Issuu on Google+

Novembro - Dezembro / 2009 - Nº 170

CERTIFICA MINAS CAFÉ - ABIC

Um Programa de Valorização do Café, que é exemplo para todo o Brasil Primeiras marcas foram lançadas na Superminas 2009

1º Concurso ABIC de Receitas de Café pág. 20


Editorial

‘‘A Palavra

da ABIC’’

O

lançamento

das

primeiras

marcas

Almir José da Silva Filho Presidente

aprovadas pelo CMCA – Certifica Minas Café ABIC é o destaque desta edição. Trata-se

de

um

programa

de

cafés

certificados sustentáveis que inova, nesses quase 300 anos de história do café no Brasil, ao unir produtor e indústria e a ter gestão compartilhada entre governo e iniciativa privada. Também trazemos o resultado do 1º Concurso ABIC de Receitas de Café cujos vencedores, além de nos brindarem com dicas de pratos doces e salgados e de drinques,

revelam-se

consumidores

apaixonados por café. Uma reportagem curiosa: o barista mineiro Luiz Fernando Hosken está revolucionando

Grandes mudanças ocorreram nos últimos tempos e o que era tratado como tendência agora é realidade. O consumidor mudou, o mercado tem outro perfil e as relações com o varejo são outras. Como acompanhar esses novos cenários e manter e ampliar nossos negócios? É esse o escopo do nosso 17º Encafé, evento que realizamos de 18 a 20 de novembro, no resort Vila Maré Galés, na Bahia. Ele foi totalmente desenhado, minuto a minuto, para ajudar as empresas, especialmente as pequenas, a trilhar os caminhos das mudanças que esses novos tempos exigem. A verdade é que não dá mais para se repetir fórmulas que deram certo no passado, pois o ambiente de negócios mudou; aumentou a concorrência e os consumidores passaram a ter novo comportamento. A palavra-chave agora é Mudança, e temos que aprender como mudar. O momento é efetivamente outro, e mais do que dar atenção a quem nos agride, devemos focar em nossos clientes, que nos garantem a continuidade.

as festas cariocas. Ele criou uma cafeteria portátil

e

com

ela

está

fazendo

do

tradicional serviço de café um momento de glamour, seja um casamento, seja um Baile de Debutantes ou mesmo uma festa de empresas. Detalhe: tudo foi projetado para que ele pudesse transportar a cafeteria e os equipamentos em um Pálio! Na área de mercado, destaque para o Boticário que lançou perfumes de café e

É preciso inovar, buscar especialização e diferenciar os produtos. E, principalmente, buscar novos nichos de mercado que, geralmente, estão na nossa frente, mas não vemos. Neste Encafé, convidamos especialistas brasileiros e americanos para, com seus conhecimentos e experiência profissional, auxiliar nossas indústrias a buscarem um reposicionamento não só de produtos, mas do próprio negócio, como forma de se alcançar o sucesso. É sempre importante lembrar quantas mudanças já superamos, sobretudo ao longo das últimas décadas. Quem se imagina hoje sem internet para uso pessoal ou comercial?

para a indústria Café Canecão e a cafeteria Café Regina, de Campinas, que lançaram um 'Cartão Fidelidade Café Espresso'. Boa leitura ao sabor de um excelente café!

As mudanças também exigem conhecimento e informação, e uma grande fonte para isso será o Guia da Qualidade dos Cafés do Brasil que estamos lançando neste Encafé. Inédita, essa publicação reúne dados importantes sobre os cafés típicos de cada região, com suas características físicas e sensoriais, o que com certeza permitirá às indústrias a melhor utilização dessa diversidade de aromas e sabores em seus produtos, para encantamento dos seus consumidores, que é o que efetivamente garante o sucesso de nossos negócios.

Sydney Marques de Paiva

03


Vendas crescem Conforme a Sondagem Conjuntural da Indústria de Café – SCIC já vinha apontando nos últimos levantamentos, as vendas das torrefadoras continuam crescendo. De janeiro a setembro elas aumentaram 8% em comparação com o mesmo período de 2008. Isso mostra um compasso com o desempenho do próprio setor supermercadista: conforme dados divulgados pela Abras – Associação Brasileira de Supermercados, as vendas em setembro cresceram 6% em relação a setembro de 2008. Esse desempenho favorável leva a ABIC a projetar para 2009 vendas totais em torno de 18,5 milhões de sacas, contra o volume de 17,2 milhões em 2008. Esses resultados positivos mostram, por sua vez, que foi acertada a revisão para baixo feita pela entidade quando da eclosão mundial da crise econômica e financeira, no final do ano passado. As indústrias se preveniram e acompanharam com cautela o retorno do mercado à situação de equilíbrio. Dessa forma, pode-se assegurar que as vendas das indústrias de café em 2009 não foram atingidas pela crise e são maiores do que em igual período de 2008. É importante ressaltar que, além do varejo, as vendas estão se mantendo aquecidas também em decorrência do consumo fora do lar.

Pedro Alcântara Rego Lima

04

ÍNDICE

Mercado de Café

ABIC Rotulagem do Café

06

Certifica Minas Café – ABIC Primeiras marcas certificadas e sustentáveis foram lançadas na Superminas

08

Vereda e Toko: primeiras empresas com produtos com o selo CMCA

10

Exportação Semana do café gourmet atrai gastronomia chilena

Inovação Barista cria cafeteria portátil Café inspira novas fragrâncias do Boticário

Mercado Café Canecão e Café Regina lançam Cartão Fidelidade

12 14 16 18


Conselho Gestor 2008 / 2011 Almir José da Silva Filho (Café Toko/MG) Presidente Guivan Bueno (Café Damasco/PR) Vice-Presidente Conselheiros Pedro Alcântara Rego de Lima (Café Santa Clara/CE)

Consumo Concurso de Receitas revela a paixão dos brasileiros por café Café & Verão

Sydney Marques Paiva (Café Bom Dia/MG)

20 24

Ewaldo Wachelke (MERCACEL- Mercantil de Café e Cereais/PR)

CCQ Certificada 1ª cafeteria em Brasília e mais uma no Rio Grande do Sul

Antônio Paulino Martins (Cia. Cacique/SP)

26

José Carlos da Silva Júnior (São Braz/PB) Dagmar Oswaldo Cupaiolo (Café Lourenço/SP)

Artigo Café, uma bebida natural, é a mais saudável para atletas 2

Ti : é hora de resolver a equação para ampliar os negócios

28

Natal Martins (Café Canecão/SP)

30

Egídio Malanquini (Vista Linda - Cafés Especiais/ES) Márcio Reis Maia (Icatril – Café Cajuba/MG)

Fique por dentro Torrado e Moído na Hora Coffee Break

32 34

Diretor - Executivo Nathan Herszkowicz

Publicação da Associação Brasileira da Indústria de Café - ABIC Enviada a autoridades, entidades e pessoas representativas do setor cafeeiro. Permitida a reprodução dos textos desde que citada a fonte. Os artigos assinados não refletem, necessariamente, a opinião ou pensamento da entidade. Marketing e Comunicação ABIC - Sydney Marques de Paiva - Editora: Marília Moreira (Mtb 11.381) - mariliatempocom@uol.com.br Sub-editor: Eduardo Buitron - edutempocom@uol.com.br - Colaboração: Inês Figueiró Redação: Tempo de Comunicação (Rua Diana, 592 - cj. 31 - Perdizes - São Paulo - SP - CEP 05019-000) Fone /Fax (11) 3868-4037 - tempocom@uol.com.br - Diretor de Criação e Arte: José Eduardo Costa Gialaim Criação, Diagramação e Programação Visual: GSB2 Propaganda - Praça Rio Branco, 13 - Espírito Santo do Pinhal - SP CEP 13990-000 - Fone / Fax (19) 3661-1313 - www.gsb2.com.br - jornaldocafe@gsb2.com.br Impressão: www.graficamundo.com.br - (19) 3026-8000 - Tiragem: 2.300 exemplares Solicitação de recebimento e atualização de endereço devem ser feitas diretamente na secretaria da ABIC

ABIC Associação Brasileira da Indústria de Café

05


POR: MARÍLIA MOREIRA FOTOS: DIVULGAÇÃO

ABIC

Rotulagem do Café

das espécies, mas não consegue quantificar os porcentuais usados. Dessa forma, a lei do Paraná não terá como ser regulamentada porque sua fiscalização será impossível”, diz Nathan Herszkowicz, diretorexecutivo da ABIC. "A rotulagem proposta, além disso, tem o objetivo de discriminar o

Para ABIC, exigência de especificação da quantidade de café arábica e conilon na embalagem, feita pelo Paraná, é inócua e não traz benefícios aos produtores e nem aos consumidores

uso do café conilon pelas indústrias, o que é inaceitável e configura um enorme desrespeito aos produtores desse tipo de café no Espírito Santo, em Rondônia e na Bahia, principalmente. Por outro lado, a pretendida eventual valorização do café em grão produzido no Brasil jamais ocorrerá através da rotulagem", alerta Herszkowicz. Para ele, o café no Brasil não necessita de nenhuma outra lei de rotulagem, pois já as tem, tanto as oficiais e obrigatórias, quanto as privadas e voluntárias. Inúmeras indústrias já colocam em suas

