Page 1

Nº 03 – SETEMBRO 2013

0

aeportucalense.org/magazine


09.2013

É mais um ano letivo que nos chega a um ritmo doido. Estamos ansiosos para voltar ao nosso bar, aos nossos corredores, aos nossos projetos, ao nosso traje, à nossa praxe, aos nossos grupos académicos, as nossas aula e à nossa casa para voltar a receber umas centenas de caras curiosas a esta nossa “vida de universitário”. Para esta edição, a equipa da Portucalense Magazine dedicou uma parte das suas férias para trabalhar nesta edição. Posso dizer que o trabalho foi duro mas recompensou! Um dos objetivos que traçamos foi que esta revista fosse um meio para os estudantes estarem a par de tudo o que acontece nesta Universidade. LAs duas edições iniciais serviram de experiencia para melhorarmos o nosso trabalho e irmos de encontro as expectativas dos alunos. Foi ótimo receber o feedback e garanto que iremos aplicar o que aprendemos nos próximos meses. Mas as experiências não acabam por aqui! Estamos a preparar mais conteúdo inovador, sem esquecer a sobriedade! Falando em sobriedade chegou-me aos ouvidos que algo bastante especial está a ser preparado para as Festas da Garagem deste semestre! Deixo aqui um agradecimento especial ao nosso estimado Magnifico Reitor por nos conceder a entrevista, à Dr. Margeret Amorim e à Dr. Cristina Miranda do Gabinete de Ingresso que nos facilitaram as entrevistas com os novos alunos.


2


Caro estudante, Com muita emoção a AEPortucalense dá-te as boasvindas à Universidade Portucalense Infante S. Henrique. É nesta Universidade – que daqui a muito tempo chamarás casa – que irás encontrar grande parte das relações que irão perdurar na tua vida. Espero que o nervosismo e a ansiedade que por enquanto se apoderaram de ti rapidamente se convertam em orgulho e o sentimento de que estás a dar a um passo em frente na tua vida. Aproveita cada possibilidade que esta Universidade te poderá oferecer. Deves fazer o máximo todos os dias para que no final sintas que valeu a pena. Não faças deste percurso apenas mais um ciclo de estudo. Faz deste tempo que passas na “nossa casa” os melhores anos da tua vida. Aconselho-te a experimentares e a envolvereste em todos os grupos académicos.

Visita a AEPortucalense e ajudanos a evoluir. Contamos contigo, agora és um de nós. Conta sempre com a AEPortucalense!

Bruno Sousa Rocha

Presidente AEPortucalense


4

aeportucalense.org


Joana Pereira GestĂŁo Liliana Gama Direito

JĂŠssica Silva Economia

Mariana Pinheira Solicitadoria

Nuno Pereira Direito

Joana Carvalho Turismo

Ana Nunes Direito


Ana Nunes Direito

Mariana Pinheiro Solicitadoria

Joana Carvalho Turismo

Joana Pereira GestĂŁo

JĂŠssica Silva Economia

Mariana Pinheiro Socitadoria

Joana Carvalho Turimo

Nuno Pereira Direito


“Agora és um de nós!” O

ingresso no Ensino Superior marca o início de uma fase na vida do estudante. Ser estudante universitário é muito mais que nos dirigimos todos os dias para a Universidade para assistir às aulas e adquirir conhecimentos. Ser universitário é fazer parte da comunidade académica. É viver o companheirismo, a boémia, desenvolver o respeito, a compreensão das hierarquias, abrirmos ao conhecimento e à nossa constante atualização e autossuperação. Aos novo aluno estes conceitos carecem de significado, mas descansem pois rapidamente se tornam instintivos. “O importante é partir e não chegar” diz-nos o escritor Miguel Torga. Refletimos o quanto importante é partirmos a aventura e que o verdadeiro sabor está no prazer que tiramos do arriscar em fazer coisas novas e que nos tirem da nossa zona de conforto

Cerimónia de Receção aos Novos Alunos

Após as respetivas receções de cursos, e a introdução às tradições académicas, a Direção da Cooperativa, a Reitoria e os Órgãos Académicos dão as boas-vindas aos novos alunos e suas famílias.

