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UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL – UFFS PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇAO À DOCENCIA – PIBID

RELATÓRIO DE ATIVIDADES SEMESTRAIS 1 – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO: a) Curso: PIBIDCiências b) Campus: Cerro Largo-RS c) Coordenador(a): Prof. Ms. Roque I C Güllich d) Estudantes: Ana Paula Dutra Camilo Alexandre Jablonski Carla Joseane Sorge Carla Polanczyk Cláudia Luciani Klein Cristian Mafra Ledur Cristiano Rodeski Pires Débora Harms Stangherlin Guilherme Lenz Jaqueline Andres Kamila Rudek Maria Angelita Bedates Ribas Márcia Regina Schneiders Donel Rafael Schmatz Tolffo Raquel Dattein e) Supervisores: Prof. Jane Elise Dewes Abdel Prof. Marisa Both f) Período: 2011-2º

2 – ATIVIDADES: 2.1 Atividade 1 2.1.1 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO: 2.1.2 Nome: : Atividades de formação 2.1.3 Período ou data: 2011-2º 2.1.4 Local: UFFS – Cerro Largo 2.1.5 Estudantes envolvidos: 15 bolsistas 2.1.6 Supervisores envolvidos: 2 supervisoras 2.1.7 Descrição da atividade: 1.1 Encontros de Formação, Orientação e Planejamento dos Bolsistas com Coordenador de Área: Foi realizado encontro semanal de planejamento, reflexão, discussão do subprojeto, como fórum permanente de orientação e reorientação dos Bolsistas dentro do subprojeto de Ciências. Nesse espaço-tempo de aprendizagens está sendo costurada a formação inicial dos licenciandos pela via da reflexão-crítica através da discussão coletiva e de orientações individuais e no grupo de bolsistas de cada Escola. Uma das finalidades dessa formação-orientação é o planejamento minucioso das ações, bem como a constante avaliação que será desenvolvida durante o processo; outra é a aproximação da prática com a teoria, através da


discussão das leituras programadas e dos resultados que emanam das práticas vivenciadas, que podem então ser examinadas e melhor compreendidas a partir do acompanhamento, do referencial teórico e de processos coletivos de formação inicial. 1.2 Participação no Grupo de Estudos e Pesquisa em Ensino de Ciências e Matemática – GEPECIEM da UFFS Cerro Largo: A participação no GEPECIEM, que é um encontro mensal que articula formação inicial e continuada na área de Ensino de Ciências, e tornou-se um fórum de formação como espaço-tempo de aprendizagens, está sendo indispensável aos bolsistas do PIBIDCiências, uma vez que os professores de Ciências da rede pública de Cerro Largo- RS, já participavam desta ação deste junho de 2010 e a partir de 2011 foram incorporados mais professores, professores formadores do Curso de Ciências e Licenciandos, atualmente o grupo atende a uma clientela de 70 professores em formação. 1.3 Projeto de pesquisa em Ensino de Ciências: Os bolsistas organizaram em conjunto com professor coordenador um plano de pesquisa na área de educação em Ciências, aproveitando os subsídios da prática de iniciação a docência para fazer uma reflexão mediada teoricamente e com resultados que podem ser contextualizados através da escrita e sistematizados como pesquisa-ação. Denominamos de Pesquisa I o processo desenvolvido em 2011-2 e que está em andamento. Neste processo cada estudante deve produzir um relato de experiência de 5 a 10 páginas que aborde uma das práticas experimentais desenvolvidas e que seja analisada/refletida. 1.4 Leituras e Estudos Orientados para os Bolsistas: Leitura de Livros e referenciais da área de Ensino de Ciências, especialmente os de didática e prática de ensino, e artigos acerca da Experimentação no Ensino de Ciências para contextualizar as práticas, possibilitar reflexão sobre as práticas e também a produção textual dos bolsistas. Esse movimento está integrado aos encontros de formação e orientação com coordenador de área. 1.5 Participação do PIBID Ciências em Eventos: A participação em eventos da área de Educação em Ciências está sendo estimulada sendo que em 2011 os bolsistas participaram do NED em Chapecó-SC, NED em Cerro Largo e do EREBIO/ICASE – Encontro de Ensino de Ciências e Biologia na UEL – Londrina – PR. 1.6 Visita a Museu Interativo de Ensino de Ciências: Foi organizada uma visita ao museu de Ciências e Tecnologia da PUC-RS, Jardim Botânico de Porto AlegreRS, Jardim Zoológico de Sapucaia do Sul e Museu de Geologia do RS fazendo com que os alunos sejam sensibilizados em relação às questões ambientais e conservacionistas. Foi priorizado o conhecimento de espaço interativo com exposição de experimentos – práticas experimentais de ciências, prática cerne desse subprojeto. 2.1.8 Análises: Os objetivos tem sido alcançados com tranqüilidade; A iniciação a docência começou a ser desenvolvida, os alunos tem sido incluídos no fazer da escola e isso possibilita uma formação qualificada e refletida sobre as práticas que vem sendo desenvolvidas. Os objetivos gerais da proposta que temos desenvolvido na realização das atividades de formação são: - Qualificar os processos de formação de professores em Ciências através de movimentos de formação, reflexão e pesquisa em ambiente de formação inicial; - Subsidiar a formação de licenciandos pelo campo prático, teórico e da pesquisa em Educação em Ciências; - Aproximar teoria e prática na formação de licenciandos em Ciências. 2.1.9 Avaliação: Avaliação das atividades de formação desenvolvidas é satisfatória e faz com que tenhamos clareza de que a opção pelo caminho da investigação-formação-ação foi acertada. A proposta do PIBIDCiências tem sido cumprida conforme planejamento expresso no sub-projeto.


2.1.10 Alterações: O cronograma foi cumprido com apoio institucional e financeiro do Curso de Ciências e Direção do Campus, que fretou ônibus para atividades e colaboraram na organização das atividades. A sala do PIBID foi cedida o que concretiza a instalação do Programa no Campus. 2.1.11 Registro fotográfico ou anexo de materiais: Anexo da sub-atividade 1.1:Foto de registro das atividades de formação

Anexo da sub-atividade 1.3:Texto de Bolsista produzido com autoria compartilhada entre aluna, coordenador, supervisora e professora da escola SIMULANDO A RESPIRAÇÃO HUMANA PARA COMPREENDÊ-LA

Raquel Weyh Dattein Eliane Gonçalves dos Santos Jane Elise Dewes Abdel Roque Ismael da Costa Güllich

Resumo Esse artigo faz referência à análise de uma aula de Ciências sobre a simulação da respiração humana desenvolvida a partir da construção de um pulmão artificial por cada aluno, realizada com uma turma da 7ª série do Ensino Fundamental. Esta ação se fez possível pela implantação do Curso de Graduação em Ciências: Biologia, Física e Química – Licenciatura na Universidade Federal da Fronteira Sul, o qual ofertou 15 bolsas para alunos do curso, do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBIDCiências). Uma vez que, o projeto do PIBIDCiências prevê uma metodologia pautada na perspectiva da experimentação no Ensino de Ciências. Podemos averiguar nesse relato de experiência que os alunos da escola ressignificaram seus conceitos, usufruindo de uma aprendizagem mais consistente através da experimentação. Os encontros nas escolas, têm promovido uma maior


atenção à experimentação no ensino de Ciências, tanto em práticas na sala de aula, quanto no laboratório de Ciências, e na revitalização dos mesmos. Palavras-chave: Experimentação, Ensino de Ciências, Formação inicial de professores.

INTRODUÇÃO O relato a seguir refere-se a uma aula sobre o corpo humano, mais especificamente, o sistema respiratório, elaborada e aplicada pela professora de Ciências da sétima série do Ensino Fundamental e pela bolsista do PIBIDCiências que auxilia nas práticas experimentais, de uma escola da zona rural do município de Cerro Largo – RS. Uma vez que: “o ensino experimental contribui para a melhoria do ensino de Ciências na Educação Básica” segundo Marandino; Selles e Ferreira (2009, p.101), estamos corroborando essa ideia, a partir de nossas observações do crescimento pessoal dos alunos na redescoberta e produção de conceitos através da experimentação. O objetivo da aula foi demonstrar aos alunos uma simulação do funcionamento do pulmão humano durante o processo de inspiração e expiração realizado pelo sistema respiratório, através da confecção de um pulmão artificial por cada um. No texto objetivamos também, refletir e compartilhar essa ação para que outras pessoas possam tomar conhecimento e também mostrar a riqueza de dialogar sobre os processos que envolvem o ensino e a aprendizagem em Ciências no contexto escolar dos alunos, dos professores e da licencianda, em início de formação. Como bolsista integrante do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência da UFFS (PIBIDCiências), estou lotada numa escola a fim de desenvolver a experimentação no Ensino de Ciências articulando formação e docência, objetivo do programa. A cada semana, desloco-me duas manhãs para essa escola e a partir da formação inicial que tenho usufruído dos encontros de orientação e em diálogo com a professora de Ciências participo ativamente do planejamento e aplicação de práticas pedagógicas para o Ensino Fundamental, especificamente para a sétima e oitava série. A cada encontro na escola tenho relatado no Diário de Bordo a reflexão sobre o que vivencio, aprendo, ensino e como isso auxilia na minha formação inicial. Esse processo tem sido essencial para adquirir um novo olhar para a discência e a docência, de forma a compreender os fatos que cercam o processo de educação em Ciências. Como transcrevo: “percebi a importância de refletir desde agora a minha prática docente, procurando a formação inicial e continuada, o qual o PIBIDCiências me proporciona e o GEPECIEM (Grupo de Estudos e Pesquisa em Ensino de Ciências e Matemática)”. Complemento com o que afirma Dalla Zen e Xavier (2011, p.13) “aprende-se participando, vivenciando


sentimentos, tomando atitudes, escolhendo procedimentos. Ensina-se pelas experiências proporcionadas, pelos problemas criados, pela ação desencadeada”, pois é no dia a dia da minha formação que me constituo professora.

