsabilidade assumida. Infelizmente, o número dos que assim não fazem vem aumentado. “As crianças reconhecem que os professores lhes dão que pensar: e é por isso que os respei-

tam.” – Eduardo Sá Os nossos alunos gostam do desafio, gostam de ousar ser, de ousar pensar por si, seguindo a sua intuição, contando a sua vivência, partilhando a sua experiência, colocando os seus porquês. Isto exige tempo. Isto exige disponibilidade. Isto exige o olhar atento do adulto. Na escola, na grande maioria das salas de aula, encontram esse olhar atento, disponível, que acolhe, que responde, que ajuda a crescer. Os nossos alunos sabem que a escola é, efetivamente, um “bem precioso”, onde encontram pessoas especiais, as tais que lhes dão “colo e regras”, que as ajudam a conhecer o mundo, a descobrir sentidos, a construir-se, a ser e a situar-se neste complexo universo de sentimentos, de relações, de “outros”. Que bom seria se todos os pais também o soubessem… E, partilharíamos este trabalho de magia, de construção, de descoberta e de invenção. Que bom seria… e eu deixaria de me sentir triste. “E é por tudo isso que [as crianças] lembram a todos os pais, a todas as pessoas (e aos go-

vernantes, também) que, porventura, desconheçam o bem precioso que um professor pode ser, que quem não olha para cima, não admira, não cresce nem aprende.”

portas da nossa escola adentro, para confrontar de forma violenta e agressiva os professores. Pais que se dirigem à escola não para conversar sobre aquilo que os preocupa e, por

Amélia Cabral 1

Eduardo Sá, “As crianças têm direito a não gostar de todos os professores”, in Pais & Filhos


Alunos embarcam

na odisseia

de

Visita de estudo ao Teatro

Ulisses


No dia 31 de janeiro os alunos do 6ºano da Escola Carlos Ribeiro participaram numa visita de estudo ao teatro para ver a peça “Ulisses” baseada na obra de Homero “A Odisseia”. A história centra-se na figura de Ulisses, herói da guerra de Troia que combateu os troianos para recuperar a rainha grega Helena. Posteriormente toda a peça se desenrola em torno da viagem de regresso a Ítaca, sua terra natal, onde o herói enfrenta um conjunto de desafios impostos pelos deuses. A transformação dos seus marinheiros em porcos pela feiticeira Circe, a passagem pela ilha da Ciclopia e o encontro com o terrível Polifemo, a passagem pela ilha dos Infernos e o conhecimento da morte de sua mãe e do que se está a passar na sua terra, onde um grupo de pretendentes disputava a mão de sua esposa, porque de cordo com as leis da sua terra a sua mulher deveria, depois de um período de ausência do marido, procurar novo companheiro. Ulisses enfrenta uma série de tormentas para finalmente chegar à sua casa, expulsar os intrusos e quem sabe preparar-se para novas aventuras. O teatro foi muito interessante por ser interativo e misturar uma história muito antiga com as novas tecnologias. 


Caminhar para a

excelência

EXLIBRIS-SUPLEMENTO

DO JORNAL

PÚBLICO, ENTREVISTOU A DIRETORA DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PINHAL DE FRADES NO DIA 6 DE JANEIRO DE 2014.

março 2014


Norteando-se por um Projeto Educativo flexível e integrado, de caráter pedagógico e interventivo, que potencia a adequação dos conteúdos pedagógicos à diversidade e à melhoria das aprendizagens, o Agrupamento de Escolas de Pinhal de Frades assume-se como uma referência de prestígio, rigor e proficiência no Seixal. Fomentando as melhores práticas que objetivam, simultaneamente, o desenvolvimento do espírito crítico, em harmonia com valores indispensáveis à vivência em cidadania, a Instituição promove uma cultura própria e almeja “caminhar para a excelência”. Em entrevista ao ExLibris®, Maria do Carmo Branco, diretora, evidencia os projetos que diferenciam o Agrupamento dos congéneres.

