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Turismo

magazine Distribuição Gratuita | Nº 1 | Maio/2008 www.pequi.tv

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Econom Economia Rural

Responsabilidade Social

Surge um novo canal de comunicação


Rua Joaquim Felicio, 19 - Centro - Curvelo - (38) 3722-2158


Dissertar sobre o Pequi seria mais do que um desafio de descrever botanicamente sobre seus dotes, sobre sua importância como vegetal, como fruto ou semente (afinal há essa dúvida na nossa cabeça de leigo no assunto). Seria mais que apenas falar da sua enorme relevância no conjunto da flora do cerrado brasileiro. Certamente seria como que tivéssemos a responsabilidade de descer na cisterna de nosso inconsciente e buscar algo que se perdeu, ou que está se perdendo, mas que incrivelmente ao mesmo instante não perde sua força, sabendo que mesmo na sua ausência ainda existe uma forte presença. E a presença do Pequi na nossa vida é de fato marcante. Mesmo que venhamos a apenas destacar no seu lado folclórico, sua importância na nossa gastronomia, como sabor exótico, sua versatilidade em se fazer combinações e seu poder afrodisíaco. Seria também mais importante que saber dos seus preciosos valores nutritivos, para os quais tanto se dissertou como a “carne dos pobres” do sertão. Seria também mais importante até que reforçar o incansável discurso ecológico e preservacionista ao denunciar a ameaça do desmatamento que o coloca no rol dos espécimes com risco de extinção. Talvez sua maior importância seja a de um orgulho em que nós, nativos, desse sertão, somos acometidos ao descobrir que esse vegetal, de certa forma, nos une. Até mesmo quando escutamos desencontrados discursos críticos em torno dessa preciosidade sertaneja. Quem nunca teve a sensação de, ao dividir um elogio ao Pequi como se fosse um passaporte, uma senha de identificação regional, se sentir realmente em casa? “Se ele ou ela gostam de Pequi, então são um dos nossos...” Afinal, sempre houve essa relação com o fruto-caroço-semente de “amá-lo” ou de “odiá-lo”. Seja pelo seu aroma peculiar, seja pela dificuldade em degustá-lo. O fenômeno se completa quando fazemos um certo mea-culpa acalentados

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por uma manta de esperança de que mesmo aqueles que “ainda” não o apreciam, um dia descobriram essa chave do paraíso, esse selo de qualificação, essa prova de amor inconsciente às nossas raízes. Esse lado temperamental da relação com o Pequi faz parte do grande conjunto filosófico contido nas entrelinhas naturalistas e ultrahumanas do homem do sertão. Ele é polêmico, rançoso, deliciosamente sedutor. Numa feira nunca passará despercebido. O fato de ter o cuidado necessário para não se ferir ao saborear-lhe uma dentada é quase uma metáfora da natureza. Ela exige cautela em tudo, carinho em tudo. Ela, por não dar saltos, não nos deixa perder o melhor e tão pouco irmos além dos seus limites. São as regras do amor duradouro que também não abre mão dos espinhos. Sempre há uma castanha poderosa, poderosamente protegida por ela, a natureza. E, falando em metáfora, a primeira que me veio à cabeça foi a do Pequi como o nosso “ouro” do sertão. Nossa riqueza, muito menos pelo seu lado “vil”, mas, sobretudo pelo que ele mobiliza em torno de si como patrimônio, como bem, como preciosidade, como sonho de poder conceitual. Se o metal traz em si a mística que os homens atribuíam ao vil-metal amarelo e sua reluzência, reproduzindo nele um conceito de preciosidade, valor econômico e certamente um símbolo de poder e excelência, por que não fazermos o mesmo com o pequi, mas agora de outra forma... ?

Que seja a forma inversa, a de anti-poder, de ter em si um poder, mas justamente pela sua fragilidade, generosidade e simplicidade, mas de presença tão marcante em nossas vidas... Se Guimarães Rosa fez isso em sua obra, se ele reproduziu conceitos triviais de elementos da nossa natureza como ícones de nosso imaginário, com replicações inconscientes muito maiores que os de visão curta poderiam alcançar, por que não fazer o mesmo? Portanto, que este magazine que se lança hoje como publicação de forma homônima seja agraciado com os conceitos mais preciosos que conseguirmos tirar dessa nossa nova reflexão sobre o precioso Pequi. Que ele possa servir de senha, de ponte, de referência a esta e às futuras gerações sobre o que podemos lembrar, divulgar e defender com delicioso bom gosto, (sempre com gosto e aroma exótico, mas sempre forte). E que venha a nutrir nossa alma e potencializar a energia de nossos sentimentos muito além dos conceitos banais e desavisados daqueles que ainda não o souberam degustar. Minha previsão é que ela, a revista, como a fruta, vai ser tão resistente às críticas e ao poder devastador do mercado e durar ainda centenas de milhares de anos. Vivam “a” e “o” Pequi! Carlos Ribas, psicanalista, produtor e diretor de televisão.


Agradecimentos Caríssimos leitores,

Há alguns anos venho querendo criar um canal de comunicação em Curvelo. Quando convidei Cacá(Carlos Ribas) pra discutirmos o assunto, acabamos indo parar num boteco - eu, ele e Luiz Nelson(Dentista). Minha idéia era fundar um jornal. Revista parecia sonho impossível, caro, inatingível. No final, convencido por Caca e Luiz, saí da conversa sonhando de novo, desta vez ainda mais alto. É... a Pequi Magazine é um sonho que está se realizando através de mãos voadoras, sonhadoras de amigos que toparam arregaçar as mangas para juntos produzirmos algo que pudesse fazer jus a um grande orgulho: Contribuir para o desenvolvimento da nossa região da melhor maneira que conhecemos com ética e responsabilidade social. Obrigado Cacá, meu amigo Carlos Ribas - Produtor e diretor de TV! Obrigado, Silvio Ribas - Jornalista! Obrigado, Mauro – Diretor de Arte! Obrigado, Thiago - Designer! Obrigado, Minele - Designer! Obrigado, Meire - Comercial! Obrigado, Zé Alves – Jornalista! Obrigado, Oscar – Fotógrafo! Obrigado, Uriel – Sociólogo! Obrigado, Idene - Colaboradora! Obrigado, Juliana - Colaboradora! Obrigado, Janaína – Colaboradora! Obrigado, Sinara – Colaboradora! Obrigado, Luiz Nelson - Colaborador! Obrigado, June – Publicitária ! Obrigado, Marco Antônio – Editora Guia Prático! Obrigado, muito obrigado ao nossos anunciantes! Obrigado, enfim a todos os nossos leitores e pessoas que direta ou indiretamente contribuíram para que Pequi se tornasse uma realidade.

