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Promoção da Saúde Mental e Prevenção da Violência


Temáticas a abordar Conceitos - Saúde Mental / Violência / Bullying; - Descrição dos diferentes conceitos relacionados com a Violência; - Identificação dos Factores de Risco e de Protecção (Individuais e Sociais) associados ao comportamento violento na criança e adolescente; - Identificação de estratégias de prevenção de violência em meio escolar; - Descrição dos diferentes tipos de abordagem na intervenção dos comportamentos anti-sociais.


Actividade Prática

ACTIVIDADE Brainstorming Violência na Escola


Ag re ss iv id ad e

Alguns conceitos…

Vi ol ên ci a

De lin qu ên cia a n i l p i c s i d In


Delimitação do conceito de Bullying Violência é um conceito que se refere, principalmente, a actos isolados, como roubos, assaltos, agressões.


Delimitação do conceito de Bullying Delinquência juvenil – esta expressão tem uma conotação jurídica e designa os actos cometidos por um indivíduo abaixo da idade de responsabilidade criminal, isto é, acções que infringem as leis estabelecidas.


Delimitação do conceito de Bullying Indisciplina é um conceito mais abrangente que o Bullying. Podemos afirmar que existem 3 níveis distintos de indisciplina: 1º Nível – abarca os desvios às regras, assumindo um carácter disruptivo, em virtude de perturbar o bom funcionamento da sala de aula. Incluem-se todas as situações de ruído de fundo no momento que o professor está a ensinar, as “ausências” (falta de concentração) momentâneas dos alunos, entre outras situações.


Delimitação do conceito de Bullying 2º Nível – conflitos inter-pares, que abrange os incidentes que traduzem essencialmente, um disfuncionamento das relações formais e informais entre os alunos, podendo manifestar-se em comportamentos agressivos e violência (extorsão de bens, violência física ou verbal, intimidação sexual, roubo ou vandalismo). Neste nível, poderíamos situar o Bullying.


Delimitação do conceito de Bullying

3º Nível – conflitos na relação professor-aluno, que inclui os comportamentos que, de algum modo, põem em causa a autoridade e o estatuto do professor (insultos, obscenidades, desobediência, castigos, etc), abrangendo, também, a manifestação de alguma agressividade e violência contra docentes (e outros funcionários) e o vandalismo contra a propriedade dos mesmos e da escola.


Desconfio da Educação… Caro Professor Sou um sobrevivente de um Campo de Concentração. Os meus olhos viram o que jamais olhos humanos deveriam poder ver: • Câmaras de gás construídas por Engenheiros doutorados; • Adolescentes envenenados por Físicos eruditos; • Crianças assassinadas por Enfermeiras diplomadas; • Mulheres e bebés queimados por Bacharéis e Licenciados... Por isso, desconfio da Educação. Eis o meu apelo: Ajudem os vossos alunos a serem humanos. Que os vossos esforços nunca possam produzir monstros instruídos, psicopatas competentes, Eichmanns educados. A leitura, a escrita, a aritmética só são importantes se tornarem as nossas crianças mais humanas.” (Carta anónima enviada ao Director do “New York Times”)


Bullying na Escola

LuĂ­s Fernandes


O que é o Bullying? São todas as atitudes agressivas, agressivas intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adoptadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, realizadas dentro de uma relação desigual de poder.


Estanque e Fernandes (2008)


Bullying ≠ Violência INTENCIONAL - o comportamento tem um objectivo que é provocar mal-estar e ganhar controlo sobre outra pessoa; REPETIDO - o comportamento é efectuado repetidamente e ao longo do tempo, não ocorre ocasional ou isoladamente, mas sim de forma regular; DESEQUILÍBRIO DE PODER - onde normalmente os agressores vêm as suas vítimas como um alvo fácil, mais fracos e vulneráveis.


O Bullying inclui, directa e indirectamente: • acções físicas (bater, dar pontapés, forçar a dar dinheiro); • acções verbais (chamar nomes ou colocar alcunhas); • acções psicológicas (ameaçar, deixar deliberadamente um indivíduo fora do grupo / exclusão); • acções sexuais (assédio, abuso); • acções ofensivas realizadas através das tecnologias de informação e comunicação (Ciberbullying).


