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Energia sem limites · Dezembro | Janeiro * 2010 /11 Nº20

BIODIVERSIDADE EDP na vanguarda mundial

ENSAIO FOTOGRÁFICO As fotos premiadas dos colaboradores da EDP Renováveis

BOLSA EDP com o melhor Relatório Financeiro do mundo

SPOTLIGHT Miguel Amaro em entrevista sobre os cinco anos após IPO no Brasil

QUEM É QUEM Diretora de Criação do Cirque du Soleil fala sobre criatividade e satisfação no trabalho

EM DEBATE Aumento da competitividade econômica passa pela energia


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editorial

on

Por um mundo melhor

A

par das alterações climáticas, a biodiversidade é identificada como a área de mais urgente intervenção. A sua perda acelerou nos últimos 50 anos e os vários cenários, estudados pelo Millenium Ecosystem Assessment, apontam para que esta perda se mantenha ou mesmo acelere, à escala mundial. Consciente deste cenário, o Grupo EDP foi uma das primeiras empresas a assumir uma Política de Biodiversidade, em 2007, e desde então tem-se empenhado em contribuir para o objetivo mundial de reduzir a perda de biodiversidade. Os resultados estão à vista de todos. Foi a primeira empresa portuguesa líder mundial dos índices Dow Jones de Sustentabilidade (DJS), onde manteve uma posição notável (de 77 pontos, mais três pontos do que no ano anterior) na Dimensão Ambiental. Segundo o mesmo índice, a EDP evidencia a melhoria do alinhamento com as práticas do setor, em resultado dos esforços desenvolvidos, nos domínios da gestão ambiental, em particular no que respeita à biodiversidade e à estratégia de alterações climáticas. O DJS destacou ainda o Grupo com a pontuação máxima nos critérios Biodiversity e Climate Strategy. Um resultado de um compromisso assumido por mais de 12 mil colaboradores, distribuídos por 11 países. Em 2010, a EDP publicou o primeiro Relatório de Biodiversidade, onde relata o impacto da atividade na biodiversidade, como o minimizou e, se tal não foi possível, como o compensou. Este relatório incide na forma como a empresa encara e lida com o desafio da biodiversidade, nas parcerias criadas, nos projetos desenvolvidos e resultados obtidos. Mas biodiversidade é muito mais do que a variedade de ecossistemas e espécies para a EDP: é parte integrante da sua gestão. Sinal disso, é a estratégia de negócio em que o Grupo tem apostado: o crescimento a partir de energias renováveis, em particular do vento e da água. Até 2020 pretende-se atingir mais 3,5 GW de potência instalada hídrica e mais 274 GW de potência instalada em energia eólica, justificando a importância da biodiversidade enquanto variável de gestão. Reduzir a perda de biodiversidade é da responsabilidade de todos. A UNESCO juntou-se à Convenção sobre Diversidade Biológica, e declarou este ano que agora termina, 2010, como o Ano Internacional da Biodiversidade (AIB) incentivando outros parceiros, no âmbito global, a fazer do AIB um instrumento eficaz na promoção da conservação da biodiversidade, em nível mundial. A EDP acredita que podemos contribuir para esse objetivo e, por isso, definiu internamente uma estratégia que se concretiza num conjunto de planos de ação que poderá seguir nas próximas páginas desta ON.

Paulo Campos Costa Diretor de Marca e Comunicação

Para a EDP, a biodiversidade é muito mais do que a variedade de ecossistemas e espécies: é parte integrante da sua gestão on 3


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índice Dezembro | Janeiro 2010 foi o Ano Internacional da Biodiversidade. A meta de redução da sua perda, em todo o mundo, só será alcançada através da contribuição ativa de todos os setores da sociedade. Descubra como a EDP faz a sua parte

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Ensaio Fotográfico A EDP Renováveis promoveu um concurso de fotografia entre os colaboradores. O resultado é surpreendente

On é uma edição bimestral Proprietário EDP – Energias de Portugal, SA Praça Marquês de Pombal, 12, 1250-162 Lisboa Tel: 210 012 680 Fax: 210 012 910 gmc@edp.pt Diretor Paulo Campos Costa

4 on

Editora Península Press SL Rua dos Correeiros 120, 4º esq , 1100-168 Lisboa Administrador executivo Stella Klauhs info@peninsula-press.com Redação Eduardo Marino (editor), Joana Peres (redactora), Arte Marta Conceição, André Noivo Fotografia Hugo Gamboa, José Reis e Adelino Oliveira, iStockphoto, SXC Revisão Ana Godinho Coordenação EDP Margarida Glória Distribuição gratuita Portugal – 23.000 exemplares; Espanha – 2.000 exemplares; Brasil – 2.500 exemplares; América – 500 exemplares


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í n d i ce

46 Miguel Amaro, vice-presidente de Controle de Gestão, Finanças e Relações com Investidores da EDP Energias do Brasil, fala das conquistas da empresa, dos desafios nesta área e dos objetivos para os próximos anos

6 fórum Perguntamos aos colaboradores EDP, de que forma contribuem, no ambiente de trabalho, para a redução da sua pegada ecológica?

7 bolsa 8/15 cultura edp Os Sistemas de Informação do Grupo, a segunda edição do Media Day e o projeto EDPro, no âmbito do programa EDP Way, são alguns dos temas em destaque

16/19 inovação Conheça as novidades apresentadas no Dia de Inovação, promovido pelo Grupo EDP

26 Tema de capa: Biodiversidade

20/23 mercado é Quem? 34 Quem Lyn Heward, Diretora de Criação do Cirque

Encontro “A Experiência do Cliente EDP”, dinamizado pela Direção de Relação com o Cliente

du Soleil

24/25 causas 40/41 a nossa energia As notícias que ligam os centros produtores às comunidades locais

42/45 capital humano Mais de 200 colaboradores celebraram as conquistas RH+

64 em destaque

Debate: 38 Em O secretário de Estado Carlos Zorrinho lança o tema “Competitividade com Energia”

Carlos Cavaleiro, diretor de Engenheira e Construção Térmica da EDP no Brasil on 5


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fórum* I M PACTO S A M B I E N TA I S · A O n p e rg u n ta

Pegada Ecológica A expressão refere-se à quantidade de terra e água que seria necessária para sustentar as gerações atuais, tendo em conta todos os recursos materiais e energéticos gastos por uma determinada população. Para calcular essa pegada é necessário somar todos os componentes que podem causar impactos ambientais, em áreas como a terra, pastagens, floresta ou área urbanizada. Se pretende avaliar o impacto global do seu estilo de vida vá a: www.eco.edp.pt/pt/jovens/simular/mede-a-tua-pegada/simular

NO SEU AMBIENTE DE TRABALHO DE QUE FORMA CONTRIBUI PARA A REDUÇÃO DA SUA PEGADA ECOLÓGICA?

CO2

• Desligo as luzes antes de sair (176) • Reciclo papel. Utilizo um recipiente para separar o papel usado (142) • Não deixo os equipamentos em stand-by. Desligo-os no botão para não gastar energia desnecessariamente (90) • Imprimo só se não puder evitar, utilizando sempre o verso das folhas impressas para novas impressões em modo de rascunho ou para apontamentos (89) • Evito o uso do ar condicionado e outros sistemas de climatização (37) • Diminuo as viagens de trabalho. Tento, sempre que possível, substituí-las por teleconferências ou vídeo-conferências (26) • Aproveito toda a energia solar que puder (24) • Outras (22) • Diminuo a intensidade da iluminação da tela do laptop para que a bateria dure mais tempo (8)

COMENTÁRIOS/OUTROS COMPORTAMENTOS “Coloquei no meu posto de trabalho um ponto de coleta de pilhas descarregadas e transporto-as para a reciclagem, separando as pilhas alcalinas das de mercúrio e de lítio.(...) Promovo a coleta de tampas de garrafas plásticas que entrego no posto de Cruz Vermelha, em Setúbal, para a mesma adquirir e distribuir cadeiras de rodas pelos mais desfavorecidos. Promovo ainda o aproveitamento do papel de fotocópia usado para rascunhos”. PORTUGAL “Subo a mi despacho por la escalera”. ESPANHA “Além dos comportamentos citados, contribuo indo trabalhar caminhando, (distância de 1,2 km), evitando assim, a utilização do meu carro, que gera o gás CO2”. BRASIL 6 on

“Evito beber água de garrafa individual, utilizo copo de vidro e pego água dos garrafões disponíveis nos andares”. PORTUGAL “Trabalho no escritório da EDP Escelsa em Cachoeiro de Itapemirim, e aqui adotamos a utilização de copos de vidro e xícaras individuais para os colaboradores, diminuindo assim o consumo de copos descartáveis”. BRASIL “Utilizamos pilas recargables para diferentes aparatos”. ESPANHA

economizar tinta em eventuais impressões”. PORTUGAL “Comprei um carro com oito lugares e por morar em Vila Velha venho sempre eu e mais sete colegas para o trabalho na EDP”. BRASIL “Recolho as garrafas e tampas das reuniões para reciclagem. Este Natal fiz a coleta de tinteiros e toner’s para doar à "Ajuda de Berço" sem custos para Empresa”. PORTUGAL

“Evito abrir a porta da geladeira muitas vezes ao dia”. BRASIL

“Sólo uso el ascensor para subir 4 ó más pisos; no uso el ascensor para bajar ni cuando tengo que subir 3, 2 ó 1 pisos”. ESPANHA

“Redução do fluxo de água, triagem do plástico e das cápsulas de café, evitar cores de fundo nos "ppt" e "pps" para

“Para diminuir a minha pegada ecológica separo os resíduos por tipo”. PORTUGAL

“Na verdade, tenho consciência de que podemos fazer muito mais, mas acredito que os pequenos gestos de cada um tornam-se grandes transformações. Exemplos que já pratico no dia-a-dia, no caso, no ambiente de trabalho como: no final de cada dia de expediente verifico se todos os equipamentos estão desligados como impressoras, computadores, ar, etc; procuro sempre informar ao serviço geral quando há vazamento no banheiro como torneiras descargas; em dias mais frescos procuramos deixar as janelas abertas; troquei copos descartáveis para água, por uma caneca individual (...)”. BRASIL “Fecho as janelas que outros colegas abriram, quando o sistema de climatização está a funcionando”. PORTUGAL


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o s co rd õ e s d a b o l s a

EDP PORTUGAL 2,8 2,8

2,6

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2,2 13/Set

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EDP BRASIL 38

37,63

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O melhor Relatório Financeiro do mundo

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32 13/Set

20/Set

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06/Dez

EDP RENOVÁVEIS 5,00 4,50 4,00 0 4,47 3,50 3,00

Entre 503 empresas de 35 países, a EDP foi considerada a melhor empresa mundial no “2010 IR Global rankings”, em termos de relatório financeiro. Nesta categoria, o Grupo foi considerado um excelente exemplo a ser seguido, não só em termos de rigor, transparência e coerência mas também em termos da qualidade da informação disponibilizada. A EDP foi ainda reconhecida como uma das melhores empresas do setor em termos de "Corporate Governance". A avaliação é realizada por um comitê independente que efetua testes aos resultados e avaliações desenvolvidos pelos analistas IR Global Rankings. Uma avaliação para obter a garantia suficiente de que os resultados são independentes.

2,50 2,00 1,50 1,00 0,50 0,00 13/Set

20/Set

27/Set

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cultura edp Os métodos mais eficientes e os valores que servem de exemplo

EDP como montra tecnológica para o mundo

A EDP foi recentemente visitada por três utilities com interesse nos seus sistemas de informação, nos sistemas e serviços partilhados e em processos específicos dos serviços partilhados. A prova de que a eléctrica portuguesa é já uma referência mundial nesta área Entre as alavancas de desenvolvimento dasutilitiesnos mercados energéticos cada vez mais liberalizados, os Sistemas de Informação (SI) e as estruturas de optimização de serviços de suporte tipo serviços partilhados constituem dois pólos de diferenciação. Não é, pois, de estranhar que estas áreas sejam procuradas por utilities através de benchmarks,casestudiese visitas para conhecer a vanguarda a nível de implementações no sector. A EDP diferencia-se pela modernidade dos seus SI, factores de suporte a eficácia, eficiência e produtividade no Grupo ao serviço das empresas e dos desafios dos novos mercados energéticos. Uma das provas da anterior afirmação é a continua solicitação de utilitiesde todo o mundo para conhecerem a nossa realidade e como a EDP resolve os seus desafios suportada em sistemas. A nível de Sistemas, a utilityestatal da Grécia, a Public Power Corporation of Greece (DEI PCC) visitou-nos no dia 28 de Setembro com o intuito de conhecer o que a EDP tinha montado 8 on

ao nível de Sistemas de Informação Geo referenciada e sistemas de controlo de incidentes na rede de distribuição. A EDP tem uma solução integrada e automatizada que suporta um conjunto de sistemas tais como o SIT RD, o Power On e o GME, que apoiam, respectivamente, o cadastro da nossa rede, a informação de incidentes e manutenções na rede e as equipas de manutenção e suporte técnico através da integração de tecnologias web, GIS e mobile technology. Também com interesse nos sistemas de informação e nos serviços partilhados montados pela EDP Valor, esteve com a DSI uma comitiva da State Grid Corporation of China – SGCC, empresa estatal chinesa, responsável em várias províncias pela Distribuição e Transporte de energia eléctrica. Trata-se de uma empresa com cerca de um milhão de colaboradores e está no 8º lugar entre as 500 maiores da Forbes. Esta comitiva esteve connosco no dia 27 de Setembro, tendo sido apresentada e discutida a forma como se tem im-

plementado os sistemas corporativos. Para tal além da equipa da DSI, estiveram connosco Henrique Oliveira, do Projecto Lince e Ricardo Nunes, do Gabinete de Serviço ao Cliente, da EDP Valor. Visando a promoção do intercâmbio de conhecimentos no que se refere a boas práticas de compras entre empresas do mesmo ramo, a Direcção de Negociação e Compras (DNC) da EDP Valor recebeu a Vattenfall através dos seus representantes Johanna Hagelberg, CPO, e Gérard Jacquemin, director da empresa. A Vattenfall é o quinto maior produtor de electricidade da Europa operando nos mercados da Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Alemanha e Reino Unido, Polónia, Holanda e Suécia. Desta forma, a DNC visa aprofundar relações com as suas congéneres que operam em mercados internacionais, como também foi caso da visita aos escritórios da RWE Compras e Iberdrola Compras.


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c u l t u ra e d p

Comunicação da EDP distinguida em Viena A EDP foi galardoada com três prémios na área da comunicação, pela FEIEA (Federation of European Business Communicators Associations). A cerimónia do Grand Prix 2010 teve lugar na Casa da Indústria em Viena. À edpOn, televisão corporativa, e ao portal Sou EDP, foi atribuído o segundo lugar, nas respectivas categorias, e a capa da revista ON17, sobre o projecto InovCity, arrecadou um terceiro lugar. Antes de chegarem a Viena, os vencedores do Grand Prix estiveram sujeitos a três rondas de avaliação. As candidaturas são, em primeiro lugar,

analisadas por um júri nacional e, em seguida, os três primeiros colocados, de cada categoria, são enviados a Bruxelas para serem julgados por um painel europeu.Depois desta segunda avaliação, é escolhido um dos participantes de cada área (um por país) para ir à final. Este ano, os sete juízes, provenientes de sete países, precisaram de três dias para julgar as candidaturas e fazer as escolhas finais. "Fiquei impressionado com a qualidade dos trabalhos, especialmente nas categorias "publicação multilingue" e "Revista Interna ou de Notícias", afirmou Henrik Vinther, o juiz dinamarquês.

Sistemas de Informação ajudam mobilidade EDP Para que os projectos e iniciativas de mobilidade do Grupo EDP tenham eficácia há que dotar os colaboradores e empresas com Sistemas de Informação que estejam alinhados com a mobilidade empresarial, funcional e geográfica. Eis alguns exemplos:

A

área de Distribuição da HC Energía e a equipa da DSI de Oviedo estão a terminar o desenvolvimento e implementação de uma nova funcionalidade enquadrada no projecto de mobilidade em curso na HC. A partir dos Blackberry dos colaboradores autorizados já é possível consultar o estado dos incidentes na rede eléctrica de média e baixa tensão. A operação de redes fica muito mais ágil e facilitada para as equipas que estão no terreno.

T

ambém na EDP Distribuição, em Portugal, está em produção o Sistema GME (Gestão e Mobilidade de Equipas) responsável pela gestão operacional do processo de despacho de ordens de trabalho (avarias, comerciais e manutenção) e colecção da informação gerada durante a execução das ordens de trabalho por parte das equipas no terreno, ou seja, os piquetes.

O

utro dos sistemas potenciadores da mobilidade dos colaboradores é o webmail, que possibilita ao

colaborador consultar o seu email, a agenda e a lista de tarefas em qualquer lugar, desde que tenha acesso à Internet nesse local.

A

o nível de mobilidade geográfica com desempenho de uma mesma função existe o sistema de gestão de fluxos financeiros, o Target EDP. Trata-se de uma plataforma única de gestão de tesouraria e fluxos financeiros, que possibilita um tempo zero de adaptação de colaboradores entre empresas e países, pois as funcionalidades foram unificadas para toda a empresa (Brasil e EUA em processo de adopção).

F

inalmente existe o Projecto Lince, referência na empresa para criação de uma única base de trabalho dentro do Grupo ao nível Administrativo e Financeiro e de Recursos Humanos. Com este sistema existe a possibilidade de mudar de empresa, país e tipo de negócio, trabalhando sempre com o mesmo sistema de base, com todos os ganhos de aprendizagem e eficiência que isso implica.

