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Plano de Marketing

Daniel Scomazzon Felipe Hack Juliano Hespanhol Pedro Lonzetti Tomรกs Bueno

Porto Alegre, 25 de maio de 2012


Sumário Resumo Executivo.....................................................................................................................3 1. Descrição Interna..................................................................................................................4 1.1 Oferta .......................................................................................................................................... 4 1.2 Preço............................................................................................................................................ 5 1.3 Comunicação ............................................................................................................................... 6 1.4 Relacionamento Interno .............................................................................................................. 6 1.5 Sede ............................................................................................................................................. 7 1.6 Clientes Potenciais ....................................................................................................................... 7 1.7 Fornecedores e Colaboradores Potenciais .................................................................................... 8

2. Descrição externa .................................................................................................................8 2.1 Concorrência ................................................................................................................................ 8 2.1.1 Concorrência direta............................................................................................................................... 9 2.1.2 Concorrência indireta:........................................................................................................................... 9

2.2 Macroambiente ......................................................................................................................... 10 2.2.1 Demografia:........................................................................................................................................ 10 2.2.2 Tendências econômicas: ...................................................................................................................... 11 2.2.3 Tendências comportamentais: ............................................................................................................. 12 2.2.4 A Nova Classe Média: .......................................................................................................................... 13 2.2.5 Crescimento de Micro, Pequenas e Médias Empresas: ......................................................................... 15 2.2.6 O varejo no mercado nacional ............................................................................................................. 17 2.2.6 O e-commerce no Brasil ...................................................................................................................... 19 2.2.7 Copa do Mundo .................................................................................................................................. 19 2.2.8 A Importância do Design na Contemporaneidade ................................................................................ 20 2.2.9 Publicidade e comunicação ................................................................................................................. 21

2.3 Microambiente .......................................................................................................................... 22 2.3.1 O crescimento dos Shopping Centers ................................................................................................... 22 2.3.2 Valorização de Ambientação................................................................................................................ 26 2.3.3 Setor de Varejo do RS .......................................................................................................................... 26 2.3.4 Economia e mercado de Porto Alegre .................................................................................................. 26

3. Análise ................................................................................................................................ 28 3.1 Matriz Swot ............................................................................................................................... 28 3.2 Fatores Críticos .......................................................................................................................... 29 3.2.1 Critério de escolha dos fatores críticos................................................................................................. 29

3.3 Objetivos, Estratégias e Ações .................................................................................................... 30 3.4 Cronograma ............................................................................................................................... 35

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Resumo Executivo A LOOK é formada pelos sócios: Pedro Lonzetti, Daniel Scomazzon, Juliano Hespanhol, Tomás Bueno e Felipe Hack Moura. Suas atividades tiveram inicio na metade do primeiro semestre de 2012 e sempre mantiveram o foco na área de construção visual, seja ela específica para ponto de venda ou na identidade visual do cliente.

A ideia inicial para trabalhar com construção visual foi primeiramente suscitada por Daniel Scomazzon que estava concluindo um curso de 3D e apresentou a seus sócios uma oportunidade de negócio. Após alguns meses de planejamento e amadurecimento da ideia o projeto se concretizou. Com o conhecimento dos componentes do grupo em suas áreas, foi possível criar um escritório que atendesse as áreas em que hoje trabalhamos.

As ambições da LOOK são coerentes com a realidade atual da empresa. Pelo fato de sermos uma “cara nova” no mercado buscamos primeiramente ser conhecidos para depois fidelizar nossos clientes com as qualidades que a empresa apresenta, assim como a qualidade, seriedade e comprometimento com o trabalho.

A crescente economia do Brasil e o otimismo no varejo brasileiro abrem portas para um marketing especificadamente aplicado a esse setor. Contudo, uma “cara” nova no mercado não inspira a confiança de uma empresa consolidada – e há vários concorrentes bem consolidados - ; o novo é muitas vezes temerário e arriscado. Sabemos que o sucesso em um mercado específico requer alto nível de qualificação e experiência. Portanto, preocupamo-nos em manter aliado à percepção de dinamismo e jovialidade, segurança e qualidade em nossos projetos.

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Para cumprir o objetivo de conhecimento e reconhecimento do mercado, a Look pretende capacitar seu pessoal interno, através de cursos de especialização, com constante desempenho das atividades da empresa, financiando cursos de aprimoramento de pessoal. O nível de exigência da Look não deve ser nunca menor do que o do mercado, uma vez que o reconhecimento da marca é adquirido pela qualidade de seus trabalhos. Como uma forma de suporte para isso, a Look pretende contratar um profissional formado na área de arquitetura. Com tal preocupação em seus serviços, a Look tende a ser um forte nome no setor

1. Descrição Interna

1.1 Oferta Com o crescimento do mercado brasileiro, referente a comércio e serviços, hoje a LOOK se encontra em um ambiente muito propício para negócios. O setor terciário corresponde a quase 70% do Produto Interno Bruto (PIB) e gera 75% dos empregos formais. Se analisarmos o faturamento do comércio varejista brasileiro verificamos que ele já passa de 1,6 trilhão de reais. Esta entrada em um mercado aquecido economicamente permitiu para a LOOK desenvolver quatro diferentes tipos de serviços que atendem as necessidades dos clientes atuais e potenciais. São eles:

Visual Merchandising – Tem como definição o desenvolvimento de elementos visuais que destaquem o produto afim de que as vendas sejam maximizadas. Pode tanto ser utilizado para produtos quanto serviços, para reforçar seus diferenciais e benefícios. O propósito do Visual Merchandising é atrair, envolver e motivar o consumidor a fazer compras. 4


Ambientação PDV – Um ambiente atraente funciona como um atrativo para o consumidor, tanto para entrar no ponto de venda, quanto para consumir nele. Uma boa ambientação muitas vezes torna-se até mesmo a referência do varejo em questão, alavancando todo ambiente em volta do estabelecimento. Assim, a criação de um ambiente visualmente agradável, com a temática e decoração adequadas, torna-se necessária, atraindo um maior número de clientes e, consequentemente, aumentando os consumo.

Brand Space – A criação de um ambiente que evidencie a marca é a função do Brand Space. A necessidade aqui é o destaque da brand (marca, em inglês) frente a outros concorrentes em um estabelecimento multimarcas. Para isso são construídas estruturas visualmente atraentes e interativas, com o intuito de conectar o consumidor com a marca e incrementar as vendas.

Brand Retail: Lojas assinadas pela marca são a demonstração da força dela. Assim, o projeto e a realização de lojas da marca que vendam exclusivamente produtos dela é peça importante para o estabelecimento das marcas no dia-a-dia do consumidor.

Vitrinismo – A vitrine é a apresentação de qualquer loja, sendo assim ela deve ser visualmente atrativa e mostrar a identidade do varejo, traduzindo seus ideais para o consumidor, a fim de atraí-lo para o interior do estabelecimento.

