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JUNHO DE 2010

ESCOLA E. B. 2 E 3 /SEC JOÃO GARCIA BACELAR

Pontos de interesse especiais:  ACONTECEU NA ESCOLA  NÓS SOMOS— o espaço de escrita na newsletter  EM TOM DE FINAL DE ANO….

"Escola é... o lugar onde se faz amigos não se trata só de prédios, salas, quadros, programas, horários, conceitos... Escola é, sobretudo, gente, gente que trabalha, que estuda, que se alegra, se conhece, se estima. O director é gente, O coordenador é gente, o professor é gente, o aluno é gente, cada funcionário é gente. E a escola será cada vez melhor na medida em que cada um se comporte como colega, amigo, irmão.

“Até que aqueles que

Nada de ‘ilha cercada de gente por todos os lados’.

ocupam postos de res-

Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir

ponsabilidade

não

aceitem questionar-se com valentia seu modo

que não tem amizade a ninguém nada de ser como o tijolo que forma a parede, indiferente, frio, só. Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,

de administrar o poder

é também criar laços de amizade,

e de tentar o bem-

é criar ambiente de camaradagem,

estar de seus povos, será

difícil

imaginar

que se possa progredir verdadeiramente para a paz.”

é conviver, é se ‘amarrar nela’! Ora , é lógico... numa escola assim vai ser fácil estudar, trabalhar, crescer, fazer amigos, educar-se, ser feliz." PAULO FREIRE

Papa João Paulo II

http://www.paulofreire.org/escola_p.htm


Página 2 Encontro com o Escritor Nuno Magalhães Guedes – 13 de Abril Decorreu, na Biblioteca, na tarde do dia 13 de Abril de 2010, o encontro dos alunos do PCA de 4º ano, 5º ano (turmas A, C e E), e do 6º ano (A, B, C e D) com o escritor Nuno Maga-

EDIÇÃO 3 - JUNHO 2010

lhães Guedes (autor recomendado pelo PNL). Nas duas sessões, que encheram por completo o espaço da BE, os alunos puderam contactar com o autor da colecção juvenil Objectivo Golo, o qual deu algumas informações sobre o processo de criação literária, passando a mensagem de que a mesma só é possível com dedicação, esforço e muita persistência e rigor na escolha das palavras. As sessões terminaram com perguntas ao autor e seguidas de autógrafos. Nos dias 12 a 15 de Abril, foi constituída uma mini-feira do livro, com 15 títulos da colecção Objectivo Golo. Este encontro foi realizado com o intuito de propiciar a todas as turmas do 2º Ciclo da Escola a oportunidade de contactar com um escritor, na linha do que já acontecera no 2º período aquando da vinda da escritora local Elisa Pedrosa à escola (23 de Fevereiro).A actividade foi possível graças ao apoio de uma representante da Verbo e, ainda, da Direcção da Agrupamento. O autor Nuno Magalhães Guedes nasceu em Lisboa em 1958. A sua actividade profissional tem-se desenvolvido em empresas do ramo editorial e de comunicação e é também director de um centro social em Lisboa. Em finais do ano 2000, inicia a série juvenil “Objectivo Golo”, centrada à volta de um grupo de amigos ‘fanáticos’ por futebol que, no meio das suas preocupações escolares, querem formar o seu próprio clube.

“Objectivo Golo” Nesta colecção o JP (João Paulo Moreira) e os amigos decidem formar o seu próprio clube, o Megamax Futebol Clube, contra tudo e contra todos, em especial contra a BOLA-F. A misteriosa organização BOLA-F deixa o JP fora de si. As suas iniciais querem dizer «Brigada Operacional de Luta Anti-Futebol». Um dos maiores desejos do JP é descobrir quem se esconde por detrás desse nome e desmascarar o ou os responsáveis pelas incríveis safadezas que essa tenebrosa organização tem vindo a cometer no Bairro onde vive. Para isso contará com a ajuda do primo Manel e dos amigos Tiago e Madalena.

“Campeões e Detectives” A TVI estreou, no dia 20 de Dezembro de 2008, a série infanto-juvenil “Campeões e Detectives”, baseada na colecção “Objectivo Golo”, da autoria de Nuno Magalhães Guedes e publicada pela Editorial Verbo. Esta série televisiva atingiu novo máximo de audiências (segundo informação publicada a 13 de Março de 2009). Decorridos os primeiros dois meses de exibição, regista-se uma audiência média de acima dos 250 mil espectadores, atingindo o significativo share global de 32,6%. Naturalmente que valores mais elevados são entre o público juvenil: no escalão dos 4/14 anos, o share situa-se em 52,3%, mas no escalão dos 15/24 anos, atinge os 54,2%. A colecção “Objectivo Golo” viu o seu esforço para promover a leitura num segmento tão difícil ser premiado com a inclusão no Plano Nacional de Leitura.


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Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor - 23 de Abril A Biblioteca assinalou esta efeméride com uma exposição de frases relacionadas com os livros e a leitura, que decorreu no seu espaço. Procurava-se, ainda, estimular uma reflexão sobre o que pensam os utilizadores relativamente ao “livro”, que leituras fazem e que livro os marcou mais. Aos colegas do Departamento de Línguas foi, ainda, feito o convite para agendarem com a BE sessões sobre a evolução da escrita e do livro ao longo dos tempos, bem como sobre outros aspectos, tais como a estrutura / constituição do livro, normas de referenciação e respeito pelo direitos do autor. Neste âmbito, tiveram lugar duas “aulas” na BE, animadas por duas apresentações em PowerPoint e que ajudaram os alunos envolvidos a melhor conhecer o livro. “25 de Abril em poesia” – exposição evocativa do 36º aniversário da Revolução de Abril de 74

Assinalar Abril é sempre um imperativo na vida das Escolas, seja no âmbito do programa curricular da disciplina de História, seja num âmbito mais alargado de evocar um marco na conquista da liberdade, que toda a sociedade não deve perder de vista, relembrando anualmente as lutas, as personagens marcantes e os acontecimentos relacionados com o 25 de Abril de 74. Mais uma vez a BE acolheu alguns trabalhos de História das turmas A e B do 9º ano, bem como um conjunto te cartazes produzidos na disciplina de Geografia sobre as “Ex-colónias”, realizados pelos mesmos alunos. Também os discentes da sala dos Apoios Educativos criaram um poster original em torno da palavra “Liberdade”. No exterior, na escada de acesso à BE, foram colocados poemas / canções e imagens de figuras como Sophia de Mello Breyner Andresen , Zeca Afonso, Sérgio Godinho e Ary dos Santos, numa composição em forma de 36, associando a poesia e a música, neste trigésimo sexto aniversário da Revolução dos Cravos. Alguns trabalhos produzidos pelos alunos do 6º A e C, no contexto da disciplina de História, ajudaram a dar cor a este espaço. Celebrou-se, assim, a poesia, a História, numa palavra, a LIBERDADE!


