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Boletim Inter-Paroquial Paróquias de Bárrio, Cela e Vestiaria

N.º 5 - 17 de Setembro de 2011

A Diocese de Lisboa

A nossa Vigararia

Palavras do Pároco

É à área do Patriarcado de Lisboa que pertencem as nossas Paróquias!

Dentro de cada Diocese existem Vigararias (ou Arciprestados), áreas facilitadoras da Pastoral.

Na sua despedida, o Pároco quer dirigir-se a todos os seus paroquianos e membros de grupos.

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O Patriarcado de Lisboa Para alguns será uma surpresa, mas a verdade é que é esta a nossa Diocese. Embora inseridos no Distrito de Leiria, a nossa pertença é ao Patriarcado de Lisboa. Uma antiga tradição fala-nos de Veríssimo, Máxima e Júlia, como mártires lisbonenses na perseguição de Diocleciano (viragem do século III para o IV). O certo é que, meio século depois, encontramos a diocese presidida por Potâmio, seu primeiro bispo conhecido. A Sé tinha o seu Cabido de Cónegos que apoiavam o Bispo e mantinham uma escola capitular. Nessa escola estudaria em menino Sto. António de Lisboa, já na viragem para o século XIII. Além da Sé e das Paróquias que rapidamente se estabeleceram, (...) Lisboa viu levantar-se por iniciativa de D. Afonso Henriques o mosteiro de S. Vicente de Fora (por ficar fora das muralhas da altura). S. Vicente foi martirizado em Valência no século IV, e as suas relíquias foram depois muito veneradas pelos moçárabes no cabo algarvio que tem o seu nome. O nosso primeiro rei trouxe-as para Lisboa, ficando guardadas na Sé. O referido mosteiro foi um importante centro cultural e nele se formou também Sto. António. A partir de 1929, o Patriarca D. Manuel Gonçalves Cerejeira consolidou a vida diocesana, fomentando as vocações sacerdotais, fundando novos seminários Olivais (1931), Almada (1935) e Penafirme (1960) - , multiplicando paróquias e impulsionando o apostolado laical. Foi também no seu tempo que reabriu a Sé de Lisboa, depois de arquitetonicamente reintegrada. O seu sucessor, D. António Ribeiro, continuou-lhe a obra, nos termos novos exigidos pelo Concílio Vaticano II e o Portugal de antes e depois do 25 de Abril. Em 1975 criaram-se as Dioceses de Setúbal e Santarém, destacadas do Patriarcado de Lisboa. Em 1984, D. António Ribeiro fundou o Seminário de Caparide. Em Outubro de 1998, o Patriarca D. José Policarpo transferiu os serviços diocesanos para o antigo mosteiro de S. Vicente de Fora, que já os alojara de 1834 a 1910. D. Manuel Clemente

Alguns números surpreendentes! Segundo os dados estatísticos mais recentes, apresentados em Dezembro de 2010, o Patriarcado tem uma área de 3.735 km2, uma população de 1.902.794 pessoas, dos quais 1.631.825 se afirmam Católicos. Com 288 Paróquias (distribuídas por 15 Vigararias) e 607 Capelanias, com a Universidade Católica e escolas de todos os níveis de ensino (175), Centros Sociais Paroquiais (150), Hospitais, ambulatórios, casas para doentes crónicos e centros de tutela de infância (103), diversos Centros de formação, tem ao seu serviço 226 Sacerdotes Diocesanos e 73 Diáconos Permanentes.


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Constituída por 15 freguesias, pertencentes a 2 concelhos, a Vigararia de Alcobaça-Nazaré é o conjunto de Paróquias que reúnem a proximidade territorial e os cuidados pastorais dos respectivos Párocos. A Paróquia de Salir do Porto regressou recentemente à Vigararia das Caldas da Rainha.

