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fernando bagnola edgar raphael patrícia ferreira josé oliveira alfredo cunha

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COLUNISTAS

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técnica

focus - stacking


NÚMERO 07 – AGOSTO 2012 REVISTA DO GRUPO PHOCAL PHOTO VISIONS www.facebook.com/groups/phocalphotovisions/ EDIÇÃO E DIREÇÃO DA REVISTA PEDRO SARMENTO EDITORIAL PEDRO SARMENTO   FOTO DE CAPA:

FERNANDO BAGNOLA MAKE UP/HAIR: HENRIQUE MELLO (FIRST HAIR & MAKE UP AGENCY/SP) STYLING: WANIA BARROSO MODEL: ANA PAULA ARÓSIO EXIF | CAMERA PENTAX 645 NII (médio formato) FILME 120 / EKTACHROME EPP ASA 100 KODAK

COLABORADORES: MARTA FERREIRA PAULO CESAR RODRIGO BELAVISTA HELENA LAGARTINHO FÁTIMA MENDES PAULO LATÃES PERIODICIDADE MENSAL DISTRIBUIÇÃO ON-LINE CONTACTOS: EMAIL phocal.photovisions@gmail.com revista.phocal.photovisions@gmail.com WEBSITE http://phocal-photovisons.weebly.com/index.html

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PROJECTOS & FOTOGRAFOS

sumário

fernando bagnola

34

46 patricia ferreira 54 josé oliveira 66 edgar raphael

alfredo cunha

76

concursos

90 comida 91 cidade à noite 92 boudoir

04 05 12 14

editorial pedro sarmento galeria imagens que inspiram caçador de noivas marta ferreira fotografias escritas rodrigo belavista

22 26 28

técnica - focus stacking paulo latães lugares - serra da arrábida fátima mendes vida - DoOutroLado helena lagartinho

FOTO: pedro sarmento| “o enforcado” | feira medieval santa maria da feira | ago 2012PHOCAL PHOTOVISIONS | 3


C

pedro sarment o

hegaram as férias, e com elas mais tempo livre para poder pegar na mochila, limpar as objectivas, os filtros, colocar tudo num brinco e sair por aí na tentativa de melhores fotos, e outra disponibilidade para pensar a fotografia, mais alegria, etc. E uma coisa acaba por prejudicar a outra, com mais gente de férias, o Grupo Phocal resente-se nas visitas ao Grupo, nas votações, na quantidade do seu “stock” de fotografias, apesar de manter sempre a qualidade das mesmas. Em 31 de Julho o Grupo lançou mais um projecto que irá também para a impressão, uma vez que já há interessados em receber em sua casa um interessante documento que guarda em papel e com a qualidade que a Phocal já vos oferece o historial fotográfico do Grupo Phocal, desde que foi lançado o Desafio “Foto do Dia”. Nesse documento lançámos todas as fotos vencedoras, e todos os membros que tiveram um número minimo de fotos suas a Desafio ao longo do tempo de existência do nosso Grupo. E com as Férias e com Agosto chega também mais uma Revista, desta vez com o “mítico número” de que tanto se fala. Diz-se que tudo se passa no Mundo dentro do espirito Septnário, que tudo se relaciona com o “7”.

editorial

Temos: os 7 dias da Criação do Mundo, os 7 Raios da Luz Sem Fim, o “7º Céu”, os 7 Arcanjos do Trono de Deus, os 7 degraus da Escada de Jacob referidos na Bíblia que representam os 7 Planetas Sagrados com Aura astro-etérea de ascenção astrológica por onde temos de passar até chegar á Perfeição… Na Terra temos: as 7 cores do Arco-Iris, os 7 dias da semana, as 7 notas musicais, as 7 artes, os 7 ‘chakras’ do corpo humano, os setes grupos de vértebras, os 7 orifícios no crânio, as 7 virtudes humanas, os 7 pecados capitais, os 7 anos de idade para cada fase da mudança de personalidade, e temos também a 15 de Agosto a PHOCAL PHOTOVISIONS NÚMERO “SETE”, como sempre recheada de grandes fotografias, e fotógrafos conceituados nas diversas áreas em que se envolveram profissionalmente. É para nós todos os meses um desafio, pensar, editar e levar até todos vocês este grande Projecto gráfico e fotográfico. Sem desrespeito por todos aqueles que já participaram neste projecto gostava aqui de lembrar a palavras de André Boto recentemente: “ A impressão é realmente muito boa, gostei bastante, foi das melhores impressões que vi até hoje em revistas de fotografia em Portugal.” Um grande obrigado também aos membros do Phocal Photovisions que sempre estão disponiveis para me ajudar todos os meses a melhorar a Vossa Revista.

LUIS SILVA |FREE YOUR MIND... | CANON 60D | CANON 10-22 MM |F8 1/500” ISO 100

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imagens que inspiram

MARIO MEDEIROS SANTOS | ARREPIADO | CANON EOS 50D | CANON 18-200 | 1/25S, F/22, ISO 100

PEDRO MIGUEL CARVALHO | PATEIRA DE FERMENTELOS| NIKON D90 | NIKON 18-200 | F11, 2,5 SEG ISO 200

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ANTÓNIO KOOL | UM OLHAR RASGADO| CANON EOS 7D | SIGMA 10-20MM F4-5.6 EX DC HSM |F13 30 SEG. ISO 100 30 SEG

GRAÇA QUARESMA | SOLIDÃO| NIKON D80 | NIKON 18-200 | F8, 1/500 SEG ISO 100

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jo達o vaz rico|vidas | Canon EOS 60D| Cannon 10-22 | F 11| ISO 100

SANDRO PORTO | AZUL| NIKON D3000 | NIKON 18-200 | F1,8 1/800 ISO 100

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ETÃ SOBAL COSTA |ORTHETRUM COERULESCENS | NIKON D60|NIKON 55-300 | F5.6 1/500 ISO 100

SÁ CORTES | HUSH LITLE BABY - ZOO DE LISBOA |CANON EOS 50D | CANON EF 70-200 | F/2.8L USM | F5.6, 1/800SEC, ISO 125 MARIO MEDEIROS SANTOS | ARREPIADO | CANON EOS 50D | CANON 18-200 | 1/25s, f/22, ISO 100

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MARIA ISABEL CLARA | NOSSAS GENTES | CANON EOS 450D | SIGMA 18-200 | F5.6, 1/50SEC, ISO 400


carlos maltez | “Nas asas de um sonho” | NIKON D60| TAMRON 18-200 | F5,6 1/500 SEG ISO 320

ac pinho | ou nós encontramos um caminho, ou abrimos um | Pentax K10D |Pentax 50-135 | F/22, 1 seg. ISO 100

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laura sarmento | pentax k20 | pentax 100 mm wr f2,8 | f8 1/250s ISO 100 luciano magno | farol de santa marta - cascais | nikon d7000| sigma 10-20 | f4.5 30s ISO 200

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B

marta ferreira

em… na última revista escrevi sobre uma c a ç a d o ra d e m o mentos… desta vez vou falar-vos de um projeto que fiz o ano passado sobre um caçador de noivas. O que mais prazer me dá na fotografia, além dos palcos, é escrever uma história. Depois é coloca-la em fotografia… e juntar duas coisas que adoro na vida e divertir-me com isso. É muito mais fácil do que pensam, basta haver imaginação e vontade de o fazer. As modelos, podem ser as vossas colegas de faculdade, de trabalho, os amigos ou ate mesmo a família… eu recorri a amigas suficientemente loucas para se deixarem guiar por mim nesta história (Mariana Franco, Renata Pereira Correia, Andreia Lopes, Marisa Sousa Silva, Daniela Couto e André Sá), a equipa

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caçador de noivas

da Sinopse juntou-se a nós, na altura o Helder Barreto, ajudava-me na captação das imagens, e conseguimos fazer algo único no espaço de duas horas! Passo Passo Passo Passo Passo

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definir a ideia colocar no papel escolher as modelos definir local e data fotografar em movimento

E divertir-se muito, no meu caso… eu prefiro que tudo seja feito em ação, como se fosse para filme e vou fotografando… a quem preferir pode congelar os momentos para fazer a foto que vai representar melhor aquela parte da história. Deixo-vos um desafio… todos os anos eu faço uma historia destas… e este ano ainda não o consegui fazer por falta de tempo, a quem se quiser juntar a mim nesta aventura só precisa vir acompanhado da revista, do sorriso, e com vontade de captar algo único e inesperado… Fiquem atentos… em Outubro aviso-vos da data. Beijos fotográficos e façam-me o favor de acreditar, e sorrir…


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V

p a u l o

c e s a r

i a j a r e fo to grafar são provavelmente duas das coisas que mais gosto de fazer na vida, e facilmente passaria umas semanas por mês a viajar e fotografar. Em Paris, bem como em muitas outras cidades, perdia-me a fotografar. Em todas as cidades, a maioria dos recantos, das ruas, dos jardins têm um encanto especial. Em Paris o rio Sena é fantástico por si só, existe um local onde o rio se separa e uma ilha se forma quando estamos a caminho de Notre Dame que é um dos meus locais de eleição, a ponte oferecida pela Rússia e que nos faz chegar perto do Grand Palais e do Petit Palais também é um bom local para fotos, são tantos sítios que o texto poderia ser mesmo apenas uma enumeração de locais dos quais sou fã nesta cidade. E quando passeio e fotografo numa cidade como Paris só posso estar feliz, felizmente já várias vezes estive por essa cidade fantástica, já visitei os museus, já caminhei ao lado do Sena, já me emocionei ao ouvir alguém tocar violino junto ao Sacré Coeur, já me fizeram uma caricatura na Place du Theatre onde também já comi mexilhões, já fiz

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viagens - paris

sessões em frente ao Louvre e em Lá Defense, já subi à fabulosa Torre muitas vezes ( é de facto fabulosa ), e numa das vezes nessa que é a cidade do amor lá do alto foi um coração que encontrei desenhado na relva lá bem abaixo. Se há uma cidade que a todos aconselho a ir é esta, Paris, que gosto quase tanto quanto a nossa Lisboa e o nosso Porto. Andar e fotografar em Paris é como caminhar por entre cenários de filmes que tantas vezes vimos pelo cinema e pela televisão, é estar lá, é ser também nossa e dos quase 30 milhões que a visitam todos os anos, pelo menos uma vez na vida devia ser possível a todos nós : entre tantas outras coisas realço subir à Torre Eiffel, passear (fazendo ou não compras) nos Champs-Élysées, ir ao museu do Louvre e ao museu d`Orsay, e até deambular pelo cemitério Père-Lachaise, e ver os edifícios e o arco futurista na zona de Lá Defense, e mesmo fora de Paris ir a Versalhes e à Euro Disney :) A baguette e o croissant não sabem tão bem noutro local como sabem em Paris, até a sopa de cebola não me imagino a saborear noutro sitio sem ser nesta cidade, que todos se enamorem e apaixonem, e vivam esse amor pelo menos durante um dia, uma tarde ou uma noite algures na Cidade Luz, ou nem que seja uma hora ou um minuto.... mas que seja em Paris, e aí muitas das coisas têm um sabor especial. Quem não conhece que faça por ir e quem já conhece provavelmente em muitas das coisas que leu se revê, viagem...conheçam.... vivam.... e sejam felizes, e tantas vezes custa tão pouco.


