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NÚMERO

PÉ NA BUNDA

25

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

JAN/FEV 2014 ANO 3

Para ler chopeando, cachaceando, uisqueando e cervejando com os amigos

Governo do Estado distribuirá kit antirressaca no Carnaval Foco da campanha da Secretaria de Saúde serão os foliões com alta graduação alcoólica A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul apresentou na última quarta-feira (05.02), em Porto Alegre, a sua campanha de conscientização para o Carnaval 2014. O material educativo, que terá como tema “Na empolgação, pode enfiar o pé na jaca, só não esqueça que fiofó de bêbado não tem dono”, inclui cartazes e vídeos mostrando que é possível se divertir com responsabilidade. A novidade deste ano será a distribuição de 73 mil kits antirressaca. Segundo a secretária de Saúde, Sandra Fagundes, nos últimos anos a campanha de estímulo ao uso do preservativo no Carnaval tornou-se parte fundamental da estratégia do Governo do Estado para a prevenção da Aids. No entanto, era preciso pensar em outros públicos em maior situação de vulnerabilidade. “Através de

pe sq u i sas, cir rose descobrimos hepática. que o folião Um dos em condições itens que etílicas chama a de ploráveis atenção na tem muito n o v a mais chance campanha é de fazer o k i t besteira nesta antirressaca época do ano, composto incluindo aí por Engov, d i r i g i r Alka Seltzer, embriagado, Aspirina, um transar sem pacote de camisinha, café solúvel Governador mostra que tem samba no pé e muito ziriguidum bancar o e um crachá valente em escrito: de 12 de fevereiro, o objetivo é mesa de bar e “ E s t o u alertar a população para a bêbado. Ajude-me a chegar em escutar funk ostentação no importância do uso do chá de casa”. Este último vem com um volume máximo”, esclareceu. boldo para os problemas do espaço para que a pessoa O foco principal em 2014 fígado, enjoo e mal estar. Já na escreva o seu endereço ou cole serão os jovens de 15 a 24 anos, segunda fase, no período pós- o QR code direcionando para o já que o número de casos envolvendo adolescentes C a r n a v a l , a i d e i a s e r á Google Maps. aumentou 43,6% desde 2002. conscientizar as pessoas sobre Outra novidade será o N a p r i m e i r a e t a p a d a a necessidade da realização de pôster dirigido às mulheres campanha, veiculada a partir exames para o diagnóstico de desprovidas de atributos

físicos palatáveis. O cartaz estampará uma foto da atriz Regina Casé e os dizeres: 'Mulher feia também merece se dar bem. Mas com camisinha!' Outros dois pôsteres direcionam-se aos nerds, que utilizam o álcool como desinibidor social, e aos garçons, que serão capacitados para alertar os clientes sobre a falta de simancol. Para divulgar a campanha, o governador Tarso Genro estará no sambódromo do Porto Seco, na zona norte da capital, acompanhando a abertura oficial do carnaval. O governador também irá aos principais bailes de Tramandaí, Cidreira, Gravataí e Alvorada para distribuir os kits. Além disso, a campanha será veiculada em jornais, revistas, rádio, internet e televisão a partir da Segunda quinzena de fevereiro.

o ç a r Por Agora coloca um Reginaldo Rossi que eu vou cantar!

Nesta edição Apresentamos diversos origamis para você se divertir com o Pé na Bunda depois que terminar a leitura.

Bar Ipanema CHICO, O MÉDICO RECOMENDOU UMA MUDANÇA RADICAL NA DIETA!

PEDIU PARA FICAR DE OLHO NO COLESTEROL E CONTROLAR A DIABETES.

Tabela de Calorias

POR ISSO, ME VÊ UMA CAIPIRINHA SEM LIMÃO E SEM AÇÚCAR...

E UMA PORÇÃO DE TORRESMO FRITO EM ÓLEO DE CANOLA!

Previsão do tempo para o verão

- Aguardente (50 ml): 115 kcal. - Caipirinha (200 ml): 300 kcal. - Cerveja (350 ml): 151 kcal. - Conhaque (50 ml): 125 kcal. - Uísque (50 ml): 120 kcal.

Choverá e fará sol. Não necessariamente nesta ordem. Alguns dias um pouco mais, outros um pouco menos. Talvez trovoadas, quiçá algum granizo.

Você tem seis bons motivos...

...para anunciar no Pé na Bunda.

Jornal é o meio de comunicação que apresenta maior tradição como mídia.

PÉ NA BUNDA: há dois anos freqüentando e explicando os bares da cidade!