Alexandre Benony

Expediente

Sumário

05 Cinco

Matéria de Capa

Jota Quest

pag 06 Entrevista

Paulo Jr (PJ)

pag 08

Economina Rural

pag 10

Diretor / Editor Responsável Alexandre Benony

Jornalista Responsável Ana Carolina Valdés Lucena DRT 12.313

Resp. Social

Diretor de Criação

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Alexandre Benony

Diretor de Arte Mauro Ribeiro Jr. Minele Oliveira Thiago Seba

Diagramação / Imagens Mauro Ribeiro Jr

Colunistas Carlos Ribas, Mauro Ribeiro Jr., Silvio Ribas, Uriel Mortimer

Política

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Revisão Newton Vieira

Fotografia e tratamento digital Oscar Santos

Turismo

Departamento Comercial

pag 20

Meire Sampaio

Publicidade Meta Propaganda e Marketing - 38.3721-8081

Periodicidade Trimestral

Impressão Gráfica Guia Prático – Belo Horizonte

Atendimento ao Leitor www.pequi.tv falecom@pequi.tv 38.3721-8081 A Revista Pequi Magazine não se responsabiliza pelo conteúdo dos anúncios e artigos assinados. As pessoas que constam no expediente não têm autorização para falar em nome da Revista Pequi Magazine ou de retirar qualquer tipo de material se não tiverem em seu poder autorização expressa do editor responsável do expediente. A Revista Pequi Magazine é uma publicação da Meta Propaganda, localizada à Rua Riachuelo,45 – Centro Curvelo – MG. 38.721-8081 www.agenciameta.com

Culinária

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Internet

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Banda volta literalmente às origens. Faz show em Curvelo neste mês de Maio. Cidade que nos primórdios do “J.Quest” serviu de “cobaia” para seus primeiros shows. Essa experiência deu muito certo. Por: Carlos Ribas

Não seria nenhuma maldade nossa ou mesmo percebermos mais um sintoma dos dias efêmeros de hoje, se pensássemos que uma banda que ganhou rios de dinheiro nesse último verão com seu “dês-créu-ssado” sucesso, tivesse um certeiro destino chamado anonimato no verão do ano que vem. Afinal a célebre frase dos Titãs que dissertou sobre a “melhor banda dos últimos tempos da última semana” só poderia ser cunhada por uma banda que sabe o que é permanecer anos após anos sem se desfazer ou mesmo despontar do anonimato. E também não será nenhuma novidade se nos pegássemos pensando, seja com uma pontinha de perversão ou com o interesse elevado de aprendermos a receita da longevidade, sobre o que faz uma banda sobreviver a tantas armadilhas do mercado fonográfico, dos humores do dia-a-dia e, sobretudo, à chamada maldição do sucesso. Nas artes geralmente o que faz perdurar anos após anos uma obra ou uma carreira é a qualidade delas. Já em se tratando do universo musical, onde os exemplos são raros, como também os grupos e muito mais ainda no segmento pop, só podemos entender que uma banda venha a sobreviver depois de uma geração (normalmente a medimos por uma década) acolhendo a tese da qualidade que se reforça. Mas como medimos ou avaliamos esse conceito de qualidade?... Bons músicos, boas composições, estrutura de produção, comportamento de seus integrantes, enfim... Ainda continua o mistério. O mais próximo que conseguimos chegar é que esses caras que sobrevivem há mais de uma década são, no mínimo, muito inteligentes, intuitivos e, claro, gostam muito do que fazem e parece que gostam de fazer juntos. Conviver é muito complicado até para artista em carreira solo, imagine cinco caras juntos nesses anos todos. Egos em conflito, dinheiro, manias, logística, neuroses e todos os impasses afetivos, até mesmo as mulheres ajudam muito a transbordar os cálices desse banquete de vaidades. Aí é que entra a inteligência, nem que seja na abstração ao trabalho, nem que seja na busca seletiva para eleger o melhor de todos, num objetivo comum que é continuar na estrada, fazendo discos e ajudando a cantar os melhores e talvez menos melhores momentos das vidas das pessoas. Assim é essa banda Jota Quest. Meninos que não entraram nas estatísticas do IBGE como oriundos das classes menos favorecidas, mas também estão longe de serem “mauricinhos”. Nem precisaram abraçar causas rebeldes, nem se alinhar à estética da pobreza, nem mudar de estilo, nem “melar a cueca” tanto, nem provocar escândalos. Apenas trabalharam e continuam trabalhando muito para tirar a moçada do chão e fazer background de vários romances. A banda mineira talvez tenha escolhido a receita certa para ter essa trajetória de sucesso há tanto tempo. Certamente escolheram ser verdadeiros com seu público, profissionais no trato do seu ofício como músicos, souberam escolher as pessoas certas para trabalharem ao longo do caminho, o lugar certo na hora certa e, claro, os sons, palavras e atitudes certas para ouvidos, mentes e corações certos.

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Mas também escolheram ser nacionais, com referências internacionais, mas sem perder seu vínculo regional. Não estou me referindo a parceria do Flausino com Paulinho Pedra Azul e nem também pela sua musicalidade quando falo do regional. Afinal, Minas não tem nenhuma tradição no black-music-pop-rock-disco-funk que os camaradas fazem tão bem. Mas Minas é sem dúvida a pátria pop-rock nacional e os “Jotaquests” não só resolveram morar, compor, gravar e continuar respirando os ares mineiros por serem simplesmente os caras com as “caras” dessa pátria. Talvez só aqui eles poderiam ser o que são. Só Minas conseguiu dar o signo cosmopolita aos seus movimentos mais relevantes, sejam os Inconfidentes, seja Guimarães Rosa, os caras do Clube da Esquina, Zuzu Angel, Drummond...enfim. Nossa marca regional é por natureza vocacionada ao destino externo, de uma necessidade de sair do refúgio das montanhas e das imensidões dos vales. Afinal o sertão é (ou não é) o mundo... E falando em sertão, Curvelo – Portal do Sertão, terra central do estado mais central e brasileiro desta nação, é terra do baixista da banda, o Sr. Paulo Jr. E que saibam os desavisados que esse rapaz, por mais famigerado que seja como homem de “poucas palavras”, não tem nada de menos no conjunto da obra dos “J”. Seus “Grooves” falam demais e ele compõe barbaramente. PJ é sem dúvida um dos maiores baixistas da música brasileira e é considerado pelos críticos um dos três melhores do pop-rock nacional. Basta prestar atenção no seu desempenho, que mesmo o leigo percebe seu diferencial. No mais, o J. volta depois de anos a Curvelo onde fez seus primeiros shows antes da conquista do planeta (além dos macacos) chamado Brasil. E certamente Marco (Guitarra), Márcio (Teclado), Paulinho (Bateria), PJ (Baixo) e Rogério (Vocal) voltaram a fita de seu documentário para o momento inicial de suas carreiras e encontraram nessa terra algo de significativo. Nem que seja uma experiência particular para o PJ de retornar à terra natal. Sei lá...acho que estou ficando bairrista no final dessas palavras, mas é também outro fenômeno da mineiridade, o chamado: “sentido da espera de reciprocidade”. Como ele, vivo fora de minha terra natal há anos e ora sinto o mesmo e sinto que sentem o mesmo de mim. “Vivemos esperando... dias melhores... dias de paz...”.