Página 4 Entre|palavras – final distrital (3 de Maio) e final nacional (2 de Junho) Após a jornada que decorreu a 3 de Maio de 2010, em Coimbra, e na qual a equipa da nossa escola, constituída pelos alunos João Pedro Teixeira, Mariana Andrade, Cátia Mendes, do 9ºA, e por Cláudia EDIÇÃO 3 - JUNHO 2010

Repas, do 9ºB, acompanhados pela professora Celeste Barbosa, se sagrou uma das duas escolas apuradas a nível distrital, no âmbito do 6º fórum de leitura e debate de ideias – ENTRE|PALAVRAS, teve lugar, em Santa Maria da Feira, no passado dia 2 de Junho, a Final Nacional desta actividade. Nesta final nacional, em que estiveram representados todos os distritos do país, num total de 36 escolas, os nossos alunos e os da outra escola apurada do distrito de Coimbra (Escola Dr. Pedroso Veríssimo, de Paião), realizaram uma dramatização onde se expunham os argumentos a favor e contra as Redes Sociais. Não faltou o apoio da claque – toda a turma A do 9º ano – que acompanhou a equipa nesta deslocação a Santa Maria da Feira, com as professoras Celeste Barbosa e Paula Parreira. O debate final, moderado pela Dra. Fátima Campos Ferreira, não pôde contar com os nossos concorrentes, uma vez que estes não chegaram à fase final, no entanto, toda a experiência adquirida com a participação e os prémios que receberam como oferta do Jornal de Notícias, ser-lhes-ão muito valiosos no futuro.

Hora do conto: Pré – Escolar de Sanguinheira – 3 de Maio No pretérito dia 3 de Maio, dois grupos de crianças do Jardim de Infância de Sanguinheira deslocaramse à Biblioteca do Agrupamento, a fim de assistirem a duas sessões de “Hora do Conto”, com recurso a equipamento multimédia. O primeiro grupo chegou à escola cerca das 10.30 horas e, após uma breve visita ao espaço da BE, dirigiu-se à Sala A2. Aqui, devidamente instaladas, as crianças viram, ouviram e acompanharam o “desfolhar” de um livro da Biblioteca de Livros Digitais ( http://e-livros.clube-de-leituras.pt/), sendo a história apresentada “ A Joaninha Vaidosa”. O segundo grupo, que chegou à escola às 11. 30 horas, visitou a biblioteca e, na sala A2, teve oportunidade de assistir ao conto “O dia em que o galo não acordou”, também da Biblioteca de Livros Digitais. Ambas as sessões foram seguidas pela exploração das imagens, personagens e sequência de acontecimentos e houve, ainda, tempo para cantar… Esta actividade decorreu na sequência da visita efectuada ao Jardim de Infância da Sanguinheira, durante a Quinzena da Leitura, tendo as educadoras, nessa altura, mostrado interesse em virem com as crianças à escola sede. A Biblioteca, com o apoio da Educadora Ana e o imprescindível autocarro da Câmara Municipal de Cantanhede, tornaram possível concretizar esta aspiração.


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ACTIVIDADES DE E.M. R. C.

Encontro diocesano dos alunos de E.M.R.C Semana da disciplina de E.M.R.C

No dia 3 de Maio de 2010 decorreu, em Mira, o 4º Encontro Diocesano Inter-Esccolas de E.M.R.C. que teve como objecti-

Na sala de convívio da nossa escola entre os

vos: valorizar a disciplina,

dias 22 e26 de Março de 2010 os alunos apre-

na formação integral da

sentaram um jornal de parede, com .o tema

pessoa; promover inter-

“Sinais de Religiosidade no dia-a-dia”.

câmbio entre escolas e incrementar laços de amiza-

A actividade decorreu de forma participada e

de entre alunos. A activida-

com expressões variadas.

de decorreu de forma acti-

Foi dinamizada pela Professora Irene Gandaio

va e entusiasta e os alunos foram acompanhados pela Professoras Maria Moço; Irene Gandaio e Filomena Tomé .

Visita de estudo/ Intercâmbio a Barcelona Com o intuito de:  

Valorizar a nossa cultura e de outros

"A verdadeira

povo;

educação consiste

Valorizar a Escola como pólo privilegiado

em pôr a descoberto

de criação cultural; 

ou fazer actualizar o

Promover o desenvolvimento de relações educativas e de contacto com outras rea-

melhor de uma

lidades.

pessoa. Que livro

Realizou-se uma viagem de alunos do 9º ano a

melhor que o livro

Barcelona, acompanhados pelas professoras

da humanidade?"

Maria Moço e Irene Gandaio. A viagem foi um sucesso!

Mahatma Gandhi Visita à Praia das Rocas — Castanheira de Pêra Outras actividades Realizou-se no dia 17 de Junho uma visita / convívio à Praia das Rocas com os alunos do 2º Ciclo para que os alunos reforcem os seus laços de afectividade e promovam a amizade e o convívio.

