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Carta ao Leitor

Há uma frase de Marion C. Garretty que diz: “O amor de mãe é o combustível que capacita um ser humano comum a fazer o impossível”. Não há dúvidas: elas são dotadas de um poder descomunal para proteger, cuidar e exercitar o carinho sem medidas, dia após dia. Celebrando uma das datas mais ternas do ano, a Revista Petit tem o orgulho de chegar mais uma vez até você, leitor e amigo, com o que há de melhor em conteúdo e qualidade. O Dia das Mães teve sua origem nos Estados Unidos. No Brasil, por meio do presidente Getúlio Vargas, em 1932, a data foi oficializada para ser comemorada sempre no segundo domingo de maio. Desde então, o quinto mês do ano ganhou um colorido especial: presentes, abraços, declarações e muita emoção.

CAPA Vanessa Dioto Fumagalli Matheus Dioto Fumagalli FOTO Rosi Caires – 17 3301-2310 rosicaires.com.br

Ao longo da existência da Revista Petit, fui responsável por trazer ao leitor diversas histórias de mães, através do “Diário de Grávida”: as sensações, os conflitos e as experiências vividas durante a gestação. Aquelas vivências me davam a certeza de que viveria novamente a emoção de uma gravidez. Aproveito este espaço para dividir algo muito especial na minha vida. O meu Dia das Mães deste ano será duplamente especial. Fui abençoada com uma notícia linda: serei mãe pela segunda vez. Vem aí uma princesinha que será responsável por muitas alegrias na minha trajetória na Terra. Preparamos uma edição totalmente dedicada às mamães. Para começar, que tal conhecer a história de mães que desafiaram limites em nome do amor pelos filhos? E como é o perfil das mães do terceiro milênio? A emoção está mais do que garantida. O visual das gestantes também é destaque nas próximas páginas. Preparamos um guia de como se vestir bem durante a gestação, aliando conforto, elegância e estilo. Quero desejar um feliz Dia das Mães a todas as mamães, de sangue ou do coração. Que esta data seja vivida e comemorada da melhor maneira possível, em todos os dias do ano. Um forte abraço e até a próxima edição Danila

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ÍNDICE

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MAMÃE PETIT Os baixinhos adoram o carnaval. Aproveite nossas dicas e corra para a folia.

Ano 04 – Nº 16 – abril-maio/2012 A Revista PETIT é uma publicação bimestral, com distribuição gratuita em escolas particulares em São José do Rio Preto, Mirassol, Tanabi e Monte Aprazível, também é distribuída em outros pontos nas mesmas cidades. Editora: Danila Igarashi Redação: Betto Alvez Felipe Nunes

08 MODA PARA “BARRIGUDINHAS”

Projeto e Produção Gráfica: Wasabi Comunicação

Separamos algumas dicas para mães que gostam de estar sempre antenadas na moda.

11 CINE PETIT O Cine Petit traz uma sugestão de filme para toda a família, contando a história de uma mãe, de pulso firme e amor intenso.

12 DELÍCIAS DA PETIT Uma receitinha deliciosa e fácil de preparar. Ótima dica para encantar as mamães!

Impressão: Fotogravura Rio Preto Jornalista Responsável: Betto Alves (MTB – 54675) Revisão de Texto: Ana Maria Suares Rocha Para Anunciar: Roseli Alcântara comercial@revistapetit.com 17 3301 4235 17 8137 9061 Revista Online: issuu.com/petitcomunicacao Tiragem: 6.000 exemplares

13 NÃO BASTA SER MÃE Para se adaptar aos dias de hoje, a mãe moderna teve que acompanhar, além das mudanças do mundo, a evolução da tecnologia.

Para se corresponder: contato@revistapetit.com facebook.com/revistapetit Para adquirir um exemplar procure um dos colégios parceiros da revista e peça a sua.

28 EXEMPLO DE SUPERAÇÃO Acompanhe a história de Glória, uma mãe heroína que vive em São José do Rio Preto.

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Falar com a nossa equipe agora ficou muito mais fácil e prático.

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Grávida& Lin

Dicas d

Todo mundo já passou pela experiência de olhar para dentro do próprio guarda-roupa e perceber que nada dali te agrada - ou pior, que nenhuma das roupas que estão ali te serve. Pois é. Essa é uma das sensações que atinge as mulheres no período da gestação. Quando a barriga começa a tomar forma e a silhueta se acentua, o guarda-roupa é o primeiro a sofrer o impacto da nova mudança. Muito mais vaidosas do que os homens, as mulheres da atualidade possuem a necessidade de se sentirem bem consigo mesmas. A aparência, portanto, assume papel fundamental para a autosatisfação. E durante o período de gravidez isso não poderia ser diferente. A gravidez é, sem dúvida, uma das fases mais bonitas na vida de uma mulher. É quando ela carrega dentro de si uma nova vida. Mas para se manter bem consigo mesma é preciso, além do cuidado físico, também ter o cuidado estético. Nessa hora, a roupa escolhida faz toda a diferença. Como fazer então para atravessar uma gestação saudável e com estilo? Um dos empecilhos na hora de renovar o guarda-roupa de uma grávida pode ser o fato de que muitas das peças escolhidas serão utilizadas somente durante a gravidez. Poucas terão utilidade depois desse período. Mas isso não é motivo para desespero: hoje, diversas marcas especializadas em moda gestante estão ganhando o mercado e, consequentemente, o guarda-roupa das futuras mamães. Isso prova que sim, é possível passar por uma gestação com charme, elegância e, acima de tudo, conforto.

