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EXPEDIENTE

/expediente

DIRETOR RESPONSÁVEL Rafael Garganta - rafael@petzine.com.br EDITORA Carolina Cezar – MTB 57448 REDAÇÃO Suzi Correa DIREÇÃO DE ARTE E DIAGRAMAÇÃO Kaeru Comunicação www.kaerucomunicacao.com.br PUBLICIDADE comercial@petzine.com.br ATENDIMENTO AO LEITOR petzine@petzine.com.br

Queremos ouvir você. Nosso objetivo é a excelência.


EDITORIAL

/editorial

ANO NOVO. NOVAS atitudes? Chegamos em 2011, e este ano será bom e ruim em alguns momentos. Todos nós passamos por contrariedades e problemas. Diante dessas adversidades, se formos pacientes e praticarmos a compaixão, muitos desses problemas serão menos dolorososos. Enquanto que, se agirmos com intolerância, impaciência e egoísmo, até as pequenas contrariedades ficam insuportáveis. Tudo depende de uma coisa: Nossa ATITUDE diante dos fatos. Faça de 2011 um ano maravilhoso! Rafael Garganta - Diretor rafael@petzine.com.br


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CAPA CÃES CONTRA A CRIMINALIDADE

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ANDRÉ ANDRADE PEIXE BETA

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SAÚDE OBESIDADE CANINA


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RAÇA DO MÊS BULDOGUE INGLÊS

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NOSSOS ASTROS

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JULIANA FERRARI DIROFILÁRIA

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ADOÇÃO JOHNNY

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ESPECIAL RAÇÃO IDEAL


BULDOGUE INGLÊS

Corajoso, fiel e dócil Criado na Inglaterra para lutar com touros, em meados do século 16, o Buldogue era mais alto e musculoso do que o conhecido hoje. A raça passou por muitos cruzamentos até chegar ao tipo atual. Um cão valente, fiel, corajoso e nada agressivo. Além do buldogue inglês, há outras raças variantes, como o buldogue francês, o espanhol (o maior de todos, com peso de até 50 kg), o americano e o campeiro (esses dois últimos não são reconhecidos oficialmente, sendo o último uma raça brasileira).


/raça do mês/Buldogue Inglês


/raça do mês/Buldogue Inglês

ASPECTOS GERAIS Apesar do olhar de bravo, o Buldogue é um dos cachorros mais carinhosos que existem, por isso se dão muito bem com crianças. A forma de andar é um dos charmes inconfundíveis da raça. “Seus movimentos são

parecidos a um rebolado. De longe, todos o vêem e querem pegá-lo”, conta André Turkin, dono do Buldogue Tobias de 11 meses. Um pequeno defeito é a teimosia, só fazem

o que querem e na hora que querem. Mas, a notícia boa é que eles costumam responder bem ao adestramento com petiscos. Embora quase não latam, Buldogues Ingleses estão longe de serem cães silenciosos. Eles roncam alto, respiram de maneira barulhenta e ofegante e soltam grunhidos frequentes, tudo isso devido ao focinho achatado.


/raça do mês/Buldogue Inglês raças grandes, mas não pode tê-las por falta de grandes espaços e tempo para longos exercícios”, afirma o criador Ismar Coelho, proprietário do canil Reserva das rochas.

SAÚDE A raça possui tendência para a obesidade. Por isso, precisa de atividade física regular. Sua pelagem é curta, rente ao corpo, brilhante e lisa. Apresenta tonalidade de vermelho, tigrado, branco ou com manchas brancas em qualquer uma das cores. O corpo é compacto e de porte médio. As fêmeas são menos desenvolvidas do que os machos. O peso da raça varia entre 24 e 25kg para os machos, e entre 22 e 23kg para as fêmeas. “É o cão ideal para quem gosta de

Mas cuidado. “Uma caminha-

da duas vezes por dia até a esquina de casa já é suficiente para o nosso amigo. Muito mais que isso o cachorro pode correr até risco de morte”,

explica o criador Ismar Coelho. Além disso, eles têm tendência a problemas de pele, olhos e articulações. As rugas do focinho também precisam de cuidado especial, pois juntam sujeira e fungos.

