Page 1

TAXA PAGA

4520 Santa Maria da Feira

PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS

Desde 11 de Abril de 1897

Ano CXVIII

Semanário

Direcção: Sandra Moreno

21 Abril 2014

Nº 5861

€0,60 (iva inc.)

40 anos depois, o que mudou a revolução? P.08 e 09

Sexta-feira comemora-se mais um aniversário do 25 de Abril. O Correio da Feira saiu à rua à procura de quem viveu de perto a revolução dos cravos vermelhos.

À descoberta dos tesouros do parque de Santa Maria de Lamas pág. 03

“Não quero prejudicar a formação em prol de uma equipa profissional” Vasco Costa, presidente do Sport Ciclismo de S. João de Ver P. 04 e 05

Fiães Inaugurado o novo pavilhão com pompa e circunstância, passados mais de quatro anos desde o início da obra pág. 15

Hóquei em Patins Estágios das selecções jovens inglesas dão visibilidade ao Concelho pág. 19


02

Correio da Feira 14.ABR.2014

Não baixar os braços

Os valores do 25 de Abril não podem esperar!... Os Pobres também não!...

Mais um “corte” se abateu sobre os pensionistas portugueses! Medida infeliz de comemorar os 40 anos do 25 de Abril. Faz todo o sentido discutir a situação social a que chegámos. Não era este o “D” de Desenvolvimento que Abril idealizou. O 25 de Abril não pode esperar. O nível de pobreza a que chegamos nada tem a ver com os valores de Abril. É caso para perguntar quanto mais têm que crescer a pobreza e as desigualdades para que o Governo acorde para a atual realidade.

A pobreza e as desigualdades socias são observadas por contactos diretos, quer com as pessoas atingidas, quer com as organizações que atuam no terreno. Ainda recentemente a Cáritas chamava a atenção para a gravidade da situação social no país, dizendo que as estatísticas sobre a pobreza estão ainda longe da realidade, por defeito e por desatualização. Diz-nos a Cáritas, É urgente recuperar a dignidade das pessoas. Igualmente, na semana passada, nos recordava o novo Bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos: “cuidar é agir sem demora, sem arrastar ou retardar respostas sociais, porque os pobres não podem esperar!”. Há mais de 50 anos, o Bispo do Porto, (nossa Diocese) na minha infância, D. António Fer-

reira Gomes, em carta dirigida a Salazar, escrevia: “um financismo à outrance” (operado aliás pela compressão dos preços contra o aumento da circulação fiduciária), invertido num economismo despótico, atuando dentro de uma socialidade cujos erros venho procurando apontar, não podia deixar de resultar e resultou efetivamente, em benefício dos grandes contra os pequenos e finalmente na opressão dos pobres. As políticas seguidas por este governo estão a falhar! Não vão ao encontro dos ideais de Abril!. Por sua vez, o desemprego, o endividamento e o empobrecimento estão associados à depressão e à ansiedade. As consequências são também bem conhecidas no que respeita a comportamentos de risco: mais violência doméstica,

mais dependência de álcool e drogas duras. As respostas necessárias, estão já testadas e sintetizam-se em: -Mais protecção social activa e aproveitamento inteligente dos Fundos Europeus; - Politicas activas de emprego e mais regulação laboral e aumento do salário mínimo; - Apoio familiar: respostas ao endividamento; politicas relativas ao alcoolismo; intervenção intersectorial. • Tudo ao contrário do que o Governo tem feito e se propõe fazer ainda, pois já anunciou: • Cortes de rendimentos transitórios convertidos em definitivos; • Mais cortes de rendimentos de salários e pensões anunciados para o próximo orçamento. Não nos esqueçamos, que ainda há cerca de um ano, o Passos Coelho afirmou ao País

que o “Salário Mínimo Nacional não podia aumentar, para que não aumentasse o desemprego”. Combater o desemprego em Portugal com a descida de salários, com o salário mínimo mais baixo e bem mais baixo da União Europeia, é revelador de muita insensibilidade, mas é sobretudo revelador da enorme inconsciência social. Urge inverter o caminho que tem vindo a ser seguido e que nos arrasta para o abismo. As pessoas não podem ser um “jogo” dos interesses económicos do grande capital. A revolução do 25 de Abril foi feita para acabar com esses interesses e eliminar a pobreza em Portugal. Vamos cumprir Abril. Os portugueses merecem melhor! António Cardoso, Deputado do PS na Assembleia da República

Do telefone tradicional ao telemóvel das novas tecnologias

FICHA TÉCNICA

O telefone foi inventado em 1876, nos Estados Unidos, por um tal senhor A. Graham Bell Trata-se dum equipamento eletromagnético de telecomunicações, que se destina a transmitir à distância a voz humana e, ou outros sons. Através dos anos, foram inventados diversos tipos de modelos de telefones, e aperfeiçoados, como todos bem se lembram de alguns, com certeza. Nas últimas décadas, mesmo já depois do aparecimento dos telemóveis, cada vez têm aparecido mais modelos, dos chamados telefones fixos. Em qualquer aparelho telefónico há três componentes essenciais: um transmissor, diante do qual se fala, um recetor, que o ouvinte coloca junto ao ouvido, e o fio que os reúne. Portugal foi um dos primeiros

