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Energia sem limites junho | julho 2012 Nº26

EM GRANDE ENTREVISTA

António Mexia A estratégia vencedora para os próximos anos

QUEM É QUEM Masaaki Imai Fundador do Kaizen Institute

WINDFLOAT EDP inaugura eólica offshore flutuante


editorial

A EDP de todos

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esde 2006 que a EDP desenvolveu um projeto estratégico que a diferenciou do resto do setor. O objetivo, muito focado e ambicioso, era alcançar uma posição de liderança nas áreas das renováveis e nas hídricas. “Isso tornou a nossa história distintiva e permitiu-nos antecipar tendências no mercado”, como afirma António Mexia, numa grande entrevista para ler atentamente nesta edição. Neste momento, somos o terceiro maior do mundo em eólico e temos o maior projeto hídrico de toda a Europa. Uma companhia que, hoje, está em 13 países e tem pessoas de 29 nacionalidades. Para os próximos três anos, a fasquia eleva-se mais: aposta em novos mercados de energia eólica, forte investimento em barragens em Portugal e maior exposição no Brasil. São estes os vetores principais do novo plano de negócios da EDP, que pode conhecer, em traços gerais, também nesta edição. A liberalização do mercado da energia, em Portugal, é um tema quente, que constitui um desafio para a EDP. Chegámos ao momento da verdade – deixam de existir as tarifas reguladas e os clientes de eletricidade e gás natural têm de escolher o seu comercializador. A EDP Comercial é a empresa comercializadora do Grupo EDP a operar no mercado liberalizado. Mais do que nunca, a EDP tem de apostar no desenvolvimento e comunicação da oferta comercial e no seu posicionamento enquanto marca próxima, humana e de confiança. É deste mix que surge a campanha Casa Total 10+2: alia uma nova oferta (gás natural + eletricidade) com um desconto de 10% e 2% respetivamente, a uma vertente comunicacional humanizada. O conceito “Descontos no gás e na eletricidade são muito bem-vindos” convida os portugueses a abrir a porta de suas casas aos descontos da EDP. Queremos continuar a ser a escolha de todos os portugueses e é por isso que temos preparadas novas campanhas com ofertas comerciais e parcerias com marcas de renome, incorporando a crescente tendência de comunicação corporativa cada vez mais comercial.

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por Paulo Campos Costa Diretor de Marca e Comunicação

Mais do que nunca, a EDP tem de apostar no desenvolvimento e comunicação da oferta comercial e no seu posicionamento enquanto marca próxima, humana e de confiança.


Energia sem limites junho | julho 2012 Nº26

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junho | julho

EM GRANDE ENTREVISTA

António Mexia A estratégia vencedora para os próximos anos

QUEM É QUEM

WINDFLOAT EDP inaugura eólica offshore flutuante

Masaaki Imai Fundador do Kaizen Institute

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O Conselho de Administração Executivo da EDP apresentou, no Dia do Investidor, o Plano de Negócios da companhia. Conheça as linhas estratégicas para os próximos três anos.

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EM FOCO Aposta em novos mercados de energia eólica, forte investimento em barragens em Portugal e maior exposição no Brasil, são as maiores apostas do novo plano de negócios da EDP.

EDP ON É UMA EDIÇÃO BIMESTRAL Proprietário EDP - Energias de Portugal, SA Praça Marquês de Pombal, 12, 1250-162 Lisboa Tel: 210 012 680 Fax: 210 012 910 gm@edp.pt Diretor Paulo Campos Costa

EDITORA PENÍNSULA PRESS SL / RUA DOS CORREEIROS 120, 4º ESQ / 1100-168 LISBOA ADMINISTRADOR EXECUTIVO STELLA KLAUHS INFO@PENINSULA-PRESS.COM REDAÇÃO EDUARDO MARINO (EDITOR), JOANA PERES (REDATORA) ARTE MARTA CONCEIÇÃO, NUNO F BARBOSA FOTOGRAFIA HUGO GAMBOA, JOÃO REIS E ADELINO OLIVEIRA REVISÃO ANA GODINHO COORDENAÇÃO EDP MARGARIDA GLÓRIA | DISTRIBUIÇÃO GRATUITA EM PORTUGAL — 23.000 EXEMPLARES; ESPANHA — 2.000 EXEMPLARES; BRASIL — 2.500 EXEMPLARES | LISGRÁFICA - IMPRESSÃO E ARTES GRÁFICAS, RUA CONSIGLIERI PEDROSO, Nº. 90, CASAL DE STA. LEOPOLDINA, 2730-053 BARCARENA - PORTUGAL. TEL +351 21 434 54 00 (GERAL); FAX +351 214 345 494 ISENTA DE REGISTO NA E.R.C., AO ABRIGO DO DECRETO REGULAMENTAR 8/6, ARTIGO 12º Nº1 - A ESTA PUBLICAÇÃO FOI ESCRITA AO ABRIGO DO NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

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índice

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INOVAÇÃO

06

Windfloat: já foi inaugurada a primeira plataforma eólica offshore flutuante da União Europeia.

FÓRUM A edpon pergunta: Quais são os seus planos para estas férias?

07 BOLSA

08 MERCADO EDP adquiriu 40% da Arquiled. Entrevista com o fundador desta startup.

12

44

C U LT U R A E D P Ética na EDP: um caso de estudo ao nível mundial.

EM DEBATE O que podemos fazer para i mpu lsion ar o e m pre en dedorismo de ntro das empresas?

24 CAUSAS

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43

SPOTLIGHT António Mexia traça os objetivos da empresa para os próximos anos e destaca a importância dos colaboradores para o Grupo continuar a atingir os resultados esperados.

A NOSSA ENERGIA

48 QUEM É QUEM C o nhe ça Masaaki Imai, f undador do K aizen Insti tute.

58 ENSAIO FOTOGRÁFICO A nova sede da EDP no Porto, vista pela lente do colaborador Filipe Pessoa Neto.

64 EM DESTAQUE José Novais Gonçalves, Direção de Planeamento e Controlo de Negócio da EDP Comercial.

edpon 5


Fórum Férias - A EDP PERGUNTA Por mais que gostemos de trabalhar – e aqui na EDP gostamos muito -, chega sempre aquela altura do ano em que precisamos de desligar da rotina, fechar as confusões do dia-a-dia na pasta, e mudar o nosso chip, a disposição e o vestuário. Férias são um momento especial na vida de todos nós, para descansar, renovar as nossas forças e gastar tempo, dinheiro e energia com coisas que não estejam relacionadas com o trabalho. São épocas oportunas também para cuidar mais da vida pessoal, fazer planos e desacelerar.

A ON QUER SABER: DE QUE FORMA VAI PASSAR AS SUAS FÉRIAS ESTE ANO? Obtivemos 236 respostas 29.4%

25%

25%

PORTUGAL

22% 20.5%

20.7%

ESPANHA 18.2% 16.7%

BRASIL

17.4%

16.7%

15.9%

11.4%

10.9% 8.7%

8.3%

8.3% 5.3%

4.3%

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5.4%

3.3% 1.5% Vou passar as férias com a família em casa

0.8%

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0%

Ainda não tenho nada planeado

Quero apenas Vou fazer uma Vou aproveitar Vou optar pelo Vou agarrar no ir para a praia viagem ao para fazer turismo rural carro e visitar estrangeiro cursos outras cidades dentro do meu país

Não vou ter férias

0% 0%

Vou experimentar novas formas de férias como home exchange ou couchsurfing

+ C O M EN TÁR I O S “Tenho a sorte de trabalhar nesta grande empresa, com todos os desafios e oportunidades inerentes, o que felizmente me permite, a mim e à minha família, usufruir de algo que começa a ser raro em Portugal, viajar e conhecer outros lugares e outras culturas”. “Vou passar férias com a família na casa da aldeia, o melhor lugar do mundo!”. “Vou optar por uma semana de home exchange, desta vez, na Irlanda, em Dublin”. “Para além da viagem ao estrangeiro que faço com amigos, tenho por hábito passar 15 dias

de férias com a minha família no Algarve. São uns dias óptimos de que não abdico. Claro que levo sempre uma pasta ... mas nem sempre abro”. “A formação dos filhos inclui o programa Erasmus; este ano, a minha filha irá para Itália, o que me motiva uma viagem da família”. “Vou fazer férias, sempre com a família, e da forma mais ou menos habitual”. “Vou tentar conhecer um pouco do Brasil, onde a EDP tem alguma actividade e interesses de dinamismo e onde eu próprio gostaria de vir a trabalhar, em nome

da EDP que tanto admiro e estimo. Quem sabe, não me dão essa oportunidade...”.

“Vou com a família até ao Algarve descontrair num ambiente de praia. A água é um óptimo relaxante”.

“Passeio de carro pela rota do Canadá: Nova Escócia, Terranova, Labrador e Quebec”.

“Gostaria também se possível visitar uma ou duas barragens, pois não conheço o interior de nenhuma, nem a minha família”.

“Como tenho uma segunda casa perto da praia, passarei lá 15 dias de férias”. “Três semanas no parque de campismo da Ribeira do Tomão, em Castelo do Bode, local sob orientação do Clube de Pessoal da EDP. Lugar paradisíaco, onde se encontra o merecido descanso. Ano após ano as melhorias são visíveis. Parabéns Clube Pessoal da EDP!”.

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“Já não faço férias desde 2007. Com um vencimento e três filhos para apoiar é dificil decidir-me a gastar dinheiro, que depois me vai fazer falta. Todos os anos digo a mim mesma que vou investir na minha saúde e gozar férias, mas acho este ano vou pelo mesmo caminho”. “Vou fazer um IntraRail no Norte do Portugal, durante 15 dias”.


12 20 /05 12 /0 20 /05 2 1 / 20 2/0 03 1 5/ 20 2/0 04 12 5/ 20 /05 07 12 /0 20 /05 8 1 / 20 2/0 09 1 5 20 2/0 /10 1 5 20 2/0 /11 1 5/ 20 2/0 14 1 5/ 20 2/0 15 1 5/ 20 2/0 16 1 5 20 2/0 /17 1 5 20 2/0 /18 12 5/ 20 /0 21 1 5 20 2/0 /22 1 5 20 2/0 /23 1 5 20 2/0 /24 1 5 20 2/0 /25 1 5 20 2/0 /28 1 5 20 2/0 /29 1 5 20 2/0 /30 1 5 20 2/0 /31 1 6 20 2/0 /01 1 6/ 20 2/0 04 1 6/ 20 2/0 05 1 6 20 2/0 /06 1 6 20 2/0 /07 1 6/ 20 2/0 08 1 6 20 2/0 /11 1 6 20 2/0 /12 1 6 20 2/0 /13 1 6 20 2/0 /14 1 6 20 2/0 /15 1 6 20 2/0 /18 12 6/ 20 /0 19 1 6 20 2/0 /20 1 6 20 2/0 /21 12 6/2 20 /0 2 1 6 20 2/0 /25 1 6 20 2/0 /26 12 6/ 20 /06 27 12 /2 /0 8 6/ 29

20 20 12 20 /05 12 /0 20 /05 2 12 /0 3 20 /05 12 /0 4 20 /05 / 12 0 7 20 /05 12 /0 8 20 /05 12 /0 20 /0 9 1 5/ 20 2/0 10 12 5/ 1 20 /05 1 1 /1 20 2/0 4 12 5/ 1 20 /05 5 1 /1 20 2/0 6 12 5/1 / 20 0 7 1 5/ 20 2/0 18 12 5/ 20 /05 21 12 /2 20 /05 2 12 /2 20 /0 3 12 5/2 20 /05 4 1 / 20 2/0 25 1 5 20 2/0 /28 1 5 20 2/0 /29 12 5/ 20 /05 30 12 /3 20 /0 1 1 6/ 20 2/0 01 1 6/ 20 2/0 04 1 6/ 20 2/0 05 12 6/ 20 /06 06 12 /0 20 /06 8 1 / 20 2/0 11 1 6 20 2/0 /12 1 6 20 2/0 /13 1 6/ 20 2/0 14 1 6/ 20 2/0 15 12 6/ 1 20 /06 8 1 /1 20 2/0 9 12 6/2 20 /0 0 1 6/ 20 2/0 21 1 6 20 2/0 /22 1 6 20 2/0 /25 1 6/ 20 2/0 26 1 6/ 20 2/0 27 12 6/2 /0 8 6/ 29

20 1 20 2/0 12 5/0 20 /0 1 1 5/ 20 2/0 02 12 5/ 20 /0 03 1 5/ 20 2/0 04 1 5 20 2/0 /07 1 5 20 2/0 /08 12 5/ 20 /0 09 1 5/ 20 2/0 10 12 5/ 20 /05 11 1 / 20 2/0 14 1 5 20 2/0 /15 1 5 20 2/0 /16 12 5/ 20 /0 17 1 5/ 20 2/0 18 12 5/2 20 /0 1 1 5 20 2/0 /22 1 5/ 20 2/0 24 1 5/ 20 2/0 25 1 5 20 2/0 /28 1 5/ 20 2/05 29 1 / 20 2/0 30 1 5/ 20 2/0 31 1 6/ 20 2/0 01 1 6/ 20 2/0 04 12 6/0 20 /0 5 1 6/ 20 2/0 06 1 6/ 20 2/0 07 1 6/ 20 2/0 08 12 6/1 20 /0 1 12 6/ 20 /06 12 1 / 20 2/0 13 1 6 20 2/0 /14 1 6 20 2/0 /15 1 6 20 2/0 /18 1 6/ 20 2/0 19 1 6/ 20 2/0 20 1 6 20 2/0 /21 12 6/ 20 /0 22 1 6 20 2/0 /25 1 6 20 2/0 /26 12 6/ 20 /0 27 12 6/2 /0 8 6/ 29

Bolsa As recomendações dos analistas 2,5

15

12

4,0

3,0

2,0

2,27

12,40

Portugal

Valor em Euros

2,0

1,92

1,5

1,66 1,86

1,0

0,5

0,0

Brasil

Valor em Reais

RECOMENDAÇÕES DOS ANALISTAS

13,75 12,89

9

6

3

0

Renováveis

Valor em Euros

3,5

3,52

2,5

2,60

1,5

1,0

0,5

0,0

Analista Recomendação Preço Alvo Data

Goldman Sachs International Neutro 2,70€ 18-06-2012

Deutsche Securities Hold 2,40€ 08-06-2012

Exane BNP Paribas Underperform 1,90€ 25-05-2012

Merrill Lynch Buy 2,40€ 25-05-2012

Citigroup Neutral 1,82€ 25-05-2012

Cheuvreux Outperform 2,89€ 24-05-2012

Santander Underweight 2,75€ 24-05-2012

Morgan Stanley Overweight 2,60€ 24-05-2012

BPI - Banco Português de Investimento

Comprar

2,60€

24-05-2012

NATIXIS Securities

Neutro

1,95€

24-05-2012

Millennium BCP

Comprar

2,85€

23-05-2012

Société Générale

Hold

2,30€

22-05-2012

N+1

Neutro

2,40€

18-05-2012

Fidentiis

Comprar

2,49€

07-05-2012

Hammer Partners

Vender

2,15€

22-03-2012

UBS - Investment Research Neutro

2,50€

16-03-2012

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Mercado Os métodos mais eficientes e os valores que servem de exemplo

EDP VENTURES E ARQUILED

O casamento perfeito A EDP Ventures decidiu adquirir, em 2010, 40% do capital da Arquiled. Hoje, esta startup consegue colocar Portugal no mapa dos produtos de iluminação.

R

afael Santos e António Ferreira, os fundadores da Arquiled, trabalhavam no mesmo meio (iluminação para espetáculos) quando decidiram, em 2005, arrancar com um negócio próprio. Apostaram na tecnologia LED (Light Emitting Diode) para fazer face à crise que se vivia em Portugal desde 2002. Não foi fácil provar que se tratava de uma tecnologia eficiente, pois a tecnologia estava a dar os primeiros passos na iluminação eficiente mas o projeto do Casino Lisboa abriu-lhes as portas e passou a ser a prova viva de que o LED veio para ficar e que é altamente rentável. A empresa teve em 2011 uma faturação de 3,4 milhões de euros e a internacionalização já é uma realidade.

Como conseguiu a Arquiled convencer os investidores, em 2002, sobre o potencial da tecnologia LED?

Procurámos projetos em que pudéssemos integrar a tecnologia LED. Não foi fácil convencer os investidores. Até que tivemos a oportunidade de desenhar, desenvolver, conceber e instalar o projeto de iluminação do espaço lounge do Casino Lisboa. É dos projetos mais marcantes e é, ainda, o maior projeto com tecnologia LED: concentra 1.2 milhões de LEDs no mesmo espaço. Tem ainda uma particularidade importantíssima - a durabilidade. O Casino, hoje, é a prova viva de que a tecnologia dura mais do que expectámos (50 mil horas projetadas); grande parte das soluções existentes já contam com quase 60 mil horas de utilização e continuará mais algum tempo, tendo em conta os indicadores da tecnologia, presentemente.