Em vias de ser publicado pelo Ministério da Agricultura, o RT –

embalagens informações importantes e suficientes para orientar o

Regulamento Técnico do Café vai restabelecer, imediatamente, a

consumidor quanto à dosagem correta para preparação; sobre as

fiscalização sobre todo o setor, o que melhorará, em muito, a

origens do grão, inclusive algumas com o nome das fazendas de onde

qualidade do café oferecido aos consumidores, na medida em que

ele provém; sobre o ponto de torra e a granulometria, forma de

impedirá o uso de grãos inferiores e de baixo valor, que deterioram a

colheita e outras tantas.

renda dos produtores e dos industriais. Além disso, o RT contém o mais adequado tratamento para a qualidade do café torrado e moído, uma vez que incorpora a avaliação sensorial da bebida na xícara, metodologia adotada, com sucesso, pela ABIC, desde 2004. O regulamento ainda limita a impureza, os sedimentos e as matérias estranhas em 1%. Para a ABIC, a publicação da RT poderá colocar um ponto final na polêmica de se estabelecer a obrigatoriedade de informação, nos rótulos das embalagens de café, da porcentagem de arábica e conilon que compõe o produto. “Não existe, nem aqui nem em outro país, tecnologia ou metodologia para a verificação destas porcentagens em blends finais de café torrado/moído. O que existe é a identificação histológica, em microscópio, que reconhece a existência

06

O Brasil também possui o mais completo e moderno sistema de indicação das características físicas e sensoriais do café em uso no mundo, na forma do Perfil do Sabor, que é impresso nas embalagens das marcas de café certificadas pelo Programa de Qualidade do Café – PQC, que monitora, até o momento, mais de 310 marcas. O Perfil do Sabor, do PQC, indica sete características de qualidade: tipo de bebida, ponto de torra, granulometria, intensidade do aroma, do sabor e do corpo, além do tipo do café, com uma descrição orientativa da composição de arábica e de conilon. “Mas esta descrição não é quantitativa, pois isto é impossível de controlar e monitorar”, diz o executivo, lembrando que todo o programa é feito de forma voluntária pelas indústrias de café, não havendo, e nem sendo necessária nenhuma lei que as obrigue ou as condicione a fazê-lo.


Categorias de produtos O PQC – Programa de Qualidade do Café estabelece, claramente, o que é cada categoria de produto Tradicional, Superior e Gourmet.

corrige o gosto verde dos arábicas colhidos imaturos; o conilon

Essas categorias, cuja constituição básica consta na Regra Técnica do

acidez e, portanto, justifica o seu uso pela indústria de café de todo o

PQC (ver www.abic.com.br), definem os limites recomendáveis para a produção de blends, com os valores de arábicas e conilon que

mundo e do Brasil também. Seus porcentuais variam de acordo com

asseguram produtos com qualidade avaliada por técnicos e

custo pode ser determinante para manter cafés com preço acessível

provadores experientes. Essas categorias também representam o

para o grande público consumidor.

gosto e a preferência dos consumidores brasileiros, comprovados em anos de oferta desses produtos no mercado. E a prova disto tem sido o grande crescimento do consumo interno no Brasil, ano após ano. A ABIC também acredita que a indicação obrigatória das quantidades

confere mais corpo à bebida final; o conilon equilibra o blend quanto à

as exigências do blend e também por razões econômicas, pois seu

“A espécie canephora ocupa 34% da produção mundial, sendo hoje uma realidade que ninguém contesta, ao contrário, se busca aperfeiçoar para permitir mais ganho de renda a um número maior de produtores de café”, enfatiza Herszkowicz.

de arábica e de conilon nas embalagens, condicionaria as torrefadoras a nunca mudarem esta composição, sob pena de fornecerem declaração falsa, o que jamais as indústrias responsáveis fariam. Com isso, os cafés estariam sujeitos a mudanças de sabor e de aroma a cada lote produzido, uma vez que os grãos utilizados, tanto de arábica quanto de conilon, variam de safra para safra; de região produtora para região produtora; variam em função do clima à época da colheita; variam em função das práticas de colheita e de secagem que os produtores utilizaram, variam, enfim, por inúmeras razões. E os consumidores de hoje não querem um café que muda de sabor a todo instante. A técnica de blending adotada pelas indústrias de café de todo o mundo, assim como ocorre na fabricação de whisky, vinhos e outras bebidas, e que consiste em combinar grãos de espécies e de variedades distintas, em diferentes porcentuais, é usada exatamente

ional c i d a Tr

para corrigir as variações de cada lote de grãos, preservando, isto sim, as características do produto final, que não devem mudar e que conferem a personalidade e o sabor de cada marca. A composição de cada blend, por sua vez, é um patrimônio de cada empresa, que é definido após exaustivos ensaios e pesquisas, tem custo elevado de desenvolvimento, sendo, portanto, um segredo industrial que tem que ser respeitado, como acontece em qualquer lugar do mundo. Ao contrário do que se imagina, os produtores de café conilon vem investindo em pesquisas e melhorando sobremaneira a qualidade de seus grãos. Essa variedade desempenha um papel importante na produção de cafés com características bem definidas. O conilon

07


DA REDAÇÃO FOTOS: DIVULGAÇÃO

CERTIFICAÇÃO

Certifica Minas Café - ABIC O presidente Almir Filho com o secretário de Agricultura de Minas, Gilman Viana Rodrigues

Primeiras marcas certificadas e sustentáveis foram lançadas na Superminas

“Este programa mexe com as estruturas do mercado de café”, diz Almir José da Silva Filho, presidente da ABIC. Isso por que o CMCA coloca o produtor frente a frente com os seus clientes, e “estimula a negociação que premia e valoriza as melhores qualidades, remunerando o esforço do pequeno produtor, que poucas vezes pode

As primeiras 14 marcas com o selo Certifica Minas Café – ABIC (CMCA) foram lançadas em outubro na Superminas, maior evento supermercadista de Minas Gerais. Inédito e considerado primeiro exemplo mundial de gestão compartilhada entre governo e iniciativa privada, o CMCA une os programas Certifica Minas, da SEAPA Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, e o PCS – Programa Cafés Sustentáveis do Brasil, da ABIC. A certificação mineira é concedida apenas às fazendas que seguem normas definidas e relativas à sustentabilidade econômica da atividade, aspectos ambientais, legislação trabalhista e rastreabilidade do produto. Esses cafés, de qualidade superior, podem ser comprados pelas torrefadoras que participam do PCS, programa que igualmente atesta o cumprimento de critérios

receber a justa recompensa por seu trabalho e por seu esforço na direção da qualidade”. Para as indústrias, principalmente as pequenas, o programa cria oportunidades para que ela se posicione em mercados de grande expansão e melhor valor. “O CMCA estimulará o segmento de cafés superiores junto ao varejo, trazendo maior valor agregado e melhores resultados na categoria”. O lançamento na Superminas foi estratégico, pois serviu para divulgar o programa junto aos supermercadistas. “Recebemos o apoio incondicional da diretoria da AMIS – Associação Mineira de Supermercados, entidade que promove o evento”, diz Almir Filho. “Estamos firmemente empenhados em promover o CMCA também em outros canais de distribuição, como panificadoras e hotelaria, destacando a qualidade superior e a sustentabilidade”.

semelhantes no processo de industrialização. São cafés de qualidade

Além das degustações desses produtos no Espaço Café do estande da

superior que as indústrias adquirem pagando um adicional entre 10%

ABIC na Superminas, o programa foi detalhado para os

e 25% sobre o preço de mercado.

supermercadistas em dois momentos especiais: durante um

08


aprovados são listados na página da ABIC na internet e é através dela que as empresas interessadas entram em contato diretamente com os produtores. De acordo com o regulamento do programa, a indústria também paga 5% do valor total da negociação para o fundo de gerenciamento do CMCA. O programa é aberto a todas as indústrias do Brasil, mesmo aquelas situadas em outros Estados, e é voltado principalmente para as empresas de pequeno porte que querem atuar nos segmentos Superior e Gourmet, de cafés sustentáveis, certificados e com maior valor agregado. A ABIC está considerando uma simplificação temporária ao processo de adesão ao PCS, para permitir que mais empresas façam parte do novo CMCA.

José Nogueira, presidente da AMIS e o secretário Gilman Viana, com as cestas de cafés certificados no CMCA dadas pela ABIC

Estas são as primeiras empresas com produtos com selo CMCA

workshop, para um grupo de executivos, e ao final do evento, em palestra para mais de 300 pessoas, apresentada por Bernardino Cangussu, assessor especial de Café da Secretaria de Agricultura de Minas e pelo presidente da ABIC. “Apresentamos o programa e as estratégias de comercialização desses novos produtos e a receptividade foi muito boa”, diz Almir Filho.