No dia 16 de Maio os alunos realizaram uma caminhada à Praia da Tocha em conjunto com o grupo de E. Física. No dia 11 de Abril foi realizada uma acção de formação, aberta a toda a comunidade escolar som o te,a “ O fenómeno Bullying em contexto escolar”. No dia 20 de Maio, realizou-se uma acção sobre “Crescimento e Desenvolvimento” dirigida a Pais e encarregados de Educação


Página 6 Exposição “Flora e fauna do litoral” – João Petronilho (BE/Dep. Ciências) Numa iniciativa conjunta do Departamento de Matemática e Ciências Experimentais e EDIÇÃO 3 - JUNHO 2010

da BE, esteve mais uma vez patente, de 10 a 18 de Maio, na nossa escola, a exposição de João Petronilho “Fauna e Flora da Floresta Litoral”, com o apoio do Centro de Informação Europe Direct Beira Litoral (Coimbra). As professoras Isabel Roque e Helena Tavares realizaram, na tarde do dia 12 de Maio, uma saída de campo à Praia da Tocha, levando os alunos do 8º ano a contactar com a biodiversidade específica do litoral. Esta visita teve a particularidade de ter como monitor o próprio autor do trabalho fotográfico exposto na escola. João Petronilho guiou os alunos pela natureza, despertando-os ainda mais para a importância da preservação das espécies e respeito para com a natureza / biodiversidade.

O verdadeiro desastre começou com aquilo que hoje designamos “progresso” e “desenvolvimento”. O pensamento básico deste novo contexto cultural faz com que queiramos sempre atingir eficiência Máxima em todos os nossos empreendimentos, eficiência esta, medida em termos de fluxo de dinheiro apenas, e quase nunca em termos de harmonia, sustentabilidade, integração, beleza, riqueza, de vida, José Antonio Lutzenberger, 1988


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Exposição "Fauna e Flora da Floresta Litoral" Em Portugal, a floresta cobre cerca de 38% do território do continente. Enquanto a norte do rio Tejo predomina a floresta de copado fechado, em que o pinheiro-bravo Pinus pinaster e o eucalipto Eucalypto globulos são as espécies dominantes, a sul predomina a floresta aberta, dominada pelo sobreiro Quercus suber e pela azinheira Quercus rotundifolia. Na região centro litoral o pinheiro-bravo ocupa cerca de 46% da área florestal. Contudo, estes espaços arborizados não possuem todos a mesma estrutura: alguns são florestas cujo objectivo principal é preservar e dar a conhecer a biodiversidade, outros matas de produção e corte e outros ainda matas de protecção contra a erosão das terras ou assoreamento eólico. Cada tipo de floresta deve a sua fisionomia particular ao clima, à natureza do solo, às espécies vegetais que a compõem e à influência do homem. Embora nesta área litoral a espécie dominante seja o pinheiro-bravo Pinus pinaster, também é possível encontrar outras espécies arbóreas como o pinheiro-manso Pinus pinaster, o amieiro Alnus glutinosa, o Salgueiro Salix sp., o samouco Myrica faya e ainda diversas espécies de acácias Acácia sp.. Contudo, a dinâmica destes espaços arborizados permaneceu no desconhecido até há bem pouco tempo. Só apenas a partir dos anos 90 começaram a efectuarse estudos sobre as populações de alguns grupos de flora e fauna e que gradualmente, foram revelando a existência de uma interessante riqueza de espécies, algumas das quais cuja distribuição local era desconhecida a nível nacional ou mesmo de elevada importância para alguns ecossistemas da região. Com esta exposição, pretende-se estimular a compreensão e interesse pela fauna e flora junto dos jovens, e contribuir deste modo para a sua divulgação e preservação tanto para a geração actual como para as futuras. As fotografias utilizadas na exposição, da autoria de JOÃO PETRONILHO, foram realizadas na área do perímetro florestal das dunas de Mira, área classificada na Rede Natura 2000 (Dunas de Mira, Gândaras e Gafanhas).

João Petronilho, é natural de Mira, onde nasceu em 1964. Guarda Florestal da Direcção Geral das Florestas entre 1987-2005, actualmente faz parte de uma Equipa de Protecção Florestal, do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente, da Guarda Nacional Republicana. Naturalista e fotógrafo da natureza, dedica grande parte do seu tempo livro à observação e estudo das aves. É autor e co-autor de diversos trabalhos no domínio da ornitologia, nomeadamente no campo da ecologia alimentar, anilhagem e censos de aves, tendo a nível da fotografia realizado várias exposições fotográficas relativas à fauna e flora do concelho de Mira.


Página 8 Hora do Conto: 1º CEB (4º ano) de Tocha – 10 de Maio A partir de um conto de Sophia de Mello Breyner Andresen – “A árvore”, foi preparada uma actividade na Biblioteca, destinada aos alunos que frequentam o 4º ano da EB1 de Tocha. EDIÇÃO 3 - JUNHO 2010

Assim, no dia 10 de Maio, pelas 13.30, na Sala A2, os alunos participaram numa apresentação deste conto, tendo como som de fundo música oriental evocativa do espaço onde se passa a história. Da grande árvore que se fez madeira, os habitantes da ilha construíram múltiplos objectos, entre os quais um barco que os levou a outras paragens… Os alunos tornaram-se personagens e, neste ponto da narrativa, levantaram-se, pegaram em “tábuas de madeira” e criaram a sua embarcação, onde se sentaram e fruíram a leitura até ao final da história. Após uma breve exploração das ideias principais do conto, os alunos foram para a Biblioteca, onde foram distribuídos por pequenos grupos e convidados a desenharem, colaborativamente, a grande árvore da história que tinham acabado de ouvir. Foi um momento diferente, mostrando o potencial de um conto que, apesar da sua simplicidade, nos faz pensar na importância de preservarmos as nossas memórias.

Exposição “União Europeia” Com o intuito de assinalar o Dia da Europa (9 de Maio), e aproveitando um kit de material informativo que foi oferecido à escola pelo Centro de Documentação Europeia Jacques Delors, a Biblioteca montou uma exposição com informação sobre cada um dos 27 estado-membro, ajudando a situar, num mapa da Europa produzido para o efeito, a localização desses países. A exposição foi complementada com informações diversas sobre “Construção europeia”, “Instituições europeias”, “Viver na Europa” “Cidadania europeia” e, ainda, facultando ao utilizador documentação vária – brochuras, panfletos, postais, mapas, livros, … Também foi posto à disposição de eventuais interessados um questionário sobre aspectos relacionados com a União Europeia, desafiando o visitante à pesquisa de informação específica nos documentos expostos. A divulgação deste material visava ajudar a conhecer e a compreender melhor a Europa em que nos inserimos, já que estes objectivos se articulam com os conteúdos programáticos de História e Geografia. E, para todos nós, obviamente, é imprescindível, enquanto cidadãos europeus, tornarmo-nos mais sabedores do que significa, afinal, pertencer a esta grande União Europeia.