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Para as mulheres, a constante repetição de certas peças de roupas no decorrer dos nove meses pode ser um motivo de desânimo. E, à medida em que a data do nascimento do bebê se aproxima, a variedade de roupas disponíveis diminui ainda mais.

Quando a futura mamãe começar a planejar um novo look, a preocupação não deve ser apenas com o estilo ou com a aparência. O conforto é essencial para garantir uma gravidez agradável e sem surpresas indesejáveis. No início da gravidez, algumas mulheres ainda tentam disfarçar a barriga e esconder formas mais arredondadas. Mas, com as roupas certas, é possível descobrir como valorizar a nova silhueta e curtir um pouco mais a gestação. E é justamente nesse ponto que empresas especializadas em moda gestante apostaram suas fichas. Pensando nesse público em especial, lojas especializadas no assunto começaram a desenvolver novos estilos de roupas, que podem ser adaptadas ao novo corpo da mulher. De acordo com a empresária Maira Tozo, proprietária de uma loja especializada em moda gestante, o mercado para grávidas acompanha a tendência da moda em geral, mantendo-se ‘antenado’ com a atualidade, utilizando-se de estampas, florais, cores, estilos e tecidos (tudo, claro, com os devidos ajustes na barriga e nas calças). Já entre as camisas mais procuradas estão as que contém listras ou cores frias, como azul marinho, preto, cinza, marrom e branco, que nunca saem da


nda

de moda para gestantes Felipe Nunes

moda e fazem parte da tendência. Vestidos com estampas de bichos e xadrez podem ser uma boa opção. É valido também variar na utilização de acessórios como bolsas, pulseiras, lenços e colares, que fazem uma grande diferença no resultado final. Para Mara, na hora de procurar roupas para gestantes, as futuras mamães devem ser criteriosas e optar pelo conforto. “A grande procura é por roupas que se ajustem no corpo e por peças que não deixem transparecer que as mulheres estão maiores. Ainda existem mulheres que compram roupas ‘normais’ com numeração superior, o que dá a impressão de estarem mais gordas”. Opte por roupas próprias para gestantes, que vêm com regulagens que podem ser ajustadas de acordo com a barriga. Mas lembre-se: para cada fase da gestação há um tipo apropriado de roupa. Logo no início, o melhor é disfarçar os quilinhos a mais com roupas que não marquem muito o corpo. A primeira medida que se altera é a da cintura - por isso, a orientação é comprar uma calça “pijama”, ajustável na cintura, para não apertar. Quando você começar a apresentar os primeiros sinais da barriga, não hesite em exibi-la! Mas, ainda assim, evite usar roupas justas 9


ou apertadas, que marquem o corpo. As gestantes devem evitar, na hora de montar o look, roupas justas, vestidos que empinem na frente, calças legging usadas com blusas curtas (que não cubram o bumbum) e que deixem a barriga de fora. Um item importante que também merece atenção das futuras mamães durante o período da gestação é o tipo de calçado. Além do conforto, a segurança do modelo a ser usado deve ser considerada. É normal que a mulher, durante o período de gestação, ganhe mais peso - umas até mais que do que outras. E, com esse peso extra, uma das partes do corpo que mais sofrem são os pés. Eles passarão por alguns sacrifícios durante o período da gestação, pois terão que se acostumar a carregar esse sobrepeso. Mais pesada, a mulher também perde um pouco do equilíbrio, o que deixa seus movimentos mais lentos. Em consequência, sapatos com salto alto ou com sola

escorregadia devem ser evitados, pois podem provocar acidentes, comprometendo a integridade física da mãe e também do bebê. Os modelos mais indicados são sapatos com pouco ou nenhum salto, ou ainda com solado de borracha (para manter uma maior aderência ao solo). Vale ressaltar que muitas mulheres ficam com os pés inchados durante boa parte da gestação. Isso se deve à retenção de líquidos, bem como ao alargamento das articulações, que deixa os pés muito mais inchados. Utilize sapatos mais confortáveis e que não apertem os pés, como sapatilhas, chinelos, tênis e botas. Em ocasiões que exijam modelos sociais, tenha ao seu alcance sapatos de salto baixo e que fiquem bem presos ao pé, pois eles apresentam maior segurança. O corpo da mulher sofre muitas mudanças durante a maternidade. Por isso, até a roupa íntima, quando não escolhida de forma adequada, pode gerar desconforto e dificuldades durante a gestação, que vão de problemas de circulação às estrias pós-parto. Nesse caso, o aconselhável é dar espaço para calcinhas e sutiãs que garantam maior conforto e que sustentem seios e barriga, mais pesados durante essa fase. O tecido também deve ser levado em consideração: peças confeccionadas em microfibra, ou algodão com elastano, não causam alergias e deixam a pele respirar. Assim como outras peças, na escolha de roupas íntimas, opte por peças de maior elasticidade, que não comprimam a barriga e que não incomodem o bebê. Mesmo após a gravidez os cuidados devem continuar: lingeries próprias para o pós-parto ajudam o corpo a retomar a antiga forma. Concluindo: evite roupas pesadas e apertadas, como bermudas. calças legging, etc. Calças com cós de elástico são as mais confortáveis, pois não apertam a barriga. O mesmo critério deve ser utilizado para dormir: utilize roupas confortáveis, como camisolas e pijamas práticos. Afinal, a gestante se levanta mais vezes durante a noite para ir ao banheiro, pois nesse período a bexiga fica mais apertada. E lembre-se: vale a pena investir em um guarda-roupa novo, mesmo no período da gravidez, para que a gestante escolha as peças certas.