T

ambém a gestão de Armazéns ficou agilizada com a implementação de um sistema de gestão de materiais de armazém com recurso a leitores de código de barras. Agora a entrada de matérias, a sua saída, o seu abate por perca, a sua transferência entre armazéns está automatizada através da utilização de leitores de códigos de barras que emulam num ecrã portátil as funções do SAP. on 9


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cultura edp

Pita de Abreu personalidade do ano O presidente da EDP no Brasil foi homenageado na presença do presidente Lula. Pita de Abreu recebeu o prêmio de Personalidade do Ano, entregue pela Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil - São Paulo

É

uma honra receber um prêmio como este. Trabalho na EDP há 33 anos e a empresa é uma parte muito importante da minha vida”. Foi com essa mensagem que António Pita de Abreu, presidente da EDP no Brasil há três anos, recebeu o prêmio de Personalidade do Ano, entregue pela Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil – São Paulo, no final de Novembro. Nesta 11ª edição do prêmio Personalidade do Ano, a escolha do executivo António Pita de Abreu aconteceu através de uma eleição entre os 800 empresários associados à Câmara Portuguesa, que levaram em conta o esforço de investimento da EDP no Brasil nestes últimos anos. Durante o evento, Pita de Abreu fez parte da mesa oficial, composta pelo Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva; pelos ministros Orlando Silva (Esportes) e Luiz Barreto (Turis-

mo); pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab; pelo senador Aloizio Mercadante; por Manuel Rodrigues Tavares de Almeida Filho; presidente da Câmara Portuguesa; João Salgueiro, embai-

xador de Portugal no Brasil e Luiz Ortiz Nascimento; da Camargo Corrêa. Já o Presidente Lula, que durante o seu discurso lembrou o passado que une Brasil e Portugal, e as vantagens que esta parceria pode trazer para o futuro, recebeu o prêmio Personalidade do Ano Especial, pelas suas iniciativas no campo econômico e social destes últimos oito anos de governo.

TV On Brasil ganha prêmio Aberje 2010

3.000 Vídeos produzidos

10 o n

A EDP On, televisão institucional do grupo EDP, venceu o Prêmio Aberje 2010 na categoria “Mídia Audiovisual”, região São Paulo, o prêmio mais prestigiado da Comunicação Empresarial Brasileira. O Aberje tem como objetivo fortalecer a visão estratégica da comunicação de empresas e instituições por meio do estímulo, do reconhecimento e da divulgação de esforços e de iniciativas na área da comunicação e dos relacionamentos. Para Flávia Ramos, gestora executiva de Marca e Comunicação da EDP Brasil, mais do que um canal de comunicação, a EDP On integra com a mesma proporção todos os colaboradores em diferentes localidades do grupo. “A produção brasileira alcançou resultados importantes para a integração dos profissionais, inserindo em cada

um a satisfação em trabalhar na empresa”, afirma. Desde 2008 já foram produzidos, mundialmente, mais de 3 mil vídeos e a EDP On no Brasil ocupa mais de 20% deste total. No Brasil, em um ano foram quase 200 entrevistas com diferentes profissionais, entre colaboradores, especialistas, sociedade, jornalistas, atletas, clientes, autoridades e executivos. Segundo Alexandre Taricano, consultor de Marca e Comunicação e responsável pela televisão, o prêmio representa um reconhecimento do mercado e da boa prática da comunicação feita pelo grupo. Já para a repórter Milene Pinheiro, o canal é uma forma dinâmica, estratégica de fazer comunicação corporativa que agrada todos os colaboradores e agora ganha reconhecimento do mercado.


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cultura edp

Encontro entre jornalistas e Administração da EDP

Media Day 2010 Os jornalistas portugueses ficaram sabendo mais sobre a EDP, na segunda edição do Media Day. Uma iniciativa que prova que a política de abertura e transparência faz parte do DNA do Grupo

P

elo segundo ano consecutivo a EDP organizou o Media Day, encontro entre a Administração do Grupo com jornalistas, com o objetivo de debater tendências do negócio e do mercado. A iniciativa, que se insere numa política de abertura e transparência, foi, uma vez mais, uma aposta ganha. Na edição deste ano, marcaram presença 22 jornalistas e direvtores dos principais órgãos de comunicação social nacionais, que tiveram a oportunidade de assistir a apresentações sobre temas relacionados com a atividade do Grupo EDP, além da possibilidade de colocarem perguntas à administração. Um dia antes dos trabalhos começarem, os mesmos profissionais de comunicação foram convidados para uma prova de vinhos CARM. Para recebê-los nesta viagem (degustação) de sabores cheiros e sensações estava Filipe Vale, enólogo responsável por estes vinhos do Douro. Os jornalistas tiveram a oportunidade de provar vários vinhos portugueses de excelência. O Media Day constituise como um canal privilegiado para a partilha de informação e conhecimento

com a comunicação social e, consequentemente, com os clientes e a comunidade. Na opinião de Nuno Vinha, da Lusa, este encontro “é ótimo, porque facilitou-me imensamente perceber como funciona o negócio da energia”. Para Fausto Coutinho, da Antena 1, os encontros “são importantes do ponto de vista do relacionamento, ganhamos conhecimento e num clima menos comprometido, mais informal” Ana Gonçalves, do Diário Económico, diz de forma peremptória: “É uma oportunidade única de ‘colocar pressão’ sobre os homens da EDP. A minha preocupação foi tentar decodificar alguns dos temas que são mais herméticos para os passar para o público em termos gerais.” Depois das apresentações sobre as várias áreas de negócio feitas pelos administradores da holding, João Manso Neto, António Martins da Costa e Jorge Cruz Morais, foi tempo de perguntas e respostas numa sessão de entrevistas "one-to-one" com António Mexia, nas quais os jornalistas tiveram a oportunidade de entrevistar individualmente o CEO do Grupo EDP.

No final do dia, cada jornalista teve a oportunidade de entrevistar o presidente executivo da EDP

o n 11


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c u l t u ra e d p e d p w a y

Atendendo à importância de consolidar os Negócios, criar valor e aumentar a execução do novo ciclo previsto pelo Plano Estratégico 2009-2012, a EDP lançou o Programa EDP Way, no qual se inclui o EDPro. Saiba mais sobre este projeto, que pretende gerir de forma efetiva os processos do Grupo e lançar uma abordagem sistemática à sua medição e otimização

Visão O EDPro é um projeto integrado no Programa EDP Way que visa gerir de forma efetiva os processos do Grupo, através de: • Implementação de um modelo comum de governo para a gestão de processos em todos os Negócios e localidades do Grupo; • Lançamento de uma abordagem sistemática à medição e otimização da performance dos processos-chave.

12 o n


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e d p w a y c u l t u ra e d p

Linhas gerais do modelo comum de governo para a gestão de processos O Modelo de Governo tem como objetivo uniformizar conceitos e práticas de gestão de processos em todo o Grupo, definindo para este efeito: • O conceito de gestão de processos, focado na medição e na otimização, e considerando as várias possíveis dimensões (tais como performance, controle, segurança, qualidade, sustentabilidade, etc.);

• O conceito e as metodologias associados à classificação dos processos e priorização dos mesmos para efeitos da sua otimização; • Os papéis e as responsabilidades dos vários intervenientes no modelo (DDO, Unidades Organizativas de apoio à gestão de processos nos Negócios, Donos de Processo, etc.). • O quadro de classificação de processos da APQC como referencial para o desenho da

arquitetura de processos no âmbito de cada Negócio; • A simbologia standard BMPN (Business Process Modeling Notation) como referencial para o desenho de fluxogramas de processos; • A ferramenta informática de suporte iBPMS, como instrumento preferencial de suporte à gestão de processos.

Principais implicações decorrentes da adoção do modelo de governo: •Implementação pelas UNs de um ciclo anual de planejamento da otimização dos respectivos processos-chave, a desenvolver em articulação com o ciclo anual de plano e orçamento. • Atribuição às Unidades Organizativas da consolidação de uma visão global (incluindo o SCIRF) dos processos dos respectivos Negócios, bem como dos projetos de otimização correspondentes.

• Atribuição à DDO (Direção de Desenvolvimento Organizacional do Centro Corporativo) da definição de políticas, normas e procedimentos nesta área, bem como de um papel da orquestração geral e consolidação da gestão de processos no âmbito do Grupo EDP, adicionalmente ao seu papel de apoio à gestão dos processos-chave corporativos.

Identificar e documentar

• Responsabilização das entidades intervenientes, em todos os níveis do modelo de governo, pelo estabelecimento de indicadores e objetivos de melhoria de eficiência. • Responsabilização dos Donos de Processo pela performance e cumprimento de objetivos dos respectivos processos, com co-responsabilização dos restantes principais intervenientes operacionais.

Priorizar

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A gestão de processos constitui uma abordagem às atividades desenvolvidas em torno da execução dos processos no dia-a-dia. Abrange a documentação dos processos apenas como passo instrumental, devendo estar antes focalizada na medição e na otimização dos processos visando a melhoria progressiva da sua performance.

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Conceito de gestão de processos subjacente ao modelo de governo

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c u l t u ra e d p e d p w a y

Principais contribuições de uma gestão efetiva dos processos para os três pilares de criação de valor adotados para o Grupo Com o estabelecimento do modelo comum de governo para a gestão de processos no Grupo foram criadas as bases para alinhar, facilitar e potencializar as iniciativas das Unidades de Negócio na vertente da gestão de processos. Após a realização de um conjunto de workshops de sensibilização e alinhamento, os vários Negócios da EDP têm trabalhado ativamente activamente na implementação do EDPro. Concretamente, essas atividades de implementação abrangem a identificação dos processos-chave, a nomeação dos donos de processo, a definição de KPIs, a implementação da ferramenta informática de suporte e, este ano pela primeira vez, a execução do ciclo de planejamento da otimização dos processos-chave, através da caracterização (incluindo custos e benefícios) das iniciativas concretas de otimização de processos a desenvolver em 2011.

Risco Controlado

Eficiência Superior

Crescimento Orientado

• Maior controle sobre a evolução das operações através do seguimento da performance dos processos-chave

• Maior conhecimento dos impactos da variabilidade dos processos nas operações • Apoio analítico à tomada de decisões operacionais

Vertente mais diretamente impactada por uma gestão ativa dos processos, principalmente através das atividades de: • Sistematização • Análise do desempenho

• Otimização dos processoschave • Uniformização através da identificação e disseminação de melhores práticas • Seguimento e controle

• Libertação de recursos para sustentar o crescimento • Alocação de recursos aos processos (e logo às operações) alinhada e decorrente da estratégia

• Facilitação da integração efetiva das aquisições • Maior sensibilidade para as possibilidades e restrições operacionais

EDP Distribuição empreende iniciativa de alinhamento dos seus processos com necessidades do negócio No âmbito do EDPro, a EDP Distribuição empreendeu em 2009 uma iniciativa cujo principal objetivo foi garantir o alinhamento dos seus Processos e Estrutura Organizacional e dotar a Empresa de capacidades de atuação mais transversais através da disseminação do conhecimento e da partilha de boas práticas tendo em atenção os fatores regulatórios do seu negócio. Foram identificados, representados e caracterizados os processos-chave prioritários e trabalhados os respectivos indicadores de modo a integrar a vertente da gestão da performance dos processos e fazer a convergência com o sistema de controle interno (SCIRF). Toda esta atividade foi suportada pela ferramenta iBPMS selecionada para o Grupo EDP.

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e d p w a y c u l t u ra e d p

EDP Renováveis: processos uniformes em qualquer parte do mundo Além do desenho dos vários processos em BPMN, com a implementação do EDPro na EDP Renováveis foi também desenvolvido um conjunto de guidelines que permitem, a quem gere e a quem executa os processos, saber quais as regras específicas a usar, quer se trate de uma abordagem corporativa, de plataforma ou de unidade de negócio em qualquer parte do Mundo.

Gestão de processos como alavanca do desempenho da EDP Brasil A implementação do EDPro no Brasil abrange o desenho do fluxo dos Processos em BPMN, definição de KPIs, integração do controle interno (SCIRF) e identificação de oportunidades de melhoria (quick-wins) nos processos de gestão da estratégia (principalmente em termos de planejamento, arquitetura, integração e execução), facturamento das distribuidoras, relação com investidores, processos das empresas de geração, recursos humanos e ciclo financeiro (incluindo tesouraria, contabilidade e tributações).

Principais benefícios esperados Uma gestão efetiva de processos deve ser uma contribuição importante e indispensável para a consolidação de uma cultura global no Grupo EDP, em conjunto com os restantes projetos englobados no Program Office EDP Way. Com a implementação do projeto EDPro, espera-se concretamente alcançar:

• Uma prática comum de gestão e otimização de processos bem ajustada e apoiada em estruturas formais; • Processos claros e um framework para reproduzi-los noutros Negócios/ localidades; • Mobilidade facilitada dentro do Grupo entre localidades e Negócios; • Processos rápidos e eficientes de

Rui Ferin Cunha - Responsável do projecto EDPro

integração de novas plataformas; • Facilitação do benchmarking e da identificação e adoção global das melhores práticas existentes no Grupo; • Melhor gestão do conhecimento (desde a sua retenção à divulgação), enquanto ativo verdadeiramente decisivo para sucesso da organização.

António Martins da Costa - Sponsor do projeto EDPro

Os processos são um valioso ativo da EDP que importa gerir

O EDPro é um fator de liderança da EDP

O EDPro pretende harmonizar no Grupo o modo como se gerem e mantêm os processos, um dos mais importantes activos que a EDP dispõe e onde investe fortemente todos os anos. É por isso imperativo tomar conta deste ativo e dominar a sua gestão. Os processos representam as atividades que na EDP é necessário executar para entregar e satisfazer os clientes. São eles que nos distinguem como empresa. Os processos são ainda a base comum de trabalho de muitos colegas que para além da performance, gerem as TI’s, o controle interno, o risco, a qualidade, a segurança e o ambiente. A sua gestão cuidada já permitiu estabelecer o ciclo anual de planejamento da otimização de processos, que abrange as principais UNs do Grupo e que pressupõe o compromisso dos donos de processo e das próprias UNs em identificar os seus processos chave, para os medir e otimizar.

O EDPro é um dos projetos integrados no programa EDP Way que contribui para dar um maior sentido de alinhamento à cultura de Grupo. Uma gestão dos processos, comum a todo o Grupo e centrada na execução das atividades que são efetivamente chave, prioritárias e diferenciadoras perante os clientes, permite atingir níveis mais elevados de performance. O domínio destes processos, a sua medição sistemática e uma atenção constante às oportunidades de melhoria são vitais para sustentar a preferência dos clientes e a liderança da EDP nas negócios em que atua.

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inovação* Este foi o segundo dia, promovido pelo Grupo EDP, dedicado à Inovação. Este ano, o Pavilhão de Portugal recebeu colaboradores da empresa e abriu parcerias ao exterior. Deste encontro saltaram da caixa várias ideias. Sinal evidente de que a partilha de conhecimentos reforça uma cultura de inovação

Dia da Inovação: Think out of the box

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Muitos colaboradores do Grupo EDP estiveram sintonizados (2.105 acessos à transmissão online e uma média de 100 pessoas em simultâneo constantemente na transmissão), podendo também interagir com o evento através do chat online. Os que se encontravam no Pavilhão de Portugal tiveram a oportunidade de ficar a conhecer vários projetos do Grupo em que a inovação está patente a todos os níveis: mobilidade elétrica, painéis so-

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O Pavilhão de Portugal, em Lisboa, abriu portas, no dia 28 de Outubro, à Inovação Energética. Muitos foram os participantes que quiseram entrar nesta revolução de ideias (cerca de 250 pessoas, entre colaboradores, parceiros), mas este evento foi muito além do Parque das Nações, ultrapassando todas as barreiras físicas. O Dia da Inovação foi transmitido ao vivo pela edpON nos plasmas da empresa e através da emissão online.


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2105

acessos à transmissão online

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lares, projeto Windfloat, Energy Box, FabLab, entre outros. António Vidigal, presidente da EDP Inovação, foi o primeiro a abrir as portas: “estamos fazendo este tipo de encontro para demonstrar que a Inovação pode fazer parte do nosso dia a dia e que a partilha de ideias reforça uma cultura de inovação”.

Uma empresa aberta Segundo Cruz Morais, administrador do CAE, a inovação “é descobrir novas formas de abordar velhos ou novos problemas. E o setor elétrico debate-se exatamente com isso. Todas as modificações no mercado dos combustíveis, petróleo e CO2, fazem com que o setor elétrico esteja em fase de mudança que nos aponta dois caminhos: ser altamente eficientes no consumo de energia e descarbonizar o setor da produção”. Sinal desta abertura, a EDP chamou ao palco Ricardo Mendes, da Tekever - Technologies for the Evernet, que veio falar sobre “Inteligência Coletiva”. Afinal, a inovação parte muito da troca de ideias entre pessoas e colaboração entre elas. “No caso particular da eficiência energética, é nossa crença de que só com a colaboração entre os consumidores é que vamos conseguir atingir um patamar superior em termos de inteligência coletiva”, afirmou. E exaltou o papel da EDP: “Tem um papel estruturante, porque é das poucas empresas em Portugal que tem a capacidade de fazer projetos de escala nacional. Em termos de estrutura, o Inovgrid é, por exemplo, um desses projetos que pode ser a base para se lançarem pro-

pessoas presentes

130

pessoas em simultâneo quando ocorreu o primeiro chat

dutos que serão implementados primeiro em Portugal e que serão, seguramente, depois inovadores em termos mundiais”. Carlos Samora, da Arquiled, veio iluminar a plateia com a inovação, diferenciação e sustentabilidade que a tecnologia L.E.D. tem dado, e mostrar os processos internos da inovação na empresa. Para ele, a inovação é um processo multidisciplinar, aberto, que congrega todas as áreas. A conclusão é de que o paradigma mudou, e muito! O segredo já não é a alma do negócio. “É o contrário”, defende António Mexia, presidente do CAE da EDP. “Nós temos que debater e fazer melhor. Por vezes temos a ideia de que o conhecimento é só nosso e que é poder. Mas só é poder se for partilhado”. Algo que a empresa tem sabido fazer com os seus parceiros. Mas nem só de palestras viveu este dia. A plateia foi incitada a sair da caixa! Como? Reinventar processos, métodos e soluções através de objetos tão simples como uma bola de tênis, um funil, um vaso e um cabide. Sim, leu bem! Muitas ideias brotaram das caixas de cada mesa de participantes. Afinal, é possível reinventar! Para fechar este dia inovador veio a grande novidade: a apresentação do site Co-Creation, uma porta aberta para o mundo de coleta e divulgação de ideias.Segundo Tiago Antunes, da EDP Inovação, “este site tem como objetivo estimular o envolvimento do Grupo EDP e incentivar todos a participar”. Alguns dos presentes lançaram as suas ideias e será possível vê-las em www.cocreation.edpinovacao.com.

