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# juventudecarioca

Expediente

Sumário

EDITORAS:

CONVIDADOS:

VERSÃO DIGITAL:

Ditta Dolejsiova ditta@unijuv.org.br Luisa Barbosa Pereira email_luisa@yahoo.com.br

Eduardo Paes Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro Amanda Fernandes Thiago Alexandre Moraes Wanderson Duarte Rejuma Carlos Castro ONG Rocinha XXI e Viva Rio Danilo Moreira Historiador Fabricio Lopes Nação Hip Hop Brasil Flávia Calé Presidente da União Estadual dos Estudantes Gabriel Medina Presidente do Conselho Nacional de Juventude Mary Castro Pesquisadora Regina Novais Pesquisadora Ricardo Cappelli Diretor de Programa do Ministério do Esporte

www.revistajuventudecarioca.org.br

CONSELHO EDITORIAL: Igor Bruno Igorbrunofp@yahoo.com Alessandro de Leon alessandro.deleon@gmail.com Ditta Dolejsiova ditta@unijuv.org.br Fernando Marray jornalistamarray@gmail.com Débora Almeida debora.sas@gmail.com Luisa Barbosa Pereira email_luisa@yahoo.com.br Rodrigo Ribeiro rodrigoribeiro.cs@gmail.com Rodrigo Araujo rodrigolua2000@yahoo.com.br Romílio Costa Leite romilio.cl@gmail.com Vivianne Inojosa vivinojosa@gmail.com

REDAÇÃO: Alessandro de Leon Ditta Dolejsiova Débora Almeida Igor Bruno Luisa Barbosa Pereira Vivianne Inojosa

REVISÃO:

4. ESSA TAL DE PPJ

FOTOS:

CONTATO: juventude@cvl.rio.rj.gov.br

2. EDITORIAL 3. PORQUÊ, PARA QUÊ, PARA QUEM

Vivianne Inojosa

Felipe Fittipaldi João Paulo Engelbrecht Renato Oliveira www.shutterstock.com

1. EXPEDIENTE

5. RAIO X DA JUVENTUDE CARIOCA 6. REFLETINDO Juventude e Trabalho Regina Novaes Transformar arte em pensamento Fabricio Lopes Sai logo do sofá Ricardo Cappelli Saúde Mary Castro Sem Massacres ou Motivos Carlos Castro A participação juvenil e a mudança de paradigma Amanda Fernandes, Thiago Alexandre Moraes e Wanderson Duarte Um novo momento para as juventudes no Brasil Gabriel Medina 7. INFORMAÇÃO JUVENIL Os jovens cariocas e o novo ciclo de desenvolvimento da Cidade do Rio de Janeiro Alessandro De Leon

TIRAGEM: 2.000 exemplares

FORMA DE DISTRIBUIÇÃO:

8. MEIA PASSAGEM Flávia Calé e Igor Bruno

Gratuita

9. ANOTA AÍ Danilo Moreira e Igor Bruno juventude@cvl.rio.rj.gov.br

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# juventudecarioca

A revista #juventudecarioca é uma publicação da Coordenadoria de Juventude Cidadã (CJC) da Cidade do Rio de Janeiro em parceria com a FGV Projetos.

Antes mesmo de tomar posse como prefeito da cidade do Rio de Janeiro, firmei com os representantes da juventude carioca um compromisso: formular políticas e implementar programas voltados para essa parcela da sociedade. Para me ajudar nessa tarefa e até para cobrar da administração pública ações nesse sentido, eu criei, logo no início da minha gestão, a primeira coordenadoria de juventude da cidade, chamada Coordenadoria de Juventude Cidadã (CJC).

A cidade do Rio de Janeiro possui mais de 6 milhões de habitantes, segundo o Censo 2010. Nesse contingente quase 1 milhão e meio é composto apenas por jovens de 15 a 29 anos. Esse número corresponde a 23,65% da população carioca, mostrando a necessidade de tratarmos essa parcela numerosa de nossa cidade com atenção ainda mais especial. Para estar à frente da CJC montei uma equipe extremamente competente, com ligação direta ao movimento de juventude

da cidade e com capacidade de gestão inovadora. Essa equipe não me decepcionou e já apresentou projetos extremamente importantes para o jovem da cidade e lança agora a primeira revista da Prefeitura do Rio de Janeiro voltada para a juventude carioca. A revista é, sem dúvida, fruto do amadurecimento dessa gestão e é apresentada, com muito orgulho para a população carioca.

Boa Leitura!

Editorial juventude@cvl.rio.rj.gov.br Eduardo Paes Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro

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# juventudecarioca

Fala Fera! É com muita satisfação que a Coordenadoria da Juventude Cidadã lança a sua primeira Revista, a #juventudecarioca! Desde a criação da Coordenadoria, em 2009, debatemos sobre a necessidade de fomentar a discussão das políticas públicas de juventude (PPJ) na cidade do Rio de Janeiro e sobre como aplicar essas políticas, de forma a beneficiar diretamente a vida do/da jovem carioca. Esta revista vai de encontro com essa necessidade e representa uma contribuição para a melhoria de políticas de juventude no município. A Coordenadoria da Juventude Cidadã (CJC) é responsável pela formulação de políticas de juventude e a realiza por meio de diferentes instrumentos do qual fazem parte:

1.

O Grupo Intersetorial de Políticas de Juventude (GIPJ), criado no ano de 2010, tem a missão de estruturar e ampliar as políticas para a juventude na cidade. O GIPJ é coordenado pela CJC e composto por diversas Secretarias e Coordenadorias, de acordo com o Decreto nº 32375 de 9 de junho de 2010.

2.

O Plano Municipal de Juventude (PMJ) que pretende traçar um raio X dos/das jovens cariocas e apontar estratégias e projetos para os(as) mesmos(as). O PMJ conta com o Programa Incentivo Jovem que visa a democratizar o acesso aos serviços de informação, cultura e lazer para jovens cariocas entre 15 a 29 anos.

3.

A conquista importante da Lei 739/2010 da meiapassagem, aprovada no mês de março de 2011, que institucionaliza a meia-passagem nos ônibus do município do Rio aos estudantes quotistas e Prounista.

4.

A 1ª Conferência Municipal de Juventude da Cidade do Rio de Janeiro que começará no dia Internacional de Juventude - 12 de agosto de 2011. A Conferência abrirá um espaço de troca de experiências, ideias e propostas para a juventude de nossa cidade. O ano 2011 foi declarado o Ano Internacional da Juventude pela ONU e será também o ano da 2ª Conferência Nacional de Juventude.

Muito precisa ainda ser feito. Temos certeza que o lançamento da #juventudecarioca é apenas um passo para consolidarmos nosso objetivo de transformar a vida do jovem de nossa cidade. Pretendemos, a partir desse canal, aproximar ainda mais a relação com a população carioca e contar com a participação ativa e cidadã da juventude, principalmente. O convite está feito! Contamos com vocês!

Um abraço, Igor Bruno

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A revista #juventudecarioca é uma publicação da Coordenadoria da Juventude Cidadã, criada com o apoio da FGV-Projetos, e tem atenção especial a temática juventude.

PORQUÊ: A revista surge da necessidade de criar bases de conhecimento sobre o/a jovem carioca e de fortalecer o diálogo com a sociedade, a academia, gestores públicos e as lideranças políticas do país. Pretende contribuir com reflexões para o desenvolvimento de políticas de juventude municipais, bem como com as ações e atividades da Coordenadoria da Juventude Cidadã da cidade do Rio de Janeiro.

Porquê, para quê, para quem

A primeira edição da #juventudecarioca, inaugurada durante o Ano Internacional da Juventude, foi desenvolvida no contexto do Projeto de Apoio à Gestão e Suporte ao Desenvolvimento de Políticas de Juventude da Cidade do Rio de Janeiro, realizado junto com a FGV Projetos. Inédita em nossa cidade, a revista traz um perfil da juventude carioca e subsídios fundamentais aos Seminários Técnico e Nacional de Políticas Públicas de

Juventude (PPJ), que acontecem no primeiro semestre de 2011, e à I Conferência Municipal de Juventude, prevista para o Dia Internacional de Juventude em Agosto de 2011.

PARA QUÊ: A revista constribui ao diálogo que subsidia as políticas do Município e Estado para a melhoria das condições de vida da juventude. As ações e atividades desenvolvidas pela Coordenadoria da Juventude Cidadã serão apresentadas propondo uma gestão mais colaborativa, que possa falar com a juventude, com os atores estratégicos da sociedade e ouvir o que esses têm a dizer.

PARA QUEM: A temática juventude é relativamente recente ao poder público da cidade do Rio de Janeiro. A Coordenadoria da Juventude Cidadã, que neste ano completa apenas

três anos de existência, é um instrumento bastante novo da gestão pública e tem o desafio de estruturar o debate sobre juventude tanto dentro do governo, quanto na sociedade. Por meio da revista, abre-se um espaço para diálogo sobre as ações voltadas para juventude com as diferentes secretarias municipais (que se reúnem por meio do Grupo Intersetorial de Políticas de Juventude GIPJ; especialistas, sociedade civil organizada na área de juventude e com o/a jovem do Rio de Janeiro, que carece de uma publicação voltada aos seus anseios e necessidades. É assim que iniciamos essa revista e apresentamos a sua primeira edição. Esperamos contar com vocês na contribuição da próxima publicação e na avaliação dessa. Nos encontramos pela cidade e pela rede. Valeu!

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# juventudecarioca

Essa tal de PPJ

De acordo com a legislação brasileira os jovens fazem parte da parcela populacional na idade entre 15 e 29 anos de idade e conformam setores sociais diversos que se caracterizam por singularidades, principalmente devido a fatores psicossociais, físicos e de identidade, e que, portanto, requerem uma atenção especial no presente para a construção de um futuro mais prospero e solidário. Se por um lado a juventude pode ser considerada como a parcela da população que mais sofre com os impactos dos novos problemas sociais, por outro, estamos diante da maior, da mais educada e conectada geração de toda história recente do País e do mundo. Um potencial para o desenvolvimento que por si só já reclama um entendimento de Estado e uma intervenção específica do poder público. Agregado a isto constatamos tratar-se de um período da vida no qual se forma e se consolida a personalidade, a aquisição de conhecimentos, a segurança pessoal, a autoconfiança e a sua projeção de futuro, o que incute o próprio desenho de nossa sociedade. Tal fato impõe a necessidade de trabalharmos com políticas públicas sustentáveis que de fato levem em conta o que precisa, sonha e o que deseja a cidadania e o/a jovem carioca.

Mas o que é PPJ? Política Pública pode ser considerada como um conjunto de decisões e ações destinadas para a resolução de problemas políticos ou de demandas legitimadas de uma dada sociedade. Ou ainda, como política desenvolvida pelo Estado voltadas para sanar problemas sociais e garantir os direitos de cidadania previstos na Constituição Federal de 1988.   Já a Política Pública de Juventude compreende um conjunto de princípios, estratégias, programas e projetos que contribuem à promoçao social, econômica, cultural e política da juventude de um governo. Pode ser considerada como eixo estratégico para garantir o desenvolvimento sustentável de uma Cidade ou de um Pais; como expressão do exercício dos direitos e deveres outorgado pelas gerações anteriores. Ou ainda como uma política de Estado voltada especificamente para a população jovem.   A política ganha relevo estrategico quando é formulada de maneira dialógica entre os governos, as organizações e os movimentos da sociedade civil, que trabalham em benefício da juventude, além e principalmente,  das

próprios jovens e de suas organizaçoes. Para enetender este novo processo, é necessário reconhecer o papel das novas gerações e que cada geração se depara com um momento específico. Sendo assim requerem propostas diferenciadas. O desafio atual é marcado pela emergência de uma sociedade globalizada,  permeada de novas tecnologias, do consumo, de necessidades efetivas por sustentabilidade ambiental e sobretudo por um contingente de jovens sem acesso e oportunidades para o exercício de seus direitos de cidadania. Sabemos que muitos coletivos juvenis estão ainda convivendo com situação de graves vulnerabilidades. Em geral, os jovens e as jovens perfazem grande parte destes contingentes vulnerabilizados. Por isto, hoje podemos constatar que existe uma desigualdade entre as gerações, inclusive em relação a oferta de oportunidades sociais. E ainda, que podemos contar com a força e a criatividade dos jovens e da juventude organizada do município, ações e mobilizações que  beneficiam, hoje, milhares de jovens, como, na aprovação do passe-livre, na conquista da reserva de vagas na UERJ, e na vitória recente da meia–passagem para o estudante universitário cotista e pro-unista

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contribuindo para a construção de políticas públicas de juventude para a Cidade e do Estado do Rio de Janeiro. No atual momento histórico a construção de políticas públicas de juventude requer um processo de discussão que transcenda a retórica que coloca os jovens em posição dicotômica, ora percebendoos como seres essencialmente perigosos e ora como únicos portadores da modernidade e inovação. Uma nova discussão sobre juventude deveria impulsionar, também, políticas especificas que empoderassem os jovens e suas organizações para agirem de fato como atores sociais com capacidade e poder para interagir em todos os âmbito e transformar a sociedade em que habitam.

E a juventude? Atualmente as reflexões sobre os jovens e a juventude têm sido constantes. Não à toa, o período entre 12 de agosto de 2010 e 12 de agosto de 2011 foi eleito como o Ano Internacional da Juventude pela Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil temos um elemento que nos dá ainda maior destaque independente do enfoque de análise. Estimase que cerca de um quarto da população brasileira tem entre 15 e 29 anos, o correspondente de acordo com o censo do IBGE de 2010 existem 51.340.473 jovens, ou seja, podemos considerar os jovens parcela etária chave para compreender a transformação demográfica brasileira e os caminhos do

próprio desenvolvimento nacional. Na Cidade do Rio de Janeiro, seja como onda jovem, ou como bônus demográfico, este enorme contingente de cerca de 1.500.000 vem se estabilizando em seu crescimento, o que é uma boa oportunidade para cidadania. Mas,  existem ainda muitas demandas à serem respondidas, sonhos a serem incorporados em projeto coletivo, e direitos a serem garantidos.  

O que fazer então para se aproveitar desse momento histórico da juventude da Cidade do Rio de Janeiro?

#vamosnessa Não existe melhor momento para avançarmos. A visibilidade que esse debate tem tido na sociedade e na esfera pública é reflexo da importância da juventude no presente! Esse desafio está nas mãos de todos nós! Por isso, participe de novos espaços da construção de PPJ que estão sendo criados e contribua com as suas reflexões.

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Existe uma grande lacuna nos dados sobre a juventude carioca, bem como uma insuficiência de pesquisa. Para providenciar subsídios para o desenvolvimento de políticas de juventude, o levantamento se fundamentou em seguintes fontes: •

Raio-X da Juventude Carioca juventude@cvl.rio.rj.gov.br

A revista #juventudecarioca apresenta o levantamento de dados secundários sobre a juventude da cidade do Rio de Janeiro. Esse levantamento, solicitado pela Coordenadoria da Juventude Cidadã, tem como objetivo central traçar um perfil da juventude carioca visando compreender como é o/a jovem da nossa cidade. Por meio disso, pretende-se assim analisar as evidências para o desenho e a realização das políticas públicas voltadas para jovens condizentes com tal necessidade.*

Dados demográficos disponíveis sobre a juventude da cidade do Rio de Janeiro do Censo 2010;

Dados da PNAD 2009 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) sobre a juventude da Região Metropolitana (RM) do Rio de Janeiro1;

Dados da Síntese de Indicadores Sociais: Uma Análise de Condições de Vida da População Brasileira IBGE 2008 sobre a juventude do Brasil;

Dados sobre juventude carioca desagregados por Áreas de Planejamento com base no Censo 2000;

Dados do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID) 2005 sobre o consumo de drogas;

Dados do Mapa da Violência de 2010 – Anatomia dos Homicídios no Brasil, Julio Jacobo Waiselfisz, Instituto Sangari, 2010; e

Dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e várias pesquisas sobre participação juvenil.

Devido a falta de dados completos sobre os jovens da Cidade do Rio de Janeiro, o levantamento conta com aproximações das porcentagens da juventude da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, bem como com os dados do Censo 2000. Neste momento, são os únicos dados existentes esclarecendo a situação nas diferentes áreas de planejamento da Cidade do Rio de Janeiro. Os dados do Censo 2000 são os únicos dados existentes desagregados por regiões administrativas e bairros. Para maior facilidade de entendimento, de acordo com o sistema da Prefeitura, utilizou-se a divisão em áreas de planejamento, ou APs de acordo com a seguinte divisão do ano 20072:

* Agradecemos imensamente aos colegas do IBGE pelo auxilio na elaboração desse Raio-X 1 A RM do Rio de Janeiro é composta atualmente por 19 municípios: Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Maricá, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados, Rio de Janeiro, São Gonçalo, São João de Meriti, Seropédica e Tanguá. 2

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Área Planejamento AP 1.0 - 2007 Santa Teresa, Rio Comprido, Cidade Nova, São Cristovão, Benfica, Santo Cristo, Centro, Catumbi, Caju, Mangueira, Paquetá, Estácio, Vasco da Gama, Gamboa, Saúde Área Planejamento AP 2.1 - 2007 Copacabana, Cosme Velho, Ipanema, Gloria, Gavea, Humaita, Laranjeiras, Leblon, Jardim Botanico, Flamengo, Lagoa, Leme, São Conrado, Urca, Vidigal, Botafogo, Rocinha, Catete Área Planejamento AP 2.2 - 2007 Alto da Boa Vista, Tijuca, Grajaú, Vila Isabel, Praça da Bandeira, Andaraí, Maracanã Área Planejamento AP 3.1 - 2007 Vigário Geral, Zumbi, Jardim América, Jardim Carioca, Jardim Guanabara, Tauá, Penha, Parada de Lucas, Olaria, Pintangueiras, Penha Circular, Portuguesa, Ramos, Manguinhos, Ribeira, Moneró, Praia da Bandeira, Maré, Freguesia, Alemão, Bras de Pina, Bonsucesso, Cacuia, Cidade Universitária, Cocotá, Cordovil, Bancários, Galeão Área Planejamento AP 3.2 - 2007 Piedade, Del Castilho, Lins de Vasconcelos, Meier, Maria da Graça, Abolição, Todos os Santos, São Francisco Xavier, Agua Santa, Tomas Coelho, Sampaio, Riachuelo, Pilares, Cachambi, Higienópolis, Engenho Novo, Engenho de Dentro, Engenho da Rainha,

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Composição e Mudanças Demográficas no Município

Inhaúma, Jacaré, Jacarezinho, Encantado, Rocha Área Planejamento AP 3.3 - 2007 Cascadura, Irajá, Rocha Miranda, Barros Filho, Bento Ribeiro, Campinho, Quintino Bocaiuva, Madureira, Ricardo de Albuquerque, Honorio Gurgel, Vista Alegre, Vila da Penha, Anchieta, Vila Kosmos, Acari, Guadalupe, Turiaçu, Vicente de Carvalho, Vaz Lobo, Costa Barros, Parque Anchieta, Coelho Neto, Pavuna, Parque Columbia, Engenheiro Leal, Marechal Hermes, Oswaldo Cruz, Colégio, Cavalcanti Área Planejamento AP 4.0 - 2007 Barra da Tijuca, Vargem Grande, Vargem Pequena, Curicica, Tanque, Taquara, Joa, Vila Valqueire, Gardenia Azul, Anil, Praça Seca, Grumari, Itanhangá, Pechincha, Freguesia, Camorim, Cidade de Deus, Jacarepaguá, Recreio Bandeirantes Área Planejamento AP 5.1 - 2007 Senador Camará, Campo dos Afonsos, Realengo, Vila Militar, Jardim Sulacap, Padre Miguel, Deodoro, Bangu, Magalhães Bastos Área Planejamento AP 5.2 - 2007 Inhoaiba, Campo Grande, Senador Vasconcelos, Barra de Guaratiba, Santissimo, Guaratiba, Pedra de Guaratiba, Cosmos Área Planejamento AP 5.3 - 2007 Paciência, Sepetiba e Santa Cruz

De acordo com os dados publicados no Censo 2010, a Cidade do Rio de Janeiro tem 6.323.037 habitantes que inclui 1.495.582 jovens entre 15 e 29 anos ou seja 23,65% da população da cidade.

