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TR AJET ÓRI A

Um Homem de Ação À frente da Calçados Beira Rio, uma das maiores indústrias de sapatos femininos do Brasil com 5.850 colaboradores diretos, 8 fábricas, que produzem 27.700.000 pares de sapatos por ano das marcas Moleca, Molekinha, Vizzano e Beira Rio, distribuídos em 18 mil pontos de venda e exportados para 50 países, Roberto Argenta sabe muito bem que coragem, ousadia, liderança e pragmatismo moldam o seu caminho diário. O empresário Roberto Argenta, proprietário da Calçados Beira Rio, é uma dessas pessoas que não conhece a palavra crise e silenciosamente vêm transformando o mundo à sua volta. Sua empresa tem crescido num mercado extremamente competitivo. Mesmo estando inserida no segmento calçadista sua Beira Rio contrasta com grandes ícones da indústria que simplesmente sumiram do mercado. Em 2009, com mais uma crise no horizonte, as fábricas da Calçados Beira Rio produziram 150 mil pares/dia e simplesmente não tomaram conhecimento da proclamada crise, alcançando um significativo crescimento. Como resultado do trabalho realizado, foi eleita pela Revista Exame Maiores e Melhores, como a melhor empresa do setor têxtil calçadista do ano de 2009. Ao ouvi-lo, percebe-se que sua inteligência o levou muito além da margem do rio onde foi originada a Beira Rio. Como a água, acompanhou o curso do rio, desviando de pedras, contornando montanhas, até chegar à posição que ocupa hoje. E, por ter pedido pouco e dado muito de si, a lógica da vida, em retribuição, lhe presenteia com novos sonhos a serem realizados. por Ceura Fernandes - fotos Juliana de Jesus


TRA JE TÓ R I A

“A EMpRESA é UM MEiO pARA fAzER COM qUE AS pESSOAS SE ApRiMOREM E EVOlUAM”.


Para o senhor, qual o significado da conquista do “Maiores e Melhores”, da revista Exame?

Significa o resultado de um bom trabalho em equipe, estar organizado, ter uma equipe competitiva, ótimos produtos, bons fornecedores, conhecer o cliente e saber servi-lo. Tudo isso em um setor muito competitivo e vulnerável a frequentes crises. Enfrentar e superar as dificuldades é um exercício que nos obriga a ficar constantemente atualizados e preparados. Enquanto a maioria passava por dificuldades, como o senhor enfrentou a crise do setor calçadista?

Respondo essa pergunta citando um exemplo: No final do Plano Cruzado havia uma feira em São Paulo, a Francal. No transcorrer da mesma aconteceram alguns fatos marcantes na economia brasileira. A maioria das empresas, no segundo dia de exposição, literalmente fechou o seu estande, e, em sinal de protesto fixaram um cartaz com uma cruz preta. Um de nossos representantes sugeriu: “vamos fechar também”. Respondi a ele que não poderíamos, pois havíamos assumido compromissos com nossos clientes, e que esses tinham que ser honrados. Nessa ocasião, tivemos um número de visitantes muito superior ao esperado e efetuamos ótimas vendas. Soubemos transformar uma situação crítica numa oportunidade de crescimento, fato que contribuiu significativamente para o resultado daquele ano. Outro ponto relevante é a forma como trabalhamos - sempre priorizando o investimento. Nos primeiros anos construímos uma fábrica nova, que na época era enorme para a região. Enquanto isso, eu morava em uma casa alugada. Alguns amigos mais próximos me questionavam: “Por que, ao invés de construir a fábrica, o senhor não constrói uma residência?”. Procurei mostrar meu raciocínio que uma máquina de costura

nova gera uma oportunidade de expansão, crescimento nos negócios, enquanto que a casa não. Concluí o assunto mostrando que primeiro queria fazer o negócio render. Se adquirisse a casa primeiramente, esta não seria rentável ao ponto de proporcionar a construção de uma fábrica. Essa visão de primeiro gerar para depois poder alocar é o que chamo de pensar no longo prazo.

contato mais próximo com os clientes. Assim, nossos clientes se tornavam cada vez mais exigentes, pois percebiam que entregávamos mais que um simples sapato. Atendo hoje 18 mil pontos de venda no Brasil e tenho em torno de 180 representantes comerciais. Sempre atendemos o cliente de uma forma diferenciada, melhorando e aprendendo constantemente.