1.2 Preço A LOOK trabalha com uma política de preço que beneficia tanto o cliente quanto o escritório. O valor total a ser pago é dividido em duas partes, sendo a primeira delas entregue quando o pedido for efetuado e a segunda quando o trabalho 5


estiver concluído. Geralmente é adicionada a segunda parte uma quantia de bonificação em relação ao serviço prestado com êxito. O lucro é dividido entre os sócios e uma parte correspondente a 15% desse valor é mantida para o escritório. Esta quantia serve para futuras compras de equipamento, terceirizações, funcionários adicionais, etc.

Este modelo de cobrança de serviço foi escolhido após a análise de dois sistemas. Primeiramente um sistema usado por escritórios de arquitetura e outro por Agências de publicidade. A forma como pelo IAB (Instituto dos Arquitetos do Brasil) e ASBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura) cobram seus valores varia entre 5% a 10% do valor gasto na obra.

1.3 Comunicação Os clientes poderão entrar em contato com o escritório através do site www.lookdesign.com.br e, também, a partir das redes sociais como Facebook onde serão postados trabalhos recentes em uma linha do tempo da LOOK.

1.4 Relacionamento Interno O escritório esta segmentado em três diferentes setores, com o intuito de melhorar a organização da empresa. São eles: atendimento financeiro e produção. Cabe ao atendimento buscar uma relação estável com o cliente e repassar suas exigências e pedidos para a criação. Cada parte que compõe os setores da empresa é constituída pelos sócios fundadores do escritório, que tem a função de administrar o negócio e executar a parte criativa.

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1.5 Sede O escritório localiza-se em uma sala de 20m² situada na Av. Wenceslau Escobar número 1247, bairro Tristeza, Porto Alegre Ilustração do local:

1.6 Clientes Potenciais A Look propõe-se tanto a um atendimento direto com a marca/lojista quanto a um atendimento terceirizado – realizando, nesse último caso, apenas uma parcela de um trabalho de comunicação mais amplo, envolvendo mais empresas do ramo. Portanto, tratando-se do primeiro caso, o setor varejista regional é um forte cliente potencial, principalmente de médias empresas, de mais variadas naturezas, desde restaurantes, como o Bar Tirol a farmácias como Rede Agafarma.

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Além disso, a gama de clientes potenciais da Look inclui agências de publicidade como Escala e Paim, escritórios de arquitetura e escritórios de design atendendo a necessidades específicas de branding de PDV as quais a Look é focada.

1.7 Fornecedores e Colaboradores Potenciais

A Look Design constitui-se de um escritório novo e pequeno, assim, possui como seus fornecedores e colaboradores empresas que não só supram suas necessidades técnicas do dia-a-dia, mas também possibilitem a aplicação de seus projetos nos locais destinados. Para materiais de papelaria e desenho baseamos nossas compras na Casa do Papel e na Casa do Arquiteto, essa última também forneceria materiais necessários para construção de maquetes. A empresa Dellano seria responsável pelos móveis do escritório, projetando móveis sob medida que atendam as nossas necessidades. Quanto à informática, necessitaríamos de duas potentes estações de trabalho da marca Apple para a criação dos projetos, vídeos e maquetes 3D. Além dessas duas máquinas 3 outros notebooks de configuração básica são necessários, para as tarefas dos demais sócios e para reuniões e apresentações com os clientes. Para isso contataremos a empresa Dell, através de um de seus planos empresariais. Nosso escritório necessitará de um colaborador para o transporte dos estandes e materiais aos locais de montagem, sendo assim possuímos a Belgrano como nossa principal colaboradora.

2. Descrição externa

2.1 Concorrência 8


2.1.1 Concorrência direta A concorrência direta é caracterizada por empresas que possuam clientes, em geral, de pequeno e médio porte, baseadas em Porto Alegre. Essas agências compartilham, portanto, o público-alvo da LOOK.

Empresas

Principais clientes

Pontos Fortes

BG Arquitetura

Donna Fashion Iguatemi, Z café, Savarauto, Simpala, Nery Beck

Boa experiência (20 anos e mais de 800 projetos realizados). Especializada em arquitetura comercial. Escritório premiado. Concorrente forte.

Sibemberg

Aduana, Grêmio, Inter, Joalheria Coliseu, Otello

Área de atuação ampla (RS, SC, PR, SP, CE, PE). Equipe com 4 arquitetos, colaboradores e parceiros. Bastante experiente (40 anos). Portfolio sólido. Forte concorrente.

Moinhos Shopping, MMartan, Gobbi Novelle Home, Ortomed, 5 à sec

Portfólio mais fraco em relação às outras concorrentes. Possui uma equipe de 4 arquitetos. Não comunica experiência de mercado. Boa presença na mídia, principalmente local. Concorrente fraco, uma vez que não possui vasta experiência com arquitetura comercial

Z Café, Dado Bier, Totosinho, Livraria Cameron, livraria Roma

Portfolio sólido. Equipe com somente 1 arquiteto. Consultório consolidado. Baixa experiência ( menos de 10 anos). Pequena empresa, tem sua atuação limitada. Concorrente que deve ser considerado, especialmente por um escritório novo no mercado, mas que não deve apresentar grandes ameaças

Studio Teston

Aline Fuhrmeister

2.1.2 Concorrência indireta:

A área de atuação da LOOK é uma área multidisciplinar que envolve conhecimentos em Publicidade, Arquitetura e Design. A partir disso, agências e profissionais liberais não especializados estariam aptos a reproduzir os trabalhos. Entram nesse caso escritórios de arquitetura, arquitetos profissionais liberais, estúdios de design, designers freelancers, agências de publicidade. 9


Essa concorrência indireta também poderia ser considerada como um potencial cliente. Uma vez que a LOOK possui especialização na área, elas poderiam terceirizar o serviço, tornando-se, assim, um contratante dos serviços prestados.

2.2 Macroambiente

2.2.1 Demografia:

A população estimada de Porto Alegre, de acordo com pesquisa realizada pelo IBGE, em julho de 2011, gira em torno de 1.413.094, sendo 46,6% formada de homens e 53,4% de mulheres.1 De acordo com esse mesmo órgão, Porto Alegre é a capital brasileira que cresce em ritmo mais lento, acompanhando um envelhecimento de sua população. A população idosa (60 anos ou mais), em 2010, apresentava números em torno dos 211.000 habitantes, o que representa um aumento de 32% em relação aos dados do ano de 2000, quando o número de idosos era estimado em 160.540. Já a população jovem (zero aos 24 anos) da cidade, tomando-se como base dados desses mesmos anos, apresentou um decréscimo de 13,68%.2 Porto Alegre, hoje apresenta o menor índice de desemprego, levando-se em conta dados dos últimos 19 anos. A informação é da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), e foi divulgada no dia 27 de fevereiro de 2012. A taxa de desempregados corresponde a 6,5% da população economicamente ativa. Quanto à estimativa de pessoas atualmente ocupadas na capital, o número gira em torno de 712 mil, o que caracteriza um cenário positivo no mercado de trabalho para os moradores da capital gaúcha. Ainda, apontados como os maiores contribuintes para esse

1

http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/estimativa2011/tab_Municipios_TCU.pdf