Rafael Santos, CEO e um dos fundadores da Arquiled

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PORTFÓLIO DE PRODUTOS ARQUICITY C4-C12 O Arquicity é a uma resposta sustentável à problemática da eficiência energética para a iluminação pública viária. O Arquicity tem associado um conjunto de módulos de sensores que permitem uma otimização do desempenho da luminária: • Sun Sensor - Célula que permite medir o estado da luminosidade ambiente. • Thermal Sensor - Sensor com o objetivo de proteger a tecnologia, cortando a emissão de luz quando esta atinge temperaturas limite. • Tractus Sensor - Módulo que faz a gestão de fluxo luminoso em função da presença a nível rodoviário e da presença humana pedestre. • G Sensor - Sensor que permite desligar automaticamente a luminária se esta for derrubada ou sofrer um impacto considerável que acione o sistema.

Depois do projeto do Casino Lisboa que outros projetos desenvolveram?

Percorremos tudo o que eram projetistas, arquitetos e engenharia, ao nível nacional, para os ajudar a melhorar arquitetonicamente e do ponto de vista da eficiência energética os seus projetos, entre eles hotéis e centros comerciais de referência. Desenhámos projetos para vários hotéis (Sheraton, Plaza, Sana, etc.) e centros comerciais (Grupo MDC, Chamartin, etc..). Conseguimos aplicar o nosso know-how enquanto “light designers” e enquanto engenharia. Conseguiram chamar a atenção da EDP Distribuição. O que desenvolveram em parceria com a empresa?

ARQUIHISTORIC Com o mesmo objetivo do Arquicity, este produto detém a mais avançada tecnologia disponível atualmente para fontes de luz, a tecnologia SSL com fonte de luz LED, aliada a uma imagem clássica, maioritariamente aplicável, à iluminação pública em zonas históricas. ARQUIWASH Luminária wall washer/beam light com LEDs de alto rendimento, dispostos de forma linear. Otimizado para utilização exterior e interior com a principal função de iluminar fachadas, paredes interiores ou qualquer outra aplicação de acordo com as características óticas do equipamento. ARQUISTORE O Arquistore é uma luminária versátil, com

“Mesmo em ano de crise, para nós, é uma oportunidade, uma vez que a nossa tecnologia permite poupar e reduzir custos a quem investe” das nossas áreas de negócio em relação à iluminação pública, bem como, podíamos tornar-nos uma referência para o mercado de exportação, que era e é o grande objetivo.

fonte de luz de tecnologia LED, utilizando LEDs SMD de alto brilho, com um campo de aplicação vasto, que inclui iluminação de lojas, espaços de restauração, armazéns e escritórios. ARQUIWAY A série Arquiway tem como objetivo vencer grandes distâncias em iluminação contínua, (parques de estacionamento, corredores pedonais, espaços comerciais, etc). ARQUITRAFFIC Luminária com tecnologia LED, com aplicação na iluminação semafórica, substituindo os semáforos tradicionais incandescentes. Esta tecnologia foi desenvolvida para trabalhar nas infraestruturas existentes. É dotado de um sistema de controlo que regula o fluxo luminoso consoante a luminosidade ambiente (SunSensor). www.arquiled.pt

semáforos, onde temos um grande piloto a decorrer em Lisboa, há já dois anos, entre o Marquês de Pombal e a Praça do Comércio. São semáforos ArquiTraffic, que têm um sistema de gestão autónomo e inteligente, com um sensor que mede o fluxo do sol e que, em função do brilho do sol, coloca mais ou menos brilho na luz. Que projetos gostariam de desenvolver no futuro?

Temos a pretensão em especializarmo-nos em áreas que o mercado nos diz que somos especialistas: iluminação pública, iluminação industrial, iluminação automóvel. Neste momento, fomos convidados por uma marca conceituada na área dos motociclos para desenhar a ótica frontal das motas, processo que já está concluído (temos a homologação já para a Europa). Outra área que não abandonaremos é a arquitetural, faz parte do nosso ADN.

Fabricámos uma luminária para iluminação pública com a tecnologia LED, pegando nas premissas da EDP Distribuição. Durante esse ano, fomos ouvindo os homens da EDP Distribuição que andam no terreno para perceber quais eram as dificuldades. Estudámos muitas normas de iluminação pública e desenvolvemos, então, o Arquicity, para nós, um produto premium de iluminação pública. O produto levou a um maior interesse da EDP e a uma aproximação por parte da EDP Ventures. A empresa sentiu-se motivada em participar no nosso capital e assim ajudar-nos a desenvolver novos projetos. Foi o casamento perfeito.

Em que fase se encontra a internacionalização da Arquiled?

Apesar das inúmeras vantagens, a tecnologia LED continua a ser cara?

Acredita que a tecnologia LED irá vingar a curto prazo?

De que forma é que a entrada da EDP Ventures, no capital da empresa, impactou a Arquiled?

As grandes vantagens da tecnologia são as poupanças energéticas que proporcionam. Sem controlo de gestão de energia, a tecnologia LED poupa 50% de energia, comparando com qualquer fonte de iluminação; com sistemas de gestão pode chegar aos 95%. Um bom exemplo são os

Já é uma realidade. Há dois anos na Light+Building (feira internacional de arquitetura, iluminação e gestão inteligente de edifícios) 90% da feira ainda era tecnologia convencional; este ano 90% era LED. Houve uma inversão em dois anos. Portanto, a tecnologia LED veio para ficar!

A EDP Ventures veio trazer uma dinâmica e uma profissionalização que a Arquilled, na altura, não tinha. Não só podíamos ter, do lado EDP, o apoio no desenvolvimento

Estamos a fazer um piloto para a EDP Brasil, em Aparecida, onde o Grupo EDP está a aplicar o conceito do InovGrid. África é uma nova aposta que temos, com o hub em Moçambique, à qual chamaremos de ArquiledAustral, ou seja, operará para a África Austral. A nossa ideia é que, dentro de dois ou três anos, seja uma realidade, a Arquiled possa ter uma quota considerável naquele mercado. Temos também planos concretos para entrar no mercado americano.

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Qual a faturação anual da empresa?

O último exercício foi de 3,4 milhões de euros e esperamos, este ano, atingir os 5 milhões de euros. Mesmo em ano de crise, para nós, é uma oportunidade, uma vez que a nossa tecnologia permite poupar e reduzir custos a quem investe.


mercado

NOVA COMUNIDADE EDP

EDP EMS: a nova plataforma de messaging O Grupo EDP já possui uma plataforma corporativa de messaging que permite enviar SMS, MMS e emails a clientes, com informações personalizadas, relativas a serviços da EDP. Em 2011, nos primeiros quatro meses de utilização desta plataforma, foram enviadas mais de 1 milhão de mensagens. Esta ferramenta configura uma mudança de paradigma, na forma de conceber os serviços prestados pelo Grupo e na forma de utilizar a tecnologia para enriquecer o nosso relacionamento com os clientes. O Projeto EDP EMS, do Programa Sharedp, arrancou em junho de 2011. Três meses depois, a 1 de Setembro, a plataforma ibérica de messaging começou a funcionar. O sucesso deste projeto, cuja direção esteve a cargo da EDP Soluções Comerciais (EDP SC), decorreu do compromisso e forte empenho de diferentes equipas: ecustomer, DSI, Logica e Link. A EDP SC iniciou o envio de mensagens aos clientes residenciais de baixa tensão com três serviços prioritários:

> Pedido de Leitura – a mensagem é enviada em nome da EDP Distribuição; > Factura Electrónica – a mensagem é enviada em nome dos comercializadores, EDP Serviço Universal e EDP Comercial, agindo proativamente quando o email com a fatura não é entregue ao cliente e fornecendo dados para pagamento; > Aviso de Corte – a mensagem é enviada em nome EDP Serviço Universal, informando que a data de pagamento expira no dia seguinte e recordando referências para pagamento no Multibanco. A plataforma dotou o Grupo de um canal de comunicação muito eficiente com o cliente. Cerca de 50% dos clientes fornece a leitura logo após receção do SMS e observou-se uma redução de 10% nos custos com a realização de ordens de serviço de corte, logo em setembro de 2011.

+ Diretora de projeto: Ione Leila (EDPSC) Gestor de projeto: António Lisboa (DSI) PMO: Nuno Lima (DSI) Gestor projeto: João Ribeiro (Logica) Gestora projeto: Sandra Mendes (LINK)

Equipa ecustomer: Ione Leila (líder); Anabela Henriques Silva; Isabel Pacheco; Luís Filipe Serôdio; Marta Belo

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Na comunidade EDP o cliente encontra uma rede de parceiros que lhe oferecem descontos para tudo, desde as compras do seu dia-a-dia até aos momentos de lazer. São pequenos negócios, nas mais diversas áreas de atividade, que o cliente pode encontrar no seu bairro, perto do seu local de trabalho, nas ruas por onde passa diariamente, e também empresas de renome com presença nacional. Para além destes descontos, que pode usufruir sempre que quiser, o cliente pode também receber bilhetes de cinema e outras surpresas. Tem ainda acesso a um conjunto de funcionalidades no novo site (www.comunidade.edp.pt) que lhe permitem receber alertas sobre promoções e novidades dos seus parceiros favoritos, dicas de eficiência energética e ter acesso ao novo cartão digital de cliente edp, utilizando uma aplicação inovadora que lhe permite guardar também todos os seus outros cartões de cliente. Foi lançado em maio um mailing de angariação de pequenos negócios para parceiros da comunidade EDP, reforçando os benefícios de pertencer à comunidade EDP e potenciar a sua adesão naquele momento. A comunidade EDP desenvolveu também um autocolante com tecnologia QR Code, cujo objetivo é facilitar a identificação dos parceiros e permitir que os clientes saibam, de forma imediata e inovadora, os descontos, as promoções e novidades do estabelecimento onde o autocolante está colocado.


mercado

PRÉMIO RELAÇÃO COM OS INVESTIDORES A EDP foi distinguida pela IR Magazine Europe Awards 2012, nas categorias de melhor empresa na área de investor relations, em Portugal, e entre as utilities europeias. Este evento anual promove a excelência e a liderança internacional na área das relações com investidores, juntando os líderes da área de toda a Europa. Mas

nem só a relação com os investidores esteve em destaque: a EDP Renováveis recebeu, também, uma distinção na área de alternative energy na Europa. Estes prémios distinguem as pessoas e empresas que mostraram um desempenho de excelência nos seus resultados nos últimos 12 meses. Os premiados são

Mais de 170.000 pontos de fornecimento de gás natural na Cantábria

escolhidos através de uma base de inquéritos dirigidos por via eletrónica ou por contacto telefónico, a um universo superior a 500 analistas (sell-side e buy-side) e gestores de portfólio europeus. A metodologia transparente e independente adoptada pela IR Magazine já se tornou uma referência a nível internacional.

A Naturgas Energía, sob a marca HC Energía, ultrapassou, em janeiro, os 170.000 pontos de fornecimento de gás natural na Cantábria e 20.000 clientes de eletricidade, para além dos 38.000 clientes do Serviço Funciona, de manutenção de instalações domésticas de gás e eletricidade. Este é um marco importante para a empresa que começou a operar no mercado de gás e eletricidade na Cantábria, em janeiro de 2010. Com esta cifra de fornecimentos, a Cantábria situa-se acima da média nacional em relação ao nível de gaseificação, ao possuir 28 pontos de entrega por cada 100 habitantes, comparados aos 15, em média, em Espanha. Tomando como referência o número de habitações, o grau de penetração do gás natural é de cerca de 70 por cento dos agregados familiares, uma taxa muito elevada. Atualmente, os 44 municípios de maior dimensão da Cantábria, possuem rede de gás natural. “Este crescimento foi possível”, afirmou José Alonso, diretor de Cantábria, “graças à cultura do gás que existe entre a população, que exige este tipo de energia sobre os outros”. A Cantábria tem hoje uma rede de gás extensa, com um total de 1.712 quilómetros de gasodutos de pressões diferentes, que se adaptam às necessidades de todos os clientes.

CAMPANHA MINIGERAÇÃO SOLAR FOTOVOLTAICA Depois dos resultados positivos obtidos pelas campanhas de microgeração para o segmento residencial, a EDP Serviços, empresa agora integrada na nova estrutura da EDP Comercial, aposta na comunicação da sua oferta de minigeração. Foi lançada recentemente uma campanha de minigeração solar fotovoltaica destinada aos segmentos negócios e empresas, com o conceito “Um investimento brilhante como o sol”. A campanha consiste no envio de um mailing para potenciais clientes onde são comunicadas as vantagens

em ser um miniprodutor EDP. A minigeração solar fotovoltaica é a produção de energia de origem solar, sobretudo por empresas, através da utilização de sistemas de pequena escala, nomeadamente painéis solares fotovoltaicos. A oferta de minigeração EDP é composta por soluções adequadas à especificidade de cada cliente, estando disponíveis serviços extra como a manutenção e monitorização do sistema, bem como a oportunidade de comunicação para empresas que queiram divulgar a sua aposta na sustentabilidade ambiental. edpon 11


Culturaedp Os métodos mais eficientes e os valores que servem de exemplo

ÉTICA NA EDP

UM CASO DE ESTUDO AO NÍVEL MUNDIAL A EDP entrou para o grupo restrito das 145 companhias mais éticas ao nível mundial. O Grupo foi reconhecido pela sua promoção da ética nos seus negócios.

A

EDP foi uma das três únicas empresas do setor elétrico a integrar, em 2012, o grupo das 145 World’s Most Ethical Companies (empresas mais éticas do mundo), de acordo com o Ethisphere Institute, que analisou companhias de mais de 100 países, abrangendo 36 setores de atividade. Esta classificação reconhece a liderança na promoção da ética nos negócios e inclui a análise de códigos de ética, investimento em inovação e práticas empresariais sustentáveis, atividades de cidadania empresarial e opinião de quadros de topo, pares do setor, fornecedores e clientes.

Para o presidente do CAE António Mexia, “a ética na EDP não é uma questão de consciência tranquila. É o que separa empresas que ganham das que não ganham. O posicionamento da EDP assenta na total transparência na fixação de objectivos, na comunicação com os seus stakeholders e na adoção de valores, dos quais não abdicamos. É uma verdadeira questão de consistência”. Após a realização do Programa éticaedp, que decorreu em todas as geografias entre maio de 2009 e setembro de 2011, desenvolvido sob o lema “somos o que fazemos”, foi elaborado um caso de estudo, 12 edpon

em parceria com a Universidade Católica e a Inspire com os seguintes objetivos: avaliar a eficácia do programa de formação, delinear as ações futuras e partilhar com a sociedade a experiência interna de reflexão sobre este tema. No entanto, a EDP quis ir mais longe. Voluntariamente, submeteu-se a uma avaliação mundial, para aferir todo o percurso feito até então e descobrir novos caminhos para a melhoria. Algo que valeu, agora, a entrada no restrito grupo das 145 World’s Most Ethical Companies da Ethisphere Institute.


+ INICIATIVAS SOBRE ÉTICA • Apoio a iniciativas de divulgação de boas práticas em matéria de ética nos negócios junto das comunidades académica e empresarial; • Realização de uma análise da maturidade do sistema de gestão dos assuntos da ética, através de ações de benchmarking internacional, nomeadamente com recurso às metodologias de rating do Ethisphere Institute. • Estabelecer Protocolo de Colaboração com instituição externa para criação de um módulo formativo sobre Ética Empresarial, que pudesse consolidar e divulgar no meio empresarial conhecimentos sobre esta temática e, simultaneamente, proporcionasse formação avançada sobre ética aos colaboradores da EDP. Foi neste contexto que se estabeleceu, em 2011, o Protocolo entre a EDP e a AESE, Escola de Direcção e Negócios, que levou à Instituição da Cátedra “Ética na Empresa e na Sociedade”, sob a orientação do Prof. Raul Dinis.