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Plataforma flutuante com

1200 toneladas de aço Turbina

60 metros de altura e 2MW

Windfloat: Energia vinda do alto mar Já arrancou o projeto Windfloat, um dos mais ambiciosos em termos de desenvolvimento tecnológico em Portugal O projeto de demonstração de tecnologia de eólico offshore flutuante Windfloat inclui o desenvolvimento e instalação na Aguçadoura, norte de Portugal, de uma plataforma flutuante à escala real (dimensionada para o clima atlântico) dotada de uma turbina de 2 MWs. A plataforma tem uma forma triangular, é semi-submersível e tem cerca de 1.200 toneladas de aço. Já a turbina alcança os 60 metros de altura. Esta plataforma/turbina será testada durante 12 a 24 meses e, em função dos resultados dos testes, permitirá evoluir para fases pré-comerciais e comerciais baseadas nesta tecnologia e nos ensinamentos do projeto. A grande vantagem deste sistema é que permite explorar recurso eólico em águas profundas (mais de 40 metros), com vantagem face

às alternativas com fundações fixas. Tem também a vantagem de ser totalmente montada em terra (e depois rebocada), minimizando trabalhos no mar. Para que este projeto se tornasse uma realidade foram firmados contratos com a Principle Power (promotor norte-americano), para o desenvolvimento global do projeto, e com a Vestas (maior fabricante mundial de aerogeradores), para o fornecimento da turbina. A ASilvaMatos, empresa portuguesa de referência na área da metalomecânica é, juntamente com a EDP Inovação, outro dos parceiros no projeto, que tem um financiamento com forte participação nacional, em especial, via fundos públicos de apoio à inovação na área de energia.

EDP Ventures: 1º investimento direto Em Outubro, a EDP Ventures - Fundo de Capital de Risco da EDP para as energias limpas - concluiu o seu primeiro investimento direto, em linha com a estratégia de negócio definida para o ano 2010, adquirindo uma participação acionista na Arquiled – Projetos de Iluminação, S.A., empresa fundada em 2005 impulsionada pelo desenvolvimento de soluções técnicas de iluminação para o 18 o n

Casino Lisboa. A sua atividade centrase na área da iluminação arquitetural, com especial incidência na aplicação da tecnologia L.E.D.,com todas as suas potencialidades de evolução e inovação que a caracterizam. A Arquiled conta já com um vasto portfolio de projetos bem sucedidos, alguns deles emblemáticos, como o Casino Lisboa, o Museu do Oriente, o Hotel Hilton, a Torre Galp,

Igreja S. Roque, o Hotel Tróia Design e a Discoteca LUX. Recorde-se que no início da sua atividade, e no âmbito da estratégia de investimento em fundos de capital de risco, a EDP Ventures tinha já realizado os seus primeiros investimentos em dois fundos de Cleantech: a NGEN Partners, nos Estados Unidos, e a SIGMA Capital Group, no Reino Unido.


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Antonio Laporta no Green Mobility O diretor de Estratégia de Inovação da EDP esteve na Alemanha para conferir as iniciativas de mobilidade sustentável durante o European Green Mobility Tour, que é apoiado pela EDP. O Tour percorreu as cidades de Berlim, Nuremberga, Munique, Freiburg e Stuttgart, onde Laporta pôde conhecer e vivenciar as soluções inovadoras em mobilidade sustentável e de transporte urbano adotadas pelas cidades e pelas principais empresas alemãs. Depois da maratona, Laporta trouxe novos conhecimentos para o seu desenvolvimento no Grupo EDP, além de confirmar o alinhamento da empresa com os projetos mais inovadores do mundo.

EQUIPE DE INVESTIGAÇÃO MULTI-EMPRESAS Cinco empresas espanholas de eletricidade, incluindo a HC Energía, que colaboram, desde 2008, num grupo que desenvolve projetos de automatização de subestações elétricas de acordo com a norma IEC-61850, já apresentaram as suas conclusões, em Madrid aos prestadores destes sistemas. A missão do grupo de investigação é a de conciliar exigências do protocolo de comunicações da norma com os sistemas prestados pelos fornecedores, a fim de otimizar os métodos e reduzir os custos. A intenção é que as conclusões alcançadas se possam incorporar como requisito obrigatório em todas as licitações de automatização de subestações. Na realidade, a HC Energía já está aplicando este acordo na licitação dos sistemas remotos das novas subestações de Romio, Silvota e Lloreda. O E3-61850 (grupo em que participam, em conjunto, a HC Energía, Endesa, REE, Iberdrola e UFGas Natural) é um bom exemplo de colaboração entre empresas em prol de um mesmo objetivo.

Waynergy vence Prêmio EDP Richard Branson Em Janeiro de 2010, a EDP, a Visão e a Exame lançaram a segunda edição do Prêmio Inovação EDP Richard Branson, um prêmio monetário de 50 mil euros atribuído a um projeto inovador, ainda não implementado, no segmento das energias limpas. O grande vencedor este ano foi o Waynergy, um projeto de um pavimento sustentável que, através de uma combinação de sistemas inovadores que utilizam fontes energéticas alternativas e renováveis, permite produzir energia elétrica em espaços interiores e exteriores. Este projeto, de Filipe Casimiro e Francisco Duarte, distingue-se de outros modelos existentes no mercado porque pode ser aplicado em espaços interiores ou exteriores, tais como centros comerciais, estações de transportes públicos ou espaços desportivos. Em segundo lugar ficou o projeto Ecowater, de José Meliço. Trata-se de um sistema que contribui para uma dupla poupança, de água e de energia,

em casas de habitação, ginásios, hotéis. Poupa água, porque recupera a parte que normalmente é desperdiçada na saída das torneiras enquanto se aguarda o seu aquecimento. E poupa energia, de forma indireta, já que a captação, tratamento e distribuição de água é consumidora de energia. Assim, a poupança de uma se reflete também na da outra. Estima-se que, enquanto se espera que a água do chuveiro atinja a temperatura pretendida, sejam desperdiçados cerca de seis litros de água, o que equivale aproximadamente a 60 milhões de litros de água desaproveitados, diariamente, só em Portugal. Para a edição 2011, esperam-se grandes novidades, especialmente a possibilidade de os concorrentes préselecionados poderem prototipar as suas invenções no FabLab EDP, um projeto que estará concluído até o final de 2010. (mais informações em http://openspace.edp.pt/FablabEDP o n 19


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mercado Negócios da EDP

Resultados aproximam-se da meta Nos primeiros nove meses deste ano, os lucros registraram um crescimento de 4%, para 774 milhões de euros. Valor que se aproxima dos bilhões esperados pela EDP para o final de 2010

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um ano muito exigente, estamos mais uma vez apresentando os melhores resultados”, comentou o presidente da EDP, António Mexia, sobre a subida de 4% do lucro dos primeiros nove meses do ano. Um lucro permitido pelo crescimento no Brasil e pelo aumento da atividade eólica. O EBITDA subiu 9,2% para os 2.651 bilhões de euros, sendo que 86% do EBITDA teve origem em atividades reguladas e contratadas a longo prazo. Os resultados antes de amortizações e depreciações foram permitidos pelo crescimento de 28% no Brasil, impulsionado pela apreciação do real em 22% e pela retomada da procura e pelo impacto positivo dos ajustamentos tarifários anuais da Bandeirantes e Escelsa. "O peso dos resultados operacionais fora de Portugal subiu para 53%. A estratégia de globalização foi importante para esta subida", afirmou António Mexia. Já o aumento de 28% na atividade eólica, foi

resultado da superior capacidade instalada e um preço médio de venda 2% mais alto, bem como um acréscimo de 12% nas redes reguladas, impulsionado pelas atividades reguladas de gás. Para o final deste ano, a EDP tem 29 TWh de vendas estimadas contratadas, representando um crescimento de 38% face ao ano de 2009.

Para o próximo ano, a empresa já contratou mais 12 TWh de vendas de eletricidade, ou cerca de 65% da produção esperada, com preço e margens em linha com os contratados para 2010. Nos primeiros nove meses do ano, a capacidade instalada consolidada da EDP cresceu 11%. António Mexia, presidente do Conselho de Administração Executivo da EDP, espera fechar 2010 com resultados recorde. Os resultados aproximam-se dessa expectativa. Em Setembro de 2010, a EDP detinha uma posição de liquidez muito confortável no valor de 3,9 bilhões de euros, permitindo cobrir as necessidades de financiamento esperadas até 2012. Em Outubro de 2010, a Standard & Poor's manteve o rating da EDP acompanhando a decisão já tomada pelas outras duas empresas de rating (Moodys e Fitch) em Junho e Julho deste ano.

Resultados 3º trimestre

4% Resultado líquido

9%

2%

7%

EBITDA

Resultado operacional

Custos operacionais

9% Margem Bruta

16% Dívida líquida*

*Comparação com o montante no final do ano 2009

14% Atividades Liberalização (P. Ibérica) 24% Produção Contratada (P. Ibérica)

25% Redes Energia Regulada (P. Ibérica) 14% Actividades Liberalização (P. Ibérica)

25% Redes Energia Regulada (P. Ibérica)

18% Eólica

24% Produção Contratada (P. Ibérica) 18% Eólica 19% Brasil

19% Brasil 20 o n


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Naturgas Energía cada vez mais EDP Até 2012 a EDP irá adquirir 95% da Naturgas através da HC Energía de forma faseada. O acordo supõe a compra à EVE de 25,35% da companhia e 4,08% procedente do Ayuntamiento de Donostia-San Sebastián. Serão adquiridos 29,43%, por 617 milhões de euros. Após a operação, o governo basco manterá através da EVE 5% de participação e terá um representante no Conselho de Administração, assim como alguns direitos até 2016, tais como a manutenção da sede no País Basco e o veto sobre possíveis desinvestimentos.

A compra será executada em três fases. A primeira refere-se à compra de 9,43% do capital, avaliado em 197,7 milhões de euros ainda este ano; 10% das acções (209,65 milhões) no segundo semestre de 2011; e, por último, outros 10% das acções (209,65 milhões de euros) no segundo semestre de 2012. Com esta operação o Governo basco termina o processo de privatização, da operadora de gás, que iniciou em 2003 de acordo com os prazos anteriormente determinados.

Bergara-Irún O abastecedor estratégico A Naturgas Energía inaugurou, no dia 15 de Outubro, o desdobramento do gasoduto Bergara-Irún. Um investimento de 70 milhões de euros, em três anos, nos 90 quilómetros de comprimento. A maior obra executada pela empresa, até hoje, que leva gás à Europa. O conselheiro da Indústria, Inovação, Comércio e Turismo do governo basco, Bernabé Unda, ficou encarregue de inaugurar oficialmente a nova infra-estrutura numa cerimónia que contou também com Pedro Luis Marín, Secretário-geral da Energia do Ministério da Indústria, Turismo e Comércio, María Teresa Costa, presidente da Comissão Nacional da Energia

(CNE), o presidente da EDP Gás, João Manso Neto; o presidente da Naturgas Energía, Manuel Menéndez e o director-geral, Fernando Bergasa. Esta é uma infra-estrutura estratégica que assegura o abastecimento energético de Guipúzcoa, e reforça a rede de intercâmbio de gás entre a Península Ibérica e o resto da Europa, uma vez que faz parte da segunda fase de Euskadour, que liga as redes espanholas e francesas da Naturgas Energía e da TIGF. A Naturgas Energía teve, especial, atenção à recuperação ambiental: 370.000 m2 foram revegetados, o equivalente a mais de 60 campos de futebol.

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Cliente: o centro de todas as atenções! Comercialização de Energia e Inovação nos Produtos e Serviços foram os grandes temas de reflexão e debate no encontro “A Experiência do Cliente EDP”, realizado no final de Setembro. Dinamizado pela DRE (Direção de Relação com o Cliente), este encontro reuniu as Áreas e as Unidades de Negócio que têm o Cliente como o centro da sua atividade, criando espaço para o conhecimento e partilha de projetos e iniciativas que vão tornar mais positiva a Experiência do Cliente Inovar na relação com o Cliente

Novas realidades como a liberalização total do mercado, a relação online, o produtor-consumidor e as redes inteligentes, obrigam o Grupo EDP a inovar constantemente nos produtos e serviços ao cliente. Segundo Cruz Morais, administrador da EDP e presidente da EDP Comercial, importa, por isso, atuar não só na variável “preço”, como também inovar continuamente na forma de relacionamento com os clientes (ex: SMS e Fatura eletrônica) de forma a garantir a fidelização e crescimento da atual carteira de clientes. Aflorou ainda a questão da necessidade premente de reduzir os níveis de emissão de GEE’s (Gases de Efeito Estufa), com vista a fazer face à diretivas de sequestro de carbono da atmosfera. A EDP actuará em diversas frentes, nomeada e principalmente através da promoção da 22 o n

Eficiência Energética. Esse esforço será repartido, em igual medida, pelo segmento residencial, pelo segmento empresarial/industrial e pelo setor dos transportes. “Estamos apostando em duas frentes: serviços que já existem hoje no mercado e (…) serviços para fotovoltaico, para microgeração e minigeração, serviços para certificação energética e auditorias para empresas, e ainda serviços técnicos de apoio quer à casa do cliente quer às empresas. Este ano, vamos também lançar um conjunto de serviços de posicionamento em nível de mobilidade, de soluções para a oferta de carregamento de veículos elétricos”, adiantou Filipe Santos, da EDP Serviços. A verdade é que o paradigma da energia está mudando a passos largos e, dentro de pouco tempo, teremos cidades novas, capazes de utilizar energias mais limpas e de as gerir de forma mais inteligente. “É esse trabalho de fundo

e de campo que estamos fazendo na Inovcity. É uma plataforma que serve quase como laboratório ao longo dos próximos anos para irmos testando os produtos e serviços”, afirmou Miguel Stilwell d’Andrade, da EDP Distribuição. Mas a inovação não é exclusiva dos serviços. Passa também por uma relação online mais moderna e uma gestão dos contatos mais eficiente. Segundo Manuela Silva, da EDP Soluções Comerciais, “temos dois grandes objetivos: a redução de custos e o grande driver háde ser todo este trabalho sobre a desmaterialização. As pessoas vão cada vez menos às lojas e aos agentes, cada vez têm menos tempo e precisam que a EDP tenha capacidade de ter com elas uma relação mais moderna, rápida e eficiente. Depois temos o tema da gestão de contatos, que tem a ver com o tratamento das reclamações e dos pedidos de informação dos clientes”.


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1M de chamadas atendidas em 2009

HC Energía com o Melhor Centro de Atendimento ao Cliente O centro de atendimento ao cliente da HC Energía foi distinguido com o prêmio “Experiência de Cliente 2010” no setor da energia, pelo sexto ano consecutivo. A honraria foi entregue pela Associação Espanhola de Especialistas em Centros de Contato ao Cliente em colaboração com a Izo System. Um prêmio que reconhece as em-

presas com melhor atendimento ao cliente. O Centro de Atendimento ao Cliente da HC Energia registrou, durante o ano passado, cerca de 1 milhão de chamadas atendidas. O prêmio reconhece a aposta que a empresa tem vindo a desenvolver há 10 anos, com o objetivo de dar aos seus clientes um serviço de excelência.

EDP SERVIÇOS FORNECE POSTO DE TRANSFORMAÇÃO

O core do negócio

Quanto à comercialização de energia, os desafios são também enormes. Por isso, a partilha e a troca de experiências dentro do Grupo só traz mais-valias. “É muito importante sobretudo que se partilhem ideias entre todas as empresas do Grupo, se troquem experiências e, sobretudo, que se incorpore aquilo que são as preocupações e necessidades dos clientes”, corrobora João Aguiar, da EDP Serviço Universal. E o que se espera da EDP? “Sobretudo que estejamos onde e quando os clientes precisam, que tenhamos produtos e serviços adequados às suas necessidades, que tenhamos uma boa relação qualidade/preço, e, sobretudo, que sejamos de confiança, que lhe inspiremos confiança. E esse é já hoje um ativo da marca EDP”, reforça Paula Pinto da Fonseca. Uma outra mudança se avizinha a muito curto prazo: o fim das tarifas reguladas para venda de eletricidade a clientes finais de muito alta tensão, alta, média e baixa tensão especial. É já a partir de Janeiro de 2011. Segundo Paulo Pinto de Almeida, da EDP Comercial, o mercado livre irá trazer mais estabilidade e transparência, mas também mais concorrência. “Com o fim das tarifas num horizonte muito próximo, nós estamos reforçando a nossa operadora com relação a clientes de segmentos mais baixos e também, uma

vez mais, há um reforço grande no campo da relação dos clientes B2B, marketing one to one, costumização de serviço e costumização de contratos. Vai ser um ano absolutamente desafiante”, garante. Na área do gás, em Portugal, o objetivo é, segundo Massimo Rossini, da EDP Gás, continuar a crescer, continuar a servir bem os clientes. “Nunca é demais lembrar que o cliente de gás da EDP é um cliente satisfeito. Devemos continuar a competir no mercado da indústria para poder, em primeiro lugar, melhorar o nosso posicionamento, continuando a proporcionar uma forma de energia e maior competitividade para a indústria nacional”, defende. Para António Mexia, presidente do CAE, “o que está ocorrendo no mercado é um conjunto de forças, de acontecimentos e de alterações que tornam muito mais importante ter este sentido da urgência com que a EDP tem de atuar para resolver aquilo que as pessoas procuram. Ou seja, é necessário pormo-nos no lugar dos nossos clientes - industriais, domésticos, em Portugal, a Espanha, no Brasil - adotando uma companhia aberta”. E é nestas forças e alterações que a EDP está apostada e, sobretudo, atenta. Antevê-se, sem dúvida, um futuro desafiante para o Grupo em todos os aspectos. Nada com que uma companhia sem barreiras, global e com visão estratégica não esteja já familiarizada.

A solução de Aumento do Nível de Tensão oferecida pela EDP Serviços tem como finalidade melhorar a qualidade de serviço e reduzir custos do fornecimento de energia elétrica. A prestação deste serviço, implica a realização de um estudo prévio das condições técnicas da instalação elétrica e é composto por diversas soluções como o Fornecimento de Postos de Transformação (PT’s) ou a construção de uma Subestação. O Cliente Lavandaria Araújo e Rosa Costa, de Armação de Pêra, pretendia contratar o serviço de aumento do nível de tensão, para passar do nível Baixa Tensão Especial (BTE) para o nível Média Tensão (MT). E encontrou na EDP Serviços a melhor oferta para fazer face às suas necessidades de poupança e de melhoria da qualidade do fornecimento. A solução disponibilizada pela EDP Serviços, através da sua rede de agentes, passou pelo fornecimento de uma Cabine em Betão MCBA-1T-42502P, pela execução das ligações elétricas no interior (celas e transformador), bem como pela ligação entre a linha aérea de MT e o transformador de 400 kVA, trabalhos conduzidos pelo agente Olhelectro e realizados no espaço de uma semana em Junho, tendo o cliente ficado ligado em MT no dia 19 de Outubro. O cliente precisa, a EDP Serviços disponibiliza! o n 23


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causasedp Capacidade econômica e empenho social

Escolas Solidárias já estão em campo!

