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Nº3

25/07/13

JornaLargo - Jornal do IX Acareg da Região de Santarém

JornaLargo Jornal do IX Acareg da Região de Santarém

Festa no Parque do Tambor. página 3

Que bem se está na água. página 4

Pioneiros saltaram da ponte. página 5 O serviço mais procurado. página 6

Foram lançadas as redes. 1


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Editorial (Luc. 5, 4) Quando acabou de falar, disse a Simão: «Faz-te ao largo; e vós, lançai as redes para a pesca.»

Faz-te ao Largo foi o lema escolhido para o IX ACAREG da Região de Santarém. O “faz-te” pretende levar cada escuteiro não só a cumprir uma determinada tarefa, mas acima de tudo a dar existência, ser autor, criador, produtor… não só para o exterior, mas acima de tudo de si próprio!... Que possamos deixar-nos formar e ser modelados pelo Deus criador. Estar sempre alerta aos sinais, e agir para a construção de um mundo melhor. Para construir é necessário praticar e ousar, impelir a nossa própria canoa sem receios, pois só se faz o caminho andando, dando o primeiro passo… e é neste primeiro passo que temos que ter a confiança de que não caminhamos sós, há sempre alguém que caminha connosco ao nosso lado, para nos dar aconchego e esperança… “Ao largo” é como estar a uma distância considerável, ideal (o barco ficava ao largo, a alguma distância de terra firme, e os passageiros desembarcavam de bote). Por vezes, ver as situações com um certo distanciamento, permite-nos ter uma leitura mais alargada. E é esta distância que permite dar o tempo para resolver qualquer problema que possa aparecer. Há que colocarmo-nos na medida certa, ser humildes e confiar. Tal como os discípulos teremos que confiar, e arriscarmo-nos a lançar novamente as nossas redes para conseguirmos alcançar os nossos objetivos. Temos que estar prontos para servir, abertos a novos desafios, a ousar ir mais longe…

Neste ACAREG há vários nomes que já deves conhecer. À frente de todos está o “Kim Avieiro” possivelmente devido ao Kim Avieiro Style - O nome foi assim escolhido por estarmos em terras de Avieiros, que eram pescadores laboriosos e humildes, originários de Vieira de Leiria, que procuravam o Tejo por ser rico em espécies lucrativas. Mas porquê o Kim e não Manel ou o Zé?... Sabem porquê?... Pois é isso, remete-nos para o Kim Novato aquele que estava sempre a aprender através do seu erro. Mas há outros nomes como a “Barca ACAREG”, que é o nome dado ao campo, pois estamos todos no mesmo barco, seguindo o mesmo ideal… e neste Ano da Fé a barca aparece com um valor acrescido. O “Cais de Embarque” é então o nosso pórtico de entrada para este grande barco. A “Praça dos Avieiros” é o local central de encontro de todos. Um local de convívio, de troca de experiências e cruzamento de todos os escuteiros. “A Proa Arena”, é a nossa dianteira o local escolhido para a reunião de todos. Temos ainda o “Convés” que é o espaço onde se encontram várias instalações de apoio a este ACAREG. O nome “Câmaras”, que são todos aqueles que estão nos serviços, é referenciado nas diferentes secções de câmaras em que se organiza a tripulação e o serviço de bordo numa embarcação. Por fim falo do “Cesto da Gávea”. A gávea é o mastro mais elevado na embarcação, é aqui que se construía o cesto de observação, é este o nosso posto de segurança nesta nossa embarcação. Como o Kim Avieiro nos sugere, quando terminar este ACAREG e voltares ao teu agrupamento, faz-te ao largo e rasga novos horizontes, chega mais além… Pedro Francisco Chefe das Actividades Gerais