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Quiz sobre a União Europeia 1-Qual o nome do Tratado que fundou a U.E.? 2-Que países aderiram à U.E. em 1973? 3-Qual a capital do país que entrou para a U.E. em 1981? 4-Em que ano Portugal entrou para a U.E.? 5-De que país é natural o célebre realizador de cinema Roman Polanski? 6-Qual a capital da República Checa? 7-Qual a população da Dinamarca? 8-Qual a moeda da Letónia? 9-Quais as línguas mais faladas no Chipre? 10-De que país é natural o célebre compositor Mozart? 11-Qual a população de Portugal? 12-O célebre Big Ben encontra-se em que capital europeia? 13-De que país é natural o célebre pintor Vincent Van Gogh? 14-A Torre de Pisa, famosa pela sua inclinação, fica em que país? 15-O célebre cientista Albert Einstein é natural de que país?

1 - Tratado de Roma; 2 - Inglaterra, Irlanda e Dinamarca; 3- Atenas; 4 – 1986; 5 – Polónia; 6 – Praga; 7 5,4 milhões;8 – Lats; 9 - Grego e Turco; 10 – Áustria; 11 - 10,5 milhões; 12 – Londres; 13 – Holanda; 14 – Itália; 15 -Alemanha

SOLUÇÕES


Página 10 “Árvore das Histórias” A Biblioteca Escolar dinamizou, ao longo do 2º e 3º períodos, às segundas-feiras, das 9 às 10.30 horas, uma actividade dirigida aos alunos da sala dos Apoios Educativos, com o intuito de sensibilizar e incrementar EDIÇÃO 3 - JUNHO 2010

hábitos e o prazer de ler em crianças / jovens que ainda não desenvolveram competências de leitura, nem estão motivados para o texto escrito. Tratando-se de um grupo com características muito especiais, foi preocupação, desde o primeiro instante, envolver os alunos na construção de um espaço em que estes pudessem senti-lo como seu. A esta actividade, vulgarmente designada por “Hora do Conto”, os alunos decidiram chamar-lhe “Árvore das Histórias”. Os alunos fizeram, depois, a decoração de um desenho da autoria da professora Paula Guedes, construindo, com cores e outros materiais, uma árvore, que foi exposta na Sala A2 e em redor da qual foram sendo desenvolvidas as sessões de trabalho semanais. A Biblioteca Escolar procurou diversificar os textos escolhidos, assim como as propostas de trabalho sobre os mesmos, indo do mero reconto da história à exploração mais aprofundada das personagens ou dos valores veiculados. A missão de contar foi essencialmente da responsabilidade do professor bibliotecário, mas todos (mesmo os que não sabem ler) tiveram o seu momento de leitura ou de dar o seu contributo na construção de sentido(s)… A árvore, que nasceu sem folhas, foi após cada sessão recebendo o seu “vestido”: em

cada

folha, foi sendo registada cada uma das histórias lidas e trabalhadas, com indicação do título e respectivo autor. Neste final de ano lectivo, a avaliação efectuada pelos intervenientes – alunos, professoras dos apoios educativos e Biblioteca – é unânime em considerar que este foi (e deverá continuar a ser) um projecto válido, pelo envolvimento, atenção e partilha presentes em todos os momentos e que fizeram desta “Árvore das Histórias” um espaço único e enriquecedor nas vidas destes alunos da Escola e da “árvore” que foi sendo cada vez mais nossa.

A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede Carlos Drummond de Andrade


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Representação teatral - Escola EB1 de Gesteira Após a estreia da peça “As duas Bonecas” , que teve lugar na cantina, no passado dia 27 de Maio, em que os alunos de Expressão Musical, Dramática e Corporal do 5ºE, sob orientação dos respectivos docentes, Paulo Oliveira e Teresa Saro, estiveram envolvidos, surgiu a ideia, por parte da Biblioteca Escolar, de levar o teatro a uma escola do 1ºCEB do Agrupamento. Assim, no dia 14 de Junho, os alunos /actores desta turma e as “actrizes convidadas” do 5º C e 6º C, deslocaram-se à EB1 de Gesteira, a fim de representarem esta peça perante um grupo de 23 crianças do 1º CEB desta escola. A peça apresentada, da autoria de António Sérgio, com adaptação da professora

"Nosso ofício, falo de teatro, não nos

Teresa Saro, é uma história de reis, príncipes e princesas, de astúcia e de reconhecimento

deixa provas. A

pela inteligência manifesta-

posteridade não

da na descoberta de um

nos conhecerá.

enigma… Um cenário ade-

Quando um actor

quadamente

pintado,

pára o acto tea-

transporta de imediato a

tral, nada fica. A

audiência para outras para-

não ser a memó-

gens

ria de quem o viu.

de

tempos

idos.,

enquanto o guarda-roupa,

E mesmo essa

a movimentação das perso-

memória tem

nagens (…) emprestam gra-

vida curta."

ciosidade a esta peça elementar… Em suma, os elementos do texto dramático / teatral estão todos presentes e servem o seu propósito último: recriar uma história. Merece referência o contacto, no espaço de uma EB1, com o texto dramático e a sua representação, assim como a articulação entre ciclos aqui conseguida e que proporcionou experiências de vida e curriculares deveras enriquecedoras, quer para os alunos da EB 2,3/Sec João Garcia Bacelar, quer para os da escola anfitriã. A Biblioteca Escolar agradece o empenho de todos os alunos e professores que tornaram possível esta actividade. Para a história do PCA – 5ºE, fica, sem dúvida, o registo deste momento em que os alunos nos surpreenderam com a qualidade do trabalho apresentado, provando a todos nós que vale a pena acreditar!

