Revista Aipim 16

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Revista Semestral de Cultura Universitรกria | FAAL DEZ/16


Arte: Luan Rossi e Leonardo Paracampos


Editorial

Nunca se falou tanto do futuro como hoje. Os receptores estão mais exigentes quanto às informações recebidas. As profissões ocupam novos caminhos. A velocidade que a tecnologia avança, assusta os que viveram na década de 80. Toda essa evolução vem causando transformações profundas na sociedade e em todas as suas dimensões. Para melhor compreender todo o seu sentido, é útil esclarecer, primeiramente, que o ato de evolução é natural do homem, desde os seus primórdios. Diante desse processo, o design surgiu bem recentemente, podemos dizer que é um termo “novo” na língua portuguesa, sendo importado no Brasil em meados dos anos 60. Hoje, compreendemos o design gráfico como um conjunto de ações voltadas para o desenvolvimento e a produção de objetos e símbolos da comunicação visual, tais como: livros, revistas, jornais, cartazes e tantos outros. Atualmente, confere três funções básicas que não mudaram, são elas: identificar, informar e instruir, apresentar e promover. Nesta edição, tendo como tema a evolução do analógico ao digital, procuramos analisar e apresentar um ciclo de mudanças e adaptações dos polos que permeiam a comunicação visual até os dias de hoje, e assim, deixando um questionamento: o que podemos esperar do futuro esperado? Boa leitura. Por Pedro Henrique Santos


Música

O design perante a indústria fonográfica

Ilustração

Das pinturas a ilustração digital

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Lambe-lambe um resgate cultural

Entrevista

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A cerâmica de revestimentos e seus processos

Design de superfície

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Motion graphics no cinema

Vida em cores

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Cinema

Cor

Sumário


Amanda Carolina M. de Andrade Amanda Cristina Gonçalves Amanda Cristina Segobe César Rodrigo de Oliveira Danilo Lima Torres Leonardo Henrique de Oliveira Leonardo Paracampos Surge Luan Rossi dos Santos Lucas Metzner de Godoy

Redação e Diagramação

Fabiana Grassano

Editor chefe

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Evolução no tratamento de fotos

Fotografia

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Pedro Henrique Santos da Silva

Capa, editorial, expediente e sumário

Faculdade de Administração e Artes de Limeira

Arimo © Steve Matteson. The font family is licensed under the Apache License, Version 2.0.

Fonte utilizada nesta edição

Julita Del Bianco

Revisora

Tomas Guner Sniker

Coordernador do curso de Design Gráfico - FAAL

Adriana Pessatte Azzolino

Diretora Acadêmica - FAAL

O posicionamento das marcas antes das mídias sociais

Mídias sociais

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Jogos analógico ou digital

Jogos

Luís Felipe Maia dos Santos Matheus Aro Schiavinatto Mayara Caroline da Silva Naiane Oliveira Conceição Rafael Bomfim Ventura Rodrigo Alexandre Pereira Tatiane Ueno Vinícius Pantaleão de Vasconcelos Wellington Gonçalves Pires Weringhton Gustavo Fernandes

Universo fotográfico

Fotografia

Edição nº 16 | ISSN 2319-0922




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As cores nos sistemas digitais

Como falamos no começo da matéria, existem as cores “luz” e “pigmento”, e agora vamos descobrir o que são cada uma delas. Quando nos referimos a cor luz, estamos falando em objetos que transmitem feches de luz, sendo que a soma dessas luzes, que são o vermelho, o verde e o azul, resulta no que vimos na maioria dos aparelhos eletrônicos. As cores pigmentos, o próprio nome já diz , são misturas líquidas, que são aplicadas geralmente em uma superfície branca. Esse processo é conhecido como “impressão”. As siglas RGB e CMYK derivam das seguintes denominações: • RGB – Red (Vermelho), Green (Verde) e Blue (Azul); • CMYK – Cyan (Ciano), Magenta, Yellow (Amarelo) e Black (Preto). No sistema RGB existe uma aplicação muito comum que são as telas de computadores e televisores. Cada pixel da tela pode ser representado como um valor para o vermelho, o verde e o azul. Esses valores são convertidos em intensidades ou voltagens via correção gama, para que as intensidades procuradas sejam reproduzidas nos displays com fidelidade. Essa combinação pode gerar mais de 16 milhões de diferentes combinações de ton, saturação e brilho. Para edição de imagens, usa-se o padrão para a leitura dessas cores chamado Hexadecimal, indo de 00 (mais escuro) até FF (mais claro) para o valor de cada uma das cores, assim, a cor #000000 é o preto, pois não há presença de nenhuma das três cores, já o valor #FFFFFF representa a cor branca , pois as três cores estão projetadas na intensidade máxima. Já no sistema CMYK, as coisas acontecem um pouco diferente. Além das cores primárias, que são o ciano, magenta e amarelo, usa-se também a cor preta, que é representada pela letra “K” Ao contrário do sistema RGB, no CMYK se preenche um espaço com pequenos pontos de tinta, um de cada cor, e de acordo com a quantidade e a angulação desses diferentes pontos, se obtem a imagem na superfície onde está sendo impresso. Isso pode ser claramente notado em impressões de jornal, onde não é exigido um alto grau de definição nas imagens.

