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Ano II - Edição nº 11 - Novembro/Dezembro de 2010

Distribuição exclusiva nas unidades da Padaria Brasileira e Brasileira Express

Consumo ACERTE O PRESENTE SUGERIMOS VÁRIAS OPÇÕES PARA AGRADAR O SEU AMIGO SECRETO

Turismo CUNHA PELAS TRILHAS DO OURO

A NOVA CARA DO BRASIL Entrevistamos dezenas de pessoas, em várias áreas, para montar o retrato do Brasil nos próximos anos

Decoração

Cultura

Saúde

BANHEIRO REPAGINADO AMBIENTES GANHAM DESTAQUE NA DECORAÇÃO

NATAL PRESÉPIOS DO MUNDO INTEIRO EM EXPOSIÇÃO

POSTURA E HÁBITOS CORRETOS MANTÉM A COLUNA SAUDÁVEL


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Dia Melhor - Ano II - Edição 11 - Novembro/Dezembro de 2010

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Dia Melhor - Ano II - Edição 11 - Novembro/Dezembro de 2010

EDITORIAL

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Sucesso que rompe fronteiras

ESPAÇO DO LEITOR

Este fim de ano consagra a parceria de sucesso entre a Padaria Brasileira e a Dia Melhor. Há um ano era distribuída a primeira edição da Dia Melhor, que, deveria ser, no princípio, editada bimestralmente, e a partir da terceira edição tornou-se uma publicação mensal. Doze meses depois chegamos à 11ª edição, orgulhosos do trabalho desenvolvido e animados com as perspectivas para o próximo ano. No ABC circulam revistas com ótimos conteúdos e acabamento gráfico. Entretanto, faltava uma publicação que abordasse temas voltados para o dia-a-dia de parcela da população, com matérias, reportagens e artigos com abordagem mais contemporânea. É isso que a equipe que produz a Dia Melhor persegue a cada edição. Os resultados positivos alcançados, percebidos, principalmente, no aumento exponencial pelo interesse na revista quando ela chega às lojas da Padaria Brasileira, colocam a Dia Melhor como uma das mais importantes publicações do ABC. Outra medida do sucesso da revista é o volume de publicidade nestas 11 edições: foram cerca de 300 páginas de anúncios. Mais de 80% dos anunciantes reformaram seus contratos iniciais, o que dá uma dimensão do retorno proporcionado pela Dia Melhor. Passados 12 meses da primeira edição, a Dia Melhor rompe as fronteiras do ABC e desembarca na vizinha e próspera região do Ipiranga, na capital dos paulistas. A partir deste mês a revista ganha a sua primeira edição a ser distribuída exclusivamente na Maria Louca Casa de Pães. É bom saber que o nosso trabalho faz sucesso. Agradecemos a você, frequentador da Brasileira, que nos acompanha todo mês e desejamos um Natal de alegria e um 2011 de paz e saúde. Carlos A.B. Balladas

Nesta Edição 6 Editorial 8 História Sob a Catedral 12 Saúde Uma questão de postura 18 Decoração Banheiros: elegantes e confortáveis 24 Cidadania Solidariedade compõe cesta de natal em Santo André 26 Bem-estar Mexa-se atrai público recorde 30 Análise Montando o quebra-cabeça do novo Brasil

Carlos A. B. Balladas Publisher Carla G. Ferreira Marina Schmidt Reportagens Elaine Bosso Luz Diagramação Rodrigo Fonseca Tratamento de Imagens Ney Euphrausino Mariangela Cunha Ricardo Razuk Publicidade A revista Dia Melhor é uma publicação da CABB Editora Ltda. Distribuição gratuita nas lojas da Padaria Brasileira e Brasileira Express. Tiragem desta edição: 8.000 exemplares. Fale conosco: Avenida Utinga, 413 Santo André - S.P. CEP 09220-610 Tel. (11) 4463-3222 diamelhor@diamelhor.com.br

36 Artigo 38 Conto Justamente juntos 40 Brasileira 42 Consumo Acerte o presente 43 Turismo Cunha: a calma do campo perto de São Paulo 46 Moda 49 Dia Melhor Indica

Créditos desta edição Capa foto: Istockphoto. História - Texto: Eduardo Kaze. Fotos: Jefferson Pancieri - SPTuris divulgação. Saúde - Texto: Carla Guedes Ferreira e Marina Schmidit. Fotos: Divulgação. Decoração - Texto: Carla Guedes Ferreira. Fotos: Divulgação. Cidadania – Texto: Carla Guedes Ferreira. Foto: Mauricio Taboni-PSA. Bem-estar - Texto e fotos: Marina Schmidit. Análise – Texto: Marina Schmidit. Fotos: Wilson Dias - ABr e divulgação. Artigos – Texto e fotos: Divulgação. Conto – Texto: Edgard de Oliveira Barros. Foto: Divulgação SXC. Brasileira – Texto e fotos: MP & Rossi. Consumo – Texto: Carla Guedes Ferreira. Fotos: Divulgação. Turismo – Texto: Carla Guedes Ferreira e Eduardo Kaze. Fotos: Geraldo Magela Tannús, Manuel Marques e Gilberto Jardineiro divulgação. Moda – Texto: Eduardo Kaze. Fotos: Divulgação. Dia Melhor Indica – Texto: Eduardo Kaze. Fotos: Janete Von Zeidler e divulgação.

Outras publicações da editora

58 Por que sou Brasileira?

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Caro amigo Lozano, Nós, os Velhinhos do Parque, habitues do café da Padaria Brasileira da Figueiras todas as manhãs, vimos lhe comunicar nossa imensa satisfação em ter lido sua amável carta, publicada nessa bela revista Dia Melhor, do jornalista Carlos A. B Balladas. Servimo-nos também para lhe agradecer o café pago por você, que, por umas duas semanas, ficou no anonimato. De fato,

fomos surpreendidos pela sua nobre gentileza em nos oferecer aquele café. Quando a caixa nos informou que o café estava pago por um senhor fortinho, careca, nem imaginávamos ser você o autor da gentileza. E, tendo nos dado o troco, o que faríamos com ele? A solução foi dividir entre nós, cabendo certinho, a cada um, a importância de R$ 5. Após uns dias, fomos informa-

dos de que você esteve na padaria para receber o troco. De imediato, devolvemos o dinheiro à caixa o qual, até outro dia, ela nos informou que você não havia ainda voltado para receber. Até aí, você era incógnito! Desde então descobrimos o autor. Cremos que, dessa maneira, o dinheiro está lá à sua disposição! Mas, o mais importante, nisso tudo, foi a sua demonstração de

carinho para com o nosso grupo, dizendo-lhe que, sempre há o seu lugar reservado nas nossas caminhadas e no café da Brasileira. Nossos sinceros agradecimentos! Os Velhinhos do Parque: Clóvis, Pedro Cia, Alba, José Luiz, Antônio Sanches, Luiz André, José André, Valter, Rudenei, Gilberto, Dr. Pedro e Lima.

Queremos sua opinião sobre a Dia Melhor. Mande sugestões à Redação pelo e-mail diamelhor@diamelhor.com.br. Você também pode acompanhar a revista Dia Melhor e outros produtos da editora no portal www.pfinal.com.br.


HISTÓRIA

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Sob a

Catedral

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história muitas vezes está bem abaixo do nosso nariz e nem notamos. No caso da Catedral da Sé, a metáfora não poderia ser mais adequada, pois, a sete metros de profundidade, sob o altar principal, o passado está guardado e apresenta informações que, muitas vezes esquecidas, nos levam a uma viagem no tempo. Trata-se da cripta. Local de descanso e paz, mas também de curiosidades e belezas. continua


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Não se assuste com o nome sombrio, o lugar remete muito mais a uma igreja do que a um mausoléu. A cripta da Catedral da Sé, que diga-se de passagem está muito bem iluminada e conservada, encontra-se praticamente no coração da cidade, exatamente por onde passa a linha imaginária do trópico de Capricórnio – traçado geográfico, situado abaixo da linha do Equador – e não muito longe do marco zero de São Paulo – que fica na área central da Praça. Os degraus da escada que levam ao local, assim como as colunas que o ornamentam, são de granito. O piso é de mármore de Carrara, em preto e branco. O teto, decorado em arcos com tijolos, segue o mesmo estilo gótico, comum à data em que foi construído – sob regência do primeiro Arcebispo paulista, Dom Duarte Leopoldo e Silva, em 1912. Ao contrário do que se pode imaginar, a morbidez passa distante dali, e adentrar o lugar proporciona uma sensação de leveza. Circundando toda a área, de cerca de 617 metros quadrados, encontram-se as câmaras mortuárias. Nelas, estão celebridades históricas como Regente Feijó – sacerdote e estadista brasileiro, considerado um dos fundadores do Partido Liberal da época –, cacique Tibiriçá – o primeiro índio a ser catequizado pelo Padre José de Anchieta –, Padre Barto-

no Rio de Janeiro que também ceifou a vida do famoso jornalista Casper Líbero. Somente alguns dos nomes que ali se encontram já dão dimensão histórica do espaço – que ao todo possui 30 sepulcros, dos quais 16 estão ocupados. Lendas urbanas, como túneis que partem da cripta e ligam a Catedral as igrejas de São Francisco e a de São Bento, ou relatos de música partindo do órgão desativado – localizado logo acima – dão ao lugar um aspecto misterioso e atraente. Estas histórias – e também as que contam com a realidade –, no entanto, são comumente admiradas por estrangeiros. Infelizmente, os paulistas que desfrutam diariamente da companhia da Catedral, raramente conhecem sequer sua superfície, que dirá seu subsolo.

Acima, a cripta ocupa cerca de 617 metros sob o altar-mor Abaixo, à esquerda, na Praça da Sé, o totem do marco zero do estado Abaixo, à direita, câmara mortuária do regente Feijó, em bronze

lomeu Lourenço de Gusmão – inventor do balão, finado em 1724, e cujos restos mortais, que se encontravam na Espanha, foram recuperados pela Força Aérea Brasileira somente há seis anos –, além de Dom José Gaspar, que faleceu, em 1943, num acidente aéreo

Em função das depredações e vandalismos, a cripta teve de passar por reparos que a mantiveram fechada de 1999 a 2002 para restauração. Hoje, as visitas são monitoradas e cobradas – o valor irrisório de R$ 5 garante uma aula de história e, ainda, a manutenção do lugar. A responsável pela tour é Vera Regina Gomes. O horário é de segunda à sexta-feira das 10h às 12h e das 13h às 18h, aos sábados das 10h às 12h e das 13h às 17h e aos domingos das 10h às 13h e das 14h às 18h. Para agendamentos o telefone é 3107-6832.


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SAÚDE

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Uma questão de

postura V

ocê sofre com dores nas costas? Antes de ingerir qualquer tipo de anti-inflamatório, verifique as causas do problema para não agravá-lo ainda mais. Comece a pensar na sua postura ao andar, sentar, dormir ou dirigir. Os remédios podem até reduzir o incômodo, porém, apenas mudanças de hábitos podem garantir sua qualidade de vida. A dor nas costas está entre as principais queixas dos brasileiros, embora detectada precocemente, é ainda pouco tratada. Para avaliar as condições de vida da população, a Escola Nacional de Saúde Pública, ligada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), realizou em 2008 uma pesquisa com 12.423 pessoas com mais de 20 anos de todas as regiões do País. Dos entrevistados, 36% sofrem com dores na coluna, e, destes, apenas 68% procuram auxílio médico. “O paciente que procura a rede pública encara grandes obstáculos, além de não encontrar profissional para fazer o atendimento, as consultas demoram de três a seis meses para serem agendadas”, explica Walter Yoshinori Fukushima, professor de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina do ABC. Segundo o suplemento de saúde da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada em 2008 pelo

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Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a enfermidade incomoda 13,5% dos entrevistados. Estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS) também mostram que 80% da população mundial sofrerá em algum momento da vida, dores nas costas. Entre os casos que compõem as estatísticas, o assessor político Fábio Jacques, 34 anos, descobriu, aos 26 anos, duas hérnias de discos. Parece até piada, mas o problema veio à tona graças a um espirro. “Numa bela manhã de sol enquanto esperava o ônibus para ir ao trabalho soltei um espirro e minhas pernas travaram”, conta. Mesmo se contorcendo de dor ele conseguiu chegar ao edifício onde trabalhava. “De lá meu pai me levou direto para o médico. Como eu não conseguia definir o ponto exato da dor, pois da cintura para baixo doía tudo, os médicos diagnosticaram torção de testículos”, explica. Jacques passou 15 dias na cama e só voltou a andar com ajuda de analgésicos e anti-inflamatórios. O retorno ao médico foi adiado por mais de um ano. “Quando os medicamentos passaram a não fazer mais efeito, procurei um ortopedista, que diagnosticou inflamação no púbis causada por uma contusão comum em praticantes de karate, o que era o caso na época. Durante três anos continuei sendo medicado com analgésicos cada vez mais fortes, até que um dia travei as pernas na rua”, diz. Orientado por uma ginecologista, Jacques fez uma tomografia computadorizada que finalmente diagnosticou as hérnias. Para ele, a maioria das pessoas confunde problema de coluna com dor muscular. Jacques sabe bem a diferença entre as duas. “A dor na coluna é irradiada a partes diferentes do corpo. Eu sei que minha coluna começa a “reclamar” quando sinto dor no calcanhar esquerdo, e, se eu não descansar rápido, começa a subir pela batata da perna. Qualquer médico menos preparado vai buscar tendões e juntas na perna ao invés de verificar a coluna”.