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A revista PEQUI conseguiu uma entrevista exclusiva com PJ, baixista do Jota Quest. Confira abaixo essa entrevista que nos trouxe informações muito além das curiosidades triviais em torno de um “Pop Star”. Uma declaração de amor a sua cidade natal e outras tantas revelações afetivas que devem ser motivo de orgulho para os Curvelanos e sertanejos da região. Por: Carlos Ribas

1 – Paulo, conte pra quem ainda não sabe, a sua relação com Curvelo, suas lembranças, suas raízes e agora seu retorno à cidade depois do seu consagrado sucesso como artista. PJ: Nasci em Curvelo e minha família é de lá como muitos sabem. Fui para Brasília aos 05 anos, mas sempre passei férias em Curvelo. Essa cidade tem um significado muito grande para mim, pois me considero 100% “Curvelano”. Hoje vou menos à cidade devido a minha vida profissional. Não existe nenhuma fase de minha vida em que Curvelo não esteja presente. Afinal foram tantos carnavais, passagens de ano e férias, que é impossível não ter Curvelo na mente!

alguma curiosidade que você lembra? PJ: Nossa! Tocamos uma ou duas vezes em Curvelo, no Curvelo Clube, acho que em 94 ou 95. Meu irmão Mário, junto com patrocinadores locais nos trouxeram. No Curvelo Clube nem chegamos a tocar no palco, tocamos naquele espaço ao lado e juntamos mesas para servir de palco! Além disso, meu pai, com pena de quem não podia pagar, colocou muita gente para dentro... He He! Quando me lembro disto, vejo como é bom termos um sonho na vida e lutarmos por ele. Graças a meu pai, que sempre me deu apoio, cheguei aonde cheguei. Ele sempre dizia: “Não me importa o que você vai ser, lixeiro ou doutor, mas seja o melhor que você puder”! Já dizia Paulo Botão!

2 - Qual foi o primeiro som (música) que você lembra ter escutado na sua infância que serviu como determinante para sua carreira de músico. E por acaso foi em Curvelo essa experiência? PJ: Olha, meu pai, o saudoso “Paulo Botão”, era uma pessoa que ouvia muita música. Através dele conheci de Elvis a Martinho da Vila, mas o primeiro som que me chamou atenção foi a banda Queen. Eu tinha 11 anos quando comprei meu primeiro disco (LP) e foi o “Greates Hits” do Queen.

8 - Sucesso consolidado há mais de uma década, reconhecimento de público e crítica. Aonde a banda pensa chegar? Ainda mais longe? Literalmente fazer sucesso no exterior? PJ: Tocamos várias vezes fora do Brasil, mas a Língua Portuguesa limita muito o poder de fogo dos artistas nacionais. Concordo que istoCarlos não seja Ribas um problema, mas carreira Internacional Por ainda é um sonho e vamos chegar lá sim, pode escrever isto aí...! ribcarlos@gmail.com Já tocamos em NY, Boston, Miami, Newark, Londres, Lisboa, etc. Quem sabe num futuro próximo seremos World Wide Stars?

3 - Como descobriu seus dons musicais e por que escolheu o baixo? PJ: Minha mãe me matriculou na Escola de Música de Brasília quando eu tinha oito anos. Lógico que não deu certo, pois não dei continuidade. Aos meus 15 anos, devido ao sucesso das bandas de Brasília como Legião, Capital, entre outras, eu me interessei outra vez por tocar algum instrumento. Daí eu pedi um baixo de Natal para meu pai e ele, como sempre, me apoiou em tudo, me deu um daqueles bem baratinhos. Assim foi o “start”! 4 - Quais são suas referências musicais, suas influências? PJ: Influências musicais digo eu que cada hora mudam, pode parecer estranho, mas me influencio mais por um tipo de som do que por baixistas hoje em dia. Gosto muito de Rock n’ Roll, Disco Music e Funk. Talvez hoje me influencio por estilos musicais e bandas como ‘Chic”, Red Hot Chili Peppers, Samba de raiz, Bossa Nova, e por aí vai... 5 - Você compõe temas instrumentais. Pensa em realizar um trabalho paralelo à sua carreira da banda como gravar um CD? PJ: Todos nós no “Jota Quest” compomos. Como sou baixista, todos devem achar que é mais difícil para eu compor... Mas não... Não tenho nenhuma dificuldade em criar. Quanto a um trabalho paralelo, ainda não penso nisso, pois minha vida é 100% JQ.

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6 - Conte para os curiosos a verdadeira história dos primeiros shows do “J”, dentre eles, os que fizeram em Curvelo, ou isso é uma lenda? Teve nesses shows

9 - Guimarães Rosa é talvez o maior nome da literatura brasileira com tanta proximidade com nossa realidade regional. Nesse ano de seu centenário de nascimento, você como o sertanejo (nascido no sertão das Gerais) e componente de uma das mais importantes bandas da história do pop-rock do Brasil, vê a possibilidade de ter no repertório futuro do Jota Quest alguma referência do Guimarães ou de sua obra? PJ: Nossa, sou muito fã dele. Nossa família tinha um sitio na estrada de Cordisburgo e várias pessoas mais velhas sempre contavam casos do Guimarães Rosa. Nunca pensei nisto, mas sabe que é uma boa idéia...!? 10 - Para encerrar, Paulo, Curvelo, terra de Alceu Penna, Zuzu Angel, Lúcio Cardoso, Ângelo Antônio, Paulo Jr, dentre outros talentos criados aqui, o que você acha que a cidade, as instituições e, sobretudo, a população, devem fazer para cuidar mais de seus valores artísticos e culturais, para que amanhã possamos ver mais nomes expressivos como esses que citamos em destaque na cultura nacional? PJ: Olha, sempre cito estes nomes, pois acho a cultura de Curvelo muito forte e abrangente. Apesar de achar que o sucesso não depende de onde você veio, mas sim de para onde você quer ir. Acho que o valor de Curvelo para Minas e para o Brasil é muito grande. Nunca conversei com o Ângelo Antônio, mas o admiro muito. Eu o considero um dos atores brasileiros de maior carga dramática que já vi. Ele realmente é um talento à parte. Zuzu nem se fala, né !? Meus amigos, Curvelo realmente é um lugar muito especial onde talento e Sol batem muito forte! Para onde tenha Sol... é para lá que eu vou (e volto)!