As cores primárias de luz são as mesmas secundárias de pigmento, tal como as secundárias de luz são as primárias de pigmento.

Os pontos são inseridos na superfícies, de acordo com a imagem e angulação do ponto. Em alguns lugares, uns mais densos que os outros.

Diferença entre RGB e CMYK / Foto: TKOGraphic.com

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O sistema Pantone

Para quem não conhece, a Pantone.Inc é uma empresa fundada em 1962, por Lawrence Herbert. Sua sede fica em Carlstadt, estado de Nova Jersey, EUA. A Pantone é mundialmente conhecida por seus sistema de cores, muito utilizado na indústria gráfica. No início, a Pantone era uma empresa pequena que fabricava cartões de cores para companhias de cosméticos, Hebert, que na época era diretor da empresa, vendo o grande potencial que a empresa tinha, tratou de adquirí-la o mais rápido possível. Um de seus primeiros produtos foi o Guia Pantone, que consistia num grande número de pequenos e finos cartões impressos em um dos lados com uma série de cores relacionadas e então unidos num pequeno livro. Na teoria, a ideia do sistema era escolher as cores desejadas dos guias e então utilizar os números para especificar de que forma vai imprimir. Na realidade, existem inúmeras diferenças sutís na forma, como os diferentes equipamentos produzem um determinado espectro de cores. As cores Pantone, descritas pelo seu número, encontra-

ram lugar na legislação, particularmente na descrição das cores das bandeiras. Um bom exemplo disso é a bandeira da Escócia, onde o governo definiu a cor como Pantone 300. A lista de números de cor e valores da Pantone é propriedade intelectual da Pantone e o uso da lista não é autorizado. É por esse motivo que as cores Pantone não são suportadas em softwares livres como GIMP e Inkscape, e muitas vezes, não estão presentes em soluções de software de baixo custo. Todos os anos, a Pantone cria uma nova cor em sua paleta de cores, e este ano a empresa inovou, lançando não só uma, mas duas novas cores, o Rose Quartz e o Serenity. Além da Pantone ser referência no ramo gráfico, ela também está presente na indústria da moda. Diversas empresas criaram grifes com as paletas de cores da Pantone entre roupas, calçados e acessórios que levam consigo as cores da marca.

Para ajudar

Na hora de trabalhar com RGB, CMYK ou Pantone, não deixem de ver estes sites que ajudam a entender melhor como usá-las, independente da sua aplicação. A seguir, temos alguns sites que combinam diversas paletas de cores diferentes.

Cores Pantone criadas para 2016 / Fonte: http://blog.savvyladue.com

A Converse foi uma das marcas que aderiram à nova moda / Foto: Viamulher.com

Coolors <http://coolors.co> Ele gerencia varias combinações usando a barra de espaço até encontrar uma cor ou algumas cores que você considere legal para o seu trabalho. Adobe Color <http://color.adobe.com> É um site da Adobe que permite criar uma paleta de cores, mas com a facilidade de interação com os programas Adobe, seja através das Libraries ou pelo Adobe Color Themes. Colour Lovers <www.colourlovers.co> Nele, você cria a sua paleta de cor preferida, com a mesma facilidade do Adobe Colors, mas sua melhor função é a busca pelas tendências do Branding, Handmade e Websites. Shutterstock Palette <www.shuterstock.com/ labs/palette> Você pode usar imagens de acordo com o tema ou cor e depois ver a paleta desta imagem, podendo usar de referência para o projeto que você está trabalhando.

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“A arte e a tecnologia tornam-se agora, aliadas.�

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www.yanivberman.com


Primeira Câmera Kodak (Exemplo de fotografia ao lado)

DaguerreĂłtipo

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ganhando

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Ilustração Werighton Gustavo

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