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BIKE E

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SIM, E POSSIVE

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SEM FIM: ELA IDENTIDAD


Editorial Caro leitor, gostaria de apresentar esse novo titulo com o maior carinho do mundo. Apesar das inúmeras dificuldades que obtivemos no meio do caminho esse é um trabalho autoral que levou alguns meses para se tornar possível por n fatores. Nesta primeira edição apresentamos matérias dos mais variados gêneros, desde editorial de moda até crônicas. Descontraída, jovem interessante, ora formal ou informal, ora com nexo ora sem nexo. Aqui é um espaço onde podemos expor, impor, mostrar, construir ou desconstruir uma ideia de mundo, o meu mundo ou o seu mundo. Fica aqui registrado meu agradecimento a todos os amigos, colegas, profissionais e amadores que puderam de alguma forma contribuir com suas habilidades e/ou conhecimento para realizar este humilde espaço. Então fique a vontade para absorver, abstrair, concordar, discordar, entender ou não o que vem pelas próximas páginas. Boa Leitura!


Não montam cavalos, mas dominam bicicletas. Não é uma modalidade de elite nem é uma modalidade praticada por nobres que se vestem com roupas de marca. Usam chapéus de ciclista, vestem t-shirts, bermudas e em alguns casos capacete. São dotados de pernas treinadas, uma enorme adrenalina, e muita vontade de voltarem a brincar como quando eram crimças, são os apaixonados do Bike Polo. De origem Irlandesa e com mais de 100 anos, o Bike Polo foi criado pelo antigo ciclista Richard J. McCreadye. O desenvolvimento deste novo desporto demorou algum tempo, mas a pouco e pouco foi ganhando fãs pelo mundo a fora , nomeadamente no Reino Unido, França, Estados Unidos da América, na Índia e até mesmo no Japão. Hoje em dia, os adeptos ganha ram mais expressão, e podemos encontrá-los nos grandes centros urbanos Europeus, Norte-Americanos e recentemente na américa latina.

de uma "tacada" e a bola não pode ser tocada pelos pés, nem os mesmos podem ser apoiados no chão. Se isso acontecer o jogador deve retirar-se até à linha de fundo do campo, tocar em um dos cones com o taco e voltar a entrar em campo. Os jogadores pedalam e disputam a primeira jogada, o contato neste esporte é consentido somente com os tacos, bicicleta com bicicleta e corpo-a-corpo. No Bike Polo não existem árbitros, tudo é baseado na honestidade e fair-play dos participantes. Estes devem evitar jogadas muito agressivas, que possam

Os praticantes de Bike Polo encontram-se em espaços ao ar livre com as suas bicicletas personalizadas, que não deixam indiferentes os olhares dos que por eles passam. Sem os habituais travões no volante, porque o sistema de travagem destas bicicletas está nos pedais pedala-se no sentido inverso para travar e con trolar a velocidade - tendo assim as mãos livres de modo a que uma segure o volante e a outra o taco. Por outro lado, os tacos que utilizam são também muito originais, construídos pelos próprios praticantes do esporte, usando bastões de ski e na ponta tem incorporado um pedaço de pvc. No Brasil o esporte se tem sido difundido bastante em São Paulo, um dos maiores centros urbanos do país, aos poucos a população vai tomando ciência do que é esta nova modalidade e vagarosamente vai ganhando mais e mais adeptos. Em pouco tempo de execução no país já há a formação de uma liga, a S.P.B.P. , a qual é responsável por organizar os torneios na cidade além de coordenar a equipe nacional que participa das competições latinas. As regras do jogo são simples: equipe de três jogadores, duas balizas, um campo retangular, uma bola e ganha quem consegue marcar mais golos na baliza adversária. Os locais utilizados são amplos, de superfícies lisas, onde as rodas e as bolas deslizem sem qualquer tipo obstáculos, como por exemplo as quadras do parque lbirapuera. As balizas são marcadas por dois cones e devem ter um distanciamento do centro campo de cinquenta metros. Só se pode marcar gol através TREND BOX

por em risco fisicamente os outros jogadores, assim como atravessar o taco por entre as rodas da bicicleta do adversário. Mas se as regras são fáceis, já o perigo é real, pois até os mais experientes caiem durante os jogos. Para a praticar desta nova modalidade é necessária muita habilidade como ciclista, ter esdezembro 2012. Y MAGAZINE > 05