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Quer preparar um mimo pra comemorar o dia das mães? Ai vai uma super dica para os pequenos que querem surpreender nesse dia, essa receita é simples e rápida... E com certeza sua mamãe vai adorar o presente!

Bolo de Caneca Ingredientes:

Calda:

1 ovo

1.Coloque todos os ingredientes em uma panela e leve ao fogo, deixe engrossar um pouquinho, se gostar de muita calda apenas dobre as medidas

2 colheres (sopa) rasa de chocolate em pó 3 colheres (sopa) rasa de açúcar 4 colheres (sopa) rasa de farinha de trigo 1 colher (sopa) de óleo 1 colher (café) rasa de fermento em pó 4 colheres (sopa) de leite

Calda: 2 colheres (sopa) de chocolate em pó 1 colher (sopa) de margarina 1/2 xícara de leite

Modo de fazer 1.Coloque todos os ingredientes dentro de uma caneca de aproximadamente 300 ml ou mais 2.Mexa até a massa ficar homogênea, coloque no microondas por 3 minutos

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2.A calda tem que ser colocada assim que o bolo sai do microondas 3.E não pode retirar o bolo da caneca Fonte: tudogostoso.uol.com.br


Mães NOVO MILÊNIO do

Felipe Nunes

O trabalho de criação dos filhos nunca foi uma tarefa fácil. E isso se torna ainda mais desafiador nos dias de hoje, em que mudanças drásticas ocorrem em curtos períodos de tempo e as novas gerações se apresentam cada vez mais díspares.

É fato: os tempos mudaram e as pessoas também. E, se olharmos para trás, veremos que, desde a época das cavernas, somente os seres com melhor adaptação às mudanças sobreviveram e se reproduziram, dando continuidade à espécie. Esses genes, que nos foram transmitidos por nossos ancestrais, explicam a necessidade humana

de adaptação em meio às diversas alterações do mundo atual. Mas não é com toda a facilidade do mundo que conseguimos nos adaptar a essas mudanças. Um exemplo disso é a dificuldade dos nossos avós em aprender a manusear um computador. Para se adaptar aos dias de hoje, a mãe moderna teve que acompanhar, além das mudanças do mundo, a evolução da tecnologia. As mães desse novo milênio já nasceram em meio à revolução tecnológica e cresceram sabendo utilizar

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a seu favor ferramentas como computador, notebook, celular, iPad e internet, que auxiliam tanto a vida profissional quanto também a vida pessoal. É a geração “Y” ganhando espaço. O termo, originário dos Estados Unidos, está relacionado à expressão “geração X” – utilizado p a r a denominar a s pessoas nascidas entre os anos 60 e 70.

A geração do século XXI vive em meio à era da globalização, do acesso rápido e fácil à informação, o que possibilita uma maior troca de conhecimento. A mãe moderna, fruto do novo milênio, é, em outras palavras, uma mulher 2.0.: é autossuficiente, tem seu próprio dinheiro e tem poder de decisão. Ela dirige seu próprio carro, tem sempre o telefone celular ao seu alcance e está conectada às redes sociais.

a

Essa mulher tornou-se mais independente e passou competir no mesmo nível dos homens p e l a s

oportunidades no mercado de trabalho - o que, por outro lado, faz com que ela passe menos tempo em casa, adiando, muitas vezes, a opção de ter filhos. A tecnologia é um dos mecanismos que diferencia a mulher do novo milênio das mulheres do passado. Foi a tecnologia disponível nos dias de hoje que possibilitou essa interação entre as mulheres. E uma das fontes deste intercâmbio de informação, que possibilitou essa avalanche de conhecimentos, foi a revolução dos blogs na internet. Criados em 1997 e popularizados em 1999, os blogs são uma ótima ferramenta para a troca de conhecimentos, pois são capazes de dar voz a qualquer pessoa que tenha acesso à internet. Por meio deles e das redes sociais - que apareceram anos depois – as mulheres conseguem agora tirar praticamente todas as suas dúvidas em relação aos filhos, sem a necessidade de sair de casa. É o caso da universitária Edilaine Ferreira, de 23 anos, mãe de Alice, de apenas um mês de vida. Há três anos, Edilaine deixou a família em São Paulo e veio acompanhada do marido para São José do Rio Preto. Um ano atrás, quando descobriu a gravidez, ela recorda que a presença da mãe e da irmã foi o que mais fez falta. Para ela, as duas seriam as melhores

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companhias para ter ao seu lado naquele momento, sem freqüentar o médico, não sente carência por informações. auxiliando durante a gravidez. Foi então que, na internet, ela encontrou uma forma de sanar suas dúvidas e recuperar a autoconfiança. Logo no inicio da gestação, Edilaine começou a participar de uma comunidade no Orkut chamada Laluna e na Vida, voltada para mães que dariam a ‘luz’ no mês de março de 2012. A comunidade, que tem hoje aproximadamente 40 mulheres, reúne mães de diversas partes do país. Elas trocam experiências que vão desde o início da gestação até o nascimento do bebê.