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rodrigo belavista

fotografias escritas

Ter sentido. Andou a pesquisar, no caderninho dos porquês, o porquê de assim se encontrar. Descobriu, nos mais rápidos sete segundos que conheceu, a razão. Essa palavra temor que não vive das margens, que não sente emoção fingida, que não vive só pela existência de oxigénio. Descobriu-se, mil olhos deitados sobre si e um amar repentino que é coisa de adolescente. Ou de ser graúdo a comer no prato da idade da gente. Andou a buscar as raízes de um capítulo, caiu de costas enrolado a um novelo, achou-se observado no olhado de um colete geometricamente tecido. Ainda que se tivesse admirado, não lhe achou o peso do sentido. Saiu de um campo verde a fugir, migalhas a cair da boca e andar lunar, pés molhados até aos cotovelos. A descoberta do fogo e, logo após, o acender de um rastilho. Nada disto queimou as pestanas aos olhares incumbidos. Andou a tentar-se. Esqueceu as vezes de Marte, escolhendo a do sentir. Mil olhos permaneceram, atentos. E ele, que andou a pesquisar os seus medos, descobriu a extinção, nevoeiro que não deixa ver, barca sem medo que rema em frente. E, em frente, sufocariam mil olhos e dois perceberiam - a pestanejar - que és tu quem os faz sorrir. 16 | PHOCAL PHOTOVISIONS

Existir um dia. Se pensares muito, morres nas encruzilhadas. Quando sacudiste os cabelos, na preia-mar da palavra hoje, acontecia um sol que nunca se pôs e não ouviste a agonia das gaivotas por opção. Sentes o conforto de ser rebelde num vestir aprumadinho, fazes de conta que sobrevives sem coração e o que marca o ritmo do tráfego do teu sangue é a impossível mãe do sentir mais novo no avanço do tempo. Se pensares muito, tornas-te trapalhão. E atrapalhas as vezes que poderiam ter sido. As vezes. Essas, que nunca o são. Acreditas na sorte, ou que um filho dela se chame destino. Sabes jogar aos dados e já fizeste maravilhas com um pião, mas onde te surge a sorte é na bisca do sete, quando não és tu a escolher os encantados trunfos. Sussurrado, disseste-lhe ao ouvido que detinha a orelha mais preciosa da joalharia do sentir. E que sim e que também e que sopas. Que um dia hão-de existir.


Partir para lado algum. Ter as malas feitas e partir para lado algum. Aprendeu a voar nas páginas de um calendário pendurado, prego ferrugento e cal que cai no virar dos meses, menino da lágrima insistente na fixação do olhar das doze vezes. A sorte das coisas penduradas, opta-se por aceitar a cada rasgão dado no aumento dos seus dias. Crescer é o ciclo dos anos, quando o envelhecer acontece desde o primeiro choro respirado. Estação após estação, chuva de verão e o sol penetrante na carapaça do inverno. Chamam primaveras aos contos vestidos para cada número que identifica a idade. O outono é um desgraçado associado ao declínio e não há justiça que convença as palavras do contrário. Apesar de tudo, a viagem. Dentro de mil viagens que sucedem nas horas acordadas, no engano do sono, do sonho. Aprendeu a voar naquelas páginas onde as luas estão inteiras ou às metades, criou asas mais duras e articulou o que, desajeitado, não sabia fazer com os pés. Aprendeu os perigos no entusiasmo do aproveitar ventos quentes, caiu as vezes precisas, quase necessárias para saber dizer-se livre. E só, companheiro das suas malas, soube que a viagem só tem um final quando se perde a capacidade de voar, ainda que sentado, olhar no viciado calendário e as malas sempre feitas - bagagem dos sonhos onde coube o ontem, se arruma o presente e, despejadas, conquista o espaço para a partida de amanhã.

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P

técnica - focus stacking Esta curiosidade levou-o a desenvolver «técnicas neste tipo de fotografia e a encontrar lugar neste tão amplo mundo que é a fotografia de natureza». Uma curiosidade permanente e uma vontade enorme de poder viver desta arte leva-o à busca permanente de soluções novas para problemas que vão aparecendo com o aumento da complexidade de cada imagem. «É curioso ouvir as pessoas a falar sobre estas fotografias, e a tecerem comentários: por exemplo, numa imagem de uma aranha morta, perguntarem-me como é que lhe mantinha os olhos abertos se estava morta...», diz, como se humanamente alguém devesse cerrar-lhe os olhos. Estas pequenas maravilhas da natureza, vistas de perto, fascinam até aqueles que sentem alguma repugnância com a sua presença, pois apresentam detalhes ocultos à vista humana e revelam adaptações que apenas a mãe natureza poderia desenvolver.

O que é exatamente FOCUS STACKING poderão estar a perguntar.

É de ter sempre em consideração que quanto maior a ampliação, menor será a profundidade de campo, portanto menor terá que ser a abertura ou maior número de fotografias serão necessárias.

p a u l o

l a t ã e s

aulo Latães mora em Águeda, é arquiteto e tem 32 anos. Recorda: «Adquiri a minha primeira máquina fotográfica para tirar fotos às maquetas». Daí para o mundo dos insetos foi um instante., e não tardou procurar evoluir, procurando respostas para as suas questões. Sobreveio a tendência natural de querer chegar mais perto e ver aquilo que, mesmo na macrofotografia dita normal, não seria possível descortinar.

Bem, Focus stacking e uma técnica que permite o aumento da profundidade de campo e resulta simplesmente da sobreposição de várias fotografias do mesmo assunto, tendo como variável o ponto onde está focado. A “soma” destas imagens e feita em pós-processamento com um software como o Adobe Photoshop, Zerene Stacker ou Helicon focus que permite alinhar as imagens e selecionar as partes focadas de cada Fotografia sobrepondo estas. É uma técnica simples que todos podem utilizar nas suas imagens, sejam de macro ou paisagem. O que afeta a profundidade de campo? Distância focal: Essencialmente, quanto maior for a distancia focal, menor será a profundidade de campo. Distância ao objeto: Quanto menos for a distância, menor será a profundidade de campo. Abertura da lente: Quanto menor a abertura, maior será a profundidade de campo. Este fator não é tão relevante como na macrofotografia de uma só imagem, visto que compensaremos este parâmetro com as várias imagens.   Material necessário: Um bom tripé. Um bom tripé é recomendado, visto que quanto menor as variações de enquadramento entre imagens, melhor será o resultado final. Um tripé simples funcionará certamente, mas o mais provável será que vos dê muita dor de cabeça antes que consigam resultados satisfatórios Uma lente objetiva macro: Poderá também ser utilizada uma serie de combinações com objetivas normais como tubos de extensão, Raynox 250 etc.

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Muita paciência: Esta, ainda mais que a macro “normal” é uma arte de paciência e requer muitas horas de preparação e pós produção. Software que permita stacking: Aqui há múltiplas opções, cada uma com as suas vantagens e desvantagens: Photoshop Zerene Stacker CombineZM Helicon Focus Outros Após testá-los todos, acabei por adquirir o Helicon Focus, tendo feito uma parceria com eles, onde me ofereceram a licença em troca de algumas imagens para utilização publicitária. Achei o software mais rápido e mais intuitivo de utilizar, apesar de criar alguns artefactos na imagem final, mas facilmente corrigíveis com as ferramentas do próprio programa. Processo de Stacking: Após ter tudo montado procede-mos a parte de fotografar o objeto. A seguir poderão ver 4 imagens que pertencem ao stack da imagem vencedora do concurso da revista “O Mundo da Fotografia Digital”. São quatro imagens (Imagem Número 5, 18, 20 e 30 Respetivamente), pertencentes ao conjunto de 30 imagens que me permitiram aquela profundidade de campo.


Imagem Final composta no Helicon Focus e Editada em Photoshop

Exif: Canon 7D | Lente: MP-E 65mm | F6,3. 1/250 ISO 100 | Dois Flashes externos e 4 refletores

Formas de focar: Para mudar o ponto de focagem, poderá ser utilizada o anel da própria objetiva manualmente, ou por exemplo um software como o Helicon remote que permite fazer passos intervalados utilizando o motor da lente. No meu caso foi utilizado um carril de focagem, que me permitiu ir avançando o conjunto em passos 30 manuais que foram desenvolvidos através da sensibilidade criada com a experiencia.   Iluminação: Neste parâmetro há múltiplas opções, cada uma com as suas vantagens e desvantagens. Flash: E a forma mais fácil de conseguir estabilização e definição, visto que permite a utilização de velocidades mais altas. As desvantagens sentidas com este sistema foram principalmente a dificuldade em obter exposições idênticas nas várias fotografias. Este facto não se nota nas técnicas normais, mas em stacking com a quantidade de detalhe que se pretende, houve vezes que notei variações de 20 a 30% na exposição que decerto de deve aos tempos de reciclagem. Continua: Correntemente e este sistema que utilizo, tendo duas fontes contínuas de 600w. Neste sistema obtenho exposições idênticas entre fotografias, e torna-se mais fácil focar e fazer a composição. A maior desvantagem é a estabilização, porque trabalha-se com velocidades muito mais baixas, logo muito mais sujeitas a vibrações e micro vibrações criadas por impactos no pavimento, o próprio respirar a partir de certas ampliações e o movimento do espelho da câmara.   Para mais pormenores sobre esta técnica, participem no Workshop de Macro Fotografia a realizar em setembro. Link para mais informações sobre o evento: http://workshopmacrofotografia.webnode.pt/   PHOCAL PHOTOVISIONS | 19


PAULO LATÃES ÁGUEDA – PORTUGAL HTTPS://WWW.FACEBOOK.COM/PAULO.LATAES| | HTTP://PAULOLATAES.WIX.COM/PAULOLATAES#!HOME/MAINPAGE TODAS AS IMAGENS ESTÃO PROTEGIDAS POR DIREITOS DE AUTOR - © PAULO LATÃES

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fátima mendes

N

F

átima Mendes, a partir dos tempos de adolescente, apaixonou-se pelo mundo das imagens, dedicando-se ao desenho e à pintura. O gosto pela fotografia, adquiriuo quando, por herança de um tio-avô emigrante do início do século XX nos EUA, lhe foi parar às mãos uma velha Brownie Hawkeye Camera da Kodak. Em perfeito estado de funcionamento, com ela captou muitas fotos, as quais ainda hoje revê, com o seu formato quad-

ão faltam por aí publicações que contêm as mais detalhadas descrições da serra da Arrábida, a que eu costumo chamar a pérola do distrito de Setúbal. Sugestões de percursos pedestres, há muitíssimas, assim como explicações detalhadas sobre a flora, a fauna, a geologia e outros aspectos. Com esta publicação, e alguns peço que me desculpem, pretendo comunicar o meu “sentir” a “Serra-Mãe” como lhe chamou o grande poeta da Arrábida – Sebastião da Gama , no título de uma das suas obras. A Arrábida é um paraíso para qualquer fotógrafo: e para ser fotografada com muita paixão e entrega. Não me tenho aventurado em grandes incursões, não tenho subido aos picos mais elevados, habitualmente ( se bem que já o tenha feito em grupos). Quando vou para a serra para fotografar, faço-o sempre só. Preciso disso, da solidão. A minha câmara, sei-o bem, não registará a plenitude da beleza que por mim lá espera. Mas vou sempre com a ambição de tentar captar um “suspiro” um “pensamento” ténue desse mundo natural onde me perco do tempo, tantas vezes… Vou tentar comunicar-vos algumas das minhas “vivências fotográficas”. Vamos lá… É Inverno, pela manhã. São oito horas e já deixei para trás Azeitão. Passo pelos vinhedos que ladeiam a estrada, antes de Casais da Serra. Paro o automóvel, olho para a esquerda – lá está a vinha de que tanto gosto, no vale. Atrás, como cenário, as encostas da serra. Um pequeno sobreiro ponteia no meio da vinha – vinha nua, despojada, os troncos retorcidos das videiras, que me fazem lembrar os ossos deformados e doridos dos idosos que anseiam alívio, na morte. A perspectiva das videiras nuas e alinhadas, é magnífica. Nos picos da serra, já o nevoeiro se dissipa, pois o sol é teimoso nesta manhã! Nos ramos nus da árvores que cercam a berma, cintilam gotas de orvalho como jóias preciosas. Nos arbustos e ervas , nas zonas ainda não reconfortadas pelo sol, a geada permanece, formando um conjunto de cristais lindos. Olha ali uma teia feita de pérolas de orvalho – linda! Faço uma macro, não posso perder tal coisa, pois então! Mais à frente uma esparregueira ( sim, a planta dos saborosos espargos das omeletes), tem penduradas gotas de orvalho que brilham e me encantam. Mais outra macro. Penso que tenho de subir, pois ainda quero apanhar o nevoeiro lá em cima. Retomo a estrada, umas quantas 24 | PHOCAL PHOTOVISIONS

lugares-serra da arrábida rado, em preto e branco ou cor. Mais tarde, já jovem, com os escudos do primeiro ordenado, cambiados para marcos, comprou na Alemanha uma Minolta XG9. Com a era do digital, usa e abusa das câmaras, não se importando tanto com equipamentos, mas com a qualidade estética das imagens. Tem como objetivo primordial registar o que sente, mais do que aquilo que vê.