Sílvio Ribas*

oucas cidades no mundo têm uma história tão interligada à pecuária como Curvelo. O vilarejo fundado no século 18 por um portentoso e incomum criador de gado – o padre católico Antônio Corvelo de Ávila – ainda hoje é um dos municípios de destaque na região central de Minas Gerais. Chegou a ser capital brasileira dos zebuínos, e as marcas desses tempos de glória estão até na bandeira curvelana, que ostenta uma cabeça de boi, símbolo da riqueza local. São lucros obtidos a ferro e fogo, mas que também partilham um pouco da cultura sertaneja, do jeito audacioso de vencer desafios. Passados mais de 300 anos, a tradicional atividade econômica que ajudou, junto com a mineração, a moldar Minas Gerais, percorre novas trilhas no sertão de João Guimarães Rosa, em busca de oportunidades e sondando futuros. Os números que interessam agora não são necessariamente os das cabeças de animais, mas os índices de produtividade e qualidade genética. A paisagem que se admirava com binóculos no passado vai dando lugar aos horizontes vistos pelos microscópios de modernos laboratórios do agronegócio.

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Mas além da mudança de foco e tecnologia, o Brasil campeão mundial na exportação de carnes exige de seus pecuaristas nas mesas de negócios a mesma coragem que têm os vaqueiros

ao segurar um boi desgarrado. Alta dos preços das matérias-primas, barreiras comerciais de todo tipo e necessidade de manter a sanidade animal em dia são alguns dos desafios encarados por empresários da região. Uma sintonia fina entre produtores, entidades de classe e governos é obrigatória. Os currais mineiros no geral ainda têm de vencer problemas históricos, como a necessidade de agregar valor e mudar a realidade de se vender a maioria de seu gado para fora das divisas “em pé”, ou seja, antes do abatedouro. Alguns avanços foram obtidos nos 28 municípios da região de Curvelo graças à capacitação de órgãos como Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), além de programas como a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). NIÃO EUROPÉIA – De volta aos desafios maiores, a União Européia (UE) suspendeu a importação de carne brasileira a partir de 1º de fevereiro, após rejeitar uma lista de 2.681 propriedades apresentadas pelo governo brasileiro como aptas a exportar. Em dezembro, o bloco econômico já havia restringido a 300 o número de exportadores, sob a desculpa de deficiências na certificação e rastreamento de origem do gado. Os europeus condicionam o fim


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do embargo à plena adoção de medidas de rastreabilidade (histórico do gado, cabeça por cabeça) e certificação bovina. As importações só voltaram a ser autorizadas em 27 de fevereiro, mas, mesmo assim, só para poucas fazendas com certificação. A bancada ruralista da Câmara dos Deputados vem reagindo com firmeza às críticas da Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu em relação à carne do Brasil. Os parlamentares defendem a qualidade do produto nacional e lembraram nunca ter havido no País casos da doença da vaca louca, como na Europa. A questão é que o Brasil, com mais 180 parceiros comerciais, se tornou praticamente imbatível. Com razões econômicas e não sanitárias, o embargo da UE à carne brasileira revela uma competição na qual o preço e o volume da carne brasileira se impõem. Isso, contudo, não significa que o País possa se dar ao luxo de descumprir as regras de saúde animal. O descuido já provocou desastres comerciais. Simples falhas em controle de divisas deixaram Estados inteiros fora de um mercado mundial lucrativo e que, com a ascensão dos gigantes asiáticos China e Índia, além da Rússia, promete ainda mais.

Os parâmetros sanitários do Brasil são baseados em normas internacionais. O transporte para os frigoríficos é todo monitorado, e os animais destinados ao mercado exterior são também inspecionados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A determinação segura da origem da carne por meio de um “passaporte” que registra toda a movimentação do gado, a rastreabilidade, já se tornou algo rotineiro. O “brinco” identificador virou acessório corriqueiro de bois e vacas. Há ainda controle da movimentação de animais no Brasil, feita com a autorização do Mapa e exigência da nota fiscal do transportador nos postos de fiscalização. Animais marcados com o símbolo ou as iniciais da propriedade rural ou do produtor garantem mecanismo seguro de controle de origem. Pelo acordo fechado com a UE, os Estados também serão responsáveis pelas auditorias das propriedades que pretendem exportar carne bovina in natura para o bloco econômico. A medida foi publicada no Diário Oficial da União no dia 2 de maio, por meio da Instrução Normativa da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério. Além dos fiscais federais agropecuários,


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veterinários dos órgãos de defesa agropecuária dos Estados e do Distrito Federal poderão avaliar o sistema de certificação e os procedimentos das certificadoras credenciadas para checar se há conformidade com o sistema de rastreabilidade (Sisbov). REÇOS – A atual elevação no preço da carne bovina – que dos cerca de R$ 47 por arroba em 2007 passou para cerca de R$ 80 – deve-se à recuperação do mercado interno, mas também aos valores das rações cotadas internacionalmente. A carne de frango e a suína usam farelo de grãos como matéria-prima da ração, sendo afetadas pelo aumento dos preços das matérias-primas agrícolas. No caso da carne bovina, o principal custo desse aumento seria a alimentação dos

rebanhos, sobretudo no exterior, onde há maior confinamento. No Brasil, apenas 10 milhões das 170 milhões de cabeças fica em regime fechado, quando os animais se alimentam com ração. O restante é criado extensivamente, nos pastos. A Europa pressiona para tentar forçar uma queda do preço do produto no mercado mundial, mas é difícil implantar a rastreabilidade nos moldes exigidos pelos europeus num país como o Brasil onde quase todo o rebanho é criado ao ar livre. Caso consiga superar esses obstáculos, o País tem largo horizonte à frente, pois ainda está fora de metade do mercado mundial. E não alcançou consumidores atrativos como os dos Estados Unidos, Canadá, Japão e Coréia do Sul – justamente os que melhor remuneram em todo o mundo.


Ingred, nossa personagem, é aluna do CPCD e uma das muitas crianças beneficiadas através das ações sociais promovidas pela CEMIG e empregados.