PITA DE ABREU O administrador do Grupo EDP sublinha a importância de uma empresa com “caráter”, feita por pessoas íntegras e que respeita os valores éticos A EDP integra o conjunto das empresas mais éticas do mundo. No atual contexto de crise, qual a relevância de um tema como o da ética e integridade nos negócios? A face visível das empresas é construída pelos seus stakeholders e, nomeadamente, pelos seus colaboradores diretos e indiretos. São estas mulheres e homens que, com os seus posicionamentos e condutas e sedimentando as práticas culturais da empresa, lhe conferem “caráter”. O “caráter” é o principal direcionador dos comportamentos. A sua “qualidade” é tanto mais importante quanto mais confuso e incerto é o contexto que nos rodeia. Quando as referências se tornam baças ou desfocadas é o “caráter” que, como um “piloto automático”, nos tende a guiar para o “bom comportamento”. Ora, a integridade e a ética são dois dos componentes fundamentais do “caráter”. A interiorização desses valores e a prática quotidiana que daí resulta é muito importante para garantir a sustentabilidade das empresas e dos negócios num mundo que se deseja que seja “um lugar bom para viver”. Em época de crise, com o surgimento de

dilemas e de tensões torna-se crucial ser uma empresa de “caráter”, feita por pessoas íntegras. Damos muito valor a isso na EDP, e temos uma sensação de dever cumprido, quando isso é reconhecido externamente, como o fez o Ethisphere Institute. Na sua opinião, quais os desafios futuros para aprofundar o tema da ética na cultura EDP? Tal como nas pessoas, ser íntegro e respeitar os valores éticos, é uma questão de educação e, assim sendo, de aprendizagem, de convivência com “bons exemplos”, de incentivos e de punições. São estes os vetores que teremos de trabalhar. Na prática haverá que revisitar o Código de Ética da EDP e os códigos de conduta que cobrem atividades e unidades de negócio de maior especificidade, introduzindo os ajustes e complementos que se tenham mostrado necessários. Haverá que, do topo da hierarquia para a base, chamar a atenção para que, em todos os casos, se assumam as opções de solução mais “éticas”. Isto é, incentivar que se deem, sempre, bons exemplos. Haverá, paralelamente, que apurar, sempre que haja dúvidas sobre edpon 13

a boa condução de qualquer processo. Havendo desconformidade, deverá atuar-se com justiça, mas sem complacência. Finalmente, teremos de trabalhar com todos os outros stakeholders, nomeadamente fornecedores de equipamentos ou de serviços, para garantir a correção de eventuais más práticas. A EDP já atingiu alguma maturidade no seu processo ético. Partilhar com a sociedade pode ser uma mais-valia para todos. É neste contexto que se enquadra a Cátedra Empresarial para a promoção da Ética lançada pela AESE e a EDP? O apoio ao lançamento da Cátedra de Ética é, com certeza, uma afirmação de partilha das práticas em que acreditamos e de abertura ao contributo de outros na consolidação interna dessas nossas convicções. A implementação do Programa “Ética EDP” deu origem a um “estudo de caso”, divulgado interna e externamente. Desse programa resultou um conjunto de recomendações visando alguns objetivos: fazer crescer e manter vivo o tema da ética na EDP e dar respostas às solicitações dos participantes no programa.


cultura edp

EDP brilha nos prémios Marketeer Paulo Campos Costa, diretor de Marca e Comunicação do Grupo EDP, foi reconhecido pelo trabalho na área da comunicação, tendo conquistado o Prémio Marketeer do Ano, na 4ª edição dos prémios da revista Marketeer. A EDP foi, ainda, premiada com o concerto Energia Douro, concerto inédito que se realizou num palco flutuante sobre as águas do Rio Douro, em 2011, que ganhou o Prémio Energia. Estas distinções reconhecem o desempenho da empresa na área da Comunicação e Responsabilidade Social. A agência Desafio Global Ativism, que organizou o Concerto Energia Douro, conquistou o Prémio na categoria Eventos e Entretenimento. Os prémios foram entregues em 18 categorias diferentes, tendo distinguido as melhores empresas de 2011 dos setores Automóvel, Banca, Distribuição/ Retalho, Energia, Media, Turismo, Seguros, entre outras, e em áreas como Agências de Comunicação, Agências de Publicidade e Branding.

Direções de Rede e Clientes em reunião inédita As seis direções de Rede e Clientes da EDP Distribuição reuniram-se, pela primeira vez, em Vila Franca de Xira, em abril, para trocarem experiências e fazerem o balanço da sua atividade. A iniciativa, sob o lema “A paixão de fazer bem”, contou com a presença de 500 colaboradores, que, segundo João Torres, presidente da EDP Distribuição, são os “herdeiros da história da eletrificação em Portugal”. Durante a manhã, os presentes debateram temas como a prevenção e segurança, relações com o exterior, assistência comercial, estudos da rede, áreas operacionais e apoio à gestão. Seguiu-se uma animada conversa com o conhecido chef José Avillez, que deu conta da sua experiência profissional e deixou uma mensagem do que é importante em qualquer atividade: “A capacidade de acreditarmos

em nós próprios, o empenho numa execução com paixão, procurando a perfeição e adotando um princípio: o de terminar sempre o que se começa”. A sessão da tarde contou com a intervenção de todos os responsáveis das Direções de Rede e Clientes. Houve ainda tempo para um outro painel, em que participaram os diretores do Despacho e Condução, Manutenção, Projeto e Construção, Gestão de Energia e do Planeamento. Os trabalhos foram encerrados pelo administrador Martins da Costa, que reforçou o facto de a EDP Distribuição ser um ativo essencial no Grupo. Afirmou ainda que, apesar de se ter internacionalizado, é em Portugal que a empresa tem a sua sede. “É muito importante que a EDP pertença ao tecido social do País, onde a sua atividade é a chave de todas as decisões”, finalizou.

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cultura edp

EDP Renováveis

Na lista das melhores empresas em Espanha A EDP Renováveis foi considerada a 6ª melhor empresa para se trabalhar, de acordo com o estudo da Great Place to Work® em Espanha, de 2012, que escolheu as 50 melhores depois de avaliar 250 companhias. Esta pesquisa anual é baseada em dados de mais de 10 milhões de colaboradores em 45 países, que representam mais de 5.500 organizações de diferentes áreas. Na lista de Espanha das 50 Melhores Empresas para trabalhar, a pontuação média do Índice de Confiança é de 80 pontos, e o nível de absentismo baixou para 1,77%. Os melhores ambientes de trabalho são construídos através das relações do dia-a-dia que os colaboradores experienciam – não através de uma lista de programas e benefícios. Os colaboradores acreditam que trabalham para uma grande organização quando, de uma forma consistente, acreditam nas pessoas que os dirigem, têm orgulho naquilo que fazem e apreciam as pessoas com quem trabalham.

EDP VENCE PRÉMIO PREVER A EDP, representada pela Direção de Segurança e Saúde no Trabalho da EDP Valor, foi distinguida com o Prémio Internacional de Prevención Prever 2011. Um dos prémios mais prestigiados e antigos de Espanha, criado em 1998, sendo uma referência não só a nível de Espanha mas também da União Europeia. Os Prémios Prever são anualmente concedidos pelo Consejo General de Relaciones de Relaciones Industriales e Licenciados en Ciencias del Trabajo de Espanha a uma entidade que no ano anterior se tenha destacado, pela sua ação em prol da prevenção dos riscos laborais dentro e fora de Espanha. O galardão atribuído à EDP foi entregue a Sérgio Manuel, diretor da direção de Segurança e Saúde da EDP Valor, que o recebeu de D. Gabino de Lorenzo, ex-alcaide de Oviedo e Delegado do Governo Espanhol nas Astúrias, numa cerimónia que teve lugar durante as XIII Jornadas Técnicas de Prevención Prever 2011, realizadas no Auditório Príncipe Felipe, em Oviedo, no passado dia 31 de março.

EDP Distribuição: melhor qualidade de serviço e menos reclamações A EDP Distribuição controlou o OPEX e o CAPEX, melhorou substancialmente a Qualidade de Serviço (o TIEPI MT foi de 75 minutos) e reduziu as reclamações, muito embora, quer os consumos quer as ligações efetuadas tenham sido inferiores a 2010. Estas foram algumas das conclusões da reunião da macroestrutura da EDP Distribuição, realizada em Lisboa e 2 de março, onde se fez um balanço de 2011 e uma antevisão dos desafios para o ano corrente. O presidente do Conselho de Administração da EDP Distribuição, João Torres, considerou o ano de 2011 muito positivo para a empresa e para o Grupo. Foi um ano em que

se negociou com a ERSE um novo modelo tarifário para o período regulatório com início em 2012, com importantes resultados. Mas foi também, um ano em que a empresa foi premiada internacionalmente pela qualidade no acompanhamento de projetos de formação e, ainda, pelo projeto InovGrid, que recebeu , em Londres, o prémio “Utility of the Year”. Trata-se de um projeto-estrela da EDP Distribuição que caminha, agora, para a sua implementação em Guimarães, Lamego, São João da Madeira, Batalha, Marinha Grande, Alcochete e nas Ilhas Barreira (Culatra, Farol e Armona), no Algarve, visando a consolidação do modelo.

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+ ALGUNS NÚMEROS: MAIS DE 303 M€ de investimento

MAIS DE 129 M€ de custos de conservação

MAIS DE 46.500GWH de energia distribuída

QUALIDADE DE SERVIÇO TÉCNICO TIEPIMT de 75 minutos (-36% que em 2010)

RATIO DE 1715 CLIENTES por trabalhador

EBITDA de 641 M€ (superior em 14,8% a 2010)


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Naturgas em associação europeia A Naturgas Energía assinou, em conjunto com outras 14 companhias, os estatutos que constituem o GERG (European Gas Research Group), como associação sem fins lucrativos. Com sede em Bruxelas, o GERG foi fundado em 1961 para o fortalecimento do setor gasista na União Europeia, através da promoção da investigação e da inovação tecnológica em todos os aspetos relacionados com o gás natural. Atualmente, conta com 24 empresas associadas, de 13 países, entre as quais figuram algumas das mais importantes da Europa. Trata-se de uma instituição que incentiva qualquer atividade

relacionada com a investigação na indústria de gás natural relevante para as infraestruturas ou na utilização de gás natural a todos os níveis, seja no processamento, transporte, na distribuição ou no armazenamento. A associação conta, a partir de agora, com um presidente e três vice-presidências, sendo uma delas ocupada atualmente pela Naturgas. O GERG está aberto, também, a membros que não estejam diretamente presentes no negócio do gás. Segundo os novos estatutos, todos os membros têm os mesmos direitos e devem estar representados no Conselho.

O treino começa agora! Foi lançado recentemente, pela Escola de Desenvolvimento de Diretivos da EDP, o programa de coaching para os colaboradores. Treinar os pontos fortes de cada um é o objetivo. Numa EDP cada vez mais global, dinâmica, jovem e diversificada, torna-se fundamental adotar as mais recentes práticas de desenvolvimento que façam a diferença nas pessoas da EDP e, consequentemente, nos resultados e no negócio. Escutar, dialogar, construir relações baseadas na confiança, aceitar o erro como ponto de partida para novas aprendizagens, delegar autonomia, dar e receber feedback, reduzir as tensões na equipa são alguns exemplos de comportamentos que, aparentemente são simples, mas que requerem treino. Sendo parte integrante das competências do líder EDP, o coaching está, por isso, presente em programas de formação e de desenvolvimento da Escola de Diretivos da Universidade EDP, faz recorrentemente parte de planos de formação e pretende-se

que seja prática comum no desenvolvimento pessoal e profissional dos colaboradores promovidos por chefias diretas ou por coachs internos/externos. A filosofia de coaching na EDP baseia-se na premissa de que todos os colaboradores podem ter acesso a um meio de aprendizagem pessoal e profissional que seja focado, individualizado e adaptado às necessidades e pontos fortes de cada um. Desta forma, é trabalhado o potencial e são ultrapassados obstáculos enquanto se promovem melhorias ao nível da eficácia e do desempenho. Neste âmbito, vão ser reforçados três tipos de relações de coaching: o coaching interno, o externo e o coaching como estilo de liderança. Em traços gerais, o Líder Coach centra-se no desenvolvimento profissional da sua equipa para concretizar 16 edpon

os objetivos de negócio definidos pela organização. As relações de coaching a este nível tendem a ser informais e misturam-se com as rotinas diárias do líder e da equipa. O coach interno é um colaborador que recebe formação específica de outro colaborador EDP com o intuito de desenvolver competências e incorporar metodologias que lhe permitam atuar enquanto coach de outros colegas. A relação de coaching externa é, em grande parte, semelhante ao coaching interno. Como o próprio nome indica, a principal diferença reside no facto do coach não pertencer aos quadros da EDP. O coaching será uma das apostas do Grupo EDP nos próximos anos e ‘O Líder Coach’ é uma aposta nos líderes EDP. O treino começa agora!


cultura edp

RELATÓRIO FINANCEIRO COM BOA NOTA O reconhecimento explícito do trabalho que vem sendo desenvolvido por todos os responsáveis SCIRF (Sistema de Controlo Interno do Relato Financeiro), foi novamente reconhecido pelo Auditor Externo KPMG, através da emissão do 2º Relatório Independente sobre o Sistema de Controlo Interno

do Grupo EDP, publicado no R&C das Contas Consolidadas do Grupo EDP e no R&C da EDP R. O referido relatório certificou, sem reservas, a qualidade, performance e robustez do nosso sistema de controlo interno, estando em linha com as melhores práticas internacionais.

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SERVICENOW DISPONIBILIZA QUATRO GRANDES FUNCIONALIDADES • INCIDENTES Abrir um incidente sem ter que usar o telefone ou o email

SERVICENOW:

SEM PROBLEMAS! Resolver incidentes de TI ou pedir equipamentos informáticos vai ser, a partir de agora, mais rápido. Saiba como o ServiceNow vai facilitar a vida a todos os colaboradores do Grupo EDP A aplicação anteriormente conhecida como PUC (Ponto Único de Contacto) tem um novo rosto e um novo nome: ServiceNow. Com esta ferramenta, é possível, a partir de agora, resolver incidentes de TI ou pedir equipamentos informáticos, de uma forma mais fácil, rápida e eficaz. Esteja onde estiver, a qualquer hora, à velocidade de um clique. A trabalhar desde o início de 2012 na reformulação do ServiceNow, a Direção de Sistemas de Informação (DSI) apostou na melhoria e simplificação da aplicação, com o “objetivo de promover o seu uso como canal principal para todas as atividades relacionadas com pedidos de TI”, como sublinha Pedro Botequilha, gestor do projeto. O ServiceNow deverá ser, a partir de agora, a primeira escolha dos colaboradores, no momento de solicitar a resolução de um incidente ou qualquer tipo de serviço e/ou equipamento, uma vez que, no final deste ano, os pedidos e submissão de incidentes por email vão terminar.

REDUÇÃO DE CUSTOS Com o uso frequente desta aplicação, disponível na intranet, os colaboradores podem controlar e acompanhar os seus pedidos de serviço, a situação do seu

posto de trabalho e os incidentes de TI, e podem, também, contribuir para uma “redução significativa” de custos para o Grupo EDP. Foi na homepage que a equipa da DSI centrou as grandes transformações. Como garantiu Pedro Botequilha, “o requisito principal do projeto foi sempre levar em conta a perspetiva de quem vai utilizar a ferramenta e pretende-se, através da homepage, divulgar e apresentar um canal reformulado que leve os colaboradores da EDP a experimentar as novas funcionalidades, e que isso se traduza numa boa experiência”. O lançamento do ServiceNow é apenas uma das ações de um projeto mais abrangente que tem como objetivo principal melhorar a qualidade dos serviços prestados pela DSI aos colaboradores. Este projeto prevê, também, a implementação de um plano de comunicação de incentivo ao uso de ferramentas online como o ServiceNow e o IAM, uma aplicação que lhe permite desbloquear ou alterar a sua password, sem ter que recorrer ao telefone. O ServiceNow ficará também disponível, em breve, na HC, NG e EDP Renováveis e será, de facto, uma ferramenta global de interação com o service desk. edpon 17

Para pedir a resolução de um incidente referente a um equipamento ou serviço, basta clicar em Submeter Incidente e preencher o formulário. Para concluir a ação, clique em Guardar.

• PEDIDOS Clicar para pedir Na área Pedidos, pode solicitar equipamentos ou serviços. Selecione uma das opções - Equipamentos ou Software – e faça o seu pedido de forma fácil e rápida. Se estas opções não corresponderem ao que procura, selecione Outros Pedidos e siga as indicações sugeridas.

• PASSWORD Alterar ou Desbloquear Password sem perder tempo Desbloquear a password ou alterá-la é agora muito mais fácil. Esta funcionalidade permite-lhe gerir o acesso à rede EDP e ao seu computador sem perder tempo nem ter que usar o telefone.

• CONHECIMENTO Conhecimento é poder No ServiceNow, vai estar disponível uma Base de Conhecimento completa e funcional, onde pode encontrar respostas e soluções para as suas questões. Nesta área, estão disponíveis informações e manuais sobre os equipamentos de trabalho, templates, aplicações e outras ferramentas.


I

novação

WINDFLOAT

A HC Energíxxxxxmento de energia elétrica, o Redox 2015, que dentro de três anosxxxxxxxxxxxa capacidade.

JÁ PRODUZ ENERGIA

D

epois de cinco meses em mar profundo, o WindFloat suportou o inverno rigoroso (chegando a estar exposto a ondas até 15 metros), e foi inaugurado na praia da Aguçadoura, no passado dia 16 de junho. EDP e parceiros juntaram-se, na presença do Presidente da República e do Governo, na Póvoa de Varzim para ver de perto aquele que é um projeto pioneiro a nível mundial. Através do WindFloat, a EDP deu mais um passo na inovação. Uma tecnologia que não só projeta a EDP no mercado deep offshore mundial, como permite também o aproveitamento de recursos endógenos e a reativação de setores económicos

nacionais. “A determinação da procura dos recursos próprios e o valor do trabalho conjunto de mais de 60 empresas (das quais mais de 40 portuguesas), ajudaram nesta procura de liderança mundial, com a primeira plataforma deste tipo”, mencionou António Mexia, na cerimónia de inauguração, referindo que o “Windfloat é o resultado da imaginação por cima do puro conhecimento”. Além de aproveitar o potencial da costa portuguesa, o WindFloat mostra como é possível revitalizar infraestruturas e conhecimento nacionais, designadamente nos estaleiros navais, para novas aplicações, incentivando, simultaneamente, 18 edpon


Já foi inaugurada a primeira plataforma eólica offshore flutuante da União Europeia. Pesa mais de duas mil toneladas, encontra-se a seis quilómetros da costa, tem um aerogerador de 2MW, e já injetou na rede uma quantidade de energia correspondente ao consumo anual de 1.300 habitações. Um investimento de 23 milhões de euros.