curvas e lá está ele a pairar nos picos elevados, a “correr” para o mar! Passo o Convento, subo um bocado mais. Paro. Aqui está bem: o mar não se vê, pois um outro mar feito de nuvens, esconde-o. Sinto-me bem, a contemplar aquele tapete a meus pés. Fico mais um bocadinho a espiar a despedida das brumas que fogem da serra, como que atraídas por um íman na direção do mar. Avanço mais, estrada acima, olho para a esquerda: em baixo a vasta planície de Palmela. Oiço os sons do bulir do início do dia, vindos de lá de baixo. Uma ave canta, não a consigo ver, mas lá que é agradável ouvi-la, isso é. Olho Setúbal a espreguiçar-se e lá mais além a península de Tróia… Estão sete graus, nada mau. Regresso, com todas as imagens a bulirem na minha cabeça e no meu coração e outras guardadas no cartão de memória da máquina fotográfica. Mas espraiei-me demais sobre o Inverno… E que dizer da Primavera na serra? Tantas coisas: as flores : Desde o alecrim, passando pelas flores de medronheiro, os lírios, a madressilva… enfim, um sem número de espécies bem cheirosas que dão macros belíssimas. Alguns rebanhos de ovelhas dão sinal com os seus chocalhos. E o queijinho que depois se fará… penso logo. E surpresas que nos encantam: numa tarde primaveril, tive o prazer de uma raposinha juvenil, que ainda sem manha, veio até à berma da estrada e se dignou posar exclusivamente para mim… O pôr do sol sobre a serra do Risco, uma zona da Arrábida que é chamada a “bela adormecida”, à espera que um príncipe a venha acordar do seu sono! Os contornos da serra em contra-luz e a essa hora, fazem lembrar uma mulher deitada. No Verão, gozem a frescura da Lapa de Santa Margarida, Façam um contra-luz lindo, passem pela praiazinha de Alpertuche, se quiserem evitar o movimento do Portinho da Arrábida, fiquem até ser noite cerrada e cheirem o perfume da serra em noites de lua nova e olhem para lá dos picos , vejam o céu pejado de estrelas. E no Outono? Ah, no Outono vão ver as vinhas, que multicolores nos alegram, enquanto é dia. Os dias são curtos, há que aproveitar bem o tempo, enquanto há luz. Cheirem o perfume da humidade, e depois, para aquecer o corpo e o espírito ainda mais, passem por Azeitão, comam uma torta, acompanhada de um moscatel, na pastelaria “ O Cego”. Recomendo vivamente!


FÁTIMA MENDES SEIXAL – PORTUGAL

fatmend7@gmail.com | https://www.facebook.com/fatima.mendes.376 TODAS AS IMAGENS ESTÃO PROTEGIDAS POR DIREITOS DE AUTOR - © FÁTIMA MENDES

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helena lagartinho

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elena Figueiredo Lagartinho (HelLag) nasceu em Março de 1959, no Monte-Estoril e reside há vários anos em Cascais. Enfermeira, trabalha num hospital em Lisboa e foi nesta área específica que despertou para a fotografia quando da realização e apresentação de trabalhos em vários congressos ou acções formativas ; rigor na execução mas numa área muito específica de actuação. Claro que nas férias, as fotos eram mais que muitas, rolos e rolos, negativos e negativos mas sem ainda a preocupação da técnica mas tão somente a captação

sta é a minha primeira colaboração neste espaço de excelência dedicado à fotografia e só possível com o incentivo de Pedro Sarmento. Bem haja. Nela poderão observar fotos relacionadas com a minha profissão, razão pela qual chamei a este artigo “DoOutroLado”! Um mundo particular que todos ouvimos falar, nem todos conhecem mas que muitos já vivenciaram; por experiência própria, de familiares, de amigos ou conhecidos. Este é o meu olhar. Torna-se sempre mais fácil fotografar para trabalhos académicos (nesta área foi aí que comecei) pois as imagens têm uma função específica e o interesse científico está normalmente enfatizado no acto médico, na técnica usada, no procedimento, no equipamento utilizado, no material consumido, na cirurgia, entre outros aspectos. Claro que há temas de saúde que visam assuntos menos técnicos e cuja importância são a relação estabelecida com as pessoas, a forma de comunicar, de escutar activamente, a linguagem corporal, o toque, a postura, a reacção e muito mais. Numas e noutras teremos imperativamente de proteger a identidade das pessoas, proteger a sua intimidade como se de um tesouro se tratasse. Aliás, a motivação para divulgar as fotos veio exactamente da parte de vários colegas, após apresentação de trabalhos em congressos ou encontros no âmbito dos cuidados de saúde; de trabalhos meramente científicos parti para trabalhos que representassem o quotidiano num hospital e que traduzissem também os sentimentos e emoções dos profissionais de saúde. E com este incentivo aventureime também a divulgar fotos em grupos como o PhocalPhotoVisions. Costumo dizer que não “tiro fotografias”; prefiro dizer que capto imagens que falam comigo. Mas a maior parte das imagens que falam comigo, falam de emoções, de sentimentos, de vivências muito pessoais e em contextos muito difíceis tanto para os utentes como para os familiares, até mesmo para os profissionais. E neste sentido, o respeito pelas pessoas sobrepõem-se a tudo o que queiramos divulgar mesmo que certa fotografia esteja o “máximo” em termos de imagem mas que desrespeita a individualidade de cada um. Confronto-me frequentemente com este dilema; divulgo ou não divulgo? Mesmo que tenha havido consenti-

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vida - DoOutroLado de momentos vividos com paixão. Aos 50 anos decide aventurar-se e partilhar as suas fotos; e porque não criar um blogue? Assim pensou, assim fez! E com alguma surpresa mas imensa satisfação, a reacção das pessoas foi muito favorável, incentivando-a a continuar. Já participou em exposições colectivas e pode encontrar alguns dos seus trabalhos a preto e branco em “Black and White…Only” Costuma dizer que deixa muita coisa para o amanhã mas o amanhã pode não chegar, e como a vida é para ser vivida e não apenas consumida, nada melhor que caminhar nesta aventura e sentir-se feliz!

mento informado, o mesmo é sempre dado para um determinado contexto académico e/ou científico e como tal, não estará implicitamente para efeitos de divulgação pública mesmo em sites pessoais. Assim, e como é um mundo diferente, prefiro sempre editar a maior parte das fotos, transmitindo uma ambivalência entre o real e o imaginário; desfoques, crops, tonalidades e outros efeitos que tenho acesso através do Picasa dado não saber trabalhar no Photoshop. Não posso falar de técnicas fotográficas pois delas ainda estou muito verde mas posso partilhar do que faço com orgulho e com paixão; congelar momentos que falam comigo! As fotos seleccionadas dizem respeito a momentos captados do quotidiano no hospital, seja no bloco operatório ou nos cuidados intensivos e revelam o meu próprio sentimento sobre os nossos actos e o respeito pelo alvo da nossa atenção; as pessoas. Não são fotos intencionais e preparadas mas apenas simples momentos do nosso trabalho que partilho convosco quando “deslizo” suavemente pelos serviços no âmbito da supervisão dos cuidados; e assim, vou captando imagens de gestos e posturas que retratam o nosso fazer e que com paixão os partilho. Neste “teatro de operações” existem pessoas que tratam e cuidam de pessoas, muitas vezes não lhes vemos as caras e vestem-se todas de igual. Mas poderemos sentir o seu olhar, espreitar a sua alma e comunicar de forma tão particular. Para lá das portas, há sentimentos e emoções, há desafios, há esperança mas também sofrimento e angústia. Por detrás das máscaras há pessoas, há sorrisos e boa disposição, há más disposições, há esforço, há cansaço, há alegria e tristeza, há satisfação e também desilusão. Nestes contextos há cor e vida mas outras vezes não! E há muito mais; há responsabilidade, há profissionalismo, há amor, carinho e compaixão, há o dar a mão, o tocar e ouvir com atenção. Sempre presente que, no meio de todo o equipamento técnico à disposição, no meio de todos aqueles fios, dos monitores, das bombas infusoras e muito mais, está ali, bem ali, o alvo da nossa atenção. Aquela e tão particularmente, aquela pessoa!


HELENA LAGARTINHO CASCAIS – PORTUGAL

HELENAFIGUEIREDOLAGARTINHO@GMAIL.COM | HTTPS://WWW.FACEBOOK.COM/HLAGARTINHO | http://www.hellagphotosbw.blospot.com TODAS AS IMAGENS ESTÃO PROTEGIDAS POR DIREITOS DE AUTOR - © HELENA LAGARTINHO

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fe r n a n d o b a g n o l a

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ernando Bagnola, é brasileiro de São Paulo, e é fotógrafo profissional há mais de 20 anos Atua nas áreas de Fotografia da Moda, Beleza, Publicidade, Arquitetura, Turismo, Gastronomia, Desportos e fotografia de Produto. Com descendência portuguesa por parte de mãe, resolveu há 6 anos aceitar o desafio de vir para Portugal com o apoio Casa de Portugal de São Paulo. Através do Departamento de Arte, Cultura e Intercâmbio Internacional para os Países Lusófonos vem para desen-

Pedro Sarmento - Fernando a fotografia na tua vida acontece como, porque e quando? Fernando Bagnola – Aos 16 anos a mágica acontece quando ganho da minha mãe. Uma camera Contax muito antiga já naquela altura, toda manual, inclusive os fstops o que me obrigou, literalmente, a aprender a raciocinar, caso contrário tudo ficava uma m**** (pimmm!). PS – Foi amor á primeira vista, foi uma dor de cabeça ou tiveste desde logo uma apetência especial para entender o básico para começar? FB – Foi de tudo um pouco … amor à primeira vista porque era a MINHA camera, dor de cabeça pq não entendia m**** (pimmm!) nenhuma do que era fotografia e uma apetência louca de começar a aprender. Como não tinha dinheiro para estudar, acabei por virar rato de biblioteca e passava horas, horas e horas a pesquisar sobre fotografia analógica assim como também técnicas de laboratório químico. Vem dai essa minha paranóia por Sistema de Zonas, Temperatura Kelvin, Cores Complementares, Filtragens seletivas, aditivas e subtrativas, ou seja, já não tenho cura porque dessa “doença”. PS – Naquela altura, o analógico era um mundo diferente, como é que viste a evolução da fotografia em termos técnicos, e a evolução da fotografia como um hobby que se tornou para muitos profissão? FB – Era muuuuito diferente!!! Mas, também, era muiiiiiiiiito parecido!!! Havia gente que comprava uma camera, fazia um cursinho básico e já saia se vendendo como profissional exatamente como nos dias de hoje no Digital. Por isso, quando assisto esses debates sobre profissionais digitais, não estranho nada. Para mim, ser profissional é ter responsabilidade, garantia de qualidade, recursos técnicos para cumprir o que o mercado exige e hobby é o lado oposto disso tudo já que não há pressão ou obrigações, embora muitos “hobbystas” revelem capacidades para a profissão … mas, como dizemos no Brasil, “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa!!” PS – Como é que um brasileiro, Paulista de gema com tanta beleza por lá atravessa o oceano e se dedica á fotografia em Portugal? FB – Eu gosto de lançar desafios a mim mesmo e vim do Brasil para conhecer Portugal para apresentar um projeto de inserção do ensino da Fotografia nas escolas públicas como ferramenta de inclusão digital, social e formação do jovem cidadão. Em 2006 a Casa de Portugal, através do Depto de Arte, Cultura e Intercambio Internacional para os Países Lusófonos achou que seria uma 36 | PHOCAL PHOTOVISIONS

volver projectos que utilizam a fotografia como ferramenta de inclusão digital, social e formação do jovem cidadão português. Acaba por se apaixonar pelo País e resolve recomeçar a vida profissional em Portugal escolhendo a cidade do Porto para fincar as suas raízes onde descobre novas vertentes no âmbito da formação a convite do IPF-Instituto Português de Fotografia onde permaneceu até 2010. Atualmente, inicia um projecto de fomento da Arte Fotográfica Portuguesa em território brasileiro e lusófono.

