VII CineVirada - Catálogo

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VII CineVirada

O

CineVirada foi pensado como um espaço de difusão e visualização dos filmes produzidos no curso de Cinema e Audiovisual da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia), dando força as discussões levantadas pelo grupo PET Cinema UFRB em 2011 sobre distribuição e como ela pode ser pensada a partir do que é produzido nas universidades e escolas de cinema. Este surgiu com o intuito de dar visibilidade aos filmes realizados pelos alunos nos primeiros quatro anos de existência do curso. Além de promover uma mostra competitiva, produção de catálogo e críticas para as obras selecionadas, o PET Cinema fez um diagnóstico setorial de tudo o que foi realizado no curso no período de 2008 a 2012. Surgiu de Izadora Chagas a proposta do CineVirada em conjunto com os petianos da época, Jefferson Parreira, Bruno Machado, Lamonier Angelo, Ohana Almeida, Guilherme Bronzatto, Clarissa Queiroz, Rwolf Kindle e Tiago Araújo. A primeira edição do evento contou com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. A proposta de eventos para o PET Cinema funciona não só como um momento de troca de experiências e renovação de discursos sobre temáticas de interesse acadêmico desse programa, como também um espaço catalisador de novas propostas para a continuidade desse grupo de Educação Tutorial. Chegando em sua sétima edição, o festival cresceu e a mostra competitiva interna da UFRB tornou-se Baiana, recebendo filmes universitários de todos os cantos do estado, o que abriu caminho para que surgisse uma segunda mostra competitiva com produções dos outros estados do nordeste. 2


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Sumário Competitiva Nordeste

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Curadores

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Júri

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Mostra Subjetividades

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Mostra Corpo-Território

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Mostra Afirmação

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26

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Curadores

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33

Júri

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37

Mostra Memórias

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Mostra Negritude

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Mostra Afeto

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Competitiva Bahia

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Mostras NĂŁo Competitivas

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58

Enquanto for Lembrado

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60

Mostra Egressas

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62

Curadoras

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Mostra Segundo Semestre -

76

Mostra Petianes

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84

Curador

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85

Ficha TĂŠcnica do Festival -

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Competitiva Nordeste

À

s vezes é difícil mensurar a dimensão de uma região, e se espacialmente já é um trabalho idealizar esse imenso dado territorial, mais abstrato ainda é imaginar as verdades que permeiam e constroem as identidades de cada grupo social e comunidades inseridas nessa região. É compreendendo a multiplicidade e desconhecendo os limites do horizonte polissêmico que são as vivências nordestinas que a curadoria, ao se deparar com os mais diversos filmes universitários a nós submetidos, permitiu que a seleção se modelasse por si só. Vivências simultâneas (no que tange realidades de gênero, raça e classe que independem de região para serem reais) são experenciadas de maneiras diferentes conforme a realidade local imposta. Contos e crenças se modelam à predominância do passado repassado pelo dom da oralidade. Individualidades e simultaneidades estão em enorme fluidez, se reconfigurando e estruturando conforme o espaço e o tempo ditam suas regras, e a pergunta que fica é: o que se vê do Nordeste? Fernanda Mathieu

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Curadores

Cruz Mathieu Graduanda de Cinema e Audiovisual da UFRB. Atuou em funções cinematográficas de curtas, episódios de séries, cobertura de congressos nacionais e outras produções audiovisuais como videoclipes. Cofundadora da produtora paulista “Atrivial” (promotora de eventos culturais e canais audiovisuais informativos em plataformas online), atua majoritariamente como roteirista e montadora. Realizadora do documentário “O Sertão é Dentro da Gente” e diretora e roteirista do curta “Baseado em Danos Reais”, hoje atua no PET no setor de comunicação e é coordenadora e idealizadora da atual Comissão de Oficinas, grupo destinado ao planejamento de cursos e oficinas para a comunidade local visando a implementação e continuidade dos temas de pesquisas anuais do grupo PET Cinema.

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Curadores

Luan Santos Luan Dos Santos Souza é graduando em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia onde também é bolsista do grupo PET Cinema Participou do curso básico de fotografia e produção de obras audiovisuais ofertado pelo Centro Juvenil do Colégio Central em Salvador. Atuou como diretor, roteirista e fotógrafo do curta “Nada será como era antes” (2018), avaliação do componente Linguagens e expressões cinematográficas 1. Atuou como diretor e assistente de fotografia no curta “No caminho do progresso” para a disciplina “Linguagens e expressões cinematográficas 2”. Participou do curso básico de fotografia e produção de obras audiovisuais ofertado pelo Centro Juvenil do Colégio Central em Salvador. Como integrante do PET, participou do processo de curadoria da ManduCA – Mostra de cinema infanto-juvenil de Cachoeira. 8


Curadores

Matheus Leone Graduando do curso de Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia onde, há um ano, também integra o grupo PET Cinema. É coordenador da revista +Cinemas e também contribui como crítico para a revista CineCachoeira. Foi assistente de direção do curta “Mãe?” (2018) e “E agora, Maria?” (em pós-produção). Em 2017 foi curador da Mostra Karim Ainouz, exibida no Centro de Artes, Humanidades e Letras da UFRB, e também foi curador da Mostra Competitiva Bahia do VII CineVirada.

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Curadores

Ysllei Nogueira Graduanda de Cinema e audiovisual da UFRB, também atua no grupo PET Cinema no setor de comunicação e na comissão de oficinas. Fez parte do Instituto Filhos do Coração, e participou de oficinas e espetáculos no Centro de Cultura e Arte Maestro Miro e no Centro Universitário de Cultura e Arte. Trabalhou como assistente de direção e de fotografia no curta metragem “Marcas Invisíveis” (2018), fez a direção do curta metragem “Exú” (2019) e dirigiu o elenco do curta metragem “Sobre[Vivencia] (2019). Como atriz, além de espetáculos teatrais, atuou nos filmes “Baseado em danos reais” (2019) e “E agora, Maria?” (2019).

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Júri

Állan Maia É cachoeirano graduado em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). É realizador e produtor audiovisual, atuando nas funções de direção, roteirização, fotografia e montagem. Co-fundador da Travessia Filmes, primeira produtora cachoeirana. Em sua filmografia como diretor encontra-se “Eu existo” (2017), “Ausência” (2018), Alice ( 2018), vencedor de quatro filmes na 8° edição do Cine Virada, nas categorias, melhor atriz, melhor fotografia, melhor som e melhor montagem, “Enquanto eu for lembrado” (2019) e “Capécia” (2019).

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Júri

Jamile Cazumbá Jamile Cazumbá tem 22 anos, é atriz, performance e graduanda em Museologia pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Nos últimos dois anos vêm se dedicando ao cinema, trabalhando como atriz – atuando em “Eu, Mulher Negra”, “Alice” dirigido por Allan Maia (no qual ganhou o prêmio de melhor atriz pelo Festival Cine Virada), “A praia” – e na direção de elenco em “ E agora, Maria?” e “Velejo”. Atualmente é membra do Coletivo Coato, no qual pesquisa teatro e tecnologia, Coordenadora do Cineclube Mário Gusmão e Pesquisadora no Coletivo Ângela Davis.