2

http://www.observapoa.com.br/default.php?reg=215&p_secao=17

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crescimento no nível de empregos, setor de serviços e a indústria foram responsáveis pela adesão de pelo menos 12 mil profissionais em 2011. 3 Outro aspecto de alta relevância que pode ser notado no cenário demográfico porto-alegrense da atualidade é a queda do analfabetismo. De acordo com dados do IBGE (divulgados no CENSO 2010), pelo menos 35.928 residentes de Porto Alegre com idade igual ou superior a 15 anos não sabia ler nem escrever em 2000, enquanto uma nova pesquisa, referente ao ano de 2010, recalcula esse número para 26.045. 4

2.2.2 Tendências econômicas:

Graças ao agravamento da crise europeia em 2011, países como Brasil e China têm representado, ao lado do FMI, uma possibilidade de fonte financeira às federações da zona do euro mais impactadas, mediante empréstimos através da compra de títulos.5 Esse panorama acaba influenciando em todo o mundo o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), índice cuja estimativa para esse ano teve de ser revista pelo FMI (Fundo Monetário Internacional). De acordo com os dados atuais, a expectativa de crescimento, que em setembro de 2011 era de 3,6%, agora é de 3%. Para 2013, esperase que esse aumento seja de 4%, número também inferior à previsão anterior, que era de 4,2%.6 O consumo dos brasileiros será de R$ 2,7 trilhões em 2012. As despesas das famílias do país possuirão uma taxa de crescimento superior a do PIB (3,6%). A maior participação desse índice é da região Sudeste, com 50,4%. As regiões Nordeste e Sul vem em segundo e terceiro lugar, com 17,7% e 17,5%, respectivamente. Fechando os

3 http://www.observapoa.com.br/default.php?reg=224&p_secao=17 4 http://www.observapoa.com.br/default.php?reg=184&p_secao=17 5 http://professorscarpin.blogspot.com.br/2011/12/tendencias-economicas-para-2012.html 6 http://revistaepoca.globo.com/Negocios-e-carreira/noticia/2012/01/fmi-preve-queda-no-crescimento-dobrasil.html

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dados vem a Centro-Oeste (8,6%) e Norte (5,8%). O movimento atual do país possui nas classes B e C seus principais expoentes, sendo a primeira a de maior importância, sendo responsável por 46,7% do poder de compra e crescimento entre os brasileiros. Esse aumento de gastos é liderado por produtos e serviços para a manutenção do lar (25,5%), seguido por alimentação (16,7%), saúde, medicamentos, higiene pessoal e limpeza (8,7%), transportes (7,4%), materiais de construção (5,3%), vestuário e calçados (4,8%), recreação e viagens (3,5%), educação (2,5%), eletrônicos (2,2%), móveis e artigos do lar (1,8%) e fumo (0,4%).7

2.2.3 Tendências comportamentais:

Diante de fatores como a economia aquecida e as novas tecnologias, o consumidor brasileiro tem se tornado cada vez mais exigente. Com as novas ferramentas e o poder das redes sociais, o cliente deixa de ser apenas público final, passando a produzir conteúdos e também vender.8 Não se depende mais de meia dúzia de jornais para ler as últimas notícias. A televisão não é mais o único meio que um artista tem para chegar ao nível de celebridade (o Youtube é o melhor exemplo disso), bem como produtoras e gravadoras não são mais essenciais para que um músico possa conquistar o público. O poder da comunicação está se descentralizando, e o indivíduo comum se fortalecendo através das redes sociais.9 Isso influencia a demanda crescente de empresas por agências de publicidade que estejam cada vez mais adequadas a esse contexto, para que as novas tecnologias sejam visualizadas como um campo de oportunidades, e não como uma ameaça.

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http://www.sindilojas-poa.com.br/index.php?menu=104&id=5157

8 http://www.panrotas.com.br/noticia-turismo/mercado/veja-as-tendencias-do-consumidor-brasileiro-dofuturo_60490.html 9 http://www.midiaeconsumo.com.br/

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Acompanhando o cada vez maior acesso às novas tecnologias, principalmente à internet, cresce o uso de uma linguagem peculiar nos meios de comunicação. Trata-se de uma linguagem simples, típica da era digital, em que o tamanho da mensagem se enquadra à velocidade com que ela é transmitida na própria mídia, transformando palavras em vocábulos de duas ou três letras, como “vc”, “mt”, e muitos outros. Consequentemente, tem sido cada vez mais normal encontrar empresas que buscam se alinhar a essa linguagem, tentando, assim, comunicar-se da melhor forma com esse tipo de público. Um exemplo que evidencia bem esse contexto são os anúncios recentemente veiculados pelo Banco Itaú, cujo slogan “Feito para você” é transcrito nas redes sociais da seguinte forma: “Ft_pra_vc”.

2.2.4 A Nova Classe Média:

A turgescência da secção média da esfera socioeconômica brasileira é um dos fenômenos nacionais mais notáveis dos últimos dez anos. A classe C, hoje, corresponde a 95 milhões de brasileiros (aproximadamente metade da população do país) dentre estes, 51% são mulheres, 52% são caucasianos. Situa-se em grande maioria no setor urbano (89%) e 63% de seus integrantes tem acima de 25 anos. Sua renda varia entre mil e 4 mil reais e, no ano de 2010, gastou 684 bilhões com consumo. 10 Visto que essa mudança é de caráter exponencial, a adaptação do mercado a esse novo perfil de consumidor ainda não foi consolidada; há ruído nas obsoletas formas de comunicação utilizadas por muitas organizações e o novo público. Os aeroportos, por exemplo, utilizam excessivamente termos estrangeiros, o que afasta o

10http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/12/101217_classec_consumo_jf.shtml; http://agenciabrasil.ebc .com.br/noticia/2011-08-08/nova-classe-media-tem-maioria-feminina-branca-e-com-mais-de-25-anos

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cidadão comum, que aumentou suas despesas com viagens em 242% comparando os gastos de 2002 com os de 2010. 11 A nova classe média tem uma personagem feminina como chefe de família em 40% dos casos e, em todos os lares, as mulheres têm o poder de compra. Isso representa uma drástica mudança social, ao compararmos com o total de 24,9% de mulheres que lideravam os lares em 2000. Paulatinamente, vê-se a publicidade focando-se nesse público, como a revista “Vista” da C&A, criada pela DM8DDB, com intuito de democratizar a moda para esse público. 12 Outro fenômeno contemporâneo é a participação massiva da Internet na vida dos brasileiros. Interseccionando os dois panoramas, podemos ver 46% da classe C com acesso à rede movimentando mais de um trilhão de reais. Além de fazer compras on-line, a classe média acessa diariamente redes sociais, as quais configuram-se como formas alternativas de atingir o público. Esse aumento deve-se, em parte, pelo crescimento de acessos pelo celular pelas classes populares: metade da classe média acessa o Orkut e Facebook via celular. O uso desses garante que 65,5% da classe C faça download de aplicativos específicos para os aparelhos.13 Esse novo público possui idiossincrasias devido à rápida ascensão social: ainda sofre constrangimento em frequentar shoppings centers destinados às classes AB, por exemplo. O consumidor evita esses locais com medo dos preços elevados, do alto nível de atendimento e design, e, por ser identificado como classe C rapidamente. Em suma, 11 http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/06/classe-c-aquece-turismo-e-ajuda-impulsionar-alta-dopib.html; http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI257459-16356,00OS+MITOS+E+VERDADES+SOBRE+A+CLASSE+C.html 12 www.abep.nepo.unicamp.br/docs/anais/pdf/2002/GT_Gen_ST38_Mendes_texto.pdf; http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/noticias/2012/03/08/Publicidade-fala-a-mulher-da-novaclasse-media.html 13 http://blog.dito.com.br/2011/08/aumento-da-classe-c-nas-redes-sociais-viamobile/; http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/nova-classe-c-dita-os-rumos-da-internetbrasileira?page=1&slug_name=nova-classe-c-dita-os-rumos-da-internetbrasileira; http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/infomoney/2010/11/09/classe-c-tem-a-mesmaparticipacao-da-classe-ab-nas-redes-sociais-aponta-ibope.jhtm

