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Nº 6 2005 / 6

“Grafologias - Vestido Vermelho”, acrílico sobre tela: 100 x 70 cm © Pedro Palma, 2005


CARICATURA E CARTOON EDITORIAL / JORNALISMO E FOTOGRAFIA

PRÉMIOS

1988 Prémio “Salão Nacional de Caricatura” Porto de Mós, pelo trabalho publicado no Expresso.

1989 Grande Prémio do “II Salão Livre de Cartoon” Porto de Mós. 1991 Prémio “Gazeta de Jornalismo”, Clube de Jornalistas.

1996 Prémio Nacional de Cartoon de Imprensa, “X Salão Nacional de Caricatura”.

MÁRIO SOARES (Acrílico sobre tela 45x35cm) Grande Prémio do Salão Livre de Porto de Mós, 1989, © Pedro Palma.

2000 Menção Honrosa atribuída pelo Site de Fotografia “FOTO-PT” em 24 de Novembro.

2001 Uma caricatura de Jorge Amado, publicada na primeira página do Diário de Notícias, de 8 de Agosto valeu a Pedro Palma uma menção honrosa pelo júri do “EUROPEAN NEWSPAPER AWARD” que elegeu o Diário de Notícias como o jornal nacional com melhor design (Director de Arte: José Maria Ribeirinho).

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O QUE DISSERAM SOBRE PEDRO PALMA "Estou grato de ter os trabalhos de Pedro Palma no grupo de selecção dos melhores artistas representados pela Cartoonists & Writers Syndicate. As faculdades de Pedro Palma como jornalista e cartoonista, em combinação com um profundo conhecimento dos acontecimentos mundiais, tornam os seus trabalhos efectivamente únicos.”

meu gabinete): Reagan, Tchernenko e Khomeiny. Falei então ao editor do Internacional, propondo que o convidássemos para colaborador - porque me pareceu que ele podia corresponder ao alto nível de exigência de um jornal como o EXPRESSO, que desde o início fez uma aposta forte no "cartoon" de grande qualidade. Passados uns anos, não estou arrependido da proposta que fiz - e o editor do Internacional, segundo penso, também não.

Jerry Robinson (Presidente da Cartoonists & Writers Syndicate)

José António Saraiva (Director do Expresso) Desde o nascimento do projecto Exame que pensamos em apostar numa imagem gráfica diferente. Hoje em dia, essa imagem é um dos trunfos do nosso sucesso e Pedro Palma muito contribuiu para isso. Quando fazemos o perfil de um grande empresário industrial, o retrato só fica completo com as caricaturas do Pedro. Uma imagem vale mil palavras, mas no caso do Pedro talvez valha muito mais.

“(...) Os seus cartoons são pródigos em ironia e crítica social, política ou económica, reflexos da sua actividade jornalística. Esta vivência nos jornais enriqueceu o traço de Pedro Palma, que, ao contrário de muitos dos seus colegas, não procura o exagero, mas a dissecação fisionómica – reflexo da escola estilística americana.” A Capital

Álvaro de Mendonça ( Director da Exame) "Quase todos os jornais portugueses publicaram os desenhos deste artista, que é, simultaneamente e com reconhecimento geral, um jornalista com faro e sentido crítico apurado.”

Pedro Palma foi uma das grandes surpresas que encontrei em Portugal. Artista de nível internacional que pode colaborar em qualquer publicação mundial. Para a revista EXAME é uma participação importante pois ajudou para que a mesma tivesse um "design" moderno. Considero o seu estilo actual e de uma critica subtil.

O Independente

Pedro Palma (para quem não o conhece) é um artista. É ainda um jornalista através dos seus cartoons.”

Jaime Figuerola (Director de Arte S. Paulo, Brasil)

O Semanário

“Pedro Palma: O outsider da tinta-da-china”

Pedro Palma é um daqueles raros artistas que fazem, com inegável intuição jornalística, uma combinação perfeita entre a infidelidade da tinta-da-china e a realidade virtual do político retratado.