Nesta viagem que não escondemos que, por vezes, se torna turbulenta, encontramos sempre conforto na família da Universidade Portucalense. Aos velhos alunos dá-mos um toquezinho para os lembrar de acolher e ajudar os mais novos e a esses, novos alunos, desejamos as maiores felicidades, pois a maior aventura das vossas vidas vai começar.

Bruno Sousa Rocha


Defendemos a experimentação e a vivência de todas as tradições! Correndo o risco de comprometer a magia das tradições académicas, não iremos revelar todas as atividades académicas planeadas. Contudo, conseguimos a bênção para expor algumas tradições da nossa casa!

Serenata de Receção ao Caloiro

Visit a às caves do Vinho do Porto

Passeio de Barco no Rio Douro

“Era noite de lua cheia e ele de capa traçada entoava uma trova de amor.” As melodias da Serenata gravam os momentos do percurso do estudante. O inicio e o fim de cada ciclo. Esta é a primeira Serenata que os novos alunos na nossa Universidade presenciam.

Visitamos as Caves do Vinho do Porto e provamos umas das bebidas mais associadas aos estudantes: o nosso Vinho do Porto! Quem sabe se os caloiros se portarem bem possam deixar Baco orgulhoso e provar deste vinho….

Dá-mos a conhecer a emblemática paisagem das margens do Rio Douro num passeio de barco único. Cuidado com os enjoos! A tradição é realizar o passeio de barco no dia da Visita às Caves.


A ELSA (European Law Students Association) da Universidade Portucalense, convoca todos os alunos interessados e sócios a participarem na Assembleia Geral, que se realizará no dia

23 de Setembro de manha pelas 10h30 convocada para a eleição dos novos órgãos sociais. Seguir-se-á o período de eleições das 12h00 as 18h30 do mesmo dia. Todos os interessados

O que mais custou foi o facto de ter de conciliar o sistema nervoso com a pressão dos exames orais, na medida em que existe um contacto direto com o professor e o tempo de reflexão para um exame oral é diferente de um exame escrito . Claro em primeiro lugar devemos investir no nosso pais e não alimentar a descrença do mesmo.

Todos de uma forma ou outro

em candidatarem-se deverão remeter as respetivas candidaturas para: elsaupt@hotmail.com ate dia 18. Qualquer informação necessária contactar via e-mail. Mais se informa que é obrigatória a inscrição como sócio para que a candidatura seja válida.

vão marcando o nosso percurso.. Mas penso que o Doutor Nuno Bizarro foi o que marcou mais pela razão de ter feito a minha primeira prova oral com ele.

Claro! Já iniciei o mestrado e frequento o 2º ano do mesmo.

Que todos consigam tirar o curso e que não devemos desistir logo nas primeiras barreiras que surgirem pois acima de tudo é um curso aliciante de se estudar e descobrir.


facebook.com/

As comemorações oficiais do Dia Mundial do Turismo, que se assinala a 27 de Setembro, vão este ano ser nas Maldivas, sob o tema “Turismo e Água: proteger o nosso futuro comum”, para sublinhar o papel do turismo no acesso à água, e na conservação de os recursos hídricos no Mundo.. As comemorações vão ter lugar nas Maldivas e incluem a realização de um painel que vai juntar públicos

e privados do turismo e peritos em água para “delinear políticas e estratégias que garantam que o setor do turismo contribui para a proteção dos recursos hídricos”. A OMT anunciou ainda uma série de outras iniciativas, tal como um concurso de fotografia. Deixamos aqui a sugestão aos nossos estudantes para participarem!

Aos novos alunos: não deixem de visitar os mais emblemáticos lugares da 10 nossa bela cidade!