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Festa no parque Tambor O parque rural do Tambor, em Aveiras de Cima, foi o local escolhido para as primeiras actividades exteriores do IX ACAREG, para Lobitos, Exploradores e Pioneiros, que se têm revezado no local desde segunda-feira. Só os caminheiros não passaram pelo Tambor, pois a sua primeira actividade foi um raide que teve início em Vila Franca de Xira, e terminou

no Escaroupim, com uma paragem em Benavente. No Tambor, os escuteiros tiveram oportunidade de experimentar actividades tão diversas como o Celeiro Maluco, onde tinham de levar dois copos de água na cabeça passando por um labirinto de sacos de sarapilheira que eram deslocados por outros elementos, com o objectivo de os derrubar. A ideia era conseguir transpor-

tarem a maior quantidade de água possível para dois recipientes colocados após o labirinto. Tiveram também oportunidade de ordenhar uma vaca (embora fosse apenas um brinquedo em tamanho real), ganhando a equipa que conseguisse encher mais depressa, dois baldes de água. Aprenderam a fazer tiro com arco, disparando setas contra um alvo colocado em fardos de palha, não sem antes perceberem as regras básicas de segurança no manuseamento dos arcos, para não haver qualquer acidente. Outro dos jogos foi o mini-golfe, em que os elementos da equipa jogaram à vez, tacada a tacada, tendo de ultrapassar três obstáculos. Logo de seguida, partiram às descoberta de sabores escondidos e escorregaram ainda numa fantástica man-

ga de água, numa das colinas do parque, o que a todos agradou nestes dias de calor. Outros do pontos altos no parque do Tambor, principalmente para as escuteiras, foi a encenação de uma coreografia de dança, usando um pequeno pára-quedas. Na ida ao parque do Tambor, os pioneiros foram divididos em dois grupos. Enquanto um fazia as actividades, o outro desenvolveu um jogo de pistas que os levou por diversos percursos em redor do Monte Redondo, na Ota. Todos os elementos tiveram ainda oportunidade de experimentar uma sessão de relaxamento. Ao som de música calma e seguindo as indicações da monitora, aprenderam a relaxar após actividades físicas, coordenando a respiração com o controle muscular. 3


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Que bem que se está na água! Com a proximidade do Rio Tejo, o IX ACAREG não poderia deixar de contar com actividades aquáticas, e a praia de Valada foi o palco escolhido para acolher os diversos jogos preparados para Exploradores, Pioneiros e Caminheiros. (Os Lobitos tiveram as suas actividades aquáticas nas piscinas do Cartaxo). As actividades contaram sempre com a vigilância de elementos dos bombeiros municipais do Cartaxo que,

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com duas embarcações, estiveram de prevenção para responderem a situações de emergência, e ainda com a presença mais próxima de uma canoa com um dirigente que ia controlando a evolução das marés para manter ajustadas as bóias de sinalização. Dentro de água, os nossos escuteiros puderam usufruir de três jogos que lhes permitiu refrescarem-se: pólo aquático, um percurso de canoa em redor das

bóias de sinalização, e o tradicional jogo da corda, com duas equipas a puxarem cada uma para seu lado. Claro que feito dentro de água, permitiu assistir a grandes quedas nas águas do Tejo. Animados foram também os jogos de pólo aquático (só possíveis com a maré cheia), com algumas equipas a revelaram grande resistência e tenacidade, apesar dos resultados finais não terem sido expressivos. Outro jogo a exigir ca-

pacidade de resistência e espírito de equipa, foi o jogo da união, onde as equipas tinham de encher um balde, fazendo passar um recipiente com água por cima das cabeças, estando sentados em fila na margem do rio. À medida que iam passando, tinham também de ir mudando de posição até chegarem ao local do balde. Escusado será dizer que nenhum escuteiro concluiu a prova sem ficar molhado.

O equilíbrio e a sincronização foram também colocados à prova no jogo dos esquis. Neste jogo as equipas tinham de realizar um percurso usando todos o mesmo esqui, transportando ao mesmo tempo um recipiente com água, que não podia ser entornado. A pontaria dos escuteiros foi também testada no jogo de pinos que se realizou no areal da praia de Valada. Presentes nestes jogos

estiveram os Pioneiros do Agrupamento de S. Dâmaso, Guimarães, de onde saiu a piada mais seca deste ACAREG. Um dos elementos da comunidade perguntou a um dirigente se podia tomar banho fora das bóias de sinalização. O chefe respondeu que não, porque «há um fundão». Na resposta, Z.G, o pioneiro que fez a pergunta, respondeu: «Mas há escuteiros no Fundão».