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Pé na Bunda | Número 25 | Janeiro e fevereiro de 2014 NA PONTA DO BALCÃO

DOIS DEDOS DE PROSA

EXPEDIENTE É distribuído em mãos e em pontos selecionados.

entre uma parada e outra. Hoje, com meus quarenta anos, confesso: minha verdadeira vocação é ser um bom botequeiro. Agora compreendo que deve ser genético, está no DNA. É algo que não se escolhe e pelo qual não se estuda. No meu caso, não escondo de ninguém: sou bom bebedor e PhD em cer vejas geladas, apreciador de boa música e, é claro, fã incondicional de mulher bonita, perito em fazer fiéis amigos em mesa de bar. Pois como já disse o poetinha: “nunca vi grandes amizades nascerem em leiterias...”. Sou embaixador do sorriso, diplomata das parcerias e amante confesso das madrugadas.

É nos bares que convivem desde o mais sábio até o mais ignóbil. É nos bares que vemos os enamorados e os desiludidos, entre olhares tristonhos e sorrisos infindáveis, entre paixões arrebatadora s e amores inesquecíveis. Sonhos e realidades confundem-se entre tragadas e goles, entre flertes e toques, verdades e mentiras, o certo e o errado, vícios e virtudes, o santo e o pecador, o beato e o ateu, a timidez e a e l o q ü ê n c i a . To d o s caminham lado a lado entre nobres e plebeus, das lágrimas que escorrem pelo rosto triste dos desesperançados ao sereno da madrugada que cai

sobre os sofridos boêmios, dos passos cambaleantes de um trôpego ébrio ao salto alto que realça as belas e torneadas luzidias pernas da morena que passa. Os bares! Há os bares... É neles que me sinto um verdadeiro rei. Poetas, filósofos, músicos, loucos, santos, boêmios d e s i l u d i d o s, d a m a s, meretrizes, gênios incompreendidos, tiranos, malandros. Um universo rico de artes e emoções, deixando a noite mais suave, como já dizia o outro poeta: ”suave é, suave é a noite é. De bar em bar, de bar em bar...”. Sábio foi Nei Lisboa que disse: “Ô mana! Eu quero é morrer. Bem velhinho assim sozinho, ali bebendo vinho e olhando a bunda alguém...”. Os bares! Ah, os bares... só agora entendo meu saudoso pai.

André Valdez dos Santos não dispensa um bom fernet antes do almoço.

e d a t r Po heiro ban cai de balc i

ão

Nós já tivemos cinco anos de idade e sabemos como é maravilhoso a descoberta da sexualidade. Precoces como poucos, não tínhamos pudor em dividir nosso conhecimento ginecológico com as primas e as filhas das vizinhas. Tudo muito natural, é claro, como deve ser a relação médico/paciente. Não só realizávamos os exames necessários como receitávamos remédios e emitíamos atestados de dispensa do trabalho. Já tivemos dez anos de idade e criamos muitas expectativas em relação a perda da virgindade. Como dissemos antes, sempre fomos muito precoces. E isso, talvez, tenha contribuído para que a nossa primeira experiência tenha sido animal, no sentido literal da palavra. Alguém se lembra do Benji? Hoje, temos um pouco mais de quarenta anos e conhecemos bem o peso da idade. A data do exame de toque retal se aproxima e tudo o que desejamos é que o médico seja gentil e tenha mãos delicadas. Mas estamos fugindo do assunto. O que o Pé na Bunda tem em comum com Preta Gil, Ana Carolina e o time do Internacional? Não, não somos filhos de cantor tropicalista e nem sonhamos em gravar um CD em parceria com Seu Jorge. O que nos torna singulares é que somos bi! O Inter, por exemplo, foi bi conquistando a América. Preta Gil, além de bi, é gordinha com muito orgulho. Pois a partir desta edição, o Pé na Bunda passa a ser bimestral (ou seria bimensal?). Diminuímos a periodicidade para assegurar a qualidade. E aproveitamos para cantar junto com Ana Carolina: “Eu gosto de homens e de mulheres e você o que prefere? / Homens no sinal verde / Mulheres de batom vermelho”. Os Editores

Só agora entendo meu saudoso pai quando gozava da sua tão aguardada aposentadoria. Figura conhecidíssima, personagem folclórico pelos bares da cidade, uma lenda viva em sua época, praticava um verdadeiro ritual todos os dias: vestiase elegantemente e com todo garbo que lhe era peculiar e se dirigia, com um caminhar sorrateiro, até seu segundo lar: o bar. Não sem antes escutar, religiosamente, o seu programa predileto: Sala de Redação. Naquela época, eu confesso, não via nada de especial nestes estranhos hábitos. Ele calçava seus sapatos i m p e c ave l m e n t e b e m engraxados, tomava seu infalível cafezinho e lá se ia, fagueiro, peito arfante, fazendo uma verdadeira procissão pelo bairro e cumprimentando a todos

Ha

Somos bi!