O Bullying existe em todas as Escolas, com maior ou menor gravidade, independentemente do tamanho, classe social ou localização.

 geralmente, inicia-se durante o 1º ciclo;  começa a diminuir a partir do 3º ciclo;  acompanham a pré-adolescência e a adolescência;  não se trata de uma situação pontual,

mas sim situações contínuas e crescentes no tempo.


Como identificar situações de violência entre alunos? Através da observação, análise e discussão sobre o comportamento dos alunos, podemos identificar vítimas e agressores. As vítimas são:  alunos frágeis, que se sentem prejudicados e inferiores aos colegas e que raramente pedem ajuda, revelando muita dificuldade em estabelecer relações sociais;


Como identificar situações de violência entre alunos? As vítimas são:  crianças / jovens de baixa

estatura, com problemas de obesidade, com algum tipo de deficiência física ou sensorial;  uso de óculos, aparelho nos

dentes ou outros aspectos culturais, étnicos ou religiosos;


Como identificar situações de violência entre alunos? As vítimas são:  muitas

vezes demonstram desinteresse, baixa auto-estima, medo ou falta de vontade em ir à escola;

 podem apresentar alterações no

seu rendimento escolar, falta de concentração ou problemas de aprendizagem.


Como identificar situações de violência entre alunos? Podem surgir nas

vítimas

alguns

destes sintomas : • depressão, • insónias e pesadelos, • anorexia e/ou bulimia, • dores de cabeça e abdominais frequentes, • enurese nocturna, • pensamentos suicidas ou mesmo suicídio.


Como identificar situações de violência entre alunos? As vítimas são:

Geralmente, são aqueles alunos a quem são colocadas alcunhas negativas, ofendidos, humilhados, discriminados, perseguidos, agredidos e, com frequência, os seus objectos são roubados ou partidos.

Agora imaginem o sofrimento de viver, semanas, meses ou mesmo anos, em permanente medo.


Como identificar situações de violência entre alunos?

Os alunos vítimas de Bullying, obedecem, a um pacto de silêncio perante o mundo dos adultos. A pressão social é um factor determinante no impedimento da denúncia.

• Geralmente, são as raparigas que denunciam mais as situações de Bullying, enquanto os rapazes “têm de ser fortes”.


Vítimas Pedir a crianças que são alvo de vitimização pelos pares que contem aos pais, aos professores ou mesmo aos colegas, que tentem não se isolar, procurando fazer novos amigos e sair para se divertirem, de modo a melhorarem a sua auto-estima é condená-las ao insucesso, fazendo-as sentir-se mais frustradas e desesperadas.


Tipos de Vítimas Vítima típica:  pouco sociável, sofre, com frequência,

agressões por parte de outros alunos;  possui uma coordenação motora deficiente;  revela extrema sensibilidade, timidez, passividade, submissão, insegurança, baixa auto-estima, dificuldades de aprendizagem, ansiedade e sintomas depressivos;  sente dificuldade em impor-se ao grupo, tanto física como verbalmente.


Tipos de Vítimas Vítima provocadora:  procuram atrair e provocar reacções

agressivas contra as quais não consegue lidar;  podem ser alunos hiperactivos, inquietos,

caracterizados pelos professores como muito desatentos e dispersos;  são, de um modo geral, indivíduos

imaturos e com comportamentos sentidos como irritantes pelos colegas e é quase sempre responsável por causar conflitos nas relações com os outros.


Tipos de Vítimas Vítima agressora:  Reproduz

os maus-tratos que habitualmente sofre, assim, para os compensar procura um colega mais frágil, cometendo sobre este as agressões sofridas na escola ou em casa tornando o Bullying num ciclo vicioso.

Por exemplo, 1 aluno do 7º ano que estando a ser maltratado por outro do 8º ano, começa a maltratar 1 aluno do 5º ano.


Algumas “brincadeiras” perigosas… Jogo da Prata Portagem “Choking Game” Ida ao Poste Corredor da Morte “Happy Slapping”


Qual o Perfil dos Agressores? Os agressores são:  alunos que acham que todos

têm de fazer as suas vontades e, por uma educação errada, foram habituados a ser o centro das atenções;  revelam baixa tolerância à

frustração, não obedecendo às regras e pensam que tudo pode ser conseguido através da coacção, da força;


Qual o Perfil dos Agressores? Os agressores são:  normalmente são crianças e

jovens inseguros, impulsivos e dominadores, que sofrem ou sofreram algum tipo de agressões por parte de adultos.  apresentam

um mau desempenho académico, no entanto, não se deve a dificuldades de aprendizagem.


