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A Revista que constrói conhecimentos. VOLUME 1, EDIÇÃO 1

DEZEMBRO DE 2007

Ciências e Tecnologia

Nosso primeiro número é uma homenagem ao conhecimento e aos feitos do Personagem que deu nome à nossa Escola, neste primeiro número veremos um pouco ...... •

Da história e trajetória pessoal

do

Professor

Munir José; •

Do

funcionamento

de

nossa revista; •

Da amplitude e da necessidade de um canal de comunicação feito em duas vias (professores e alunos);

Dos assuntos que constarão de nossas edições futuras .

Nota do Editorial: Professor Munir José: Com quantos Artigos se faz uma revista, com quantas notas uma canção, com quantas vitórias uma trajetória de sucesso?

Esta é uma edição comemorativa. Ela marca o lançamento de uma idéia nascida do professor Carlos Eduardo, geógrafo (um idealista), que percebeu a necessidade de criar um instrumento para localizar e registrar a trajetória de uma escola nova, com pessoas novas e alunos e professores receptivos e ansiosos por mudanças. Da venda dessa idéia, surgiu a Revista Pensar!, esta que pela primeira vez chega em suas mãos. Nesta primeira edição, temos por intenção contemplar o personagem que deu origem ao nome da Nossa Escola — professor Munir José — bem como apresentar uma idéia geral das colunas que a comporão a revista através dos diversos artigos publicados. Decidimos denominar esta primeira publicação de “a Gênese”, atrelando a idéia de princípio, criação, de onde todas as coisas surgiram, que é o nosso objetivo com este primeiro fascículo.

Nesta edição:

mos, talvez até possamos errar, mas como em qualquer começo estamos dispostos a dar o

Miserável!

nosso máximo empenho para que este projeto, que “tem ares de grandiosidade futura” (tornando-se uma revista educacional que possa não só atingir aos diversos ITB(s), mas até outras instituições de ensino), atinja a sua plenitude literária e educacional, a contento de todas as pessoas que estiverem envolvidas, alunos, professores, coordenações, direção, funcionários e comunidades afetas.

Todo início é difícil, provavelmente tropeçare-

Revista Pensar, abrace esta idéia! Nota do Editorial

1

Professor Munir

2

Entrevista

2

Economia

3

Diversidades

3

Matemática

4

Logística

7

Mercado de trabalho

7

Ciências Físicas e Biológicas

8

O lançamento da Revista Pensar! marca o início de um trabalho a longo prazo em nossa escola. Ela chega com uma proposta interdisciplinar, um espaço dedicado ao livre pensamento tão importante para a formação intelectual e a construção da cidadania.

esta edição número um, mas a idéia é construir uma revista como qualquer outra, para ser lida com prazer, com propagandas, assinaturas...

A idéia é disponibilizar a cada trimestre um espaço para a publicação de artigos, ensaios, redações, poesias, dicas culturais... Enfim um espaço no qual professores e alunos do “Munir José” poderão expor suas idéias e pensamentos.

Mas o projeto poderá naufragar! A Revista Pensar! pertence ao “Munir José” e não a um grupo de professores e alunos. É lógico que neste primeiro momento a idéia foi abraçada por um grupo específico que fez esta edição, mas o projeto só será vitorioso se toda comunidade escolar de nossa unidade entender que todos podem e devem participar.

As primeiras edições da revista serão de caráter artesanal, como se percebe com

Acredito que a revista pode ser trabalhada por todos: o pessoal do curso de

informática poderá desenvolver o site da revista, o pessoal de logística desenvolver um projeto para divulgação da revista, o pessoal de administração cuidar dos possíveis recursos financeiros que a revista poderá levantar. Portanto está lançado o desafio que é, acima de tudo, um convite. A Revista Pensar! está precisando de pessoas criativas, inteligentes e que estejam a fim de fazer parte deste projeto.

(Carlos Eduardo de Moraes, graduado em Geografia e Economia, é Professor de Geografia no ITB Prof. Munir José e na rede estadual de ensino)


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A REVISTA QUE CONSTRÓI CONHECIMENTOS.

Personagem: “Professor Munir José” - Uma Breve Biografia do Mestre Munir Nascido no ano de 1940, no município de Quintana, interior de São Paulo, o professor e engenheiro Munir José, veio residir em Barueri no ano de 1960 para prestar serviço militar em Quitaúna. Em 1962, iniciou sua carreira no magistério, ministrando aulas no “Ginásio Estadual de Barueri”, atual Escola Estadual “Professora Ivani Maria Paes”, onde lecionou até 1993, ano de sua aposentadoria como professor. No entanto, não encerrou sua carreira no magistério, pois em 1994 ingressou como professor de Física no ITB “Brasílio Flores” onde trabalhou até 1997. Era engenheiro metalúrgico formado pela Escola Politécnica da USP, tendo iniciado sua carreira nessa área no ano de 1970, quando ingressou no Instituto de pesquisas Tecnológicas – IPT. Trabalhou ainda na CETESB e na SABESP, aposentando-se em 1980.

(Sr. Munir José em companhia de sua esposa, a Sra. Neide Minicheli José, e seus dois filhos, fruto de um casamento feliz)

(Prof. Munir José recebendo homenagem na câmara de Barueri)

Em 1972 , casou-se com a professora Neide Lúcia Minicheli José, atual Superintendente da FIEB, com quem teve dois filhos, nascidos em Barueri.

A Trajetória de um homem por realizações em prol do saber e do crescimento de pessoas. Sempre exigente e perfeccionista em todas as áreas que atuou, jamais abriu mão da qualidade e dos resultados em seu trabalho durante toda a vida.