inovação (e é mesmo!!) e me apoiou nessa jornada. Há, para quem quiser saber mais, uma reportagem da RTP sobre o assunto no Youtube http://www.youtube.com/watch?v=goNOYrOWUl0 e acabei por ter a aprovação do Ministério da Educação de Portugal e da DREN (Direcção Regional de Educação do Norte) para iniciar num agrupamento com 1.300 portuguesinhos. Infelizmente, ainda, o empresariado português não atentou para os resultados fantásticos no incremento das vendas quando um produto tem o selo da responsabilidade social e o projeto está em hibernação enquanto as crianças, que são o futuro, só escutam essas m***** (pimmmm!) neurolinguísticas de crise, é complicado, vai-se andando, … voltando ao assunto … quando cheguei ao Porto, senti algo diferente, uma sensação de que era aqui que eu queria viver e apaixonei-me, perdidamente!!!! Virei, ali, um Brasilusitano de Gema e, até agora, não pus os pés no Brasil em função do ritmo que minha vida profissional assumiu por estes mares, por mim, nunca dantes navegados, como diria Camões. Com o tempo, usei do bom relacionamento com a Casa de Portugal para dar protagonismo a alguns fotógrafos portugueses do lado de lá dessa ponte e consegui incluir artistas brutais como o José Carlos Nero que mistura analógico médio formato com digitalização no Anuário Luso Brasileiro de Arte que é distribuído para as 300 melhores galerias do mundo. PS – Vens para Portugal e abraças não só a fotografia de moda, mas também a vertente de formação. É muito importante para ti partilhares aquilo que tão bem sabes fazer? FB – A formação aconteceu por acaso quando fui chamado pelo coordenador do Instituto Português de Fotografia para dar aulas de Fotografia de Moda. Achei que seria mais um desafio interessante e fiquei lá por 2 anos onde acabei por incluir uma vertente de edição de imagens para moda e, após 1 ano, também assumi o papel de formador da área de laboratório químico a preto e branco em função dos muitos anos de experiência que adquiri em São Paulo. Por razões pessoais, pedi demissão das minhas funções e acabei por criar aquilo que alguns amigos chamam de “estilo Bagnola” de ensinar fotografia e tenho me divertido imenso e à minha maneira. Os meus workshops, embora muito sérios do ponto de vista da abordagem técnica, tem um formato descontraído, diferente do que alguns colegas fazem e isso, penso eu, traz enormes benefícios do ponto de vista de assimilação e aplicação do que ensino. Outra coisa que faço absoluta questão é fugir do padrão “quanto mais alunos, melhor” e, ao contrário disso, limito a 8 o numero de participantes para que eu possa atender com qualidade e cumprindo a expectativa de “cada um”. Os resultados são visíveis nos álbuns da minha página no facebook onde faço questão de criar um espaço só deles para que todos da minha rede possam conhecer os seus talentos. Trago sempre a minha equipe com a qual trabalho profissionalmente para os


workshops e dou a oportunidade de que os “SuperFixes”, como os chamo, tenham contato com modelos lindas da Best Models que é, para mim a melhor agência do País. Algo que nunca faço, também, é pegar na camera em meus workshops pois ali estou como formador e não para que me paguem para ficar dando espetáculos. Cada minuto pago é devolvido em atenção à formação. PS – Tens ideia de quantas pessoas já te passaram pelas mãos em formação? FB – Hmmmmm … tenho sim … só me dá ai um minuto que respondo … 60 e poucos no ipf, 12 num curso que criei para reformados aprenderem fotografia digital e edição de imagens no Photoshop (vale a pena conhecer BANDARC FOTOGRAFIA no Olhares), 25 dos workshops do Olhares, 37 SuperFixes (grupo do facebook que criei para que os meus alunos de auto-ajudassem e que tem sido a minha menina dos olhos) e mais algumas centenas, penso eu, dos workshops dos Devaneios Fotográficos da minha querida, amada e idolatrada amiga Marta Ferreira. Fazendo as contas … quase 300!! PS – E quantas dessas conseguiram de alguma forma seguir os teus passos e marcar uma presença no Mundo da Moda em termos fotográficos? FB – Uma grande porcentagem deles!!!!!! Não necessariamente na Moda, até porque quem vai ao meu site encontra outras vertentes relevantes que fazem parte do meu trabalho, como: Moda, Food, Turismo, Industrial, Desporto e Produtos. Para responder de forma clara, 100% dos que fizeram o Curso Individual que dura 12 semanas, hoje em dia se encontram atuantes em alguma área da fotografia profissional. PS – Tens muita gente que carinhosamente te chama “Mestre” e tu tens um “mentor” um fotografo de eleição alguém que tenha mexido com a tua forma de fotografar? FB – Eles são uns queridos por me chamarem de Mestre!!! Sou mais um chato do caraças, isso sim!!! - Minha mulher de vez em quando diz “Coitados dos teus alunos, viu??! Acho que eu sou uma soma de vários mentores … Na técnica … Ansel Adams Na busca de raciocinar rapidamente … Cartier Bresson Na moda … Patrick Demarchelier, Herb Ritz e Morgade. Sinceramente, não tenho nenhum mentor da era digital pq sei que aquilo que parece brutal foi conseguido com a pós-produção e não no clic e, por mais bonito que seja o trabalho final, não sinto a emoção fotográfica. PS – Nas tuas fotos há um elemento chave – luz – e um outro que me parece que consideras também fundamental – Makeup – consegues quantificar em termos percentuais a importância desses dois elementos no resultado final de uma grande foto? FB – Quem me conhece sabe que eu busco SENTIR A LUZ!!! Por isso, ao chegar numa locação, meu primeiro passo é ver o que posso aproveitar da luz que o ambiente me oferece e ajustar artificialmente as partes da cena que precisarem de mais detalhe. Minha luz é 70% natural e 30% artificial, seja com flashes, refletores, lanternas, etc e o fill light é sempre muito importante para que tenha profundidade pela presença de vários planos. Nas minhas fotografias de moda, sou, apenas, um dos elementos da equipa composta por modelo, maquiadora/cabeleireira e produção de moda o que me dá 25% de participação. É um jogo de Equpa!! PS – A moda, o glamour, a beleza feminina e não só feminina , arrastam multidões, e também muito fotografo, como vês o mercado em Portugal??

FB – Não olho para o mercado porque isso não me interessa. Olho, antes de tudo, para o meu trabalho, onde posso melhorar, onde posso ficar mais competitivo, como devo agir para divulgar aquilo que faço e, principalmente, para os meus objetivos a serem alcançados. Isso de ficar olhando para o mercado e, como ouço tanto, que “não há mercado”, que “é complicado”, “difícil”, só desvia a atenção dos pontos mais importantes naquilo que temos que fazer para vencer. Fala-se tanto do Brasil, mas ninguém diz que só em São Paulo que é um dos maiores mercados mundiais da Fotografia Profissional, são 22 milhões de habitantes que competem por um lugar ao sol e, dentre eles, uma grande parcela de fotógrafos. Para mim, sinceramente, acredito ser muito mais fácil vencer aqui do que lá já que hoje em dia a globalização proporciona oportunidades around the world como já aconteceu comigo com clientes em Singapore, Portugal, Espanha e, logicamente, com alguns que mantenho no Brasil aproveitando que estou na Europa o que acaba por reduzir imenso o custo de uma produção para eles. PS – Modelos já fotografaste imensos, tens ideia de quantos já fotografaste? Não querendo particularizar, existiu alguém muito especial que tenha deslumbrado pela entrega e disponibilidade ás tuas ideias? FB – Hmmmmm … Quantos modelos eu já fotografei??? Ui … não sei responder … mas muitos!!!!! - Há alguns casos inesquecíveis sim … não foi à toa que esta edição da PHOCAL PHOTOVISIONS tem a minha querida Ana Paula Arósio que é simplesmente especial como pessoa, como beleza, como simplicidade, como talento para interpretar a direção. Mas há também outros como o modelo internacional português Jorge Santos que é um exemplo de profissionalismo ao mais alto nível. São esses que me vieram à cabeça nesse momento “de pressão” … lol PS – Fernando e projetos para o futuro? FB – Vários: Minha camera médio formato Minha Escola de Fotografia Minha casa com estúdio top na praia da Madalena! Meu projeto com o ensino da fotografia para crianças e jovens em idade escolar! Continuar apaixonado pelo que faço! PS – Fernando tens uma expressão muito interessante, que é “ Eu casei com a fotografia” como é isso?? FB – Alguns fotógrafos que vou encontrando flertam com a fotografia, dão uns beijinhos nela, fazem uns carinhos e tal … mas isso não os liga de forma completa à Fotografia pois, embora pensem que são perdidamente apaixonados, saem correndo das “discussões da relação” com a técnica e com a necessidade de estudarem bué para que possam melhorar a forma de expressão fotográfica, tanto do ponto de vista dos fundamentos. Eu estudo, TODOS OS DIAS durante, no mínimo 1 HORA e para isso acordo mais cedo e SEMPRE aprendo alguma coisa e isso faz muita diferença quando o assunto é competir pelo meu espaço. Fazendo uma analogia a ser casado com a fotografia, posso dizer que faço pequeno almoço para ela todos os dias, antes mesmo de fazer o da minha esposa!!! Quero aqui agradecer muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito a ti, meu brother querido e imparável Pedro Sarmento que tem algo de parecido comigo que é criar espaços de convívio e troca de informações, além de termos nascido no mesmo ano vintage!!! Abraço, meu!!!!! É NÓIS!!!! PHOCAL PHOTOVISIONS | 37


FERNANDO BAGNOLA PORTO – PORTUGAL https://www.facebook.com/fernando.bagnola | fernando@fernandobagnola.com | www.fernandobagnola.com TODAS AS IMAGENS ESTÃO PROTEGIDAS POR DIREITOS DE AUTOR - © FERNANDO BAGNOLA

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fia de Moda e Books nos anos lectivos de 2010/2011 e 2011/2012. Escolhido pela Associação de Fotógrafos Profissionais de Portugal, como Jovem Talento de Portugal 2011, na área de Fotografia de Moda, e orador no 15º Seminário de Fotografia e Vídeo de 2011, nas Caldas da Rainha. Entrevistado em Janeiro de 2012 pela RTP, para o programa Moda Portugal. Realce para uma Fotografia da sua autoria, exposta na maior Exposição Fotográfica do Mundo, com a chancela do Guiness Book, assim como a publicação de várias imagens em Revistas Nacionais. Tendo vindo a emergir no mercado como um valor seguro, tem vindo a trabalhar com diversos Actores do panorama Nacional, Artistas Musicais e Modelos Profissionais das melhores Agências de Portugal.

Pedro Sarmento - Edgar vamos começar pelo principio, ou seja como é que começou a fotografia na tua vida? Edgar Rafael – A Fotografia teve inicio na minha vida, com o nascimento do meu Filho em 2009. Decidi que era altura de comprar uma DSLR para obter uma melhor qualidade de imagem quando captasse os momentos do meu pequenino. Posteriormente comecei a explorar as várias funcionalidades da Máquina ( Canon 40D na altura ), e o bichinho começou a pegar...