Directora

Sandra Moreno

sandra.moreno@correiodafeira.pt

Administração Jorge de Andrade

administracao@correiodafeira.pt

Redacção

Daniela Soares

daniela.soares@correiodafeira.pt

Albino Santos

albino.santos@correiodafeira.pt desporto@correiodafeira.pt

países da Europa a instalar uma rede telefónica, por contrato estabelecido entre o Governo Português e a firma inglesa EdisonGower Bell Telephone of Europe Co., Ltd., em 1882. Concessão, que transitou em 1887 para outra firma inglesa, The Anglo-Portuguese Telepfone Company, Ltd. E em 1968 esta foi nacionalizada, passando a designar-se “Telefones de Lisboa e Porto”, (T.L.P.) . Fora das cidades de Lisboa e Porto, o serviço telefónico ficou a cargo dos CTT. E em 1995 o serviço telefónico passou a ficar a cargo da Portugal Telecom, herdeira daquelas duas empresas. O sistema de serviço telefónico inicial era o de magneto, bateria local. Quer dizer: - a energia elétrica necessária ao funcionamento das ligações telefónicas era fornecida a partir de cada aparelho telefónico, cuja primeira lista tinha 22 subscritores em Lisboa e 19 no Porto. Só em 1903 foi inaugurada em Lisboa a primeira estação de bateria central. Ou seja, a energia elétrica passou a ser fornecida a partir de cada central para os aparelhos telefónicos, a ela ligados.

Em 1930 foi iniciado o serviço de telefone automático. Depois apareceram os telefones celulares ou telefones móveis. Mas, já em 1936 se falava no telefone de algibeira. Nessa altura foi notícia nos jornais nacionais a descoberta feita pelo italiano, engenheiro Martini, de um telefone portátil para os automóveis. Setenta e sete anos nos separam já desta notícia, o que acabou por ser uma realidade, em que, os intercomunicadores nos táxis eram ligados a uma estação postal. E logo, logo, veio uma evolução tecnológica, verificada nas telecomunicações, que tem sido surpreendente, com as novas tecnologias. Entramos na era da modernidade e veio a invenção do telefone celular, ocorrida em 1947, pelo Laboratório Bell, nos Estados Unidos. Há diferentes tecnologias na difusão das ondas eletromagnéticas nos telefones móveis. A primeira geração (1G) – a analógica, foi desenvolvida no início dos anos oitenta. A segunda geração (2G) – a digital, foi no final dessa década e no início dos anos noventa. Depois veio a

segunda geração e meia, (2,5G) com melhoras significativas. A terceira geração (3G), digital, apareceu com mais recursos em finais dos anos noventa. E a terceira geração e meia (3,5G) – veio de imediato, com mais melhorias de funcionamento. E o progresso nas novas tecnologias é de tal ordem, que já está em desenvolvimento a quarta geração. Agora, é sabido que, já nos anos trinta as autoridades policiais de Chicago utilizavam aparelhos analógicos, baseados no rádio. Os equipamentos de telefones móveis celulares, ou simplesmente “celulares”, são designados em Portugal por “telemóveis”. Este termo apareceu em finais dos anos oitenta, pela mão dos CTT/TLP, que era o operador único de telecomunicações em Portugal. O serviço de comunicações por telemóvel ganhou popularidade, em detrimento do telefone celular, quando a segunda geração apareceu em Portugal, em 1992, com a criação de TMN. E foi desde aí, que estes equipamentos passaram a designar-se definitivamente por telemóveis.

Já em 2004 existiam em Portugal mais telemóveis do que habitantes. E em 2013 existiam 16,7 milhões de equipamentos, (cartões de telefone), emitidos e divididos: - 7,4 milhões pertenciam à TMN; 6,5 milhões pertenciam à Vodafone e 2,4 milhões pertenciam à Optimus. Atualmente, os telemóveis mais modernos agregam uma série de recursos, tais como: - câmara fotográfica, rádio FM e leitor MP3, PALM ou PC - computador de mão… e mais o que virá a seguir. Não há dúvida alguma de que estamos a viver uma época de avanços tais, que eram inimagináveis há poucas décadas atrás! Houve uma altura em que correu a notícia de que os telemóveis eram prejudiciais para a saúde. No entanto, atualmente não há nenhum estudo que apresente provas concretas, de que os telemóveis acarretem riscos para a saúde. E é esta a história resumida das comunicações telefónicas em Portugal. Alberto Gilde, Santa Maria da Feira