COMO A AULA FOI PLANEJADA As ações que procedemos durante a prática podem ser descritas como uma metodologia-caminho que seguimos para o desenvolvimento da mesma. Num primeiro momento a professora sugeriu fazermos esse experimento, ela já tinha conhecimento dele e nos orientou a ajudar a aplicá-lo em uma aula de Ciências da sétima série, como mostra a figura 1, uma vez que, ela havia exposto para eles o funcionamento do sistema respiratório. Cada aluno trouxe dois balões (tamanho 10), um canudo de plástico e uma garrafa pet pequena; o estilete e a fita adesiva transparente utilizada foram fornecidos pela escola. Em pequenos grupos auxiliamos no procedimento: cortar a garrafa pet ao meio com auxílio de um estilete; cortar um balão no meio, esticar a parte inferior e colocar na parte inferior da garrafa pet; passar a fita adesiva na borda da garrafa vedando bem o balão; fixar o outro balão em uma das extremidades do canudo com a fita adesiva; colocar o canudo com o balão dentro da garrafa pela “boca” e fechar com a tampa da garrafa, com um furo no meio para passar o canudo; puxar a bexiga, que está na parte inferior da garrafa, para baixo de forma que aumente o volume do balão que está no interior da garrafa. As figuras 2 e 3 demonstram a confecção do pulmão artificial pelos alunos. Depois de realizado o experimento a professora retomou o conteúdo, dizendo que essa prática, referente ao sistema respiratório, permite-nos simular e perceber de maneira singular o movimento do pulmão ao respirarmos. O balão que fica na parte inferior da garrafa, representa o diafragma, o canudo de plástico os brônquios, a garrafa pet a caixa torácica e o balão interno os pulmões. Quando puxamos o balão (diafragma) para baixo, contraindo os músculos intercostais, percebemos que a pressão do ar no interior da garrafa (caixa torácica) e do balão interno (pulmões) diminuiu e que a pressão do ar atmosférico torna-se maior que a pressão do ar interno, pois o ar atmosférico penetrou no balão interno (pulmões) inflando-o e chegando aos alvéolos pulmonares: é o que chamamos de inspiração, como podemos ver na figura 4. Num segundo movimento verificamos o inverso, o balão (diafragma) e os músculos intercostais relaxam, diminuindo o volume da cavidade torácica. Então, a pressão do ar interna (no interior do balão - pulmões) aumenta, tornando-se maior que a pressão atmosférica, fazendo com que o ar saia de dentro do balão interno (pulmão), para o ambiente


externo. Esse processo simula a expiração. Em nosso corpo o diafragma volta novamente a contrair-se e assim retorna ao ciclo inspiração – expiração. Através dessa prática, nos desprendemos do livro didático, a tradicional forma de planejar e aplicar as aulas, e tentamos interagir com os alunos, como sugere Oliveira (1997 apud BALOTIN e KINDEL, 2006, p. 110): o professor de ciências deixa de ser o informante de conhecimentos científicos, o grande organizador das classificações biológicas e passa a investigar o que pensam seus alunos, a interpretar suas hipóteses, considerar seus argumentos e analisar suas experiências em relação aos contextos culturais.

Para planejar uma prática pedagógica é fundamental conhecermos a realidade dos alunos, estar a par do que sabem, do que pensam e do que querem saber, para melhor definir quais conhecimentos ainda precisam adquirir. Em diálogo contínuo com os discentes, discutem-se seus conhecimentos/entendimentos pessoais e culturais, a fim de ajudá-los a produzir e significar conceitos e compreender melhor a realidade.

AVALIANDO O PROCESSO DESENVOLVIDO Para sabermos se o experimento foi importante, ao desenvolvimento da aula a professora solicitou que cada aluno descreve-se, em forma de relatório, o roteiro e como cada um compreendeu a relação do abstrato, o conceito, com o concreto, a prática. Recolhemos e analisamos alguns dos relatos após a aula. Verificamos a confusão entre os conceitos de inspiração e expiração, como no relato de A1: “o balão sendo puxado e largado é o processo de expiração e inspiração”, o aluno entendeu que puxando o balão para baixo estaria simulando o processo de expiração, e na verdade é o contrário. Notamos que nem sempre o aluno compreende o que se deseja ensinar, por isso é importante retomar o assunto para esclarecer essas confusões/equívocos. Conforme Demo (2003) é a partir do erro que o professor sabe qual é o melhor caminho para auxiliar o aluno a aprender com mais eficácia, o erro não é um corpo estranho, uma falha na aprendizagem. Ele é essencial, é parte do processo. Ninguém aprende sem errar. O homem tem uma estrutura cerebral ligada ao erro, é intrínseco ao saber-pensar, a capacidade de avaliar e refinar, por acerto ou erro, até chegar a uma aproximação final (DEMO, 2003, p.25).

Outro aspecto importante neste nível e série do ensino é a produção de escrita, uma que vez que através dela o aluno pode expressar seu modo de pensar e desse modo vai rearticulando os conceitos que estão em movimento, propiciando assim aprendizagens novas e ressignificações conceituais mais duradoras, que nascem no diálogo e que se estabelecem pela escrita.


Em outros relatos percebemos que eles compreenderam o conceito de que a respiração humana consiste em um processo contínuo de inspiração-expiração, envolvendo os pulmões e o diafragma; e a relação que propúnhamos entre como ocorre a respiração em nosso organismo comparada ao experimento, como nos relatos de A2: “é pra demonstrar como o diafragma se contrai e os pulmões se enchem”, de A3: “nesse projeto queríamos mostrar o modo de inspiração e expiração”, de A4: “para fazer funcionar puxe o balão de baixo (que é para ser o diafragma se contraindo e abaixando, a garrafa para ser a caixa torácica, o balão de dentro o pulmão e o canudo o caminho que o ar faz até os pulmões) que o balão de dentro vai encher, essa é a inspiração, depois solta o ‘balão diafragma’ para o ‘balão pulmão’ esvaziar, essa é a expiração”. A partir desses relatos entendemos que foi atingida a meta proposta, pois os alunos questionaram, esclareceram dúvidas, interagiram, buscando correlacionar o que ocorre com o nosso corpo no processo de respiração com o experimento, e isso nos permitiu um aprendizado mais eficaz. Em se tratando do nosso objetivo, simular a respiração humana para compreendêla, pode-se verificar nos relatos de A5: “com o seu ‘pulmão’ já pronto você pega a parte de baixo da garrafa (que o balão que você usou para tapar o buraco), e você puxa-o para baixo, assim o balão enche e quando você solta ele murcha novamente. Assim você simula a expiração e a inspiração”, e de A9: “ao puxar a bexiga que está em baixo para baixo, a pressão interna da garrafa diminui e a pressão atmosférica aumenta, forçando a entrada de ar na bexiga que está dentro, simulando o pulmão. É o ato de inspiração. A expiração acontece quando a bexiga de baixo fica relaxada e sobe. O ar percorre um trajeto inverso ao anterior e é eliminado, esvaziando a bexiga dentro. Nessa experiência, a bexiga de baixo corresponde ao diafragma, a bexiga de dentro o pulmão, o canudo a traquéia e a laringe, e a garrafa a caixa torácica”, que os alunos conseguem compreender que se trata de uma simulação que aproxima a realidade quando não podemos fazê-lo. Em outros relatos fica esclarecido que a simulação facilita o entendimento dos alunos, como em: “tudo isso acontece no nosso corpo, ou seja, nos nossos pulmões e no diafragma” (A10) e em “com essa experiência podemos entender melhor o que acontece no nosso corpo quando respiramos” (A11). Nosso objetivo não é mostrar que essa é a melhor maneira de se ensinar o sistema respiratório para sétima série, porém é uma forma diferenciada que parece ter facilitado o processo de ensino e a aprendizagem dos alunos, simulando como funciona o seu próprio sistema respiratório. De acordo com Silva e Zanon (2000, p.134): as atividades práticas assumem uma importância fundamental na promoção de aprendizagens em ciências e, por isso, consideramos importante valorizar propostas alternativas de ensino que demonstrem essa potencialidade da experimentação: a de ajudar os alunos a aprender através do estabelecimento de interrelações entre os saberes teóricos e práticos.