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“Esta já é minha segunda buldogue. Escolhi a raça porque é bonita, simpática, gosta de interagir, ‘conversar’ com outras pessoas e é sociável, assim como a dona!” Márcia, dona da Fiona - 1 ano e 3 meses.

“O buldogue é uma raça dócil, apesar de muitos acharem que não. Ele é um cachorro extremamente carinhoso e adora roubar comida.” Fabiana de Castro, dona do Butcher - 2 anos.

“Escolhi buldogue por sua cara engraçada e cheia de personalidade, e por ser uma raça apaixonante. Theodoro ADORA sorvete!” Felipe Maugero, dono do Theodoro - 2 anos e 2 meses.


/Juliana Ferrari/Dirofilária

Juliana Guazzelli Ferrari Médica Veterinária CRMV-SP 14132


DIROFILÁRIA

O VERME DO CORAÇÃO A dirofilariose é causada pelo verme Dirofilaria immitis que se aloja no coração e nas artérias pulmonares principalmente dos cães. É um problema comum em muitas áreas do mundo, particularmente nas regiões subtropicais e tropicais, como o Brasil. Os gatos são relativamente resistentes a essa doença, mas podem ser afetados,

especialmente em regiões altamente endêmicas. Os cachorros são infectados através da picada do mosquito contaminado pelo verme. Após a infecção, as dirofilárias invadem a corrente sanguínea e migram até o coração e artérias pulmonares, onde vão se desenvolver, podendo atingir até 35cm de comprimento. O resultado são lesões progressivas e até fatais.


/Juliana Ferrari/Dirofilária

SINTOMAS Os primeiros sintomas aparecem apenas cerca de seis meses após a infecção. São eles: • Cansaço • Perda de peso • Tosse • Dificuldade respiratória • Perda de ânimo

TRATAMENTO O ideal é que a doença seja diagnosticada antes que os sintomas apareçam. Para isso, existem exames específicos que detectam as larvas jovens (microfilárias) na corrente sanguínea. Quanto antes for feito o diagnóstico e o tratamento, melhor qualidade de vida terá o animal. Pois, apesar de eliminar os vermes, os danos causados por eles serão irreversíveis.


/Juliana Ferrari/Dirofilária

PREVENÇÃO A melhor maneira de combater a doença é a prevenção. Ela é feita mensalmente, por meio de comprimidos ou aplicações tópicas de produtos específicos para este fim. Vale ressaltar a necessidade do uso contínuo dessas substâncias para que a prevenção seja efetiva. Outro fator importante e que poucas pessoas tem conhecimento é que o verme do coração também pode ser

transmitido para os seres humanos, o que reforça ainda mais a relevância da prevenção e controle da doença. O Brasil é um país tropical e com alta população de mosquitos potencialmente transmissores, o que torna necessária a prevenção em qualquer localidade. Com medidas simples você pode deixar seu cão livre desse problema. Converse com um veterinário!

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Cães contra a criminalidade Participação de cães da Polícia Militar nas operações nos Complexos do Alemão e Penha no Rio de Janeiro Em novembro de 2010, o Brasil assistiu ao embate Rio de Janeiro Vs. traficantes. Para vencer essa batalha, travada nas ruas da cidade e principalmente nos Complexos do Alemão e Penha, o Rio de Janeiro contou com a atuação da CIPM Cães, unindo-se às demais forças policiais presentes. Cães das raças pastor alemão, pastor belga de malinois, pastor holandês, rottweiler, doberman e labrador foram fundamentais para a localização de armas, drogas, munições e explosivos, bem como, de possíveis cemitérios clandestinos nestes locais.