PS – Dentro da fotografia de moda, achas que é possível inovar todos os dias, dás muito importância á criatividade e fazer coisas novas? ER – Essa é a eterna questão...! No mercado Português, se formos criativos e fizermos coisas novas, os Clientes na sua grande maioria não aceitam e dizem que o conceito não é adequado. Nesses casos resta-nos fazer o que o Cliente pretende (tradicional). Felizmente temos acesso ao mercado Internacional, onde nos dão liberdade criativa e podemos realizar os nossos trabalhos de corpo e alma.

edgar

raphael

d ga r R a p h a e l , nasceu em Lisboa no ano de 1984. Foi reconhecido com uma Menção Honrosa pelo trabalho desenvolvido na área de Fotografia de Moda no ano 2009/2010, pela Escola Prática de Fotografia Oficina da Imagem. Foi convidado para Professor de Fotogra-

PS – Quando começaste, alguma vez te passou pela cabeça que virias a ser profissional reconhecido pelo mercado, ou que virias a ser escolhido para Jovem Talento, uma escolha feita por profissionais com anos de experiencia?? ER – Nunca imaginei sequer que poderia vir a ser Fotógrafo. Foi algo que surgiu na minha vida de uma forma inesperada. PS – Voltando atrás, e antes dos prémios, a fotografia levou-te até á moda. Porquê? ER – Comecei por experimentar várias áreas na Fotografia, sendo que no inicio não tinha nenhuma preferência. Posteriormente, decidi convidar algumas amigas para Sessões Fotográficas teste. Depois foi tudo uma questão de tempo até me especializar na área que realmente amo... Moda! PS – Por via da Moda, o teu trabalho gira muito em torno de atores, modelos, gente que a maioria de nós só vê nas revistas e na televisão.... como é lidar com estas pessoas, gente bonita e famosa. ER – São pessoas como todas as outras e felizmente já conheci seres humanos extraordinários nesta área. PS – Quando tens um trabalho fotográfico tentas conhecer a pessoa de modo a tirar dela e da sua imagem tudo o que precisas?? ER – Antes de qualquer trabalho, faço sempre uma pesquisa sobre a pessoa que irei Fotografar. Se tiver oportunidade de conhecer ou falar com essa pessoa, tento sempre obter o máximo de informação possivel, no sentido do resultado final do trabalho ir de encontro ao pretendido pelo Cliente. 48 | PHOCAL PHOTOVISIONS

PS – Ainda assim, tu és uma pessoa criativa, onde vais buscar essa criatividade com que pretendes dar uma linha muito pessoal aos teus trabalhos? ER – Eu faço imensas pesquisas em várias áreas e tento inspirar-me em imagens que fujam ao tradicional. Não tenho como norma a pesquisa de editoriais de moda de outros Fotógrafos, tento sempre inspirar-me em conceitos mais abstratos, um pouco do chamado “ Mundo Alternativo “. Posteriormente junto os 2 conceitos ( tradicional pedido pela maioria dos Clientes + Alternativo das pesquisas ), e chego a um resultado final diferente em cada trabalho. PS – És um fotografo que usa muito Photoshop, és adepto da fotografia digitalmente alterada ou preferes fotos mais de acordo com o que viste pela tua objectiva? ER – Hoje em dia o uso do Photoshop é indispensável para o resultado final de um trabalho. Sou fã de Pós-Produção de imagem a nível de retoque de pele, tonalidades, ajustes selectivos e pormenores que sejam necessários rectificar para obtermos “ a imagem perfeita “. Não sou adepto de Foto-Montagens, penso que nesses casos quando alteram a fotografia por completo, a essencia do que é a “ Fotografia “ em si, perde-se. PS – Tens uma equipa de gente que te acompanha no teu trabalho, tu és desculpa o termo “ o cabeça de cartaz”, és tu que fazes o clique, mas até que ponto conseguirias fazer o teu trabalho sem eles? Ou seja a fotografia de qualidade é um trabalho de equipa? ER – Sem a minha Equipa actual, e sem os Profissionais que têm vindo a trabalhar comigo, eu não seria ninguém.


Aproveito para agradecer de coração a todos os que já colaboraram comigo e os que ainda colaboram. PS - Quais são os passos que dás que consideras primordiais para um bom resultado final? Reúnes a tua equipa, ouves as suas opiniões sobre por exemplo o cabelo, make up etc, As opiniões deles podem fazer-te mudar de ideia num determinado trabalho ? ER – Claro que sim. Inicialmente reuno sempre toda a equipa no sentido de dar a conhecer qual o trabalho a ser desenvolvido, fazermos em conjunto um brainstorming inicial. Todas as opiniões são sempre válidas, e claro que poderão fazer-me mudar de ideias. Pretendo sempre que os nossos trabalhos sejam feitos em equipa, do início até ao fim. PS – És um fotografo que prefere o estúdio ou nem por isso? Onde é que te sentes mais á vontade a trabalhar? ER – Pessoalmente prefiro exterior. No início da minha carreira não tinha Estúdio nem o respectivo material de Estúdio (iluminação + acessórios), pelo que tive que trabalhar sempre com reflector em exterior. Os constantes desafios que as diferentes luzes e sombras no exterior nos proporcionam, são sem dúvida a minha preferência. Talvez pelo facto de me ter iniciado em exteriores, neste momento continuo a preferir exteriores, sendo que o facto de agora já ter Estúdio, faz com que também comece a gostar de desenvolver alguns tipos de iluminações e conceitos em Estúdio. PS – Quando fazes um trabalho fotográfico, digamos que queres ter 20 fotos excepcionais, não digo boas porque muitos conseguem fazer boas fotos, mas excepcionais, a tua exigência de escolha obriga-te a fazer que quantidade de muito boas fotos, para te decidires pelas tais 20 excepcionais, alguma vez contabilizaste isso? ER - Depende sempre de trabalho para trabalho. Normalmente a média ronda sempre entre as 100 e 200 Fotografias no total. PS – Muito fotógrafos dizem que a sua melhor foto será a seguinte, para ti Edgar o que é uma Foto Excepcional? ER – Uma Foto Excepcional é quando conseguimos que o resultado final seja exactamente aquilo que idealizámos no brainstorming inicial. É todo o conjunto perfeito da Composição da imagem + Iluminação + Make Up + Hair + Styling + Expressividade do Modelo, entre muitos outros factores que contribuem para essa mesma Foto Excepcional. PS – Já fotografaste gente famosa, tens algum trabalho que queiras destacar que te tenha marcado e porquê? ER – Sim, o trabalho com Angélico Vieira irá para sempre ficar marcado na minha vida. Quem o conheceu, sabe que ele é um exemplo de Vida para qualquer pessoa. Nunca desistam, lutem e Acreditem que tudo na vida é possivel! PS – Falando de mercado, como vês o panorama fotográfico nacional?

ER – Vejo de certa forma a descer de qualidade. Hoje em dia a maioria dos Clientes não se preocupam com a qualidade final do trabalho, mas sim com o valor mais barato para fazer o serviço. PS – Achas que Portugal têm espaço para tanto fotografo que o digital lançou para a rua, ou cada vez mais o mercado será seletivo em termos não só de qualidade mas também pela inovação e criatividade? ER – Penso que em Portugal existe pouco mercado para tantos “ Fotógrafos “. Os Clientes de Topo são seletivos e sabem avaliar a qualidade do Portfólio de um Fotógrafo. Em Portugal, nem sempre a criatividade leva a ganhar um Cliente. PS – Tens alguém que te inspire no teu trabalho? ER – Vários Fotógrafos Internacionais, nomeadamente de Espanha e Brasil. PS – Depois do mercado nacional reconhecer o teu trabalho e o teu talento, quais são os voos para os quais te estás a preparar? ER – Estou a preparar-me para em breve voar para o Brasil e Londres. PS – Tens alguém que não gostasses de perder a oportunidade de fotografar? ER – Sim, a Tyra Banks :D PS – Hoje e depois do teu curto mas promissor percurso, vias-te a fazer qualquer outra coisa, sabendo que o teu primeiro sonho foi a informática? ER – Não. Fotografia é sem dúvida a minha grande Paixão. PS – Guardas contigo momentos de todas as tuas sessões, além das fotografias que produzes, há momentos que não esqueces? ER – Em todas as Sessões Fotográficas, faço sempre questão que alguém faça o respectivo Making of. Neste caso quero desde já agradecer aos meus amigos Hélder Dias e José Pereira por toda a ajuda que me têm prestado. São sem dúvida momentos que ficam marcados e eternizados. PS - Que conselho darias para alguém que está neste momento a começar a fotografar e quer singrar no meio? ER – Façam várias formações, pesquisem em várias fontes de divulgação, tentem ser assistentes de algum bom Fotógrafo que já esteja no mercado, não tenham medo de errar, sejam humildes, partilhem, façam várias experiências, mas acima de tudo, Acreditem sempre que tudo na vida é possivel, nunca Desistam. PS – Uma última questão Edgar, ainda arranjas tempo para fotografar o teu modelo preferido... o teu filho? ER – O meu Filho estará sempre acima de tudo ....... Obviamente que terei sempre tempo para o Fotografar. Assim por alto, o meu pequenino já deve ter mais de 5000 fotos no Portfólio PHOCAL PHOTOVISIONS | 49


EDGAR RAPHAEL LISBOA – PORTUGAL INFO@EDGARRAPHAEL.PT | HTTPS://WWW.FACEBOOK.COM/EDGARRAPHAELPHOTOGRAPHY | WWW.EDGARRAPHAEL.COM.PT TODAS AS IMAGENS ESTÃO PROTEGIDAS POR DIREITOS DE AUTOR - © EDGAR RAPHAEL

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patricia ferreira

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atrícia Ferreira tem 24 anos, nasceu no Porto,mas cresceu em Santa Maria da Feira e actualmente reside em S. Félix da Marinha. É licenciada em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro e trabalha como Web Designer numa empresa de Marketing Digital sediada no Porto. Equanto Webdesigner foi quase impossível não se deparar com a Fotografia. Um “bichinho ” que surgiu mais

Pedro Sarmento - Patrícia uma primeira “pergunta simples” o que significa para ti fotografia? Patrícia Ferreira – A fotografia é para mim uma ligação, uma forma de expressão. É sempre um desafio e nunca aborrece. Quando fotografo utilizo o meu coração. Experimento e quebro as regras. E o resultado final é sempre algo único. PS – Começaste a fotografar por alguma influência familiar, foi um impulso, ou apenas sentiste vontade de experimentar? PF – Sempre gostei muito de artes em geral. Quando era mais nova o meu avô tinha uma Polaroid 635 Supercolor e eu aproveitava-a ao máximo sempre que podia. No meu curso tive uma cadeira de fotografia que despertou novamente a curiosidade da fotografia, em digital. Como na minha área de trabalho lido bastante com fotografia e imagem uma coisa levou à outra. Acabei por me deixar fascinar por este mundo. PS – Depois veio a formação, como é que aquilo que aprendeste mudou a tua vida? PF – Podemos encontrar muita coisa sobre fotografia, ler bastantes artigos, mas nada bate o know-how de pessoas que dedicam o seu dia-a-dia à fotografia. Apesar de nunca ter feito uma verdadeira formação formal de fotografia as pequenas formações que fiz como o Workshop de Retrato de Exterior com o Daniel Camanho, o de Fotografia de Moda com o Mário Príncipe e uma formação em fotografia mais intensa com o mestre Fernando Bagnola abriram-me os olhos e ajudaram-me e muito a evoluir e a ver as coisas de outra perspectiva. PS – Quando tiveste que escolher o teu primeiro equipamento, foi já a pensar no futuro, ou seja tinhas já uma noção daquilo que querias fazer? PF – Não. A minha primeira câmara foi uma D3000. O mais “básico” que existia na altura e pensei a curto prazo, pois ainda não tinha estabelecido objectivos. Recentemente adquiri uma D90 e no futuro espero mudar para full-frame. Hoje sei onde quero chegar e todas as compras são ponderadas. 56 | PHOCAL PHOTOVISIONS

ao menos há cerca de 2 anos quando adquiriu a sua primeira reflex, todavia só recentemente começou a fotografar de forma mais constante, fazer pequenas formações, a publicar e a dedicar-se à área que mais gosta: Retratos. Nos seus tempos livres dedicase à Fotografia, hobbie pelo qual é aficionada. Nas suas sessões tenta sempre inovar e aprender com cada foto. Para além de ser uma apaixonada pela fotografia adora ler e viajar.

