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Ano III Edição nº 22 - Dezembro de 2011

Distribuição exclusiva nas unidades da Padaria Brasileira e Brasileira Express

Dezembro chega e inaugura o período das promessas e projeções que nem sempre se concretizam, mas que representam as boas expectativas em relação ao ano seguinte.

Turismo Mercados natalinos alemães esbanjam luxo, beleza e sofisticação.

Estética Pele negra requer cuidado redobrado com a chegada da estação mais quente do ano.

Mundo pet Cães e gatos abandonados à própria sorte nas ruas dos centros urbanos.


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Dia Melhor - Ano III - Edição 22 - Dezembro de 2011


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EDITORIAL

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Sangue, telhados brancos e novidades nesta edição de dois anos Esta edição da Dia Melhor que você tem em mãos circula no segundo ano de vida do título. Nela apresentamos algumas novidades que, certamente, a torna mais atraente para o grande universo de leitores conquistado neste curto tempo de vida. Lá atrás, você encontra os tradicionais e consagrados passatempos: Cruzadas e Sudoku, que lançamos depois de pesquisas informais com um número importante de leitores. A sessão Dia Melhor Indica passa apresentar os eventos das mais diversas artes, considerados os mais significativos pela nossa redação. Esperamos agradá-los em nossas escolhas. A Dia Melhor também se incorporou à campanha promovida pela Santa Casa de São Paulo que se propõe a aumentar o número de brasileiros que doam sangue. A meta é chegar a 5% da nossa população, quantidade considerada ideal pela OMS – Organização Mundial da Saúde. Em anúncio da Dia Melhor, o leitor verá um pedaço dele ocupado pela propaganda criada pela agência de Young & Rubicam. Sendo a solidariedade uma das características positivas do povo brasileiro, temos certeza do sucesso que a campanha alcançará. Na mais recente reforma feita no imóvel que abriga a CABB Editora, o telhado foi coberto com uma tinta branca. Além de proporcionar mais conforto a todos nós, pois a temperatura interna do edifício baixou, estamos colaborando para a redução da temperatura do planeta, conforme explica matéria sobre o assunto. Fica aqui a nossa sugestão a todos que têm a possibilidade de cobrirem de branco os telhados dos imóveis que habitam e trabalham. Somos, os jornalistas, como não poderia deixar, por natureza, empedernidos provocadores. Os temas e textos que trazemos na Dia Melhor, além de compartilhar informação e entretenimento, vão um pouco mais adiante e tentam cutucar as nossas mentes para reflexões, que feitas à luz da verdade e da franqueza, podem tornar melhor a vida de cada um. É o que propõe a nossa matéria de capa, que apresenta as razões de alguns para tentarem dar uma virada em suas vidas no momento em que o calendário gregoriano faz com que renovemos as nossas folhinhas e agendas. Há muito mais conteúdo nesta edição da Dia Melhor que bate um recorde em seu número de páginas, confirmando ser a revista que mais cresceu na região do ABC neste ano; fato cuja causa é a sua preferência pela revista. Ficamos por aqui, desejando boas festas, paz e saúde em 2012 a você e a quem ama. Carlos A. B. Balladas

Nesta Edição 6 Editorial 10 Capa A hora da virada 19 Comportamento As razões da imaginação 23 Meu Olhar Um milagre no litoral brasileiro 32 Mundo Pet Abandono de animais: irresponsabilidade e crueldade 38 Decoração Sua casa pronta para as festas 42 Turismo Mercados Natalinos: uma viagem pela história e beleza alemã 46 Estética Pele negra exposta ao sol requer atenção 47 Saúde Obesidade: epidemia do século 21 48

Negócios em Movimento • ParkShopping São Caetano esbanja glamour e sofisticação • Nova loja de artigos de luxo em Santo André

51 Juris ABC Ressarcimento do INSS em acidentes de trânsito 54 Consumo Verão em cores vibrantes 56 Brasileira

Carlos A. B. Balladas Publisher Carla G. Ferreira Marina Schmidt Eduardo Kaze Reportagens Elaine Bosso Luz Diagramação Diego Visachi Tratamento de Imagens Natália Balladas Arte Final Ney Euphrausino Publicidade A revista Dia Melhor é uma publicação da CABB Editora Ltda. Distribuição gratuita nas lojas da Padaria Brasileira e Brasileira Express. Tiragem desta edição: 8.000 exemplares. Fale conosco: Avenida Utinga, 413 - Santo André - S.P. CEP 09220-610 Tel. (11) 4463-3222 (11) 4463-3144 diamelhor@diamelhor.com.br Créditos desta edição Capa – Texto: Marina Schmidt. Fotos: Marina Schmidt. Arte: Diego Visachi. Comportamento – Texto: Marina Schmidt. Fotos: Istockphoto. Meu Olhar – Texto e fotos: Flavia Montenegro. Cidadania – Texto: Eduardo Kaze. Fotos: Bruno Pires. Mundo Pet – Texto: Carla Guedes Ferreira. Fotos: Bruno Pires. Ação Social – Texto: da redação. Fotos: Divulgação. Decoração – Texto: Carla Guedes Ferreira. Fotos: Divulgação. Turismo – Texto: Redação. Fotos: Divulgação. Estética – Texto: Carla Guedes Ferreira. Foto: Istockphoto. Saúde – Texto: Redação. Foto: Istockphoto. Negócios em Movimento – Texto: Carla Guedes Ferreira e Bruno Coelho. Fotos: Bruno Pires e divulgação. Juris ABC – Texto: Bruno Coelho. Fotos: Divulgação. Variedades – Texto: Eduardo Kaze. Fotos: Laura P Borges. Imagem: Istockphoto. Consumo – Texto: Carla Guedes Ferreira. Fotos: Divulgação. Brasileira – Textos e fotos: MP & Rossi Comunicações. Meio Ambiente – Texto: Montero Netto. Fotos: Arquivo. Por que sou Brasileira – Texto: Redação. Fotos: Bruno Pires. Dia Melhor Indica – Textos: Eduardo Kaze e Marina Schmidt. Fotos: Divulgação. Outras publicações da editora

61 Por que sou Brasileira? 62 Dia Melhor Indica 66 Entretenimento

www.pfinal.com.br


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CAPA

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A hora da virada “Ano-Novo, vida nova, é um dito clássico. Contudo, raramente se traduz em mudança real. Na maioria das vezes, continuamos levando nossas vidas, mantendo nossas rotinas, postergando nossos projetos revolucionários. Mas toda regra tem exceção...”


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trecho ao lado é o inicio de uma crônica escrita pelo gaúcho Moacyr Scliar (19372011), publicada em 9 de janeiro deste ano pelo jornal Zero Hora. As ideias contidas nele representam uma realidade comum ao fim do ano, a oportunidade da mudança. Não diferente de muitos de nós, Scliar reproduz o ceticismo dos que acreditam que mudar é uma atitude que independe de uma data específica. Por outro lado, ele acrescenta um “mas” à história, que simboliza a expectativa, uma certa esperança, de outros tantos que creem: “agora é a minha vez”. O sucesso está em ser a exceção à regra. Ao final, começar o ano com uma vida nova será o privilégio de poucos vitoriosos capazes de transformar metas em realidade.

Para poucos

Lista de presente, de compras, de amigos secretos. Como se já não bastassem tantas relações nos pressionando, criamos aquela de prioridades: a famosa, e mais difícil de cumprir, lista de metas. Esse hábito já foi alvo de estudo científico e o resultado dele não é novidade: a maioria das pessoas não cumpre o que promete. Estima-se que apenas 10% dos proponentes às mudanças realizam seus feitos. Para o psicólogo britânico Richard Wiseman, autor da pesquisa, há tendências nas escolhas e nas formas como são cumpridas as metas e também existem maneiras de obter mais sucesso com as promessas. Além de constatar o que o senso comum já sabia – muitos objetivos se perdem ao longo do ano – Wiseman conseguiu identificar quais eram as metas mais fáceis e mais difíceis de serem alcançadas. A promessa que menos se concretizou foi “parar de fumar”. Em contrapartida, o objetivo mais bem sucedido foi “aproveitar mais a vida”. Nos dois casos, trata-se de mudanças de hábitos, mas cada um com peso diferente. “Os comportamentos crônicos são mais difíceis de serem corrigidos e a recaída é muito comum”, esclarece o psicólogo Luís Sérgio Sardinha, coordenador do curso de psicologia da UniABC. Reconhecemos esses comportamentos como maus hábitos e vícios, questões que devem ser observadas com mais atenção de acordo com o especialista. “É uma doença, muitas vezes, e necessita de acompanhamento de algum profissional para ser uma mudança bem sucedida”, orienta Luís Sérgio.

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“Um dos maiores problemas em não alcançar esses objetivos é a opinião das outras pessoas, que acabam julgando aquela pessoa como se fosse fraca ou não tivesse força de vontade, mas o problema pode estar além dessas questões”, adverte o psicólogo. “Não é vergonha alguma não conseguir e ninguém tem que rebaixar o outro por isso”.

Adeus ao velho hábito

A contagem regressiva na virada de 1995 para 1996 teve um sabor diferente para a funcionária pública Selma Lúcia Meira, 54. O gosto era comum ao seu cotidiano, mas naquele momento ganhava um ingrediente completamente novo: seria a última vez que experimentaria uma sensação com qual estava acostumada há mais de 25 anos. Pouco antes da contagem regressiva, Selma acendeu o último cigarro. Habitualmente, fumava com o marido e naquele momento quebrou o ritual. “Pedi a ele um cigarro, mas avisei que eu acenderia e ele não daria nem uma tragada”, lembra. Ainda sem entender o que aquele aviso representava, o marido foi o primeiro a saber que se tratava de uma promessa. “Vou parar de fumar”, disse ela, sem medir muito bem o peso daquelas palavras. “Passei aquele dia inteiro fumando e preparando tudo para festa, mas chegou um momento em que comecei a sentir dificuldade para respirar”, afirma. Selma costumava fumar 30 cigarros por dia e recebia o alerta do corpo justamente no último dia do ano. Fez dele o último dia do vício. “Quando eu comentava com as pessoas que havia parado de fumar, me dava conta do compromisso que havia assumido”, relata. “Eu não fazia ideia se conseguiria cumprir a promessa, mas precisava seguir com aquele propósito”. Ainda hoje, 15 anos depois, o sabor do vício daquele período não foi esquecido. A vontade de acender outro cigarro diminuiu com o passar do tempo, mas nunca passou por completo. “Às vezes, eu sonho que estou fumando ou mesmo sinto aquela necessidade, mas nunca desisti”.