Em outro relato notamos essa correlação que mencionam as autoras Silva e Zanon (2000): a relação teoria-prática. Quando os alunos escreveram o que representa cada parte do objeto confeccionado, comparando às partes do sistema respiratório, no caso do balão de baixo ser o diafragma e o balão interno da garrafa o pulmão; também compararam o funcionamento do experimento com a respiração do corpo humano, como vislumbramos no que escreveu A8: “o balão de baixo é o diafragma, o balão amarrado no canudo é o pulmão. O canudo é a traquéia e a laringe. A garrafa pet é a caixa torácica.”, no A6: “quando você puxa a bexiga de baixo (diafragma) para baixo a bexiga (pulmão) enche de ar. Porque a garrafa (caixa torácica) puxa o ar fazendo com que a bexiga (pulmão) encha de ar (inspiração). Quando você empurra a bexiga de baixo (diafragma) a bexiga (pulmão) se contrai. Porque quando você empurra a bexiga de baixo (diafragma), a garrafa (caixa torácica) empurra o ar para cima.”, no A7: “puxa-se o balão embaixo que é o diafragma, e ele se contrai e sobe, assim, o balão que está dentro do litrinho, que é a caixa torácica, aumenta de volume. É o processo de inspiração. Em seguida, se solta o balão (diafragma) e ele relaxa e a caixa torácica diminui de volume. É o processo de expiração.” Conforme Silva e Zanon (2000, p. 136): “de nada adiantaria realizar atividades práticas em sala de aula se esta aula não propiciar o momento da discussão teórico-prática que transcende o conhecimento de nível fenomenológico e os saberes cotidianos dos alunos”. Certamente partimos dos conhecimentos cotidianos dos discentes para conceitos biológicos (científicos), pois durante a aula eles ficavam ansiosos em saber como esse pulmão artificial iria funcionar, e durante a prática, houve a reflexão sobre a teoria relacionada com o experimento, na qual puderam vivenciar a simulação do funcionamento do próprio pulmão. Com a escrita dos relatos, percebemos que valeu a pena trazer esse experimento para a sala de aula, pois, certamente o aluno levará como base aprendizagens e significações conceituais futuras.

CONCLUSÃO Considero um desafio pessoal a escrita desse artigo e também percebo o meu crescimento como licencianda em processo de formação inicial e iniciação a docência, assim trago mais um trecho do meu Diário de Bordo externando uma parte de minha reflexão ativa desenvolvida há mais tempo: “também é importante estar atenta nos meus interesses, desejos para o ensino de ciências. Além do mais, perceber mudanças a partir da escrita nas minhas ações, e acredito nesse processo, pois refletir a partir da escrita é desafiador”.


Para nós educadores cabe a responsabilidade pela educação dos alunos, instigando-os a serem críticos em relação a realidade vivenciada, assim como afirmam Balotin e Kindel (2006, p. 115): nosso papel como educadores e educadoras é o de buscar alternativas para ampliar e aprofundar as concepções dos alunos sobre determinado conteúdo, provocando-os, também, a uma análise crítica sobre as diversas instâncias culturais onde tais conteúdos se fazem presentes.

O caminho e processo “educativo é um método formativo, no sentido literal da palavra, então a ‘redescoberta’ e a interiorização dos valores por cada estudante adquirem um valor decisivo, não menos importante do que a da aprendizagem conceitual” (LEONTIEV et. al., 2005, p. 9), pois acredito que os alunos redescobriram o seu corpo e interiorizaram conceitos que discutimos e que simulamos com eles. Dessa forma, esta experiência foi divulgada, para criar um ambiente de reflexão para os envolvidos, os alunos, professores de Ciências (da escola, supervisora e formador) e licencianda. REFERÊNCIAS ARROYO, Miguel. Escola plural. Proposta pedagógica Rede Municipal de Educação de Belo horizonte, SMED, 1994. In: DALLA ZEN, Maria Isabel H.; XAVIER, Maria Luisa (Orgs.). Planejamento em destaque: análises menos convencionais. Porto Alegre: Mediação, 2011. BALOTIN, Lisângela; KINDEL, Eunice Aita Isaia. Uma experiência de planejamento no ensino de ciências. In: SILVA, Jansen F.; HOFFMANN. Jussara; ESTEBAN, Maria T. (Orgs.). Práticas avaliativas e aprendizagens significativas em diferentes áreas do currículo. 4. ed. Porto Alegre: Mediação, 2006. DEMO, Pedro. Avaliação qualitativa. São Paulo: Autores associados, 2003. LEONTIEV, Alexis. et. al. Psicologia e pedagogia: bases psicológicas da aprendizagem e do desenvolvimento. Tradução de Rubens E. Frias. São Paulo: Centauro, 2005. OLIVEIRA, Daisy. L. (org.). Ciências nas salas de aula. apud BALOTIN, Lisângela; KINDEL, Eunice Aita Isaia. Uma experiência de planejamento no ensino de ciências. In: SILVA, Jansen F.; HOFFMANN. Jussara; ESTEBAN, Maria T. (Orgs.). Práticas avaliativas e aprendizagens significativas em diferentes áreas do currículo. 4. ed. Porto Alegre: Mediação, 2006. MARANDINO, M.; SELLES, S. E. ; FERREIRA, M. S. Ensino de Biologia: Histórias e práticas em diferentes espaços educativos. São Paulo: CORTEZ, 2009. SILVA, L. H. A. e ZANON, L. B. A experimentação no ensino de ciências. In: SCHNETZLER, R. P. e ARAGÃO, R. M. R. Ensino de Ciências: Fundamentos e Abordagens. São Paulo, UNIMEP/CAPES, 2000. ANEXOS


Fonte: DATTEIN, 2011.

Figura 1: Turma em que foi desenvolvida a atividade - 7ª série

Fonte: DATTEIN, 2011.

Figura 2: Experimento sendo realizado

Fonte: DATTEIN, 2011.

Figura 3: Confecção do pulmão artificial pelos alunos


Fonte: DATTEIN, 2011.

Figura 4: Funcionamento do pulmão artificial Anexo da sub-atividade 1.6:Texto de Bolsistas relatando a excursão científica para divulgação

Alunos do PIBIDCiências da UFFS/ Campus de Cerro Largo, realizaram viagem de estudos a Porto Alegre/RS. Nos dias 30 de Setembro e 01 de Outubro, foi realizada uma viagem de estudos – Excursão Científica do PIBIDCiências a Porto Alegre/RS, sendo que no dia 30/09, pela parte da manhã, foi feita a visita ao Museu de Geologia, onde os alunos participaram de uma palestra, para obterem mais conhecimentos sobre as rochas e também tiveram a oportunidade de conhecer vários de seus exemplares. À tarde fizeram visita ao Parque Zoológico de Sapucaia do Sul, no qual puderam identificar e caracterizar um grande número de espécies amimais nativas e exóticas do Brasil, e assim, estarem mais próximos de um projeto de Conservação ex-situ. Os alunos também visitaram o Jardim Botânico da Fundação Zoobotânica do RS, local em que puderam identificar várias espécies florestais, museu de Ciências Naturais e também um Herptário. No dia 01/10 os alunos visitaram o Museu de Ciência e Tecnologia da PUC, em Porto Alegre/RS, os quais desfrutaram de suas obras dinâmicas e interativas, bem como exposições. Lá puderam interagir com experimentos das áreas de Ciências Biológicas, Química, Física, Geociências e Astronomia ampliando seus conhecimentos, buscando modelos de práticas, refletindo sobre o papel da experimentação – foco do PIBIDCiências da UFFS/Cerro Largo RS. A viagem teve o apoio do Curso de Licenciatura em Ciências da Natureza e da Direção do Campus para o transporte. A viagem é uma das atividades que consta no Sub-Projeto do PIBIDCiências e foi organizada pelo coordenador do Sub-Projeto com Apoio das licenciandas Jaqueline e Débora. Acompanharam os alunos o professor Coordenador do Sub-projeto M.Sc. Roque Ismael da Costa Güllich e a professora de Escola Solange Jaskuhki Thomas.


Visita ao Jardim Botânico da Fundação Zoobotânica de Porto Alegre- RS

Grupo PIBIDCiências e demais aluno do Curso de Ciências no Jardim Zoológico de Sapucaia do Sul – RS

Elefantes do Zoológico.

Experimento: Modelo reprodutivo feminino no Museu da PUC-RS


Visita ao Museu de Geociências/Geologia de Porto Alegre - RS Colaboração: Jaqueline e Débora, sob orientação do Prof. Roque.

2.2 Atividade 2 2.2.1 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO: 2.2.2 Nome: Atividades de reconhecimento, contextualização e iniciação a docência: 2.2.3 Período ou data: 2011-2º 2.2.4 Local: UFFS – Cerro Largo 2.2.5 Estudantes envolvidos: 15 bolsistas 2.2.6 Supervisores envolvidos: 2 supervisoras 2.2.7 Descrição da atividade: 2.1 Elaboração de diagnóstico do contexto escolar: Para possibilitar o reconhecimento da Escola como local de trabalho e contexto das práticas sociais que emanam nas escolas, os bolsistas foram desafiados a conhecer e situar a escolas dentro de marcos: - legais, através da leitura dos regimentos escolares, planos de estudos e proposta pedagógica da escola; - sociais, conhecendo o bairro, os alunos das turmas e na medida do possível suas realidades de vida; administrativos, acompanhando reuniões, conhecendo a estrutura da escola, lei de eleição de diretores, entre outros aspectos como merenda escolar, recursos da escola. Todo esse contexto está organizado em forma de diagnóstico de cada escola elaborado pelos bolsistas para situar a ação dentro de sua realidade. Esse diagnóstico foi apresentado e discutido nos encontros de formação, bem como no varal de práticas no dia 22.11.11 como parte da proposta de formação e sistematização de práticas do grupo. 2.2 Revitalização dos Laboratórios de Ciências: Os licenciandos tem como tarefa principal a busca de materiais alternativos, desenvolvimento de materiais para aulas práticas, campanha de limpeza dos espaços escolares, possibilitando assim uma revitalização dos laboratórios de Ciências, que são legalmente uma exigência, são necessários a boa qualidade de ensino, mas por várias razões, especialmente a falta de estrutura das escolas, estavam abandonados ou desativados na escolas de atuação. 2.3 Produção e Aplicação de Roteiros de Aulas Práticas: Os licenciandos estão sendo estimulados a pesquisar, reorganizar e produzir roteiros de aulas práticas com material acessível e disponível na escola e no ambiente natural para propiciar atividades de experimentação a serem desenvolvidas (aplicadas) sob supervisão docente em ambiente viável – Laboratório de Ciências nas Escolas do Subprojeto ou outros espaços próprios para as aulas práticas, como pátio e horta escolar ou saídas a campo. Os Bolsistas também estão estimulando a produção de leitura e