Nossa coluna

A coluna vertebral exerce um importante papel além de equilibrar o corpo. Para entender melhor o seu funcionamento, vamos compará-la a um quebra-cabeça, em que as peças se encaixam perfeitamente para formar a figura. Assim também ocorre com a coluna. Composta por 33 vértebras é dividida em quatro partes: cervical, torácica, lombar e sacral. Essa estru-

Walter Yoshinori Fukushima, professor de Ortopedia da Faculdade de Medicina do ABC Etevaldo Coutinho, especialista em ortopedia do Instituto de Patologia da Coluna.

tura, que abriga discos, ligamentos, tendões, músculos e vasos sanguineos, deve estar em perfeita sincronia para que o corpo faça movimentos. Dentro da coluna, desde o crânio até o sacro, passam a medula espinhal e os nervos que levam e trazem informações ao nosso cérebro, e essa dinâmica é responsável por todas as ações e características do nosso corpo. Os músculos que envolvem a coluna também desempenham uma tarefa essencial: são responsáveis por controlar, de forma refinada, os seus movimentos e ajudam a receber o peso do corpo. “As dores surgem quando a coluna é

usada de forma inadequada ou forçada em posições incorretas. Isso pode ocasionar lesões leves e graves, como hérnias de disco”, explica Elza Rodrigues, fisioterapeuta com especialização em comportamento pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). As reclamações mais comuns nos consultórios estão relacionadas à parte cervical, que compreende a região do pescoço, e a lombar. Geralmente, o problema está ligado ao ambiente de trabalho. “Algumas atitudes simples contribuem para prevenir as dores”, alerta Mônica Castro, Educadora Física e Consultora em Qualidade de Vida e RH (MQV). “Regular a cadeira, apoiar totalmente as costas no encosto, manter os pés apoiados e a cabeça reta na altura do monitor podem reduzir as dores. É importante também fazer alongamento ao longo do dia”, explica. O trabalho que Mônica desenvolve é preventivo, mas a maior parte das pessoas só se preocupa com a questão quando sente dores fortes, e só então recorrem ao médico. É o caso do jornalista Danilo Barra, 25 anos, que convive com dores nas costas há pelo menos cinco anos e, mesmo assim, resiste em procurar auxilio médico. “Por incrível que pareça, sou totalmente avesso a medicamentos e nunca concluo um tratamento. Recentemente fui a consulta médica, porém não cheguei a retornar para saber o diagnóstico”. Quem sofre com o problema sabe bem qual é o fardo de carregar a dor para o resto da vida. Jacques se enquadra neste grupo. “O médico me avisou que isso aconteceria”, conta ele, que tem dores na região lombar sempre que carrega peso ou dorme em colchão que não seja ortopédico. “Quando escuto meu filho dizer: papai quero colinho, é complicado dizer não. Além disso, os quilinhos a mais contribuíram para o agravamento do problema”, enfatiza. Danilo ressalta qual é o único incômodo que o problema ainda não diagnosticado na coluna provoca: “dores, dores e mais dores – não atrapalha diretamente meu desempenho, mas com certeza estressa”. O professor Walter Yoshinori Fukushima explica que nem sempre o problema é na coluna, grande parte das dores são musculares. “Para esses casos orientamos o paciente a fazer alongamentos, correções posturais e exercícios, sempre associados com medicação e fisioterapia”, conclui. continua


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Dicas para uma boa postura sempre! Em frente ao computador e a TV

Mesmo quando a intenção é relaxar, é preciso tomar cuidado com a maneira correta de sentar-se. O certo é manter a coluna alinhada e a visão dos monitores na altura dos olhos. Já o erro mais frequente é reclinar o corpo para trás, forçando a região sacral a comportar todo o peso corporal.

No escritório

A coluna deve estar reta e alinhada ao encosto da cadeira, lembrando-se sempre de manter o computador na altura dos olhos. A altura da cadeira também é importante: você não pode perder o contato dos pés com o chão e nem estar com as pernas exageradamente flexionadas.

Salto Alto

A mulher que preza pelo equilíbrio tende a ser a mais beneficiada, o salto não deve ser nem muito baixo e nem muito alto. O salto médio (8 cm, em média) é o mais indicado para evitar a hiperlordose, problema causado, principalmente, pela projeção corporal inadequada quando o peso do corpo é jogado para frente.

Na academia

Atenção com o desconforto na hora dos exercícios, se ele for muito grande, é imprescindível procurar um médico. Dores relacionadas à postura indicam que foi feito algum movimento para o qual o corpo não está acostumado, e, o pior, de forma inadequada. A coluna precisa ser alongada e não pressionada.

Fábio Jacques, que sofre com problema na coluna há oito anos, precisou melhorar a postura para minimizar as dores.

Jacques seguiu a risca as orientações médicas. “Quem sofre com problemas de coluna precisa ter cuidado até para levantar da cama. Melhorei muita a minha postura. Com o tempo essas pequenas mudanças acabam virando rotina. Somente a redução de peso eu ainda não consegui realizar”.

Vida moderna

Além de incomodar, as dores na coluna causam impaciência e nervosismo, que comprometem o convívio social. Por isso, ela precisa ser muito bem tratada, afinal o equilíbrio do corpo depende dela e um simples descuido pode comprometer o seu funcionamento. “A manutenção da saúde da coluna propicia ao ser humano desenvolver todas as habilidades e ações que adquiriu durante milênios de evolução”, lembra Etevaldo Coutinho, especialista em ortopedia do Instituto de Patologia da Coluna. Especialistas apontam os vícios posturais atrelados ao cotidiano das pessoas como os principais vilões da nossa coluna. “A grande maioria das dores na coluna (pescoço e costas) é ocasionada por maus hábitos de vida. Dentre essas razões, estão a má postura, erros ergonômicos em casa ou no trabalho, muito tempo sentado ou de pé e a falta de atividade física”, explica Coutinho. “A incidência de problemas de coluna tem aumentado consideravelmente, e dois fatores podem ser destacados: o envelhecimento da população e a forma de vida do homem moderno”, completa o especialista, reforçando que a tecnologia tem favorecido esses desgastes com longos períodos “no carro, na frente da televisão ou do computador e mesmo o desenvolvimento das atividades intelectuais não regradas, podem trazer problemas”. Tensões emocionais também provocam o desalinhamento da coluna vertebral, ocasionando dores, alerta a fisioterapeuta Elza Soares.


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DECORAÇÃO

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Banheiros elegantes e confortáveis Os banheiros já não são mais os mesmos. Antes meros coadjuvantes da casa, agora ganham um papel especial na decoração. Charme, conforto, praticidade, tecnologia e beleza, tornam-se prioridades na composição do espaço. Elementos como louças, metais, mármores, pastilhas, pintura acrílica e papel de parede, além de objetos decorativos, recebem diferentes combinações na decoração do espaço. No lugar dos velhos gabinetes volantes, armários fixos e embutidos são as mais novas opções. A designer de interiores Sandra Montero priorizou a individualidade separando o espaço dele e o dela para projetar o Banheiro do Casal, de 13 metros quadrados. A cor vermelha e branca dos continua

Um espaço romântico, mas que preza a individualidade dele e dela é a proposta do Banheiro do Casal, projeto da designer de interiores Sandra Montero.


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Para dar a sensação de amplitude o arquiteto Sergio Astrauskiene optou por revestir as paredes e o piso com pastilhas na cor branca e fez uma combinação com a cor verde. Para compor o lavabo, a design de interiores Daniela Ines usou materiais sustentáveis e ecologicos. Para conferir um ar clássico e de romantismo, os metais foram dourados exclusivamente para o espaço idealizado pela design de interiores Daniela Ines Criar um espaço agradável e aconchegante foi a proposta dos arquitetos Érika Linardi e Luiz Marcon.


Para compor o espaço apresentado na quarta edição da Casa Hotel deste ano, a equipe da MW Arquitetura, apostou na sustentabilidade.

revestimentos cerâmicos confere ao lugar um toque de paixão e sensualidade. No chão, o porcelanato Zeus, da Gyotocco, contrasta com as cerâmicas. A bancada em corian branco De Stijl, chuveiro teto Deca SADH e banheira Ouro Fino Bella Telha completam a decoração. Dar amplitude ao espaço. Essa é a proposta do arquiteto Sergio Astrauskiene, que optou por revestir as paredes e o piso com pastilhas brancas e verdes. O gabinete laqueado branco com detalhe de vidro foi executado pela Primeira Linha agregando ao projeto praticidade e conforto. Ao projetar o banho social, os arquitetos Érika Linardi e Luiz Marcon procuraram deixá-lo agradável e aconchegante, por isso solicitaram à Primeira Linha para confeccionar o gabinete revestido em MDF branco e detalhe em folha de madeira Nogueira Catedral Ripado que formou uma bela composição com as louças e metais da Deca. A Doka Bath Works, empresa especializada na fabricação e comercialização de banheiras vitorianas e contemporâneas, apresenta a Slipper, seu design clássico é uma releitura autêntica das originais utilizadas nos banheiros do período vitoriano. O conjunto de suporte Bonne Maman é produzido com madeira envernizada, e a cuba de sobrepor em porcelana. Com a madeira disponível em dois acabamentos, o produto importado tem preço sob consulta, que varia de acordo com as escolhas feitas pelo cliente. Para compor o banheiro da suíte São Paulo, apresentada na quarta edição da Casa Hotel deste ano, a equipe da MW Arquitetura, apostou na sustentabilidade. Para reforçar o conceito, o ambiente foi decorado com móveis de madeira de reuso e espelhos e vidros reciclados, desenvolvidos para proporcionar conforto térmico, filtrando 90% dos raios ultravioletas sem deixar o local escuro e, portanto, economizando energia elétrica. A design de interiores Daniela Ines priorizou a modernidade para compor seus projetos. No banheiro social o espelho serve para ampliar o ambiente e o lustre acima da bancada harmoniza o local.


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CIDADANIA

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SOLIDARIEDADE COMPÕE CESTA DE NATAL EM SANTO ANDRÉ Sorridente, a primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Denise Ravin, fez a entrega de cestas básicas em 2009

dar o próximo. “Entendo que devemos ir além de ajudá-los nas necessidades básicas, e auxiliá-los na compreensão de suas capacidades, de sua autoestima, de quanto são seres humanos importantes para nossa sociedade”. O Feliz Natal das pessoas selecionadas pelo Fundo começa bem antes do dia 25. “Pretendemos, em conjunto com o Banco de Alimentos, iniciarmos as entregas no início de dezembro”, reforça Denise.

Ações do Fundo

O Fundo Social de Solidariedade surgiu para trabalhar em parceria com o Gabinete do Prefeito nas questões sociais da população em situação de vulnerabilidade, com o objetivo de resgatar a cidadania, a valorização e a autoestima de cada cidadão atendido. Entre as atividades desenvolvidas pelo órgão estão a campanha do agasalho e a feira do voluntariado, além de concursos que resgatam a qualidade de vida na terceira idade. São mais de dez programas que contemplam um público amplo. “O Fundo Social de Solidariedade de Santo André já atendeu mais de 90 mil pessoas em todas as ações realizadas”, afirma Denise.