Nova etapa

“Traçar a meta e um prazo para realizar o que eu desejava foi fundamental para minhas conquistas. Eu sabia que a partir daquela vitória viriam outras”, relata Raquel Meira, 28, filha de Selma. Ela nunca foi adepta das promessas e metas de fim de ano, e também não sencontinua


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ro a g Lar arro! cig

Selma abandonou mais de 25 anos de vício na noite de Reveillon

tiu influência em relação ao exemplo da mãe, mas, simplesmente, decidiu que não adiaria o sonho. Mãe de um menino de 8 anos, Raquel definiu, no final de 2007, que ingressaria na faculdade de psicologia no ano seguinte. “A faculdade representa crescimento pessoal e profissional, além de ser uma forma de garantir mais conforto e estabilidade para o meu filho”, destaca a, hoje, estudante de psicologia. Conforme determinado por ela mesma, realizou o objetivo de retomar os estudos. Raquel cumpriu a promessa da virada no prazo fixado, embora tenha traçado metas desse tipo pela primeira vez. “Eu nunca tinha feito promessas de fim de ano, mas descobri que esse pode ser o primeiro e mais importante passo no planejamento das minhas conquistas”, afirma, deixando claro que, embora não seja comum fixar metas amparadas pela mudança de ano, projeta expectativas para a fase que será iniciada a partir de janeiro. “Em 2012 eu concluo uma etapa, que começou com aquela meta traçada em 2007. O ano que vem vai ser muito especial, meus objetivos são terminar a faculdade e me casar”, finaliza.

Mudanças planejadas

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Raquel acredita que metas e prazos são o caminho para o sucesso

“A virtude da vida é que ela acontece a cada dia, e no nosso cotidiano enfrentamos novos desafios e novas conquistas o tempo todo”, avalia Luís Sérgio. Para o psicólogo, “as grandes mudanças ocorrem no dia a dia, mas ter uma data ajuda a definir um ponto de partida”. O que fortalece o espírito da mudança nesse período é a sensação de união, de que este é um momento coletivo. “A vantagem da virada do ano é que ela acontece para todo mundo, dá a impressão de que estamos sendo mais incentivados”, afirma. Incentivo aqui também carrega a conotação de cobrança, que nem sempre é ruim. Dividir as promessas e as metas com outras pessoas, ou apenas informá-las do propósito é uma das maneiras mais eficazes de realizá-las. “É uma cobrança a mais para que aquele projeto seja cumprido ou não seja esquecido”, orienta Luís Sérgio. Outra dica importante para quem quer promover mudanças a partir do próximo ano é ter coerência com o que está sendo definido, lembrando sempre de planejar como os objetivos serão atingidos e quais serão os recursos (inclusive ajuda) necessários para isso.

Vida nova, todo dia

O engenheiro de produto Sandro Evangelista, 35, está habituado aos prazos e programações. Planejamento é palavra

corriqueira na sua profissão e algo feito e refeito diariamente, tanto na esfera pessoal como profissional. Para ele, a expectativa nutrida na virada do ano é algo que perde o sentido diante da disciplina que deve ser mantida no dia a dia. “As pessoas usam esse marco às vezes como uma desculpa, um amuleto”, afirma com serenidade. “Aquilo que deveria ter sido feito ao longo do ano é empurrado para o seguinte”. Porém, não quer dizer que ele não tenha sonhos ou que seja radicalmente contra essa prática. “Tem um lado positivo para os que se apegam a isso, muitas vezes é o detalhe que estava faltando para fazer as coisas acontecerem”. Disposto a aprender com cada situação, Sandro demonstra a maturidade de quem sabe quando e como agir, ou, pelo menos, que o passo certo pode ser dado a qualquer momento, desde que seja conveniente. “Eu sei que para muitos a virada do ano representa um corte importante na linha do tempo, é um marco, mas costumo projetar meus objetivos amparado em situações concretas”. Neste momento, ele busca novas oportunidades profissionais. O objetivo que simboliza uma nova etapa coincide com o fim de mais um ano e o início de outro, para o qual sempre projetamos o melhor, independente dos rituais que seguimos ou não. “A vida pode ser mais bem aproveitada se fizermos essa nova fase acontecer a cada dia”, conclui.

Tempo de recomeçar

Dezembro tornou-se um mês emblemático na vida da pedagoga Paula Belmino, 36. Foi nesse mês, em 2004, que ela conheceu o marido, Reinaldo Rodrigues, 38. Na época, vinha a São Paulo pela primeira vez, partindo de Natal (RN) para a capital paulista pela primeicontinua

Em 2012, eu concluo uma etapa, que começou com aquela meta traçada em 2007” Raquel Meira


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Paula e a filha Alice, símbolo da renovação

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“Costumo projetar meus objetivos amparado em situações concretas”, afirma Sandro

ra vez com o objetivo de levar adiante o relacionamento que havia começado pela internet. “Eu passei um mês aqui e quando voltei descobri que estava grávida”, conta. O casal passou o período da gestação distante, mas mantendo a união e o apoio mútuo. No entanto, estavam prestes a viver momentos conturbados. O bebê de Paula nasceu morto. Seria a vez de Reinaldo fazer a viagem para dar a ela o apoio necessário. Voltaram juntos para São Paulo. Novamente, o mês de dezembro seria marcante na vida dos dois. No Natal de 2005, um ano depois de se conhecerem e dois meses depois da perda do filho, fizeram uma viagem e sofreram um grave acidente. “Quando eu sofri o acidente eu tive a sensação de viver de novo, o Natal passou a representar sempre um recomeço”, afirma a pedagoga. “Eu sempre vou lembrar que eu revivi no Natal”, acrescenta. Era um momento de recuperação, de-

ar! ç e om Rec

pois de um ano marcado por situações trágicas. Paula e Reinaldo se casaram em fevereiro do ano seguinte (2006) e dias depois tiveram a certeza de que tinham iniciado uma vida nova naquela virada de ano, o nome desta vida é Alice, hoje com cinco anos. “Quando eu soube que estava grávida tive a certeza de quando minha filha foi gerada. Foi justamente na virada do ano, com os fogos de artifício rompendo no céu, que ela começou a existir dentro de mim”, complementa Paula. Dezembro, por todos os acontecimentos, ganhou uma importância diferente para ela, que até então não era apegada à promessa e metas. “Eu faço um balanço nessa época do ano, passo o ano lutando pelos meus objetivos, mas sei que o que não foi conquistado até ali será buscado e, quem sabe, alcançado, no ano seguinte”, revela. “A virada do ano me trouxe amor, esperança, vida e muita felicidade”.


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COMPORTAMENTO

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As razões da imaginação

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s brinquedos no canto da sala não passam de brinquedos, até que uma pequena mão se aproxime deles. De repente, bichinhos e bonecos ganham vida. Na brincadeira de uma criança a imaginação parece não ter limites, as histórias seguem soltas como se as cortinas de um grande teatro se abrissem para uma nova realidade. Pode não parecer, mas há muito mais razão por trás desses enredos. E uma surpresa: os adultos fazem mais parte desse universo do que parece. Quando criam histórias e brincadeiras, as crianças reproduzem o mundo em que vivem, com todos os atores que o compõem. Imitar adultos é uma das formas mais evidentes dessa característica. É uma maneira sadia de compreender a sociedade, explica a psicopedagoga Daniela Ruiz de Mendonça. “Quando a criança imita um adulto, significa que ela consegue observar o mundo ao seu redor e que está incorporando os modelos sociais”, afirma.

“É, inicialmente, apenas um exercício de dramatização, de situações vivenciadas pelos adultos e captadas pela criança, entretanto, ela está brincando com suas emoções e sentimentos, tentando entender e elaborar o que escolheu para representar”. Entre dragões, guerreiros e feiticeiras, o grande teatro criado pelas mãos que manipulam brinquedos abre espaço à criatividade. E o auxílio dos adultos nesse caso não pode ser deixado de lado; estimular esse processo é um papel de quem as orienta. “Pais que ligam com frequência a TV para o filho estão estimulando a inatividade. Pais que propiciam momentos de brincadeiras imaginativas oferecem à criança a possibilidade da elaboração de histórias que se enriquecem com o passar do tempo”, explica Daniela. continua


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A partir dos oito anos:

Dos seis aos oito anos:

Dos três aos cinco anos:

Até os três anos:

As fases da imaginação

Os bebês realmente acreditam que os objetos ganham vida. Não é à toa que se divertem tanto com uma conversa entre colheres na hora da refeição. Nesta fase, elas descobrem novas sensações no contato com objetos e brinquedos: quente e frio, liso e rugoso, os sons produzidos. Os adultos são fundamentais nesse período, eles é que vão estimular a brincadeira e o desenvolvimento. “Abuse de peças para empilhar ou para encaixar estimulando, assim, ações motoras, desafios e exploração do ambiente”, indica Daniela.

As brincadeiras se desenvolvem junto com as crianças. As histórias ganham sentido e ação. Cenários começam a ser montados para fazer a brincadeira acontecer. “As crianças sentem necessidade de usar objetos da casa para compor suas fantasias, então viram cadeiras, arrastam vasos e compõem cenários”, explica a psicopedagoga. “Nesta fase, muitas crianças fazem o convite aos pais para participarem da brincadeira”. É só embarcar!

“As histórias ganham sentido, coerência e até finalidade”. Sentimentos e situações são usados nas brincadeiras. “As crianças já conseguem trazer temas como medo, raiva, amor e guerra para as histórias”, explica Daniela. É a fase em que os personagens favoritos ganham uma importância muito grande. As crianças “querem ser como a Barbie ou ter os poderes do Homem Aranha”. É fase da imitação! E da troca rápida de um herói por outro.

A imaginação ganha importância como aventura real. As crianças querem emoção. “Parques temáticos são excelentes para a criança soltar a imaginação e brincar para valer”, indica Daniela. Aos poucos, a fantasia dá lugar à realidade. Os amigos imaginários vão embora, vêm os amigos reais.

“Brincar de faz-de-conta é muito mais benéfico para a criança do que assistir um super desenho. Ao visualizar o desenho, a criança recebe um amontoado de imagens, cores, sons. Ao brincar e imaginar a criança cria e recria, estimulando a criatividade e fazendo representações”, explica Daniela. “Brincar já é por si só terapêutico”, avalia.

Brincadeira tem hora

O mundo da imaginação parece ser um mundo livre e sem fronteiras, mas impor limites torna a diversão sadia e estimula o desenvolvimento coerente das crianças. “A criança pode imaginar, criar histórias e fantasiar personagens, contudo não pode misturar com a realidade e quem são os norteadores são os pais”, comenta Daniela. Brincadeira tem hora, lugar e limites. Quando é hora da refeição, não se brinca. Momento de fazer dever da escola deve ser levado a sério. E a brincadeira não pode ser pretexto para irresponsabilidade. “Se os pais acham bonitinha a criança culpar o Peter Pan por não ter arrumado o quarto, estarão incentivando a mentira”, alerta a psicopedagoga. “O que é certo e o que é errado podem ser ensinados enquanto a criança brinca ou quando ela se justifica. Assim, a família evitará que a criança se torne um adolescente sem limites morais”.