''Ano que v~m será aqui em Sampa, será a nossa vez de mostrar que podemos organizar um evento digno "

espírito competitivo, equilíbrio e boa coordenação de movimentos, bem como ter muita força nas pernas e bastante precisa. Neste ano de 2012 o Brasil foi grande destaque no sul-americano, que aconteceu na argentina em out-

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bro com o número de jogadores inscritos esse ano. Das 35 equipes, 7 foram de São Paulo e 2 do Rio de Janeiro. Além disso, pela primeira vez um país levou 3 equipes formadas exclusivamente por mulheres. Em 2013 o Torneio Sul-americano acontecerá em São Paulo - ainda sem data e local definidos. "Ano que vem será aqui em Sampa, será a nossa vez de mostrar que podemos organizar um evento digno de tanta gente boa que conhecemos nesses dois campeonatos. Foi muito importante para nós essa vitória, pois nos deu ainda mais motivação para fazer o evento do próximo ano e pode também ajudar a abrir portas e assim podermos organizar um campeonato no mínimo à altura dos anteriores", afirma o representante da S.P.B.P.. O contexto urbano é o atual habitat do Bike Pelo, que se mistura com a já conhecida Bike Street Culture - Cultura de bike de rua. Maioritariamente jogado por homens entre os vinte e os trinta anos, esta tendência emergente tende agora ganhar popularidade junto de praticantes do sexo feminino assim como pelo resto do mundo. dezembro 2012. Y MAGAZINE > 06


Caminho Sem Fim •• A eterna busca pela Identidade

O tempo da contemporaneidade se mostra cada vez mais heterogêneo. Conforme avançam os conhecimentos científicos, as inovações tecnológicas e as complexas interações econômicas, os fatores sociais se ausentam nesta nova forma de organização da sociedade. Há, assim, um envelhecimento das relações interpessoais construídas em torno do individualismo ~ do capital. Gradativamente, esta nova logica que se estabelece no mundo tem reduzido as dimensões de nossas percepções pessoais naquilo que tange o nosso redor, de forma a valorizarmos a reposição do fluxo de informações globais que nos perseguem em detrimento da experiência ativa com aquilo que nos O fenômeno da globalização, fundamentado na ideologia do ' ' capital, faz com que a dinâmica ••• do fluxo de mercadorias, bens e pessoas esteja disposta de acordo com o processo de difusão do consumismo. Assim, na medida em que o ato de consumir, de gastar e de se endividar tornam-se necessidades insaciáveis, nos tornamos dependentes das periódicas inovações mercadológicas e perdemos contato com o mundo real que se ergue diante de nossos olhos.

O humano está se distanciando de si próprio. A cada dia, aumenta o número de pessoas que diminuem suas próprias perspectivas de mundo em pequenas telas portáteis que se renovam constantemente. Com isso, mudou-se o próprio objeto das relações estabelecidas com o outro, que agora deixou de ser o homem e passou a ser máquina. Enquanto, o )Utro persiste, o homem começa a inexistir. As consequências da expansão de uma ideologia capitalista, que garante a disseminação confiante do verbo consumir em todos os cantos do planeta, começam a se evidenciar de forma muito mais complexa e conflitante do que a aparente desigualdade social que permeias os aspectos sociais vigentes pelo globo ( sinônimo particular ao modo de produção capitalista ). Esse novo capitalismo flexível 1 , que se configura na realidade presente, está impossibilitando o desenvolvimento das capacidades intelectuais intrínsecas a todo individuo, destruindo a necessidade de criação de nossa própria identidade. A busca por uma identidade própria se torna muito mais difícil numa sociedade em que os princípios e valores ideológicos estão caracterizados pelo indivi-

deixou de ser o homem e passou a ser a máquina."