E os alunos que assistem ao Bullying? Os alunos espectadores:  Adoptam a “Lei do Silêncio”. Observam, com frequência, as agressões mas não agem, não defendem os alunos que estão a ser alvo de Bullying com medo de passarem, eles próprios, a ser vítimas.  Em

algumas situações, este grupo de alunos inclui também alunos que não participam nas agressões, mas manifestam apoio ao(s) agressor(es).


O Elefante “Um treinador de Circo consegue manter um elefante aprisionado porque usa um truque muito simples: quando o animal ainda é criança, amarra uma das suas patas num tronco muito forte. Por mais que tente, o pequeno elefante não se consegue soltar e aos poucos, vai-se habituando à ideia de que o tronco é mais poderoso que ele. Quando se torna adulto e dono de uma força descomunal, basta colocar uma corda na pata do elefante e amarrá-la a um ramo que ele nem sequer tenta libertar-se porque se lembra que já tentou muitas vezes e não conseguiu. Assim como os elefantes, os nossos pés estão amarrados a algo frágil. Mas como, desde crianças nos acostumámos com o poder daquele tronco, não ousamos em fazer nada. Sem saber que basta um simples gesto de coragem para descobrir toda a nossa liberdade”. Paulo Coelho – Escritor brasileiro


Alguns estudos e investigações na área do Bullying realizados em Portugal


Dados referentes ao Estudo “Os comportamentos de Bullying no recreio escolar” (2004) realizado por Carlos Neto (F.M.H. – E.S.E. São João de Deus) Tipos de comportamentos de Bullying

Agressão física Ameaças Roubos Comentários sobre cor ou raça Chamar nomes, insultar, gozar Isolamento, ignorar Mentiras e boatos

Rapazes

Raparigas

29% 27% 8% 5%

8% 15% 5% 5%

Valores igualmente significativos (Rapazes)

Valor + alto (Raparigas)

37% 12% 12%

26% 7% 9%

Valor + alto (Rapazes)


Dados referentes às agressões físicas e verbais, em alguns dos países abrangidos pelo estudo (OMS, 2002)

Países

Agressões físicas

Agressões verbais

Brasil

9,5%

53,3%

Portugal

16,3%

46,5%

Espanha

30%

60,5%

França

20%

47%

Inglaterra

70%

45%

Valor + alto

Valor + alto

(Agressões físicas)

(Agressões verbais)


Dados referentes à prevalência de situações de Bullying, em escolas portuguesas.

Estudos

Anos / Escolaridade

Vítimas

Agressores

Carvalhosa, Lima e Matos (2002)

6º, 8º e 10º anos

47,4 %

36,2 %

Seixas (2005)

7º, 8º e 9º anos

54 %

12 %

Escola E.B.I. Santa Maria (Beja, 2007)

5º ao 8º ano

31,3 %

16,9 %

Escola E. B. 2,3 Dr. Manuel de Brito Camacho (Aljustrel, 2008)

5º ao 9º ano

15,2 %

21,5 %


Pereira (2004) define 4 tipos de Escolas no modo como encaram o Bullying Escola A – Não identifica o problema na sua Escola, só o identifica nas outras Escolas Algumas Escolas afirmam não existir indisciplina ou violência no seu interior ou ainda referem a ocorrência de situações pontuais e que estão sob controlo. Neste tipo de Escolas, onde os Conselhos Executivos e Professores não reconhecem existir este problema, aconselha-se alguma reflexão sobre esta problemática, nomeadamente, dedicar mais tempo a observar os recreios, ouvir todos os professores, os funcionários, mas sobretudo dar voz aos alunos.


Pereira (2004) define 4 tipos de Escolas no modo como encaram o Bullying Esta Escolas são como “panelas de pressão”, chefias muito directivas que podem implicar comportamentos aparentemente adequados, mas não responsáveis, ao mínimo deslize, “explodem”.