Os bares

Chove no bar. Goteira no telhado Pinga no balcão.

Favor não entupir o vaso. A mão que desentope é a mesma que faz o seu lanche!

O jornal Pé na Bunda é uma publicação bimestral que se orgulha de ser tosca, feia e grossa. Arte: Dominguinhos. Textos: colaboradores. Fotos: Bresson. Jornalista responsável: Marcelo de Jesus. Circulação: Cachoeirinha, Gravataí e Porto Alegre. O jornal não se responsabiliza pelas opiniões publicadas. Os textos são de inteira responsabilidade de seus autores. Textos, sugestões e críticas: penabunda@ig.com.br. Endereço da Redação: no primeiro boteco aberto que encontrarmos pela frente. Tiragem: mil exemplares. Impresso na gráfica do Grupo CG de Comunicação. É uma publicação especializada com leitores qualificados.

PÉ NA BUNDA: a gente vai na frente para você pedir a saideira!

Permite a inclusão de encartes de produtos e serviços.


Pé na Bunda | Número 25 | Janeiro e fevereiro de 2014

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NA MESA DO BAR: CONFRARIA DA CERVEJA DAS GURIAS

O freezer é delas! Elas bebem. E bebem bem. Cansaram do tanque e do fogão e resolveram estender os seus domínios até o freezer e a geladeira. Quem acha que somente o sexo masculino domina a arte de apreciar o lúpulo e a cevada de uma boa cerveja é porque ainda não conhece a Confraria da Cerveja das Gurias. Criado em 2011, o grupo é formado pelas consultora de projetos Daiane Castro, 29 anos, a personal trainer Kelly Moraes, 26 anos, a estudante de gastronomia Mariani Mayer, 24 anos, a agrônoma Bárbara Getz, a nutricionista Kely Florence e as jornalistas Samantha Klein, 29 anos, Stephany Sander, 25 anos, e Sarah Souza, 25 anos, que se reúnem uma vez por mês para conhecer novos produtos, identificar gostos, aromas e diferenças entre os diversos tipos e marcas de cervejas. “Só participam mulheres e apreciadoras de cerveja. Nada de fofoca nem tricô, o papo é sério, maltado, lupulado e com um bom teor etílico”, adianta Sarah. As respostas para as perguntas da entrevista foram elaboradas durante um dos encontros das moças em abril de 2013. Como começou o gosto pela cerveja? Daiane: Sempre gostei de cervejas, mas depois que um colega me apresentou o mundo das cervejas artesanais, não larguei mais a gelada! Mariani: Não bebia cerveja. Comecei com duas amigas que bebiam Serramalte todo Domingo. Depois comecei a desenvolver o gosto pelas cervejas artesanais. Isso faz uns quatro anos. Samantha: Até os meus 14 anos eu provava um gole de cerveja com os amigos e corria para escovar os dentes porque eu não gostava. Só queria provar mesmo. Até que um dia, que eu não sei qual foi, comecei a gostar e aos poucos fui evoluindo e conhecendo os vários tipos de cervejas em pubs. Isso quando eu passei a morar em Porto Alegre, há cerca de oito anos. Sarah: Acho que desde que provei o primeiro gole. Sempre me agradou muito a cerveja, mas bebia pouco. Meu interesse aumentou quando descobri as artesanais. E por que cerveja? Geralmente as mulheres preferem vinho, espumante e até mesmo uísque. Porque cerveja não tem frescura. Serve para qualquer situação, clima, estação do ano. É mais versátil e harmoniza facilmente com várias coisas. Como funcionam os encontros? Vocês preparam algum prato ou petisco? Tomam quantas marcas? Os encontros ocorrem no segundo sábado de cada mês, na residência de uma ‘confreira’ (no caso daquelas que não moram sozinhas, os namorados são convidados a dar um longo passeio). Escolhemos uma temática ou um tipo específico e compramos unidades de diferentes cervejarias e marcas para verificar a diferença entre elas, como o sabor, aroma, textura, a carbonatação... Sempre pesquisamos primeiro sobre as cervejas e depois sobre o que harmoniza com elas. Nesse momento, enquanto respondemos as perguntas, estamos reunidas apreciando magníficas weiss, acompanhadas de queijos brie e

Não exige um investimento elevado...