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Júri

Maria Clara Arbex Maria Clara Arbex é graduanda em cinema pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Fez parte do Cineclube Mário Gusmão e do grupo Laboratório de estudos e pesquisas em Lesbianidade, Gênero, Raça e Sexualidade (LES), pelo qual realizou oficinas de audiovisual na ala feminina da penitenciária de Feira de Santana. Foi bolsista em iniciação científica, pesquisando sobre “O corpo-imagem da(s) mulher(es) no cinema” e sobre “Ditadura, memória e cinema na América Latina”. Faz parte do coletivo Feito a Facão e atua nas áreas de pesquisa, direção e assistência de direção.

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Mostra Subjetividades

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izem que subjetivo é aquilo que pertence ao sujeito pensante e seu íntimo. É aquilo que se instala e se impregna, regendo a atuação do ser em sociedade. Sendo assim, é de fácil conclusão: nossa subjetividade está e sempre estará, tanto quanto, disposta às mais variadas subjetividades do meio que estamos situados. Como então ser subjetivo genuíno? A Mostra Subjetividades apresenta filmes que por si só, se não rompem, ao menos lutam para ultrapassar os limites do subjetivo social-regional imposto. O subjetivo próprio, independente de pertencer a um único íntimo, não impede que outros sujeitos se identifiquem, se reconheçam e se percebam. Não impede que realidades expostas sejam visíveis, e tudo aquilo que se faz visível existe. Tudo aquilo que se enxerga resiste.

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Hoje sou felicidade Sinopse: Hoje sou felicidade conta por meio da vida de um artista, Aldir Felicidade, alguns segredos importantes sobre Felicidade. Negro, cadeirante e periférico, ele fala que se faz samba não apesar das dificuldades, mas para as enfrentar.

Produção: Myrianna Albuquerque Direção: João Luís e Tiago Aguiar Roteiro: João Luís e Tiago Aguiar Elenco: Aldir Felicidade Direção de Som: Sérgio Botelho Direção de Fotografia: Lucas Cecchino, Sylara Silvério e Tiago Aguiar Direção de Arte: Montagem: Tiago Aguiar

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A vida delas Sinopse: Malu é uma vlogueira que vive no mundo da internet, onde suas roupas são caras, sua voz é ouvida e não há dificuldades. Sempre que finaliza seus vídeos, a realidade rotineira é outra.

Produção: Bernardo Lessa Direção: Letícia Batista Roteiro: Letícia Batista Elenco: Letícia Batista Direção de Som: Tammy de Paula Direção de Fotografia: Bernardo Lessa Direção de Arte: Mariana Souza Montagem: Bernardo Lessa

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Espelhos Sinopse: Um autorretrato em movimento. Uma viagem de autodescoberta. “Espelhos” é um curta-documentário em primeira pessoa que traz um mergulho imagético em processos pessoais marcados por autorretratos que foram produzidos em pontos de virada na minha vida, caminhando do dia em que me perdi até o dia em que me reencontrei no mesmo portal: o espelho.

Produção: Carol Lima Direção: Carol Lima Roteiro: Carol Lima Elenco: Carol Lima (Narração) Direção de Som: Carol Lima Direção de Fotografia: Carol Lima Direção de Arte: Carol Lima Montagem: Carol Lima

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Ela, João Sinopse: João é a representação de uma minoria excluída e maltratada por uma normalidade criada. João é a parábola de um todo, é uma força castrada pela sociedade, é uma memória materna destruída. João é a dor de um mundo desigual e um analgésico invisibilizado.

Produção: Tatiana Lima Direção: Sihan Felix Roteiro: Sihan Felix Elenco: Dênis Nascc e Graça Felix Direção de Som: Gabriel Câmara Direção de Fotografia: Sévio Fernandes e Igor Bruxão Direção de Arte: Laísa Trojaike Montagem: Sihan Felix

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Icarus Sinopse: O retorno à cidade natal geram conflitos, o passado afeta o presente. Reflexões guiam para um caminho de redenção.

Produção: Vitor Rennan e Ivna Montenegro Direção: Vitor Rennan e Vitória Régia Roteiro: Vitor Rennan Elenco: Vitor Rennan, Rosana Figueiredo, Maria das Graças de Figueiredo, Rosimeire Figueiredo, Rosângela Figueiredo, Tamires Figueiredo, Ailce Etelvino, Nayanna Etelvino, Erwesonn Etelvino, Raimundo Etelvino Direção de Som: Lucas Coelho Direção de Fotografia: Vitória Régia Direção de Arte: Vitor Rennan Montagem: Vitória Régia

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Mostra Corpo-Território

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erritório se refere a uma área delimitada sob a posse de alguém. Se a posse é o próprio corpo, entende-se que corpos especializam e são formas de se imporem. Cada território carrega suas particularidades, suas verdades e suas histórias. Cada história tem sua singularidade e seu valor, e é esse valor que não se define que enriquece as variedades das vivências espaciais. A Mostra Corpo Território evidencia como os espaços (físicos e pessoais) se relacionam e se modelam em verdade. É perceptível em cada filme da sessão como o espaço influi no corpo, e como o corpo reage ao espaço e gerando assim, as mais diversas experiências e compreensões. A mostra, no que se entende corpo-território, carrega as particularidades de cada espaço mostrando que territórios por mais que detenham seus limites, têm horizontes tão diluídos que se mesclam com o subjetivo do indivíduo, sendo então essa relação uma mistura insolúvel.

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Sementes do Eucalipto Sinopse: O entorno de um campo de futebol de várzea no Alto do Eucalipto. A disputa por espaço se acirra conforme a especulação imobiliária avança com edifícios, tornando raros os campos de várzea na paisagem do Recife.

Produção: Coletivo Tear Audiovisual Direção: Carlos Lunna Roteiro: Carlos Lunna Elenco: Direção de Som: Heitor Rocha Direção de Fotografia: Vinicius Meireles Direção de Arte: Sabrina Menedotti Montagem: Coletivo Tear Audiovisual

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Beso Rosado Sinopse: Neste diário de viagem o diretor R.B. Lima busca refletir sobre as relações interpessoais na era das virtualidades de redes sociais e aplicativos de relacionamento. Ele também autoquestiona a própria inserção nessa época de “amores líquidos” através de encontros com rapazes conhecidos por meio do Tinder, do Grindr e do Happn.

Produção: Cabradabra Filmes Direção: R.B. Lima Roteiro : R.B. Lima Elenco: R.B. Lima Direção de Som: Vitor Galmarini Direção de Fotografia: R.B. Lima Direção de Arte: Montagem: R.B. Lima

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Capitais Sinopse: A vida de Alice muda quando Laura, filha da sua vizinha de parede, bate em sua porta para perguntar se sabe algo sobre sua mãe. Ninguém tem visto ela há dias, nem Alice, nem Laura, e muito menos os moradores do condomínio.