Até agora o seu nome era Vigararia XV. Foi considerado pela Diocese de Lisboa, que esta denominação numérica não ajudava o seu reconhecimento geográfico. Ou seja, os números não nos ajudam a saber a que zona do Patriarcado correspondia cada uma das Vigararias. Recentemente, portanto, o Sr. Cardeal Patriarca de Lisboa decidiu retomar a designação geográfica, de modo a facilitar o reconhecimento de cada Vigararia. Em vez de “Vigararia XV” passa a designar-se por “Vigararia de Alcobaça-Nazaré”.

O Clero (Padres e Diáconos) reúne, em geral, pelo menos uma vez por mês, em encontros de trabalho, partilha de vida, oração e convívio. Quando possível é acompanhado por um dos senhores Bispos Auxiliares. A ação e o trabalho de todo o Clero é coordenado por um Vigário, que depois de consultado o Clero da respectiva Vigararia, é nomeado pelo Patriarca de Lisboa, escolhendo um Vigário-Adjunto. Neste momento, inicia o segundo mandato como Vigário da Vigararia de Alcobaça-Nazaré o Revdo. Pároco da Benedita, Pe. Armindo Elias dos Reis.

Veja se sabe...

Fácil será de perceber que são 15 as Vigararias no Patriarcado de Lisboa e que constituem esta Diocese, sendo esta a Vigararia mais a norte do Patriarcado de Lisboa. Diz-nos o Código de Direito Canónico (a lei geral da Igreja pela qual os cristãos se regem), que uma Vigararia (em outras Dioceses também conhecidas por Arciprestados) que “a fim de favorecer a cura pastoral, mediante uma ação comum, podem várias Paróquias mais vizinhas unir-se em agrupamentos peculiares, tais como as Vigararias forâneas” (CDC 374, § 2). Significa isto que uma Vigararia é um conjunto de Paróquias vizinhas, com os seus Párocos próprios, os quais, na condução do Povo de Deus que se reúne em cada uma destas Comunidades, como é próprio da sua missão, se unem numa semelhança de critérios e ações pastorais de vida mais uniforme, apoiando-se também mutuamente. É disso exemplo as Peregrinações Vicariais realizadas nos últimos anos, ou os auxílios prestados pelos diversos Sacerdotes que aqui exercem o seu ministério nos momentos de maior intensificação da celebração do Sacramento da Reconciliação. Pertencem, atualmente, à Vigararia de AlcobaçaNazaré as seguintes Paróquias (ordem alfabética), pertencentes a dois concelhos: Alcobaça, Alfeizerão, Bárrio, Benedita, Cela, Cós, Évora de Alcobaça, Famalicão, Maiorga, Pederneira (Nazaré), São Martinho do Porto, Turquel, Valado dos Frades, Vestiaria e Vimeiro.

Quizz sobre a Igreja

1. O que significa a palavra “Papa”? a) Mestre b) Sucessor c) Pai d) Imperador 2. O que significa a palavra “católico”? a) Universal b) Cristão c) Religioso 3. A Ordenação dos Presbíteros (Sacerdotes) e dos Diáconos faz-se por meio do Sacramento... a) do Baptismo b) da Confirmação c) da Ordem d) do Matrimónio 4. Quem tem o poder de ordenar os Sacerdotes? a) O Presidente da República b) O Bispo c) O Diácono Respostas na Pág. 6

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Ao fim de 15 anos (Vestiaria e Cela) e de 11 anos (Bárrio), eis que chegou a altura de partirmos todos em novas aventuras, como nos convida o Evangelho. Eu partirei, fisicamente; cada um de vós, em princípio, manterá o seu percurso em cada uma das Igrejas que aqui se reúne. Já por todos é sabido: entendeu o nosso Bispo, o Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, entregar-me uma nova missão, na Paróquia de Santo Eugénio (Bairro da Encarnação e Olivais Norte), na Vigararia II, de Lisboa Oriental, na zona pastoral da cidade de Lisboa. Lembra-me sempre, a este propósito, a palavra de Jesus aos Doze, deixando clara a sua missão: “Ide por todo o mundo, ensinai e batizai...” (cf. Mt. 28, 19). E é assim que tenho encarado este novo momento que nos preparamos para viver. E digo ‘preparamos’, pois com a minha saída, todos vós acabais por ser também, e de alguma maneira, participantes nesta mudança. Para mim é, pessoalmente e de forma particular, uma mudança difícil. Aqui ficam fortes e sinceras amizades, alguns afilhados muito estimados, laços criados com muitíssimos de vós, enfim, 15 anos da minha e da vossa vida. Com muitos de

