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Farmacoterapia Guia terapêutico de doenças mais prevalentes

Organizadores Paulo Roque Obreli Neto André de Oliveira Baldoni Camilo Molino Guidoni

São Paulo 2013


Copyright© 2013 by Pharmabooks Editora. Todos os direitos reservados. É vedada a duplicação ou reprodução deste volume, no todo ou em parte, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico, gravação, fotocópia, ou outros), sem permissão expressa dos Autores e da Editora. Projeto e editoração eletrônica: Luciano Spezzia (Spezzia’s Design) Capa: Ana Márcia Zago Revisão de texto: Ana Célia de Moura Organizadores:

Colaboradores:

Paulo Roque Obreli Neto

Andréia Cristina Conegero Sanches

Priscila de Freitas Lima

André de Oliveira Baldoni

Diogo Pilger

Rafael Venson

Camilo Molino Guidoni

Jéssika Carolinne Vieira

Roberto Barbosa Bazotte

Joice Mara Cruciol e Souza

Roberto Kenji Nakamura Cuman

Leonardo Régis Leira Pereira

Rosa Camila Luccheta

Matheus Lavorenti Rocha

Veriano Alexandre Júnior

Patrícia de Carvalho Mastroianni

Rua General Jardim, 645 cj52 – Vila Buarque São Paulo, SP 01223-011 – Brasil tel (11) 3257 6200, fax 3257 6165 atendimento@pharmabooks.com.br www.pharmabooks.com.br Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP).

Famacoterapia: guia terapêutico de doenças mais prevalentes. / Paulo Roque Obreli Neto, André de Oliveira Baldoni, Camilo Molino Guidoni (orgs). - São Paulo: Pharmabooks, 2013. 401 p. ISBN-13 978-85-89731-60-7 1. Farmacologia clínica. 2. Terapêutica. 3. Medicamentos. CDD 615.5 Impresso no Brasil Printed in Brazil


Organizadores

Paulo Roque Obreli Neto Farmacêutico pela Universidade Federal do Paraná, Especialista em Farmacologia pela Universidade Estadual de Maringá, Mestre e Doutor em Ciências da Saúde pela Universidade Estadual de Maringá, na linha de pesquisa: atenção farmacêutica, farmacoterapia e farmacoepidemiologia. Atua no acompanhamento farmacoterapêutico de pacientes portadores de doenças crônicas não-transmissíveis em Unidades Básicas de Saúde há mais de 6 anos. Atualmente é professor do curso de farmácia das Faculdades Integradas de Ourinhos (FIO). André de Oliveira Baldoni Farmacêutico pela Universidade Federal de Alfenas, Mestre em Ciências Farmacêuticas pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP/Ribeirão Preto, Doutorando em Ciências Farmacêuticas pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP/Ribeirão Preto, na linha de pesquisa: Monitorização Terapêutica, Epilepsia, Atenção Farmacêutica e Farmácia Clínica, Farmacoepidemiologia. Atualmente é professor do curso de Medicina da Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS). Camilo Molino Guidoni Farmacêutico pela Universidade Federal do Espírito Santo, Mestre e Doutor em Ciências Farmacêuticas pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP/Ribeirão Preto (na linha de pesquisa: farmacoepidemiologia e atenção farmacêutica). Participou do XVII Curso Latinoamericano de Farmácia Clínica da Faculdad de Ciencias Químicas y Farmacéuticas da Universidad de Chile. Atualmente é professor do Departamento de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual de Londrina. V


Prefácio

A carência por orientações sobre a saúde e a farmacoterapia é comum e ocorre em todo o mundo. Por esta razão, a Organização Mundial da Saúde, em 1993, ressaltou que a profissão farmacêutica é mais próxima e disponível para iniciar o cuidado aos pacientes. No entanto, no Brasil a situação se configura de maneira diferenciada... Em meio a um cenário de discussões sobre a regulamentação dos Serviços Farmacêuticos, ainda há muitas dúvidas sobre os conceitos e os processos de manejo clínico dos pacientes com doenças e agravos agudos e crônicos, quer seja em hospitais, unidades de saúde ou farmácias comunitárias. Provavelmente, estas dúvidas são provenientes da velha contradição: como desenvolver competências em farmácias e hospitais para o cuidado ao paciente, se a nossa profissão historicamente ainda é vista pela sociedade apenas como provedora de produtos (medicamentos)? No Brasil, o Curso de Farmácia existe desde 1824 e ainda antes desta data, práticos e boticários já estavam disponíveis para o atendimento aos pacientes. Vale destacar que o foco no produto não os impedia de estabelecer relações e criar vínculos com a população. Entretanto, quais os conhecimentos e habilidades que direcionavam a ato de orientar? Ao longo de quase dois séculos, a academia e a prática tem travado muitas discussões sobre o quão técnico-científicos são os atos farmacêuticos de orientar e cuidar do paciente? Mais ainda, questiona-se a importância e a resolutividade de distintos Serviços Farmacêuticos voltados para o cuidado de pacientes, bem como quais os processos de trabalho envolvidos no manejo da farmacoterapia, como a Dispensação, a Farmácia Clínica e a Atenção Farmacêutica? Hodiernamente, estamos vivenciando um período de transição, em que vários fatos nos mostram o início do deslocamento do objeto de VII


Farmacoterapia: Guia terapêutico de doenças mais prevalentes

conhecimento da Farmácia, do produto para o cuidado ao paciente. Tais fatos podem ser descritos como etapas naturais de mudança paradigmática, o que pode ser exemplificado pelas transformações Curriculares e a introdução de disciplinas direcionadas à orientação; formação de docentes e pesquisadores para área de Assistência Farmacêutica; criação de portarias e resoluções profissionais e sanitárias regulamentando os Serviços Farmacêuticos; reconhecimento e até o pagamento destes serviços pelo SUS. Todavia, ainda faltam instrumentos didático-pedagógicos que fundamentem a teoria e algumas práticas de cuidados farmacêuticos associados ao uso de medicamentos, como a Dispensação, a Farmácia Clínica e a Atenção Farmacêutica. Neste cenário, a elaboração da obra “Farmacoterapia: Guia terapêutico de doenças mais prevalentes” preenche uma lacuna histórica e essencial para alicerçar os mecanismos de formação de Estudantes de Farmácia e Farmacêuticos, visto que pode colaborar para a apropriação crítica e para a reprodução do conhecimento de diversos princípios que apoiam a prática profissional. Ao abordar aspectos básicos, como conceitos e procedimentos, os jovens e talentosos Professores/ Pesquisadores Paulo Roque Obreli Neto, André de Oliveira Baldoni e Camilo Molino Guindoni e colaboradores permitem ao leitor ter acesso rápido a informações sobre a farmacoterapia e sua aplicação no cuidado, em diferentes cenários de prática, como farmácias comunitárias, unidades de saúde e hospitais. Em suma, a primeira edição desta obra poderá fornecer conhecimentos únicos e específicos sobre farmacoterapia das doenças crônicas mais prevalentes para que os Farmacêuticos possam aperfeiçoar os processos de cuidado aos pacientes. Outro aspecto relevante desta obra é que a linguagem utilizada no texto é acessível e palatável a outros profissionais de saúde, como prescritores (Médicos) e que administram medicamentos (Enfermeiros). Desta forma, este livro passa a ser um instrumento que pode otimizar a prática multiprofissional e tornar o cuidado aos pacientes portadores de condições crônicas mais efetivo e eficiente. Boa leitura!

Prof.Dr. Divaldo Lyra Jr. 

VIII


Sumário

Parte 1 Hipertensão arterial Introdução..................................................................................................1 Epidemiologia............................................................................................1 Etiologia.....................................................................................................2 Fisiopatologia............................................................................................3 Apresentação clínica.................................................................................4 Diagnóstico................................................................................................4 Tratamento.................................................................................................7 Ensaios clínicos cruciais .......................................................................10 Diuréticos tiazídicos...............................................................................13 Inibidores da enzima conversora de angiotensina.............................17 Antagonistas de receptor de angiotensina ii.......................................19 Bloqueadores de canal de cálcio...........................................................21 Bloqueadores de receptor β- adrenérgico...........................................24 Agonista α2 adrenérgico central ..........................................................28 Antagonista adrenérgico periférico .....................................................30 Bloqueadores α1-adrenérgicos .............................................................31 Diuréticos de alça....................................................................................33 Diuréticos poupadores de potássio......................................................35 Vasodilatadores diretos..........................................................................37 Inibidor direto da renina........................................................................39 Populações especiais...............................................................................40 Urgência e emergência hipertensiva.....................................................44

Diabetes mellitus Introdução................................................................................................55 Epidemiologia e etiologia......................................................................55 Fisiopatologia..........................................................................................59 Apresentação clínica e diagnóstico.......................................................61 Tratamento...............................................................................................65 Tratamento...............................................................................................68 IX