Produção: Arthur Gadelha Direção: Kamilla Medeiros e Arthur Gadelha Roteiro: Kamilla Medeiros e Arthur Gadelha Elenco: Bárbara Sena, Kamilla Medeiros e Ângela Soares Direção de Som: Yuri Steindorfer Direção de Fotografia: Giovanna Campos Direção de Arte: Kamilla Medeiros e Lola Melo Montagem: Kamilla Medeiros e Arthur Gadelha

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Sad nostalgic dream Sinopse: Episódios sobre a forte e impossível conexão de Helena e Victor. Do fim de um romance de verão, sem despedidas, até às lembranças, a saudade e as expectativas, misturando-se na possibilidade do reencontro.

Produção: Luzia Costa, Lucas Cavalcanti e Wlad Direção: Kaio G. Augusto e Lucas Cavalcanti Roteiro: Kaio G. Augusto e Lucas Cavalcanti Elenco: Gabriel Novais e Jamila Facury Direção de Som: Bessa Beach Army (Kaio G. Augusto, Rafael Jordão e Ruy Oliveira) Direção de Fotografia: Kaio G. Augusto Direção de Arte: Francisco Pinheiro e Luzia Costa Montagem: Kaio G. Augusto, Lucas Cavalcanti e Wlad

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Rasga mortalha Sinopse: Baseado na lenda da “Rasga Mortalha”, o filme conta a história de Seu Arlindo , um senhor que vive no interior do Brasil e que passa a ouvir os rumores da vizinhança e os barulhos da coruja agourenta.

Produção: Beatriz Lindinberg Direção: Pattrícia de Aquino Roteiro: Pattrícia de Aquino Elenco: Buda Lira, Fábio Campos, Wenia Medeiros, Beti Rodrigues, Magna Fontes Sebastião Rodrigo, Raone Santos, Pattrícia de Aquino Direção de Som: Aderaldo Jr. Direção de Fotografia: João Carlos Beltrão Direção de Arte: Carlos Mosca Montagem: Ely Marques

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Mostra Afirmação

O

verbo afirmar substantivado destoa nessa última mostra nordestina do sentido de política. Não política exclusivamente partidarista, mas o ato político da resistência, do se defender e o se afirmar. Como se afirmar, se politizar, em territórios que carregam suas próprias configurações ético-morais? A Mostra Afirmação se distancia um pouco da sensibilidade das mostras apresentadas nos dias anteriores, mas não deixa de carregar em sua subjetividade uma acidez e potência de ação imediata. São tempos de urgências, e desenvolver linguagens buscando sensibilizar experiências de cunho violento é como negar uma veia política. Viver é violento, nunca foi tarefa fácil. Seria injusto... A mostra, então, em seu sentido mais puro se impõe e se afirma em sua sequência e dinâmica. Não veio para agradar, mas sim para provocar.

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Tia Lourdes Sinopse: Em seus 86 anos de vida, desistir de lutar por uma sociedade sem a barbárie do capitalismo nunca foi uma opção.

Produção: Cine Molotov Direção: Alex Fedox Roteiro: Alex Fedox Elenco: Tia Lourdes Direção de Som: Gustavo Oliveira Direção de Fotografia: Caio Frota Direção de Arte: Danilo Rocha Montagem: Alex Fedox / Augusto Azevedo

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Um dois um: Crônicas de homicídios Sinopse: Creuza Bernardo é uma mulher de 49 anos que cumpre pena por ter assassinado seus quatro filhos, sua sentença está sendo cumprida no Presídio do Serrotão, em Campina Grande, Paraíba. O documentário um dois um: crônicas de homicídios registra como aconteceram estes crimes e as consequências que ele trouxe para Creuza e seus familiares.

Produção: Karol Tavares Direção: Ana Calline Roteiro: Jaime Guimarães Elenco: Alexandre, Creuza e Maria Direção de Som: Felipe Souza Direção de Fotografia: Ana Calline Direção de Arte: Daiane Maiara Montagem: Diego Rodrigo

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Existe muita coisa que não te contaram na escola

Sinopse: O vídeo é um grito de protesto contra o racismo e o extermínio da população negra, ele transita entre a ancestralidade, relacionado a Nanã, a Orixá dos pântanos e mangues, com a zona urbana, as diversas violências e o grito de uma menina preta.

Produção: Explana Mermã Direção: Jasf Andrade Roteiro: Jasf Andrade e Brena Maria Elenco: Brena Maria Direção de Som: JASF Direção de Fotografia: JASF Direção de Arte: Mateus Sousa Montagem: JASF Andrade

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Glicerina Sinopse: “Fazer sabão” é um termo pernambucano usado pejorativamente para descrever práticas sexuais entre mulheres. GLICERINA é um manifesto de exaltação ao prazer feminino.

Produção: Coletiva Charque Attack Direção: Xulia Doxagui Roteiro: Xulia Doxagui Elenco: Aurora Boreal e Karma Direção de Som: Thais Barreto Direção de Fotografia: Carol Santino Direção de Arte: Xulia Doxagui Montagem: Carol Santino

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Ameaça comunista Sinopse: Esse filme se trata de um documentário falso. Após o ex presidente Lula ser solto nos encontramos no ano de 2033, onde uma ditadura comunista foi implantada

Produção: Yan Araujo Direção: Yan Araujo Roteiro: Yan Araujo Elenco: Fabiano Raposo Pelicano Romulo Sckaff Direção de Som: Yan Araujo Direção de Fotografia: Yan Araujo Direção de Arte: Yan Araujo Montagem: Yan Araujo

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Competitiva Bahia

A

Mostra perpassa as diferentes formas de fazer cinema e de desenvolver uma narrativa em que a memória, negritude e afeto sejam os fios condutores para a transformação em meio a uma sociedade complexa.

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Curadores

Gabriel Ferraz Graduando em cinema e audiovisual pela universidade federal do recôncavo da Bahia, atuando nas funções de direção, fotografia e montagem. Foi Diretor de Produção e design gráfico do curta “Alice”(2018) vencedor de 4 prêmios na 6° edição do cinevirada. Assistente de direção e design gráfico em “Enquanto eu for lembrado”(2019). Continuista em “Espelho de Almas”(2019). Assistente de fotografia e Iluminação em “Invisíveis”(2019). Montador da Segunda edição do festival Mimoso de Cinema e realizei uma oficina de montagem no projeto travessia para formação.

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Curadores

Ianca Santos Ianca Santos de Oliveira é graduanda em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia onde também é bolsista do grupo PET Cinema. Foi diretora do curta-metragem “Depois daquele dia” (2018) exercício da disciplina linguagem é expressão cinematográfica. Tem experiência na área de teatro pelo CUCA (UEFS/ 2017) teatro de sombras (Workshop de cinema vivo/ Vivência com o teatro de sombras) Festival Internacional de Teatro de sombras/2019. Atualmente faz parte da coordenação de pesquisa dentro do PET CINEMA.