Como o senhor se articulou diante da entrada do calçado chinês competindo com o nacional?

E o mercado externo?

Com a posse do Ex-Presidente Fernando Henrique o dólar caiu a R$ 0,85, o que acelerou a importação de sapato chinês. Naquela época, a entrada dos chineses era uma preocupação de todos os trabalhadores. Lembro que estava na fábrica em Osório, no Rio Grande do Sul, quando reuni o pessoal e disse: “Os chineses são bons, são concorrentes, mas nós somos melhores que eles. E trabalharemos nossas competências para nos tornarmos mais competitivos”. O desafio basicamente era o seguinte: nós tínhamos que fazer um sapato mais bonito, mais criativo, a um custo compatível. A vantagem que tínhamos era a entrega mais rápida e uma atualização constante do design, visto que a importação da China leva de seis a oito meses. O lojista não queria repetir a vitrine, porque seu cliente a cada compra buscava uma mercadoria diferente. Isto nos dava vantagem em relação ao produto chinês, porque a demora na chegada dos sapatos não possibilitava a mudança imediata das coleções. É evidente que melhoramos muito nos quesitos relacionados à qualidade e design, isso é uma constante, porque a China também melhorava. Tivemos que ir buscando espaço no mercado. Eles fazem os produtos standard, que é onde levam vantagem. Nossos produtos são mais direcionados à moda com inovação, agregando mão-de-obra especializada e tecnologia de ponta. Sempre com um

Trabalhamos hoje com 50 países, sem perder nosso foco, que é o Brasil. Em relação ao mercado externo, destaco a exportação para os países vizinhos: Uruguai, Argentina, Paraguai, Bolívia, Chile, Venezuela e Cuba. Além desses, a França, Itália, Emirados Árabes, Arábia Saudita, Espanha, Portugal, África, Grécia, Ilhas Canárias, etc. O ponto central que buscamos são regiões com um clima mais tropical. Porque, historicamente, são os locais onde nossos produtos melhor se adaptam. Há planos de fabricar fora do Brasil?

Nunca pensamos seriamente. Mas em conversa com outros empresários do segmento, percebo um interesse e uma movimentação em relação à instalação de fábricas em alguns países da América do Sul e da Ásia, principalmente naqueles que possuem acordos que facilitem o intercâmbio comercial com os principais mercados mundiais. O que significa a responsabilidade social, diante de milhares de pessoas que vivem da sua empresa, dos rumos do seu negócio?

Exercemos a responsabilidade social diariamente gerando empregos e pagando impostos. Além disso, percebo que a empresa é um meio para fazer com que as pessoas se aprimorem e evoluam. Tanto nossos funcionários como nossos fornecedores. É nítida a satisfação, o orgulho que nossos colaboradores

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possuem por fazer parte da Calçados Beira Rio. Os fornecedores vêem a empresa como oportunidade de crescimento, aprimoramento, evolução, visibilidade e promoção para suas empresas. Como o senhor desenvolve nos seus colaboradores essa liderança e o prazer de trabalhar na Beira Rio?

