Issuu on Google+

DRAVE Revista(da) Nº 2

Mensal

Julho 2012

Em reportagem Rui Lopes Em Destaque “Trilhos Fotográficos”


Indice

DRAVE Revista(da) Diretor: Pedro Vinagre

1

Capa

Diretor de Arte: Etic

Editor: Pedro Vinagre

2

Fotografia: Nuno Mendes, Filipe Pinto Paulo Natividade

Indice

Editorial

3

4

7

8

12

Curtas

Maratona fotogrรกfica

Publicidade

Reportagem


Editorial “Drave... Não sei onde fica...” Pediram-me para falar da minha experiencia na Base Nacional da IV secção, mas antes de vos falar da minha experiência vou falar um pouco do meu percurso escutista. O meu nome é Helena, tenho 31 anos e reingressei no Corpo Nacional de Escutas em Outubro de 2011, já tinha andado nos escuteiros há uns bons aninhos atras, sai quando era pioneira, mas o bichinho e a vontade de voltar sempre ficaram comigo, e aqui estou eu de novo a viver esta experiencia fantástica da vida escutista. Claro que é bem diferente dos tempos em que era pioneira, mas tem igualmente coisas boas e uma delas, foi ter conhecido a Base Nacional da IV secção. Não sabia o que era a Base Nacional da IV secção, mas fascinou-me desde o início a maneira como me descreviam o projeto. Fiquei com curiosidade e com vontade de conhecer pessoalmente a aldeia e tudo o que ela nos tinha para ensinar e dar… Não via a hora de ver com os meus próprios olhos este projeto, na verdade, não via a hora de sentir pessoalmente o que me contavam.Finalmente chegou o grande dia, cheguei à Base Nacional da IV secção já era de noite, o caminho para lá é uma aventura e não te deixa adormecer. Chegando ao último estacionamento peguei na mochila, no meu frontal e la fui eu rumo ao desconhecido. Até chegar à aldeia depareime com um caminho bastante irregular, ainda marcado pelas rodas de carroças de outros tempos, ouvia-se o barulho da

ribeira e das cascatas, confesso que para quem vive na cidade os barulhos estranhos da noite metem um pouco de respeito, mas é bom ir rumo ao desconhecido, sim é mesmo desconhecido, pois a única coisa que via era o que o meu frontal alcançava, o resto era escuridão. Ao longo do caminho podemos sentir um ventinho diferente e gostoso na nossa face, podemos sentir os cheiros da natureza e da terra molhada que tanto gosto, pude contemplar as estrelas, coisa que não posso fazer na cidade. Ao terminar a descida deparo-me com as primeiras construções, uma casa de banho e uma ponte, construções que denotam trabalho e dedicação escutista. Finalmente, cheguei à aldeia, abri a primeira cancela e depois a porta comunitária que dá acesso à casa do Staff. Apesar de não haver luz nas casas nem canalização o conforto destas não me deixou com saudades do lar, pois a envolvência da recuperação e o cuidado com esta casa deixaram-me simplesmente bem acolhida e segura, mesmo não tendo as portas qualquer género de fechadura, a não ser um simples e rudimentar ferrolho à imagem dos que eram construídos pelas pessoas que em tempos lá viveram.Mas a verdadeira essência da aldeia só me foi permitida contemplar no dia seguinte! Ao ouvir as histórias da aldeia, ao ver a dedicação, trabalho e esforço dos clãs na reconstrução da mesma), ao deparar-me com todas as portas abertas, em que toda a gente tem o priv-

ilégio de lá entrar e poder comungar de toda a sua beleza, fizeram com que a minha ideia sobre este projeto crescesse de uma maneira avassaladora no que diz respeito às minhas expectativas. Cada casa tem a sua história, o seu objetivo e a sua simbologia. Mas as casas que me deixaram mais saudades são a Casa do Fogo e a Casa do Silêncio, onde nesta última, tive o privilégio de assistir a um momento de oração lindíssimo e muito marcante, imagens e recordações que irei guardar por uma vida. Certamente estariam à espera de mais histórias, mais experiencias, mais momentos, mas a Drave tem tanto para vos contar! Tal como eu, tu tens que partir à aventura e experienciar o sítio mágico, o local fantástico e toda a imensidão do que te rodeia no meio de todas aquelas montanhas que chegam a tocar o céu. A vida parece-nos bastante simples e o dia-a-dia não é mais do que um testemunho vivenciado por alguém com grande vontade de ser feliz. São projetos como o da Base Nacional da IV secção que nos fazem ter orgulho em ser escuteiros. E é em locais como este que vamos buscar forças para continuar em frente… Em Drave fui feliz, pois nesta “montanha do tamanho do Homem” ficou em mim a vontade de um dia voltar e deixar a minha marca tal como ela a deixou em mim. Helena Santos

3


Reportagem Em reportagem com Rui Lopes

«Já era há alguns anos que ouvia falar da Drave e de todos os seus encantos» Já era há alguns anos que ouvia falar da Drave e de todos os seus encantos, mas foi só em 2005 que consegui conhecer a tão chamada “Aldeia Mágica”.