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sente-se um “peixe fora d'água”, voltando-se à alternativas de compra populares, como as lojas de rua do centro econômico da cidade.14 Muito deve-se, a ascensão dessa classe social, a iniciativas de apoio do governo e à facilidade de adquirir financiamento bancário. Em decorrência disso, é imperativo que se ressalte a dependência entre a classe média e o governo. Esse avanço está alicerçado nas políticas intervencionistas estatais e, enquanto a classe média não se sedimentar, de fato, e não se erguer com seus próprios pés, o “milagre” da classe C pode ser apenas uma elevação efêmera. O sociólogo Elísio Estanque, professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e pesquisador do Centro de Estudos Sociais em Portugal, especialista no assunto, alerta: “Não estando a economia de fato suficientemente desenvolvida e não havendo uma capacidade competitiva que garanta uma sustentabilidade para as próximas décadas, esse desafogo pode não passar de uma situação esporádica e momentânea”. E, se essa previsão pessimista concretizar-se, veremos uma classe endividada por créditos bancários que está acostumada aos seus novos hábitos de consumo, ter de rebaixar-se a posição anterior.15

2.2.5 Crescimento de Micro, Pequenas e Médias Empresas:

As micro e pequenas empresas (PMEs) representam mais de 99% do setor empresarial brasileiro. São definidas pelo faturamento anual (microempresas faturam até R$240 mil, e pequenas empresas entre R$240 mil e R$ 2,4 milhões). Embora haja mais formas de categorização, essa é a mais comum e confiável, uma vez que está presente na Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, que garante facilidades tributárias e outras concessões em apoio a esse grupo de empresas.

14 http://www.sae.gov.br/novaclassemedia/?page_id=268&id=10932 15 http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-01-31/otimismo-com-nova-classe-media-pode-ser%E2%80%9Ccontraproducente%E2%80%9D-alerta-especialista-portugues

15


Segundo a lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007, “considera-se de grande porte, para os fins exclusivos desta Lei, a sociedade ou conjunto de sociedades sob controle comum que tiver, no exercício social anterior, ativo total superior a R$ 240.000.000,00 (duzentos e quarenta milhões de reais) ou receita bruta anual superior a R$ 300.000.000,00 (trezentos milhões de reais)”. Portanto, define-se de médio porte, empresas que superam o faturamento de R$2,4 milhões e não excedem a quantia de R$240 milhões de reais.16 Também podem ser definidas pelo número de funcionários (essa definição, contudo, não tem embasamento legal)17:

Indústria

Pequena empresa

Média empresa

Grande Empresa

até 19 empregados

de 20 a 99

100 a 499 empregados

empregados

Comércio e

até 9 empregados

de 10 a 49

de 50 a 99 empregados

empregados

Serviços

Carregada pela corrente otimista da economia brasileira – que inclui o fenômeno já mencionado da nova classe “C –”, os empreendedores veem o mercado positivamente, principalmente no âmbito interno. O Índice de Confiança do Empresário de Pequenos e Médios Negócios no Brasil (IC-PMN) cresceu 2,4% comprovando o otimismo. As PMEs geram um quinto do PIB brasileiro. Em termos de comunicação, na América Latina, 62% das pequenas e médias empresas utilizam alguma forma publicidade online. Destas, 38% optam pelas ferramentas de busca como propaganda; 16%

utilizam

banners

e

8%

plataformas

multimídia.

A participação online dá-se também pelos sites: 86% das empresas possuem seu 16 http://empresasefinancas.hsw.uol.com.br/lei-geral-para-micro-e-pequenas-empresas.htm; http://empresasefinancas.hsw.uol.com.br/micro-e-pequenas-empresas-no-brasil1.htm; http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/Lei/L11638.htm 17 http://www.sebrae-sc.com.br/leis/default.asp?vcdtexto=4154

16


espaço na Internet. Porém, 18% apenas possuem vendas pela web; no Brasil, um quarto das empresas vende pela Internet. Esse número tende a crescer em toda a América Latina, haja vista que 24% das empresas que não possuem esse método de venda planejam implementar essa solução num período de seis a dezoito meses.

2.2.6 O varejo no mercado nacional

Acompanhando a economia brasileira nos últimos anos, o setor de varejo no nosso país tem se fortalecido cada vez mais no cenário nacional. Estima-se que o crescimento da área nos últimos oito anos seja de pelo menos 85%, quanto a volume de vendas18. Exemplificando esse contexto, constata-se que, só em 2011 – ao longo do primeiro semestre -, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), houve um aumento de 7,3%, com base nesse mesmo critério, em relação ao mesmo período do ano anterior.19 Para maio e junho de 2012, espera-se que essa taxa de crescimento seja, respectivamente, de 5,9% e 5,5% em comparação a dados desses mesmos meses obtidos no ano passado.20 Especula-se que, por ano, o montante total movimentado pela atividade de varejo no Brasil gire em torno de R$ 6,6 bilhões. 21 Dentre os fatores que contribuem para esse panorama, destaca-se o crescimento nos níveis de renda – decorrente do aumento do salário mínimo e, também, da implementação de programas sociais, como o próprio Bolsa Família - e emprego da população, o que possibilita a inserção

18

19

http://www.fecomercio-pe.com.br/comunicacao/clipping/14-clipping-fecomercio-pe/1206-o-que-se-deveesperar-do-varejo-em-2012.html

http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1949&id_pagina=1&titulo=V endas-no-varejo-variam-0,2%-em-junho-e-acumulam-7,3%-no-primeiro-semestre

20

http://www.idv.org.br/imprensa-midia.aspx?IdMidia=646

21

http://mundodomarketing.com.br/blogs/nrf-national-retail-federation-2012/22640/varejo-brasileiro-chamaatencao.html