A inauguração do WindFloat contou com a presença do Presidente da República, Cavaco Silva, da ministra Assunção Cristas e do presidente do CA da EDP, António Mexia

a colaboração entre empresas portuguesas, dinamarquesas e americanas. Na cerimónia de inauguração, o Presidente da República, Cavaco Silva, salientou a importância do projeto para a exploração eólica em águas profundas e a sua contribuição para a redução da dependência externa. “Podemos estar a dar um passo gigante no aproveitamento das potencialidades do país em matéria de energia eólica offshore, através de um projeto que junta energias renováveis com tecnologias de vanguarda, tirando partido desse recurso natural imenso que Portugal dispõe que é o mar”, sublinhou o Chefe de Estado.

Este projeto-piloto irá ser alvo de testes ao largo da Aguçadoura, durante dois anos. Este protótipo, em operação desde dezembro de 2011, já injetou na rede uma quantidade de energia correspondente ao consumo anual de 1300 habitações. Depois de testado o aerogerador de 2MW, os objetivos são concretos: “Queremos construir, numa segunda fase, cinco plataformas, com uma potência total de 27 MW, o que será suficiente para fornecer energia a 50.000 pessoas”, adiantou António Vidigal, presidente da EDP Inovação.

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inovação

EDP Starter Onde as boas ideias ganham asas

A ideia de criar uma incubadora de empresas na EDP começou a ser alimentada há mais de um ano na cabeça de Carla Pimenta e João Maciel, ambos colaboradores da EDP Inovação. “Apercebemo-nos que, neste contexto de crise económica, Portugal está a exportar as mentes brilhantes, aqueles que fazem cá falta”, relembra Carla Pimenta. Perante esse cenário, concluíram que podiam contribuir para apoiar os jovens empreendedores em Portugal que têm boas ideias. “Eu e o João colaboramos com o prémio EDP Inovação desde a primeira edição em 2009, avaliamos os projetos e acompanhamos de perto as ideias mais promissoras. Temos em Portugal jovens com elevado potencial que têm boas ideias.

Mas quando chega a hora de as colocar em prática surge o problema. Muitas delas não avançam por falta de apoio. Apercebemo-nos que a maioria das startups precisavam de um trampolim que as ajudasse a crescer”, explica. O Grupo EDP apoiou a ideia e, hoje, a EDP Starter já é uma realidade. ACELERAR Em Sacavém, o espaço já alberga quatro startups: três fisicamente e uma virtualmente no Porto, que faz o programa de incubação virtual. A EDP Starter não é só um espaço físico que proporciona um teto, mesas, cadeiras, telefones e internet. É, também, um accelerator, ou seja, uma forma de acelerar as empresas para que 20 edpon

se preparem melhor para o mercado. “As empresas que aqui se encontram beneficiam de uma grande proximidade ao ecossistema EDP e de todas as vantagens a isso associadas. Uma excelente rede de contactos no sector energético permite, por exemplo, desbloquear uma reunião com a pessoa certa para as ajudar num problema específico. Além disso, a EDP Starter tem um grupo de parceiros que dão ainda mais velocidade a estas startups. “A ideia é sempre esta: fazer um work in progress com eles. São empresas que em breve vão procurar novos investidores, uma fase que interessa à EDP Ventures, o Fundo de Capital de Risco da EDP.


inovação

Com o objetivo de aproximar empresas, clientes e investidores do desenvolvimento de produtos e serviços tipicamente gerados em startups, a EDP criou a EDP Starter. Um conceito inovador de incubação de empresas, na área de energia, que pretende ser um acelerador para grandes ideias de pequenas empresas.

+ O QUE A EDP STARTER PROPORCIONA • Um contacto próximo com a EDP, em particular com as áreas de Inovação, Engenharia e Capital de Risco Corporativo;

A EDP Starter é, por isso, um investimento num relacionamento de longo prazo”. PREPARAR CEO’s Além de acelerar as boas ideias, a EDP Starter dá, ainda, ferramentas úteis para o futuro dos jovens empreendedores. Proporcionará workshops e seminários, sobretudo, nas áreas de gestão, negociação e liderança.“É importante que os jovens empresários comecem, desde logo, a desenvolver skills de gestão fundamentais para o sucesso do negócio. No fundo, estamos a preparar CEOs de empresas. É fundamental que haja uma aposta forte noutras áreas para além das engenharias, tipicamente a formação base destes jovens.

Para aderir ao programa de aceleração da EDP Starter, não basta ter uma ideia inovadora. “Procuramos startups que estejam numa fase mais avançada. Têm que ter uma ideia com grande potencial, consistente e que se concretize rapidamente”, explica. Se está interessado em que a sua ideia ganhe asas mais rapidamente, basta contactar a EDP Starter e enviar o seu projeto, por email, para ser avaliado.

PARA SABER MAIS VÁ ATÉ:

www.edpstarter.edpinovacao.com edpon 21

• Acesso privilegiado ao FabLabEDP – laboratório de prototipagem rápida nascido no seio do MIT; • Acesso a especialistas e instalações laboratoriais com valências nas áreas elétricas, eletromecânicas, químicas, metrologia, etc.; • Acesso a uma rede de empreendedorismo envolvendo grandes empresas/clientes na área de energia, business angels, fundos de capital de risco, universidades, etc.; • Acesso a formação nas áreas chave para o empreendedorismo.


inovação

LABELEC E A FUNDACIÓN TECNALIA

PARCERIA INTELIGENTE A Labelec e a Fundación Tecnalia (entidade laboratorial com sede em Bilbau) celebraram uma parceria no âmbito dos ensaios aos smart meters a adquirir pelo Grupo EDP, com exceção daqueles que se destinam ao mercado espanhol. Com o mercado de energia elétrica a apresentar-se cada vez mais competitivo, assume especial relevância que as utilities optem pelas soluções tecnológicas mais eficientes, fiáveis, seguras e que complementem o fornecimento de energia

elétrica com outros serviços que sejam percecionados pelos clientes como diferenciadores e que os tornem agentes activos na gestão do próprio consumo energético. Enquadram-se neste tipo de serviços aqueles que são suportados na informação disponibilizada pelos smart meters e que proporcionam actuação sobre in-home products, flexiblidade na opção tarifária, modulação do consumo, melhor qualidade do serviço, etc. A parceria agora estabelecida com

a Tecnalia está de acordo com estratégia da valorização de competências na Labelec permitindo ao Grupo de Metering desta empresa vir a efetuar a certificação do protocolo DLMS_EDP_Companion (standard que define o modelo de dados – funções e respectivos códigos – aplicável ao mercado português), utilizando para o efeito uma ferramenta desenvolvida pela Tecnalia e cabendo a esta entidade a realização da certificação da tecnologia de comunicação PRIME.

REMARKS: NOVO GESTOR DE “FAVORITOS”/ http://remarks.edp.pt Recorremos, cada vez mais, à Internet para obter informação e conhecimento, que nos ajuda a desempenhar melhor a nossa atividade. Quer sob a forma de sites externos de universidades ou empresas, de redes sociais ou da blogosfera, quer através de sites internos, a World Wide Web constituiu-se como a fonte de conhecimento, à distância de um clique. E que fazemos normalmente com este conhecimento? Utilizamo-lo e guardamo-lo para nós. Muitas vezes, complementamos esta informação com conhecimento pessoal (notas, palavras-chave,...), que continuamos a guardar, para uso exclusivo e com uma gestão mais ou menos complexa. A nova plataforma remarks, desenvolvida pela EDP Inovação, oferece-nos um gestor de “favoritos” mais funcional, simples, amigável e intuitivo, ao mesmo tempo que nos estimula a partilhar conhecimento, de forma automática e anónima, com a comunidade EDP. Guardados como “favoritos pessoais” e disponibilizados como “favoritos edp” - é desta forma que o remarks trata os links ou, se preferir, os endereços de internet. Ao utilizar o remarks como gestor de “favoritos”, além de usufruir das várias funcionalidades de pesquisa e organização da informação, está a colaborar num repositório de conhecimento EDP. Desta forma, quem consulta o remarks, obtém informação já depurada e organizada por outros colegas. Esta informação já foi útil a algum colaborador EDP que, por isso, a guardou no seu gestor de “favoritos”. Mas, nesta plataforma, o conceito de “favorito” não se esgota nos endereços Internet. Há outros conteúdos que podem ser partilhados do mesmo modo. Fez uma apresentação que gostaria de partilhar com a comunidade EDP? Dispõe de um documento que considera útil a outros colaboradores do Grupo e que pode partilhar? A partir de agora, estes e outros tipos de ficheiro também podem ser partilhados através do remarks. Saiba mais em http://remarks.edp.pt e comece a criar a sua lista de favoritos. 22 edpon


Causasedp Capacidade económica e empenho social

ORGANIZADO PELA EDPSC E LABELEC

CRIANÇAS VISITAM FABLAB EDP A EDP Soluções Comerciais (EDPSC) e a Labelec uniram esforços e vontades, e proporcionaram, em maio, uma visita ao FabLab EDP a um grupo de crianças, entre os seis e os sete anos. A ideia partiu da Anabela Silva, voluntária e colaboradora da EDPSC, no âmbito da sua participação no programa Aprender a Empreender que desenvolveu para as crianças do 1º ano, da Escola EB1 Maria da Luz de Deus Ramos (Galinheiras - Lisboa). A manhã começou com a saída de autocarro, da escola até às instalações do FabLab EDP, em Sacavém, num percurso marcado pelo extraordinário clima de cumplicidade entre todos, e pelo carinho demonstrado por todas as crianças para com a professora e os voluntários Anabela, Teresa Paulo e Davide. Já no laboratório, a visita foi guiada por Catarina Santos, uma das responsáveis pelo FabLab EDP, que rapidamente fez as delícias de todos os participantes. O interesse demonstrado pelas crianças em ver e aprender o que se pode fazer com os equipamentos do FabLab EDP foi bem visível. A alegria foi um sentimento presente ainda durante o lanche organizado pela colega Conceição Santos, naquele que foi um momento mágico para todos. Para recordar e repetir! 24 edpon


causas

EQUIPAS DA HC DOAM PRÉMIOS MONETÁRIOS

700 litros de puro azeite de oliveira virgem extra

3€ por cada litro donativo dos colaboradores

AZEITE SOLIDÁRIO

Sete equipas de trabalho da HC Energía doaram, a Organizações Não Governamentais (ONG’s), os prémios monetários que receberam por iniciativas de melhoria contínua e pela melhoria da gestão de informação como ferramenta para obter maior eficiência. Os donativos - dos 1500 aos 2500 euros – foram distribuídos a diferentes instituições. Este foi o primeiro ano em que os colaboradores puderam escolher as organizações. As escolhidas foram a Associação de Síndrome de Down, do Principado das Astúrias; a Associação Proclade, vinculada ao Colégio Coração de María de Gjión; a Conta Solidária do Ayuntamiento de Lorca, que gere todas as

ajudas aos atingidos pelo terramoto desta localidade de Múrcia; a organização Creo Desarrollo, que trabalha em projetos de proteção infantil no Paraguai; a Associação Amigos da Natureza das Astúrias; e a Coordenadora Ornitológica das Astúrias. A HC Energía já desenvolve este tipo de programas há mais de cinco anos. Programas, esses, que os próprios colaboradores acolhem com entusiasmo. Ao longo destes anos, mais de 600 colaboradores já participaram em alguns destes projetos. O ato de entrega das verbas às ONG’s teve lugar na sede social da HC Energía, na presença do conselheiro delegado da companhia, Miguel Stilwell D’Andrade.

EDP SERVIÇO UNIVERSAL OFERECE LÂMPADAS ECONOMIZADORAS A iniciativa prevê a distribuição de 1.000.000 de lâmpadas economizadoras às instituições e às famílias por estas apoiadas. Promovida pela EDP Serviço Universal, esta ação integra o Programa ECO EDP e é desenvolvida em parceria com a Fundação EDP e com a ENTRAJUDA, sendo financiada no âmbito do Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de energia elétrica, aprovado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos. O objetivo é sensibilizar a população para a eficiência energética e ajudar à poupança na fatura de eletricidade. A campanha contempla a oferta de pacotes de 40 lâmpadas economizadoras para as instituições e pacotes de 4 lâmpadas para as famílias. Ao instalarem as novas lâmpadas, que consomem menos 80% de energia que as incandescentes e que podem durar até oito vezes mais, tanto as instituições como as famílias irão reduzir os custos da sua fatura. Durante a sua vida útil, esta ação permitirá poupar a energia equivalente àquela que é consumida por mais de 93.000 famílias portuguesas num ano inteiro, bem como evitar as emissões de mais de 22.000 toneladas de CO2. Os custos energéticos evitados com esta ação ascendem a mais de 34 milhões de euros. A EDP continua a promover a Eficiência Energética, através desta e de outras ações do Programa ECO EDP, que pode ser conhecido em www.eco.edp.pt edpon 25

Cerca de 700 litros de puro azeite virgem extra, provenientes de oliveiras plantadas junto à central de Bioener, em Jaén, foram cedidos à HC Cogeração. A HC colocou, posteriormente, o azeite à disposição de todos os colaboradores. A forma encontrada foi simples: ao adquirirem um litro desse azeite, eram doados 3 euros para um projeto de responsabilidade social. O apelo à solidariedade dos colaboradores da HC Energía foi, como sempre, um êxito. Nesta iniciativa a procura foi de tal ordem que foi necessário sortear os colaboradores que desejavam adquirir o azeite solidário. Apesar da demanda, todos os colaboradores tiveram direito a doar a sua parte ao adquirir, pelo menos, um litro do azeite.




Plano de Negócios 2012/2015

NOVO PLANO DE NEGÓCIOS APOSTA EM ENERGIAS LIMPAS

E

m foco

AS ENERGIAS LIMPAS

A APOSTA EDP EM RENOVÁVEIS BARRAGENS

irão representar 70 por cento daqui a três anos

prevê crescer 30 por cento até 2015. Brasil, Roménia e Polónia são as geografias que mais irão contribuir para este crescimento

atualmente com seis obras em curso, a capacidade hídrica deverá crescer 42 por cento

A EDP BRASIL

MAIOR LUCROS CAPACIDADE PARA INSTALADA ACIONISTAS

PARCERIA COM A CTG

PREVISÃO DE INVESTIMENTO

representa 18 por cento do EBITDA do Grupo EDP e 8 por cento da capacidade total instalada

expetativa EBITDA é de aumentar irá crescer a capacidade 5 por cento instalada até 2015 e para 26,4 GW, os acionistas em 2015 irão receber entre 55 e 65 por cento dos lucros

irá financiar a EDP através da compra de pequenas participações minoritárias em parques eólicos no valor de 2 mil milhões de euros

a companhia prevê investir, nos próximos três anos, de 2,1 mil milhões de euros a um ritmo anual

26 edpon


edpon 27




em foco

A

estratégia está definida: aposta em novos mercados de energia eólica, forte investimento em barragens em Portugal e maior exposição no Brasil. São estes os vetores principais do novo plano de negócios da EDP, apresentado aos investidores, no passado dia 23 de maio, na sede do Grupo no Porto, que prevê um investimento, nos próximos três anos, de 2,1 mil milhões de euros a um ritmo anual. No período 2012-15, a EDP prevê um crescimento médio dos seus lucros entre 0 a 5 por cento. A companhia conta distribuir um dividendo anual entre 55 a 65 por cento do seu resultado líquido. Recorde-se que,

investimento operacional serão dirigidos à energia eólica, 28 por cento para as hídricas em Portugal e o restante para o Brasil. Para este objetivo, a EDP considera fundamental a parceria estratégica assinada com a China Three Gorges (CTG), que irá financiar a EDP através da compra de pequenas participações minoritárias em parques eólicos no valor de 2 mil milhões de euros, sendo que a primeira tranche de 800 milhões de euros deverá estar disponível até maio de 2013. Para além do financiamento acordado com a CTG, a EDP espera que, para o plano de expansão até 2015, contribua a libertação

Outro dos pontos fortes será o Brasil, considerada uma geografia com perfil de baixo risco, onde haverá uma significativa exposição, com um investimento de 700 milhões de reais por ano. Entre 2012 e 2015, a EDP prevê distribuir um dividendo anual equivalente a entre 55 e 65 por cento do seu resultado líquido recorrente, tendo como base 0,185 euro relativo a 2011. DIVERSIFICAÇÃO DE PORTFOLIO

A EDP vai também manter a sua diversificação de portfólio, uma forma de diminuir o risco. Nuno Alves,