Periférica

Frederico Martins Mendes (Director do Jornal de Notícias)

"...Nessa linha de renovação e de afirmação internacional, Pedro Palma está a realizar um trabalho de qualidade, mérito, criatividade e originalidade que vem ganhando cada vez mais um maior reconhecimento e lhe dá direito a figurar na primeira linha dos nossos cartoonistas actuais.”

“À primeira vista, e em breves palavras o “retrato-charge” de Pedro Palma pode resumir-se em epítetos como minucioso e incisivo, complementado por um mediatismo do cartoon, como editorial jornalístico, como opinião que deve ser e que é.”

Mário Soares (Ex-Presidente da República)

Osvaldo de Sousa (Historiador)

“Pedro Palma é um jornalista e um bom cartoonista. Sabe criar uma obra de arte com todas as suas componentes. Sabe observar e relatar, sabe criticar e dar realce ao que nem toda a gente viu. Sabe conjugar o talento artístico com a capacidade jornalística. Imprime nos seus trabalhos a sua visão do mundo e do país.”

"De Pedro Palma há que esperar sempre o... inesperado. É disso que se trata, subjacente à mestria com que domina a luz e distribui a cor: o inesperado. Ou seja, aquilo que transforma o objecto/sujeito, que "está ali", numa fotografia assinada de modo único e irrepetível. Vejam-se os seus retratos de velhos, graníticos marcos do tempo, ou as perturbantes insinuações das suas luzes de Cascais. 0 que domina é aquela (outra forma) de sintetizar, de reescrever o que está. E isso chama-se Arte, pois claro.”

Francisco Pinto Balsemão (Empresário de Comunicação Social e Ex-Primeiro ministro de Portugal)

Carlos Pinto Coelho ( Jornalista ) Pedro Palma chegou um dia ao EXPRESSO com uma colecção de reproduções de caricaturas, das quais seleccionei três (que ainda tenho afixadas no "placard" do

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O QUE PEDRO PALMA DISSE 1977 “Sou ateu. Acho que o Homem não é uma criação de Deus. Muito pelo contrário, Deus, sim, é uma criação do Homem.”

2002 “Eu sou free lancer em tudo na vida. Independência e liberdade são valores que não negoceio!” Em entrevista à revista Periférica: “Alguma vez «segurou a mão» por impedimento moral (ou outro)?” “ Obviamente. Termos a capacidade de dominar uma técnica (o desenho) não nos dá o direito de nos masturbarmos em público!”

1983 “Houve uma altura da minha vida que não tinha a certeza do que queria fazer, se desenhar se escrever. Optei pelo desenho mas durante o liceu ganhei vários prémios em poesia.” (Pedro Palma é jornalista profissional desde 1992. Hoje faz as duas coisas: desenha, escreve e ainda faz fotojornalismo).

“A maior parte dos cartoonistas portugueses não são mais do que fazedores de bonecos e os jornais adoram bonecos”

“Tive de matar muitas paixões em defesa do meu trabalho.”

2003 Pedro Palma fez a cobertura da Guerra do Iraque como Enviado Especial do Diário de Notícias: “Ao fazer seiscentos quilómetros, durante a noite, com um motorista curdo, senti algum medo. Acho que foi a única vez que senti medo na cobertura da guerra.”

1985 “Já gostei de trabalhar durante a noite. Era muito desgastante. Agora prefiro começar logo de manhã, quando o dia nasce.”

“Passei três Check Points militares, sem credenciais, até chegar à fronteira iraquiana. Os jornalistas da BBC não acreditaram que o tivesse conseguido. Um dia contarei como foi que o Luís Figo evitou que eu fosse preso.”

1986 “Não me falem em fazer uma exposição individual. Morro de medo só de pensar nisso.”

2004 “Sou um Outsider, não só «da Tinta-da-china» como me chamou a revista Periférica mas em tudo. Ando sempre em sentido contrário. E se umas vezes isso é bom, outras é mesmo muito mau.

1984 “Lembro-me que tinha 14 anos quando fiz a primeira caricatura. O visado era Richard Nixon.”