Outra dificuldade enfrentada pelas mulheres do novo milênio é o desafio de ter uma vida dupla, dividida entre carreira e vida pessoal. A tarefa de ter que cuidar dos filhos é muitas vezes exercida nas horas vagas, o que requer delas muita energia e força de vontade. Esse é o exemplo de Érica Agne Rosa, de 26 anos, e de milhares de outras mulheres em todo o Brasil. Érica é mãe de Rafaela, de cinco meses. Há dois anos ela abriu seu próprio negócio e tenta agora conciliar a vida de mãe com a de empreendedora. Ela conta que, desde o início, teve dificuldades com o novo empreendimento - até garantir uma boa clientela, teve que enfrentar vários desafios. Mas nenhum foi tão grande comparado ao desafio de ser mãe e profissional ao mesmo tempo.

“Como todas as mães iriam ‘ganhar’ seus bebês no mês de março, nós já tínhamos muita coisa em comum. Durante esse tempo nós nos ajudamos com as dúvidas de cada uma. E, mesmo após o nascimento, continuamos a trocar informações e experiências”, relata Edilaine. Segundo ela, muitas das participantes passaram por problemas Segundo Érica, dias depois do nascimento de semelhantes aos seus e, da mesma forma como Rafaela, ela já tinha voltado ao trabalho: “eu sou as outras a ajudavam, ela também ajudava quando responsável pelo meu próprio sustento, por isso alguém passava por alguma dificuldade semelhante. não pude ficar em casa”, diz. Desde então ela tem Ainda por meio da internet, Edilaine consegue que enfrentar esta dupla jornada: “muitas vezes, manter mais facilmente o contato com a família que, levo a Rafaela comigo para o salão, por não ter com mesmo de longe, ajuda na criação da pequena quem deixá-la. Isso faz minha atenção ficar dividida. Alice. “Com a internet e com o telefone, encurtaram- Mesmo assim não reclamo, tenho prazer de tê-la por se as distâncias”, diz. Ela afirma que, mesmo perto boa parte do tempo.”

Érica Agne e Rafaela

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Mariana, Lucas, Matheus e Marcelo.

Mas nem todas conseguem desempenhar tão bem essa função dupla. Para algumas mulheres que, como Érica, são responsáveis pelo próprio sustento, a função de cuidar dos filhos acaba sendo transferida para outras pessoas. Na maioria dos casos, quem acaba assumindo esse papel são parentes próximos, como os avós, por exemplo. Mas, algumas vezes, a responsabilidade de criar e educar os filhos é delegada a pessoas estranhas, contratadas para assumirem essa função. É o caso da assistente administrativa Mariana Cristina Lagatta, de 29 anos. Mariana trabalha em uma empresa multinacional do ramo de telecomunicações. Mãe de dois meninos, ela e o marido sempre trabalharam foram para garantir o sustento e a boa educação dos filhos. “O mais velho já esta com 10 anos e se vira sozinho, mas o mais novo tem apenas um ano e precisa de maior atenção; por isso, quando estamos trabalhando, ele fica com a minha sogra ou com minha cunhada. Sinto que às vezes perdemos momentos importantes na vida deles”, conta. Temos a impressão de que, hoje, os dias passam mais depressa, e aqueles momentos preciosos em família são cada vez mais raros. Para o sociólogo Luciano Alvarenga, com o passar dos anos as pessoas estão se tornando “ilhas” - cada vez mais individualistas. E o conceito de família está cada vez mais fraco.

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Por isso, a mãe do novo milênio deve saber também como lidar com os filhos do novo milênio. Educar, ensinar, incentivar os estudos e prepará-los para o mundo são desafios a serem enfrentados e que ainda se mostram bastante difíceis. Se olharmos à nossa volta, podemos perceber que aquela imagem antiga da mulher que se ocupava apenas com os afazeres domésticos, com a criação dos filhos e com o marido está desaparecendo. O perfil que as mulheres estão conquistando hoje é de pessoas mais autossuficientes, muito diferentes do estereótipo da dona de casa mulher-mãe-esposa. Com essa mudança, a concepção de família também está mudando aos poucos, já que a mãe, que antes era o alicerce da estrutura familiar, agora nem sempre assume esse papel. Os tipos de cobrança também mudaram: a mulher do novo milênio passou a assumir outras responsabilidades, tendo maior poder de decisão e independência financeira, o que faz com que muitas delas acabem mudando suas prioridades. O objetivo é, quase sempre, oferecer aos filhos todos os privilégios que muitas vezes elas não tiveram durante a infância, explica o psicoterapeuta Renato Dias Martino. Para ele, o conceito de mãe moderna não deve ser mal interpretado: a mãe moderna, antes de tudo, tem que ser mãe.