Papai Noel existe?

Os pais que gostam de contar histórias sobre o Papai Noel ou sobre o Coelhinho da Páscoa podem ficar aliviados, esses personagens também são uma forma de estimular a imaginação, orienta Daniela. Por algum tempo, como foi com alguns de nós, esses mitos as colocaram em um universo mágico e fascinante. Naturalmente, a fantasia vai dar lugar à realidade, e vai surgir a dúvida: “Papai Noel existe mesmo?”. Não é preciso se preocupar sobre quando deve ser contada a verdade, explica a psicopedagoga. “Quando chegar o momento de cada criança, isto é quando ela descobrir por si mesma, ela vai informar aos pais a descoberta e vai perguntar se é verdade”. Mais uma vez, a relação entre adultos, crianças e imaginação prova ser um elo, onde se compartilham histórias e descobertas. “Elas perguntam aos pais, pois confiam neles”, reforça Daniela. “Essa é uma boa hora para falar sobre o assunto, explicando que foi a família que comprou o presente de Natal, mas ressaltando que há algo belo e grandioso na história de Papai Noel”.


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Um milagre no litoral brasileiro

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o São Miguel eu não sei muito, mas que o lugar é um milagre, isso percebi logo que cheguei. O mar, cheio de arrecifes perto da praia, tem uma cor magnífica e única. A praia tem somente os elementos colocados ali pela natureza: areia clarinha, as ondas das águas mornas do mar, coqueiros e as sombras deles. Os frágeis e coloridos barcos dos pescadores, que balançam sobre as águas, faz parecer que estamos num cenário de um filme de remota época. A vontade é a de se transformar em algo inanimado – um tronco, uma pedra – e ficar eternamente contemplando a magnífica paisagem oferecida por este pedaço do litoral brasileiro. As imagens que registrei em outubro de 2010 dão uma noção aproximada das belezas de São Miguel dos Milagres. Se puder, vá até lá. Flávia Montenegro Fotógrafa continua

MEU OLHAR

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Flavia Montenegro, uma das revelações do universo da fotografia brasileira e colaboradora da Dia Melhor, nos traz nesta edição a localidade de São Miguel dos Milagres, bucólica e encantadora cidade litorânea das Alagoas. Com menos de oito mil habitantes, esta microcidade tem as praias menos frequentadas do litoral nordestino, já que, inteligentemente, os seus habitantes optaram por impor restrições à entrada de turistas. Excursões são proibidas. A morna temperatura das águas, a preservação das praias e aconchego das pousadas faz deste lugar o destino perfeito para quem quer desfrutar da exuberância do nosso litoral com tranqüilidade.


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CIDADANIA

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Seminário aborda sociedade produtiva e sustentável

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ealizado em 17 de novembro na Universidade São Caetano do Sul (USCS), o Seminário Jovens Urbanos selou a parceria da instituição de ensino com a Fundação Itaú Social e o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). Itaú Social e Cenpec são os responsáveis pelo Programa Jovens Urbanos (PJU), cujo objetivo é realizar ações voltadas à formação profissional de jovens por meio de Organizações Não Governamentais (ONGs), oferecendo oficinas sobre diferentes temas, como tecnologia digital, de imagem e som, moda, design e arquitetura urbana.

Debate

Na função de palestrantes estiveram a professora Maria do Carmo Romeiro, diretora da área de pesquisa da USCS; Lídia Goldenstein, integrante do Conselho de Administração na Nossa Caixa Desenvolvimento; e Eduardo Ferreira, superinten-

dente de microcrédito do Itaú. Os temas, apesar de correlacionados quando em âmbito social, não foram conexos entre si na ocasião. A primeira a se apresentar foi Maria do Carmo, tratando de consumo consciente. Segundo a professora, o ascender de uma nova consciência consumidora é responsabilidade dos que consomem. As empresas, responsáveis pelos produtos e, automaticamente, pelo caráter ecológico ou não dos mesmos, devem ser pressionadas para que se “sintam com força para oferecer novos serviços”. Como exemplo, utilizou o ABC. “Já tivemos no passado indústrias, inclusive aqui na região, que ofertavam produtos ‘opção verde’. Eram produtos que, infelizmente, tiveram a produção interrompida porque o consumidor não respondeu à demanda daquela oferta”. Um pacote com 500 folhas de papel sulfite, de tamanho comum (21cm x 29,7cm), em gramatura de 75 gramas, custa em média R$13. A mesma especificação em um produto reciclado sai por R$14 – portanto, salvar o planeta

é mais caro e quem paga por isso é o consumidor.

Economia criativa

“Estamos vivendo uma revolução tecnológica”. Sob esta afirmação, teve início a palestra de Lídia Goldenstein. Segundo ela, vivemos um momento no qual o próprio trabalho tem se revolucionado; as ‘arcaicas’ manufaturas, nas quais o desempenho físico supera o intelectual, estão hoje colocadas em regiões específicas do planeta, como por exemplo, a Ásia. Lídia divide a produção em duas partes, na qual a primeira, à qual chama ‘nobre’, é voltada ao desenvolvimento de tecnologias (que nomeia como produção intangível) e a segunda à realização material desta tecnologia. Ela simplifica: “A Aple (indústria norte americana de softwares e serviços ligados à informática) desenvolve a tecnologia. A produção está na Ásia”. De acordo com a palestrante, “Empresas


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29 Apesar de se tratar de áreas correlatas, seminário não abordou temas de forma interligada.

tem mais gastos em tecnologia do que em produção”. Todavia, quando indagada sobre o fato da redução deste preço na produção estar baseado na ocorrência de existir trabalho, por exemplo, de asiáticos que atuam sem leis trabalhistas e, logo, sob trabalho precário e barateado, ela rebate rapidamente, afirmando que a situação está melhorando: “Você pode pensar que, por exemplo, os salários estão subindo na china que, inclusive, está tendo uma inflação por conta dessa

elevação.”, afirma. Dados recentes apontam que somente 4% dos chineses das áreas urbanas estão desempregados. A inflação chinesa está em 6% ao ano. O Brasil possui taxa de desemprego em 6,7%, com inflação de 5,91%. A população brasileira é de 190,7 milhões, a chinesa de 1, 341 bilhão de pessoas.

Microcrédito

O microcrédito é uma modalidade pela

qual o empreendedor popular, dono de um pequeno comércio ou manufatura, obtém crédito para melhorar os negócios. O Itaú oferece, além de valores com teto de R$ 15mil, orientação financeira, realizada por agentes selecionados entre moradores das comunidades e líderes comunitários, ou, segundo as palavras de Eduardo Ferreira (responsável pela apresentação deste tema), “pessoas que tenham atividade social intensa, que se preocupem com as causas sociais, e que tenham boa capacidade analítica”. Sobre os cuidados do Itaú frente à liberação de créditos populares, Ferreira afirma: “O crédito é dado segundo o que chamamos de crédito consciente. Tradicionalmente, o bom cliente é o que demonstra capacidade de pagamento. No caso do microcrédito, o bom cliente é aquele que, além de apresentar boa capacidade de pagamento, demonstra um plano, uma intenção de utilização deste crédito de forma consciente”. O superintendente finaliza, afirmando que a ação é pensada como um negócio, não como uma ação social, pois, segundo ele, “a ação social acaba, o negócio é perene”.


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Melhore Sua Auto-Estima!

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MUNDO PET

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Abandono de animais: irresponsabilidade e crueldade


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rua é o destino de muitos cães e gatos que são deixados pelos donos, geralmente no período de férias e festas de fim de ano. Abandonados à própria sorte, esses animais lutam para sobreviver sozinhos nos grandes centros urbanos. A insensibilidade, a irresponsabilidade e a falta de consciência de algumas pessoas ficam mais evidentes neste período quando o número de abandonos no Brasil aumenta mais de 30%. Segundo a Organização Não Governamental (Ong) Grupo de Ajuda e Amparo aos Animais do ABC (Ajudanimal), de Ribeirão Pires, milhares de cães e gatos vivem nas ruas das sete cidades do ABC. “No período de festas, essa quantidade, que já é alta, aumenta em até 80%”, explica Cecília Bentini, diretora da instituição. Ao invés de procurarem alternativas para garantir a integridade do bichinho, como pet shops e hotéis, os proprietários decidem pelo caminho mais fácil: largá-los nas ruas. Para Fernanda Perrone, diretora Ong Cãotinho do Kk, esse procedimento é resultado de comodismo, falta de amor, descaso e ignorância de muitas famílias. Já Cecília acredita que o abandono é resultado da venda desenfreada de animais e da compra motivada pelo impulso. “Um animal de estimação é como uma criança, que requer paciência, gastos, educação e atenção”, compara Beatriz Bernardes da Costa Lima, fundadora da Ong Amigos dos Bichos. As pessoas, segundo ela, muitas vezes se esquecem desses cuidados e, por isso, os descartam. Embora o abandono de animais configure como crime ambiental previsto pelo Decreto nº 24.645 de 1934 e pela Lei Federal nº 9.605 de 1998, as pessoas ainda insistem em deixá-los desamparados. “Infelizmente as autoridades nada fazem a esse respeito. Quem pretende denunciar ou solicitar ajuda, não consegue. As Ongs acabam fazendo esse papel de protetoras independentes, resgatando, cuidando, doando e fiscalizando seus animais”, explica Beatriz. Cecília, por outro lado, aponta a ausência de conhecimento das delegacias na condução desse tipo de casos. “As autoridades desconhecem as penalidade para maus-tratos. Falta pessoal nas corporações para verificar todas as denúncias e, quando as leis são aplicadas, infelizmente as penas são muito brandas, isso acaba incentivando outros crimes sem o peso de uma punição maior”, avalia. Além de configurar como crime, deixar animais nas ruas traz diversas consequências às pessoas, como proliferação da espécie nas ruas e elevação do índice de acidentes de trânsito. “O mais importante disso tudo é a ‘deseducação’ da sociedade, que passa esse exemplo cruel de descartar as coisas. Animal não é lixo e nem objeto para ser jogado fora”, conclui Cecília.

Justificativas do abandono

Os motivos que justificam a decisão são diversos e vão desde a despesa com tratamentos veterinários até o incomodo com o miado ou latido. “A pessoa que adota um animal precisa considerar decisões futuras nas quais o bicho deve ser incluído, como, por exemplo, a mudança de casa para apartamento”, alerta. Fernanda Perrone considera a questão do abandono um problema de saúde pública. Para ela, as Ongs são incapazes de suprir a quantidade de animais descartados devido à falta de recursos, apoio financeiro dos órgãos públicos e ausência de locais específicos para abrigar os bichos. “Existe uma divisão entre prefeituras e órgãos de proteção animal, isso acaba dificultando o trabalho”.