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ividualismo e a surreal valorização dos bens de conamos. A certeza daquilo que somos já não existe. Permanecemos, assim, a reproduzir uma identidade sumo materiais. comum, que não mais nos pertence. Este paradoxo é A construção, identificação e definição daquilo que construído por algo que transcende o próprio individuo somos está atrelada a forma com que interagimos com e se posiciona diante do coletivo com a convicção de a sociedade que nos circunda. São as relações sociais sua constante manutenção. estabelecidas com os indivíduos as responsáveis pela definição daquilo que somos. É a percepção de uma Os homens estão perdidos. A multidão é formada por milhares de pares de olhos unidade de pessoas que nos que se desencontram na verfaz identificar quem somos. E, gonha de olharem ao chão. As por fim, é através do sentimenO humano prefere pessoas já não percebem mais to de pertencimento ao mundo já que perceber a máquina as pessoas. O humano prefere e a sociedade em que estamos inseridos, que nos tornamos não percebe a si mesmo." perceber a máquina já que não percebe a si mesmo. Onde escapazes de construir a nós tamos? Quem somos? Não 1esmos. sabemos de coisa alguma, apenas continuamos, inPortanto, como formar identidade numa sociedade cessantemente, a reproduzir uma identidade vazia, que preza o individuo e não o conjunto? Como definir apoiada na ideologia de um sistema devastador comaquilo que somos se estamos perdendo contato com o promissado em nos proporcionar apenas o falecer próximo? daquilo que somos e uma busca eterna que persegue O futuro que se projeta já não é mais o que era 2 . os homens perdidos na escuridão de uma caminhada As incertezas não assolam apenas o futuro próximo,como também o presente momento que vivenciasem fim. Por Lucas Gariani

"

1

Referencia ao novo estágio de desenvolvimento do capitalismo, identificado como capitalismo flexível por Richard Sennet em sua obra "A corrosão do caráter". 2 Conforme já constatava Paul Valery em sua célebre frase : "Même l'avenir n'est plus ce qu'il était" .

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路 ne Zendron e Glauco


OGaognam StYte marca a ascensão do pop coreano edessa vez velo agalo~, passando por barreiras, gravação atrás de gravaÇão. A sátira de psy referlooo-se a um certa provlnclaolsmo exlneote em (iaogoam, região abastada de SOOUI CCoreia dO SUU, esconde atrás da cootemporaoeidade de seu cu~, mas "Garwnam S'tYie" é mais do que a~nas urna aspiração a um estilo de vida.

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o"YYU'TUbe toowé urn rankirg que aiX>Ota os

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vídeoctipes mais assiStidos no webslte:

GANGNAM TEM APENAS 15 MILHAS2, ENQUANTO O ESTADO DE NOVA YORK TEM 47 MILHAS2

'PsY é ageoclado ~la "'rU ErrtertalomeOt·, veja acomparação com uma das maiores gravadoras dos EStadOs Uoldos, aUniVersal Muslc Groufk

GANGNAM POSSUI

DO P.I.B. COREANO

N. YORK POSSUI

DO P.I.B. AMERICANO (MESMO SENDO 3.000 x MAIOR)

r--- -.. com "Ciaosoamr;'tYie" 'PsY regiStrOU dois recordes I

no Ittmes, inéditOs eotre artiStas coreanoS:

-----'-'\U.~ 4196 dos eStUdantes da Universidade de Seoul são de Ganioam, uma área que CObre apenas 0.039~ do País inteiro.

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NENHUM OUTRO ARTISTA COREANO FEZ TANTO SUCESSO NOS EUA

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O nome rear de 'Psy é Park Jae-sang. Ele tem Jll anos e é um rapper pOp do sur da Koreia


Enfim estamos próximo a dezembro, contagem regressivas em torno do mundo inteiro, a cada minuto que passa as expectativas para o dia 21 de dezembro aumentam. Medo. Ao longo da historias grandes empresários por meio da industria da comunicação e crenças se apropriaram deste sentimento generalizado da população. Feliz foi o inventor das seguradoras, o inventor do plano de saúde e o inventor das pílulas anticoncepcionais. Hoje em dia é difícil não existir uma prevenção para as mais diferentes atrocidades existentes. Porém, para a felicidade dos "investidores do medo", a humanidade criou uma nova e contagiante paranoia, a de que o mundo deve acabar dentro de alguns dias. Desde 1999 nunca houve uma conspiração tão grande a respeito do fim da existência humana. O fim do mundo seria justificado pelas mais diferentes opiniões, colapso econom1co, explosões solares, redução da velocidade do núcleo terrese até a visita inesperada de alienígenas! Se o mundo vai acabar ou não, não podemos afirmar com certeza, mas uma coisa é certa, tem gente ganhando muito dinheiro com esta loucura toda. Quando recebemos uma notícia de morte eminente a primeira coisa que começamos a planejar é nosso enterro. Seguindo esta ideia, indivíduos no mundo inteiro já começaram a construir suas "tumbas". No caso de um fim do mundo causado por catástrofes naturais pessoas estão fugindo para as terras altas ou até mesmo se escondendo de baixo da terra. Nos Estados Unidos já existem empresas especial-