camembert. Além disso, um bolo de nozes ao estilo alemão e bruschettas... Pois é, vocês falaram que a cerveja não tem frescura, mas as geladas acabaram entrando nessa tendência de harmonização. Vocês não acham que ficar analisando a cerveja acaba com o prazer de tomá-la? Não, porque quanto mais analisamos m ai s b e b e m os. E q u an t o a harmonização, ela nos ajuda a tirar um melhor proveito do paladar das cervejas. Tomamos primeiro e depois discutimos, mas sem os "nhenhenhes" dos degustadores de vinho... E por falar nisso, existe uma rixa com o pessoal do vinho? Não sabemos, mas achamos que a cerveja é superior ao vinho. Depois de quantas garrafas a marca não importa mais? Na Confraria, a marca sempre importa porque respeitamos os critérios e as características de cada cerveja, lembrando que o objetivo é apreciar o sabor e não perder a lucidez. Isso é bem diferente de estar num bar onde o propósito não é a degustação. Como fica a vaidade feminina já que existe o mito de que cerveja dá barriga? Há estudos que indicam que cerveja faz bem para a saúde. (Nota do Editor: É verdade, leitor! Procure saber.). Existem cervejas para o público feminino e para o masculino? Não, mas acreditamos que as weiss (trigo) agradam mais ao público feminino. Por que a cerveja artesanal é cara? Porque a maioria dos ingredientes são importados e muitas cervejas artesanais não usam conservantes, o que diminui muito o prazo o seu prazo de validade em comparação a uma cerveja de prateleira. Qual é o melhor acompanhamento

para uma boa cerveja? Depende o momento, mas uma boa c e r ve j a f a z qualquer companhia f i c a r divertida. Com quem v o c ê s dividiriam uma mesa de bar e com quem não dividiriam? Dividiríamos com David Beckham, Ro d r i go Sentadas: Daiane, Stephany e Samantha. Em pé: Kelly, Mariani Santoro e e Sarah.. Malvino Salvador. Não dividiríamos Mariani: "Eu bebo sim e estou com o Papa, porque ele só gosta de vivendo.." vinho, com o Maradona, porque ele acha Samantha: "Nunca fiz nem farei amigos que é Deus, com o Pelé, porque ele acha bebendo leite” que ainda é Rei, e com o Roberto Carlos, porque ele não é o cara. Vamos falar um pouco do sexo Se tivessem que escolher um boteco para tomar a última dose, qual seria? Em qualquer lugar durante um dos encontros da Confraria. Fora os comes e bebes, o que mais não pode faltar em um boteco? Uma boa música e a simpatia do garçom contam muito. Qual é o melhor remédio para curar a ressaca? Água, neosaldina e sono. Qual é a melhor frase que vocês já ouviram em uma mesa de bar? Daiane: "Por favor, um chopp pra mim e um copo de leite pra minha amiga (que não bebe) enquanto escolhemos alguma coisa pra comer!" Sarah: "A cerveja é um lubrificante social"

... para um mínimo de impacto.

oposto. Vocês acham que todo homem tem seu preço? Mas o assunto não era cerveja? Ainda não degustamos homens durante a Confraria... A Confraria está aberta para novas inscrições? As mulheres que se interessarem podem mandar um email? Só aceitamos indicações de outras ‘confreiras’ e seguimos alguns critérios para aceitá-las, mas temos alguns encontros abertos ao longo do ano onde todos e todas são bem-vindos. O que vocês acharam do Pé na Bunda? Diversão garantida. As respostas que todo mundo pensa, mas ninguém fala sem dar uma enfeitada!

Quanto mais você anuncia, menos paga.

PÉ NA BUNDA: a gente vai na frente para você pedir a saideira!


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Pé na Bunda | Número 25 | Janeiro e fevereiro de 2014 CELESTINO RUFIÃO Entre terminar o último baldinho e pedir para o garçom trazer o próximo, a gente aproveita para ler um pouco sobre o assunto. Então, eu mostro pra vocês os...