Colaboradores: Alberto Soares, Luís Higino, Roberto Carlos, Serafim Lopes Desporto: Paulo Ferreira, André Pereira, Américo Azevedo, Ângelo Resende, Ângelo Pedrosa, Preço Assinaturas: Artur Sá, Carlos Melo, Jorge Costa, Manuel Silva, Armandino Silva, José Carlos Macedo, António Santos, Bruno Godinho, Dinis Silva, Filipe Freixo, Jorge Silva, Nacional - € 25 Paulo Sérgio Guimarães, Orlando Soares, Orlando Bernadino Silva, Paulo Neto, Pedro Castro, Maria Celeste Rato Europa - € 50

Propriedade: Trazer Noticias, Lda. Registo na C.R.C.de S. M. Feira, n.º 507619269 Contribuinte n.º 507 619 269 Capital Social 5.000 Euros Detentores de mais de 10% do Capital Social Trazer Noticias, Lda.

Registo de Empresa n.º 200537 Registo no N. R. O. C. S., N.º 100538 Depósito Legal n.º 154511/00 Tiragem: 5.000 exemplares (Tirágem média) Impressão: Gráfica Diário do Minho Preço Avulso: 0,60€

SEDE: Rua 1º de Maio, nº 221 A, Espargo - Santa Maria da Feira 4520 - 115 Espargo Telef. 256 36 22 86 - Fax 256 37 28 89 E-mail: geral@correiodafeira.pt

(Os artigos assinados são da inteira responsabilidade dos seus autores, não vinculando necessariamente a opinião da direcção)

Resto do Mundo - € 65

Cobrador:

Cobrador@correiodafeira.pt

Dep. Comercial:

Cíntia Aleluia comercial@correiodafeira.pt

Design e Paginação:

Pedro Almeida pedro.almeida@correiodafeira.pt


Correio da Feira 21.ABR.2014

03

Santa Maria de Lamas // Junta tem em curso projecto de conservação do parque

Um parque repleto de tesouros escondidos Um parque dos anos 50, com peças do gosto pessoal do seu fundador, Henrique Amorim, que se tornou local indispensável para os lamacenses, e outros visitantes, nos quentes dias de Verão. O Parque de Santa Maria de Lamas é um verdadeiro ex-libris, com estátuas por descobrir em cada canto, que a Junta de Freguesia tenta resguardar da erosão do tempo e vandalismo.

Daniela Castro Soares

daniela.soares@correiodafeira.pt

Rei, com soldados dourados a tentar elevá-lo. Para além do verde das plantas e do cinzento das estátuas, há traços de cor pela paisagem, graças às flores, algumas reunidas em cestas, que desabrocham pela Primavera.

Verdadeiro pulmão da freguesia, o Parque de Santa Maria de Lamas é ponto habitual dos populares que querem conviver junto da natureza. Com flora variada, o que verdadeiramente o distingue são as pequenas Projecto de conservação obras de arte que se escondem por em curso entre a vegetação. Logo à entrada, O “historial” de todas estas peças junto ao chamado “Museu da Corti- não é conhecido. Sabe-se, apenas, ça”, está, imponente, o fundador do que captaram o olho de Henrique espaço, Henrique Amorim. À sua Amorim. “Via alguma coisa que volta, várias esculturas. Vemos um gostava e trazia” – diz o presidente rancho, com mais de duas centenas da Junta de Freguesia de Santa de figuras, que primam pelos seus Maria de Lamas, Óscar Neves. Aos sorrisos abertos. Vemos a capela, poucos, foi-se “arquitectando” o ornamentada com figuras religiosas, parque, que começou a ganhar vida e, ao fundo, Nossa Senhora com os nos anos 50, já com a companhia pastorinhos, em admiração. Mais do “Museu da Cortiça”, construído ao longe, conseguimos avistar as na sua envolvente. “Nos anos 50, mesas e bancos para piquenique, o Sr. Henrique Amorim, o Dr. Veiga certamente repletas em dias de de Macedo e o Padre Zé, unidos, sol e calor. fizeram esta grande obra que aqui Ao percorrer o parque, muitas está. Desde então, temos tentado surpresas nos assaltam. Aqui e preservá-la” – afirma Óscar ali, há chaminés coloridas: Neves. azuis, laranjas e verCom um projecto de “Tem de melhas. Alternando conservação em com as chaminés, curso, a Junta de ser tudo renopequenos bonecos Freguesia temvado, mas vamos de pedra, muitos já se preocupado sem cara ou cabefazendo conforme o em “melhorar ça, consequência modernizar” dinheiro que tiver- oeparque, da erosão do temtendo po. Vemos ainda mos disponível” as árvores como um cata-vento, que a maior fonte de antigamente se encarpreocupação. “Este regava de regar todo o ano fizemos uma poda parque, e uma pequena casiporque já há muitos anos nha de pássaros, quase escondida que não se fazia nada às árvores” pelos ramos envolventes. Por fim, – refere o presidente da Junta de há três obras grandiosas. Ao centro, Lamas. Os carvalhos franceses, uma réplica do Castelo da Feira, plátanos e muitas outras espécies ao qual se juntam, um pouco mais do parque tiveram de sofrer esta inafastadas, duas poderosas estátuas tervenção porque começavam a ser brancas. A de Nossa Senhora, com um risco para os visitantes. “Tivequatro figuras representativas do mos de podar as árvores da parte da povo a circundá-la, e a do Cristo- cima porque já estavam a tomar di-

