Page 64

Cultura Viva Cultura e Gastronomia

O lutador cavalheiro bruno galati, O italiano que gostava de dar socos abriu a primeira academia particular de boxe do País e acabou mudando a história do esporte no Brasil

O

TEXTO DANIELLE CASTRO

boxe é a vida do italiano Bruno Galati, 67 anos, que desembarcou ainda criança no Brasil. Pioneiro, o treinador é parte indissociável da história do esporte no País. São cinco décadas dedicadas ao boxe, quatro delas preparando atletas, incluindo as primeiras mulheres brasileiras a disputarem essa modalidade de luta. A fama de “brigão” é mais uma forma de expressar o afinco com que ele luta pela categoria do que uma descrição de sua personalidade. De fato, o treinador é um cavalheiro que, assim como sua academia, parece ter sido materializado em Ribeirão Preto direto de um filme dos anos 40. A Academia de Boxe Bruno Galati, criada há 30

Foto JBRENO

anos, funciona até hoje, nos fundos da residência do treinador, no bairro Campos Elíseos, e foi a primeira escola particular brasileira de boxe. “Antes disso tinha o Centro Olímpico, mas era do Estado, lá em São Paulo”, contou Galati. O local possui um ringue profissional, diversos sacos e equipamentos de treino e, o mais espetacular, paredes forradas de cartazes, certificados, medalhas, cinturões e afins. “Toda minha história está nas paredes dessa academia, que foi erguida com muito sacrifício”, revelou o treinador. Segundo os registros do site do Conselho Nacional de Boxe (CNB), o interior paulista conta atualmente com 43 academias especializadas na modalidade, mas, em Ribeirão, a de Galati ainda é a única

Voltar ao Índice

64

LAICA | Fevereiro 2012

Laica  

Revista Laica

Advertisement