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econômica de novos e potenciais consumidores de uma população cujo poder aquisitivo é cada vez maior. 22 Diante de tal ascensão eminente no setor, tem-se cada vez mais procurado novas maneiras de pensar o varejo. Dentre elas, surge a ideia de apontar a loja não como um espaço físico em que simplesmente se vende um produto, mas sim como um ponto de contato entre marca e cliente onde se proporciona uma experiência ao consumidor. Tendo como objetivo principal o estabelecimento de um laço afetivo – que efetivaria, posteriormente, um laço financeiro - entre as partes dessa relação, tal orientação tem resultado na inserção de novos elementos estratégicos dentro das lojas onde ela é executada, tais como displays interativos, tematizações, storytelling (“encantar contando histórias”), demonstrações de produtos, entre outros que visam o entretenimento. Além disso, existe a tendência das lojas darem preferência a uma ambientação flexível, capaz de ser modificada sem grandes problemas, levando-se em conta a necessidade de se renovarem constantemente frente às mudanças de atitudes relacionadas ao consumo. 23 Por outro lado, o número de vendas pela internet tem sido cada vez maior, e isso tem afetado a preocupação crescente dos varejistas no sentido de buscarem a geração de experiência aos clientes nas lojas como fator de diferenciação. Recentemente, foi divulgada uma pesquisa em que apenas 24% dos respondentes dissera preferir ir até o ponto de venda no processo de decisão de compra. 24 É dentro desse contexto que, aproveitando tal tendência comportamental do público consumidor, têm-se buscado novas tecnologias para a realização de serviços como o pagamento via celular e tablet, de modo que, aos poucos, o mercado tenha de se

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23

24

http://mundodomarketing.com.br/blogs/nrf-national-retail-federation-2012/22640/varejo-brasileiro-chamaatencao.html http://www.sebrae-rs.com.br/setores/comercio/projetos/veja-as-10-tendencias-para-futuro-varejo-segundopsfk/2651.aspx http://mundodomarketing.com.br/reportagens/pdv/15982/especial-debate-varejo.html

18


adaptar à possibilidade dos clientes comprarem qualquer coisa, a qualquer hora e em qualquer lugar.25

2.2.6 O e-commerce no Brasil O Brasil é o quinto lugar na lista de países com maior número de internautas, com 75,9 milhões de pessoas (37,4% da população) conectadas. Consoante esse fenômeno, mercado de comércio on-line (ou e-commerce) está em expansão. Em 2011, movimentou 18,7 bilhões de reais, enquanto em 2001 esse valor era de apenas 540 milhões. As categorias de produto mais procuradas são eletrodomésticos (15%), em segundo por informática (12%), além de produtos para saúde e beleza (7%) e moda e acessórios (7%). O público líder de compras virtuais, em uma relação etária, seria entre 35-49 anos, que corresponde a 38% das compras por mês; os jovens adultos entre 18 e 24 anos vêm na sequência com 11% da parcela de compra. Além disso, foi constatado que o volume de compra é menor para classes mais altas: famílias com renda entre R$ 3,1 mil e R$ 5 mil compõem 22% do público; aquelas com renda maior que R$ 8 mil, entretanto, compõem apenas 9%. 26

2.2.7 Copa do Mundo

Em 2014 o Brasil receberá um grande evento mundial: a Copa do Mundo FIFA. O evento contará com doze cidades sede, entre elas a cidade de Porto Alegre. A

25

http://www.sebrae-rs.com.br/setores/comercio/projetos/veja-as-10-tendencias-para-futuro-varejo-segundopsfk/2651.aspx

26

http://info.abril.com.br/noticias/internet/brasil-e-o-quinto-pais-mais-conectado-do-mundo-220420127.shl?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+NoticiasINFOInternet+%28Not%C3%ADcias+INFO+-+Internet%29

19


cobertura da mídia, em todo Brasil, deverá receber um investimento de R$ 6,51 bilhões, maior até que o valor destinado à reforma, manutenção e construção de estádios, estipulado em 4,6 bilhões. Com isso, internet, jornais, revistas, rádio, televisão e publicidade terão um acréscimo de R$ 693,8 milhões em seu PIB setorial (comparados a 2010). O montante será investido principalmente no ramo publicitário, uma vez que um evento de tal porte proporciona um grande aumento na visibilidade das marcas patrocinadoras, tanto no país quanto, internacionalmente.27 Esse evento ainda produzirá um maior efeito na economia do país: o ciclo de crescimento dos varejos será ainda mais longo em virtude de investimentos feitos em infraestrutura. O PAC e as obras para a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e as Olimpíadas 2016 sinalizam este movimento.28

2.2.8 A Importância do Design na Contemporaneidade

Atualmente, se pode ver que tudo em nossa volta tem o envolvimento da prática do design, sendo resultado da revolução industrial e de um mundo capitalista, aonde o consumo se tornou em muitas culturas, uma atividade de prazer, e não apenas necessidade. Isso ocorreu e ocorre pelo fato de haver um incentivo social para o consumo, mas também pelo fato de haver mais fabricantes de um produto da mesma linha. Para os fabricantes conseguirem agradar os consumidores, eles os estudavam e assim criavam o produto com um visual atraente, na tentativa de chamar mais atenção ao consumidor. 27

28

http://economia.ig.com.br/empresas/comercioservicos/copa+2014+midia+tera+mais+recursos+que+estadios/n12 37678877652.html http://mundodomarketing.com.br/blogs/nrf-national-retail-federation-2012/22640/varejo-brasileiro-chamaatencao.html

20


O visual que era requisitado pelo fabricante, tinha que agradar a um determinado público, e para isso muitos fatores teriam que ser levados em conta, pois para alguém gostar de algo, há tanto atributos objetivos como subjetivos para causar uma aceitação e talvez, até a busca deste determinado produto. Com o passar dos anos desde o surgimento do design (começou como desenho industrial durante o período da revolução industrial), a competitividade no mercado aumentou, e a necessidade de um design pensando adequadamente também.2930 O design deve ser pensado não somente no produto, mas também na embalagem, no ponto de venda e na marca. Uma loja pode vender ótimos produtos, mas se a marca não tiver um design favorável, não será bem aceita pelo público, o que trará um preconceito sobre os produtos, e o consumidor comprará em outro lugar. 31

2.2.9 Publicidade e comunicação

Os países em desenvolvimento estão mostrando um padrão de crescimento bastante acelerado em gastos para a publicidade, o que deve continuar até 2013. Brasil e China já estão entre os 10 países com maior mercado publicitário no mundo e dentro de dois anos devem receber a companhia da Rússia. Atualmente a China é o terceiro maior mercado de publicidade no mundo, US$ 26,1 bilhões em 2010. O país deve gastar o equivalente a US$39,1 bi 2013, se aproximando rapidamente do Japão, segundo colocado, neste mesmo ano com gastos de US$ 46,1 bi e em 2013 US$ 47,7. O mercado dos EUA – primeiro colocado e 3,3 vezes maior que o Japão – continuará contribuindo com o crescimento da publicidade.