escrita de relatórios de aulas práticas através da execução de atividades de experimentação. 2.4 Planejamentos entre Supervisor, Bolsistas e Professores da Escola: Estão sendo desenvolvidas reuniões mensais sob a organização do Supervisor para que as ações sejam desencadeadas com planejamento e tenham êxito na execução, evitando possíveis falhas e propiciando maior aproximação entre os professores em exercício e licenciandos. Nas reuniões os bolsistas aproveitam para fazer uma reflexão no âmbito escolar sobre as práticas, inquietudes, profissão, leituras e também para reorganizar o planejamento geral das ações. 2.5 Participação em reuniões nas Escolas: Os alunos Bolsistas estão acompanhando a vida da Escola, especialmente através de reuniões entre professores, conselhos de classe e com pais e comunidade escolar, pois desse modo, deverão vivenciar o cotidiano escolar e perceber as responsabilidades de cada ente que forma o universo escolar. Alguns bolsistas já participaram de reuniões de professores, conselhos de classe, dias de formação na escola, desfile cívico, atividades de recreação para dia do estudante, organização de feiras de Ciências, entre outras. 2.2.9 Análises: Muitas escolas possuíam laboratórios desativados, pois trabalhamos em parceria nas 6 escolas públicas de Cerro Largo que possuem ensino fundamental completo. Desse modo, o desafio tem sido redobrado pois vivemos uma luta diário por espaço e materiais adequados ao desenvolvimento de aulas práticas de Ciências.Em duas escolas os laboratórios funcionam em salas improvisadas e nas demais quatro os laboratórios tem salas próprias que estavam abandonadas e estão sendo gradativamente reativadas/revitalizadas com a proposta do PIBIDCiências. O programa tem sido a mola propulsora do desenvolvimento do ensino de Ciências nas escolas em que atuamos. Quanto aos planejamentos mensais nas escolas eles tem ocorrido, mas a participação de professores de escola tem sido um grande desafio, pois esses professores não tem remuneração para acompanhar a ação e ainda estão pouco comprometidos com o planejamento da ação. No entanto todos os professores de escola com os quais temos bolsistas trabalhando estão devidamente abertos ao processo e também ativos na formação e planejamento das ações de suas aulas, apenas não conseguem acompanhar toda a dinâmica que a proposta do PIBIDCiências envolve. Esse conjunto de ações é o que atinge um maior número de objetivos da proposta, pois através dessas ações está ocorrendo o processo de iniciação a docência do ponto de vista prático, são eles:Dinamizar a relação entre Escolas e UFFS em Cerro Largo – RS, especialmente na área de Ciências; - Produzir material didático, ambientes de aprendizagem e verificar modos de aplicação desses materiais na educação básica; - Produzir roteiros e experenciar planejamentos experimentais para uso nos Laboratórios de Ciências nas Escolas envolvidas; - Revitalizar os Laboratórios de Ciências das Escolas envolvidas e o Ensino de Ciências através da Experimentação. Acreditamos que todos tem sido amplamente buscados e alcançados uma vez que primamos pela avaliação das ações e desse modo temos resituado cada ação a medida que acontece pelo caminho da orientação, reflexão e discussão coletiva das ações realizadas no programa. 2.2.9 Avaliação: As ações desse conjunto de atividades são as que melhor representam o objetivo central da ação que é inserir licenciandos em formação inicial em seu campo de trabalho para propiciar uma efetiva iniciação à docência pela via da experimentação no ensino de Ciências. Temos uma avaliação positiva do conjunto de ações uma vez que estão contribuindo para o alcance dos objetivos da proposta e para a efetivação de resultados esperados, tais como: - Revitalização dos Laboratórios de Ciências; - Apropriação das atividades experimentais na prática


de ensino de Ciências pelos Professores de Educação Básica; - Processo de Iniciação a Docência em Ciências a ser realizado pelos 15 Licenciandos do Curso de Graduação em Ciências: Biologia, Física e Química – Licenciatura. 2.2.10 Alterações: Não temos tido alterações ao longo do cronograma. 2.2.11 Registro fotográfico ou anexo de materiais: Anexo da sub-atividade 2.1: Diangóstico Escolar da Escola Estadual de Ensino Médio Eugênio Frantz CONTEXTUALIZAÇÃO DA ESCOLA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO BÁSICA EUGÊNIO FRANTZ Carla Joseane Sorge, Cristiano Rodeski Pires, Guilherme Lenz, Kamila Maria Rudek, Rafael Schmatz Tolffo Bolsistas do PIBID Ciências Acadêmicos do Curso de Licenciatura em Ciências: Biologia, Física e Química – UFFS Cerro Largo Cerro Largo, 11 de Outubro de 2011 1.

Diagnóstico da realidade escolar

A Escola Estadual de Educação Básica Eugênio Frantz tem sede na rua Monteiro Lobato, nº 514, bairro Floresta, município de Cerro Largo, Estado do Rio Grande do Sul (RS). O bairro dispõe de diversas linhas de ônibus e vans que dão acesso a escola. Esta cidade se localiza no interior do RS, aproximadamente à 500 Km da capital Porto Alegre. Localiza-se a na latitude 28º08'49" sul e a longitude 54º44'17" oeste, estando a uma altitude de 211 metros. Possui uma área de 174,64 km² (Cerro Largo, 2011) Uma cidade muito religiosa, com maior influência dos católicos sendo esta imprescindível para o desenvolvimento da antiga Colônia Serro Azul. Também se destaca como um pólo industrial e comercial da microrregião, tendo vários empreendedores investindo no local. (ARTICULANDO, 2011) A educação sempre teve destaque nesta cidade, em que as primeiras escolas foram iniciadas por religiosos. Atualmente o prédio, que foi ocupado por uma das ordens religiosas é a sede da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). A Escola Estadual Eugênio Frantz possui um baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), sendo ele de 3.4 – nota aferida em 2009 (INEP, 2011). Mas a meta da Escola é que este índice seja elevado, com auxilio de projetos bem como outros fatores que auxiliam no desenvolvimento da educação. Com o intuito de organizar e revitalizar o laboratório de ciências, além de aumentar seu uso durante as aulas foram destinados cinco acadêmicos da UFFS os quais são bolsistas do Programa Institucional de Bolsas para Iniciação a Docência (PIBID - CAPES/2011-2013),


para trabalhar em prol dessa revitalização e proporcionar aulas experimentais. Com o propósito de incentivar e despertar o interesse pela área das Ciências. Atualmente a escola abriga 663 alunos. Estando matriculados no ensino médio 432 alunos- turno manhã e noite; no ensino fundamental 122 alunos os quais estudam a tarde e 109 na educação infantil também noturno da tarde. Os alunos são proveniente do centro da cidade, bairros, interior do município e municípios vizinhos. Sendo no turno da manhã maior quantidade de jovens oriundos do centro da cidade e nos demais períodos, ou seja, tarde e noite maior quantidade de alunos oriundos de famílias carentes e de bairros pobres. O grau de formação dos pais dos alunos é diversificando, que abrange de analfabetos até com nível superior, o que resulta um nível socioeconômico heterogêneo. Atualmente a direção da escola, conta com um quadro de professores num total de 46, distribuídos da seguinte forma: 3 de Biologia, 2 de Química, 1 de Física, 1 de Ciências,6 de Matemática,3 de História, 1 de Geografia, 5 de Língua Portuguesa, 1 de Educação Física, 2 de Artes, 1 de Língua Inglesa, 1 de Língua Espanhola, 1 professor de sociologia e 1 para filosofia. Além de contar com 15 funcionários dentre eles secretários, orientadores faxineiros, merendeiras, jardineiros e demais. Possui uma infraestrutura adequada. Possui 15 salas de aula e mais: 1 laboratório de ciências, 1 laborátorio de informática, sala de reuniões, sala da secretaria, supervisão, sala do diretor, do vice diretor, 1 sala dos professores, refeitório, salão de atos, 1 parquinho infantil, biblioteca, sala de video, área coberta, marcenaria, 2 quadras de esportes, 1 CETG, 6 banheiros e mais um pavilhão onde funciona a escola aberta. Num total de 40 salas. Juntamente com a infraestrutura possui um paisagismo harmonioso, onde os alunos podem entrar em contato com a natureza. Possuindo diversas espécies de árvores, flores. Plantas medicinais podem ser encontradas no local. A escola dispõe também de uma horta, cujas hortaliças são utilizadas na merenda escolar. A escola Eugênio Frantz proporciona aos alunos vários projetos e programas que são desenvolvidos dentro da escola que proporcionam uma aprendizagem aos alunos sobre diferentes temas. Dentro dos projetos destacamos alguns: 6ª Amostra de culinária e 4ª concurso de culinária; Projeto das Etnias que formam o Rio Grande do Sul; Projeto explicando física para o ensino; Projeto CETG: Centro Estudantil de Tradições Gaúchas; 3ª RT- Região Tradicionalista e o Projeto Escola Aberta para a cidadania. Além de contar com o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência (PIBID).

