Issuu on Google+

Pesquisa Histórica e o seu Desenvolvimento | ApInf2012

ESCOLA SECUNDÁRIA QUINTA DO MARQUÊS

QR CODES


Ă?ndice


Introdução Durante muito tempo dispositivos como o telefone, a televisão, o rádio, o computador e a calculadora eram concebidos e produzidos de forma a que cada possuía apenas uma função, que era própria daquele dispositivo e nenhum outro dispositivo a possuía. Quando se queria executar várias funções era necessário usar vários dispositivos. Hoje em dia é muito diferente, um smartphone reúne diferentes funções de comunicação, entretenimento e computação, serve para além de telemóvel, para enviar mensagens instantâneas, email, visualização de filmes, filmagem, videoconferência. A este fenómeno, da migração de funções para um único dispositivo chamamos de Convergência Digital: diferentes funcionalidades convergem para um único dispositivo. Na literatura, a Convergência Digital é descrita como um fenómeno que integra as indústrias de: Comunicação, Entretenimento e Computação. Podemos classificar este fenómeno em: •

Convergência sobre Dispositivos, gerando Dispositivos Multifunções: Dispositivos

passam a oferecer mais de uma função. Ex.: Smartphone •

Divergência de Plataformas: surgem Funções Multidispositivas: Uma mesma função

passa a estar disponível em diferentes dispositivos. Ex.: Skype O primeiro passo é classificarmos televisão ou outro conteúdo audiovisual que seja estendido através de interactividade como software e não mais como filme ou vídeo. Isto é essencial, pois produzir televisão, com o advento da televisão digital interactiva, passou a ser sinónimo de produzir software. Isto é ainda mais importante no domínio do desenvolvimento multidispositivo de conteúdo. Actualmente, no que diz respeito a aplicações multi-dispositivo estamos ainda no período de inovação, experimentando diversas formas inovadoras de interacção (através de gestos) num cenário crescente de dispositivos digitais (iPads, Smartphones, TV digital interactiva).


História Não poderíamos fazer um estudo, um trabalho sem fazermos uma pequena pesquisa sobre a necessidade dos códigos e o seu desenvolvimento até aos dias de hoje.

Em 1970, a IBM desenvolveu os símbolos UPC compostos de 13 dígitos de números de computadores para permitir a leitura automática em sistemas computacionais. São ainda amplamente usados em sistemas de ponto de venda (POS). Em 1974 apareceu o código 39, que pode armazenar 30 dígitos alfanuméricos.

Figura - Evolução dos Códigos de Dados

Os QR codes são parecidos com um código de barras. É um código bidimensional, um código em 2D, que depois de lido por certos dispositivos é convertido para texto, imagem, links… este pode conter até 7.000 caracteres.

Foi criado por uma empresa Japonesa, automobilista, chamada Denso-Ware em 1994, uma das principais empresas do grupo Toyota.

Esta sigla (QR) significa Quick Response, ou seja, o código pode ser interpretado rapidamente com câmeras digitais em formato VGA como do telemóvel e do ipad.


No início era usado apenas para catalogar partes de veículos, como controlo de qualidade e certificação da montagem. Hoje em dia a sua utilização é muito mais diversificada, como por exemplo, localização em parques de estacionamento e principalmente publicidade.

Ao longo do tempo, foram desenvolvidas aplicações para os diversos sistemas operativos móveis com o objectivo de facilitar a leitura, já estando quase ao alcance da maioria dos dispositivos móveis.

São muito usados em revistas e propagandas para guardar informações pessoais detalhadas, como cartões de visitas facilitando a introdução destes dados em agendas digitais.

O QR Code está na frente em relação aos tradicionais códigos de barras, têm capacidade de armazenar mais informação e podem ser lidos com mais facilidade.


QR Codes Todos conhecem os códigos de barras, presentes em todas as partes do mundo, ocupando espaços em embalagens de produtos nos mercados, facturas do banco e até servindo como identificadores para linhas e séries. Mas existe uma série de limitações, que variam desde a capacidade de armazenamento de informações à variação de formatos e tamanho. O código QR é visto agora todos os dias e em todos os lugares do mundo, sobretudo por quatro razões: •

Possui características superiores aos códigos de barras lineares, como a possibilidade de

agregar muitos dados em alta densidade e dar suporte a caracteres kanji (caracteres da língua japonesa com origem em caracteres chineses); •

Pode ser usado por qualquer pessoa sem custos, uma vez que a Denso abriu mão dos

direitos de patente para o domínio público; •

A maioria dos telemóveis nos principais países já são smartphones, equipados com

câmeras que permitem a leitura de códigos QR, carregando imediatamente informações na web, SMS ou até chamadas telefónicas. O código QR tem a capacidade de leitura de alta velocidade, em todas as direcções (360°), proporcionando aplicações até então nunca imaginadas. Normalmente, a leitura do QR é feita através de um sensor CCD, como o de um telemóvel. Os dados da imagem capturada pelo sensor são armazenados na memória. Em seguida, através do software de interpretação, são analisados os detalhes e encontrados os padrões identificadores, bem como a posição, o tamanho e o ângulo de leitura do código QR. Depois é feita a decodificação do símbolo. Em símbolos bidimensionais, a leitura pode demorar muito tempo até detectar a posição/ângulo/tamanho do símbolo, além de problemas de precisão.