Agregando valor Lançado em Setembro/2009, o CMCA tem dois objetivos: agregar valor e ampliar a renda dos produtores, por meio do pagamento de um preço maior pelos lotes de grão com alta qualidade, e ajudar as torrefadoras a lançarem produtos certificados e sustentáveis no mercado de alto valor agregado. O programa é por adesão e seu

Café 3 Corações S/A (MG) Agropecuária Fazenda do Bento Ind. e Com. Ltda (MG) Café Bom Dia Ltda (MG) Cooxupé - Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (MG) Cooparaíso – Cooperativa Regional de Cafeicultores de São Sebastião do Paraíso (MG) Dutra Café Ltda (MG) Gazzola Chierighini Alimentos Ltda (SP) Icatril Ind. de Café do Triângulo Ltda (MG) Mattos & Bross Ind. Com. e Exportadora Ltda (MG) Melitta do Brasil Ind. e Com. Ltda (SP) RJ Baiardi Café Ltda (MG) Toko Ind. Com. e Imp. Ltda (MG) Torrefação Premier Ltda (MG) Vereda Alimentos Ltda (MG)

processo é transparente, podendo ser acompanhado diretamente na página da ABIC na internet www.abic.com.br. A estrutura de funcionamento do CMCA é bastante simples: o cafeicultor que tem sua propriedade aprovada pelo Certifica Minas envia amostra de seu café para classificação física e avaliação sensorial de uma equipe de degustadores do IMA – Instituto Mineiro de Agropecuária e da ABIC. Após esse processo, os degustadores determinam a nota de Qualidade do Café, à qual corresponde um prêmio a ser pago adicionalmente pelas indústrias. Este adicional pode variar de 10% a 25% acima do valor de mercado. Os lotes

09


CERTIFICAÇÃO

Na seqüência, a indústria mineira Café Toko, de Juiz de Fora, arrematou o lote de 10 sacas de café arábica produzido no Sítio Boa

DA REDAÇÃO FOTOS: DIVULGAÇÃO

Vista, em Manhuaçu, pelo cafeicultor Vicente Gomes. Trata-se de um café que obteve nota 83,0. O ágio estabelecido foi de 20% sobre o preço de mercado, e a empresa pagou diretamente ao produtor R$ 320,00 por saca. O mesmo produto estava cotado em torno de R$ 260,00. Vicente Gomes recebeu um prêmio adicional de R$ 60,00 para a qualidade de cada saca produzida. Além dessa aquisição, a Café Toko comprou mais 20 sacas do lote de café arábica do produtor Waldyr Moacyr P. Mol, o mesmo fornecedor da Vereda e também por R$ 290,00 a saca.

Mercado promissor

Vereda e Toko: primeiras empresas com produtos com o selo CMCA

De acordo com Diogo Bellotti, diretor da Vereda, “compramos poucas sacas para fazermos rapidamente amostras e apresentar para nossos clientes e também para levar para a Superminas”. Para ele, “um promissor mercado está se abrindo tanto para a produção quanto para a indústria e, principalmente, para o consumidor, que terá acesso a cafés de altíssima qualidade”. Apesar de também ser cafeicultor, Diogo Bellotti quer criar uma linha de produtos diferenciada e muito focada no segmento gourmet. “Teremos um café mais enriquecido, com novas notas”, diz Bellotti. Experimentar esse novo programa que une fazenda e indústria também foi a proposta de Waldyr Mol, cafeicultor há apenas sete anos (antes trabalhava com avicultura de corte), mas já fornecedor de empresas como a Illy e cuja propriedade está entre as 20 primeiras aprovadas pelo Certifica Minas na região de Viçosa. Para ele, o importante foi ter iniciado um relacionamento com um novo cliente.

A Vereda Alimentos, indústria de café de Guarará, município mineiro,

“As indústrias associadas da ABIC que se interessarem por este

deu início oficial ao CMCA no dia 2 de outubro, ao adquirir 5 sacas de

programa com certeza vão encontrar ótimos cafés”, diz Waldyr,

café arábica produzido na Fazenda Juliana, na cidade de Paula Cândida

aprovando essa iniciativa pioneira.

(Matas de Minas), por Waldyr Moacyr de Oliveira Mol. Trata-se de um café gourmet, que obteve nota 77,5, em uma escala de zero a 100, na avaliação da qualidade global, conforme laudo emitido pelo IMA – Instituto Mineiro da Agropecuária e pela ABIC. O ágio estabelecido foi

Para Bernardino Cangussu, assessor especial de Café da Secretaria de Agricultura de Minas, essa aproximação entre indústria e produtor é uma das grandes vantagens do programa. “Além de adotar práticas

de 15% sobre o preço de mercado, e a Vereda pagou R$ 290,00 por saca (ou, R$1.450,00 no total). Ou seja: o produtor recebeu um prêmio

sustentáveis de gestão agrícola, e assim melhorar a qualidade dos

médio de R$ 30,00 para cada saca.

direto ao mercado, que é esse contato com as indústrias”.

10

seus cafés, os produtores, mesmo os pequenos, estão tendo acesso


DA REDAÇÃO FOTOS: DIVULGAÇÃO

EXPORTAÇÃO

Semana do café gourmet atrai gastronomia chilena

Banner na entrada da escola

Uma promoção sem igual. Assim foi a primeira Semana do Café Gourmet, realizada de 7 a 11 de setembro, no INACAP (Instituto Profissional – Centro de Formação Técnica), da Universidade Tecnológica do Chile, em Santiago. Durante todos esses dias, sob o tema “Sabor e Saber”, foram promovidas degustações de cafés de

Francisco Pedrero, diretor a ICB e Nathan Herszkowicz ABIC

diversas regiões e harmonização de culinária, vinho e café, além de seminários e cursos básicos e avançados de baristas, com aulas de latte art e preparo de espressos.

baristas, chefs de cozinha, donos de restaurantes e alunos de escolas de hotelaria e gastronomia. O Chile é um dos mercados focados pelo

O evento, inédito, foi mais uma ação do PSI – Projeto Setorial

PSI – Café, pois o país já compra cafés do Brasil (cerca de US$ 400

Integrado de Promoção à Exportação de Cafés Industrializados,

milhões por ano), mas praticamente só solúvel. A proposta é

realizado pela ABIC em parceria com a Apex-Brasil. O evento contou

exatamente incentivar a demanda de café gourmet em grãos torrados

com o apoio da Achiga – Associação Chilena de Gastronomia. “Todas

ou torrado e moído, a partir da promoção do produto brasileiro junto à

as 320 vagas oferecidas nas diversas atividades foram preenchidas e

alta gastronomia chilena.

ainda tivemos profissionais na fila de espera”, comemora Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da ABIC e gerente comercial do PSI.

Trilogia perfeita

O objetivo da promoção foi ampliar o conhecimento sobre os Cafés do

As harmonizações de culinária, vinho e café, chamadas de trilogia

Brasil junto aos importadores, distribuidores, donos de cafeterias,

perfeita por combinar a rica cozinha e a alta qualidade dos vinhos

12


Chef Francisco Mandiola fazendo a sua apresentação na Trilogia Perfeita

chilenos com os cafés gourmet brasileiros, contou com a participação do chef Francisco Mandiola e do sommelier Pascual Ibañez, além de Ensei Neto, responsável pelas degustações de café. Nas harmonizações, foram servidos diversos pratos, de ouriço a caviar de café com cordeiro, os vinhos Pinot Noir, do Vale de Casablanca, e Shiraz, do Vale de Maule, e um café do Chapadão de Ferro, uma região

O Chef Francisco Mandiola com o enólogo Pascual Ibañez, entre Ensei Neto e Nathan Herszkowicz

vulcânica do Cerrado mineiro. A grande diferença desta 'Trilogia Perfeita' foi o café ter sido degustado ao longo da refeição, e não apenas depois. “A bebida, de morna para fria, foi tomada enquanto se apreciava o prato e o vinho. O café compõe muito bem, aflorando o sabor de todos os ingredientes”, diz Herszkowicz. “Tudo combinou de forma surpreendente, o que serviu para elevar muito o status do café gourmet do Brasil”. Tanto nas degustações quanto nos cursos de Barista, Latte Art e Espresso estão sendo utilizados, em sistema de rodizio, os cafés Toko, Floresta, Cruzeiro (da Cia. Iguaçu), Melitta, Camocin e Marques de Paiva (marca da Café Bom Dia). Além disso, a ABIC manteve um serviço permanente de café aberto a todos os participantes. Durante a semana também foram promovidas rodadas de negócios entre os empresários brasileiros e chilenos. Com todas essas ações via PSI-Café, a ABIC projeta exportações para aquele mercado no

Cleia Junqueira, do Brazilian Barista Coffee Team, na apresentação sobre como fazer o 'espresso' perfeito na Empresa Steward, durante a Semana do Café Gourmet

valor de US$ 1 milhão este ano e de US$ 3 milhões em 2010.