Livros de cabeceira de alcoice “De qualquer forma, continuei a andar pelo quarto, esperando que a prostituta aparecesse. E desejando que ela não fosse um bagulho.” J. D. Salinger, O Apanhador no Campo de Centeio, p. 95

BORDEL BORDÉIS: N E G O C I A N D O IDENTIDADES Renan Springer de Freitas Ed. Vozes O autor é chegado ao assunto e já escreveu um editorial sobre o tema i n t i t u l a d o P r o s t i t u t a s, Cafetinas e Policiais: A Dialética das Ordens Opostas (quem possuir o dito artigo, por obséquio, enviar para o e-mail aqui da redação). Como se não bastasse isso, possui títulos e mais títulos em Ciências Sociais e Sociologia. Então, entenda-se que é um indivíduo que nunca freqüentou um puteiro decente e não conseguiu captar a essência e o convívio das marafaias. A pesquisa do livro foi realizada em Belo Horizonte durante o período de 80 a 82, compreendeu entrevistas com prostitutas, cafetinas, clientes,

policiais e advogados dos mais diversos níveis de casas. No entanto, a ênfase do livro recai sobre a prostituição de rua e a de bordel. Categorias mais sofisticadas tais como a boite, o trottoir e as massagistas são citados apenas para fins de comparação. Po r t e r s i d o originalmente tese de graduação, o autor criou uma cartilha didática sobre o assunto, sendo de grande ajuda para os marinheiros de primeira viagem. Capítulos como: Negociações e Rotinas (onde escreve sobre o primeiro contato com cliente, os tipos de estabelecimentos, os tipos de programas); Ambiente (onde relata o trato diário das cafetinas, colegas de trabalho,

clientes e gigolôs); Relação com a Polícia (as extorsões e as violências); Visão na Sociedade (como a prostituta se vê na sociedade e como a sociedade vê a prostituta) ajudam aos que querem ter uma base teórica antes de partir para o “trabalho” em campo (se é que vocês me entendem!). E para finalizar, o Apêndice sobre como foram realizadas as entrevistas é, no mínimo, curioso. Talvez aí resida o maior mérito do livro: o fim. O l i v r o destina-se a todos que se interessam pelo tema prostituição. É uma pena que, à exceção desse que vos escreve, são poucos os que gostam de praticar ao mesmo tempo em

que lêem a respeito dos aviltamentos da vida moderna. A maioria escolhe somente escrever sobre o assunto ou praticar o “assunto” (se é que vocês me entendem!). A parte positiva é que o livro é recheado de depoimentos de gente que vive a noite e tira dela o seu sustento e o seu prazer. O único porém é a linguagem acadêmica um tanto rebuscada. O cara é s o c i ó l ogo, e n t ã o s e n t e necessidade de intelectualizar tudo, mas nada que tire o prazer d o l i v r o. N ã o p o d e m o s desprezar iniciativas como esta num país onde a bibliografia disponível sobre o assunto, ao contrário do que acontece lá fora, é escassa. Melhor só uma loira gelada em cima da mesa e uma loira quente fazendo um strip particular.

Celestino Rufião costuma brindar as ocasiões especiais com uma dose de cachaça de Santo Antônio da Patrulha/RS.

AUGUSTO DUNBAR

Oração do fim de semana E m u m a d as e d i çõe s passadas do Pé na Bunda publiquei a Oração do Pau d´Água. Essa semana recebi de uma amiga (alô, Alessandra) a Oração do Fim de Semana. Vale a pena colocar essa em uma moldura também. O isopor é o meu pastor, a cerveja não me faltará. Cerveja gelada que estais no bar, aguardando a sexta-feira chegar. Venha a nós o copo cheio. Seja feita a nossa farra, assim

na sexta como no sábado. O mé nosso de cada dia nos dai hoje, Perdoai as nossas bebedeiras, assim como nós perdoamos a quem não tenha bebido. Não nos deixei cair no refrigerante E livrai-nos da água. Amém... doins e fritas. MARTELINHOS + Descubro que a família de Bob Marley fechou negócio com a empresa Hilco para

comercializar produtos com o nome do cantor, inclusive cervejas. Será que substituirão os grãos de cevada pela ervinha? + O s i t e www.beerlabelbuilder.com é um gerador de rótulos de cerveja. Dá para criar a sua própria marca em dois minutos. Já para elaborar uma cerveja bebível leva um pouco mais de tempo.

corrugado, localizado na parte ínfero-lombar da região glútea de um indivíduo em alto grau etílico, deixa de estar em consonância com os ditames referentes ao direito individual de propriedade. Tradução: cu de bêbado não tem dono.

Mário de Almeida

+ O orifício circular

Augusto Dunbar tem por hábito apreciar um bom malte escocês nos finais de tarde.

50% de desconto no primeiro anúncio.

Circula em Cachoeirinha, Gravataí e Porto Alegre.

PÉ NA BUNDA: a gente vai na frente para você pedir a saideira!

“Eu não sou apenas um freqüentador de bar. Sou uma de suas explicações.”

Mantenha o seu boteco limpo!


Pé na Bunda nº 25 - JAN/FEV 2014