lizadas na construção de casas subterrâneas, locais onde uma família poderia viver até um ano sem ver a luz do dia. Uma empresa da Califórnia tem um projeto para construir até dez abrigos coletivos nove metros abaixo do solo que acomodarão até mil pessoas. O preço para sobreviver? É preciso desembolsar até oitenta e seis mil reais! Ai já temos um esperto. Vender casas de baixo da terra? Que pessoa em sã consciência compraria algo deste tipo? Ah sim! Um paranoico fissurado pelo fim do mundo. É a cultura Maia dando dinheiro aos Investidores do Medo. Acultura maia também esta se aproveitando da própria crença para lucra com essa história, países como México, Guatemala, Honduras, Belize e El Salvador formam o mundo maia, esses países se preparam para aproveitar o bom momento turístico que viverá nos próximos dias devido à mudança de ciclo no calendário dessa civilização pré-colombina, que ocorre no próximo dia 21 de dezembro. Na Riviera Maia, ao sul do Mexico, já tem um enorme festival de musica eletrônica com duração de três dias, 20 á 22 de dezembro. Pode largar o talão de cheque! A NASA já anunciou que se o mundo acabar este ano não será por causa do sol. Então você acha que tudo está resolvido e que todos poderemos viver tranquilos até que o sol apague? Não. A paranoia agora já atingiu um novo patamar. Da Física para a Economia. Voltamos nossos olhares agora para um novo grupo de pes

''A humanidade criou uma nova e contagiante paranoia, a de que o mundo deve acabar dentro de alguns dias. "


Três outros mercados estão em ascensão com todo esse alvoroço, um é o da venda de terras de pequeno porte em regiões agrícolas, incentivo às viagens, e as vendas de armas que tem aumentado substancialmente em solo norte americano. Logo após o lançamento do filme 2012 (2009) o parque Yellowstone nos EUA registrou um aumento significativo no número de visitantes. No filme o local seria o marco zero do fim do mundo, onde o grande vulcão subterrâneo (o maior do mundo localizado dentro de um continente) entraria em erupção dando início ao fim de toda a América do Norte. O incentivo foi mais do que bem vindo e com certeza, se o mundo realmenteacabar por causa das erupções solares esse parque vai lotar no dia 21 de dezembro! Lojas da cidade siberiana de Tomsk puseram à venda um kit de artigos de primeira necessidade munido com uma etiqueta dizendo "Para o Fim do Mundo". O conjunto inclui uma ficha de identificação com campos vazios por preencher indicando os dados pessoais, alguns medicamentos de primeiro socorro, um pequeno pacote de trigo sarraceno, uma lata de conservas de peixe e uma garrafinha de vodca, além de um bloco de notas, um lápis, duas velas, uma caixa de fósforos, uma corda e um sabonete. A paranoia das pessoas está em um grau tão elevado que livros, seriados de televisão, filmes, escolas de samba e muitos outros zombam da temática, O assunto passou a ter maior visibilidade a partir

de 2009 com o filme 2012,. Os usuários das redes sociais também aproveitam o momento para criar diversos memes - virais de piadas que costumas se espalhar de forma muito rápidas. Só nos resta a aguardar o dia vinte e um para saber que de fato, se tudo ocorrer como esperado, não ocorrera nada. E você? Está preparado para o fim? O que você tem feito? Já viajou para o mundo todo como queria? Já gastou milhares de reais comprando viagens desnecessárias e alimentos enlatados? E sua arma? De qual calibre? Está alimentando a Economia do Fim do Mundo? Ou está apenas ocupado de mais para gastar seu tempo com conspirações sem sentido?

da cidade siberiana ''deLojas Tomsk puseram à venda

um kit de artigos de primeira necessidade munido com uma etiqueta dizendo "Para o Fim do Mundo"."