Tabela 1 - População jovem da Cidade do Rio de Janeiro por sexo e faixa etária, Censo 20103

Estudos demográficos e territoriais confirmam que na última década o formato da ocupação e da distribuição populacional no território da cidade do Rio de Janeiro não sofreu mudanças significativas, ou seja, as áreas de concentração de população e/ou áreas de menos densidade continuam, em 2010, basicamente as mesmas do ano 2000. Os principais resultados do Censo 2000 referentes a proporções e/ou à ocupação do território da cidade, considerando-se variáveis como idade, sexo ou grupos de etnias, são válidos ainda hoje. Por isso, foi decidido utilizar a desagregação dos dados da população jovem por Áreas de Planejamento com base no Censo 2000.

Faixa etária

Homens

Mulheres

TOTAL

15-19

250904 = 16,78%

254396 =17,00%

505300 = 33,78%

20-24

254238 = 16,99%

263356 = 17,62%

517594 = 34,61%

25-29

228808 = 15,30%

243880 = 16,31%

472688 = 31,61%

TOTAL jovens 15-29 anos

733950 = 49,07%

761632 = 50,93%

1495582 = 100%

Como se pode observar na Pirâmide Etária 2010 – Gráfico 1, o fenômeno da “onda jovem”, ou seja uma aglomeração de população jovem em números absolutos, está gradualmente subindo na escada da pirâmide prevendo uma diminuição da população jovem nos próximos anos. Porém esse desenvolvimento não é necessariamente linear, e pode variar conforme a densidade populacional e a situação econômica das diferentes regiões da Cidade. Além disso, é importante considerar a Cidade do Rio de Janeiro como parte da Região Metropolitana. Muitos jovens viajam diariamente entre as cidades vizinhas, o que influencia de diversas formas as condições no trânsito, no mercado de trabalho, entre outras áreas.

Gráfico 1 - Pirâmide etária da Cidade do Rio de Janeiro, Censo 20104

As outras mudanças demográficas serão debatidas na frente. 3

Censo 2010, IBGE (esta nota não se refere apenas a um percentual e sim ao conjunto do gráfico)

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http://www.ibge.com.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=330455#

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O Cartograma 1 demostra a densidade populacional na Cidade do Rio de Janeiro. Pode se considerar que a população jovem representa cerca de 23% da população em cada região.

De acordo com os dados da PNAD 2009, no entanto, a população jovem entre 15 e 29 anos da Região Metropolitana representa 23,27% da população total (que é de 11.582.000 pessoas), ou seja, inclui 2.696.000 jovens.

Cartograma 1 - Mapa da situação demográfica do Estado do Rio de Janeiro com enfoque na sua Capital, Censo 2010

Tabela 3 - Pessoas de 15 a 29 anos de idade da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, PNAD 2009

De acordo com o Censo 2000, a população jovem entre 15 e 29 anos foi de 1.495.583 pessoas ou seja de 25,53% (considerando que a população total da Cidade do Rio foi 5.857.904 pessoas), tendo o maior contingente populacional entre os 18 e 24 anos. Já em 2010, com o processo demográfico em curso, o grupo populacional mais numeroso passou a ser a faixa entre 28 e 34 anos.

Faixa etária

Homem

Mulher

Total em %

15-19

429290 = 15,93%

447174 =16,59%

32,52%

20-24

444094 = 16,47%

448404 = 16,63%

33,1%

25-29

453957 = 16,83%

473150 = 17,55%

34,38%

TOTAL

1327341 = 49,23%

1368728 = 50,77%

100%

Uma análise dos resultados do Censo 2000 referentes à distribuição da população jovem (de 15 a 29 anos de idade) da cidade do Rio de Janeiro e desagregados por Áreas de Planejamento permite algumas observações. Em primeiro lugar, do ponto de vista do território, os dados mostram que os jovens estão mais concentrados5 em algumas áreas específicas. Pode-se constatar que as AP 3.1, 3.3 e 4.0 concentram mais de 40% desta população. Somente as duas primeiras áreas somam mais de 30%. (Gráfico 2).

Gráfico 2 - Distribuição das pessoas de 15 a 29 anos de idade por Áreas de Planejamento. Rio de Janeiro, Censo 2000 250000

Tabela 2 - Pessoas de 15 a 29 anos de idade por grupos de cor segundo os grupos de idade e sexo. Município do Rio de Janeiro - 2000, Censo 2010

235022

234180

182873

200000

174688 157228

150000

15 a 17 anos de idade

Branca

Preta ou Parda

Outra/ Sem Dec.

Total

MASCULINO

76 586

65 152

1 766

143 504

FEMININO

77 889

64 361

1 877

144 126

Total

154 475

129 513

3 642

287 630

19,21%

18 a 24 anos de idade

Branca

Preta ou Parda

Outra/ Sem Dec.

Total

Total em %

MASCULINO

199 945

157 261

4 432

361 638

FEMININO

214 377

154 404

4 846

373 626

Total

414 322

311 665

9 278

735 264

49,17%

25 a 29 anos de idade

Branca

Preta ou Parda

Outra/ Sem Dec.

Total

Total em %

MASCULINO

125 653

100 542

2 613

228 808

FEMININO

141 654

99 403

2 823

243 880

Total

267 307

199 945

5 436

472 689

31,62%

Total

Branca

Preta ou Parda

Outra/ Sem Dec.

Total

Total em %

MASCULINO

402 185

322 955

8 810

733 950

49,2%

FEMININO

433 919

318 168

9 546

761 633

50,8%

Total

836 104

641 123

18 356

1 495 583

100%

Total em %

127057 85057

100000

83834

69059

50000 0 AP 3.1

AP 3.3

AP 4.0

AP 5.1

AP 5.2

AP 2.1

AP 3.2

AP 5.3

AP 2.2

AP 1.0

Fonte: IBGE, Censo 2000

Quando desagregados por sexo, os dados mostram que, no conjunto, a distribuição pelas Áreas de Planejamento seguem o padrão do total, ou seja, cerca de 51% de mulheres para 49% de homens. As únicas exceções são as Áreas 1.0 e 5.1 em que esta tendência se inverte (cerca de 50,5% de homens para 49,5% de mulheres) (Gráfico 4). Estudos demográficos e territoriais confirmam que na última década o formato da ocupação e da distribuição populacional no território da cidade do Rio de Janeiro não sofreu mudanças significativas, ou seja, as áreas de concentração de população e/ou áreas de menos densidade continuam, em 2010, basicamente as mesmas do ano 2000. Os principais resultados do Censo 2000 referentes a proporções e/ou à ocupação do território da cidade, considerando-se variáveis como idade, sexo ou grupos de etnias, são válidos ainda hoje. Por isso, foi decidido utilizar a desagregação dos dados da população jovem por Áreas de Planejamento com base no Censo 2000.

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Provavelmente a concentração proporcional da população jovem no território acompanha a distribuição territorial da população em seu conjunto.

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Gráfico 3 - Distribuição percentual de pessoas de 15 a 29 anos de idade, por sexo, segundo as Áreas de Planejamento - Rio de Janeiro - Censo 2000 homem

mulher

55

52.0

52.0

49.6 50

49.3

49.4

49.4

50.9

50.9

50.6

50.6

50.4

49.1

49.1

48.9

48.8

48.6 48.0

48.0

Gráfico 5 - Distribuição percentual de pessoas de 15 a 29 anos de idade, por cor, segundo Áreas de Planejamento - Cidade do Rio de Janeiro - Censo 2000 80

75.3

50.7

51.4

51.2

51.1

A distribuição por cor (Gráfico 5) apresenta resultados que mostram existir, no total, cerca de 56% de brancos e 43% de pretos ou pardos (há um resíduo de “outra ou sem denominação”). No entanto, percebe-se uma prevalência maior de população de cor preta ou parda nas Áreas de Planejamento 5.1, 5.2 e 5.3. Em todas as demais áreas a população branca supera a população preta ou parda. É importante ressaltar que a informação é captada a partir da auto-declaração do informante. Note-se que nas Áreas 2.1, 2.2, 3.2 e 4.0, mais de 60% da população jovem se declara de cor branca.

77.7

20

AP 5.2

AP 5.3

total

AP 3.1

AP 4.0

AP 3.2

AP 3.3

AP 2.2

59.2 53.8

52.7

39.9

45.6

46.3

50.8 47.9

53.1 45.8

AP 2.1

23.2

AP 5.1

20.5

AP 1.0

37.9

36.6

40

40

42.2

42.9

60

55.6

55.9

60.9

62.3

45

0.9

0.7

1.0

1.3

1.2

2.2

1.2

1.2

1.1

1.5

1.8

20

A principal mudança na situação demográfica é relacionada ao começo do envelhecimento da chamada ´onda jovem´ ou seja a grande população de jovens em números absolutos. Pode-se observar que entre o ano 2000 e o ano 2010 o número absoluto da população jovem entre 15 e 29 anos praticamente não sofreu alteração. Como se pode observar na pirâmide etária, o gráfico 4 traz uma comparação entre os dados de 2000 e 2010 e mostra o envelhecimento dos extratos mais jovens. Esse fenômeno será discutido mais adiante neste documento.

0 AP 2.1

AP 2.2

AP 3.2

AP 4.0

Total

AP 1.0

AP 3.1

AP 3.3

AP 5.1

AP 5.2

AP 5.3

Fonte: IBGE, Censo 2000

branca

preta ou parda

outra ou s/ denominação

Gráfico 4 - Pirâmide etária da Cidade do Rio de Janeiro, 2000 - 2010

Tendências em migração de jovens O seguinte gráfico 6 mostra o número de jovens que já moraram em outro município. No total aproxidamente 21,3% de jovens cariocas já moraram em outra cidade.

Fonte: IBGE, Censo 2000

homem

revista juventude_14 maio.indd 20-21

mulher

5/16/11 6:17 PM


22

23

# juventudecarioca

Cont.

Gráfico 6 - Distribuição percentual de pessoas de 15 a 29 anos de idade que já moram em outro município, segundo Áreas de Planejamento - Rio de Janeiro - Censo 2000

População residente (1000 pessoas) Naturalidade em relação ao município Naturais

60

Sexo e grupos de idade 40

Naturalidade em relação à Unidade da Federação Total Total

37.3

22.7

21.3

13.3

14.5

0 AP 5.1

AP 3.3

AP 5.3

AP 5.2

AP 3.2

Total

AP 3.1

Total Total

Sempre residiram na Unidade da Federação

23.7

17.7

16.1

14.9

Naturais

Sempre residiram no município

29.6

28.4

20

Não Naturais

AP 2.2

AP 4.0

AP 1.0

AP 2.1

Fonte: IBGE, Censo 2000 Fonte: IBGE. Censo 2000

De acordo com o Gráfico 6, a Área de Planejamento 2.1 é a que concentra o percentual mais elevado de jovens que já moraram em outro município (37,3%). Um outro olhar, mais recente (PNAD 2009) aponta às tendências em migração dentro da Região Metropolitana do Rio de Janeiro: 1.890.000 jovens na faixa etária de 15 – 29 anos, ou seja 70,3% dos jovens, sempre residiram no município; o que representa a cerca de 16,3% da população total.

Não Naturais

mulheres 25 a 29 anos

473

356

298

117

57

53

60

homens 15 a 19 anos

429

368

337

61

40

37

22

homens 20 a 24 anos

444

353

303

91

48

45

43

homens 25 a 29 anos

454

340

295

114

58

52

56

A seguinte tabela apresenta as condições de atividade econômica dos jovens. Dos 1,7 milhões de jovens economicamente ativos só 1,3 milhões são naturais do município. Deste montante de jovens trabalhadores cerca de 500 mil vêm de outro lugar.

Juventude Carioca: Migração e trabalho e outro

Juventude Carioca: Migração

de acordo com o PNAD 2009

de acordo com o PNAD 2009

Tabela 4 - População residente, por naturalidade em relação ao município e à Unidade da Federação, segundo o sexo e os grupos de idade - Região Metropolitana do Rio de Janeiro 2009

Tabela 5 - Pessoas de 10 anos ou mais de idade, por naturalidade em relação ao município e à Unidade da Federação, segundo a condição de atividade na semana de referência e os grupos de idade - Região Metropolitana do Rio de Janeiro 2009

População residente (1000 pessoas) Pessoas de 10 anos ou mais de idade (1000 pessoas)

Naturalidade em relação ao município Naturais Sexo e grupos de idade

Naturalidade em relação à Unidade da Federação Total Total

Pop. Total

Não Naturais

Sempre residiram no município

Naturais Total Total

Sempre residiram na Unidade da Federação

Condição de atividade na semana de referência e grupos de idade

Não Naturais Total

Naturais

Total

Não Naturais Pop. Total

Naturalidade em relação à Unidade da Federação Naturais

Não Naturais

10181

6620

3561

1553

2009

15 a 19 anos

876

743

133

85

49

11582

7910

6865

3673

1638

1474

2035

20 a 24 anos

892

705

187

97

90

15 a 19 anos

876

743

679

133

85

81

49

25 a 29 anos

927

695

232

116

116

20 a 24 anos

892

705

618

187

97

90

90

25 a 29 anos

927

695

593

232

116

106

116

Economicamente ativas (Total)

5886

3820

2066

930

1136

mulheres 15 a 19 anos

447

375

342

72

45

44

27

Economicamente ativas 15 a 19 anos

265

212

2066

930

1136

mulheres 20 a 24 anos

448

535

314

96

49

45

47

Economicamente ativas 20 a 24 anos

670

527

53

33

20

revista juventude_14 maio.indd 22-23

5/16/11 6:17 PM


24

25

# juventudecarioca

Cont.

Pessoas de 10 anos ou mais de idade (1000 pessoas) Condição de atividade na semana de referência e grupos de idade

Não Naturais Total

Naturais

Naturalidade em relação à Unidade da Federação

Total

Naturais

Não Naturais

No entanto, ainda que a proporção de analfabetos seja bastante baixa (nos grupos de idade aqui estudados, 9,5% da população masculina jovem tem somente até 3 anos de estudo (Gráfico 8), percentual mais elevado entre os homens das Áreas 1.0, 4.0, 3.1, 5.3 e 5.1. Nestas áreas a proporção de homens com baixo nível de instrução supera os 10% (na Área 1.0 alcança 13,6%). homens total

mulheres

Gráfico 8 - Distribuição percentual de pessoas de 15 a 29 anos com até 3 anos de estudo, por sexo, segundo Áreas de Planejamento - Rio de Janeiro - Censo 2000

781

587

194

98

96

Não Economicamente ativas (Total)

4295

2800

1495

623

872

Não Economicamente ativas 15 a 19 anos

611

531

80

51

29

Não Economicamente ativas 20 a 24 anos

222

16

12.2

13.6

Economicamente ativas 25 a 29 anos

8.6

5.3

5.8

6.1

6.2

20

7.3

4.6

5.3

18

6.5

38

5.9

108

6.1

146

6.2

6.8

7.2

7.2

9.2

8.5

8.1

7.9

AP 3.1

8

Não Economicamente ativas 25 a 29 anos

9.5

9.8

7.9

AP 4.0

8.2

21

8.2

23

9.4

44

8.2

179

10.2

10.0

10.3

10.9

11.0

12

4

Condições relacionadas à educação e escolaridade dos jovens

0 AP 1.0

AP 5.3

AP 5.1

AP 5.2

total

AP 2.1

AP 3.3

AP 3.2

AP 2.2

Fonte: IBGE, Censo 2000 Fonte: IBGE: Censo 2000

homens

De acordo com o Censo 2000, as informações referentes à escolaridade (Gráfico 7) revelam que uma parcela importante dos jovens (40%) ainda frequenta escola, proporção mais elevada nas áreas 2.2, 2.1 e 3.2.

mulheres

total

De acordo com os dados da PNAD 2009, na Região Metropolitana no Rio de Janeiro têm a cerca de 27.000 jovens (15-29 anos) analfabetos.

homens mulheres total

Gráfico 7 - Distribuição percentual de pessoas de 15 a 29 anos que frequentam escola, por sexo, segundo Áreas de Planejamento - Rio de Janeiro - Censo 2000

Juventude Carioca: Alfabetização de acordo com o PNAD 2009

39.8

33.2

33.9

32.6

37.1 34.6

35.4

36.0

34.7

36.3

37.5 35.2

37.8

38.0

37.5

39.1

40.1 38.2

40.2

40.9

39.6

40

41.2

40.2

42.2

45.9

46.3

45.5

47.1

50

48.4

49.8

53.8

52.3

55.5

60

30

Tabela 6 - Pessoas de 5 anos ou mais de idade, por sexo, segundo a alfabetização e os grupos de idade - Região Metropolitana do Rio de Janeiro 2009 Alfabetização e grupos de idade

20

Total

Homens

Mulheres

10977

5102

5875

876

429

447

15 a 17 anos

543

264

279

18 ou 19 anos

334

166

168

20 a 24 anos

892

444

448

25 a 29 anos

927

454

473

Total 10

Pessoas de 5 anos ou mais de idade (1000 pessoas)

15 a 19 anos

0 AP 2.2

AP 2.1

AP 3.2

AP 4.0

total

AP 3.3

AP 5.1

AP 5.2

AP 3.1

AP 1.0

AP 5.3

Fonte: IBGE, Censo 2000 Fonte: IBGE. Censo 2000

homens

revista juventude_14 maio.indd 24-25

mulheres

total

5/16/11 6:17 PM


26

27

# juventudecarioca

Cont.