1987 “Fumo um maço e meio de cigarros por dia. Dá-me prazer fumar. Detesto antitabagistas. Aliás, detesto tudo o que seja anti.” 1989 “Gosto muito de comer e beber bem. Colecciono vinhos tintos.” “Sinto-me mal quando alguém ri com um cartoon meu. Um sorriso suporto bem.” “Quando trabalho sofro tanto quanto me divirto. Por vezes é mesmo muito doloroso desenhar um cartoon, mas se resulta o prazer é tremendo.” 1990 “Uma vez, num dia só, rasguei oitenta originais. Dos quase cinco mil que desenhei devo ter para aí uns quinhentos. Só guardo os que gosto mesmo. 1992 “Respeito os judeus como respeito qualquer outra religião mas acho que estes têm a memória, convenientemente, curta. Só se lembram do Holocausto.” 1994 Quando foi detido como espião e levado para a Guarnição Militar de Luanda: “Nunca vi tantos presos juntos num espaço tão pequeno. Dois ou três prisioneiros agarravamse, com unhas e dentes, às grades da única janela para apanharem um pouco de sol” 2000 “Costumo dizer que só há dois lugares no mundo onde gostaria, realmente, de viver: aqui em Cascais ou em Nova Iorque.”

Pedro Palma na fronteira turco-iraquiana em 22 de Março de 2003 © Richard Powell, 2003

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CRONOLOGIA 1978 Pedro Palma inicia-se na banda desenhada e ilustração infantil.

República Mário Soares). 1992 Exposição individual na Galeria da Real Feitoria em Lisboa.

1979 Publica o seu primeiro cartoon político no semanário Tempo.

Exposição individual no Museu Etnográfico de Serpa.

1981 Inicia uma longa colaboração com o Diário de Notícias.

Inicia uma longa colaboração com a revista Exame, integrando a equipa fundadora. Ainda neste ano se estreia nas páginas do Jornal de Notícias, com cartoon editorial e caricatura.

1982 Colabora com o Último Jornal da RTP com um cartoon diário, desenhado em directo.

Estreia-se como jornalista profissional.

1983 Começa a publicar nas páginas do Bisnau. Cria para o Correio da Manhã um grupo de personagens de Banda Desenhada: Chico Omolete.

1993 Expõe individualmente em Macau, na Fundação Oriente (A inauguração é feita por Mário Soares), onde lança o seu álbum Caricartoons. Passa a publicar também na revista Valor. Colaboração que mantém até 1997.

1984 Casa e viaja para Paris, assumindo a função de Director Artístico Adjunto da revista JeuneAfrique. Nesse período, publica também na secção literária do Le Fígaro Magazine.

1994 Viaja para Angola para fazer a cobertura dos refugiados ruandeses no Zaire mas é preso em Luanda, acusado de espionagem. Escreve e fotografa a reportagem O Feitiço do Bengo, publicada na Notícias Magazine.

1985 Inicia uma colaboração regular como cartoonista editorial no semanário Expresso que durou até 1992, ano em que retoma a colaboração no Diário de Notícias. Também em 1985 desempenha funções de Director Artístico da revista Grande Reportagem.

1995 Reafirma a sua colaboração com o Jornal de Notícias com a publicação semanal de meia página de opinião (texto e desenhos).

1988 Colabora no diário Europeu com um cartoon semanal. Lança uma colecção internacional de caricaturas intitulada Faces of the World que é distribuída internacionalmente. Em Portugal os seus trabalhos são distribuídos pela agência de notícias LUSA e publicados na maior parte dos jornais de âmbito nacional.

1997 Os seus cartoons passam a ser publicados semanalmente no Jornal de Negócios. 1998 Expõe, individualmente, no Instituto Franco-Português, Atrium Saldanha e Expo' 98, sobre Direitos do Homem, com o Alto Patrocínio da Secção Portuguesa da Amnistia Internacional. (Mário Soares inaugura mais esta exposição no Instituto Franco-Português).