Pereira (2004) define 4 tipos de Escolas no modo como encaram o Bullying Escola B – Identifica o problema, mas não procura a sua solução Ao se confrontarem com problemas de indisciplina ou de violência dos alunos, remetem-nos para a família. Afirmam que os problemas se devem aos alunos vindos de meios desfavorecidos, cujas famílias são violentas, com problemas de droga, desemprego, prisão de um ou dos dois progenitores. Neste caso, o problema é identificado mas como a causa é externa, a solução é igualmente externa, não se sentindo a Escola responsável pelas situações que ocorram. Trata-se de um mito acreditarmos que a pobreza está associada ou é factor desencadeador da agressividade na Escola, os estudos realizados não ajudam a verificar esta associação.


Pereira (2004) define 4 tipos de Escolas no modo como encaram o Bullying Escola C – Identifica o problema, aponta soluções que parecem sensatas mas não reflectem a investigação realizada Algumas Escolas identificam o problema, mas a sua solução passa por reduzir o nº de alunos por turma, aumentar o pessoal auxiliar de acção educativa ou mesmo diminuir o tempo de intervalo. O Estudo de Marques, Neto e Pereira (2001) revelou a importância de existirem equipamentos móveis de jogo e da presença de supervisores nos recreios na prevenção do Bullying, sendo igualmente referido a necessidade de formação específica nesta área para os auxiliares de acção educativa.


Pereira (2004) define 4 tipos de Escolas no modo como encaram o Bullying Escola D – Identifica o problema, aponta soluções de acordo com as investigações mais actuais Identifica o problema e aponta soluções adequadas ao seu caso, de acordo com o estado actual do conhecimento produzido (Pereira e Pinto, 1999). O esforço realizado pelo Conselho Executivo e Docentes traduz-se em eficácia, afectando as rotinas dos professores e reduzindo as tensões, contribuindo para melhorar o bem-estar da Escola (Pereira, 2002).


CHAPÉUS de De Bono De Bono afirma que as pessoas comportam-se de seis maneiras básicas. Para melhor exemplificar a sua teoria, usou a metáfora dos chapéus e atribuiu uma cor a cada um deles, dando significados específicos que indicam tendências pessoais de relacionamento.


CHAPÉU VERMELHO Uma pessoa com o chapéu vermelho comporta-se e pensa usando tendo a emoção como referência. Geralmente deixa transparecer nos seus gestos e atitudes o que está a sentir. Se está satisfeita e concorda com os pontos de vista do outro, torna-se uma forte aliada. Se, por outro lado discorda, tende a colocar-se na defensiva de forma bastante explícita. Quando um líder se depara com um indivíduo de “chapéu vermelho” insatisfeito, terá maiores possibilidades de obter sucesso no seu relacionamento se usar a estratégia do chapéu branco.


CHAPÉU BRANCO O chapéu branco aponta em direcção à neutralidade e à ausência de ideias preconcebidas. Os argumentos sob a influência do chapéu branco são objectivos, claros, imparciais e baseados em dados reais. O comportamento correspondente é de tranquilidade, negociação e escuta activa - o que poderá desarmar uma explosão emocional do chapéu vermelho.


CHAPÉU PRETO O indivíduo que escolhe o chapéu preto como modelo de comportamento, tende a usar o pensamento lógico negativo. Apresenta atitudes de crítica positiva quando solicitado e alerta para o que pode dar errado num determinado projecto ou ideia. No entanto, se usado em excesso, transforma seu interlocutor no eterno “do contra”. Para lidar com o pensador do chapéu preto é necessário colocar na cabeça as ideias do chapéu amarelo.


CHAPÉU AMARELO As atitudes e comportamentos do pensador do chapéu amarelo revelam optimismo. Quando argumenta e/ou questiona, adopta uma estratégia especulativa e positiva, sem passar a ideia de discordância ou de imposição de pontos de vista. O chapéu amarelo permite mostrar ao interlocutor, o outro lado da moeda - o que pode “dar certo”, as oportunidades e possibilidades, neutralizando as barreiras daqueles que só vêem o lado mau das situações. O chapéu amarelo permite transformar uma crise numa oportunidade de crescimento.


