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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ RELATÓRIO DE ATIVIDADE

CICLO DE CINEMA: REFORMA NA EDUCAÇÃO BÁSICA BRASILEIRA

CURITIBA 2013


EQUIPE TÉCNICA: Prof. Dr. Christian Luiz da Silva (coordenador) – Tutor Bolsista PET/ MEC

Bolsistas PET/ MEC: Heloísa Sbrissia Selzler Leila Aparecida Szychta Letícia Duwe Letícia Sayuri Kumegawa Lisiane Sassi de Oliveira Luanna Abreu Soares Lucas Eduardo Mathias Marta Chaves Vasconcelos

Integrantes Voluntários: Marcos Chaves Vasconcelos

FINANCIAMENTO: Programa de Educação Tutorial (PET) – Ministério da Educação Proext 2010 – Programa de Extensão: projeto “Observatório Socioeconômico de Políticas Públicas e Inclusão Produtiva”

APOIO: Programa de Pós-graduação em Planejamento e Governança Pública (PGP – UTFPR) Programa de Pós-graduação em Tecnologia (PPGTE – UTFPR) Departamento de Gestão e Economia (DAGEE – UTFPR)


SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO ........................................................................................... 04 SÍNTESE DA DISCUSSÃO ............................................................................. 05 APÊNDICE 1 - INFORMAÇÕES TÉCNICAS ...................................................06 APÊNDICE 2 – PARTICIPANTES.....................................................................07


APRESENTAÇÃO O ciclo de cinema: Reforma na educação básica brasileira, compôs a II Semana Acadêmica de Administração, II Semana de Produção Científica em Administração e VII Semana de Políticas Públicas, que tem por objetivo o debate sobre temas pertinentes a políticas públicas a partir de produções com finalidades não acadêmicas, mas que permeiam o discurso acadêmico sobre o tema. Dia 11 de setembro de 2013, das 08h30min às 10h, na sala A302 – sede central do Campus Curitiba da UTFPR – ocorreu o ciclo de cinema, com 58 participantes, apresentando um mini documentário sobre a reforma bem sucedida da educação brasileira. Seu enredo, e implicações na formação de uma análise das políticas públicas na educação foram discutidos, como também outros assuntos pertinentes. Esse documentário foi escolhido porque demonstra bem como está sendo lidada a reforma na educação brasileira a fim de melhorar o desempenho do país nos testes do PISA (O Programa para Avaliação Internacional de Estudantes (PISA) é um estudo internacional que foi lançado pela OCDE em 1997. Destina-se a avaliar os sistemas de ensino em todo o mundo a cada três anos, testando as habilidades e o conhecimento de estudantes de 15 anos de idade. Até o momento mais de 70 países e economias já participaram no PISA). No site onde se encontra o video visto no ciclo de cinema, são apresentados alguns fatos importantes sobre a melhoria da educação no país, o que é de fundamental importância para o desenvolvimento econômico futuro do Brasil. 

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Na década de 1950, 64% da população do Brasil viviam em áreas rurais e mais de 50% eram analfabetos. Ao longo do próximo meio século, a população aumentou e grande número de pessoas passou de rural para as áreas urbanas. Em 1972, o Brasil ampliou a educação obrigatória para incluir crianças de 7-14 anos de idade. Mas em 1980, a taxa de analfabetismo ainda era em torno de 25%. Em 1988, uma nova Constituição, desde a educação primária gratuita e obrigatória, era necessário um mínimo de 25% das receitas estaduais e municipais e 18% das receitas federais a serem gastos em educação. Em 1995, 90% de todas as crianças foram matriculadas na escola primária aos sete anos, mas apenas metade completaram a oitava série. Em 2000, 13,6% dos adultos ainda eram totalmente analfabetos e o Brasil foi o país com o mais baixo desempenho nos testes do PISA de estudantes de 15 anos de idade escolar.