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O caminho faz-se caminhando Diz uma canção de Jorge Palma, que “Enquanto houver estrada pra andar / A gente vai continuar”. E acampamento de escuteiros que se preze, não é acampamento se não contar com um belo raide. Por isso mesmo, os Caminheiros e os Pioneiros já experimentaram a sensação de sair em raide. Os primeiros foram os Caminheiros que começaram um raide de dois dias em Vila Franca de Xira, junto à antiga Estalagem do Gado Bravo, tendo como destino Benavente. Depois instalados no campo escotista do Grupo 66 da AEP, os caminheiros tiveram oportunidade de terem um momento de reflexão sobre as bem-aventuranças, que fazem parte da mística dos caminheiros. No final do dia houve ainda tempo para um arraial de confraternização. No

segundo dia, voltaram ao caminho, rumando ao Escaroupim passando por Salvaterra de Magos e Marinhais. No Escaroupim, passaram de barco para o campo do IX ACAREG. O dia terminou com um encontro com escuteiros mais velhos cujo percurso é um exemplo para todos os caminheiros. Os pioneiros também sairem para raide sempre junto às margens do Tejo. Partindo do campo, os pioneiros rumaram a Valada onde tinham o primeiro posto, junto à igreja. Dali, seguiram para a Ponte Raínha D.Amélia, em Porto de Muge, onde realizaram uma descida em rapel por equipa. Algumas equipas tiveram mais dificuldade em cumprir os tempos previstos uma vez que se perderam no percurso, acabando por demorar mais tempo a terminar a prova. As

descidas, feitas a bom ritmo, só foram interrompidas quando Joana Alves, pioneira da equipa Bear Grylls, do Agrupamento 1120 do Cartaxo, ficou com o cabelo preso no equipamento de descida, o que obrigou a uma manobra de resgate realizada pelo chefe João Francisco e à paragem das descidas. Em apenas dez minutos, tudo voltou à normalidade. Concluída a descida,

atravessaram a ponte para Muge, onde, no parque de lazer, tiveram a tarefa de construir duas quadrigas e realizar um percurso em contra-relógio. Após uma pequena pausa para almoçar, os pioneiros voltaram a raide em direcção à aldeia do Escaroupim onde fizeram um tempo de espera, para passaram para o mouchão do cavalo onde pernoitaram por subcampo.

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Ilhas dos desafios As ilhas dos desafios são espaços privilegiados, onde se pode dar largas à criatividade, estimular a mente, brincar e conhecer novos desafios. A mascote deste arquipélago escutista, chama-se Pouli, um pássaro da espécie cartaxo comum. Estes pássaros são muitos bonitos, têm peito laranja e a cabeça preta, e estão ligados à Rainha Santa Isabel. Segundo reza a lenda,

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numa viagem a caminho de Santarém, ao passar pelo local onde hoje fica a cidade do Cartaxo, ao ver tantos daqueles pássaros, a rainha indagou sobre o nome deles. Quando soube que se chamavam cartaxos, a rainha resolveu baptizar o local como Cartaxo. O Pouli tem sido o guia dos escuteiros ao longo das ilhas. As ilhas dos desafios são compostas por

seis ilhas, Olimpikós, Storgikós, Charaktiras, Spiritus, Tékne Logos e ARS. A ilha do Olimpikós, é dedicada à área de desenvolvimento do físico, nesta ilha pode-se jogar matraquilhos humanos, bowlling, jogo do funil e andar de esqui. Na Storgikós, dedicada à área do afectivo, os escuteiros desenvolvem actividades que lhes permitem desenvolver o espírito de entreajuda. Nesta ilha podem fazer anilhas de gesso, anilhas de couro, um quadro de nós e o pin da amizade. Os utentes da ilha Charaktiras, como o próprio nome indica, podem reforçar ou reconhecer as características intrínsecas à sua própria personalidade através da escolha de instrumentos musicais reciclados, caracterização da sua anilha de

gesso e criar um grito que reflicta as características do bando/patrulha/equipa/ tribo. Na ilha do Spiritus dedicada à área de desenvolvimento espiritual, os participanentes do ACAREG podem fazer um Anjo da Guarda, uma dezena de corda e criar uma Oração original. A área do intelectual está representada na ilha Tékne Logos, um espaço inovador dedicado às novas tecnologias e vários jogos de memória. Aqui, os escuteiros podem programar robôs, construir anilhas luminosas e executar jogos de memória. Na última ilha, a ARS, ilha dedica ao social, é possível utilizar a técnica de serigrafia para “imprimir” o símbolo do ACAREG numa t-shirt, ligando-nos assim todos como elementos de uma grande «tribo».


