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MODELAGEM COM UML Daniel Pereira1, Josivaldo Gomes1, Paulo Magalhães1, Rita de Cássia1 1

Licenciatura em Ciências da Computação – Universidade do Estado da Bahia (UNEB) – Salvador, BA – Brasil {daniel.uneb, josiv.gomes, prsmufba, cassia.ead} @hotmail.com

Abstract. System for object oriented desenvolvement metodhologies has its standardized by UML (Unified Modeling Language) which is used diagrams to facilitate software for development groups interpret accurately and unambiguously generated by other models. This work shows aspects of this general language providing the reader first contact. Resumo. Sistemas de desenvolvimento orientado a objetos têm suas metodologias padronizadas através da UML (Linguagem de Modelagem Unificada) que se utiliza de diagramas facilitando para que grupos de desenvolvimentos de software interpretem de maneira correta e sem ambiguidade modelos gerados por outros. Este trabalho mostra aspectos gerais desta linguagem estabelecendo com o leitor um primeiro contato.

1 INTRODUÇÃO A UML (Unified Modeling Language) é uma linguagem para especificação, documentação, visualização e desenvolvimento de sistemas orientados a objetos. Sintetiza os principais métodos existentes, sendo considerada uma das linguagens mais expressivas para modelagem de sistemas orientados a objetos. Por meio de seus diagramas é possível representar sistemas de softwares sob diversas perspectivas de visualização. Facilita a comunicação de todas as pessoas envolvidas no processo de desenvolvimento de um sistema gerentes, coordenadores, analistas, desenvolvedores - por apresentar um vocabulário de fácil entendimento (OMG, 2005a) (OMG, 2005b) (OMG, 2005c) (OMG, 2006).

2 QUESTÕES HISTÓRICAS E PRINCIPAIS REFERÊNCIAS


As linguagens de modelagens orientadas a objetos surgiram nos anos 80, só que não havia uma padronização o que ocasionava a “Guerra de Métodos” fazendo com que os usuários tivessem dificuldades de encontrar uma linguagem capaz de satisfazer suas necessidades de maneira plena. Os principais métodos existentes eram: Booch, OOSE (Object-Oriented Software Engineering) de Jacobson e OMT (Object Modeling Technique), de Rumbaugh. (Booch, Rumbaugh e Jacobson, 2005) No meado dos anos 90, “Os três amigos” se uniram. Seus métodos já convergiam de maneira independente, então seria mais produtivo continuar de forma conjunta (SAMPAIO, 2007). Em outubro de 94, Rumbaugh juntou-se a Booch, para esta tarefa com os métodos Booch e OMT lançando a versão 0.8 em outubro de 95, período que Jacobson uniu-se ao grupo para que o OOSE fosse incorporado expandindo o escopo da UML. A primeira versão pública do UML foi a 0.91 de outubro de 1996. Um consórcio formado por gigantes da indústria de software lançou o UML 1.0, linguagem bem definida, expressiva e poderosa e que poderia ser aplicada a uma gama enorme de tipos de problemas. No ano de 97, foi aprovada como padrão pelo OMG (Object Management Group). (Booch, Rumbaugh e Jacobson, 2005) Os livros dos pais da UML: The Unified Modeling Language User Guide, além das normas publicadas no site OMG são apenas algumas das principais publicações existentes.

3 PRINCIPAIS FUNDAMENTOS A UML oferece um suporte direto para o projeto e implementação de cada perspectiva do sistema em desenvolvimento e também uma notação para sua representação. Por esta razão, para a sua completa utilização, torna-se necessário um processo/metodologia que permita a migração e evolução das informações através das diferentes fases de representação, tais como funcionalidade, análise e projetos, implementação, etc. JACOBSON et al. (1999) fornecem um processo chamado Processo de Desenvolvimento de Software Unificado (UML process). É fundamental perceber que a UML não é o método de criação do software, ela é elaborada para ser utilizada dentro de um processo de software. "é um padrão da industria para descrever graficamente o software." (Edgar Gemo e Zeferino Saugene, 2012) ou seja, é a visualização gráfica da comunicação entre os objetos, utilizando diagramas padronizados. A UML permite uma visão mais eficiente do sistema. No entanto é necessário atenção para evitar enganos ao tentar modelar tudo utilizando apenas um diagrama e com isso permitir perda de informações valiosas. O contrario também pode acontecer, de adotar um numero