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Curadores

Natan Lui Graduando em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Atualmente faz parte do PET Cinema. É Ator profissional e já trabalhou em diversos espetáculos teatrais. Membro do grupo de teatro Atrupeça, formado por alunos e professores do CAHL. Fez figuração no filme “Marighella” de Wagner Moura. Já foi bolsista no programa Jovens multiplicadores de Cultura da Bahia. Trabalhou como assistente de arte no curta metragem “Ausência” de André Felipe. Fez assistência de produção no curta metragem “Baseado em danos reais: o literal conto dos 30 por dia”. Foi logger no curta metragem “E agora Maria?” De Bruna Maria.

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Curadores

Taylon Protásio Graduando em cinema e audiovisual pela universidade federal do recôncavo da Bahia, atuando nas funções de direção, fotografia, montagem e finalização. Foi Diretor e Montador do curta “A lenda de Ybyrá”(2016). Design gráfico na empresa “Imprimaster” (2016-2017). Ator em “O Cair dos Mortos”(2019). Designer gráfico em “Espelho de Almas”(2019). Diretor de fotografia em “Temporal”(2019). Ator em “Sobre[vivência”(2019). Diretor e realizador da série “Joanne Labixa”(2019). Still em “Desamor”(2019). Diretor e realizador em “Silêncio”.

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Júri

Jefferson Parreira Jefferson Parreira é Graduado em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e mestre em Desenho, Cultura e Interatividade pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Como pesquisador atuou nas áreas de Cinema, Arte e Educação. Foi produtor artístico e diretor dos curtas-metragens de ficção “Coríntios 13” (2010), “Inesquecível” (2012) e “Sambares” (2013), realizou também os documentários “Bem-Vindo” (2011), “Repúblico” (2014) e “Feira em Festa” (2016). Trabalhou como roteirista e montador do filme “Samba de Roda” (2013) e como diretor de fotografia do filme “Antônio: o menino que queria ser Castro Alves” (2015). Sua carreira acadêmica também inclui sua passagem como bolsista do Programa de Educação Tutorial (PET-CINEMA). Atualmente trabalha como servidor público federal no cargo de Técnico em Audiovisual na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), como professor do ensino fundamental II ministrando a disciplina de Artes na Escola Municipal Lídice Antunes Barros, e lecionando também no curso de Publicidade e Propaganda da Faculdade Anísio Teixeira de Feira de Santana. 37


Júri

Lillian Bento Líllian Bento é Graduada em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás (UFG), na mesma instituição tornou-se Mestra em Comunicação e Cultura. Atualmente é Doutoranda em Multimeios no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Atua como professora substituta do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) na área de sonorização.

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Júri

Romélia Lima Mestra Romelia Lima, é Licenciada em Pedagogia pela Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC). Possui curso de especialização da História da Cultura Africana Afro-brasileira e Indígena pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Atuando há 25 anos no município de Cachoeira, sua primeira experiência profissional foi no Engenho da Ponte, Quilombo (Distrito de Cachoeira). Fundadora do Grupo Cultural Raízes do Ébano. Também é educadora da Cultura AfroBrasileira, professora de Ensino Fundamental. Em 2017 recebeu Prêmio de Mestra da Cultura Popular pelo Edital de Culturas Populares Leandro Gomes de Barros, pelo Ministério da Cultura. Foi homenageada pelo evento Personalidades Cachoeiranas 2018 no dia 30 de novembro, Projeto Ubuntu e no III Encontro de Mulheres Negras no Quilombo Engenho da Ponte.

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Mostra Memórias

A

s sessões se desdobram por narrativas que fazem uma construção do que é memória e como isso pode afetar diretamente em nossa formação como ser humano. A Mostra evidencia como nossas vivências, entre o passado e o presente, nos fazem questionar como seremos no futuro.

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Cartas para Ana Sinopse: Sobre o sentir.

Produção: Carla Caroline e Elizângela Guimarães Direção: Carla Caroline Roteiro: Carla Caroline Elenco: Carla Caroline e Danielle Almeida Direção de Som: Carlos Henrique de Souza Direção de Fotografia: Felipe da Silva Borges Direção de Arte: Carla Caroline Montagem: Carla Caroline

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Hojes Sinopse: Um incidente cotidiano: suportá-lo, uma confusão cotidiana. A, B, H, são caminhos definitivos, angústias de realização e um garoto sensorialmente enfrentando a si mesmo.

Produção: Matheus Tarrão Direção: Eduardo Tosta Roteiro: Eduardo Tosta e Matheus Tarrão Elenco: Bia Santana, Eduardo Tosta, Fernando Alves, Larissa Carvalho e Matheus Tarrão Direção de Som: Isabel Gontijo Direção de Fotografia: Isabel Gontijo Direção de Arte: Fernando Alves Montagem: Isabel Gontijo

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Osé - Memórias de um machado Sinopse: Ivan foi um músico e servidor da UFBA que nasceu nas terras onde hoje funciona a universidade. Ele morre em 2012, mas deixa uma iniciativa cultural que preserva a mata.

Produção: George Diniz Direção: George Diniz Roteiro: George Diniz Elenco: George Diniz Direção de Som: Mateus Aragão Direção de Fotografia: George Diniz Direção de Arte: George Diniz Montagem: George Diniz

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Na pele do jaguar Sinopse: Relatos históricos, pessoais e culturais na cidade de Jaguaripe - Bahia misturam-se nas lembranças e mitos do povo Jaguaripense.

Produção: Cícero Bernar Direção: Cícero Bernar Roteiro: Cícero Bernar Elenco: Ozailson Muricy, Zeliomar Silva, Flávia Allana, Jocenilda dos Santos, Graziele Santos, Maria Luísa Rosa, Allysson Ferreira, Nádia Muricy, Izailson Muricy, João Victor Muricy Direção de Som: Luiz Otávio Direção de Fotografia: Thiancle Carvalho Direção de Arte: Allan da Silva e Israel Santos Montagem: Lailson Brito e Cícero Bernar

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Mostra Negritude

A

sessão Negritude protagoniza e estabelece um lugar e um olhar da realidade. A Mostra concretiza o sentimento e o orgulho de ser negro e negra. Uma proposta de reinvenção de nós mesmos diante da história, restabelecendo o nosso lugar fundado na experiência histórica, nos reflexos do colonialismo e do racismo.

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Cijay - Aquele salve Sinopse:

Na produção cinematográfica da música “Aquele Salve”, o artista sulbaiano e ilheense Cijay encarna um africano no Brasil colonial de 1789 e um artista em 2019, mostrando formas de resistência ao racismo. A obra faz relação entre dois períodos históricos e tem grande importância principalmente na data de lançamento, 21 de março, Dia Internacional contra a Discriminação Racial, criado pela ONU em memória ao massacre de Sharpeville, na África do Sul. Com direção de Mateus Albuquerque, esta obra foi usada como trabalho de conclusão de curso na disciplina Projetos Experimentais em Rádio e TV do curso de Comunicação Social - Rádio e TV da UESC e tem imagens captadas em cenários da cidade de Ilhéus, além de um elenco cheio de personalidades da região Sul da Bahia.