mensões perigosas para quem passava debaixo delas. Agora estamos a plantar novas árvores, com porte mais pequeno” – esclarece Óscar Neves. O projecto já abrangeu uma parte considerável do parque, para que as pessoas possam desfrutar da sombra das árvores em segurança, mas ainda falta a restante área. “Vamos fazendo aos poucos. A situação financeira do país também não é muito favorável e isto exige um investimento grande” – afirma Óscar Neves, adiantando que, para além das árvores, é preciso modernizar a instalação eléctrica e outras acolhedor, está centralizado, fica infraestruturas do parque. “Tem junto à igreja e ao cemitério, tem de ser tudo renovado, mas vamos todos os ingredientes para que as fazendo conforme o dinheiro que ti- pessoas se sintam bem” – elogia vermos disponível. Não é uma obra Óscar Neves que, embora não seja de primeira necessidade, temos originalmente lamacense, sempre outras para além desta, embora o frequentou o parque. “Era para aqui parque esteja mesmo a precisar de que vínhamos em jovens” – recorda. uma intervenção porque o tempo As mesas de piquenique ficam reconsome as coisas” – sublinha pletas e todos desfrutam do ar puro Óscar Neves, acrescentando envolvente. “Nos fins-de-seque também têm sido mana e dias de Verão, substituídas as peças as pessoas passam “No Verão, muito desgastadas. certamente mais “Pelo tempo e pelo no paristo é o ex-libris, tempo vandalismo. Teque do que em mos aqui algumas não há mãos a me- casa. Dá gosto peças feitas com tanta gendir, até porque não ver saber, raras, que te aqui” – diz não se vêem nouo presidente há muitos partros sítios, só que o da Junta de Laques destes” vandalismo também mas. se apodera destas coiO Café Paralelo, sas” – lamenta. que fica junto ao parque, também contribui para essa afluência. “Temos o Café PaPonto de encontro ralelo que ajuda nessa permanência obrigatório A população agradece todo este das pessoas, já que tem um serviço trabalho porque o parque é o seu que satisfaz” – enaltece Óscar ponto de encontro de eleição, Neves. Mas não só os lamacenses especialmente na altura de mais desfrutam do parque. “Vem muita calor. “No Verão, isto é o ex-libris, gente de fora. Ao fim-de-semana, não há mãos a medir, até porque é um ponto de passagem. Passam não há muitos parques destes. É e visitam o parque e o museu, duas

peças importantes que acolhem umas centenas de pessoas” – afirma o autarca, que acredita que o parque valoriza o museu. “As pessoas vêm ver o museu e acabam por almoçar e lanchar no parque, e até permanecem a tarde inteira” – reforça. O feedback é sempre positivo. “Dizem maravilhas. Sentem-se bem e elogiam muito” – revela. Para além de local de convívio, o Parque de Santa Maria de Lamas é casa de alguns eventos da freguesia, como a Festa de Santa Maria, a Feira de Artesanato e o Festival das Colectividades. Mas, devido ao projecto em curso, não será por muito tempo. “Estamos a pensar em retirar daqui esses eventos porque, embora seja muito bonito fazê-los cá, estragam muita coisa. Temos espaços fora do parque, talvez até com condições mais favoráveis, e estamos a pensar usá-los” – adianta Óscar Neves. Recentemente, a freguesia ganhou um novo espaço verde, localizado entre o Intermaché e o Mini-Preço. “Um espaço também muito acolhedor, mas que ainda não tem grandes árvores. Acredito que, mais um ou dois anos, vai ser outro sítio de lazer para a população e para quem nos visita” – afirma Óscar Neves.


04

Correio da Feira 21.ABR.2014

S. João de Ver // Vasco Costa, presidente do Sport Ciclismo de S. João de Ver

“Não quero, de forma alguma, prejudicar a formação em prol de uma equipa profissional” Do Sport Ciclismo de S. João de Ver têm saído talentos que dão que falar no panorama nacional e internacional. Rui Costa, campeão do Mundo em 2013, é um desses exemplos. Mas há muitos outros que o clube sanjoanense tem esculpido para brilhar. Vasco Costa, presidente da associação, é um homem orgulhoso e bem consciente do trabalho que o seu clube tem feito em prol do ciclismo nacional. Daqui a dias, repete-se uma das provas nacionais de referência, com o cunho do S. João de Ver - a Volta às Terras de Santa Maria. Texto: Sandra Moreno Fotos: Albino Santos