13


POR: MARÍLIA MOREIRA FOTOS: DIVULGAÇÃO

INOVAÇÃO

Barista cria cafeteria portátil E dá maior glamour ao serviço de café em casamentos, festas e eventos empresariais O barista mineiro Luiz Fernando Hosken está revolucionando as festas cariocas: ele criou uma cafeteria portátil e com ela está transformando o tradicional serviço de café em um momento de extremo prazer para os convidados e de glamour para o evento, seja

O barista Luiz Fernando Hosken

“Quando pedi a designer para desenvolver este projeto, falei: quero uma estação de cafés autônoma, no estilo art nouveau, como os cafés de Paris, e que caiba dentro de um Pálio”. No início eles acharam que não ia dar certo, mas com muito estudo e pesquisa Ana Paula conseguiu. “O estilo art nouveau ficou só na intenção, pois ficaria muito mais alto o investimento, mas o resultado ficou elegante, funcional e sofisticado”.

um casamento, seja um Baile de Debutantes ou mesmo uma festa de

Barista desde 2006, Luiz Fernando é formado em Odontologia e

empresas.

também é ator profissional. A paixão por café vem desde a infância,

Projeto de autoria da designer Ana Paula Fazio, a cafeteria tem uma estrutura totalmente desmontável e possui apenas um único

em Minas Gerais, onde visitava fazendas de café em companhia do pai, que era fiscal agrícola. “Minha formação como barista foi com os

parafuso que une todas as partes. Pode ser montada em menos de

melhores profissionais do Rio e de São Paulo. Depois fui para Itália,

meia hora! São duas bancadas (fórmica e imbuia) que se sobrepõem

França e Áustria pesquisar e quando voltei resolvi montar esse

em cima de caixas que, na parte traseira, servem de reservatórios

serviço exclusivo de degustação de cafés baseado nos modelos

para materiais gelados, insumos, materiais de limpeza. Já os pés são

europeus. Desde então tenho dado a esta bebida o rigor necessário à

rosqueados dentro das bancadas, tornando elas firmes e seguras.

sua preparação”.

“Levo tudo isso num carro comum, um Pálio”, diz Luiz Fernando. As duas bancadas maiores, que medem 1,90m x 0,60m, ele leva na

Para montar a sua cafeteria, Luiz Fernando necessita de 5 m², espaço

capota, fixadas em um rack. Dentro, ele retira o banco traseiro para

suficiente para o funcionamento e o trabalho de dois baristas e um

levar os itens restantes, como máquinas e moinhos.

ajudante. “Quando faço um evento de mais de 400 pessoas, levo um

14


aparador que fica na parte de trás, para apoio de taças e xícaras,

O barista mineiro Luiz Fernando Hosken está revolucionando as

causando um lindo visual, pois além das bebidas tradicionais como

festas cariocas: ele criou uma cafeteria portátil e com ela está

café 'espresso', cappuccino e moccaccino, sirvo drinques inusitados, gelados e alcoólicos à base de cafés”.

transformando o tradicional serviço de café em um momento de extremo prazer para os convidados e de glamour para o evento, seja um casamento, seja um Baile de Debutantes ou mesmo uma festa de

Embora não precise de reservatórios de água e esgoto, pois trabalha

empresas.

com máquinas que possuem esses itens internamente (La Spazialle e

Projeto de autoria da designer Ana Paula Fazio, a cafeteria tem uma

Mini Vivaldi S1), a bancada lateral de fórmica branca, onde ficam esses

estrutura totalmente desmontável e possui apenas um único

equipamentos, tem adaptações para saídas e entradas de fiação e mangueiras. “Peço apenas ao cliente duas fontes de energia, de 110 e

parafuso que une todas as partes. Pode ser montada em menos de meia hora! São duas bancadas (fórmica e imbuia) que se sobrepõem em cima de caixas que, na parte traseira, servem de reservatórios

220 volts, e pia com água corrente para higienização do material. O

para materiais gelados, insumos, materiais de limpeza. Já os pés são

resto nós levamos. Sirvo um café extraído de acordo com as normas

rosqueados dentro das bancadas, tornando elas firmes e seguras.

internacionais e grãos das melhores regiões cafeeiras do Brasil e

“Levo tudo isso num carro comum, um Pálio”, diz Luiz Fernando. As

do mundo”.

duas bancadas maiores, que medem 1,90m x 0,60m, ele leva na capota, fixadas em um rack. Dentro, ele retira o banco traseiro para

Quando não está em uso, a cafeteria fica montada em um quarto na casa de Luiz Fernando. Neste espaço, ele recebe clientes, como noivos, para criar uma carta de café exclusiva para a ocasião. Também

levar os itens restantes, como máquinas e moinhos. “Quando pedi a designer para desenvolver este projeto, falei: quero uma estação de cafés autônoma, no estilo art nouveau, como os cafés de Paris, e que caiba dentro de um Pálio”. No início eles acharam que

faz treinamentos de funcionários de cafés e bistrôs e recebe muitos

não ia dar certo, mas com muito estudo e pesquisa Ana Paula

amigos e amantes de café.

conseguiu. “O estilo art nouveau ficou só na intenção, pois ficaria

“Apesar de portátil, é uma cafeteria de verdade e que atende a

muito mais alto o investimento, mas o resultado ficou elegante, funcional e sofisticado”.

qualquer tipo de evento, com tudo que tem direito, de petit four e caixa de chás de vários sabores a cafés e cappuccinos”. A ideia de Luiz

Cartaz Exclusivas

Fernando, concretizada pela Ana Paula, agradou aos produtores de

Barista desde 2006, Luiz Fernando é formado em Odontologia e

eventos e muitos têm feito, por exemplo, confortáveis lounges em

também é ator profissional. A paixão por café vem desde a infância,

torno da cafeteria, fazendo do espaço uma área relaxante e exclusiva.

em Minas Gerais, onde visitava fazendas de café em companhia do

Entre os eventos em que já participou no Rio de Janeiro, está um casamento, em setembro, no barco Pink Fleet (propriedade do empresário Eike Batista), na Marina da Glória. “Ao sair do barco, os

pai, que era fiscal agrícola. “Minha formação como barista foi com os melhores profissionais do Rio e de São Paulo. Depois fui para Itália, França e Áustria pesquisar e quando voltei resolvi montar esse serviço exclusivo de degustação de cafés baseado nos modelos

convidados eram surpreendidos com uma mesa de doces e com nossa

europeus. Desde então tenho dado a esta bebida o rigor necessário à

diversificada carta de cafés”.

sua preparação”.

Além de sofisticação, bom gosto, cultura, conhecimento e um serviço

Para montar a sua cafeteria, Luiz Fernando necessita de 5 m², espaço

de cafés de qualidade, esta cafeteria portátil também dá ao evento

suficiente para o funcionamento e o trabalho de dois baristas e um

um forte apelo visual. “Colocamos uma bebida de caráter tão

ajudante. “Quando faço um evento de mais de 400 pessoas, levo um

complexo como o café num status que ela sempre deveria ter em um

aparador que fica na parte de trás, para apoio de taças e xícaras,

evento. Quem não gostaria de chegar a uma festa e ter uma cafeteria

causando um lindo visual, pois além das bebidas tradicionais como

à sua disposição?!”

café 'espresso', cappuccino e moccaccino, sirvo drinques inusitados, gelados e alcoólicos à base de cafés”.

Saiba mais: www.luizfernandobarista.blogspot.com

15


empresa. Tudo para conferir ao produto exclusividade, um caráter

INOVAÇÃO

singular e envolvente”, diz Tatiana Ponce, Gerente Nacional de DA REDAÇÃO FOTOS: DIVULGAÇÃO

Mercado e Consumidor do Boticário. Uma dobradinha de perfumistas renomados participou do desenvolvimento das duas novidades. Verônica Casanova, que assina Coffee Man, se inspirou na história das antigas fazendas de café, no luxo e na exaltação da bebida, tradicional em encontros sociais ou

Café inspira novas fragrâncias do Boticário

profissionais. “A infusão de grãos do café torna o perfume quente, sensual e marcante, indicado para ser usado pelo homem em qualquer situação”, comenta Verônica. As notas de saída de Coffee Man tiveram inspiração na cultura indiana, que usa o cardamomo para deixar o sabor do café mais elegante e exótico, criando um contraste com o corpo fresco, denso e cremoso. Possui notas de café Bourbon amarelo e acorde floral composto pelas nobres flores utilizadas na perfumaria masculina, como absoluto de íris, violeta e gerânio. Toques de folha de tabaco, âmbar e couro foram adicionados para valorizar o lado masculino do perfume.

Marca lança Coffee, nas versões Man e Woman, feito a partir da infusão de grãos de café especiais

Coffee Woman, por sua vez, foi criado pelo perfumista Hernán Figoli e tem uma fragrância Floral Oriental. “Para a criação, imaginei uma mulher forte, cheia de personalidade e, acima de tudo, muito sensual”, comenta Figoli. Sofisticada, é uma combinação de notas cítricas frescas e frutais vibrantes na saída. O corpo é enriquecido com floral

O Boticário buscou inspiração no café, consumido em grande parte

feminino e opulento, personalizado pelo exclusivo extrato de café

dos países, e investiu cerca de R$ 2 milhões para o lançamento de

arábica, reconhecido pela sua qualidade. O fundo quente e sensual

Coffee Man e Coffee Woman, que desde outubro já estão nas cerca de 2.700 lojas de todo o País. A empresa, que já se destaca no setor da perfumaria com a produção de fragrâncias inspiradas no mundo dos

combina notas da flor do café com notas ambaradas e amadeiradas cremosas, mescladas com o caráter envolvente do musk e a doçura

vinhos, a partir de agora também se torna a primeira marca nacional

das notas de baunilha.

a lançar perfumes obtidos a partir do processo de infusão de grãos

A fazenda Águas Claras, localizada em Itapira, interior de São Paulo,

de café especial, outra bebida internacionalmente consagrada.

foi escolhida para ser a fornecedora do café arábica utilizado na

A fabricação das novas fragrâncias passou por um ritual único. Para a

fabricação dos novos perfumes. A cafeóloga Eliana Relvas prestou

produção de Coffee Man e Coffee Woman, foi criado um espaço

consultoria e forneceu estudos e pesquisas que viabilizaram a

exclusivo na fábrica do Boticário, em São José dos Pinhais, região da

transformação dos grãos na fragrância. “A ideia de criar um perfume

Grande Curitiba (PR), onde todo o processo é realizado.

inspirado no café é sensacional. A bebida combina com aroma,

“Selecionamos a melhor matéria-prima para a composição das

pessoas, momentos de prazer e é uma paixão nacional, assim como

novidades que incrementam, ainda mais, o portfólio da perfumaria da

perfume”, explica.