Foi professor de milhares de cidadãos baruerienses, incluindo muitas das autoridades que hoje administram nosso município; diretores de escola, professores e pais de alunos, muito contribuindo para formação moral, ética e cultural daqueles que promovem o desenvolvimento de Barueri.

Por uma trajetória tão brilhante, foi reconhecido ao ter seu nome indicado para a Nossa Escola, o ITB do Jardim Paulista, o que vem a nos prestigiar e trazer alento, por saber que os bravos sempre são reconhecidos através dos tempos e imortalizados pelos seus feitos, a fim de que gerações futuras possam se inspirar na busca por vitórias pessoais e coletivas, como fez o nosso Patrono, o professor Munir José. (Marina Ornelas Morais -ADM 1CT– e Juvenal Olavo Santos Neto, Maria Gislaine dos Santos, Stefany Rodrigues Saraiva e Denis de Jesus Brito -ADM 1DT-) Alunos que Pesquisaram a vida do Professor Munir José, sob a orientação da Prof.a Sandra Beline, graduada em geografia, direito e pedagogia, Professora de Geografia no ITB Prof. Munir José.

(O Prof. Munir José recebeu várias homenagens ao longo de sua carreira)

Sempre manteve grande dedicação e bom humor marcando profundamente as pessoas com quem conviveu em família, no trabalho e também seus alunos.

(Prof. Munir José ao lado de sua esposa, a Sra. Neide, atual Superintendente da FIEB)

Entrevistas: Entrevista com a Sra. Neide, Superintendente da FIEB. Dando prosseguimento à nossa proposta para a Revista Pensar!, queremos ter uma coluna de entrevistas com pessoas que, assim como o Prof. Munir José, estão escrevendo os novos rumos da educação local e regional, atuando diretamente em ações efetivas que visam a melhoria da qualidade de ensino local e do país. Nessa primeira entrevista, conversamos com alguém que atualmente representa o direcionamento do rumo de nossos ITBs. A Sra. Neide, nossa superintendente, em seu gabinete na Unidade da FIEB Prof.a Maria Teodora, nos

falou sobre o rumo das nossas unidades atuais e futuras. Transcrição da entrevista:

Revista Pensar!: Qual a opinião da senhora sobre a educação básica no Brasil? Prof. Neide: “A situação da educação básica, realmente, é crítica, tendo em vista os resultados de desempenho de estudantes brasileiros, nos níveis fundamental e médio, obtidos nas avaliações nacionais (SAEB e Prova Brasil), e internacionais (PISA).

A situação torna-se mais crítica quando a educação básica espelha as desigualdades que permeiam a sociedade brasileira (renda, condição racial, localização regional) e a natureza institucional da Escola (pública e privada). Pesquisas apontam que a qualidade da educação de um país é um dos fatores mais importantes para o seu desenvolvimento econômico. Portanto, para construir uma sociedade mais justa e uma economia mais dinâmica, é necessário melhorar a educação no Brasil”. Continua...>


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Um pensamento que vale para esse momento: “O Homem, como qualquer outro animal, é por natureza indolente. Se nada o estimula, mal se dedica a pensar e se comporta apenas guiado pelo hábito, como um autônomo. A mente que se abre a uma nova idéia, jamais voltará ao seu pensamento original.” Albert Einstein

DIVERSIDADES: POESIA:

“A interdisciplinaridade vem das necessidades do mundo globalizado...”

AOS AMIGOS

Revista Pensar!: Mais uma vez a FIEB (Maria Theodora) bateu Recorde em número de candidatos. Qual a receita para tanto sucesso?

Ao começar o ano, Coisas novas, novas...

pessoas

Tudo novo! Fiquei com medo, Mas com jeito fui me aperfeiçoando!

Meses... dias... horas... minutos e segundos Foram passando e cada vez mais A certeza vinha... Viver é ter novas experiências.

Não imaginei encontrar pessoas tão legais, Extrovertidas... Que fizeram este ano valer! Muitos vi crescendo, e outros...

Tudo vale a pena! É só ter em mente e

Hoje, ao fim desse ano, Pude perceber que amigos são para sempre... Mas, amigos como vocês...

(Ana Carolina Zavam, aluna do SEC 1CM no ITB Prof. Munir José)

Profª. Neide: “Sinto-me gratificada por contar com uma equipe competente, dedicada, responsável e, que tanto tem se esmerado em elevar o bom nome da Instituição”. Revista Pensar!: Qual a sua opinião sobre a interdisciplinaridade? Profª. Neide: “A interdisciplinaridade vem suprir as necessidades do mundo globalizado,

Revista Pensar!: Nossa unidade o “Munir José” está prestes a terminar seu primeiro ano letivo. Qual a sua opinião sobre o trabalho desenvolvido neste ano letivo? Profª. Neide: “O trabalho desenvolvido pelo ITB Prof. Munir José, foi tão bom quanto o desenvolvido pelas demais unidades escolares FIEB. A expectativa é a de tornar o nosso aluno mais competitivo no mercado de trabalho”. Revista Pensar!: A senhora faria uma comparação entre o ITB e a ETESP (Escola Técnica do Estado de São Paulo). Estamos muito atrás? Qual a opinião da senhora sobre a possibilidade do ITB se tornar futuramente uma referência a nível estadual e até nacional? Existe esta expectativa? Profª. Neide: “Não faria nenhum tipo de comparação, pois temos nosso plano de trabalho, que desenvolvemos à procura de obter sempre uma melhor qualidade, buscando ser uma referência estadual e quiçá nacional”.

“....O Sr. Rubens Furlan não tem medido esforços ...” no caminho certo?

Valeu a pena?

São para a eternidade.

Revista Pensar!: Como a Senhora se sente, na condição de mulher que dirige uma instituição com milhares de pessoas (professores, corpo administrativo, operacional, alunos e todos os familiares desses), sob seu comando?