Farmacoterapia: Guia terapêutico de doenças mais prevalentes Insulinas bólus.........................................................................................78 Insulinas basais........................................................................................79 Insulinas mistas.......................................................................................81 Análogos de glp-1...................................................................................88 Glinidas.....................................................................................................95 Inibidores da dpp-4................................................................................97 Biguanidas............................................................................................. 100 Tiazolidinedionas................................................................................. 103 Inibidores da alfa-glicosidase............................................................. 105 Considerações farmacoeconômicas.................................................. 112

Dislipidemias Introdução............................................................................................. 125 Conceito de dislipidemias................................................................... 126 Classificação das dislipidemias........................................................... 127 Associação entre dislipidemia e aterosclerose................................. 128 Aspectos gerais da estratégia terapêutica das dislipidemias no paciente portador de diabetes......................................................................... 129 Farmacoterapia das dislipidemias...................................................... 130 Outros fármacos com propriedades hipolipemiantes.................... 144 Terapias para redução do triacilglicerol empregando ácidos graxos ômega 3............................................................................................... 144 Novas classes de fármacos com perspectivas de atuarem como hipolipemiantes.................................................................................. 145 Novos marcadores de dislipidemia................................................... 149 Cuidados farmacêuticos ao paciente dislipidêmico........................ 151 Considerações finais............................................................................ 152

Asma Introdução............................................................................................. 159 Fisiopatologia....................................................................................... 159 Apresentação clínica e diagnóstico.................................................... 160 Tratamento............................................................................................ 162 Resumo farmacoterapêutico dos principais medicamentos antiasmáticos...................................................................................... 171 Outros broncodilatadores................................................................... 181 Outros corticoides............................................................................... 182

Artrite reumatoide Introdução............................................................................................. 185 Epidemiologia e etiologia................................................................... 185 Fisiopatologia....................................................................................... 186 Apresentação clínica e diagnóstico.................................................... 187 Aspectos humanísticos da artrite reumatoide.................................. 192 Aspectos econômicos da artrite reumatoide.................................... 192 X


Sumário Objetivos e formas de tratamento..................................................... 194 Terapia não farmacológica.................................................................. 195 Terapia farmacológica......................................................................... 197 Fármacos antirreumáticos modificadores da doença - farmd ..... 199

Depressão Introdução............................................................................................. 229 Epidemiologia ..................................................................................... 230 Etiologia ............................................................................................... 231 Fisiopatologia....................................................................................... 232 Apresentação clínica e diagnóstico.................................................... 234 Tratamento (2,10)................................................................................ 234 Amitriptilina.......................................................................................... 240 Bupropiona........................................................................................... 241 Citalopram............................................................................................. 244 Clomipramina....................................................................................... 245 Escitalopram......................................................................................... 246 Fluoxetina.............................................................................................. 248 Mirtazapina........................................................................................... 250 Nortriptilina.......................................................................................... 251 Paroxetina.............................................................................................. 253 Sertralina................................................................................................ 255 Venlafaxina............................................................................................ 256

Epilepsia Introdução............................................................................................. 261 Definição............................................................................................... 262 Aspectos epidemiológicos.................................................................. 262 Fisiopatologia e apresentação clínica: compreendendo o mecanismo de geração da crise epiléptica........................................................... 263 Diagnóstico........................................................................................... 266 Classificação das crises epilépticas.................................................... 267 Classificação dos tipos de epilepsia................................................... 270 Tratamento da epilepsia: considerações gerais em farmacoterapia .272 Fármacos antiepilépticos e primeira geração................................... 282 Fenobarbital.......................................................................................... 282 Fenitoína................................................................................................ 286 Etossuximida........................................................................................ 289 Carbamazepina..................................................................................... 291 Benzodiazepínicos............................................................................... 297 Valproato............................................................................................... 300 Os fármacos antiepilépticos de segunda geração............................ 303 Vigabatrina............................................................................................ 304 Lamotrigina........................................................................................... 305 Gabapentina.......................................................................................... 307 XI


Farmacoterapia: Guia terapêutico de doenças mais prevalentes Topiramato............................................................................................ 309 Oxcarbazepina...................................................................................... 310 Pregabalina ........................................................................................... 312 Farmacoterapia da epilepsia em populações especiais................... 313 Crianças................................................................................................. 313 Mulheres em idade reprodutiva e gestantes..................................... 313 Idosos.................................................................................................... 317 Monitorização terapêutica.................................................................. 318 Tratamento não farmacológico da epilepsia.................................... 321 Custos da epilepsia.............................................................................. 323 Qualidade de vida dos pacientes com epilepsia.............................. 324

Parte 2 Hipertensão arterial Diabetes mellitus Dislipidemias Asma Artrite reumatoide Depressão Epilepsia Índice alfabético Colaboradores

XII


Parte

1


Hipertensão Arterial

Paulo R. Obreli-Neto, Camilo M. Guidoni, Diogo Pilger, Roberto K. N. Cuman

Introdução A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição clínica caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (PA). Os valores altos e constantes podem acarretar alterações nos órgãos-alvo a nível cardíaco, cerebral e renal 1. A HAS é um fator de risco cardiovascular (FRCV) relacionado com o aumento do risco do indivíduo sofrer de alguma doença cardiovascular (DCV), principalmente doença coronariana (infarto agudo do miocárdio, angina), acidente cerebrovascular e doença arterial periférica.2 Estas condições posicionam a HAS como um dos principais fatores de risco modificáveis na prevenção de eventos cardiovasculares.1,2 Epidemiologia A HAS é considerada um sério problema de saúde pública devido a sua magnitude, apresentando alta prevalência e baixas taxas de controle1. O au1


Farmacoterapia: Guia terapêutico de doenças mais prevalentes

mento progressivo das cifras de PA está correlacionado com o aumento da mortalidade por doença cardiovascular a partir de valores de 115/75 mmHg .3 As doenças cardiovasculares são responsáveis por aproximadamente 31% das mortes no mundo, não sendo diferente no Brasil, o que coloca o país entre os 10 com maior índice de mortes por doenças cardiovasculares.4 A prevalência de HAS no Brasil se situa em valores acima de 30% para a população adulta, sendo que diversos estudos populacionais apontam taxas que variam de 22,3% a 43,9%, considerando o valor de PA ≥ 140/90 mmHg.1 Entretanto, é importante observar que estes dados de prevalências são estimados, e dependem muito da metodologia empregada para a coleta da amostra e amostragem. ETIOLOGIA A elevação da PA é causada por uma combinação de fatores (multifatorial). De acordo com a causa ela pode ser classificada como primária ou secundária. Em aproximadamente 10% dos casos de HAS uma causa específica é identificada (Quadro 1). Nestes casos, a HAS pode ser revertida e curada com o manejo adequado, muitas vezes cirúrgico, e terapia. Em tais situações define-se a HAS como secundária.5 Quadro 1. Causas da hipertensão arterial sistêmica secundária. •

Doença renal crônica

Coarctação da aorta

Síndrome de Cushing’s

Feocromocitona

Aldosteronismo primário

Lesões renovasculares

Consumo de drogas

Entretanto, na maioria dos casos a causa da elevação da PA não é identificada, pois vários mecanismos contribuem para a etiologia, e descobrir qual deles está mais ativo é difícil. Nestes casos classifica-se a HAS como primária, sendo que esta forma não tem cura, podendo somente ser controlada. Alguns 2


Hipertensão Arterial

estudos epidemiológicos apontam a herança genética, fatores ambientais e de comportamento, principalmente estresse e alimentação, como condições que contribuem para o desenvolvimento da HAS.2 Entre os fatores que influenciam a etiologia da HAS primária temos: • história familiar • dieta rica em sódio • excesso de peso ou obesidade • etilismo • sedentarismo • idade • estresse • intolerância à glicose • raça • tabagismo. Fisiopatologia O adequado entendimento da regulação da PA e da hipertensão é necessário para a compreensão dos mecanismos de ação dos anti-hipertensivos e do manejo da HAS. A PA em um indivíduo hipertenso e normotenso é controlada pelos mesmos mecanismos. A PA é resultado do produto do fluxo sanguíneo (débito cardíaco – DC) pela resistência à passagem do sangue através das arteríolas pré-capilares (resistência vascular periférica – RVP): PA= DC x RVP PA – pressão arterial DC – débito cardíaco RVP – resistência vascular periférica

Assim, a elevação da PA ocorre quando apenas um ou quando os dois componentes apresentam algum aumento. 3


