Page 1

SOCIEDADE

ENERGIA

Gfk†eZ`Xd}o`dX Gfikl^Xc\eZfekiX$j\eX]X`oX[f_\d`j]„i`fefik\ dX`jX[\hlX[X~gif[lƒf[\\e\i^`XXgXik`i [Xjfe[XjÆjfYi\kl[fg\cXZfe]`^liXƒf[f]le[f dXi`e_f%<dJfG\[if[\Df\c#C\`i`X#f>fm\ief Zi`fl\jk\XefldXqfeX$g`cfkf[\\og\i`†eZ`Xj gXiXfXgifm\`kXd\ekfZfd\iZ`Xc[\jk\i\Zlijf *)

,,

**

)+

-, -*

,' -.

-'

-.

*/

.' .-

(,

-/ ,*

TECNOLOGIA PELAMIS É em tubos vermelhos como estes que se produz a energia eléctrica DR

+. ,, ,' ++ +*0

Mar de luz

/ **

O parque de ondas da Aguçadoura é pioneiro e Portugal pode ser líder da produção de energia, a partir do oceano POR PEDRO SANTOS

C

TECNOLOGIA ‘À LA CARTE’ «O desenvolvimento destes dispositivos não é fácil, porque são colocados num meio 106

v 17 DE ABRIL DE 2008

muito adverso, onde têm de resistir», afirma Teresa Pontes, 61 anos, investigadora do Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI). António Sarmento diz que «não é de esperar que os sistemas saiam do laboratório para o mar sem haver problemas» e acredita que as empresas que arriscarem nesta fase inicial serão as mais bem sucedidas.

JOSÉ CARLOS CARVALHO

or vermelha, 700 toneladas e 150 metros de comprimento. Vistos há cinco séculos seriam considerados monstros marinhos. Hoje, os módulos cilíndricos que permitem a produção de energia eléctrica dão pelo nome de Pelamis. Esta tecnologia, de origem escocesa, comercializada em Portugal pela Enersis, vai ser instalada na praia da Aguçadoura, Póvoa de Varzim, num parque pré-comercial com 2,25 MW de potência instalada. Apesar de a empresa não comentar o adiamento da montagem comercial da primeira fase do parque [estava prevista para Outubro de 2007], a VISÃO sabe que as máquinas estão prontas a instalar e se encontram no porto de Leixões, aguardando condições meteorológicas favoráveis à sua instalação. António Sarmento, 56 anos, director do Centro de Energia das Ondas (CEO), diz que este dispositivo «está dois anos à frente de todos os outros» e acredita que «o parque será, seguramente, montado este ano». A concretizar-se o investimento de 1 200 milhões de euros num prazo de oito anos, a Enersis será responsável pela construção no mundo do primeiro parque de exploração de energia eléctrica através das ondas.

EFK8FjmXcfi\j[fdXgX (* `e[`ZXdfgfk\eZ`Xc[\gif[lƒf [\\e\i^`XXgXik`i[Xjfe[Xj\Zfii\jgfe[\dXfe’d\if [\hl`cfnXkkj^\iX[fjgfid\kif[\]i\ek\[\fe[X =FEK<K_\<lifg\XeNXm\<e\i^pI\jfliZ\# GFEK<J#K\i\jX:ffi[% (00/

@E=F>I8=@88I&M@JÂF

«A exploração comercial da energia das ondas pode ser responsável por 1% da riqueza produzida durante 30 a 40 anos e por iluminar um milhão de lares no País», afirma António Sarmento. «O potencial do País daria para criar 2 500 quilómetros de parques.» O engenheiro mecânico, que criou e dirige o único centro nacional para o estudo da exploração comercial deste recurso, diz,

A exploração comercial da energia das ondas pode ser responsável por 1% da riqueza produzida durante 30 a 40 anos e por iluminar um milhão de lares’ ANTÓNIO SARMENTO director do Centro de Energia das Ondas

Não há um consenso sobre a melhor tecnologia para o aproveitamento deste recurso. Em todo o mundo existem mais de 50 soluções diferentes para aproveitar a energia das ondas e, em Portugal, já foram testadas várias. Há sistemas junto à costa e ao largo, fixos ou móveis, submersos ou flutuantes, o que mostra a atenção que é dedicada ao aproveitamento desta fonte de energia.

ainda, que «Portugal pode ser responsável por 10% da produção mundial». Desde 1979 que o Instituto Superior Técnico faz investigação nesta área, o que permitiu desenvolver e construir, com tecnologia 100% nacional, a central de energia das ondas da ilha do Pico. O projecto, apoiado por fundos comunitários, foi a primeira e maior central, em potência, ligada directamente à rede eléctrica e é, hoje, gerida pelo CEO.

energia das ondas  

O parque de ondas da Aguçadoura é pioneiro e Portugal pode ser líder da produção de energia, a partir do oceano SOCIEDADE TECNOLOGI...

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you