Fernanda Montenegro


Página 12 Outras exposições na BE – Maio e Junho A Biblioteca deve ser encarada, cada vez mais, não só como promotora de iniciativas próprias, mas também como um pólo de divulgação do trabalho realizado nas diferentes áreas disciplinares e não disciplinaEDIÇÃO 3 - JUNHO 2010

res, concorrendo tudo isto para o completo exercício da sua missão universalista e, consequentemente, cativando e indo ao encontro das mais diversas sensibilidades. É neste contexto que, durante o terceiro período alguns professores expuseram trabalhos realizados com as respectivas turmas, trazendo para fora da sala de aula, alguns trabalhos que, para além de espelharem os conteúdos, aprendizagens e competências desenvolvidas, proporcionam aos utilizadores da BE um outro tipo de “leituras”.

Assim, pela iniciativa das professoras Paula Quinteiro e Filomena Tomé, estiveram patentes diversos quadros (com aplicação de técnicas mistas) produzidos pelos alunos do PCA – 8º C, no âmbito da disciplina de Educação Artística e Tecnológica e, ainda, trabalhos de pintura do 9º A e B, da disciplina de Educação Visual, nos quais são utilizadas tinta acrílica e óleo. Os trabalhos dos alunos permitiram renovar. Ainda que por um período de tempo limitado, a decoração da Biblioteca ganha em diversidade de tons, seja através da recriação de pinturas de pintores consagrados, como pela originalidade que os alunos colocam nas suas composições. A professora Paula Dias trouxe alguns “escritos hieroglíficos” e elementos relacionados com os Descobrimentos, um conjunto de trabalhos realizados pelos alunos do 7º e 8º ano das suas turmas. Nesta exposição é possível observar como se escreveriam “biblioteca” ou os nomes dos alunos com hieróglifos, assim como réplicas de naus, especiarias e instrumentos de navegação utilizados pelos portugueses na epopeia dos Descobrimentos. Complementam esta mostra alguns títulos relacionados com a expansão


Página 13 O grupo de professores - Paula Guedes, Conceição Ribeiro, Sílvia Pereira, Maria José Viegas e José Manuel Pedrosa – foram responsáveis pela orientação de trabalhos relacionados com a Páscoa, Primavera e Dia da Criança, no âmbito das turmas do 2º Ciclo às quais leccionam as disciplinas de Oficina de Artes e de Educação Visual e Tecnológica. Com recurso a materiais de uso quotidiano, os alunos produziram elementos decorativos originais e plenos de cor, que emprestam vivacidade a um mural no interior da biblioteca e às escadas / átrio de acesso à BE. Esta é uma prova irrefutável de que é possível dar novos e surpreendentemente agradáveis reutilizações a garrafas de plástico e outros materiais, contribuindo para o respeito pelo meio ambiente e a criação de espaços da escola mais atractivos.

Da iniciativa das professoras Filomena Tomé (Educação Tecnológica e Oficina de Artes), Paula Guedes e Paula Quinteiro (Oficina de Artes), surge uma exposição de trabalhos realizados na disciplina de ET das turmas A, B e C do 7º ano, em que as tecnologias cerâmicas – técnica de modelação em argilas serviram para criar peças originais. Recorrendo, também, às tecnologias cerâmicas, mas em técnica de mosaico, na disciplina de Oficina de Artes, os alunos das turmas 7ºD e 8ºC elaboraram painéis onde aplicam os seus conhecimentos dessas tecnologias. Foi mais uma actividade a apelar a outro olhar e a justificar a visita à nossa BE.


Página 14 HORA DO CONTO Porque penso que ler é essencial e que após cada leitura as pessoas ficam mais ricas, mais expe-

EDIÇÃO 3 - JUNHO 2010

rientes e com novas ideias, propus-me novamente, neste ano lectivo, nas minhas actividades de biblioteca, contribuir para o empenhamento dos alunos pelos livros e pela leitura. Nessa perspectiva, li com os alunos das turmas do 5º A e do 5ºB, “O Rato de Alexandria”, de José Jorge Letria. Após a leitura do conto feita pelos alunos, procedeu-se à elaboração de uma ficha de leitura por escrito e respectiva correcção. Posteriormente, foram sugeridas consultas na Internet sobre a Biblioteca de Alexandria e as maiores maravilhas do mundo antigo, bem como as do mundo actual. Foram indicados sites aos alunos para elaborar as suas pesquisas. Nas turmas do 6º A, B e C foi lido o conto “O Príncipe Feliz”, de Oscar Wilde” e feita a apresentação de um vídeo. Os alunos realizaram, por escrito, o reconto da história. Nas turmas dos 6ºB e do 6º C foram lidos os contos “O Gigante Egoísta” e o “Rouxinol e a Rosa” de Oscar Wilde”. Para verificação da compreensão dos contos, os alunos elaboraram, por escrito, fichas de leitura. Também nestas duas turmas foi feita a leitura integral pelo professor e pelos alunos das obras: “A Árvore”, de Sophia de Mello Breyner Andresen, e “Ulisses”, de Maria Alberta Menéres e, igualmente, se procedeu à elaboração, por escrito, de guiões de leitura de ambas as obras. Foi ainda programada uma ficha de leitura para o conto “A Aia”, de Eça de Queirós, adaptado por Luísa Ducla Soares. Devido à falta de tempo não foi possível ler o conto nem fazer a respectiva ficha. Esse trabalho poderá ser concretizado no próximo ano lectivo. Os alunos mostraram-se bastante empenhados na realização das tarefas e preencheram os guiões de leitura com gosto e aplicação. Acho que as actividades realizadas atingiram plenamente os seus objectivos e, decerto, contribuíram para que venhamos a ter leitores mais assíduos e dedicados. Prof. Vítor Salvador


Página 15

Uma gota. Uma gota cai suave e lentamente na pétala de uma simples rosa. Escorrega delicadamente…

C A I . . . Uma gota. Uma gota de vinho, Do tinto ao branco, Cai num copo, Transparente como cristal, Para deliciar a boca de um simples homem…

C A I . . . É triste saber que não encontro nada mais interessante neste enorme mundo para observar… Nós destruímos a beleza com os nossos actos, Fizemos a beleza em farrapos, A pensar que fazíamos bem… A ganância, O egoísmo... Fizeram de nós autênticos irracionais!