Para o psicoterapeuta, as mulheres do novo milênio não são somente aquelas que utilizam as tecnologias disponíveis a seu favor, mas também aquelas que trabalham para ajudar no sustento da família, e por isso são obrigadas a fazer certos sacrifícios. Por estarem ausentes por um grande período, devido às responsabilidades adquiridas na profissão, as mães acabam perdendo partes importantes da vida dos filhos, momentos cruciais para a formação de seu caráter como pessoas adultas. Renato ainda explica que, para essas mulheres, a compensação material é uma das saídas encontradas para amenizar a ausência, já que o trabalho do diaa-dia não permite que elas tenham esse contato tão intimo com os filhos. A mãe de antigamente podia não ser autossuficiente como as mulheres de hoje, mas tinha seus aspectos positivos. Ela era aquela pessoa que passava a maior parte do dia ocupada

com os afazeres domésticos, na cozinha ou na limpeza da casa, mas que estava sempre próxima do filho para atender a todas e quaisquer necessidades que ele apresentasse. Outra diferença é que a mãe de antigamente não tinha momentos de lazer nem freqüentava o salão de beleza. Mas ela cativava tantos seus filhos que eles não a trocavam por nada. Os filhos viam nela o pilar sobre o qual construíram o seu caráter, por meio do exemplo constante que receberam.

Mesmo dividindo seu tempo entre todas as funções - mãe, esposa, profissional e dona da casa - ela garante que consegue dar conta do recado, e não se sente em débito como mãe. “Depois de ter a Gabriela, senti que meus reflexos melhoraram, consigo fazer mais coisas ao mesmo tempo e com mais velocidade”, diz. Segundo o psicoterapeuta Renato Dias Martino, as gerações podem mudar com o tempo, mas, independentemente do rótulo, a mãe, moderna ou não, será sempre mãe.

Para Ana Rúbia, de 32 anos, mãe de Gabriela, de 1 ano e 2 meses, a tecnologia disponível nos dias de hoje serve para agregar ferramentas a serem usadas na criação dos filhos, mas sem deixar o calor humano de lado: “quero criar minha filha à moda antiga, da forma que meus pais me criaram”. Ela ainda ressalta que a mística que existe em torno das mães não há como ser explicada.

Ana Rúbia e Gabriela Guarezini

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Giulia 7 anos

Fotos: Luciana Rodrigues

A graciosa Giulia completou mais um ano de vida no dia 04 de Março. Foi com grande alegria que os pais Simone Martuci Aragão e Fabio Aragão convidaram parentes e amigos para celebrar o 7º aniversário da Giulia no Buffet Algazarra.

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Mamãe Petit

Betto Alves

houm espaço especial para ou erv res tit Pe ta vis Re a ão, não conhece medidas Em clima de comemoraç de um sentimento que as tor ten de o sã e qu es de sangue ou menagear aquelas estar do filho. Elas, mamã m be do me no em ite medo em espee desafia qualquer lim lágrima em sorriso; um a um r ma for ns tra de do coração, tem o dom amentos. rança e tombos em ensin editorial de moda. apresentamos o nosso o nã te, en alm ion pc ce ado amor materNesta edição, ex as para ilustrar o tão fal gin pá as xim pró as r de lidade. Nada mais justo que ce rinho, proteção e sensibi ca o nd nja ba es ta da sta no. As protagonistas de

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ucar meu ar, ensinar e ed am é , im m ra que haSer mãe, pa or, e ter a certeza nh Se do s ho in estes filho nos cam trás e saber que ra pa r ha ol de verá um tempo sperdiçados. ãe não foram de m i fu e qu em anos alone Gandolfi Anyelle Petroli Sc andolfi Rafael Scalone G

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rar entre o que me desdob nh te is po o, id rr co máximo sendo um pouco aproveitamos ao a a, ab an ac m a se di de a s a ai O di ento de s fin para o fortalecim familiar. Mas, ao s ei da vi áv a ud e o sa r lh pe ba ente su o tra ade de estar pres s básicos, porém id ha ss in ce m ra ne a og m pr te o fazend mãe que da Manuela e se u aquele tipo de cada mergulho a do an br nossa relação. So vi s, siano. idades dos filho do pequeno Cas ta er ob sc de em todas as ativ va amente a cada no empolgando louc eira Campos de Oliv Fabiana Salomé eira liv O Campos de Manuela Salomé eira liv O é Campos de Cassiano Salom

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Ana Livia. Dois anos e meio se passaram e lembro-me da ansiedade minha e do papai Robson de ver você chegar ao mundo, te sentir fora de mim, mas dentro de minha alma, realmente me fez mulher, mais forte, mais decidida, mais dedicada, uma verdadeira loba, guardiã de você. Agradeço muito a educação da minha querida e guerreira mãe Nizete. Afinal minha mãe é a base sólida de meu viver. Agradeço por tudo, não tenho palavras para expressar o quanto eu a amo e sou feliz por ter-la mãe ao meu lado me orientando para melhor educa r minha filha. Ser mãe é dedicar-se, compreender, dar liberdade com limitações, aceitar opiniões, compartilhar momentos bons e difíceis da vida, acolher, fazer sentir a existê ncia de um lar e não apenas uma casa. É nunca desistir, é privação sim, mas privação consciente, solidárias, um crescimento constate um aprendizado de vida. Querida mãe e filha simplesmente EU AMO VOCÊS e agrad eço todos os dias de minha vida por ter vocês ao meu lado. Lilian Guedes Calabretti Ana Livia Guedes Calabretti