29

http://design.blog.br/geral/qual-a-importancia-do-design

30

http://pt.wikipedia.org/wiki/Design

31

http://www.marketdesign.com.br/importancia-do-design.php

21


O Brasil, que se situa como sexto colocado, está próximo Reino Unido, com aproximadamente 81% do tamanho de seu mercado, número que deve subir para 93% em 2013. China, com USS13 bi, Rússia (US$6,1bi), Brasil (US$3,5bi), Indonésia (US$2,8bi) e Índia (US$2,6bi), serão os países que mais contribuirão para o crescimento da publicidade mundial. No geral, a previsão é que os mercados em desenvolvimento contribuam com 62% do acréscimo em gastos com publicidade de 2011 a 2013. Já o investimento em publicidade on-line no mundo deverá crescer 31,5% entre 2011 e 2013. Assim esse segmento fecharia o ano de 2011 com uma receita de 72,18 bilhões dólares, chegando a 94,97 bilhões dólares em 2013. 32

2.3 Microambiente

2.3.1 O crescimento dos Shopping Centers

Tomando por Shopping Center os empreendimentos com Área Bruta Locável (ABL) superior a 5 mil m², segundo o critério da Abrasce (Associação brasileira de Shopping Centers), atualmente o Brasil ocupa a 8ª posição do ranking dos países com o maior número de shoppings do mundo.33 A região Sudeste é a de maior representatividade no setor, já que possui cerca de 55% dos estabelecimentos

32 http://ecommercenews.com.br/noticias/pesquisas-noticias/mercado-de-publicidade-on-line-devemovimentar-us-72-bilhoes-no-mundo-em-2011 33

http://www.sebrae.com.br/setor/comercio-varejista/gestao-do-varejo/pontos-devenda/integra_bia/ident_unico/18631

22


existentes no país. Em segundo lugar aparece a região Sul com 18,4%, seguido pela região Nordeste com 13,4% do setor.34

Existem 434 Shopping Centers construídos no país. A previsão é que abram de mais 38 Shoppings até o fim de 2012, além dos 4 que já começaram sua operação nesse ano. Com isso, o país terá 472 empreendimentos deste segmento. A maioria das novas unidades estará localizada no Sudeste, representando de 60% dos novos estabelecimentos. Em segundo lugar, com 14% dos novos empreendimentos está a Região Nordeste, que se beneficiou com a descentralização do crescimento econômico do Brasil. Segundo dados coletados junto às empresas empreendedoras dos projetos e administradoras de shoppings, os investimentos nos novos empreendimentos devem superar a marca dos R$ 5 bilhões.

Somente em 2011 houve um crescimento de 4,5% na quantidade de shoppings, com 36 novas unidades espalhadas pelo país, com previsão de mais 42 para este ano. Até 2014, serão inauguradas 20,3 mil lojas nos novos shoppings, chegando a 127 mil lojas existentes nesse tipo de empreendimento e empregando mais de um milhão de trabalhadores, e movimentando um mercado que chega aos R$108 bi, um aumento de 18,6% em comparação com 201035. O financiamento do setor provém do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) além de outras linhas de crédito e um forte investimento internacional, principalmente dos Estados Unidos e de países da Europa. 36

O marcado de Shopping Centers é responsável por 18,3% do varejo nacional e por 2% do PIB. Esses números comprovam a importância do setor, que entre 2006 e 34

http://www.portaldoshopping.com.br/sobreosetor.asp?codAreaMae=10&codArea=49&codConteudo=3&NomAre a=

35

http://www.portaldoshopping.com.br/sobreaabrasce.asp?codAreaMae=1&codArea=2&codConteudo=1

36

Alshop

23


2008 cresceu 28%. Esses resultados são reflexos de ações como os investimentos internacionais no mercado nacional, abertura de capital na bolsa de valores e excelente gestão de seus administradores.37

A freqüência brasileira média, em 2011, foi de 472 milhões de pessoas por mês, representando um crescimento de 5,6% comparado ao ano anterior. Cerca de 51% dos clientes frequenta semanalmente Shopping Centers no Brasil, com poucas alterações por classe social e idade. Os dados revelam que 37% dos clientes vão ao shopping com intuito de comprar, sendo o passeio o segundo maior motivo (17%) 38

No dia 17/05/2012 foi criada a Associação Gaúcha de Desenvolvimento do Varejo com o intuito de alavancar o crescimento do varejo regional e representar os interesses do setor. Seu estabelecimento prevê relacionamento econômico unificado com fornecedores e maior capacitação de lojistas para Shopping Centers do interior do Estado, por exemplo. São otimistas as perspectivas futuras do comércio gaúcho: há prognósticos de aumento de qualificação do comércio, em geral, focalizando ferramentas como pesquisas de hábitos de consumo, gestão de entidades, consultoria, inovações e tendências, com o objetivo de capacitar mercadologicamente o setor. A associação converge 107 entidades de 124 municípios, representando 22 mil empresas que empregam mais de 150 mil pessoas no Rio Grande do Sul.39

O Rio Grande do sul possui 32 Shopping Centers, ocupando a quarta colocação em número de estabelecimentos no Brasil. Destes 16 deles em Porto Alegre, deixando a capital gaúcha na quarta colocação em número de shoppings, apenas atrás de São

37

http://www.portaldoshopping.com.br/sobreosetor.asp?codAreaMae=10&codArea=13&codConteudo=1

38

39

Alshop http://www.exclusivo.com.br/Noticias/61603/Estado-ganha-nova-entidade-empresarial.eol / http://www.regiaodosvales.com.br/noticia/noticia.php?id=17232&destaque=1

24


Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.40 Novos 16 projetos são cogitados na cidade, movimentando um mercado de R$ 2,5 bi. 41 Essa expansão é alavancada pelo fato de o público potencial dos centros de compras (classes A,B e C) serem 69% da população total, 10 pontos superior que a média nacional. 42

40

http://www.portaldoshopping.com.br/sobreosetor.asp?codAreaMae=10&codArea=52&codConteudo=1

41

42

http://polibiobraga.blogspot.com.br/2010/06/eis-lista-dos-17-novos-shopping-centers.html http://www.sindilojas-poa.com.br/index.php?menu=104&id=5184

25


2.3.2 Valorização de Ambientação

A empresa de pesquisa de tendências PSFK, na edição de 2011 de seu relatório de tendências para varejo, aponta que, em 5 anos uma das características do setor irá ser trabalhar o touchpoint através de ações de branding específicas para o PDV, com base em storytelling, marketing de experiência e interatividade. 43

2.3.3 Setor de Varejo do RS

O Setor varejista gaúcho seguiu as tendências do varejo nacional e cresceu 6,7% em 2011, ajudando a impulsionar a economia rio-grandense, cujo PIB foi adicionado um crescimento de 5,7% em relação a 2010. 44 Além disso, foi projetado um aumento ainda maior no ano de 2012, de 7% do volume de vendas.45 Contudo, esse o crescimento da economia regional é baixo, se comparado ao resto dos Estados brasileiros e os avanços esperados são apenas moderados. 46