Página 16 25 DE ABRIL

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Uma pomba pode voar Pelo céu sem rumo

Chegou a liberdade Junto com os cravos

Um canto de amanhecer A esperança de acordar Cria um dia de liberdade Um fruto de esperança…

Acabou a ditadura Deixando para trás a censura E a amargura Raquel 6º A

UM CRAVO—UMA CRIANÇA A alegria da criança Foi um projecto de futuro e que, por ter sido um projecto de futuro, deve continuar a ser um sonho inspirador e um ideal para as gerações vindouras.”

A delicadeza de uma flor Uma revolta para a liberdade Para o direito a ser cidadão

Força bruta da revolta Desgraça de um tiro sem destino De vidas acabadas De lágrimas derramadas

Cavaco Silva

OU Uma revolta no coração Em corações presos por amarras Que não os libertavam Para mostrarem o que sentiam

Uma criança cheia de alegria Contra uma guerra pesada

Mas uma criança e um cravo A alegria e o amor Juntos tudo venceram … as amarras que prendiam o coração. RITA~- ~º A


Página 17 Nunca nada aprenderia!

Nunca por nada choraria!

Nem por razão alguma erraria!

Então nunca nada seria! Um dia, Numa cadeira, Sentada no tempo Vejo a vida passar Sem ter tempo Para nada mudar!

E tudo seria porque só eu sei O tamanho do meu castelo!

Guardo as pedras que ganho, Enquanto corro na passadeira da vida.

(…) Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. (…)

Já chorei, Por coisas que amei.

Já errei, Em coisas estúpidas Nem sei.

Já pensei, Em coisas, Coisas que fiz, E em coisas Que no futuro Possivelmente farei.

Muitas vezes já calei A boca E também o coração, Por ter medo, Medo, Não sei bem de quê.

Se o tempo parasse E alguém me perguntasse Se alguma coisa eu mudaria?

Essas pedras que apanho, São os desafios e as batalhas que ganho.

E pode ser que um dia Todas as pedras que apanho Cheguem para construir O meu castelo!

Um grande e sábio castelo! O castelo da minha vida!

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. (…).

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Fernando Pessoa

Eu responderia: Não, Pois pouco sei! Se alguma coisa eu mudasse Então nunca nada saberia!


Página 18 Eu vivo aqui, Na minha linda Terra.

EDIÇÃO 3 - JUNHO 2010

Alguém quis dar vida, Dar vida a uma coisa sem vida. Pois sem vida tudo é morto Não havia plantas, animais, Nada do que hoje há, existia antes.

Coisas maravilhosas, Um dia alguém fez. Outro alguém, Hoje as desfaz.

Porquê? Porquê estragar a Terra. Naquele tempo nada havia. Se ela nos acolhe… Não sei porque estraApenas existia uma larga dimensão de gam, Porque destroem, espaço, Porque magoam, Onde por sua vez planetas foram criados A nossa Terra…

RITA

UM DIA ... Um dia vivido Era um dia esquecido Esquecido na solidão Esquecido na escuridão. «O sol irá ficar negro A Terra afundar-se no mar O céu despojado das suas estrelas brilhantes Irá do fumo E fogo Saltando a chama Vencendo o próprio céu»

Jonathan Weiner.

Vivia… Sem amor Sem alegria Sem furor Sem fantasia. Mas uma manhã viu nascer o dia O Sol a romper Um dia de sonhos E chega, então, a pessoa.

Viver era aprender a sonhar A sofrer A respeitar os que a respeitam E os que não aprenderam a respeitar…

Percebendo, então De que nada valia a solidão Não ter amigos era triste E viver na magia Era viver eternamente! Um dia que seria vivido Sem pressa de correr para a noite! Não sabia, ainda, viver Pois vivera sempre só Sem amigos, em solidão

RITA


Página 19 O homem, A mim Muito mal me faz… Mas eu, Continuo-o a servir, E vou continuar, Até não mais aguentar. Sinais da minha mágoa, Já eu dei. Desastres eu já causei. A minha força, E imponência Já eu mostrei.

Acho que isso já perceberam, Mas não querem acreditar, Que vivem em mim, E que me devem estimar.

Já muito sofri, E não sei se no futuro, Mais sofrimento aguentarei.

O que se calhar não sabem, Ou talvez não queiram saber

O homem está a cavar A minha sepultura, É que o homem depende de Mas ainda não percebeu… mim Que comigo, O levarei… Só a minha bondade É que ainda não o matou!

Mas nada, Ainda mudei. O homem não pára Parece querer matar-me.

Pedidos de socorro já mandei, Mas ainda ninguém…

Será que ainda não perceberam, Se deu conta, Que me estão a magoar? Que me têm de salvar.

RAQUEL

A Terra tem água Para beber Tem ar Para viver A terra tem mar Para nadar Tem alimento Para comer E assim podemos sobreviver. A terra tem árvores, Mas não são para queimar Porque no futuro vai ser difícil Respirar. Não vão fazer poluição Não quero ver lixo no chão Estar a gastar água Sem necessidade isso é que não! Não faz parte da minha vontade Matar animais Quase igual a queimar pinhais.

O laço essencial que nos une é que todos habitamos este pequeno planeta. Todos respiramos o mesmo ar. Todos nos preocupamos com o futuro dos nossos filhos. E todos somos mortais. John Kennedy

LÚCIA E SOTERO


Página 20 TRILOGIA DA TERRA...Eu criei a Terra

EDIÇÃO 3 - JUNHO 2010

Tudo começou, por um bago de areia, numa praia deserta e linda. Estava eu a brincar na areia, quando um senhor já velho me disse: - Se pegares, num bago de areia poderás criar um sol, se pegares numa bola de areia poderás criar um planeta, se pegares em quatro pedras poderás criar o Universo. De repente quando olho para o senhor ele desaparece no meio da praia. Fiquei a pensar se tudo fosse verdade … Peguei num bago de areia e formou-se uma bola enorme que deitava luz e calor. Tive medo mas continuei, peguei numa bola de areia e abriu-se um mundo com humanos, animais ou seja um país com vida. Só me faltava pegar em quatro pedras, procurei quatro pedras pequenas agarrei-as com a minha mão direita e abriu-se um portal que formava o Universo. O senhor tinha razão eu consegui criar várias coisas e contribui para a vida humana