Marisa Pires (Presidente)

“Queremos facilitar a tua integração e ligação não só com a universidade, nomeadamente entre alunos e professores, mas também com o teu futuro”

O Núcleo de Estudantes de Ciências Económicas e Empresariais – NECEE, quer dar a conhecer aos alunos de Economia, Gestão e Gestão Hoteleira o mundo de possibilidades que têm à disposição desde que pertencem à nossa Universidade Portucalense. Este núcleo foi criado no dia três de Abril deste ano e, apesar de ser recente, apresenta diversas oportunidades e vantagens que queremos partilhar com vocês. A criação do mesmo surgiu das necessidades e das dúvidas apresentadas pelos alunos deste departamento, assim, com o apoio de alunos e professores, foi possível avançar com o projeto e fomentar a ligação entre os três cursos. O NECEE é agora constituído por nove elementos, sendo três de cada curso para facilitar o acesso a questões específicas de cada curso e para facilitar a proximidade entre os três. Existem vantagens para todos aqueles que quiserem fazer parte do NECEE, seja como colaborador ou apenas participante das nossas atividades e iniciativas. Outra questão que nos motivou à criação

do núcleo foi a de podermos divulgar de uma forma mais direta os seminários que sejam planeados, assim como workshops, encontros nacionais de alunos/ cursos, entre outros, que passam despercebidos na maior parte das vezes. A participação nestas atividades, para além do enriquecimento que fornece ao currículo pessoal, fornece uma visão mais ampla das possibilidades futuras, permitindo que sejam alargadas as fronteiras do conhecimento. Queremos facilitar a tua integração e ligação não só com a universidade, nomeadamente entre alunos e professores, mas também com o teu futuro e o que ele te pode trazer. Assim, temos o gosto de referir que estaremos sempre disponíveis para fornecer a ajuda que necessites. Em breve será divulgado o espaço da universidade destinado ao núcleo onde nos poderão visitar. Até lá podem abordar-nos pelos corredores, salas, ou na AEPortucalense.. E já sabem, sempre que surjam ideias construtivas e que achem divertidas, não hesitem, venham ter connosco!

Direção Presidente: Marisa Pires (Gestão) Tesoureira: Maria Tavares (G. Hoteleira) Secretária de Direção: Anabela Almeida (Economia) Vogais: Ana Marques (Economia) Clara Coelho (Economia) Joana Lima (G. Hoteleira) Pedro Reis Silva (Gestão) Ricardo Marques (G. Hoteleira) Sónia Machado (Gestão)

Como Presidente do NECEE, quero agradecer a todos pela colaboração e pelo contributo que deram para conseguirmos construir este núcleo e dar vida, e forma, a algo que virá a tornar-se muito importante para a todos os alunos deste departamento. Este já é o meu terceiro ano e tal como os restantes estudantes, sentia falta de um apoio no que toca à divulgação de informação e nos ajudasse em questões comuns. Apesar da maior parte das informações serem espalhadas pelos televisores e sites da universidade, a divulgação não se tornava muito eficaz, levando à falta de participação por parte dos alunos. Depois da proposta colocada pela Dr. Carla Lobo Azevedo para a criação de um núcleo que representasse os cursos do departamento, e com o esforço dos alunos, aqui estamos. Queremos também que colaborem connosco para conseguirmos ser cada vez melhor e satisfazer melhor as necessidades de cada um. Não se esqueçam que o núcleo não são só as pessoas que fazem parte dele mas sim todos vocês! E agora que as ferias acabaram, vamos aproveitar para começar em grande. Sempre que tiverem necessidade, estão a vontade de expor tudo o que pretenderem. Estejam atentos às nossas informações, vão ser variadas e vão aparecer-vos onde menos esperam. A todos, bom ano letivo!