E

m Santo André, o Natal de mais de sete mil famílias carentes será farto este ano. Repetindo o sucesso da Campanha Natal Solidário, promovida pelo Fundo Social de Solidariedade, em 2009, quando foram arrecadados alimentos para a composição de seis mil cestas básicas, a Prefeitura recebe até o fim deste mês doações para a

Doações

montagem dos kits. Durante entrevista concedida à Revista Dia Melhor, a primeira-dama e presidente do Fundo, Denise Ravin, destacou a importância da ação. “Não estamos levando apenas alimentos, queremos transmitir a mensagem do valor da união das famílias”. Comprometida com as causas sociais, Denise sente satisfação em poder aju-

Para alcançar a meta da Campanha, existem mais de 40 pontos de arrecadação espalhados pela cidade. E as sugestões de itens também são variadas: arroz, macarrão, molho de tomate, farinha de mandioca ou farofa pronta, leite condensado, creme de leite, biscoito doce, biscoito salgado, milho, lentilha, bolo de caixinha, suco em pó, geleia, panetone e gelatina.


Feira de beleza é destaque no ABC

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ecnologias cada vez mais avançadas na produção de cosméticos e o crescimento econômico do setor na região foram os destaques da segunda edição da Hair ABC, realizada entre 27 e 29 de novembro, no Pavilhão de Exposição Vera Cruz, em São Bernardo. Voltada aos profissionais da área de estética e beleza, a feira contou com a participação de 50 expositores e reuniu mais de 80 marcas do segmento. Na ocasião, a Vita Derm Hipoalérgica, referência em tratamento cosmético e parceira do evento, promoveu a segunda edição do Congresso de Estudos Científicos Aplicados à Cosmetologia Estética Capilar do ABC. “Quando decidimos fazer o congresso, tínhamos ciência de que o foco do trabalho não era lucro, mas visibilidade. Estou contente com o resultado deste ano”, explica Marcelo Schulman, presidente da Vita Derm.

Hair ABC

Realizada pela primeira vez no ano passado, a Hair ABC reuniu um público de aproximadamente 1.800 pessoas. Comprometida com ações sociais, nesta edição, a feira dedicou um dia ao consumidor final, que, além de visitar e comprar produtos de beleza e estética com desconto, contribuiu com a doação de dois quilos de alimentos não perecíveis, entregues a entidades carentes indicadas pela Prefeitura de São Bernardo. Durante os três dias, estima-se que mais de 10 mil pessoas tenham passado pelo evento.

Vita Derm

Comprometida com a preservação dos recursos naturais, a Vita Derm implantará em Manaus um polo de negócios para a comercialização de produtos sustentáveis. O objetivo é aumentar a fabricação de cosméticos com princípios ativos naturais, mas com a maior consciência possível. “É tendência de mercado a criação de produtos naturais, mas não se pode devastar para chegarmos ao nosso objetivo, e há várias pessoas naquela região que precisam muito de trabalho”, explica Schulman, presidente da empresa.


BEM-ESTAR

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Mexa-se

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sporte, lazer e muita diversão. Em um único dia, num mesmo lugar, mais de 17 mil pessoas, de bebês a idosos com mais de 90 anos, se reuniram para um domingo diferente em novembro: participar da 4ª Edição do Mexa-se. O evento toma conta do Paço Municipal de Santo André uma vez ao ano e já virou tradição na cidade, especialmente como atividade para família. Neste ano, a corrida, com percurso de 10 quilômetros, e a caminhada, com 5 quilômetros, propostas pelos organizadores consolidou o evento profissionalmente, trazendo, além de atletas de outras cidades brasileiras – como já se notava nas edições anteriores, corredores internacionais. Para os favoritos da prova esse detalhe pode até ter feito muita diferença, já que se tratava dos temidos e exímios corredores quenianos, mas para o público Quarta edição do “Mexa-se” atingiu público recorde de 17 mil pessoas


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atrai público recorde essa é só mais uma característica que fortalece o evento a cada nova edição. “É um apoio mesmo aos profissionais e nós ficamos muito contentes com isso, porque mostra a região, mostra Santo André para essas pessoas que nunca vieram aqui”, declarou Antonio Monte, presidente da Coop e organizador do evento. Monte reforça que este foi o ano recorde em participação no evento, com um salto de cinco para seis mil inscritos para as provas. Os principais atletas do evento participaram da corrida, que conferiu um total de R$ 21 mil em prêmios aos vencedores. Na categoria feminina, o primeiro lugar ficou com a queniana Edna Mukhuana, seguida de Andrea Celeste da Silva Ramos Benites, que obteve igual colocação na prova do ano passado, e Beatriz Nascimento. Entre os vencedores na categoria masculina, Ivanildo Dias de Souza foi o primeiro colocado, Luiz Carlos Fernandes da Silva, o segundo, e Antonio Pedro da Silva Salles chegou em terceiro lugar. O quarto classificado na mesma categoria foi o que-

niano Charles Cheruiyot Torotich. Ao longo de quatro anos de realização, o Mexa-se agrega um número cada vez maior de atletas e participantes, sem perder de foco a sua principal característica: promover a prática de exercícios físicos em família como forma de garantir melhor qualidade de vida. “É muito legal saber que toda família está vindo reunida, porque toda retaguarda do evento se traduz nisso, temos espaço para receber as crianças, temos espaço para família, para adulto e para todo mundo, então a família pode vir para cá, porque todo mundo vai estar bem inserido no evento”, destaca o idealizador do encontro, Celso Furtado.

No podium

Apesar de ser um evento essencialmente familiar, a disputa não deixa de ter a sua importância. Quem demonstra isso é a segunda classificada da prova feminina, Andrea Celeste da Silva Ramos Benites, 33 anos, de Limeira - interior de São Paulo. Pelo segundo ano consecutivo vence a prova em segundo lugar.

“Eu realmente fiquei impressionada com o tanto de gente este ano prestigiando o evento, eu ainda almejo o primeiro lugar, mas como neste ano o nível está um pouco melhor eu fico feliz por ter sido a segunda, mas vou voltar de novo para tentar o primeiro lugar”, destacou. Na prova masculina, o vencedor Ivanildo Dias de Souza, 31 anos, garantiu o primeiro lugar depois de correr muito mais do que os outros inscritos. “Eu corri 27 quilômetros essa noite [véspera do evento] e vim direto pra cá”, disse. Ivanildo trabalha para companhia de limpeza de Itaquera, na capital, como coletor de lixo – trabalho que não nega auxiliar no preparo físico. O primeiro colocado na prova começou a correr profissionalmente há cinco anos e tem até treinador, mas nunca deixou a profissão. Depois de correr 37 quilometros, entre o trabalho e a prova, Ivanildo, que neste ano participou pela primeira vez do Mexa-se, declarou que frequentemente conquista provas semelhantes. “Eu já corri três maratonas, e provas assim de 10 quilômetros eu estou sempre vencendo”.


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ANÁLISE

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montando o quebra-cabeça do novo Brasil

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m País de políticas estruturadas, com conquistas expressivas nos últimos anos e outras em projeção para os próximos. A cara do Brasil, a partir de 2011, é a de uma nação em crescimento, mas que ainda cambaleia em algumas áreas. Consolidar uma imagem positiva depende agora de articulação e empenho político. O próximo 1º de janeiro será histórico. Pela primeira vez, teremos um governo feminino. Dilma Rousseff assume a presidência após oito anos de um mandato singular, o do operário Luis Inácio Lula da Silva, que conquistou o poder e a aprovação da maior parte dos brasileiros. Como herança, Lula deixa parte de sua popularidade a candidata do mesmo partido e para desvendar os desafios e méritos dessa nova gestão, a reportagem da Dia Melhor ouviu especialistas das principais pastas do governo, como educação, esporte, saúde, economia e política.

Economia

O Brasil chega a 2011 com sua economia fortalecida, depois de décadas de inflação e crescimento inexpressivo. A história recente do País na área é destacável: entre 2008 e 2010, enfrentou com méritos uma crise financeira internacional e ainda no mesmo período aumentou seu mercado consumidor, com ascensão de todas as classes sociais. “Nos últimos dez anos, a característica mais marcante da economia brasileira foi manter a inflação sob controle e conter os gastos do governo”, revela a economista e doutora em sociologia Maria Cristina Amorim. Pautadas por uma política sócio-econômica, as ações na área garantiram visibilidade para o Brasil, que hoje integra o principal bloco de países emergentes do mundo, o BRIC – composto também pela Rússia, Índia e China. “O dado mais relevante é a melhor distribuição da renda, isso se deu por vários motivos: um deles o reajuste do salário mínimo acima da inflação, nos últimos anos, o segundo, os programas de benefício social, acesso a educação, por exemplo, e

em terceiro lugar o aumento do emprego, promovido pelo crescimento da economia”, esclarece Maria Cristina. Apesar do contexto histórico positivo, é preciso considerar os problemas que devem ser enfrentados a partir do próximo ano. “Os desafios do próximo mandato são manter o crescimento econômico em torno de 5% ao ano, deter a valorização do real frente ao dólar e aumentar a eficiência dos gastos públicos”, destaca a economista. Faltando pouco menos de um mês para assumir a presidência, Dilma Rousseff já definiu parte da equipe que irá comandar os principais ministérios do governo. A presidente eleita definiu como sucessora do ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, a andreense Miriam Belchior, atual coordenadora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Outras definições são as de que o atual ministro da Fazenda permanece à frente do cargo e de que a cadeira de presidente do Banco Central, sob responsabilidade de Henrique Meirelles, será ocupada


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Lula deixa um governo, no geral, bem avaliado pelos especialistas, mas os desafios que a sucessora deve enfrentar ainda são muitos

por Alexandre Tombini. O ex-ministro da Fazenda na gestão de Lula, Antonio Palocci, também integrará a equipe como chefe da Casa Civil. A articulação do novo governo, no entanto, pode não garantir os mesmo resultados da última gestão, pondera Maria Cristina. “O anúncio da equipe não é um bom indicador das diretrizes macroeconômicas dos próximos quatro anos, por que a chefia dos ministérios e demais postos importantes é fortemente influenciada pelos partidos e grupos na composição do governo”, afirma. Para ela, ainda é difícil compreender os rumos que serão tomados pela nova equipe de governo. “As declarações dos indicados e da presidente eleita sobre a economia têm sido vagas, não dá para saber se são para valer ou para acalmar determinados setores, por exemplo.” Nas relações comerciais, as dificuldades que o novo governo deve encarar

são mais evidentes, de acordo com o presidente da Associação Brasileira de Comercio Exterior (Abracex), Roberto Segatto, que faz um balanço da política econômica ponderando as falhas que podem comprometer a nova gestão.

“No governo anterior nós tivemos fatores positivos, enfrentamos essa crise mundial e o Brasil se saiu bem perto de outros países, além disso, nós temos um continua


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sistema financeiro bastante sólido, mas o governo passado pecou muito em não colocar em prática uma política industrial.” A balança comercial é apontada como um grande problema para o País nos próximos anos - a desvalorização das principais moedas do mundo frente ao real favorece exportações e a falta de investimentos em tecnologia gera impactos diretos no desenvolvimento do País. “A economia brasileira, desde o Plano Real, tem crescimento econômico de baixa qualidade, calcado na exportação de produtos de base primária (mineração e agricultura), que resulta em criação de empregos de baixa qualificação e baixos salários. Esse processo precisa ser revertido, o Brasil precisa crescer por meio da inovação tecnológica e empregos qualificados”. “Nós estamos com um sério problemas para o próximo ano, o envelhecimento do parque industrial, que vem perdendo a competitividade”, sinaliza Segatto. “E com o agravamento da valorização do real e desvalorização do dólar e do euro, as exportações ficaram mais difíceis – nós não temos equipamentos modernos para produzir a custos mais reduzidos, temos uma carga tributária muito pesada e não temos infraestrutura tanto para o mercado interno quanto para “No governo anterior nós tivemos fatores positivos, enfrentamos essa crise mundial e o Brasil se saiu bem perto de outros países”, analisa o economista Roberto Segatto

exportação e o setor sofre o impacto de todos esses fatores”. A crítica de Segatto sobre a ausência de investimentos em tecnologia de ponta e infraestrutura já é sentida na balança comercial. Até outubro, a Abracex registrou um saldo de exportações de R$ 14,6 bilhões contra R$ 24,6 bilhões, no ano passado. “Faltam dois meses para fechar o número deste ano e nós estamos com R$ 10 bilhões a menos do que em 2009, e houve um crescimento nas importações, que chegaram a R$ 127,6 bilhões no último ano e esse ano, até outubro nós estávamos com R$ 148,7 bilhões, praticamente”. Os números apresentados por Segatto podem ser resumidos com duas palavras: déficit comercial – quando o valor de importações supera o de exportações. “Em 2008 nós tivemos uma corrente de comércio de quase R$ 400 bilhões, agora essa corrente está em R$ 300 bilhões – são R$ 100 bilhões que deixaram de circular entre importação e exportação e os culpados por isso são a carga tributária, a indústria que está desatualizada tecnologicamente e falta de infraestrutura”, adverte Segatto. “Se o próximo governo corrigir essas distorções, por meio de uma política industrial, nós vamos ter um País que vai crescer violentamente”, conclui.