/Capa/Entrevista CIPM - C達es


/Capa/Entrevista CIPM - Cães PZ. Como foi o trabalho realizado com os cães nesses últimos acontecimentos do RJ? Eles participaram de quais ações? CIPM. O ano de 2010 foi marcante em dois momentos que tiveram grande repercussão na mídia. No início do ano, atuamos nos desmoronamentos e soterramentos ocorridos na Ilha Grande, onde conseguimos localizar sete vítimas soterradas, e no Complexo de morros de Niterói, especificamente no entorno do morro do Bumba, onde localizamos 10 vítimas soterradas. Já no final do ano, os cães tiveram presença marcante na ocupação dos complexos da Penha e do Alemão. Em entrevista exclusiva a PetZine, o Major Vitor Valle, Subcomandante da CIPM Cães, contou sobre o dia a dia dos animais e como foi a participação deles nas operações nos Complexos do Alemão e Penha. Confira!

PZ. Quantos cachorros foram utilizados para estas operações nos Complexos da Penha e do Alemão? CIPM. Utilizamos 10 cães do Pelotão de Faro em sistema de rodízio todos os dias.


PZ. Como são realizadas as buscas? CIPM. As buscas foram e são realizadas de acordo com a doutrina desenvolvida na CIPM Cães para emprego de cães de faro nas patrulhas de operações com cães em áreas de risco e de alto risco. PZ. Quanto o trabalho dos cães contribuiu nas buscas e apreensões? CIPM. Os resultados alcançados pelas patrulhas de operações com cães até o momento nos Complexos do Alemão e da Penha foram 18 armas de fogo (metralhadoras, fuzis, espingardas e pistolas); 4.587 munições de diferentes calibres (.50; 7,62; 5,56; .44; .40; .45; .380; 9mm e 12); Seis artefatos explosivos, sendo cinco granadas defensivas e uma granada de bocal todas de uso exclusivo das Forças Armadas – FFAA; 106 carregadores de armas de fogo dos calibres supra-

cipM cães Companhia Independente de Polícia Militar com Cães

A CIPM Cães é uma Unidade Operacional Especial da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro - PMERJ, sendo a unidade responsável por executar todas as Operações com Cães, podendo ser missões policiais especiais, de apoio à Defesa Civil, na proteção de autoridades nacionais e estrangeiras, segurança de grandes eventos. De acordo com o Major Vitor Valle, hoje a CIPM possui 71 cães. Até 2013, a CIPM pretende treinar mais animais, aumentando o plantel canino para 160 cães, com o objetivo de atender todas as demandas e dos grandes eventos que ocorrerão no Rio de Janeiro.


/Capa/Entrevista CIPM - Cães citados; Duas esteiras para munição calibre 7,62; Mais de 3.000 toneladas de drogas (maconha, cocaína e crack); balanças de precisão, uniformes militares, coletes de proteção balística. PZ. Algum cachorro se feriu nas ações? CIPM. Até o momento não. PZ. Como é feito o treinamento dos cachorros farejadores de entorpecentes? CIPM. A seleção e avaliação de todos os cães no âmbito da PMERJ é feita por uma Comissão formada pelo Subcomandante da CIPM Cães, Oficial chefe da Seção de Apoio Administrativo da CIPM Cães e Oficial médico veterinário. Após seleção e avaliação, os cães são distribuídos para os Pelotões e, então, recebem diariamente o treinamento básico e fazem a preparação e condicionamento físico. Os cães

receberão os treinamentos específicos correspondentes à especialização/missão do Pelotão, por exemplo: Faro de Substâncias, Choque, Intervenção Tática, Eventos e Demonstração. PZ. Para onde vão os cachorros reprovados? CIPM. Os cães que não são selecionados não “incorporam” no plantel canino da PMERJ e são destinados para doação. Antes de doar avaliamos se a pessoa possui condições de acolher um cão.


/Capa/Entrevista CIPM - Cães CIPM. A norma que regula o tempo de serviço para cães da Corporação prevê que o serviço ativo de cães ocorrerá até oito anos de vida. E durante o período que esses cães permanecem na Corporação, eles cumprem uma programação de treinamentos, operações e lazer.