Farmacoterapia: Guia terapêutico de doenças mais prevalentes

O aumento do débito cardíaco ocorre por causa de um aumento da frequência cardíaca ou do volume extracelular, aumentando o retorno venoso e consequentemente o volume sistólico. O débito cardíaco ainda pode se elevar com o aumento da atividade simpática do sistema nervoso central. O aumento da resistência vascular periférica retarda a ejeção do volume sistólico e assim se dá o aumento da pressão arterial. Este processo ocorre por vasoconstrição periférica alterada ou algum estreitamento dos vasos periféricos. A vasoconstrição, por sua vez, é resultado da atividade simpática aumentada, responsividade de catecolaminas aumentada ou aumento da concentração de angiotensina II. Apresentação clínica1,2,6 Na maioria das situações o único sinal de HAS que o paciente apresenta é a PA elevada, sendo que o restante do exame físico pode ser normal. As queixas do paciente com relação à HAS são inespecíficas, provavelmente associações casuais ou crenças difundidas. A identificação de causas secundárias (HAS secundária), fatores de risco cardiovascular, comorbidades e presença de lesão em órgão-alvo são importantes para definir o prognóstico do paciente e o tratamento. As principais investigações para diagnóstico da HAS secundária são complementares, como exames de imagem, bioquímicos, etc. Com relação à investigação clínica de doença cardiovascular, deve-se avaliar a presença de insuficiência cardíaca, angina de peito, infarto do miocárdio prévio, acidente vascular cerebral ou episódio isquêmico transitório prévios. Diagnóstico1,2,6 O diagnóstico da HAS é realizado com repetidas medidas da PA apresentando valores elevados e sustentados. Uma medida isolada nunca pode ser considerada para diagnóstico, sendo preconizada a tomada de medida em diferentes dias. Deve-se assinalar que, sendo a HAS normalmente assintomática, o diagnóstico depende da medida da PA, e não de sintomas relatados pelo paciente. 4


Hipertensão Arterial

Medida da pressão arterial A medida da PA é um processo simples e fácil de ser realizado, que serve tanto para o diagnóstico quanto para o controle do paciente em tratamento. Entretanto, requer alguns cuidados importantes que devem ser observados. Estes cuidados se concentram no uso de equipamento adequado, correto preparo do paciente para a medida e técnica padronizada. Com relação ao equipamento, a medida pode ser realizada pelo método indireto, com técnica auscultatória e uso de esfigmomanômetro de coluna de mercúrio ou aneroide, ou por aparelhos semiautomáticos digitais de braço. Estes últimos devem ser validados por alguma organização técnico-científica. Além disso, devem-se utilizar aparelhos calibrados e a calibração deve ser realizada no mínimo uma vez ao ano. Com relação ao preparo do paciente e à técnica, devem-se respeitar algumas recomendações apresentadas a seguir. Preparo do paciente: 1. Explicar o procedimento ao paciente e deixá-lo em repouso por no mínimo cinco minutos em um ambiente calmo. • O paciente não deve conversar durante a medida. • As dúvidas devem ser esclarecidas antes ou após o procedimento. 2. O paciente NÃO deve: • estar com a bexiga cheia • ter praticado exercícios físicos há pelo menos 60 minutos • ter ingerido bebidas alcoólicas, café ou alimentos • ter fumado nos 30 minutos anteriores. 3. Posicionamento do paciente: O indivíduo deve estar na posição sentada, pernas descruzadas, pés apoiados no chão, dorso recostado na cadeira e relaxado. O braço deve estar na altura do coração (nível do ponto médio do esterno ou quarto espaço intercostal), livre de roupas, apoiado, com a palma da mão voltada para cima e o cotovelo ligeiramente fletido. Procedimento da medida da pressão arterial: 1. Medir a circunferência do braço (aproximadamente no meio) e selecionar o manguito de tamanho adequado. (ver Tabela 1) 2. Colocar o manguito, sem deixar folgas, 2 a 3 cm acima da fossa cubital. 3. Centralizar o meio da parte compressiva do manguito sobre a artéria braquial. 4. Estimar o nível da PA sistólica pela palpação do pulso radial. O seu reaparecimento corresponderá à PA sistólica.

5


Farmacoterapia: Guia terapêutico de doenças mais prevalentes 5. Palpar a artéria braquial na fossa cubital e colocar a campânula ou o diafragma do estetoscópio sem compressão excessiva. 6. Inflar rapidamente até ultrapassar 20 a 30 mmHg do nível estimado da PA sistólica obtido pela palpação. 7. Proceder à deflação lentamente (velocidade de 2 mmHg por segundo). 8. Determinar a PA sistólica pela ausculta do primeiro som (fase I de Korotkoff ), que é em geral fraco, seguido de batidas regulares, e depois aumentar ligeiramente a velocidade de deflação. 9. Determinar a PA diastólica no desaparecimento dos sons (fase V de Korotkoff ). 10. Auscultar cerca de 20 a 30 mmHg abaixo do último som para confirmar seu desaparecimento e depois proceder à deflação rápida e completa. 11. Se os batimentos persistirem até o nível zero, determinar a PA diastólica no abafamento dos sons (fase IV de Korotkoff ) e anotar os valores da sistólica/diastólica/zero. 12. Sugere-se esperar em torno de um minuto para nova medida, repetindo o procedimento. 13. Informar e entregar ao paciente algum registro dos valores da PA obtidos. 14. Anotar os valores exatos sem “arredondamentos” e o braço em que a PA foi medida.

Para a medida da PA em aparelhos semiautomáticos todas as recomendações são válidas, com exceção dos passos 4 a 11, nos quais a medida é feita automaticamente pelo aparelho, sendo somente necessário acionar o mesmo seguindo as orientações do aparelho. De acordo com cada paciente é importante observar o manguito a ser utilizado na medida da PA. Os manguitos variam pelo tamanho da circunferência do braço do paciente, que deve ser medido antes do início do procedimento. Tabela 1. Tamanho do manguito a ser utilizado de acordo com a circunferência do braço do paciente. Circunferência do braço (cm)

Tipo de manguito

35–45

Bolsa de borracha (cm) Largura

Comprimento

Adulto grande

16

32

27–34

Adulto

12

23

20–26

Adulto pequeno

10

17

16–22

Infantil

9

18

11–15

Criança

6

12

≤ 10

Recém-nascido

4

8

A partir dos valores da PA tem-se a classificação do paciente de acordo 6


Hipertensão Arterial

com os valores da PA diastólica e da PA sistólica encontrados (Tabela 2). Os valores que definem o paciente com HAS são PA sistólica > 140 mmHg e/ou PA diastólica ≥ 90 mmHg medidas em consultório. Estas cifras devem estar alteradas em pelo menos três ocasiões distintas. Tabela 2. Classificação da pressão arterial de acordo com os valores encontrados nas medidas. Pressão sistólica (mmHg)

Pressão diastólica (mmHg)

Ótima

< 120

< 80

Normal

< 130

< 85

Limítrofe ou pré-hipertensão

130–139

85–89

Hipertensão estágio 1

140–159

90–99

Hipertensão estágio 2

160–179

100–109

Hipertensão estágio 3

≥ 180

≥ 110

Hipertensão sistólica isolada

≥ 140

< 90

Classificação

Quando os valores da pressão sistólica e diastólica situam-se em categorias diferentes, utilizase a maior para classificação da pressão arterial.

Não existe um limite divisor entre a PA elevada e a normal, já que o risco cardiovascular aumenta com o aumento da PA. Os valores foram estabelecidos arbitrariamente para definir quais eram os indivíduos que apresentavam maior risco cardiovascular e se beneficiariam com o tratamento. TRATAMENTO Objetivos – O objetivo do tratamento da HAS envolve a redução da PA e a redução da morbidade e mortalidade cardiovasculares.7 Assim, os medicamentos anti-hipertensivos devem reduzir não somente os níveis pressóricos, mas também os eventos cardiovasculares fatais e não fatais, e se possível, a taxa de mortalidade.1 Para o alcance destes objetivos deve ser colocada em prática a terapia não farmacológica isolada ou associada à terapia farmacológica. A maioria dos pacientes hipertensos necessita utilizar dois ou mais medicamentos anti-hipertensivos concomitantemente para alcançar os níveis pressóricos indicados na Tabela 3.8 7


Farmacoterapia: Guia terapêutico de doenças mais prevalentes

Tabela 3. Objetivos terapêuticos referentes aos níveis pressóricos recomendados pelo JNC7 . Características do paciente

Objetivo

Pacientes sem fatores de risco para DCV

< 140/90mmHg

Pacientes com fatores de risco para DCV (diabetes mellitus, DAC, doença renal crônica)

< 130/80mmHg

Pacientes com disfunção do ventrículo esquerdo

< 120/80mmHg

DAC: doença arterial coronariana. DCV: doença cardiovascular.