1989 É convidado para o projecto Exame fazendo parte da equipa fundadora e onde publicou as suas caricaturas e cartoons ao longo de dez anos. 1990 Assina como membro da Cartoonists & Writers Syndicate, de Nova Iorque, passando a ser publicado em mais de 250 jornais e revistas de 40 países de todo o mundo, incluindo os Estados Unidos.

1999 Assina pela revista Focus um cartoon semanal, "Palmada". 2000 Volta a publicar no Diário de Notícias, 10 anos depois de ter interrompido a colaboração com esse diário. Publica entre Setembro e Dezembro "As Histórias do Cão Amarelo" (sobre a introdução do euro). Em Agosto desse ano, uma caricatura de Jorge Amado (publicada na primeira página) valeu-lhe uma menção honrosa pelo júri do EUROPEAN NEWSPAPER AWARD que elegeu o Diário de Notícias como o jornal nacional com melhor design.

Colabora no Diário de Lisboa e O Primeiro de Janeiro. Retoma a colaboração com a revista francesan Jeune Afrique. 1991 Exposição individual no Hotel Meridian, de Lisboa e do Porto ( Inaugurada em Lisboa pelo então Presidente da

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Pedro Palma com Mário Soares, em 1992 © António Pedro Ferreira / Expresso.

Assume as funções de Editor Responsável da Revista do Ar onde assina várias reportagens e foto-reportagens. Exposição Individual de Cartoons sobre Direitos Humanos no Clube de Jornalistas em Março. 2001 Exposição Individual de Fotografia Digital no Clube de Jornalistas em Abril / Maio. 2002 Escreve (semanalmente) a crónica “O Sexo e a Cidade” para a Rádio Central FM (Leiria). 2003 Exposição Individual de “Desenhos de Imprensa” no Clube de Jornalistas, em Lisboa. Março/Abril. Vai como Enviado Especial do Diário de Notícias cobrir a Guerra do Iraque para a fronteira com a Turquia. Um jornalista da TVE reconhece Pedro Palma como cartoonista e o jornal turco Zaman (Tempo) publica uma entrevista feita numa pequena vila fronteiriça.

MADRE TERESA DE CALCUTÁ © Pedro Palma, 2005

Pedro Palma participou em várias exposições colectivas nacionais e internacionais: Humor nos Descobrimentos; Humor e Música; Encontro Luso-brasileiro de humor; Encontro Ibero-americano da Cultura Humorística; Paródia e Pastiche - Lisboa 94; Humor Contemporâneo Português - Museu de Zagreb; "20 anos de Democracia Satírica, Mário Soares visto pelos caricaturistas". Possui trabalhos expostos em: "House of Humour and Satire de Gabrovo" (Bulgária), no "Sammlung Karicaturen & Cartoon de Basel" na Suíça. Participou como artista convidado no 51º Festival Internacional de St. Esteve (França) e no Festival do Rio de Janeiro (Brasil). Encontra-se representado nas antologias: The Finest International Cartoons of our Time; Human Rights - as seen by the world's leading cartoonists, editado pela "Conference of Human Rights - Viena"-1993; e Black Lines Rider Again.

Pedro Palma fotografando um piloto de um F16 em Monte Real, Leiria, para uma reportagem sobre “Os Falcões”, Revista do Ar, 2001.© C.C.

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ARQUIVO

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ARQUIVO

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CARTOON EDITORIAL

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CARICATURA

MIGUEL ESTEVES CARDOSO © Pedro Palma

FREITAS DO AMARAL © Pedro Palma

KIM JONG IL © Pedro Palma

EDUARDO CATROGA © Pedro Palma

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EÇA DE QUEIROZ © Pedro Palma

JOSÉ EDUARDO MONIZ © Pedro Palma

FERNANDO PESSOA © Pedro Palma GIUSEPPE VERDI © Pedro Palma

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FOTOGRAFIA "De Pedro Palma há que esperar sempre o... inesperado. É disso que se trata, subjacente à mestria com que domina a luz e distribui a cor: o inesperado. Ou seja, aquilo que transforma o objecto/sujeito, que "está ali", numa fotografia assinada de modo único e irrepetível. Vejam-se os seus retratos de velhos, graníticos marcos do tempo, ou as perturbantes insinuações das suas luzes de Cascais. 0 que domina é aquela (outra forma) de sintetizar, de reescrever o que está. E isso chama-se Arte, pois claro.” Carlos Pinto Coelho ( Jornalista )