O Sport Ciclismo de S. João de Ver tem sido uma casa que Não tem já um substituto? gera grandes talentos. Qual é Não, de maneira alguma. A Volta às Terras de Santa o segredo? Maria está aí mesmo a bater Não há segredo, há muito traba- Nem um nome pensado? à porta. É uma prova que, ao lho. Temos uma pessoa, o Ma- Isso aparecerá naturalmente. longo dos anos, foi adquirindo nuel Correia, que é responsável um protagonismo importante. pelo escalão máximo, os sub- Um clube que tem alguém Ainda se pode esperar mais 23, que, sem dúvida, é como Manuel Correia, desta prova? um grande técnico e a um dos grandes resÉ uma prova internacional, é juntar a isto temos ponsáveis pelo Não pouma das melhores e de refe- toda uma estrusucesso dos rência do nosso calendário tura profissional atletas, prodemos fechar o nacional, onde participam todas de apoio a tovavelmente ciclismo num pavi- terá de ponas equipas profissionais, todas dos os jovens. as equipas sub-23 e algumas Portanto, telhão e cobrar bilhe- derar bem a equipas espanholas. No meio mos pessoas sua substituites para as pessoas ção? do ciclismo, está ao nível das a l i d e r a r o s verem o espectámelhores. Só mesmo a Volta a vários escalões Também não Portugal e a Volta ao Algarve a q u e c o n h e c e m seria muito conculo ultrapassam. bem o ciclismo, veniente, nesta alque conhecem bem tura, no início da époAlguma novidade na edição a nossa forma de trabaca, já termos um nome deste ano? lhar. Temos um departamento que pudesse vir a substituir MaVamos ter quatro etapas, uma médico muito bom. E tudo isto nuel Correia, até porque acredidelas numa parte do centro se reflecte nos resultados des- to que não será necessário. histórico da Feira, o que já portivos. Há ainda a salientar não acontecia há alguns anos. que, sobretudo, no escalão sub- Acha que ele não se vai emTemos também a chegada a 23, mas também nos juniores, bora? Lordelo, em Paredes, uma terra há muitos jovens, de vários pon- Não sei se vai ou se não vai. Ele com grande história no ciclismo. tos do país, que nos procuram e disse que sim e é um homem de Vamos ainda ter a segunda querem vir correr para cá. palavra, mas, na conversa que etapa na Maia, a Capital do tivemos, garantiu-me que não Desporto. Voltamos à Feira, no Manuel Correia, na apresen- tinha qualquer contrato acertado domingo (27), com o contra- tação das equipas, disse ser ou planeado. Simplesmente, Correia não abana com a esrelógio no Europarque. Na parte esta a sua última época no queria mudar alguma coisa na trutura do Sport Ciclismo de da tarde, teremos o tradicional Sport Ciclismo de S. João de vida. Essa mudança até poderá S. João de Ver? circuito no Castelo. Ver. Como vai ser? acontecer aqui. Isso é uma questão que muita Não temos nada planeado nesgente coloca. Nós estamos Acredita numa vitória de um se sentido. Efectivamente, ele Mas se tiver que o substituir, bem assentes e não sei o que ciclista da Liberty? falou que tinha fechado será um processo fácil? vai mudar. Estamos Não. Só se for no um ciclo. Reconheço Sem dúvida que como com um projecto escalão sub-23. que Manuel Correia ele não temos ouque não é para ConheceReconheço Ficava muito t e m a m b i ç õ e s e tro. Não vou dizer acabar. Tudo mos bem o cicliscontente se, a c h o q u e é d e que não tenha já que Manuel Cordepende dos mo, uma grande parte no panorama louvar e meritóalgumas ideias, apoios que reia tem ambições e dos ciclistas do pelotão do ciclistas rio que consiga m a s n ã o a s venhamos a nacional passaram por acho que é de louvar profissionais, chegar a uma quero revelar. ter. A angaaqui, são nossos amigos fosse venceequipa profissio- Acredito, caso e meritório que conriação de pae tenho a certeza absodor um atleta nal. Talvez seja haja necessidatrocínios não siga chegar a uma que tivesse essa a sua am- d e , q u e t e m o s luta de que gostariam está fácil. As equipa profispassado pela bição, mas, como pessoas que ponossas emprede voltar a esta a nossa formação. d i s s e , n ã o t e m o s dem ter a oportusional. sas não estão a casa Temos muitos e, nada planeado. Esta- nidade que o Manuel apostar muito no sem dúvida, que para mos focados no trabalho teve e dar continuidade desporto, e neste caso nós é gratificante ver ganhar al- desta época. ao seu trabalho e chegar ao no ciclismo. A verdade é que guém que passou pela formação seu nível. tudo gira em função do orçadesta casa. Mas já conversaram? mento. Este ano, por exemplo, Sim, já conversamos… Uma possível saída de Manuel independentemente das dificul-

dades, conseguimos manter os patrocinadores, ainda que com orçamentos mais reduzidos. De qualquer forma, não temos a estabilidade de outrora, porque, por exemplo, até agora, o acordo com a Liberty era de quatro anos, agora é anual. Praticamente, acontece o mesmo com a Câmara Municipal. Esta situação deixa-nos com alguma instabilidade, porque não sabemos se voltaremos a renovar os acordos no próximo ano. Acha que é uma situação transversal a todas as modalidades ou é mais notória no ciclismo? O ciclismo, no país, tem imensas dificuldades. O desporto rei é o futebol e sabemos que também os clubes estão a atravessar imensas dificuldades. O ciclismo tem vindo sempre a