Alfabetização e grupos de idade

Pessoas de 5 anos ou mais de idade (1000 pessoas) Total

Homens

Mulheres

524

233

291

6

4

2

15 a 17 anos

4

3

1

18 ou 19 anos

2

1

1

20 a 24 anos

12

4

8

25 a 29 anos

9

5

4

Não Alfabetizadas 15 a 19 anos

Total 15 - 29 anos: 27000 jovens não alfabetizados

A escolaridade mais baixa dos homens (provavelmente em razão da pressão pela entrada no mercado de trabalho) é constatada nas informações relativas ao número de anos de estudos, praticamente 40% das mulheres jovens do Rio de Janeiro tem Ensino Médio completo (pelo menos 11 anos de estudo), enquanto que entre os homens este percentual alcança somente 33%. É importante ressaltar que, no total da população jovem, 66,5% tem o Ensino Fundamental completo (8 ou mais anos de estudo). Os dados da PNAD 2009 na Região Metropolitana ressaltam a mesma tendência de escolaridade entre homens jovens e mulheres jovens frequentando Ensino Médio, com 14,9% e 18,28% respetivamente. A mesma tendência se apresenta entre os jovens em relação à descontinuidade escolar entre o Ensino Fundamental e Ensino Médio. Só cerca de 30% de jovens da Região Metropolitana (PNAD 2009) continuam com o Ensino Médio após finalizar o Ensino Fundamental, desses 34,0% são mulheres e 27,3% homens. Os dados preliminares do Censo 2010 em relação à matrícula no Ensino Médio na Cidade do Rio de Janeiro comprovam a mesma tendência em relação às matrículas no Ensino Fundamental. Uma melhor tendência se apresenta na continuidade entre o Ensino Médio e o Ensino Superior. De acordo com os dados da PNAD 2009, cerca de 88% de jovens da Região Metropolitana do Rio de Janeiro continuam do Ensino Médio para o Ensino Superior (85% mulheres e 93% homens respetivamente).

Juventude Carioca: Educação de acordo com o PNAD 2009

Tabela 7 - Pessoas que frequentavam creche ou escola, por nível de ensino que frequentavam, segundo a rede de ensino que frequentavam, o sexo e os grupos de idade - Região Metropolitana do Rio de Janeiro 2009 Pessoas que frequentavam creche ou escola (1000 pessoas)62 Rede de Ensino que frequentavam, sexo e grupo de idade

Nível de ensino que frequentavam Educação Infantil

Maternal

Alfabetização

Alfabetização de jovens e adultos

Total

Pré-escolar Creche

Fundamental

Médio (1)

Superior (2)

Total

3078

109

188

133

9

1668

516

455

Rede de Ensino Público

1860

37

72

85

7

1160

369

130

Rede de Ensino Privado

1217

72

116

48

1

508

147

326

Homens (Total)

1525

59

94

72

3

849

232

216

Homens 14 ou 15 anos

167

-

-

-

-

134

33

-

Homens 16 ou 17 anos

151

-

-

-

1

53

97

1

Homens 18 ou 19 anos

83

-

-

-

1

12

50

20

Homens 20 a 24 anos

127

-

-

-

1

7

31

88

Homens 25 a 29 anos

65

-

-

-

1

4

6

55

Mulheres (Total)

1553

50

93

61

6

820

284

240

Mulheres 14 ou 15 anos

169

-

-

-

-

128

41

-

Mulheres 16 ou 17 anos

166

-

-

-

-

46

118

1

Mulheres 18 ou 19 anos

85

-

-

-

-

7

49

28

Mulheres 20 a 24 anos

144

-

-

-

1

9

28

106

Mulheres 25 a 29 anos

62

-

-

-

1

8

8

45

Números de escolas por série/RJ

Docentes por série/RJ

Matrículas por série/RJ

15%

22% 28%

46%

11% 59%

39%

Fundamental

revista juventude_14 maio.indd 26-27

67%

13%

Pré-escola

Fundamental

5/16/11 6:17 PM


28

29

# juventudecarioca

Tendências na área de trabalho, renda e ocupação de tempo livre

57.7

57.6

33.6

36.4

40

37.4

40.8

40.9

44.1

44.3

nas Áreas 2.2 e 2.1 (Gráfico 9).

46.8

47.4

50.7

acordo com o Censo 2000, pode-se observar que a população dos extratos mais elevados de renda está localizada

57.5

57.3

56.9

55.3

56.3

56.4

60 54.7

Do ponto de vista da renda domiciliar (calculada em termos de número de salários mínimos per capita), de

59.3

Gráfico 10 - Distribuição percentual de pessoas de 15 a 29 anos de idade que trabalham, por sexo, segundo Áreas de Planejamento - Rio de Janeiro, Censo 2000

97.7

MENOS DE 1/2

DE 1/2 A MENOS DE 1

DE 1 A MENOS DE 2

2 E MAIS 20

73.8

79.4

81.7

83.1

89.1

91.1

91.2

93.8

100

30.1

Gráfico 9 - Distribuição percentual de pessoas de 15 anos ou mais de idade, por renda domiciliar per capita em salários mínimos, segundo Áreas de Planejamento - Rio de Janeiro, Censo 2000

75

0 AP 2.2

AP 5.3

AP 2.1

AP 3.3

AP 1.0

AP 3.2

Total

AP 5.2

AP 4.0

53.3

AP 5.1

48.2

50

AP 3.1

Fonte: IBGE, Censo 2000

homens

mulheres

15.8

Também no caso da frequência à escola é maior o percentual de homens que estudam que o de mulheres 9.6

3.5

4.4

3.8

1.3

5.2

2.5

9.0

10.7 4.8

2.8

9.2 2.3

0.6

8.0 1.2

0.2

7.5 2.5

0.9

5.3 0.9

0.4

4.8 0.3

0.1

1.9

12.9

15.5

25

20.2

22.0

27.3

Fonte: IBGE. Censo 2000

exceção, quando os resultados são observados distribuídos pelas Áreas de Planejamento, é a Área 1.0, em que o

0 AP 5.3

AP 5.2

AP 5.1

AP 3.3

AP 3.1

AP 1.0

Total

AP 3.2

AP 4.0

AP 2.2

AP 2.1

Fonte: IBGE, Censo 2000

Fonte: IBGE. Censo 2000

Menos de 1/2

de 1/2 a menos de 1

de 1 a menos de 2

(Gráfico 11), ainda que a diferença entre os sexos não seja tão elevada quanto no caso do trabalho. A única percentual de mulheres jovens que frequentam escola supera o dos homens jovens (39,8% contra 34,6%).

2 e mais

Homens Mulheres

Gráfico 11 - Distribuição percentual de pessoas de 15 a 29 anos de idade que estudam, por sexo, segundo Áreas de Planejamento - Rio de Janeiro, Censo 2000 55.5

60

49.8

52.3

ao mercado de trabalho e à frequência ou não à escola6. Pode-se notar que, no total, 57,6% dos homens e 40,8% 46.3 42.2

40.2

40.9

39.6

40.1

38.2

37.5

35.2

37.5 34.7

36.0

38.0

39.8 33.9

34.6

40

elevado (61%). Por outro lado, nas Áreas de Planejamento 5.1, 5.2 e 5.3 os percentuais de mulheres trabalhando

32.6

pelas Áreas de Planejamento. É na Área 3.1 que o percentual de homens trabalhando alcança o percentual mais

45.5

das mulheres trabalham (Gráfico 10). Estes percentuais apresentam algumas variações quando desagregados

47.1

Os Gráficos 10, 11 e 12 mostram as diferenças percentuais entre jovens homens e jovens mulheres no que se refere

são os mais baixos. 20

0 AP 5.3

AP 1.0

AP 3.1

AP 5.2

AP 5.1

AP 3.3

Total

AP 4.0

AP 3.2

AP 2.1

AP 2.2

Fonte: IBGE, Censo 2000

homens

Fonte: IBGE. Censo 2000

6

mulheres

É importante ressaltar que parte da população jovem já trabalha mas também ainda frequenta escola.

revista juventude_14 maio.indd 28-29

5/16/11 6:17 PM


30

31

# juventudecarioca

Já o Gráfico 12 mostra os resultados relativos aos jovens que nem trabalham e nem estudam. Estes percentuais

Estas diferenças entre homens e mulheres ficam mais claras quando se observa a estrutura da População

são mais elevados para a população feminina, mas também alcançam valores importantes na população

Economicamente Ativa (PEA). Os Gráfico 14 e 15 mostram que enquanto que o percentual dos homens ativos do

masculina jovem, sobretudo em algumas Áreas de Planejamento. Na Área 1. 1 o percentual de homens jovens

grupo de idade de 25 a 29 anos atinge 92,6%, o percentual das mulheres desta faixa fica em 70,5%.

que não trabalham nem estudam chega a 21,2%.

PEA - trabalhando PEA - procurando trabalho NÃO PEA

Homens Mulheres

Gráfico 12 - Distribuição percentual de pessoas de 15 a 29 anos de idade que nem trabalham nem estudam, por sexo, segundo Áreas de Planejamento - Rio de Janeiro, Censo 2000

Gráfico 14 - Distribuição percentual de homens de 15 a 29 anos, por condição de atividade, segundo os grupos de idade - Rio de Janeiro, Censo 2000 100

60

81.1

50 43.4

80

38.4

74.0

33.8

34.1

34.9

40

30.7

19.3

19.2 16.5

16.1

15.5 13.1

12.7

40

9.6

11.6

16.3

18.2

17.7

20

21.2

24.3

27.0

28.0

30

59.5

60

10

22.9 20

17.5 15.1

0 AP 2.2

AP 2.1

AP 4.0

AP 3.2

Total

AP 3.1

AP 3.3

AP 5.2

AP 5.3

AP 5.1

AP 1.0

11.5

11.0

Fonte: IBGE, Censo 2000

homens

7.5

mulheres 0

Fonte: IBGE. Censo 2000

15 a 17 anos

18 a 24 anos

25 a 29 anos

Fonte: IBGE, Censo 2000

PEA - trabalhando

No entanto, a desagregação do conjunto dos dados apenas por faixas de idade (Gráfico 13) mostra que o

PEA - procurando trabalho

Não PEA

Fonte: IBGE. Censo 2000

percentual dos que não trabalham nem estudam aumenta nas faixas mais elevadas (18 a 24 anos e 25 a 29 anos). Isto ocorre porque os números são influenciados, em grande parte, pela população feminina, que deixa de

PEA - trabalhando PEA - procurando trabalho

frequentar a escola mas não ingressa no mercado de trabalho.

Gráfico 15 - Distribuição percentual de mulheres de 15 a 29 anos, por condição de atividade, segundo os grupos de idade - Rio de Janeiro, Censo 2000 100

Gráfico 13- Distribuição percentual de pessoas de 15 a 29 anos, por ocupação e frequencia à escola, segundo grupos de idade - Rio de Janeiro, Censo 2000 100

78,9

80

80

76.9

60 55,9

58.5

60

42,9 40 40

36.6

37,2

35.2

29,5

27.8

27.3

25.5 23.4

23.2

19,9 20

20

14,6

15.9 12.4

10.7

9,6

9.5

8.4

11,5

4.7

3.9 0 Total

15 a 17 anos

18 a 24 anos

25 a 29 anos

0 15 a 17 anos

Fonte: IBGE, Censo 2000 Fonte: IBGE. Censo 2000

revista juventude_14 maio.indd 30-31

Trabalha e Estuda

Só Trabalha

Só Estuda

Não Trabalha nem Estuda

18 a 24 anos

25 a 29 anos

Fonte: IBGE, Censo 2000

PEA - trabalhando

Fonte: IBGE. Censo 2000

PEA - procurando trabalho

Não PEA

5/16/11 6:17 PM


32

33

# juventudecarioca

Quando desagregados por Áreas de Planejamento (Gráfico 16), no entanto, os dados mostram que o percentual de inatividade (que no total é de 35,5%) se eleva nas Áreas 5.1 e 5.3, alcançando, nesta última, 38,6% da população jovem.

Com relação à renda do trabalho (Gráfico 18)7 observa-se que o grupo de 25 a 29 anos de idade concentra uma quantidade maior de jovens com rendimento acima de 2 salários mínimos, enquanto que entre os mais jovens (de 15 a 17 anos) que trabalham apenas 10,7% estão nesta situação. Os dados permitem dizer que, quanto mais alta a faixa de idade maior é a chance de obter um rendimento mais elevado no trabalho.

Gráfico 16 - Distribuição percentual das pesoas de 15 a 29 anos de idade, por condição de atividade, segudo Áreas de Planejamento - Rio de Janeiro, Censo 2000

Gráfico 18 - Distribuição percentual das pessoas ocupadas de 15 a 29 anos de idade, por grupos de idade, segundo classes de rendimento de todos os trabalhos - Rio de Janeiro, Censo 2000 ATÉ 1

2 OU MAIS

SEM RENDIMENTO

45.6

80,0

38.0

36.9

35.5

35.5

35.4

34.4

34.0

33.8

33.4

36.8

40

38.6

43.1

45.5

46.9

49.0

51.2

53.4

51.5

52.1

50.7

50.8

60

MAIS DE 1 A 2

67,2

60,0

18.4

16.3

17.6

45,1

39,0

40,0 34,9

11.2

12.0

14.1

13.8

15.4

15.9

15.5

17.6

46,5

20

25,2

20,0

0 AP 3.1

AP 3.2

AP 1.0

AP 4.0

AP 2.1

AP 3.3

total

AP 2.2

AP 5.2

AP 5.1

12,9

AP 5.3 10,7

Fonte: IBGE, Censo 2000

PEA - trabalhando

PEA - procurando trabalho

7,9

Não PEA

6,6 2,9 0,9

0,0 15 a 17 anos

PEA - trabalhando PEA - procurando trabalho

Fonte: IBGE, Censo 2000

Até 1

No Gráfico 17 aparecem as informações da PEA segundo a cor. Mais uma vez é importante ressaltar que a informação de cor é captada a partir da auto-declaração do informante. Pode-se observar que os percentuais de “procurando trabalho”, que correspondem ao índice de desemprego são mais elevados entre os jovens que se declaram de cor preta ou parda, comparativamente à população que se declara de cor branca (17,7% contra 13,9%).

49,5

mais de 1 a 2

2 ou mais

sem rendimento

Fonte: IBGE. Censo 2000

Por outro lado, quando se observam os dados de rendimento do trabalho (Gráfico 19) distribuídos pelas Áreas de Planejamento, fica evidente que ele é mais bem remunerado nas Áreas de Planejamento 2.1 e 2.2, onde os percentuais de trabalhadores com rendimento acima de 2 salários mínimos é mais elevado que nas demais Áreas. Gráfico 19 - Distribuição percentual das pessoas ocupadas de 15 a 29 anos de idade, por classes de rendimento de todos os trabalhos, segundo Áreas de Planejamento - Rio de Janeiro, Censo 2000

Gráfico 17 - Distribuição percentual das pessoas de 15 a 29 anos de idade, por condição de atividade, segundo a cor - Rio de Janeiro, Censo 2000 50

25 a 29 anos

80

65,6

Fonte: IBGE. Censo 2000

18 a 24 anos

49,0

62,8

48,4

57,1 52,5

50,9

49,5

47,8

47,0

36,6

53,2

60 39,8

40

57,7

45,3

24,5 5,9

3,9

3,9

2,3

2,3

2,3

2,0

2,4

1,7

10

1,5

1,8

1,9

13,9

7,5

9,4

10,3

11,8

12,6

15,5

11,6

14,9

12,8

17,7

14,3

20

20

16,0

18,8

25,9

29,7

31,2

32,8

30

32,9

35,8

33,8

35,1

37,9

40,5

40

38,8

35,5 33,9

0 AP 5.3

AP 5.2

AP 3.1

AP 5.1

AP 1.0

AP 3.3

total

AP 4.0

AP 3.2

AP 2.2

AP 2.1

Fonte: IBGE, Censo 2000

sem rendimento

0 branca

preta ou parda

outra s/ denom.

Até 1

mais de 1 a 2

2 ou mais

total

Fonte: IBGE, Censo 2000

PEA - trabalhando

PEA - procurando trabalho

Não PEA

Fonte: IBGE. Censo 2000

7

As informações, por evidente, se referem apenas à população ocupada (PO), neste caso

SEM RENDIMENTO ATÉ 1 MAIS DE 1 A 2 2 OU MAIS

PEA - trabalhando PEA - procurando trabalho NÃO PEA Fonte: IBGE. Censo 2000

revista juventude_14 maio.indd 32-33

5/16/11 6:17 PM


34

35

# juventudecarioca

Para comparação, na tentativa de contextualizar a situação dos jovens em relação ao trabalho com dados mais atualizados (PNAD 2009), as seguintes apresentações apontam a situação de jovens na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Enquanto 1.592.000 jovens (59%) na faixa etária entre 15 e 29 anos da Região Metropolitana são economicamente ativos (referência condição de atividade da semana), 979.000 dos jovens (41%) não são. Dos não ativos (referência condição de atividade da semana) são 601.000 jovens mulheres o que representa 22.3% dos jovens nessa faixa etária. A situação com a condição de referência de atividade no período de 365 dias. Do total de 2.696.000 jovens na Região Metropolitana, 1.823.000 são economicamente ativos o que representa 67%, desse número, 844.000 ou 46% são mulheres jovens.

Tabela 9

De acordo com PNAD 1.417.000 jovens (15-29 anos) da Região Metropolitana do Rio de Janeiro são ocupados, o que representa 52% dos jovens, sendo 820.000 são homens (58%) e 597.000 mulheres (42%). Entre 448.000 mulheres jovens (15-29 anos) que são empregadas, 70% trabalha com carteira assinada, 5% trabalha como militar ou funcionária pública e 24% trabalha de outra forma. Dos 692.000 homens jovens, cerca de 65% trabalha com carteira assinada, 8% trabalha como militar ou funcionário público e 27% trabalha de outra forma. 4.29) (Tabela 8).

Tabela 8

(tabela 10).

revista juventude_14 maio.indd 34-35

5/16/11 6:17 PM


36

37

# juventudecarioca

Tabela 10

Tabela 12

Tabela 13

Tabela 11

tabela 13

(Tabela 12) precoce

revista juventude_14 maio.indd 36-37

5/16/11 6:17 PM


38

39

# juventudecarioca

Gráfico 21

(Gráfico 20).