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“O serviço mais requisitado” no ACAREG O pequeno gabinete da enfermaria, no varandim dos serviços, não tem tido descanso desde o início deste IX ACAREG. A enfermeira Rita Flor, ajudada por Marta Machado, estudante de medicina, mal têm tempo para almoçarem ou jantarem descansados, tal o número de solicitações. Os casos que mais têm aparecido, estão relacionados com as picadas de melgas, mosquitos, vespas, alergias,

indisposições e alguns traumatismos de pouca gravidade. «Temos tido reacções alérgicas exuberantes às picadas de insectos, pequenos ferimentos e muitas indisposições, muitos casos de crises de ansiedade», relata Rita Flor. Também não têm faltado alguns traumatismos, como um braço partido e uma entorse num tornozelo. Até agora a secção que mais tem procurado

o serviço da enfermaria têm sido os exploradores, seguidos dos pioneiros. Alguns casos que inspiraram mais cuidados foram transportados ao centro de saúde do Cartaxo, e outros foram mesmo para o hospital de Santarém. «Tivemos também algumas situações prévias, como por exemplo um miúdo que trazia uma ferimento, e nós tiramos-lhe os pontos em campo», diz Rita Flor.

Com o avançar da semana, começam também a aparecer os primeiros casos de obstipações, e algumas situações de bolhas nos pés, principalmente após o regresso de raides. Em baixo vais encontrar uma grelha com os casos mais relatos na enfermaria. Desafiamos-te a descobrires as oito maravilhas da enfermaria. Podem ver as soluções no próximo JornaLargo.

Desafio! Descobre na vertical, horizontal, ou diagonal as 8 palavras mais pronunciadas na enfermaria

Soluções no proximo número 7


Eles asseguram a alimentação a horas Na azáfama diária do ACAREG, quase não se dá por eles, mas sem eles, não conseguiríamos comer. O serviço de abastecimentos com uma equipa de seis pessoas, sete ao final do dia, garante a recepção e a distribuição dos alimentos necessários para o refeitório dos lobitos e serviços, e para a confecção nos campos dos exploradores, pioneiros e caminheiros.

«Nós começamos a trabalhar às seis da manhã, e algumas vezes só paramos à uma ou duas da manhã do dia seguinte», revela Teresa Loja, responsável por este serviço. Diariamente, este serviço é responsável pelo fornecimento de alimentos para refeições para setecentas e setenta pessoas exploradores, pioneiros e caminheiros, a que acrescem

300 lobitos e 70 chefes dos serviços. «Quando o camião chega, o que acontece dia sim, dia não, descarregamos os produtos frescos para o camião frigorífico que está junto da cozinha, e os produtos não perecíveis, para a tenda dos abastecimentos», explica Teresa Loja. As refeições servidas no restaurante já vêm pré-cozinhadas, e são servidas por uma em-

presa, com a ajuda de dirigentes, em duas linhas distintas: área para Lobitos e área para elementos dos serviços.Só para termos uma ideia da quantidade de refeições servidas, durante toda esta semana serão servidos 1800 pequenos-almoços, 1800 jantares, 900 almoços presenciais e 900 almoços em actividade ao campo dos Lobitos!

Ficha Técnica: Diretor: Paulo Francisco. Coordenador: Pedro Francisco. Redator: Mário Costa Paginação: Pedro Vinagre. Edição: Junta Regional de Santarém do Corpo Nacional de Escutas. Impressão: Tipografia Novagráfica do Cartaxo Lda. Tiragem: 1.000 exemplares.

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Jornalargo nº3