A energia da CEMIG é uma grande força para o desenvolvimento da nossa região, mas a CEMIG vai além, ela também gera, transmite e distribui

bem-estar social.

m,


As transformações sócioeconômicas dos últimos 20 anos têm afetado profundamente o comportamento de empresas até então acostumadas à maximização do lucro. Mas, se, por um lado, o setor privado cada vez mais se especializa em geração de riqueza; por outro lado, é bem sabido que com grande poder, vem grande responsabilidade. Com o surgimento de novas demandas e maior pressão por transparência nos negócios, empresas se vêem adotando uma postura mais responsável em suas ações: a responsabilidade social que anda de mãos dadas com o conceito de desenvolvimento sustentável. Essa atitude responsável em relação ao ambiente e à sociedade é capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender às necessidades das futuras gerações. Um desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. Essa talvez seja a principal definição para o Desenvolvimento Sustentável. Esse desenvolvimento não só se refere ao ambiente, mas, por via do fortalecimento de parcerias duráveis, promove a imagem da empresa como um todo e, por fim, leva ao crescimento orientado. Uma postura sustentável é por natureza preventiva e possibilita a prevenção de riscos futuros, como impactos ambientais ou processos judiciais. Independentemente de sua área de atuação, empresas estão se esforçando para conseguir a atenção do “novo” consumidor e para satisfazer suas demandas. Mas quem é esse “novo” consumidor? Ele é, antes de tudo, informado, consciente e preocupado com todos os aspectos dos produtos que consome. Está atento não somente ao produto final, mas também à forma como foi produzido e à responsabilidade social da empresa que o produziu. Curvelo tem dado passos largos por meio de pessoas e empresas que atuam no sentido de cumprirem responsavelmente o seu papel investindo recursos em projetos sociais. Procurando criar condições para, juntamente com seus empregados, atuar em tais projetos, a CEMIG criou em 2000 o Programa ASIN – Ações Sociais Integradas, buscando proporcionar às pessoas e/ou comunidades a oportunidade de serem protagonistas de seu desenvolvimento. O objetivo do Programa ASIN é transformar as comunidades em parceiras e a vontade de ajudar (voluntário) em iniciativas produtivas e bem direcionadas, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das comunidades, oferecendo informações e ferramentas para que os programas propostos tornem-se independentes e auto-sustentáveis.

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Dezesseis

E foi através do projeto AI 6% - que incentiva os empregados da CEMIG a repassarem até 6% do Imposto de Renda Devido para os Fundos da Infância e Adolescência – FIAS e do repasse do 1% do IRPJ da CEMIG, para as instituições cadastradas no Conselho


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Dezessete

Municipal da Criança e da Adolescência – CMDCA, vários projetos sociais de entidades de nosso município e região vêm sendo atendidos. O objetivo geral é estimular, organizar e apoiar a participação voluntária dos empregados da CEMIG nas iniciativas sociais que contribuam para melhoria de qualidade de vida das comunidades e atender às instituições que possuam projetos sociais desenvolvidos de forma sustentável. Entidades de Curvelo como: APAE, Centro Social Achilles Diniz Couto (Projeto Irmã Mônica), Sopro de Vida e CPCD, bem como a ABC - Associação Beneficente Cristã de Pirapora, APAE de Três Marias e Associação dos Pequenos Artesãos de Três Marias são beneficiadas pelo programa desde sua criação. E como os projetos têm gerado muitos frutos e com o aumenta da demanda das entidades, a cada ano os repasses vêm aumentando. Em 2007 foram repassados pelos empregados da CEMIG de Curvelo e região um montante de mais de R$ 20.500,00 (Vinte mil e quinhentos reais). Da CEMIG foram doados R$ 40.000,00 (Quarenta mil reais) para os FIAS de Curvelo, Pirapora e Três Marias. Estas doações são direcionadas para as contas do FIA dos municípios, e os Conselhos Municipais da Criança e do Adolescente – CMDCA’S repassam para as entidades que são indicadas pelos empregados da CEMIG. Os recursos são utilizados pelas enti-

dades para custear os projetos sociais que foram aprovados pela CEMIG. Vários projetos e melhorias já foram concluídos, desde o início do programa, como ampliação de salas e oficinas de artesanato, sala de informática, construção de rampas de acesso de deficientes, salas de telemarketing, quadras, material para uso em atividades de lazer e recreação, bolsas de estudo para oficinas de artesanato, etc. No final de cada ano, estas entidades beneficiadas apresentam a prestação de contas dos recursos doados, para a apreciação da CEMIG e dos seus empregados. Além de proporcionar às crianças e adolescentes, atendidos por estas entidades, a oportunidade de educação, lazer, cultura e cidadania, o produto realizado por estes jovens, ou seja, o artesanato, é difundido entre os empregados e em toda a empresa. Ou seja, além de proporcionar um futuro melhor para os jovens da nossa comunidade, a CEMIG tem incentivado a cultura da nossa região. Por que então não dizer, aproveitando o slogan da empresa: São ações como essas que fazem da energia da CEMIG, a melhor energia do Brasil? Fontes: http://www.wwf.org.br/ http://www.responsabilidadesocial.com/ Colaboração Janaina Mendes dos Santos


POLITICA & EGACITILOP M A PALAVRA POLÍTICA que vem do grego antigo politeía tinha relação com tudo que se destinava a pólis (cidade-estado). Mas para uma melhor compreensão do que seja realmente a política, é importante entendermos algumas abordagens feitas por filósofos e cientistas políticos sobre o tema. E ainda, para esquentarmos um pouco mais a já apimentada questão, que tal abordarmos a tão falada “politicagem”? Vamos partir assim de Aristóteles. Este pensador escreveu uma obra intitulada “A política”, onde analisa o estado como sendo algo natural, ou seja, algo que faz parte na natureza humana para que se viva em sociedade. De acordo com o filósofo, “toda cidade é uma espécie de associação, e toda a associação se forma tendo por alvo algum bem...” (p.13); este bem comum para ele seria a cidade política. Tem-se que a política seria uma forma de se estar na cidade, de ser membro e de decidir as coisas de interesse comum aos cidadãos1. Não se pode deixar de observar, porém, que: ser cidadão na época de Aristóteles era só para aqueles que faziam parte de uma elite local, alguns poucos ricos detentores de “posses”, bens que os dignificavam a estarem em condições de fazer “política”. Vamos avançar no tempo, século XVI. uma inovação política vem a partir de Nicolau Maquiavel (1469-1527). Com este grande pensador, nasce a ciência política moderna. Sua obra “O Príncipe” (1513) explicava como o governo deveria ser exercido e como ele era de fato. Na prática, o livro é um manual em que são apresentadas as condutas necessárias a um bom governante para alcançar e se manter no poder. De acordo com o filósofo político italiano Norberto Bobbio (1909-2004), durante séculos o termo política foi empregado para indicar obras dedicadas ao estudo daquela que seria a esfera de atividade humana que de algum modo faz referência às coisas do Estado. Nesse sentido, assim como Maquiavel indicou, Bobbio também fará Dezoito referência ao Poder. Mas o que realmente é o poder?