Gráfico 20

(Tabela 14)

Tabela 14

Mulheres de 15 anos ou mais de idade (1000 pessoas)

Filhos Tidos (1000 pessoas) Total

Grupos de idade das mulheres

Nascidos Vivos

Total

Tiveram Filhos

Total

Homens

Mulheres

Total

Homens

Mulheres

No período de referência de 12 meses

5024

3418

8635

4410

4225

8469

4301

4168

111

(Gráfico 21) Total 15 a 19 anos

revista juventude_14 maio.indd 38-39

447

30

38

21

17

38

21

17

12

15 a 17 anos

279

7

9

4

5

9

4

5

5

18 ou 19 anos

168

23

29

17

12

29

17

12

7

20 a 24 anos

447

140

211

108

103

209

106

103

30

25 a 29 anos

472

253

442

212

230

434

206

228

36

5/16/11 6:17 PM


40

41

# juventudecarioca

Tabela 15

Tabela 15

Mulheres de 15 anos ou mais de idade (1000 pessoas) Condição de atividade na semana de referência e grupos de idade

Tiveram filhos nascidos vivos Total

Número de filhos nascidos vivos

Total

3

4

5

6 ou mais

Total

5024

3402

1004

1253

552

253

126

214

15 a 19 anos

447

30

25

4

1

1

-

-

15 a 17 anos

279

7

5

2

-

-

-

-

18 ou 19 anos

168

23

20

2

1

1

-

-

447

139

93

33

6

4

2

1

20 a 24 anos

1

2

25 a 29 anos

472

252

130

81

29

9

2

2

Economicamente Ativas

2665

1739

613

673

262

104

37

49

15 a 19 anos

124

11

9

1

-

-

-

-

15 a 17 anos

46

1

1

-

-

-

-

-

18 ou 19 anos

78

10

0

1

-

-

-

-

20 a 24 anos

292

87

62

19

4

1

1

-

25 a 29 anos

351

164

88

51

19

5

1

1

Não Economicamente Ativas

2359

1663

392

580

290

148

89

165

15 a 19 anos

323

20

15

3

1

1

-

-

15 a 17 anos

233

6

4

2

-

-

-

-

18 ou 19 anos

90

14

11

1

1

1

-

-

20 a 24 anos

155

52

31

14

2

2

1

1

25 a 29 anos

121

88

42

30

10

4

1

1

Tabela 16

Tabela 16

Características da pessoa de referência da família

Famílias residentes em domicílios particulares (1000 famílias)

Pessoas residentes em domicílios particulares (1000 pessoas) Condição na família Total

Pessoas de referência

Cônjuges

Filhos

Outros parentes

Sem parentesco

4094

11551

4094

2417

4065

899

77

Homens

2491

7498

2491

2051

2498

415

42

Mulheres

1603

4054

1603

366

1566

484

35

10 a 17 anos

5

10

5

1

2

2

1

18 ou 19 anos

12

22

12

4

6

1

-

20 a 24 anos

135

365

135

74

109

43

5

25 a 29 anos

273

772

273

180

269

46

4

Total Sexo

Grupos de idade

revista juventude_14 maio.indd 40-41

5/16/11 6:17 PM


42

43

# juventudecarioca

O.M.E. Freq. Média ≥ 95

< 95

< 2,6 Termo Evocado

Freq.

≥ 2,6 O.M.E.

Freq.

O.M.E.

Responsabilidade Bom Camisinha Transar

185 156 116 111

2,52 2,15 2,50 2,03

Prevenção Prazer Amor

171 163 155

2,60 2,62 2,83

Necessário Gênero Maravilhoso Normal Cuidado Opção

90 70 63 62 59 38

2,33 2,24 2,31 2,08 2,42 2,47

Respeito Doenças Filhos Saudável Consciência

89 59 52 41 40

2,84 3,28 2,96 2,68 2,80

O.M.E.

< 2,7

O.M.E. Freq. Média

< 2,7 Termo Evocado

≥ 2,7

Freq.

O.M.E.

Termo Evocado

Freq.

O.M.E.

≥ 44

Bom Transar Prevenção Camisinha

87 64 63 46

2,32 1,96 2,49 2,63

Prazer Amor Responsabilidade

61 55 46

2,70 2,89 2,93

< 44

Gênero Necessário Respeito Normal

43 41 29 24

2,27 2,26 2,34 2,33

Maravilhoso Filhos Doenças Fantasias

31 28 23 20

2,74 2,75 3,13 3,50

≥ 2,7

Freq. Média

Termo Evocado

Freq.

O.M.E.

≥ 52

Responsabilidade Prevenção Przer Camisinha Bom

139 108 102 70 69

2,38 2,66 2,57 2,41 1,94

< 52

Necessário Transar Cuidado Normal Maravilhoso Gênero Saudável Opção Tempo Certo

49 47 40 38 32 27 23 21 19

2,38 2,12 2,35 1,92 1,90 2,18 2,69 2,19 2,00

revista juventude_14 maio.indd 42-43

Termo Evocado

Termo Evocado

Freq.

O.M.E.

Amor Respeito

100 60

2,81 3,08

Doenças Amadurecimento Consciência Carinho filhos

36 32 30 27 24

3,38 2,84 2,73 3,07 3,20

5/16/11 6:17 PM


44

45

# juventudecarioca

jovens. Tabela 18

Sexo em % Grupo Étnico

Masculino

Total

Feminino

2001

2005

2001

2005

2001

2005

Caucasóides

65,4

59,5

66,9

61,2

66,2

60,5

Mulatos

22,8

26,3

20,9

25,0

21,8

25,5

Negros

10,4

12,6

10,7

11,9

10,5

12,2

Asiáticos

0,9

0,9

1,0

0,7

1,0

0,8

Índios

0,5

0,7

0,5

1,3

0,5

1,0

Total

100

100

100

100

100

100

(17, 18, 19, 2o)

Tabela 19

Tabela 17

Sexo em %

Sexo Faixa Etária (Anos)

Masculino Ano 2001

Feminino Ano 2005

Ano 2001

Estado Civil

Total Ano 2005

Ano 2001

Ano 2005

N

%

N

%

N

%

N

%

N

%

N

%

12 - 17

265

12,8

191

11,0

259

9,8

206

8,7

524

11,1

397

9,7

18 - 25

352

17,1

312

18,0

417

15,6

386

16,3

769

16,3

698

17,0

26 - 34

461

22,3

339

19,5

528

19,9

432

18,2

989

20,9

771

18,7

≥ 35

986

47,8

893

51,5

1458

54,7

1348

56,8

2444

51,7

2241

54,6

Total

2064

100

1735

100

2662

100

2372

100

4726

100

4107

100

revista juventude_14 maio.indd 44-45

Masculino

Total

Feminino

2001

2005

2001

2005

2001

2005

Casado

53,5

46,9

48,2

45,0

50,6

45,8

Solteiro

39,9

43,9

34,8

38,0

36,8

40,5

Divorciado

5,1

6,8

9,3

8,6

7,5

7,9

Viúvo

1,5

2,4

7,7

8,4

5,1

5,8

Total

100

100

100

100

100

100

5/16/11 6:17 PM


46

47

# juventudecarioca

4

Tabela 21

a

Classes Socioeconômicas (2001)

Classes Socioeconômicas (2005) Faixa Etária (anos) / Sexo

10%

3%

6%

2001

2005

53,7

60,8

3,4

6,3

Masculino

54,5

55,5

3,4

4,9

Feminino

52,9

60,4

3,5

6,4

74,5

84,2

13,0

21,9

Masculino

79,0

85,3

19,9

28,3

Feminino

70,3

81,4

6,5

15,2

90,1

85,3

10,2

15,8

Masculino

87,6

88,5

15,0

23,1

Feminino

72,0

79,6

5,1

9,4

71,9

80,9

8,9

10,3

82,5

90,8

14,2

16,0

12 - 17 anos A

30%

22%

30%

A

B

B

C

C

D

D

E

E

36%

40%

18 - 24 anos

25 - 34 anos

≥ 35 anos Masculino Feminino

62,3

73,9

4,1

5,4

71,5

80,4

9,2

12,7

Masculino

78,8

87,3

13,8

18,9

Feminino

64,5

75,2

4,7

7,8

Total

Tabela 20

Dependência em % 2005

5%

18%

Uso na vida em % 2001

a

Faixas Etárias (anos em %) Esolaridade

12 - 17

18 - 25

26 - 34

Total

≥ 35

2001

2005

2001

2005

2001

2005

2001

2005

2001

2005

Não Letrado / Ensino Fundamental Incompleto

56,9

36,8

21,5

9,9

28,6

18,9

39,9

32,4

36,4

26,5

Ensino Médio Completo

2,5

3,8

33,3

37,0

26,0

33,5

18,9

23,4

20,9

25,7

Ensino Fundamental Completo

12,2

17,1

9,9

13,0

14,8

15,4

15,8

21,8

14,2

18,7

Ensino Médio Incompleto

27,8

42,1

19,2

17,0

10,4

11,7

6,3

7,9

11,7

13,4

Superior Completo

0,0

0,0

3,5

4,0

12,7

11,2

13,8

9,3

10,4

7,9

Superior Incompleto

0,6

0,3

11,8

18,6

5,8

7,5

3,6

3,3

5,0

6,4

Pós-Graduado

0,0

0,0

0,8

0,4

1,7

1,8

1,7

2,0

1,4

1,5

Total

100

100

100

100

100

100

100

100

100

100

21 e 22

Tabela 22

Problemas atribuídos ao uso de álcool (último ano)

Faixas Etárias (anos em %) 12 - 17

18 - 25

26 - 34

Total

≥ 35

2001

2005

2001

2005

2001

2005

2001

2005

2001

2005

1. Gastou grande parte do tempo para conseguir álcool, usar ou se recobrar dos efeitos?

0,6

2,1

3,6

8,5

3,2

6,6

3,8

5,6

3,1

5,9

2. Usou quantidades ou frequências maiores do que pretendia?

3,8

3,4

12,1

12,8

10,0

12,4

7,3

6,6

8,3

8,4

3. Tolerância (maior quantidade para produzir os mesmos efeitos)?

1,5

3,0

6,6

14,4

7,1

8,5

4,4

4,8

5,0

6,7

4. Riscos Físicos sob efeito ou logo após o efeito do álcool?

1,1

4,8

5,3

15,3

6,4

10,5

5,9

5,9

5,2

8,1

5. Problemas Pessoais?

2,7

5,4

7,8

13,5

5,4

12,6

5,0

6,3

5,3

8,6

6. Quis parar ou diminuir o uso de álcool?

6,5

6,6

13,6

12,0

14,2

12,0

12,0

8,1

12,0

9,3

22.

revista juventude_14 maio.indd 46-47

5/16/11 6:17 PM


48

49

# juventudecarioca

23

22

22

18.0

16.3

16.0

24

13.7

14.0 12.0 10.0

7.8 8.0

8.0 6.0 1.8

2.0

0.0

1.1

0.0

0.0 Riscos Físicos

Tolerância

Gastou grande parte do tempo

Características

número

%

Sexo

3.0

1.9

24

2005

4.8

4.5

4.0

2001

Problemas pessoais

Frequências maiores

Quis parar ou dimunuir

Masculino

1251

45,4

Feminino

1397

50,7

Não informado

110

4,0

Total

2758

100

Faixa Etária (anos)

23

10 - 12

615

22,3

13 - 15

1084

39,3

16 - 18

590

21,4

> 18

245

8,9

Não informado

224

8,1

Total

2758

100

Grau Escolar

Sexo em % Drogas

Masculino 2001

Total

Feminino 2005

2001

2005

2001

Fundamental

1813

65,7

Médio

945

34,3

Total

2758

100

Defasagem série/idade (anos)

2005

Maconha

11,3

15,8

4,1

6,6

7,6

10,3

Solventes

6,9

9,5

3,5

3,7

5,2

5,9

Cocaína

4,3

6,9

1,1

1,5

2,6

3,7

Estimulantes

0,8

1,1

1,9

5,5

1,4

3,8

Não tem

1048

38,0

1a2

999

36,2

≥3

487

17,7

Não informado

224

8,1

Total

2758

100

Nível sócio-econômico A

82

3,0

B

552

20,0

Benzodiazepínicos

2,0

3,3

3,6

8,5

2,8

6,6

Orexígenos

1,5

1,3

3,0

4,2

2,3

3,1

C

1316

47,7

Xaropes (codeína)

1,3

1,7

1,7

1,6

1,5

1,7

D

595

21,6

Alucinógenos

1,2

2,0

0,6

0,8

0,9

1,3

E

143

5,2

Não informado

70

2,5

2758

100

Anticolinérgicos

1,1

0,6

1,3

0,2

1,2

0,4

Esteróides

-

1,8

-

0,1

0,4

0,7

Crack

-

1,8

-

0,2

0,4

0,8

Barbitúricos

-

0,9

-

0,9

0,4

0,9

Opiáceos

-

0,6

-

1,0

0,7

0,9

Merla

-

0,4

-

0,0

0,1

0,1

Heroína

-

0,1

-

0,0

0,0

0,0

revista juventude_14 maio.indd 48-49

Total

5/16/11 6:17 PM


50

51

# juventudecarioca

26

Sexo (%)

25

Tipos de usos

25

Uso na vida Características

não

Idade (anos)

Masculino

Feminino

Não informado

10 - 12

12 - 15

16 - 18

> 18

Não informado

Uso na vida

23,5

21,0

25,9

9,9

23,9

26,1

19,4

17,9

Uso no ano

21,6

18,4

25,0

9,6

21,9

24,0

14,6

15,9

Uso no mês

16,3

14,0

17,9

7,2

15,6

19,5

13,2

10,2

Uso frequente

4,3

2,8

4,4

1,8

3,8

6,8

2,9

2,0

Uso pesado

2,7

1,8

3,7

1,5

2,4

3,8

2,8

1,5

sim

número

%

número

%

Defasagem série/idade (anos) Não tem

872

40,4

176

29,4

1a2

753

34,9

246

41,4

≥3

361

16,7

126

21,0

Não informado

173

8,0

51

8,5

Total

2159

100

599

100

- dados expandidos (Tabela 27 21).

Dias em que faltou à escola nos últimos 30 dias Vim todos os dias

1126

52,2

247

41,2

1a3

731

33,9

204

34,1

4a8

134

6,2

73

12,2

≥9

80

3,7

45

7,5

Não informado

88

4,1

30

5,0

100

599

100

Total

2159

27

Drogas

Nível sócio-econômico

Tipos de uso % Na vida

No ano

No mês

Frequente

Uso pesado

A

48

2,2

34

5,7

Maconha

6,8

5,3

4,0

1,0

0,7

B

417

19,3

135

22,5

Cocaína

1,7

1,6

1,3

0,4

0,2

C

1036

48,0

280

46,7

Crack

0,6

0,5

0,5

0,3

0,1

D

485

22,5

110

18,4

Anfetamínicos

3,3

3,1

2,1

0,7

0,4

E

119

5,5

24

4,0

Solventes

13,7

12,6

8,6

1,6

1,0

Não Informado

54

2,5

16

2,7

Ansiolíticos

5,3

4,9

3,2

0,6

0,4

2159

100

599

100

Anticolinérgicos

0,7

0,5

0,3

0,2

0,1

Barbitúricos

0,5

0,4

0,4

0,1

0,0

Opiáceos

0,4

-

-

-

-

Xaropes

0,3

-

-

-

-

Alucinógenos

1,1

-

-

-

-

Orexígenos

0,3

-

-

-

-

Energéticos

17,8

-

-

-

-

Esteróides / Anabolizantes

1,6

-

-

-

-

Total Tipos de uso

22,3

20,0

15,1

3,5

2,3

Tabaco

27,2

17,3

10,8

4,0

3,2

Álcool

68,9

67,1

47,8

12,9

7,6

Total

26

revista juventude_14 maio.indd 50-51

5/16/11 6:17 PM


52

53

# juventudecarioca

para a apresentação desse relatório. 28

Sexo (%) Drogas

29 e 30

Idade (anos)

Masculino

Feminino

Não informado

10 - 12

12 - 15

16 - 18

> 18

Não informado

Maconha

9,9

3,8

12,7

2,5

3,6

10,4

7,9

8,1

Cocaína

2,6

0,8

5,5

0,2

1,3

1,6

2,7

5,3

Crack

0,9

0,2

3,4

0,1

0,5

1,1

0,0

1,6

a região do Sudeste estão diminuindo.

Anfetamínicos

2,8

3,5

3,9

0,9

3,0

3,7

2,6

4,2

Solventes

15,2

12,4

16,2

7,8

17,6

15,2

6,1

7,1

Ansiolíticos

3,8

6,4

7,9

1,0

4,2

6,9

5,3

6,4

Anticolinérgicos

1,1

0,4

0,0

0,1

0,5

1,4

0,2

0,3

UF/Região

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

Δ%

Barbitúricos

0,4

0,7

0,0

0,0

0,4

0,8

0,4

1,2

Rio de Janeiro

1355

1326

1264

1277

1254

1421

1315

1244

1297

1245

1047

-22,7

Opiáceos

0,7

0,2

0,0

0,1

0,1

0,8

0,2

0,0

São Paulo

2051

2411

2801

2991

2977

2812

2560

1853

1332

1182

804

-60,8

Xaropes

0,4

0,2

0,9

0,1

0,2

0,5

0,0

1,7

Sudeste

3814

4227

4570

4880

4892

5061

4857

4185

3741

3565

3017

-20,9

Alucinógenos

1,3

1,0

0,9

0,0

1,1

2,0

0,8

0,5

Orexígenos

0,1

0,5

0,0

0,0

0,4

0,2

0,0

0,0

Energéticos

21,5

14,9

17,7

11,1

22,7

25,9

20,2

12,2

Esteróides / Anabolizantes

2,9

0,5

3,1

1,9

0,8

3,4

2,1

1,2

Total Tipos de uso

23,5

21,0

25,9

9,2

25,3

27,9

21,1

21,2

Tabaco

24,6

29,4

28,5

9,7

28,5

39,0

27,6

33,8

Álcool

67,8

70,9

61,2

56,6

74,5

81,8

67,9

66,6

29

30

revista juventude_14 maio.indd 52-53

UF/Região

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

Δ%

Rio de Janeiro

28,2

27,3

25,8

25,9

25,3

28,6

26,4

24,8

25,8

24,9

21,2

-24,7

São Paulo

15,6

18,0

20,6

22,3

22,1

20,8

18,8

13,5

9,6

8,7

6,0

-61,4

Sudeste

14,6

16,0

17,0

18,4

18,4

19,0

18,1

15,5

13,8

13,4

11,5

-21,1

5/16/11 6:17 PM


54

55

# juventudecarioca

31 para o 5º entre os anos 1997 e 2007.

homicídios

34 31 34 1997

UF

2007

Taxa

Pos.

Taxa

Pos.

Espírito Santo

18,7

29,0

Alagoas

7,0

13º

27,1

Pernambuco

19,2

27,0

Distrito Federal

19,7

24,2

Rio de Janeiro

28,2

21,1

1997

UF

32 e 33

2007

Taxa

Pos.

Taxa

Pos.