CHAPÉU VERDE O chapéu verde faz com que as pessoas transponham bloqueios à criatividade e apresentem ideias inovadoras e revolucionárias. É importante que as lideranças estimulem este tipo de pensamento, apoiando aqueles que revelam mais criatividade. A organização que procura inovar as suas práticas tem maiores possibilidades de ultrapassar situações mais complexas ou bloqueios existentes. É necessário reconhecer os talentos, apoiálos, oferecer recursos e possibilidade para a concretização de ideias criativas.


CHAPÉU AZUL O chapéu azul dá àquele que o usa o poder da síntese. Faz as perguntas certas na hora certa e colabora na tomada de decisões. Quem usa o chapéu azul apresenta uma boa capacidade crítica, apoiada no pensamento lógico-racional. Um líder deve-se rodear de indivíduos que utilizem frequentemente o chapéu azul para ser apoiado na tomada de decisões importantes. Cabe ressaltar que, antes de usar a estratégia da interactividade, é necessário reflectir sobre o objectivo de descobrir com qual chapéu nos sentimos mais à vontade. Este será aquele que, certamente usamos com mais frequência.


Os Chapéus De Bono

ACTIVIDADE


Actividade Prática Desde o 5º ano que o Diogo se comporta como um agressor. Agora está com 15 anos e a única coisa que mudou foi a idade das suas vítimas. Consegue que o grupo acredite em tudo quanto um dos colegas faz é ridículo e em relação a outro murmura pelas costas que a sua condição sexual é duvidosa…


Actividade Prática Durante 4 anos, o “melhor amigo da Escola” do Fernando conseguiu isolá-lo dos colegas simplesmente espalhando boatos acerca dele através da Internet e deixando mensagens nos telemóveis. Ainda não se sabe as razões que o levaram a praticar tais actos mas supõe-se que tenha sido por vingança visto saber que o amigo havia roubado dinheiro da Viagem de Finalistas.


Actividade Prática A Andreia tem 14 anos e é uma excelente aluna. Há uma semana que não sai de casa porque não quer ir às aulas. Dóilhe o estômago, tem vómitos e chora porque se sente mal. O Médico referiu que se trata de um problema de origem nervosa. Os pais não têm dúvida de que o estado da filha se deve aos constantes conflitos com a Sandra que tem o dobro da altura e da força dela. Esta aluna humilha-a, dá-lhe encontrões no intervalo, inventa histórias sobre ela e faz comentários maldosos sobre a sua família…


Indicadores de mal-estar profissional (sobretudo em Portugal) - Insatisfação profissional; - Exaustão emocional (indicador de Burnout) - Falta de motivação profissional; - Stress profissional (percepção da profissão como stressante).


Conceito de BURNOUT - Frustração do sujeito pelo não alcance dos resultados para os quais se empenhou;

- Sentimento do sujeito que dá muito mais do que aquilo que recebe; - O sujeito percepciona incapacidade para fazer face às exigências, mas empenha-se ainda mais, o que pode provocar exaustão emocional, despersonalização e falta de realização pessoal.


Conceito de STRESS - Perspectiva biopsicológica não específica a qualquer exigência de adaptação; - Perspectiva transacional, resultado da interacção entre variáveis ambientais e pessoais O BURNOUT É SEMPRE NEGATIVO, MAS O STRESS PODE SER POSITIVO.


STRESS sob controlo Vida Desejável EXIGÊNCIAS

APTIDÕES E RECURSOS

O nível de exigências é igual ao nível de aptidões e recursos do indivíduo.


STRESS sob controlo Stress excessivo EXIGÊNCIAS

APTIDÕES E RECURSOS

O nível de exigências é bastante superior ao nível de aptidões e recursos do indivíduo, causando um estado de stress excessivo.


STRESS sob controlo Vida monótona EXIGÊNCIAS

APTIDÕES E RECURSOS

O nível de exigências é bastante inferior ao nível de aptidões e recursos do indivíduo, causando um estado de desmotivação.