PS – Tu preferes fazer fotografia de exterior ou o estúdio está mais de acordo com a tua visão do que pretendes para o teu trabalho? PF – Como não tenho estúdio limito-me a improvisar com o que posso, mas em estúdio o ambiente é mais controlado. E isso não é algo que me fascine muito. Apesar de adorar fazer experiências com a luz! Quando se fotografa em exterior as condições são outras e o desafio é maior. E eu adoro isso! PS – Qual é a tua relação com a luz? A Luz realça a beleza das tuas fotos, tens imenso cuidado nessa escolha? PF – Como referi anteriormente, eu não tenho um estúdio ou um local interior que possa adaptar para fotografar, ora o exterior é sempre a solução. O fotografar em exterior ensinou-me a ter essa preocupação constante. E as formações só realçaram essa importância. Fotografo maioritariamente modelos femininos e procuro sempre obter uma luz suave, própria da iluminação feminina, deste modo consigo tirar o máximo partido das feições das modelos e realçar a sua beleza. Como trabalho com iluminação mínima, a minha preocupação é dirigida à modelo e à composição. PS – Quando entendeste dar mais visibilidade ao teu trabalho, fizeste-o por achares que era essa a tua forma de expressão? PF – Quando comecei a partilhar o meu trabalho fi-lo para ouvir criticas construtivas. Podemos mostrar as fotos aos nossos pais, amigos e namorado que eles vão achar sempre que “está linda”. Senti falta de um feedback mais técnico que me permitisse corrigir os erros e melhorar a qualidade das minhas fotos. E essa partilha também me deu um pouco mais de reconhecimento e novas amizades. Colegas com que posso discutir os aspectos técnicos da minha fotografia. PS – Como é que decorrem as tuas sessões fotográficas? Divertes-te a trabalhar, sentes que a fotografia é “a tua praia” ? PF – Adoro fotografia, do planeamento ao resultado final.


É um processo que me deixa sempre “em pulgas”. Adoro planear… a roupa, falar com a maquilhadora, discutir o make-up, escolher a modelo e a localização. É sempre um desafio que adoro. Adoro “dirigir”. PS – O mundo da Moda está muito ligado á criatividade, penso que concordas comigo que há 5.000 fotógrafos a fazer moda, mas só alguns se destacam. És muito criteriosa quando decides o que fazer numa próxima sessão? PF – No inicio não dei muita importância a isso. Gostava de fotografar e apenas queria “disparar”, captar o momento. Com o tempo aprendi que existia todo um planeamento prévio para que conseguisse evolui. Agora sinto a necessidade de planear bem, de tentar fazer algo diferente do habitual. Inovar. Citando Cecil Beaton “Sê ousado, sê diferente”. PS – O que é que apaixona mais num modelo, conseguiste já definir esse sentimento de relacionamento profissional?? PF – O que eu procuro sempre é encontrar uma energia emocional no retrato. Adoro quando o modelo consegue fazer diferentes expressões adequadas ao momento, à composição. Adoro dirigir as posses e as expressões. Mas há modelos que tem esse à vontade natural, quase como um “dom”. É isso que procuro. O modelo não pode ser o elo mais fraco, por isso tento fazer todos os possíveis para que se sinta confortável e parte da equipa. Transmito-lhe as minhas ideias e ele dá sugestões. Quero que o modelo esteja confiante. Pois se ele brilhar, as fotografias irão brilhar também. Um modelo à vontade e contente vai dar o seu melhor e isso vai notar-se no resultado final. PS – Tens feito já alguns trabalhos para lojas, bem como fotografia de produto, sentes um fotografo têm de estar preparado para abarcar áreas diversas? PF – Penso que sim. Apesar de dar preferência a determinadas áreas penso que um fotografo deve estar sempre preparado. Todos devemos ter conhecimentos técnicos, mas existem áreas em que nos podemos distinguir, porque é difícil dominar todos os géneros. Quando encontrarmos a “nossa praia” devemos agarra-la e desfrutar dela. PS –O futuro Patrícia, até onde a Patrícia Ferreira quer voar? PF – Dizem que o sonho comanda a vida e têm razão. A partir do momento em que comecei a estabelecer objectivos que sei qual o caminho devo seguir e o esforço que tenho que fazer. E como me estão sempre a dizer : “O céu é o limite”. Só é preciso ter confiança! PS – Exposições fotográficas, reunir os teus melhores trabalhos e mostrar o teu portfólio ao publico em geral já o fizeste, planeias vir a fazê-lo, como é que achas que isso te poderia ajudar a desenvolver novos projetos? PF – Nunca fiz nenhuma exposição fotográfica, já pensei muitas vezes nisso. Mas na altura os meus trabalhos ainda não tinham a qualidade que eu pretendia. Agora com o evoluir da minha capacidade técnica, certamente terei material

para uma exposição. Alias, fazer uma exposição fotográfica é algo que me entusiasma bastante, mas isso é algo que eu quero pensar muito bem. Gostaria que a minha primeira exposição provocasse o efeito “UAU”. Já tenho umas quantas ideias. Não vou partilhar aqui para que tudo permaneça em segredo. Mas espero que “parta tudo”. Pelo menos é isso que eu espero! PS – És uma pessoa atenta ao que se passa na fotografia, ou seja, segues o trabalho de outras pessoas, estás atenta aquilo que se vai fazendo no mercado, novas tendências etc, preocupa-te saberes com quem e como podes concorrer e perceberes qual é a tua mais valia em relação aos outros? PF – Costumo seguir alguns blogues de moda como o Ben Trovato, Fashion Rogue, N*Style, Daily Bless Magazine, entre outros e sigo também os trabalhos de bastantes fotógrafos, como Melissa Rodwell, Mário Príncipe, Lara Jade, Fernando Bagnola, Frederico Martins, Orlando Gonçalves, entre muitos muitos outros. Para além disto costumo comprar revistas de moda e “vejo o que é que se anda a fazer”. Normalmente tento recriar algo dentro do mesmo tema, mas sigo o meu próprio estilo, ou seja, sigo o que o meu coração me diz e muitas vezes descuro a parte comercial. PS – Gostavas por exemplo de tentar o estrangeiro, ou achas que Portugal têm mercado e não há necessidade de tentar lá fora? PF – Não tenho grande conhecimento do mercado Português nesta área, mas é uma área bastante restrita. A concorrência é maior que nunca e as exigências cada vez mais elevadas. Não posso afirmar que Portugal tem mercado, mas também não posso dizer que negaria uma tentativa no estrangeiro. Até acho que seria uma mais valia. Acho que até já tenho o sitio de destino: Paris. PS – Um dia que sintas que evoluíste qb, vês-te também tu a dar formação, partilhar e ensinar aquilo que se sabe é para ti também uma ideia para o futuro? PF – Claro! Esse é um espírito que devia ser compartilhado. Sigo a apologia do Fernando Bagnola. Não devemos guardar só para nós o conhecimento. Como ele diz: “isso é mentalidade portuguesa”. O “bom português” não gosta de compartilhar o conhecimento, gosta de se sentir superior. No entanto eu gosto imenso de partilhar conhecimentos e também eu aprender imenso. Não tenho qualquer problema em ajudar colegas meus. Aliás até fico contente quando me pedem para colaborar nas suas sessões. PS – Para terminar, quem no mundo da moda tu não gostarias de perder a oportunidade de fotografar? PF – Caso surgisse a oportunidade adoraria fotografar a Barbara Palvin, a beleza dela é inquestionável, tem um olhar penetrante. E claro não descurando também o que é nacional, adoraria fotografar o Gonçalo Teixeira e a Sara Sampaio. PHOCAL PHOTOVISIONS | 57


PATRICIA FERREIRA VILA NOVA DE GAIA – PORTUGAL HTTPS://WWW.FACEBOOK.COM/PFERREIRA TODAS AS IMAGENS ESTÃO PROTEGIDAS POR DIREITOS DE AUTOR - © PATRICIA FERREIRA

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J

j o s é

o l i v e i ra

osé Oliveira nasceu e m C o i m b ra e m Fevereiro de 1948, onde fez todo o seu percurso escolar. Em 1969 o exercito levou-o como a muitos outros milhares de jovens ao ultramar tendo servido o exercito no Leste de Angola. Foi já no seu segundo ano de ultramar que começou a na música. Naquela altura e portanto ainda em Angola, exerceu fun ções de músico num Grupo rock de seu nome Woodstock. Pedro Sarmento - José Oliveira, esta tua paixão pela música que tantos bons momentos te têm oferecido, aparece nos anos 60, aliás tu és duma geração de grande músicos de que quase todos ainda hoje falamos. Como é que isso aparece na tua vida? José Oliveira - Tive o imenso privilégio de curtir os anos 60 em Coimbra. No inicio do British Blues, formaram-se vàrias bandas rock pelo Pais e muito particularmente na Lusa Atenas. Tentei seguir os passos do meu irmao, grande guitarrista mas os conselhos do famoso Rui Pato nao encaixavam muito com a época. Falavam-me de me inscrever no conservatorio, aprender o solfejo mas, o ROCK nada disso permitia! O que queriamos era aprender uns acordes para se fazer excelente figura na Praia, junto às miudas estrangeiras! Mais tarde, até as bandas rock mais evoluidas, gritavam “We want the world and we want it now”! Depois a enorme influência do Programa radiofonico “EM ORBITA” que considero ter sido a minha universidade!!!

Com 25 anos e depois de deixar a tropa, rumou a França onde ainda hoje vive com a sua mulher, uma paixão das férias em Mira precisamente em 1969. Neste momento possui nacionalidade Francesa e trabalha na investigação agrária, especializado em genética vinícola, nunca tendo deixado a sua outra grande paixão, a música, a qual alia a fotografia e o Jornalismo como freelancer. Esteve ligado à Revista “Música & Som”, escreve para várias publicações Francesas, Brasileiras e Alemas. Ligado a estas atividades e a viver em Colmar, José Oliveira, conheceu e entrevistou gente como Frank Zappa, Peter Gabriel, David Gilmour (Pink Floyd), Joe Cocker, James Taylor, Crosby, Stills, Nash & Young, Iron Maiden, Queen, James Brown, os Scorpions, Robert Plant (Led Zeppelin) e muitos outros. Aos 64 anos ainda se sente com vontade de fazer coisas novas. Tive o privilégio de andar no autocarro dos POLICE, durante uma tournée alemä, jogando às cartas com o STING, jogar à bola, (nas traseiras do estàdio de Saarbrucken, na Alemanha) com o PHIL COLLINS, de jogar matraquilhos com o ALVIN LEE (no mesmo Festival)...Hoje? Tudo funciona à volta do Dinheiro!!!MONEY!MONEY! As editoras deixaram de vender discos. Os managers evitam ao màximo o contacto dos artistas com os médias e o jackpot atual vem unicamente dos concertos!!!E preciso ser-se louco para se dar 200€ para ir ver a MADONNA!!! Para responder concretamente à tua questao, é bastante dificil para os jornalistas atuais, ter acesso a esses VIP. Eu consigo, porque tenho uma enorme agenda de contactos que me têm permitido vencer grandes obstàculos! Mas se um artista nao quer falar para a Imprensa, jà là vai o tempo em que eu corria atràs dele e nao o largava até ele abrir a boca!

PS – Quando começas a fazer entrevistas a músicos reconhecidos, penso que a primeira grande entrevista foi Peter Gabriel em 1977, é aí que também te dedicas á fotografia para documentares os teus artigos? JO - Realmente festejo este anos os meus 35 anos de jornalismo Musical pois foi a 7 de Outubro que realizei essa enorme proeza de entrevistar o Anjo GABRIEL! Paralelamente era a Elisabeth (a minha esposa) que se ocupava da parte fotogràfica, quando eu pousava ao lado de todos esses monstros sagrados. Claro, esse foi o ponto de partida para esta aventura fotogràfica pois era responsàvel dos textos e fotos que enviava para a MUSICA & SOM. Mais tarde privilegiei mais os textos, através das entrevistas e criticas e, fiz um pacto de amizade e de trabalho com Francis PRYMERSKI, um dos melhores fotografos do Mundo nesta àrea. Foi uma dupla extraordinària pois vivemos coisas do “arco da velha”!!