TRILOGIA DA TERRA… O Homem e a Terra _Os homens de teu planeta cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim... e não encontram o que procuram… Antoine de SaintExupéry

Entre o Homem e a Terra não há boa ligação. Terra tem o sinónimo de segunda mãe para todos nós, ela dá-nos tudo o que consegue... dá-nos calor, frio, chuva, vento, neve entre outras coisas. O homem não agradece à Terra pelo que ela faz… O homem deita o lixo para as florestas sabendo que no dia de calor se vão incendiar. Agora a Terra anda a tentar explicar-nos os erros que cometemos, para os tentarmos corrigir. Mas cada vez o homem faz mais erros sem parar para pensar o mal que anda a fazer. Irá vir um dia em que a Terra se irá vingar pelo que estamos a fazer e nesse dia o homem irá perceber os seus erros, mas irá ser tarde para os corrigir, porque já são tantos que não dará para os corrigir.


Página 21 TRILOGIA DA TERRA… A Terra Zangada

Estava em cima de uma montanha a brincar com cabritas quando de repente o céu ficou muito escuro, o sol tinha explodido em imensas nuvens. Não havia luz, começou tudo a cair, as árvores incendiaram-se. Havia pessoas em pânico. Para todos ouvirem eu disse bem alto: - A Terra está-se a vingar deste modo, foi o homem que quis assim. Foram milhares as vezes que a Terra nos tentava explicar, mas nós homens ignoramos. Os vulcões explodiram, as inundações começaram, os animais estavam mortos, as pessoas gritavam. Já não havia nuvens, já nem havia electricidade. Em tempos tentei dizer que estávamos a cometer erros, sem saber. Hoje já é tarde de mais para resolver tudo. Do céu surgiu uma voz, a da Terra, que nos dizia: - Eu tentei avisar-vos… As minhas florestas choravam, porque estavam sempre a ser cortadas. Desculpem, mas tudo acabou! Depois destas palavras ouviu-se um grande estranho som e tudo tinha acabado. A Terra tinha-se zangado e tudo acabou… JÉSSICA – 6º A

No mistério do sem-fim equilibra-se um planeta. E, no planeta, um jardim, e, no jardim, um canteiro; no canteiro uma violeta, e, sobre ela, o dia inteiro, entre o planeta e o sem-fim, a asa de uma borboleta Cecília Meireles

Como zeladores do planeta, é nossa responsabilidade lidar com todas as espécies com carinho, amor e compaixão. As crueldades que os animais sofrem pelas mãos dos homens está além do nossa compreensão. Por favor, ajude a parar com esta loucura Richard Gere


Página 22 A terra era o nome do nosso Planeta, e de repente mudaram para Des Mundo. Melhoraram a Terra, agora é o Des Mundo, deixou de haver poluição, deixou de haver assaltos, acabou os incêndios, as pessoas de África deixaram de sofrer de fome e sede,

EDIÇÃO 3 - JUNHO 2010

toda a gente entrou em paz de vez. Deixaram de fazer armas e outros utensílios que servem para a guerra, o Iraque entrou em paz com os países que estava em guerra, todos acabaram com isso, as pessoas

O ND

finalmente começaram a respeitar-se umas ás outros, e ninguém era rico nem pobre,

U —M S E D

ninguém era que mais que os outros, tudo mudou. …o Homem aprendeu que tinha de respeitar a Natureza para continuar a viver. O papel já não era feito de árvores, era feito de pedra, pois acharam matéria prima na pedra para papel, e agora fazem papel sem destruir as árvores, muita gente pergunta:

Nenhum

Como é possível ter mudado tudo?

livro para

Eu também me pergunto o mesmo…

crianças

Tenho 43 anos e estou a viver na maior felicidade da natureza, já não há espécies em

deve ser escrito para crianças.

vias de extinção !!! Incrível como tudo ficou assim… Se mudaram a Terra para o Des Mundo, vamos continuar assim. Juntos fizemos a Terra e a Natureza feliz, não estraguemos o que andamos a fazer. Vamos seguir em FRENTE…

SOTERO

Estava eu no mar, Como uma gaivota a voar,

Até mesmo as ondas do mar…

A pensar no que fiz e porquê,

Até mesmo os meus actos.

Faço coisas sem resposta...

A vida tem de ter proveito,

Se erro,

Tem de se fazer o que tem de ser feito,

Sou humana,

Temos de viver,

Não será esta uma explicação para erros inexplicá-

E sobreviver,

veis?

À solidão,

Se a gaivota voa,

À escuridão,

Se é livre e não tem de dar explicações a ninguém,

Do nosso mundo,

É porque alguém O quis!

Obscuro,

Porque alguém O fez!

E triste,

Tudo tem explicação,

Poluído e sem graça Rita Oliveira—6ºC


Página 23

Quando criança, pensamos: Quando eu irei crescer?

O sol brilha no céu

Quando adolescentes,

No céu está a lua

pensamos: Com quantas meninas vou

A lua brilha de noite

ficar? Quando jovens,

Na noite há estrelas brilhantes

pensamos: Que carro

Brilhantes, são os meninos da escola

vou conseguir comprar?

A escola tem bonitas meninas

Quando adultos,

Meninas bonitas dos meus olhos

pensamos: Até onde

Olhos de Fervença, sítio refrescante

vou conseguir chegar nesta empresa?

Refrescante, será o passeio, no final do ano

Quando velhos, pensamos: até quando

Ano que terminará de forma brilhante

irei viver?

Brilhante ideia ir a pé e de bicicleta

Quando morrermos, pensaremos: Porque eu

Bicicleta dos meus sonhos

não me pensei somente em ser Feliz?