2.

Diagnose Pedagógica da Escola


Na perspectiva escolar, busca-se uma educação interdisciplinar onde o aluno possa receber informações de diversas áreas do conhecimento. A interdisciplinaridade é um eixo integrador onde o professor pode ensinar por meio de investigação assim como PCN explica: “deve partir da necessidade sentida pelas escolas, professores e alunos de explicar, compreender, intervir, mudar, prever, algo que desafia uma disciplina isolada e atrai a atenção de mais de um olhar, talvez vários” (BRASIL, 1999, p. 88-9). A escola esta aberta a o novo, ao moderno buscando desta forma preparar o aluno “a conviver com a responsabilidade, ser crítico, consciente e transformador” (PPP, 2006). Nesse contexto, o objetivo da escola justifica-se em atribuir valores nas extremas necessidades dos alunos, ou seja, sem exclusões e privilégios. Assim podendo fazer uma convivência harmoniosa entre aluno e professor, como também entre os colegas. Segundo o PPC da escola a metodologia aplicada, é aquela que se encaixa na realidade do aluno, e sempre voltada ao tecnológico, o que na verdade não ocorre, pois o laboratório de informática se encontra aberto em alguns dias do turno da manhã. A avaliação destaca-se por ser obtida por dados qualitativos, buscando assim avaliar o individuo como um todo e não apenas os pontos negativos. Esse método e interessante, pois é fora do que ocorre normalmente nas escolas. Tal mecanismo não é seguido fielmente, pois á avaliação se da através de trabalhos e provas bem como a participação na sala de aula.

3.

Contexto da Área

Plano de Estudos (PE) de Química``busca mudanças conceituais, utilizando a vivência do aluno e os fatos do cotidiano, objetivando em ensino de química mais concreto e de melhor compreensão.´´(PE, Eugênio Frantz 2011). A química está aderida a grade curricular do ensino médio, tem uma carga horária para cada turma de 2 períodos semanais. A professora da disciplina está ministrando aula no 1ª e 3ª anos do ensino médio. A média das turmas do primeiro ano gira em torno de 4,5 sendo que a média da escola é de 6,0. Já dos terceiros a média é de 4,0. Estes índices estão abaixo do esperado, assim cabe perguntar, o por quê? No segundo e terceiro trimestre a professora está trabalhando com os alunos do primeiro ano o conteúdo de ligações e reações químicas e funções inorgânicas. Já com os terceiros anos ela trabalha reações orgânicas. A disciplina de Biologia tem o objetivo, segundo o PE de fazer com que o aluno consiga compreender todos os processos biológicos, principalmente os processos vitais que ocorrem na célula. Visa também o conceito da biodiversidade e

a compreensão dos


problemas tecnológicos que estão acontecendo, tendo em vista que deve-se ter o conhecimento dos últimos avanços tecnológicos nesta área. A professora beneficiada pelo PIBID na área da Ciência-Biologia. As turmas atendidas são as de primeiro e segundo anos (turmas 111, 112,113, 114 e 221, 222, respectivamente) do ensino médio. A disciplina conta com dois (2) períodos semanais e oitenta (80) períodos anuais. No segundo trimestre foram trabalhados assuntos sobre os sistemas digestório, respiratório, nervoso e reprodutor, entre outros. A prática trabalhada foi à confecção de jogos didáticos sobre os sistemas, bem como a produção de maquetes. As turmas foram divididas em grupos, e cada grupo realizou o trabalho e a elaboração de jogos didáticos sobre os sistemas. No terceiro trimestre o conteúdo trabalhado será sobre genética. A nota do segundo trimestre foi baseada nessa produção didática e também na mostra da culinária, com isso a média das notas ficou próxima a sete (7,0). Segundo a professora, se a avaliação tivesse sido por prova a média seria mais baixa. A professora desta área está com problemas de saúde, mas nota-se o interesse da mesma em melhorar suas aulas e trazer atividades diferenciadas para entusiasmar seus alunos em sala de aula e desenvolver uma educação de qualidade para os alunos. A disciplina de Física desta escola é ministrada por professora, graduada em Ciências com habilitação em Física pela UNIJUI (Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul) e pós-graduada em Metodologia Para Ensino de Matemática e Física pela FETREMIS (Faculdade de Educação e Tecnologia da Região Missioneira). A Professora ministra suas aulas para as turmas do Ensino Médio diurno. Esta disciplina tem como objetivo, no Plano de Estudos (PE): perceber e lidar com os fenômenos naturais e tecnológicos, presentes tanto no cotidiano mais imediato quanto na compreensão do universo distante, a partir de princípios, leis e modelos por ela construídos. Isso implica, também, a introdução à linguagem própria da Física, que faz uso de conceitos e terminologias bem definidos, além de suas formas de expressão que envolve, muitas vezes, tabelas, gráficos ou relações matemáticas (PE E.E.E.B.Eugênio Frantz,2006, pg7).

A média das turmas 111, 112, 113 e 114 até a presente data ficou em 54,20; sendo 100,00 a maior nota possível atribuída, e 60,00 a média escolar para aprovação. A média das turmas 221, 222, 223 e 224 até a presente data ficou em 67,60; sendo 100,00 a maior nota possível atribuída, e 60,00 a média escolar para aprovação. A média das turmas 331, 332 e 333 até a presente data ficou em 60,92; sendo 100,00 a maior nota possível atribuída, e 60,00 a média escolar para aprovação. O ensino da área de ciências de 5ª a 8ª séries nesta escola podemos considera de bom nível, uma vez que a professora que atua na área a mais de vinte anos, possui especialização em interdisciplinaridade, isto faz com que a mesma tenha clareza em não administrar


conteúdos estanques e sim lança mão das diversas disciplinas para o melhor entender o conteúdo. Também entendemos que a mesma professora demonstra abertura muito grande em querer aprender cada vez mais, pois participa de diversos encontros de estudos onde discutem, refletem a prática realizada. Em suas aulas utiliza métodos que atraem o aluno, pois apresenta assuntos atuais e de interesse dos aprendizes. O conhecimento é construído em conjunto com a turma. Ela apenas desafia e coordena as atividades, para assim acontecer a aprendizagem significativa. Percebemos que metodologia e as práticas existem em diversos manuais, inclusive no livro didático, mas depende do professor transformar e adaptar para que seus alunos possam aprender com eficiência. Conversamos com professora e ela mencionou que para poder realizar um trabalho pedagógico com mais eficiência é preciso um suporte maior pela escola, ou mais amplo, seja pelo Estado no que diz respeito a mais horas atividades no laboratório para poder pensar ações que venham auxiliar na construção de habilidades e competências. Pelo que nos foi apresentado, entendemos que é preciso tempo para preparar buscar, pensar conteúdos significativos para a vida, ou seja, a ciência precisa nos ajudar a viver bem e melhor cuidando de nossa saúde e meio ambiente. E para isso é preciso um laboratório organizado onde os alunos possam realizar sua aprendizagem. A escola tem cinco turmas de Ciências no ensino fundamental que correspondem de 5ª série a 7ª série e 8ª série com duas turmas. O Livro Didático usado pela escola, é escolhido pelos professores das devidas áreas. Na área de ciências no Ensino Fundamental é usado a coleção: Ciência matéria e energia de Fernando Gewandsznajder , editora Ática, 4ª edição, 2ª impressão em 2011. A referida professora atua em todas as séries do Ensino Fundamental, num total de 110 alunos, inclusive na 8ª série em que o conteúdo está dividido em química e física. Podemos observar na pesquisa que fizemos nos arquivos desta escola o seguinte resultados da aprendizagem no ensino de ciências do primeiro trimestre de 2011: - Sexto ano; turma 51 tem 26 alunos média 65,19, aprovados 22,reprovados 4 - Sétimo ano; turma 61 tem 29 alunos média 50,17,aprovados21, reprovados 8 - Oitavo ano; turma 71 tem 27 alunos média 55,47,aprovados 21, reprovados 6 - Nono ano turma; 81 tem 18 alunos média 64,44,aprovados 13,reprovados 5 - Nono ano; turma82 tem 18 alunos média 51,57,aprovados 11,reprovados 7

SAERS – Dados oficiais de 2010


Segundo a avaliação externa realizada, em nível Estadual, em 2010 pelo SAERS a escola obteve o seguinte resultado: Avaliação externa realizada a nível nacional é realizada pelo IDEB, que é um eixo do plano de Desenvolvimento da Educação que permite realizar prestação de contas para a sociedade de como está a educação nas escolas. Assim, a avaliação passa ser a primeira ação concreta para se aderir às metas do Compromisso, e receber apoio técnico/ financeiro do MEC, para que a educação brasileira seja de qualidade. Faz parte desta avaliação a Prova Brasil que é realizada a cada dois anos, compõe junto com o fluxo da escola( evasão/ reprovação/aprovação), o índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Portanto, a sua ação é fundamental para o êxito da avaliação e conseqüente melhoria do indicador necessário para traçar um retrato da situação da escola e possível orientação que garantam aos estudantes o direito de aprender. No município de Cerro Largo as escolas da rede estadual obtiveram a média de 240,64 e na rede municipal média 239.44. A Escola Estadual de Educação Básica Eugenio Frantz obteve média 230.4 em Língua Portuguesa e 230.93 em Matemática.