excessivo de diagramas, e com isso gerar complicações desnecessárias no momento da manutenção. Para evitar possíveis erros é preciso entender o que cada diagrama pode proporcionar, e com isso identificar quando aplicá-lo. É comum encontrar uma idéia que pode ser representada por certo numero de diagramas, opte pela que possuir maior significância para o usuário, por isso a necessidade de saber exatamente quem será o público alvo. A modelagem é uma forma de documentar decisões, relacionamentos, idéias e requisitos numa percepção bem definida que pode ser utilizada em muitos lugares distintos. Comumente um modelo de UML, é constituído de um ou mais diagramas. O diagrama é a representação gráfica de conteúdos e suas relações que podem ser a representação de criação de software, comportamento de um objeto ou o objeto em si.

4. APLICABILIDADE DA TECNOLOGIA A UML é uma linguagem que serve para construir, especificar, documentar e comunicar um sistema, estabelecendo um elo entre os artefatos conceituais e os executáveis, no intuito de estreitar a distância entre a linguagem humana e a da máquina, independente da linguagem de programação utilizada. É usada para modelagem de várias fases de um sistema, desde o início até a sua conclusão ou geração final do código. É amplamente aplicada para modelar softwares através do conceito de orientação a objetos e no auxilio para desenvolvimento de diversos sistemas como: mecânicos, de engenharia, etc. Dentro de uma organização é bastante utilizada na estruturação de processos de automação, permitindo que se aproximem ao máximo de uma visão conceitual do mundo real. A utilização no desenvolvimento de grandes projetos, apesar de não descrever como o mesmo deve ser feito, poderá torná-lo mais eficiente. A Tabela 1 mostra o diagrama de Use Cases que tem a finalidade de ajudar na comunicação entre analista e cliente. Informações complementares sobre outros tipos de representações diagramáticas da UML podem ser encontradas em (BOOCH et al., 1999; JACOBSON et al., 1999).

Fig. 1 – Use Case – Fonte:Google Imagens


5. TENDÊNCIAS A UML apesar de ser bem estruturada e consolidada não é uma barreira para futuros aperfeiçoamentos nos conceitos de modelagem. O seu desenvolvimento apesar de ter sido baseado em técnicas antigas e marcantes de orientação a objetos, ainda influenciarão o surgimento de novas versões. Técnicas avançadas de modelagem podem ser definidas usando UML, porém, se faz necessário no futuro uma reavaliação de sua estrutura. Ela será a base para muitas ferramentas de desenvolvimento, incluindo modelagem visual, simulações e ambientes de desenvolvimento.

6. CONCLUSÃO A UML se configurou como uma base para o desenvolvimento de novas e robustas ferramentas contemplando as fases de especificação, documentação, visualização e desenvolvimento de sistemas orientados a objetos. Por ser uma linguagem não proprietária é definida através de acordos entre importantes membros da comunidade de computação tornando-se muito atraente para a grande maioria dos desenvolvedores como padrão de construção e concepção de software. Apesar de não ser uma linguagem completa fornecendo todo o passo a passo para desenvolvimento de um software ela contempla metodologias necessárias para a boa concepção final de um sistema bem modelado.

REFERÊNCIAS BOOCH, G.; RUMBAUGH, J.; JACOBSON, I. UML – Guia do Usuário. 2. ed. Rio de Janeiro: Campus. 2005. 474 p. http://pt.scribd.com/doc/106858904/Aula-5-Fundamentos-de-Uml) – acesso: 30 out. 2012 – as: 13:00 H. LARMAN, CRAIG. Utilizando UML e Padrões. 3. Ed. Bookman. 2005. 699 p. Object Management Group, "Unified Modeling Language", disponível em: http://www.uml.org/#Links-Tutorials – acesso: 30 out. 2012 – às: 14:00 H. SAMPAIO, M. C. História de UML. http://www.dsc.ufcg.edu.br/sampaio: [s.n.], 2007.


UML