16


Coffee Man 100 ml Família Olfativa: Oriental Amadeirado Saída: Bergamota, Cardamomo, Gengibre, Folha de Bambu, Folhas de Pimenta, Pomelo Corpo: Fourgére Spicy, Noz Moscada, Schinus Molle CO2, Folhas de Tabaco, Davana Oil Lmr, Gerânio, Violeta, Íris Fundo: Generessence Café, Pachouli, Âmbar, Couro, Sândalo, Cedro, Living Bourbon “toasted”

Coffee Woman 100 ml Família Olfativa: Floral Oriental Saída: Bergamota, Maçã, Folhas Verdes Corpo: Jasmim, Flor de Laranjeira, Extrato de Café Fundo: Benjoim, Âmbar, Musk, Sândalo, Baunilha, Coffee Oil CO2


De acordo com Henrique Bitencourt Vaz, filho do proprietário e administrador do Café Regina, 80% dos clientes da casa tomam ao menos um café por dia. "Desse percentual, cerca de 30% retornam à cafeteria de duas a cinco vezes ao dia. Isso demonstra a fidelidade DA REDAÇÃO FOTOS: DIVULGAÇÃO

MERCADO

dos clientes”. "Dentro da nossa parceria de 10 anos, esse Cartão Fidelidade vai representar mais um passo de uma indústria comprometida com seus consumidores e um estabelecimento de varejo, que tem procurado sempre inovar, ao mesmo tempo em que se mantém fiel às suas origens e às tradições históricas de Campinas", acrescenta Natal Martins, diretor comercial da Café Canecão.

Café Canecão e Café Regina lançam Cartão Fidelidade

O Café Regina foi fundado em 1952 e em 20 de setembro de 1984 foi adquirido por Jorge Francisco Vaz, que tinha uma tabacaria próxima ao local e era frequentador habitual. Gostava tanto da casa que quando o proprietário manifestou interesse em vender, ele não teve dúvida, o espaço seria seu. Já se passaram 25 anos e o sucesso só aumentou. Henrique Bitencourt Vaz lembra histórias saborosas da cafeteria, conhecida pelo seu tradicional café de coador. "A casa tem frequentadores tradicionais e na grande reforma por que passou em 1999, foi colocada a primeira máquina de café 'espresso'. Um dos

Uma das mais tradicionais cafeterias de Campinas (SP), o Café Regina completou em setembro 57 anos de atividades presenteando os seus consumidores. Além do café que oferece gratuitamente aos clientes para comemorar a data, a casa lançou um Cartão Fidelidade Café 'Espresso'.

clientes habituais ficou indignado e foi falar com meu pai pensando que ali começaria uma modernização e se perderia o charme do café de coador. Antes que meu pai pudesse explicar qualquer coisa, ele fez um verdadeiro discurso, dizendo que o Café Regina era patrimônio da cidade e não dele não e que, portanto, não poderia tirar isso do consumidor de Campinas. Só depois de alguns minutos é que meu pai

A promoção está sendo feita em parceria com o Café Canecão,

conseguiu explicar que a máquina de café 'espresso' e o café de

indústria campineira que há 10 anos é fornecedora do Café Regina.

coador poderiam conviver em harmonia no Café Regina e que a

Toda pessoa que compra um café 'espresso', recebe um cartão com

tradição não se perderia".

carimbo e a cada 10 cafés, ganha um de graça. A casa tem uma urna onde aqueles que tiverem o cartão com os carimbos necessários

.

podem concorrer ao sorteio de uma Prensa Francesa. Cada grupo de 10 sorteados pode ainda fazer uma visita monitorada às instalações da Café Canecão. O Cartão Fidelidade foi produzido especialmente pela Fellows Comunicação e Marketing, que conforme o seu diretor, Flávio Bandiera, tem se especializado na elaboração de produtos mercadológicos que objetivam a fidelização dos consumidores com a marca. Bandiera afirma que o Cartão Fidelidade normalmente é utilizado pelo comércio e que é uma excelente iniciativa agora por parte de uma indústria.

18

Natal Martins, do Café Canecão, com Henrique e Jorge Vaz, do Café Regina, e grupo de amigos


POR: MARÍIA MOREIRA FOTOS: ERODI FLORÊNCIO

PROMOÇÃO

Concurso de Receitas revela a paixão dos brasileiros por café

O chef Jorge Monti, que preparou e avaliou as receitas doces e salgadas

O Cappuccino Caseiro criado por Luciana Santiago R. de Freitas; a

que venceu na categoria “Doce” com uma receita que combina

Bisteca Suína ao Molho de Café, de Ronny Guedes de Araújo, e o

chocolate meio amargo, café e creme de leite. Ela adora cozinhar e é

Ponche de Café e Chantilly, de Ana Maria Nogueira de Araújo, foram os

especialista em criar receitas originais, principalmente com café,

vencedores nas categorias 'Bebidas', 'Salgado' e 'Doce',

desde sorvetes até o premiado Ponche com Chantilly, que já fazia

respectivamente, do 1º Concurso ABIC de Receitas de Café.

parte do cardápio de sua família.

Promovido durante os meses de julho e agosto, o certame fez parte do “Festival do Café no Inverno”, campanha por meio da qual a entidade incentiva indústrias e varejo a criarem ações conjuntas para a promoção do produto.

O café também faz parte da vida de Luciana Santiago R. de Freitas, 34 anos, carioca de São José de Meriti, que venceu na categoria “Bebidas”. A receita do Cappuccino Caseiro ela criou quando trabalhava com cestas de café da manhã. “Colocava em um potinho

O resultado do concurso foi surpreendente, por que mais do que boas

decorado, junto com a forma de preparo, e fazia um grande sucesso”,

e bem elaboradas combinações, revelou também o quanto o café está

conta a campeã, que abandonou as cestas para se dedicar ao filho,

presente na vida dos brasileiros. Os três vencedores não são 'chefs',

hoje com dois anos, e à Faculdade de Letras.

mas cozinheiros de mão cheia que em comum têm uma paixão pelo café que vai muito além da dose servida na xícara e literalmente invade a cozinha como ingrediente de inúmeras receitas.

Já o vencedor na categoria “Salgado”, o metalúrgico paulistano Ronny Guedes de Araújo, 35 anos, morador do bairro do Butantã, além de gostar muito de café adora, igualmente, disputar diversas

“Aqui em casa todo mundo adora café”, diz a dona de casa Ana Maria

premiações. “Participamos de vários concursos e sempre quem

Nogueira Araújo, 36 anos, moradora do Jardim Guaraú, em São Paulo,

inscreve é a Ana”, diz ele, referindo-se à esposa, com quem está

20


As receitas campeãs Cleia Junqueira e Bruno Ferreira testaram as receitas de bebidas, no laboratório do Centro de Preparação de Café de São Paulo

casado há 14 anos. Mas a dupla não aposta só na sorte para ganhar. Eles capricham bastante, como ficou comprovado. A receita de bisteca com molho de café foi exclusivamente criada pelo casal para o concurso da ABIC. Na casa deles o café também está presente na xícara e na cozinha.

Seleção O concurso foi nacional e realizado pela internet. As três receitas campeãs, além de terem sido as mais votadas pelos internautas que acessaram o site da ABIC, passaram também pelo crivo e prova de um Júri Técnico, integrado pelo chef Jorge Monti, da ABAGA - Associação

Ponche de Café e Chantilly

Brasileira de Alta Gastronomia e pelos baristas Cleia Junqueira e Bruno Ferreira, da Equipe de Baristas Cafés do Brasil, e coordenado pelas nutricionistas da ABIC, Mônica Pinto e Christianne Monteiro. Esta foi a primeira vez que a ABIC realizou uma ação interagindo com os consumidores. “A experiência foi fantástica e vamos aperfeiçoar para que a segunda edição, em 2010, seja melhor ainda”, comemora Almir José da Silva Filho, presidente da entidade. De 1º de Julho a 31º de agosto, que compreendeu o período de postagem de receitas e de votação, mais de 17 mil internautas acessaram a página, ou seja, mais de 250 visitas por dia. Foram enviadas 31 receitas, sendo 14 de bebidas, 11 de pratos doces e 6 de pratos salgados. Como prêmio, os vencedores receberam 20 pacotes de 250 gramas, cada, com o exclusivo café ABIC da 5ª Edição dos Melhores Cafés do Brasil – Safra 2008, e exemplares do Jornal do Café pelo prazo de um ano.