Apesar dessas dificuldades, as instituições tiram das ruas cães e gatos abandonados pelos donos. Para garantir qualidade de vida e cuidados especiais aos bichos, a maioria das Ongs possuem “cota” de resgate, assim que os animais são realocados a novos lares, outros são resgatados. Ao contrário do que muitos imaginam, os bichanos são, em média, 37% mais abandonados do que os cães. “Esses animais são muito marginalizados, porque existem muitos mitos a respeito deles. Além disso, os gatos sofrem discriminação por serem considerados traiçoeiros. Entre os cães, segundo Cecília, os vira-latas e os Pitbulls lideram o ranking do abandono no ABC. Os primeiros são os mais descartados pelas pessoas, enquanto a segunda raça, uma vez deixada nas ruas, dificilmente conseguirá encontrar um novo lar, devido à personalidade “agressiva”.

Campanhas

Visando conscientizar as pessoas sobre questões referentes ao abandono e maus-tratos de animais, algumas Ongs promovem campanhas informativas que orientam sobre a importância de castrá-los para evitar a superpopulação de cães e gatos nas cidades. Apesar desse trabalho intenso, segundo as instituições, a quantidade de animais deixados nas vias públicas ainda é crescente. No ano passado, somente na cidade de São Paulo, de acordo com o Centro de Zoonoses (CCZ), cerca de dois milhões de bichos foram descartados nas ruas. Castração e campanhas educativas estão entre as alternativas apontadas pelas instituições para conter a proliferação. “Precisamos orientar as pessoas de baixa renda e fazer parcerias com clínicas, faculdades de medicina veterinária e o poder público para solucionarmos esse problema”, sugere Cecília, diretora da Ong Ajudanimal. Outra iniciativa direcionada ao controle da natalidade de animais e a posse responsável é idealizada pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2001, a instituição criou o Programa USP Convive. Coordenada pelo professor, Tibor Rabóczkay, a ação consiste em recolher no campus da Cidade Universitária cães e gatos abandonados. “Esses animais são abrigados, vacinados, vermifugados, castrados, tratados e depois encaminhados para adoção”. continua


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Segundo o professor, o projeto tem auxílio de voluntários, que formam o grupo Patinhas Online. “Essas pessoas dão banho, passeiam, enfim, são responsáveis por conseguir um novo lar para os animais”, conta. Atualmente, o abrigo temporário tem mais de 190 animais, entre cães e gatos. Além do resgate, o programa também promove atividades educativas sobre posse responsável e campanhas de castração gratuita.

Adote um amigo

Milhares de cães e gatos esperam ansiosos por um novo lar. Para adotar um animal é necessário ter mais de 18 anos, apresentar RG ou CPF, informar endereço e telefone. Algumas instituições cobram uma taxa colaborativa, pois sobrevivem de doações. As fotos e dados dos animais para adoção estão disponíveis nos portais: www.patinhasonline.com.br; www.ajudanimal.org; www.caotinhodokk. com.br e www.amigosdosbichos.org.

Mulher recolhe cão abandonado


AÇÃO SOCIAL

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Componentes do Rotary Club Santo André-Norte (acima) comemoram sucesso da festa que atraiu milhares de pessoas

Mais de um mil em festa do Rotary

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Salão Social do Clube Atlético Aramaçan recebeu no último dia 21 de outubro cerca de 1,1 mil pessoas, que prestigiaram a 12ª edição da tradicional Festa Alemã organizada pelo Rotary Club Santo André – Norte. Com diversas opções da gastronomia germânica e uma decoração de alto nível, a festa ficou completa ao som da banda Faixa Nobre. A Festa Alemã é uma ação social que visa arrecadar fundos para que sejam revertidos como investimento a quatro projetos da entidade. Entre eles, o “Educando Com Visão” que já atendeu mais de 1,5 mil crianças carentes da rede municipal de ensino, totalizando quase mil óculos doados àquelas que apresentam necessidades. Coordenador desta edição do evento e futuro presidente do Rotary Club Santo André – Norte na gestão 2012/2013, Dorival Pereira de Souza demonstrou satisfação com o resultado. “É um trabalho feito com esforço e seriedade. Vê-lo na prática é extremamente gratificante, já que conseguimos divertir pessoas e colaborar com o próximo”, conclui. O presidente atual do clube é o empresário Átila Besó Brú.


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Sua casa pronta para as festas

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nfim, chegou dezembro. Nesse mês, as pessoas começam os preparativos para as confraternizações de Natal e Fim de Ano. Para celebrar esse momento especial, a decoração da casa requer aquele toque mágico para receber os amigos e os familiares. Na condição de anfitriãs das festas natalinas, as salas de estar e jantar precisam estar impecáveis. Para conferir elegância, charme e aconchego aos espaços, as arquitetas Sandra Diniz e Marina Dubal sugerem opções valiosas de decoração. Em primeiro lugar, antes de começar a colocar a ‘mão na massa’ é preciso analisar o layout das salas, para definir como os móveis e objetos serão dispostos. “Para transmitir a sensação de aconchego, a organização é fundamental”, explica Marina Dubal, destacando que, móveis fora do lugar, além de afetarem o equilíbrio do espaço, atrapalham a circulação. Após essa organização, é hora de começar as mudanças. Nesse momento, vale usar e abusar da criatividade. Os tapetes, por exemplo, além de serem artigos ideais para delimitar, proporcionam ao ambiente uma gostosa sensação de conforto. Para os espaços mais amplos, Marina sugere o uso de modelos estampados e coloridos. Para alegrar a ocasião, as paredes também merecem um tratamento especial. Os papeis de parede e as texturas são opções com bom custo e benefício, que ainda con-


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ferem elegância e beleza ao ambiente. “Abuse das cores marcantes, mas sempre combinando com os tons do sofá ou cadeiras”, ensina Sandra Diniz. Marina, por sua vez, indica os papeis de parede laváveis (vinílicos) para áreas com maior circulação e para casas com crianças e animais de estimação. As texturas, por outro lado, são recomendadas, sobretudo quando a parede é grande. Protagonista das comemorações de Natal, a sala de jantar recebe combinações inusitadas na decoração. “Quando o espaço é quadrado ou retangular, vale mesclar as cadeiras com um banco ou até mesmo os dois elementos”, explica Sandra, indicando ainda, em um dos cantos do cômodo, a instalação de um espelho forrando toda a parede, conferindo assim, a sensação de amplitude ao ambiente. Quanto aos elementos decorativos, Marina sugere abrir mão daqueles com detalhes em textura natural, como palhas.

Além do charme, o bem-estar é o mais importante nas festas, por isso, vale abusar das combinações. “Um sofá na cor neutra ganha destaque quando inserido próximo a uma poltrona colorida ou até estampada, ressalta Sandra. Segundo a arquiteta, para instalar uma televisão no espaço é preciso criar um painel de madeira, laca ou lâmina, e pintar a parede de forma que a nuance escolhida combine de forma harmônica com o a painel. Assim como no vestuário, nas salas de jantar e estar os acessórios fazem a diferença. “Os adornos devem contar a história dos moradores e expressar a identidade daquela família. Dê preferência aos quadros de arte. Algumas peças como vasos, são boas pedidas, especialmente quando acompanhados de um belo arranjo de flores naturais”, recomenda Marina.


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TURISMO

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Mercados Natalinos:

uma viagem pela história e beleza alemã

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o Natal, as guirlandas misturadas às luzes e pisca-piscas tomam conta das ruas, vitrines e casas. Em grande parte da Europa, o branco da neve se mistura ao tradicional vermelho e verde e Papais Noel dançantes inspiram alegria e despertam o sentimento de fraternidade. A Alemanha, em especial, ganha um colorido a mais com os tradicionais Mercados Natalinos que, já no final de novembro, mudam a paisagem urbana em todo país. As praças de quase todas as cidades ficam tomadas de barracas, que mais parecem as típicas casinhas alemãs de telhado “bordado”. Todos os tipos de souvenirs e, principalmente, de decoração natalina, como toalhas temáticas e globos de neve, encantam aqueles que visitam a feira. O frio convida ao vinho e ao chocolate quente, enquanto os tradicionais sanduíches de embutidos, bolinhos de batata ralada, bolachas e delícias de marzipã enchem olhos e barrigas. Mercado Natalino em Frankfurt


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Para todos os gostos

São mais de 2.500 Mercados Natalinos montados e espalhados por toda Alemanha. Em Munique, a feira de Natal é realizada na Marienplatz, a praça central da cidade velha. Embaixo de uma antiga árvore de quase 30 metros, quiosques vendem objetos de decoração, brinquedos e muitos “comes e bebes”. O visitante sente-se em uma grande festa popular, onde o clima natalino é autêntico. Aos arredores, ocorre a famosa Feira dos Presépios, conhecida pelas estátuas de madeira. Em Salzburg, o que não falta são belos monumentos e lugares. Os próprios Mercados de Natal são realizados em locais que merecem visita, como a Praça de Mirabel, de onde se vê o palácio que lhe emprestou o nome, a fortaleza Hohensalzburg e o pátio do Palácio de Hellbrunn. Nas barraquinhas o visitante encontra desde excelentes ideias de presentes e compras, como os enfeites artesanais, até o irresistível Mozartkugeln, um bombom típico alemão. Em Rothenburg ob der Tauber, uma pequena e medieval cidade alemã, onde quase tudo se conserva original e intacto, o viajante tem possibilidade de conhecer não só Mercados Natalinos, como também o famoso Museu do Natal, onde uma infinidade de árvores raras, decoradas com diversos materiais, como algodão, papelão e, até, vidro, se misturam aos mais de 150 modelos de Papai Noel e diversos outros atrativos que remetem à data. É em Nuremberg, na Bavária, que está o mais conhecido Mercado Natalino da Alemanha. Além de poder se deliciar em meio a tantas possibilidades de compras, o viajante está em uma cidade que é a mistura do moderno com o antigo. Com cerca de meio milhão de habitantes, o lugar ainda conserva igrejas góticas e castelos medievais. No histórico Handwerkerhof, no Pátio dos Artesãos, o visitante pode admirar continua

Cidade de Nuremberg

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desde os tradicionais trabalhos de pintura em vidro e a fundição de estanho, até os retoques finais em artigos de couro. Marcada por grandes obras da arquitetura, Würzburg é onde está um dos mais belos patrimônios culturais da Unesco, a Residenz. Além de visitar e ver de perto essa construção, que é a verdadeira expressão da arte barroca, o viajante deve ir, claro, ao Mercado Natalino local. Nos mercados de Würzburg é possível encontrar todos os artigos necessários para uma farta ceia alemã, como as salsichas e pães de gengibre. Aos apreciadores de paisagens inebriantes e gastronomia farta, o Natal alemão é, sem dúvida, roteiro indispensável. Würzburg