“A expetativa é de aumentar a capacidade instalada de 23,2 GW para 26,4 GW, em 2015. Um crescimento apoiado nos investimentos em tecnologias limpas, representando mais 10 por cento que em 2011” em 2011, a EDP ultrapassou os mil milhões de euros de lucro. A empresa espera ainda reduzir o rácio dívida líquida em relação ao EBITDA (lucros antes de juros, impostos e amortizações) excluindo ativos regulatórios dos atuais 4,1x para menos de 3x em 2015. Nos próximos três anos, a EDP espera um crescimento médio do EBITDA de 5% para cerca de 4,5 a 4,7 milhões de euros. Um aumento médio anual de 5 por cento, apoiado no crescimento de nova capacidade hídrica e eólica. Cerca de 64 por cento do

de dinheiro através das suas operações (free cash-flow), que ultrapassará os mil milhões em 2015. Segundo o novo plano de negócios, a expetativa é de aumentar a capacidade instalada para 26,4 GW (gigawatts) em 2015 contra 23,2 GW em 2011. Um crescimento apoiado nos investimentos em tecnologias limpas – hídrica e eólica – representando 73% da capacidade daqui a quatro anos, ou seja, mais dez % do que em 2011. 28 edpon

administrador do Grupo, acredita que “quanto mais geografias conseguirmos ter, mais diversificado fica o risco, mais equilibrado pode ser o EBITDA esperado”. Segundo o CFO da holding, “estamos à espera de um crescimento que será repercutido com os acionistas e com a EDP em geral. O crescimento do EBITDA vai-nos permitir, com a diminuição do investimento operacional, gerar mais caixa e com esse extra de caixa, começar a abater parte da dívida


em foco

ESTRATÉGIA EM 4 PONTOS: António Mexia resumiu, em traços gerais, a estratégia da companhia até 2015. 1. “Manter o perfil de baixo risco da companhia, que é claramente distintiva em relação ao resto do setor”. 2. “Libertar cash-flow, meios financeiros suficientes para uma desalavancagem importante”.

que temos hoje em dia”. Desta forma continua, “ficaremos uma empresa mais sólida, com melhor remuneração aos acionistas”. PARCERIA WIN-WIN

Com o Plano de Negócios desenhado, a EDP vai manter a aposta nas energias limpas. Uma aposta que será alavancada pela parceria estratégica com a China Three Gorges: “As oportunidades de negócio fazem com que, em conjunto, tenhamos mais condições. É claramente aqueles casos que se chamam de win-win porque ambos lucramos dessa parceria”, afirmou João Marques da Cruz, administrador da EDP. Ganhar músculo financeiro e maior capacidade de investimento, são vantagens que o novo acionista traz para a EDP: capital indispensável para cumprir um dos objetivos estratégicos para o próximo triénio. Segundo o administrador Martins da Costa, isto significa “capacidade de

se financiar no futuro”, ou por outras palavras “aquilo que é considerado a desalavancagem do balanço da empresa: a contenção da dívida”. No âmbito da aposta nas energias limpas, as hídricas continuam a ser um dos pontos fortes da empresa. Atualmente, a EDP tem seis frentes de obra em curso. Até 2015, a capacidade hídrica deverá crescer 42%. Segundo Pita de Abreu, é um dado muito significativo. “Coloca-nos em primeiro lugar no sul da Europa em hídricas, e muito bem posicionados na Europa em geral”, realçou. DESAFIO MERCADO LIBERALIZADO

Também o mercado liberalizado está contemplado na estratégia da EDP. Trata-se de um dos grandes desafios da empresa nos próximos anos. A empresa considera que a liberalização será uma oportunidade e que irá trazer valor acrescentado para os clientes. De acordo com Miguel Stilwell d’Andrade,

3. “Um compromisso de crescimento focado em áreas muito claras e em geografias em que nos permitam diversificar risco de mercado e risco regulatório, e também criar novas opções. Nós soubemos criar opções, quer no hídrico e, também, em particular, nas renováveis nos últimos anos. É preciso criar novas opções de crescimento, dado que a Europa e os EUA são mercados que, hoje, não estão a crescer”. 4. “Praticar uma política muito clara de credibilidade e de estabilidade na remuneração dos nossos acionistas”.

a EDP deverá ser “uma empresa que oferece produtos e serviços que acrescentem mais do que simplesmente a venda normal da eletricidade”. Como é que isso se vai consubstanciar na prática? O administrador explica: “Através de campanhas, através de uma participação mais ativa no terreno. A vantagem no mercado liberalizado, é que temos muito mais flexibilidade para fazermos aquilo que queremos fazer para atuar junto do cliente”.

ESTRATÉGIA PARA O NOVO TRIÉNIO 2012-2015 EBITDA IRÁ REGISTAR MAIOR SUBIDA NA EDP RENOVÁVEIS E HAVERÁ MAIS INVESTIMENTO EM HÍDRICAS E EÓLICAS Evolução das adições de capacidade instalada por tecnologia

EBITDA por geografia

2012-2015 50%

Evolução do investimento por fonte de energia 50%

35% 32% 42%

40%

43%

30% 27%

3 38% 8%

40%

27%

30%

32%

21% % 19%

15%

18% % 18 18%

31% %

30%

20%

20%

38%

35%

25%

32%

39%

14%

21% %

20% 16% 14% %

10%

12 2% 12%

2011 2015E

0% Portugal

Espanha

Brasil

EDP Renováveis

13% % 10% %

10%

10%

8% %

2015E 2

5%

2011 2007

0%

0% Hídrica em Portugal

Eólica Eóli em novos mercados

Eólica Ibéria Geração no e EUA Brasil

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Hídrica

Eólicas

Térmicas

Outros


em foco

EDP

RENOVÁVEIS

• EBITDA irá crescer 25% por MW • Resultado líquido deverá triplicar em 4 anos • 25 a 35% do resultado líquido será distribuído pelos acionistas

A EDP Renováveis prevê um aumento da capacidade instalada de 30% até 2015. Grande parte desse desenvolvimento está dependente da evolução dos mercados onde o Grupo já se encontra, sobretudo da Roménia, Polónia e Brasil. De acordo com João Manso Neto, CEO da EDPR: “60% do nosso crescimento provém de mercados que não são ficção, mercados onde já estamos presentes. Polónia e Roménia são fundamentais, mas o Brasil também é importante. Por outro lado, o mercado central, Portugal, Espanha e Estados Unidos, representam apenas 20%”. Na apresentação do plano de negócios para o próximo triénio, a EDPR anunciou um aumento de 25% do EBITDA por MW médio em operação. Segundo Rui Teixeira, CFO da EDPR “vamos ter cerca de 2,3 mil milhões de euros acumulados neste período, entre 2012 e 2015, disponível, desde logo, para fazer a distribuição de dividendos ao acionista mas, também, para reduzir a dívida corporativa com a EDP e, por último, ter dinheiro disponível para cumprir potenciais crescimentos”. A EDPR espera arrecadar 3,8 mil milhões de euros até 2015 provenientes das suas operações. 30 edpon

EBITDA por MW em operação 200

155

150 MILHÕES DE EUROS



120

100

50

0 2011

2015


em foco

EDP BRASIL

Até 2015, Brasil quer reforçar o crescimento na geração e garantir a continuidade da disciplina financeira. O Brasil representa 18% do EBITDA do Grupo EDP e 8% da capacidade total instalada.

A EDP Brasil apresentou o seu plano de negócios para os próximos três anos. Até 2015, a empresa pretende reforçar a aposta na geração e procurar oportunidades de crescimento, garantindo a disciplina financeira. “Neste momento, aquilo que apresenta maior margem e maior estabilidade é a geração É a nossa prioridade para este ano. Queremos traçar um plano de ação, e procurar oportunidades de investimento para crescer”, refere Ana Maria Fernandes, CEO da EDP Brasil. Crescer de forma sustentada é, portanto, um dos principais objetivos do Brasil. Miguel Amaro garante a continuidade de todos os investimentos previstos. “O foco tem sido um investimento rentável, com crescimento na geração. E isso vai continuar, nomeadamente com o término da central térmica de Pecém e com o arranque da central hídrica de Santo António do Jari”, sublinha o CFO da EDP Brasil.

edpon 31

EBITDA BRASIL 80% 71%

70% 60% 52%

50%

48%

40% 30%

29%

20% 10%

2011 2015E

0% Distribuição

Geração e Comercialização




em foco

DIA DO INVESTIDOR No âmbito do Dia do Investidor, investidores e analistas aproveitaram para visitar as obras do reforço de potência de Venda Nova II e o Despacho da EDP Renováveis, na sede do Porto.

Um grupo de analistas e investidores, nacionais e estrangeiros, esteve em Portugal para participar no Dia do Investidor da EDP, com o intuito de conhecer o plano de negócios da empresa para os próximos anos. A ocasião foi aproveitada para conhecerem a maior obra subterrânea da EDP em Portugal, o reforço de potência de Venda Nova III. “Acho que é muito importante eles certificarem a obra verdadeira que estamos a fazer. Nós somos, neste momento, quem está a construir mais hídricas na Europa. É um marco. Estamos a fazê-lo bem, dentro dos

prazos e dentro dos custos. E é importante este grupo ter a possibilidade de ver a obra a ser concretizada”, afirmou António Castro, administrador da EDP Produção. Maria Carolina, analista do Santander, afirmou durante a visita: “A construção de novas barragens como esta, com aproveitamento técnico cada vez mais eficiente, mostra que a empresa está a procurar novas soluções para poder atender ao seu mercado, conseguindo trazer retorno para os seus acionistas”. O programa incluiu também a passagem 32 edpon

pela Central de Frades e pela sede da EDP no Porto, com o objetivo de dar a conhecer o sistema de despacho da EDP Renováveis. Rui Chousal, diretor da telecondução e Despacho da EDP Renováveis, aproveitou o momento para sublinhar: “A EDP Renováveis tem um controlo efetivo sobre os seus ativos de produção, tem sistemas e recursos humanos para ter operações de qualidade e poder alavancar ações de melhoria da eficiência de disponibilidade e, consequentemente, aumentar os proveitos da empresa”.


em foco

Assembleia-geral

de acionistas Na assembleia-geral ordinária da EDP, que decorreu no centro de congressos da FIL, Lisboa, em abril passado, foi aprovada com 99,99 por cento do capital acionista representado, a proposta de aplicação de resultados do exercício de 2011, que prevê a distribuição de dividendos no valor de 676,5 milhões de euros (que

corresponde a um dividendo de 0,185 euros por acção) “Não houve nenhum ponto que tenha sido aprovado com menos de 99,7 por cento”, realçou António Mexia, considerando que “traduz um apoio claro dos acionistas em relação a todos os pontos”. “Uma larguíssima maioria”, comentou ainda o presidente do Conselho Geral e de

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Supervisão da EDP, Eduardo Catroga. Os acionistas da EDP representados na reunião magna também aprovaram as contas relativas ao exercício de 2011, ano em que a elétrica obteve um resultado líquido de 1.125 milhões de euros, mais 4% do que no ano anterior, o que representa o melhor ano de sempre da elétrica.


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NOVO PLANO DE NEGÓCIOS?

ANTÓNIO

MEXIA

“Com as opções tomadas, a equipa certa e o reforço acionista estamos em condições de vencer os desafios que se colocam”

edpon 35


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Está à frente da EDP há seis anos e foi, recentemente, reeleito para o seu terceiro mandato. Uma reeleição inédita na história da empresa. Que balanço faz da sua gestão?

Mais do que uma perspetiva pessoal, o balanço que faço é o do trabalho das 12 mil pessoas que fazem parte da nossa equipa. Vejo sempre isto como um trabalho coletivo. De uma companhia que soube criar, numa primeira fase, durante os primeiros três anos (entre 2006 e 2009), um projeto estratégico que nos diferenciasse do resto do setor. Neste momento, somos o terceiro maior player mundial em energia eólica e temos o maior projeto hídrico de toda a Europa. Isso tornou a nossa história distintiva e permitiu-nos antecipar tendências no mercado. A segunda fase, teve como prioridade a consolidação da mudança cultural. É uma companhia que, hoje, está em 13 países, que tem pessoas de 29 nacionalidades. Uma companhia aberta ao mundo exterior, porque, sem essa capacidade de abertura, não teria a capacidade de antecipação e execução. Quais são os principais desafios para a terceira fase?

Para estes três anos, que agora quisemos antecipar com este novo plano estratégico, 2012-15, o principal desafio é partir de um setor que está numa fase muito difícil

A privatização é uma enorme oportunidade para a EDP. Em primeiro lugar, pela capacidade financeira adicional. A aquisição de 2 mil milhões de euros de posições minoritárias em parques eólicos vai aumentar os nossos capitais próprios. Em segundo lugar, pela capacidade de coinvestimento, ou seja, vamos abordar novos mercados que, sozinhos, não teríamos capacidade para fazer. Nomeadamente pela escala de alguns desses projetos, que passam pelo mercado africano e asiático e, também, pela América Latina, a partir da nossa base no Brasil. Em terceiro lugar, permite o acesso a financiamento em termos mais competitivos do que hoje temos, pelo risco de Portugal. O acesso a uma linha de 2 mil milhões de euros que, obviamente, nos garante visibilidade para além daquilo que já temos hoje, de 4 mil milhões no final de março. Isto permite-nos olhar para 2015 com outra tranquilidade do ponto de vista de investimentos nos nossos projetos. Esta parceria dá-nos mais músculo. A entrada dos chineses tem tido uma maior visibilidade, talvez por ter sido a maior. No entanto, temos outros acionistas da Argélia ao Abu Dhabi. Uma base acionista diversificada torna a EDP uma empresa mais atrativa?

É importante. É bom que as pessoas saibam,

no Conselho Geral e de Supervisão, agora presidido por Eduardo Catroga. É interessante essa diversidade de mercados, tal como a diversidade da companhia. Esses acionistas são, indiscutivelmente, uma maisvalia. A referida diversidade cultural e a diversidade acionista torna, com certeza, a companhia mais atrativa. Apesar desta diversidade acionista, sempre referiu a importância de acionistas portugueses na companhia.

É verdade. Estamos na maior empresa portuguesa, na empresa que mais investiu, estruturalmente, em Portugal nos últimos anos. Como maior multinacional portuguesa, somos a que mais investe fora de Portugal, o que representa um contributo importante para outras empresas, que puderam olhar para essa globalização de outra forma. Preservar a base nacional é fundamental. O reforço do Grupo Mello, nos últimos anos, a entrada e depois o reforço do Grupo Espírito Santo, são dois exemplos daquilo que é a importância da inserção desta empresa no contexto nacional. Agora, é um contexto difícil, porque os acionistas portugueses estão todos, como todas as entidades em Portugal, numa situação de enorme exigência do ponto de vista do esforço financeiro. E do ponto de vista de

“A EDP foi, indiscutivelmente, nos últimos três anos, a utilitie integrada europeia que melhor conseguiu entregar aquilo que o mercado esperava e a que menos se desviou dos seus objetivos”

A parceria com a China Three Gorges é a maior privatização feita, até agora, no país. De que forma é que esta parceria estratégica com a CTG vai alavancar o negócio da EDP?

por exemplo, que nós conseguimos fazer uma parceria com a Sonatrach (petrolífera da Argélia) antes de outros tentarem fazer parcerias com eles. Essa inovação deu-nos visibilidade no mercado do gás. Abordámos o mercado do Médio Oriente com a IPIC, de Abu Dhabi, uns anos antes dos outros olharem para aquele mercado como fonte de capital. E, agora, mais uma vez, fomos os primeiros na Europa, num acordo com a China. Aliás, o investimento da CTG na EDP é o maior investimento da China na Europa, em 2011. Isto mostra, efetivamente, que estamos a criar uma nova abertura, uma nova linha. As fontes de financiamento da economia mundial mudaram muito na última década. E países como a China, a Índia e o Médio Oriente são atualmente fontes de financiamento do resto do mundo. Somos, hoje, uma empresa mais global. Todos estes acionistas estão representados 36 edpon

perceção de risco externo sobre o que se passa em Portugal, mas também pelas crises das economias periféricas. Há um conjunto de circunstâncias que, independentemente de nós fazermos bem o nosso trabalho como país e como empresa, fazem com que venhamos a poder sofrer as ondas de choque daquilo que se passa nas economias periféricas, como é o caso do problema grego. A EDP apresentou o seu plano de negócios para os próximos três anos, assente em três pilares: crescimento sustentável, o risco controlado e uma maior eficiência. É a estratégia adequada tendo em conta a atual conjuntura?

A EDP foi, indiscutivelmente, nos últimos três anos, a utilitie integrada europeia que melhor conseguiu entregar aquilo que o mercado esperava e a que menos se desviou dos seus objetivos. As 12 mil pessoas que v

em toda a Europa. O setor das utilities, das empresas elétricas, está num contexto de mercado macroeconómico e de relacionamento com a parte legislativa e regulatória muito exigente. Além de estar num mercado difícil, esta empresa tem uma base portuguesa. O que leva a que o mercado a encare com maior risco. Isto apesar de 60% dos resultados, atualmente, virem de fora. Portanto, é um setor difícil, com uma base difícil. E o desafio que temos agora é como consagrar o papel da EDP no mundo global, no contexto da nova privatização, através da parceria com a China Three Gorges. Essa é que é a questão.


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“A EDP sempre disse, e continuará a dizer, que gostamos de concorrência. Queremos concorrência. Venha ela, porque nós fazemos melhor do que os outros”. edpon 37


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ENTREVISTA EM NÚMEROS

+ 12 MIL

13

29

COLABORADORES

PAÍSES

NACIONALIDADES

82% DE SATISFAÇÃO NO INQUÉRITO AOS COLABORADORES

60% DOS RESULTADOS VÊM DE FORA DE PORTUGAL

2 MIL MILHÕES DE EUROS A INVESTIR EM PARQUES EÓLICOS

+ 5% EM RESULTADOS OPERACIONAIS ATÉ 2015 v

A aposta da EDP continua a ser na energia eólica e nas hídricas. A tecnologia do solar pode ser uma das apostas futuras da EDP e em que mercados?