Produção: Blenda Cavalcante Rocha Direção: Mateus de Albuquerque Ferreira Roteiro: Mateus de Albuquerque Ferreira Elenco: Christian de Jesus, Bruno Tiago Brito, Wendel Caló, Jennifer de Jesus Santos, Bárbara Lemos, Aquis Maciel, Rafaela Nascimento, Mariane Nunes, Wenderson Ribeiro, Pedro Albuquerque, Hegair das Neves, Thássio Ramos, Brunna Reis, Diego Albuquerque, Mãe Ilza Mukalê, Guilherme Fontes, Janderson Souza, Marcos Paulo, Gabriel Albuquerque, Davi Mendes, Victor Santana Direção de Som: Mano Nery Produções Direção de Fotografia: Mateus de Albuquerque Ferreira Direção de Arte: Blenda Cavalcante Rocha e Mateus de Albuquerque Ferreira Montagem: Mateus de Albuquerque Ferreira

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Black friends forever Sinopse: Um passeio virtual pela história dos coadjuvantes negros no mundo audiovisual Estadunidense.

Produção: Luiz Otávio dos Santos Direção: Luiz Otávio dos Santos Roteiro: Luiz Otávio dos Santos Elenco: Luiz Otávio dos Santos Direção de Som: Luiz Otávio dos Santos Direção de Fotografia: Luiz Otávio dos Santos Direção de Arte: Luiz Otávio dos Santos Montagem: Luiz Otávio dos Santos

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Rebento Sinopse: Zói, ao saber da gravidez de sua namorada, desata em si, sentimentos suspensos. Pedro, só queria terminar o desenho de sua família.

Produção: Edson Jr Direção: Vinícius Eliziario Roteiro: Vinícius Eliziario Elenco: Zói - Pedro Riccardo Jéssica - Jéssica Moura Pedro - JP Santos Lorô - Gabriel Piedade Jussara - Juliete Nascimento Direção de Som: Ícaro da Hora Direção de Fotografia: Vinícius Eliziario Direção de Arte: Roberjan Magalhães Montagem: Vinícius Eliziario

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Victória Sinopse: Uma vitima de abuso sexual na infância desabafa seus sentimentos e revoltas.

Produção: Davi Santana, Pedro Santos, Caroline Rijo, Jeverson Santos Direção: Davi Santana Roteiro: Davi Santos e Pedro Santos Elenco: Elenco Mirim: Camile Victoria, Júlia Paixão, Estephane Santana, Edlane Lopes Atores: Kleber Moreira, Aline Ventura Direção de Som: Caroline Rijo, Davi Santana Direção de Fotografia: Jeverson Santos Direção de Arte: Davi Santana Montagem: Caroline Rijo

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Arco do tempo Sinopse: Corpos negros atravessando o tempo.

Produção: Daiane Silva Direção: Juan Rodrigues Roteiro: Juan Rodrigues Elenco: Juan Rodrigues, Malayka SN, Patrícia Bssa, Di Cerqueira, Edna Silva, Isaac Almeida, Jordana Santana, Grace Silva Direção de Som: Diógenes Cordeiro, Juan Rodrigues, Marise Urbano Direção de Fotografia: Silvia Leme, Augusto Bortolini Direção de Arte: Juan Rodrigues Montagem: Augusto Bortolini e Juan Rodrigues

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Mostra Afeto

A

Mostra afeto se faz seja pelo olhar de se projetar numa memória, seja por se tornar um evento real. Se colocar na tela como protagonista de sua obra, é trazer a tona a memória, buscando o afeto em um país escasso de respeito e empatia; é saber cuidar de si acolhendo a dor do próximo, é falar de um todo sendo único.

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E o que a gente faz agora? Sinopse: “E não há, de onde vejo, nenhuma diferença entre escrever um poema maravilhoso e me mexer na luz do sol junto ao corpo de uma mulher que amo.” Audre Lorde

Produção: Elizângela Guimarães Direção: Marina Pontes Roteiro: Marina Pontes Elenco: Vânia Pitanga, Luiza Mucida, Luan Jave, Jaqueline Souza Direção de Som: Marina Reis Direção de Fotografia: Carla Caroline Direção de Arte: Bárbara Carvalho Montagem: Hanna Vasconcelos

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Menos eu Sinopse: Em meio a uma separação traumática, Duda resiste entre silêncios e fugas.

Produção: Lorena Souza Direção: Daniel Sales Roteiro: Daniel Sales Elenco: Paloma Cristina e Alex Moreira Direção de Som: Daniel Sales Direção de Fotografia: Pedro Maia Direção de Arte: Margarete Nunes e José Diniz Montagem: Daniel Sales

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Como 2 e dois Sinopse: O tempo cicatriza, é verdade. Mas essa camada que regenera também é uma barreira que distância. A dor se traduz em remorso, em lembranças, em assombrações; ao dormir, ao acordar ao se lembrar de qualquer coisa que rime com seu nome. Resta aqui a fatalidade que é a saudade.

Produção: Flávio Reis, Darine Santana, Thiago Dias, Emaxsuel Roger Direção: Yann Waise Roteiro: Yann Waise Elenco: Jaq Souza, Flávio Reis, Yann Waise Direção de Som: Adler Braga Direção de Fotografia: Ligia Franco Direção de Arte: Flávio Reis Montagem: Gabriel Paz e Matheus Leone Correção e Finalização de Cor: Gabriel Paz

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Pra sempre Sinopse: “This is the rhythm of the night.”

Produção: Michel Silva dos Santos Direção: Michel Silva dos Santos Roteiro: Michel Silva dos Santos Elenco: Bruna Maria, Gabriel Amarante Direção de Som: Michel Silva dos Santos Direção de Fotografia: Michel Silva dos Santos Direção de Arte: Michel Silva dos Santos Montagem: Michel Silva dos Santos

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Mostras nĂŁo competitivas

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Enquanto eu for lembrado Mesa com realizadores

Sinopse:

Unindo ficção e crenças culturais, em uma história que aborda relações humanas em torno do afeto de um neto e sua avó. O média se passa em Cachoeira na década de noventa e retrata os conflitos e mudanças de comportamento causados por conta dos primeiros sinais de alzheimer demonstrados pela avó, Dona Sueli, em paralelo a descoberta da sexualidade do neto Jonas. A história que em suas entrelinhas traz Cachoeira como protagonista, seja tanto nos aspectos culturais, quanto religiosos, além de criar uma relação do esquecimento da avó causado pela doença, com o desapego dos costumes e tradições cachoeirana causadas pelo avanço do tempo. “Enquanto eu for lembrado” é antes de tudo um resgaste a exaltação cultural e ao afeto interiorano.