Terapia não farmacológica1,6 - A mudança do estilo de vida e a adoção de medidas não farmacológicas são fundamentais para o controle da HAS e devem fazer parte da estratégia de promoção da saúde, e não só do tratamento da HAS. Perda de peso A redução da circunferência abdominal e a perda de peso apresentam relação com a reduç��o da PA e melhora as alterações metabólicas associadas. As medidas antropométricas buscadas são o índice de massa corporal (IMC) < 25 kg/m2 e circunferência abdominal < 102 cm para homens e < 88 cm para mulheres. Pequenas perdas do peso corporal conseguem redução da PA, porém o mais difícil sempre é a manutenção da perda de peso. Prática de atividade física Para a prevenção e tratamento da HAS o exercício físico se mostrou eficaz, principalmente o aeróbico. Além disso, em longo prazo há benefícios sobre as doenças cardiovasculares. A recomendação é de 30 minutos de atividade física, cinco vezes na semana, de forma regular, moderada e contínua. A avaliação da frequência cardíaca por teste ergométrico é recomendada. Como alternativa, a intensidade do exercício deve ser controlada pela ventilação sem que o indivíduo fique demasiadamente ofegante. Inicialmente a atividade deve ser leve a moderada até a adaptação total do indivíduo, podendo a seguir aumentar a intensidade, quando não houver contraindicações. 8


Hipertensão Arterial

Redução da ingestão de sal Cada indivíduo apresenta uma relação distinta entre a PA e o sal. Os indivíduos que sofrem um aumento da PA com a ingestão de sal são chamados de sensíveis ao sal. A redução do consumo de sal demonstrou redução e controle da PA tanto em indivíduos sensíveis como em não sensíveis. Entretanto, a maior dificuldade dos pacientes em seguir esta recomendação é o fato de o sal ser adicionado na fase industrial de preparo dos alimentos. Alimentação adequada Algumas dietas específicas se mostraram relevantes na redução da PA: • Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) que privilegia frutas, hortaliças, fibras, minerais e laticínios com baixos teores de gordura; • dieta do Mediterrâneo, que propõe o alto consumo de frutas e hortaliças; • dietas vegetarianas com suplementação de ferro, vitamina B12 e cálcio. Outros aspectos específicos de alguns alimentos foram observados como relevantes na redução da PA: • uso de ácidos graxos insaturados no lugar dos saturados – cuja fonte pode ser óleo de oliva, de azeitona, de abacate, de amêndoas, de nozes, castanhas ou amendoim; • ingestão de fibra – 20 a 30 g/dia; • ingestão de proteína de soja – principalmente para mulheres após a menopausa. A fonte pode ser feijão, queijo, farinha e leite de soja. Deve-se evitar o molho de soja (shoyu), pelo alto teor de sódio; • laticínios – seu consumo duas a três vezes ao dia se relacionou a menor incidência de HAS; • chocolate amargo – o chocolate com alto teor de cacau pode proporcionar discreta redução da pressão arterial. Restrição do consumo de álcool A redução do consumo de bebida alcoólica pode diminuir a PA. O con9


Farmacoterapia: Guia terapêutico de doenças mais prevalentes

sumo de uma quantidade maior está diretamente relacionado com uma elevação da PA e problemas cardiovasculares. Entretanto, não há clareza quanto à quantidade que pode ser ingerida. As recomendações são de 30 g de etanol por dia para homens e 15 g para mulheres. Cessação tabágica Para prevenção de eventos cardiovasculares é fundamental a eliminação do tabaco dos hábitos do indivíduo. O que não se observou ainda é o controle da pressão arterial com tal medida. Ensaios clínicos cruciais

Antihypertensive and Lipid-Lowering Treatment to Prevent Heart Attack Trial (ALLHAT)8 – O ALLHAT é o maior ensaio clínico positivo-controlado, randomizado, duplo-cego conduzido até o presente momento. Serviu como evidência decisiva do Seventh report of the Joint National Committee on Prevention, Detection, Evaluation and Treatment of High Blood Pressure (JNC7)8 para justificar o uso de diuréticos tiazídicos como primeira escolha na farmacoterapia da HAS. O ALLHAT acompanhou um total de 42.418 pacientes com idade igual ou superior a 55 anos, portadores de HAS e pelo menos um outro fator de risco para doenças cardiovasculares (DCV), por um tempo médio de 4,9 anos. O objetivo deste estudo foi avaliar a redução da incidência da doença arterial coronariana (DAC) ou outra DCV em pacientes tratados com um bloqueador de canal de cálcio (BCC) ou um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou um bloqueador de receptor α-adrenérgico versus o tratamento com um diurético-tiazídico. Os pacientes foram randomicamente alocados em quatro grupos:1 grupo recebendo 12,5 a 25mg/dia de clortalidona (n = 15.255);2 grupo recebendo 2,5 a 10mg/dia de anlodipino (n = 9.048);3 grupo recebendo 10 a 40mg/dia de lisinopril (n = 9.054);4 grupo recebendo doxazosina (n = 9.061), que são respectivamente um diurético-tiazídico, um BCC, um IECA e um bloqueador de receptor α-adrenérgico. Resultados do ALLHAT: • nenhum anti-hipertensivo (anlodipino e lisinopril) foi superior à clortalidona na prevenção de eventos coronarianos principais ou no aumento de sobrevida dos pacientes; 10


Parte

2


Hipertensão Arterial CONSULTA RÁPIDA

339


Diuréticos-tiazídicos

Classe

2,5 – 5

Indapamida (Natrilix)

1,5 - 5

12,5 – 25

Hidroclorotiazida (Clorana)

Indapamida SRb (Natrilix SR)

12,5 – 25

Dose usual (mg/dia)

Clortalidona (Hidrogoton)

Denominação Comum Brasileira (medicamento de referência)

1

1

1

1

Número de tomadas/ dia

1,5 - 5

2,5 – 5

12,5 – 25

12,5 – 25

Dose pacientes com ClCr 10 -30mL/min

1,5 - 5

2,5 – 5

Evitar uso

Evitar uso

Dose pacientes com ClCr < 10mL/ min

2,5 - 5

2,5 – 5

12,5 – 25

12,5 – 25

Dose pacientes com disfunção hepática Hipersensibilidade aos diuréticos tiazídicos e medicamentos derivados sulfonamídicos, anúria, hiperuricemia sintomática, insuficiência renal (exceto indapamida)

Contraindicações

Medicamentos anti-hipertensivos utilizados no tratamento da hipertensão arterial em adultos.

Hipotensão Hipocalemia Hipomagnesemia Hiponatremia Hipercalcemia Hiperuricemia Hiperglicemia Elevação colesterol Elevação triglicérides Impotência Diminuição da libido Fotossensibilidade Anorexia

Efeitos adversosa

Farmacoterapia: Guia terapêutico de doenças mais prevalentes

340


341

Antagonistas de receptores de angiotensina II

Inibidores da enzima conversora de angiotensina

Classe

1 1

5 – 40

10 – 20

5 – 20

4–8

10 – 20

2,5 -10

2-4

8 – 32

150 – 300

25 – 100

20 – 40

40 – 160

80 - 320

Enalapril (Renitec)

Fosinopril (Monopril)

Lisinopril (Zestril)

Perindopril (Coversyl)

Quinapril (Accupril)

Ramipril (Triatec)

Trandolapril (Gopten)

Candesartana (Atacand)

Irbesartana (Aprovel)

Losartana (Cozaar)

Olmesartana (Benicar)

Telmisartana (Micardis)

Valsartana (Diovan)

1

1-2

1

1

1–2

1

1

1

1

1

1

1–2

1–2

2,5 – 5

15 – 30

2–3

Delapril (Delakete)

25 – 150

Captopril (Capoten)

1

Número de tomadas/ dia

Cilazapril (Vascase)

5 – 20

Dose usual (mg/dia)

Benazepril (Lotensin)

Denominação Comum Brasileira (medicamento de referência)

80 – 320

40 – 160

20 - 40

25 – 100

150 – 300

8 – 32

Iniciar 0,5

1,5 – 5

Iniciar 2,5

c

Iniciar 2,5

10 – 20

Iniciar 2,5

1–2

0,25 – 0,5

25 – 112

5 – 20

Dose pacientes com ClCr 10 -30mL/min

80 - 320

40 – 160

20 – 40

25 – 100

150 – 300

8 – 32

Iniciar 0,5

1,5 – 5

Iniciar 2,5

c

Iniciar 2,5

10 – 20

Iniciar 2,5

1–2

0,25 – 0,5

25 – 75

5 – 20

Dose pacientes com ClCr < 10mL/ min

d

Iniciar 40

20 – 40

Iniciar 25

150 – 300

8 – 32

Iniciar 0,5

2,5 – 10

10 – 20

4–8

5 – 20

10 – 20

5 – 40

1–2

< 0,5

25 – 150

5 – 20

Dose pacientes com disfunção hepática

Hipersensibilidade aos ARA II, histórico de angioedema induzido por ARA II ou IECA, estenose bilateral da artéria renal e gestação

Hipersensibilidade aos IECA, histórico de angioedema induzido por IECA ou ARA II, estenose bilateral da artéria renal e gestação