PS – De todos os músicos que fotografaste existe algum que te tenha dado assim muito mais muito gozo?? JO - Isso é uma pergunta muito dificil pois ao longo destes 35 anos, as aventuras nesse domínio foram imensas! Mas aquele dia em que, juntamente com o Francis, levàmos o JOE COCKER (que atuava nessa noite na Alemanha) para o outro lado da fronteira (na França) foi fantàstica! Depois de termos realizado uns clichés num campo de trigo, ao regressarmos à Alemanha, constatàmos que o grande sobrevivente de WOODSTOCK, tinha deixado o seu passaporte no outro lado da fronteira!!! O agente alemão de serviço na fronteira recusou a entrada, mesmo com a nossa terrivel insistência, dizendo-lhe “Mas é o JOE COCKER” e tem concerto agendado esta noite na Alemanha!!! Nao havia nada a fazer! O gajo era mesmo bruto!!! Tivémos que telefonar para a sala, contatar o manager, que o veio buscar e, ficàmos pasmados com o sermao que este fez ao JOE COCKER ! (coitado, deitado no banco de tràs e jà com umas boas cervejas no papo)

PS – Já tiveste oportunidade de fotografar grandes nomes da música internacional, a abordagem a esses VIP é difícil tens tido alguns problemas? JO- “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”! E bom que as pessoas saibam que o ROCK existirà sempre! Mas a magia que o acompanhava, essa, hà muito que desapareceu!

PS – Tu não és um fotografo de estúdio, não programas locais de fotografia, tens de fotografar onde o momento existir. Isso torna difícil a tua missão? JO - Detesto essa forma de expressao dentro do universo ROCK, onde a atitude live deve predominar! O estudio é utilizado para dar uma imagem clean, para capas de discos,

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por exemplo. Jà tenho fotografado bandas em cemitérios (Hard Rock, of course), mas as situaçoes urbanas e, especialmente em palco, têm a minha preferência. PS – A fotografia que fazes e já foi muita no decorrer dos inúmeros concertos a que já assististe, é algo que para ti é especial, ou seja depois da entrevista pessoal e algumas fotos, o fotografar o mesmo músico em palco é importante. JO - Claro, é todo um conjunto! Considero uma missao cumprida a 100% quando obtenho uma entrevista, quando depois o artista assina o meu livro de memorias, pousa ao meu lado e, como é obvio, as fotos live do concerto. Esses vinte e tal albuns de fotos de poses ao lado de artistas, têm constituido um autêntico tesouro!!! Ainda ontem, aqui em Colmar, no Hotel, o STEVE LUKATHER, guitarrista, autor, compositor e leader dessa formidàvel banda que sao os TOTO manifestava o seu espanto ao ver esses albuns!!E dizia “Well Man, hà aqui uma quantidade deles que jà passaram para o outro lado!!Arranja-me ai um lugarzinho ao lado de dois ou três bem vivos”!!!Rimos que nem uns loucos! PS – Diz-se que essa gente da música é problemática cheia de manias, que nos podes contar sobre isso, ou já fotografaste algum/a dessa celebridades em alguma situação mais complicada? JO - Claro que hà tarados em todo o lado! Hà uns quinze anos atràs assisti em Estrasburgo a um capricho do BOB DYLAN. Quatro horas antes do show (completo) o manager bateu à porta da roulotte do promotor local, pedindo a montagem duma enorme piscina de borracha atràs do palco, pois BOB estava com os calôres e queria dar uns mergulhos antes do concerto!Situaçao catastrofica mas resolvida. E quando o promotor bateu à porta da roulotte, onde estava instalado o Miter ZIMMERMANN, contentissimo da vida em mostrar a sua eficàcia, foi recebido com uma simples frase “Afinal, BOB esquecera de dizer que nao tinha trazido fato de banho com ele”!!!!!!No dia em que ele fôr bater à porta do Céu, està lixado!!!(Knockin on Heaven’s Door)

este apresenta-me como condiçao preliminar, uma fumaça de haxixe!!!Fiquei xistado!!!!”PETER I never smoked in my life!!”” What? Filho, nao sais daqui vivo sem dares uma passa neste meu arranjo artesanal”. Quando vejo o Rastafari puxar por uma enorme pistola e apontar para mim, nao tive a minima hesitaçao em pegar naquela horrivel e peganhenta ferramenta, levà-la à boca e dar uma puxada!!!!Engasgei-me com o fumo e o branco como a cal da parede, só desapareceu do meu rosto quando o gajo arrumou a pistola!!!Naquela altura, os gajos consumiam drogas e cometiam loucuras. PS – Além das tas fotografias sobre as tuas atividades como jornalista / fotografo ligado á música, fazes algum outro tipo de fotografia?? JO – Fotos de tempo de férias. Agora que a minha filha casou com um fotografo profissional Cambojano de renome internacional, nao tenho a minima pretensao em me lançar nesse dominio. PS – Vives em Colmar uma cidade belíssima, ali pertinho da fronteira com a Alemanha, o facto de estares praticamente no centro da Europa ajudou ao sucesso que tens tido nessa tua atividade. JO - Até nisso tive sorte! Casei com uma linda e extraordinària Alsaciana (que conheci em 1969 na Praia de Mira) e vivemos hà 39 anos neste paraiso, que é a ALSACIA! COLMAR, foi no final dos anos 70, a capital Francesa do ROCK, depois de PARIS. Aqui assistimos aos primeiros concertos dos PINK FLOYD, SANTANA, THE WHO, SUPERTRAMP, GENESIS e tantos outros. Travei amizade com o promotor e facilitaram-me a entrada nessas futuras aventuras. Atualmente, como jà disse, estamos em plena Feira dos Vinhos da Alsàcia, que conta com um Festival ROCK (de 3 a 15 de Agosto). Depois dos grupos que acima citei, vou estar dentro de duas horas com o famoso IGGY POP, que com os STOOGES serà a cabeça de cartaz desta noite!

PS – Qual é a tua relação com os músicos em termos fotográficos, ou seja tens sempre o cuidado de lhes enviar fotografias que lhes fazes , eles dão-te feedback dos teus trabalhos? JO - Muito raramente. Mas hà exceçoes! Com os TOTO, atuaram também (na mesma noite) os THIN LIZZY e os WHISBONE ASH. Reservei uma enorme surpresa a todos. Mandei ampliar fotos que datavam dos concertos deles dos anos 80 e ofereci-lhes. Ficaram loucos de alegria mas, ao mesmo tempo, tristes por verem o efeito que faz envelhecer!!!!Para me agradecerem, deram-me um PASS ALL ACESS, que me deu o direito de andar por todo o lado e conviver com eles em backstage! Um dia memoràvel como eu tanto aprecio.

PS – Para terminar, projetos para o futuro, já pensaste por exemplo em editar um livro por exemplo e imortalizar esses teus momentos? JO – AH!AH! Voilà la fameuse terrible question!!!!!! Toda a gente me diz que nao posso ir entrevistar o JIM MORRISON ou a JANIS JOPLIN um dia destes, sem lhes deixar um livro de memorias, contendo fotos e todos esses episodios que vivi!!Mas, teriivel dilema, tornei-me UM GRANDE PREGUICOSO!!(Talvez por ter tanto ouvido o tema “LAZY” dos meus queridos DEEP PURPLE). A minha resposta é sempre “Vou pensar nisso”. Mas isso parece jà nao funcionar! - Bom, faço aqui apelo, nesta magnifica revista, a um jornalista musical, que me quizesse escutar e escrever assim, o dito livro de memorias. A miuda que fez o livro do RUI VELOSO, convinha-me perfeitamente. Alguem a conhece?

PS – Voltando ás celebridades, sei que Peter Tosh te meteu um susto do raio, queres contar?? JO - No meu corpo, nunca entrou o minimo indicio de fumo, pois nunca fumei! Ao entrevistar o PETER TOSH,

Nao queria terminar sem aqui deixar o meu espanto pela qualidade desta revista. Excelente qualidade artistica, textos interessantissimos, que nos proporcionam o desejo de viajar. - Parabens a todos e ao Redator Chefe. PHOCAL PHOTOVISIONS | 67


JOSÉ OLIVEIRA VILA NOVA DE GAIA – PORTUGAL HTTPS://WWW.FACEBOOK.COM/PFERREIRA | JOSEOLIVEIRA68@HOTMAIL.COM TODAS AS IMAGENS ESTÃO PROTEGIDAS POR DIREITOS DE AUTOR - © JOSÉ OLIVEIRA

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A

tecimentos do dia 25 de Abril de 1974. Logo a seguir, viajou por África, captando momentos da descolonização portuguesa. Destaque, ainda, para os trabalhos fotográficos sobre o PREC (Processo Revolucionário Em Curso, 1974-1975), o incêndio do Chiado (1988), a Roménia depois da queda de Nicolae Ceauşescu (1989), o Iraque em 2003, entre outras. Alfredo Cunha recebeu diversas distinções e homenagens, destacando-se a Comenda do Infante D. Henrique (1995) e as menções honrosas atribuídas no Euro Press Photo 1994 e no Prémio Fotojornalismo Visão/BES 2007 e 2008. Realizou várias exposições individuais e colectivas de fotografia, como Da Descolonização à Cooperação (1983) e Portugal Livre (1974). Das dezenas de livros de fotografia que já publicou destacam-se Disparos (1976) e Naquele Tempo (1995). Durante grande parte do seu percurso profissional, Alfredo Cunha utilizou máquinas fotográficas de 35 mm. Tr a b a l h a , a t u a l m e n t e , c o m « m á q u i n a s f o to g rá f i c a s n u m é r i c a s e re a l i za p a r te d o s s e u s trabalhos fotográficos em suporte digital». Tem vários fotógrafos de eleição: Philip John Griffith, Eugene Smith, Cartier-Bresson, Willy R., Fernando Scianna, James Natchwey, Eugene Richards, Cristina Garcia Rodero e Josef Koudelka; porém, o fotógrafo mais importante da sua vida é o seu pai. Parte da coleção de fotografia de Alfredo Cunha encontra-se no Centro Português de Fotografia, no Porto, e no Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa.

Pedro Sarmento - Alfredo Cunha como é aos 17 anos e à época que foi.... 1970, decidir ser fotógrafo? Foi uma decisão de risco numa altura de falta de liberdade, ou foi uma decisão ponderada e tomada mesmo pela paixão pela fotografia e pela influencia do pai? Alfredo Cunha - Não foi aos 17 mas sim aos 15 que iniciei a minha carreira profissional como fotógrafo. A influência advém do facto da profissão da família há três gerações ser a fotografia, por isso seria lógico que eu fosse fotógrafo.

as imagens que tinha na minha cabeça eram as do golpe de Estado no Chile. Penso que essas imagens influenciaram mais as fotos do 25 de Abril que tudo o resto.

alfredo

cunha

lfredo de Almeida Coelho da Cunha nasceu em Celorico da Beira. Influenciado pelo pai, optou por uma carreira em fotografia de reportagem, pela liberdade que proporcionava Começou a sua carreira profissional ligada à publicidade e fotografia comercial em 1970. Como repórter fotográfico começou no Notícias da Amadora, em 1971. Seguidamente, colaborou com O Século e O Século Ilustrado (1972), a Agência Noticiosa Portuguesa (1977) e as agências Notícias de Portugal (1982) e Lusa (1987). Foi fotógrafo oficial do Presidente da República António Ramalho Eanes entre 1976 e 1978. Em 1985 foi designado fotógrafo oficial do Presidente da República Mário Soares, cargo que exerceu até 1996. Permaneceu no jornal Público como editor de fotografia entre 1989 e 1997, altura em que decidiu ingressar no Grupo Edipresse como editor fotográfico. Em 2000, tornou-se fotógrafo da revista Focus. Em 2002, colaborou com Ana Sousa Dias no programa “Por Outro Lado”, da RTP2. É, desde 2003, editor fotográfico do Jornal de Notícias. A sua primeira grande reportagem foi sobre os acon-

PS – Naquela altura – 1971 - quando começa no Noticias da Amadora e depois noutras publicações, depreendo que nem sempre se podia publicar aquilo que se fotografava. Como é que lidava com a falta de liberdade de expressão e como é que isso afectava a sua fotografia? AC – Lidava muito mal com a falta de liberdade e a censura. No entanto, isso não impedia que eu fotografasse o que queria, apenas não podia publicar tudo aquilo que gostaria. PS – Entretanto acontece o 25 de Abril e o Alfredo faz o seu primeiro grande trabalho fotográfico. Esse seu trabalho fotográfico aliado ao acontecimento em si, influenciou-o de alguma forma na sua forma de ver a vida e de fotografar o que o rodeia? AC – Influenciou-me e condicionou todo o meu futuro. No entanto, devo dizer que quando fotografei o 25 de Abril, 78 | PHOCAL PHOTOVISIONS

PS – A seguir África. Quando todos regressam das excolónias o Alfredo vai em sentido inverso. Alguma razão especial, foi para si importante viver aquele drama? AC – Quando eu, pela primeira vez, cheguei a África, percebi imediatamente que estava perante acontecimentos fantásticos e terríveis ao mesmo tempo. A descolonização portuguesa foi a possível. É muito fácil hoje fazer a História, mas vivê-la e ter que decidir na altura é completamente diferente. Considero o trabalho fotográfico da descolonização o mais importante e mais marcante da minha carreira. Foi perante o arrear pela última vez da bandeira portuguesa nas ex-colónias que todas as minhas convicções de esquerda e anti-colonialistas foram profundamente abaladas. Ainda hoje sinto que esse trabalho está incompleto, e sinto também a atracção de África. Tenho a certeza que vou voltar. PS – Timor. Como e quando é que Timor aparece na sua rota como repórter fotográfico? AC – Timor, foi uma viagem casual. Foi durante visita Oficial do Presidente Jorge Sampaio; durante uma semana fotografei tudo o que mexia, sem nunca parar e entretanto, fui fazendo as fotos da visita.