Produção: Elizângela Guimarães Direção: Állan Maia Roteiro: Állan Maia Elenco: Paloma Cristina e Alex Moreira Direção de Som: Marina Pontes e Marina Reis Direção de Fotografia: Carla Caroline e Felipe da Silva Borges Direção de Arte: Allan Silva Montagem: Hanna Vasconcelos

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Mostra Egressas

T

razer de volta à tela do auditório do CAHL, as produções daquelas que passaram no curso de cinema e audiovisual da UFRB antes de nós, é nossa forma de celebrar a história do nosso curso e o caminho que ele tem traçado nos últimos 11 anos. O momento histórico que nos encontramos pede que esteja sempre na ponta da língua: o que construímos aqui é valioso. Nossas vozes, as narrativas que tomaram vida, justamente porque esse curso existe, são valiosas e esse é o sentimento que move essa Mostra. Existem muitas coisas sobre as quais setores conservadores da sociedade pensam que mulheres não podem falar: sexo, prazer, lesbianidade, direito ao próprio corpo, saúde mental. Aqui celebramos tudo isso: esse curso torna possível que a voz de muitas mulheres sejam ouvidas e que elas falem sobre o que as mova. Cada uma a sua maneira, essas mulheres contam histórias que partem de um lugar íntimo e falam sobre si mesmas, sobre suas famílias, suas histórias, suas inspirações, suas amigas. Existe nesse ato um desejo de rasgar o silêncio uma força que contamina essa curadoria e nos diz que ao passo que buscamos nos reorganizar frente às catástrofes ambientais e políticas dos últimos anos, precisamos, repetidamente, celebrar nossas histórias. Hanna Vasconcelos

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Curadoras

Ana Paula Nunes Doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas – UFBA (2016), tendo realizado Doutorado Sanduíche na Universidade do Algarve, Portugal (2014). Mestre e graduada em Comunicação/Cinema pela UFF. Atuou em algumas funções cinematográficas em curtas, longas e outras obras audiovisuais, como videoclipe e publicidade, tendo registro no STIC como roteirista, diretora e produtora. Atuou também na produção e organização de Mostras de Cinema, sendo a última a idealização e coordenação geral da 1á. Mostra de Cinema Infantojuvenil de Cachoeira - ManduCA (2018). Foi membro durante 13 anos da ONG CINEDUC, desenvolvendo diversas atividades na interface cinema e educação. Atualmente é Professora Adjunta do Curso de Cinema e Audiovisual da UFRB, onde também é tutora do PET Cinema e líder do Grupo de Pesquisa Quadro a Quadro - projetando ideias, refletindo imagens. 63


Curadoras

Hanna Vasconcelos Hanna Vasconcelos é estudante do curso de Cinema e Audiovisual na Universidade Federal do Recôncavo desde 2016 e bolsista do Programa de Educação Tutorial (PET Cinema) desde 2017. No grupo PET Cinema desenvolve pesquisa e extensão na área de Cinema, Infância e Juventude e Cinema e Educação, atuando em oficinas, ações cineclubistas e na produção e curadoria de mostras e festivais. Atuou na produção e curadoria dos IV, V e VI CineVirada, 1a e 2a ManduCA, ambos eventos promovidos pelo PET Cinema. Nas duas primeiras edições do Festival de Cinema Mimoso atuou como oficineira em Oficinas de Realização Audiovisual e também na equipe curatorial da Mostra Competitiva Nacional e nas mostras “Mulher e sua voz” em 2018, “Atravessando Fronteiras” em 2019. Em curtas-metragens atua como assistente de direção e montadora em “E o que a gente faz agora?” Dir Marina Pontes, 2019, assistente de direção em “Márcia dá um jantar”, Dir Tais Moreira, 2018, montadora em “Enquanto eu for lembrado”, Dir Allan Maia, 2018, diretora em “Projeto Espelho”, 2017, produtora e montadora em “Inflamável”, 2016 Dir Yuri Peixoto. Também é assistente de produção em “O garoto do fim do mundo” Dir Antonio Victor e Lailson Brito e produção de elenco de “O que será de nós” Dir Bruna Maria e Camila Gregório, ambos em fase de pós-produção.

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Curadoras

Ivanessa Moreira Ivanessa Silva Moreira é graduada em Gestão de Cooperativas pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Fez parte do projeto de Extensão “Corte e costura” na comunidade Quilobola Baixa da linha em Cruz das Almas. Atualmente é graduanda em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) onde também é bolsista do Programa de Educação Tutorial-PET Cinema. Integra também o coletivo de estudantes Quilombolas da UFRB- Osório Brito.

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Curadoras

Taís Moreira Graduanda de Cinema e Audiovisual pela universidade federal do recôncavo da Bahia – UFRB, participa do grupo PET Cinema há mais de dois anos, onde ministrou oficinas no Colégio Estatual Padre Alexandre de Gusmão (CEPAG) e no Colégio Estadual de Cachoeira, na segunda edição do Festival Mimoso de Cinema e na comunidade de Cova da Onça na ilha de Boipeba. Sua pesquisa é focada nas relações de Cinema e Educação, realizando a produção de um artigo científico publicado na revista +Cinemas e apresentado na semana de pesquisa do CAHL, UFRB e no Circuito Penedo de Cinema em Alagoas. Participou como Co-Coordenadora da primeira edição do Festival Mimoso de Cinema em Luís Eduardo Magalhães, como Produtora na primeira edição da ManduCA - mostra de cinema infantojuvenil de Cachoeira BA e agora trabalha como co-coordenadora geral da segunda edição da mostra. 66


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Se a tia deixasse Sinopse: Durante uma partida de futebol feminino, Luiza questiona questões de gênero.

Realização: Flora Braga Elenco: Luisa Braga e Karla Braga Mixagem: Saulo Leal Finalização: Rudyally Kony

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Reflexiva Sinopse: Nas inúmeras pilhas materiais que soterraram até a mais ínfima reflexão sobre as memórias e acontecimentos que mudaram minhas escolhas e tornaram cotidiana minha natureza acumulativa, busco a razão dos excessos. No amontoado de objetos que me consome e sufoca, reflito.

Produção: Clarissa Brandão e Fernanda Yanevisk Direção: Clarissa Brandão Roteiro: Clarissa Brandão Elenco: Clarissa Brandão Direção de Fotografia: Tiago Araújo Direção de Arte: Fernanda Yanevisk Montagem: Tiago Araújo

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Fervendo Sinopse: Ticiane procura por momentos descontraídos enquanto tudo está fervendo.

Produção: Iago Cordeiro Ribeiro Direção: Camila Gregório Roteiro: Camila Gregório Elenco: Aíla Oliveira, Emanuele Macedo, Walter Melo Nascimento, Maria Clara Arbex e Bebeto Junior Direção de Som: Bebeto Junior Direção de Fotografia: Erick Lawrence Montagem: Camila Gregório

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Varal Sinopse: Um filme sobre sutilezas.

Por: Carla Caroline Mota Neri Elenco: Lorena da Silva Dantas

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Em busca de Lélia Sinopse:

Lélia Gonzales. Seguindo os passos desse nome, começo a busca pela minha ancestralidade e por retratá-la. Professora e antropóloga, mulher à frente do seu tempo, protagonista na militância junto ao Movimento Negro nos anos 1970/1980, período no qual percorreu diversas cidades e países, sempre afirmando sua identidade e denunciando o mito da democracia racial. Um símbolo de resistência e de luta pelos direitos indígenas, negros e mulheres. Os afeitos de Lélia me guiam por toda caminhada.