Os

O que é? O Síndrome de Burnout é um distúrbio associado a depressão e ao esgotamento profissional. Tem maior incidência na área da Educação e na área da Saúde. Como se manifesta? Fortes dores de cabeça, tonturas, tremores, muita falta de ar, oscilações de humor, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, problemas digestivos O que o causa? É geralmente causado por uma dedicação exagerada à sua função profissional (no caso de estudantes, às suas rotinas), assim como hábitos ou rotinas exageradas que exijam da pessoa um contínuo ou um progressivo esforço mental ou físico. Como curar? A cura provem de acompanhamento médico. Tratamentos incluem o uso de antidepressivos e psicoterapia, atividades físicas, relaxamento e estabelecimento de rotinas saudáveis. Inibição de trabalhar ou mudanças de rotinas podem ser prescritas em casos mais severos.

estágios do Burnout:

1) Necessidade de se afirmar ou provar ser sempre capaz 2) Dedicação intensificada - com predominância da necessidade de fazer tudo sozinho e a qualquer hora do dia (imediatismo); 3) Desleixo com as necessidades pessoais - comer, dormir, sair com os amigos começam a perder o sentido; 4) Recalque de conflitos - o portador percebe que algo não vai bem, mas não enfrenta o problema. É quando ocorrem as manifestações físicas; 5) Reinterpretação dos valores - isolamento, fuga dos conflitos. O que antes tinha valor sofre desvalorização: lazer, casa, amigos, e a única medida da autoestima é o trabalho; 6) Negação de problemas - nessa fase os outros são completamente desvalorizados, tidos como incapazes ou com desempenho abaixo do seu. Os contatos sociais são repelidos, cinismo e agressão são os sinais mais evidentes; 7) Recolhimento e aversão a reuniões (anti socialização); 8) Mudanças evidentes de comportamento (dificuldade de aceitar certas brincadeiras com bom senso e bom humor); 9) Despersonalização (evitar o diálogo e priorizar emails, mensagens, recados etc.); 10) Vazio interior e sensação de que tudo é complicado, difícil e desgastante; 11) Depressão - marcas de indiferença, desesperança, exaustão. A vida perde o sentido; 12) E, finalmente, a síndrome do esgotamento profissional propriamente dita, que corresponde ao colapso físico e mental. Esse estágio é considerado de emergência e a ajuda médica e psicológica uma urgência


Pedro Fernandes (com a bola), jogador do U.D. Valonguense


“Acho

Foi uma final renhida, todos os atletas concordaram. No final, foi o “Borrusia Doutromundo” que conquistou o Torneio de Futsal e levou para casa as suas medalhas. A equipa composta por Daniel Pereira (capitão, Gestão), Mário Coelho (Gestão), Mário Gonçalves (Gestão), João Soares (Gestão) Ricardo Ribeiro (Economia), João (Economia), Pedro Fernandes (Economia), Bruno Silva (Gestão), João Fernandes (Economia) foi a grande vencedora deste torneio. A final foi um jogo bastante equilibrado, tendo terminado em igualdade a duas bolas. Apenas foi decidida nas grandes penalidades, onde o “Borrusia Doutromundo” mostrou-se superior aos seus homónimos ,“Borrusia UPT”. “Team Vicious” ficou em 3º lugar após não foram disputados por desistência da equipa “Barsemlona”, por falta de membros para o jogo, dado a equipa ser composta por alguns estudantes de Erasmus, os quais estavam de partida. Fica para trás um torneio bem disputado sem incidentes. Caracterizado pelo convívio e um fairplay exemplar. A equipa que disputou a final, Borrusia UPT ainda garantiu que “mesmo

que foi um torneio bastante positivo, onde reinou o fair-play e o bom senso. Apesar de eu estar lesionado e de termos tido outras contrariedades a nossa equipa bateuse muito bem. Tenho a certeza que seríamos nós a vencer o torneio caso tudo estivesse a 100%, mas foi bom. Por fim, gostaria também de deixar uma palavra de agradecimento a toda a organização.”