Política

O cenário político para o próximo ano é positivo, avalia o cientista político Gaudêncio Torquato. “As perspectivas sempre vislumbram horizontes promissores para o Brasil em função das potencialidades do País, que tem uma dimensão continental, riquezas naturais importantíssimas, vai começar a trilhar nas profundezas do pré-sal, portanto, podendo se tornar uma potência petrolífera importante, e que tem uma economia vibrante”, sinaliza. Outro motivo que traz vantagem ao novo governo, destaca Torquato, advém do próprio processo eleitoral deste ano, que resultou na eleição de aliados tanto para a Câmara dos Deputados como para o Senado. A oposição, no entanto, não deixa de ser um ponto a ser considerado pela nova gestão: assumiu o governo de dez estados, que concentram mais da metade do eleitorado nacional, cerca de 71 milhões de pessoas. Mesmo com uma base aliada sólida, os próximos quatro anos devem ser pautados pela articulação coerente entre governos federal e estaduais. “Não vamos fazer uma oposição irresponsável, vamos criar uma agenda positiva, especialmente em relação às reformas”, declara o deputado

“As perspectivas sempre vislumbram horizontes promissores para o Brasil em função das potencialidades do País”, destaca o cientista político Gaudêncio Torquato

estadual Orlando Morando (PSDB). E os desafios não param por aí. Dilma recebe a responsabilidade de manter conquistas e continuá-las (mote de sua campanha), e parte desse trabalho envolve a implantação de mudanças pontuais, que já fazem parte do clamor público. “Apregoa-se uma reforma política, que seria a mãe de todas as reformas, mas eu vejo muita dificuldade em se trabalhar questões como a tipologia do voto – distrital ou majoritário”, salienta Torquato. “Há um desafio enorme também na área previdenciária, que precisa tapar os seus buracos”, destaca. Mas talvez a mais comentada de todas as reformas, além da política e da previdenciária, é a tributária. “Evidentemente o Brasil precisa de uma política fiscal-tributária que seja menos onerosa para os micro e pequenos empreendedores”, afirma o cientista político. “Outro pedido é o da desoneração da folha de salários, que passa pelo setor de serviços e a modernização da legislação trabalhista” A oposição também promete se dedicar às reformas, afirma Morando, que reconhece ações do último governo nesse sentido, embora insuficientes. “O governo Lula fez uma reforma tributária, mas fez uma reforma tributária


33 “Não vamos fazer uma oposição irresponsável, vamos criar uma agenda positiva, especialmente para a agenda das reformas”, reforça o deputado estadual Orlando Morando

pífia que não resolveu absolutamente nada, se tornou uma colcha de retalhos, e, na pratica, não serviu para a sociedade”, destaca. Para o deputado, Dilma deve priorizar ações. “Eu acho que primeiro ela deve tratar da reforma política, se ela conseguir fazer uma reforma política coerente, correta, eu acho que já é um passo muito importante”, reforça. “Depois eu acho que é possível e necessário fazer uma reforma tributária, mas eu não vejo boa vontade”, conclui. Pessimismo de um lado, otimismo de outro. As entrevistas realizadas pela Dia Melhor evidenciam o impasse entre situação e oposição, uma relação que deve ser bem coordenada pela futura governante do País. Para o líder do PT na Câmara dos Vereadores de Santo André, Antonio Leite, o próximo mandato será de consolidação de políticas já encaminhadas. “No geral será uma continuidade e o aprofundamento das políticas sociais”, resume. Para ele, muitas áreas serão beneficiadas a partir do próximo mandato, com destaque para habitação, indústria, agricultura e educação. Por fim, Antonio Leite destaca que independente do lado, na política o que prevalece são os benefícios para o País. “O nosso objetivo tem que ser sempre a melhoria do Brasil, então acredito que a oposição deve assumir uma postura crítica, de fiscalização constante”.

Esporte

O próximo mandato tem outra característica singular além do fato de ser o

primeiro liderado por uma mulher. A demanda de ações voltadas ao esporte, com a realização de uma Copa do Mundo e de uma Olimpíada no Brasil, em 2014 e 2016, é única na nossa história – serão dois grandes eventos esportivos consecutivos e eles exigem investimento, infraestrutura e políticas públicas que possam garantir a formação de atletas e benefícios ao País após a realização dos jogos. “É fantástico ter essa oportunidade, principalmente com os jogos olímpicos que abrangem mais modalidades, e acho que já está impulsionando uma série de melhorias dentro do próprio esporte, fora as outras, de infraestrutura das cidades, mas para o esporte mesmo é muito significativo”, comemora Flávia da Cunha Bastos, presidente da Associação Brasileira de Gestão do Esporte (Abragesp). “Os legados são grandes em várias áreas: serão oferecidos melhores programas de preparação dos atletas e novas modalidades vão se desenvolver”, completa. As vantagens em sediar dois eventos mundiais abrangem outras áreas, afirma Flávia. “Fica também um ganho cultural com essa diversidade, especialmente nos jogos olímpicos, o próprio valor do esporte dentro da sociedade vai melhorar bastante e a participação também deve crescer”. O prognóstico futuro vem bem amparado pelas conquistas recentes. De acordo com Flávia, as ações para o esporte se concentram em três áreas principais: continua “O próximo mandato será uma continuidade e o aprofundamento das políticas sociais”, resume o líder do PT Câmara de Santo André Antonio Leite


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“As dificuldade do sistema público aparecem quando analisamos o País como um todo”, avalia o médico Reinaldo Ayer

educação, lazer (ou participação) e esporte de alto rendimento (competitivo). Dessas, a que mais atinge a população geral é a do lazer, dedicada à sociedade como um todo, e a que mais se destacou nos últimos anos. “A grande ênfase da Era Lula foi para área de participação, de garantia de direito. Todos os programas, todas as políticas e nas discussões das três conferências de esporte que o governo promoveu a tônica era essa e muitos programas novos surgiram para levar mais lazer para as cidades, com políticas coerentes com a realidade e o governo local”, destaca. Para os próximos anos, Flávia vê o esporte de alto rendimento como a área que mais deve ganhar atenção do governo federal, especialmente por ser a responsável pela formação dos grandes atletas. Os principais desafios para a presidente prestes a assumir o governo concentram-se nesses grandes eventos que o Brasil sediará: garantir infraestrutura antes e durante os jogos e fazer com que toda a estrutura montada possa ser aproveitada pelas gerações que transformarão em ídolos os atletas desta década.

Saúde

Com 22 anos de implantação, o Sistema Único de Saúde (SUS) ainda deve gerar demandas para os próximos anos. Na opinião de dois especialistas consultados pela reportagem da Dia Melhor, o principal desafio do Brasil é consolidar o sistema e ampliar o acesso aos recursos da área. “O sistema de saúde no País vem progressivamente melhorando. Alguns índices indicam isso, mas, ainda estão

relacionados com determinadas regiões do País. O exemplo é o que acontece com a mortalidade infantil – ainda prevalecem índices insatisfatórios em algumas regiões dos estados ao norte”, avalia Reinaldo Ayer, coordenador da Câmara Técnica de Bioética do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). Os avanços na saúde também são destacados pelo administrador hospitalar Antonio Luís Cesarino de Moraes Navarro. “Foi o próprio SUS que permitiu a universalização do atendimento”, afirma. O desenvolvimento, no entanto, está longe de livrar o Brasil de preocupações. “É necessário completar a estruturação do sistema de forma a permitir a acessibilidade do paciente em prazo compatível para que não haja comprometimento das suas condições” pondera Navarro. De acordo com dados divulgados em novembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de estabelecimentos médicos no País aumentou cerca de 22% em quatro anos, passando de 77 mil, em 2005, para 94 mil, em 2009 – em média, a expansão é de pouco mais de 5% ao ano. A pesquisa revela que mais de 90% desses espaços são mantidos pelos municípios. “Falta comunicação eficaz entre governo federal, estados e municípios. Acredito que caberia aos municípios levantar suas próprias necessidades estruturar-se na atenção básica e referenciar o atendimento especializado de acordo com critérios de qualidade” adverte Navarro. Outro ponto da pesquisa revela que não há uniformidade no sistema e que as diferenças regionais ainda são muito marcantes. O Norte, por exemplo, comemora o aumento no número de leitos disponíveis na região, enquanto o resto do País registra queda nesse número. Tradicionalmente carente na oferta de vagas para saúde, a região foi a única que apresentou crescimento, de cerca de 1% anualmente entre 1999 e 2009. O nordeste, por sua vez, foi o mais prejudicado – no mesmo período a oferta de leitos foi reduzida em 1,7%. No Centro-Oeste a situação se repete, com diminuição de 1,4% no número de vagas. “As dificuldade do sistema público

aparecem quando analisamos o País como um todo”, acrescenta Ayer. Além da gestão política dos equipamentos na área da saúde, ele considera também as mudanças atuais na conduta médica, pautada pelo novo Código de Ética da profissão, que chegou a sua 6a edição em abril deste ano. “O principal avanço do documento é a autonomia do paciente, que detém o poder de escolha, desde que suficientemente esclarecido sobre o seu diagnóstico e propostas de terapias”, destaca. Em curto e médio prazo, as mudanças na área da saúde devem extrapolar a gestão e pautar também a relação entre médicos e pacientes.

Educação

As políticas educacionais avançaram nos últimos anos e há um caminho já definido para os rumos futuros do País na área. A avaliação é do educador e presidente nacional do Instituto Henfil Mateus Prado. “Existem erros no Ministério da Educação, mas há uma política encaminhada, uma herança bendita”, aponta. Para o membro titular do Conselho Nacional de Educação, Mozart Neves Ramos, “a educação no Brasil nesses últimos anos melhorou, mas não na velocidade que o País precisa para aproveitar essa janela de oportunidades que é a economia próspera”. Mozart é professor universitário e membro do Conselho de Governança do movimento social Todos pela Educação, e defende a participação popular como forma de promover mudanças no ensino. “Para ter um empenho político, é muito importante que haja pressão social, que a sociedade priorize a educação – os políticos só priorizam um determinado tema, uma determinada área, quando ela também é priorizada pela população”, avalia. Como méritos das últimas gestões, Ramos destaca uma série de melhorias, que agora precisam ser aprofundadas. “A gente melhorou na questão do acesso à escola, da própria alfabetização, processo que ainda precisa ser acelerado, e o Brasil hoje tem metas para melhorar sua educação até 2022, construiu um indicador nacional para aferir a qualidade da educação, através do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e estabeleceu um plano de articulação com os municípios, o Plano de Ações Articuladas (PAA), que é muito importante para melhoria da gestão e para o regime de colaboração entre os entes federados”. A área, apesar de bem avaliada, tam-


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“A educação no Brasil nesses últimos anos melhorou, mas não na velocidade que o País precisa para aproveitar essa janela de oportunidades que é a economia próspera”, destaca o educador Mozart Neves Ramos.

bém enfrenta desafios. Neste ano, mais um problema envolvendo o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) evidenciou falhas dentro do Ministério da Educação. “O Enem é um grande avanço, ele induz mudanças no ensino médio e ainda pauta a questão do acesso à universidade no Brasil”, avalia Prado, “mas tem suas falhas”. Vazamento de informações, em 2009, e troca de gabaritos, neste ano, foram os erros mais recentes do exame, mas, de acordo com o educador não comprometem a importância da prova. Para ele, a avaliação proposta pelo Enem garante mudanças significativas no conteúdo repassado aos estudantes do ensino médio, onde questões práticas, interpretativas e pautadas em situações-problemas ganham espaço. No caminho das mudanças, a atuação dos professores não pode ser deixada de lado. “Em primeiro lugar a gente tem que aproveitar o que aconteceu com os países que estão no topo mundial da educação - Finlândia, Coreia e Cingapu-

ra, onde os jovens mais bem preparados no ensino médio têm como desejo principal, de fato, serem professores nesses países por que lá é objeto de desejo e oferece um salário atraente, caso contrário, o jovem vai continuar optando por medicina, direito e engenharias”, exemplifica Ramos. Outro desafio do próximo mandato é garantir investimentos ao setor, que hoje é da ordem de 5% do Produto Interno Bruto (PIB). “Quem é militante da área defende que esse repasse seja de 10% e a presidente eleita tem uma proposta para chegar a 7%, o que não é perfeito, mas já é um avanço, principalmente se levarmos em conta o crescimento do PIB”, defende Prado. Consolidar as mudanças, na avaliação de Ramos, depende não só de empenho político, mas de participação social. “É preciso que a sociedade se conscientize de que depois da redemocratização do país, na década de 80, depois do enfrentamento da estabilidade econômica e do controle da inflação, na década de 90, nessa próxima década, sob pena de a gente pagar um preço muito caro no futuro, o próximo dever de casa que a gente tem que cumprir é aumentar a oferta da educação de qualidade, com mobilização social – a sociedade tem que entender o seu papel nesse processo, caso contrário a gente talvez não sinta muita diferença do que foi feito anteriormente”.