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Museu de Natal em Rothenburg

Kathe Wohlfahrt’s, a badalada loja de Natal em Rothenburg

Castelo de Neuschawanstein

Munique

Mercado Natalino de Frankfurt

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ESTÉTICA

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Pele negra exposta ao sol requer atenção envelhecimento precoce”, lembra o dermatologista Valter Claudino, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André. Por causa do excesso de oleosidade, comum à pele negra, o surgimento de cravos e espinhas é maior, especialmente no verão. Por mais difícil que seja conviver com elas, a orientação dos especialistas é tomar cuidados simples para não piorar a situação.“Evite espremer a região, pois durante a cicatrização pode ocorrer um derrame de pigmento resultando em manchas escuras”, explica o dermatologista, destacando que a pele deve ser mantida limpa, hidratada e protegida dos raios solares. Para reduzir o surgimento de manchas na pele é necessário evitar água quente, sabonetes esfoliantes e sempre hidratá-la com cremes após o banho. “Sem proteção a pele negra mancha facilmente, perde o brilho e torna-se opaca. Os cuidados precisam ser redobrados por conta da exposição ao sol”, explica o médico. Preocupada com a saúde e estética da pele, a jornalista Suzete Botasso, 38 anos, segue a risca um ritual diário de hidratação do corpo e do rosto. “Uso sempre cremes específicos para pele negra. Também evito banhos demorados e muito quentes”, explica ela, que prefere produtos com amêndoas em sua composição. Além disso, Suzete adotou o uso diário do filtro solar. “Foi recomendação da minha esteticista para evitar manchas no rosto e envelhecimento precoce. Ainda não comecei a usar creme anti-sinais, pois a pele negra demora mais para envelhecer. No entanto, pretendo começar o ritual de limpeza, tonificação e hidratação noturna ainda este ano”.

Limpeza e tonificação

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rivilegiadas pela natureza com uma beleza exuberante, as mulheres de pele negra levam algumas vantagens em relação às mais claras, especialmente na hora da exposição ao sol. Isso ocorre por conta do alto índice de pigmentação da pele, que funciona como um filtro solar natural e a torna mais resistente. Apesar dos benefícios, vale ressaltar que “independente da cor ou tipo de pele, o excesso de sol ocasiona sérios problemas como câncer, manchas, queimaduras, ressecamento e

A poluição, o suor, os resíduos de maquiagem e o acúmulo de células mortas aumentam a oleosidade da pele ao longo do dia. Para mantê-la sempre bonita, saudável e renovada, é preciso seguir uma rotina diária que começa logo de manhã. Lave o rosto com o sabonete adequado para o seu tipo de pele, depois aplique uma loção adstringente e lembre-se de passar o filtro solar antes de sair. Durante a noite, após a limpeza, utilize um creme com vitamina C ou hidroxiácidos. No corpo um hidratante lubrificante, com óleo de avelã, uva ou macadâmia é o suficiente. A pele negra possui algumas substâncias mais abundantes como é o caso da melanina e do colágeno, o que facilita a hiperpigmentação e a formação de quelóides, portanto é preciso cuidado redobrado na hora de fazer tratamentos estéticos. Os peelings e lasers, por exemplo, se não forem bem aplicados, podem prejudicar a pele resultando num processo inflamatório intenso. Para esse tipo de pele existem tratamentos mais suaves e superficiais que agridem menos a pele. Para exibir uma pele saudável e bem tratada, vale abusar da água; 2 litros por dia é o mínimo indicado. Banhos rápidos e de preferência não muito quentes, sabonetes hidratantes e evitar o uso de esponja, são algumas dicas importantes. Aplicar um creme ou loção indicada para pele negra também é uma boa pedida.


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Obesidade:

epidemia do século 21

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ma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde revelou que a população adulta que sofre de obesidade atinge a marca de 48,1%. Entre 2006 e 2011, os índices saltaram de 11,4% para 15%. Entre as mulheres brasileiras, 44,3% estão acima do peso, um aumento de 6% em relação a 2006. A pesquisa levantou o número da ala masculina, que é ainda mais alarmante: 52,1% deles têm sobrepeso.

Obesidade Zero

Desenvolvido pelo nutrólogo e cardiologista Daniel Magnoni, e, com importante apoio de entidades médicas, como da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Associação Paulista de Medicina, Federação Latino Americana de Nutrição e Associação Médica Brasileira, o projeto Obesidade Zero se baseia em vários pontos como, por exemplo, educação em nutrição saudável nas escolas básicas e no currículo escolar, estímulo aos hábitos de vida relacionados ao combate à obesidade, incentivo à atividade física, esporte e ginástica, efetivação e obrigatoriedade de profissionais de nutrição nas unidades básicas de saúde, configurando a avaliação nutricional, especialmente de peso e altura. “É necessário que a porta de entrada nos postos de saúde seja o nutricionista, que deve atender antes mesmo do médico a paciente que vai fazer o pré-natal, quem vai tratar uma hipertensão ou mesmo pedir medicação para um problema gastrointestinal”, explica Magnoni, que complementa: “Apenas no Brasil, o Programa poderá beneficiar 40 milhões de pessoas”. Nos Estados Unidos, só no ano passado, foram gastos

cerca de US$ 5 bilhões para tratar obesidade e complicações advindas do excesso de peso.

Crianças

Dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que, em 20 anos, os casos de obesidade mais do que quadruplicaram entre crianças de 5 a 9 anos, chegando a 16,6% entre os meninos e 11,8% nas meninas. Os fatores que levam ao aumento de peso na infância são principalmente mudanças no padrão alimentar e redução da prática de atividades físicas. O aumento do consumo de alimentos de alto valor calórico, muitas vezes industrializados, também contribui para a obesidade, assim como o hábito de fazer refeições ou lanches fora de casa. Segundo o IBGE, quase 50% dos adolescentes comem fora de casa no dia a dia. Entre os itens mais consumidos na rua estão salgadinhos (fritos, assados ou industrializados), pizza, refrigerante e batata frita.

SAÚDE

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NEGÓCIOS EM MOVIMENTO

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ParkShopping São Caetano esbanja glamour e sofisticação

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oda, glamour, sofisticação, entretenimento e beleza reunidos em um novo conceito de centro de compras, assim é definido o ParkShopping São Caetano. Inaugurado em 10 de novembro, o complexo instalado no Espaço Cerâmica deve atender aos consumidores das classes A e B. Para atrair esses compradores, a administradora do complexo, Multiplan, apostou em trazer para a região mar-

cas inéditas, como M.A.C., Zara, Le Lis Blanc, Animale, Richards, Acessorize e Farm. Outra diferença entre os shoppings locais é o horário de funcionamento: de segunda a sábado, das 11h às 23h, e aos domingos e feriados, das 14h às 20h. “Para tornar esse horário viável o itinerário das linhas de ônibus que vão atender o shopping foi ampliado”, destaca Beatriz Alves, superintendente do empreendimento.

A construção do empreendimento de 84,3 mil metros quadrados consumiu R$ 260 milhões em investimentos. Renner, C&A, Camicado, Fast Shop, Contém1g, Maison des Caves e Sagrado Feminino são algumas das 218 lojas presentes no espaço, que ainda disponibiliza aos visitantes duas mil vagas de estacionamento, praça de alimentação com 40 opções entre restaurantes e lanchonetes.


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Expansão

Nos próximos três anos, ao redor do ParkShopping São Caetano serão construídos condomínios residenciais de alto padrão, quatro torres de escritórios comerciais, além de uma unidade do Hospital São Luiz. O investimento foi estimado em R$ 250 milhões. “Esse sucesso é reflexo do aquecimento do mercado brasileiro e de uma demanda da região por um empreendimento com essas características”, explica a superintendente.

Opões de compras

Nos próximos três anos, os arredores do empreendimento receberão condomínios de alto padrão, quatro torres de escritórios comerciais e uma unidade hospitalar.

Além dos moradores de São Caetano, o centro de compras é mais uma opção para os consumidores das cidades vizinhas. De olho no crescimento econômico do ABC, empresários apostam na instalação de negócios na região. Esse é o caso do empresário Marco Antônio Fernandes, diretor da Maison des Caves, rede especializada na fabricação, distribuição e comercialização de vinhos, que integra o grupo Art des Caves. “São Caetano está entre as cidades mais ricas do País e nós já estávamos visualizando esse mercado quando a Multiplan nos convidou para conhecer a planta do empreendimento. Achamos que era uma boa oportunidade”, explica. Na loja de 80 metros quadrados, instalada no ParkShopping São Caetano, os amantes do universo dos vinhos têm à disposição centenas de rótulos de diversas vinícolas. O grupo Art de Caves também é líder no mercado brasileiro de adegas e ambientes climatizados. Com um formato exclusivo, a Contém1g, marca referência no mercado, agora especializada no segmento de maquiagem, inaugurou uma loja considerada a mais luxuosa da franquia, no ABC. No espaço de 45 metros quadrados, dez vendedoras-maquiadoras apresentam e aplicam nas clientes a linha composta por mais de 600 produtos. “Nossas profissionais estão preparadas para uma apresentação prática e exclusiva de maquiagem para cada tipo de pele”, destaca a publicitária Paula Monteiro, sócia da loja. Adquirida recentemente pela Renner, a rede Camicado volta a atuar no ABC. Em uma área de 680 metros quadrados, os consumidores encontram mais de oito mil itens para casa. “Após algumas pesquisas, concluímos que o ABC possui o público ideal para nossa loja. São mulheres que gostam do segmento de casa e decoração”, ressalta a gerente operacional Teresa Meirelles.