Tiago Nogueira, Psicologia 2º ano

que se perdessem faziam a festa”. “Pudemos proporcionar bons momentos de companheirismo e competição saudável aos alunos” diz Pedro Peleias Magalhães, Diretor do Departamento Desportivo da AEPortucalense e organizador do Torneio, destacando ainda que ““houve uma grande adesão de atletas, bastante interesse, e conseguimos ter equipas a disputar jogos bem renhidos e interessantes de assistir.” Contudo, o Futsal não acaba por aqui. Os melhores jogadores do torneio terão ainda a possibilidade de formarem a equipa da Portucalense para participação nos Campeonatos Académicos do Porto, organizado pela FAP.

“O Torneio significou bastante para mim. Foi uma das principais promessas que fiz enquanto Diretor do Departamento Desportivo da AE, e com bastante dedicação acho que cumprimos e pudemos proporcionar bons momentos de companheirismo e competição saudável aos alunos. Enquanto atleta participante no Torneio devo referir apenas que gostei de fazer parte deste evento mas., se não fossem as lesões e ausências temporárias de elementos que assombraram a minha equipa, tínhamos ganho o Torneio "nas calmas"! Mas deu para entreter e dar umas boas gargalhadas, no final de contas o importante é participar! Para o ano há mais!” Pedro Peleias Magalhães, Direito, 4º ano

Na minha opinião o torneio foi positivo, onde realço que o desporto nas Universidades é essencial. Enquanto jogador da equipa vencedora (Borussia Doutromundo), a minha equipa bateu-se bem em todos os jogos, apenas sentindo algumas dificuldades no jogo da Final perante uma equipa organizada e forte, mas mesmo assim conseguimos vencer. Destaco ainda que a minha equipa é candidata há renovação do título no próximo ano, por isso, preparem-se! Para finalizar, em nome da minha equipa, queria agradecer a toda a organização do torneio pelo empenho e dedicação neste evento. Bruno Silva, Gestão, 3º ano


“Eu tenho o sentimento que hoje os estudantes querem ser preparados para o emprego no segundo ano da Licenciatura!”

O estudante hoje está naturalmente mais preocupado do que dantes com a empregabilidade eu acho. Claro que todos os estudantes universitários ficam perto da vida ativa e claro que pensam sempre na empregabilidade, mas agora com tanto desemprego e tantas dificuldades. É compreensível. É uma coisa que tem consequências para o ensino. Consequências neste sentido. O ensino superior é capaz de sentir-se pressionado por este espirito, ,por essa ansiedade e querer orientar o ensino muito para a empregabilidade. Isto já aconteceu ao longo dos últimos anos e admito que haja uma pressão maior nesse sentido. O que a mim deixa-me preocupado porque o ensino superior não é totalmente virado para preparar pessoas para o emprego Enquanto o politécnico admito que seja voltado para a empregabilidade. A Universidade não seria tanto assim necessariamente.

E é capaz de estar empurrado para isso. No fundo as reformas europeias de Bolonha, o que querem, é formarem uma pessoa numa área, mas não necessariamente para desempenhar um papel imediatamente. É para dar as competências genéricas . A formações especificas para emprego era para mestrados e pós graduações. Eu tenho o sentimento que hoje os estudantes querem ser preparados para o emprego no segundo ano da Licenciatura e isto não é da natureza da Universidade, por isso há aqui um conflito para resolver.

Eu li isso como você leu. Não sei se o estudo foi feito e se chegou a essas conclusões. Imagino eu que haja de tudo. É claro que é costume dizer que os alunos do privado e os seus pais estão a gastar dinheiro, e por isso exigem mais e dedicam-se mais e fazem bem. Os alunos


do público, talvez sintam o público como uma coisa oferecida, que se pode estragar digamos assim, não custa tanto a ganhar. Não é tanto assim desde que as propinas do publico subiram um bocadinho, é claro como pode ficar caro a alimentação e os transportes. Não estou muito habituado a pensar nessa distinção entre público e privado. A verdade é que fiz a minha vida no público e trabalhei 17 anos na UPT e agora estou nessas funções. É claro que existem distinções óbvias, mas o que nos importa é o ensino que é bom e o que ensino que não é bom. Essa é a distinção que nos interessa.