Com o aprendizado que adquiri ao longo da vida, chegou um momento em que a necessidade de realização foi além da mera realização financeira. Saber fazer com que o aprimoramento da atividade desempenhada na empresa propicie o crescimento das pessoas, e as façam evoluir junto com a empresa, é muito gratificante. Dessa forma elas conquistam satisfação, tornando-se mais para si mesmas. Poder propiciar isso, vendo o crescimento e evolução das pessoas junto com a empresa é uma grande satisfação pessoal. Acredito que o líder se realiza através do servir aos outros. Isso é uma necessidade intrínseca ao potencial, onde a realização pessoal está também relacionada ao ser útil às pessoas. Portanto, a realização do líder se faz através dos outros. As pessoas também sentem que participam de um projeto maior, que não é só um projeto econômico. Hoje, temos um programa na empresa denominado: “Conquistando a Perfeição”, que visa a qualidade e competitividade. Ele é diferenciado dos demais programas de qualidade, visto que o seu foco não é a qualidade do produto, e sim a qualidade das pessoas. Através do aprimoramento das pessoas, a qualidade do produto é consequencial. Considero-o, acima de tudo, um projeto humano: primeiro as pessoas, depois a economia. Outro destaque que faço é ao nosso treinamento

e ao processo de formação. Fazíamos uma reunião mensal dos diretores e dos gerentes apresentando o resultado do mês; participavam em torno de 25 pessoas. Ampliamos a abrangência chamando os gerentes e seus principais colaboradores para participar, fazendo com que cada um se apresentasse, mostrasse o seu trabalho e as suas contribuições para o resultado da empresa. Para que aquele colaborador pudesse apresentar e dizer o que fazia, ele tinha que se preparar e saber claramente seu papel e a contribuição para o resultado. Como todos possuem um perfil, do qual uma das características marcantes é a visão crítica das coisas, cada um deles teve que se superar, demonstrando estar devidamente

mensalmente para o grupo os indicadores, as ações bem sucedidas e os pontos de melhoria para o mês subseqüente da sua respectiva área. Participo do processo e observo se está bem direcionado. Mas são 25 professores e 25 alunos, onde todos aprendem e todos ensinam. O fato de compartilhar exige responsabilidade consigo e com o grupo. Uma vez por ano, nas oito fábricas, fazemos o “Conquistando a Perfeição Especial”. É a festa do ano daquela fábrica, na qual ocorre o envolvimento de todos os funcionários. Pensem numa quermesse, comum nas cidades do interior. Um exemplo é quando estive na fábrica de Taquara: é um prédio com seus vinte e tantos anos, mas parecia novo, o jardim estava lindo e renovado. Como se tivesse sido plantado naquele momento. Estava tudo, tudo perfeito. O supervisor dessa fábrica trabalha há 15 anos na empresa. E aquele momento era o seu momento. Ele apresenta para todos os demais gerentes e diretores o que ele faz. Foi um protagonismo muito grande, e um nítido sentimento de realização profissional e pessoal. Isso se repete todos os meses, o pessoal apresenta o que faz de bom. Realizamos também o encontro da área comercial, que tem 180 representantes divididos em 11 regionais no Brasil. Tratase do evento de apresentação da coleção alto verão, onde cada um mostra o seu resultado. Escolhemos os três melhores vendedores do Brasil. Produzimos as marcas de calçados, Moleca e Molekinha, Vizzano e Beira Rio e para cada marca temos a própria equipe de vendas. Os três melhores vendedores, denominados de “profissional ouro”, são presenteados com uma medalha de ouro e cada um deles profere uma palestra

“O MAiOR VAlOR, O MAiS nOtáVEl dE nOSSO pAíS, é A CUltURA HUMAniStA”.

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preparado e apto. Porque cada colega, neste contexto de aprendizagem, passa a ser um crítico qualificado, que conhece a realidade. Outro ponto importante: a Calçados Beira Rio possui oito fábricas no Rio Grande do Sul; se o gerente de uma delas apresentava um resultado superior no mês, as suas ações serviam como exemplo para os demais, que adotavam e monitoravam a evolução confrontando os resultados no mês subseqüente. Muitas dessas ações estão relacionadas ao saber motivar as pessoas, tanto aquelas que já fazem parte do quadro funcional da organização há algum tempo, como aquelas que estão ingressando na empresa. Como surgem essas idéias?