O objetivo é que, mais ou menos, três quartos da geração da nossa capacidade instalada em 2015 sejam livres de CO2. Estamos a falar de água e de vento. São tecnologias que têm, hoje, a margem mais reduzida, têm menor risco do que tem a parte convencional, e tem sido, também, onde nós nos temos distinguido e que o mercado reconhece que fazemos bem. O solar entra agora também na equação. O projeto até 2015 prevê, para já numa primeira fase, 75MW de solar. Parece pouco, mas é significativo para alguém que, no fundo, praticamente ainda não entrou nisto. Sendo uma tecnologia muito cara, decidimos esperar que ela se tornasse mais competitiva. Os custos têm descido a um ritmo impressionante, de maneira que ela começa a configurar-se como uma alternativa viável. O corte nos incentivos à produção tem algum impacto nos novos investimentos hídricos?

O corte na garantia de potência não é uma 38 edpon

boa decisão para Portugal. Já o dissemos publicamente. Cria uma discriminação que favorece as companhias que estão baseadas em Espanha, em relação àqueles que têm mais geração em Portugal, além de aumentar potencialmente o volume de importações de energia vinda de Espanha. É compreensível num contexto de esforço global de redução de custos mas não era, com certeza, aqui que se devia ter feito o esforço. Mas enfim, a decisão está tomada. E pode ter consequências na capacidade das nossas centrais térmicas que concorrem em mercado livre. No que diz respeito às hídricas, as regras que saíram vão, em princípio, preservar os incentivos ao investimento. O mercado liberalizado apresenta grandes desafios. Temos o exemplo da Galp ao antecipar-se na eletricidade. De que forma é que a EDP se está a preparar para enfrentar a concorrência?

Esta campanha da Galp não é uma antecipação. A EDP já tinha feito uma campanha dual, mas devido a uma assimetria de acesso à base de dados (toda a gente tem acesso à base dos clientes elétricos, mas é difícil ter acesso aos clientes do gás), tivemos mais dificuldade

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formam este Grupo conseguiram entregar. Esse é um aspeto absolutamente decisivo. Ora, dentro destes três pilares resultam, neste novo plano, quatro mensagens importantes que queremos passar ao mercado. A primeira, é a prioridade absoluta de gerir o enquadramento legal e regulatório nas diferentes economias onde estamos. Segunda prioridade: desalavancar a companhia, ou seja, garantir que o movimento de consolidação financeira da companhia prossegue até 2015, com o objetivo claro de que o rácio de dívida sobre os resultados operacionais não seja mais do que três vezes. Terceira prioridade: continuarmos a criar opções para o futuro. Uma das coisas que fizemos bem nos últimos anos, através do projeto hídrico e das renováveis, foi criarmos rapidamente opções que não eram pensadas. Neste momento, com as renováveis, somos número 1 na Polónia, número 2 na Roménia, número 3 nos EUA e em França. Quem pensaria isto em 2006? Não era previsível. A quarta prioridade é, continuar a remunerar bem os acionistas. Temos de ser capazes de recompensar aqueles que acreditam em nós e que nos põem os capitais à disposição para que a companhia possa crescer.


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em conseguir entrar no campo do gás. Isso implica pescar cada cliente à linha. Gostaria de destacar que estamos, desde a primeira hora, quer no mercado liberalizado de eletricidade quer no do gás. Tivemos agora, com o exemplo da campanha do Continente, uma prova clara de que a equipa da EDP é mais imaginativa, mais proativa e que abordou o mercado indo buscar mais de 150 mil clientes regulados para o mercado liberalizado e que são, hoje, nossos clientes da EDP Comercial. A EDP sempre disse, e continuará a dizer, que gostamos de concorrência. Queremos concorrência. Venha ela, porque nós fazemos melhor do que os outros. O que a EDP tem para oferecer a mais do que eletricidade e gás?

Mais do que vender uma simples commodity, temos de ter a noção que vendemos soluções às pessoas, seja em casa ou nas empresas. Queremos vender soluções. Transformar a energia num produto que seja só eletricidade ou gás, mas num serviço completo é um enorme desafio. Fundamental, aliás, para a fase de liberalização que, neste momento, entra numa fase decisiva com o fim das tarifas na eletricidade. Mas sendo a EDP o incumbente não haverá uma tendência natural para a empresa perder clientes?

Isso é normal. Quem tinha 100% só pode perder. É inevitável. Mas nós temos de ter a capacidade de, como também temos de o fazer no lado industrial, ir buscar clientes que estão na EDP Serviço Universal e trazê-los para a EDP Comercial. Nunca teremos 100%, isso é inevitável, e aconteceu em todos os países do mundo. O sistema elétrico e a sua sustentabilidade têm estado na ordem do dia. De que forma é que isso pode impactar a EDP?

A questão da sustentabilidade tem sido um falso problema neste setor. Eu tenho insistido em quatro coisas. A primeira, é que em Portugal passamos demasiado tempo a falar de eletricidade, que só representa 20% da energia, e pouco a falar dos outros 80% do petróleo. E aqui é que está o principal problema da economia portuguesa no que diz respeito à energia, porque é aqui que está o grande peso das nossas importações. Devíamos estar a discutir como é que Portugal se pode tornar menos dependente do petróleo e como passamos a ser um país que utiliza a energia de forma mais eficiente. Eficiência e menor dependência são as duas questões críticas e não a questão do setor elétrico. Segunda realidade, muito importante: os 40 edpon


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preços de eletricidade, em Portugal, são mais baixos do que na média europeia e mais baixos que em Espanha. Isto é verdade para todos os escalões no setor industrial e, por isso, não se pode dizer que a eletricidade esteja associada a um problema de competitividade. Isto é tanto mais verdade quanto a eletricidade representa apenas, em média, 1,7% dos custos da indústria transformadora em Portugal. Nada que represente 1,7% poderá ser um problema de competitividade. Também não é um problema de qualidade de vida, porque também só representam 2,5% dos gastos do agregado familiar. Terceira realidade, que tem sido distorcida: não há um problema de sustentabilidade, a prazo, no setor. Estudos que não são nossos, mas que vêm confirmar os nossos, mostram que com aumentos reais entre 1,5 e 2% do preço da energia elétrica até ao final da década, temos o défice absorvido. Ou seja, o sistema é sustentável. Quarto, o falso problema, também muito discutido ultimamente: a questão das rendas excessivas. Já tivemos oportunidade de partilhar com o Governo, e com os demais parceiros, que não há nenhuma renda excessiva. Isso

Se não fosse presidente da EDP, o que gostaria de ser?

Quando estou feliz naquilo que estou a fazer, não penso em nenhuma alternativa. Aliás, mesmo quando não estou muito feliz a fazer o que faço, que não é o caso agora, sinto sempre obrigação de estar focado naquilo que estou a fazer. Não divago muito sobre o resto, porque senão perco a disciplina que eu imponho a mim próprio. Mas depois da EDP será muito difícil pensar noutra coisa. Porque de todas as minhas experiências profissionais – dar aulas, de presidência em várias companhias, de uma experiência fugaz na política – esta tem sido, de longe, a melhor. Tenho uma enorme dificuldade em pensar no que vou fazer a seguir e de encontrar o grau de satisfação que tenho aqui. Que marca pessoal quer deixar na EDP?

A marca de uma empresa global, que tem o seu papel indiscutível em Portugal e no mundo, que cumpre a sua função económica e social, que cria mais oportunidades à sociedade nos países onde está inserida. Uma empresa que se distinga de todas as outras que estão no seu setor, por esta vontade de misturar a sua função mais básica, de dar energia,

resultado meu nem do CAE; é a confiança numa estratégia, na capacidade de execução e na determinação da equipa em entregar, nomeadamente, aos acionistas. Mostra alinhamento, convergência, criação de valor, coesão, e mostra visão para onde se quer ir. A EDP hoje é uma empresa vencedora, o senhor foi eleito pela terceira vez – algo inédito na companhia. Qual é o segredo desta gestão?

Não há, propriamente, regras. Uma vez perguntaram ao Jack Welch, o gestor do século XX, o que tinha marcado a sua carreira. Eu vou fazer minhas as palavras dele. A primeira coisa, é que ele gostava de energizar as pessoas, de libertar as tais energias das pessoas que existem à nossa volta. A segunda regra, é que ele nunca era a pessoa mais inteligente na sala, e o mais importante é como se põem essas ideias coletivas a funcionar. Eu acho que, independentemente do mercado estar difícil, e independentemente daquilo que é o grau de exigência, nós mantemos sempre a nossa determinação em fazer mais e melhor todos os dias. Não há, propriamente, um segredo; é a conjunção de ambição, liberdade, pragmatismo, disciplina, abertura e resiliência. Talvez

“As pessoas mais felizes produzem mais para a companhia. As empresas dão mais lucro se as pessoas forem mais felizes.” resulta de um estudo com erros claros e temos dois estudos, um inglês e outro de uma universidade portuguesa, que demonstram a inexistência de rendas. Globalmente, a energia elétrica está do lado da solução. Tem vindo a dizer que 2012 e 2013 vão ser os anos mais difíceis para a companhia. Porquê?

Neste momento há uma conjunção de várias dificuldades, da crise generalizada, à diminuição da procura, à pressão legislativa e regulatória. Agora, eu sou por natureza otimista e tenho a certeza que vamos fazer crescer os nossos resultados. Acredito que, até 2015, vamos aumentar os resultados operacionais em média 5%, e vamos ter um EBITDA entre os 4, 5 mil milhões e os 4,7 mil milhões de euros. Digo-o, com convicção, porque acredito firmemente nas nossas competências, na nossa equipa, na nossa ambição equilibrada com o nosso pragmatismo.

que não é só eletricidade e gás, com a energia de criar um mundo melhor. Isto parece vago, mas não é. Alguém, um dia, definia liderança como alguém que faz caminhar em conjunto, que liberta energia e competência em nome de um bem maior. Esta é uma questão decisiva. Isso tem que ver com pessoas, mas também com instituições que conseguem distinguir-se de outras enquanto líderes da sociedade, libertando competência e energia, em nome de um bem maior. Eu acho que isso está a acontecer. Na Assembleia Geral, os acionistas demonstraram uma total confiança na sua liderança, ao ser reeleito com 99,8% dos votos. Que análise faz deste resultado?

Acho que é um resultado interessante. Traduz o reconhecimento dos acionistas do trabalho desta empresa na sua totalidade. Ou seja, eu partilho estes 99,88% com as 12 mil pessoas. Não é um edpon 41

resiliência seja uma boa palavra, que é conseguir jogar ao ataque e à defesa ao mesmo tempo. O segredo está em sermos globais neste jogo do ataque e da defesa. O índice de satisfação das pessoas que trabalham no Grupo é grande. Sente-se um presidente feliz?

Em Portugal, 92% das pessoas responderam ao inquérito de satisfação. Ao nível global, esse rácio foi de 84% (e o inquérito até demorava algum tempo a responder, porque era exigente). Portanto, as pessoas quiseram dizer o que pensam, o que tem que ver com esta vontade de estarem envolvidos. Não podemos produzir bem se não estivermos envolvidos. Estes foram os melhores resultados de sempre, não só no número de respostas, mas também em termos de satisfação. As pessoas mais felizes produzem mais para a companhia. As empresas dão mais lucro se as pessoas forem mais felizes.


Em debate Miguel Setas - Vice-presidente de Distribuição e Inovação da EDP Brasil

Neo-empreendedorismo. O que podemos fazer para impulsionar o empreendedorismo dentro das empresas instituídas, como é caso da EDP?

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ecentemente, a Global Entrepreneurship Research Association colocou o Brasil como o país com a maior taxa de empreendedorismo do G20. Em 2010, 17,5% dos brasileiros em idade adulta tinham um negócio de até 3,5 anos. Ou seja, o Brasil transformou-se numa verdadeira startup nation, como era conhecida Israel há alguns anos. Também em Portugal, temos assistido a algumas iniciativas que visam promover o empreendedorismo nacional, como é o caso do projeto Energia de Portugal, no qual a EDP participa, e que pretende promover o lançamento de start-ups. Mas este é um fenómeno global. A Internet veio dar condições para os empreendedores se lançarem no mercado com muita facilidade e rapidez. Para além da rapidez e intensidade do fenómeno, é interessante notar o aparecimento de várias classes de empreendedores. Há quatro tipos que nos chamam a atenção: z-preneurs, beta-preneurs, indie-preneurs e senior-preneurs. Os z-preneurs é um nome que atribuímos para jovens da geração Z (nascidos depois de 1996). A internet permitiu a estes “jovens digitais” montarem os seus próprios negócios online. Sites de aconselhamento de imagem, como o da notória Bethany Mota, são um exemplo de como a geração Z já empreende. Os beta-preneurs são empreendedores que se dedicam a lançar ou testar produtos e serviços em fases avançadas de desenvolvimento, mas que ainda não atingiram a sua versão final – estão na chamada “versão beta”. O lançamento recente da organização “beta-i” em Portugal, promovendo o empreendedorismo colaborativo e em rede, ilustra bem esta tendência. Os indie-preneurs são empreendedores “independentes”, que usam a facilidade da web e das redes sociais para lançarem o seu próprio negócio. Um estudo recente do site enterprisenation.com mostrou que no Reino Unido há mais de 5 milhões de pessoas que gerem os seus próprios negócios em casa, com o chamado “trabalho das 5 às 9”. Os senior-preneurs é o nome que atribuímos aos empreendedores de idade mais avançada. Um relatório da Kauffman Foundation mostra que nos últimos anos surgiu nos EUA um elevado número de empreendedores na faixa dos 54 aos 65 anos, que beneficiam do aumento da longevidade e que aproveitam negócios associados ao fortalecimento da economia do conhecimento. Ou seja, o empreendedorismo é hoje um traço marcante da nossa sociedade. Aquilo que designamos por “neo-empreendedorismo”, deixou de ser um conceito das Escolas de Negócios, para ser uma realidade presente em todo o tecido social. Este movimento empreendedor, faz-nos também pensar no “empreendedorismo corporativo”. O que podemos fazer para impulsionar o neo-empreendedorismo dentro das empresas instituídas, como é caso da EDP ?

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As opiniões de diferentes personalidades

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Carla Pimenta

Miguel Coutinho

Pedro Camacho

· EDP Inovação

· Direção de Relações Institucionais

· Diretor da revista Visão

A EDP é pioneira no apoio ao empreendedorismo em Portugal, e oferece, atualmente, um apoio global ao empreendedor, desde a fase da conceção da ideia até à constituição da sua empresa. O Prémio EDP Inovação, o laboratório de prototipagem Fablab EDP, a incubadora de start-ups EDP Starter, a EDP Inovação e o fundo de capital de risco EDP Ventures têm tido um papel fundamental na dinamização do empreendedorismo no setor energético português. O empreendedorismo corporativo tem um potencial enorme de crescimento dentro do Grupo EDP, que poderá ser impulsionado através de um apelo constante à criatividade, a uma nova forma e de ver as coisas. É também importante desmistificar a ideia de que inovação é sinónimo de mudança de paradigma. Muitas vezes, são as ideias mais simples que se tornam as mais eficazes, pois tendem a ser as de maior facilidade de implementação. Num Grupo que enfrenta desafios à escala global, é essencial que haja uma constante adaptação aos diferentes contextos. A vontade de inovar, criar, fazer mais e melhor deve estar no ADN da EDP. Trazer novas ideias e novos projetos para a mesa de reuniões deve ser incentivado em todas as empresas do Grupo, fomentando uma cultura organizacional energética, aberta à mudança e confiante.

Como evidencia o Miguel Setas, o espírito empreendedor não depende nem da idade nem do horário. Um estudo recente da Kauffman Foundation revela que a média etária dos fundadores das 500 empresas com crescimentos mais rápidos está acima dos 40 anos; e os indie-preneurs, de que fala o seu texto, têm os seus horários no emprego das 9 às 5 e transfiguram-se em empreendedores das 5 às 9. Pedindo a autorização devida ao escritor Marcel Proust diríamos que o empreendedorismo é também uma espécie de busca do tempo perdido. Mas não só. Numa grande organização, há outra licença requerida para quem ambiciona ser empreendedor (ou seja, para quem traz dentro de si o desejo de mudança) - a que permite quebrar as rotinas e toda a inércia e, por vezes, a indiferença que elas transportam consigo. Grandes empresas são as que têm tempo para ouvir o rasgo e a ambição dos seus colaboradores. Grandes empresas são as que, preservando um sentido colectivo, acolhem e estimulam o talento e a criatividade de cada um dos seus. Grandes empresas são as que têm a coragem e a flexibilidade de alterar, a meio do percurso, o seu guião. Por pequenos projectos ou por grandes ideias.