Existem também inúmeros padrões de leitura e de impressão, todos adequados à profundidade de leitura e precisão de equipamentos diferenciados. É importante também pensar que o novo formato quebra com o paradigma apenas de uma identificação. Embora tenha sido criado com o propósito original de identificar carros numa linha de série, a sua capacidade de armazenamento variada permite novas acções globais, etiquetagem dinâmica de itens e até mesmo o transporte de dados (a própria identidade pode passar para o formato digital, contendo os dados de nascimento, país de origem,…).

Com o código QR, o leitor encontra os padrões de posicionamento em três cantos, o que permite uma alta velocidade de leitura em todas as direcções. A relação entre posições em preto e em branco, numa linha de leitura dos padrões de posicionamento, é sempre 1:1:3:1:1, quando lido de qualquer direcção. Ao detectar esse posicionamento o leitor é capaz de identificar a posição do código QR, e por consequência o tamanho e o ângulo. Figura - Modo de Leitura dos QR Code

Quando o código QR estiver colado numa superfície curva ou o leitor estiver inclinado, a imagem resultante fica distorcida e dificulta a leitura. Para corrigir esta distorção, o código tem padrões de alinhamento arranjados com um intervalo regular dentro do intervalo de símbolo.

Figura - Orientação Angular na Leitura do QR Code


Figura - Distorção dos QR Code

Sem estes mecanismos e logaritmos seria muito comum um código ser interpretado de modo erróneo, o que criaria um transtorno enorme tanto aos clientes quanto às companhias. Geralmente a taxa de restauração de informação e de correcção de erros nos códigos QR encontra-se entre os 7% e os 30%. No código QR há dados para a restauração da sua funcionalidade, tornando-o resistente a manchas ou símbolos danificados.

Possui quatro níveis diferentes de correcção do erro — 7%, 15%, 25% e 30% da área do símbolo. A funcionalidade de correcção é implementada de acordo com os danos da imagem e são chamados de código Reed-Solomon.

Estão dispostos na área de dados do código QR. Com essa funcionalidade, os códigos podem ser lidos correctamente mesmo quando estiverem sujos ou danificados até o nível de correcção de erro, aumentando a sua utilidade e permitindo aplicações inéditas.

As grandes empresas já se prepararam lançando anúncios inteiros codificados em forma de códigos QR (geralmente guardando links de internet), esperando que o público os interprete com o seu dispositivo móvel. Chegando a ocupar outdoors inteiros com uma informação codificada.

As expectativas para este tipo de compressão de dados são grandes: existem previsões de que, em poucos anos, o QR Code substitua as tabelas de informações nutricionais nas embalagens e alimentos, assim como os códigos de barras, fazendo com que não seja necessário uma máquina de leitura de preços quando se vai fazer as compras. Todas as informações estarão na palma da mão.


As oportunidades dos mercados desenvolvidos estão numa grande fase de expansão, baseadas na adopção de smartphones e nas estatísticas de leituras de código QR:

80% dos consumidores dos Estados Unidos têm telemóvel;

35% dos telemóveis são smartphones;

75% dos proprietários de smartphones têm leitores de código QR;

Os consumidores que lêem códigos QR são mais velhos, têm maior grau de escolaridade e renda acima da média nacional.


Exemplos


Como Criar um QR Code Dada a enorme popularidade dos QR Codes é muito interessante que se pode criar os nosss próprios, o que é muito fácil de fazer: 1. Ir ao site http://qrcode.kaywa.com.

2. Seleccionar o tipo de conteúdo que se deseja incluir no QR Code: um endereço de

Internet, telefone, texto (nome, endereço, conta no Twitter, etc) ou uma pequena mensagem. 3. Inserir as informações na caixa de texto e clicar no botão "Gerar".

Figura - Como criar um QR Code


Conclusão Concluímos assim que o QR é muito vantajoso, mas que hoje em dia tem ainda uma grande desvantagem, é que só os smartphones e os tablets é que possuem a tecnologia necessária para ler os QR codes. Irá o QR code ser utilizado no futuro? Nós achamos que sim, porque apesar de recente o número de pessoas e empresas a aderir ao uso do QR code está a aumentar drasticamente, devido as suas vantagens. Achamos por isto que se deveria investir futuramente no QR code.


Bibliografia BATISTA, Denilse e TESKE, Thaíse - QR Code como surgiu? [Em linha] Disponível em: http://girandoomundo.wordpress.com/2011/03/26/qr-code-o-que-e-e-comosurgiu/ Kreppi - Leitores de QR Codes [Em linha] Disponível em: http://sms.bizoki.com/leitores-de-qr-codes/

PANKIEWICZ, Igor - O que são os QR Codes? [Em linha] Disponível em: http://www.tecmundo.com.br/imagem/1995-o-que-sao-os-qr-codes-.htm

MORTARA, Bruno - O que é e para que serve o código QR? [Em linha] Disponível em: http://revistatecnologiagrafica.com.br/index.php? option=com_content&view=article&id=2690:o-que-e-e-para-que-serve-o-codigoqr&catid=60:normalizacao&Itemid=185

MATRIX – Barcode [Em linha] Disponível em: http://en.wikipedia.org/wiki/Matrix_barcode#Matrix_.282D.29_barcodes

O que é Convergência Digital? Disponível em: http://incod.blogspot.pt/p/o-que-e-convergencia-digital.html


QR Code