Contraindicações

Hipotensão Hipercalemia Disgeusia Xerostomia Dor no peito Fadiga Insuficiência renal aguda Angioedema

Hipotensão Tosse seca Hipercalemia Disgeusia Xerostomia Neutropenia Insuficiência renal aguda Angioedema

Efeitos adversosa

Hipertensão Arterial - consulta rápida


Índice Alfabético

Símbolos 3-hidroxi-3-metilglutaril-CoA (HMG-CoA) 130 2007 European Society of Hypertension – European Society of Cardiology guidelines for the management of arterial hypertension 12, 42 -trans-di-hidroxi-carbamazepina 293 A Abatacepte 195, 216, 373 Acarbose 105, 360 Accolate 169 Accupril 341, 352 Acetato de palaquistate 146 Acidente cerebrovascular 1 Acidente vascular cerebral 4, 125 Ácido acetilsalicílico 143, 197 Ácido araquidônico 160 Ácido fíbrico 138 Ácido fólico 199 Ácido nicotínico 85, 130, 141, 155, 365 Ácido nicotinúrico 141 Ácidos biliares 137 Acidose lática 102 Ácidos graxos ômega 3 144

Ácido úrico circulante 150 Acinic® 155 Acipimox 141, 155 ADA 64, 69, 82, 107, 109 Adalat 342, 353 Adalimumabe 195, 213, 373 Adenosina trifosfato 59 ADH 17, 19 Aeroflux® 173 Aerojet® 173 Aerolin® 173 Agonista beta-2 adrenérgico 162, 171 Agonista beta-2 adrenérgico de longa duração (inalatórios) 370 Agonista beta-2 inalatório 165 Agonistas beta-2 adrenérgicos de ação 164 Agonistas beta-2 adrenérgicos de ação curta 163 Agonistas beta-2 de longa ação 164 Agonistas α1-adrenérgico 354 Agonistas α2 adrenérgicos de ação central 11, 347 Agonistas α2 de ação central 354 Agonista α2 adrenérgico central 28 AGS 111 A hipertensão sistólica isolada 41 AINES 161, 197 391


Farmacoterapia: Guia terapêutico de doenças mais prevalentes Albuminuria 150 Álcool 9, 94, 205 Aldactone 345, 353 Aldomet 347 Aldosteronismo primário 2 Alérgenos 160, 163, 170 Alergia à insulina 84 Alisquireno 39, 350 ALLHAT 10 Alopecia 135 Alopurinol 203 ALT 134, 143 Amendoim 174 Amenorreia 36 American Diabetes Association 64 American Geriatrics Society 111 Amilina 59 Amilorida 35, 345, 353 Amitriptilina 240, 375 Anacinra 217, 373 Anafilaxia 175 Anafranil 377 Análogos de GLP-1 88, 362 Análogos de hormônios tireoidianos 147 Análogos de insulina 73 Anemia 105 Anemia hemolítica 30, 94 Angina de peito 4 Angina instável 27 Angina pectoris instável 45 Angioedema 18, 20, 21, 175, 177 Angiotensina II 4, 17, 19 Ângulo de aplicação 88 Anlodipino 10, 21, 342, 353 Anorexia 16, 28, 29, 36, 135 Antagonista adrenérgico periférico 30, 348 Antagonistas de aldosterona 11 Antagonistas de receptor de angiotensina II 19, 44, 341, 352 Antagonistas de receptor de leucotrienos 369 Anticitocinas 186, 195, 212 Anticoagulantes orais 140 Anticolinérgico 166 Anticolinérgicos inalatórios 165 Anticorpos 212

Antidepressivos 236 Antidepressivos em idosos 238 Antidepressivos na gravidez e lactação 238 Antifúngicos 134 Anti-hipertensivos 340, 352 Anti-inflamatórios 194 Antimaláricos 210 Antimuscarínico 166 Antitrombina III 150 Anúria 14, 34, 36 Aperto no peito 160 Apidra® 76 Apoptose 187 Apresolina 350, 354 Aprovel 341, 352 Aropax 380 Arritmias 372 Arritmias cardíacas 164 Arritmias ventriculares 168 Artralgia 29, 135 Artrite reumatoide 185 Artroplastia 197 ASI: atividade simpatomimética intrínseca 25, 26 Asma 27, 159 Asma aguda 163, 171 Asma grave persistente 162 Asma leve 160 Asma leve intermitente 161, 163, 172 Asma moderada 172 Asma persistente grave 163 Asma persistente leve 161, 163 Asma persistente moderada 161, 163 As mulheres com epilepsia 313 Aspart 76 Aspartab (70) + Asparta (30) 77 Aspirina 161, 170 AST 134, 143 Astenia 29, 32, 36, 135 Atacand 341 Ataque asmático 160, 162 Ataxia 36 Atenol 344, 354 Atenolol 24, 85, 344, 354 Atensina 347 Aterogênese 128 392


Índice Alfabético Atividade física 8 Atividade simpatomimética intrínseca 25 Atorvastatina 130, 153 Atorvastatina + + anlodipina 155 Atorvastatina (Lipitor) 364 ATP 59 Atropina 165, 174 Atrovent® 165, 176 Aurotioglicose 211, 372 Aurotiomalato 211, 372 Avasimiba 147 Azatioprina 194, 208, 372 Azólicos 134

Budesonida 166, 167, 368 Bupropiona 241, 376 C

B Barbitúricos 169, 203 Beclometasona 176 Beclosol® 177 Benazepril 17, 341, 352 Benicar 341 Benzodiazepínicos 297, 387 Beta-bloqueadores 168 Bezafibrato 85, 138, 154, 364 Biconcor 354 Biguanidas 100, 360 Bilirrubina 146 Bisoprolol 24, 344 Bisoprolol/hidroclorotiazida 354 Bloqueador de canal de cálcio 10 Bloqueador de receptor α-adrenérgico 10 Bloqueadores de canal de cálcio 21, 353 Bloqueadores de canal de cálcio di-idropiridínicos 342 Bloqueadores de canal de cálcio não di-idropiridínicos 343 Bloqueadores de receptores β-adrenérgicos 25, 44, 344, 354 Bloqueadores α1 adrenérgicos 31, 348, 349 Bloqueio atrioventricular 22, 46 Bloqueio cardíaco 27 Bloqueio sinoatrial 23 Boca seca 165, 175 Borda em escova do intestino delgado 135 Bradicardia 23, 26, 27, 29, 46 Brometo de Ipratrópio 174 Broncoespasmo 27, 46

Caduet® 155 Cãibra 36 Câimbras 134 Cálculos biliares 140 Câncer de bexiga 105 Candesartana 19, 341 Candesartana cilexetil 19 Candidíase orofaringeana 177 Capoten 341, 352 Captopril 17, 45, 341, 352 Carbamazepina 291, 387 Cardura 348 Carduran 354 Carvedilol 24, 344 Cedur® 154 Cedur Retard® 154 Cefaleia 23, 27, 29, 31, 32, 34, 36, 38, 40, 46, 99, 135, 136, 140, 175 Celecoxibe 197 Células intestinas L 60 Células K intestinais 60 Células α-pancreáticas 59 Células β-pancreáticas 56, 59 Certolizumabe 195, 213, 373 Cetoacidose diabética 94, 102, 106 Cetoprofeno 197 CETP 148 Chiado 160 Ciclo de Krebs 59 Ciclofosfamida 201, 372 Ciclosporina 127, 134, 194, 203, 372 Cilazapril 17, 341 Cipramil 376 Ciprofibrato 85, 138, 154, 365 Ciprofloxacino 85 Cirrose 106, 176 Cirrose biliar 40 Cirurgia 321 Citalopram 244, 376 Citalor® 153 Citocinas 186 Citocromo P450 204 Citopenias 372, 373

393


Farmacoterapia: Guia terapêutico de doenças mais prevalentes Classificação da asma 161 Claudicação 27 Clenil® 177 Clobazam 387 Clofibrato 85, 138 Clomipramina 245, 377 Clonazepam 387 Clonidina 28, 44, 45, 347, 354 Clorana 340, 353 Cloroquina 85, 194, 210, 372 Clorpropamida 92, 358 Clortalidona 10, 13, 340, 353 Clozapina 85 Coarctação da aorta 2 Colestiramina 137, 155, 366 Colite ulcerativa 31 Combivent® 176 Complexo trombina-antitrombina 150 Complicações macrovasculares 66 Complicações microvasculares 65, 66 Concor 344 Constipação 23, 135, 136, 175 Constipação intestinal 165 Consumo de drogas 2 Contraceptivos 127 Contraceptivos orais 169 Convulsões 168 Coreg 344 Corticoide inalatório 163, 167, 170, 176 Corticoides 127, 194, 198 Corticoides inalatórios 165, 368 Corticoides orais 368 Corticosteroides inalados 166, 169 Cortisol 198 Coversyl 341 COX (ciclo-oxigenase) 197 Cozaar 341, 352 CPK 134, 140 Creatina fosfoquinase 134 Crestor® 154 Crianças 313 Crises epilépticas 267 Cromoglicato de sódio 368 Cromonas 368 Custos da epilepsia 323 D