Correio da Feira 21.ABR.2014

05

domingos… Sim, são, na maioria, ex-ciclistas, gente que gosta de bicicletas, de praticar desporto. Nunca tivemos dificuldades em termos cá jovens e, actualmente, somos procurados por jovens de todo o país. Isso tem a ver com o patamar que o Sport Ciclismo de S. João de Ver atingiu? Sim. Temos uma boa formação e depois temos uma equipa de sub-23 e são poucas no país. Portanto, há muitos jovens cadetes que chegam a juniores e não têm a oportunidade de darem o salto, porque não há equipas onde possam ser integrados. Como sabem que o Sport Ciclismo de S. João de Ver tem formação e tem sub-23 e sabem também que as equipas profissionais estão sempre atentas aos nossos atletas, e vêm-nos buscar, procuram vir para cá em cadetes ou juniores. Aqui, a nossa política é que todos os jovens têm oportunidade de serem sub-23, independentemente do seu valor. Depois têm de mostrar o seu valor.

baixar, mas a dificuldade é que abandonar o ciclismo. Isso é a nós vivemos apenas e só de única coisa que nos pode trazer patrocínios, não temos outra instabilidade, de outra forma, o fonte de receita. Não podemos clube está capaz de arranjar, até fechar o ciclismo num pavilhão e no seu interior, outro técnico que cobrar bilhetes para as pessoas venha a substituir Manuel Correia. Temos gente jovem verem o espectáculo. O ciclismo anda na rua, ambiciosa que certapelo que temos de mente estará disSe nos ponível e fará um ser sustentados quiserem dar a bom trabalho. O pelos patrocíoportunidade de, clube já existia nios e pelos paralelamente à forantes de Mamunicípios, tendo em conta nuel Correia. mação, termos uma Fui eu que o fui que levamos o equipa profissional, buscar quando nome do nosso vejo isso com bons ele era mecâniConcelho para olhos co do Boavista. todo o país e estrangeiro. A CâmaPortanto, era um ra da Feira tem-nos jovem e tinha deixado há pouco de correr. Sabia apoiado, mas o grande sustento, nos últimos cinco o valor dele e mostrou ser uma anos, tem vindo da Liberty. Mas pessoa capaz e reconheço que não estamos livres de chegar a deveria estar a liderar um proSetembro e nos dizerem que vão jecto profissional.

casa e, quem sabe, ser o próprio É uma pergunta recorrente, Manuel Correia a liderar esse mas a equipa profissional projecto. Contudo, o ciclismo vive de patrocínios e eu não ainda é um sonho? É uma pergunta que nos fa- quero, de forma alguma, prezem todos os anos e todos os judicar a formação em prol de anos respondemos da uma equipa profissional. mesma forma. Se no Se nos quiserem dar a oportunidade de, decorrer da époa autarquia paralelamente à ca nos derem a vai ceder-nos, a títuformação, teroportunidade lo gratuito, a pré-escola mos uma equide abraçarmos de Beire para que possamos esse projecto, pa profissional, criar um centro de estágio vejo isso com acredito que o para acolher os nossos cibons olhos, mas implementareclistas quando têm de viajar nunca de outra mos tão bem para provas ou para que forma, porque o ou melhor do possam fazer treinos que os outros. ciclismo tem de mais intensos Conhecemos bem começar por baixo e não pelo tecto. o ciclismo, uma grande parte dos ciclistas do pelotão nacional passaram É uma modalidade que atrai por aqui, são nossos amigos muitos jovens? Vêem-se muie tenho a certeza absoluta de tos ciclistas por essas estraque gostariam de voltar a esta a das fora, por exemplo, aos

Ao nível do clube, que projectos estão na forja? Temos a ambição de dar melhores condições à nossa estrutura. Houve a oportunidade de podermos transferir a nossa sede para uma das escolas primárias desactivadas, por força da construção do centro escolar. Portanto, a autarquia vai ceder-nos, a título gratuito, a pré-escola de Beire para que possamos criar um centro de estágio para acolher os nossos ciclistas quando têm de viajar para provas ou para que possam fazer treinos mais intensos, por exemplo, nas férias da Páscoa e noutros períodos. Além disso, temos a promessa de que nos será cedida a escola da Fonte Seca, onde queremos criar um centro de estágio, um ginásio aberto a toda a população, conseguindo assim alguma fonte de receita, criar o museu do ciclismo e uma oficina. Acredito que estes projectos, a longo prazo, nos possam dar alguma sustentabilidade. O Clube foi premiado recentemente. É um orgulho? Fomos galardoados na Gala de Desporto, pela Confederação de Desporto de Portugal, com o Prémio Personalidade do Ano. Para nós, foi chegar ao tecto. E isso deve-se à formação e a Rui Costa, que passou por aqui, pela formação, e foi campeão do Mundo em 2013. Muito recentemente, o próprio Governo atribuiu-nos um subsídio de Mérito Desportivo. O que se sente? Sinto que temos sido reconhecidos por todo trabalho que temos vindo a desenvolver e isso é gratificante.