vós chorei e com muitos de vós ri, nos momentos que íamos vivendo; amizades e laços que não podemos querer que, de repente, se desfaçam. Se assim fosse, certamente não teriam sido verdadeiros! E entendamo-nos: tenho consciência de que se para muitos este será um momento em nada agradável; alguns há para quem este momento constitui um alívio, uma satisfação; outros ainda a quem isso “não aquece nem arrefece”. Isso não me entristece. É assim a vida! Desde o primeiro momento, como Padre e como Pároco, entendi a missão que me foi confiada como o tornar presente a pessoa de Jesus Cristo na Comunidade que revela e vive o Seu rosto. E nunca à maneira do que cada um quer, ou mais gosta, ou acha que deveria ser, nem deixando que a Igreja de Cristo seja como uma qualquer repartição, onde vamos à procura de um serviço determinado, executado à nossa imagem e semelhança; nem deixando, tão pouco, que cada uma destas Comunidades fosse o “palco” onde algumas “estrelas” desejam brilhar quando já mais ninguém lhes dá atenção ou outro palco para se exibirem. Não, a Igreja de Jesus Cristo tem de ser à maneira d’Ele, não à minha medida, não à tua ou à medida de qualquer outro que continua...

“Em mais de 19 anos de Sacerdócio, cerca de 15 foram vividos no meio de vós!” “Recebi o Sacramento da Ordem, no grau de Diácono, em 15 de Dezembro de 1991, em celebração na Sé Patriarcal de Lisboa presidida pelo falecido Cardeal Patriarca, D. António Ribeiro. O mesmo Sacramento, mas no grau de Presbítero, foi por mim recebido no dia 5 de Julho de 1992, na Igreja de Santa Maria de Belém, no Mosteiro dos Jerónimos, tendo presidido o mesmo Cardeal Patriarca. Em Outubro do mesmo ano, entrava nas Paróquias das Caldas da Rainha e de São Gregório e Fanadia, nomeado Vigário Paroquial. Foi em 6 de Outubro de 1996 que tomei posse, como Pároco, das Paróquias da Vestiaria e da Cela; e em 15 de Outubro de 2000, da Paróquia do Bárrio”.

Todos nós reagimos à mudança. Melhor, pior, mais, menos. A verdade, é que nunca lhe somos indiferentes e acabamos sempre por ter alguma reação.

Em momento de despedida, o Pároco quer dirigir-se a todos os seus paroquianos e grupos que acompanhou.

Ciclos de Vida, ciclos de esperança!