“Existem erros no Ministério da Educação, mas há uma política encaminhada, uma herança bendita”, aponta o educador Mateus Prado


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CONVIVÊNCIA

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Dilma e as mulheres brasileiras por Nilza de Oliveira

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ste ano comemoramos o centenário do 8 de Março. São 100 anos de luta e conquistas importantes, e obviamente a eleição de Dilma para presidente veio coroar esta comemoração. Mas ainda temos muito o que conquistar. Somos força e presença em todos os processos que mudaram as relações de desigualdades entre os gêneros, participamos de várias lutas por direitos: direitos de propriedade, direito ao voto, direito à autonomia, direitos reprodutivos, pela proteção de mulheres contra a violência, o assédio sexual e o estupro, pelos direitos trabalhistas, incluindo a licença-maternidade e salários iguais. Mas isto infelizmente não se traduz em representatividade. Temos construído espaços importantes na sociedade - seja como eleitoras ou como profissional - nas artes e na ciência. Mas sem a conquista do poder de decisão, nossos direitos, inclusive as lutas pela igualdade contra a discriminação, ficam limitados. O resultado da participação das mulheres no processo eleitoral deste ano na luta por cadeiras na Câmara dos Deputados e no Senado nos mostra o quanto precisamos avançar no quesito da representatividade. Das 513 cadeiras da Câmara de Deputados somente 45 ficaram para as mulheres. Ou seja, não houve ampliação da bancada feminina. No Senado, das 81 cadeiras apenas 12 serão ocupadas por mulheres a partir do próximo ano. Neste caso, houve um tímido crescimento da bancada feminina: de 10 para 12. E os números só vão piorando: na Assembléia Legislativa contamos somente com 10 cadeiras do total de 94. E nos municípios esta realidade é ainda pior. O Parlamento e o mundo da política em geral – o poder executivo, o judiciário, os partidos políticos e sindicatos - ainda são espaços hostis para as mulheres. E com pouco apoio político, partidário e financeiro não conseguimos disputar os espaços em pé de igualdade com as candidaturas masculinas. Mas não podemos esmorecer nunca. É nossa tarefa ocupar de fato os espaços partidários e fazer valer os direitos que conquistamos ao longo destes cem anos de luta. As mulheres são a maioria nos movimentos sociais, mas estes espaços não são suficientes

O Parlamento e o mundo da política em geral – o poder executivo, o judiciário, os partidos políticos e sindicatos - ainda são espaços hostis para as mulheres.

para garantirmos maior representatividade. O Brasil tem um dos piores índices de participação de mulheres no poder legislativo em todo o mundo, ficando atrás de países como o Chile, a Argentina e até mesmo do Uruguai. Esta é uma posição desconfortável e que torna necessário corrigir urgentemente essa distorção que existe em relação à presença feminina na política nacional. Não podemos continuar permitindo a discriminação existente quando se trata da participação das mulheres nestes espaços. A todo momento tentam nos desqualificar e nos ignorar como se não existíssemos, conforme fizeram com Dilma nestas eleições. Acabar com a desigualdade é uma luta de homens e mulheres. Só assim teremos uma sociedade justa e solidária. Não tenho dúvidas de que a eleição de Dilma para presidente do nosso País representa um novo marco para as mulheres brasileiras. Ela contribuiu decisivamente com políticas públicas que levaram a inclusão social e a cidadania para as classes com maior situação de vulnerabilidade. No período de 2002 a 2008, o número de pobres diminuiu de 74, 1 milhões para 53,8 milhões. No mesmo período, o número de pessoas em situação de extrema pobreza caiu de 34,5 milhões para 19,6 milhões. A classe C é hoje maioria da população, correspondendo a 53% dos brasileiros e brasileiras nas seis regiões metropolitanas. O desafio de Dilma é imenso – erradicação da pobreza, sem perder de vista que neste universo a maioria são mulheres chefes de família. A luta das mulheres continua e é contínua. E reafirmo que lugar de mulher é na política, lugar de mulher é em todos os lugares, afinal de contas “política se aprende fazendo”.

Nilza de Oliveira Secretária de Orçamento e Planejamento Participativo Prefeitura de São Bernardo do Campo


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O papel do síndico num mundo vertical por César Moreira Filho

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o dia 30 de novembro de cada ano comemora-se o Dia do Síndico. Pois bem, antes de qualquer coisa temos que saber o que é o síndico, senão corremos o risco de sairmos por ai soltando fogos, cantando e seguindo a canção sem, no entanto, sequer sabermos por que estamos fazendo isto. Síndico, na letra fria da lei, é aquele que em um conjunto habitacional, ou seja, em um edifício, residencial ou comercial, onde se possui unidades autônomas e áreas comuns, é eleito para gerir a manutenção deste ambiente assim como oferecer-lhe condições de habitabilidade. Em outras palavras, é aquele que cuida para que as pessoas possam morar com qualidade de vida, tendo uma portaria onde haja serviços de atendimento aos visitantes, fornecedores, entregadores e aos próprios condôminos, além da vigilância e da segurança do edifício. Ele cuida para que o patrimônio comum a todos se valorize e não se deprecie. Síndico também é aquele que cuida da manutenção para que os equipamentos deste conjunto habitacional, assim como suas instalações, estejam sempre em boas condições de uso, podendo oferecer aquilo que cada um tem a sua competência, para que os condôminos possam servir-se das suas respectivas utilidades. Este é o síndico, na letra fria da lei, mas nós preferimos vê-lo como um protagonista. Como diz Mario Sergio Portella em brilhante e filosófico diálogo com Renato Janine Ribeiro, que resultou no livro “Política para não ser idiota”, é um protagonista. Diz Portella que existem pessoas que participam, contribuem para o bem, para a construção, para a evolução das sociedades, que são os protagonistas e temos aqueles que só contestam, protestam, não participam, não apresentam propostas alternativas, mas criticam que são os antagonistas. Síndico é o protagonista. É aquele que voluntariamente se oferece para trabalhar pelo bem de toda coletividade, doando os seus serviços, a sua atenção, o seu cuidado, o seu conhecimento, para que todos possam desfrutar de uma boa qualidade de vida. Síndico também é um político, na essência do significado grego da palavra. É aquele que pensa no bem público e não no individual. É aquele voltado para a comunidade, que se preocupa com a coletividade, diferentemente do “idiota” que, nas palavras de Janine Ribeiro, em grego significa aquele que “está preso den-

tro de si mesmo”, só olha o seu próprio umbigo. Mas o síndico é visto por alguns como o “ranzinza”, por outros como “tirano” e por outros, ainda, como o “bonachão”. É visto como ranzinza por aqueles que querem desrespeitar totalmente as regras do prédio, ou do condomínio, e são questionados por ele. É visto como tirano por aqueles que gostariam de ter total liberdade, que não houvessem regras a serem cumpridas, e por bonachão por aqueles que, pelo bom humor ou consciência do Síndico – que sabe que tudo fica mais fácil quando se trabalha com alegria e sem estresse, acham que ele não está nem ai com o condomínio. O ideal é que o vejam como o indicado, eleito pela Assembléia de Condôminos, que quando exige alguma coisa está exigindo por conta de uma convenção, um regulamento e por conta de que haja uma boa harmonia condominial. É verdade que cada ser humano diferencia-se no seu comportamento ao ser-lhe delegado o poder. É verdade que existem síndicos preocupados somente com a questão financeira do prédio, postergando benfeitorias, tanto úteis quanto necessárias, preferindo “manter baixa a taxa condominial”, como é verdade que existem síndicos que se preocupam em demasia com manutenções perfeitamente programáveis, ou não se preocupam com os custos do condomínio, despreocupados com o valor da taxa condominial, assim como existem síndicos muito mais preocupados com a vida social do prédio, promovendo festas temáticas, encontros culturais, churrascos e por ai afora. Mas este é o estilo de cada um. O ideal seria estarem reunidas no síndico todas estas competências. O bom disto é que podemos destituí-lo do cargo a qualquer tempo ou trocá-lo na assembléia. Eu vejo o síndico como o juiz de futebol. É aquele que assiste ao jogo na melhor parte do estádio, tem consigo o poder dos cartões amarelo e vermelho, que todo mundo xinga, mas que é imprescindível. Esse é o síndico, essa é pessoa homenageada no dia 30 de novembro. Alguém poderá dizer – “e eu com isto, não moro em condomínio, que se dane o Dia do Síndico”, mas aqueles que coabitam em unidades condominiais e que dependem dele, certamente sabem da importância de seu trabalho, quase sempre voluntário. César Moreira Filho, advogado e administrador de condomínios.

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CONTO

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Justamente juntos Edgard de Oliveira Barros

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arceria nessas coisas de amor é quando você já vai logo dizendo: eu também. Isso, porque você já tem certeza do que vai ouvir. É quando você já está com a chave na mão quando o outro ou a outra diz: vamos? É quando você já disse e já sentiu tantas vezes que não precisava dizer toda hora “eu te amo”. Porque o “eu te amo” é óbvio. Se bem que o óbvio sempre tem que ser repetido para continuar sendo óbvio. E, assim sendo, eu te amo. E um óbvio consagrado. Como dois e dois são quatro. Se bem que existem matemáticos dizendo que matematicamente dois e dois são alguma coisa maior ou menor do que quatro. Danem-se os matemáticos. A gente corrige matematicamente isso tudo

num simples beijo. Beijo simples? Nessas coisas de amor não existem beijos simples. Um beijo é o pedágio para coisas maiores... Parceria nessas coisas de amor também é sempre ficar na dúvida. Porque é preciso sempre ficar na dúvida. A dúvida é a pimenta, o sal, o sol, a lua. A gente precisa sempre ter dúvidas para não ter certezas absolutas. A gente só tem certeza quando morre. Sem parceria a gente está sozinho. O sol sem a lua é um inferno: “Vai fazer calor assim lá na...”. A luz sem sol mata de frio. Parceria é ficar na espera até na hora de ir ao banheiro. Ficar apertado e gemendo de rezas pedindo para que o banheiro fique livre. Parceria é ter coragem e dizer: “anda logo, porque eu não aguento

mais”. Que alívio, hein? Parceria é isso. É oferecer, até meio que puto da vida, a janelinha do avião. Até que a outra parte compreenda e diga: senta aqui você, você gosta. E você vai. Mentalmente vai dizendo: eu te adoro. Por causa de uma simples janelinha de avião... Parceria é você gritar: apague essa merda dessa luz, e ouvir delicadamente: “quem acendeu foi você”. Parceria é a pessoa apagar a luz e você não ficar apagado pelo resto da noite. Ao contrário, poder dizer: que merda que eu sou, não? E “ouvir” o sorriso do lado concordado e adorando você mais ainda. Parceria é ficar feito um louco procurando desculpas de culpas que a gente nem imagina. É ficar procurando presentes ou ideias que se tem na mente para alegrar o parceiro.


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Parceria é se entregar por inteiro. Sem medos e sem receios. Parceria é ficar meio bobo, meio lobo, meia loba e sem meias palavras para dizer. Dizer tudo, sem medo. É bobo ficar com medo quando se tem parcerias. Quando se é parceiro se fazem coisas que até Deus duvidaria, mas não duvida inteiramente, porque sabe que, no fundo, no fundo, a gente é tudo parceiro. Obrigado por tudo, minha parceira infinita, você é simplesmente a vida que eu vivo.

Edgard de Oliveira Barros é jornalista, cronista, professor de Jornalismo Impresso nas UniFiamFaam (FMU-São Paulo).

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Faça já sua encomenda para a ceia natalina!