SÍNTESE DA DISCUSSÃO Depois da apresentação do vídeo pode-se perceber que o Brasil, como muitos outros países em desenvolvimento, enfrenta desigualdades econômicas e sociais amplas e grandes desafios na educação. No PISA 2000, o Brasil foi o país de mais baixo desempenho. Mais da metade dos alunos brasileiros foram classificados no nível 1 ou abaixo. Menos de 1% foram marcados no nível superior. Desde então, graças à reforma educacional ampla, o desempenho do Brasil começou a melhorar. Os alunos ainda estão classificados bem abaixo da média da OCDE, mas a sua experiência mostra como um país que enfrenta grandes desafios na qualidade dos professores, infraestrutura, comprometimento do aluno, e com um sistema de educação altamente descentralizado já vem mostrando mudanças. Com o vídeo foi visto que em 2001, um Plano Nacional de Educação estabeleceu diretrizes, metas e prioridades para os três níveis de governo, nível federal, estadual e municipal. Em 2007, o Plano de Desenvolvimento da Educação, combinado com o aumento dos gastos em salas de aula, já veio impulsionando melhorias. O documentário também mostrou que um dos principais objetivos do país era aumentar a qualidade de 1,5 milhões de professores, muitos dos quais tinham apenas o ensino médio. Baixos salários, más condições de trabalho, incluindo o ensino em dois turnos por dia (muitas vezes em duas escolas diferentes) desanimava os potenciais candidatos a professor. Um salário-base foi apresentado para os professores, e ao mesmo tempo, o governo introduziu um novo indicador de qualidade da educação chamado de Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), a fim de acompanhar o desempenho das escolas. IDEB baseia-se em resultados de testes dos alunos para fornecer um mapa de desempenho a nível nacional por meio do qual o governo federal pode identificar os pontos fracos e prestar assistência técnica e dinheiro. Pode-se observar ao final da discussão que o Brasil ao definir metas de qualidade na educação, como o Plano de Desenvolvimento da Educação, efetivamente transformou o país em um laboratório gigante de melhores práticas educacionais, mesmo sabendo que há muito mais a melhorar na educação brasileira.


APÊNDICE 1 - INFORMAÇÕES TÉCNICAS Vídeo feito com o apoio da Pearson Foundation e da The OECD Programme for International Student Assessment (PISA). Disponível em: http://www.pearsonfoundation.org/oecd/brazil.html Site do PISA: http://www.oecd.org/pisa/


APÊNDICE 2 – PARTICIPANTES Amanda Monteiro Ferreira Ana Luiza Pozenato André Furtado Volcov Arthur Handa Bruna Bulla Correia Bruna Dala Corte Bruna Gabriele da Silva Daniel Ortiz da Cunha Davi Felipe Carneiro Diego Gonçalves dos Santos Diesley Patrick Moraes Gerson Luiz Resnauer Guilherme Wuaden Skruch Gustavo Borba Requena Heloisa Bovetto Jacob Izabel Biernaski Juliana Przybyszewski Karen Sanae Oride Lucas Manozzo Alves Lucas Saczuk Luis Felipe Castro Márcia Nakahara Marta Chaves Vasconcelos Natacha Loures Bello Nathalia Carolina Facioli Paula Olenski Paulo José Albanez Quintino Rafael Lie Renato Rosário Ricardo Augusto S. V. Gonçalves Ruy Diego da Costa Scheila Terezinha Wrubel Luiz Otavio B. e Silva Paulo de Tarso Souza Santos Melissa Mayumi Catuyama Melissa Rossine de Oliveira Leonardo Bachmann Isabela Bernal Neves Adriane Seleme Fofano Camila Becker Cecília Polhmann André L. Fernandes

Rafael Biernaski Mateus Santos F. Martins Priscila Stael MazurKevicz Eduardo M. Portella Maria Lucia F. Gomes Meza Isaura Alberton de Lima Bruno Breckenfeld Jefferson Batista Lopes Letícia Vieira da Rocha Miguel Angelo Carniel Juarez Baggio Maria de Fatima B. Felis Renilda Pereira Betim Décio A. Perin Junior Vinicius Viana P. T. Munhoz Ademar V. da Fonseca Junior

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