Recife

57,4

61,2

Vitória

61,5

56,3

Maceió

15,1

13º

52,3

Belo Horizonte

7,7

24º

41,2

Curitiba

10,9

20º

33,9

Porto Alegre

23,3

33,0

Porto Velho

11,7

18º

30,8

João Pessoa

14,7

14º

28,3

Salvador

23,7

26,4

Fortaleza

12,1

16º

23,6

10º

Florianópolis

3,0

27º

23,1

11º

Campo Grande

16,4

11º

21,4

12º

Rio de Janeiro

36,5

21,4

13º

32 UF/Região

1997

Rio de Janeiro

648

681

574

644

610

São Paulo

959

1056

1194

1291

1267

Vitória

62

53

71

41

61

1729

1869

1938

2143

2090

Sudeste

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

Δ%

689

633

592

481

544

380

-41,4

1106

1035

726

458

355

240

-75,0

61

53

62

66

54

54

-12,9

2054

2021

1709

1286

1250

974

-43,7

35

35

33 UF/Região

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

Δ%

Rio de Janeiro

36,5

38,2

32,1

35,2

33,4

37,7

34,7

32,5

26,4

30,5

21,4

-41,4

São Paulo

27,3

29,9

33,7

36,0

35,3

30,9

28,9

20,3

12,8

10,2

7,0

-74,5

Vitória

61,5

52,3

69,7

40,4

60,2

60,3

52,5

61,7

65,9

56,0

56,3

-8,5

Sudeste

28,0

30,2

31,2

34,1

33,3

32,8

32,3

27,4

20,6

20,5

16,1

-42,6

revista juventude_14 maio.indd 54-55

UF/Região

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

Δ%

Rio de Janeiro

1328

1352

1137

1342

1261

1508

1354

1264

1041

1092

811

-38,9

São Paulo

2134

2335

2666

2797

2707

2339

2349

1695

1082

801

556

-73,9

Vitória

111

110

142

97

114

122

115

104

111

115

98

-11,7

Sudeste

64,8

69,4

74,2

75,5

73,2

76,6

75,4

65,5

56,8

53,7

46,2

-28,7

5/16/11 6:17 PM


56

57

# juventudecarioca

37

36).

Região Metropolitana

36

UF

1997

2007

Taxa

Pos.

Taxa

Pos.

Maceió

53,9

16º

225,7

Recife

230,3

224,1

Vitória

205,8

173,6

Belo Horizonte

32,6

23º

137,1

Salvador

86,8

116,8

Curitiba

48,9

17º

115,0

João Pessoa

55,6

14º

114,9

Porto Alegre

76,7

114,4

Porto Velho

65,4

13º

98,5

Fortaleza

47,2

18º

87,2

10º

Rio de Janeiro

138,9

85,6

11º

1997

1998

1999

2000

2001

2002

Belém

144

Belo Horizonte

241

Curitiba

2003

2004

2005

173

92

155

186

209

258

243

357

289

351

536

586

773

1103

1263

1147

204

176

234

281

284

351

416

505

563

Fortaleza

224

196

226

311

297

313

289

319

Porto alegre

325

276

306

375

368

420

408

473

Recife

970

1285

1125

1165

1312

1125

1217

Rio de Janeiro

2591

2438

2329

2430

2286

2683

Salvador

512

211

105

169

268

340

São Paulo

3506

3910

4434

4639

4464

4108

2006

2007

Δ%

340

350

143,1

1047

1020

323,2

571

589

188,7

403

452

536

139,3

443

407

533

64,0

1242

1229

1233

1220

25,8

2521

2363

2217

2206

1838

-29,1

463

449

573

684

790

54,3

3950

2867

2022

1645

1169

-66,7

Vitória

423

497

466

421

453

559

515

515

494

528

531

25,5

Total RM

9140

9451

9668

10509

10504

10881

11140

10239

9448

9113

8576

-6,2

38 Região Metropolitana

37 e 38 É interessante observar

1997

2007

Δ%

Belém

38,5

82,9

115,4

Belo Horizonte

29,3

107,5

267,2

Curitiba

39,7

96,5

144,1

Fortaleza

39,4

74,9

89,9

Porto Alegre

51,9

73,9

42,5

recife

147,0

174,2

18,4

Rio de Janeiro

142,

99,6

-29,9

Salvador

79,9

114,7

43,4

São Paulo

106,2

33,6

-68,4

Vitória

159,8

168,0

5,1

Total RM

95,3

82,1

-13,8

(Tabelas 39 e 40).

39

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UF/Região

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

Δ%

Rio de Janeiro

1881

1894

1623

1843

1783

2067

1862

1797

1454

1577

1221

-35,1

São Paulo

3228

3500

4028

4063

3969

3346

3350

2502

1660

1274

905

-72,0

Vitória

157

160

183

131

157

157

142

150

158

161

149

-5,1

Sudeste

5479

5834

6171

6534

6390

6186

6198

5441

4096

3788

3043

-44,5

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58

59

# juventudecarioca

42

40

1997

UF

2007

País/Conflito

Taxa

Pos.

Taxa

Pos.

Maceió

53,2

16º

214,8

Recife

216,5

202,1

Vitória

206,3

169,7

Belo Horizonte

34,5

23º

116,6

Angola

João Pessoa

69,9

10º

110,9

Guatemala

Salvador

84,4

108,6

Guerra do Golfo

Brasil Chechenia/Rússia

Natureza do Conflito

Período

Anos de duração

Nº de mortes

Mortes por ano

Homicídio

1997 - 2007

11

512216

46565

Movimento emancipatório / étnico

1994 - 1996

2

50000

25000

Guerra civil - Unita

1975 - 2002

27

550000

20370

Guerra civil

1970 - 1994

24

400000

16667

Disputa territorial

1990 - 1991

1

10000

10000

Guerra civil

1980 - 1992

12

80000

6667

Independência

1974 - 2000

26

10000

3846

Porto alegre

74,7

107,3

El Salvador

Curitiba

47,1

17º

103,5

Timor Leste

Porto Velho

72,1

96,3

Angola

Independência

1961 - 1974

13

39000

3000

10º

Israel/Egito

Disputa territorial

1967 - 1970

3

6400

2133

Guerra das Malvinas

Disputa territorial

1982

1

2000

2000

2º Intifada

Disputa territorial

2000 - 2001

1

1500

1500

Nicarágua

Guerra civil

1972 - 1979

7

3000

429

Irlanda do Norte

Guerra civil

1968 - 1994

26

3100

119

Rio de Janeiro

134,0

82,3

41

43

41

Pos.

Município

155º

Rio de Janeiro

UF RJ

Média Anos 1

Número de Homicídios

Popul. (1000)

2003

1484,1

1862

2004 1797

2005 1454

2006 1577

2007 1221

Taxa Homic. 82,3

Correlação de taxas de homicídio com:

ˆ

ç˜

ç˜

Coef. R de Pearson

Coef. de Determinação R2

Jovem

Não Jovem

Total

Jovem

Não Jovem

Total

Índice de Desenvolvimento Humano - IDH

-0,295

-0,345

-0,335

8,7%

11,9%

11,2%

PIC per capita (Dolares PPC)

-0,361

-0,458

-0,433

13,1%

21,0%

18,7%

Relação 10% mais ricos / 10% mais pobres

0,712

0,672

0,692

50,7%

45,2%

47,9%

Índice Gini

0,610

0,599

0,608

37,2%

35,8%

36,9%

42 43

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# juventudecarioca

44 Feminino (F)

%F/T

NĂŁo Informado (N)

%N/T

47,64

4.159

52,36

0

49,16

10.592

50,84

0

110.068

49,02

114.454

50,98

21 a 24 anos

172.887

48,49

183.635

25 a 34 anos

466.539

47,72

511.069

35 a 44 anos

400.586

46,69

45 a 59 anos

547.923

60 a 69 anos

202.962

70 a 79 anos

Masculino (M)

%M/T

16 anos

3.784

17 anos

10.244

18 a 20 anos

Faixa EtĂĄria

Total (T)

%T/TT

0

7.943

0,17

0

20.836

0,45

0

0

224.522

4,8

51,51

0

0

356.522

7,63

52,28

0

0

977.608

20,91

456.890

53,25

477

0,06

857.953

18,35

44,97

667.446

54,78

3.117

0,26

1.218.486

26,07

41,76

281.500

57,92

1.529

0,31

485.991

10,4

113.470

37,91

184.730

61,71

1.144

0,38

299.344

6,4

Superior a 79 anos

93.728

41,55

130.875

58,02

981

0,43

225.584

4,83

Total (TT)

2.122.191

45,4

2.545.350

54,45

7.248

0,16

4.674.789

tal.

vida de jovens cariocas.

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# juventudecarioca

Juventude e Trabalho notas sobre caminhos para as Políticas Públicas Regina Novaes Pesquisadora do CNPq, Ex-Secretaria Nacional de Juventude -Adjunta e Presidente do Conselho Nacional de Juventude

A implantação de políticas democráticas e inclusivas de Juventude no Rio de Janeiro passa pelo reconhecimento da variedade de demandas de nossa população juvenil.

refletindo... O levantamento dos dados secundários sobre a juventude da cidade do Rio de Janeiro, apresentados anteriormente, servem como subsídio para necessárias reflexões sobre a juventude na cidade. De acordo com os dados publicados no Censo 2010 pudemos perceber que a juventude corresponde a uma parcela significativa da cidade ou seja 23,65% da população. A evidência desse percentual elevado reforça ainda mais a necessidade de pensarmos políticas públicas efetivas para

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a juventude da cidade, além de uma análise específica sobre essa parcela da sociedade. Por isso, procuramos nesse espaço trazer a opinião de especialistas, educadores, militantes e atores sociais. As reflexões a seguir, longe de se constituírem como verdades absolutas, servem como importante elemento de análise do jovem na cidade e lançam luz a alguns problemas que devem ser enfrentados no âmbito das políticas públicas de Estado. Esperamos assim, contribuir também com a implementação dessas políticas.

O que significa isto? Em primeiro lugar significa propiciar a convivência das multiplicidades étnicas, religiosas, de tradições, gostos e sensibilidades, combatendo todas as formas de discriminação aos jovens de nossa cidade. Em segundo lugar, significa encontrar caminhos para ampliar oportunidades e oferecer suporte para que estes jovens possam processar suas buscas, construir seus projetos e desenvolver sua inserção na vida social. Em terceiro lugar, também significa investir na formação de adultos que trabalham com jovens na Escola, no mundo do trabalho, nos espaços de cultura e lazer, na família, nas instituições de abrigo e carcerárias, etc... Isto porque a colaboração e o diálogo intergeracional são fundamentais para a consecução dos objetivos de políticas públicas voltadas para a juventude. E quais seriam estes objetivos? Sem dúvida, os jovens devem ser beneficiários de políticas universais para garantir acesso à saúde, à educação de qualidade, oportunidades de inserção no mundo do trabalho e acesso à moradia. Porém, simultaneamente, frente aos processos de exclusão social que afetam os jovens do Rio de Janeiro, é preciso combinar políticas estruturais, que visam efeitos duradouros, com Programas e ações emergenciais que resultem em efeitos imediatos. Esta combinação deve estar presente nas ações que visam a inserção produtiva dos jovens. oi Secretaria Nacional de Juventude -Adjunta e presidente do Conselho Nacional de Juventude de 2005 até março de 2007.

O trabalho no século XXI: incertezas e novas buscas Frente às novas relações entre educação, trabalho, cultura e novas tecnologias de informação é preciso atualizar e renovar o sentido do Trabalho na vida dos jovens do século XXI. A revolução científica e tecnológica fez com que as transformações nas formas de empregabilidade e as mutações nas carreiras profissionais sejam hoje incessantes. Hoje a educação se dá em múltiplos contextos. Cada vez mais, há necessidade de construção de novas articulações entre a escola e os demais processos formativos aos quais estão submetidos os jovens. Reconduzir os jovens para os sistemas educacionais exige criatividade e uma nova perspectiva pedagógica. É preciso validar múltiplas formas e espaços de aprendizagem, só assim será possível ampliar o acesso aos sistemas de ensino e aumentar a probabilidade de permanência na escola. A escola de hoje deve “caber” na vida do jovem de hoje para os quais o mundo do trabalho representa muitas incertezas. Certamente, tais incertezas se multiplicam principalmente entre os jovens pobres que tem menor escolaridade e são também atingidos por outros fatores de discriminação (raça, gênero, idade, aparência, orientação sexual, jovens deficiências, população carcerária juvenil...). No entanto, se é verdade que os jovens são os mais atingidos pelo desemprego também são eles e elas que poderão ser os agentes mais importantes na experimentação de novas formas de inserção

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produtiva. As cooperativas, os grupos de produção, distintas formas de autogestão e de trabalho social já estão sendo experimentados por uma parcela de jovens desta geração. Entre jovens difundem-se práticas e dos valores que podem fomentar uma cultura da economia solidária Portanto, não se trata apenas de se preocupar com o aumento da escolaridade e com a ampliação das vagas para trabalho assalariado. Sem dúvida, isto é importante. Mas é preciso também encontrar meios para oferecer aos jovens oportunidades para que eles experimentem novas formas de interação, se apropriem de novos conhecimentos, re-elaborem suas próprias experiências e visão de mundo e, ao mesmo tempo, se reposicionem quanto à sua inserção social e profissional.

Estratégias governamentais para propiciar a inserção produtiva juvenil. Com o objetivo de fazer frente ao quadro de precarização das relações de trabalho que atinge tão fortemente a vida e os sentimentos dos jovens desta geração, os planos e ações governamentais deveriam considerar as vocações produtivas e as especificidades de cada município. Isto significa tanto valorizar e apoiar a desconcentração espacial das atividades econômicas quanto reconhecer as especificidades locais das áreas rural e urbana dos municípios. Por exemplo, Projetos e ações governamentais que valorizem o patrimônio cultural material e imaterial do Rio de Janeiro podem favorecer o diálogo entre jovens e adultos, reforçando sentimentos de pertencimento, criando vínculos sociais, gerando oportunidade de novas ocupações na área do turismo. Assim como, outras iniciativas podem ser tomadas no sentido de experimentar e consolidar novas formas de trabalho social visando cuidado

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com o meio ambiente. Para tanto, é fundamental apoiar incubadoras de novas profissões, sobretudo nas áreas de novas tecnologias de informação, na produção artística e cultural, no esporte e lazer. O trabalho é um elemento central na construção da identidade: é o lugar onde cada cidadão se realiza enquanto produtor de si mesmo e produtor de seu lugar na sociedade. Por isto mesmo, as ações de qualificação profissional devem considerar também a dimensão subjetiva do trabalho que envolve o desenvolvimento de habilidades, o autoconhecimento, a sociabilidade, a realização pessoal.

Nota final Em uma sociedade tão marcada pelo consumismo e pela degradação ambiental, em uma cidade tão marcada pela violência e segregação social, ao pensar na inserção produtiva de jovens é preciso ir além das metas e dos índices econômicos. Nos dias de hoje amplia-se o escopo do mundo do trabalho. Neste início de milênio, temos vários registros de grupos juvenis, muitas vezes apoiados por organizações da sociedade civil, cujas experiências oferecem pistas para a reinvenção do mundo do trabalho na perspectiva da emancipação juvenil. Para fazer face ao mercado de trabalho restritivo e mutante, é preciso potencializar um processo renovador no qual esteja assegurada a vigência de direitos trabalhistas já assegurados e o direito às novas formas de trabalho. Neste contexto, o papel do poder público é ampliar oportunidades que aliem a criatividade e capacidade de pensar criticamente sobre o mundo. Ou seja, no contexto de discussão sobre políticas públicas de Juventude, ao buscar “trabalho” estaremos também propondo uma disputa de valores, uma renovação de imagens sociais e o fortalecimento de vínculos societários.

Transformar arte em pensamento Fabricio Lopes Paulista, radicado no Brasil, representante da Nação Hip Hop Brasil no Conjuve

“Desce de todos os cantos botando pra fora um grito de raça Abre aquele sorriso que cobre de graça os espaços das praças” Roberto Ribeiro e Gonzaguinha

A juventude por natureza é a protagonista das transformações artísticas e culturais da história. Por mais que os renomados artistas desenvolvam tendências e estimulem conceitos, é justamente a quebra destes paradigmas que compõem o universo cultural juvenil, sua diversidade e formas extrovertidas de diálogo e conquista permanente da sociedade. Os jovens grupos culturais especialmente, radicados nos espaços urbanos, (não necessariamente se identificam dessa forma, mas o que importa é o ativismo que exercem) têm encontrado formas inovadoras de ocupar e incidir sobre estes espaços. Buscam casa vez mais a apropriação cidadã das lacunas do concreto ou das vielas periféricas nas grandes cidades, onde nestes espaços expressam opiniões e sentimentos oriundos da sua própria vivência e conseguem reproduzir em muito as profundas desigualdades que existem no contexto social e econômico, como também nos aspectos artísticos mais elaborados e privilegiados. As expressões têm inicio das formas mais variadas. Vejam os grafiteiros, ainda marginalizados como

pichadores, embelezam espaços e transmitem com sua arte o dinamismo desse novo momento artístico com mensagens que emocionam, chocam e ensinam. Estes mesmos grafiteiros que hoje já interagem com diversos intervencionistas urbanos, mesclando as artes e construindo novos métodos e estilos de expressão. A arte permite estas boas mutações, ela é aberta ao pensamento inovador e não se curva à conceitos herméticos. Evolui conforme a criatividade e o espírito construtivo de cada ser. É nesse ponto em que a juventude quebra todos os paradigmas. Através da dança, do teatro, poesias, músicas, entre outros, que amplia sua capacidade de interação e forma a cultura genuinamente brasileira, fruto desse caldeirão de idéias e interpretações onde as identidades se misturam, os gostos se multiplicam e as formas passam do simples objeto do entretenimento para uma ação cada vez mais transformadora. Exemplo claro dessas novas formas de expressão é o que denominamos “hip hop tupiniquim”. Este demonstrou ao longo do tempo ser possível reconhecer nas mais diversas atividades da cultura

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popular instrumentos, que associados às novas tendências, criam um novo prisma cultural o qual a partir da apropriação das novas tecnologias de comunicação e difusão podem tomar proporções significativas, ganhando mentes e corações mundo a fora. Destas manifestações nascem diversas adaptações, que transformam o ambiente em que se vive num grande coletivo de busca do conhecimento, envolvendo desde a arte urbana até as mais tradicionais e populares como: artesanato, crenças populares, lendas urbanas, linguagem regional, etc. Mas a juventude quer mais. Quer transformar essa arte para além de uma simples forma de expressão, quer levar estas idéias para dentro dos espaços públicos e debater a valorização dos meios. Mostrar que aquilo que é chamado de alternativo é o que de

fato dialoga com as massas e provoca a reflexão das demandas sociais. Há muito debate sobre investimentos nestas áreas, porém apenas investimento não será suficiente se não houver a efetiva valorização do protagonismo e o respeito às expressões além do entendimento de que somos uma nação em constante ebulição cultural, sem amarras regionalistas, que dentro desse nosso continente chamado Brasil fazemos a junção do carimbó com o carnaval, da escultura com o grafitte, do break com a capoeira, do rap com o repente, tudo isso sem medo de perder a nossa identidade e confiantes de que a juventude tem muito potencial ainda a ser apreciado, muita transformação pra fazer. Já aqueles que não são mais jovens, muito para pensar.