PZ. Todos os cachorros precisam ter pedigree? CIPM. A PMERJ possui norma específica para aquisição de cães na Corporação, podendo ocorrer por meio de compra, reprodução interna e por doação. Nessa norma existe a exigência do Certificado de Registro de Origem (CRO) para controle da linha de sangue do plantel canino. PZ. Quanto tempo os cachorros trabalham em média durante a vida?

PZ. Quando os cães se ‘aposentam’ para onde vão? CIPM. Os cães quando são ‘reformados’ (termo militar que representa aposentadoria) são doados, de preferência para o policial militar integrante do Pelotão que o cão trabalhou. Antes de cada doação, a pessoa que pretende receber o cão deve demonstrar que possui condições para acolhê-lo e mantêlo. Essa avaliação abrange desde o padrão de alimentação que será fornecido ao cão até a assistência veterinária.

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/saúde/Obesidade Canina

Obesidade atinge cães e a culpa pode ser do tutor Nos últimos anos houve um aumento da indústria pet no Brasil, desde a criação de clínicas especializadas em áreas da medicina veterinária até diversas marcas e tipos de alimentos para os cães. Há rações especiais para filhotes, adultos e idosos. As necessidades nutricionais são diferentes para cada fase de desenvolvimento. Entretanto, mesmo com todo esse avanço, cada vez mais aumenta a obesidade entre esses animais.


/saúde/Obesidade Canina O dono pode ser um dos principais causadores da obesidade do animal. Isso porque a doença está associada na maioria das vezes à alimentação excessiva. Desta forma, cães que são alimentados com restos de comidas ao invés de ração estão mais propensos a serem obesos.

“Um dos maiores vilões da dieta canina são os petiscos e a alimentação humana, pois muitos proprietários acham que os animais bem tratados e amados são aqueles que se alimentam da mesma comida que eles, e são esses animais que vão para a clínica mais tarde fazer tratamento para obesidade, doença cardíaca, diabetes”, explica a especialista em endocrinologia Patrícia Barbosa.

Além disso, animais que vivem em um espaço muito pequeno e não são levados para passear também estão sujeitos à obesidade pela falta de exercícios adequados para cada raça. “O ideal são três refeições ao dia e passeios três vezes por semana com duração de vinte a trinta minutos”, recomenda a veterinária endocrinologista Viviane De Marco. Porém, o cão também pode ficar obeso se estiver com uma doença endocrinológica, como, por exemplo, a diabete mellitus. Essa doença, geralmente, é acompanhada por alguns sintomas: problemas de pele, alteração no cio e aumento na ingestão de água.

ATENÇÃO COM AS RaçaS

Algumas raças são mais propensas a ter problemas com a balança, como o Labrador, o Cocker Spaniel Inglês, o Beagle e o Basset Hound. A vete-


/saúde/Obesidade Canina rinária Anna Maria Schnabel, especialista em endocrinologia animal, comenta que existe tendência também em cachorros sem raça definida e outras menos comuns, geralmente as raças caçadoras.

Com o peso muito elevado, outros sintomas podem ser observados, entre eles comportamentos sonolentos, dificuldade de andar e a perda de fôlego com facilidade.

Perigo

Se o animal estiver gordo, o dono deve orientar-se com o veterinário para determinar a causa e iniciar um tratamento ou dieta.

Assim como os humanos, quando o cão está obeso a parte do corpo que mais sofre é a coluna vertebral, que passa a ser exigida em excesso. Mas além da coluna, cães obesos podem apresentar problemas pulmonares e cardíacos, e, como consequência, todo sistema circulatório é prejudicado. Os animais tornam-se predispostos a desenvolver doenças ósseas e nas articulações. E qualquer cirurgia em cachorros obesos tem mais riscos, além da dificuldade de cicatrização ser maior.

Tratamento

“Costumo dizer aos proprietários que o sucesso do tratamento em 95% é de responsabilidade do tutor, pois é quase impossível um animal resistir a passeios e ele não é capaz de abrir geladeiras e dispensas em busca de petiscos”, brin-

ca a veterinária Anna Maria Schnabel.