Revista Pensar!: Estamos

Mas a pergunta é:

Que na vida altos baixos existem.

Profª. Neide: “A procura tão grande pela Escola Maria Theodora deve-se ao trabalho incansável desenvolvido por todos os membros da escola na busca da construção do conhecimento em perfeita harmonia com a globalização, da boa qualidade do ensino e da real competência dos professores”.

tornando o ensino mais próximo possível da realidade!”.

Profª. Neide: “Acredito que sim. Nosso prefeito, o Sr. Rubens Furlan, não tem medido esforços para investir na educação do Município, pretendendo que o mesmo se torne uma referência nacional em educação. Trabalhamos com a finalidade de concretizar esse projeto do prefeito e, com certeza, somando todos os esforços, conseguiremos chegar lá”. Revista Pensar!: Existe alguma chance de, num futuro próximo, a FIEB vir a ter o ensino superior? Profª. Neide: “Até o momento, nossa meta é a de me-

lhorar e aprimorar nossos ensinos Fundamental, Médio e Técnico”. Revista Pensar!: A USP, por exemplo, fornece almoço (bandejão) aos seus alunos. Existe algum projeto semelhante para os ITBs? Profª. Neide: “Até o momento não”. Revista Pensar!: Em quanto tempo teremos uma nova unidade do ITB? Profª. Neide: “Provavelmente em 2009”. (Entrevista concedida pela Superintendente da FIEB, Sra. Neide à Profª. Sandra Beline)


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REVISTA PENSAR !

Economia e Negócios: Melhoria na expectativa de vida e projetos sociais, como o Bolsa Família, fazem ONU considerar o Brasil um país de Alto Desenvolvimento Humano. O governo federal tem se empenhado para que o Brasil cresça de forma estável e constante e, para tanto, implantou importantes programas em benefício da população de um modo geral, sempre enfatizando a inclusão social. Neste contexto, projetos como o “Bolsa Família”, que vem contribuindo sensivelmente para a redução do índice de desnutrição e o “Luz para Todos”, que levou energia elétrica para milhões de brasileiros, merecem destaque. Na saúde, os destaques são para: o “Brasil sorridente”, que disponibiliza milhares de equipes para tratar da saúde bucal da população que não tem condições financeiras para arcar com um tratamento den-

Um breve passeio pelo cenário econômico

tário; o “SAMU” (Serviço de Atendimento Móvel Unificado), com ambulâncias equipadas com UTI e médicos especializados, o que permite o socorro em tempo recorde, salvando milhares de vidas; e a “farmácia popular” onde remédios podem ser adquiridos com até 90% de desconto. Na educação, o programa “Brasil Alfabetizado” oferece oportunidade para que jovens e adultos aprendam a ler e escrever, e o “PROUNI” concede bolsas de estudos em universidades e vem transformando em realidade o sonho da formação universitária para jovens de classe baixa, oriundos do ensino público. A inclusão digital tem recebido diversos incentivos, a exemplo da diminuição do preço dos computadores e da televisão digital, que será lançada em breve, mais um benefício gratuito aos brasileiros.

evidente queda nos índices de inflação e aumento do poder de compra da população. A polícia federal vem agindo intensamente contra esquemas de tráfico de drogas, pirataria e combate a corrupção, investigando e punindo independente de quem sejam os envolvidos. Como podemos analisar, Brasil está crescendo com desenvolvimento sustentável e, apesar das freqüentes críticas da grande imprensa e da elite, o povo brasileiro tem consciência que o Brasil mudou e está cada dia melhor, só não percebe quem não quer. (Jéssica Cordeiro Zanata, é aluna do SEC 1AM no ITB Prof. Munir José)

O país tem batido recordes históricos de exportação e investimento externo, com

DIVERSIDADES: Macro economia vista de um modo divertido ANALOGIA ENTRE A AMÉRICA LATINA E O SERIADO CHAVEZ Para explicar tintim por tintim o cenário político latino-americano, nada melhor do que recorrer ao programa mais tradicional e relevante da nossa cultura televisiva: a Turma do Chaves. Seu Madruga (Brasil): pobre, passa fome e sempre dá um jeitinho de não pagar as dívidas. Por isso tem sua vida controlada pelo Seu Barriga (FMI), seu maior credor. Chaves (Venezuela): representa os oprimidos da América Latina que sofrem na mão da burguesia, mas lutam (com métodos duvidosos) para fazer valer os direitos do povo.

Bruxa do 71 (Argentina): odiada por todos, fica o tempo todo atrás do Seu Madruga tentando fo... nicar com ele. Sempre se dá mal, cada vez mais. Kiko (Paraguai): o mais chacoteado de todos. Sua característica principal é possuir brinquedos caros que nem sempre funcionam. Nhonho (Canadá): grande e rico, mas ninguém dá importância. É o aluno preferido do Professor Girafales (EUA). Sempre que aparece, apanha. Professor Girafales (EUA): tem poder sobre todos. Tenta passar sua "cultura" para todo mundo, apesar de alunos como Chaves (Venezuela) sempre darem uma zombadinha e saírem por cima no final.

