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Peripécia Do grego peripeteia. Mudança súbita e imprevista da situação, volta ou viragem da acção (Aristóteles). No sentido técnico do termo é o momento que o destino do herói toma um caminho inesperado; a passagem da felicidade à desgraça, ou vice-versa. No sentido moderno, designa tanto os pontos altos e baixos da acção como o espisódio que vem depois do momento forte da acção. Patrice Pavis Diccionario do teatro.

Espectáculo dedicado a Isabel Domínguez


“O que eu quis dizer foi exactamente o que eu disse” Samuel Beckett

“Mesmo amando a minha mãe, não quis fazer um retrato idealizado dela. Fascinam-me mais os seus defeitos: São mais divertidos que as suas outras qualidades” Pedro Almodóvar


“La Tortilla de mi Madre”, uma peça para degustar em minutos e para digerir pausadamente. As notas de cómico, a que a companhia nos habituou desde os primeiros trabalhos, se, por um lado, atenuam a dimensão trágica da trama, por outro, revelam-se uma forma subtil de observar à lupa os pormenores quotidianos da existência que nos escapam ou que preferimos, porque nos doem, ignorar. A peça resulta, assim, numa reflexão perspicaz e acutilante sobre a impiedade do tempo, sobre as relações humanas, as incoerências da existência e sobre a solidão, a que nos forçam ou à qual nos forçamos, por comodismo ou por opção, e que é fruto da crescente desumanização que caracteriza o nosso tempo. É, ao mesmo tempo, a confirmação do efeito que livros e memórias podem ter nas nossas vidas, sobre como podem salvar-nos da loucura ou da solidão ou de ambas. Neste trabalho da Peripécia Teatro, ganha igualmente relevo o processo criativo da escrita, não raras vezes desassossegado e doloroso, em que o escritor se debate com as suas memórias, com as personagens que teimam em conduzir o curso da intriga ou com a falta de inspiração. Luisa Félix Professora de Português Autora do Blog “letras são papéis” - amaroinfinito.blogspot.pt


Aprendimentos

O filósofo Kierkegaard me ensinou que cultura é o caminho que o homem percorre para se conhecer. Sócrates fez o seu caminho de cultura e ao fim falou que só sabia que não sabia de nada. Não tinha as certezas científicas. Mas que aprendera coisas di-menor com a natureza. Aprendeu que as folhas das árvores servem para nos ensinar a cair sem alardes. Disse que fosse ele caracol vegetado sobre pedras, ele iria gostar. Iria certamente aprender o idioma que as rãs falam com as águas e ia conversar com as rãs. E gostasse mais de ensinar que a exuberância maior está nos insetos do que nas paisagens. Seu rosto tinha um lado de ave. Por isso ele podia conhecer todos os pássaros do mundo pelo coração de seus cantos. Estudara nos livros demais. Porém aprendia melhor no ver, no ouvir, no pegar, no provar e no cheirar. Manoel de Barros


Ficha Artística e Técnica Um espectáculo original de Peripécia Teatro Com canções de Tom Zé (Solidão), Manuel Molina (Un Cuento para mi Niño) e Gilberto Gil (Não tenho Medo da Morte).

Criação, Dramaturgia e Interpretação: Noelia Domínguez e Sérgio Agostinho Direcção e Co-criação: José Carlos Garcia Espaço Cénico: Peripécia Teatro* Luz: Pedro Pires Cabral Som: Henrique Lopes Figurinos: Peripécia Teatro e Cláudia Ribeiro Caracterização e Maquilhagem: Maria Simões Produção Executiva: Sara Casal

*Com os livros doados por: Jose Juan Mancera, Família de José António Tibúrcio Monteiro, Maria Miranda, Luísa Félix, Liliana Macedo, Clara Vaz, Teresa Pereira, Maria Isabel Pereira, Rosa Monteiro, Jorge Rodrigues


Montagem e Operação de Luz e Som: Jorge Rodrigues Técnica Vocal: Joana Valente Montagem em Residência Artística: Vitor Tuna, Pedro Pires de Carvalho, Francisco Espirito Santos e José Carlos Penelas Classes de Guitarra: Ricardo Tojal e Gonçalo Guerreiro Construção de Cenografia: Jorge Marinho (com assistência de Sara Casal, Alexandra Alves e João Teixeira) Comunicação: Isabel Casal Desenho Gráfico: Zétavares Fotografia de Ensaios: José Miguel Pires Fotografia pré-promocional: Lino Silva Agradecimentos: Alba Mancera, Ana Paula Rodrigues, Beatriz Costa, Luis Costa, Manuela Ferreira, Rita Castanheira, Sara Casal, Mónica Carneiro, Liliana Macedo, Maria de Lurdes Martins, a toda a equipa do Teatro de Vila Real e a todos os doadores dos livros do espetáculo. Agradecimentos Especiais: Ricardo Tojal, Gonçalo Guerreiro, Pedro Pires Cabral, José Carlos Garcia e Jorge Marinho


Ouรงa o Podcast sobre o espetรกculo https://bit.ly/2ric03L


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Espetáculo estreado a 3 de Maio de 2018, em Residência Artística no Teatro de Vila Real Duração aproximada do espetáculo: 70 minutos Classificação Etária: Maiores de 12 anos. Registo IGAC: 537/2018

Rua do Fojo, s/n – Coêdo 5000-023 Adoufe Vila Real 259342459 / 960293046 https://www.facebook.com/peripeciaoficial www.peripeciateatro.com

Folha de sala — la tortilla de mi madre  

Informação do espetáculo, LA TORTILLA DE MI MADRE. Peripécia Teatro

Folha de sala — la tortilla de mi madre  

Informação do espetáculo, LA TORTILLA DE MI MADRE. Peripécia Teatro

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