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/especial/ração ideal

Pelos bonitos, ossos fortes, desenvolvimento muscular adequado e disposição só são possíveis com uma alimentação adequada, que forneça todos os nutrientes para um crescimento normal e de qualidade aos cães e gatos. Na hora de escolher a ração é preciso ficar atento a vários fatores, pois as opções são diversas e se aplicam às mais diferentes necessidades dos animais, entre elas a idade e o peso, os tipos de ração existentes, os ingredientes, quantidade a ser ingerida, até mesmo a raça. Segundo a ANFAL PET – Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação, as rações industriais estão segmentadas em quatro categorias: econômica ou básica, que representa 65% do mer-


cado e absorve todo o crescimento do setor; a standard que representa 23% do mercado; a premium com 8% do mercado e a super premium que fica com apenas 4%. Para Márcio Antonio Brunetto, coordenador do Laboratório de Pesquisa em Nutrição e Doenças Nutricionais de Cães e Gatos da FCAV/ UNESP, muitas vezes a classe de rações de qualidade inferior (econômica) emprega na sua composição os níveis nutricionais mínimos recomendados e exigidos pelo Ministério da Agricultura. “Alimentos de qualidade inferior trabalham alguns conceitos com o propósito de atrair o cliente, como produtos com croquetes coloridos e de formatos variados, características que não são importantes para o animal no momento em que vão se alimentar”, comenta.

De olho no rótulo! Carne, frango, salmão, ovelha, vegetais ou cereais? As opções nas prateleiras são tantas que, na hora de escolher, o melhor jeito segundo a veterinária Luciana Domingues Oliveira, consultora técnica da Royal Canin, é ficar atento aos ingredientes descritos na embalagem. Confira algumas orientações na tabela ao lado. >> Também é fundamental observar como os alimentos são conservados nos pontos de venda, pois isso afeta a qualidade. Não compre latas amassadas, sacos rasgados ou abertos.


QUALIDADE SUPERIOR

QUALIDADE INFERIOR

Presença de farinha de carne, farinha de sangue ou vísceras.

Uso de sebos ou gordura animal estabilizada.

Quanto maior o teor de gordura (extrato etéreo), maior será sua qualidade. Esse é um dos nutrientes que mais encarece a fórmula final da dieta.

Grande quantidade de farinha de penas e ossos como fonte protéica.

Proteínas vegetais, como o glúten de milho ou de trigo e a proteína isolada de soja, possuem alto valor nutricional.

Presença de farelos como fonte de carboidrato.

Uso de fontes variadas de gordura, como óleo de peixe, gordura de aves e bovinos e óleos de soja ou borragem são importantes para balancear o alimento.

Uso de menores quantidades de proteína (entre 18 e 22%) e maiores quantidades de cálcio (até 2,5%).

Atenção! A nutrição inadequada pode predispor o organismo animal a sérios problemas, como o mau desenvolvimento corporal, má formação óssea, obesidade e

alterações reprodutivas. Verifique com o seu veterinário a melhor indicação de acordo com as características de seu animal de estimação.

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Meu nome n達o

era

Johnny


No início de julho de 2010, ao chegar ao Parque em que trabalhava para alimentar a mãe de uma ninhada de cachorrinhos recém-nascidos, que havia acolhido com muito custo e responsabilidade no quintal da administração do Parque (de nome e localização não identificados), o protetor voluntário Fábio Pegrucci deparou-se com mais uma cena de abandono criminoso: um cão macho da raça pit bull tinha sido encontrado vagando pelo Parque. “Ele tinha o olhar muito triste, parecia amedrontado. Mas seu porte e sua aparência assustavam. Admito que fiquei com medo de chegar perto do cercado em que ele estava”, confessa. Nos dias seguintes, tanto a diretora do parque quanto Fábio se sentiram perdidos. “Afinal, eu era o sujeito que se dizia capaz de resolver os problemas relacionados a cães abandonados ali.” Con-