Chiquinha (Cuba): a melhor amiga do Chaves (Venezuela). É pequena, mas faz um barulho danado, o que incomoda todo mundo, principalmente o sisudo Professor Girafales (EUA). Dona Florinda (México): é neurótica e gosta de mandar nos outros. Seu maior sonho é juntar os trapinhos com o Professor Girafales (EUA). Godines e Seu Jaiminho (Suriname e Guiana Francesa): aparecem de vez em quando, mas ninguém lembra que existem. (Contribuição de Jair da Silva Batista, graduado em Letras, é Professor de língua Inglesa no ITB Prof. Munir José) Texto de autor desconhecido, disponível em <h t t p : / / p h ot os 1 .b lo g g er .c o m / photoInclude/blogger/2268/3691/1600/ america.jpg>

DIVERSIDADES: Xadrez, uma arte milenar a favor da educação Primeiro gostaria de agradecer o convite para participar deste projeto (Revista Pensar!), principalmente por me pedirem para escrever algo sobre Xadrez, pois é um assunto que me agrada muito. Poderia falar de inúmeros assuntos sobre o Xadrez: sua origem, regras, cultura, curiosidades, partidas, raciocínio lógico e concentração. Mas tem um assunto sobre Xadrez que considero muito importante, que é a importância da aprendizagem e da prática do xadrez na infância e na adolescência. Pesquisas comprovam a importância do xadrez na educação. Atualmente, admite-se que a atividade enxadrística favorece o desenvolvimento mental das crianças, além de lhes impor uma disciplina atrativa e

agradável. Quando é introduzido nas classes de baixo rendimento escolar, auxilia o desenvolvimento do sentimento de autoconfiança, visto que apresenta uma situação na qual os alunos têm a oportunidade de descobrir uma atividade em que podem se destacar e, paralelamente, progredir em outras disciplinas acadêmicas. O imenso mérito do xadrez deve-se ao fato de ele responder a uma das preocupações fundamentais do ensino moderno, ou seja, a de propiciar a possibilidade a cada aluno de progredir segundo seu próprio ritmo, valorizando assim a motivação pessoal escolar.

cognitivo: 1º raciocinar na busca dos meios adequados para alcançar um objetivo; 2º organizar uma variedade de elementos para uma finalidade; 3º imaginar concretamente situações futuras próximas; 4º prever as prováveis conseqüências de atos próprios e alheios e 5º tomar decisões vinculadas à resolução de problemas. No que tange à aquisição do julgamento moral, a prática deste esporte conduz à positiva experiência do ganhar e do perder, assim como a formação do caráter, permitindo o desenvolvimento de qualidades como: modéstia, prudência, perseverança, autocontrole, autoconfiança e, principalmente, sublimação da agressividade.

Do ponto de vista pedagógico, é inegável que este esporte estimula pelo menos cinco capacidades do desenvolvimento

(Rogério E. Rezende Guedes, graduado em Língua Portuguesa, é Assessor de Coordenação no ITB Prof. Munir José)


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QUEM ESTOU? ONDE SOU? 26 de fevereiro de 2007. 26 de fevereiro de 2007? Mas o que essa data tem de tão importante? Essa data marcou a inauguração do ITB do paulista, ou melhor dizendo ITB Professor Munir José. Mas o que é o ITB? Em 1992 foi criado o instituto técnico de Barueri, com o intuito de proporcionar ao jovem barueriense uma escola de ensino médio-técnico, para atender a demanda do mercado de trabalho. Em 2006 foi aprovada a lei que garantia 80% das vagas para alunos da rede, mas essa repentina mudança na forma de admissão dos alunos provocou muitas incertezas entre os estudantes, já que muitos não esperavam estudar no ITB. As incertezas são naturais dessa fase da vida e elas aumentam com as responsabilidades. Perguntas do tipo: "será que estou aproveitando ou desperdiçando minha vida?" ou "onde vou estar daqui a dez anos, será que estarei trabalhando ou estou perdendo meu tempo?", são muito comuns entre adolescentes. Outra pergunta que costuma atormentar os jovens é: "Que carreira seguir?", e quando veio a notícia de que 80% das vagas seriam dos melhores alunos da rede, essa pergunta pegou muita gente desprevenida. Então que curso escolher? Que carreira seguir? Para essa pergunta não temos e nunca teremos a resposta, mas podemos dar uma ajudinha... Para saber como lidar com tanta responsabilidade e encontrar algumas dicas para a escolha da profissão, entrevistamos alguns professores. Vejamos como eles encaram essas questões: (Para facilitar, dividimos a entrevista em quatro pontos principais) 1º — a opinião dos professores sobre um curso técnico. Antes de mais nada, um curso técnico é uma graduação que prepara para o mercado de trabalho, uma solução rápida mas não definitiva. A maioria das pessoas que procuram um curso técnico são adolescentes que vêem à necessidade de ajudar na renda familiar e precisam de alguma base para um primeiro emprego, ou pessoas que já estão trabalhando e querem se especializar em sua área. Marilda, professora de economia das turmas de administração, vê o curso técnico como um desafio para os adolescentes, mas não acha que é uma grande responsabilidade, ela diz: "os adolescentes tem muita capacidade, o problema é que não acreditam neles mesmos". Já para Messias, professor de introdução à logística e administração de materiais, "Um curso técnico é uma possibilidade, principalmente para aqueles que ainda não têm inclinação para nenhuma área especifica de formação superior, ou mesmo para aqueles que não têm boa condição financeira, mas que necessitam de uma formação que lhes garanta um pouco mais de dinheiro que o restante dos mortais, pois existem cursos técni-