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De acordo com definições de vários cientistas políticos e filósofos, “Poder” seria a probabilidade ou possibilidade da imposição de uma autoridade. Consiste nos meios para se obter alguma vantagem e levando-se em consideração Bobbio, o mesmo expõe que “o poder não é fim, mas o meio para se obter alguma vantagem ou os efeitos desejados”, isto em relação a alguma situação para o interesse de todos. O poder político é algo que se funda sobre a posse dos instrumentos que serão utilizados para o exercício da força e segundo Bobbio (2000), o fato de o dirigente do estado possuir o seu uso, ou seja, o uso da força não significa, porém, que o poder político se resuma à utilização da mesma. Para o filósofo italiano, a força seria uma condição necessária, mas não suficiente para a existência de poder. Um governante não consegue atingir os objetivos do Estado, ou seja, a sua direção, se utilizar apenas a força. É evidente a necessidade do consenso, sendo este de suma importância para que as coisas do Estado fluam em condições de uma boa governabilidade.

“O PODER NÃO É FIM, MAS O MEIO PARA SE OBTER ALGUMA VANTAGEM OU OS EFEITOS DESEJADOS” O pensador Antônio Gramsci, em seus escritos demonstra que apenas o consenso poderá fazer com que um governo funcione; mas é importante salientar a idéia de que apenas a classe trabalhadora poderia dirigir o Estado, e que a Educação é o único meio de preparação daquela para o alcançe do poder, para se tornarem a classe dirigente. Falar em política é algo extremamente complexo. Não é à toa que temos a ciência política que é uma das ciências sociais responsáveis por nortear; mostrar através da história e de teorias políticas, a verdadeira intenção de se governar e de exercer o poder em um Estado. O sociólogo Max Weber, em seus escritos, ao discutir política e moral, expôs que “A política

e a moral têm em comum o domínio sobre o qual se estendem, que é o domínio da ação ou da práxis humana”. Em outras palavras, Weber quis mostrar a existência de uma relação intrínseca entre ambas: política e moral. Aquilo que é obrigatório em moral, nem sempre o é em política. Agora sim, podemos partir para um paralelo entre o que é política e o que é a politicagem. De acordo com o dicionário Koogan/Houaiss, politicagem é: “política reles e mesquinha de interesses pessoais. / Atos de politiqueiros.”. enquanto na política verdadeira o objetivo mestre é atender aos interesses do Estado e às necessidades dos cidadãos, o que não ocorre quando há politicagem. O Brasil é um bom exemplo de Estado onde se pratica a politicagem de forma assustadora. É claro que ações desta natureza aqui abordada não são exclusividade nacional; em qualquer Estado do mundo é possível encontrar indivíduos que agem em conformidade aos seus próprios interesses. Na mídia brasileira, sempre são mostradas situações de cidadãos que ao se elegerem para cargos públicos passam a não praticar a política, mas, ao contrário, tomam o Poder como simples meio de satisfação pessoal, de enriquecimentos ilícitos. No final de tudo, fica a idéia de impunidade e de insatisfação da população frente a atitudes que vão de encontro à moralidade estabelecida. Lembrando aqui Max Weber, em política nem sempre moral é aquilo estabelecido culturalmente na sociedade. A verdade é que política é arte, é a arte de governar, é arte de respeitar o objetivo principal que é atender aos anseios e necessidades dos cidadãos e ao mesmo tempo conseguir um consenso para que a governabilidade alcance os objetivos do Estado. Fato importante de se observar é a relação existente entre política e politicagem. Ambas possuem características que as tornam peculiares; a primeira visa ao bem comum de todos, ao passo que a segunda, a interesses pessoais.


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Deznove

Neste ano de 2008, teremos a escolha de nossos novos governantes, ou mesmo a manutenção de cidadãos nas prefeituras e câmaras municipais de todo o Brasil. É importante prestarmos bastante atenção nos candidatos que se apresentarão à concorrência aos cargos públicos de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores para não cairmos em “armadilhas” de promessas falsas que não serão cumpridas; de escolhermos pessoas que têm apenas o interesse de praticar a politicagem. “Abra os olhos”, cidadão. Escolha bem seu candidato; não se iluda com promessas de emprego, de benefícios, de utensílios e presentes ganhos em períodos de campanha. Seja cidadão de verdade e faça suas escolhas amparadas na transparência, na legalidade e no compromisso de uma política de fato.

-Aristóteles. A política. Editora Escala. Coleção Grandes Obras do Pensamento Universal – Vol. 16. -BOBBIO, Norberto; BOUERO, Michelangelo (org). Teoria Geral da Política: a filosofia política e as lições dos clássicos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2000. -GRUPPI, Luciano. O conceito de hegemonia em Gramsci. 4 ed. Rio de Janeiro, Edições Graal, 1978. -KOOGAN/HOUAISS. Enciclopédia e Dicionário Ilustrado. Rio de janeiro: Edições Delta. -MAAR, Wolfgang Leo. O que é Política?. 15 ed. Editora Brasiliense, 1993. -Maquiavel, Nicolau. O príncipe. São Paulo: Editora Cultrix, 2001. -QUINTANEIRO, Tânia; BARBOSA, Maria Lígia de Oliveira; OLIVEIRA, Maria Gardênia Monteiro de. Um toque de clássicos: Marx, Durkheim e Weber. 2 ed. rev. e ampl. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003. * Sociólogo (Bacharel em Ciências Sociais) pela UNIMONTES; Especialista em Pedagogia Empresarial pela PUC Minas. Atua como Pesquisador Social e Professor Assistente na UNIPAC-Curvelo e na Faculdade de Administração de Curvelo. E-mail: urimortimer@yahoo.com.br 1- Não será o objetivo do texto discutir a noção de cidadania. Porém, cidadão na Antiguidade grega “é aquele cuja especial característica é poder participar da administração da justiça e de cargos públicos.”