Palavras do Pároco

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não seja Ele! Quando a essa tarefa nos dispomos, leva-nos sempre pela mão Nossa Senhora, Ajuda fundamental. Que sabe o que é ser cristão, que sabe o que é sofrer, ser incompreendido e injustiçado, que sabe o que é alegrar-se porque alguém alcançou uma “pequena” vitória na sua caminhada, ou porque aquele “teu irmão estava perdido e reencontrou-se, estava morto e voltou à vida”!!! Nem menosprezo ou descuro o fundamental testemunho do Apóstolo Santo André ou os ensinamentos do Papa São Gregório Magno. Desde o princípio, portanto, ficou claro que era e é urgente, na missão da Igreja, e na minha, como Pároco, em comunhão com o nosso Bispo, o construir da Comunidade de Cristo, sem deixar de estar atento à realidade que nos rodeia, e o anúncio do Evangelho, na vivência séria dos Sacramentos. Essa foi, e será sempre, a nossa prioridade! Dentro das disponibilidades de cada Paróquia, fomos tentando proporcionar os espaços e meios necessários de que cada Comunidade foi mostrando necessidade. Não através de grande obras, ou projetos megalómanos, que muitas vezes só nos levam a uma diferente orientação dos nossos esforços. Mesmo assim, foram diversos os momentos que pudemos viver, no que a esta questão diz respeito. Lembro alguns, sem qualquer ordem: a inauguração do Salão Paroquial da Cela; a colocação dos últimos vitrais na Igreja da Vestiaria; a conclusão das obras na Capela de Casal dos Ramos; as obras de restauro da Capela dos Casais da Vestiaria; as pequenas reparações na Capela de Monte de Bois; os diversos melhoramentos e obras diversas na Capela da Cela Velha e posterior colocação de um vitral, iluminação exterior e sonorização; o alargamento, melhoramento e reaproveitamento de espaços na Capela e no Salão das Carrascas; as sucessivas reparações e diversas reorganizações de espaços na antiga Casa Paroquial e Salão da Cela; as profundas obras de restauro interior e exterior na Igreja Paroquial do Bárrio; o alindamento e pintura exterior da Casa Paroquial do Bárrio e de pequenas reformas interiores; as recentes obras de estabilização da estrutura da Igreja Paroquial da Cela e do seu adro nas traseiras da igreja; ... No construir da comunidade humana, recordo outros, não menos importantes, como: o Jubileu do Ano 2000; as Peregrinações Vicariais ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e

“O construir da Comunidade de Cristo, sem deixar de estar atento à realidade que nos rodeia, o anúncio do Evangelho, na vivência séria dos Sacramentos. Essa foi, e será sempre, a nossa prioridade” Pe. Vasco Manuel Oliveira ao Santuário do Sameiro; a peregrinação Diocesana a Fátima; o Dia da Igreja Diocesana, em Alcobaça; as Jornadas Diocesanas da Juventude, em Alcobaça; a enorme Peregrinação Paroquial da Cela a Fátima; a junção, no Centro da Vestiaria, das Valências de ATL e Centro de Dia no mesmo edifício, numa altura em que ninguém ainda disso falava, embora hoje seja a orientação mais básica indicada por qualquer manual; a aquisição de diversos veículos, indispensáveis para o alargamento de serviços aos utentes e à comunidade e a recente ampliação e construção de espaços que possam vir a acolher todas as Valências e a criar mais e melhores condições para utentes, funcionários e voluntários, no mesmo Centro; a aquisição de um miniautocarro e de outros veículos para o Centro do Bárrio, indispensáveis para o seu funcionamento pleno; a aquisição de um terreno com vista a futura ampliação e criação de novos serviços de apoio à população pelo mesmo Centro; a comemoração dos 200 anos da Capela dos Casais da Vestiaria; a comemoração dos 50 anos da fundação do Centro Paroquial de Assistência de Nossa Senhora da Ajuda da Vestiaria; a comemoração dos 50 anos da Dedicação da Igreja Paroquial do Bárrio e da criação da mesma Paróquia; a comemoração dos 50 anos da fundação do Centro Social Paroquial do Bárrio; a organização, preparação e vivência de duas Missas Novas: a do Pe. José Dionísio, na Cela, e na qual colaborou também a Paróquia da Vestiaria, e a do Pe. José Miguel Ramos, na Vestiaria, na qual participaram também as Paróquias do Bárrio e da Cela; o apoio e orientação na criação do Grupo Renascer, do Renovamento Carismático, na Vestiaria; o acompanhamento, reestruturação e renovação continua...