Os resultados do IDEB , nesta escola: Na edição de 2005 os alunos da Escola Estadual de Educação Básica Eugenio Frantz obtiveram média 271.85 em Matemática, 238.88 em Língua Portuguesa. Na edição de 2007 os alunos da Escola Estadual de Educação Básica Eugenio Frantz obtiveram média 256.40 em Matemática, 245.12 em Língua Portuguesa. Na edição de 2009 os alunos da Escola Estadual de Educação Básica Eugenio Frantz obtiveram média 226.51 em Matemática, 203.56 em Língua Portuguesa. O laboratório da escola se encontra no primeiro pavilhão. É uma sala ampla com iluminação adequada. Contém 7 pias, 5 mesas com cadeiras, 9 armários de diversos tamanhos. Destes armários, 1 é destinado para a matemática, 2 para a biologia( sendo um destinado para materiais do corpo humano e livros, outro sobre alguns exemplares de animais), também 2 para química( sendo um para utensílios e vidrarias e outro para materiais químicos), 1 armário é destinado aos materiais de física, outro contendo os materiais do PIBID. Nos demais encontram-se jogos e materiais didáticos para auxiliar o trabalho em laboratório. Apresenta também uma TV, DVD e um terrário criado pelos alunos, além de possuir 2 microscópios e outros materiais. No entanto se encontrava desorganizado e em pouco uso para atividades práticas, o que acarretou uma série de perdas de materiais e o acúmulo de lixo (litrões, papéis, vidrarias e


maquetes quebradas, caixas, etc), no momento estamos revitalizando o espaço, seriando e organizando material.

4. Referências Disponível em: http://www.cerrolargo-rs.com.br/, Acesso 29 de setembro de 2011. Disponível

em:

http://articulandouab.blogspot.com/2011/04/cerro-largo-uma-historia-em-

educacao.html, Acesso 01 de setembro de 2011. Disponível em: http://portalideb.inep.gov.br/, Acesso 29 de Setembro de 2011; BRASIL, Parâmetros curriculares nacionais: ensino médio. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. – Brasília: Ministério da Educação, 1999. 364. Projeto Político Pedagógico - PPP - Escola Estadual de Educação Básica Eugenio Frantz, Cerro Largo, 2011. Plano de Estudos -PE - Escola Estadual de Educação Básica Eugenio Frantz, Cerro Largo, 2011. 5. ANEXOS Anexo 1 e 2: Plano de Estudos (disponível impresso – arquivado no PIBIDCiências)

Anexo 3: Fotos da Escola

Figura 1: Organização do laboratório

Figura 3: Laboratório de Ciências

Figura #

Figura 2: Organização do laboratório

Figura 4: Laboratório de Ciências


Figura 5: Laboratório de Ciências

Figura 7: Fachada da escola

Figura 6: Fachada da escola

Figura 8: Fachada da escola

Figura 9: Fachada da escola

Figura 10: Organização para teatro

Figura 11: Organização para teatro

Figura 12: Leitura de trabalhos

Figura 13: Laboratório de Ciências

Figura 14: Leituras


Figura14: Aula prática

Figura 16: Organização do material de Química

Figura 18: Organização do material de Física

Figura 15: Aula prática

Figura 17: Organização do material de Biologia

Figura 19: Armários - antes

Anexo da sub-atividade 2.3: Produção de Roteiros de Aulas práticas por Bolsistas Roteiro de Aula Prática Acadêmico: Rafael Schmatz Tolffo Professora da escola: Prof. Silvia Cristina Willers Siveris Supervisora: Prof. Marisa Both Coordenador: Prof. Ms. Roque Ismael da Costa Güllich 1. Aula Nº: 01 2. Título da aula: Absorvendo radiações através do Termoscópio. 3. Temática: Energia Térmica. 4. Objetivo: Evidenciar a absorção relativa entre superfícies pretas e brancas. 5. Materiais: - 02 lâmpadas incandescentes, queimadas e transparentes,


- 01 mangueira de pequeno diâmetro feita de material transparente, de aproximadamente 20 cm, - 02 duas rolhas, - Pedaços de madeira: 25x7 cm, 13x7 cm, 13x7 cm e 27x9 cm, - Cola silicone transparente, - Tinta preta e branca, - Uma seringa com agulha; - Parafusos, - Água com corante. 6. Construindo o Termoscópio: a) Com um alicate quebre a parte de porcelana do fundo da lâmpada, em seguida, retire a parte interna da mesma; b) Pinte as lâmpadas, uma de preto e outra de branco, recobrindo todo o bulbo; c) Na madeira de 25x7 cm, faça dois furos do mesmo diâmetro da parte metálica da lâmpada

, com uma distância de 17 cm entre seus centros;

d) Nas rolhas, faça um furo em cada uma delas de modo que a mangueira se encaixe perfeitamente dentro das mesmas; e) monte o suporte do experimento conforme ilustrado na figura 1; f) fixe a rolha com a mangueira em uma das lâmpadas e vede com silicone para que não ocorra passagem de ar, em seguida, encaixe a lâmpada em um dos orifícios da base conforme figura 2; g) passe a outra ponta da mangueira pelo outro orifício, coloque água (com corante), usando a seringa, dentro da mangueira (conforme figura 3) e encaixe a rolha na outra lâmpada vedando-a da mesma forma que a primeira outra, em seguida, encaixe a lâmpada; h) utilize a seringa com a agulha para retirar um pouco de ar das lâmpadas introduzindo-a com cuidado pela rolha. Está montado o seu experimento. 7. Observações para realização: - a lâmpada é feita de vidro e é muito frágil; - deve-se retirar a mesma quantidade de ar das duas lâmpadas. 8. Evidenciando o experimento: - Coloque seu experimento em um local que receba, diretamente, a luz do sol, ou acenda uma lâmpada bem próxima a ele; - Observe o que acontece e registre. 9. Questões: 9.1 Que fenômeno Físico ocorre neste experimento?


9.2 Que tipo de energia é fornecida para que ocorra o fenômeno? 9.3 Porque houve o desnivelamento da água na mangueira? 9.4 Qual a cor que absorve mais calor e porque? 10. Observações quanto ao encaminhamento da aula: Esta prática é indicada durante as aulas de Calorimetria, da disciplina de Física do 2º ano do ensino médio, com o intuito de demonstrar a absorção de calor, expansão térmica dos gases e troca de energia em forma de calor, bem como conceituar o sistema de cores, em que o branco é a mistura de todas as cores luminosas e o preto é a ausência total de luz. 11. Anexos:

Figura 1 Base do Termoscópio

Figura 2 Encaixe da mangueira na lâmpada


Figura 3 Montagem parcial do Termoscópio

Figura 4 Termoscópio pronto.

____________________________________________________________ Roteiro de Aula Prática 1. Aula Nº: 2. Título da Aula: Fotossensibilidade em Anelídeos 3. Objetivos: - Apresentar o conteúdo de anelídeos a partir da observação do comportamento das minhocas frente a diferentes ambientes em relação à iluminação (a sua fotossensibilidade). 4. Materiais: - 2 garrafas PET transparente -terra com detritos orgânicos -minhocas -lona ou pano preto para fechar um dos recipientes. 5. Procedimentos: -Cortar o gargalo da garrafa -Colocar a terra e posteriormente as minhocas dentro da garrafa -Cobrir uma das garrafas com o pano ou lona de cor escura


- Observar o comportamento das minhocas após uma semana, e após duas semanas, onde se observará que na garrafa que esteve coberta as minhocas construíram galerias e também se reproduziram. Já na garrafa que ficou descoberta, não haverá galerias nem reprodução, as minhocas que não morrerão ficarão concentradas no centro da garrafa, por causa da luminosidade.

6. Questões Como elas se locomovem? De que se alimentam? Qual a função do sangue no corpo do animal? Porque a minhoca vive em ambientes escuros? Por que elas são consideradas importantes na fertilidade dos solos? Qual será o comportamento delas em cada um dos recipientes? 7. Recomendações quanto ao uso de material e/ou espaço -Não há restrições quanto ao uso dos materiais, desde que seja feito racionalmente; - Usar lona e/ou pano de cor preta; - Pode ser utilizado o TNT; - Cuidar a umidade dos recipientes para não matar as minhocas por asfixia ou ao contrário pela falta de umidade no solo. 8. Observações A aula pode ser ampliada posteriormente com reprodução de anelídeos demontrando o ciclo reprodutivo das minhocas.