2.3.4 Economia e mercado de Porto Alegre

Porto Alegre registrou investimentos de R$ 333 milhões, caracterizando um crescimento real de 8,98% em relação a 2010 (R$ 305,6 milhões), o maior investimento nos últimos dez anos pelo Executivo Municipal. Sendo 158,3 milhões de investimento 43

http://www.sebrae-rs.com.br/setores/comercio/projetos/veja-as-10-tendencias-para-futuro-varejo-segundopsfk/2651.aspx

44

45

http://www.gaz.com.br/noticia/318156crescimento_economico_do_rio_grande_do_sul_superou_a_taxa_nacional_em_2011.html http://www.sincomercio-pf.com.br/?menu=artigos&idmenu=2&idartigos=333

46

http://wp.clicrbs.com.br/acertodecontas/2011/11/10/varejo-quer-driblar-baixo-crescimento-do-rio-grande-dosul/

26


próprio, representando 47% do montante. As receitas totalizaram as receitas somaram R$ 4,13 bilhões, crescimento de 10,13% em relação à 2010, ao passo que as despesas aumentaram 6,66% nesse período, somando R$ 3,84 bilhões. O município superou, ainda, os percentuais exigidos pela Constituição Federal de aplicação de recursos próprios nas áreas da saúde e educação. Na saúde, foram aplicados R$ 466 milhões com recursos próprios, representando 21,1% dos impostos e transferências, quando a exigência Constitucional é de 15%. Já na Educação, foram destinados R$ 586 milhões, representando 27% diante dos 25% definidos pela Constituição. Embora possua um parque industrial diversificado, em vista da sua economia dinâmica, da forte e moderna infraestrutura física e técnico-científica, e da qualificação do mercado de trabalho, Porto Alegre vem mostrando uma tendência para a concentração em atividades do setor terciário, crescendo a indústria do conhecimento, o comércio e os serviços 47 A economia, principalmente o setor de varejo, de Porto Alegre recebe crescimento a partir da expansão de grupos provenientes das regiões interioranas do estado. Grupos como Lebes, Benoit e taQi crescem na região metropolitana da capital gaúcha. Essa situação deve-se ao desenvolvimento da cidade e a expansão de marcas nacionais na região. 48 O endividamento das famílias gaúchas atingiu o patamar de 52,3% em março de 2012, demonstrando uma redução ao índice do mesmo período do ano passado 71,2%. Mas essa diminuição deve-se à desaceleração da economia que ocorreu nesse mesmo período. Assim esse índice maquia a situação que a média de endividamento

47

http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_de_Porto_Alegre

48

http://www.sindilojas-poa.com.br/index.php?menu=104&id=5162

27


aumentou, passando para 37,1% da renda familiar e que 42,9% dos endividados possuem mais de 50% de sua renda comprometida.49

3. Análise 3.1 Matriz Swot

MATRIZ SWOT Pontos Fortes

Pontos Fracos

Empresa jovem, atualizada com as novas tendências Dinamismo de setores (um pode fazer varias coisas) Conhecimento na área de marketing e comunicação Contatos com a Tramontina

Falta de experiência no mercado Ausência de sócios com ensino superior completo Ausência de membros formados ou estudantes na área de arquitetura entre os sócios Inexperiência administrativa Sem reconhecimento do mercado

Oportunidades

Ameaças

Crescimento do setor varejista Tendências apontam a preocupação com a ambientação de PDV Crescimento da Economia do RS Aumento do número de shoppings Aumento da nova classe C impulsiona economia Investimentos em infra-estrutura como estímulo para a implementação de novos varejos na Copa do Mundo e Olimpíadas Aumento do foco e demanda nos pontos de contato com o consumidor (entre eles, PDV) Crescimento de pequenas e médias empresas

Crescimento do comércio online Baixo crescimento populacional Maior endividamento das famílias gaúchas Mercado muito específico Concorrência mais experiente Ampla gama de concorrentes (diretos e indiretos) Boa presença na imprensa pelo Studio Teston Boa experiência na área comercial pela BG Arquitetura, especializada no setor. Atuação em múltiplos Estados brasileiros pela Sibemberg

49

http://www.sindilojas-poa.com.br/index.php?menu=104&id=5034

28


3.2 Fatores Críticos Fatores Positivos

Fatores Negativos

Crescimento do setor varejista Aumento do número de shoppings Empresa jovem, atualizada com as novas tendências Conhecimento na área de marketing e comunicação Crescimento de pequenas e médias empresas

Concorrência mais experiente, Falta de experiência no mercado Ausência de membros formados na área de arquitetura Ampla gama de concorrentes (diretos e indiretos) Mercado muito específico

3.2.1 Critério de escolha dos fatores críticos A partir da análise de cada elemento da Matriz Swot, escolheu-se os fatores que possuíam maior importância para figurar entre os elementos críticos. Acredita-se que os fatores críticos para o sucesso da LOOK estão relacionados ao crescimento do mercado de varejo e de Shopping Centers. Já os fatores críticos negativos são ligados à falta de experiência dos sócios da agência.

29


3.3 Objetivos, Estratégias e Ações OBJETIVOS

CONTROLES

ESTRATÉGIAS

AÇÕES Criar um site da empresa;

Divulgar a empresa e seus serviços;

Tornar-se conhecida no mercado rio-grandense, recebendo 8 briefings mensais, até junho de 2013;

Criação de uma planilha com os briefings recebidos, especificando as agências e a quantidade de vezes que ocorreu;

Focar na capacitação do pessoal interno, através de cursos de especialização e constante desempenho das atividades da empresa;

Fazer-se presente em redes sociais, como facebook e twitter;

Bancar cursos de especialização nas áreas de Design, Comunicação e Marketing aos profissionais da empresa;

Compra de softwares exigidos pelo mercado; Elaborar um portfólio;

Realizar prospecção de clientes potenciais;

Fortalecer o vínculo com os clientes;

Obter reconhecimento no mercado, até agosto de 2014, conseguindo que 25% das propostas virem negócios;

Fazer um registro de possíveis premiações recebidas;

Realizar um coquetel em celebração aos trabalhos consolidados; Manter contato via e-mail com os clientes, com o envio quinzenal de newsletter;

Estabelecer uma relação entre a quantidade de briefings recebidos e o número de projetos aprovados pelos clientes;

Contratar um profissional de RP;

Manter um nível de qualidade que esteja de acordo com os padrões do mercado; Atingir a quantidade média de 1 prêmio recebido por ano, até agosto de 2014;

Agendar encontros nas sedes de pequenas e médias empresas;

Contratar um profissional da área de Arquitetura;

Inscrever os trabalhos em concursos;