Ao dar os primeiros passos na Escola Básica Carlos Ribeiro – sede do Agru-

qualidade, exigência e disciplina – valores estruturantes que, associados à solidarie-

pamento de Pinhal de Frades –, o olhar perde-se na harmonia que ali se vive.

mento de Pinhal de Frades protagonizar uma formação holística, em todas as suas

Subitamente, deixámo-nos envolver na energia revigorante dos alunos que ali

dimensões.

encontram os alicerces para edificar o seu futuro. Na atmosfera, a tranquilidade

Situada no Seixal – um concelho que patenteia heterogeneidades a nível social e

incita o conhecimento e a aquisição de ferramentas indutoras de valorização

económico –, a Instituição agrega três escolas de 1º Ciclo com Jardim de Infância

pessoal, intelectual e cognitiva. Por sua vez, já em ambiente de sala de aula, o

(Escola Básica Fernão Ferro, Escola Básica da Quinta dos Morgados e Escola Bási-

bulício do espaço exterior cede lugar à concentração e à aplicação de metodolo-

ca de Pinhal de Frades), e a Escola de 2º e 3º Ciclos que é, simultaneamente, a sede

gias de Ensino que preconizam, na sua plenitude, uma Educação com rigor,

do Agrupamento.

dade, tolerância, responsabilidade, justiça e responsabilidade permitem ao Agrupa-


Desde

2009 a liderar os

Maria do Carmo Branco realça que este projeto “permitir-nos-á deixar de funcionar

destinos do Agrupamento,

em regime duplo no 1º Ciclo, sendo que temos duas das escolas nesse enquadra-

Maria do Carmo Branco é,

mento. Deste modo, passaremos a operar em regime normal em todas as escolas”,

mais do que uma diretora, alguém que timbrou na Instituição uma panóplia de iniciativas que a distinguem positivamente dos congéneres. Sendo uma interlocutora da resiliência e de-

refere a diretora. Mas, na Escola sede a sobrelotação mantém-se, sendo que, “apesar de termos capacidade apenas para 30 turmas, dada a quantidade de alunos, tivemos de ultrapassar esse valor tendo, atualmente, 40. Não conseguimos dar resposta a todas as solicitações, pelo que a procura é claramente superior à oferta, sobretudo nos 5º e 7º anos. Asseguramos a todos os alunos do Agrupamento a continuidade na Instituição, contudo, por vezes, não nos é possível aceitar novas inscrições”.

terminação, Maria do Carmo Branco vê na Escola a sua segunda casa. 28 anos ao serviço da Educação são, assim, o corolário de um percurso onde o profissionalismo se assume como ponto de honra. Maria do Carmo

Autonomia: Um motor de desenvolvimento

Branco é, como diria Ricardo Reis, alguém que «põe quanto é no mínimo que faz».

Mantendo, na sua matriz identitária, o regime de Agrupamento Vertical, a Instituição congratula-se de não ter integrado o processo que determinou a fusão destes

Estas são “escolas semelhantes em termos populacionais e distam, entre

com escolas secundárias (Mega-agrupamentos), uma vez que “as outras escolas do Seixal se situam a uma distância considerável das nossas e caracterizam-se por

si, no máximo seis km”, refere a diretora, Maria do Carmo Branco. Nos últi-

patentearem dinâmicas muito distintas. A ter-se efetivado essa realidade, traduzir-se

mos anos, as freguesias onde estão sediadas estas instituições, designada-

-ia, para a nossa Instituição, numa significativa perda de identidade”, refere.