____________________________________________________________ Roteiro de Aula Prática


Carla Joseane Sorge - Bolsista do PIBIDCiências Professora da Escola e Supervisora do PIBID – Prof.ª Marisa Both Professor Coordenador do Sub-Projeto – Prof° MSc. Roque Ismael da Costa Güllich

1. Título da Aula: Extração de DNA da banana 2. Objetivo: Extrair o DNA da banana que pode ser visualizada a olho nu. 3. Materiais: - 1 banana. - Água filtrada - Copo de medidas (500mL) - Álcool etílico gelado (100ml) - Almofariz - Peneira - Cloreto de sódio (sal de cozinha, 10g) - Detergente de cozinha neutro (20ml) - Espátula de madeira - Copo de plástico 4.Procedimentos: a) Macerar a banana com o socador até formar uma pasta; b) No copo de medidas, adicionar a água, o sal e o detergente e misturar; c) Acrescentar à solução a pasta de banana; d) Coar toda a mistura com a peneira, mexendo com a espátula de madeira; e) Retirar a peneira e adicionar o álcool lentamente pela parede do copo; f) Após isso, as moléculas de DNA se agruparão, permitindo a sua visualização a olho nu como um emaranhado de fios esbranquiçados; 5. Observações: - Adicionado na etapa 2, o detergente tem a função de romper a bicamada lipídica que está na membrana celular. Com a destruição dessa camada pelo detergente, o citoplasma é liberado e permanece no suco diluído. - A adição do sal (NaCl) no início da experiência proporciona um ambiente favorável para a extração, pois o sal, depois de dissolvido na água, se dissocia e contribui com íons positivos que neutralizam a carga negativa do grupo fosfato do DNA. As moléculas de DNA passam a não sofrer repulsão de cargas entre si, o que favorece sua aglomeração. - O álcool gelado, além de proporcionar uma mistura heterogênea (duas fases), em ambiente salino, faz com que as moléculas de DNA se aglutinem, formando uma massa filamentosa e esbranquiçada. 6. Atividade proposta: - Após o experimento, seria proposta a escrita de um relatório, no qual deveria conter as observações dos alunos e suas conclusões a respeito do mesmo. 7.

Anexos


Figura 1: Extração de DNA da banana (filamentos esbranquiçados).

Figura 2: Realização do experimento com os alunos.

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Roteiro de Aula Prática Acadêmico: Guilherme Lenz Supervisora: Marisa Both Coordenador: Profº.Ms. Roque Ismael da Costa Güllich

Aula Nº: 01 1. 2. Título da Aula: Queda Livre dos Corpos 3. Temática da Aula: Corpos com massas diferentes caem no solo em tempos iguais. 4. Objetivo: Demonstrar aos alunos que todos os corpos, de massas diferentes, abandonados de uma mesma altura, levam o mesmo tempo para atingir o solo. Materiais: 5. - Bola de tênis - Bola de pingue-pongue - Bola de aço


- Folha de papel - Folha de papel amassada 6. Procedimentos: Em sala de aula os alunos foram motivados a responder duas questões, expondo a visão referente ao tema. Respondidas as questões deslocaram-se ao pátio da escola em um local onde havia altitude suficiente para a realização da prática. Os alunos observaram a queda livre de bolas de diferentes massas bem como uma folha de papel aberta e outra amassada. Após a observação os alunos concluíram todos os corpos cairiam ao mesmo tempo com exceção da folha de papel a qual se não houvesse a influencia do vento, também cairia ao mesmo tempo. Após a prática foram realizadas mais duas questões e lido um texto explicativo sobre queda livre e os alunos responderam uma questão em que concluíram que corpos de massas diferentes quando abandonados de uma altura atingem o solo em tempos iguais. 7. Questões: Antes do experimento: 7.1 - Quem tem mais massa? a) Bola A ou bola B: b) Bola C ou bola A: c) Bola B ou bola C: d) Uma folha de oficio aberta ou amaçada: 7.2 - Se jogarmos de uma altura esses objetos quem chega primeiro ao chão? a) Bola A ou bola B: b) Bola C ou bola A: c) Bola B ou bola C: d) Uma folha de oficio aberta ou amaçada: Após o experimento: 7.3 - Jogar do alto os objetos e verificar qual chega primeiro? a) Bola A ou bola B: b) Bola C ou bola A: Bola B ou bola C: c) d) Uma folha de oficio aberta ou amaçada: 7.4 - São as mesmas respostas que você chegou na questão 2? Porque foi diferente? 7.5 - Podemos chegar a conclusão que corpos de massas diferentes quando abandonados de uma certa altura alcançam o solo em tempos? Conclusão ou Encaminhamento da Aula: Ao responder o questionário disponibilizado a eles no início da aula (questões 7.1 e 7.2), os alunos possuíam uma ideia aristotélica, de que corpos leves e pesados teriam tempos de queda diferente. Esse pensamento se manteve até a hora em que o experimento foi realizado, pois quando a professora explicou que na verdade não é isso que ocorre, eles perceberam que elas caem em tempos iguais, para identificar isso foi usado por um aluno o termo “empardadas”. No retorno a sala foram respondidas as questões (7.3 e 7.4), as respostas já foram diferentes, por eles já possuírem uma nova ideia sobre o assunto, para concluir a aula foi feita a pergunta 7.5, e as respostas foram todas iguais, de que corpos com massas diferentes abandonados de uma certa altura chegam ao solo em tempos iguais. 8. Observações sobre o encaminhamento da aula: Para a realização dessa prática é necessário um local alto para poder soltar os objetos com massas diferentes, e que possa ser observado pelos alunos. 9. Anexos 9.1 - Texto explicativo entregue aos alunos: Queda Livre Entre os diversos movimentos que ocorrem na natureza, houve sempre interesse no estudo do movimento de queda dos corpos próximos à superfície da Terra. Quando abandonamos um objeto (uma pedra, por exemplo) de certa altura, podemos verificar que, ao cair, sua velocidade cresce, isto é, o seu movimento é acelerado. Se lançarmos o objeto para cima, sua


velocidade diminui gradualmente até se anular no ponto mais alto, isto é, o movimento de subida é retardado. As características destes movimentos de subida e decida foram objetos de estudo desde tempos bastante remotos. O grande filósofo Aristóteles, que viveu aproximadamente 300 anos antes de Cristo, acreditava que, abandonando corpos leves e pesados de uma mesma altura, seus tempos de queda não seriam iguais: os corpos mais pesados alcançariam o solo antes dos mais leves. A crença nesta afirmação durou quase dois mil anos, sem que se tivesse procurado verificar a sua veracidade através de medidas cuidadosas. Um estudo mais minucioso do movimento de queda dos corpos só veio a ser realizado pelo grande físico Galileu Galilei, no século XVII. Galileu é considerado o introdutor do método experimental na Física, acreditando que qualquer afirmativa relacionada com um fenômeno deveria estar fundamentada em experiências e em observações cuidadosas. Este método de estudo dos fenômenos da natureza não era adotado até então e, por isso mesmo, várias conclusões de Galileu entraram em choque com os ensinamentos de Aristóteles. Estudando a queda dos corpos através de experiências e medidas precisas, Galileu chegou à conclusão que, abandonados de uma mesma altura, um corpo leve e um corpo pesado caem simultaneamente, atingindo o chão no mesmo instante, contrariando o que pensava Aristóteles. Contam que Galileu subiu ao alto da torre de Pisa e, para demonstrar experimentalmente sua afirmativa, abandonou várias esferas de pesos diferentes, que atingiram o chão simultaneamente. Apesar da evidência das experiências realizadas por Galileu, muitos dos seguidores do pensamento aristotélico não se deixaram convencer, sendo Galileu alvo de perseguição por pregar ideias consideradas revolucionárias. Como você já deve ter visto muitas vezes, ao deixarmos cair uma pedra e uma pena, a pedra cai mais depressa, como afirmava Aristóteles. Entretanto, podemos mostrar que isso se dá porque o ar exerce um efeito retardador na queda de qualquer objeto e que este efeito exerce maior influencia sobre o movimento da pena do que sobre o movimento da pedra. De fato, se deixarmos cair a pedra e a pena dentro de um tubo, do qual se retirou o ar(foi feito vácuo no tubo), verificamos que os dois objetos caem simultaneamente, como afirmava Galileu . Então, a afirmativa de Galileu só seria válida para os corpos em queda no vácuo. Observamos, entretanto, que a resistência do ar só retarda sensivelmente certos corpos, como uma pena, um pedaço de algodão ou uma folha de papel, sendo desprezível para outros, mais pesados, como uma pedra, uma esfera de metal ou até mesmo um pedaço de madeira. Então, para estes últimos, a queda do ar ocorre, praticamente, como se os corpos estivessem caindo no vácuo; isto é, abandonados de uma mesma altura, no ar, estes corpos caem simultaneamente, como afirmava Galileu. O movimento de queda dos corpos no vácuo ou no ar, quando a resistência do ar é desprezível, é denominado queda livre. 9.2 – Fotos da Realização da Aula:


Fonte: Lenz, 2011

Fonte: Lenz, 2011

Fonte: Lenz, 2011

Anexo da sub-atividade 2.5: Descrição das reuniões de Escola da Escola Estadual de Ensino Médio Eugênio Frantz realizada para o varal de práticas por bolsista

As reuniões na escola


Escola Estadual de Educação Básica Eugênio Frantz Bolsista PIBID Ciências:Cristiano Rodeski Pires Supervisor:Marisa Both Coordenador: Roque Ismael da Costa Güllich Ao participar das atividades extras da escola, passo a interagir melhor com o ciclo de professores, o que pode ser

produtivo para minha formação como docente, em que

vivenciando com eles suas angústias e dificuldades para ensinar, venho me definir como educador. Ao presenciar o que está acontecendo na escola e o modo que ela funciona posso repensar os modos de ser professor em minha formação docente, de como agir como professor, de modo de repensar práticas pedagógicas que contribuam para o ensino. Conselho de Classe Aos 22 dias de setembro de 2011, às 17:00 h, foi realizado uma reunião em que estavam

presente o diretor,vice-diretor e os demais professores das respectivas áreas,

orientadora

educacional e coordenador pedagógico.Os quais avaliaram as series finais do

ensino fundamental, sendo 5 turmas,uma 5ª série, uma 6ª série, uma 7ª série e duas 8ª série. O conselho de classe é realizado de forma trimestral, para propor soluções para as dificuldades de aprendizagem dos alunos. Na ocasião foi analisado turma por turma, aluno por aluno. Após foi registrado em ata as observações. Para o trabalho de orientação educacional com alunos e pais, com objetivo da melhoria da aprendizagem.