30


Objetivo 1: Tornar-se conhecida no mercado rio-grandense, recebendo 8 briefings mensais, até junho de 2013; Controle: Criação de uma planilha com os briefings recebidos, especificando as agências e a quantidade de vezes que ocorreu Estratégia 1: Divulgar a empresa e seus serviços. Ação 1: A criação de um site da empresa é uma ação fundamental para o alcance do objetivo proposto. Atualmente, a existência de um site é muito importante para qualquer empresa, especialmente no ramo da comunicação. Para que futuros clientes possam ter acesso ao trabalho da Look, o site conterá um portfólio com os projetos desenvolvidos. Ainda, a ideia é desenvolver algo que seja não só atraente em termos visuais, mas também dinâmico e de fácil navegação, tornando o acesso às informações sobre a empresa prático e versátil ao usuário. O site entrará ao ar assim que a empresa iniciar suas atividades, em agosto de 2012. Ação 2: O uso cada vez mais crescente das redes sociais torna imprescindível a participação de uma empresa com os moldes da Look nesses meios. Pensando assim, será criada uma página no Facebook, o que gera um caminho de fácil acesso para o público em geral, tornando a empresa conhecida através da divulgação de seus trabalhos e curiosidades. Depois, será cadastrada uma conta no Twitter. Sendo uma ferramenta que possibilita a captação de novidades e referências, o Twitter poderá funcionar como um “porta-voz” da Look na relação com o público, bem como uma forma de propagar o nome da empresa. Ambas as contas (Facebook e Twitter) serão criadas em setembro de 2012. Estratégia 2: Focar na capacitação do pessoal interno, através de cursos de especialização e constante desempenho das atividades da empresa; Ação 1: A qualificação dos sócios e funcionários é de suma importância para o crescimento da empresa. Dessa forma, a Look irá disponibilizar, com seu próprio 31


orçamento, cursos de especialização nas áreas de Design, Comunicação e Marketing aos profissionais da empresa, durante um período de 4 meses (agosto, setembro, outubro e novembro de 2012). Ação 2: O tipo de negócio ao qual a Look se propõe fazer requer o desempenho de atividades cuja viabilização prática incute a utilização de softwares profissionais. Levando-se isso em conta, a empresa dispensará fundos para a aquisição e regulamentação desses programas em agosto e setembro de 2012. Pensando em plataforma gráfica, serão comprados: Pacote Adobe e 3D Max. Ainda, será essencial ter o Pacote Office, principalmente os programas Power Point - visando a apresentação de futuros projetos a clientes da empresa - e Excel (gestão de finanças e organização de quaisquer relatórios). Ação 3: A partir da necessidade da Look divulgar seus serviços e, a partir disso, cativar possíveis primeiros clientes, será elaborado um portfólio inicial, contendo projetos fictícios. Esse processo será feito primordialmente através do desenvolvimento de trabalhos ilustrativos e modelagens 3D ao longo de nove meses (setembro de 2012 – maio de 2013), mas a ideia é que ele seja renovado posteriormente, conforme novidades. O portfólio poderá ser uma vantagem no sentido de tangibilizar a capacidade criativa da Look no desempenho de suas atividades, tornando isso observável para clientes potenciais. Estratégia 3: Realizar prospecção de clientes potenciais. Ação 1: Por quatro meses (setembro – dezembro de 2012), será realizado um agendamento de encontros entre a Look e representantes de pequenas e médias empresas, preferencialmente nas sedes das mesmas. A ideia, a partir do desenrolar desses encontros, é fazer com que a Look possa se apresentar a clientes potenciais, mostrando seu trabalho (portfólio), fornecendo dados para contato e, sobretudo, aproximando-se dessas empresas. Trata-se de uma tarefa cansativa, porém essencial para que a empresa possa se tornar conhecida no mercado. 32


Objetivo 2: Obter reconhecimento no mercado, até agosto de 2014, conseguindo que 25% das propostas virem negócios; Controle: Estabelecer uma relação entre a quantidade de briefings recebidos e o número de projetos aprovados pelos clientes; Estratégia 1: Fortalecer o vínculo com os clientes; Ação 1: No final de 2013 (dezembro), será realizado um coquetel em celebração aos trabalhos consolidados que a empresa terá até então. O dia exato, horário e local do evento deverão ser definidos assim que a data do mesmo estiver mais próxima. Como convidados, espera-se que estejam presentes representantes e profissionais de empresas que já sejam clientes da Look, de modo a fortalecer o vículo com estes, bem como de outras que estejam sendo prospectadas, possibilitando futuras parcerias. Os convites seriam feitos via e-mail. Ação 2: De janeiro a agosto de 2014, será enviada newsletter via e-mail aos clientes atuais da empresa, quinzenalmente. O conteúdo desse material deverá ser informativo, persuasivo e atraente, mostrando as novidades que a Look tem a oferecer. Manter esse tipo de contato constante é essencial, pois isso reforça a empresa não só na esfera do conhecimento – assim as pessoas não esquecerão a Look -, mas também da afetividade com quem é mais importante: o cliente. Objetivo 3: Atingir a quantidade média de 1 prêmio recebido por ano, até agosto de 2014; Controle : Fazer um registro de premiações recebidas; Estratégia 1*: Manter um nível de qualidade que esteja de acordo com os padrões do mercado; *OBS: Esta estratégia, bem como as ações direcionadas à mesma, também contempla o “Objetivo 2”. 33


Ação 1: Será contratado um profissional de RP para o desempenho de funções específicas como: intermediar a comunicação entre empresa e públicos estratégicos; fazer o gerenciamento de assuntos públicos; e tratar do relacionamento entre a Look e outras empresas. Isso implicará um processo de seleção, a ser realizado na primeira metade de janeiro de 2014, focando a efetivação de alguém para o cargo já na segunda metade desse mesmo mês; Ação 2: Será contratado, também, um profissional da área de Arquitetura. Nesse caso, isso possibilitaria um ganho enorme à empresa em termos de auxílio para a execução dos trabalhos, contribuindo, ainda, para o suprimento da crescente demanda da empresa por novos projetos. À exemplo da contratação de um RP, a efetivação desse profissional ocorrerá na segunda metade de fevereiro de 2014, sendo o processo de seleção na primeira metade desse mesmo mês. Ação 3: Em julho e agosto de 2013, a Look terá seus melhores trabalhos inscritos em concursos nacionais e internacionais, nas categorias Design de Interiores, Comunicação Visual e/ou quaisquer similares. A ideia é que, a partir do recebimento de prêmios, a empresa ganhe maior visibilidade, podendo, inclusive, atualizar o website oficial com uma sessão apenas destinada à divulgação dessas premiações.

34


3.4 Cronograma 2012 - 2013 Ago

Criação do site

Set

Out

Nov

Dez

x

Presença nas redes sociais facebook e twitter

-

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

x

x

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x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

Cursos de especialização aos profissionais da empresa

x

x

Compra de softwares exigidos pelo mercado

x

x

x

-

Elaboração do portfólio

x

x

x

x

-

Agendar encontros nas sedes de pequenas e médias empresas;

x

x

x

x

-

Realizar um coquetel em celebração aos trabalhos consolidados;

x

Inscrições de trabalhos em concursos

x

x

2014 Jan

Contratar um profissional de RP;

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

x

x

x

x

x

x

x

Contratar um profissional da área de Arquitetura; Manter contato via e-mail com os clientes, com o envio quinzenal de newsletter;

Fev

x x

x

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Plano de Marketing - Look Design  

Plano de Marketing para a criação da agência Look Design

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