Saia logo do Sofá Ricardo Cappelli Diretor de Programa do Ministério do Esporte, Jornalista, Ex-Coordenador Estadual de Juventude do Rio de Janeiro, e Corredor de Rua

Consagrado como direito na constituição cidadã de 1988, o esporte vem ocupando cada vez mais espaço na sociedade. Anúncios publicitários, tempo de televisão dedicado ao tema, número cada vez maior de academias, crescimento de grupos de ciclistas e de corredores, ampliação do papel do esporte na economia nacional, enfim, por qualquer ângulo que se olhe o que se vê é a cultura esportiva ocupando lugar crescente no cotidiano das pessoas. No campo das políticas públicas vivemos um momento especial com a criação, pela primeira vez na história, em 2003, de um Ministério exclusivo para cuidar do esporte. Esta alteração trouxe o esporte para a “sala central” de discussão da importância de consolidarmos uma ampla rede de garantia e de proteção de direitos sociais. O tema deixa de ser periférico e se constitui como política pública de fato, com inúmeros projetos surgindo por todo país. Conquistamos grandes avanços, principalmente no campo do financiamento. O esporte que até então sobrevivia com parcos recursos passa a receber investimentos inéditos. Hoje, apenas de recursos do orçamento geral da união são mais de 1 bilhão de reais investidos. Além disto, a lei Agnelo/Piva foi consolidada, investindo através dos comitês olímpicos e paraolímpicos mais de 100 milhões de reais por ano. Neste esforço incorporaram-se as estatais brasileiras que passaram a adotar variadas modalidades esportivas sob a forma de patrocínios que,

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somados, superam a casa de 100 milhões/ano. E, recentemente, conquistamos a lei federal de incentivo ao esporte que, em seus 3 anos e meio de funcionamento, já injetou no esporte nacional mais de 425 milhões de reais. Se é verdade que os recursos ainda não são suficientes para garantir a plena democratização do acesso ou a transformação do país numa potência olímpica, também é verdade que superamos uma fase importante resolvendo a base de financiamento do esporte. Vários programas foram criados. O “Segundo Tempo” leva a mais de 1 milhão de crianças em todo território nacional a prática esportiva sob a perspectiva educacional. O “Esporte e Lazer nas Cidades” se preocupa com o potencial integrador e lúdico da atividade física e do lazer. O “BolsaAtleta” viabiliza um auxílio financeiro que apóia Consagrado como direito na constituição cidadã de 1988, o esporte vem ocupando cada vez mais espaço na sociedade. Anúncios publicitários, tempo de televisão dedicado ao tema, número cada vez maior de academias, crescimento de grupos de ciclistas e de corredores, ampliação do papel do esporte na economia nacional, enfim, por qualquer ângulo que se olhe o que se vê é a cultura esportiva ocupando lugar crescente no cotidiano das pessoas. No campo das políticas públicas vivemos um momento especial com a criação, pela primeira vez na história, em 2003, de um Ministério exclusivo

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para cuidar do esporte. Esta alteração trouxe o esporte para a “sala central” de discussão da importância de consolidarmos uma ampla rede de garantia e de proteção de direitos sociais. O tema deixa de ser periférico e se constitui como política pública de fato, com inúmeros projetos surgindo por todo país. Conquistamos grandes avanços, principalmente no campo do financiamento. O esporte que até então sobrevivia com parcos recursos passa a receber investimentos inéditos. Hoje, apenas de recursos do orçamento geral da união são mais de 1 bilhão de reais investidos. Além disto, a lei Agnelo/Piva foi consolidada, investindo através dos comitês olímpicos e paraolímpicos mais de 100 milhões de reais por ano. Neste esforço incorporaram-se as estatais brasileiras que passaram a adotar variadas modalidades esportivas sob a forma de patrocínios que, somados, superam a casa de 100 milhões/ano. E, recentemente, conquistamos a lei federal de incentivo ao esporte que, em seus 3 anos e meio de funcionamento, já injetou no esporte nacional mais de 425 milhões de reais. Se é verdade que os recursos ainda não são suficientes para garantir a plena democratização do acesso ou a transformação do país numa potência olímpica, também é verdade que superamos uma fase importante resolvendo a base de financiamento do esporte. Vários programas foram criados. O “Segundo Tempo” leva a mais de 1 milhão de crianças em todo território nacional a prática esportiva sob a perspectiva educacional. O “Esporte e Lazer nas Cidades” se preocupa com o potencial integrador e lúdico da atividade física e do lazer. O “BolsaAtleta” viabiliza um auxílio financeiro que apóia o desenvolvimento de nossos futuros campeões. Isto sem falar nos equipamentos esportivos, de piscinas à pistas de atletismo, construídos nos

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mais variados municípios brasileiros. E para consagrar tudo isso, o Brasil se tornou principal palco do esporte mundial, sede dos dois principais eventos esportivos internacionais, a Copa do Mundo da FiFA e as Olimpíadas. Esporte é paixão, dedicação, saúde, união de credos, povos, raças, religiões, é superação de diferenças e preconceitos. É também fonte de recursos, de geração de empregos e renda. Estima-se que para cada real investido no esporte mais que o dobro volta sob a forma de economia com gastos na saúde pública. Uma população que pratica esporte vive mais, vive mais saudável, vive mais feliz. É fundamental incentivarmos a prática esportiva também em nossa juventude. Nada melhor que o esporte para enfrentar a ideologia do consumo fútil, do individualismo, de uma alimentação “rápida” de péssima qualidade e da alienação com relação ao cuidado com nosso planeta.

mais “disposto”. Tenho certeza que seu namorado ou namorada vão adorar! Isto sem falar que é seu corpo em harmonia com a natureza. Você corre na rua, você nada no mar, você joga vôlei na areia e não vai querer nadar ou correr num lixão fedorento. Esportistas entram em sintonia com a natureza, é inevitável. É qualidade de vida para toda vida, ou você acha que vai ter essa saúde a vida toda sentando no sofá na frente da internet comendo batata frita “de plástico” e bebendo refrigerantes aos litros? O Rio é um lugar mágico, com uma natureza exuberante e lugares espetaculares para a prática de esporte. Em julho acontece na cidade uma das corridas mais belas do planeta, a Maratona do Rio. Já imaginou o que é sair correndo do Recreio, atravessar toda orla admirando a beleza da cidade e depois de 4 horas chegar tranqüilo no belíssimo Aterro do Flamengo? Gostou? Então sai logo do sofá e vai treinar. Tá feito o desafio, quem chegar por último no Aterro paga o suco.

Para não ficar apenas nas palavras, dou aqui meu testemunho. Comecei a correr há 1 ano e meio. No começo é difícil, você briga o tempo inteiro com sua mente que te pede o conforto do sofá, mas com o tempo os ganhos são inacreditáveis. Perdi 10 quilos em seis meses, alterei completamente minha alimentação, meus níveis de colesterol e outros indicadores de saúde estão sempre ótimos, além do ânimo e da alegria vindas da endorfina que passa a habitar seu organismo. Disposição freqüente, mente mais organizada e rápida. Como mudar a alimentação? Experimente comer um “Bigqualquercoisa” e praticar algum esporte, mas não faça isso longe de um banheiro. A diferença de uma alimentação saudável é sentida no concreto, em cada movimento e te estimula a continuar comendo melhor. É pouco? Então considere que com seu corpo em dia e saudável você se sente mais seguro, mais forte e

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Saúde droga e sexualidade da população jovem do RJ Mary Garcia Castro

PhD em Sociologia, professora Universidade Católica de Salvador-Programa de Pos Graduação em Família na Sociedade Contemporânea e Mestrado em Políticas Sociais e Cidadania. Pesquisadora do CNPq, professora aposentada da UFBA, coordenadora do NPEJI/ UCSAL-Nucleo de Estudos e Pesquisas sobre Juventudes, Identidades, Cultura e Cidadania

Apresentação Este artigo decola de uma solicitação da Coordenadoria da Juventude Cidadã, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro para uma reflexão sobre “Saúde - droga e sexualidade - da população jovem do Rio de Janeiro”, tendo como vetor de preocupações políticas de juventudes e considerando um banco de dados ordenado pela Fundação Getulio Vargas1. Contudo alguma ressalva sobre o enunciado do tema proposto se faz necessário, em que pese que há que se ressaltar a positividade da preocupação por diagnósticos setoriais para a formulação de políticas de juventudes. Há que primeiro advertir sobre limites dessa peça, quer por, se reduzir a complexidade de temas, como droga e sexualidade, ao espaço pedido, um breve artigo; quer por reunir em um só artigo, temas que deveriam ser analisados de per si - drogas e sexualidade; quer por estar limitado a um relatório construído basicamente através de dados secundários, reconhecendo os próprios organizadores (ver nota 1) a precariedade de informações disponíveis.

Mas o olhar crítico sobre o tema proposto é menos por ‘salvar a pele’ desse texto, e mais para defender que o tema saúde e políticas de juventude, com raras exceções, vem sendo simplificado e ideologicamente tratado pela perspectiva de evitar riscos e não pela perspectiva de qualidade de vida. De fato é comum destacar em diagnósticos sobre a situação de jovens quanto à saúde, os temas sexualidade e drogas, contudo tal modelagem é discutível se o foco são políticas sociais voltadas para juventude (PPJs) no campo da saúde, uma vez que omite tanto que juventude é um ciclo de vida dinâmico, referido ao hoje e ao amanhã, quanto ao fato de que não há uma juventude, mas várias juventudes, o que é sublinhado por vários autores em PPJs. Assim não ao azar o movimento social de juventude negra há muito reivindica atenção para uma serie de enfermidades que mais afetam a raça/etnicidade negra; o movimento de jovens feministas a importância de um enfoque de gênero e serviços especializados em saúde da jovem mulher; e o movimento LGBT considera que não basta que os jovens sejam atendidos por serviços de saúde genéricos ou de áreas como HIV, mas que há protocolos singulares, necessidade de formar profissionais sensíveis aos temas juventude e orientação sexual, quando a referencia são

Fundação Getulio Vargas- “Relatório de Prestação de Serviços N. 2 parte 1 -Apoio a Gestão e Suporte ao Desenvolvimento de Programa Global para as Políticas de Juventude da Cidade do Rio de Janeiro -Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro- Secretaria Municipal da Casa Civil -Gabinete do Prefeito, Coordenadoria Juventude Cidadã “ versão 28 de fevereiro de 2011, a ser publicado. 1

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os jovens cuja sexualidade foge ao padrão da heteronormatividade. Questiona-se inclusive o lugar limitado da autonomia dos e das jovens frente aos pais, no que diz respeito ao direito de privacidade, acesso a serviços de saúde e sua ordenação legal. Caberia associar saúde a um elenco de hábitos que afetam a qualidade de vida e não somente focalizar fatores de riscos, orientação que está implícita no comum destaque dado à adição a substancias psicoativas (SPAS), ainda que nesse campo, políticas de redução de danos sejam um avanço. Também é limitante enfatizar tão somente gravidez na juventude, quando a referencia é sexualidade, o que implica em dupla retificação, pois se limitaria sexualidade à reprodução biológica. Outro viés com sérios problemas para a área de políticas de juventude é não compreender a abrangência do conceito de saúde, o que é enfatizado pela Organização Mundial de Saúde já que para essa entidade se concebe saúde como “estado de completo bem-estar físico, mental e social e não consistindo somente da ausência de uma doença ou enfermidade2”. Portanto o que segue sobre sexualidade e drogas está em formato de notas que esperamos sirvam para que mais se aprofunde os temas aqui tratados, em trabalhos futuros e calcados por pequisas de corte qualitativo em que os proprios jovens sejam sujeitos dos discursos sobre tais temas e que, se a preocupaçao é por politicas de saude para os jovens, que outras dimensões do campo de saúde/qualidade de vida sejam tratados e por enfoque tanto do interacionismo simbolicoouvindo atores e atrizes-como por perspectiva estrutural organizacional, pesquisando serviços de saude, sua qualidade e disponibilidade para divesas juventudes, como por raça/etnicidade,

2

sexo/gênero, idade/geração e lugar de residência, entre outras inscrições. Note-se que um primeiro fenomeno que salta aos olhos no Relatorio da FGV (ver nota 1) é a propriedade de se dispor de dados desagregados por area de planejamento para a cidade do Rio de Janeiroe. Quando se dispõe de tais informações (e.g do censo de 2000) sempre algumas áreas se destacam por piores indicadores independentemente do tema analisado, o que bem sugere as desigualdades politico-economicoterritoriais da cidade e a importancia de uma perspectiva estrutural, combinando ações integradas em políticas públicas, mesmo quando voltadas a uma população específica, no caso os e as jovens.

Alguns indicadores sobre sexualidade-juventudes cariocas Considerando o acervo de informações secundárias dispostas pelo Relatório da FGV, perfis genéricos sobre a sexualidade de juventudes cariocas podem ser referidos às seguintes dimensões: •

Fecundidade e Nupcialidade. É significativa a proporção de jovens, e principalmente de mulheres jovens, que ja vivem em uniões, consensuais ou legalizadas, 28,6%, sendo que tal proporção aumenta quando se focaliza as áreas mais empobrecidas. Mais de 40% dos jovens as áreas 5.2 e 5.33 já haviam constituído novas famílias. Tal nível muito se aproxima dos altos níveis de fecundidade entre mulheres jovens, em especial, aquelas em áreas mais

Organização Mundial da Saúde – in http://who.int/nutrition/publications/pressrelease-consultado em 28.3.201

Área Planejamento - AP 5.2 - 2007 Inhoaiba, Campo Grande, Senador Vasconcelos, Barra de Guaratiba, Santíssimo, Guaratiba, Pedra de Guaratiba, Cosmos: Área Planejamento - AP 5.3 - 2007 Paciência, Sepetiba e Santa Cruz (Relatório FGV-ver nota 1) 3

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empobrecidas. Na área 5.3 as mães representam quase a metade das mulheres jovens (47,8%). Tal informação alerta para a importância de políticas públicas de saúde, como cobertura à saúde materna formatadas segundo o perfil econômico educacional das jovens mães. Contudo fica a recomendação que mais se garimpe sobre direitos sexuais e reprodutivos das e dos jovens cariocas considerando o razoável acervo que se dispõe sobre o tema no Rio de Janeiro no plano de estudos qualitativos. Note-se que os estudos referidos à sexualidade que tem com referência os/as cariocas comumente chegam a um achado comum sobre sexualidade de jovens no Brasil: sublinham como elas e eles têm trajetórias singulares e são codificados por perspectivas de gênero e construções sociais do ser homem e mulher. Codificações culturais que configuram aprendizagens, práticas e representações diversificadas, tendendo a assimetrias e muitas vezes a diversos tipos de violências, em particular contra a mulher. Tais estudos insistem que sexualidade, juventude e gênero devem ser combinados e que as políticas sobre direitos sexuais de jovens devem estar alertas para o desenvolvimento da auto estima pelas mulheres; aumento da sua capacidade de negociação em relação ao uso de contraceptivos, como a camisinha pelo homem, e a importância de que nas escolas se desenvolvam programas sobre gênero e educação sexual. Na maioria dos estudos há criticas às formas como a escola lida com a sexualidade juvenil e as relações de gênero, e em particular com casos de homofobia, temas que estariam a descoberto em termos de políticas públicas. Ver entre outros estudos que trazem alguma informação sobre jovens e sexualidade no

Rio de Janeiro: Heilborn, Aquino, Bozon e Knauth 2006; Cabral, 2002; Castro, Abramovay e Silva, 2004 e Monteiro 19994. É frustrante a falta de estudos sobre direitos sexuais e reprodutivos de jovens no Rio de Janeiro, mais voltados ao diagnóstico de serviços públicos e de possibilidades de políticas. De acordo com o Relatório da FGV (nota 1) a maioria dos equipamentos de saúde na cidade do Rio de Janeiro em 2010 seriam privados (90,9%), o que já alerta para exclusões sociais amplas, uma vez que de acordo com o censo de 2000, a maioria dos jovens cariocas estariam em domicílios em que a renda per capita seria inferior a 1 salário mínimo (Relatório FGV, nota 1). Caberia coletar recomendações dos jovens ativistas no campo das PPJs expressas quando das conferências no Rio de Janeiro, considerando que saúde, e em particular direitos sexuais e reprodutivos foi um dos temas mais discutidos em todo país quando da preparação da Conferência Nacional de Políticas de Juventude em 2008. Note-se que entre 11 principais prioridades da Conferência Nacional de Políticas de Juventude por 378 votos os 1850 participantes dessa Conferência acolheram proposta do grupo de Jovens Mulheres, relacionada a direitos sexuais e reprodutivos, qual seja: “Implementar políticas públicas de promoção dos direitos sexuais e direitos reprodutivos das jovens mulheres, garantindo mecanismos que evitem mortes maternas, aplicando a lei de planejamento familiar, garantindo o acesso a métodos contraceptivos e a legalização do aborto”5.

Cit. In Castro, Mary; Abramovay, Miriam e Busson, Shayana Gênero, juventude e sexualidade representações e a produção politico-cultural in GUIMARAES, Maria e SOUZA, Sonia M Gomes (org.) “Juventude e Contemporaneidade. Desafios e Perspectivas” Ed UFG, Brasília, 2009- p 77-100 4

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Sobre Juventudes Cariocas e Drogas A Organização Mundial da Saúde (OMS) define droga como “qualquer substância não produzida pelo organismo que tem a propriedade de atuar em um ou mais de seus sistemas, produzindo alterações em seu funcionamento.” (OMS op.cit.) A adição a substancias psicoativas (SPAS) por parte de jovens é um dos temas mais focalizados quando se equaciona saúde e juventudes, contudo se de políticas públicas para juventudes se trata não bastam diagnósticos sobre extensão e tipo de uso de SPAS, embora sejam importantes, mas caberia também mais análises sobre as medidas em uso para prevenção e tratamento, o que, se insiste, pede mais investigação sobre experiências institucionais, como as que se voltam para redução de danos, considerando como observam vários autores o álcool e as drogas ilícitas tem ampla ocorrência nas vivências juvenis, quase um rito de socialização, mas não somente nessa população: Atualmente existem dois discursos contrapostos sobre o consumo de drogas, conforme assegura Bravo (2000) em sua tese: o tradicional, que diz respeito a práticas repressivas, focalizada criminalização do usuário de drogas ilegais; e um mais recente, denominado Redução de Danos (RD), que objetiva a diminuição dos efeitos prejudiciais do consumo de SPAs com o foco no sujeito e na sua saúde, no qual se aceita que “bem ou mal, as substâncias psicoativas, sendo elas lícitas ou ilícitas fazem parte deste mundo, e [se] escolhe trabalhar para minimizar seus efeitos danosos”. (BRAVO, 2000). (VALERIO 2010) 6.