Biografia

É verdade, interessamo-nos bastante por essas áreas e penso que tínhamos razões para isso. Em termos de Gestão e Sistemas de Informação, penso que é de certo modo a recuperação da antiga Informática de Gestão, que desapareceu. A verdade é que dizem-nos os colegas entendidos dessas áreas que a Informática expandiu e muitas vezes os Gestores não são capazes de entender as possibilidades que esta lhes pode dar. Ou seja, os colegas convenceram-me de que há um espaço para preencher em que as pessoas preparadas em Informática se aproximam da Gestão e os gestores beneficiam largamente das potencialidades da informática. Não há duvida que não há produção sem informatização. Há um espaço grande para preencher, há uma carência de técnicos. E por isso nos quisemos fazer parte dessa formação. Quanto há cultura e economia criativa. Segundo um estudo publicado a aproximadamente 2 anos. Um estudo de Augusto Mateus em Portugal e outros no estrangeiros há uma grande margem enorme de crescimento da economia baseada na cultura. Ao que parece nós temos metade da média europeia. Por isso só podemos crescer, não podemos voltar para trás. Então era necessário preparar pessoas que tivessem essa sensibilidade de procurar motivos de desenvolvimento económico que não sejam batatas ou

“O que nos importa é o ensino que é bom e o que ensino que não é bom.” cebolas, embora tudo isso seja importante. Olhar para os bens culturais, saber avaliar, conhecer e dar um valor económico e entregar a exploração aos economistas e gestores. Receio que tanto num caso como noutro as licenciaturas não tenhamos tantas inscrições.

Nós estamos a querer fazer isso, montar cursos em e-learning; todo o mundo está a caminhar para aí e nós em Portugal também, universidades boas estão a fazer isso e nós também temos que fazer isso. Procuramos chegar a públicos novos; pessoas que não podem deslocar-se para a Universidade, ou que não podem sempre, porque também existem uma modalidade de e-learning em que existem aulas presenciais (o b-learning ou Blended Learning). Estamos a querer chegar a pessoas que estão longe e poupariam dinheiro no conforto das suas casas e famílias ao ter acesso a formação universitária. Há muita gente que ainda pensa que estes métodos são desvalorizados e que “não é a mesma coisa”. Ouço quer estudantes quer colegas a dizerem isso. Eu tentei montar um curso em e-learnng a uns anos atrás na Faculdade de Direito de Coimbra quando ainda estava lá ao serviço. Tentei fazer um curso sobre Direito Médico. Eu vi a enorme dificuldade que é fazer um curso, muito mais do que dar uma aula presencial, porque tem que ficar tudo escrito, tudo rigoroso, não dá para emendar. É uma exigência enorme para o docente e depois se o aluno quiser, dá muito trabalho ao aluno, há que ler mil e uma coisas e responder a outros tantos questionários. Está-se a desenvolver-se brutalmente- e nós também temos 18que entrar nisso.


A Universidade tem dois braços. Um braço académico que é da minha responsabilidade e nesse aspeto estimulamos e apoiamos o que pudermos. Depois há o braço económico que não é da minha conta e não me meto porque não devo. Por isso espero que a Direção da Cooperativa possa dar os meios que necessitam porque tudo exige algum gasto, mas isso é com a Direção que se puder, não deixará de apoiar essas iniciativas.

É uma pergunta difícil porque os anos têm sido difíceis. Cheguei com expectativas muito grandes e encontrei um grupo de colegas muito entusiasmado e competente e quisemos desenvolver muitos projetos.