cos que garantem boas faixas de remuneração, e tem mais um detalhe, hoje o país necessita de técnicos de todas as áreas”. Segundo o professor Francisco José Guerra, de sistemas operacionais e fundamentos de hardware, cursos técnicos além de suprir nossas necessidades enquanto pessoa, também suprem as necessidades de um país onde há pouca mão-de-obra especializada. 2º — a adaptação dos alunos. Para professora Cristiane Rocha, de LPTT/TR (leitura e produção de textos técnicos e técnicas de redação, ufa!), assim como para o professor Messias, muitos alunos ainda estão presos ao antigo ritmo, de esperar pelos professores, não se mexer por conta própria, apesar de existirem também aqueles que já perceberam que não é desse jeito que funciona. Mas para outros professores, como Fernando Alves, de informática aplicada, arquitetura de redes e normas e legislações de informática, e a professora Marilda, os alunos se adaptaram bem. O professor Fernando ainda acrescenta, os alunos só não se adaptaram melhor pela falta de interesse. De acordo com o professor de química, José Otavio, “o ser humano é uma praga", no bom sentido, é claro, pois nos acostumamos com as mais diversas situações. Para ele a adaptação é uma questão de tempo, e esse tempo é diferente para cada um. E ainda, para o professor Guerra, temos que aproveitar ao máximo essa fase, pois é nela que muitas portas se abrem. 3º — a responsabilidade. De acordo com o dicionário, a palavra responsabilidade quer dizer: obrigação de responder pelos seus atos. Muitas pessoas levam esse significado ao pé da letra, e acham que a escolha da profissão é uma obrigação. Todos os professores concordam em um ponto: um curso técnico não é muita responsabilidade para adolescentes. Pelo contrário, é uma oportunidade de aprendizado, que auxilia no processo de amadurecimento, conscientizando a procura de uma profissão antes da fase adulta - não deixar tudo para a última hora - além de ensinar a conviver com a realidade. O professor Messias acrescenta: "A vida é feita de grandes desafios e, se não nos prepararmos para eles desde cedo, eles sempre parecerão monstruosos". Para os três professores mais jovens da escola - José Otavio, Cristiane e Fernando - fizemos uma pergunta especial sobre responsabilidade: “Encarar responsabilidades é deixar de curtir a vida”? Unânime, a resposta foi: NÃO! Segundo o professor Fernando, tudo é uma questão de definir suas prioridades, e fazer isso significa, ao invés de desperdiçar a vida, aproveitá-la ao máximo. Para a professora Cristiane, o ponto chave é gostar do que se faz, ela resumiu tudo em uma palavra: vontade. "Nunca deixei de me divertir. Todos

aprendem a ter responsabilidades, todos têm o seu tempo", nas palavras do professor José Otavio. Exemplos como esses deveriam ser seguidos. 4º — a escolha da profissão. É bom que fique bem claro que não existe nenhum manual que indique que carreira seguir, ou qual a profissão ideal. Mas existe sim aquilo que cada um gosta de fazer, aquilo que é a realização de cada um. Pois cada pessoa é diferente, então não existe um padrão. Porém existem alguns passos que você pode seguir. O professor Guerra afirma que, para ter sucesso, é necessário juntar emoção e razão. Um exemplo ridículo por nossa conta: “não adianta ter ‘quinhentos’ filhos e querer ser artista”. O professor Fernando também diz: "conversar com profissionais da área, procurar obter informações, e um teste vocacional é recomendado". Para a professora Marilda, a solução é descobrir o que você gosta de fazer, ou seja, se explorar. Veja agora algumas dicas para a escolha da profissão de acordo com nossos professores: “Busque em você o que você mais gosta” (professora Marilda); “Não tenha medo de desafios“ (professor Messias); “Seja curioso, conhecendo vários assuntos fica mais fácil escolher um” (professor José Otavio); “Faça do seu trabalho uma diversão” (professora Cristiane); “Defina suas prioridades” (professor Fernando); “Faça TUDO com o coração” (professor Guerra). "Não existe a profissão ideal, existe aquela que você gosta de executar, aquela que te tira todos os dias da cama com vontade de estar lá e executar o seu trabalho seja ele qual for". (professor Messias) "O melhor trabalho é aquele que você faz e não percebe que está trabalhando, mas se divertindo". (professora Cristiane) As responsabilidades existem e elas virão, cabe a você aproveitar cada oportunidade de crescer, não as encare como um peso, mas como obstáculos a serem ultrapassados. Obrigada pela atenção e até a próxima. (Jakeline Pereira dos Santos -IRD 1BT- e Stefany Pereira dos Santos -LOG 1CT-, com a colaboração de Márcia Santos -ADM 1DT- nas entrevistas)

"O que eu ouço, esqueço. O que eu vejo, lembro. O que eu faço, aprendo". Confúcio


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Ciências e Tecnologia Tecnologia ajuda ou atrapalha??? Por que a tecnologia é sinal de desenvolvimento???

está em expansão e, por isso, um lugar vazio no espaço é preciso pra ele se expandir, e esse lugar vazio representa o fim do Universo ou o Infinito!!!

Será que estamos indo no caminho certo???

0.1=1

Tecnologia, segundo o dicionário AURÉLIO, é o conjunto de conhecimento, princípios científicos.

Na área de Informática e Telecomunicações, o desenvolvimento ocorreu através das articulações MILITARES. Um exemplo foi o forno de MICROONDAS. Conta a história que um sargento (técnico em telecomunicações) do exército russo subiu em uma antena de comunicação do quartel para consertá-la. Quando desceu, notou que seu bolso traseiro estava estranho. Percebeu, então, que o chocolate havia derretido todo. Isso estando ele na SIBÉRIA, cuja temperatura não ultrapassa os 2 graus centígrados.