Ingredientes: 4 pedacinhos de chocolate meio amargo Açúcar a gosto 4 colheres de sobremesa de creme de leite 4 xícaras (de chá) de café bem forte Chantilly Canela Cacau em pó Raspas de laranja. Modo de Preparo: Derreter o chocolate, o açúcar e o creme em fogo brando. Juntar o café e levar ao fogo sem deixar ferver. Colocar em xícaras grandes. Guarnecer com chantilly e sobre ele colocar canela, cacau em pó e as raspas de laranja.

21


POR: MARÍIA MOREIRA FOTOS: FLORÊNCIO

PROMOÇÃO

Bisteca Suína ao Molho de Café Ingredientes: 5 bistecas de porco Molho:

Cappuccino Caseiro Ingredientes:

2 colheres de sopa de margarina 1 cebola média ralada ½ colher de chá de sal Molho de pimenta a gosto ½ colher de sopa de salsinha picada Suco de 2 laranjas grandes Suco de 1 limão 1 colher de sopa de mostarda 1 colher de sopa de conhaque 1 colher de chá de maisena 3 colheres de sopa de café bem forte Modo de preparo:

1 lata de leite em pó 1 lata de achocolatado 100g de café solúvel 1 pacote pequeno de bicarbonato de sódio 1 pacote pequeno de canela Modo de preparo: Misture tudo e, na hora de servir, é só acrescentar 1 colher de sopa para cada xícara de cappuccino e adicionar água ou leite quente.

22

Tempere as bistecas e reserve. Prepare o molho, colocando em uma panela a margarina. Deixe derreter e acrescente a cebola ralada e deixe dourar. Em seguida, acrescente a mostarda, o suco de laranja, o suco de limão, a salsinha, o conhaque, o sal e a pimenta, e mexa por alguns segundos. À parte, dissolva a maisena no café e acrescente ao molho, mexendo até engrossar. Frite as bistecas e despeje sobre elas o molho. Sirva com arroz branco e salada de folhas.


EMPACOTADORA AUTOMÁTICA VERTICAL À VÁCUO Formatos: Alto vácuo Fundo chato Almofada tradicional Peso: De 125g a 1Kg Velocidade: Alto vácuo: 15 a 18 pacotes/min. Fundo chato: 15 a 25 pacotes/min. Tipos de produtos envasado Pó, Granulado, e/ou Grão Dosador de rosca com servo-motor Balança com dupla calha vibratória e célula de carga com auto-tara

EMPACOTADORA AUTOMÁTICA VERTICAL Formatos: Fundo chato Quatro soldas Almofada tradicional Peso: De 125g a 1Kg Velocidade: Fundo chato: 30 a 45 pacotes/min. Almofadas: 30 a 55 pacotes/min. Dosador de rosca com servo-motor Balança com dupla calha vibratória e célula de carga com auto-tara

Fone (11) 3258-4043 montanacoffee@uol.com.br

Solução em empacotamento


Se a bebida for gelada, sempre servir em taças, as quentes em taças com alça é uma boa pedida. Usar chantilly, as caldas de caramelo e/ ou chocolate também é uma boa dica para decorar os copos e deixar as

CARDÁPIO

bebidas atrativas. “Mas atenção à quantidade de bebida no copo”, DA REDAÇÃO FOTOS: DIVULGAÇÃO

alerta Cleia. “Bebidas com café não podem passar de 150 a 200 ml, pois pode se tornar enjoativa”.

CAFÉ & VERÃO Drinques gelados à base de café começam a cair no gosto dos brasileiros e se tornam uma excelente pedida para os dias quentes da temporada de verão

Frapê de Café Ingredientes: 4 cubos de gelo de café 150 ml leite gelado 1 bola de sorvete de creme 1 col her (sopa) chocolate em pó 1 dose de flavour de vanila 1 pitada de canela ou ½ dose de flavour de canela Calda de chocolate para decorar Modo de Preparo: Decorar a taça com calda de chocolate. Bater todos os ingredientes no liquidificador e servir.

“O café é democrático. Combina com frutas cítricas como limão, laranja, carambola, cupuaçu; com frutas secas como avelã, nozes, macadâmia, amendoim; combina também com bebidas alcoólicas como licores, whiskies, cachaça, e harmoniza perfeitamente com sorvetes de creme, baunilha e chocolate”. Quem dá a dica é a barista Cleia Junqueira, instrutora do CPC Centro de Preparação de Café do Sindicafé São Paulo. A cada verão, os drinques gelados à base de café ganham mais

Cappuccino Gelado

destaque nas cafeterias e outros pontos de consumo. Independe da

Ingredientes: 100 ml de leite gelado 2 colheres (sopa) de leite condensado 4 cubos de gelo de café 1 colher (sopa) chocolate em pó 5- 0 ml Amarula

receita, Cleia diz que deve ser dada atenção especial ao copo utilizado. “Ele deve ser adequado à bebida e deve ser um copo que chame a atenção. É importante sempre ter em mente o seguinte: se você estiver em uma cafeteria e ver alguém tomando aquele drinque, vai querer também”. Nesse caso, uma boa idéia também é caprichar na produção do cardápio, com fotos que deem água na boca.

24

Modo de Preparo: Bater todos os ingredientes no liquidificador e servir.


QUALIDADE

DA REDAÇÃO FOTOS: DIVULGAÇÃO

Certificada 1ª cafeteria em Brasília e mais uma no Rio Grande do Sul O Círculo do Café de Qualidade, que está completando dois anos de atividades, cada vez mais se expande pelo Brasil, certificando e destacando as casas que promovem o café de qualidade. Prova disso são as duas recentes adesões ao programa: as cafeterias Grenat Cafés Especiais, de Brasília, e a Di Kaffa Cafeteria, de Passo Fundo, no Rio

Localizada numa região que atrai políticos e empresários pelos seus

Grande do Sul.

restaurantes, a exemplo do famoso Piantella, a cafeteria Grenat

A Grenat Cafés Especiais foi aberta há dois anos por Luciana Sturba para ser uma cafeteria mas, por sugestão do marido e sócio Marcos, anexou à loja um espaço para venda de produtos afins, como

comercializa diversos cafés, como Orfeu, Pessegueiro, Brauna, Vitali e Ateliê do Café. Tem também o seu próprio blend, o café Grenat, elaborado com grãos da Fazenda Baú, do Cerrado mineiro.

máquinas, cafés e acessórios para baristas. Luciana entrou no

A certificação CCQ é mais um prêmio que a Grenat recebe este ano: a

“mundo do café” como consumidora. “Nunca gostei do cafezinho

casa foi eleita como 'o melhor café 'espresso' de Brasília em 2009, pela

normal e resolvi pesquisar e estudar”. Foi o que bastou para se

revista Veja. “O CCQ vai mostrar aos brasilienses o nosso padrão”,

apaixonar. Fez curso com a barista Isabela Raposeiras, na Academia

comemora Luciana. O sucesso do empreendimento está no foco que

de Barismo, em São Paulo, e se saiu tão bem que hoje ela representa a

ela deu ao negócio: o café é o produto da casa. Bebidas alcoólicas só

escola e dá cursos em Brasília. “A Isabela também prestou consultoria,

são usadas em drinques com café. Mas ela serve à parte licor de café e

ajudando a analisar o ponto comercial e depois criando a primeira

cachaça de café.

carta de cafés”, diz Luciana.

26


Di Kaffa Cafeteria

Educar o consumidor Sucessora da Eurocafé, primeira cafeteria aberta pela família de

e acham que café é tudo igual”, explica Keition. Agora, com a casa

Keition Bordignon, há sete anos, a Di Kaffa surgiu há um ano com a

certificada pelo CCQ, ele pretende distribuir os materiais educativos

proposta de educar os consumidores de Santa Maria para as várias

que a ABIC produz, levando informação e conhecimento aos seus

qualidades e formas de preparo do café. E as transformações foram

clientes.

grandes: não só mudaram o nome como também a localização da loja dentro do Shopping Bela Cittá, o maior da cidade. Eles saíram da concorrida e barulhenta Praça de Alimentação para uma ilha que fica em frente ao cinema. “Agora é muito mais tranqüilo, mais agradável e dá para saborear calmamente o café”, diz Keition. Essa tranqüilidade é necessária para a proposta de educar os

Formado em administração de empresas, Keition, que também trabalha com roupas em uma loja em outro shopping, só recentemente está realmente à frente da cafeteria. Quem começou com o negócio todo, há sete anos, foi sua mãe, Dona Jandira. “No início eu até ajudava, mas às vezes. Agora estou trabalhando mesmo”, diz.

consumidores. “Aqui poucos sabem o que é um café curto ou carioca,

Contatos: grenatcafes@gmail.com e dikaffacafeteria@terra.com.br

27


ARTIGO

Por Prof. Dr. Darcy Roberto Lima, MD, PhD

Café, uma bebida natural,é a mais saudável para atletas A prática de exercícios tornou-se uma rotina comum e saudável na