06

Correio da Feira 21.ABR.2014

Obrigado Gentes de Canedo A Suldouro, com a conivência da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira patrocinou, e continua a patrocinar obras emblemáticas do nosso concelho. Algumas executadas, com uma certa urgência, antes das eleições de 29 de setembro, tal como a requalificação de estádios de futebol, outras arrancam no 1º trimestre de 2014 como a esperada e desejada reabilitação da rede viária. Acredito piamente também que algumas freguesias até usem esses mon-

tantes para tapar buracos. Mas não de asfalto, apenas os orçamentais. O que me leva a refletir neste assunto é o cinismo que o poder concelhio tem para com os seus habitantes. Desta vez foram os canedenses a arcar com a responsabilidade de financiar o concelho através da aceitação forçada da construção do aterro sanitário, com tudo aquilo que pode trazer para a saúde, para o ar que respiram, e para o ordenamento

ambiental da freguesia. Tendo em memória todo este episódio, espero bem, que em 2017 este executivo não encontre outra freguesia para “financiar” os investimentos eleitoralistas. Tenho receio que, se vier aí alguma empresa a propor contrapartidas para a instalação, de uma central nuclear (por exemplo), haja alguma freguesia que seja escolhida como vitima e a quem possa cair a fava. Espero que situações lamentáveis dessas não aconteçam e não voltem a

acontecer nem em Canedo, nem em Fornos, nem em nenhuma outra freguesia feirense. Sendo assim, o que me leva a manifestar as minhas preocupações são estes tipos de atitudes/ interesses camarários/ empresariais que são protagonizados apenas para financiamento camuflado de campanhas eleitorais e obras pré eleitorais. Ou serão mesmo para o bem de todos os feirenses? É que virão aí mais novidades da Indáqua, que se refletirão nos

nossos bolsos. A questão é saber se vai ser negociada a contrapartida para uma boa negociação (a favor da empresa claro está) ali para o ano de 2017. É que neste assunto a Câmara Municipal tem metido muita água, e agora está com pouco mais que o pescoço de fora e não irá ajudar os munícipes. E a verdade é que muita coisa está escondida por baixo de água para iludir o eleitorado.

à prática do desporto é a construção de recintos para o efeito. Todos sabiam que a Espanha tinha muitos estádios a mais, até porque tinha em 1982 organizado o Mundial e bastava-lhe modernizar alguns deles. Sabiam todos também e inclusive os detractores, nalguns casos mais estúpidos do que os tais investimentos, que os Austro/Húngaros apresentaram um projecto de construção // melhoramento de 10 estádios de futebol. O que significa que a candidatura de Portugal ficaria arrumada, se não exibisse os tais 10 estádios, novos ou reformados. E a Comissão Organizadora, para além dos que seriam óbvios (Porto, Lisboa (Benfica e Sporting), lançou o desafio a clubes e autarquias para que, se achassem por bem e reunissem as condições impostas pelo Caderno de Encargos, apresentassem as candidaturas que impunham con-

dições bem rígidas, no aspecto construção, no aspecto financeiro e no aspecto da utilização dos equipamentos no post campeonato. E foi dura a luta travada pelas autarquias e clubes relativamente aos estádios que agora são mais problemáticos – Leiria, Aveiro e Loulé/Faro. É de recordar inclusivamente que a cidade de Viseu ficou toda aborrecida porque entendia não dever ser preterida, porque entendia mais justo que fosse o equipamento construído mais no interior, em prejuízo de Aveiro. Só que, segundo comunicado da Organização, o projecto de candidatura de Viseu deixava muito a desejar e ficou vencido. Esta é a verdade. Aquando do anúncio do vencedor e logo que foi anunciado que caberia a Portugal a Organização do EURO 2004, todo o mundo, toda a gente, de certeza que incluindo os mais vergonhosos detractores

de agora, atiraram chapéus ao ar, numa euforia indescritível, porque Portugal viu aumentado o seu prestígio no contexto das nações. As obras foram executadas, segundo os respectivos projectos e na altura marcada para cada caso, os estádios foram sendo disponibilizados e, no jogo jogado pela nossa selecção foi o que se viu. Não correu como se previra e sobretudo como se desejara. Mas … fez-se boa figura. E quanto aos investimentos que alguns estúpidos classificam olhando-se ao espelho e chamando-lhes o que são, saltem sobre quem não está a cumprir com o que se comprometeu e que foram algumas autarquias e alguns clubes. Deixem, desta vez, o Estado de fora.