A Padaria Brasileira leva você à Espanha. ¿Qué tal? Até o próximo dia 15 de dezembro você poderá participar do concurso cultural “A Padaria Brasileira leva você à Espanha. ¿Qué tal?” Basta responder à pergunta “O que faria você dançar flamenco em uma roda de samba?”, impressa no cupom disponível nas quatro unidades próprias (Matriz, Jardim, Paço Municipal e São Bernardo). O autor da frase mais criativa ganhará uma viagem, com direito a um acompanhante, para Madri ou Barcelona. Serão cinco pernoites, incluindo passagem e estadia. A divulgação do ganhador será uma semana antes do Natal.

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Natal já está próximo, e, pensando na sua comodidade, a Padaria Brasileira preparou um cardápio delicioso com várias novidades para a tradicional ceia natalina. Você precisa apenas escolher as melhores sugestões e fazer a sua encomenda. Mas não deixe para a última hora.Neste ano, as novidades são salada de maionese de bacalhau – salada de maionese preparada com batata e bacalhau desfiado e decorada com ervilha fresca e cenoura; farofa rica – farofa de farinha de milho com bacon, linguiça tipo calabresa defumada, cenoura, pimentões verde, amarelo e vermelho, ervilha e azeitona verde; arroz à Portuguesa – arroz branco cozido com iscas de contrafilé, bacon, ervilha fresca e vinho; arroz com lentilha – arroz branco cozido com lentilha e temperado com cominho; maminha na manteiga – maminha fatiada assada na manteiga e salmão com molho de maracujá - salmão assado ao molho de maracujá natural. Além dessas sugestões, a Brasileira também tem outros deliciosos pratos em seu cardápio, como as saladas : maionese

Confira o horário da Brasileira neste fim de ano Loja Matriz: fone 3757-2277 Diariamente das 6h40 às 22h20 e nos dias 25/12 e 01/01 das 7h30 às 12h. Loja Jardim: fone 4437-3545 Diariamente das 6h40 às 22h10 e nos dias 25/12 e 01/01 não abrirá. Loja Paço Municipal: fone 4994-1027 Diariamente das 6h40 às 22h10 e nos dias 25/12 e 01/01 não abrirá. Loja São Bernardo: fone 4337-1110 Diariamente das 6h40 às 22h20 e nos dias 25/12 e 01/01 não abrirá.

com legumes e nozes; batata em cubos com presunto, copa, salsão, maioneses e creme de leite; peito de peru defumado, batatas, salsão em lâminas, cenoura ralada e maionese. Diversas massas: lasanha à bolonhesa e aos quatro queijos; nhoque; rondelli; panqueca. Cuscuz de frango; arroz com presunto, uvas passas e salsa, cozido com suco de laranja, vinho e champagne; carnes suínas e bovinas; peru e chester. Para a sobremesa diversos bolos e tortas.

SEM PANETONE NÃO É NATAL Os panetones de fabricação própria já invadiram as prateleiras da Padaria Brasileira. Além dos tradicionais sabores frutas cristalizadas e gotas de chocolate, você também encontra o panetone recheado com goiabada e o panetone de chocolate com nozes. Em embalagens de 500 gramas, os panetones são uma ótima opção de presente, bem como as cestas natalinas, disponibilizadas em diversas combinações, já montadas ou de acordo com os produtos escolhidos pelo cliente.


história e cultura do ABC

Em “Águas, Trilhos e Manacás - As cores da memória” são obras de artistas do ABC que contam a história da região. Publicado pelo historiador Marcelo de Paiva em parceria com a Solvay Indupa – grupo internacional ativo no setor químico com complexo industrial instalado em Santo André - o livro ilustra os principais acontecimentos históricos, culturais e artísticos das cidades de Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André e da Vila de Paranapiacaba. “O leitor fará uma viagem no tempo e no espaço, encontrando uma variedade de elementos que compõem os movimentos sociais e culturais da região”, conta o historiador. Considerado o principal polo industrial brasileiro, o ABC possui características históricas ainda pouco exploradas e desconhecidas por sua população. “Quando comecei minha pesquisa, fiquei impressionado com a quantidade de coisas que não eram reconhecidas: marcas da imigração, do trabalho operário, dos movimentos sociais e dos grupos de artistas de vários países”, refere-se o historiador à diversidade cultural local. “É importante melhorar a autoestima da região, valorizando e divulgando sua riqueza cultural e histórica”, defende o historiador, ressaltando que o livro foi concebido parte da formação escolar. Lançada em 21 de setembro, a obra possui duas versões: a impressa, distribuída gratuitamente em bibliotecas, universidades, escolas e centros de pesquisa, e a digital, que está disponível para download no portal www.solvayindupa.com.br.

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CONSUMO

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Acerte o presente Escolher o presente do amigo secreto é sempre um desafio. Para ajudar na compra, garimpamos algumas opções descoladas que prometem agradar a todos os gostos e fazer bonito neste Natal.

Viva! Experiências Caixa-presente temática que contempla diversas opções de atividades divididas nas categorias: Bem-Estar, Movimento, Fun, Gourmet, Kids, Degustação, Ação, Colabore e Vida. Cada uma delas disponibiliza 18 opções e a pessoa que recebe pode escolher uma das experiências. O preço varia de R$ 70 a R$ 300. Informações no portal www.vivaexperiencias.net. Porta CDs e DVDs - Em formato de latinha com capacidade de armazenagem para sessenta CDs e/ou DVDs. Sua base é emborrachada para evitar arranhões. Valor sugerido R$ 85. www.doctorcooler.com.br.

Boneco de Natal para Porta Com espiral de arame para pendurar, é feito de tecido de lã e placa de madeira. Preço sugerido: R$ 89,90. www.laris.com.br

X-mini Versátil, o mini alto-falante é super potente, além de moderno e colorido. É uma excelente opção para os apaixonados por música e tecnologia, pois é possível conectá-lo a outras cápsulas X-mini, deixando o som ainda mais divertido. Além de ter uma potencia surpreendente, o aparelho tem uma bateria que dura bem mais tempo do que a dos outros alto falantes.

Relógio Antártica, Skol ou Brahma – Os números são representados por abridores de lata e o tamanho é ideal para não ocupar muito espaço. R$ 85 cada. Relógio Tampa de Garrafa da Heineken ou Bohemia – Design diferente serve para ambientes claros como cozinha e sala com boa iluminação. R$ 95 cada. Onde comprar e onde encontrar outras novidades? www.mulhercervejafutebol.com.br. Cervejas especiais Pode não ser o presente mais comum e, talvez por isso, cause maior impacto. As chances de agradar aumentam ainda mais se ela tiver estilo, vier em uma embalagem super prática. Preço sugerido: de R$9,90 a R$226, dependendo dos rótulos escolhidos. www.mrbeercervejas.com.br.

Pendrive Em formato de bola é a forma mais divertida de juntar ao futebol sua coleção completa de Playboys digitalizadas. Valor sugerido R$ 119. www.mulhercervejafutebol.com.br.


TURISMO

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CUNHA a calma do campo perto Perto de São Paulo S

entar embaixo de uma árvore para ler um bom livro ou mesmo para descansar e esquecer, ainda que por alguns instantes, a rotina frenética da cidade grande. Recarregar as energias do corpo e da mente. Contemplar a beleza da natureza e respirar o ar puro do campo. Simplesmente, relaxar. Não é necessário ir muito longe para desfrutar desta tranquilidade. Na verdade, nem é preciso sair de São Paulo, pois, localizada entre as serras do Mar, da Bocaina e do Quebra Cangalha, a 250 quilômetros da capital paulista, está Cunha, uma estância climática de tirar o fôlego. A saída 65 (Guaratinguetá) da Rodovia

Construída em 1731, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, é um exemplo do barroco paulista Casarão do séc. XVIII abriga o Centro Histórico de Cunha

Presidente Dutra – seguida de 45 quilômetros pela Rodovia Paulo Virgínio (SP 171) – é o último passo para os paulistanos que decidem viajar dirigindo. Uma imensa variedade de hospedagens, a maioria de aparência bucólica e acolhedora, se espalha pela pequena cidade. Mas a aparente monotonia é, como dito, só aparente. Reservas preservadas de Mata Atlântica, com rios, cachoeiras e, quem sabe, encontros com diversas espécies de fauna – como capivaras, quatis, saguis, gaviões e papagaios – fazem parte do roteiro. O verde, caracterizado por espécies preciosas da flora brasileira – cedros, perobas, canelas, ipês, bromélias e

orquídeas –, incrementa a visita. A paisagem é inebriante.

Passeio

A caminhada é longa, mas a recompensa vale a pena, a belíssima paisagem vista dos 1840 metros de altitude. Situada na crista da Serra do Mar – divisa entre São Paulo e Rio de Janeiro, a Pedra da Macela é um dos pontos mais altos do município. Do topo da Macela, avista-se a Baía de Ilha Grande (Angra dos Reis), a cidade de Paraty, a Serra da Bocaina, o Vale do Paraíba e a cidade de Cunha. continua


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Cultura local

As tradições e costumes característicos da vida no campo estão presentes na cultura local. Apesar de humildes, as casas em Cunha, algumas rústicas e feitas de madeira, são aconchegantes. Passear pelas ruas da cidade é um convite à calma, ao descanso. O reflexo da industrialização e da urbanização parece ter passado longe do lugar. Até as tradições religiosas são espelhadas por este caráter campesino e as festas religiosas são atrações obrigatórias – destaque para a Festa do Divino que, sempre esperada para o mês de julho, atrai milhares de pessoas para as

novenas e festejos, como Congada, Moçambique e Jongo.

Artes

A cerâmica é o ponto alto da arte local. Sua tradição remete às antigas paneleiras da cidade, e foi definitivamente alavancada pela chegada de ceramistas japoneses e portugueses, que introduziram a técnica artística de alta temperatura – processo pelo qual a peça é cozida após sua manufatura. Hoje, Cunha se destaca como o polo de cerâmica mais desenvolvido do País. Essa fama se deve, também, à diversidade de técnicas e tendências dos ateliês, que oferece aos visitantes uma visão


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extensa e profunda dessa arte milenar. Esculturas, objetos de decoração, arte utilitária, esmaltes diferenciados e engobes. A execução das peças através da modelagem manual ou em torno produz peças únicas e de alto teor artístico.

Clima

As temperaturas variantes entre frio ou razoavelmente quente, característicos de localidades serranas, fazem de Cunha um ambiente agradável e convidativo. Pessegueiros, ameixeiras, parreiras e castanheiras abundam na região que, acima de tudo, é itinerário certo aos que optam por relaxar.

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Viagens especiais para momentos inesquecíveis

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MODA

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a moda colorida do

Verão 2011 M

oda e comportamento são duas coisas indissociáveis. O look escolhido por uma pessoa ao sair de manhã, deve condizer com seu espírito e modo de ser. Não há certo ou errado, alguns estilos ficam bem em algumas pessoas e outros não. A regra é sentir-se bem. Pois, isso sim, jamais sairá de moda. De uma forma ou de outra, não dói nada estar antenada nas tendências. E para que você não cometa gafes excepcionais, seguem aqui as dicas para arrasar na praia e ser notada no verão.

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47 Biquíni multitons de laço lateral.

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Dia Melhor Indica

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O lado nipônico de Santo André

Q

uem caminha pelas ruas de Santo André não se dá conta da miscigenação de tradições e costumes presentes na região. São italianos, alemães, espanhóis, coreanos e muitos outros. A cultura japonesa, no entanto, recebeu um presente da cidade: a exposição “O Uni-

verso Cultural de Okinawa”, em cartaz no Museu Dr. Octaviano Armando Gaiarsa (Rua Senador Fláquer, 470 - Centro), até julho de 2011. A visitação ocorre gratuitamente de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30 e aos sábados, das 9h às 12h30.

Cidade ilustrada: 5ª Bienal Internacional de Gravura no ABC A cidade de Santo André foi tomada por um rico circuito de exposições. Até 15 de janeiro, de 2011 por meio da 5ª Bienal Internacional de Gravura, oito locais da cidade apresentam obras contemporâneas de artistas como Lourdes Sakotani, Regina Drozina, Valdeck Garanhuns, entre outros. A programação completa pode ser vista no portal www2.santoandre. sp.gov.br. As mostras são todas gratuitas.