mente Arrentela e Fernão Ferro, registam uma evolução demográfica acen-

Pugnando pela definição de estratégias indutoras de eficiência académica, o Agru-

tuada, o que se repercute na sobrelotação das instituições de ensino. Esta

pamento de Escolas de Pinhal de Frades, almejando simultaneamente ser uma Insti-

situação já foi alvo de reflexão por parte dos docentes, Conselho Pedagógi-

tuição de referência para as crianças e jovens que o frequentam, delineou um Pro-

co e Conselho Geral pois compromete, entre outros aspetos, a distribuição

jeto Educativo diferenciado e que se tem traduzido em categóricos indicadores de

equilibrada da carga horária, impedindo, também, a atribuição de salas pa-

sucesso – tal como a posição granjeada no ranking nacional das Escolas Básicas e

ra operacionalizar atividades extracurriculares. Neste sentido, tornando-se

Secundárias de 2013. Consagrando a orientação educativa da Escola e contemplan-

imperioso acautelar soluções, foi iniciada a construção da Escola Básica

do as metodologias que objetivam a prossecução dos desideratos da Instituição,

dos Redondos, perspetivando-se a sua inauguração em setembro de 2014.

este Projeto resultou da auscultação da comunidade e traduz-se “num documento


integrador de vontades e do sentir da comunidade. Este não deve ser um Projeto

porque é onde radica a taxa de reprovação mais elevada”. O sucesso destas me-

da direção, mas de todos os que aqui trabalham e estudam”. As idiossincrasias

didas de caráter interventivo já deu, inclusive, resultados nos rankings nacionais

deste Projeto – que prevê áreas prioritárias de intervenção –, em associação com

de 2013, onde o Agrupamento obteve uma performance muito satisfatória.

os resultados da avaliação externa realizada em 2012 (atribuiu a classificação de

Estando a inovação e proficiência no código genético da Instituição, foram adota-

«Muito bom» em todos os itens), permitiu ao Agrupamento desenvolver um Plano

dos, também, mecanismos igualmente diferenciadores em diferentes domínios,

de Melhoria. O propósito desta iniciativa coadunava-se com a intenção “de superar

tais como nas literacias. Assim, o programa de «Literacia Digital», com início no

alguns aspetos que considerávamos fundamentais. Para tal, fizemos também uma

Pré-Escolar, promove a aquisição de competências no âmbito das tecnologias de

revisão da nossa visão estratégica e entendemos que estávamos em condições de

informação e, “na passagem do 4º para o 5º ano, os alunos realizam um teste de

nos propormos para a algo mais: o Contrato de Autonomia”.

forma a certificarmo-nos se o que estava previsto no programa foi adquirido. No

Em fevereiro do ano passado, foi, assim, protocolado o Contrato de Autonomia

final do 9º ano, é novamente efetuado um teste de competências que, a posteriori,

(CA) que prioriza a realização de ações de acordo com a capacidade do Agrupa-

é certificado pelo Centro de Formação de Associações de Escolas”. Verificam-se,

mento, bem como a capacidade de mobilizar recursos para o efeito. Neste enqua-

no entanto, algumas dificuldades de implementação e prossecução destes objeti-

dramento, os objetivos operacionais prende-se, desde logo, “com a melhoria dos

vos no 1º Ciclo, motivadas pela escassez de recursos em algumas escolas do

resultados escolares”, considerando que o Agrupamento apresentava uma taxa de

Agrupamento.

sucesso do Ensino Básico de 88,4%, e uma taxa de abandono escolar na ordem dos 0,84%. Simultaneamente, e com o escopo de colmatar uma necessidade premente, o Contrato de Autonomia previu a criação de Serviços de Psicologia e Orientação (SPO). “Este foi um dos domínios assumidos entre o Agrupamento e o Ministério da Educação e Ciência (MEC) e permite-nos não só auxiliar os alunos a formular uma opção ponderada na prossecução de estudos para o Ensino Secundário – através de programas de orientação vocacional –, como também dar uma resposta efetiva aos alunos, na área psicopedagógica”. Para operacionalizar tais pilares estruturantes do CA, nomeadamente o sucesso académico, o Agrupamento implementou ações, logo no 1º ano de escolaridade, que visam a intervenção imediata e urgente para dissipar as dificuldades de aprendizagem. “Acreditamos que é na base que temos de resolver problemas e, assim, um dos programas previstos prevê a realização de um diagnóstico dos alunos no 1º ano, que revelam algum problema, e imediatamente intervimos para que esses discentes cheguem ao final do ano, garantidamente, a saber ler e fazer o cálculo. Esperamos que esta medida tenha um impacto positivo nos resultados do 2º ano,