As Rãs no Leite Três rãs caíram num recipiente cheio de leite. A primeira era extremamente pessimista e rapidamente chegou à conclusão não havia nada a fazer e deixou-se afogar miseravelmente. A segunda rã, intelectual, pensou, pensou e achou que poderia sair dando um grande salto. Calculou os valores algébricos da trajectória e, depois, deu o salto. Mas, envolvida que estava nos seus pensamentos e cálculos, nem reparou que o recipiente tinha uma asa… e foi bater precisamente nesse obstáculo. A terceira rã, que tinha uma grande vontade de viver, não fez outra coisa senão manifestar tal vontade: moveu-se, agitou-se, lutou. Até que, depois de tanta labuta e teimosia, o leite se transformou em manteiga. E a rã salvouse.


O papel dos Conselhos Executivos, Directores de Turma e restantes Docentes em situações de Bullying

• desde o 1º dia de aulas, todos

os alunos devem ser avisados que situações de Bullying, indisciplina e/ou violência não serão toleradas na Escola, através de um Regulamento por todos conhecido;

promover seminários, debates e encontros sobre Bullying, dirigidos a toda a comunidade educativa, aproveitando estes momentos de reflexão para divulgar dados que possam ter sido recolhidos previamente;


O papel dos Conselhos Executivos, Directores de Turma e restantes Docentes em situações de Bullying

Criação de Clubes e Projectos vários, Assembleias de Alunos, Turma e Escola, dinamização da presença e intervenção dos pais/encarregados de educação, Gabinetes de Apoio ao Aluno e à Família (G.A.A.F.), Equipas de Mediação de Conflitos, um clima de ajuda entre os professores e uma liderança que se empenhe na construção de um ambiente saudável e seguro.


O papel dos Conselhos Executivos, Directores de Turma e restantes Docentes em situações de Bullying Desenvolver em contexto de sala de aula, devendo mesmo existir uma articulação com outras disciplinas, nomeadamente:

Português – construção de um Questionário, Folhetos e outros materiais de apoio sobre Bullying para sensibilizar toda a comunidade educativa;

Formação Cívica – aplicação de um questionário a alunos, professores, funcionários e pais/encarregados de educação e no final, apresentação dos dados recolhidos e debate;

Matemática – análise estatística dos resultados (conclusões);


O papel dos Conselhos Executivos, Directores de Turma e restantes Docentes em situações de Bullying  Informática – construção de gráficos e tabelas com os resultados;  EVT – construção de Cartazes com os resultados, disponibilizando-os para toda a comunidade educativa;

 Oficina de Teatro – realização de uma Peça de Teatro que aborde a temática do Bullying.

O mais importante é envolver os alunos nestas actividades, fazendoos reflectir sobre o assunto, sensibilizando para a procura de soluções para esta problemática.


O papel dos Conselhos Executivos, Directores de Turma e restantes Docentes em situações de Bullying • sempre que ocorram situações de Bullying,

deve-se procurar intervir directamente, investigando os factos, conversando com os alunos agressores e os que foram vítimas;

• muitas vezes para se quebrar as dinâmicas de Bullying, é necessário intervir directamente num ou nos grupos, como tal, deve-se procurar sentar os alunos em lugares previamente escolhidos, mantendo afastados possíveis autores de Bullying, dos seus alvos.


O papel do Ministério da Educação na prevenção e redução de situações de Bullying

 Apoiar a realização de um levantamento real do problema a nível nacional, ouvindo todos os intervenientes educativos;

Produzir textos, sites, DVD’s, CD-ROM ou outros materiais de apoio que ajudem a trabalhar esta problemática com docentes, funcionários, alunos e suas famílias;

 Para um conjunto de Escolas onde estes problemas são mais graves, a colaboração de Especialistas irá permitir a definição de níveis de intervenção.


O que fazer para prevenir e reduzir as situações de Bullying?

Existem 2 tipos de soluções, vejamos alguns exemplos: A curto prazo:

• Projectos Educativos de Escola e de Turma que contemplem esta

questão; • Sensibilização e (In)Formação dos Alunos, Docentes, Funcionários e Pais / Encarregados de Educação; • Melhoria nos Recreios, através de Equipas de Mediadores que realizem “Trabalho de Pátio”; • Reforço do nº de Pessoal Auxiliar que ajude a supervisionar os espaços de recreio da Escola; • Criação de uma Equipa de Resolução de Conflitos constituída por elementos de todos os agentes educativos, auxiliando a prevenção e o combate ao Bullying; • Oferta de Desporto Escolar e outras actividades de ocupação de tempos livres.