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BARES Santo André Açaí Brasil Bar Av. Brasil, 300 – Parque das Nações. Tel. 4475-9384. Adega do Jabá R. São Francisco de Assis, 121 – Vila Luzita. De terça a sábado, das 10h45 às 22h30, e aos domingos, das 10h45 às 16h30. Cartões: Rede Shop, MasterCard, Maestro, Visa Electron e Ticket Restaurante. Tel. 4451-0699. Água Doce Cachaçaria R. das Figueiras, 634 – Bairro Jardim. Tel. 4436-6154. Amendoim Club Av. Dr. Cesário Bastos, 133 – Vila Bastos. Tel. 3439-4807. A Petiscaria Av. Pe. Manoel da Nóbrega, 392 – Bairro Jardim. Tel. 4427-6795. Armazém Jardim R. das Esmeraldas, 311 – Bairro Jardim. Tel. 4994-4280. B.A.R Figueiras R. das Figueiras, 835 – Bairro Jardim. Tel. 44279777. Cartões: Visa, Visa Electron, Mastercard, Diners, Maestro e Redeshop. www.barfigueiras.com.br. Bar e Petiscaria Ó Maria R. das Bandeiras, 208 – Bairro Jardim. De segunda a sexta-feira, a partir das 17h, sábados, domingos e feriados, das 12h até o último cliente. Tel. 44371333. www.omariabar.com.br. Bar do Bigode R. Lino Jardim, 884 – Bela Vista. Tel. 4994-4404. Bella Vista Bar R. das Figueiras, 832 – Bairro Jardim. Cartões: Amex, Diners, MasterCard, Visa. De segunda a sexta, a partir das 17h, e aos sábados e domingos, a partir das 16h. Tel. 4432-094. www.bellavistabar.com.br.

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Bossa Brasil Bar R. das Figueiras, 1067 – Bairro Jardim. De segunda a sábado, das 18h às 2h. Tel. 4468-1784. www.bossabrasilbar.com.br. Boteco Maria R. das Bandeiras, 208 – Bairro Jardim. Tel. 4437-1333. Brazuka Sport Bar R. Padre Manoel da Nóbrega, 424 – Bairro Jardim. De terça a domingo, das 16h até o último cliente. Tel. 4994-4280. Cachaçaria Central Av. Lino Jardim, 863 – Vila Bastos. De terça a sexta-feira, a partir das 17h, sábado a partir das 11h, e aos domingos, das 11h30 às 21h. Feriados (consultar). Tel. 4427-8040. www.cachacariacentral.com.br. Casa da Costela R. das Paineiras, 147 – Bairro Jardim. Tel. 4438-5155. Casa do Espeto R. das Monções, 710 – Bairro Jardim. De quarta a sexta-feira, das 18h às 1h, e aos sábados, domingos e feriados, das 12h às 1h. Tel. 4990-0823. www.casadoespeto.com.br. Central Rock Bar Av. José Antonio de Almeida Amazonas, 596 – Vila Guiomar. Tel. 8351.2876. www.centralrockbar.com. Enio´s Bar Grill R. das Esmeraldas, 379 – Bairro Jardim. De terça a domingo, a partir das 17h até o último cliente. Tel. 4994-2660. El Botin R. das Figueiras, 473 – Bairro Jardim. De segunda a sexta-feira, a partir das 17h, e aos sábados e domingos, às 15h. Rodízio de comida mexicana, das 18h às 21h30. Cartões: Visa, Visa Electron, American Express, Mastercard, Diners, Maestro e Redeshop. Não são aceitos cheques e tickets. Também não é permitida a entrada de menores de 18 anos sem acompanhamento dos pais. Tel. 44372945. www.elbotin.com.br.

Flor de Benedetti Av. Dr. alberto Benedetti, 301 – Vila Sta Tereza Av. Dr. alberto Benedetti. Tel. 4993-1297. Fonte Leone R. das Figueiras, 1050 – Bairro Jardim. De segunda a quinta-feira, a partir das 17h, e de sexta a domingo, a partir das 12h. Estacionamento com manobrista. Cartões: Visa, Visa Electron, Master Card, Redeshop e American Express. Tel. 4427-6917. www.fonteleonebar.com.br. Galeteria Santo André R. das Figueiras, 1408 – Bairro Jardim. De terça a sexta-feira, das 16h às 24h, sábados, das 12h às 24, e aos domingos, das 12h às 19h. Tel. – 44381595. www.galeteriasantoandre.com.br. Garoupa Alameda Campestre, 459 – Bairro Campestre. Tel. 4991-7669. Kauffman R. das Figueiras, 1217 – Bairro Jardim. Tel. 4990-1488. Mezzanine Lounge R. das Figueiras, 1410 – Bairro Jardim. Tel. 44638103. www.mezzanine.com.br. Olio Santo Bar R. das Figueiras, 764 – Bairro Jardim. De terça e quinta-feira, das 18h às 24h; sexta-feira, das 18h às 2h, sábados, das 12h às 2h, e aos domingos, das 16h às 24h. Tel. 4427-7681. www.oliosantopizzabar.com.br Para-Raio R. das Figueiras, 1339 – Bairro Jardim. Tel. 44387435. www.barpararaio.com.br Perna de Cobra R. Arthur de Queiróz, 99 – Casa Branca. Cartões: Maestro, MasterCard, Rede Shop e Visa. De terça a sábado, a partir das 17h. Tel. 4427-4858. www. pernadecobra.com.br Rosti Bar e Batataria R. das Figueiras, 1330 – Bairro Jardim. Tel. 44372098. www.rosti.com.br


Iron Maiden volta ao Brasil

O

s fãs do Heavy Metal já podem comemorar a volta dos britânicos do Iron Maiden ao Brasil. A apresentação paulista da turnê The Final Frontier World Tour, será realizada em 26 de março de 2011, no Estádio do Morumbi. Está é a terceira vez que os metaleiros vêm ao país do futebol. Liderado pelo baixista Steve Harris, o grupo apresentará, além de clássicos como Fear of the Dark e The number of the beast, músicas de seu 15º álbum, de nome homônimo à turnê – The Final Frontier – lançado em agosto deste ano. Como é de costume, a banda aterrissa em território tupiniquim em seu avião particular, batizado de Ed Force One – uma referência ao mascote Eddie, the Head, que estampa grande parte de seus produtos. O piloto, claro, é o vocalista Bruce Dickinson. Os ingressos já estão a venda e podem ser adquiridos exclusivamente pelo portal www.livepass.com.br ou pelo telefone 4003-1527.

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San Marco R. das Bandeiras, 271 – Bairro Jardim. Tel. 49907900. De domingo a quinta-feira, das 17h30 às 0h; sextas-feiras e sábados, das 17h30 às 1h. www.sanmarcopizzaria.com.br. Saudosa Maloca Alameda São Caetano, 356 – Bairro Jardim. Tel. 2896-7026. Set Av. Pe. Anchieta, 230 – Bairro Jardim. Tel. 4427-6607. Sporcaccione R. Cruzeiro do Sul, 172 – Vila Leopoldina. Tel. 4972-1049. Thaberna da Bruxa R. do Café, 75 – Bairro Jardim. Tel. 4427-3278. www.thabernadabruxa.com.br. Tupinikim R. das Monções, 585 – Bairro Jardim. Tel. 44369231. www.tupinikimbar.blogspot.com.

Bar do Camarão R. Frei Gaspar, 153 – Centro. Tel.: 4129-7619. Bar do Espeto Av. Imperatriz Leopoldina, 345 – Nova Petrópolis. De segunda a sexta-feira, das 17h até o último cliente, sábados e domingos, a partir das 11h30. Tel. 3907-3091. www.bardoespeto.com.br. Brasa Bar R. Vicente de Carvalho, 197 – Pq. São Diogo. Tel: 4123-4929. Don Blag Av. Francisco Prestes Maia, 820 – Centro. Tel. 4330-3365. Don Quixote Pizza Bar. Av. Kennedy, 605 – Jd. Do Mar. Tel: 4337-4548. www.pizzabardonquixote.com.br.

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Baby Beef R. das Bandeiras, 166 – Bairro Jardim. Tel. 4436-7869. www.babybeefjardim.com.br Bela Cozinha R. Duque de Caxias, 262 – Jd. Bela Vista. Tel. 4438-6702. Boa Mesa Restaurante – Ibis Hotel Av. Industrial, 885 – Bairro Jardim. Tel: 4979-7800. Cabriolet Restaurante – Mercure Hotel Av. Industrial, 885 – Bairro Jardim. Tel: 4979-7909. Cantina Paolo Av. Andrade Neves, 623 – Vila Helena. De terça-feira a sábado, das 19h ao último cliente; domingo, das 11h30 ao último cliente. Tel. 4973-2121. Cartões: Visa. Serviço delivery. www.cantinapaolo.com.br. Casa da Costela R. das Paineiras, 147 – B. Jardim. Tel: 4438-5155.

RESTAURANTES

Casantiga R. Santo André, 596 – Centro. Tel. 4438-9355. Costelaria Berlin Alameda São Caetano, 719 – Bairro Jardim. De terça a quina-feira, das 11h30 às 24h, sexta e sábado, das 11h30 às 1h, e aos domingos, das 11h30 às 16h30. Cartões: American Express, Visa, Visa Electron, Mastercard, Diners, Rede Shop, Maestro, VR Smart e Ticket. Tel. 4427-4577. www.berlin.com.br Costela Dourada Al. São Caetano, 130 – Bairro Jardim. Tel. 28963004. Serviço delivery. www.churrascariacosteladourada.com.br. D´Breschia Av. D. Pedro II, 444 – Bairro Jardim. Tel: 4992-2880. Domburi Av: Industrial, 600, loja FF-10 – Centro. De domingo a sexta-feira, das 11h30 às 22h, e aos sábados, das 11h30 às 23h. Tel. 4979-5379. www.domburi.com.br. La Cantina R. Padre Manoel de Paiva, 66 – Bairro Jardim. Tel. 4436-0343. Jabá do Ribamar R. Columbia, 1557 – Parque das Nações. De segunda a sábado, das 11h às 23h, e aos domingos, das 11h às 15h. Cartões: Mastercard, Maestro, Visa Electron e Redeshop. Tel. 4479-3302. Mangá Alameda São Caetano, 374 – Bairro Jardim. De terça a quinta-feira, das 12h às 15h, e das 19h às 23h; sextas das 12h às 15h e das 19h às 24h; sábado e domingo, das 12h às 16h e das 19h às 24h. Tel. 4992-1927. www.restaurantemanga.com.br. Marisqueira Barcelona R. das Figueiras, 481 – Bairro Jardim. Tel. 4125-5141. Marzão Frutos do Mar II Alameda São Caetano, 684 – Bairro Campestre. De terça-feira a sábado, das 11h às 23h. Tel.: 4990-9689. Paineiras R. das Paineiras, 378 – Bairro Jardim. Tel. 4990-8317.


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A África que não se vê R

eencontrar o conhecimento do Brasil sobre a África através de um ensaio fotográfico que retrata o cotidiano dos países de origem das populações afro-brasileiras. Esse é o tema que circunda a mostra “O Lado de Lá – Angola, Congo, Benin”, do fotógrafo gaúcho Ricardo Teles, em exposição até 9 de janeiro de 2011, na Pinacoteca do Estado de São Paulo (Praça da Luz, 2, Centro). São cerca de 30 imagens em preto e branco, realizadas entre 2005 e 2010, que revelam elementos e simbologias culturais. Cenas da vida cotidiana, celebrações que unem arte e religiosidades, retratos de pessoas e de monumentos históricos, como o Portal do Não Retorno, erguido na década de 1990, na República do Benin, em memória dos escravos que partiram em direção ao Brasil. Tudo isso pode ser contemplado sob a visão primorosa do artista rio-grandense. Informações pelo telefone 3324-1000.

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Palácio Tai-Chi Av. Arthur de Queirós, 112 – Casa Branca. Tel. 4436-2288. Picanha na Tábua R. Jaguari, 517 – Bairro Jardim. Tel. 4421-3574. Pilão Mineiro Av. D. Pedro II, 1172 – Bairro Jardim. Tel. 44362779. www.pilaomineiro.com.br. Porto Jardim R. das Pitangueiras, 712 – Bairro Jardim. Tel. 4436-7191. Praiano Restaurantes Rod. Índio Tibiriçá, Km 37. 4439-7133. Questo Pasta R. das Bandeiras, 437 – Bairro Jardim. Tel. 49942384. www.questopasta.com.br Rosa’s Churrascaria R. Natal, 285 – Bairro Silveira. Tel. 4972-1699. www.rosaschurrascaria.com.br Tendal Grill Av. Dom Pedro II, 518 – Bairro Jardim. Cartões: American Express, Diners Club, MasterCard e Visa. Tel. 4436-4752. Universo Maria Alameda São Caetano, 395 – Bairro Jardim. Tel. 4432-2998. www.universomaria.com.br Vereda do Bacalhau Av. Padre Manuel da Nóbrega, 160 – Bairro Jardim. De segunda a quinta-feira, das 11h30 às 15h e das 19h às 22h; sexta, das 11h30 às 15h e das 19h às 23h; sábado, das 11h30 às 15h30 e das 19h às 23h, e aos domingos, das 11h30 às 16h. Tel. 4438-6899. www.veredadobacalhau.com.br. Viena (Shopping ABC) Av. Pereira Barreto, 42 – Paraíso. Tel. 4437-5944. São Bernardo do Campo Adega do Dino R. Jundiaí, 254 – Vila Baeta Neves. Tel. 4125-8267.