Produção: Daniela Fernandes e Matheus Souza e Silva Direção: Beatriz Vieirah Roteiro: Beatriz Vieirah Performers: Dinha dos Anjos, Elenice Machado, Jaqueline Ferreira, Jessica Nere e Kheel Motta Direção de Som: Gabriela Palha, Tomaz Griva Viterbo de Oliveira e Ary Rosa Duarte Direção de Fotografia: Heloisa França Montagem: Poliana Costa

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Como vai você? Sinopse: Sexta-feira a noite, estendo um lençol no varal, coloco uma roupa vermelha, mas alguma coisa está faltando...

Direção: Luiza Mucida Elenco: Luiza Mucida Direção de Fotografia: Marina Pontes

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Esperando o sábado Sinopse: Rejane, Thaís e Thamyres percorrem a cidade para chegar ao seu local de trabalho. No retorno para casa, elas só querem curtir uma noite no baile funk, mas se deparam com depoimentos intolerantes.

Produção: Erica Salsil e Isabela Silveira Direção: Erica Sansil Roteiro: Erica Sansil Elenco: Rejane Santos, Thaís Rangel e Thamyres Rangel Direção de Som: Fábio Carneiro Leão Direção de Fotografia: Caíque Guimarães Montagem: Erica Sansil e Tayná Pacheco

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Lésbica Sinopse: “Quando me dei conta do que eu era, meu reflexo no espelho sorriu, embora eu mesma estivesse envolta em lágrimas” Thalita Coelho.

Direção: Marina Pontes Roteiro: Texto retirado do livro: “Terra Molhada” de Thalita Coelho Elenco: Marina Pontes Direção de Fotografia: Carla Caroline e Felipe da Silva Borges

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Mostra Segundo Semestre C

achoeira é uma cidade com estilo colonial, tombada pelo IPHAN em 1971

como monumento nacional. Abriga diversas construções e fatos históricos como a ponte D. Pedro II que liga a cidade de São Félix à Cachoeira. Outro local que merece destaque é o prédio que hospedou o Imperador D. Pedro II e a princesa Isabel, em 1858, atualmente conhecida como fundação Hansen. Também é possível apreciar outra construção belíssima, o Convento de São Francisco do Paraguaçu, um dos conventos mais antigos da Bahia construído no século XII. Cachoeira com toda a sua festividade apresenta eventos o ano inteiro como por exemplo as festas juninas que reúne milhares de pessoas com apresentações musicais, apresentações culturais, exposições de artesanatos, se prolongando até os festejos de 2 de julho (independência da Bahia). A festa da Boa Morte, considerada patrimônio imaterial da Bahia desde 2010, que simboliza a devoção e fé do povo do Recôncavo da Bahia, acontece no início de agosto, a Feira Literária Internacional de Cachoeira (FLICA) uma das feiras literárias mais importantes do Brasil geralmente é realizada no mês de outubro. Cachoeira também sedia um dos centros da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)- o Centro de Artes Humanidades e Letras (CAHL), que abriga O curso de Cinema e Audiovisual e promove a aproximação do Recôncavo com a sétima arte e a representação do Audiovisual. Dessa forma produzir filmes em uma região que carrega uma forte identidade cultural, histórica e religiosa às margens do rio Paraguaçu proporciona aos estudantes de Cinema e Audiovisual diversas produções que traduzem a cidade de Cachoeira e seu povo. Por isso a mostra da turma do Segundo semestre não poderia ser diferente, enfrentando seus primeiros desafios como realizadorxs, tais filmes retratam a religiosidade dos povos africanos, sua cultura, sua lutas e resistência! Ivanessa Moreira

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Exú Sinopse: A caminho de uma encruzilhada afim de oferecer seus agradecimentos a EXU, Leila é surpreendida, mas ela não anda só

Produção: Luciano Maciel Direção: Brunna Arrais Roteiro: Brunna Arrais Elenco: Alice Bárbara Rodrigues, Mahatman Nascimento, Mariana Andrade e Jad Cardoso Direção de Som: Gabriel Moreno Direção de Fotografia: Victoria Santos Direção de Arte: Helder Souza Montagem: Juvenal

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Ímpeto Jorge vive com seu filho Antônio na comunidade da Vitória onde ele passa todos os ensinamentos que aprendeu com seu pai ao seu filho mantendo a tradição da família viva, mas a vida dos dois muda completamente quando o processo pela construção de um condomínio de luxo nas terras da comunidade coloca alguns moradores para fora e a vida dos que ficam em risco.

Produção: Francisco Haniel e Ana Terra Direção: Sheila M. Santana Roteiro: Francisco Haniel, Rafael Fernando e Rafael Vaz Elenco: Rodolfo de Jesus, Badinho, Ana Letícia de Jesus, Antônio Jorge, Elan de Jesus dos Santos, Alysson Silva Cerqueira e Luiz Henrique da Silva Cerqueira Direção de Som: Thaís Gomes Direção de Fotografia: Miguel F. Rohrmann e Rafael Vaz Direção de Arte: Rafael Fernando Montagem: Gabriela Lizaraso

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Sobre[vivência] Sinopse: Joana volta para casa depois de tentar a vida em cidade grande. Com medo do desemprego e de não poder mais ajudar seus irmãos, ela consulta sua mãe Oxum para tomar decisões para o futuro.

Produção: Charles Morais Direção: Vica Maltez Roteiro: Charles Morais Elenco: Sued Nunes e Taylon Protásio Direção de Som: Luiz Otávio Direção de Fotografia: Letícia Cristina Direção de Arte: Samuel Lopes Montagem: Letícia Cristina

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Logunede Sinopse: Logun Ede, filho de Oxóssi e Oxum, acorda na Mata onde vive e sai pra caçar e pescar como seus pais o ensinaram

Produção: Walter César Direção: Walter César Roteiro: Walter César Elenco: Samuel Lopes Direção de Som: Direção de Fotografia: Walter César e Thiancle Carvalho Direção de Arte: Walter César Montagem: Juan Rodrigues, Thiancle Carvalho e Walter César

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Temporal Sinopse: Ao acordar de um sonho trágico envolvendo seu irmão, Sã percebe que ele desapareceu de seu quarto. Nem a tempestade que cai ou os lapsos ente o real e o irreal irão pará-la em uma jornada para salvá-lo, com a ajuda de Iansã.

Produção: Alef Santos Direção: Léo Anjos Roteiro: Guilherme Boldrin, Pedro Rodrigues, Léo Anjos, Alef Santos e Taylon Protásio Elenco: Sheila Santana, Rafael Oliveira e Letícia Cristina Direção de Som: Pedro Rodrigues Direção de Fotografia: Taylon Protásio Direção de Arte: Guilherme Boldrin Montagem: Léo Anjos e Taylon Protásio

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Remanso Sinopse: Flor encontra refúgio e conforto enquanto passa um final de semana com sua avó.