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iliar não é tarefa a convivência fam e al on si is of pr a lizes e por isso Conciliar a rotin -los crescerem fe vê e nt ca ifi at gr r ção e o cafácil, mas é supe ação e dar a aten uc ed na r ra er o nã me desdobro pra . isam. ec pr es el e a no papel de mãe rinho qu ad iz al re e s eu D a grata Sou eternamente rtuluzi Luciana Pereira Bo reira Bortuluzi Pedro Henrique Pe rtuluzi Mariana Pereira Bo 24


O Matheus é a coisa mais LINDA que aconteceu em minha vida. Nele encontro o AMOR sincero – bom, isso é o que todas as mães sentem quando se fala de um FILHO!! Tento conciliar meu trabalho com todas as atividades do Matheus, pois a Unidade Estética é também minha filha (rsrs)... inglês, escola, tarefa, médi co, dentista... e assim vai. Sempre ensinei o Matheus a ser cristão, falando e levando meu filho na casa de Deus. Sempre ensino para o Matheus que, para ser um grande HOM EM, precisamos simplesmente respeitar as pessoas em qualquer situação. Educação é fundamental. SER MÃE ... É TUDO DE BOM!! Vanessa Dioto Fumagalli Matheus Dioto Fumagalli

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e Mapelos filhos Enzo da na xo ai ap e ente dedicada vidas. se dupla: extremam do em ãe M r cada fase de suas pe ar Su nh ará-los para pa om ac de do, e também prep questão tu ço de fa , a da im an ac rn ão Fe ria educaç m que dar amor e saber Acho que mãe te e faço questão de es el a o iv us cl . ex o mundo do do dia dedicar um perío ada Não abro mão de cola. duplamente agraci es do si na r s te le r de po e s rd eu ta D a sa. como foi a ixar de agradecer amor em minha ca de de o ss rto fa po o o ur nã so e , te Amo ser mãe um verdadeiro nho só filhos, mas te o nã is po e, el r po Isabela Melo Pauluci Enzo Melo Pauluci i Maria Fernanda Melo Pauluc

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Mulher

Supe

Mulheres anônimas, exemplos de superação, estão espalhadas por todos os cantos do Brasil - e na nossa região não poderia ser diferente. Acompanhe agora a história de uma verdadeira mãe heroína; uma mulher guerreira, que enfrentou preconceitos e atravessou todas as adversidades que o desafio de ser mãe impõe, tudo para poder alcançar seu principal objetivo: criar seus filhos.

Uma história de Glória

São José do Rio Preto, 23 de setembro de 1995. Por volta de dezenove horas e trinta e cinco minutos, Maria da Glória Santos Nunes, mais conhecida como Glória Nunes, punha os pés pela primeira em uma cidade grande. Vinda de Caraíba, cidadezinha do interior da Bahia, ela trazia na mala, além dos poucos pertences, a esperança de conseguir, no estado de São Paulo, o que, de longe, era o seu maior sonho: garantir o sustento dos filhos. À época com 33 anos de idade, Glória foi obrigada a deixar sua cidade natal em busca de um futuro melhor. Mãe de três filhos, foi abandonada pelo ex-marido, que tinha problemas com alcoolismo - na ocasião, o filho

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caçula tinha apenas sete dias de nascimento. Como em Caraíba o único meio de sustento era trabalhar na lavoura, ela não teve alternativa a não ser deixar a família para trás. Com um trabalho de empregada doméstica arranjado por uma irmã, que há algum tempo morava na cidade, Glória tentava, com as próprias mãos, construir o futuro dos filhos, que até então continuavam na Bahia com os avós maternos. Nos primeiros meses foi difícil para ela acostumar-se às novas culturas. Semianalfabeta, encontrou um artifício para fugir da realidade: um livro que contava parte da história da cidade. Este foi um dos seus primeiros contatos com a literatura. Somente depois de sete meses morando em Rio Preto é que ela conseguiu trazer os filhos para a cidade. Todos moravam em uma pequena edícula de apenas dois cômodos e um banheiro, localizada aos fundos da casa da patroa. Foram momentos difíceis: a filha mais velha estava com 9 anos, o do meio com 6 e o mais novo com 4. A patroa, uma professora aposentada, reconhecia o esforço da trabalhadora e a apoiava como podia. Mas, ainda assim, não era o suficiente.


res

er-heroinas Felipe Nunes

Glória sabia que os ganhos como doméstica não seriam suficientes para sustentar três crianças pequenas. Assim, com o apoio de sua empregadora, em 1997 e com 35 anos de idade, Glória Nunes decidiu voltar a estudar. Ela já havia estudado até a quarta série, mas, como não foi possível encontrar seu histórico escolar em Caraíba, Glória teve que começar os estudos em Rio Preto na primeira série do ensino fundamental. Matriculada na turma que cursava o supletivo na escola Ezequiel Ramos, ela agora se dividia entre ser mãe, trabalhadora e estudante. Glória tinha em mente que a pessoa que não sabe ler nem escrever precisa da ajuda de escadas se quiser sair do chão. E ela sentia que já estava na hora de avançar alguns degraus. Algum tempo depois de retomados os estudos, ela perdeu o emprego de doméstica e, consequentemente, a edícula onde morava com os filhos. Glória teve então que alugar uma casa, também pequena, para que ela e os filhos pudessem se acomodar. Desta vez, com mais uma despesa, foram necessários maiores sacrifícios.