O stress da tecnologia está nos deixando SEM PACIÊNCIA, com isso estamos mais vulneráveis a problemas no coração. Outra afirmação POPULAR é que o seu celular (COMO É UM RÁDIO) transmite e recebe ondas eletromagnéticas, próximo de seu coração, podendo provocar efeitos danosos a pessoa. Esse dito popular, não foi comprovado nem desmentido por pesquisadores da área médica. No Século do “MENS SANA IN CORPORE SANO“, PENSE um pouco no seu aparelho de controle remoto, “ELE É UM VILÃO OU UM HEROI“. Você senta na frente de sua TV de 52 polegadas, de Plasma, pega o controle e não levanta mais, não faz exercício nenhum, em tempos remotos éramos obrigados a levantar para trocar de canal fazendo algum tipo de exercício. Por esses motivos é que a pergunta continua: TECNOLOGIA, MAIS AJUDA OU MAIS ATRAPALHA ????????????? (Francisco Guerra, graduado em Engenharia Elétrica, é Professor de Informática de Redes no ITB Prof. Munir José)

1.0=0

Se você algum dia escreveu o resultado de zero multiplicando um número em uma prova, dando o próprio número, e o seu professor te deu errado, não se sinta mal, você estava certo! Um bom exemplo é o seguinte, você tem um lápis, se você multiplicar “NADA x Lápis”, simplesmente o lápis estará sendo multiplicado nenhuma vez, então o lápis continuara sendo 1 lápis ou seja 0.1=1, mas se você pegar “algo e multiplicar por algo que não existe” este algo não existente ainda não será nada, ou seja, 1 . 0 = 0. Obs. o número 1 pode ser substituído por qualquer número diferente de zero.

O desenvolvimento humano, INFELIZMENTE, ocorre durante o período de maior conflito (nas guerras), quando o instinto de sobrevivência é grande, o homem PENSA com maior afinco e desenvolve instrumentos para levá-lo à vitória. Em todas as áreas, o desenvolvimento, as pesquisas e as descobertas, têm “AJUDADO ou ATRAPALHADO” o homem ????

Apos vários estudos, notaram que o MICROONDAS esquenta ou agita as moléculas de ÁGUA, fazendo-as esquentar os alimentos. Outro exemplo foi a INTERNET, que nasceu de uma rede de computadores para trocar informações entre quartéis, a “ ARPANET “ . Hoje, se a INTERNET demora “ alguns segundos “ para devolver uma informação, nós já chutamos a máquina e reclamamos que esta parecendo uma CARROÇA, de tão lenta.

e

-0 e +0 Essa é simples. O zero negativo é prejuízo e o zero positivo é quando não se deve nada. O “perder” é inexistente

Matemática : Teorias A Origem dos Números Alguém, ou você mesmo, já se perguntou de onde os números surgiram ou qual o primeiro número a ser utilizado? Eu sei que não, mas um dia você poderá pensar no assunto! Veja só, antigamente as formas de conta mais utilizadas, e provavelmente as primeiras formas a serem usadas, foram a adição e a subtração. Então vamos apenas considerar essas duas formas básicas de conta já que estamos falando de ORIGEM, sendo assim o número 1 é capaz de formar todo e qualquer número, lembrando é claro que não podemos falar de números quebrados, já que estamos falando de origem, certo? O número 1 é capaz de formar todos os números, mas qual número é capaz de formar o 1??? Você pode adicionar zero por um milhão de vezes que não formará o 1, e adicionar 2 milhões de vezes que também não formará o 1, isso conclui que todos os números provém de 1, até mesmo o ZERO! 1 + (-1) = 0. MAS DE ONDE O NÚMERO 1 SURGIU?! O Infinito (Universo) é Finito É realmente cansativo ouvir que, se um dia um ser viajar pelo universo, nunca chegará ao seu fim. Mas isso é absolutamente mentira! Pense assim, toda matéria ocupa um lugar. Sendo assim, para o universo ter sido criado ele tem que ter ocupado um espaço vazio, se não concordar com isso veja esse outro fato, o Universo sempre

Você já perdeu algo? Provavelmente não a menos que você esteja morto. Se algo é perdido, nunca mais será achado por que, afinal de contas, está perdido, mas se você vê que algo sumiu, você não perdeu ele, por que tudo que some de sua vista está em algum lugar. Perder só pode ser usado para algo que nunca mais poderá ser achado. Um exemplo, “perder a vida”, conclusão, as coisas somem, não se perdem. O Universo é redondo Você já viu aquela expressão “andar em círculos”?! Duvido muito que não... Nós só não achamos o fim do Universo por que ele é redondo, imagine se o universo fosse a terra só que QUADRADA uma hora você chegaria na ponta e saberia que lá é o fim, agora, já que o universo é uma circunferência, nós daremos milhares de voltas e não encontraremos o fim. Então não perca seu tempo viajando pelo universo e tentando achar o seu fim, o fim existe, mas não pode ser achado. Apenas o passado existe, o presente e o futuro não. Viver de passado é absolutamente algo normal, o presente não existe porque o simples ato de falar não acontece no presente e sim no passado, você falando alguma coisa é automaticamente passado, e o futuro nunca acontecerá por que, quando acontecer, será passado!! Ou seja, o passado é o único “tempo” que nunca passa. Apenas o passado existe. (Vitor de Lima Torqua, aluno do IRD 1AT no ITB Prof. Munir José)


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LOGÍSTICA, ESSA VELHA SENHORA DESCONHECIDA ???!!! LOGÍSTICA: Vamos entender sobre o que pretendemos falar ????!!!! ......

Muita gente utiliza a palavra “Logística” atualmente...., principalmente de forma errada. Ela virou uma coqueluche, ou algo parecido com uma febre que se você não der pelo menos um “atchimmmm”, ou melhor dizendo, proferindo-a pelo menos uma vez em uma conversa entre pessoas que trabalham diretamente com a administração de qualquer área organizacional, ou mesmo em uma roda num bar, entre amigos tomando uma cerveja, quando um ou outro desses participantes toma a decisão de criticar a mesa, o garçom, a cerveja, etc., dizendo que a “Logística não está funcionando!” O fato é que mesmo sem terem a exata dimensão do que estão dizendo, muitos estão no rumo certo e, é exata-

mente a esse entendimento que essa coluna vai se propor, ou seja, abordar o assunto “Logística no Cotidiano”. Uma coluna destinada a desvendar o mundo logístico em suas diversas abordagens e nuances, para que alunos e mesmo leigos possam falar e opinar sobre o assunto com maior domínio.