Olimpíadas do Café Depois de dois meses recuperando-se de um sério problema de saúde, o Dr. Darcy Lima, coordenador

sociedade moderna, sendo a corrida a forma mais comum. Outras atividades como natação, ciclismo, futebol, vôlei, basquete e esportes com raquetes (tênis, "squash") envolvem um número enorme de participantes. Este exercício soma-se ao gasto energético efetuado nos locais de trabalho do ser humano, sendo menor nas sociedades sedentárias. Antes da Revolução Industrial, o trabalho braçal humano era responsável por 30% da energia gasta nas fabricas e no campo. Na

científico do Programa Café e Saúde da ABIC e um dos

atualidade, nos países ricos e nas camadas dominantes dos países

maiores pesquisadores e incentivadores de estudos nos

pobres, este gasto energético equivale a menos de 1%. Isto criou a

mais diversos países sobre as propriedades e benefícios

forma sedentária de vida, algo recente na história da humanidade,

do café, está novamente a postos. Em sua casa, em Petrópolis (RJ), desde 19 de outubro, ele já retomou a edição em português de mais um livro de sua autoria – '101 Razões para Tomar Café Sem Culpa' – e mandou um recado aos leitores do Jornal do Café: “Vamos fazer as

acostumada a uma intensa atividade física em sua evolução. Um grande número de doenças pode ser influenciado pelo exercício, como asma, ou mesmo prevenidas em sua ocorrência, como problemas cardiovasculares. O exercício pode ser dividido em isométrico e isotônico, dependendo do tipo de atividade muscular realizada, e eles diferem

Olimpíadas serem do Café”. Por sua sugestão, publicamos

substancialmente nos seus efeitos fisiológicos. O exercício isométrico

novamente o artigo sobre Café e Atletas.

aumenta a resistência vascular periférica de forma generalizada, ao mesmo tempo em que causa um aumento na pressão sanguínea sistólica e diastólica com pouco aumento no volume sistólico e no

28


debito cardíaco. No exercício isotônico, a resistência vascular periférica

Durante o exercício físico ocorrem alterações nos níveis plasmáticos de

total cai, mas a freqüência e o débito cardíaco aumentam. A pressão

monoaminas e de neuropeptídeos no sistema nervoso central,

sistólica aumenta significativamente, com pouca alteração da

causando profundas mudanças nas funções neuroendócrinas. O

diastólica, o que causa um discreto aumento na pressão arterial média.

treinamento físico também pode diminuir o catabolismo das

O trabalho isométrico causa uma sobrecarga de pressão ao coração,

endorfinas, sendo possível supor que as alterações nos níveis de

enquanto que o exercício isotônico causa uma sobrecarga de volume.

peptídeos opióides endógenos mediados pelo exercício físico podem

Os efeitos hemodinâmicos do exercício isométrico dependem de sua

causar mudanças subjetivas e do humor do atleta, benéficas não

intensidade. Diferentes grupos musculares também causam diferentes

apenas na atividade física, mas no perfil psicológico do individuo.

alterações hemodinâmicos durante o exercício.

Corredores de maratona e atletas de outras formas de exercício

Atividades com os membros superiores causam um maior aumento na

intenso aumentam os níveis de endorfina no cérebro, criando uma

freqüência cardíaca e na pressão sanguínea do que atividades com os

forma de autogratificação interna (“self-reward”). Isto faz com que o

membros inferiores, para um mesmo consumo de oxigênio ou idêntico

atleta treinado siga adiante ao atingir um ponto máximo de cansaço,

trabalho realizado. O exercício isométrico aumenta a força e a massa

que leva todas as pessoas sem treinamento a pararem por fadiga. Caso

muscular. Atletas competitivos podem ser bastante beneficiados pelos

os atletas tomassem café diariamente durante os treinos, na dose

exercícios isométricos. Por outro lado, o exercício isotônico dinâmico é mais benéfico e produz alterações cardiovasculares de adaptação úteis em atletas e em pacientes. Por isto, a melhor e mais saudável forma de exercício é a atividade dinâmica isotônica.

mínima de 4 xícaras, é possível imaginar que os ácidos clorogênicos do café bloqueariam os receptores que são estimulados pelas endorfinas, peptídeos opióides cerebrais. Isto faria com que os neurônios do cérebro aumentassem sua descarga de endorfinas para trazer o estímulo necessário para o atleta prosseguir, atingindo a

O exercício físico pode trazer grandes benefícios psicológicos ao ser humano, produzindo estimulação e relaxamento psíquico. Uma melhora do humor, da auto-estima e da capacidade de trabalho tem sido

autogratificação num nível mais alto. Atletas assim treinados teriam um cérebro trabalhando contra uma resistência a autogratificação. E quando esta resistência fosse retirada, certamente este cérebro

observada em pessoas saudáveis e em pessoas submetidas à

estaria com uma maior capacidade de produzir a autogratificação.

reabilitação cardíaca. Exercícios agudos aliviam a ansiedade e a tensão,

Desta forma, atletas treinados consumindo diariamente café, caso

embora a duração seja temporária por 2 a 5 horas. A atividade física

parassem de tomá-lo na véspera e nos dias de competição, poderiam

reduz o risco de aparecimento de depressão e a incidência de

ter sua performance aumentada de forma significativa, sem qualquer

depressão em pacientes com predisposição para tal, além de haver uma

tipo de "doping”. Apenas aumentando, além da capacidade dos

melhor capacidade de adaptação ao estresse.

músculos, a capacidade do cérebro de prosseguir mais além.

Saiba mais: www.cafeesaude.com.br

29


ARTIGO

Ti :

2

Por Waldir Arevolo*

é hora de resolver a equação para ampliar os negócios

Embora seja um dos “meios” de comunicação mais simples e interativa,

Vale lembrar que toda a informação da internet ainda deve ser somada

no mundo corporativo a internet demanda uma gestão rápida e prática

ao conteúdo gerado pelos veículos tradicionais, tais como rádio, TV e

das informações capturadas, inicialmente em transações e

jornais. Embora eles utilizem uma abordagem mais unidirecional de

posteriormente através de serviços. Recentemente o mundo

comunicação com seus públicos, já apresentam exemplos práticos de

empresarial percebeu que além de gerir o capital financeiro, ele deverá

interação, confirmando a tendência para um relacionamento mais

organizar e transformar o capital social em resultados quantitativos e

colaborativo que une a combinação e a utilização integrada dos meios

qualitativos para os negócios. Interagir com um maior número de

de comunicação.

pessoas e analisar uma quantidade maior de informações geradas nas redes sociais, que crescem exponencialmente, é uma nova forma de converter todo esse conteúdo em conhecimentos e experiências que sejam realmente relevantes para o business das empresas.

Um número crescente de companhias em todo o mundo está adotando modelos híbridos para aproximarem-se dos clientes, potenciais clientes, parceiros e fornecedores com o objetivo de intensificar o processo de conversão das informações originalmente desestruturadas em

Atualmente um dos meios mais eficientes de comunicação é a Web 2.0.

conhecimentos valiosos, serviços mais completos e produtos ainda

As diversas redes sociais, os inúmeros blogs, os sites que surgem a

mais alinhados as expectativas e variáveis competitivas do mercado.

cada dia, tem tornado esse ambiente mais dinâmico e atrativo. E quando imaginamos que existe pouco espaço para soluções simples e inovadoras surgem novidades que nos impressionam e nos impulsionam a utilizá-las. É o caso do Twitter que propaga enorme quantidade de informações diariamente e continua crescendo através do ingresso de novos “seguidores”. Toda essa evolução de relacionamentos e dinamismo destes canais nos leva a uma questão que preocupa as empresas: Como criar filtros de comunicação para monitorar e capturar informações realmente relevantes, confiáveis, e de qualidade para

Todo esse avanço levanta outra dúvida para as empresas em relação as redes sociais . Liberá-las para o uso dos colaboradores internos ou não? A resposta afirmativa é inevitável, tanto sob o ponto de vista tático quanto estratégico para os seus negócios: Os funcionários, melhor dizendo: reais colaboradores, fazem parte do seu “ecossistema de negócios” e como parte importante do seu capital social, devem ser motivados a aproximarem-se ainda mais dos clientes, entender melhor o mercado e saber o que se passa com seus competidores.

suportar as decisões de negócios? E mais, como organizar esse

Com a Web 2.0 todos os seus colaboradores internos,

conteúdo e convertê-lo em valor quantificável para o business?

independentemente de seus cargos e títulos, devem ser encarados

30


como parte ativa de sua força de venda, de campanhas de marketing,

informações e conhecimentos obtidos nesses relacionamentos em

de recrutamento de novos talentos e de seu centro de inovação. Do

produtos melhores, serviços mais eficientes e negócios inovadores

contrário, como as empresas ganharão credibilidade e interatividade

e rentáveis.

com seus clientes, se os seus próprios colaboradores são colocados a

Lembre-se também que interatividade e contexto andam juntos, e que

margem dessas iniciativas?