F lashm ob


Para concretização deste enunciado de proficiência nas literacias foi, igualmen-

a uma melhoria na ordem dos 30%, face ao ano anterior. A frequência da Sala de

te, implementado um programa de «Promoção da Leitura» que pressupõe que os

Estudo, onde os alunos são permanentemente acompanhados por professores, é

professores se envolvam de forma partilhada e participada e, simultaneamente,

uma das valências determinantes no sucesso dos alunos”. De forma genérica, to-

incentivem os alunos a integrar autonomamente a construção das suas aprendi-

dos estes mecanismos induzem uma pedagogia ativa e pretendem “distinguir os

zagens. Assim, este é implementado desde a educação Pré-escolar e materializa

nossos alunos dos congéneres. Consideramos que, nos nove anos que aqui pas-

-se no programa «Dá-me 10», no 1º Ciclo, e no «Ler é Urgente», aplicado nos

sam, temos de conseguir marcar os discentes. Assim, quando terminam a frequên-

restantes Ciclos. Semanalmente, são escolhidos textos da atualidade, ou excer-

cia letiva na Instituição, levam consigo um conjunto de experiências enriquecedo-

tos de livros de Filosofia para crianças, que são lidos durante 10 ou cinco minu-

ras e que foram pensadas e estruturadas de modo a enriquecê-los enquanto estu-

tos, consoante o Ciclo em questão. De acordo com Maria do Carmo Branco, foi

dantes mas, também, enquanto cidadãos do mundo”, realça a diretora.

realizado um balanço da aplicação destes programas e “percebemos que já inte-

Cumulativamente, o Projeto Educativo do Agrupamento, estando em permanente

gram o quotidiano dos discentes de forma que eles já não prescindem”. Mas, a

construção, e pugnando pela definição de uma cultura que agrega os seus mem-

aposta na leitura não se circunscreve apenas a estas realidades. A «Maratona da

bros em torno da mesma identidade, partilhada e facilitadora da consecução de

Leitura» consubstancia-se numa iniciativa em que, durante um dia, todo o Agru-

metas, prevê a preparação dos alunos para os Ciclos que se seguem. Deste modo,

pamento lê. Num processo ininterrupto, pais, alunos, funcionários e pessoas da

após a transição do 3º Ciclo do Ensino Básico, é feito o seguimento do percurso

comunidade escolhem um excerto e leem-no durante cerca de dois minutos. A

através da análise dos resultados de avaliação facultados pelas escolas secundá-

diretora recorda, ainda, um flashmob realizado, com livros, no ano passado no

rias. “É com regozijo que vemos que os nossos alunos registam uma boa presta-

dia do Agrupamento, com todos os alunos do Agrupamento, e destaca os concur-

ção. Mantêm o nível de sucesso e a taxa de retenção, nesse ano, é muito reduzi-

sos «Em Português» (2º Ciclo) e «Letra a letra» (1º Ciclo), como outras iniciativas

da”.

de promoção da literacia da leitura. horário dos professores em prol do acompanhamento direto dos alunos. E, este ano, introduzimos também um programa em que todos os alunos que tiveram negativa no exame de 4º, 6º ou 9º anos são imediatamente acompanhados a Português ou Matemática”, afiança Maria do Carmo Branco. Esta perspetiva de intervenção urgente e atempada estende-se a outras realidades, tais como aos alunos que transitaram de ano letivo com nota negativa a uma destas disciplinas de continuidade – Português e Matemática e, ainda, a Inglês. “Logo no primeiro período, os discentes recebem apoio suplementar e, com esta ideologia, conseguimos alcançar uma taxa de recuperação de cerca de 75%, o que corresponde

Ma ra to na da L e itura

Ainda neste domínio, “temos oficinas de escrita e leitura em que rentabilizamos o