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Agenda Dia 11 de Setembro de 2011 Missa de Despedida, na Igreja da Vestiaria, pelas 16:00 horas, seguida de convívio. Dia 14 de Setembro de 2011 Missa de Despedida, na Capela da Cela Velha, pelas 20:00h. Dia 16 de Setembro de 2011 Jantar de Despedida com a Paróquia do Bárrio, pelas 20:30h. Dia 17 de Setembro de 2011 Missa de Despedida, pelas 19:00 horas, na Igreja da Cela, seguida de jantar de homenagem. Dia 18 de Setembro de 2011 Missa da Tomada de Posse do novo Pároco do Bárrio, na Igreja Paroquial, pelas 11:00 horas. Missa da Tomada de Posse do novo Pároco da Cela, na Igreja Paroquial, pelas 15:00 horas, seguida de momento de convívio. Missa da Tomada de Posse do novo Pároco da Vestiaria, na Igreja Paroquial, pelas 18:00 horas, seguida de momento de convívio. Dia 9 de Outubro de 2011 Missa da Tomada de Posse do Padre Vasco Manuel Oliveira como Pároco da Paróquia de Santo Eugénio, em Lisboa, na Igreja Paroquial, pelas 18:30 horas, seguida de convívio.

dos Grupos de Acólitos, na Vestiaria, na Cela e no Bárrio; o apoio e orientação da criação do Grupo juvenil Vestea Cantata, na Vestiaria; a criação do Agrupamento 1137 da Cela, do Corpo Nacional de Escutas, Escutismo Católico Português, a sua extinção e o acompanhamento na sua junção ao seu Agrupamento monitor, o 58 de Alcobaça, tornando-o, assim, no primeiro Agrupamento inter-paroquial do Núcleo do Oeste; o restauro da imagem de Nossa Senhora da Conceição, na Cela; o restauro da imagem do Arcanjo São Miguel e da pintura em madeira de Nossa Senhora da Ajuda, na Vestiaria; o restauro da imagem de São Gregório Magno, no Bárrio; o restauro da imagem de Santo António, da Capela dos Casais da Vestiaria; a participação nas Jornadas Mundiais da Juventude, em Madrid; a alegre visita do antigo Pároco, Revdo. Pe. Francisco Graça, pela celebração das suas Bodas de Ouro Sacerdotais; a manutenção do Boletim Paroquial da Cela, estendendo-se, depois, à Vestiaria, em alguns momentos; a reedição do Boletim Igreja Nova, no Bárrio, aquando das comemorações dos 50 anos da Dedicação da Igreja Paroquial e da criação da Paróquia; a recente criação deste Boletim Inter-Paroquial, difundido exclusivamente via email; ... De algo me orgulho muito. Por um lado, nada disto foi “feito por mim”. Por outro lado, respeitei sempre o ritmo próprio de cada Paróquia, a sua história, as suas tradições, os seus valores, as suas gentes. Quero dizer, foi sempre ouvindo, aconselhando-me, consultando a Comunidade, conhecendo os seus recursos, as suas possibilidades e vontades e ganhando consciência das capacidades e reais possibilidades de fazer andar para a frente qualquer projeto. E depois ter a coragem para o decidir: sim ou não, conforme as circunstâncias! Por fim, orgulho-me igualmente de não ter cedido às influências e às pressões dos “grandes”, dos poderosos, que muitas vezes tentaram influenciar as minhas decisões, as minhas opções, procurando ser tratados de forma especial e diferenciada de todos os outros. Nem sempre tudo correu bem. É verdade. Precisamente porque nunca quis “empurrar” ninguém. O caminho tem de ser feito no momento próprio em que cada um está preparado para caminhar. A minha preocupação não foi fazer muitas coisas para ficar “bem visto” e me ficarem todos muito reconhecidos, mas sim, que cada um reconhecesse, descobrisse, encontrasse, em si as ferramentas necessárias, bem como a Fé e a vontade, para perceberem que a Igreja não é uma tarefa exclusiva do Sacerdote, mas o Corpo com o qual todos têm de se preocupar, viver e no qual é urgente que se empenhem. Pela minha parte, devo dizer-vos, foram anos muito ricos, espiritual e humanamente. A diversidade que encontramos em cada uma destas Paróquias é absolutamente surpreendente! Para mais, se dermos atenção às especificidades que, dentro de cada Paróquia, os diversos lugares vão mostrando. Estas situações, se é verdade que nos fazem correr o risco de vivermos à parte uns dos outros e de quase querermos viver como se fossemos sedes de freguesia, se bem orientadas, podem tornar-se uma mais valia para todos. A diversidade não nos deve enfraquecer nem assustar, pelo contrário, deve fortalecer-nos. Uma palavra especial aos escuteiros que acompanhei, no Agrupamento 58. Lobitos, Exploradores, Pioneiros, Caminheiros continua...