Logística Empresarial no ITB Prof. Munir José)

Dominar esse assunto, ou mesmo conhecer a sua essência e aplicabilidade, torna-se imprescindível. Saber a extensão do termo e como ele afeta o nosso cotidiano é realmente algo como um “atchimmm” em estado febril, se você não emitir ao menos um, as pessoas sequer acreditarão que você está doente. (Messias Umberto Vieira, graduado em Administração de Empresas, é Professor de

(Charge relativa a problemas e situações cotidianas de uma das áreas de maior movimentação de todos os setores no momento)

Empreendedorismo: “Se quem casa quer casa, quem estuda quer emprego” É o mercado de trabalho que regula as atividades profissionais de todas as profissões da sociedade como um todo. Como proceder para fazer parte desse, que para muitos parece um bicho de sete cabeças? Pois bem, se o mercado de trabalho estabelece a oferta e a procura de trabalhadores, e as pessoas estão preocupadas sobre ter ciência em qual lado estão, vejamos o que podemos fazer por nós mesmos, para garantir a nossa empregabilidade e não mais buscarmos somente um mero emprego. Com uma taxa de desemprego tão marcante, está cada vez mais difícil para os jovens adentrarem no mercado formal de trabalho. Na realidade diversas políticas de desenvolvimento têm sido implantadas pelo governo federal, como

o programa primeiro emprego ou jovem aprendiz, que são algumas das hipóteses oferecidas ao jovem como formas de ingressar no mercado de trabalho. Mas será que só isto basta? Entendo que não, precisamos evitar estes projetos e construir com nossas próprias forças o nosso caminho. Quem escolhe o seu caminho é você! Como retrata a peça “Se quem casa quer casa”, de Martins Penna, se quando casamos temos o direito de construir o nosso lar, de termos nossa vida independente de nossos pais, devemos pensar da mesma maneira para podermos triunfar no mercado de trabalho, indo em busca de nossos sonhos e realizações pessoais para poder construir o nosso futuro. (Eliane Sanches, graduada em Economia e

Mercado de Trabalho: Emprego 1-) Informe-se antes: Preocupe-se em conhecer a empresa para a qual você está fazendo a entrevista. É inadmissível que o candidato vá sem saber questões básicas.

2-) O que vestir: Vá com uma roupa adequada ao cargo pleiteado. “Roupas certas para ocasiões certas”. Roupas discretas, limpas e bem passadas, sempre têm de fazer parte do seu dia-a-dia.

3-) Pontualidade: Não se atrase, chegue no horário marcado.

4-) Postura adequada: Durante a entrevista você não deve usar óculos escuros, mascar chiclete, nem deixar o celular ligado. Mexa os braços e a cabeça de forma moderada. Cuidado com atitudes que denunciem seu nervosismo, como ficar aper-

especialista em Educação, é Professora de Administração Empresarial no ITB Prof. Munir José)

(Charge relativa a construção de patrimônios através do trabalho humano)

10 dicas para uma boa entrevista

tando a caneta ou mexendo demasiadamente no cabelo.

“Por favor” e “obrigado”, são palavras necessárias e de muita importância.

5-) Seja comunicativo: Você deve falar

9-) Valorize-se: Desperte empatia com o

pausadamente, assim você terá tempo de elaborar mentalmente as respostas. Transmita serenidade e economize nas palavras, vá direto ao ponto.

entrevistador. Nesse sentido, você terá mais chances de conseguir trabalho numa empresa com características semelhantes à sua personalidade e valores.

6-)

10-) Autenticidade e sinceridade: Apesar de todas estas dicas, você deve agir com naturalidade, pois se você estiver só encenando, o entrevistador vai perceber. Seja autentico e sincero essas são qualidades procuradas para alguém que vai conviver dez horas por dia com os colegas da empresa.

Não minta: Afirmar que tem tal habilidade só para agradar o entrevistador funciona como um suicídio.

7-) Cuide do seu emocional: Durma bem na noite anterior à entrevista para não chegar cansado e procure fazer antes, alguma atividade relaxante. 8-) Cortesia: Seja educado, gentil e cortês com as pessoas desde a sua chegada.

(José Carlos Cardoso, graduado em Administração de Empresas e pós-graduado em Qualidade e Produtividade, é Professor de Secretariado e Logística no ITB Prof. Munir José)