Deparamos com três anos muito complicados. As exigências da agência reguladora são muito grandes, não foi possível abrir cursos que quisermos abrir e os cursos novos que abriram foram difíceis de obter. Depois também vimos não creditados alguns ciclos de estudo, ciclos que não esperávamos que caíssem. Isso obrigou-nos a fazer o trabalho que está agora a ser feito e que consiste em repor e reconquistar esses ciclos de estudo e como em todas as crises vamos sair melhor do que estamos, custa muito mas vamos sair melhor. Depois os estudantes em Portugal ficaram com menos dinheiro para fazer Licenciaturas, Mestrados e Pós-Graduações e isto reflete-se na Universidade. Do ponto de vista financeiro a Cooperativa sentirá isso. Já no braço académico vejo que há cursos que me parecem bons mas que não tem a procura que eu esperava. Isso torna as coisas um bocado difíceis mas o caminho é melhorar. Estamos a montar projetos de doutoramento novos, alguns em parceria com escolas privadas e publicas. Vai sair daqui alguma coisa boa. Vai demorar porque tudo demora. De resto, estamos a melhorar o corpo docente.

O foi nomeado Vice-Reitor. Entre 1988 e 1996 exerceu funções na Comunidade Europeia. Foi consultor numa revista de Economia, colaborou na realização de reuniões cientificas, dinamizou um centro de estudos da Faculdade e orientou teses de mestrado, entre outras. Participou ainda em diversas conferências e encontros de natureza cientifica.

“Bons docentes são alicerce de tudo o que se pode fazer na Universidade” Estamos a conseguir contratar docente com formação boa e currículo bom. Bons docentes são alicerce de tudo o que se pode fazer na Universidade. Está bem que é preciso ter uma boa casa (que temos!), é preciso ter a visibilidade e termos que a conquistar, é preciso comunicar e internacionalizar mas os docentes bons são a nossas armas. E se não tivermos docentes cada vez melhor ninguém quer nada connosco. Nem estudantes nem escolas portuguesas ou estrangeiras e estamos a conseguir melhorar o corpo docente e que esta melhoria continua não acabe nunca. Apresar de imensas dificuldades, as expectativas são positivas.

!

Publicou diversos estudos de divulgação e investigação. Foi professor Catedrático na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e foi docente na nossa Universidade.


Moção Estratégica: Biblioteca 24H “Um acesso irrestrito à biblioteca durante 24h por dia, por qualquer estudante, no período de exames”

lê a nossa proposta em aeportucalense.org/biblioteca24


A UNIVERSIDADE NÃO É SÓ ESTUDAR. Faz aquilo que gostas, cria novas amizades, enriquece o teu espírito académico e constrói um percurso fantástico!


Junta-te

ao Teatro!

O ATUP é o Grupo de Arte e Teatro da Universidade Portucalense formado a 22 de Outubro de 2008. Conta com peças como: "A Loucura" (2008), "Viagem mala na mão cheia de zapping, tags e outras bugigangas" (2009),"Amor e um sofá" (2010) e “Confissões de uma Adolescente” (2011). As atividades realizadas são dirigidas maioritariamente ao teatro do improviso onde as personagens ganham vida, envolvidas por uma plateia, repletas de diversidade humana que não revela divisões sociais, raciais ou religiosas. Convidamos-te a conhecer este grupo, os nossos ensaios e toda a diversão da vida académica Junta-te ao grupo mais alternativo, destinado a pessoas que procuram no teatro amador consciência corporal e um conhecimento pessoal...desafia-te sobre e fora dos palcos. Dirige-te a sala de Teatro na zona da AE e cantina da UPT. Os interessados devem enviar o seu currículo vitae para : catarina.vaz.06@gmail.com

Junta-te

às Tunas! Decorria o ano da Graça de 1990, na segunda quintafeira de Dezembro, um conjunto de alunos da Universidade Portucalense descobriu que, para além do gosto pela boémia e pelo espírito académico, tinham algo mais em comum: - "o gosto pela música“. Durante a sua vida, a TAUP encantou ainda as donzelas em terras estrangeiras com várias presenças internacionais. Um dos nossos maiores motivos de orgulho, sem dúvida alguma, é o Festival Internacional de Tunas da Universidade Portucalense - Infante D. Henrique, que realizamos anualmente