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Fazei tudo o que Ele vos disser (Jo. 2, 5)

Quizz Respostas:

1. 2. 3. 4.

c a c b

e Dirigentes: a vossa presença na minha caminhada escutista, humana e sacerdotal, foi fundamental para me ajudarem a tornar o Escuteiro que hoje continuo a ser. Obrigado pela vossa generosidade e pelas oportunidades de vivência de momentos tão únicos e especiais, como o foram a esmagadora maioria dos que vivemos. Não deixeis que algum mal intencionado vos desvie desse bom caminho, ainda que vos acene com aparentemente atraentes propostas. Seja lá quem for! Muitos foram os que se aproximaram e quiseram colaborar ou simplesmente que quiseram acolher sem preconceitos nem más vontades. Desde as Direções e Conselhos Fiscais de cada um dos Centros, outros responsáveis e colaboradores, Comissões Paroquiais e Grupos de Trabalho, alguns elementos de algumas Confrarias, Catequistas, Zeladores das igrejas, Leitores, Cantores, Músicos e Organistas, Ministros da Comunhão, Acólitos, Responsáveis pelas sacristias, Escuteiros, Carismáticos, todos os que colaboram no apostolado dos diversos oratórios, os Jovens, e distingo ainda os dois últimos Presidentes da Junta de Freguesia da Cela, o Presidente do Centro Cénico da Cela e respectivas direções, os diversos Presidentes da Sociedade Filarmónica Vestiariense Monsenhor José Cacella, seus maestros, professores e músicos, todas as diversas Associações que quiseram ter a amabilidade de me convidar para os acompanhar em diversos momentos. Ainda uma palavra particular para o meu mais direto colaborador destes últimos anos e que comigo compartilhou a vivência do Sacramento da Ordem que ambos recebemos: o senhor Diácono Américo Silva. Homem generoso, transparente, recto e justo, um homem de fé, humilde e disponível. Em todos estes anos de convivência e colaboração mútua, nada tenho a dizer de menos positivo sobe este homem de Deus. Obrigado pela sua entrega, colaboração e amizade gratuita! Acima de tudo – devo dizê-lo em boa verdade – conheci pessoas maravilhosas, incríveis, completas, generosas e que ficam no meu coração! Não preciso de guardar um bocadinho de espaço no coração para lá vos conservar. Porque já há muito que lá estais! Se agora, de repente, de lá vos mandasse embora, vos esquecesse, é porque tudo teria sido falso, não teria havido confiança, entrega e aceitação de cada um. Obrigado por fazerem parte da minha vida desde Outubro de 1996 em diante! A todos os que me quiseram deixar entrar nas suas vidas, que aceitaram responder afirmativamente ao convite que em nome de Jesus Cristo Ressuscitado lhes fiz chegar, a minha bênção sacerdotal e o meu profundo reconhecimento e gratidão! Padre Vasco Manuel Oliveira

BIP 05  

Boletim Inter-Paroquial n.º 5 Paróquias de Bárrio, Cela e Vestiaria

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