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Circuito Turístico Guimarães Rosa Primeiro Circuito Turístico baseado em literatura, o Circuito Turístico Guimarães Rosa é destinado àqueles que querem ver, no sertão mineiro, os cenários da obra e vida de João Guimarães Rosa. Pelos caminhos do sertão, apreciam-se o engenho e a arte de viver do sertanejo, o som das violas e do berrante, as festas tradicionais, cavalgadas, passeio de barco pelo Rio São Francisco e ainda Encontros Culturais inspirados nos contos do escritor. É formado por Araçaí, Buritizeiro, Cordisburgo, Corinto, Curvelo, Felixlândia, Inimutaba, Lassance, Morro da Garça, Pirapora, Presidente Juscelino, Três Marias e Várzea da Palma, terras de todas as histórias e estórias, e cada município tem as suas para contar. Alguns começaram o seu aldeamento às margens de rios, como o São Francisco e seus afluentes; outros, onde os tropeiros e boiadeiros paravam para descansar, surgindo ranchos; ou ainda ao longo da Estrada de Ferro. Todas com suas peculiaridades, riquezas e características comuns do bem receber. Dentre os variados atrativos que identificam o Circuito, destacam-se o Museu Casa Guimarães Rosa, em Cordisburgo (terra natal do escritor), com a presença dos Contadores de Estórias Miguilim, que narram trechos das obras nos locais onde as estórias se passam, a Gruta do Maquiné; o Memorial Manuelzão, no distrito de Andrequicé - município de Três Marias, com o acervo das estórias e da vida do lendário vaqueiro; o Morro da Garça, morro testemunho e cenário do conto “O Recado do Morro”, de João Guimarães Rosa, “belo como uma palavra”. Alguns outros atrativos presentes no sertão roseano também são destaques pelo seu grande valor histórico, como: o Memorial Carlos Chagas em Lassance, berço da pesquisa do cientista; o vapor Benjamin Guimarães em Pirapora , a Igreja de Pedra em Barra do Guaicuí, município de Várzea da Palma, a imagem de Nossa Senhora da Piedade (atribuída a Aleijadinho), em Felixlândia e, em Curvelo, a Basílica de São Geraldo, 2ª no mundo e única na América do Sul. A culinária da região é envolvente e tipicamente mineira, cujo sabor, cheiro e modo de fazer trazem à mesa a singela herança sertaneja.


que almeja a essa revista e m o n u e d , de integragião um produto mor é o a a e d d ra e o d tã si n n e ser co is quando é fiel e l. se odeia. Po e nascença d s, já re o ção regiona za b re sa tu e ades d l. , por na d ve u so a lú sa ca so te is n d se in nham nião à nossa amig Quem não adeiro, de u nos acompa um convite e rd u im ve q ss s a o s ir o o O e ! m m Fize gostos e ch lembranças? para criar, co ais gostosas o ano espera abral(Bistrô) d m C a s to a d a i, nvencional. id to u ss C q o o e n d p in m o d e fugisse do co rtura e e ho inva em ama fa u in u q e v Q d o o n o lg p a fé i, m ca u u te peq uva, foi realmente cheiro do saudade o se ciosidade e deu: Cida cheiro da ch m u re o q p co , ã o o h n m n a m co ja m a o rd ecialmente E ve zinh casa pela almente gua no frízer ão. Criou esp edição quele feijão o a rm st d d e o a , u n n a q d ze a a a n e lh d o o rm d a a fun rrado” a da terra m só na cozinh e tea) dessa noss o “ouro do ce no alho que tão tiver ess você, leitor( n rato refinae ra p a m p e m u u , q a to is temperado l. n id o a e P n u . u m ig rt sa ça o a ca n p tr o e la n d ra a ecoraenco histórica de ado terá ago fisticação, d casa a gente te rd so n a l e u e g lm áv a ro st u re te o so do, de incon porcionand ele um prato indo singular, pro iu falar na e odores ag de fazer com a v s e ir u a d e o re n o m a se u b m e sa já ó e a s e m d o ic u me do do q ntást São muit evocação da oderia se erente de tu ção visual fa e p if a d d s st s m u e re to g b o n e b e e d u sa n a m q e um prato como ele ação e dese o de aromas alquer culinária. Um ndo a imagin cesso em qu substanciaçã muns. Parabéns, am n su liz a co e ri d n te a ra o ria, estimula g m ci a se nte inco tornar um ronômico n moções que absolutame rrasou. mundo gast nosso cadeando e o o d e o tr d n a e l. plesmente a rc s a e n m lo o si m e ci s a cê te o rn n V a ! te a rt in o Cid o(a) leitor(a). não, em imp je. l e, por que você, querid o a h n m o co ss ė o n ra o o Ag ontem e ixar de a o poderia de ã m n Delicie-se! u , e ro d a fe cl e é o sa é ch a com PEQUI, o d R A zi nony o u ã d Jo ro e p d a a Alexandre Be a receit cesso d O sertão , m su o u d r e a n d e s lic iz a b d it u r p is rece o, ou melho to do cerdas principa to que, sso homônim Nenhum fru o i. n u q e P á o st da com o fru : zi te u n d co ro in p natureza is a a it m ossa reuma rece bor ou odor to uralmente n n lt o cu p r o a ta n e rado tem sa rt se por repre nfundível. Fo vel, mais inco discutir: ou se ama ou der de não se po

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Vinteedois


1.

10 pequis cozidos e picados em lascas

1.

2.

Reservar 1 xícara de chá do caldo do cozimento de pequi

2.

3.

2 dentes de alho picado

4.

1 cebola pequena ralada

5.

2 pedaços de palmito

6.

200 gr de mandioca cozida

7.

300 gr de filé mignon

8.

1 xícara de chá de leite de coco

9.

2 colheres de azeite

3.

4.

5.

10. 1 colher sobremesa de manteiga

Cortar o filé em isca, temperar e fritar em óleo quente. Reservar. Amassar a mandioca, derreter a margarina em uma frigideira, juntar a mandioca e o leite de coco, 1 colher de cebola ralada. Verificar o sal e reservar. Fritar o alho no azeite, juntar a cebola ralada, o caldo do cozimento do pequi, as lascas de pequi. Verificar o sal e reservar. Em um prato colocar o palmito, o pirê de mandioca, o filé e acrescentar o molho de pequi, salpicar salsa. Rende 12 porções.