A Tuna Feminina da Universidade Portucalense teve a sua origem na cisão, da Tuna Mista da mesma universidade, em Março de 1992. Daqui o pequeno grupo feminino começou a reunir alunas, instrumentos e temas para assim, formar, a Tuna Feminina. A primeira atuação aconteceu em Dezembro de 1993 com 13 elementos, desde então, a tuna evoluiu tanto em qualidade como em quantidade. A Tuna Feminina da Universidade Portucalense visa projetar-se pela sua presença no meio universitário, transmitindo todo o espírito académico que nos une e a alegria que sentimos em palco, a todos aqueles que nos acompanham.


TRADIÇÕES ACADÉMICAS

KEEP CALM E VIVE A PRAXE. Devemos descansar os caloiros que com mais temor vêm a praxe. A praxe é um conjunto de usos e costumes existentes entre os estudantes universitários, esta não pretende de modo algum ser uma forma de espezinhamento do caloiro, pretende sim ser um modo de introdução do estudante num novo ambiente, a praxe representa por isso uma fase de adaptação à Universidade. Segue um dito académico que o “caloiro tem o direito: de escolher padrinho/madrinha e o “direito a não ter direitos”.

2011

Há um pressuposto que prevalece antes destes direitos: Que o estudante nunca veja a sua integridade física e moral posta em causa.; pelo contrário, pretende-se que ambas sejam salvaguardadas. Apelamos aos "doutores e veteranos que saibam estar em praxe de uma forma que dignifique o seu traje, esforçando para que a tradição continue o que é. Vivemos numa época de mediatismo volátil. Incidentes pontuais podem ser transformados e deturpados

2012

A edição de 2011 e 2012 da “Praxe Solidária”, uma organização exemplar do movimento praxistico.

para atingir, de forma generalizada, a praxe. Tal é o caso de Coimbra quando um doutor alcoolizado enviou duas caloiras para o hospital. Defenderam naquele momento os anti praxe que a praxe ser proibida e abolida, mas nada disseram contra proibir o álcool que mata anualmente milhões de pessoas em todo o mundo. Prevalece em praxe um bom senso, na mesma medida que prevalece fora dela.. Quem procurar perversões ou uma bola ani-stress não têm lugar na praxe. Talvez seja o ambiente praxistico um ambiente ainda mais seguro, pois há uma hierarquia destinada à disciplina, mas com ela, proteção. Não queremos pintar um retrato utópico sobre a praxe, porque os praxistas reconhecem que de longe a praxe é perfeita. Mas invés de lembrarmos as suas falhas ,preferimos lembrar o seu encanto, um palco de romance para fantasias, experiências e ações com propósito. O seu espirito dicotómico no qual estudantes ao longo do tempo cresceram. No final, deixamos um conselho: o de viver a praxe da forma que o estudante quiser, mas nunca subvalorizando este mundo académico, que verdadeiras lições têm para ensinar. Agora é com imaginação, dignidade que vamos conduzir uma saudável receção ao caloiro!


As 5 diferenças

1. Equipa que venceu o Torneio de Futsal da AEPortucalense 2. Apelido do Sr. Reitor 3. A sua figura está na Universidade 4. Usado por finalistas 5. Patologia descoberta por Freudenberger 6. Gabinete onde se fazem candidaturas 7. Nasce na serra do Urbião 8. Realiza-se na Semana de Receção 9. Melhores Festas da Portucalense

Soluções

Sopa de Letras Soduku


26

aeportucalense.org/alojamento


lê já todas edições da tua

a e p o r t u c a l e n s e . o r g / mm aa g gaazziinn e

Portucalense Magazine 03  
Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you