O que fazer para prevenir e reduzir as situações de Bullying?

Existem 2 tipos de soluções, vejamos alguns exemplos:

A longo prazo:

Formação Inicial dos Docentes; • Melhoria da Arquitectura das Escolas, reduzindo os espaços mais isolados e apetrechando os recreios com equipamentos lúdicodesportivos.


CiberBullying


O que é o Ciberbullying? Trata-se de uma nova comportamentos de Bullying.

forma

de

exercer

 Os alunos agressores conseguem, através de telemóveis com câmaras de filmar e fotografar e através da Internet, fazer circular mentiras, humilhações e fotos embaraçosas, entre um público muito maior.


Ciberbullying •

O aumento do grau de brutalidade, chegando a níveis sem precedentes, deve-se essencialmente à distância física entre agressores e vítimas.

Os adolescentes através de um simples clicar do botão “enviar”, divulgam e-mail, sms’s e fotos particulares, como se se tratasse de uma atitude não real.


Ciberbullying

Trata-se um tipo de agressão invisível, não acontece nos recreios, nem nos refeitórios, nem no caminho de casa para a escola ou vice-versa, mas está a espalhar-se rapidamente.


Diferenças entre Bullying e Ciberbullying No Ciberbullying: • são utilizadas as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) como instrumento das agressões; • o agressor pode não ser maior ou mais forte do que as suas vítimas;


Diferenças entre Bullying e Ciberbullying No Ciberbullying: • O facto do agressor não ver de imediato os efeitos/consequências dos seus actos, o que pode minimizar quaisquer eventuais sentimentos de arrependimento ou empatia para com as vítimas, podendo tal facto levar a que o agressor vá mais longe nas suas palavras e actos do que seria esperado no Bullying presencial.


Como devem as Escolas e os Professores abordar a problemรกtica do Bullying? Precisamos de ter

ABS Amor

e

Bom Senso


Gostaria de finalizar, reflectindo em conjunto com todos vocês...

- A Escola não deve ser vista só como um sítio onde se estuda e se fazem testes, deve ser essencialmente um local onde se aprende a viver;


Gostaria de finalizar, reflectindo em conjunto com todos vocês...

- Quando um jovem fracassa, todos nós devemos proporcionar-lhe os meios para que experimente situações de sucesso, de acordo com as suas competências e grau de conhecimentos;


Gostaria de finalizar, reflectindo em conjunto com todos vocês... - O mais importante para nos ajudar a aprender são as pessoas. A qualidade humana e a cultura pessoal dos indivíduos é o principal. Os instrumentos, os testes e outros materiais servem sobretudo para estabelecer relações;


Gostaria de finalizar, reflectindo em conjunto com todos vocĂŞs... - Estes jovens dĂŁo-nos todos os dias a oportunidade de sermos melhores professores, melhores psicĂłlogos e atĂŠ mesmo melhores pessoas, basta estarmos atentos.


Ajudar as crianรงas e os jovens a ajudar os pais e os professores a ajudar as crianรงas e jovens.


Algumas Referências Bibliográficas

Alexander, J. (2007). A Agressividade na Escola. Bullying – Um Guia Essencial para os Pais. Lisboa: Editorial Presença. Beane, A. (2006). A Sala de Aula sem Bullying. Colecção Estratégias Educativas. Porto: Porto Editora. Blaya, C. (2008). Violência e MausTratos em Meio Escolar. Colecção Horizontes Pedagógicos. Lisboa: Instituto Piaget. Fante, C. (2005). Fenómeno Bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz. Campinas: Verus Editora.


Algumas Referências Bibliográficas

Olweus, D. (1993). Bullying at school. What we know and what we can do. Oxford: Brackwell. Pereira, B. (2002). Para uma Escola sem Violência. Estudo e Prevenção das Práticas Agressivas entre Crianças. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. Pereira, B.; Ferreira, A. (Coords.) (2001). A Escola e a Criança em risco: Intervir para Prevenir. Porto: Edições ASA. Ramírez, F. (2001). Condutas Agressivas na Idade Escolar. Lisboa: McGrawHill. Rodríguez, N. E. (2007). Bullying, Guerra na Escola. Lisboa: Sinais de Fogo.


Bullying na escola