Sonhos que nos levarão a voar pelo céu! Andreia, Miguel, Pedro, Júlia, Cristiano, Rui, Mariana e Odete

Evandro Svdri

O sol brilha no céu, No céu está a lua A Lua brilha de noite Na noite há estrelas brilhantes, Brilhantes são os meninos de escola. A escola tem bonitos meninas Meninas bonitas dos meus olhos Olhos de Fervença, sítio refrescante

Bicicleta dos meus sonhos,

Refrescante será o passeio, no final do ano,

Sonhos que nos levarão a voar pelo céu.

Ano que terminará de forma brilhante, Brilhante ideia ir a pé e de bicicleta,

Andreia, Miguel, Pedro , Júlia, Cristiano, Rui,


ONTEM PUS-ME A PENSAR….

( Escola de Atenas )

Quando falo na escola, penso muitas vezes numa coisa aborrecida de que me tento sempre livrar! Por essa razão, ontem pus-me a pensar… qual será o significado de escola? Será um sítio onde se aprende? Onde se brinca e não se faz nada apesar de os outros pensarem que sim? Terá significado? Ontem pus-me a pensar, a pensar sem nunca conseguir encontrar resposta para a minha pergunta, até que parei de pensar e só aí consegui perceber, deixando a lógica, o ensino, aquilo que os outros pensam, e aquilo que dizem… simplesmente parei e, como se fosse uma nascente, começou a surgir um ribeirinho de ideias muito pequenino, que se transformou num ribeiro um pouco maior, num riacho, num afluente de um rio, num rio, e finalmente no mar… Um ribeirinho… Um ribeirinho um pouco maior… Um riacho… Um afluente de um grande rio… Um rio… E finalmente… o mar… Ontem pus-me a pensar, e percebi que escola não tem significado definido…o seu significado sou eu que o decido, que o crio, que o digo… sou eu que faço a escola, quando digo eu, digo uma simples miúda de quase 12 anos que anda na escola a aprender, mas, a aprender o quê? A escrever melhor, a ler melhor, a saber o que são determinantes, pronomes, advérbios, quantificadores e não sei mais o quê, para que é isso tudo? São palavras que, no futuro, eu nem vou saber nem vou ter que identificar! Porque não me ensinam algo que não saiba, algo que importe mesmo saber? Algo de interessante! Ontem pus-me a pensar e cheguei a uma conclusão… Porquê????? CATARINA—6º C É por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas ideias. Emanuel Kant


UM TEXTO DE COMENIUS… ( EM JEITO DE REFLEXÃO) T

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1. os estúpidos e os inteligentes, 7. Estes fatos demonstram em geral, que a cultura é necessária a todos. Se agora lançarmos um olhar às diversas condições dos homens, verificamos o mesmo. Com efeito, quem poderá pôr em dúvida que os estúpidos tenham necessidade de instrução, para se libertarem da sua estupidez natural? Mas, na realidade, os inteligentes têm muito mais necessidade de instrução, porque a mente subtil, se não for ocupada em coisas úteis, ocupar-se-á ela mesma em coisas inúteis, frívolas e perniciosas. Com efeito, assim como um campo, quanto mais fértil é, tanto mais produz espinhos e cardos, assim também o engenho perspicaz está sempre cheio de pensamentos frívolos, a não ser que nele se semeiem as sementes da sabedoria e da virtude. E assim como, se à mó que gira não é fornecido o grão, de que é feita a farinha, ela se gasta a si mesma e inutilmente se enche de poeira, produzindo pó, com estrépito e fragor e ainda com o esfarelamento e a ruptura das partes, assim também o espírito ágil, se permanece privado de trabalhos sérios, mergulha inteiramente em coisas vãs, frívolas e nocivas, e será a causa da sua própria ruína. 2. os ricos e os pobres, 8. Que são os ricos sem sabedoria senão porcos engordados com farelo? Que são os pobres sem compreensão das coisas senão burros condenados a transportar a carga? Um homem formoso privado de cultura, que é senão um papagaio de plumagem brilhante ou, como disse alguém, uma bainha de ouro com uma espada de chumbo? 3. aqueles que deverão ser postos à cabeça dos outros e aqueles que deverão ser súbditos. 9. Aqueles que, alguma vez, deverão ser postos à cabeça dos outros, como os reis, os príncipes, os magistrados, os párocos e os doutores da Igreja devem embeber-se de sabedoria tão necessariamente como o guia dos viajantes deve ter olhos, o intérprete deve ter língua, a trombeta, som e a espada, gume. De modo semelhante, também os súbditos devem ser esclarecidos, para que saibam obedecer prudentemente àqueles que governam sabiamente: não coagidamente, com uma sujeição asinina, mas voluntariamente, por amor da ordem. Com efeito, a criatura racional não deve ser conduzida por meio de gritos, de prisões e de bastonadas, mas pela razão. Se se procede de modo diverso, a ofensa redunda contra Deus que também neles depôs a sua imagem; e as coisas humanas estarão cheias, como de fato estão, de violências e de inquietação. Todos, portanto, sem nenhuma excepção. 10. Fique, portanto, assente que a todos aqueles que nasceram homens é necessária a educação, porque é necessário que sejam homens, não animais ferozes, nem animais brutos, nem troncos inertes. Daí se segue também que, quanto mais alguém é educado, mais se eleva acima dos outros. Seja, portanto, o Sábio a concluir este capítulo: «Aquele que não faz caso nenhum da sabedoria e do ensino é um infeliz, as suas esperanças são vãs (ou seja, espera em vão conseguir o seu fim), infrutuosas as suas fadigas e inúteis as suas obras» (Sabedoria, 3, 11). COMENIUS

(1592 - 1670)

FICHA TÉCNICA EDIÇÃO E LAYOUT—PROFESSORA REGINA TEIXEIRA ACONTECEU NA ESCOLA - PROFESSOR JOÃO PAULO E PROFESSORA REGINA ESTAMOS NA WEB http://biblostocha.blogspot.com CONTACTE-NOS: biblosblogue@gmail.com

TEIXEIRA AGRADECEMOS A TODOS OS PROFESSORES QUE, COM AS SUAS ACTIVIDADES, CONTRIBUEM PARA O SUCESSO DESTA NEWSLETTER. AGRADECIMENTOS ESPECIAIS AOS ALUNOS DO 6º C E 6º A.


Onda de Ideias de Junho de 2010