Kit de sobrevivencia vendido na Rússia.


"The lmaginary" é nome desta obra desenvolvida por uma instituição Suíça que pesquisa as diferentes maneiras de pensar e o poder da imaginação. As criações gráficas quase realistas possuem característi- cas dadaístas, mas a obra vai muito além de qualquer comparação. As imagens são singulares e transitam entre o objetivo e o subjetivo, há evidencia de uma mensagem para o observador que pode ser interpretadas de muitas maneiras, cabe a você explorar seu subconsciente e o empirismo para absorver aquilo que você enxergar de melhor.

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Tecnologia e a Vida (Não) Social As descobertas científicas, após um processo de popularização, influenciam e modificam a sociedade. Raramente paramos para pensar, mas nossa vida seria muito diferente sem luz elétrica, automóveis, rádio e televisão. Influenciados pelo forte mercado capitalista associado aos meios de comunicação e por enormes estratégias de marketing nos tornamos mais e mais dependentes dessa tecnologia que evolui ano após ano. Muito além da dependência dos tablets, celulares, aplicativos, computadores, notebooks ... está a dúvida: até que ponto todo esse desenvolvimento e aparatos cuja finalidade seria facilitar nossas vidas vão nos "conectar" efetivamente? Até quando o dialogo virtual irá prevalecer? Quando vamos deixar a "vida social" de lado para viver em sociedade? Na verdade os aparelhos criados não são os principais vilãos, o papel que desempenham é apenas de nos manter conectado cada vez mais, por mais tempo e em diferentes plataformas, como facebook, ininstagram, twitter, foursquere, whatsapp ... , mas o grande problema está na internet que nos permite "aproximar", "compartilhar", "criar'', "conhecer", "estu-

dar". A rede tem sim um papel importante e seu lugar na história, responsável pela gigantesca velocidade com que intercambiamos notícias pelo mundo e responsável por acontecimentos históricos importantíssimos, mas esta discussão gira em torno do quão está ferramenta tão preciosa nos distancia do mundo real para viver em um mundo virtual, um território sem fron teiras, onde escrevemos, dizemos, mostramos e vivemos o irreal. Este afastamento das pessoas do mundo real é preocupante, as pessoas estão se distanciando uma das outras para viver em uma realidade vendida, manipulada e mentirosa. O dialogo entre olhares já esta deixando de existir, a percepção do mundo em torno dos indivíduos não faz mais sentido e já não possui mais valor, o toque está cada vez mais sem sentimento e as pessoas mais frias. O contato humano é extremamente importante, enquanto o homem viver em sociedade, "socializar'' sempre foi uma necessidade do ser humano uma vez que o individuo não sabe viver sozinho, no entanto estamos vivendo e convivendo com robôs.

"Quando vamos deixar a "vida social" de lado para viver em sociedade?"

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Viver sem internet e seus aparatos por meio das A buscas incessante por uma identidade e por uma novas tecnologias seria um retrocesso, esses mudaoriginalidade iludida perde espaço quando se trata da ram totalmente nossas vidas e nos auxiliam, o grande rede, as facilidades que obtemos através dessas ferramentas nos deixam preguiçosos, deixando que o problema é o exageiro, muitas vezes despercebido, alguém pense por nós, limitando, assim, um olhar não da maior parte de seus usuários, algo que não deveria nos permitindo ir além. Desconectar para conectar é a ocorrer. Devemos nos policiar para não deixar de viver e nos tornar mais refém ainda disto. Viver numa sociemelhor forma de tentar mudar este quadro, observar e dade real é mais do que justo e valorizar o mundo que existe a sua volta é extremamente imnecessário, é uma necessiObservar e alorizar o portante. Aprender, dividir dade, então sinta, viva, respire, histórias, compartilhar momen- mundo que existe a sua volta olhe, toque, pense, não deixe tos, viver e conviver por meio que ninguém faça isso por de um diálogo, onde os olhares é extremamente importante." você. ainda possam se encontrar, talvez seja uma das melhores coisas da vida, e o individuo que ainda não valoriza isto está deixando de viver. Por Ana Carolina Guedes