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projeto Energia com vida, da EDP Gás, arrancou em Setembro. Esta primeira edição destina-se às escolas do ensino fundamental, público ou privado, dos distritos de Porto, Braga e Viana do Castelo, com objetivo de no futuro vir a crescer em termos de âmbito geográfico e níveis de ensino. Com o conceito "Através dos jovens, pelas escolas, com a comunidade”, a filosofia é ensinar e motivar os jovens a ajudar os que hoje precisam e dar-lhes a oportunidade única de chegarem à idade adulta com o sentimento de que conheceram os problemas e agiram. Nas escolas será criada uma matriz pedagógico-solidária de continuidade, fazendo a ponte com a comunidade, com as instituições de apoio social existentes, gerando plataformas vivas de intercâmbio de conhecimento e intervenção local.

No fim do ano serão apuradas as Escolas Solidárias 2010/11. Vencem aquelas que resolver ou minimizar os problemas encontrados na sua vizinhança Perto da sua es cola há alguém que precisa da sua ajuda. Informe-s e já com o seu pro fessor, reúna um grupo de coleg as e concorra ao prêmio "Escola Solidária do An o". Há formas de ajudar. Escolha a sua!!

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O projeto Energia com vida desafia a comunidade escolar e familiar a abraçar este compromisso de agir, com uma metodologia de intervenção sustentável que se adapta a cada realidade local, atuando sobre áreas como: “pobreza e fome”, “conviver com a diferença”, “doenças graves”, “desemprego”, “terceira idade”, “analfabetismo”, “sustentabilidade ambiental” e “parceria global para o desenvolvimento humano”. As equipes escolares são interpeladas a identificar, ao longo do ano letivo, os problemas reais da sua vizinhança (que engloba a própria escola), de forma a resolver ou minimizar os problemas encontrados. No fim do ano serão apuradas as Escolas Solidárias do ano lectivo 2010/11. Conheça e acompanhe este projecto no site www.energiacomvida.org.

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220 mil Euros

153 mil beneficiários

EDP Solidária Barragens apoia 9 novos projetos Uma lavanderia solidária, com preocupações ambientais, que promoverá a inclusão social no concelho de Vila Velha de Ródão; clínicas terapêuticas para desenvolver as capacidades sensoriais de jovens portadores de deficiências mentais em Mirandela; um projeto de comércio solidário para combater a desertificação na região da Beira Interior. Estes são apenas três dos nove projetos selecionados pelo programa EDP Solidária Barragens 2010, para os quais serão canalizados apoios na ordem dos 220 mil euros. Os vencedores foram anunciados numa cerimôinia no dia 8 de Novembro, no Governo Civil de Vila Real. A esta segunda edição candidataram-se 46 projetos com a intenção de atingir mais de 153 mil beneficiários diretos.

Energia solidária

Outubro Rosa A luta contra o câncer de mama tem mais um aliado no Brasil. A EDP aderiu à iniciativa Outubro Rosa, e as torres da EDP Escelsa e as faturas da EDP Bandeirante ganharam nova cor

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EDP no Brasil aderiu, este ano, à campanha Outubro Rosa na luta contra o câncer de mama, organizada pela Femama - Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama. Nesse sentido, a EDP programou algumas ações, externas e internas, de forma a contribuir para a conscientização e sensibilização da sociedade e dos seus colaboradores, principalmente do público feminino, para a importância do diagnóstico precoce docâncer de mama.

Mesmo em tempos de crise os colaboradores, da HC Energía, são solidários. Prova disso é a colaboração que têm prestado no projeto que o Grupo lançou em Benim, na república de África ocidental. Como? Ao cederem os salários de um dia de trabalho ou, alternativamente, o montante que consideram adequado, contribuem para a eletrificação de uma vila no país. O abastecimento de energia elétrica às populações com menos recursos é o grande objetivo desta ação solidária em que participam a HC Energía, Fundación HC Energía, Energía sin Fronteras…sem esquecer o empenho que os próprios habitantes colocam no projeto. A participação dos colaboradores nas ações de responsabilidade social, que o Grupo desenvolve, é fundamental. Na verdade, o êxito do projeto dependerá, em larga medida, da colaboração e generosidade dos colaboradores da empresa. A Fundación HC Energía tem aqui um papel preponderante pois duplicará o montante doado, por cada colaborador, para que este projeto se torne uma realidade.

Em alusão ao nome da campanha, as faturas de energia eléctrica da distribuidora EDP Bandeirante ganharam nova cor. Na EDP Escelsa, distribuidora do Espírito Santo, as torres da empresa, localizadas no Morro Jesus de Nazareth mudaram de cor e foram iluminadas de rosa. Além disso, o site da EDP, do Instituto EDP e das distribuidoras EDP Bandeirante e EDP Escelsa, e o Boletim On, também homenagearam a ação e colocaram o seu layout em cor-de-rosa. o n 25


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em foco Quanta vida diferente!

O ano de 2010 foi dedicado à biodiversidade. Na sua atividade, a EDP tem como compromisso reduzir a perda das espécies e seus habitats. Saiba como o Grupo tem cumprido a sua missão

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e sidad

termo biodiversidade descreve a riqueza e a variedade do mundo natural. Não se sabe quantas espécies vegetais e animais existem no mundo. As estimativas variam entre 10 e 50 milhões, mas até agora os cientistas classificaram e deram nome a apenas 1,5 milhões de espécies. A poluição, o uso excessivo dos recursos naturais, a expansão da fronteira agrícola em detrimento dos habitatsnaturais, a expansão urbana e industrial, está colocando em risco de extinção muitas espécies vegetais e animais. A Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o ano de 2010 como Ano Internacional da Biodiversidade, com o propósito de aumentar a consciência sobre a importância da preservação da biodiversidade em todo o mundo. Esta iniciativa pretende realçar a importância da biodiversidade para nossa qualidade de vida, refletir sobre os esforços já levados a cabo para salvaguardar a biodiversidade, promover e dinamizar todas as iniciativas de trabalho para reduzir a perda da biodiversidade. A proteção da biodiversidade requer um esforço por parte de todos. Através de atividades em todo o mundo, a comunidade global deverá trabalhar em conjunto para garantir um futuro sustentável para todos. A meta de redução da perda de biodiversidade, em todo o mundo, só será alcançada através da contribuição ativa de todos os setores da sociedade, setor privado incluído, porque a degradação da biodiversidade com a consequente diminuição dos recursos e matérias-primas, não é o caminho a seguir. A pergunta que surge de imediato é: como conjugar, então, o desenvolvimento econômico com a proteção dos ecossistemas? A resposta é fácil: através de uma perspectiva de desenvolvimento sustentável. O acesso à eletricidade é, por exemplo, visto como fundamental para reduzir a pobreza. Hoje existem aproximadamente 1,6 bilhão de pessoas sem acesso à eletricidade. No futuro, uma larga percentagem dessas pessoas terão acesso à energia. Mas esse desenvolvimento terá direta ou indiretamente impactos na biodiversidade, como a ocupação ou degradação dos ecossistemas, enfraquecimento do solo ou a poluição da água. on 27


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em foco

Na EDP a biodiversidade constitui uma importante variável de gestão. A estratégia de negócio do Grupo tem vindo a privilegiar o crescimento a partir das energias renováveis, em particular do vento e da água. Até 2020, pretende-se atingir mais 3,5 GW de potência instalada hídrica e mais 274 GW de potência instalada em energia eólica. A variável de gestão decorre, essencialmente dos seguintes objetivos: - Controlo do risco operacional, resultante do crescente enquadramento legislativo e regulamentar em matéria da proteção da biodiversidade e da pressão social associada à construção de novos empreendimentos; - Posicionamento da empresa em mercados geograficamente localizados em zonas de extrema sensibilidade, principalmente no Brasil, onde a adoção de políticas e de iniciativas especificamente dirigidas à biodiversidade, no quadro da gestão ambiental dos projetos, assume particular importância; - Manutenção de uma reputação de confiança e credibilidade junto das principais partes interessadas, assumindo em matéria de proteção da biodiversidade, uma atitude liderante e proativa.

Produção Hidrelétrica A construção de novos aproveitamentos hidreléctricos, principalmente com relação à represa, leva à inundação de terrenos de vários tipos de uso. A supressão irreversível das galerias ripícolas de elevado valor ecológico, a consequente fragmentação dos habitats e a alteração dos regimes de caudais, são os impactes mais significativos. Na zona de represa os sistemas lóticos (águas correntes) são substituídos por sistemas lênticos (águas paradas), o que leva a um reajuste das espécies residentes. Ao longo do leito do rio, onde foi construída a barragem, as espécies migradoras de peixes

são normalmente as mais afetadas. Neste sentido, a EDP promove uma série de medidas para um novo equilíbrio de ecossistemas, tirando partido das condições favoráveis a algumas espécies. Promove ainda um conjunto de medidas compensatórias, tais como, a recuperação de linhas de água degradadas, a melhoria da qualidade dos habitats vizinhos ou a desova artificial e a recuperação de linhas de água na maré baixa. A EDP tem escadas de peixes em muitos aproveitamentos e promove medidas compensatórias associadas às espécies migratórias.

Produção Termoelétrica Os impactos ambientais das centrais termoelétricas afetam a biodiversidade de forma mais pontual ou indireta. À escala global, o efeito das alterações climáticas é considerado um dos principais fatores de ameaça à biodiversidade. Com cerca de oito mil MW de potência instalada de produção térmica (a carvão, fuel e gás natural), os impactos podem ser significativos na fase de extração de matérias-primas, pela degradação dos habitats, quer falemos nas emissões de gases acidificantes quer nas emissões de água de refrigeração para o meio

hídrico. A EDP assumiu o compromisso de reduzir as emissões de CO2 até 70% em 2020, face aos valores de 2005, o que se consegue através da redução dos consumos de eletricidade a partir de combustíveis fósseis. Ao mesmo tempo, a EDP tem vindo a optar por combustíveis com menores concentrações de enxofre e a implementar sistemas de desnitrificação e dessulfuração das emissões. As torres de refrigeração, já existentes novas centrais de ciclo combinado, contribuem também para minorar os impactos.

Produção Eólica Na produção eólica, os impactos na biodiversidade são localizados e reduzidos. No entanto, é dada uma especial atenção, por parte da EDP, por ser uma atividade em grande expansão. A realização de análises de viabilidade e impacto ambiental e outros estudos específicos de avifauna, ruídos, etc, na fase inicial do projeto, permitem eleger a localização correta dos parques eólicos e,

consequentemente, minimizar futuros danos ambientais. Os principais impactos diretos advêm da colisão de aves e morcegos nas pás das turbinas. A EDP faz estudos de monitorização sobre a colisão de aves e morcegos com as pás dos aerogeradores e promove medidas compensatórias que passam por limitar os acessos indiscriminados que perturbam espécies e habitats sensíveis.

Distribuição de Eletricidade A expansão da rede de distribuição de energia elétrica está muito dependente do planejamento urbano. À medida que crescem as áreas de construção em zonas com estatuto de proteção da natureza, aumenta também o número de quilômetros de linhas que terão de ser construídas nessas regiões. Os principais 28 on

impactos resultam da colisão e da eletrocussão de aves, na Península Ibérica, alargando-se estes impactos a outras espécies de fauna, como o macaco Sagui-de-cara-branca, no Brasil. A necessidade de gestão da cobertura vegetal nas faixas de proteção das linhas de

distribuição obriga a cortes periódicos da vegetação. A EDP promove medidas de minimização, como o desvio de traçados, proteção a cabos isolados, colocação de dispositivos de sinalização das linhas, entre outras. Promove ainda o isolamento das linhas aéreas de distribuição de energia elétrica.


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CUSTOS E INVESTIMENTOS NA BIODIVERSIDADE Nos últimos anos, a EDP tem vindo a fazer um esforço de individualização das despesas com o ambiente, desagregados por categorias ambientais. Hoje é possível conhecer os custos e os investimentos anuais para proteção da Biodiversidade.

INVESTIMENTOS Portugal Espanha Brasil DESPESAS Portugal Espanha Brasil

2009 16.150 7.374 1.238 7.538 2.765 1.337 773 655

2008 20.555 14.923 915 4.717 1.394 352 812 230

2007 8.238 3.355 1.035 3.848 696 423 57 216

(Unidades: mil euros) Nota: Os custos com proteção da biodiversidade e paisagem nos EUA ainda não estão desagregados das restantes matérias ambientais

Fundo EDP para a biodiversidade O Fundo EDP Biodiversidade, criado em 2007, financia projetos associados à promoção e recuperação da biodiversidade, a um ritmo de 500 mil euros anuais até 2011. Podem candidatar-se entidades sem fins lucrativos, públicas ou privadas, e instituições de caráter científico ou universitário, que demonstrem competências técnicas no domínio da conservação da natureza. Com a constituição deste fundo, a EDP pretende contribuir para o aprofundamento do conhecimento científico sobre os diferentes aspectos da biodiversidade e otimização da conservação e melhoria da dinâmica

dos ecossistemas com especial incidência nos domínios mais relevantes para o desenvolvimento das suas atividades, privilegiando as regiões onde opera. O júri da edição de 2010 foi presidido por João Ferreira do Amaral, professor do ISEG e presidente do Conselho de Sustentabilidade e Ambiente do Grupo EDP e contou com Maria do Rosário Partidário, professora do IST e especialista em avaliação ambiental estratégica, Francisco Sánchez, em representação da Fundação EDP, Luís Filipe Manuel, administrador da EDP Inovação e António Neves

de Carvalho, diretor de Sustentabilidade e Ambiente da EDP. Nesta sua terceira edição foram contemplados quatro projetos de conservação: Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (estudo dos hábitos das aves migratórias), Instituto Superior de Agronomia (estudo das árvores ribeirinhas), Centro de Ciências do Mar do Algarve (estudo das florestas do fundo do mar) e Frauga-Associação Desenvolvimento Integrado de Picote (estudos dos usos e saberes associados às espécies do Parque Natural do Douro Internacional). As entidades promotoras vão partilhar 500 mil euros. on 29


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Água • Bilhões de pessoas, em especial nos países em desenvolvimento, vão buscar a água que bebem diretamente aos rios, lagos, nascentes e pântanos.

Ricos em biocapacidade

60% da capacidade regenerativa do Planeta está por conta de apenas 10 países: Brasil, China, Estados Unidos da América, Rússia, Índia, Canadá, Austrália, Indonésia, Argentina e França.

• Em 1995, cerca de 1,8 Bilhões de pessoas viviam em áreas com stress hídrico severo.

SOS Planeta

• Estima-se que, em 2005, cerca de dois terços da população mundial – 5,5 Bilhões de pessoas – viverão em condições de stress hídrico moderado a severo.

Florestas • As florestas concentram 90% da biodiversidade terrestre, armazenam carbono, ajudam a regular o clima, diminuem os impactos das cheias e purificam a água. • O desflorestamento é responsável por 15% dos gases de efeito estufa emitidos por responsabilidade do Homem.

Portugal Gastamos quase quatro vezes mais recursos ambientais do que aqueles que temos disponíveis: • Pegada ecológica portuguesa: 4,5 hectares por pessoa. • Biocapacidade (medida da capacidade regenerativa, com a possibilidade de mitigar as emissões de CO2 ou de gerar recursos capazes de suprimir o consumo): 1,3 hectares por pessoa. • Ocupamos o 39º lugar na lista dos maiores destruidores do planeta.

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• Em termos de biocapacidade Portugal encontra-se na 85ª posição entre 126 países, abaixo da média europeia. • Consumimos mais recursos ambientais do que aqueles que conseguimos produzir e somos o sexto país no mundo que mais água gasta per capita, com um consumo de mais de 6 mil litros por dia e por habitante.


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Mar • Cerca de 3 bilhões de pessoas retiram do peixe 15% das proteínas animais que ingerem. • As reservas das dez espécies mais pescadas são superexploradas, motivo pelo qual é difícil recuperar as taxas de efetivos no futuro próximo. • Em 2007, 28% das reservas marinhas monitoradas estavam sobre-exploradas, esgotadas ou se recuperando do esgotamento. • 70% do peixe comercial de mar está hoje ameaçado. • As reservas de atum-rabilho, do Mediterrâneo, já estão à beira do colapso, tal como acontece com o bacalhau. • O Índice de Planeta Vivo Marinho diminuiu 24% de 1970 a 2007. Este índice é um indicador da evolução da vida marinha, a partir do acompanhamento de 2.023 populações de 636 espécies de peixes, aves marinhas, tartarugas e mamíferos marinhos.

População mundial • 3,5 bilhões de pessoas vivem em áreas urbanas. • 6,3 bilhões é a previsão para o número de habitantes das áreas urbanas, em 2050. Em 2050, a população mundial atingirá os 9 bilhões. • 80% é a percentagem das emissões globais de CO2 produzidas nas cidades.

Os cinco mandamentos a cumprir por todos para a qualidade de vida crescer sem prejudicar a Terra. 1. Alterar os padrões de consumo. A forma como comemos e a energia que gastamos têm um impacto direto no carbono que emitimos. 2. Criar áreas protegidas, impedir o desflorestamento, preservar os cursos de água, controlar as pescas. 3. Investir em edifícios com grande eficiência energética e transportes de baixo consumo. 4. Planejar e gerir o solo racionalmente. 5. Partilhar os recursos: energia, água e alimentos. O fracasso da convenção do clima de Copenhage mostrou que é bem mais fácil dizer do que fazer, sobretudo no âmbito governamental. Num relatório da WWF estima-se que em 2030 a pressão sobre os recursos naturais equivalerá a dois planetas Terra. Em 2050, serão quase três.