Timor, é um dos sítios a que também tenho que voltar. PS – Ainda andando pelo mundo, as suas fotografias da Roménia são na minha opinião muito fortes, e as do Iraque retratam uma vida que não é a que ninguém deseja. Como é para um Português habituado apesar de tudo á Santa Portugalidade, viver por dento o drama daqueles conflitos. Teve dias em que lhe foi difícil dormir? AC - A Roménia foi um sito muito especial para mim, pelas fotografias e porque foi lá que conheci a minha mulher que estava numa missão da AMI como Médica. Foi lá que a minha vida deu uma volta completa, uma época fantástica da qual, tenho já muita nostalgia. O Iraque é diferente, aí conheci o horror e o pouco valor da vida humana, e de facto as vezes ainda sonho com isso. Mas, felizmente também ainda sonho com outras coisas . PS – Em 1988 o incendio do Chiado é também um acontecimento marcante na sua carreira ? Ainda hoje têm essas imagens assustadoras gravadas na memória? AC – O incêndio do Chiado foi para mim um acontecimento inesperado e surpreendente. De repente, percebi que nada é eterno, nem sequer as cidades. PS – Ser fotografo oficial de dois Ex – Presidentes, General Ramalho Eanes e Dr. Mário Soares é com certeza um marco na vida de um fotografo para quem se considera um auto didata. AC – Foi uma experiência fantástica, conviver com o poder por dentro. Mais ainda, com personalidades completamente opostas, como é o caso dos dois Presidentes com quem trabalhei. PS – Foi importante para si nunca ter deixado a sua atividade normal enquanto fotógrafo oficial da Presidência da República? Segundo sei não é normal um fotografo não trabalhar apenas em exclusivo num trabalho desse tipo. AC – Nessa época era habitual os fotógrafos de imprensa trabalharem para políticos. Nunca senti o conflito ético e deontológico, embora admita que ele exista. PS – Dois homens de estado, duas pessoas diferentes um pouco em tudo, desde a forma de expressão até ás convicções politicas, com qual dos dois foi mais difícil trabalhar e porquê? AC – Foi fácil trabalhar com os dois. PS – Falando agora de fotografia, sendo o Alfredo de uma família de fotógrafos, avô, pai irmãos, tendo começado na fotografia desde miúdo, como viu a evolução da fotografia, nomeadamente na área dos equipamentos e a passagem para o digital? AC – Eu costumo dizer que aprendi a minha profissão quatro vezes, pois comecei a fotografar com uma Rolleiflex, passei para Leica e Nikon, passei de preto e branco para slide, de

slide para negativo cor, de negativo digital, e no digital tem sido uma festa. São câmeras umas atrás das outras, isto nunca mais tem fim. Agora descobri o Mirrorless; começou tudo de novo outra vez. PS – O Alfredo têm alguns fotógrafos de referencia dos quais fala na sua Biografia, e em Portugal, temos gente com qualidade , há fotógrafos portugueses dos quais admire o seu trabalho? AC – Há muitos fotógrafos que admiro em Portugal. Não posso deixar de referir o Eduardo Gageiro e actualmente o João Silva, o Leonel de Castro e o Daniel Rocha. PS - Como é que vê a proliferação de fotógrafos no mercado, recorrente da facilidade que o digital hoje oferece? AC – Não acho que existam muitos fotógrafos, existem sim é muitas câmeras digitais. Mas penso que atualmente existe a geração de fotógrafos mais bem preparada de sempre. O problema é mesmo o mercado , mas ... melhores tempos virão. PS – O Alfredo tem vários livros publicados, de todos eles há um que possa destacar, seja pelo conteúdo, seja pela história ou simplesmente pelo gozo que lhe a edição? AC – Sim, um livro chamado “Naquele Tempo”. É o meu livro favorito, e estou agora a tentar “assassiná-lo” e publicar um melhor. PS – Por aquilo que se percebe das conversas consigo, o Alfredo é quase fotógrafo desde que nasceu, percebe-se que quando fala do seu percurso e do seu trabalho é uma pessoa tranquila, imagina-se ter tido uma outra atividade na vida?? Seria uma pessoa feliz como transparece ser, apesar de ter registado imagens que acredito lhe tenham provocado alguma “dor”? AC – A primeira fotografia que fiz, teria para aí oito anos. Não me imagino a fazer outra coisa que não seja fotografar. Não sei se seria feliz ou não, se calhar perdeu-se um excelente empregado de escritório, mas isso nunca iremos saber. Quanto à dor que algumas imagens transmitem, era a dor dos fotografados; eu apenas me limitei a olhar, a ver, a compreender e a fotografar. PS – Alfredo para terminar, projetos para o futuro, mais exposições, mais livros? Continuar a pegar na máquina e sair pelas ruas registando vidas e quotidianos continua a ser imprescindível para si? AC – Estou neste momento a terminar um livro que já deu origem a mais três projectos que considero bastante interessantes. O futuro o dirá. O facto de estar a trabalhar apenas em edição, em digitalização e em tratamento de imagem faz com que esteja a fotografar bastante menos, o que me deixa um bocado angustiado, mas penso recuperar este tempo em breve. No entanto, tenho fotografado todos os dias. PHOCAL PHOTOVISIONS | 79


ALFREDO CUNHA BRAGA – PORTUGAL ALFREDO.A.CUNHA7@GMAIL.COM |WWW.FACEBOOK.COM/ALFREDO.CUNHA.1291 | WWW.ALFREDOCUNHA.COM/ TODAS AS IMAGENS ESTÃO PROTEGIDAS POR DIREITOS DE AUTOR - © ALFREDO CUNHA

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11º concurso phocal - boudoir

Vencedora: 01 - PATRÍCIA ALVES | “THE PEARL” | LISBOA

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02 - 2º lugar: FÁTIMA MENDES | “DESTE-ME UMA ROSA.” | SEIXAL

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3º LUGAR PAULA CRSITINA | NO MEU QUARTO | LISBOA 3

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PAULA SILVA | SEDUÇÃO | LISBOA PEDRO CARMONA SANTOS | “SHE” | LISBOA LICENÇA PARA FOTOGRAFAR | S/T | LISBOA PEDRO SARMENTO | OS LOUCOS ANOS 20 - ANA COSTA | ENTRE RIOS JOSÉ VIEIRA | BLACK | CANTANHEDE

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2º lugar - Fernando Bagnola & Luis Freitas Título- “Sabores de Portugal” (Bacalhau+azeitonas+azeite+batatas ao murro+grelos) Local- O Paparico (Porto) | MAI 2012

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3º lugar - Luís Felício | Verdes Lisboa Fev 2012

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-José Sobral | Esculturas | Mediterrâneo | Abril de 2002 -Mário Medeiros Santos | Iguaria | Nazaré |Fev. 2012 - SOFIA OLIVEIRA | LAGOSTA NO CAPOTE | CHARNECA DE CAPARICA | FEV 2011 -Graça Quaresma | Flor de Sal Local- Marinha da Troncalhada, Aveiro |Julho 2012 - JOÃO VAZ RICO | PADRÃO | ABRANTES | JULHO 2012 -Pedro Carmona Santos | “prazeres do bosque” | Lisboa | JUL 2012

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12º concurso phocal - comida VENCEDOR César Torres | Delicia| Geraz do Lima, Viana do Castelo| JUL 2012

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ETÃ SOBAL COSTA| NATAL | VISEU CÉSAR TORRES | PICCADILLY CIRCUS | LONDRES - INGLATERRA PAULO J. A. CARNEIRO | AQUAPOLIS DO MEU TERRAÇO | ABRANTES HELENA LAGARTINHO | ENCONTROS Á NOITE | CASCAIS FATIMA CONDEÇO | DANÚBIO À NOITE | REGENSBURG JOÃO VAZ RICO | BACK | OVIEDO SANDRO PORTO | “QUANDO LISBOA DORME” | MIRADOURO GRAÇA HUGO MARQUES | HIPNOSE EM PARIS | PARIS FÁTIMA MENDES | TEATRO NACIONAL DE S.CARLOS | LISBOA PEDRO SARMENTO | OS CLÉRIGOS AO LONGE | PORTO LUÍS FELÍCIO | ELA VIVE | LISBOA

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13º concurso phocal - cidade à noite

01 - 1º LUGAR - MARIO MEDEIROS SANTOS | CIDADE A CÉU ABERTO | ABRANTES | MAR 2011 02 - 2º LUGAR - ANITA NUNES | ...LISBOA SEM SONO | LISBOA | JULHO/2012 03 - 3º LUGAR - MARIA LÁZARO / BY NIGHT / AVEIRO / JULHO 2012

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DESIGN & COMUNICAÇÃO É nosso objectivo criar as mais eficientes estratégias de comunicação adaptadas à realidade e dimensão do nosso cliente. Uma identidade gráfica coerente deve manter a mesma eficiência em todas as suas aplicações, desde o cartão pessoal até à brochura institucional. Conscientes do valor de uma marca, procuramos responder às necessidades do nosso cliente de forma séria e eficaz. É fundamental que, preservando a sua identidade gráfica lhe acrescentemos valor, só assim podemos criar uma relação benéfica para ambas as partes. Estaremos sempre disponíveis para o aconselhar na sua estratégia de comunicação. Podemos assim: • Criar e gerir identidades corporativas • Logótipos • Imagens institucionais • Manuais de normas • Compor e editar peças de comunicação gráfica. • Brochuras • Flyers • Catálogos • Relatórios de contas

PRODUÇÃO GRÁFICA Encaramos cada nova encomenda como um novo desafio. Com 10 anos de experiência, estamos convictos que aconselhamos, sempre, a melhor técnica de produção e garantimos o acompanhamento gráfico, salvaguardando desta forma o melhor resultado ao produto final. • Catálogos • Brochuras • Flyers • Cartões comerciais • Relatórios de contas • Posters • Desdobráveis • Economato • Álbuns fotográficos • Direct mailings • Etc…

MEIOS PUBLICITÁRIOS Num mundo em constante mudança, a rapidez de resposta é essencial para se afirmar perante o mercado. A nossa equipa está consciente disto, pelo que se encontra sempre à disposição para responder em tempo útil às solicitações mais exigentes dos nossos clientes.

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• Decoração de Stands de feiras e exposições. • Outdoors • Roll-ups • Stand-ups • Decoração de espaços comerciais. • Decoração de montras ou vitrinas. • Revestimento decorativo de paredes interiores. • Revestimento de pavimentos com fim publicitários (Floor Graphics) • Decoração de viaturas comerciais • Cobertura total ou parcial de viaturas comercias.


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REVISTA PHOCAL PHOTOVISIONS Nº 07 AGOSTO 2012  

Revista de fotografia do Grupo Phocal Photovisions https://www.facebook.com/groups/phocalphotovisions/ website: http://phocal-photovisons.w...

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