Ciências e Tecnologia

Ciências Físicas e Biológicas Até onde a curiosidade nos leva (ou nos trouxe!) Tudo que é novo é inesperado, e os representantes de várias espécies (entre elas a humana) apresentam basicamente dois modos de interagir com situações absolutamente novas: Ou sentem medo ou curiosidade. Imagine os primeiros hominídeos que, numa manhã de sol ou numa noite sombria, se depararam com uma árvore pegando fogo. Quais seriam as reações possíveis? Quais dessas reações foram úteis à preservação e ao desenvolvimento da espécie? Vamos pensar em um grupo de hominídeos que tenha vivenciado essa situação. É de se imaginar que as reações do grupo tenham se dividido entre os que sentiram medo e os que experimentaram a curiosidade. Esse segundo grupo com certeza desenvolveu experiências mais interessantes do que o primeiro. Os medrosos, que fugiram sem nem saber do quê, contribuíram pouco para o aperfeiçoamento da espécie, mas permaneceram vivos e procriaram, então, ainda há descendentes deles entre nós, talvez até com o medo herdado de maneira instintiva através das gerações. Já o grupo dos curiosos contribuiu mais para a evolução da espécie. Vamos dar uma olhada mais de perto no que deve ter acontecido com eles: O grupo que teve a curiosidade despertada pelo fogo percebeu o quanto era estranha e bela aquela situação. O brilho e as formas que vinham do fogo provocavam admiração e traziam o impulso supremo dos curiosos: o de querer pegar com as mãos. Assim, os primeiros curiosos, desajeitados, sofreram grandes queimaduras, atraíram o vermelho brilhante do fogo para cima de seus corpos e tornaram-se tochas humanas, flamejantes corpos que caiam no chão, gritando enquanto revelavam o medo enrustido em mais alguns dos seus irmãos que estavam mais para o fim da fila. Os que ficaram na dúvida, entre os primeiros medrosos e os curiosos de verdade, fugiram nessa hora. Mas a cena acima, dos primeiros curiosos que saíram chamuscados, serviu de aprendizado para a segunda leva de curiosos de verdade, que aprenderam a ser mais cuidadosos e que, após muitas tentativas e pequenos machucados, conseguiram finalmente inclinar seus polegares e manipular um galho por uma de suas pontas, enquanto o brilho e a chama se mantinham na outra, até que se conseguiu levar o calor e a segurança do fogo para dentro da caverna. Os curiosos desenvolveram a técnica de como retirar os galhos em chamas sem se queimar. Esses galhos logo se tornaram tochas, que facilitavam a locomoção e as caçadas por comida. Depois se tornaram fogueiras e fornos, que aqueciam o lar e tornavam a carne caçada mais macia e suculenta. A geração de filhos desses curiosos cresceu comendo alimentos aquecidos e viveu por mais tempo que seus pais, e menos que seus netos, ou seja, a curiosidade proporcionou um aumento da qualidade e da expectativa de vida dos indivíduos da

espécie. E assim, graças aos curiosos, chegamos até aqui. Tanto os curiosos quanto os medrosos já inventaram vários modos de interagir com a natureza. Esses modos receberam nomes como “filosofia”, “arte”, “religião” ou “ciência”, mas basicamente são modos de buscar algo que chamamos de “a verdade”, numa busca que é útil porque nos mantém ocupados durante o tempo em que permanecemos vivos. Mas o mais interessante é que, de todos esses modos de interagir com a natureza, vários se apagaram, foram esquecidos ou deixaram de existir com o tempo, e pouquíssimos foram os que se mantiveram vivos por tanto tempo quanto a ciência. Apesar de já ter assumido várias nomenclaturas diferentes ao longo dos séculos e milênios de interação entre o homem e a natureza, essa idéia “científica” de entender a natureza para tirar o melhor proveito dela se manteve viva e se desenvolveu junto à própria humanidade. Deve existir uma explicação para isso e, na opinião desse reles colunista que escreve, a explicação é simples e se divide em duas partes: uma que explica as origens da ciência; e outra que indica o que ela fez pelos seus criadores. Basicamente, podemos entender que: 1 - A ciência é fruto da melhor característica humana, a curiosidade; 2 - A ciência permitiu um significativo aumento da qualidade e do tempo de vida das pessoas. Assim, a ciência agrada tanto aos curiosos, que são seus criadores e beneficiários, quanto aos medrosos, que são apenas seus beneficiários. Os curiosos se divertem alcançando explicações satisfatórias para uma quantidade cada vez maior de assuntos e se sentem mais próximos “da verdade”, enquanto os medrosos se vêem cada vez mais protegidos de seu principal medo, que é o da morte, já que a ciência favorece a continuidade de seu oposto, a vida. Espero ter deixado claro que, hoje, nós somos descendentes diretos daquele grupo que se dividiu entre medrosos e curiosos frente à árvore em chamas. Podemos perceber as características de cada um desses grupos em nós mesmos e em nossos semelhantes. Procure descobrir que tipo de interação você desenvolve com as coisas absolutamente novas e que te surpreendem. Com sorte, você vai descobrir que também sente uma admiração entranha e bela pelas formas e pelo brilho do fogo. (José Otavio Baldinato, graduado em Química, é Professor de Química no ITB Munir José)

(A aluna Maria Gislaine dos Santos -ADM 1DTcom seu certificado e medalha das Olimpíadas de Física, ao lado de sua mãe e dos professores Ricardo e Edmilson)

A aluna Maria Gislaine dos Santos, do ADM1DT, foi homenageada durante evento de premiação dos participantes da Olimpíada de Física, recebendo uma medalha de bronze pelo seu desempenho. No evento, além da aluna, estiveram presentes também os professores Ricardo de Barros S. Fiziotto e Edmilson Farias, ambos professores de física do ITB Prof. Munir José que, durante todo o tempo, orientaram e acompanharam a aluna em sua escalada por este campo da ciência. Tal fato só vem nos mostrar, ao término desta nossa primeira edição, que a trajetória estabelecida por diversas pessoas da área de Educação — principalmente nós, professores — não se encerra com nossa presença em sala de aula, mas se inicia ali. Tomar contato com alunos que já iniciam seu de brilho na vida acadêmica, só demonstra que este feito que começamos hoje, com este primeiro número da Revista Pensar!, não termina aqui. Muitas coisas boas ainda virão. Agradecemos especialmente a todos aqueles que contribuíram direta ou indiretamente para esta realização, e pedimos a esses e a tantos mais que percebam a oportunidade representada por este instrumento. Que não permitam que ele tenha esta edição única, para que possamos a cada dia mais, abrilhantar suas páginas com outros feitos ainda maiores, nossos e de nossos alunos. (do Redator da revista - Prof. Messias Umberto Vieira)

Idealizador: Prof. Carlos Eduardo de Morais Textos: Professores e Alunos do ITB - Prof. Munir José Redator: Prof. Messias Umberto Vieira Agradecemos a colaboração de todo o corpo docente, administrat ivo e operacional do ITB Prof. Munir José, por este feito.

Revista Pensar! nº 01  

Revista Pensar! edição nº 01

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