Todas estas idéias surgem nesta reunião. Os gerentes e diretores apresentam


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para equipe. A alegria daquelas pessoas em poderem ser conferencistas é evidente. É um momento de protagonismo pessoal, onde ele explana os motivos que o levaram a conquistar a medalha de ouro. Mais importante do que a medalha é o fato ser protagonista, dar uma conferência para os colegas. E o que a gente ouvia? “No ano que vem eu vou estar lá, me aguarde, eu vou ser o melhor”. É uma olimpíada, uma competição saudável, uma troca de experiências e um momento de grande aprendizado. As pessoas são estimuladas a crescer. O senhor nos apresentou algumas iniciativas, mas em síntese, o que leva ao sucesso da marca?

É preciso ter um objetivo, o líder precisa ter um objetivo claro e saber mobilizar os recursos e as pessoas para que as coisas aconteçam. Tendo isso, o produto vem. É claro que constantemente tem que estar orientando, acompanhando, dando a direção. Mas é através das pessoas que as coisas acontecem. O senhor vai desenvolvendo profissionais e faz questão de mantê-los na empresa?

Faço questão de mantê-los, sim, porque é importante. É preciso ter pessoas com experiência, com conhecimento. São profissionais de quinze, vinte anos de empresa. Mas constantemente tem que formar. Todo diretor e gerente têm que ter seu sucessor. É obrigatório, tem que ter um “reserva”, uma pessoa que possa assumir o seu cargo. O reserva faz sombra para o primeiro e o primeiro tem que andar, não dá possibilidade de acomodação. Gerente quer ser diretor? Tem que preparar alguém para o seu lugar. É uma circularidade

Matriz da empresa em Novo Hamburgo e Centro de Suprimentos em Sapiranga. RS.

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positiva. Eu digo para o pessoal, “água parada é água sem vida. Água viva é a água que corre. E a vida é assim”. O senhor teve passagens pela Política, o que ficou dessas experiências?

A política é uma oportunidade muito grande de ser útil. É uma forma de se

realizar através do ser útil aos outros. Na verdade, a pessoa busca a política ou a empresa para se realizar. A gente se realiza sendo útil aos demais. Fui prefeito de Igrejinha. Foi muito bom, porque consegui mobilizar as pessoas, motivá-las a fazerem coisas, a fazerem as obras, enfim, colaborar com o Executivo na realização das obras.

Argenta com colaboradores em uma da 8 fábricas de Calçados Beira Rio.


Um prefeito tem uma oportunidade fantástica na mão. Mas também existe a burocracia, uma série de coisas que é preciso saber para poder trabalhar. Realmente, é uma oportunidade de fazer, de mobilizar as pessoas, de melhorar o astral da população, de fazer o pessoal crescer, evoluir, buscar oportunidades... Se a sociedade vê que existe um bom projeto, que existem pessoas sérias tocando, ela participa. Onde você esbarra? Nas estruturas, nas coisas que não querem mudar, no que chamo de água parada. E sua experiência como Deputado Federal?

É bem diferente ser Executivo e ser Legislativo. É preciso ter outra habilidade. A habilidade executiva é uma, a parlamentar é outra; é preciso saber convencer as pessoas. Como executivo você vai fazendo as coisas pela autoridade inerente ao cargo. Como deputado, é necessário saber convencer as pessoas que aquele projeto que você tem é bom. Independente de qualquer coisa, a maioria dos deputados é bem intencionada. Posso dizer, porque eu vivi lá. Mas hoje, por que o político é tão atacado? Quanto pior forem os políticos, mais o sistema prevalece e isso resulta no afastamento das pessoas boas da política. Prevalece quem não tem nada a perder e os mais preparados começam a ficar de fora. É uma pena, pois são essas as pessoas que têm maiores condições de dar um direcionamento de crescimento à nação. Por serem as mais qualificadas, tornam-se alvos e são mais atacadas. Nos últimos anos, o Brasil teve evolução, crescimento econômico, que foi graças aos bons políticos que tivemos. Fernando Henrique e Lula foram líderes que levaram o Brasil à frente, com todas as suas dificuldades, com todos os ataques que lhes foram feitos. Qual é seu estilo de vida, como é o diaa-dia do empresário Roberto Argenta? Agora o senhor já tem casa própria?