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Vinteetrês

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Mauro Ribeiro Jr. Quando fui convidado para escrever esta coluna sobre Internet e tecnologia para a revista Pequi Magazine, o primeiro pensamento que pude analisar foi: “este povo está maluco”! Mas passado o choque inicial, fui me acostumando com a idéia. Então minha cabeça foi invadida por um turbilhão de assuntos que poderiam ser abordados. Desde os mais teóricos, como: “O papel da Internet no mundo de hoje e como isto tem interferido no comportamento dos indivíduos” (ufa!...), aos mais práticos, como:’Navegar com segurança e obtendo o máximo que a Internet tem para nos oferecer’. Eu optei pelo segundo sentido, é claro, pois acredito que artigos teóricos há muitos e existe muita gente bem mais capacitada do que eu para escrever sobre este assunto. Minha experiência com a Internet é prática e é isto que eu almejo passar aqui nesta coluna para você, pois tenho a convicção de que a Internet chegou para ficar, assim como já está alterando, e muito, o modo de nos relacionarmos tanto no trabalho como na vida social. Não sou o dono da verdade nem tenho a pretensão de sê-lo algum dia. Para escrever aqui irei pesquisar muito e passar minhas experiências, como espero que vocês possam me passar as suas e assim aprendermos juntos. E por que eu escolhi logo este título, para usar na 1ª coluna sobre Internet e tecnologia? Porque assim como foi no período das grandes navegações européias, a Internet hoje é um mar de oportunidades que pede para ser navegado. E também é este o termo que se dá ao ato de usar a Internet. Quem já não ouviu ou leu a frase ‘navegar pela Internet’? E o número de internautas tem aumentado de forma extraordinária nos últimos meses. A prova disso está nas pesquisas que foram reveladas recentemente. Vamos aos números: vi esta semana na versão on-line da Revista INFO (info.abril.com.br) que o IBOPE recentemente divulgou um aumento

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Vinteequatro

de 22,7 milhões de novos internautas nos últimos 12 meses, o que representa um crescimento de 40% em apenas um ano. Isto é um numero recorde, assim como é recorde o tempo de permanência on-line. O IBOPE atribui esse aumento da base de usuários da Internet à entrada quente da chamada “Classe C” no assim chamado: “aumento do poder de compra”, que tem disparado a venda de computadores domésticos assim como a freqüência nas Lan Houses, estabelecimentos que, segundo relatório divulgado pelo CGI (Comitê Gestor da Internet) em uma pesquisa revelada no mês Março do corrente ano se tornaram os locais mais utilizados para acessar à Internet no país. O uso de centros públicos de acesso pago saltou de 30% em 2006 para 49% em 2007, passando à frente do domiciliar, que se manteve estável em 40%. Nesta mesma pesquisa, o CGI revelou que mais da metade da população brasileira com mais de 10 anos (53%) informou já ter usado um computador alguma vez na vida. Ou seja, o Brasil possui mais de 186 milhões de habitantes, o que revela que mais de 93 milhões já tiveram no mínimo um primeiro contato com computador, um numero assombroso. E para terminar, uma noticia também muito interessante, desta vez sobre a entrega da declaração do IR. Segundo a Receita, 98% do total fizeram suas declarações pela WEB. Mas hoje, infelizmente, apenas uma pequena parcela dos internautas sabem usufruir de um número maior de serviços on-line existentes na rede. A grande maioria simplesmente desconhece o bem que a Internet pode nos trazer, facilitando tanto no trabalho como no lazer e em diversos meios. O que eu tenho visto por aí são pessoas que entram na Internet para jogar ou ficam no Orkut e MSN. E ficando nestes mesmos serviços por horas. No máximo verificam seu e-mail (porque para ter Orkut ou MSN é preciso ter um e-mail cadastrado antes, risos...). Não que eu tenha algo contra alguns desses serviços; muito pelo contrario, eu usufruo deles sim e sei do potencial que neles existe. Mas não só deles. Sites de relacionamentos, Instant Messenger e webmail existem uma infinidade por ai, e

eles são só a pequena ponta do iceberg. A existência de tanto desconhecimento, dúvidas e tabus motivou o surgimento desta coluna. Abordar os principais serviços da Internet, comparando entre sites distintos que os oferecem, mostrando seus pontos fortes e fracos. Também tentarei mostrar novos serviços que surgem todos os dias na grande rede e que facilitam o nosso cotidiano. A partir da próxima edição, vamos conhecer um pouco mais dos serviços básicos, tais como: 01 - E-mail´s; 02 - Sites de relacionamentos; 03 - Sites de buscas; 04 - Sites de pesquisa de preços; 05 - Vídeos; 06 - Blogs; 07 - Instant Messenger; 08 - Álbuns de Fotos; 09 - Disco Virtuais; 10 - Browsers; 11 - Favoritos on-line; 12 - Feeds; 13 - Podcasts e VideoCasts; 14 - Web 2.0. Analisando as maiores empresas do mercado on-line hoje como: Google (www.google.com.br), Microsoft (www.live.com), Yahoo (www.yahoo.com.br), entre outras. Espero que gostem da coluna e contribuam mandando sugestões para meu e-mail. mauro@pequi.tv Nos vemos na próxima edição. Até lá.

Mauro Ribeiro Jr. Designer, WebDesigner e um pesquisador fanático de novas tecnologias.

Quer saber mais sobre este assunto? Visite www.pequi.tv/blogdomauro

O OUTRO LADO DA MOEDA A TREINAR, além de ser uma escola de informática referência para os curvelanos, desenvolve um trabalho pouco divulgado, mas muito valorizado por aqueles que se beneficiam dele: o TREINAR SOCIAL, que é o desenvolvimento de projetos voltados para a valorização humana. O início do TREINAR SOCIAL deu-se quando a empresa, em sua sede, durante 2 dias, realizou trabalho para atender 72 crianças especiais.

A parceria feita com a APAE naquele ano de 2005 foi de vital importância para a empresa dar continuidade ao trabalho social. Atualmente vários projetos estão em andamento, objetivando beneficiar pessoas de baixa renda: é a conscientização social da equipe TREINAR. Esses fatos são alguns dos motivos que fazem da TREINAR escola referência em Curvelo e região e servem de orgulho para sua equipe e alunos, que comemoram cotidianamente os 3 anos da empresa que muito faz e pouco aparece.


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Ele ainda não sabe falar, mas esta imagem diz tudo! Este lindo bebê é Gustavo Miguel da Silva Veiga, filho de Dilson Gonçalves Veiga e Uda Maria da Silva Veiga. A data de seu nascimento já está marcada para daqui a alguns dias.

Chegou em Curvelo o Ultrason 4D

Pça. Volutários da Pátria, 21 - Centro - Curvelo/MG - Tel.: (38) 3721-7711


Pequi Magazine - Colheita 01  

Colheita/Edição 01 da Revista: PEQUI MAGAZINE ₢. Uma publicação de: Agência Meta Propaganda e Marketing Diretor / Editor Responsável: Alexa...