Formação holística em prol de uma cidadania ativa As metodologias de ensino expressas no ideário da Escola pretendem, mais

cerca de 120 alunos (incluindo ex-discentes do Agrupamento). A visibilidade e no-

do que fomentar o sucesso académico, assegurar uma formação integral e

toriedade deste grupo é de tal ordem que este participa, com regularidade, nas

integrada, capaz de garantir o desenvolvimento dos seus interesses, capacida-

festas do Seixal. “Os alunos adoram a participação em projetos musicais e não

des, espírito crítico e criatividade. Para operacionalizar tal pretensão, o Agrupa-

posso deixar de ressalvar que esta componente assume um papel interessante no

mento dissemina valores estruturantes como solidariedade, tolerância, respon-

Agrupamento e na própria formação. Aliás, é usual promovermos também um con-

sabilidade, justiça, disciplina e respeito mútuo.

curso neste sentido: o Cantafest”.

Exemplo categórico desta premissa e da efetiva materialização destes concei-

No estímulo pelo desenvolvimento de diferentes competências e ferramentas, a

tos radica na BrigadaSolidarius. Sob supervisão de professores, os alunos or-

Escola desenvolve, também, ações no âmbito do teatro. Com efeito, o Clube de

ganizam-se dentro e fora da Instituição e realizam ações de solidariedade. No

Teatro “é uma das paixões do Agrupamento e esta é manifestada não só pelo fac-

dia 20 de dezembro foi, inclusive, realizada uma gala de solidariedade, em par-

to de levarmos os alunos a assistir a espetáculos desde o Pré-escolar, como te-

ceria com o Colégio Atlântico que cedeu o auditório, cujo objetivo se coaduna-

mos também um grupo de discentes que, todos os anos, apresenta uma peça in-

va com a intenção de angariar fundos para apoiar as famílias carenciadas. Um

ternamente na Instituição, e no Seixal para toda a comunidade”.

dos protagonistas que subiu ao palco, o grupo musical «I´m a rock star», caracteriza, na perfeição, o dinamismo da Instituição, uma vez que é constituído por

“I’m a Rock Star- Gala solidária de Natal

“I’m a Rock Star- Festas do Seixal


Reiteradamente, são também planeadas visitas de estudo em todos os Ciclos que pretendem “dar a conhecer ícones do património natural, cultural e histórico,

Fazer mais com menos

principalmente do nosso distrito”. Mais do que um projeto de valorização do currículo local, esta é uma iniciativa que “almeja que os alunos, quando terminam o 9º

A ministrar uma formação de qualidade desde a sua génese, a Instituição tem

ano, tenham experienciado visitas muito próprias e enriquecedoras”. Cumulativa-

desenvolvido esforços no sentido de suportar – e ultrapassar – as limitações

mente, e reconhecendo as mais-valias supervenientes da cooperação estratégica

impostas pela falta de condições das instalações, sobretudo no domínio dos

com outras instituições, o Agrupamento protocolou parcerias com a Escola Supe-

equipamentos desportivos. “Esta é uma preocupação da direção e do Conselho

rior de Educação de Setúbal e o Instituto Jean Piaget, ao nível da formação dos

Pedagógico porque, nos dias em que chove, é ainda mais difícil de contornar o

docentes e a Universidade de Aveiro (concurso PmatE). Outras parcerias permi-

facto de não termos espaços desportivos cobertos. E esta realidade é ainda

tem fomentar uma aposta na prevenção da saúde, por exemplo, através da arti-

mais preocupante num universo de 40 turmas”. Mas, apesar dos constrangi-

culação com a Unidade de Cuidados Continuados do Seixal e possibilitam, ainda,

mentos potenciados por este paradigma, o Agrupamento tem conseguido al-

a participação noutros concursos de Matemática – Canguru Matemático –, de

cançar ótimos resultados no Desporto, sendo que, “no Futsal, as nossas alunas

prevenção rodoviária e, ainda, de educação ambiental e ecológica (o Agrupamen-

são campeãs distritais e, no Atletismo, temos também bons resultados. Estes

to é uma Eco-Escola há dois anos).

alunos têm ainda mais mérito porque treinam em espaços que não lhes providenciam as condições necessárias”, assegura a diretora.