Foto de conselho de classe. Fonte: Rodeski, 2011.

Organização do desfile e abertura da escola aberta Aos 27 dias do mês de agosto, foi realizado uma reunião na escola, em que começou com recados gerais,também foi abordado a organização do desfile do dia 7 de setembro. Em que a escola apresentara os 15 projetos desenvolvidos no ano,os quais serão apresentados em pelotões. Sendo o destaque do ensino fundamental, o ”pelotão da natureza”, em que houve participação dos bolsistas do PIBID,na organização do material, e ajuda no dia do desfile. Também foi repassado avisos referente a provinha Brasil que será na turma 29, orientação sobre a prova Brasil aplicada para turma 59,81e 82, realizada em novembro, e apresentação do sait aos professores fazerem suas respectivas pesquisas. E a organização da semana do patrono da escola. Também foi realizada uma avaliação de como esta decorrendo o projeto das etnias, em que foi repassado o que mais irá acontecer nesse projeto das etnias que formam o povo riograndense, em que também foi feita a abertura com apresentações culturais, e presença de autoridades do primeiro dia da escola aberta nesse ano. Ensino Médio Politécnico


Aos 29 do mês de setembro, foi realizada uma reunião em que se começou sendo repassada uma mensagem, motivacional, após foi abordado o projeto das etnias que esta em andamento, também foi discutido qual será o dia que acontecerá a culminância. Apresentação da proposta pedagógica para o ensino médio politécnico. Em que o ensino médio atue como uma etapa final da educação básica, trabalhar com princípios educativos, concepção de conhecimento e de currículo: epistemologia,filosófica e sociopedagogica. Princípios

norteadores,

reconhecimento

de

saberes,

teóricos

e

práticos,

interdisciplinaridade, avaliação emancipatoria pesquisa. Os professores formaram grupos de estudos por área do conhecimento com um roteiro para o estudo da proposta. Após os estudos foi encerrado com um almoço de confraternização referente ao dia do professor e funcionário publico.

Imagem:foto dos professores estudando a proposta pedagógica


Imagem:confraternização do dia professor e funcionário publico 2.3 Atividade 3 2.3.1 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO: 2.3.2 Nome: Atividades de avaliação 2.3.3 Período ou data: 2011-2º 2.3.4 Local: UFFS – Cerro Largo 2.3.5 Estudantes envolvidos: 15 bolsistas 2.3.6 Supervisores envolvidos: 2 supervisoras 2.3.7 Descrição da atividade: 3.1 Encontros de Planejamento e Avaliação entre os Bolsistas, Coordenador de Área, Supervisores e Professores da Escola: Foi uma reunião semestral para reorientar o processo, avaliar ações, bem como o impacto das ações na escola e também para reunir todos os atores envolvidos. Inicialmente reunimos somente professores e supervisores de escola, com coordenador e supervisores do programa, logo depois reunimos a todos para fazer uma grande avaliação. 3.2 Avaliação das Ações: A avaliação das ações está sendo realizada aatravés da escuta permanente dos envolvidos nos momentos de encontro, especialmente com entrevistas rotineiras entre coordenador e bolsistas; através da auto-avaliação dos bolsistas, através de discussões sobre as ações do programa em diferentes momentos e atividades do PIBIDCiências, sempre em processo gradual, contínuo e progressivo. Os Bolsistas estão desenvolvendo o diário de bordo para anotações de suas experiências, reflexões sobre as vivências e conseqüente avaliação do processo. 2.3.8 Análises: O processo de avaliação com as escolas e professores das mesmas revela que o programa tem atingido os objetivos com grande êxito. As escolas desejam permanecer com o programa e ampliar, as que ainda não possuem desejam desenvolver a proposta também. O diário de bordo tem sido um instrumento poderoso na constituição docente,


especialmente para os que estão em formação inicial. Supervisores, professores de escola e coordenador da proposta também estão escrevendo diário de bordo como modo de refletir sobre a prática e de propiciar condições para investigação-ação, ou seja a pesquisa da própria prática. 2.3.9 Avaliação: As atividades de avaliação se constituem ferramentas de análise da proposta de nosso PIBIDCiências e até o momento se mostram positivas. 2.3.10 Alterações: Não temos alterações no cumprimento de prazos quanto a avaliações. 2.3.11 Registro fotográfico ou anexo de materiais Anexo da sub-atividade 3.2:Registro de atividade de avaliação dos programa com professores de escola, supervisores e coordenador PIBIDCiências e PETCiências avaliam atividades 2011 Na terça dia 18.10, nas dependências da UFFS, houve reunião de avaliação das ações dos programas: PET e PIBID. Os coordenadores professores Ms. Roque e Dra. Erica, supervisoras professoras Jane e Marisa e professores de Ciências, Biologia, Física e Química da rede municipal, estadual e particular de Cerro Laro-RS avaliaram as ações do ano de 2011 desenvolvidas por bolsistas e coletaram sugestões para o planejamento das ações de 2012. A avaliação foi positiva sendo destacado o compromisso dos bolsistas e a qualidade do trabalho empreendido. Também foi destacado o potencial das ações para educação científica e revitalização dos laboratórios de Ciências. Logo após houve outra reunião de retorno das avaliações aos 15 bolistas do PIBIDCiências e 8 do PETCiências.

Reunião com professores da rede de educação básica

Reunião com bolsistas


2.4 Atividade 4 2.4.1 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO: 2.4.2 Nome: Outras atividades do PIBIDCiências 2.4.3 Período ou data: 2011-2º 2.4.4 Local: UFFS – Cerro Largo 2.4.5 Estudantes envolvidos: 15 bolsistas 2.4.7 Supervisores envolvidos: 2 supervisoras 2.4.7 Descrição da atividade: 4.1 Criação do Blog do Grupo para divulgação das ações e sistematizações, discussão de temas: http://pibidcienciasuffs-cl.blogspot.com/; 4.2 Confecção de Camisetas 4.3 PET e PIBID vão a Praça 4.4 Organização da Sala PIBIDCiências: ramal telefônico, seis computadores, armários, mesas de reuniões, mesas de orientações, cadeiras e mesas de estudo; 4.5 Participação na Organização da II Mostra de Fotografias UFFS;

2.4.8 Análises: Muitas atividades vão surgindo nos contextos em que temos atuado. Na medida do possível tentamos nos incluir e participar de ações complementares a proposta desde que os objetivos sejam ligados a formação de professores especialmente de Ciências. Em nosso campus e curso temos também uma parceria estabelecida com o PETCiências e desse modo temos ações conjuntas uma vez que os bolsistas do outro programa também tem atividades escolares de iniciação a docência com a mesma temática do PIBID o que faz convergir as propostas de formação, trabalhos em parceria entre tantos outros que facilitam a consolidação do programa, do curso e da formação. 2.4.9 Avaliação: A nossa avaliação das atividades extra, ou não previstas mas que estão sendo desenvolvidas é satisfatória, mostra o fôlego que temos como instituição formadora e como programa. Sem fuga aos objetivos vamos participando em regime de colaboração e cooperação de inúmeras ações que facilitam a implementação da proposta do PIBIDCiências em nosso Campus/Curso 2.4.10 Alterações: Sem alterações 2.4.11 Registro fotográfico ou anexo de materiais: Anexo da sub-atividade 4.1: Figura do Blog do PIBIDCiências Figura 1 Página inicial do Blog PIBIDCiências


Anexo da sub-atividade 4.2: Confecção de Camisetas do Programa

Anexo da sub-atividade 4.3: Atividade Extra de interação com a comunidade local PETCiências e PIBIDCiências na Praça Aproveitando as atividades da Octoberfest de Cerro Largo-RS, os bolsistas, supervisores e coordenadores do PET e PIBID do Curso de Licenciatura em Ciências da Natureza da UFFS,


desenvolveram na semana de 12-15.10.2011, a ação de extensão PET e PIBID na Praça. A atividade constou de uma divulgação das ações dos programas especialmente voltada à Experimentação no Ensino de Ciências. O objetivo da ação é levar Ciência ao cotidiano das pessoas que são parte da comunidade em que se insere o Curso, por conseguinte os programas. A partir de práticas de cortes vegetais, verificação de fotossíntese, outras atividades e alguns equipamentos como microscópios, os bolsistas puderam dialogar com estudantes e comunidade em geral, levando ao encontro destes a Ciência com que trabalham e seu ensino. A ação contou com a parceria da SMEC Cerro Largo-RS, que patrocinou o local para o desenvolvimento do trabalho.

Atividade na octoberfest

Experimento sendo organizado por bolsistas


Grupo de bolsistas do PET e PIBID com Prof. Roque Coordenador

Anexos: Fotos de ações diversas

Curso de Formação – Uso do Laboratório

Laboratório de Ciências – Escola D. Pedro II


Materiais de uso comum no laboratório de Ciências

Montagem de Experimento sobre Dinâmica dos Solos e Erosão


Relatório 2011 - 2