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Bacalhau e Vinho Verde R. Padre Lustosa, 374 – Centro. Tel. 4123-5651. www.bacalhauevinhoverde.com.br. Basket Chiken Av. Francisco Prestes Maia, 421 – Centro. Tel. 4125-3441. Berlin Costelaria Av. Kennedy, 510 – Jd. Do Mar. Tel. 4125-6054. www.costelariaberlin.com.br. Bernardus Restaurante R. Dr. Fláquer, 455 – Centro – (Anexo ao Flat Saint Moritz). Tel. 4330-1106 Bordon´s R. Municipal, 349 – Centro. Tel. 4123-3225. Braseiro Serrano Av. da Praia, 39/45 – Riacho Grande. De segunda a sábado, das 11h45 às 15h e das 18h às 23h, aos domingos, das 12h às 17h. Tel. 4354-0576. www.braseiroserrano.com.br. Cantina do Zelão R. Jurubatuba, 926 – Centro. Tel. 4121-5383. Cantina Fratelli D’Itália R. Doutor Fláquer, 515 – Centro. De terça a domingo, das 12h às 15h30. Tel. 4330-2997. www.cantinafratelli.com.br. Canto Verde R. Dr. Fláquer, 644 – Centro. Tel. 4123-1968. Caravana Av. Piraporinha, 35 – Planalto. Tel. 4341-7688. Contemporâneo R. Municipal, 160 – Centro. Tel. 4331-1284 ou 4337-2753. Dona Joanna R. Olavo Gonçalvez, 257 – Vila Gonçalvez. Tel. 4338-3065. Almoço, de quinta-feira a domingo, a partir das 12h; jantar, de quinta-feira a sábado, a partir das 19h. www.donajoanna.com.br. Don Blas Av. Francisco Prestes Maia, 820 – Centro. Tel. 4330-3365. www.donblas.com.br.

Churrascaria do Vavá

Av. dos Estados, 2221 - Vila Metalúrgica. De segunda a domingo, das 11h30 às 23h. Excelente espaço com música ambiente e ar condicionado, além de estacionamento com manobrista, serviço de internet Wi Fi, além de fraldário. Tel.: 4461-2724. www.vavachurrascaria.com.br.

Florestal Av. Maria Servidei Demarchi, 2998 – Demarchi. Tel. 2823-0222. www.restauranteflorestal.com.br. Flutuante Nautilus IV Rodovia Anchieta, km 29 – Riacho Grande. De terça a quinta-feira, das 17h às 23h; sexta e sábado, das 11h às 2h, e aos domingos, das 11h às 14h. Tel. 4354-9749.


Exposição de presépios em versão global

R

epresentações da Sagrada Família com traços de diferentes culturas são expostas no Museu de Arte Sacra de São Paulo. A mostra permanente Presépios do Mundo apresenta 47 obras de países como França, Itália, Portugal, Espanha, Polônia, Finlândia, Chile, El Salvador, Paraguai e outros. Escolhidos pela diretora executiva do museu, Mari Mariano, cada presépio remete às origens e particularidades do lugar de onde veio. Para se ter uma ideia, a montagem do Japão retrata o nascimento de Jesus sob a perspectiva estética tradicional nipônica. A versão nigeriana, por sua vez, apresenta um presépio inteiramente feito em madeira, resina e pêlo natural. Mas o mais grandioso é certamente o de Nápoles. Composto de 1500 peças, todas em estilo barroco, o presépio napolitano conta com trezentas figuras humanas, todas com trajes da época, além dos animais característicos na representação do nascimento de Cristo, como a ovelha, o burro e tantos outros que presenciaram o acontecimento. Os menos ortodoxos também têm seu espaço na exposição. Além das figuras sagradas, elementos folclóricos – e muitas vezes até profanos – dividem o espaço e podem ser vistos em minúsculos presépios, constituídos com figuras de até 50 centímetros de altura. A exposição também apresenta versões de dife-

rentes regiões brasileiras, com elementos típicos da cultura e tradição de cada uma delas. Os presépios sulistas, por exemplo, revelam figuras marcadas pela influência da região com os personagens vestidos à moda dos Pampas. O Museu de Arte Sacra (Av. Tiradentes, 676 - Luz) funciona de terça-feira a domingo das 11h às 19h. Durante o mês de dezembro excepcionalmente o espaço abrirá às segundas-feiras. A entrada custa R$ 6. Estudantes pagam metade e para pessoas com mais de 60 anos e crianças menores de sete anos o acesso é gratuito. A exposição é permanente. Informações disponíveis no portal www.museuartesacra.org.br ou pelo telefone 3326-1373.

Exposição apresenta 47 obras de vários países.


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ESPAÇOS CULTURAIS Cinemas São Paulo HSBC Belas Artes R. da Consolação, 2423 – Centro. Tel. 3258-4092. www2.hsbc.com.br. Unibanco Augusta R. Augusta, 1470 e 1475 – Consolação. Tel. 32886780. www.unibancocinemas.com.br. Reserva Cultural Av. Paulista, 900 – Bela Vista. Tel. 3287-3529. www.reservacultural.com.br.

Unibanco Augusta R. Augusta, 1470 e 1475 – Consolação. Tel. 32886780. www.unibancocinemas.com.br. Unibanco Frei Caneca R. Frei Caneca, 569 – Cerqueira César. Tel. 34722365. www.unibancocinemas.com.br. Teatros

gratuito após 17h, nos finais de semana e feriados. Tel.: 4433-0789. Conchita de Morais Praça Rui Barbosa, 16 – Santa Terezinha. Tel. 49962164. www.escolalivredeteatro.blogspot.com. Escola Livre de Teatro Praça Rui Barbosa, 12 – Santa Terezinha. Tel. 4996-2164.

Santo André

São Bernardo do Campo

Municipal de Santo André Praça IV Centenário, s/n – Centro. De segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. Bilheteria de terça a sábado, das 14h às 18h, e aos domingos, das 15h às 19h. Estacionamento do Paço Municipal

Cacilda Becker Praça Samuel Sabatini – Paço Municipal. Tel. 4348-1081. Elis Regina Av. João Firmino, 900 – Assunção. Tel. 4351-3479


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Exercícios controlados pela mente, que trabalham o corpo como um todo, desenvolvendo estabilidade corporal para uma vida mais saudável.

Lauro Gomes R. Helena Jacquey, 171 – Rudge Ramos. Tel. 4368-3483 Câmara de Cultura Antônio Assumpção R. Marechal Deodoro, 1325 – Centro. Construída provavelmente em 1890, por José D’Angelo, foi ocupada pela 1ª Câmara Municipal do antigo Município de São Bernardo, que envolvia todo o atual ABC, onde no ano de 1892 tomaram posse os primeiros vereadores eleitos pelo povo. Tel. 4125-0054. Patrimônio Histórico R. João Pessoa, 236 – Centro. De segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h30. Tel. 4123-8858.

PARQUES São Bernardo

FISIOTERAPEUTAS ESPECIALIZADOS AULAS PERSONALIZADAS INDIVIDUAIS OU EM GRUPO USO DE APARELHOS E ACESSÓRIOS ORIGINAIS DO MÉTODO AGENDE UMA AULA EXPERIMENTAL GRATUITA! www.flypilates.com.br Tel.: (11) 2772-8033 Av. Dom Pedro II,125 sl 123 Bairro Jardim - Santo André - SP

Cidade da Criança R. Tasman, 301 – Jd. Do Mar. Espaço voltado à diversão e aprendizagem, com atrações educativas como o planetário e um playground que faz um mergulho pelo corpo humano. Aberto de quarta-feira a domingo das 9h às 17h. Das 6h às 9h o parque é aberto exclusivamente para caminhadas e prática de exercícios físicos. Entrada gratuita. Brinquedos: R$ 2,00. Circuito de Arvorismo e irolesa é R$ 10. Estacionamento: R$ 6,00. Tel. 4121-9891. Estoril R. Portugal, s/n – Estoril, Riacho Grande. Com 60 mil m² de área verde, o Parque Estoril une a beleza da Mata Atlântica aos encantos da represa Billings. De quarta-feira a domingo, das 9h às 17h. Entrada: de quarta à sexta: R$ 2,00 Estacionamento: R$ 3,00; Sábados, domingos e feriados: R$ 3,00 Estacionamento: R$ 5,00. Tel. 4354-9318. Santo André Central R. José Bonifácio, s/nº – Vila Assunção. Com 40 mil metros quadrados de gramado e 8 mil metros quadrados de canteiros, o espaço oferece aos visitantes pista de caminhada, ciclovia, praças de convivência, playground, lago, palco em forma de concha, pista de automobilismo rádio-controlado, campo de futebol, 4 quadras poliespostivas, praças com equipamento de alongamento e ginástica e bicicletário. Diariamente, das 6h às 20h. Tel. 4426-6628. Cidade dos Meninos R. Batávia, s/nº – Parque Novo Oratório. Local possui campo de areia, anfiteatro e área para caminhada entrecortada por curso d’água. Funciona diariamente das 6h às 18h. Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba Av. Rodrigues Alves, 473-A – Centro de Visitantes. De terça a domingo, das 9h às 17h. Tel. 4439-0321. Prefeito Celso Daniel Av. D. Pedro II, 940 – Bairro Jardim. O parque possui ampla diversidade vegetal e oferece aos visitantes pista de cooper e de caminhada, área de alongamento, playground, lago, quadras para prática de esportes, lanchonete, revistaria, além de vestiários e sanitários. Diariamente, das 4h às 23h. Tel. 4455-4086.

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Por que sou Brasileira?

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“Toda a minha família mora ao lado de uma padaria Brasileira. Minha mãe mora perto da unidade de Santo André e o meu irmão próximo a de São Bernardo. A Brasileira atende todas as necessidades do nosso dia-a-dia, como no almoço, no jantar e até mesmo nas festas”. Rosana Barnez, cirurgiã infantil e o filho Guilherme Barnez, estudante

“Frequento diariamente a Brasileira desde a sua inauguração. O atendimento é excelente e os funcionários já sabem do que eu gosto. Sou apaixonada pelo sonho”. Márcia Lotto Takahashi, médica

“Vamos a Brasileira em qualquer oportunidade: no café da manhã, almoço ou jantar”. Gabriel - “Aprecio o misto quente”. Da esquerda para a direita – Gabriel Xocaira, estudante, Sidnei Lopez, empresário, Tabata Lopez, empresária, Paulo Lopez, consultor e André Lopez, empresário.

“Sempre que a Marina vem de Campinas a Santo André eu a levo à Brasileira. A reforma ficou ótima, um espaço de convivência familiar e ao mesmo tempo descontraído. Apreciamos os salgados, o pão português e o bolo de cenoura”. Marina Amorim e Flávia Solla, advogadas

“Frequentamos todas as Brasileiras da região. Aproveitamos o ótimo ambiente das padarias para fazermos algumas reuniões de trabalho. Gostamos muito do café e dos salgados” Flávio Kimura, engenheiro e Elton Ferraz, coordenador de vendas

“Normalmente, ao deixar meu filho na escola, passo na Brasileira com a minha esposa para tomar o café da manhã. Gosto do mamão fatiado e do bauruzinho frio”. Edson Apolinário Saraiva, contador

“Sempre almoçamos na Brasileira. Apreciamos bastante o pão de queijo”. Fernanda Akemi e Rodrigo Marinho, estudantes

“Sempre nos reunimos para o café e o almoço na Brasileira. O ambiente é excelente”. Angélica Pretel, empresária , Roseane Giacon e Barbara Anike, comerciarias


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Revista Dia Melhor ed 11  

A Dia Melhor introduziu novos conceitos no mercado editorial e se firma como a revista que mais cresceu na regiao do ABC e bairro do Ipirang...

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