No Relatório da FGV sobre juventudes no Rio de Janeiro se ressalta a alta extensão do uso do álcool entre jovens, em particular entre os de 18 – 24 anos (28,3%), tipo de achado comum em vários estudos sobre o tema no Brasil, contudo a opinião publica é mais sensível à questão das drogas ilícitas e por interesses de mercado, a prevenção contra os danos do excesso de uso de álcool não tem sido objeto de PPJs sistemáticas. Várias pesquisas em escolas alertam para o uso de drogas ilícitas já no ensino fundamental, mas principalmente entre jovens do sexo masculino em escolas de nível médio, ainda que não seja incomum a recorrência também por parte das jovens, se são focalizadas escolas do Rio de Janeiro. No Relatório da FGV, assim como outros estudos sobre outras cidades se chama atenção para a associação entre uso de SPAS e perda de capacidade de desempenho escolar. Tendo como referência um estudo com cerca de 3.000 estudantes da rede municipal e estadual se destaca: • Foi maior a porcentagem de alunos no Rio de Janeiro que fizeram uso na vida de drogas (21,0%) – exceto tabaco e álcool – que apresentaram defasagem escolar de 3 ou mais anos, em comparação aos sem esse tipo de uso (16,7%); • Da mesma forma foi maior a porcentagem de alunos com uso na vida que faltaram à escola nos últimos 30 dias, quando comparados aos sem uso de drogas; •

As drogas mais utilizadas (uso na vida) pelos estudantes do Rio de Janeiro, excetuando-se álcool e tabaco, pela ordem foram: solventes, maconha, ansiolíticos, anfetamínicos e cocaína; e

6 VALÉRIO, Andréa Leite Ribeiro (MAL)DITA LIBERDADE E CIDADANIA: A redução de danos em questão. Dissertação , Universidade Católica de Salvador, Programa de Mestrado em Políticas Sociais e Cidadania, Salvador, 2010.

Ver site do Conselho Nacional de Juventude-CONJUVE sobre I Conferencia Nacional de Politicas de Juventude, 2008

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Por sua vez, o uso na vida de energéticos foi de 17,8%. O total estimado de estudantes com uso na vida, nas redes municipal e estadual do Rio de Janeiro, foi de 22,3% – dados expandidos (FGV ser publicado, p 42 - ver nota 1).

Faltam informações e analises para PPJs sobre a relação entre SPAs, juventudes no Rio de Janeiro e classes sociais e no relatório da FGV não se trata de uma das drogas que mais vem galvanizando atenção de especialistas e da mídia, o crack, não tanto pelo número de dependentes, mas principalmente por sua nocividade e probabilidade de exposição a violências por parte dos usuários. Os dados mais recentes sobre o consumo do crack no país estão disponíveis pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID). Segundo pesquisa divulgada em 2005, 0,1% da população brasileira consome a droga. A droga é derivada das sobras do refino da cocaína e geralmente é vendida em pedras. Nenhuma outra substância ilícita vendida no país tem semelhante poder de dependência. Apesar de ser menos consumida que outras substâncias, como álcool, tabaco, maconha e cocaína, os danos causados por ela são tão graves que produzem a impressão de que o número de usuários é bem maior. Significa dizer que mais uma vez a mídia tenta passar para a população uma visão distorcida a respeito do consumo de crack no Brasil, produzindo assim campanhas com forte apelo moral e alarmista, distorcendo a realidade.

Sem Massacres ou Motivos

no organismo da pessoa, ela sente sintomas de depressão e tem sensação de perseguição. Outros sintomas comuns são desnutrição, rachadura nos lábios, sangramento na gengiva e corrosão dos dentes; tosse, lesões respiratórias e maior risco para contrair o vírus HIV e hepatites. (MIRANDA, 2011)7.

Carlos Costa Jornalista e Trabalha com Juventude e Mediação de Conflitos no Viva Rio e Presidente da ONG Rocinha XXI

Segundo Miranda (op.cit) o Ministério da Saúde estaria financiando uma pesquisa inédita que vai mapear o perfil dos usuários de crack no Rio de Janeiro, em Macaé e em Salvador. Cabe acompanhar tal estudo e fazer os nexos necessários entre tais perfis, imaginários e vivências juvenis e avaliação, insiste-se, dos serviços no campo de saúde, e preparação da escola para lidar com tal questão, se de PPJs se trata. Em síntese, destacamos a falta de dados, quer quantitativos quanto qualitativos nao só sobre culturas juvenis e situações vividas por diversos jovens se se amplia a noção de saúde para qualidade de vida, mas principalmente faltam informações sobre a qualidade dos serviços públicos e estudos de avaliação de políticas em curso, ou seja, mais que dados, trabalha-se comumente em PPJs com os não dados sobre e por juventudes.

Os consumidores de crack são expostos a riscos sociais e a diversas formas de violência. Geralmente, quando os efeitos da droga diminuem

O país inteiro está estarrecido e sensibilizado com

O protagonismo do jovem, principalmente do sexo

o chamado Massacre no Colégio em Realengo.

masculino, como autor e vítimas da Insegurança

Menos assustador se as imagens nos tivessem

Pública,

chegado

sobretudo quando falamos de utilização de

a partir do noticiário

internacional

que, de modo comum, ao menos uma vez ao ano

lidera

o

ranking

das

discussões;

armas de fogo.

invadem nossos lares. A tragédia nos fragiliza ao constatarmos que o autor e principalmente as

Os jovens do sexo masculino têm tendência maior

vítimas são muito jovens e tiveram suas vidas

que qualquer outro grupo populacional, segundo

interrompidas de uma forma que obrigou a

os estudos do Instituto Graduado de Estudos

sociedade a promover simultâneos debates de

Internacionais, de Genebra.

temas então adormecidos e novamente trazidos à baila após o ocorrido. MIRANDA, Marlene PANORAMA DA ATENÇÃO À USUÁRIOS DE CRACK NO BRASIL E EM SALVADOR, trabalho em elaboração-xerox-UCSAL, Núcleo de Estudos sobre Juventudes, Cultura, Identidade e Cidadania, Salvador, 2011 7

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O

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estudo

divulgado

paralelamente

a

uma

eliminando quase totalmente o comércio de

conferência da ONU (Organização das Nações

drogas e o porte, circulação e domínio por armas

Unidas) mostra que independente dos países

de fogo nas comunidades então pacificadas,

em que vivem, os jovens do sexo masculino

acena com possibilidades de mudança no cenário.

representam uma fatia desproporcionalmente grande de executores e vítimas da violência

A diminuição ou eliminação das armas (e) do

fatal relacionada a armas. Os jovens em geral,

tráfico nas favelas afeta diretamente e reduz

e especialmente os do sexo masculino, estão

a utilização de jovens por parte do crime

por trás da maior parte da violência criminosa

organizado, embora levante outras questões

mostram os dados que se baseou em mais de 140

que

estudos do mundo todo.

de respostas. Cobra emprego, capacitação,

A participação juvenil e a mudança de paradigma um casamento pela sustentabilidade Amanda Fernandes, Thiago Alexandre Moraes e Wanderson Duarte Participantes do movimento da juventude pelo meio ambiente no Brasil, são interlocutores dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente e da Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade

encurralam o poder público em busca

qualificação e acima de tudo, escolarização Os de idades entre 15 e 29 anos compõem metade

e profissionalização Empreendedorismo nem

das vítimas de assassinato por arma de fogo do

sempre é sinônimo de falta de oportunidades...

mundo, respondendo por entre 70 mil e 100 mil mortes por ano, afirmou o grupo. Os estudos

A carteira de Trabalho caminha na direção do

globais sugerem que homens jovens que se

Título de Eleitor e dá o livre direito ao cidadão de

sentem marginalizados da sociedade costumam

saber se quer ou não utilizá-la. O CPF e (às vezes)

encarar a violência - principalmente a violência

o RG bastam para o indivíduo seguir seu rumo e

com armas leves - como meio de obter status

transformar nossa realidade. Ou parte delas. E

social e econômico.

evitar os massacres ou os motivos.

Políticas de Redução de Violência, Protagonismo Jovem e muitas ações de cidadania promovida pelo Estado e por organizações não governamentais são ferramentas crescentes que hoje a sociedade dispõe para o enfrentamento da questão.

As juventudes criam novas linguagens, expressam comportamentos, influenciam e são influenciados pelos hábitos sociais – criam e recriam cultura. Estes hábitos, inevitavelmente ligados ao consumo e ao consumismo, nos ligam à preocupação do século: a nossa permanência na Terra – o nosso único lar. Nossos hábitos estão intrinsecamente relacionados ao poder de uso da natureza e de seus recursos – embora uma grande maioria, fica aquém de poder usufruir de fato desses bens. Mas o consumo em si não é a causa primária dessa preocupação com nossa existência, já que a criação desses hábitos nasce também da necessidade da vida em nutrir seus elos e do

sistema em ter produtos circulando e girando a economia global. Páginas inteiras dessa revista seriam necessárias apenas para ilustrar as origens do consumo e do consumismo aliados a todas as mudanças e impactos negativos que temos imprimido no planeta desde a renovação da lógica capitalista e da revolução industrial. E para além das catástrofes naturais e ecológicas, temos modificado radicalmente as relações sociais e culturais, com base na relação em relações econômicas desiguais, a ponto de impossibilitar a sobrevivência da maioria das espécies conhecidas, incluindo nesta conta, a nossa civilização.

Ainda ligado ao ocorrido em Realengo, questões sobre Bulliyng, tráfico de armas e desarmamentos aquecem as discussões e reabrem os debates colocando na pauta principal do momento os jovens e seu modo de ver e lidar com o mundo, melhor, com o Brasil atual. Novas políticas como as das UPPs no Rio de janeiro, através das quais o Estado utiliza a Polícia não só para seus fins práticos mas sobretudo

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expurga

o

crime

organizado,

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Agora, o que nós, jovens, temos haver com isso? Acaso somos nós os idealizadores desse projeto de mundo? Estamos na frente do processo de concepção e produção das coisas que circulam por aí? Somos responsáveis por como a vida da minha comunidade, cidade, estado e país é arranjada? A busca pelo novo e pela transformação não pode ser um agente catalizador das mudanças no desenho e no trato socioambiental? Embora os precedentes das alterações, modificações e destruições no planeta não sejam de responsabilidade dessa população que, só viveu nas últimas três décadas, esta questão é inerente à vida das juventudes no século XXI. Somos diretamente afetados pela herança ambiental das gerações anteriores e, seremos nós, os e as responsáveis por solucionar nossas relações com o planeta e a Mãe Terra. Somos a maior população de jovens das últimas décadas, um quarto da população brasileira, e galgamos o avanço das Políticas Públicas de Juventude (PPJ) há apenas alguns anos. Mas que formação temos recebido e produzido para enfrentar, além dos desafios de SER JOVEM, a responsabilidade futura pelas soluções de um mundo caduco (e maluco)? No próximo ano, a Eco 92 – Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável – completa 20 anos e o Rio de Janeiro será novamente o centro das atenções sobre o quanto avançamos e retrocedemos depois de duas décadas de políticas e práticas desenvolvidas e implementadas (ou não). Muitos de nós nascíamos nos arredores daquela data (1992), e desde então a pauta ambiental tem se tornado cotidiana em nossas vidas. Assim, seja pela exposição na mídia, pelas práticas que podemos adotar em nosso dia-a-dia, pelo trabalho que potencialmente podemos realizar com nossos pares ou pelo desastre que assola as nossas vidas

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nas enchentes (por exemplo), podemos e temos a capacidade de influir sobre tais questões. As juventudes não estão alheias a essa questão. Estivemos presente na construção e participação das Conferências Infanto-juvenis pelo Meio Ambiente, da sua versão internacional (CONFINT), nas Conferências Estaduais e Nacionais de Meio Ambiente, na implementação das Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de vida nas escolas (COM-VIDAs), na eleição da quarta prioridade (meio ambiente) para as diretrizes da I Conferencia Nacional de Juventude, na formulação de Políticas Públicas envolvendo o tema, como o Programa Nacional de Juventude e Meio Ambiente, item importante da Política Nacional de Juventude. Isso, sem falar na propagação dos conhecimentos e práticas sustentáveis nas ruas, praias, praças, escolas, comunidades, centros urbanos, ruais, Terras Indígenas, nas redes sociais e espaço virtual. A juventude pelo meio ambiente cresce, enraíza seus conhecimentos nas temáticas de outros movimentos, se entrelaça e afina o diálogo com movimentos, instituições, ONGs e INGs com a certeza, de que a temática da sustentabilidade perpassa todas as áreas da vida humana. E se o mundo certamente está caduco, a sede por respostas e mudanças é energia e a base para a construção de um novo mundo. Afinal, o momento é propício e a urgência pede. Agora é preciso trabalhar e lutar para garantir nossos direitos junto às PPJ do Governo Federal! Os espaços estão constituídos, basta que os ocupemos!

Um novo momento para as juventudes no Brasil Gabriel Medina Presidente do Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE)

Sou Gabriel Medina, Psicólogo e militante na área

órgão, além de executor, contribui no sentido

de juventude e cultura desde 2000. Atualmente,

de formular e irradiar conceitos e propostas ao

milito no movimento Música para Baixar –

conjunto do governo, contando ainda com apoio

MPB que é uma iniciativa para conectar áreas

fundamental do CONJUVE.

relacionadas como: música, arte, tecnologia e comunicação colaborativa.

As políticas de desenvolvimento econômico e social da década atual permitiram a inclusão

Sou membro da Coordenação do Fórum Nacional

de parcelas antes abandonadas pelo Estado,

de

principalmente depois de um longo período de

Fonajuves, que compõe o Conselho Nacional de

redução enxugamento das funções e da máquina

Juventude - CONJUVE, na cadeira Redes e Fóruns e

pública e ausência de um olhar específico para

desde dezembro de 2010, presidente do CONJUVE.

este segmento. A criação de 14 milhões de

Movimentos

e

Organizações

Juvenis

empregos com carteira assinada, a valorização O Fonajuves atua desde 2005 na defesa dos direitos

do salário mínimo, a duplicação de vagas nas

juvenis, com o objetivo de promover canais de

Universidades Públicas, o novo ENEM, o Prouni,

diálogo, elaboração e construção de estratégia entre

o Pró-Jovem, os Pontos de Cultura, o Luz para

distintos movimentos e organizações da juventude

Todos e o Bolsa Família, afetaram o cotidiano de

brasileira. O Fonajuves atuou na elaboração do

milhões de jovens, mesmo que indiretamente com

Plano Nacional de Juventude, na I Conferência

apoio a suas famílias e territórios onde habitam.

Nacional de Juventude em 2008, no processo

A inclusão de jovens em políticas sociais, os

do Fórum Social Mundial, na organização do I

avanços no financiamento da educação básica e

Festival das Juventudes em Fortaleza e procura

o acesso à universidade permitiram que jovens

intervir nos principais debates sobre juventude

dos setores populares tomassem contato com o

no Brasil e na esfera internacional.

Estado brasileiro, antes conhecido apenas pela presença das forças de segurança pública. Este

Fazendo uma análise sobre as políticas públicas

impacto abriu a possibilidade para que novas

do Governo Federal é possível dizer que essas

demandas e anseios chegassem à cena pública.

tiveram impacto positivo sobre as juventudes, principalmente as mais pobres. Tratamos aqui

Questões como o Passe Livre, acesso à internet,

de um recorte mais amplo das políticas, não

novas tecnologias, equipamentos e programas

reduzindo a análise apenas às ações da Secretaria

de cultura, esporte e lazer, trabalho e moradia

Nacional de Juventude (SNJ), uma vez que esse

dignos, eram demandas não tratadas no debate

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político, inclusive, fora da agenda das juventudes

As

governo

Juventude e cuja plataforma política apresentada

e do Estatuto Nacional de Juventude no

partidárias

e

Lula e a criação de novos Conselhos iniciaram

aos/as candidatos/as, foi bem sucedida e deve

Congresso Nacional;

popular dirigido por Lula. As pautas até então

a configuração de uma nova forma de exercício

ser reafirmada para a defesa das políticas de

se associavam à educação, mas não com

cidadão e de modelo de gestão no Estado, dando

juventude no Brasil.

o

reconhecimento

A

discussão

e

do

programa

de

democrático

Conferências

organizadas

pelo

Organizar a II Conferência Nacional de

direitos

específicos.

passos para fortalecer a participação popular

demandas

específicas

e a democracia participativa. Ao abrir o diálogo

Nesse sentido, temos que avançar na organização

no debate de juventude, para além de

iniciou-se na elaboração do Projeto Juventude

com a sociedade, o governo federal convocou a

e articulação da juventude brasileira para que

bandeiras, sinalizando desafios estratégicos

e

pesquisas

sociedade para definir suas prioridades e exercer

possamos exercer maior pressão a fim de assegurar

das políticas de juventude;

produzidas por Universidades e ONGs. Porém,

uma cidadania ativa, para inverter prioridades do

avanços democráticos e, fundamentalmente

foi por meio da inclusão social e participação de

Estado, ampliar o nível de consciência do povo e

fortalecer a Política Nacional de Juventude no

jovens vindos de periferias urbanas, organizados

alargar a democracia brasileira.

governo Dilma.

sobre

posteriormente

em

estudos,

Juventude que sinalize para um novo patamar

A eleição do próximo Conselho Nacional de Juventude, que deve ser mais amplo,

em grupos culturais, comunitários, que pautas

representativo e ser alvo de maior controle

específicas apareceram na esfera pública com

Contudo,

muitas

demandas

não

foram

Essa tarefa não será fácil, ao menos pelo que

mais força e peso social.

respondidas e a possibilidade da democracia

vimos no debate eleitoral, onde os compromissos

participativa se consolidar na gestão está em

assumidos com a juventude foram vagos, pouco

É preciso reconhecer que assim como os

aberto. Por isso, cabem às juventudes, além

se considerou a política de juventude construída

estadual e nacional que permitam ampliar

programas sociais, a abertura democrática vivida

de reafirmar suas bandeiras específicas, se

com Lula e os apontamentos para o futuro não

a solidariedade entre as pautas e garantir

no governo Lula foi crucial para o reconhecimento

somar a pautas gerais, como a defesa de uma

trataram das demandas específicas. Mesmo a

maior articulação e incidência nas políticas

de necessidades antes ofuscadas pelo Estado

ampla Reforma Política que deve incorporar,

discussão sobre as drogas, principalmente o

de juventude.

mínimo. Foram vários espaços construídos de

estrategicamente, a participação popular.