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Nova loja de artigos de luxo em Santo André

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ma nova loja de decoração, especializada em presentes e produtos para casa deu o seu primeiro passo em Santo André. A Presentes Rodriguez foi inaugurada em 22 de novembro, ao lado da Igreja da Matriz. A localização não se trata de mera coincidência, pois o objetivo desse espaço é fazer com que o cliente se sinta inserido em um ambiente familiar, oferecendo produtos de marcas exclusivas na região, renomadas, além de grifes nacionais e internacionais. O diretor-administrativo do empreendimento, Murilo Rodriguez ressalta que a loja tem produtos de boa qualidade e com preços justos aos consumidores. Ao todo, são mais de dez mil itens distribuídos em um ambiente de mil metros quadrados. “Esse é o novo conceito que quero trazer, através de muitas marcas exclusivas, ao ABC. Fizemos, inclusive, uma parceira com a Le Creuset, para que em qualquer compra acima de R$ 150, o visitante ganhe uma colher de silicone,

para não deteriorar a panela. Essa é uma maneira da pessoa conhecer a marca”, explica. O andar térreo do estabelecimento oferece itens para café da manhã, peças de acrílicos, garrafas de vidro, utensílios de cozinha, cristais, porcelanas, faqueiros, panelas e artigos para churrasco, além do Espaço Gourmet. No mezanino, a loja é voltada para decoração, mesas, Espaço da Noiva (atendimento exclusivo), decoração com vasos, mesas, porta retratos, velas, peças para banheiro, além de outros produtos. A proximidade com a Igreja da Matriz não foi coincidência, conforme explicou Rodriguez. Como as noivas são um dos focos da loja, a localização foi considerada ideal, levando em consideração o grande número de casamentos realizados na igreja. “Imagine uma noiva casando, esperando uma vida nova. Nada melhor do que fazer uma lista e decorar a casa, na esquina da Igreja Matriz. Além disso, a localidade nos ajuda a construir um ambiente de bem-estar”, definiu o empresário. O empreendimento conta com uma equipe especializada em diversas áreas, como decoração, presentes, gourmet, entre outros. “Estamos numa fase em que há muitas comemorações. Como amigo secreto, natal, aniversários e etc. Então estamos tendo muita procura por presentes, que é sempre uma boa maneira de lembrar de uma pessoa que você gosta”, conclui.

Segundo Murilo Rodriguez, a localização estratégica da loja contribui para atrair o mercado de casamentos


JURIS ABC

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Ressarcimento do INSS em acidentes de trânsito

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ma decisão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no começo de novembro, gerou polêmica e debates em todo o Brasil. Os motoristas responsáveis por acidentes de trânsito com morte ou lesões corporais passam a sentir no bolso a imprudência e a irresponsabilidade de seus atos. A primeira aplicação dessa ação ocorreu contra Igor de Rezende Borges, acusado de provocar, em 17 de abril de 2008, um acidente que resultou na morte de cinco pessoas no Distrito Federal. O próprio motorista admitiu a ingestão de bebida alcoólica. Logo em seguida, o INSS teve de arcar com a pensão da viúva de Paulo José Louzeiro Miranda, uma das vítimas desse incidente e pai de duas crianças. Desde então, o instituto já gastou cerca de R$ 90 mil, valor que agora deseja ressarcimento por parte do infrator. Procurados pela reportagem da Dia Melhor, os presidentes das duas principais subsecções da OAB na região do ABC se mostraram favoráveis à medida. Em Santo André, Fábio Picarelli avaliou que o INSS já possui muitos gastos e lembrou do déficit previdenciário, que deve chegar a casa dos R$ 35 bilhões ao fim de 2011. Já em São Bernardo, Leandro Piccino somente se mostrou favorável à medida em casos comprovados de uso de bebida alcoólica por parte do motorista. Segundo Picarelli, ainda não há como garantir se a ação judicial do INSS será rotineira para os demais casos, mas avalia como correta a postura da previdência, tendo como exemplo ações já existentes dessa natureza por parte da iniciativa privada. “Acredito que teremos de observar o andamento desse processo, pois se trata de algo novo e ainda falta o posicionamento dos tribunais. Então os primeiros casos vão surgir e virão os posicionamentos do Poder Judiciário. Entretanto, creio que tem tudo para dar certo e, pelas leis brasileiras, a ação é viável”, disse. O INSS gasta cerca de R$ 8 bilhões por ano com as despesas decorrentes de acidentes de trânsito no Brasil. Ainda de acordo com o instituto, aproximadamente 30 mil brasileiros morrem anualmente pelas ruas e estradas nacionais. “Entendo que esse caso do INSS é uma medida prudente, visto que a própria previdência social é algo que preocupa a todos nós. Temos exemplos mundiais com problemas nas previdências e se

Leandro Piccino se mostra favorável à medida em casos comprovados de uso de bebida alcoólica

não tivermos maiores cuidados agora com os cofres, a nossa e as futuras gerações pagarão por isso em alguns anos”, avaliou Picarelli. Por sua vez, Piccino vê com ressalvas o pedido de ação judicial para tentar reaver os gastos da Previdência em decorrência de um acidente de trânsito grave. O presidente da OAB de São Bernardo se mostrou favorável ao ressarcimento do motorista responsável por um grave acidente devido à embriaguez, mas somente neste cenário. “Acredito que especialmente nocaso de o motorista estar alcoolizado, isso acabará virando uma praxe, pois o INSS buscará reparação. Porém, nos demais casos, em que o acidente é fruto do infortúnio, não há de se falar em reparação”, afirmou. No caso de Igor de Rezende Borges, advogado do acusado, Otelino Dias do Nascimento, alegou que seu cliente não tem condições de efetuar o pagamento exigido pelo INSS. Para Piccino, esse fator não impedirá o andamento do processo. “Se eventualmente essa sentença acolher esse pedido do INSS e condenar o causador do dano, o fato de não ter patrimônio não se caracteriza como argumento válido para a rejeição do pedido, mas pode atrapalhar na execução da sentença”, disse o advogado.


VARIEDADES

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Brasil: o celeiro de cientistas para o mundo

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pedra fundamental do desenvolvimento humano é certamente a ciência. Por meio dela, a civilização adquire novos medicamentos, tecnologias, máquinas e, por consequência, alavanca o aumento de suas capacidades produtivas. Na figura do pesquisador, a área do conhecimento atinge e supera os patamares do progresso. No Brasil, entretanto, esses profissionais muitas vezes não têm recebido o tratamento adequado e nem a atenção merecida. A consequência é uma debandada generalizada para outros países. “Em geral os pesquisadores procuram no exterior uma melhor qualificação, que não somente o leva a ser um profissional mais capacitado, mas também o classifica para cargos mais elevados”, conta Daniel Martins de Souza, que atualmente trabalha na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e atua na área de pesquisa sobre esquizofrenia. A investigação científica biológica no Brasil é em grande parte feita nas Universidades Públicas e centros especializados como, por exemplo, a Fundação Osvaldo Cruz, a Embrapa e o Butantã. Porém, o numero de pesquisadores formados é muito maior do que a demanda, o que somente permite aos mais qualificados lutar por espaço. “Tal qualificação hoje em dia certamente inclui experiência no exterior, especialmente para os maiores

e melhores centros de pesquisa”, afirma Souza, alertando: “Apesar de muitos pesquisadores saírem, inicialmente, em busca de se qualificar, a condição da ciência no exterior, as políticas de investimento e o reconhecimento da carreira em países Europeus e nos EUA acabam fazendo com que muitos escolham ficar por mais tempo, e muitas vezes até permanentemente”.

Salário e burocracia

De acordo com Souza, na área da pesquisa não há diferenças significativas nos salários nacionais e estrangeiros. No entanto, a estabilidade na carreira faz a diferença. “No Brasil, para se ter um emprego estável como pesquisador, exige-se o doutorado. Seguindo o caminho natural das coisas, após o doutorado, normalmente passa-se por um período de pós-doutorado e, depois, os profissionais tornam-se professores. O problema é que a vida de pós-doutor no Brasil tem um prazo curto, baseado no período do financiamento da pesquisa. Além disso, ele é um bolsista e não um funcionário, logo não tem carteira assinada”, conta. Por esse motivo, segundo Souza, a busca de outros países torna-se um caminho mais seguro e estável. “Se depois do pós-doutorado não se consegue uma oportunidade como professor, o pes-


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“Ciência brasileira precisa de experiência de quem sabe fazer”, afirma Souza

quisador não tem outra escolha senão abandonar a pesquisa e mudar para o exterior”. Outro entrave à permanência de pesquisadores no País está relacionado com a burocracia brasileira. Na área biológica, por exemplo, a maioria dos materiais e equipamentos dos laboratórios são importados e a demora não somente na aprovação da compra, mas também na chegada e implementação destes no laboratório, atrasa os trabalhos. “É importante destacar que a ciência também é burocrática na Europa e nos EUA, a diferença é que nestes países ela funciona a favor do pesquisador, visando principalmente à agilidade. Em alguns países, o dinheiro de financiamentos a pesquisa podem ser usados mais livremente. No Brasil exige-se uma explicação prévia e detalhada do que será feito. Se isso por um lado facilita a prestação de contas com o financiador e evita fraudes, por outro muitas vezes engessa o progresso dos projetos de pesquisa”, relata.

Repatriamento

A questão que fica no ar é como atrair nossos prodígios de volta. Ou seja, como fazer com que os pesquisadores, formados muitas vezes com o financiamento de órgãos públicos, realizem suas pesquisas em prol da tecnologia nacional. Para se ter uma ideia, da turma na qual estudou Souza, dos 35 alunos formados, dez atuam no exterior. Para o pesauisador, no entanto, o retorno soa como uma prestação de contas baseada no compromisso com o País. “Eu acho que apesar de todos os avanços, a ciência brasileira precisa da experiência de quem sabe fazer. Estou tentando adquirir tal conhecimento para tentar levá-lo ao Brasil, caso eu tenha a chance de uma vaga de emprego. Ainda me sinto como alguém que estudou financiado pelo povo brasileiro e assim, por princípios, tem o compromisso de dar um retorno. Espero poder voltar e contribuir significativamente”, finaliza Souza.


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CONSUMO

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Verão em cores vibrantes

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ara você fazer sucesso neste Verão, a Dia Melhor selecionou sugestões de bolsas e sapatos que serão destaques durante a estação mais quente do ano. As cores vibrantes e os variados tons de vermelho são tendências nas coleções das principais grifes femininas.

Sandália Amélie R$ 149,90. www.georgiahalal.tanlup.com

Sandália Candy Cobalto R$ 129,90. www.georgiahalal.tanlup.com

Sandália Lola R$ 129,90. georgiahalal.tanlup.com.

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Sandália Lauren R$ 149.90. www.georgiahalal.tanlup.com.


Sapatilha Bardot Vermelha R$ 110,70. www.georgiahalal.tanlup.com.

Bolsa transversal - R$ 79,90. www.lojasrenner.com.br. Bolsa modelo sacola R$ 109. www.lojasrenner.com.br.

Sandรกlia Espadrille Vichy R$ 129,90. (www.lojasrenner.com.br).

Sapatilha Billy Jeans R$ 110,70. www.georgiahalal.tanlup.com. Bolsa marrom R$ 349,40. www.cea.com.br.