DCCT 65, 82 Débito cardíaco 3, 4, 13, 25 Deflazacort 198 Delakete 341 Delapril 17, 341 Depressão 229 Desconforto abdominal 102 Detemir 76 Dexametasona 85, 198 DGATs 148 DHA 145 Diabetes 13, 129 Diabetes Control and Complications Trial 65 Diabetes mellitus 55, 125, 171 Diabetes mellitus tipo 1 60 Diabetes mellitus tipo 2 60, 127 Diacereína 217, 373 Diarreia 31, 32, 36, 38, 40, 90, 102, 106, 135, 136, 143 Diazepam 387 Diclofenaco 197 Dieta cetogênica 321 Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) 9 Difenidramina 215 Dificuldade respiratória 160 Diltiazem 21, 343 Diocomb SI 155 Diovan 341 Dipeptidil peptidase-4 88 Dipropionato de beclometasona 166, 368 Disfunção do ventrículo esquerdo 8 Disfunção hepática 168 Disgeusia 18, 20 Dislipidemia mista 126, 127, 129 Dislipidemias 125, 126, 127, 128, 129 Dislipidemias secundárias 127 Dispepsia 135, 143 Dispneia 36 Distimia 230 Distúrbios do tipo dissulfiram 94 Disúria 29 Diurético espoliador de potássio 13 Diuréticos 44, 353 Diuréticos de alça 11, 33, 85, 344 Diuréticos poupadores de potássio 11, 35, 394


Índice Alfabético 345, 346 Diuréticos tiazídicos 10, 13, 85, 340 DM gestacional 56, 65, 111 DMT1 60, 65, 73, 74, 78, 82, 83, 85, 92, 94, 95, 97, 99, 108 DMT1,5 56 DMT1 assintomático 64 DMT2 61, 66, 74, 82, 83, 86, 97, 107, 108, 109, 110 DMT2 assintomático 64 DMT2 assintomático em crianças 65 DM tipo 1 (DMT1) 56 DM tipo 2 126 DM tipo 2 (DMT2) 56 DNA 199 Doença arterial coronariana 8 Doença arterial periférica 1 Doença cardiovascular 4, 8, 128 Doença coronariana 1 Doença hepática obstrutiva 127 Doença inflamatória intestinal 106 Doença pulmonar obstrutiva crônica 27, 171, 172 Doença renal crônica 2, 8, 13 Doenças cardiovasculares 2, 8, 10, 125, 171 Doenças isquêmicas do coração 164 Doença vascular cerebral 29 Doxazosina 10, 31, 348, 354 DPOC 171, 172, 174, 175 DPP-4 88 DSM-IV 234 Duovent® 176 E EASD 109 ECA 17 Eclâmpsia 45, 46 Edema periférico 23, 38 Efeito litogênico 138 Efeitos anticolinérgicos 175 Efexor XR 382 Eixo hipotálamo-hipófise 167 Eletroconvulsoterapia 235 Emergência hipertensiva 45 Enalapril 17, 341, 352 Ença arterial coronariana 10

Encefalopatia hipertensiva 45 Endocrinopatias 56 Enzima conversora de angiotensina 17 Eosinofilia 160 Eosinófilos 160 EPA 145 Epilepsia 171, 261, 262, 385 Eprotirome 147 Eritromicina 134 Ervas medicinais 235 Escitalopram 246, 378 Esfigmomanômetro 5 Esmolol 46 Espaçador 167 Espironolactona 35, 345, 353 Esqualeno sintase 146 Estatina 135, 140 Estatinas 128, 129, 130, 137, 142, 152, 153, 364 Estenose bilateral da artéria renal 18, 20, 40 Estenose da válvula mitral 32 Estimulação do nervo vago 322 Etanercepte 195, 213, 373 Etofibrato 138, 154, 365 Etoricoxibe 197 Etossuximida 289, 387 European Association for the Study of Diabetes 107 Eventos perinatais graves 111 Exantema 140 Exenatida 88, 362 Exercício físico 8 Ezetimiba 130, 135, 155, 365 Ezetimiba (Zetia) 365 Ezetrol® 155 F Fármacos antiepilépticos 386 Fármacos antiepilépticos de segunda geração 303 Fármacos antiepilépticos na gestação 316 Fármacos antiepiléticos de primeira geração 282 Farmacoterapia da epilepsia em populações especiais 313 Fator de Von Willebrand 150

395


Farmacoterapia: Guia terapêutico de doenças mais prevalentes Fator reumatoide 191 Felodipino 21, 342, 353 Fenitoína 85, 286, 386 Fenobarbital 282, 386 Fenofibrato 138, 154, 365 Fenoterol 165 Feocromocitoma 27, 38 Feocromocitona 2 Fibratos 85, 129, 130, 134, 138, 154, 364, 365 Fibrilação atrial 144, 175 Fibrinogênio 150 Fibrinopeptídeo 150 Flatulência 102, 106, 135, 136 Flunisolida 368 Fluoxetina 248, 378 Flushing 23, 46 Fluticasona 166 Fluvastatina 130, 154, 364 Folatos 200 Formoterol 164, 165, 370 Fosfatase alcalina 140 Fosinopril 17, 341, 352 Fotossensibilidade 16 Frequência cardíaca 4 Furoato de mometasona 368 Furosemida 33, 46, 85, 344, 353 G Gabapentina 307, 389 Gastric Inhibitory Polypeptide (GIP) 60 Gatifloxacino 85 Genfibrozila 138, 154, 365 Ginecomastia 29, 36, 135 Glargina 76 Glaucoma 176 Glaucoma de ângulo estreito 174 Glibenclamida 92, 112, 358 Glicazida 92 Gliclazida MRb (Diamicron MR) 358 Glicogênese 59 Glicogênio 59 Glicogenólise 59 Glicólise 59 Glicosúria 58 Glimepirida 92, 359 Glinidas 85, 95

Glipizida 92, 358 GLP-1 88, 97 Glucagon 59 Glucagon Like Peptide 1 (GLP-1) 60 Glulisina 76 Golimumabe 195, 213, 373 Gopten 341 H Hagedorn 79 HandiHaler 166 Hemorragia intracerebral 45 Hepatoma 135 Hidralazina 37, 46, 350, 354 Hidroclorotiazida 13, 85, 340, 353 Hidrocortisona 85, 167 Hidrogoton 340, 353 Hidroxicloroquina 210, 372 Hipercalcemia 16 Hipercalemia 18, 20, 36, 40 Hipercolesterolemia 126, 129 Hipercolesterolemia isolada 127 Hiperglicemia 16, 34, 173 Hipernatremia 38 Hiperplasia gengival 23 Hiper-responsividade das vias aéreas 159, 160 Hipertensão arterial 340, 352 Hipertensão arterial sistêmica 1 Hipertensão arterial sistêmica secundária 2 Hipertensão crônica com pré-eclâmpsia superposta 43 Hipertensão gestacional 43 Hipertensão transiente 43 Hipertireoidismo 171 Hipertriacilgliceridemia 126, 128, 129 Hipertriacilgliceridemia isolada 127 Hipertricose 38 Hipertrofia prostática benigna 174 Hiperuricemia 16, 34 Hiperuricemia sintomática 14 Hipoadrenalismo 176 Hipocalcemia 34 Hipocalemia 16, 34, 46, 171 Hipocloremia 34 Hipoglicemia 82, 94, 99, 105, 107 396


Índice Alfabético Hipoglicemia assintomática 82 Hipoglicemia relativa 83 Hipoglicemia severa 82 Hipoglicemia sintomática documentada 82 Hipomagnesemia 16, 34, 173 Hiponatremia 16, 34, 36 Hipopotassemia 173 Hipotensão ortostática 29, 32, 34, 38, 144 Hipotireoidismo 127 Hipotiroidismo 176 Hirsutismo 38 Histamina 163 HMG-CoA 131 HMG-CoA redutase 131, 135 Homocisteína 150 Hormônio antidiurético 17, 19 Humalog® 76 Humalog® Mix 25 (EL) 77 Humalog® Mix 50 (EL) 77 Humulin® 70/30(EL) 77 Humulin® N 76 Humulin® R 76 Hytrin 349, 354 I Ibuprofeno 197 Icterícia colestática 135 Idosos 317 Ilhotas de Langerhans 59 Imunoglobulina 188 Imunomoduladores 369 Imunossupressão 201 Imunossupressores 200 Inaladores de resgate 161 Incretina 89 Indapamida 13, 340 Indapamida SRb 340 Inderal 344, 354 Indometacina 197 Infarto do miocárdio 4, 27, 29, 125 Infecções do trato urinário 99 Infecções fúngicas orais 167 Infecções respiratórias 168 Inflamação sinovial 186 Infliximabe 195, 213, 373 Ingestão de sal 9