Con he ce r a ci dade

AE P i n hal de F rade s - cam p e ão con ce lhi o de atle ti sm o


Já no que à atualidade concerne, particularmente atentando no Novo Estatuto de

desafio: “Caminhar para a excelência. Estamos na fase de conclusão do Projeto

Ensino Particular e Cooperativo, que entrou em vigor a 5 de novembro, Maria do

Educativo (2014) e, por isso, temos de construir um novo para o quadriénio seguin-

Carmo Branco é perentória ao afirmar que é “defensora da escola pública. A Educa-

te. O contexto mudou radicalmente desde 2010 e as nossas conquistas também

ção deve ser assumida pelo Estado e todo e qualquer investimento deveria ter esta

alteraram o paradigma. Assim, estamos a equacionar promover um novo referenci-

como destinatária. Acredito que haja zonas do país em que a escola pública não

al de valores. Será um trabalho difícil, mas estamos determinados. É fundamental

consegue dar resposta e aí entendo a necessidade de rentabilizar meios do terreno

para a formação dos alunos avançar para esse caminho, continuando nesta linha

e, assim, financiar a educação do aluno numa instituição privada. Mas, a generaliza-

de formação integral”, conclui.

ção da medida, na minha perspetiva, não é uma opção correta”. Por outro lado, este Novo Regime prevê, simultaneamente ao financiamento quantitativo por aluno, maior autonomia curricular para as instituições privadas e cooperativas. Neste domínio, Maria do Carmo Branco realça que, quanto à autonomia das escolas públicas, “há um longo caminho a percorrer e os passos dados têm sido lentos. Apesar de termos CA estamos sujeitos às mesmas regras e condicionalismos. Este contrato materiali-

Programa de Educação para a Saúde e Sexualidade Este é um segmento educacional objetivado na pedagogia de ensino do

za apenas o reconhecimento, por parte do Ministério, de um Projeto Educativo capaz

Agrupamento de Escolas de Pinhal de Frades e é trabalhado desde a Educa-

de nos conduzir a uma melhoria das nossas práticas e dos resultados dos alunos”.

ção Pré-escolar, de forma transversal. De facto, esta é uma diretriz que carac-

Com um percurso timbrado de indicadores de sucesso e eficiência académica, é

teriza o Agrupamento, uma vez que “ninguém trabalha para um ano em parti-

chegada a altura de perspetivar a evolução da Instituição. Ao elevar ao expoente máximo a sua abordagem diferenciadora, cujo pendor recai no sucesso académico e na construção de uma cidadania ativa, o Agrupamento encontra, agora, um grande

cular, mas para todos os Ciclos”. Assim, de acordo com o Programa de Educação para a Saúde e Sexualidade, os discentes são consciencializados de uma panóplia de problemas, tais como a toxicodependência, a SIDA, os distúrbios alimentares, entre outros. De forma a fomentar a aquisição de conhecimentos e apostar na prevenção, os pais participam também em palestras, ao sábado de manha, duas/três vezes por ano, em que técnicos especializados facultam uma informação eficiente. De salientar, de resto a participação interessada de um grande número de pais e encarregados de educação que, inclusivamente, participam de forma explícita e ativa na construção do Plano de Atividades do Agrupamento. 

Ficha técnica 3ª edição do jornal: Supervisão, edição e revisão de texto: Ana Isabel Silva; Olinda Carvalho; Paulo Rodrigues; Colaboradores: Amélia Cabral; Ana Isabel Silva; Clube de Ilustração; Isabel Caldeira; Olinda Carvalho; Paulo Rodrigues; Paginação/Design Gráfico: Ana Isabel Silva e Clube de Ilustração; Propriedade: Agrupamento de escolas de Pinhal de Frades Av. 25 de abril – Pinhal de Frades 2840- 286 Seixal. E-mail: jornal@aepinhalfrades.pt


Março