Sim, já tenho casa própria! Sou muito ativo, levanto cedo, como gaúcho tomo chimarrão. Das seis às sete faço exercício, dou uma caminhada, gosto de atividade. Faço aula de italiano e de inglês. Depois, trabalho. Gosto de comer bem, me vestir bem. Tenho que estar bem. Preciso fazer coisas que produzam resultado. Sou muito imprevisível, também. Não aviso ninguém, vou lá naquela fábrica, olho e normalmente enxergo o que dá para melhorar. São visitas de meia hora, uma hora, para diagnosticar o que tem que melhorar e alinhar quem o fará. Vou para o mercado; são 11 showrooms que possuímos no Brasil. Visito alguns clientes, dentro do possível. O que dá mais trabalho é acompanhar o produto, porque nosso nível de inovação é muito alto. Visito fornecedores, algumas feiras pra ver automação, novas tecnologias de materiais e equipamentos, para ser competitivo. Gosto muito de participar das feiras onde os clientes estão presentes. Em três dias de feira você tem um raio-x do próprio funcionamento de mercado, como está seu atendimento para todo o mercado. A feira é um momento fantástico. Com relação ao Brasil, este país gigantesco. O que é notável neste país e o que é preciso melhorar o mais rapidamente possível?

O que mais valor tem neste país é a nossa cultura humanista. Aqui é uma mescla de religiões, de raças, de credos, etc. Temos uma convivência pacífica, que não existe em nenhuma outra parte do mundo. Isso é o mais notável do Brasil. Diria que temos que potencializar esta grande virtude, essa integração das pessoas. Tratase de culturas complementares. Algumas são mais destinadas ao comércio, à criatividade, outras à qualidade, disciplina, etc. O Brasil precisa se conscientizar mais do seu potencial e ser exemplo de convivência pacífica para o mundo. Enfim, precisamos continuar nesta caminhada de crescimento, valorizar esta

nossa cultura humana, como uma garantia de paz e equilíbrio para o mundo. Talvez, no momento histórico, o maior papel do Brasil seja este. E como fornecedor de alimentos?

O Brasil vai continuar crescendo porque nós temos empresários criativos, em várias atividades da economia com uma capilaridade imensa. Não estamos concentrados só na agricultura ou no petróleo. Produzimos desde os melhores aviões, até o melhor arroz, o melhor sapato. Enfim, temos uma capacidade muito grande. O Brasil sabe desenvolver isso, sabe fazer, crescer e com isso cada vez mais teremos menos pessoas passando por necessidades. Claro que também precisamos responsabilizar as pessoas desde crianças ou ainda enquanto jovens. Temos que diminuir o assistencialismo pelo assistencialismo. Mas, no âmbito das nações, o protagonismo do Brasil é a interligação de povos, raças, religiões. Aqui árabes e judeus tomam café juntos na esquina. Com esta mudança dos eixos econômicos mundiais, a nossa cultura avançando, podemos diminuir os possíveis conflitos da nova realidade econômica mundial. Podemos ser a referência de paz para o mundo se nós soubermos valorizar nossa cultura. Seremos protagonistas. Não precisamos vender armas ou humilhar outro mercado. O Brasil é um país aberto para o mundo. Todo mundo admira o Brasil. Apesar dos nossos problemas, nossa grande virtude é esta. A economia e a educação precisam avançar, e estão avançando. Mas o Brasil começou a ter uma identidade. Pra finalizar, qual a última palavra de Roberto Argenta?

A vida é belíssima. Aqui é um paraíso. Se a gente souber realizar o projeto da gente, a vida é maravilhosa.

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Roberto Argenta: Um Homem de Ação