Inibidor da enzima conversora de angiotensina 10, 44 Inibidor direto da renina 39, 350 Inibidores da acil colesterol acil transferase 146 Inibidores da alfaglicosidase 360 Inibidores da Alfa-glicosidase 105 Inibidores da diacilglicerol acil transferases 148 Inibidores da DPP-4 97 Inibidores da enzima conversora de angiotensina 17, 341, 352 Inibidores da pró-proteína convertase subtilisina/Kexina-9 (PCSK-9). 147 Inibidores da proteína de transferência de triacilglicerol microssomal 146 Inibidores da proteína de transferência do éster de colesterol 148 Inibidores da Síntese de Esqualeno 145 Inibidores da α-glicosidase 105 Inibidores diretos da renina 11 Insônia 27, 29, 32 Insuficiência adrenal 167 Insuficiência aguda do ventrículo esquerdo 45 Insuficiência cardíaca 4, 11, 13, 23, 27 Insuficiência cardíaca congestiva 168 Insuficiência coronariana 164 Insuficiência renal aguda 18, 21 Insulina 65, 67, 74, 86, 111 Insulina Aspart 78 Insulina bólus 110 Insulina de ação intermediária 79 Insulina de ação rápida 78 Insulina de ação ultrarrápida 78 Insulina de longa duração 80 Insulina Detemir 80 Insulina Glargina 80 Insulina Glulisina 79 Insulina Lispro 79 Insulina longa-duração 110 Insulina neutral protamine Hagedorn 79 Insulina NPH 80, 110, 111 Insulina rápida 112 Insulina regular 78 Insulinas basais 79 Insulinas bólus 78 397


Farmacoterapia: Guia terapêutico de doenças mais prevalentes Insulinas mistas 81 Insunorm® 70/30(AP) 77 Insunorm®N 76 Insunorm®R 76 Interferon-g 186 Interleucinas 150, 186, 217 International Study for Asthma and Allergies in Childhood 159 Intolerância à glicose 3, 27 Ipratrópio 165 Irbesartana 19, 341, 352 ISAAC 159 Isotretinoína 127 Isradipino 21, 342, 353 J JNC7 12, 15, 40, 42, 44 L Labetalol 44 Lacidipino 21, 342 Lacipil 342 Lactoferrina 150 LADA 56, 61 Lamotrigina 305, 388 Lantus® 76 Lasix 344, 353 Latent Autoimmune Diabetes in Adults 56, 61 LCQ-908 148 Lecitina de soja 174 Leflunomida 194, 206, 372 Lenitral® 153 Lercanidipino 21, 342 Lescol® 154 Lesões renovasculares 2 Letargia 29, 32, 36 Leucopenia 201 Leucotrienos 160, 169 Levemir® 76 Levofloxacino 85 Lexapro 378 Linfócitos 160, 203 Lipanon® 154 Lipase 139 Lipidil® 154 Lipitor® 153

Lipless® 154 Lipoatrofia 84 Lipodistrofia 82, 84 Lipo-hipertrofia 84 Lipoproteína 139 Lipoproteína lipase 141, 145 Liraglutida 88, 362 Lisinopril 10, 17, 341, 352 Lispro 76 Lisproab (50) + Lisproa (50) 77 Lisproab (75) + Lisproa (25) 77 Lomir 342, 353 Lomitapide 146 Loniten 350, 354 Lopid® 154 Lopressor 344, 354 Losartana 19, 341, 352 Lotensin 341, 352 Lovastatina 130, 153, 364 Lovasterol® 153 M Macrolídeos 169 Manidipino 21, 342 Manivasc 342 Mastócitos 160, 163, 170 Mediadores inflamatórios 160 Medida da pressão arterial 5 Meloxicam 197 Meteorismo 137 Metformina 67, 100, 112, 144, 360 Metiglinidas 359 Metildopa 28, 44, 347 Metilprednisolona 167, 368 Metilprednisona 198, 215 Metilxantinas 370 Metoprolol 24, 46, 344, 354 Metoprolol ZOK 344 Metotrexato 194, 195, 199, 372 Metri® 155 Mevalotin® 153 Mevilip® 153 Mialgia 29 Mialgias 140 Miastenia grave 174 Micardis 341 Mielotoxicidade 372 398


Índice Alfabético Minipress 349 Minipress SR 354 Minoxidil 37, 350, 354 Miopatia 130, 134 Miosite 135 Mipomersen 147 Mirtazapina 250, 379 Modificadores de leucotrienos 169 Monitorização terapêutica 318 Monopril 341, 352 Montelucaste 169 Montelukast 369 N Nadolol 24, 344 Nateglinida 95, 359 National Asthma Education and Prevention Program 163 National Cholesterol Education Program Adult Treatment Panel III (NCEP ATPIII) 63 Natrilix 340 Natrilix SR 340 Náusea 23, 27, 29, 31, 32, 36, 38, 90, 102, 135, 136, 137, 163, 165, 168, 175 Nebilet 344 Nebivolol 24, 344 Nedocromil sódico 368 Neoglicogênese 59 Neutrófilos 160, 169 Neutropenia 18, 36, 206 Niacina 134 Nifedipino 21, 45 Nifedipino Oros 342 Nifedipino Retard 342, 353 Nimesulida 197 Nisoldipino 21, 342 Nitrendipino 21, 342 Nitroglicerina 46 Nitroprussiato de sódio 46 Noctúria 29 Nódulos 190 Nortriptilina 251, 380 Norvasc 342, 353 Novolin® N 76 Novolin® R 76 Novomix®30(NN) 77

Novorapid® 76 NPH 76 NPHb (70) + Regular (30) 77 O Obstipação 29, 38 Obstipação intestinal 137 Obstrução intestinal parcial 106 Obtispação 32 Olanzapina 85 Olbetam 155 Oligonucleotídeo antisense 147 Olmesartana 19, 341 Omalizumab 170 Omalizumabe 369 Orlistat 144 Oroxadin® 154 Osteoporose 176 Ouro 211 Outros tipos específicos de DM 56 Oxcarbazepina 310, 389 P Pactimiba 147 Palpitações 165 Pamelor 380 Pancreatite 30, 32, 91, 135 Paracetamol 215 Parestesia 32, 135 Paroxetina 253, 380 Pericardite 38 Perindopril 17, 341 Peroxisome proliferator-activated receptor alpha 145 Pindolol 24, 344 Pioglitazona 103, 361 Piroxicam 197 Placa aterosclerótica 132 Plasminogênio tissular 150 Plenitude gástrica 137 Polidipsia 58 Polifagia 58 Poliúria 58 Pós-infarto do miocárdio 13 PPAR-alfa 139 PPAR-α 145 Pravacol® 153 399


Farmacoterapia: Guia terapêutico de doenças mais prevalentes Pravastatina 130, 153, 364 Prazosina 31, 349 Prazosina SR 354 Pré-diabetes 62 Prednisolona 198, 368 Prednisona 85, 167, 178, 198, 368 Pré-eclâmpsia 43 Pregabalina 312, 390 Prevencor® 155 Propionato de fluticasona 368 Propranolol 24, 85, 344, 354 Propranolol LA 344 Prostaglandinas 187, 197 Proteína C reativa 150 Provável hipoglicemia sintomática 83 Prozac 378 Pseudoefedrina 85 Psicoterapia 235 Q Qualidade de vida dos pacientes com epilepsia 324 Questran® 155 Quimiotaxia 186, 205, 210 Quinapril 17, 341, 352 Quinolonas 85, 169 R Rabdomiólise 134 Ramipril 17, 341 Rash 40, 94, 135 Rasilez 350 RDC 44/2009 151 Receptores ativados por proliferadores de peroxissoma 138 Receptores ativados por proliferadores de peroxissoma gama (PPARδ) 103 Receptores de angiotensina II 19 Recuperação 230 Regular 76 Remeron Soltab 379 Remissão 230 Renitec 341, 352 Repaglinida 95, 359 Reserpina 30, 348 Resina de troca 137, 366 Resistência vascular periférica 3, 4, 13