Produção: Malli Direção: Jó Rodrigues Roteiro: Elenco: Malli Cátia Patrícia Direção de Som: Vinicius de Queiroz Direção de Fotografia: Leonardo Chetto Direção de Arte: Gabriel Amarante Montagem: Leonardo Chetto

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Mostra Petianes

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ntes de se tornar um festival com mostras competitivas envolvendo toda a produção de cinema universitário do nordeste, o CineVirada surgiu como uma janela de exibição para a produção audiovisual interna do grupo PET Cinema/UFRB. Essa tradição retornou ano passado e mais uma vez este ano na forma da Mostra Petianes. A curadoria, sem restrições temáticas, encapsula uma variedade assuntos, formas e olhares e revelam a diversidade existente dentro do grupo.

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Curador

Gabriel Paz Gabriel Paz é roteirista e diretor baiano na produtora Lógica Filmes, graduando em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, onde é integrante do PET Cinema. ele iniciou sua trajetória com o curta metragem “A Voz” em 2014, em 2017 dirigiu “Pisadeira” o primeiro filme a utilizar a tecnologia 3D na UFRB. Em 2018 foi o montador e colorista do curta-metragem de ficção “Mãe?” (2018; exibido em competição no II Festival Universitário de Cinema de Brasília, VIII Festival de Cinema Universitário de Alagoas, XIV Panorama Internacional Coisa de Cinema e I Poca Zói Festival) dirigiu “Ponto de Fuga”, “No País das Maravilhas” e “Vídeo Caseiro” (exibido em competição no I Poca Zói Festival). Em 2019 dirigiu o filme “O Cair dos Mortos” o que levou a atuar mais intensamente em colorização e finalização de filmes, como: “Remanso” de Jó Rodrigues, “Sobre[vivência]” de Vica Maltez e “E Agora, Maria?” de Bruna Maria. Integrou na equipe da ManduCA – I Mostra de Cinema Infantojuvenil de Cachoeira e do V ao VII Cine Virada – Festival Universitário de Cinema da Bahia, onde também foi curador da Mostra Competitiva Baiana de sua sexta edição e atualmente é o coordenador geral de sua atual edição.

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Silêncio Sinopse: Silêncio, escute o seu pesadelo

Produção: Taylon Protásio Direção: Taylon Protásio Roteiro: Taylon Protásio Elenco: Taylon Protásio Direção de Som: Taylon Protásio Direção de Fotografia: Taylon Protásio Direção de Arte: Taylon Protásio Montagem: Taylon Protásio

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Devaneio Sinopse: Em seus devaneios Ju deseja a pessoa amada. O filme é uma experiência sinestésica onde o real e o onírico se fundem à sensibilidade e se tornam um só.

Produção: Natan Lui Direção: Natan Lui Roteiro: Natan Lui Elenco: Ianca Santos e Roberto Saturnino Direção de Som: Direção de Fotografia: Natan Lui Direção de Arte: Natan Lui e Andressa Almeida Montagem: Rafael Oliveira

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Márcia dá um jantar Sinopse: Dois casais de amigos descobrem no meio de um jantar suas diversões políticas.

Produção: Bruna Maria Direção: Taís Moreira Roteiro: Bárbara do Carmo Elenco: Dani Almeida, Augusto Daltro, Aragonez Fagundes e Lígia Marques Direção de Som: Marina Reis Direção de Fotografia: Michel Santos Direção de Arte: Elizângela Guimarães Montagem: Michel Santos

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O cair dos mortos Sinopse: Há pânico em toda a nação quando os mortos voltam à vida. O filme segue um grupo de personagens que se abrigam em uma casa em uma tentativa de permanecer a salvos desses monstros sanguinários e carnívoros.

Produção: Rísia Nathaly Direção: Gabriel Paz Roteiro: Gabriel Paz Elenco: Taylon Protásio, Laila Rittel, Thiancle Carvalho, Ingrid Leal, Taís Moreira e Ohana Souza Direção de Som: Gabriel Paz Direção de Fotografia: Matheus Leone Direção de Arte: Bárbara Carvalho Montagem: Gabriel Paz Efeitos Especiais e Coloração: Gabriel Paz

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Joanne Labixa Sinopse: A vida de uma DragQueen multiartista

Produção: - Taylon Protásio Direção: - Taylon Protásio Roteiro: - Taylon Protásio, João Paulo e Robert Nunes Elenco: - Joanne labixa, Passará Roxanol, SHUPACU, Baratis, Luzia, Velha sapatona em espírito Direção de Som: - Taylon Protásio Captação de som direto: - Robert Nunes Direção de Fotografia: - Taylon Protásio Operação de câmera: - Gabriel Moreno e Taylon Protásio Direção de Arte: - João Paulo

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Vídeo Caseiro Sinopse: Os experimentos de uma família baiana com a sua primeira câmera de vídeo. “Sorria, você está na Globo.” Imagens capturadas entre os anos de 1990 e 1993

Produção: Direção: Gabriel Paz Roteiro: Gabriel Paz e Matheus Leone Elenco: Direção de Som: Direção de Fotografia: Direção de Arte: Montagem: Gabriel Paz e Matheus Leone

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O sertão é dentro da gente Sinopse:

“O sertão não chama ninguém às claras; mais, porém, se esconde e acena”. É com essa frase que se entende o filme. Não se sabe se Guimarães Rosa imaginou que algo acenaria de volta quando descreveu a caatinga, mas se sabe que a EFASE, escola que resiste à negligência do governo, há vinte anos resiste e faz seu povo resistir ensinando-os que o Sertão tudo dá, inclusive força para ser. Nele, tudo se encontra, e ele “de repente se estremece, debaixo da gente”.

Relizadores: Cruz Mathieu, Irai Barbosa, Vinícius Sabino, Jheffeson Jheksom e Augusto Daltro

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Ficha Técnica do Festival Comissão Organizadora do VII CineVirada Coordenação: Gabriel Paz e Ivanessa Moreira Orientação: Ana Paula Nunes Produção de Marketing: Cruz Mathieu, Gabriel Ferraz, Gabriel Paz, Hanna Vasconcelos, Matheus Leone e Taylon Protásio

Mostra Competitiva Bahia Curadoria: Ianca Santos, Gabriel Ferraz, Natan Lui e Taylon Protásio Jurados: Jefferson Parreira, Lillian Bento e Romélia Lima

Mostra Competitiva Nordeste Curadores: Cruz Mathieu, Luan Santos, Matheus Leone e Ysllei Nogueira Jurados: Állan Maia, Jamile Cazumbá e Maria Clara Arbex

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Equipe Técnica Recepção: Ivanessa Moreira, Matheus Leone e Natan Lui Assessoria de Comunicação: Taís Moreira Registro Audiovisual: Cruz Mathieu, Ianca Santos, Luan Santos e Taylon Protásio Montagem: Hanna Vasconcelos Produção Executiva: Gabriel Paz e Hanna Vasconcelos Produção: Ana Paula Nunes, Cruz Mathieu, Gabriel Ferraz, Gabriel Paz, Hanna Vasconcelos, Ianca Santos, Ivanessa Moreira, Luan Santos, Matheus Leone, Natan Lui, Taylon Protásio e Ysllei Nogueira Projeção: Gabriel Ferraz e Gabriel Paz Apresentação: Ysllei Nogueira

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Realização:

Apoio:

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