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QUIZ EDP e a Biodiversidade PORTUGAL 1 - A EDP Gás estabeleceu uma parceria com a Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente ao abrigo do projecto Pronatura, visando o reflorestamento de áreas queimadas com espécies autóctones, promovendo assim a biodiversidade na nossa floresta. Quantas árvores planeja plantar no município de Caminha? a) 500 b) 1.000 c) 2.000

3 - A construção do novo aproveitamento hidrelétrico do Baixo Sabor, numa zona de elevada sensibilidade ecológica, foi precedida de um processo de Avaliação de Impacto Ambiental muito complexo. Com que organização a EDP estabeleceu voluntariamente uma parceria para assessoria científica a todo o processo, visando assegurar e maximizar a eficácia ecológica das medidas a implementar no terreno? a) Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO) b) Instituto da Conservação da Natureza (ICN) c) Liga para a Protecção da Natureza (LPN) 4 - A EDP detém, desde 1996, na Central Térmica de Setúbal, 1.000 m2 de estufas, otimizadas para a produção de espécies autóctones e algumas com estatuto de proteção. Os resultados demonstraram que o aquecimento provocou um aumento da taxa de crescimento das plantas em 30%, face a estufa não aquecida. Quantas plantas/ano pode produzir esta estufa? a) 100.000 b) 50.000 c) 75.000

2 - A EDP mantém, desde 2003, uma parceria com a Quercus e com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, que visa promover o equilíbrio entre a qualidade de serviço técnico e proteção das espécies, que colidem e/ou são eletrocutadas nas linhas de distribuição de eletricidade. Como é conhecida esta parceria? a) Corredores Ecológicos b) Protocolo Avifauna c) Operação Habitats Protegidos 32 on

5 - A EDP apoiou, através do seu Fundo para a Biodiversidade, várias iniciativas no âmbito do compromisso Business&Biodiversity, num total de 2,5 milhões de euros por um período de cinco anos. Entre estas faz parte o Plano de Recuperação de Emergência de três espécies de Aves Rupícolas no Parque Natural do Douro Internacional. Estamos falando de que aves? a) Andorinhão Real,Gralha-de-BicoVermelho e Grifo b) Bufo Real, Falcão Peregrino e Britango c) Águia de Bonelli, Abutre do Egito e Cegonha Preta

ESPANHA 6 - Cada novo cliente e cada nova fatura eletrônica da HC Energía traduz-se no compromisso da empresa para com o meio ambiente. Assim, os clientes e a Fundación HC Energía já conseguiram plantar mais de 30.000 árvores diferentes em distintos pontos do território asturiano. Como se chama esta iniciativa? a) “Un cliente, un árbol” b) “Viva la floresta” c) “Facturas ecológicas” 7 - A Naturgas Energía prevê plantar, nos próximos meses, mais de 13.000 árvores em Mendibil (Álava) e no Parque Natural de Aiako Harria (Gipuzkoa), em dois locais cedidos pelas delegações florestais. As árvores são espécies autóctones e serão escolhidas dependendo da sua melhor adaptação aos terrenos. Qual a dimensão dos locais? a) 4 hectares b) 7 hectares c) 10 hectares


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14 - Qual a espécie de mamífero terrestre, endêmica do litoral do Rio Grande do Sul, que vive em tocas cavadas na areia e está sendo protegida durante as obras do Parque Eólico de Tramandaí? a) Cuíca-Lanosa (Caluromys philander) b) Tuco-Tuco-Branco (Ctenomys flamarioni) c) Tamanduá-Mirim (Tamandua tetradactyla)

RENOVÁVEIS 15 - A EDP Renováveis está desenvolvendo um projeto de controle e acompanhamento de aves de rapina diurnas na Catalunha. Para que espécie está orientado este projeto? a) Águia real b) Águia perdicera c) Pato mármore

10 - Para garantir a conservação da biodiversidade a HC Energía criou o primeiro elevador fluvial da região das Astúrias. Uma forma de levar os peixes, que passam pela central da empresa, a ultrapassarem o obstáculo e assim seguirem o curso natural do rio. Onde está instalado? a) Rio Taverga b) Rio Tejo c) Rio Huebra

11 - No âmbito do Econnosco, programa que tem como objetivo a preservação dos recursos humanos, que quantia foi investida, em 2010, na implantação de coletores para recolha seletiva de resíduos e pilhas, num evento para os filhos dos colaboradores com palestra sobre resíduos, em material de conscientização ambiental para o público interno e no desenvolvimento de projetos de sustentabilidade pelos embaixadores do Econnosco? a) 500 mil reais b) 20 mil reais c) 100 mil reais

12 - Como se chama a iniciativa inserida no Programa EDP nas Escolas, que teve como tema “Biodiversidade: quanta vida diferente!”, onde estudantes tiveram que elaborar um jornal, produzido em grupo? O concurso aconteceu nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Tocantins, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e teve cerca de 7000 alunos envolvidos e 950 trabalhos foram criados. a) Arte com Energia b) Viva a Nossa Energia c) Ambiente é Vida

13 - O projeto de aproveitamento de água da chuva para irrigação de jardins e pomares, da regional sul da EDP Escelsa, foi realizado em que município? a) “Cachoeiro de Macaé” b) “Cachoeiro de Ubatuba” c) “Cachoeiro de Itapemirim"

17 - Centenas de milhares de exemplares de aves de rapina cruzam todos os anos a Europa e a África, tendo no Estreito de Gibraltar uma zona de concentração e passagem obrigatória. Poder contar com esta região como uma zona de aves migratórias abundantes proporciona informação de elevado valor para a gestão e conservação das aves de rapina migratórias. Que ferramenta é utilizada? a) Colocação de anilhas b) Publicação de um guia c) Instalação de um painel informativo

Soluções

9 - Que espécie animal da fauna asturiana e seu habitat têm sido defendidos pela Fundação HC Energía? a) Urso-pardo b) Veado c) Morcego

BRASIL

1-c, 2-b, 3-a, 4-a, 5-c, 6-a, 7-b, 8-b, 9-a, 10-a, 11-c, 12-a, 13-c, 14-b, 15-a, 16-c, 17-a

8 - O rio Nálon recebeu novos habitantes para repovoar as suas águas. A Fundação HC Energía soltou mais de 100.000 alvéolos, em colaboração com a Asociación de Pescadores y Amigos del Nalón. Os alunos do colégio público Elena Sánchez Tamargo, de Pola de Laviana, contribuíram para soltar os exemplares nas águas do rio. A finalidade desta ação é incutir entre os estudantes asturianos a preocupação pelo cuidado com o meio ambiente e a necessidade de proteger a biodiversidade. De que espécie de peixes falamos? a) Carpa b) Truta c) Achigã

16 - Na sua politica de compromissos, a EDPR North America valoriza a vida selvagem e o seus habitats. Nesse sentido, já gastou milhões de dólares em estudos para entender melhor e tentar reduzir os potenciais impactos dos parques eólicos. Quantos estudos foram lançados, em 11 estados, no ano de 2010? a) 7 b) 12 c) 18

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quem é quem Diretora de Criação do Cirque du Soleil

LYN HEWARD L

yn Heward está no Cirque du Soleil há 18 anos e nunca sentiu a chama apagar. Algumas entrevista explica o porquê e revela agumas dicas para que a criatividade e a satisfação no trabalho continue sempre em alta. Está há muitos anos no Cirque du Soleil. Como mantém a “chama” acesa?

Fazendo sempre coisas diferentes. Tive sorte com o Cirque. Deixaram-me progredir imensamente. E este é o cenário ideal para qualquer pessoa: entrar para um cargo e a empresa permitir que o colaborador vá evoluindo, fazendo sempre coisas novas. De dois em dois anos, davam-me um trabalho diferente. Quando algumas pessoas (e isso aconteceu algumas vezes nos últimos anos) abordam-me e dizem:

que essa missão social tenha tanto significado dentro da empresa, como para os nossos consumidores fora dela. Nós sabemos o que os espectadores esperam de nós. Mas para lhes dar isso, temos de dar o mesmo aos nossos colaboradores, chamar as suas emoções, provocar os seus sentidos e evocar a sua imaginação. O nosso “mantra” tem a ver com crescimento e realização pessoal, apesar de fazermos parte de uma equipe e de falarmos sempre da equipe que queremos, temos de ter o nosso próprio espaço. O nosso “mantra” está também ligado ao nosso papel social, que é e sempre foi, trabalhar com jovens carentes ou marginalizados. E isso tornou-se muito importante para o Cirque, ao ponto de alguns dos nossos treinado-

“Criatividade exige prática” O Museu da Eletricidade acolheu, no dia 11 de Outubro, a Happy Conference 2010, iniciativa dirigida a mais de uma centena de quadros da Escola de Desenvolvimento de Diretivos da Universidade EDP. Falou-se sobre criatividade, talento e inovação, considerados fatores críticos no sucesso pessoal e profissional. Conclusão geral: foi muito inspirador poder ligar o Cirque du Soleil à EDP “Estou tão satisfeito porque progredi na empresa, mas não sou feliz fazendo o meu trabalho”, e me perguntam o que devem fazer, eu respondo: “Vá fazer aquilo que gosta, mesmo que isso signifique encontrar-se com os artistas numa sexta-feira ao final da tarde. O seu trabalho é importante, mas deve sentir-se feliz e saudável ao fazê-lo”. Quando me tornei presidente da divisão de conteúdos criativos sabe o que mais senti falta? De trabalhar com os artistas. Quais são os “mantras” da empresa?

O principal é evocar a imaginação, provocar os sentidos e chamar as emoções. Originalmente, isso estava escrito como o lema da empresa internamente. Era o que usávamos para motivar as pessoas da empresa. Depois, transformou-se na declaração da empresa para o exterior. A situação ideal, quando tudo é perfeito, é 34 o n

res trabalharem em projetos exteriores, que trazem muita inspiração para dentro da empresa. É algo que cada colaborador do Cirque tem de fazer: participar nessa missão social através de uma percentagem do seu ordenado para esse programa. Eles têm a sua missão na vida, mas também têm a sua missão aqui no Cirque. Como define criatividade?

Primeiro, criatividade distingue-se de inovação. Não falo muito de inovação, porque o que me faz vibrar é o fato de as pessoas se tornarem cada vez mais criativas nas suas vidas. Criatividade começa com inspiração, intuição, com a nossa capacidade de ver coisas antigas sob novas formas, e de transportar tudo isso para a forma como vivemos. Não é uma característica que só se encontra no escritório. Criativi-


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Diretora de Criação do Cirque du Soleil quem é quem

Como é que se consegue manter como novo um produto antigo?

Nem sempre é tão fácil como pensamos. Uma coisa boa é que o nosso produto é um produto vivo. Não é como manteiga ou um automóvel. Com a manteiga temos sempre as mesmas expectativas (“será que vou engordar?”), com um automóvel, outras (“será que vai me transportar para o emprego?”). Mas quando lidamos com um produto vivo, é algo que está em mudança constante. Mesmo no mundo mais perfeito. Porque as pessoas mudam. Depois, no nosso caso, há outros fatores, como

o show ter de mudar de local, alguém que não pode atuar porque fez uma lesão ou porque está doente, e de repente tem de entrar outra pessoa para o substituir. As mudanças produzem, à sua maneira, a sua própria energia. O espetáculo muda porque fazemos mudanças estratégicas, mas também muda porque as pessoas mudam. E sempre que trazemos uma pessoa nova para o show, de repente, o show fica diferente. Apesar de querermos que os nossos espectáculos sejam coerentes, temos, ao mesmo tempo, de lhes deixar espaço para crescerem… Como funciona o processo de recrutamento no Cirque?

No Cirque não fazemos recrutamento ou “identificação de talentos” da forma tradicional. O nosso departamento de casting, a agora divisão de sinergia criativa, tem dois manda-

mentos distintos: correr o mundo em busca de ideias e inspirações, que passa a ser a força principal do nosso processo criativo; e “andar sempre com uma vara de pesca” para descobrir os talentos individuais que irão assegurar a riqueza criativa e artística, assim como a longevidade, dos nossos espetáculos. Os nossos caçadores de tesouros procuram as pérolas mais preciosas. O processo de casting é uma corrente de dois sentidos. A empresa tem as suas necessidades básicas, o candidato faz a sua oferta. Claro que, como em qualquer empresa, procuramos certas qualidades e competências para cada posição. Contudo, procuramos adicionar valor. Potencial. Um pouco de “loucura”, mas algo de extraordinário, que nos ajudará a puxar os limites daquilo que queremos realizar e fazer daquele indivíduo algo de único e verdadeiro para o nosso processo criativo. v

dade exige prática, assim como ler um livro ou fazer cálculos. Temos de sair, procurá-la e praticá-la. Basicamente, ela surge através do que sentimos, das experiências que vivemos e do mundo à nossa volta.

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quem é quem Diretora de Criação do Cirque du Soleil

EDP HAPPY CONFERENCE 2010 O Museu da Eletricidade acolheu, no dia 11 de Outubro, a Happy Conference 2010, um encontro em que se falou sobre criatividade, talento e inovação, considerados fatores críticos no sucesso pessoal e profissional. O encontro, que reuniu cerca de 130 participantes, teve como oradora Lyn Heward, atual directora de criação do Cirque du Soleil, ex-presidente e COO da Divisão de Conteúdos Criativos durante grande parte da história da empresa. Ao longo da sua vida Lyn Heward desenvolveu um vasto conhecimento sobre talento, criatividade e inovação que tem estado na gênese dos grandes espetáculos do Cirque du Soleil. Hoje, é uma especialista nesta área. Lyn Heward alicerça as apresentações na sua experiência para mostrar como a criatividade existe em cada um de nós e deve fazer parte de tudo o que fazemos. “Acredito que quando nascemos, nascemos para sermos criativos e inteligentes”, refere. As suas intervenções contêm uma série de conselhos práticos sobre o desenvolvimento do talento; criatividade; capacidade de arriscar; liderança; trabalho de equipe; e cultura empresarial forte, dinâmica e vencedora. Na Happy Conference, a oradora trans-

36 o n

portou os participantes para os bastidores de um dos maiores espetáculos do mundo para explorar a natureza da criatividade e da inovação. Também no livro que criou, e que foi distribuído aos participantes na Happy Conference, (“A Chama da Criatividade”), a autora convida os leitores a entrar no mundo e nas ideias do Cirque du Soleil através da história de um homem comum que procura um sentido no seu trabalho e na sua vida. Trata-se de uma história inspiradora, que conta episódios dos bastidores, envolvendo as pessoas mais criativas e inovadoras no mundo do espectáculo. De acordo com Lyn Heward, “A Chama da Criatividade” é um manual “que contém três grandes mensagens: todos temos um potencial criativo dentro de nós; todos temos um enorme potencial de trabalho em equipe (se estivermos inseridos numa equipe forte, evoluímos mais depressa, somos mais criativos e produtivos); e tudo o que precisamos para sermos mais criativos está à nossa volta, mesmo à nossa frente, basta estarmos atentos”. Como Lyn esclarece, “não há uma fórmula para o sucesso criativo – cada um de nós tem de rodar a chave do poder da sua imaginação à sua maneira”.


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Diretora de Criação do Cirque du Soleil quem é quem

Mantemos uma base de dados com mais de 20 mil pessoas, que atualizamos regularmente, e organizamos audições privadas, nunca audições em grupo. As audições privadas pretendem descobrir os talentos escondidos e avaliar o potencial individual. Qual o segredo para manter os colaboradores motivados?

Oh boy!... De muitas maneiras. Penso que a coisa mais importante no Cirque é mantermos os nossos colaboradores muito próximos do produto. Temos um estúdio de treino maravilhoso, em Montreal, originalmente construído sob a forma de um navio, para nos lembrar que estamos constantemente viajando pelo desconhecido. Foi também construído no meio de um aterro de lixo. É verdade. Compramos este terreno de 3 milhões de metros quadrados da Câmara de Montreal, pois tinha ser muito barato. Desde 1996, reabilitámos o terreno, construímos este navio (que se parece com uma caravela portuguesa da época dos Descobrimentos). Este espaço cresceu exponencialmente nos últimos dez anos. E lembra-nos, a cada dia, que estamos numa viagem de descoberta de novos espetáculos, de novos temas, novas pessoas e a nossa responsabilidade é de cobrir o mundo inteiro. O que fazem nesse espaço?

Uma série de coisas diferentes como, por exemplo, nas sextas-feiras ao final da tarde conhecemos ali novos artistas que foram trei-

com certeza pessoas que “mandam”, mas nós chamamo-las diretores e guias criativos. Quem tem as ideias é um visionário, que nos guia em qualquer direção que formos com o novo show. Seja uma decisão estratégica (se vai ser um espetáculo de teatro, se vai ter tournées, se vai estar em arenas, se vamos para África do Sul ou vamos para a China); ou é um diretor criativo, no sentido do que será o conteúdo do espetáculo. Temos então pessoas que são guias e depois temos os maravilhosos vice-presidentes que estão lá para assegurar a estrutura organizacional que suporta o processo criativo e o processo de distribuição do nosso negócio. Há dois lados: criamos e mantemos os espetáculos vivos, por muito, muito tempo. Shows como Mystere, estão em Las Vegas desde 1993. Isto implica ter um apoio enorme, uma grande estrutura. Sim, continuamos a apoiar os artistas em palco, mas quem vai vender os bilhetes, fazer o marketing do espectáculo, fornecer os técnicos, etc? Eu diria que é um equilíbrio saudável entre manter a vantagem criativa e manter a vantagem em termos de negócio. Qual é a importância de se ter uma perspectiva exterior ao processo?

Porque o nosso produto é um produto vivo, temos permanentemente uma perspectiva exterior. Isso significa que temos de estar sempre atentos, de observar e ouvir a audiência. Isso não quer dizer que tenhamos de fazer grandes alterações aos espectáculos. Mas temos de ter em atenção as diferentes sensibilidades

Uma coisa que funciona bem no Japão, pode não funcionar necessariamente bem no Canadá. Temos de ter essa consciência quando trabalhamos para diferentes mercados. Saber quais são as respectivas expectativas. Não fazendo alterações radicais, mas assumindo as mudanças que forem necessárias nando algumas performances, para mostrar a um público de 18 mil pessoas. Por que fazemos isto? Para que as pessoas se sintam perto do produto. Em Montreal, apenas temos novos shows de dois em dois anos. E os nossos colaboradores têm que esperar esse tempo todo por um novo espectáculo. Mas eles próprios podem fazer parte do show, pela forma como dão o seu apoio. Podem ser as pessoas do figurino, terapeutas, treinadores, pode ser o contabilista… Todos eles contribuem, de alguma forma, para a evolução do produto. É, por isso, uma forma de lhes dizer obrigado pela sua colaboração. Qual é a importância dos chefes na liderança das ideias?