Crack, contribuíram para retroceder acúmulos

consulta pública, inicialmente abertos pela

social das juventudes no Brasil; •

Fortalecer fóruns e redes de caráter municipal,

conceituais elaborados, que apontavam para a

Sem dúvida, para ter êxito neste caminho,

superação da juventude como um problema social.

será necessário um esforço das juventudes

Câmara Federal para a construção do Plano

Penso que os desafios acima levantados estão

Nacional de Juventude, logo após a constituição

diretamente ligados ao avanço da organização

do CONJUVE. Finalmente, aquele que considero

das juventudes que, no último período, tiveram

Portanto, será necessária uma unidade forte de

dos movimentos juvenis históricos (Movimento

o mais importante: a realização da I Conferência

dificuldades de financiar iniciativas próprias.

um campo político progressista da sociedade

Estudantil e Sindical) de se abrirem para um

Nacional de Juventude, em 2008, na qual milhares

Esta deve ser uma preocupação do futuro Governo

civil, que aponte para:

diálogo sincero com questões vindas de uma

de jovens tiveram a possibilidade de apresentar

Dilma, garantir subsídios para apoiar iniciativas,

seus anseios ao Estado.

projetos e ações da sociedade civil com o tema da

partidárias do campo democrático e popular e

realidade pouca conhecida, expressão de anseios •

Garantir

maior

força

política

da

institucionalidade de juventude no governo,

juventude.

garantindo status de ministério à SNJ, sem

Estes espaços possibilitaram que culturas de participação distintas dialogassem e em alguma

Destaco a realização, em junho de 2010, do I

que isso traga prejuízos para a necessária

medida construíssem pontes para a aprovação

Festival das Juventudes de Fortaleza, onde

transversalidade da política de juventude;

de suas bandeiras. Longe de resolver os conflitos

diferentes formas de organização da juventude

culturais e políticos das diferentes formas de

apresentaram uma Plataforma Política para

expressão, sinalizaram a importância do diálogo,

as eleições de 2010. Por uma decisão das

com participação social e fundo público para

da discussão política e forjaram a formação

organizações, a Plataforma das Juventudes se

dar capilaridade às PPJs;

de um grupo de jovens preocupados/as com a

somou à iniciativa do CONJUVE, ampliando,

participação cidadã e com a defesa dos seus

assim,

direitos.

organizações, com a elaboração do Pacto pela

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e necessidades da grande maioria da juventude.

sua

representatividade

com

novas

Organizar o Sistema Nacional de Juventude

Avançar na consolidação de leis, com a aprovação do Plano Nacional de Juventude

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# juventudecarioca

Informação juvenil

os jovens cariocas e o novo ciclo de desenvolvimento da Cidade do Rio de Janeiro Alessandro de Leon Assessor Especial da Prefeitura do Rio de Janeiro, Conselheiro Nacional de Juventude, Bacharel em Direito (UCAM) e Máster em Estudos Políticas Aplicados pela Fundação Internacional e para Ibero America de Governo e Políticas Públicas (FIIAP)

Na sociedade de hoje os jovens vêm sendo percebidos como indivíduos e representados por coletivos cada vez mais vinculados aos processos de inovação, principalmente, pela utilização das novas tecnologias de informação e comunicação (TIC). Na história recente, os indivíduos, as organizações e os Estados nunca tiveram acesso a uma gama tão ampla de conteúdos e metodologias que, quando e se corretamente utilizadas, geram impactos comprovados aos processos de evolução humana e desenvolvimento sustentável. Diante deste cenário, onde as mudanças de atitude de cada individuo influenciam a mudança de atitude do coletivo é possível determinar o surgimento de culturas mais sustentáveis nas rede e nas organizações sociais. Pode-se assim imaginar grandes transformações, com repercussões não somente em seus parentes e amigos, mas também aos amigos do amigo e sem controle estabelecido para as criações e inovações. Deste processo emerge a necessidade da promoção de uma nova cidadania cada vez mais sustentável e equitativa, que parta da interação social e do diálogo plural e includente com os nativos digitais. A turbulência que balança o mundo árabe por

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mudanças, pode ser considerada um exemplo e uma advertência. Impulsionada majoritariamente pela juventude da região, tem como base a degradação das condições sociais pela maior quantidade de jovens da história da região, a falta de democracia e a utilização massiva das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s) para múltiplos objetivos. E pode ser considerado exemplo contundente da manifestação destas novas necessidades geracionais e do potencial transformador das novas ferramentas neste momento histórico. Diante desta realidade global que emerge da vivência destes novos paradigmas de socialização do ocidente, representados muitas vezes como sociedade da informação, do conhecimento, de redes, sociedade da imaginação ou ainda da criatividade, os municípios brasileiros são chamados a refletirem sobre o seus papéis. Constatam-se consideráveis grandes lacunas para o desenvolvimento de novos programas e instituições que busquem responder aos desafios colocados por este novo contexto. Inação ou ações que de forma alguma podem ser consideradas neutras. Os processos de inovação e de democratização de conhecimentos ganham reconhecimento e

relevância e se transformam, cada vez mais, em instrumentos fundamentais para a geração de emprego e renda democratizando as oportunidades existentes. Neste cenário os jovens ganham centralidade para o desenvolvimento da sociedade, principalmente ao entender que grande parte da juventude se desenvolve como nativos digitais, com o “digital” entranhado nos ossos. Esses jovens logo se tornarão os dínamos de todo o processo de progresso social, tanto para o bem quanto também, para o mal. À direção deste pêndulo é condicionado que a cidadania política dialogicamente oferece aos seus cidadãos e, principalmente aos seus novos cidadãos. Historicamente, reivindica-se, que o direito a comunicação deve ser incluído no rol dos direitos humanos inalienáveis. Esta questão hoje permeia todas as esferas da atividade humana, moldando e sendo moldada pelas relações sociais, pela economia, pela inovação e pelo avanço da ciência e tecnologia.

O direito a educação, o acesso à comunicação e à informação fiáveis, podem ser consideradas, inclusive, constitutivas para uma cidadania plena, e ganham cada vez mais relevância para as sociedades contemporâneas. Isso se materializa na prática, pela garantia do acesso as redes de informação e a conteúdos de qualidade que possibilitem a interação e a transformação dos mesmos. Atento às mudanças, a Prefeitura do Rio de Janeiro busca impulsionar o debate sobre áreas inéditas para o trabalho com os jovens cariocas, como, por exemplo, a informação juvenil, que passa a fazer parte deste novo cotidiano da cidadania e que para ter êxito como ferramenta social reclama profundas reflexões na arena pública. Na América Latina, as recentes políticas públicas envolvendo as tecnologias de informação e comunicação (TICs) e os jovens se multiplicam, e são desenvolvidas, principalmente, nas seguintes áreas:

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# juventudecarioca

1. Educação: Na área de formação em competências e habilidades para utilização das TICs.

2. Trabalho e renda: Capacitando para o mercado de trabalho pela via da Educação à Distância e Educação Virtual (e-learning), como ferramenta de inclusão social, formação e apoio a jovens empreendedores.

3. Informação: Como eixo de difusão dos direitos dos jovens, estratégia de prevenção a condutas de risco, informação sobre saúde e hábitos de vida saudáveis, desenvolvendo a democratização de conhecimentos.

4. Participação: A partir do fomento ao associativismo juvenil, fortalecendo a participação juvenil e a construção de redes sustentáveis.

5.

Cultura e apoio a atividades de esportes e lazer.

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Neste cenário, se faz necessário a implementação de linhas de ação voltadas à democratização de conhecimentos e informações relevantes que promovam a conscientização cidadã e o desenvolvimento equitativo considerando as necessidades dos jovens cariocas.

também em regime público. Mais do que ampliado, o acesso à banda larga deve ser universalizado. Para isso tramita no Congresso Nacional a PEC da Banda larga que tem como objetivo incluir no texto da Constituição o acesso a Banda Larga como um direito de todos os cidadãos.

Desta forma a ‘informação juvenil’ se consolida como um serviço relevante e adaptado às necessidades e interesses da juventude carioca visando ampliar as oportunidades e possibilidades de escolhas que promovam a emancipação, a autonomia e a cidadania ativa do jovem, considerados em toda a sua trajetória como cidadãos plenos.

É dever do Estado e da sociedade promover o acesso das TICs a toda população reduzindo as brechas socioeconômicas / geracionais entre jovens e adultos. Outras iniciativas deveriam ser promovidas pelo desenvolvimento cooperativo de conteúdos e sistemas de informações adequados à necessidade da juventude, em uma ação pública, de caráter sistêmico visando a incorporação social de novos conhecimentos e informações requeridas pela sociedade.

Serviço público necessário que respeita a diversidade e promove a democracia, os direitos humanos e as liberdades fundamentais, e têm como objetivo principal a garantia dos direitos da juventude e a igualdade de oportunidades entre as gerações por meio de oferta de informações trabalhadas com foco no cidadão, objetivas, compreensíveis e confiáveis, oferecendo um espaço para a inovação e a criatividade. Ampliando as possibilidades e a qualidade da participação de jovens cariocas em todos os âmbitos de atuação.

“Nós que vivemos e fazemos esta cidade, precisamos questionar o presente e a realidade que nos cerca para novamente alimentar os sonhos de um futuro promissor. Nosso momento histórico estabelece o momento oportuno para transformar esses sonhos em idéias, projetos, realizações.”

Eduardo Paes Prefeito do Rio de Janeiro

Desta forma, considerando a democratização de conhecimentos e informações um instrumento estratégico para a evolução e o desenvolvimento humano, reitera-se, ainda, a necessidade de prover ações básicas emergenciais que garantam uma infra-estrutura de banda larga para as instituições educacionais públicas, permitindo assim o acesso dos jovens estudantes e a capacitação dos professores para desenvolver competências na utilização das TICs. Devemos reconhecer a internet como um serviço essencial, a ser prestado sempre que necessário,

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# juventudecarioca

A juventude carioca recentemente teve uma vitória histórica! Foi aprovada, em março de 2011, a Lei que institui a meia passagem para o estudante universitário beneficiário de cotas e do Programa Universidade Para Todos (Pro - Uni). O projeto foi apresentado pela Coordenadoria da Juventude Cidadã (CJC) a partir da intervenção da União Estadual dos Estudantes (UEERJ), que à décadas luta pela institucionalização da meia passagem em todo o Estado do Rio. Nos últimos anos, o Brasil viveu um processo de ampliação das universidades federais e de maior acesso da população às universidades privadas, a partir de programas fundamentais como o Plano de Reestruturação das Universidades Federais (REUNI) e do Programa Universidade Para Todos (Pro - Uni), respectivamente. Segundo dados do INEP (2005), em 1995 o Brasil contava com pouco mais de 510 mil ingressantes na Educação Superior. No ano de 2005 esse número superou a marca dos 1,3 milhão.

Meia Passagem! Vitória dos Estudantes Cariocas! Flávia Calé e Igor Bruno

Tal avanço, contudo, não veio alheio aos problemas. Apesar do significativo aumento no número de ingressantes, a quantidade de indivíduos que

concluíam o ensino superior, comparativamente, continuava bastante baixa. Ainda segundo dados do INEP (2005), no ano de 2005, apenas 718 mil conseguiam terminar os cursos que ingressavam. Tal problema reforçava (e reforça) a perspectiva de uma assistência estudantil eficaz, que apoiasse o estudante ao longo do curso e criasse mecanismos para a sua permanência, até a conclusão universitária. A meia passagem, dessa forma, constitui-se como instrumento fundamental no combate à evasão.

Estudar ainda é caro! De fato, estudar é bastante caro. Mesmo o/a estudante de universidade pública, que não tem custos com matrícula e mensalidade, precisa dispor de cerca de 14 reais diários, para cumprir demandas de alimentação, transporte e textos (xerox ou livros). Quando o/a estudante mora longe do local de estudo esse valor é ainda mais alto devido aos custos com transporte. Se o/a universitário/a necessita de moradia ou precisa pagar mensalidade, o custo diário é potencializado e a permanência no curso, por questões óbvias, se torna mais difícil. No ano de 2009, a taxa de evasão escolar do ensino superior no Brasil era de 21%. Porcentagem correspondente a cerca de 900 mil estudantes que desistiram de continuar cursando a universidade, seja ela pública ou privada. Tal índice, além de prejudicar o desenvolvimento acadêmico progressivo dos estudantes, ainda gera custos para a instituição de ensino, que já possui um gasto fixo estimado, e promove uma imensa quantidade de vagas ociosas. A Lei 739/2010, que institucionaliza a meia passagem no Rio de Janeiro, visa contribuir substancialmente para a superação desse problema.

juventude@cvl.rio.rj.gov.br

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# juventudecarioca

Breve histórico da luta pela aprovação da meia passagem

também nesse ano sediará o

será custeado pela própria

16º Congresso da UEE, foi a

Prefeitura.

primeira do Estado a estender o benefício aos estudantes.

A vitória, fruto do acúmulo

Logo depois, Petrópolis

dessa luta, ocorreu

institucionalizou a meia

recentemente, no dia 24 de

Apesar de já ser realidade em

passagem e em seguida Nova

março de 2011, após uma

várias cidades do Brasil, em

Friburgo (que sediou o 14º

grande passeata da tradicional

cerca de 17 capitais (como

Congresso da UEE, marcado

Jornada de Lutas da União

São Paulo, Belo Horizonte

pela grande passeata final em

Nacional dos Estudantes

e Salvador), e mesmo em

defesa do meio passe) também

(UNE) e da União Brasileira

cidades do Rio de Janeiro, como

aprovou o benefício aos

dos Estudantes Secundaristas

Petrópolis e Volta Redonda, a

universitários.

(UBES).

No Rio de Janeiro, capital do

Nesse momento, ainda

Estado e cidade que agrega

radiantes com a vitória, não

A meia passagem para o

o maior número absoluto

temos dúvida que dela fazem

estudante universitário é

de estudantes, a dificuldade

parte muitos estudantes de

bandeira da União Estadual

foi ainda maior. Não à toa,

variadas regiões da cidade.

dos Estudantes do Rio de

o projeto, que inicialmente

Diferentes gerações de

Janeiro desde sua re-fundação.

contemplava a meia passagem

estudantes, que dedicaram

Ao longo desse período,

para todos os universitários,

parte de sua vida à luta por uma

foram realizadas inúmeras

foi rejeitado pela Câmara

educação de qualidade. É a eles

passeatas, atos, manifestações

Municipal. Foi assim que

que dedicamos essa conquista.

e apresentações de projetos

na tentativa de garantir o

em câmaras municipais e na

beneficio para um número

Assembléia Legislativa do Rio

significativo de estudantes,

de Janeiro, visando à conquista

a Coordenadoria e a UEE-

da meia passagem. Toda

RJ apresentaram em 10 de

essa luta gerou conquistas

agosto de 2010 o PL n. 739/2010

significativas para uma

que favorece estudantes

ampla parcela de estudantes

universitários prounistas

fluminenses.

e cotistas. Na cidade, cerca

aprovação do PL n. 739/2010 não foi fácil.

de 96 instituições do ensino Na cidade de Volta Redonda,

superior utilizam o Prouni e o

famosa por sediar os

sistema de cotas. Tal fato leva

congressos da União Estadual

o Projeto a beneficiar milhares

dos Estudantes, a meia

de estudantes sem onerar

passagem já é lei consolidada

a população, já que o valor

Anotaí! Conferência de Juventude

e implementada. A cidade, que

descontado das passagens

Danilo Moreira e Igor Bruno juventude@cvl.rio.rj.gov.br

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# juventudecarioca

No ano de 2008, Brasília foi

Tal ambiente, contudo, não

com uma média baixa, cerca

as recentes Políticas Públicas

dos/as jovens rurais,

palco do momento final da

mascarou as diferenças

de 7.453 jovens, e com o triste

de Juventude (com o slogan

quilombolas, ribeirinhos e

1ª Conferência Nacional de

dos variados atores que

saldo de não ter realizado a

Levante sua Bandeira), a II

indígenas.

Políticas Públicas de Juventude:

participaram da atividade e não

etapa municipal da capital

Conferência terá um papel

Levante sua bandeira!. Com um

houve restrições ao exercício

do Estado. Essa deficiência,

de maior organização do

Mas para isso é fundamental a

intenso processo de diálogo

da crítica. Ao contrário, após a

contudo, não será repetida

movimento juvenil, de buscar

participação ativa da juventude

que ao longo de oito meses

sistematização, as propostas

no ano de 2011, momento da

avanços na participação

brasileira e, em especial,

mobilizou centenas de milhares

que chegaram à etapa nacional

2ª Conferência Nacional de

dos jovens nas políticas

da carioca. A organização

de participantes por todo país,

foram divididas em 23 temas/

Juventude.

públicas, afirmando as pautas

do Conselho Municipal de

a Conferência cumpriu um

grupos e durante três dias

prioritárias do governo Dilma,

Juventude e a capilaridade da

papel fundamental de traçar

foram debatidas e priorizadas

É importante destacar que

de avaliar os ganhos obtidos e

Conferência é tarefa central

os principais eixos da política

pelos participantes.

em 2008 a inexistência de

de debater os novos desafios

de todos/as os/as jovens da

um espaço institucional da

em ações para as juventudes,

cidade.

pública de juventude (PPJ) e dar um passo importante na

Posteriormente, a consolidação

juventude na cidade do Rio de

tendo destaque a necessidade

consolidação dessa pauta.

do Pacto pela Juventude,

Janeiro trouxe dificuldades para

de consolidação dos marcos

uma proposição do CONJUVE

a organização da atividade. A

legais da juventude (como o

Promovida pelo Governo

ao Estado no âmbito

Coordenadoria da Juventude

Plano Nacional de Juventude e

Federal e organizada pela

executivo e legislativo para

Cidadã, criada em 2009, ainda

o Estatuto da Juventude).

Secretaria Nacional de

o comprometimento com as

era apenas um projeto distante

Juventude (SNJ) e pelo Conselho

políticas públicas de juventude,

da juventude carioca.

Nacional de Juventude

manteve viva a pauta aprovada

(CONJUVE), ambos vinculados a

na Conferência e serviu de

Por isso, para superar os

nova proposta de regimento

Secretaria Geral da Presidência

instrumento fundamental para

problemas do passado

da 2ª Conferência Nacional

da República, a Conferência

a PPJ nas eleições de 2008 e

e construir uma efetiva

de Juventude apresentada

contou com a participação de

2010.

participação dos jovens

pelo CONJUVE busca

cariocas na política pública de

defender aspectos positivos

todos os Estados do Brasil e

Segundo Gabriel Medina, presidente do CONJUVE a

foi beneficiada pelo ambiente

A Conferência Nacional

juventude, a Coordenadoria da

da 1ª Conferência, como

democrático na relação entre

mobilizou um total de 400

Juventude Cidadã realizará uma

as Conferências Livres, e

governo e sociedade civil,

mil participantes em todas

grande Conferência Municipal

criar novos mecanismos

expresso na existência de

as suas etapas, quais sejam,

que pretende reunir em sua

que ampliem a participação

canais reais de participação

conferências livres, municipais,

etapa final cerca de 2.000

juvenil com a organização

como o Conselho Nacional de

estaduais, nacional e consulta

jovens, em um grande encontro

de um sistema que permita a

Juventude, conselhos estaduais

aos povos e comunidades

da juventude carioca.

participação virtual e também

e municipais e organizações

tradicionais. O Estado do

juvenis das mais diversas

Paraná foi o que mais mobilizou

Diferente da I Conferência

Territoriais, no âmbito dos

matrizes.

os jovens, um total de 71.116

Nacional de Juventude que

Territórios da Cidadania, que

pessoas. O Rio de Janeiro ficou

tinha como tema o destaque

permitirão maior participação

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a realização de Conferências

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Juventude  

#juventude

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