Sandรกlia R$ 99,90. www.cea.com.br


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Presenteie com cestas personalizadas

N

este Natal, as cestas personalizadas da Padaria Brasileira são ótimas opções de presente. Você pode escolher entre oito tipos de cestas prontas ou montá-las de acordo com suas necessidades e disponibilidade de produtos. As cestas podem conter desde biscoitos alemães wafer doce recheado Bahlsen, espumante Salton Moscatel; torrone argentino amendoim com mel

Brasileira ganha Prêmio Baker Top 2011 A Padaria Brasileira é uma das ganhadoras do Prêmio BakerTop 2011 – “Padarias do Ano”, promovido pela Revista Padaria 2000. Ela foi uma das 80 padarias brasileiras escolhidas pelos membros do Conselho de Premiação, que atuam em todo o país. Esta é a 15ª edição do Prêmio Baker Top e há mais de 10 anos a Brasileira é contemplada com o troféu. Segundo Antonio Henrique Afonso Junior, um dos sócios da rede de padarias, este prêmio é o reconhecimento de um trabalho sério e comprometido com a qualidade.

Lheritier até biscoitos dinamarqueses amanteigados; alcachofras grelhadas Non Pareil Bellanessa (Turquia); aspargos brancos em conserva Santar (Peru); Brusqueta (preparado de tomates) Bellanessa (Turquia) e alcaparras Non Pareil Bellanessa (Turquia), além dos deliciosos produtos de fabricação própria, como Bolo de Natal e panetones. Escolha a sua!

Panetone não pode faltar na sua ceia natalina A Padaria Brasileira já iniciou a fabricação dos tradicionais panetones, que não podem ficar de fora da sua ceia natalina. Além dos sabores frutas cristalizadas e gotas de chocolate, você também encontra o panetone recheado com goiabada, o panetone de chocolate com nozes, panetone trufado e as opções salgadas nos sabores calabresa e quatro queijos. Em embalagens de 500 gramas, os deliciosos panetones são também uma ótima opção de presente.


Bretas

MEIO AMBIENTE

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Telhados Brancos pela sustentabilidade e qualidade de vida

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reocupados com o aquecimento global e suas consequências, um grande número de construtores e pessoas antenadas têm partido para uma prática que vem se tornando usual nas grandes cidades: pintar o telhado de suas construções de branco. A ideia do projeto One Degree Less, programa do Green Building Council Brasil, sugere que os telhados das casas e prédios ganhem a nova cor. A ação tem como base estudo desenvolvido pelo pesquisador Akbari Hashen, do Lawrence Berkley National Laboratory, dos Estados Unidos. O trabalho apontou que a pintura branca promove a diminuição em 1°C na temperatura das chamadas ‘ilhas de calor’, que se formam nos grandes centros urbanos. No monitoramento do estudo de Hashen, dez edifícios tiveram seu dia a dia acompanhados nos estados da Califórnia e Flórida. Os resultados apontaram para uma economia de 20% a 70% do uso anual de energia gasta com resfriamento. Na Califórnia já existe uma lei que obriga os edifícios comerciais a terem suas coberturas pintadas de branco, sendo que as autoridades já pensam em estender a obrigatoriedade também para as residências.

Opinião divergente

Sobre os benefícios ecológicos da medida, alguns pesquisadores estimam

que, para cada 100 metros de telhado pintados de branco se registrará uma compensação de dez toneladas de emissão de CO2. Mas a tese ainda está longe de ter unanimidade no meio acadêmico. O professor Antonio Gil da Silva Andrade, pesquisador do laboratório de Conforto Ambiental, da Faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo (FAU/USP), acredita que nenhuma medida isolada tem capacidade para interferir no meio ambiente. Segundo ele, é preciso desenvolver ações coordenadas para se chegar a resultados eficazes. “Acho que intervenções isoladas não funcionam. É preciso fazer uma avaliação das condições que o contexto do local apresenta”.

Aderindo ao branco

Corroborando a opinião do especialista, a direção da Dia Melhor já pintou de branco o telhado do prédio onde está a editora. Segundo Carlos Balladas, editor chefe, os dias ensolarados não têm causado tantos transtornos para a equipe. “Era normal a temperatura na redação ficar bem alta, o que afetava o ritmo de trabalho de todos. Agora, por mais sol que esteja, nos sentimos aliviados”, garante. Para ele, as corporações e o cidadão devem ter como preocupação constante o meio ambiente. “É nas pequenas ações que temos condição de transformar nossas vidas”, analisa Balladas


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Por que sou Brasileira?

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“Trabalhamos na região e sempre que podemos vamos a Brasileira. Gostamos muito da qualidade e do sabor dos produtos”. Graziane de Souza, Silvana Gasaniga e Maria Aparecida da Silva Garrone.

“Venho a Brasileira porque, na minha geração, é a mais tradicional. Além de possuir diversas unidades na região, tem fácil acesso.” Simone, Pietra e Lucca Rosenbaum “O que mais gosto é do café da manhã. Os produtos são de primeira. Adoro os salgados e os bolos de festa”. Francisca Ussui

“O ambiente familiar, a higiene e, principalmente, o atendimento são os diferenciais que nos atraem à Brasileira”. Rita de Cassia e Ivone Aparecida Matioli de Andrade

“Trabalhamos perto e frequentamos a Brasileira desde 1998. Sem dúvida, o salgado é o melhor do ABC.” Aline Toledo e Andre Vidores

“Frequentamos a Brasileira desde a inauguração. Aqui formamos boas amizades, além, é claro, da comida ser muito boa” Robson Machado de Souza e Marluce Bronetti

“Frequento a Brasileira há mais de cinco anos. A comida é excelente, nutricionalmente falando é bem balanceada; além do ambiente que é muito agradável.” Gustavo Espanhol

“Sempre venho a Brasileira para bater papo, fazer reuniões ou até mesmo para tomar um café, para começar bem o dia”. Ednei Buck “Frequento a Brasileira há 12 anos. Gosto da organização e da distribuição dos produtos na loja.” Leiderval Alencar


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Dia Melhor Indica

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Chico Buarque em nova turnê O cantor e compositor Chico Buarque está de volta aos palcos. Fora dos holofotes desde 2006, quando realizou a turnê do disco Carioca, Chico retornou com shows em Belo Horizonte (Palácio das Artes, ocorridos entre 5 a 8 de novembro), Porto Alegre (Teatro Sesi, entre 28 e 29 de novembro), e segue agora para Curitiba (Teatro Guaíra, de 15 a 18 de dezembro), Rio de Janeiro (Vivo Rio, de 5 a 29 de janeiro) e, finalmente, São Paulo (HSBC Brasil, de 1 a 25 de março). Outras cidades deverão ser acrescentadas ao roteiro. Os ingressos na Capital paulista ainda não foram postos à venda. O espetáculo tem duração de cerca de 90 minutos. Sob o nome “Chico” (o mesmo do álbum atual), o show traz músicas do novo trabalho, além de títulos escolhidos entre as mais de 400 músicas que o artista compôs durante a carreira. O show Embora dono de uma das carreiras mais sólidas e prolíficas da MPB – em 45 anos lançou mais de 40 discos, entre trabalhos solo e projetos –, Chico Buarque é presença rara nos palcos brasileiros. Este será apenas o sexto espetáculo apresentado

por ele nos últimos 36 anos. Os anteriores foram ‘Chico e Bethânia’ (1975), ‘Francisco’ (1988), ‘Paratodos’ (1994), ‘As Cidades’ (1999) e ‘Carioca’ (2006). O roteiro do espetáculo é todo construído ao redor das dez canções que compõem o disco novo, cuja estratégia inédita de comercialização, por meio do site www.chicobastidores.com.br, já o levou a alcançar a marca de 80 mil cópias vendidas. Para montar o repertório do show, o artista vasculhou os mais de 400 títulos de sua obra, tão vasta em gêneros quanto em assuntos, para chegar à lista final de 28 músicas. O resultado é um show pautado por canções de todas as fases de sua carreira, do início dos anos 60 até hoje, amarradas entre si por afinidades musicais ou temáticas. “Como o disco é menos orquestrado do que os anteriores, a participação do conjunto foi maior. Criamos arranjos com menos elementos, o que acabará se refletindo no palco. Chico não se preocupa em fazer shows pirotécnicos, pois o repertório dele basta. A sua filosofia se baseia na linearidade, onde cada novo espetáculo é a continuação do anterior”, explica o maestro, arranjador e violonista Luiz Claudio Ramos.


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Reis e Ratos, delírio e realidade U

ma sessão exclusiva para jornalistas. No público, cerca de 20 profissionais da imprensa. Na tela, o filme Reis e Ratos, previsto para estrear nos cinemas em 20 de janeiro de 2012, e cujo elenco conta com nomes de peso como Selton Mello (A Mulher Invisível), Cauã Reymond (Se Nada Mais Der Certo), Rafaela Mandelli (Meu Nome Não é Johnny), Rodrigo Santoro (Os Desafinados), Seu Jorge (Cidade de Deus) e Otávio Müller (Entre Tapas e Beijos). A trama se passa entre 1963 e 1964, durante o governo do então presidente João Goulart. O enredo é o que se pode chamar de uma tentativa de constante humor “inteligente” aliado a estereótipos e fatos (nesse quesito, uma mistura de acontecimentos e delírio que impossibilitam qualquer análise pelo prisma da historicidade). A narrativa se desenrola às vésperas do Golpe Militar brasileiro, segundo o ponto de vista de um grupo de personagens ligados direta ou indiretamente à conspiração golpista, por sua vez elaborada numa parceria entre Brasil e Estados Unidos. O exagero nos trejeitos é compensado pelo talento indiscutível dos atores. Selton Mello, por exemplo, vive um agente da CIA locado no Rio de Janeiro e que, sob o disfarce de um inofensivo vendedor de sapatos, vigia as atividades dos possíveis comunistas. Pode-se dizer que a interpretação de Mello remete muito mais a um cowboy norte-americano que a um oficial da inteligência dos EUA. No entanto, apesar de não ficar muito claro, pode ser que a intenção seja exatamente desconstruir o aspecto austero e taciturno destes sujeitos – mas já entraríamos no campo da especulação, com tal julgamento. Mas não se trata de uma crítica, e a estereotipagem não é um elemento totalmente nocivo ao filme em questão. Tanto, que, em muitos momentos, joga a favor. É o caso de Rodrigo Santoro, que está brilhante no papel de ex-cafetão, viciado em anfetaminas. Sem muito exagero interpretativo, se apresenta com um admirável trabalho de maquiagem que faz a beleza do galã se diluir por trás de chagas e pele descascada, provando mais uma vez que o talento de Santoro supera sua imagem. Cauã Raymond se apresenta como um radialista paranormal que recebe antecipadamente mensagens sobre atentados e ataques dos golpistas, normalmente em meio às transmissões ao vivo. De sexualidade ambígua, o personagem de Raymond possui um tom de voz nasal e irritante, superado somente pela boa atuação do jovem ator, que, tranquilamente, salvou o papel.