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Glória e as crianças do projeto social.

Não demorou muito, conseguiu outro trabalho como faxineira. Trabalhava no período da manhã em um apartamento no bairro Boa Vista; durante a tarde, era responsável pela manutenção do prédio. Sem nenhuma experiência, Glória teve que aprender como consertar encanamentos, reparar janelas, pintar chão e paredes. Além de ser responsável pela limpeza das áreas comuns do prédio, ela ainda era submetida à realização de serviços braçais. Às 18h, ela saía do serviço e corria para casa para preparar o jantar das crianças que, naquele horário, já haviam saído da escola. Eram esses os poucos momentos que Glória tinha para ficar perto dos filhos - mesmo assim, eles não a consideravam uma mãe ausente. Ainda cursando o ensino fundamental e com pouco conhecimento teórico, Glória tentava ajudar os filhos com as tarefas escolares - como não tinha muito tempo disponível, fazia isso durante a preparação do jantar ou até mesmo durante o banho. A família chegou a colocar uma mesa no banheiro da casa, para otimizar o tempo: enquanto tomava banho, a mãe ajudava a sanar as dúvidas dos filhos. Como não tinha carro, Glória tinha que contar com a compreensão dos professores, pois chegava todos os dias atrasada nas aulas. E para completar

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o orçamento, depois da escola, ela corria para o seu terceiro emprego: acompanhante de idosas com diversos tipos de enfermidades. Esse era o único serviço em que ela conseguia dormir ao menos algumas horas. Às seis da amanhã, deixava o local de trabalho e voltava para casa, a fim de preparar as crianças para a escola. Ela tinha certeza de que todo esse sacrifício era por um bom motivo e que no final tudo valeria a pena. Já às sete e meia da manhã, Glória começava de novo no emprego de faxineira. Foram quase três anos nessa maratona, que exigia muito esforço e poucas horas de sono. Mas todo o esforço foi recompensado. Ainda no primeiro ano do ensino fundamental, durante a aula de redação, Glória teve a oportunidade de participar pela primeira vez de um concurso cultural. O concurso selecionaria 19 contos, que narrassem histórias relacionadas à cidade de Rio Preto, para comporem uma coletânea. Mesmo com pouco conhecimento em gramática, ela se aventurou no desafio. Com o auxílio da professora, que sempre a incentivava, Glória escreveu um conto de cinco páginas intitulado “Xangai”: a história de um imigrante vindo da Bahia para tentar a vida no


estado de São Paulo. Sem muita expectativa, Glória não imaginava que “Xangai” seria um dos textos selecionados para compor o livro “19 Contos de Rio Preto”. Mas este foi apenas um dos primeiros passos. O amor pela literatura fez com que ela, depois de terminar o ensino médio, ingressasse na faculdade de Letras. Foram também tempos difíceis. O que a ajudou foi a compreensão dos filhos, que reconheciam o esforço da mãe. A família chegou a ficar sem energia elétrica, água ou comida por semanas. Hoje, já formada em Letras, Glória trabalha como educadora em um projeto social, que atende cerca de 200 crianças carentes. Além de fazer o que gosta, ela coleciona ao todo quatro contos publicados em coletâneas, seis premiações em concursos de poesia em todo o Brasil e uma

Glória Nunes e um de seus trabalhos de artes plásticas.

premiação na França. E não parou por aí: ela já está cursando sua segunda faculdade, agora de Artes Plásticas. Glória se sente uma pessoa realizada e tem orgulho de dizer que seus filhos, agora com 26, 22 e 20 anos, são pessoas de caráter e de futuro promissor. Com uma vida sem luxos, hoje ela comemora a oportunidade de comer e de vestir o que quiser privilégios que a família não teve durante tantos anos. Alguns dizem que todo esse sacrifício fez com que ela perdesse parte importante da juventude. Mas hoje, com 48 anos, ela discorda, garantindo que sua juventude foi aproveitada ao máximo. Glória, de longe, foi a melhor mãe que poderia ter sido.


COLUNINHA DA ROSI CAIRES Caras e bocas, sorrisos e olhares que encantam. Cliques e flashes para registrar e celebrar a vida. Lentes testemunhando a felicidade; eternizando momentos que serão lembrados, comemorados, vistos e revistos. Já dizia Peter Urmenyi “a fotografia é a poesia da imobilidade: é através da fotografia que os instantes deixam de se ver tal como são”. Nós, fotógrafos e poetas, armados de câmeras temos a mania de retratar a realidade como em telas do cotidiano; assim como nas próximas fotos, verdadeiras obras de arte da vida real, que a Revista Petit tem o prazer de trazer até o leitor.