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Crônica

Do nome proprio. Dopolovro omor. Do veróo omor. Por Lucas Gariani ó mundo, onde estamos? Olhe ao teu redor! Desligue a musica barulhenta. Saia dos sites de relacionamento. Feche sua caixa de mensagens. Pare de olhar a televisão! Não veja nada, não ouça nada, apenas leia-me. Sim, já sofro do mal de não poder me calar. É preciso ouvir, é preciso contar. Pronto. Já fechou a porta do mundo? Já voltou a se esconder por aqui? Então já podes ler e dizer o que tu és, o que nós - somos? Sinta-se feliz, essas poucas linhas que querem te fazer sentir são restritas as poucas almas que se dispõem a ler sobre nada e a pensar em nada para que um dia possam entender tudo. -Quem tu és?Você é mais um nome. Sim, pode ser que sejas o Antonio ou a Carolina, mas se não for, tu és apenas mais um nome. A verdade é que nomes também sentem, também falam , também amam. Todos os nomes são letras unidas entre si que formam palavras únicas (como todas as outras!) e insistem em chamar-se de próprias. Logo, somos nomes, somos palavras. Isso não é descoberta, desculpe-me. É apenas relato. Mas, o interessante é que todas as palavras possuem um processo lógico de manifestação: o desenterro. Esta percepção, invariavelmente limitante, revela que todas as palavras são mudas e inativas. É preciso uma língua dentro de uma boca para dar vida a qualquer palavra. Ou então é preciso os dedos de uma mão gelada para escrever palavras, que instantes atrás, eram palavras caladas. E os nomes? Nessa logica, os nomes também precisam ser desenterrados para poderem deixar de estarem calados. No entanto, não é este o cerne da questão na construção deste testículo escrito apenas á esta folha de papel que parece, tristemente, ter mais compreensão e sentimento que muitos outros nomes (insensíveis as questões humanas). O que é humano? As palavras são construções tipicamente humanas, são elas que dão vida a nossa boca e que movimentam nossos pés. O humano está se separando da própria criação, o humano esta se animali-

do irracionalmente na sua incompetência no ato de sentir. Onde nós estamos? Olhe! Olhe para este quarto, esta sala, esta casa ... Pergunte-se por que tudo é tao vazio? Faltam Palavras. As pessoas não podem mais sentir. A vida já se aproxima ao estado de morbidez anterior a morte. Não se pode mais pensar, nem falar, nem sentir, nem amar. Amar? Não se pode mais amar! Aqui ainda é a Terra? o planeta Terra? Antes, antes o verbo. Agora a palavra: "NÃO!". Amar... antigo verbo intransitivo, agora - verbo proibido. Não se pode sentir amor (palavra). Deve-se sentir a dor de não poder sentir (verbo). Se tu amas, os milhares de nomes surgem desenterrados e insistem em gritar(falar palavra alta só pra machucar, ferir a quem sente). Se tu amas, os milhares de pares de olhos, antes perdidos na multidão, se encontram em sua direção e lhe arrancam a palavra (amor) cortando-lhe o peito com olhares afiados. -Que lugar é esse? Para onde devemos ir para poder amar? Viver? Respirar?Diga-me teu nome! Grite contra o ar.. Solte a palavra na janela ... Diga que tu amas. Sim, tu amas. E eu? Por que nao posso amar? E o mundo do direito, do igual, do justo ... Quando poderei ser feliz sem precisar ocultar o sentimento da vida viver sem precisar esconder de ti minha felicidade? Agora , pare de gritar. Deixe que eu grito: " AMOR! " . Palavra pequena, singela e humilde. Palavra de luz que traz vida a esta folha . Amar, verbo dolorido que desenterra o meu nome e não me deixa calar. Perdoe-me a força das palavras, a intensidade do grito. Tudo é vazio no sentido, mas é cheio na fala. Tudo pra nada. .. Palavras incompletas constroem frases incertas, que formam períodos incorretos, que constituem parágrafos desconexos que finalmente criam esse texto ruim . Ou seja, o problema está na palavra. (Na tua palavra! ).


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