tatado pela administração do Parque, o CCZ não deu sequer previsão sobre quando poderia buscar o animal, alegando falta de vagas. “Tentei auxílio em diversos lugares. Mas, parecia que era tudo em vão.” Em busca de uma solução, o protetor acessou sites destinados à publicação de anúncios de animais perdidos e encontrou apelos desesperados de Soraia, uma moça que procurava por seu cão chamado Mahalo, que havia fugido, da mesma raça e com características semelhantes as do pit encontrado por Fábio. Além disso, ela morava próximo ao Parque. “Logo imaginei que pudesse ser o mesmo cão. Contudo, comparando as fotos, comprovei que infelizmente não era: eram apenas duas situações parecidas”, conta o protetor. Fábio e Soraia passaram a trocar e-mails. Ela, revi-


/adoção/cães do parque rando a cidade em busca de seu amado Mahalo e ele em busca de uma solução para o grandão do Parque. “Passei a sugerir que, caso não o encontrasse, avaliasse a possibilidade de adotar o pit bull abandonado.” Dias depois, Soraia foi ao parque conhecer o cão. “Sem qualquer cerimônia e sem medo algum, ela entrou na jaula, colocou-o numa coleira e andou com ele. Limpou o lugar – que estava imundo -, alimentou-o e interagiu como se o conhecesse há muito tempo”, conta Fábio, que ficou surpreso com a atitude. Pouco tempo depois, no dia 26 de julho, o Pitbull foi adotado pela Soraia e recebeu o nome de Johnny. Quanto ao Mahalo, ele jamais foi encontrado. Johnny, contudo, que antes de ser abandonado certamente tinha um outro nome, ocupou o amplo quintal da casa da família da

Soraia, onde vive feliz. Esse já poderia ser um belo final feliz, mas era apenas o começo de uma nova história. Soraia integrou-se ao trabalho e foi por causa dela, de sua organização e de um imenso amor pelos animais, que Os Cães do Parque tornou-se uma célula organizada de proteção. “Foi assim que, nos últimos meses, conseguimos a adoção de cerca de 40 animais, entre cães e gatos, todos resgatados de situações de risco e abandono.”


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Os Cães do Parque Os Cães do Parque não é uma ONG. “Somos apenas três amigos realizando ações voluntárias. Também não mantemos um abrigo. Apenas resgatamos animais em situação de risco extremo, até que sejam adotados.” O grupo voluntário não possui nenhum tipo de patrocínio formal. Entretanto, Fábio explica que seria importante contar com “padrinhos” para

ações pontuais, principalmente castrações. Seu objetivo é fazer com que as pessoas percebam que adotar um cão é um enorme privilégio e que, sendo um animal tirado do abandono, é também um inestimável ato de cidadania. Contatos podem ser realizados pelo e-mail: oscaesdoparque@gmail.com


ANDRÉ LUÍS ANDRADE CRMV-SP 13653 Médico veterinário, especializado em Animais Silvestres. Faz atendimento personalizado na Baixada Santista. Consultor Técnico da Animalog- Megazoo e Coordenador do Grupo ECOS (Educação Continuada em Animais Silvestres). andrelpgca@gmail.com


/André Andrade/peixe betta

Peixe Beta

Beleza e colorido fascinantes Origem

O peixe ornamental beta (Betta Splendens), um dos mais populares do mundo, é originário de países do sudeste asiático, tais como a Tailândia, Malásia, China e Vietnã. São encontrados em locais com pouca ou nenhuma correnteza, como charcos e arrozais. Sua famosa coloração não é natural, foi obtida através de cruzamentos selecionados em cativeiro, pois na natureza são da cor marrom opaco.

Características

Conhecido por seu instinto agressivo, também é chamado de “peixe de briga”. O macho beta não pode permanecer com outro macho no mesmo aquário. Geralmente não há problema em partilhar o espaço com fêmeas. Esses peixes vivem em média de três a quatro anos, mas se o ambiente apresentar condições ideais para sua saúde, eles podem ir além dessa média.