Nós não usamos o termo “chefe” (boss). Há

Sete Portas Sete pistas, a que Lyn chama portas, essenciais para se ser bem sucedido: 1.ª porta Agarrar as oportunidades criativas que vão surgindo. 2.ª porta Despertar os sentidos e ousar experimentar. 3.ª porta Ver além do óbvio: a transformação criativa. 4.ª porta Ambiente propício à inovação. 5.ª porta Ver os obstáculos como desafios para chegar mais longe. 6.ª porta Correr riscos faz parte do processo criativo. 7.ª porta Estar atento às pessoas com quem trabalha: um líder criativo nunca perde de vista o potencial do pessoal com quem trabalha. Porque a criatividade e a inovação são reconhecidamente fundamentais para o sucesso nos negócios e em tantas outras facetas das nossas vidas, cabe a cada um de nós abrir as portas certas.

culturais. Uma coisa que funciona bem no Japão, pode não funcionar necessariamente bem no Canadá. Temos de ter essa consciência quando trabalhamos para diferentes mercados. Saber quais são as respectivas expectativas. Não fazendo alterações radicais, mas assumindo as mudanças que forem necessárias. Têm artistas portugueses no Cirque du Soleil?

Dois dos artistas que estão há mais tempo na companhia, desde a estreia de Saltimbanco, 1992, são os portugueses Lorador Brothers. Neste momento, estão no Mystere. A sua família pertence ao meio circense há longos anos. Mas temos também palhaços portugueses, e outras pessoas que cantam e dançam. o n 37


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em debate CARLOS ZORRINHO · Professor Universitário e Secretário de Estado da Energia e Inovação

Competitividade com Energia Portugal fez da energia, uma das áreas estratégicas de aposta para o aumento da competitividade da sua economia. Mas até que ponto e de que forma?

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ortugal fez da energia, uma das áreas estratégicas de aposta para o aumento da competitividade da sua economia, através da redução da dependência energética, da redução de importações de combustíveis fósseis e da criação de clusters industriais e de desenvolvimento e comercialização de soluções associadas às energias renováveis, à eficiência energética e às redes inteligentes. 38 on

Essa aposta tem sido bem sucedida. Portugal tem hoje uma das políticas energéticas mais inteligentes, verdes e inclusivas do mundo. No primeiro semestre de 2010 mais de 60% da eletricidade (e cerca de 25% da energia total) consumida em Portugal foi proveniente de fontes endógenas e renováveis, gerando uma redução de importações de cerca de 500 milhões de euros.

O sucesso desta política decorre duma escolha, transformada numa visão mobilizadora e numa estratégia partilhada. Só com empresas fortes, internacionalizadas e com elevados padrões de gestão será possível manter de forma sustentável a posição liderante do País nos domínios de fronteira tecnológica em que compete. É por isso com satisfação que constato a adoção por empresas de referência como a EDP de projetos de gestão avançada que permitem alinhar a dimensão estratégica, a flexibilidade estrutural e otimização dos processos. A competição empresarial faz-se cada vez mais num plano global e de forte agressividade, assumindo um papel chave os fatores de diferenciação, designadamente a capacidade de colocar em rede talentos e competências, adequar respostas por medida de forma rápida, alocar de forma ótima os recursos financeiros e logísticos, motivar e mobilizar equipes em torno de objetivos partilhados. Sendo estes fatores críticos para todas as empresas com ambição global, tornam-se ainda mais importantes para as empresas portuguesas, que partem para o mundo tendo por base um país de média dimensão e com recursos limitados, fazendo com que só a otimização e a flexibilidade das respostas, conjugadas com a inovação e a criatividade incorporada nas soluções, assegurem a diferença que conduz ao sucesso. Já foi assim aliás quando no passado desdobramos recursos na gestão dum império geopolítico improvável mas que marcou uma transição na história da humanidade. Somos um País de pioneiros que vencemos quando ao engenho e à arte se junta a vontade, a determinação estratégica e as ferramentas adequadas. Como ferramenta de trabalho colaborativo, informação rápida e pertinente, articulação sistêmica e otimização de esforços e recursos, acredito que o projeto de gestão de processos em curso na EDP será determinante para que esta empresa possa continuar de forma sustentável a concretizar os ambiciosos objetivos que estabeleceu e cuja importância para o País é reconhecida.


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em debate

As opiniões de diferentes personalidades

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+

Rui Ferin Cunha

Carlos Motoki

Virginia Andrade

· EDP-Energias de Portugal, S.A.

· Escelsa

· EDP Distribuição

As expectativas que o Sr. Secretário de Estado da Energia e Inovação tem em relação ao projeto de gestão de processos na EDP, batizado internamente por EDPro, são fundadas num conhecimento profundo desta matéria. Estamos perante alguém que dedicou uma parte substancial da sua carreira acadêmica ao estudo destas matérias, tendo atingido o grau de professor catedrático em Gestão, e que atualmente, por força do cargo governativo para o qual foi designado, é profundamente conhecedor do setor da Energia. É assim evidente que, se quisermos concretizar os nossos objetivos no atual contexto econômico mais adverso e também mais competitivo, teremos que estar cada vez mais bem organizados e sermos cada vez mais eficientes. Podemos ter uma abordagem intuitiva à gestão, mas isso significa entregarmos o nosso destino à sorte. Seguramente que ninguém enjeita um pouco de sorte, mas é indispensável dominar uma abordagem sistemática à gestão dos processos para apurarmos e replicarmos as nossas próprias fórmulas de sucesso.

A EDP Energias do Brasil tem vivenciado e se beneficiado da internacionalização do projeto de gestão avançada de processos da EDP (EDPro) citado pelo Sr. Secretário de Estado da Energia, Carlos Zorrinho. O alinhamento estratégico referido no seu texto ocorre anualmente na EDP Energias do Brasil através do método Balanced Scorecard, que desdobra os três eixos estratégicos do Grupo EDP em objetivos, indicadores e metas e que permite uma eficaz priorização e otimização de processos críticos com vista ao alcance dos objetivos estabelecidos. O modelo de governo tem proporcionado um monitoramento mais eficaz dos processos comerciais através da gestão do fluxo de atividades, indicadores, metas e planos de ação em uma plataforma tecnológica de fácil utilização (ibpms). O reconhecimento da EDP Escelsa pelo segundo ano consecutivo no Prêmio de Qualidade do Espírito Santo com a medalha de Ouro (2009 e 2010) parece já refletir os benefícios deste projeto.

Considerando que as empresas são feitas de pessoas diferentes entre si, mas que se alinham ao redor de objetivos comuns, torna-se essencial a compreensão e adoção de uma abordagem end-to-end dos processos, visando acrescentar valor, não só garantindo resultados ao nível do alinhamento estratégico e regulatório, mas também promovendo a integração numa ótica de grupo e a melhoria da eficiência e eficácia operacionais. Na EDP Distribuição tem vindo a ser desenvolvida uma estratégia consistente, no sentido de se atingir um desempenho superior através do desenho dos seus processos de negócio, medição da sua performance, controle, melhoria e mudança. Papel preponderante é também dado à inovação dos processos, sem dúvida um fator de competitividade. Inovar nas atividades cruciais para o negócio, na procura de novas soluções, de acordo com a triangulação – pessoas, processos e sistemas - em linha com os novos contextos que nos são colocados, torna-se um desafio constante.

José Carlos das Dores Zorrinho, 51 anos, é o atual Secretário de Estado da Energia e da Inovação. Doutorado em Gestão de Informação, é professor catedrático do Departamento de Gestão de Empresas da Universidade de Évora. Entre 2000 e 2002, foi secretário de Estado Adjunto da Administração Interna. Entre 2005 e 2009 desempenhou o cargo de coordenador nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico. Tem várias obras publicadas, entre as quais, “Gestão de Informação – condição para vencer” (1995), “Ordem, Caos e Utopia” (2001) e “Gerir em Complexidade” (2003).

“Portugal tem hoje uma das políticas energéticas mais inteligentes, verdes e inclusivas do mundo. No primeiro semestre de 2010 mais de 60% da eletricidade (e cerca de 25% da energia total) consumida em Portugal foi proveniente de fontes endógenas e renováveis, gerando uma redução de importações de cerca de 500 milhões de euros”

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(corresponde uma produção média líquida de 79 GWh/ano)

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274 GWh

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No dia 27 de Outubro deu-se início à construção do reforço de potência de Salamonde. Uma cerimônia onde estiveram presentes José Sócrates, primeiro-ministro, Carlos Zorrinho, secretário de Estado da Energia e Inovação, António de Almeida, presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, e os administradores da EDP Produção, António Ferreira da Costa e António Castro, entre outras personalidades. O diretor do projeto, José Lopes Alves, esclareceu as vicissitudes desta obra e, de imediato, procedeu-se à assinatura dos contratos de empreitada de construção civil que ficará a cargo do consórcio Teixeira Duarte/Epos/Seth.

Central Aberta Nos últimos dias 3, 17 e 24 de Setembro, diversos colaboradores da EDP Produção tiveram a oportunidade de visitar o Carrapatelo, Ribatejo + Castelo do Bode e Alto Lindoso, respectivamente. Foram jornadas de aprofundamento de conhecimentos sobre a atividade da Produção e igualmente de fortalecimento do espírito de equipe e de pertencimento ao Grupo EDP.

No âmbito do programa Ciência Viva, os mais novos tiveram a oportunidade de visitar, durante as férias de Verão, alguns centros produtores da EDP - Castelo do Bode, Alto Lindoso e Centro de Produção Ribatejo. Mesmo sendo um público multifacetado, no final, a satisfação pelo acolhimento e pelas explicações recebidas foi notória.

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Salamonde: 1ª pedra do reforço de potência

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a nossa energia

Empresários visitam Baixo Sabor Cerca de quatro dezenas de empresários deslocaram-se, em Setembro, às obras do Baixo Sabor em resultado de uma ação conjunta da EDP Produção e da Fundação EDP, no sentido de evidenciar junto das Associações Empresariais das áreas de influência dos novos aproveitamentos hidroeléctricos e das possibilidades de futuros negócios. Os empresários tiveram a oportunidade de verificar toda todo o envolvimento e dinâmica deste grande projeto, e da forma o Baixo Sabor pode funcionar como uma plataforma de desenvolvimento regional.

CA desloca-se a projetos em curso O Conselho de Administração da EDP Produção deslocou-se às obras em curso dos novos projetos hidroelétricos. Uma visita que se iniciou em Picote e Bemposta (26 Agosto), seguindo-se o Baixo Sabor (1 de Setembro) e terminou no Alqueva (7 de Setembro). Percorreu-se as várias frentes de cada obra, tendo as equipes de projeto dado as explicações devidas. Em todas, foi bem evidente o frenesi e o ritmo acelerado a que os projetos avançam.

Rota com Energia chega a Sines e ao Alqueva O dia 29 de Setembro ficou marcado pela visita de cerca de 100 colaboradores à Central de Sines e à Barragem do Alqueva. Manuela Jorge, colaboradora do DRH-CC, foi uma das participantes e é com entusiasmo que conta a sua experiência. “Gostei imensamente desta visita. É uma oportunidade de entrarmos em contato com as diferentes atividade da EDP e de termos uma visão diferente do que é a empresa”. As Rotas com Energia integram o Programa Sou+EDP e têm como objetivo aproximar e divulgar aos colaboradores as diferentes áreas de negócio do Grupo através de visitas aos centros de produção, distribuição e comercialização em Portugal. A próxima Rota será breve. Por ora sabe-se que o Grupo sairá do Porto rumo a uma estrutura de produção da zona Norte.

PROMOVER A EFICIÊNCIA

800.000

lâmpadas econõmicas a distribuir até Janeiro de 2011

20 milhões de euros custos energéticos evitados

Desde Setembro que a EDP está, de norte a sul, levando a eficiência energética à população portuguesa, distribuindo lâmpadas econômicas. Uma ação da EDP Serviço Universal, inserida no Programa ECO EDP, que tem como objetivo distribuir 800.000 lâmpadas fluorescentes compactas em Portugal Continental na troca de lâmpadas incandescentes. Além de consumirem menos 80% de energia que as lâmpadas incandescentes, podendo durar até oito vezes mais, ajudam as famílias a pouparem na conta de luz. Esta ação permitirá poupar a energia equivalente à que é consumida por mais de 66.000 famílias portuguesas num ano inteiro, bem como evitar as emissões de CO2 equivalentes à pegada carbônica anual de mais de 9.000 portugueses. Os custos energéticos evitados com esta ação ascendem a mais de 20 milhões de euros. Conheça esta e outras ações do Programa ECO EDP em www.eco.edp.pt

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capital humano

“É importante celebrarmos o que vamos conquistando” Portugal, Espanha e Brasil reuniram-se, no dia 23 de Setembro, para falar sobre o que de melhor se tem feito em matéria de Recursos Humanos. Ao todo, foram mais de 200 os colaboradores que celebraram as Conquistas RH +, num encontro onde a troca de experiências foi a tônica principal

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dia teve início com uma reunião de reflexão estratégica com os gestores de RH e uma visita à Central Térmica do Ribatejo, esta última vista por todos como uma experiência muito interessante enquanto aproximação com uma das áreas do negócio (ver caixa). Já em sala, o programa prosseguiu com a apresentação de Maria João Martins, diretora de Recursos Humanos da EDP, dos principais projetos desenvolvidos no último ano (as Conquistas RH+). 42 o n

“É importante celebrarmos o que vamos conquistando”, referiu Maria João Martins. “Conectar as equipes, fomentar a partilha de conhecimento, não apenas através de mecanismos de suporte mais eficientes mas, sobretudo, através da inteligência emocional e da certeza de que estar próximo, ser simples e atuar em parceria com o negócio, é o círculo mais virtuoso que se pode estimular e está ao nível das melhores práticas mundiais”, acrescentou ainda. Não podendo estar presentes no encontro, por motivo de ausência do país, António Mexia

(Presidente Executivo da EDP) e Pita de Abreu (Administrador da EDP a Diretoria de com o Pelouro RH) enviaram mensagens de agradecimento a todos os presentes pela dedicação e empenho, e lembraram que “as pessoas são o mais importante ativo da EDP e aquilo que verdadeiramente nos diferencia”. Todos diferentes, objetivo comum

Um dos temas em destaque foi a importância do trabalho em equipe como fator decisivo para se conseguirem bons resultados. A ideia


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capital humano

ficou explícita na frase: “Reunir-se é um começo, permanecer juntos é um progresso e trabalhar juntos é um sucesso”. Num dia que reuniu colaboradores de várias localidades foi importante ouvir contar histórias e experiências muito diferentes. Mas “mais interessante ainda foi verificar que, embora com realidades diversas, estamos todos alinhados”, referiu Maria João Martins. Na opinião de Adília Pereira, diretora de RH da EDP Produção, “é preciso saber o que o Grupo quer em matéria de RH e depois olhar as especificidades e saber incorporá-las. Tem que haver um alinhamento estratégico naquilo que são as linhas diretoras, um tronco comum. Mas o sucesso passa também por saber gerir a especificidade e a diversidade”. A ideia foi defendida por Elaine Ferreira, directora de RH da EDP Brasil. Para a responsável, “as diferenças culturais (de

cada localidade e empresa) são um desafio. Temos de ter um veio único, mantendo as nossas diferenças e, isso, a EDP faz com primor”. O encontro ficou ainda marcado pela entrega de menções honrosas aos melhores projetos desenvolvidos pelas várias empresas presentes. Na opinião de Maria João Martins, “todas as empresas têm mérito em matéria de recursos humanos. É preciso valorizá-lo”. O hino “Viva a nossa energia” foi a chave de ouro para fechar o dia. Para Elaine Ferreira “independentemente do lugar onde trabalhamos, todos temos sentido de unicidade. Isso é uma coisa tão forte que uma música como esta [hino EDP] faz com que uma recém-contratada se emocione ao ouvi-la pela primeira vez. É o sentimento de pertencer, ninguém fica indiferente. Isso é a cara da EDP, o nosso jeitinho de Ser”.

Conquistas RH +

Uma visita à Central Maria Manuela Cardoso, da EDP Soluções Comerciais, foi uma das pessoas que visitou pela primeira vez uma Central, no Ribatejo. Além da surpresa com “a imensidão da estrutura”, a participante destaca o fato de este ser um ambiente completamente diferente daquele em que a maioria dos colaboradores trabalha. “Embora já tenha ouvido falar, em ocasiões diversas, a pessoa que está no escritório não tem a noção do que é uma central de produção até ao dia em que vai ao local”, comenta. “Esta troca de vivências é muito importante porque nos torna mais próximos e reforça a ideia de que, quando precisamos tomar uma decisão, temos sempre de pensar no que é melhor para o Grupo”.

Rotas de Carreira: traçar o seu caminho No Brasil, os colaboradores já podem dar um ou vários rumos às suas carreiras. Já está disponível o Sistema Rotas de Carreira. Oriente-se e siga as coordenadas... O Programa Rotas de Carreira no Brasil foi lançado com objetivo de auxiliar os colaboradores a identificar oportunidades de desenvolvimento e aprendizagem no Grupo EDP. Um projeto idealizado pela gestão do capital humano. Com a pergunta “aonde você quer chegar?”, o Rotas de Carreira convida a todos para refletir, sonhar e planejar a carreira. Todos os colaboradores podem acessar o novo sistema, disponível na Intranet, onde podem simular caminhos e alternativas de carreira e consultar descrições e competências de cada função. Segundo Juliana Salles, gestora executiva de Desenvolvimento Humano, a ferramenta é uma base de informações para ajudar os colaboradores a planejarem as suas carreiras. “Ela apresenta uma transparência e oferece uma maior mobilidade interna na empresa. O sistema oferece 50 rotas naturais e 535 rotas alternativas onde o colaborador pode ampliar a visão de carreira. O RH, em parceria com as áreas, identificou e pensou em soluções para oferecer novas possibilidades dentro do Grupo”, afirma.