no caso da geração e organização do capital social em benefício dos

O primeiro passo é conscientizar todos os funcionários que a empresa

negócios da sua empresa o “I” de informação será muito mais relevante

realmente quer tê-los como reais colaboradores e co-responsáveis pelo

que o “T” de tecnologia. As pequenas, médias e grandes empresas que

sucesso da empresa. Na prática, isso significa orientá-los e motivá-los para que utilizem seus conhecimentos e propaguem informações em benefício da própria empresa assim, conseqüentemente beneficiaremse financeiramente e socialmente com a empresa na quais colaboram.

atraírem rapidamente clientes para essa realidade mais dinâmica e construtiva para ambos os lados (colaboradores e negócios) serão aquelas que ganharão maior competitividade e manterão a concorrência cada vez mais distante do seu mercado. Cabe resolver a equação da (TI2) e uma sugestão: atraia e retenha melhor o capital social de seu

Com essa transição cultural a nível corporativo, todos os colaboradores

ecossistema proporcionando informação com interatividade, antes que

se sentem responsáveis pelos resultados e pela reputação da imagem

alguém faça isso por você.

da empresa no mercado, ou seja, além das tradicionais políticas e procedimentos para proteger a reputação da empresa, a “monitoração dinâmica e colaborativa” das informações e interações geradas interna e externamente solucionará rapidamente qualquer comportamento inapropriado de um de seus colaboradores ou de qualquer evento externo, pois todos eles sentem-se realmente envolvidos nas situações que podem beneficiá-los ou prejudicá-los através dos resultados e da reputação da empresa. O segundo passo, utilizando os colaboradores internos e externos (clientes, parceiros e provedores) é gerar contextos realmente interativos nos quais todos os participantes consigam rapidamente encontrar a razão pela qual estão colaborando, a importância de interagirem com a empresa e o que realmente estão ganhando com essa ação. Desta forma, será muito mais fácil e natural converter as

* Waldir Arevolo é consultor sênior da TGT Consult. Antes, foi diretor de pesquisas do Gartner, cobrindo os temas de BPM, Portais, Knowledge Management, Colaboração e e-Learning. Atuou também em empresas como Philips e Unibanco, na área de Arquitetura de Sistemas e Informação.

31


TORRADO E MOÍDO

Eu Amo Café A Editora Prumo lançou, pelo selo Prumo na mesa, a obra 'Eu amo café – Mais de 100 bebidas com café deliciosas e fáceis de fazer', de autoria da especialista em cafés Susan Zimmer. O livro é divido em duas partes: a primeira sobre grãos e máquinas, e a segunda sobre receitas. Os leitores encontrarão dados sobre o cultivo de café em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil. No segundo, estão receitas curiosas, como café com champanhe e com pimenta.Susan Zimmer trabalha há mais de 20 anos no ramo e já criou cardápios personalizados para inúmeros restaurantes e cafés. A autora, bestseller internacional especializada em café e já trabalhou com alguns dos maiores chefs gastronômicos. Mora em Calgary, no Canadá. Com tradução de Amini Rassoul e Fabiana Badra, o livro tem 280 páginas e está sendo vendido por R$ 64,90.

Negócios com Café “Mercados Interno e Externo do Café Brasileiro” é uma publicação composta por uma seleção de textos de renomados estudiosos que têm como tema as mais recentes pesquisas relacionadas ao comportamento do mercado do café brasileiro nos últimos anos, tanto no que se refere ao que é realizado dentro do país, quanto para os comércios internacionais. Tem como editores o engenheiro agrônomo, pós-doutor em economia aplicada e pesquisador da Embrapa Café, José Luis dos Santos Rufino e o economista e doutorando em Economia Aplicada pela UFV, Alan Figueiredo de Arêdes. O livro foi publicado com o apoio do Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, instituição da qual a Embrapa e a UFV são fundadoras. O lançamento aconteceu dia 8 de outubro durante o XXI Seminário Internacional de Política Econômica, realizado no Departamento de Economia Rural da UFV.

32


Consumo consciente “A Gritadeira’’ É o novo título do projeto Leia Comigo! da Fundação Educar DPaschoal. Pela primeira vez, o tema abordado visa estimular o consumo consciente nas crianças. Para tratar deste assunto, a autora Sandra Aymone criou uma plantinha falante que conversa e orienta uma garotinha a ter atitudes que contribuem com a preservação do planeta. Entre as orientações que a plantinha faz estão: não deixar a luz acesa à toa, utilizar sempre que possível sacola retornável no supermercado, dar preferência para comprar frutas, verduras e legumes da época; reutilizar papel e usar a água de forma responsável. "Este projeto pretende fazer com que as crianças despertem para atitudes simples que podem ser incorporadas no dia-a-dia delas e da família", afirma a coordenadora do projeto Leia Comigo, Silnia Martins Prado. Quem tiver interesse pode fazer um pedido ou imprimir um exemplar pelo site www.educardpaschoal.org.br

Latíssima Ao toque de um botão, pode-se preparar um cappuccino ou um latte machiatto! Assim é a Nespresso Latíssima, cujo nome tem origem dos termos em italiano: "latte" para "leite" e o sufixo "issima", como um superlativo para "o melhor". O modelo oferece uma função automática para espuma de leite, o que permite aos aficcionados por café preparar um 'Espresso', Lungo, Cappuccino ou receitas de café com leite com o toque de um botão. O sistema fornece a combinação ideal entre vapor, leite e ar para criar espuma de leite com a consistência perfeita. Preço: R$ 2.200,00.

33


Foto: Arquivo ACS

COFFEE BREAK

Na inauguração da mostra do Museu do Café, as presenças de: João Sampaio, secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, Linneu Carlos da Costa Lima, presidente do Museu do Café, Luiz Marcos Suplicy Hafers, presidente do Conselho de Administração da Associação dos Amigos do Museu do Café, Claudinéli Moreira Ramos, da Secretaria de Cultura de São Paulo e Roberto Rodrigues, exministro da Agricultura e atual Coordenador do Centro de Agronegócios da FGV.

França & Brasil Em comemoração ao ano da França no Brasil, o Museu do Café, em Santos, apresenta a exposição “O intercâmbio entre as culturas – França e Brasil – cafés, feiras e ciência”. A mostra destaca a importância decisiva do país europeu na chegada do café ao Brasil; a influência francesa na consolidação das cafeterias como espaços de socialização e as parcerias comerciais e científicas entre os dois países. Em cartaz até 31 de março de 2010, a exposição é uma realização do Museu do Café – Organização Social ligada ao Governo do Estado de São Paulo –, e patrocinada pelo Ministério da

Anúncio do Café do Brasil na França

Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A presença da França na história do café do Brasil é marcante, basta citar que as primeiras mudas e sementes que desembarcaram no país vieram da Guiana Francesa em 1727, como presente da esposa do governador, Sra. d'Orvilliers, ao Capitão Francisco de Melo Palheta. No entanto, o hábito francês de beber café é bem anterior a esse período. Prova disso são registros como o livro “O bom uso do chá, do café e do chocolate para a preservação e para a cura de doenças”, escrito pelo médico Mr. De Blegny, ainda sob o reinado de Luís XIV. O raríssimo exemplar, publicado em 1687, é um dos principais destaques da exposição.

A história nos painéis

34


La Route du Cafe Homenagem original ao Ano da França no Brasil: a dupla de franceses Bertrand e Bruno Bouvery, negociantes especialistas em café e que moram em Paris, refizeram a rota histórica do produto no Brasil sobre duas rodas. Ao todo, os motociclistas percorreram mais de 1.700 km, entre os dias 8 e 17 de setembro. A largada aconteceu em frente ao Museu do Café, em Santos. O itinerário privilegiou as cidades com maior importância histórica e econômica, ontem e hoje. O trajeto começou em Santos e terminou na mineira Guaxupé. A dupla foi acompanhada por Ivan Tiberghien, restaurateur francês; Tanguy Delarue, fazendeiro na França; Claude Martin Vaskou, ex-diplomata francês na cidade de São

Fábio Fatori - Fato Rural

Paulo, e por Eliana Minillo, artista plástica e fotógrafa brasileira.

O cafeicultor Wilson Baggio (foto), presidente de honra e delegado representante do Sindicato dos Produtores Rurais de Cornélio Procópio, no Paraná, está completando 84 anos de idade. Esse altar, com a imagem da Nossa Senhora do Café, fica na sua sala de trabalho. Baggio também é membro da Comissão Técnica de Café da FAEP e conselheiro do CNC – Conselho Nacional do Café. O presidente da SRB, Cesário Ramalho

SRB Em cerimônia solene na Sala São Paulo, foram comemorados os 90 anos da Sociedade Rural Brasileira. Ponto alto foi a apresentação especial do pianista e maestro João Carlos Martins, regendo a Orquestra Bachiana Jovem. Entre os mais de 600 convidados estavam o governador de São Paulo, José Serra; o Ministro da Agricultura Reinhold Stephanes; o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer; o presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, Barros Munhoz e a senadora e presidente da CNA, Kátia Abreu. Também presente o Secretário da Agricultura de São Paulo, João Sampaio; sete ex-ministros da Agricultura ex-presidentes da Rural.

35



ABIC 170