Fotos: Rosi Caires

1. Arthur 2. Julia 3. Ana Laura 4. Beatriz 5. Beatriz 6. Natália 7. Aline 8. Maria Clara 9. Tomaz 10. Clarinha 11. Rafaela 12. Thomaz 13. André

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COMO PUDE VIVER SEM? Especial Dia das Mães

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Dicas de

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PETIT

E N CI

os

quen e p s o a r pa

LULA, LULA, O O FILHO FILHO DO DO BRASIL BRASIL

Nesta edição, a Revista Petit está totalmente voltada para as mamães – e não poderia ser diferente com o Cine Petit, que traz uma sugestão de filme para toda a família. Trata-se da história de uma “mãe coragem”, que enfrentou as maiores secas já ocorridas no nordeste brasileiro, o abandono do marido e a difícil tarefa de educar e criar 6 filhos. O longa de Fábio Barreto conta a história de vida do ex presidente Lula. A mãe de Luis Inácio, dona Lindu, é interpretada por Glória Pires. A atriz, que dispensa apresentações, dá um banho de talento e sensibilidade ao viver a matriarca que chamou a atenção do país e do mundo.

Segundo a própria dona Lindu, na família dela ninguém seria ladrão ou prostituta. Sendo assim, com pulso firme e um amor invejável, aquela senhora saiu do sertão em busca de novos rumos; vendeu tudo o que tinha, inclusive seu pedacinho de terra e partiu com os filhos num pau-de-arara. Foram 13 dias muito difíceis, marcados por miséria, incertezas e apenas um alento para os filhos: o carinho daquela mãe constantemente presente, mesmo nas dificuldades, mostrando que a esperança deve resistir até mesmo às piores provações. E sempre com uma certeza: “Tem gente em situação pior. Não adianta ficar se lamentando”.

A obra é baseada no livro da historiadora Denise Paraná, publicado em 1996. É uma história humana, que está longe do lado político. Ele deve ser analisado a partir de uma ótica que enfoca o ser humano – Luis Inácio - , sua infância e adolescência, até chegar ao desfecho que todos conhecemos. No mês das mães, nada melhor que embarcar na estória de uma dessas verdadeiras heroínas espalhadas por nosso país, defendendo seus filhos do mundo “bicho papão”.

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PARCEIROS DE DISTRIBUIÇÃO America School for Kids

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Alfa e Ômega

Colégio Azevedo Marques

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17 3232 2438 Rua Fritz Jacobs, 3373 - Alto Rio Preto colegioazevedomarques.com.br

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17 3227 7223 Rua Raul Silva, 1214 - Nova Redentora babynoveluas.com.br

17 3225 1449 Rua Afonso Guimarães Junior, 68 - Parque Celeste colegiocatavento.com.br

Escola Infantil Colméia

Colégio Coopec

17 3227 6418 Av. JK de Oliveira, 1100 - Jardim Panorama escinfcolmeia.com.br

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Escola de Educação Infantil Cris

Colégio Luminum Delphos

17 3216 6000 Rua Luis Figueiredo Filho, 560 - N. S. do Bonfim escolacris.com.br

17 3305 1033 Rua Humberto Delboni, 1126 - Jardim Primavera colegiodelphosrp@terra.com.br

Escola Exata

Escola Infantil Estrelinha do Céu

17 3234 2044 Rua Tiradentes, 2097 - Boa Vista

17 3225 2355 Rua Chile, 532 - Jardim Bordon

Colégio Interativo

Escola Janelinha do Saber

17 3235 3063 Rua Bonfá Natale, 1822 - Santos Dumont colegiointerativo.com.br

17 3232 4585 Rua São Benedito, 2255 - Alto Rio Preto escolajanelinhasdosaber.com.br

Colégio Objetivo

Escola Infantil Passinho Livre

17 3231 1004 Rua Regente Feijó, 667 - Vila Ercília

17 3011 4307 Rua Amadeu S. Cherubini, 468 - São Manoel

Colégio Santa Teresa

Colégio SETA - Rio Preto

17 3233 2344 Rua Dr. Eduardo Niesen, 389 - Jardim Congonhas colegiosantateresa.net.br

17 3227 5655 Rua Amadeu Segundo Cherubini, 700 - Vila São João setanet.com.br

Maple Bear - Canadian School

Colégio Universitário

17 3212-9676 Rua Redentora, 3333 Vila Redentora maplebear.com

17 3201 1122 Rua Emília J.J Castro, 350 - Jardim Redentor esquemauniversitario.com.br

Colégio Vem Ser

Fundação Educacional de Tanabi

17 3222 3756 Rua Orsini Dias de Aguiar, 466 - Alto Rio Preto colegiovemser.com.br

17 3272 1224 Rua José Siriani, 927 - Tanabi/SP

Colégio Espaço Anglo

COOPEM

17 3242 8583 Est. Municipal Antonio Navarrete Barroso, 3650 - Beija Flor espacomagicomirassol.com.br

17 3242 5185 Rua Eduardo Angelino, 1130 - Mirassol-SP coopem.com.br

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Revista Petit - Edição 16 - 04/2012