«Foi crescendo a vontade de poder dar sempre mais o meu contributo» Rui Lopes tem 24 anos, vive nos Riachos e é estudante de multimédia Escuteiro há 18 anos, diz que Foi na companhia de todos os elementos do seu Clã que avistou a Drave pela primeira vez. Ao olhar o vale fiquei apaixonado com tamanha tranquilidade que me transmitia esse lugar, a sua simplicidade e beleza desde logo me agarraram numa ansia de querer voltar uma e outra vez, afinal, todos os comentários que ouvia estavam ali comprovados bem diante dos meus olhos. Ao subir o Vale não senti a dificuldade da caminhada ou o peso da mochila aos ombros, mas sim a tristeza de já ter chegado ao fim o fim-de-semana que me pareceu tão curto, mas ao subir sabia, que seria a primeira de muitas vezes que descia o Vale, a primeira de muitas vezes que poderia estar ali num lugar que já considerava meu. Como desejado as visitas a Drave foram-se tornando parte do meu percurso escutista, ao longo dos anos tive oportunidade de voltar e testemunhar o crescimento desta aldeia, que passo a passo foi sendo reconstruida por todos os Caminheiros e Chefes que, tal como eu, se sentiram no dever de deixar a sua marca num lugar que nos diz tanto. A minha participação passou tanto pelas atividades em clã como nos EPIC’S proporcionados pela EG, EPIC’S estes que me deram a possibilidade de conhecer e de formar amizade com estes Chefes que tanto de si dão á BNIV.

4

Foi crescendo a vontade de poder dar sempre mais o meu contributo para o crescimento da BNIV, foi então passado uns longos anos que surgiu o convite para pertencer á família da BNIV e integrar-me no grupo do STAFF, ao qual, tive o prazer de aceitar, dandome a oportunidade com todo o meu orgulho, de contagiar tantos outros Caminheiros que se dirigiam á aldeia, contagialos como em tempos alguém o fizera comigo.Outros projetos apareceram no meu percurso de vida, os quais me obrigaram a ausentar momentaneamente do país, mas mesmo assim, apesar de estar ausente fisicamente estive sempre em contacto com todos os projetos que ao longo dos tempos foram sendo desenvolvidos na BNIV.


Reportagem

«The Goose Network» Neste período tive oportunidade de visitar Itália num encontro de membros de STAFF de alguns campos da Europa, encontro este denominado “The Goose Network” realizado em Roma, no Parque de B.P. Ai se passou uma semana de partilha de vivências, onde pude explorar o funcionamento e organização de outros centros escutistas, bem como projetos e ideias as quais poderia trazer para enriquecer o projeto da BNIV.

5


Reportagem Em reportagem com Paulo Natividade « Uma vez ausente mas não distante» Uma vez ausente mas não distante, quando cheguei, logo quis regressar á “minha” aldeia e assim o fiz, onde durante um fim-de-semana pude integrar num projeto denominado “Projeto Rios”, projeto este de grande importância para nós uma vez que a BNIV é um centro escutista de excelência, onde prezamos pela boa qualidade ambiental. O projeto rios em tudo se enquadra nestes ideais, uma vez que tem como objetivo adotar e monitorizar um troço de rio bem como a fauna e flora envolvente, e assim verificar o impacto que o Homem tem nestes recursos naturais. Foi um fim-de-semana onde alguns membros da EG e da Equipa de STAFF estiveram em formação teórica e prática onde ficaram aptos para monitorizar grupos que queiram adotar este projeto como trilho do seu percurso escutista.

6

«Quem desce o Vale, nunca sobe igual» Passando tudo isto e feliz por estar onde estou e por fazer parte desta equipa, a minha vivência na BNIV contínua, esperando sempre não alcançar o fim de uma experiência que me fez crescer, e me fez acreditar e remar sempre no sentido do ideal do Homem Novo. Afinal…”Quem desce o Vale, nunca sobe igual”.


Curtas Sol a Sol 2012 A BNIV lança para este Verão mais uma edição do Sol a Sol na Base Nacional da IV – Drave. Será 1 semana de entrega, de (re)construção, de descoberta, de convívio, de oração, de reflexão... uma experiência a não perder. Por isso, se és Caminheiro não percas esta oportunidade e inscreve-te já. A BNIV espera por ti. Vem entregar-te ao Sol da Drave.

Programa SCENES Inicio em Agosto O Test Drive do Programa SCENES, será realizado no próximo mês de Agosto, com os participantes do SOL a SOL. Pretendese com este teste efetuar uma avaliação dos programas, assim como se necessário realizar um reajustamento dos mesmos. Portante se queres ser piloto de testes não hesites em inscrever-te para o SOL a SOL, onde poderás (re)descobrir a natureza através da Criação.

Drave Candidata-se ao “The Goose Network” A BNIV irá ser proposta como membro da rede Goose, no próximo mês de outubro, no centro Our Chalet na Suiça (Centro Mundial da Waggs) Ao integrar este rede, de apenas 20 centros europeus, a EGBNIV pretende aperfeiçoar as suas dinâmicas de staff através das partilhas com outros centros escutistas. Ser Goose Network, irá permitir uma maior intercâmbio de experiências e conhecimentos, onde o staff permanente poderá aprender e ensinar metodologias de gestão de centros, como dinâmicas de animação para jovens.

7


Maratona fotográfica

1

2 1 - Momentos de reunião ao redor de uma chama 2 - Momentos de oração na casa do silêncio 3 - Uma porta entreaberta, de uma das casas da aldeia

8


Maratona fotogrรกfica

3

9


Maratona fotográfica

4

4 - Após Um longo dia chega a hora do merecido descanso, e nada melhor que uma noite na companhia de um ceú tão estrelado com uma leva brise que nos toca no rosto. Trilhos, pessoas, sentimentos e tantas sensaçoes ainda existem locais assim.

10


Maratona fotogrรกfica

11


Maratona Fotogrรกfica 28 a 30 de Setembro 2012 Drave - Arouca


Drave Revista(da) nº2