O empreendedorismo e a inovação são hoje (ainda mais) fundamentais, porque “secam” as tradicionais fontes de financiamento e de dinamização económica, entre nós demasiado dependentes do Estado. A crise, aliada às oportunidades que a “nova economia” oferece, potencia o espírito empreendedor referido por Miguel Setas: fazendo surgir novos projetos, “empurrados” pela falta de emprego e pelos baixos salários, e também novos processos e novas áreas de negócio nas empresas existentes. Portugal não é uma start-up nation, mas tem feito o seu percurso, com vários casos de sucesso nos mercados nacional e internacional. Mas é preciso garantir que continuará a ser assim. A falta de crédito, sobretudo para start-ups, e o corte de custos das empresas, estão a matar muita inovação e muito empreendedorismo. Isto tem de ser combatido. Não sendo a solução para todos os males, serão fundamentais para ajudarem o país a sair do sufoco e a ser competitivo no futuro. É por isso urgente que o Estado crie o quadro de condições que permita ao empreendedorismo dar frutos; que a banca recupere e volte a apostar nas start-ups; e que as empresas com capacidade para inovar, como é a EDP, invistam na inteligência que têm em casa. As grandes ideias e negócios estão, muitas vezes, bem mais perto do que julgamos.

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Vice-presidente da EDP desde 2008. Atualmente é o Diretor Presidente da EDP Bandeirante, da EDP Escelsa, da EDP Renováveis Brasil e responsável pela área de Inovacão. Desde 1998 no setor energético, tem desempenhado funções de Direção e Administração nos setores de Petróleo, Gás e Eletricidade. Começou a sua carreira como consultor na McKinsey & Co. É formado em Engenharia Física e possui Mestrado em Eng. Eletrotécnica e de Computadores pelo IST e MBA pela Universidade Nova de Lisboa.

“O empreendedorismo é hoje um traço marcante da nossa sociedade. Aquilo que designamos por “neo-empreendedorismo”, deixou de ser um conceito das Escolas de Negócios, para ser uma realidade presente em todo o tecido social. Este movimento empreendedor, faz-nos também pensar no ‘empreendedorismo corporativo’”.


A nossa energia ECLUSAS DE NAVEGAÇÃO Em 2011, foram vários os barcos e passageiros que subiram e desceram pelas eclusas para “navegarem” nas águas tranquilas do rio Douro e apreciarem as paisagens únicas deste troço. As eclusas do troço nacional do rio Douro, existentes nos aproveitamentos hidroelétricos do Grupo EDP, contribuem para a dinamização económica de uma vasta região que tem como “espinha dorsal” o rio que nasce espanhol (na serra de Urbion) e se junta ao oceano Atlântico na cidade Invicta, depois de percorrer 850 quilómetros. RESULTADOS DE 2011 ECLUSAGENS

BARCOS

PASSAGEIROS

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9 598

518 254

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a n o ssa e n e rg ia

LUZ NA SERRA DE SERPA A luz chegou finalmente à serra alentejana de Serpa, pelas mãos da EDP Distribuição, em parceria com a Câmara Municipal de Serpa e a Associação de Agricultores do Concelho de Serpa. Trata-se de um projeto de expansão da rede elétrica rural que, em duas fases, construirá mais de 210 km de rede de BT (baixa tensão) e MT (média tensão) e 86 novos PT (postos de transformação), com um valor de investimento de cerca de 5 milhões de euros, contribuindo para o desenvolvimento da região através do fornecimento de energia elétrica.

O projeto, financiado pelo PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural), irá levar eletricidade a um total de 246 casas e explorações agroalimentares de cariz familiar, dispersas pela Serra de Serpa. “Estamos a colocar estas pessoas no século XXI, a fazer aquilo que nos compete. Somos um Grupo com uma grande ligação à comunidade”, afirmou António Mexia, na cerimónia que assinalou, em fevereiro, a inauguração da 1ª fase do projeto. Até ao final deste ano, a luz trará nova vida a esta serra, com a conclusão da 2ª fase do projeto.

Dia Mundial da Água O Dia Mundial da Água foi comemorado, pelo segundo ano consecutivo, no estaleiro das obras de construção do aproveitamento hidroelétrico de Ribeiradio-Ermida. O local contou com a visita especial de mais de 50 crianças da Escola Básica 1, de Souto Maior, dos Jardins de Infância de Ribeiradio e Souto Maior e da Escola Básica 1 de Ribeiradio. Os visitantes foram recebidos e acompanhados pelo gestor de obra, João Rodrigues, e por mais dois elementos da equipa de projeto, Fernando Pinto e João Nunes. A viagem iniciou-se com

UNIVERSIDADES EM VISITA Cerca de 50 alunos das universidades de Évora e da Nova de Lisboa, da área de Geologia, percorreram as obras dos reforços de potência de Salamonde II e Venda Nova III. Uma visita onde os alunos saíram elucidados sobre o tipo de trabalhos que são desenvolvidos a nível geotécnico nas obras do grupo EDP, desde os trabalhos de escavação/contenção de taludes a céu aberto, assim como a forte componente relativa à escavação/contenção dos túneis de ataque, de acesso e da caverna da central propriamente dita. edpon 45

uma visita à plataforma de produção de betão e cais de baldes do blondin, onde as crianças tiveram a oportunidade de observar as obras a partir do interior do autocarro. Já nas instalações da cantina de obra, com o “passaporte“ na mão, viajaram até ao Continente Hídrico, onde conheceram a nossa amiga Rita Riacho. Uma viagem educativa em que aprenderam como se produz a eletricidade nos aproveitamentos hidroelétricos, descobriram o Ciclo da Água e como se distribui no planeta Terra.


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m é quem

MASAAKI IMAI Sensei Lean/Kaizen Fundador do Kaizen Institute. É considerado o pai da filosofia de melhoria contínua (kaizen) e autor do primeiro livro sobre o segredo do “lean”. Recentemente esteve na EDP, no âmbito de um seminário conjunto da Universidade EDP e Projeto Lean EDPWay, onde explicou tudo sobre a metodologia lean / kaizen.

Kaizen é uma palavra que existe no dicionário japonês há milhares de anos e que significa “Mudar para Melhor”, em que “Kai” significa “Mudar” e “Zen” significa “Para Melhor”. Kaizen significa, desta forma, um processo de Mudança Continuada. Uso a palavra Continuada em vez da mais usual Contínua, para reforçar o facto de que a Mudança tem de ser feita por todos, todos os dias e em todas as áreas. Tem de ser um processo natural e diário de pequenas melhorias e evolução constante. São também efetuadas melhorias radicais mas os novos métodos e formas de trabalho têm depois de ser aperfeiçoados dia-a-dia. Quais as diferenças entre Lean e Kaizen?

No livro que escrevi em 1986 “Kaizen: A Chave para o Sucesso Competitivo do Japão”, descrevo o percurso traçado por empresas japonesas, como a Toyota, a Canon, a Ricoh, a Pentel ou a Japan Steel Works para melhorar os seus níveis de qualidade e produtividade, devido aos problemas sentidos após o fim da 2ª Guerra Mundial. Nessa altura, já muitas organizações olhavam para o Japão como

um exemplo a seguir, quer nos Sistemas de Melhoria da Qualidade Total, quer no chamado Sistema Just-In-Time que permitiu à Toyota Motor Company ultrapassar a 1ª Crise do Petróleo, em 1972, sem entrar no vermelho. Apenas em 1992 é que surge a palavra “Lean” com o livro de Jim Womack “A Máquina que Mudou o Mundo”. No entanto, considero que Lean é simplesmente a adaptação ocidental da Filosofia Kaizen que já era praticada no Oriente há dezenas de anos. De que forma a aplicação da metodologia Lean/Kaizen ajuda as empresas a atingir melhores resultados?

As ferramentas Kaizen permitem encontrar soluções simples que ajudam a mudar para melhor. Mais do que uma metodologia, composta por ferramentas de gestão Lean (sinónimo de magro), destinadas a eliminar gorduras e reduzir desperdício, a filosofia Kaizen é uma forma de vida. Os empresários de hoje aplicam ferramentas e tecnologias sofisticadas em problemas que podem ser resolvidos de uma forma simples e sem grandes custos. O espírito Kaizen parte de

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Para si, o que significa Kaizen?


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quem é quem Sensei Lean/Kaizen

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conceitos simples e aplicáveis em qualquer sector de atividade: há que questionar os métodos actuais e pensar na forma de fazer melhor. Esta forma de estar exige líderes fortes, dinâmicos, com capacidade de mudança a todos os níveis desde o topo até ao local de trabalho. O objetivo é identificar desperdício, criar valor acrescentado para as empresas serem mais eficientes e competitivas. Ora, para identificar o desperdício, temos de nos deslocar onde realmente este é passível de ser identificado. Temos de ir ao “Gemba”. “Gemba” é a palavra japonesa para a área onde se “acrescenta valor”, local onde ocorrem os problemas.

constituído por três pilares: Kaizen Diário, Kaizen Projeto e Kaizen Suporte. O primeiro é o responsável pelas melhorias incrementais, onde as equipas praticam a melhoria de forma diária resolvendo os problemas em conjunto e de forma estruturada. O segundo é o pilar que permite inovações disruptivas, através da análise detalhada do processo e envolvendo equipas multidisciplinares, conseguem-se transformações que envolvem toda a organização e que, muitas vezes, modificam por completo a forma de trabalhar e os hábitos das pessoas. O terceiro – Suporte - é o responsável pela motivação, treino e comunicação de todas as atividades de melhoria.

A ideia inicial do Kaizen é poupar?

Fazer Kaizen é identificar o desperdício dos processos transformando-o em valor

Quais são os fatores críticos de sucesso/ insucesso na aplicação do Lean?

Kaizen no seu ADN. Por vezes, a dispersão pode dificultar alguma partilha de informação, mas nos dias que correm há diversas soluções que permitem colmatar essa dificuldade. No caso de haver muita dispersão geográfica é também importante ter uma boa equipa de Kaizen Suporte, para garantir o nivelamento do conhecimento e a disseminação das boas práticas entre as várias unidades. Uma organização pode ser naturalmente Kaizen? Ou terá sempre a necessidade de haver dinamizadores a pensar sobre o programa de melhoria continua?

É sabido que as organizações e as pessoas que realizam os processos diários de trabalho fazem-no de uma forma quase automática, fruto de uma prática, por vezes de anos, a realizar as mesmas tarefas, dia após dia.

“É sabido que, em média, demora-se 21 dias a mudar um hábito de trabalho, e a única maneira conhecida de o fazer é praticando.” acrescentado. Se consigo efetuar melhorias que me permitem ter tempo/capacidade disponível, o passo seguinte é ocupar esse tempo com atividades de valor acrescentado. Exemplo: após uma melhoria efetuada consigo ganhar metade da área de armazenagem. No entanto só é um ganho efetivo se conseguir vender o espaço ou ocupá-lo com outras atividades de valor acrescentado. Gostava ainda de alertar que não se deve fazer Kaizen na ótica de reduzir colaboradores, mas sim em aproveitar da forma mais eficaz o seu tempo. Já percebemos que Kaizen/Lean tem que ver com melhoria incremental, mas é contra a inovação?

No Kaizen há margem para ambas as melhorias: incremental e disruptiva. Acreditamos ainda que a existência de uma depende da outra. Nenhuma empresa consegue estar permanentemente a inovar, sem ter períodos de melhorias incrementais. O nosso modelo de gestão da mudança é

Em todos estes anos, nunca vi um projeto Lean que tenha piorado os resultados de uma organização. Há projetos que têm mais sucesso, e outros menos, mas há sempre melhorias que podemos observar e quantificar. No entanto, o que diferencia um bom projeto de um projeto médio é o compromisso da gestão de topo. Normalmente as pessoas andam bastante ocupadas e vão executando as tarefas por ordem de prioridade. O papel do comprometimento é exatamente este: ditar as prioridades. O método Kaizen é apropriado para empresas industriais em cluster de produção ou pode também ser aplicado com sucesso a empresas grandes e muitas vezes dispersas?

Os métodos de melhoria são independentes da dispersão geográfica da organização. Basta olhar para a Toyota que tem fábricas fora do Japão e não é por isso que deixa de ter o

Para mudar não basta somente explicar os objetivos e as ferramentas (tal como se faz na formação tradicional em sala). Só isto não garante que as pessoas irão mudar os seus hábitos de trabalho. A verdadeira mudança só acontece quando se começam a praticar formas diferentes, e melhores, de realizar as tarefas. Por isso o método de mudança deve estar baseado em dois aspetos: as melhorias técnicas (físicas, tais como uma alteração de sistemas informáticos, de layout de armazéns, ou de ferramentas de trabalho) e as melhorias comportamentais (mudança de hábitos de trabalho). É sabido que, em média, demora-se 21 dias a mudar um hábito de trabalho e a única maneira conhecida de o fazer é praticando (por outras palavras, treinando). Conhece casos de empresas do setor de Energia que tenham obtido bons resultados?

Há várias empresas a nível mundial que estão a aplicar este tipo de metodologias.

+ MASAAKI IMAI NA EDP No âmbito do Projeto Lean EDPWay e Universidade EDP, recebemos, no dia 23 de abril, Masaaki Imai, o fundador do Kaizen Institute, e um dos grandes pensadores mundiais da metodologia Lean / Kaizen nas organizações. Com um total de mais de 4.600 iniciativas e 3.000 colaboradores, o programa de melhoria Lean da EDP é um dos bons exemplos nacionais de aplicação

da metodologia Lean na sua gestão, mas como é boa prática o programa está também em continua melhoria. Aquando da visita do Sr. Imai a Portugal, para a entrega dos prémios Kaizen, a EDP foi selecionada para ser uma das empresas a trocar experiências acerca de como está a aplicar o Lean/Kaizen nas suas atividades e como pode melhorar. Para saber mais sobre o evento e sobre o Lean EDP, pode consultar o site: lean.edp.pt.

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Sensei Lean/Kaizen quem é quem

Estamos a falar de países como Espanha, Brasil, EUA ou Alemanha, entre outros. E, apesar de apresentarem diferentes graus de maturidade, os resultados são interessantes, no que diz respeito a melhorias no nível de serviço, redução de custos ou aumento de qualidade. Os livros que lançou foram sucessos ao nível mundial, contam as histórias de uma experiência profissional muito rica. No panorama atual ainda faz sentido falarmos de Kaizen?

Cada vez mais os empresários e gestores estão conscientes da necessidade de transformar as suas organizações de forma a serem mais “magras” e eficientes. Posso inclusivamente dar um exemplo muito concreto dessa necessidade. Do ponto de vista macroeconómico, e com a recente quebra na concessão de crédito por parte da Banca, as empresas debatem-se com enormes dificuldades de tesouraria. Um dos objetivos das ferramentas Kaizen Lean é a redução de stocks (físicos ou de informação). Esses stocks representam dinheiro que está imobilizado e que ao ser libertado contribui para o aumento do Cash-Flow melhorando a situação da empresa do ponto de vista da tesouraria. Qual o papel da gestão na dinamização de uma cultura de melhoria continua?

A gestão tem o papel de demonstrar o seu compromisso com a melhoria contínua. Só dessa forma é possível que uma organização vá modificando a sua cultura. Uma das formas que normalmente é utilizada para criar este compromisso é a organização de eventos de divulgação das boas práticas, é a realização de auditorias às áreas, são visitas ao terreno para observar as mudanças e a longo prazo é a introdução de KPI’s relacionados com a melhoria no plano de remuneração dos colaboradores. Após esta breve troca de experiências com a EDP, se lhe pedirmos um conselho sobre como sustentar a nossa caminhada Lean, o que nos diria?

Pelo que me foi possível analisar, a EDP já arrancou com sucesso o seu programa Lean há vários anos e, fruto desse trabalho, já viu resultados no “Gemba”. No entanto, há que garantir que a melhoria fica enraízada na cultura da organização, que todos os dias se pratica e que se consegue nivelar as várias unidades/departamentos. Dessa forma, o grande desafio está em conseguir que a melhoria seja algo natural e menos dependente de projetos e/ou tempo disponível. Para isso há que trabalhar muito o Kaizen Diário e garantir que o Kaizen Suporte faz uma análise das assimetrias das várias unidades/ departamento.