/André Andrade/peixe betta

Habitat

Os betas são mantidos, erroneamente, em aquários extremamente pequenos e sem nenhuma estrutura, chamados popularmente de “beteiras”. Para criação do beta, o ideal é um aquário com capacidade mínima de dois litros, embora os de 20 a 40 litros proporcionem maior bemestar ao peixe. O aquário deve conter a mesma estrutura utilizada para qualquer outra espécie de água doce, como: filtro externo, termostato com aquecedor, termômetro e cascalho no solo. O pH da água deve ser neutro

ou levemente alcalino e a temperatura ideal é entre 25 a 28°C. Qualquer alteração desses valores pode afetar a saúde do peixe, predispondo-o a doenças oportunistas. O filtro externo deve ser ligado apenas duas horas por dia. Como opcionais podem ser colocadas plantas aquáticas naturais que servem como decoração, além de proporcionar comodidade para o animal e ajudar na filtração da água. Para o beta devem ser colocadas plantas resistentes e a poda delas tem que ser feita assim que necessário. Aquários com plantas naturais precisam de lâmpadas que simulem a iluminação solar. Outra opção para decoração são os troncos naturais ou


/André Andrade/peixe betta artificiais. O tronco natural precisa ser tratado antes de ser introduzido no aquário. É necessário colocá-lo em uma bacia com água e sal grosso por duas horas, retirar, enxaguar muito bem e deixar secar ao sol por um dia, para que fique apto a ser utilizado. Também é importante deixar o aquário funcionando, já com as plantas, por um mês, para proporcionar o crescimento de microorganismos benéficos que ajudarão manter o ambiente em condições ideais para introdução do peixe. A higiene do aquário é primordial para a saúde do peixe. Semanalmente deve-se trocar de 10 a 20% da água

(com mesmo pH e temperatura da água do aquário).

Alimentação

Na natureza, esses peixes se alimentam basicamente de mosquitos e larvas. Em cativeiro, os betas devem ser alimentados com ração própria da espécie. Atualmente, no mercado há rações tanto importadas como nacionais de boa qualidade. É importante tomar cuidado com o excesso de alimento. Recomenda-se administrar a ração três vezes ao dia e em quantidade consumível instantaneamente.

Principais doenças

A maioria das doenças ocorre por erros de manejo desses animais. Entre as mais comuns estão:


/André Andrade/peixe betta • Argulose: conhecido como piolho do peixe, esse parasita pode ser encontrado na pele, boca e brânquias, causando irritação local. Pode ser visto a olho nu e causa úlcera na pele, agitação e coceira (o animal fica se esfregando nas pedras e no solo). • Ictio: doença causada por parasita localizado na pele e nas brânquias, caracterizada por pontos brancos. Causa coceira e dificuldade respiratória. • Saprolegnose: causada por fungo que ataca geralmente peixes debilitados. A identificação é relativamente fácil, pois o beta apresenta manchas brancas ou tufos semelhantes a algodão pelo corpo. O peixe também é acometido por doenças causadas por inúmeras bactérias, vírus

e também neoplasias (tumores). O proprietário deve estar sempre atento às mudanças no comportamento natural do beta: se está comendo normalmente, se está ativo ou muito parado, se há alterações na coloração, no modo de respirar, etc. Nestes casos, a pessoa deve procurar um veterinário que poderá realizar exames clínicos e laboratoriais para fazer o diagnóstico correto da doença e prescrever o tratamento mais indicado. A medicação feita por pessoas que não sejam profissionais da área pode acarretar piora da saúde do animal. Os cuidados básicos de manejo, higiene e uma alimentação correta, permitem ao seu beta viver mais saudável e feliz, deixando-o mais ativo e com cores mais bonitas e intensas.

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PetZine #04  

Nesta 4ª edição da Revista Digital PetZine, entrevistamos o responsável pela CIPM Cães que coordenou a operação na batalha contra os trafica...

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