Otavio Müller mantém o modo de falar calmo e demarcado, que lhe é característico. Seu Jorge é uma versão “marinheiro” de Seu Jorge, ou seja, sem nenhum trabalho mais detalhado de interpretação, aparece apagado e secundário. Rafaela Mandelli, linda e exuberante, traz um sotaque sedutor e interpreta com consistência uma cantora de boate, usada como isca na operação secreta de matar o presidente. O elenco conta ainda com Paula Burlamaqui (esposa do sapateiro da CIA) e Bel Kutner (que tenta a todo custo impedir o radialista paranormal de ditar, ao vivo, as mensagens que recebe do “além”) Cena inicial Rio de Janeiro, 1963. Um coreto no centro de um pequeno município explode no exato momento da abertura de uma gincana local. Um atentado! O alvo, uma cantora de boate, cuja presença faz parte da comemoração anual da cidade. A mulher, porém, escapa ilesa, pois, pouco antes do coreto ir pelos ares, ela escuta no rádio uma estranha transmissão, na qual o locutor, em transe, revela o plano que pretendia vitimar a ela própria. Reis e Ratos é dirigido e roteirizado por Mauro Lima (Meu Nome Não É Johnny) e produzido por Paula Lavigne. A trilha sonora é constituída por músicas exclusivas de Caetano Veloso. Assista ao trailer exclusivo no portal www.diamelhor.com.br.


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Pausa para o jogo Game On Até 8/1/2012 Terças a sextas, das 12 às 20h; domingos, sábados e feriados, das 11 às 21h. Ingresso: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Classificação indicativa: livre (alguns games possuem classificação indicativa própria). Museu da Imagem e do Som – MIS Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo Informações: www.mis-sp. org.br ou 2117-4777

D

a simplicidade dos primeiros jogos às cenas que beiram a realidade, o videogame surgiu tímido e pouco tempo depois se tornou ícone de uma geração inteira e das que viriam depois. Difícil não encontrar um jogo eletrônico que não prenda a atenção de qualquer pessoa por alguns minutos. Os objetos que representam esse fascínio estão à mostra no Museu da Imagem e do Som (MIS), vinculado a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Pela primeira vez no Brasil, a exposição

interativa Game On, concebida no Reino Unido pelo Barbican Centre e patrocinada pela Cultura Inglesa, chega ao Brasil, depois de percorrer mais de dez países – entre eles Estados Unidos, China, Austrália, Holanda, Inglaterra e França. A mostra, em cartaz no MIS até 8 de janeiro, explora a história, a cultura e o futuro dos videogames. Os visitantes são convidados a embarcar nesse contexto da forma mais prazerosa possível: jogando! O público poderá jogar mais de 120 títulos, incluindo os mais antigos, como Penny Arcades,

Pinball, Pachinko, Space Wars e Computer Space, além das mais novas tecnologias em realidade virtual (Halo 3, Wii Sports Resort, Rock Band etc.). Entre as 11 seções temáticas que compõem a mostra, destacam-se: kids, com uma seleção dos games favoritos das crianças; multiplayer games, em que vários participantes podem jogar ao mesmo tempo; personagens marcantes, como Super Mario e Sonic; entre outras. No espaço dedicado ao passado dos videogames, jogos de Arcade (como Pac-Man, Defender e Donkey Kong) e outros, além de consoles antigos, desde o ano de 1972, são o destaque.


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Karl Marx

Claraboia

A ideia corrente do ideário filosófico-político é a de que o homem, como gênero, sempre teve uma natureza inerente a seu ser, fato que fundamenta sua sociabilidade convertendo o capitalismo numa forma social natural. Ivan Cotrim, professor da Fundação Santo André e autor da tese de doutorado, “Karl Marx – a determinação ontonegativa originária do valor”realiza uma leitura que desmonta criticamente tal suposição, buscando explicitar a unidade na obra de Marx e rejeitando a hipótese pela qual o pensamento marxiano estaria cindido em dois momentos de sua vida, determinados por juventude e maturidade. “Tratei das concepções do ser humano, valor e sociedade. Tentei demonstrar como a ideia de estado natural é fundamental para a economia política, que a partir dela transforma , por exemplo, a propriedade privada em um aspecto da natureza humana, naturalizando com isso o capitalismo”, explica Cotrim. O professor demonstra, ainda, que existe uma unidade na obra do filósofo alemão. “Reaparece em O Capital (um dos livros mais conhecidos de Marx) um conjunto bem marcado de concepções de sua juventude. Por exemplo, tratar o dinheiro como um mediador, como um instrumento de alienação e estranhamento do homem. Num trabalho futuro, poderei mostrar isso com mais detalhes, porém, neste texto já está demonstrada, e bem argumentada, a presença do embrião das concepções da maturidade nas obras produzidas a partir de 1843”, avalia Cotrim.

Primavera de 1952. Um prédio de seis apartamentos, em uma rua modesta de Lisboa, é o cenário principal das histórias simultâneas que compõem este romance da juventude de José Saramago. Os dramas cotidianos dos moradores - donas de casa, trabalhadores manuais, etc. - tecem uma trama multifacetada, repleta de elementos do consagrado estilo da maturidade do escritor, em especial a maestria dos diálogos e o poder de observação psicológica. No início da década de 1950, José Saramago já não era um nome totalmente desconhecido na cena literária portuguesa. Aos trinta anos, o ex-serralheiro mecânico e então um modesto funcionário da previdência social, possuía diversos poemas e peças de teatro entre seus inéditos. Até 1953, o escritor iniciaria a redação de mais quatro romances, que ficaram inacabados. Em 5 de janeiro daquele ano, Saramagofinalizava o datiloscrito de um livro de mais de trezentas páginas. O novo romance, em seguida encaminhado para publicação por intermédio de um amigo jornalista, acabaria esquecido no fundo de uma gaveta. O original nunca foi devolvido ao seu autor, que também não recebera resposta alguma. Na década de 1980, o já consagrado José Saramago era contactado pela mesma editora para publicar Claraboia. A mágoa pela falta de resposta na juventude levou-o a declarar que não desejaria ver o romance editado em vida, deixando para seus herdeiros a decisão sobre o que fazer com o livro, felizmente publicado.

a determinação ontonegativa originária do valor

Autor: Ivan Cotrim Editora: Alameda - 360 páginas Contato: ivancotrim@uol.com.br

livro sai da gaveta e ganha o mundo

Autor: José Saramago Editora: Companhia das Letras Páginas: 384


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PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS

Difícil

Enorme período de tempo Terreno para debulhar cereais Estendal

Um dos 7 pecados capitais (Rel.)

Nota do Tradutor (abrev.)

Não cozido Cerca (a cidade)

34

Solução R N I E G O I C I P O E G A G U

O senhor do Gênio da lâmpada (Lit.)

Local da procissão da ViaSacra do papa na Sexta-feira Santa Cólera

Relato como os Trabalhos de Hércules

Verseja Serviço Social da Indústria

Partícula negativa do átomo (símbolo)

Palmeira nativa do Brasil (bras.)

Metro (símbolo) Basta!

Profissional como Chico Caruso Pinheiros-doparaná

PA

BANCO

R G A N E A M

L I RA

A S M S E N M O B AT L E I I A R E N V A A N

L O N P T O R E A S I R A A C I O O N C R T E N T T A

BANCO

Eric Idle, ator inglês Siemens (símbolo)

Níquel (símbolo) 1.004, em romanos

L Cálcio (símbolo) Adicionar; anexar

DesfavoPoderoso ráveis; aexplosivo deviltantes cor amarela (fem.)

2/up. 3/ear — egg — eon. 5/pugna — renan. 6/lontra.

Religioso de ordem que depende de caridade alheia Cidadão do mundo

E

Vitamina dos frutos cítricos

Matériaprima do caviar

Médio

Imagens russas Dança folclórica

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Solução

Confira a solução destes passatempos em www.diamelhor.com.br

E U

Medida de volume (símbolo)

M Substituiu o PFL (sigla) Demarcar

CE

Exame nacional a cargo do Inep

Exjogador e técnico de vôlei

Organização do Tratado do Atlântico Norte (sigla) Disputa esportiva

Informação útil (bras. pop.) Queixa repetida e monótona (fig.)

A

Forma engenheiros militares (sigla)

Dar conhecimento (fig.)

Lateral da Seleção na Copa de 82

E N O N C H A A T N I O

Período em que surgiu o homem Estudei O amado de Julieta (Teat.)

Código de "Tonga" Comércio; no endere- tráfico ço da Web

Ampère (símbolo)

A cruz dos franciscanos (Rel.) Alimento produzido pela abelha

T

Árvore cuja seiva fornece o látex

Unidade

mínima A arma um ordede Zeus (Mit.) ganismo

AL

"(?) Ching", livro oracular

Tocantins (sigla) Prata (símbolo)

Ave brasileira que vive no solo

M E L

Doutor (abrev.)

O T A

D

Ovo, em inglês Entreato (Teat.)

Pedem abatimento no preço

PU

Composição vocal renascentista

N Thomas (?), chanceler inglês decapitado a mando de Henrique VIII Jalecos (bras.) Ouro (símbolo)

P C

Caldo extraído da canade-açúcar

xima e a mínima de uma região

Filme dirigido por André Klotzel, baseado em romance de Machado de Assis

S

A primeira da escala é o dó (Mús.)

Ouvido, em inglês

© Revistas COQUETEL 2011

Indivíduo que sofre Charmoso Rolo; de instabilidade confusão persistente do (pop.) humor (Psiq.) Cada parte da missa Existe

Capacitância (símbolo) Livro de poesias de Augusto dos Anjos

M E M O R I A S P O S T U M A S

Metro (símbolo)

www.coquetel.com.br

Cruzadas

CRUZADAS DIRETAS

D I C O N E R R M T I I V A R M I S E E I S T R I A

Interjeição para indicar perigo

Carnívoro de rios e lagos 50, em Diferença romanos entreGênero a de Augusto temperade Campos tura má-

C I C A C H I N L A G O J U T A U I A R M I C I M IT A C A N O R A T A M I C O L I A E R T U N A U C A

(?)-Geral, órgão da ONU

J U N T A R

Luta; embate Para cima, em inglês

3/tau. 6/cânone — juriti. 7/alumiar.

Difícil

© Revistas COQUETEL 2011PALAVRAS

Messi, em relação a Julio Cortázar

I N T E R L U D I O

O auge da relação sexual

C O E M A P R A T D R R I O A T A I M E E N E S M

A habitação do escravo preso e a do escravo fugido Também não Ato de procurar canais na TV

S E N Z 11/ciclotímico.G A L M A S E Q Q U I L R O M B C O

www.coquetel.com.br

A M P L I T U D E T E R M I C A

Sudoku


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