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capital humano

Uma cultura mais orientada para o cliente

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á são conhecidos os vencedores da segunda edição de “A moment with Energy – PCAE”. A equipe constituída por Lorenzo Alvarez (Naturgas Energia), Luís Carlos Afonso Mendes (EDP Soluções Comerciais), Patrícia Susana Lopes Duarte (EDP Comercial) e Saulo Santana Coelho (Escelsa) conquistou o primeiro lugar com um trabalho sobre o tema "Developing a customer-oriented corporate culture". Como prêmio, o grupo poderá re-

alizar um curso, na área de Estratégia, numa escola de gestão internacional de referência. “Increasing the overall satisfaction index and reinforcing EDP Group culture”, “Hedging Strategies” e “Improving communication within EDP Group as a strategic priority”, foram os outros três temas abordados na edição de 2009. “A moment with Energy – PCAE” é uma iniciativa corporativa anual através da qual um

grupo de profissionais, vindos das várias geografias da EDP, são convidados a trazer toda a sua energia e contribuir para fazer da EDP uma companhia cada vez mais global. Além da oportunidade para conhecer pessoalmente o presidente do Conselho Executivo da EDP, estes encontros têm como objetivos incentivar uma cultura de diversidade, reforçar a partilha de ideias, o networking interno e o conhecimento da companhia.

Novo desafio já está lançado Tomaram o café da manhã com o Presidente Executivo da EDP, visitaram a Central Termeléctrica do Ribatejo, o Centro de Despacho em Palhavã, refletiram e trocaram ideias sobre "Cost management culture: challenges for creating a culture of cost-

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consciousness in EDP”, aceitando o novo desafio lançado por António Mexia. Foi assim o programa dos 12 colaboradores que, no dia 26 de Outubro, participaram no primeiro encontro da terceira edição de “A moment with Energy – PCAE”. Depois de

organizados em equipes "virtuais", os participantes vão desenvolver um trabalho de acordo com o tema abordado no café da manhã com o Presidente. Os próximos “momentos” desta edição estão previstos para os dois primeiros trimestres de 2011.


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capital humano

A experiência conta na EDP

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orque acredita que o conhecimento e experiência de cada um contribui para a valorização de todos, a EDP criou um programa específico para fazer deste conceito uma prática no Grupo. Nasceu assim o “Valorizar a Experiência”. A iniciativa foi lançada no dia 7 de Outubro por Pita de Abreu (administrador com a diretoria de RH e sponsor do programa) e Maria João Martins (diretora de Recursos Humanos do Centro Corporativo), com a apresentação do projeto a cerca de 100 gestores. O objetivo foi reforçar a ideia de que o sucesso do programa depende de todos. Os gestores reconhecem a importância estratégica do “Valorizar a Experiência” na consolidação de uma cultura de empresa mais eficiente, e assumirão o papel de facilitadores no acesso dos seus colaboradores aos workshops e iniciativas daí resultantes. Para este programa foi criado um Comitê Consultivo, composto por quatro Administradores com a diretoria de RH de algumas Empresas e um diretor do Centro Corporativo, cuja missão é fazer passar a mensagem da forma mais clara a todos os mediadores e acompanhar as diferentes fases do Programa. Mas o projeto é transversal e envolve os Conselhos de Administração, as DRH das empresas, a DRH-CC, os gestores e cada um dos colaboradores. Todos juntos para Valorizar a Experiência!

O conhecimento existe em cada um de nós e cresce com a experiência adquirida. Mas, o verdadeiro valor do conhecimento nasce quando é partilhado e aplicado, transmitido às próximas gerações e o potencializado ao serviço da EDP. Quem?

O programa destina-se a colaboradores com 30 ou mais anos de atividade na EDP, pertencentes a diferentes grupos profissionais, espalhados por todo o país. Pessoas com conhecimento e experiência relevante, com apetência para a comunicação e capazes de encontrar tempo disponível apto a ser valorizado. Quando? O Quê?

“Valorizar a Experiência” é um programa criado para realçar a experiência e conhecimento acumulados pelos colaboradores mais seniores da EDP e partilhá-los com os restantes colaboradores do Grupo.

O programa será aplicado a um grupo piloto de 300 colaboradores, divididos em dois sub-grupos. Numa primeira fase, que decorrerá até final de 2010, serão realizadas quatro sessões de sensibilização, sete workshops e será também definido um Roteiro de Iniciativas. Em 2011, o segundo sub-grupo passará pelo mesmo processo.

CAMPUS ONLINE GANHA FORMA Cerca de mil usuários poderão acessar o Campus Online já a partir de Fevereiro de 2011. O Campus Online, da Universidade EDP, é uma plataforma avançada de gestão do conhecimento, a qual irá gerir a formação, possibilitar o acesso a conteúdos formativos, a saber cursos de e-learning e salas de aulas virtuais, e apoiar a partilha de conhecimento entre os colaboradores do Grupo EDP. A implementação desta plataforma conta com o apoio, entre outras, da DSI, da DRHCC, da DFR (Valor) e da DMC, vai ser realizada em três fases e estará concluída em 2012, quando todos os colaboradores terão acesso

às suas funcionalidades, informou Rui Brandão, diretor do Campus Online e membro da equipe de direção do projcto, na reunião de Kick-Off operacional do mesmo, que contou também com as intervenções de Nuno de Bri-

to, Diretor da Universidade EDP e sponsor do projeto, de António Vidigal, Presidente da EDP Inovação, de António Pereirinha Fernandes, da equipe de Direção do projeto e de membros dos seus parceiros externos, Cornerstone e Novabase. António Mexia, Presidente do CAE da EDP, marcou presença no encerramento do Kick-Off e pediu o envolvimento de todos os stakeholders das diversas áreas de atividade do Grupo: “A Universidade EDP não pretende ser concorrente de qualquer universidade. Pretende sim, e sobretudo, partilhar o conhecimento que há dentro do Grupo EDP”.

O que traz de novo o Campus Online? • O usuário do campus poderá consultar o seu histórico completo de formação a qualquer altura. • Será multilingue e o usuário poderá escolher o seu idioma preferido.

• Possibilita a autoformação e revisitar formação já concluída de acordo com a disponibilidade do colaborador. • Permite participar ou visualizar eventos que, em virtude da distância ou do custo,

não seria possível participar fisicamente. • Suportará uma multiplicidade de conteúdos, em especial vídeo e áudio. • Funcionará em ambiente Web e poderá ser acessado a partir de qualquer local.

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spotlight Conversando com...

MIGUEL AMARO

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EDP ENERGIAS DO BRASIL

As conquistas de uma equipe vencedora Nesta entrevista, o vice-presidente de Controle de Gestão, Finanças e Relações com Investidores da EDP Energias do Brasil - que fez questão de responder às questões em conjunto com a sua equipe - fala das conquistas da empresa, dos desafios nesta área e dos objetivos para os próximos anos

MIGUEL AMARO Engenheiro Mecânico formado pelo ISEL (Instituto Superior de Engenharia de Lisboa), o executivo Miguel Amaro chega à EDP no Brasil com vasta experiência em Portugal, onde deixou o cargo de diretor de Auditoria Interna Corporativa da Portugal Telecom (PT), ocupado de Outubro de 2003 a Dezembro de 2007. Antes da PT, onde foi também assessor do presidente executivo Miguel Horta e Costa, em 2003, Amaro trabalhou como analista financeiro do setor de telecomunicações, no Espírito Santo B&M, em Madrid, de 2000 a 2002, e como adjunto da SETF (Secretaria de Estado do Tesouro e das Finanças), do Ministério das Finanças do governo de Portugal, entre Novembro de 1999 e Setembro de 2000.

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spotlight

A

abertura de capital, em 2005, foi o primeiro passo. De lá para cá muita coisa já foi feita. Cinco anos após o IPO (Oferta Pública Inicial), e sob o comando de Miguel Amaro, vice-presidente de Controlo de Gestão, Finanças e Relações com Investidores, o Grupo EDP Energias do Brasil está entre as Melhores Companhias para os Acionistas. O reconhecimento foi dado pela revista Capital Aberto, uma referência no setor. E não foi o único. A equipe de Amaro e o próprio já acumularam importantes prêmios, que destacam operações bem sucedidas ou simplesmente o trabalho dos executivos. O mais recente – pelo menos até ao fechamento da revista – atribuiu a Amaro o grau máximo entre os CFO’s no setor de energia elétrica e outras utilitiesda América Latina, no ranking2010, realizado pela revista Institutional Investor. O prêmio, também, destacou outra pessoa da equipe: a gestora Maytê Alburquerque ficou 1

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no Top 3 na área de Relação com Investidores. Participaram nesta pesquisa 400 profissionais de 200 instituições financeiras de vários setores. Como a equipe vê, hoje, a importância do Grupo ter aberto o capital em 2005? Como imagina que a empresa estaria se não o tivesse feito?

A abertura de capital do Grupo foi realizada como resultado de um processo de reorganização societária que simplificou a estrutura organizacional e migrou acionistas minoritários de várias subsidiárias para a holding EDP Energias do Brasil. A referida reorganização, possibilitou a centralização de uma série de atividades corporativas, tornando mais eficiente a administração do Grupo como um todo, processo que foi continuamente aperfeiçoado ao longo dos últimos cinco anos. Neste período, o Grupo captou um total de 3,3 biliões de reais em ofertas

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públicas no mercado de capitais, sendo 1,6 biliões de reais em ações (IPO em 2005 e follow on em 2009) e 1,7 biliões de reais em títulos de dívida corporativa (cinco emissões de obrigações e uma de commercial paper). O IPO, portanto, permitiu à EDP Energias do Brasil e às suas subsidiárias, inserirem-se no mercado de capitais brasileiro e internacional, diversificando a sua base de investidores e possibilitando o acesso a fontes de recursos fundamentais para garantir o crescimento auto-sustentável do Grupo no país. Que realizações destacariam nesses cinco anos?

O significativo crescimento na área de geração de energia representou a principal conquista do Grupo ao longo destes cinco anos pós-IPO, período no qual a capacidade instalada mais do que triplicou, atingindo atualmente 1.741 MW (era de 500 MW em 2005). Tivemos neste período a entrada em operação da hidroelétrica

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À MINHA EQUIPE, OBRIGADO! “Este reconhecimento é fruto do trabalho de toda a empresa, em particular das pessoas pertencentes às diferentes equipes e seus líderes que fazem parte da Vice -Presidência de Finanças que tenho o privilégio de dirigir e aos quais agradeço a dedicação, envolvimento e compromisso. Desde a área 48 o n

de RI, obviamente, uma vez que é o interlocutor principal da empresa com o Mercado e que é o Top 3 do Institutional Investor Ranking para a Latam, passando pela Estruturação FInanceira, Orçamentação e Controle, Desenvolvimento de Negócios, Gestão Tributária, Operações e Serviços Financei-

ros e Consolidação e Contabilidade, mas também de Suprimentos, Infraestrutura e Tecnologia de Informação e Comunicação. Coloca-nos mais responsabilidade e mais desafios para o futuro, o qual teremos que saber enfrentar e superar com esforço, inovação e trabalho em equipe”.


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spotlight

Como avaliam o desempenho das ações?

O retorno das ações da EDP Energias do Brasil para os acionistas, desde o IPO (até 4/11/2010), foi de 138%, 101% em valorização da ação e 37% em dividendos. O valor de dividendos distribuídos, desde o IPO até agora, foi de 1,1 biliões de reais. A EDP Energias do Brasil está, até essa data, com uma valorização acima do Ibovespa e do IEE - Índice de energia Elétrica da BM&FBOVESPA (Bolsa de Valores Brasileira). O que mudou no mercado acionista de lá para cá? O que ainda é preciso mudar (em termos de regulamentações, etc.)?

Há alguns anos, iniciou-se uma tendência mundial dos investidores procurarem empresas socialmente responsáveis, ambientalmente corretas, e obviamente rentáveis, para aplicar os seus recursos. Tais investimentos consi-

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Legenda das Fotos 1-Secretária Executiva; 2-Orçamento e Controlo; 3-Estruturação Financeira; 4-Infraestrutura; 5-Aplicações de TI; 6-Gestão Tributária; 7-Operação Financeira; 8-Relações com Investidores; 9-Novos Negócios; 10-Infraestrutura; 11-Governança de TIC.

deram que empresas sustentáveis geram mais valor para o acionista a longo prazo, pois estão mais preparadas para enfrentar os riscos econômicos, sociais e ambientais. Esta procura fortaleceu-se ao longo do tempo e deu origem a novos instrumentos nos mercados de capitais internacionais. No Brasil, a BM&FBOVESPA, em conjunto com várias instituições, criou um índice de ações com a intenção de ser referencial para os investimentos socialmente responsáveis o ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial). A EDP Energias do Brasil faz parte do ISE, desde 2006, o que exige um processo de melhoria contínua, pois em cada ano os seus parâmetros de avaliação são alterados para exigir dos participantes as iniciativas de vanguarda em sustentabilidade e governança corporativa e excluir itens que já foram implementados pela maior parte das empresas ou que se tornaram exigência legal. v

Peixe Angical (450 MW em sociedade com Furnas), e das mini-hídricas de São João e Santa Fé, além da quarta máquina da Usina de Mascarenhas. Tivemos, ainda, a participação bem sucedida no leilão de energia de 2007 com o projeto da termoelétrica de Pecém (720 MW em sociedade com a MPX), a qual se encontra em estágio avançado de construção, com início de operações previsto para início de 2012. Além disso, a empresa executou com sucesso a permuta de ativos com o Grupo Rede em 2008, por meio da qual adquirimos o controle acionário da Usina Hidroeléctrica de Lajeado (900 MW em sociedade com a Eletrobrás). Formamos, ainda, uma joint venture com a EDP Renováveis, a partir da qual adquirimos, em 2008, um parque eólico em operação em Santa Catarina (14 MW), e estamos finalizando a construção de um parque eólico no Rio Grande do Sul (70 MW).

A equipe de São Paulo representa todos os colaboradores que fazem parte da equipe do Espírito Santo, que também é homenageada nesta entrevista

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Como avaliam a Governança Corporativa dentro do Grupo EDP?

Integrante do Novo Mercado da BM&F Bovespa, que é o segmento de mercado de empresas listadas que têm os mais altos padrões de governança, a EDP Energias do Brasil assumiu compromissos adicionais voluntários de transparência, prestação de contas e tratamento justo e igualitário a acionistas, colaboradores, clientes e fornecedores. Para assegurar essas condições, as demonstrações financeiras são elaboradas a partir de procedimentos e controlos internos preparados na metodologia Sistema de Controlo Interno do Reporte Financeiro (SCIRF), baseada na Lei Sarbanes-Oxley (SOX), mesmo que a companhia não negocie ações no mercado norteamericano onde essa é uma exigência legal. O nosso modelo de governança corporativa tem por base as práticas recomendadas pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), como: emissão de ações de uma única classe de ações, com igualdade de direitos; atuação de conselheiros com experiência em questões operacionais e financeiras e vedação ao acesso a informações e direito de voto a conselheiros em situações de conflito de interesse. A EDP Energias do Brasil, também mantém 50 o n

Há alguns anos, iniciou-se uma tendência mundial dos investidores procurarem empresas socialmente responsáveis, ambientalmente corretas, e obviamente rentáveis, para aplicar seus recursos um Comitê de Auditoria, um Comitê de Remuneração e um de Sustentabilidade e Governança Corporativa, que atuam em apoio ao Conselho de Administração, nas diferentes áreas de responsabilidade. Na recente revisão do regulamento do Novo Mercado da Bovespa, a EDP Energias do Brasil já atendia às novas exigências destacando-se as seguintes: 1) ter mais de 30% do seu Conselho constituído por administradores independentes (na realidade tem 50%); 2) ter constituído um Comitê de Auditoria, o que é uma realidade desde o IPO; 3) separação dos cargos de presidente do Conselho de Administração (Chairman) e de diretor presidente (CEO), o que é igualmente uma realidade desde o IPO.

Recentemente, fomos premiados como uma das Melhores Companhias para os Acionistas pela revista Capital Aberto, com o segundo lugar entre as empresas com valor de mercado entre 5 biliões e 15 biliões de reais. Também conseguimos a segunda melhor classificação em governança corporativa, de acordo com a revista, atrás apenas da BM&F Bovespa. E a atuação da área de RI (Relação com Investidores)?

A área de RI da EDP Energias do Brasil tem vindo a consolidar-se como um interface entre o mercado de capitais e a empresa. Na construção do plano anual são analisadas e incorporadas as tendências e as necessidades de comunicação (one-on-one’s, road shows, conferências, etc.) dos diferentes tipos de investidores e acionistas, e naturalmente são desenhadas e implementadas as iniciativas a tomar para atender e comunicar de forma cada vez mais objetiva, útil e completa com estes stakeholders. A modernização das ferramentas de comunicação (novo site de RI e release de resultados), e utilização de novas formas de comunicar (twitter, slideshare, etc.) são outros exemplos da evolução que se tem verificado nesta área.


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Como reconhecimento deste trabalho, a área de RI da EDP Energias do Brasil, através da sua responsável Maytê Albuquerque, foi recentemente reconhecida, tanto pelos analistas do Buy Side como do Sell Side, como a terceira melhor, portanto Top 3, do setor de Electric & Other Utilities da América Latina, pela Revista Institutional Investor no seu 2010 Latin America Executive Team Ranking. Qual o perfil do acionista minoritário da EDP?

No final do terceiro trimestre de 2010, a composição dos acionistas do free float da EDP Energias do Brasil era de 29% nacionais e 71% estrangeiros; e 3% pessoa física e 97% investidor institucional. Na sua opinião, que fatores fizeram com que a EDP Energias do Brasil

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estivesse no grupo As Melhores Companhias para os Acionistas, da revista Capital Aberto?

O já mencionado engajamento com práticas de sustentabilidade e governança corporativa; os esforços contínuos para aumentar a liquidez da empresa, incluindo o follow-on de ações realizado no fim de 2009; o compromisso da gestão da companhia em avaliar investimentos em novos projetos mantendo o patamar de rentabilidade do Grupo e o retorno aos investidores; a política de dividendos, com payout de 50% e distribuição crescente em reais/ação; e a postura pró-ativa da área de RI, respondendo aos questionamentos do mercado, contatando os analistas e gerindo expectativas. Como imaginam a EDP daqui a cinco anos?