Nuvens (Queluz), 1992 © Pedro Palma

“Caminhando Sobre a Água”, 2000 © Pedro Palma

Farol de Sta. Marta, Cascais 2002 © Pedro Palma

Vista aérea da Marina de Cascais, 2002 © Pedro Palma

“O Mergulho”, 2002 © Pedro Palma

“O Navio”, 2002 © Pedro Palma

Farol do Bugio, 2002 © Pedro Palma

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Madalena e Bibá Pitta para o livro “OLHARES” © Pedro Palma, 2005

Lili Caneças para o livro “OLHARES” © Pedro Palma, 2005

Velhos de Minas de S. Domingos (Alentejo), 2000 © Pedro Palma

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PINTURA - Grafologias

“Saber”, acrílico sobre tela, 100 x 70 cm © Pedro Palma

“A de Amar”, acrílico sobre tela, 100 x 70 cm © Pedro Palma

“Kapa”, acrílico sobre tela, 100 x 70 cm © Pedro Palma

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“Poesia”, acrílico sobre tela, 100 x 70 cm © Pedro Palma

“Ler e Escrever”, acrílico sobre tela, 100 x 70 cm © Pedro Palma

“Beijo Lilás”, acrílico sobre tela, 100 x 70 cm © Pedro Palma

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CURIOSIDADE

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camadas. Uma parte do desenho, sem qualquer risco foi considerada e obviamente o programa utilizado não obteve qualquer resultado (fig. 3).

onfrontado amiúde com questões como: “quantas horas demora a fazer um desenho?” ou “quantos riscos tem, aproximadamente, este desenho?”, Pedro Palma dedicou alguns dias a um exercício de “contabilidade desenhista”.

Esta caricatura terá, de acordo com cálculos efectuados de diferentes formas, qualquer coisa como 117.348 traços diferentes, mesmo que sobrepostos. Esta conclusão poderá ter uma margem de erro entre os 6 e os 10%.

Utilizando um programa informático (Corel Trace 11), chegou a números verdadeiramente impressionantes, até para si próprio.

Tendo em conta que foram dispendidos 5 dias na realização do desenho, e consumida uma média de 6 horas diárias, foram submetidas ao estudo 30 horas de trabalho contínuo. Tendo sido gastas, aproximadamente, 23 horas na aplicação de traços, utilizando 22 cores e tons diferentes de tinta. As sete horas restantes foram dispendidas ao estudo preliminar, esboço a lápis e aplicação das cores planas.

O desenho analisado foi esta caricatura conjunta do Príncipe Carlos e Camila, realizado em 1995 para a revista Máxima. Observada uma pequena secção deste desenho que ocupa aproximadamente 61% da totalidade do papel, foram calculados 1.573.333 traços. Isto se a caricatura ocupasse 100% do papel e fosse uniforme em traços como a superfície considerada (fig.1).

O resultado final apresenta o número de 5.102 riscos desenhados por hora, o que parece impossível. No entanto, observando atentamente a complexidade do desenho, e isso é muito mais perceptível no original, ficamos a acreditar nestes valores.

Analisada outra parte do desenho (fig.2), de densidade média quanto a traços, todo o conjunto teria 1.032.125 riscos de várias cores e tons, aplicados em diferentes

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© PÚBLICO / Pedro Palma, 2005

PEDRO PALMA, Design e Produções, Sociedade Unipessoal, Lda. Impresso em Dezembro de 2005. Nº 6 - Copyright: Pedro Palma, 2005. Proibida a reprodução de textos e imagens para utilização comercial sem autorização expressa do autor.

PEDRO PALMA Brochura 6  

Brochura 2005-2006