Resposta 230 Retenção urinária 165, 175 Retinopatia 65, 372 Rigidez 187, 189 Rituximabe 195, 215, 373 RNA 199 Rosiglitazona 104 Rosuvastatina 130, 154, 364 Rouquidão 177 Rubor 142 S Sais de ouro 211 Salbutamol 163, 164, 165, 171 Salmeterol 163, 164, 165, 370 Saxagliptina 97, 361 Selozok 344 Sertralina 255, 381 Seventh report of the Joint National Committee on Prevention, Detection, Evaluation and Treatment of High Blood Pressure (JNC7) 10 Sibilo 160 Síncope 32 Síndrome de Cushing’s 2 Síndrome de nodo sinusal 27 Síndrome de Stevens-Johnson 99, 173 Síndrome do nó sinusal 23 Síndrome do ovário policístico 57 Síndrome metabólica 63, 128 Síndrome nefrótica 127 Singulair 169 Sinovectomia 197 Sintomas de hipoglicemia 83 Sinusite 99 Sinvascor® 153 Sinvastatina 130, 153, 364 Sinvastatina + ezetimibe 155 Sistema nervoso central 4 Sistema nervoso simpático 17 Sistema renina angiotensina aldosterona (SRAA) 17 Sitagliptina 97, 361 Sobetirome 147 Soja 174 Spiriva 166 Splendil 342, 353 400


Índice Alfabético SRAA 19 Sulfassalazina 194, 205, 372 Sulfetos 161 Sulfonilureias 67, 85, 92, 139, 358, 359 Sulfonilureias de primeira geração 92 Sulfonilureias de segunda geração 92 T T-0681 147 Tabaco 10 Tamanho da agulha 88 Taquicardia 27, 29, 38, 46, 165, 175 Tartrazina 161 Telmisartana 19, 341 Tenoxicam 197 Teofilina 167, 370 Terazosina 31, 349, 354 Terbutalina 163, 164, 165 Tetraidrofolato 200 Tiazolidinedionas 103, 361 Tiotrópio 166 Tipos de epilepsia 270 Tocilizumabe 217, 373 Tolrest 381 Topiramato 309, 389 Tosse 177 Tosse seca 18, 20 Toxicidade hepática 130 Trandolapril 17, 341 Transaminases hepáticas 134, 140, 146 Tratamento da epilepsia 272 Tratamento não farmacológico da epilepsia 321 Tremor 173 Tremores 163 Triancinolona 166, 198 Triancinolona acetonida 368 Triantereno 35, 346, 353 Triatec 341 Tricerol® 154 Troglitazona 104 Trombocitopenia 37, 201, 206 Tryptanol 375 U

Úlcera péptica 143 United Kingdom Prospective Diabetes Study 66 Uremia 127 Urgência hipertensiva 44 V Valdecoxibe 197 Valproato 300, 388 Valsartana 19, 341 Varfarina 170 Vascase 341 Vaslip® 153 Vasodilatadores 354 Vasodilatadores diretos 11, 37, 350 Veluxus® 76 Venlafaxina 256, 382 Verapamil 21 Verapamil Retard 343 Vigabatrina 304, 388 Vildagliptina 97, 361 Viscosidade plasmática 150 Visken 344 Vivacor® 154 Vômito 27, 29, 31, 36, 38, 46, 90, 102, 135, 143, 165, 168 Vytorin® 155 W Wellbutrin 376 X Xantina 167 Xerostomia 18, 20, 29, 31, 32, 36 Xolair 170 Z Zafirlukast 169, 369 Zanidip 342 Zestril 341, 352 Zetia® 155 Zetsim® 155 Zileuton 169 Zocor® 153

UKPDS 66, 82 Ulceração colônica 106 401


Colaboradores

ANDRÉIA CRISTINA CONEGERO SANCHES Farmacêutica pela Universidade Estadual de Maringá, Especialista em Farmacologia pela Universidade Estadual de Maringá, Especialista em Ativação de Processos de mudança na formação superior pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, Mestre em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), Doutora em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Paraná (na linha de pesquisa: Farmacologia). Atualmente é professora da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. DIOGO PILGER Farmacêutico pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Mestre em Epidemiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Doutor em Farmácia Assistencial pela Universidad de Granada (Espanha), na linha de pesquisa: atenção farmacêutica. Atualmente é professor da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal da Bahia e da residência multidisciplinar do Complexo Hospital Universitário Professor Edgar Santos.

403


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JÉSSIKA CAROLINNE VIEIRA Farmacêutica pela Faculdades Integradas de Ourinhos (FIO), linha de pesquisa: estudos de utilização de medicamentos. Tem experiência no acompanhamento farmacoterapêutico de pacientes portadores de doenças crônicas não transmissíveis em Unidades Básicas de Saúde. Atualmente atua como farmacêutica comunitária. JOICE MARA CRUCIOL E SOUZA Farmacêutica pela Universidade Estadual de Londrina, Especialista em Ciências Fisiológicas pela Universidade Estadual de Londrina, Mestre em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Maringá, Doutora em Medicina e Ciências da Saúde pela Universidade Estadual de Londrina, na linha de pesquisa: farmacoterapia. Atualmente é professora do Departamento de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual de Londrina. LEONARDO RÉGIS LEIRA PEREIRA Farmacêutico pela Universidade de Ribeirão Preto, Mestre em Fármacos e Medicamentos pela Universidade de São Paulo, Doutor em Toxicologia pela Universidade de São Paulo, pós-Doutor pela Università degli Studi di Pavia (Itália), na linha de pesquisa: Assistência Farmacêutica, Farmácia Clínica & Terapêutica. Atualmente é docente da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP/Ribeirão Preto. MATHEUS LAVORENTI ROCHA Farmacêutico pela Universidade Metodista de Piracicaba, Mestre em Ciências Fisiológicas pela Universidade Federal de São Carlos, Doutor em Ciências Biológicas (Farmacologia) pela Universidade de São Paulo (USP), pós-Doutor pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP/Ribeirão Preto, na linha de pesquisa: Farmacologia e Fisiologia da Contração Muscular. Atualmente é professor da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Goiás. 404


Colaboradores

PATRÍCIA DE CARVALHO MASTROIANNI Farmacêutica pela Faculdades Oswaldo Cruz, Especialista em Saúde Coletiva pela Universidade de Brasília, Especialista em Vigilância Sanitária em Medicamentos pela Universidade de São Paulo, Mestre e Doutora em Psicobiologia pela Universidade Federal de São Paulo, pós-Doutora pela Universidad de Sevilla (Espanha), na linha de pesquisa: assistência farmacêutica, farmácia hospitalar, propaganda de medicamentos, farmacovigilância e promoção do uso racional de medicamentos. Participou do XVII Curso Latinoamericano de Farmácia Clínica da Faculdad de Ciencias Químicas y Farmacéuticas da Universidad de Chile. Atualmente é professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). PRISCILA DE FREITAS LIMA Possui graduação em Ciências Biológicas – modalidade Médica pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), Mestrado em Neurologia pela Faculdade de Medicina USP/Ribeirão Preto, Doutoranda em Neurologia pela Faculdade de Medicina USP/Ribeirão Preto, na linha de pesquisa: Tratamento farmacológico da epilepsia. Atualmente ocupa o cargo de Presidente da Associação Brasileira de Epilepsia – Capítulo Ribeirão Preto. RAFAEL VENSON Farmacêutico pela Universidade Federal do Paraná, Especialista em Ciências Farmacêuticas (Atenção Farmacêutica) pela Universidade Federal do Paraná, Mestre em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Paraná, na linha de pesquisa: Farmacoeconomia. Atualmente é professor/palestrante em instituições de ensino de curso superior, ensino médio e órgãos da Secretaria de Segurança Pública e Justiça do Estado de Goiás (SSPJ-GO). ROBERTO BARBOSA BAZOTTE Farmacêutico pela Universidade Estadual de Maringá, Mestre e Doutor em Ciências (Fisiologia Humana) pela Universidade de São Paulo (USP), e 405


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pós-Doutor pela The University of Texas Health Science Center at Houston (USA), na linha de pesquisa: mecanismos de regulação da glicemia. Atualmente é professor do Departamento de Farmacologia e Terapêutica da Universidade Estadual de Maringá. ROBERTO KENJI NAKAMURA CUMAN Farmacêutico pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Especialista em Análise Síntese e Controle de Medicamentos pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Mestre e Doutor em Farmacologia pela Universidade de São Paulo (USP), na linha de pesquisa: diabetes mellitus tipo 2, hipertensão e inflamação. Atualmente é professor do Departamento de Farmacologia e Terapêutica da Universidade Estadual de Maringá. ROSA CAMILA LUCCHETA Farmacêutica pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Atualmente é Residente no Programa de Residência Integrada Multiprofissional em Atenção Hospitalar com ênfase em Oncologia e Hematologia no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. VERIANO ALEXANDRE JÚNIOR Médico pela Universidade Federal de Santa Catarina, Especialização em Residência Médica em Neurologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP, Especialização em Cirurgia de Epilepsia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/ USP, Mestrado e Doutorado em Medicina (Neurologia) pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP, na linha de pesquisa: Tratamento e Prognósticos das Epilepsias. Atualmente é Médico Assistente no Centro de Cirurgia de Epilepsia (CIREP) e responsável pelo Laboratório de Monitorização Terapêutica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP.

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ISBN 858973160-X

9 788589 731607

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