O percurso da EDP Energias do Brasil, desde a sua entrada no Brasil em 1996, tem sido marcado por uma atuação coerente, mantendo um foco de equilíbrio entre a qualidade da prestação do serviço aos seus clientes, uma saúde financeira sólida através de um perfil de dívida prudente, e um sentido de ambição para aproveitar as oportunidades de crescimento rentáveis, mantendo um perfil de risco no seu portfólio dentro de padrões claramente definidos. Neste sentido, imaginamos a EDP Energias do Brasil atuando com os mesmos princípios e valores que a têm regido até aqui, com um foco maior na inovação, dadas as alterações que o setor está sofrendo no mundo inteiro, e obviamente nas pessoas certas que poderão continuar, de forma sustentada, a manter o Grupo como uma referência no setor elétrico brasileiro.

Legenda das Fotos 12-Consolidação e Contabilidade; 13-Infraestrutura e Telecom; 14-Suprimentos; 15-Infraestrutura; 16-Contabilidade Patrimonial e Custos; 17-Finanças, Tesouraria e Estruturação Financeira; 18-TIC; 19-Plataforma de Compras; 20-Serviços Financeiros; 21-Contabilidade Geral

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sustentabilidade R e s p o n s a b i l i d a d e p e lo m e i o a m b i e n t e

HC impulsiona mobilidade elétrica A HC Energía organizou uma jornada sobre o veículo elétrico e as suas implicações práticas para a empresa, nas Astúrias

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o dia 29 de Outubro, Graciano Torre, conselheiro da indústria do Principado das Astúrias, María Luz Peláez, do ministério da Indústria, Turismo e Comércio e João Manso Neto, conselheiro-delegado da HC Energía, participaram numa jornada sobre o veículo elétrico e as suas implicações práticas para a empresa, nas Astúrias. A companhia, que lançou na Feira de Muestras a proposta para os clientes domésticos, iniciou a implementação de pontos de recarga na via pública e nas suas instalações. Algumas dessas linhas de trabalho, que estão sendo elaboradas pela HC há mais de um ano, já são realidade. A empresa faz parte de dois dos três grupos de trabalho que materializaram o plano do Ministério da Indústria, Turismo e Comércio. A HC Energía está integrada no grupo de procura e promoção e no de infra-estruturas e gestão da procura. Apenas não 52 o n

intervem no grupo de Industrialização, do qual fazem parte os fabricantes de automóveis. Neste ano de trabalho, a HC Energía liderou nas Astúrias a implementação do plano apresentado pelo Governo. A companhia faz parte dos projetos Cityelec e Gijón Living Car. Em Janeiro de 2010, a HC tinha assinado um acordo com os fornecedores Temper e Gam para impulsionar o veículo elétrico. Como exemplo do seu compromisso com a mobilidade, a HC já instalou oito pontos de recarga nos seus centros de trabalho. Há pontos para os colaboradores e para todos os utilizadores de veículos elétricos. Além disso, já acordou com os municípios de Oviedo, Avilés, Siero, Langreo e Gijón a instalação de pontos de recarga. A mobilidade elétrica, na Espanha, veio para ficar. Ligue-se à corrente e contribua para um mundo mais sustentável!

PONTOS DE CARREGAMENTO DISPONÍVEIS Oviedo Sede social (Parking de la Paza de la Gesta) Oficinas de la calle Paraíso (Aparcamiento calle Paraíso) Subestación de Corredoria (Aparcamiento Almacén Corredoria) Gijón Oficinas de Roces (Aparcamiento Centro de Trabajo) Carreño C.T. Aboño (Aparcamiento Oficinas Central) Ribera de Arriba C.T.C.C. Soto-IV (Aparcamiento Oficinas Central) Langreo Valnalón – Langreo (Aparcamiento Centro de Trabajo) Avilés-Subestación de Trasona (Aparcamiento Centro de Trabajo)


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s u st e n t a b i l i d a d e

Serviços de entrega mais sustentáveis

PORTUGAL ILUMINADO

A EDP Valor deu mais um passo no bom caminho da sustentabilidade. No dia 15 de Outubro, teve início a utilização de bicicletas elétricas no serviço de entrega, em Lisboa. São três bicicletas elétricas eficientes, duas scooter e uma maxi-scooter, com zero emissões de CO2, um

custo médio de operação de 0,46€/100km e praticamente sem custos de manutenção. O serviço de entrega em Lisboa percorre diariamente cerca de 100 km. Passo-a-passo (neste caso, quilômetro a quilômetro) a EDP contribui para um mundo melhor.

Com o objetivo de promover o consumo eficiente de energia, a edp5D, em parceria com a Sonae MC, distribuiu 850.000 lâmpadas econômicas. A troca gratuita de uma lâmpada incandescente por duas lâmpadas econômicas foi muito bem aceita pelo público, que se dirigiu a um hipermercado Continente ou Modelo. Com esta iniciativa, inserida no âmbito do Plano de Promoção de Eficiência no Consumo, pretendeu-se divulgar à população, em todas as regiões do país, medidas de eficiência energética, um dos pilares estratégicos da EDP e uma temática que faz parte da RSO da Sonae.

Ligações para um mundo melhor Decorreu no dia 21 de Outubro, o 4º Fórum da Responsabilidade Social das Organizações e Sustentabilidade no Centro de Congressos de Lisboa, evento que juntou oradores especialistas de topo, nacionais e internacionais, de diferentes áreas e setores e mais de 1200 participantes. Um dia intenso de debate sobre as novas estratégias, políticas e soluções europeias e mundiais para um crescimento mais inteligente, sustentável e inclusivo. Este ano o Fórum esteve centrado no tema Redes de Valor – Value Networks - e inscreve-se no Ano Europeu da Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social e no Ano Internacional

da Biodiversidade. “Act now, be connected” deu o mote para um dia intenso de debate sobre as novas estratégias para um crescimento mais inteligente, sustentável e inclusivo do mundo. Entre os oradores destacaram-se personalidades como Oded Grajew, empresário e empreendedor social que revolucionou as posturas empresariais no Brasil, presidente e fundador do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, referência em todo o mundo, ou Marc Kieburger, empreendedor social e fundador da Free the Children, organização que conta hoje com cerca de 650 escolas na Ásia, África e América Latina, onde é proporcionada educação a mais de 50 mil crianças, tendo já recebido

numerosos prêmios pelo seu trabalho, incluindo o Prêmio das Crianças do Mundo para os Direitos da Criança (também conhecido por Prêmio Nobel das Crianças). A EDP marcou presença quer institucionalmente, como platinum suporter, quer através da participação de Neves de Carvalho, diretor de Sustentabilidade e Ambiente do Grupo, orador convidado na sessão “Sustainable Investment: Not a matter of ‘why’ but ‘when’ ”. A próxima edição já está marcada. Será no dia 25 de Outubro de 2012. Tome nota. Afinal, o desafio é de todos e apela a uma ação rápida – “Act Now Be Connected"! Saiba mais no site oficial do 4º fórum de RSO e Sustentabilidade http://www.forumrso.aip.pt/ o n 53


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fundação* Nesta edição destaque para o espectáculo Cisne Negro, no Brasil, e para a exposição imperdível no Museu de Eletricidade, em Lisboa, sob o tema "As Cidades de Vieira da Silva e Arpad Szenes"

Instituto EDP apoia Cisne Negro Com apoio da EDP Bandeirante e do Instituto EDP e direção artística de Hulda Bittencourt, a Cisne Negro Companhia de Dança apresentou a coreografia Baobá, em Taubaté, no estado de São Paulo. O espetáculo é uma obra inovadora que reúne teatro, dança, música e literatura. Os bailarinos exibiram uma representação de movimentos inspirada na obra “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, onde cada quadro é único, com um olhar e uma simbologia particular. Além disso, Baobá transcreve em sua música e dança a importância da preservação do meio ambiente e da sustentabilidade.

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fundação edp

Parceria de sucesso O Instituto EDP e a EDP Renováveis firmaram uma parceria em Tramandaí, Rio Grande do Sul. O objetivo é levar informação, segurança, cultura e educação à comunidade que vive no entorno do Parque Eólico. Com essa proposta, a EDP Renováveis e o Instituto vêm, desde junho, tentando entender a dinâmica do município e iniciar um diálogo socioambiental cooperativo com as autoridades locais. E as ações já começaram. Além de participarem da reunião extraordinária do Consepro (Conselho Comunitário Pró Segurança Pública), também realizaram o “Diálogo com a Comunidade”, levaram o concurso Arte com Energia, com o tema Biodiversidade, entre outras ações.

Museu da Eletricidade

“As Cidades de Vieira da Silva e Arpad Szenes”

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Maria Helena VIEIRA DA SILVA A poesia está na rua II, 1975 cartaz

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Arpad SZENES Auprès de Persépolis, c. 1964 óleo / tela 73 x 92 cm Col. Fundação Arpad SzenesVieira da Silva De Budapeste a Lisboa, de Paris ao Brasil. “As cidades de Vieira da Silva e Arpad Szenes” são o mote de uma exposição que decorre até 23 de Janeiro no Museu da Eletricidade, na Sala Cinzeiro 8. Dezenas de obras retratam lugares biográficos dos dois artistas plásticos num percurso onde se cruzam também itinerários imaginários ou míticos.

Esta é a terceira exposição com obras dos dois autores, proporcionada pela relação privilegiada com a Fundação Arpad Szenes Vieira da Silva, da qual a Fundação EDP é mecenas, e que surge no âmbito da Trienal de Arquitetura dedicada ao tema “Vamos falar de Casas”, da qual o Museu é um dos anfitriões.

Uma volta virtual por Oviedo

Conhecer Oviedo de uma forma virtual e sustentável é o objetivo do novo espaço que a Fundação HC Energía criou no recém inaugurado Museu de La Ería. Este projeto coloca à disposição do visitante uma bicicleta elétrica para percorrer alguns dos lugares mais emblemáticos da capital do Principado de forma virtual. Podem ser visitadas zonas como a cidade antiga, o monte Naranco ou até visitar a sede social da HC na praça de la Gesta. Também é possível percorrer a rota escolhida a dois, ou seja, juntamente com outra bicicleta. De acordo com a aposta na mobilidade elétrica que a HC Energía desenvolve, este espaço oferece a quem o visita uma nova perspectiva que aborda a sustentabilidade energética numa visita turística pela cidade. Assim, o museu disponibiliza, para todos os públicos, bicicletas elétricas. Oviedo é o primeiro passeio virtual da HC Energía, mas seguramente haverá mais passeios como este pela Espanha. on 55


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ensaio fotográfico C o n c u rs o d e Fo to g ra f i a E D P R e n ov á ve i s

Maravilhas da Natureza A EDP Renováveis realizou um concurso de fotografia através da Intranet, apelando à participação de todos os seus colaboradores das diferentes plataformas: Europa, Estados Unidos e Brasil. Separados geograficamente, mas unidos por uma mesma paixão - a fotografia -, muitos foram os que se atreveram a partilhar com toda a empresa os seus instantâneos mais representativos das diversas categorias abertas a concurso. Com o ojetivo de aproximar colaboradores, dinamizar a comunicação entre todos e fomentar as atividades extra-laborais, o concurso previa também a integração das fotografias submetidas no banco de imagens da EDP Renováveis. Nesta seleção, apresentam-se algumas das participações nas categorias "Parques Eólicos" e "Natureza".

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Heath Herje Tripton, Oklahoma, U.S. o n 57


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Alberto Borobia Parque E贸lico de Serra Voltorera Cabra del Camp, Tarragona, Espanha

Ashley Stultz Parque E贸lico de Rail Splitter Hopedale, IL, EUA

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Ana Ruiz Lostao Lago Tekapo, Nova Zelândia

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Sarah Distelrath Lilongwa, Malawi

Stephanie Brandon Parque E贸lico de Lone Star, Abilene, Texas, EUA 60 o n


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Tomas Cid Parque Eólico de Zas, A Coruña, Espanha

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e n s a i o fo to g r テ。 f i co

Justin Van Beusekom Parque Eテウlico Meridian Way Concordia, KS, EUA

Raquel Romero Lopez Pテ「ntano del Burguillo, テ」ila, Espanha

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Jaime Saban Chavez Durban, รfrica do Sul

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em destaque CARLOS CAVALEIRO, Diretor de Engenheira e Construção Térmica da EDP no Brasil

Quando entrou no Grupo EDP?

Trabalho no Grupo EDP há 27 anos, entrei no dia 1 de Fevereiro de 1983.

A nossa equipe tem sido de uma dedicação e capacidade de superação muito além do imaginável

Até hoje, qual foi o seu maior desafio?

Tenho tido a rara felicidade de ao longo do meu percurso profissional na EDP, cada nova função em que estive envolvido ter representado sempre um desafio, eu não diria maior, mas um mais fascinante do que o outro. O projeto e a construção da Usina Termoelétrica do Porto Pecém, no Ceará, é extremamente desafiador, pois tem uma especificidade, complexidade e dimensão que transcende o que já fiz nesses 27 anos de EDP. Além disso, tenho a responsabilidade de implementar atividades de Operação e Manutenção e constituição de equipe, tudo com a colaboração da EDP Portugal. Qual a importância desse empreendimento para EDP e como é fazer parte dessa história?

Esse empreendimento é de importância vital para o Grupo EDP no Brasil e representa uma oportunidade única para o grupo enquanto multinacional. Além disso, demonstra que os seus padrões estão consolidados independentes da localidades em que cada projeto esteja sendo desenvolvido. E, enquanto responsável pelo projeto, sinto orgulho imenso de fazer parte dessa história. Quais são os maiores desafios enfrentados até agora?

Penso que as dificuldades não devem ser mantidas em segredo. Só com um forte espírito de equipe é possível seguir em frente e é o que temos feito. A nossa equipe, com brasileiros e portugueses, tem sido de uma dedicação e capacidade de superação muito além do imaginável e, por este motivo, não equacionamos outra hipótese que não seja o cumprimento dos objetivos definidos. Como é o seu dia a dia?

O meu dia começa bastante cedo, cerca de 7 horas da manhã e termina tarde. Tendo em consideração a diversidade de entidades envolvidas no projeto, bem como as áreas que constituem a equipa que comigo trabalham, é necessário ter uma agenda predefinida para a semana, e que sofre ajustes com alguma regularidade. 64 on

Como concilia a vida profissional com a pessoal?

Ao longo da minha vida tenho conseguido sempre conciliar a vida profissional com a pessoal, o que convenhamos nem sempre é fácil, mas tal só é possível quando se tem uma família como a minha. A minha mulher, o meu filho e a minha filha são simplesmente extraordinários. Só com uma família assim se consegue criar equilíbrio necessário para ter uma vida serena e feliz, aspectos que levados para a vida profissional nos permitem ter maior probabilidade de sucesso. Tem algum hobbie?

Gosto de jogar golfe. Qual o seu lema de vida?

Tentar ser feliz em cada momento procurando contribuir de alguma forma para que aqueles

que comigo interagem também sejam felizes. Como é viver no Nordeste do Brasil? Sente saudades de Portugal?

É muito agradável viver no Nordeste, embora para o imaginário de um português comum o Nordeste do Brasil é um lugar de férias e não de trabalho. Para mim, mesmo trabalhando, consigo usufruir das belezas que são uma constante desta região do Brasil. Outro aspecto muito bom do Nordeste são as pessoas, simpáticas e sempre disponíveis para ajudar sem pedir nada em troca, o que convenhamos, é uma característica que infelizmente não se vê muito por aí nos dias de hoje. Saudades de Portugal? Muitas. A saudade está muito ligada à família que tenho em Portugal, com particular destaque para os filhos.


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www.edpbr.com.br

Para a EDP, ter uma boa energia é crescer com responsabilidade.

A EDP distribui energia a milhões de brasileiros. Não uma energia qualquer, mas uma boa energia, que gera solidariedade, respeito e multiplica conhecimento por todos os lugares onde passa. Pioneira no Brasil, por utilizar a receita da venda de créditos de carbono em prol das comunidades onde está inserida, a EDP realiza programas sociais, ambientais e culturais, ajudando a tornar o nosso planeta um lugar cada vez melhor. A EDP é assim porque a boa energia é assim. Tem muitas formas, infinitas possibilidades e uma força incrível. E você, o que faz com a sua boa energia?


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Todos a Andar

World Bike Tour São Paulo

Caminhadas solidárias organizadas pela EDP Gás, em várias cidades do norte de Portugal, cujas receitas revertem para a Liga Portuguesa contra o Cancro.

Pela 3ª vez consecutiva, a EDP no Brasil patrocina o passeio ciclístico World Bike Tour SP. Como de costume, o evento acontece no dia no aniversário da cidade de São Paulo.

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Scottish Renewables Offshore Wind Conference A EDP Renováveis vai estar presente na maior feira de todos os tempos, onde irá liderar o debate sobre questões fundamentais para dar forma ao crescimento da indústria. 01

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Energia com vida - Escolas Solidárias Ação promovida pela EDP Gás, em curso nas escolas até o final do ano letivo 2010/11, que visa motivar os jovens a serem solidários. 01

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Apresentação resultados EDPR

SMS Inovação

Resultados Anuais da EDP Renováveis, vão ser apresentados em Madrid, Espanha.

A palestra ficará por conta de Lincoln Paiva, consultor e sócio diretor da Green Mobility, que, com a participação de Antonio Laporta, Diretor de Estratégia de Inovação da EDP, percorreu cinco cidades alemãs, em Setembro.

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Programa Ágora

Company-Wide Employee Town Hall

AWEA Wind Power on Capitol Hill

Destinado à Alta Direção e Macro Estrutura, promove uma reflexão que visa antecipar, debater e construir as ideias chave e grandes prioridades da EDP Produção. Local: Museu Electricidade.

Reuniões da Câmara Municipal, realizadas a cada trimestre para compartilhar os resultados trimestrais, perguntas e respostas dos funcionários e conhecer as respectivas opiniões.

Encontro American Wind Energy Association e Lobby Day, realiza-se em Washigton DC, nos EUA.

A EDP marca presença na World Future Energy Summit, em Abu Dhabi, onde promove as tecnologias, bens e serviços energéticos de caráter inovador que tem desenvolvido no âmbito das redes inteligentes. 17

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Prêmio Inovação EDP 2020 Richard Branson Visão Pelo terceiro ano consecutivo, a EDP e a VISÃO abrem as candidaturas para o Prêmio Inovação EDP 2020 Richard Branson Visão. 08

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Apoio às ONG A partir de 3 de Janeiro de 2011, podem candidatar-se ao Mecanismo de Apoio as organizações que estabeleçam parceria com entidades públicas e privadas sem fins lucrativos. Mais informações em www.edp.pt. 03

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Future Energy Summit

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EDP ON 20 - Biodivercity  

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