Do Japão para o mundo Conhecido como um dos gurus do Lean e o pai do Mudança Continuada, Masaaki Imai tem sido um pioneiro e um líder na divulgação da filosofia Kaizen, um pouco por todo o mundo. Em termos académicos a sua base de formação é da universidade de Tokyo. Mantém, desde muito cedo, uma forte ligação com a Toyota Motor Corporation, onde tem acompanhado todo o desenvolvimento das atividades Kaizen. Inicialmente, como elemento da equipa e mais tarde como parceiro privilegiado. Esteve também, durante vários anos, ligado ao Japan Productivity Center. Além da publicação em mais 20 línguas de dois best sellers: “Kaizen: the key to Japan´s Competitive Success” & “Gemba Kaizen: A commonsense, low-cost Approach to Management”, está atualmente a terminar o seu terceiro livro. Nesta edição afirma que irá reforçar a inclusão de casos de estudo recentes na aplicação do Kaizen, de diversos setores e continentes. Em 1985, fundou o Kaizen Institute, empresa multinacional de consultoria, que atualmente tem mais de 40 escritórios espalhados pelos cinco continentes e mais de 600 especialistas. Foi galardoado com inúmeros prémios, incluindo em 1998, o prémio pela enorme dedicação e contributo à evolução do negócio e produtividade. O livro “Gemba Kaizen” foi também galardoado em 1999 com o prémio “Shingo – Scientific and Expert Literature”. É orador frequente em diversos continentes e acompanha frequentemente Benchmarktours a empresas de Excelência na aplicação do Kaizen. Este verão irá também estar presente na Kaizen Expo 2012 na China. edpon 49


Capital humano

EDP ATRAI JOVENS UNIVERSITÁRIOS Entre fevereiro e abril deste ano, a EDP esteve presente num total de oito jobshops, feiras académicas realizadas em Lisboa e no Porto, onde promoveu a proposta de valor da EDP enquanto melhor empresa para trabalhar. As jobshops decorreram em instituições de ensino superior de referência, nomeadamente, Instituto Superior Técnico, Universidade Católica, Instituto Superior de Economia e Gestão, Universidade Nova de Lisboa, ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa e Faculdade de Economia da Universidade do Porto, entre outros. Ao longo dos últimos anos, e em função do crescimento e evolução do negócio, o Grupo EDP tem vindo a apostar na

captação de novos talentos, num processo de rejuvenescimento. Pretende-se posicionar o Grupo como empregador preferencial no mercado de trabalho e captar jovens com potencial, capazes de contribuir para a criação de valor. Para isso, em 2009, foi criado e implementado o On Top Recruitment Program, uma iniciativa que tem como objetivo atrair e captar de jovens com elevado potencial. Visa ainda promover a aproximação entre a EDP e a comunidade 50 edpon

académica, interagir e partilhar know-how e dar a conhecer aos estudantes o posicionamento e a estratégia da empresa. O resultado da proximidade da EDP com a comunidade académica é bem visível. Só no último ano, a EDP apoiou 722 estágios. As diferentes tipologias de estágio (curriculares/escolares, de verão, de aproximação à vida ativa e profissionais) que a empresa promove, ajudam no desenvolvimento de competências destes jovens.


EDP LANÇA PROGRAMA TRAINEE

Atrair, captar, desenvolver e reter jovens com potencial é o grande objetivo da primeira edição do Programa Trainee lançado pela EDP, que prevê um conjunto de iniciativas de acolhimento corporativo que visam garantir uma rápida integração do jovem à realidade do negócio da EDP. Apoiado em três pilares - formação, jobrotation e desenvolvimento de projetos – dará a possibilidade aos jovens trainees iniciarem o seu percurso profissional através de um programa estruturado. Alcançar uma visão transversal do Grupo EDP, adquirir experiência profissional e desenvolver as suas competências são, nesse âmbito, as grandes prioridades. Lançado e comunicado, pela primeira vez, em fevereiro, através dos media e nas instituições de ensino superior, contou com a inscrição de mais de 2.800 jovens, um número que comprova a atratividade da empresa. Neste momento, estão a decorrer os processos de seleção para que, em outubro, sejam acolhidos 12 a 15 jovens licenciados que, ao longo dos 20 meses do programa, terão oportunidade de se desenvolverem e de, simultaneamente, trazerem novas ideias e processo inovadores para a empresa. De periodicidade anual, a evolução do EDP Trainee Program dependerá das necessidades de rejuvenescimento do Grupo. Os trainees chegam já em outubro para uma aventura na EDP.

ROADSHOW CONCILIAR Mais de quatro mil colaboradores visitaram o stand do Roadshow Conciliar, realizado entre abril e maio, que percorreu 24 instalações da EDP (Porto, Gaia, Lisboa, Coimbra, Setúbal e no Carregado). Uma forma de recolher sugestões de melhoria e de esclarecer dúvidas aos colaboradores. Esta foi uma das iniciativas de maior destaque do Programa Conciliar, com vista à certificação da EDP enquanto Empresa Familiarmente Responsável. O programa foi lançado em 2008, com o objetivo de criar condições para os colaboradores do Grupo gerirem melhor os vários eixos que constituem a sua vida: trabalho, família e vida pessoal.

722 ESTÁGIOS EM 2011 Em 2011, a EDP acolheu um total de 728 novos colaboradores para as suas empresas, sendo que o somatório de contratações registadas nos últimos três anos é de 1.968. Ao nível de estágios, no último ano, a EDP apoiou o desenvolvimento de competências de 722 jovens, através de estágios curriculares/ escolares de verão, de aproximação à vida ativa e profissionais, um aumento de 21,5% comparativamente ao ano de 2009.

PROTOCOLOS CONCILIADORES Entretanto, está já disponível na intranet informação sobre um total de cerca de 40 protocolos denominados conciliadores, que têm como objetivo dar aos colaboradores EDP e as suas famílias, um conjunto de vantagens e benefícios especiais, que visem equilibrar e apoiar as suas vidas profissionais e pessoais. Agência de viagens e bancos, passando por academias de tempos livres para crianças, saúde e bem-estar, serviços domésticos, cuidados especializados para seniores, entre outras, são algumas das áreas abrangidas por estas parcerias. Todas elas reúnem um leque de produtos e serviços com descontos especiais e exclusivos para colaboradores da EDP. Para saber mais, vá até à intranet e aceda à área do Conciliar, rubrica “Protocolos”. Não deixe de conciliar a sua vida profissional e pessoal! edpon 51


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ustentabilidade RESPONSABILIDADE PELO MEIO AMBIENTE

PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL O Camião A Tua Energia voltou a fazer-se à estrada, e deu boleia a muitas crianças numa viagem rumo à eficiência energética.

E

sta iniciativa, que nasceu em 2009 no Espaço Sustentabilidade da EDP, em Lisboa, começou a ganhar contornos mais significativos e a necessidade de expandir este projeto a mais pontos do país foi inevitável. Com um routing estrategicamente delineado, foram várias as escolas de norte a sul do país que se juntaram ao 2º ano desta iniciativa.

Os protagonistas da ação, o professor Energia e a professora Faísca, fizeram as malas e partiram à aventura a 17 de abril, com destino a Loulé. Na bagagem levaram dicas de eficiência energética, princípios de segurança na utilização da energia e boa disposição. Em 26 dias de ação contactaram com cerca de 5.000 crianças do 1º Ciclo do Ensino Básico, proporcionando-lhes um 52 edpon

dia diferente, numa sala de aula fora do comum - um Camião - e incutindo princípios de sustentabilidade, conciliando a componente lúdica e didática. Em termos gráficos, e comparativamente com o ano anterior, o Camião apresentou algumas novidades, de realçar os objetos domésticos em 3D, num tamanho proporcional às crianças, sobre os quais


Este projeto destinado ao target infanto-juvenil, é financiado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, e insere-se no Programa ECO EDP, no âmbito do Plano de Promoção de Eficiência Energética.

são dadas dicas úteis de eficiência. Esta é uma forma de os mais jovens saberem como utilizar de forma eficiente os eletrodomésticos de sua casa. O tour do Camião ficou, este ano, marcado pelo lançamento do jingle “A Tua Energia”, um verdadeiro sucesso junto dos alunos, que o receberam com grande excitação e entusiasmo. Com recurso a uma linguagem acessível e conteúdo ajustado às temáticas promovidas ao longo de toda a ação, a música mostrou-se uma ferramenta de aprendizagem muito eficaz. O objetivo último desta ação é a partilha de conhecimento e formação das novas gerações, conscientes de que as crianças têm capacidade de interferir nos hábitos dos adultos e incutir-lhe princípios de eficiência energética.

PERCURSO CAMIÃO A TUA ENERGIA O Camião A Tua Energia andou a percorrer as estradas de sul a norte de Portugal, entre os dias 17 de abril a 24 maio. Com início no Algarve e terminando na região do Alentejo, o tour passou por Loulé , Moura, Elvas, Tomar, Fundão, Gouveia, Lamego, Chaves, Mirandela, Guimarães, Viana do Castelo, São João da Madeira, Marinha Grande, Alcochete e Montemor-o-Novo. Foram 26 dias cheios de boa energia, onde os mais novos aprenderam dicas de eficiência energética, que irão, certamente, agora pôr em prática.

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EXPOSIÇÕES EM LISBOA E NO PORTO O Museu de Eletricidade vai receber duas novas exposições a 5 de julho. “Uma Pátria Assim… Such a Homeland…”, de Vítor Pomar, uma antologia de 30 pinturas recentes de grande formato, e “Casa Deitada”, de Carlos Nogueira, molde de uma escultura casa apresentada em Vila

Nova da Barquinha, estarão abertas ao público até dia 16 de setembro. No Porto, na Galeria Fundação EDP, é inaugurada a 12 de julho uma exposição sobre Vieira da Silva. Uma grande mostra que pode ser vista até 21 de outubro.

EDP NAS ARTES BRASIL ANUNCIA VENCEDORES/ O Prémio EDP nas Artes, iniciativa do Grupo EDP em parceria com o Instituto Tomie Ohtake, anunciou em junho o anúncio dos três finalistas da sua 3ª edição. Um prémio que tem como objetivo incentivar a formação e o aprimoramento de jovens artistas brasileiros. Esta distinção é já vista como uma referência em arte contemporânea, arquitetura e design na América Latina e um dos principais centros culturais da cidade de São Paulo. O brasiliense Virgílio Neto, recebeu o primeiro lugar com a sua obra, sem título, composta por óleo sobre papel, aquarela, lápis de cor e grafite. Alan Adi, natural do estado de Sergipe, radicado em São Paulo, ficou em segundo lugar, com a obra “Fôlego, 2012”, que utiliza elementos como pedra, buzina de bicicleta, leitor de mp3, caixa de som e caixa de madeira. O paulista André Terayama ficou em terceiro lugar com a produção “Vídeo 2’26”, e a carioca Fernanda Furtado recebeu a menção honrosa com a obra “Volume Remanescente de uma parcela desprezível de ar”, elaborada com grafite sobre parede. O primeiro classificado ganhou uma bolsa de dois meses no The Banff Centre, no Canadá. Ao segundo classificado e à professora indicada pelo vencedor, está destinada uma viagem ao exterior através do programa Dynamics Encounters. O terceiro, terá acesso a cursos no Instituto Tomie Ohtake. Os três primeiros colocados terão ainda a sua produção acompanhada por críticos durante um ano, além do prémio desenhado pelo artista Artur Lescher, famoso escultor brasileiro. Os vencedores Virgílio Neto, Alan Adi, André Terayama e Fernanda Furtado edpon 55


ensaiofotogrรกfico Sede da EDP no Porto Por Filipe Pessoa Neto

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AS LINHAS DA BELEZA A sede da EDP no Porto, inaugurada em abril do ano passado, foi a escolha natural para a apresentação do novo plano de negócios do Grupo EDP. Localizado junto à Casa da Música no coração da cidade do Porto, este edifício moderno e sustentável surpreende pelas suas particularidades arquitectónicas e pelo fantástico espaço envolvente. As fotografias que apresentamos nestas páginas não deixam dúvidas sobre isso. E quem melhor do que alguém que trabalha no edifício para apresentá-lo? Filipe Pessoa Neto, 45 anos, colaborador da EDP Distribuição, na empresa há 20 anos, captou e humanizou a sua beleza estética. As fotografias apresentadas fazem parte da série “EDP Porto – Edifício A – Lado B” - fotografias tiradas de e para os Edifícios da EDP - Porto.

A Luz

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O Caminho

Reflexos 2

O virar de uma nova página

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Num lugar estranho edpon 59


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Livres

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Angústia

Sinfonia

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Em destaque JOSÉ NOVAIS GONÇALVES, Direção de Planeamento e Controlo de Negócio (DPCN) da EDP Comercial Com a total liberalização do mercado de energia, qual é o grande desafio da DPCN) da EDP Comercial (EDP C)?

A EDP lançou uma iniciativa estratégica de concentração das suas áreas comerciais em Portugal (Eletricidade, Gás e Serviços) numa organização única e com uma abordagem integrada ao mercado e a cada cliente. Para a DPCN é um enorme desafio. Somos uma equipa de especialistas que existe para entregar “produtos e serviços” de alto valor a um conjunto de clientes internos exigentes, para complementar o conjunto de ferramentas de que dispõem para competir no mercado. Entregar este tipo de “produto” com qualidade é um desafio que ganha ainda mais relevância neste contexto de crescente mudança. Com um cargo repleto de responsabilidades, de que forma concilia a vida profissional com a pessoal?

É um exercício de conciliação exigente que apenas se consegue gerir com muita organização, flexibilidade e colaboração. No meu caso não posso deixar de destacar dois pilares fundamentais. Na EDP C, uma equipa extraordinária com quem posso contar sempre. Em casa, uma família a excecional, que me apoia em todos os momentos. Que marca gostaria de deixar nesta renovada unidade de negócio do Grupo?

Gostaria de deixar uma infra-estrutura de PCN ainda mais sólida, mas também ágil e flexível (tal como a EDP tem de ser cada vez mais como empresa), solidificar o posicionamento desta área como um “conselheiro estratégico” valioso quer para a equipa de gestão de topo, quer para cada uma das unidades de negócio da EDP C e, finalmente, ajudar a formar uma equipa mais forte e experiente, com as competências necessárias para no futuro contribuir ainda mais para o crescimento do Grupo. O que mais o motiva neste novo desafio profissional?

É um desafio muito entusiasmante. Por um lado, trata-se de assumir um papel de elevada responsabilidade numa grande empresa do Grupo EDP, com os mais elevados padrões de qualidade, e contribuir para elevar ainda mais esses padrões. Por outro, é poder fazer parte de um projeto profissional ímpar nos dias que correm. As pessoas da EDP e da EDP C enfrentam a oportunidade única de, num contexto de contração generalizada, poder trabalhar e atuar num registo de crescimento e desenvolvimento, num mercado que vai assistir a uma enorme dinâmica de inovação e competição.

“Vamos assistir a uma enorme dinâmica de inovação e competição”

Quais são as características absolutamente essenciais que deve ter a EDP C, em particular neste cenário de mercado livre?

São as características chave que penso que deve ter qualquer empresa vencedora: observação astuta e consequente do mercado e da concorrência, definição muito clara de objetivos, uma equipa dinâmica e criativa, planeamento estruturado e realista, e enorme agilidade e flexibilidade na passagem à ação no mercado. Como vê a evolução do mercado de energia em Portugal e o respetivo posicionamento da EDP, a 5-10 anos?

Penso que o mercado energético será cada vez mais caracterizado por maior competitividade e inovação, nomeadamente ao nível da oferta e da relação com o cliente, assim como por uma preocupação crescente com a eficiência no consumo. A EDP está particularmente bem posicionada para enfrentar estas tendências, pelas opções que tem criado e pela forma como se tem transformado como organização. 64 edpon


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SOU+EDP: IST - Management Challenge Um evento que se destina aos alunos do Instituto Superior Técnico de Lisboa. Serão identificadas as equipas de alunos que nos vão representar no Global Management Challenge 2013. No Museu da Eletricidade, Lisboa. 10

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Encontro Internacional RH 2012 Este evento destina-se a reunir durante um dia todos os profissionais de recursos humanos da várias empresas e diferentes geografias do Grupo. Local a definir.

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EDP Renováveis na Expofacic A EDP Renováveis marcará presença na XXII Feira Agrícola, Comercial e Industrial de Cantanhede. De 25 de julho até 5 de agosto será possível ver e conhecer a tecnologia da energia do vento.

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Lean Summit Brasil Durante dois dias, realiza-se o maior evento sobre Lean no Brasil. Este ano, o encontro terá a participação da EDP na qualidade de orador, com apresentação no painel “Repensando o valor e processos críticos”. Em São Paulo. 08 08

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Encontro anual da EDP Renováveis A equipa da EDP Renováveis terá o seu encontro anual, em setembro. Madrid foi a cidade escolhida para delinear estratégias e fazer balanços.

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Semana Asturiana de Vela De 14 a 22 de julho, as Astúrias recebem os mais importantes velejadores e regatas. Um clássico do calendário de vela asturiano que a Fundação HC Energía patrocina. Na Costa Central Asturiana. 14

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Festival EDP Paredes Coura 2012 De 13 a 17 de agosto, a EDP dará o seu nome a um conhecido festival de música em Portugal. Paredes de Coura acolhe dezenas de bandas e milhares de festivaleiros. www.paredesdecoura.com 13

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Feira Internacional de Muestras De 4 a 19 de agosto, a HC Energía terá, uma vez mais, o seu pavilhão nesta importante feira em Gijón, Astúrias. A empresa espera a visita de milhares de visitantes para conhecer a exposição, os seus produtos e serviços. 04 08

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EDP Cool Jazz 2012 Oeiras recebe, mais uma vez durante o mês de julho, este festival com um conceito mais jazzy. Desde o dia 29 de junho até ao dia 22 de julho a Pela primeira vez com o naming EDP, grandes nomes subirão ao palco. www.cooljazzfest.com 29

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“Vamos recuperar o Valledor” A Fundação HC Energía desenvolveu um programa para recuperar esta zona de montanha asturiana , devastada por um enorme incêndio. Durante este verão, muitos vão arregaçar as mangas para dar nova vida a esta montanha. 01

Vencedores do projeto TWIST A EDP entregou os prémios às escolas, alunos e professores de todo o país que participaram neste projeto. Estiveram presentes cerca de 500 alunos, além de administradores da empresa e vários organismos públicos. 06

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EDPartners Os prémios EDPartners reconhecerão o que de melhor se faz nas várias áreas no relacionamento com a EDP. Serão distinguidos os projetos desenvolvidos por fornecedores que mais se alinharam com os objetivos do Grupo. 19

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