poucas semanas após o relatório do Tibunal de Contas, sobre a concessão da água e saneamento em terras da Feira, que pôe a nu a dimensão da burla, onde claramente se referem os tremendos encargos para a Autarquia e para os utentes. O responsável da Indáqua diz que não é bem assim. Então assuma que o Tribunal de contas não é entidade séria e que está a mentir. A forma como se refere ao Tribunal de Contas, dando pouca importancia ao conteudo do relatório, demonstra bem a impunidade que

os grandes grupos económicos disfrutam duma Justiça que não tem conta nos poderosos. O manto de silêncio que se vinha mantendo sobre esta importantíssima questão, não pode mais continuar. As justificações da Indáqua não passam de areia atirada aos olhos dos feirenses, numa tentativa de confundir e adiar por mais algum tempo a unica solução justa para a distribuição da agua e saneamento, e que passa pela MUNICIPALIZAÇÃO dos serviços de modo a que possamos usufruir

deles a preços justos, como acontece álias em muitos municipios do país (veja-se a recente decisão das Camaras de Loures e Odivelas) que não cometeram o crime de os entregarem à especulação. A Assembleia Municipal, como orgão de representação do povo, não pode adiar por mais tempo a discussão deste problema, sob pena de ser cumplice desta tremenda imoralidade.

Marco Gonçalves

Investimentos estúpidos O epíteto do título foi atirado pelo dr. Silva Lopes e atirava-se sobretudo aos investimentos feitos em estádios de futebol para o EURO 2004 organizado em Portugal. Claro que ele e outros consideram da mesma maneira os investimentos monstruosos na Expo 98 (muitos deles serão do norte e falam por esses investimentos terem acontecido em Lisboa. Porque se tivessem sido feitos na zona do Porto, poderiam ter sido bem maiores que passavam logo a virtuosos). E, na circunstância com muito mais razão, os investimentos em auto-estradas, absolutamente desnecessárias, tendo ficado provado que não há veículos para tanto asfalto tão logo se começaram a cobrar portagens para nelas se passar. Os poderes centrais, ou porque fossem necessárias algumas vias, ou porque era preciso calar autarcas – os maiores culpados

por muitos destes investimentos – poderiam muito bem ter construído as estradas tradicionais de via simples. Mas o que me leva a este escrito é mais o investimento nos estádios e as maldições que sobre ele vão caindo. Em determinada altura ditada pelos calendários uefeiros Portugal apresentou candidatura para a eventual organização do campeonato Europeu de selecções a realizar em 2004. Toda a gente achou muito bem, toda a gente teceu encómios à F. P. Futebol pelo arrojo da iniciativa e todos arreganhavam a taxa contra os outros dois candidatos, a Espanha, por um lado e a Áustria/ Hungria, por outro. Toda a gente sabia, e também os detractores, que um dos lemas da UEFA e da FIFA é a promoção e divulgação na Europa e no mundo do desporto designado por futebol, sendo que uma dos maiores incentivos

José Pinto da Silva, Caldas de S. Jorge

Mentir compensa? Oh Sr. Dr. Eduardo Marques, ilustríssimo Director Geral da Indáqua. Para faltar à verdade já nos bastava a reiterada prática do Primeiro Ministro, que hoje diz uma coisa, e daqui a nada o seu contrário, ficando com a mesma cara de pau sem roburizar. Então a Indáqua tem prejuizos de vários milhões de euros? Quer vêr que andam a fazer “serviço público” e ainda por cima tem prejuizo? Mesmo com as contrapartidas chorudas garantidas pela Câmara? Com as verbas sem

espinhas? Com o roubo do preço das ligações, cujo valôr há muito devia estar a ser devolvido aos utentes? Com a roubalheira das taxas e tarifas praticadas? Estes senhores já não tem um pingo de vergonha. Vale tudo para manter um negócio ilícito, imoral, que se pode arrastar durante 50 anos, para garantir chorudos dividendos aos accionistas, e luxuosos empregos a directores, gestores e afins. Esta lenga- lenga justificativa do responsável da Indáqua, em grande destaque no último C.F, ocorre

Paulo Alves, Milheirós de Poiares


Correio da Feira 21.ABR.2014

07


08

Correio da Feira 21.ABR.2014

25 de Abril // Muitos elogiam os tempos antes da revolução

“Sem partidos políticos, era só o povo e a alegria de estarmos vivos”

Passaram 40 anos desde que os cravos vermelhos cobriram as ruas e se anunciava a chegada da democracia. Para assinalar a data, o Correio da Feira foi falar com quem viveu de perto o 25 de Abril e sentiu as mudanças que a revolução trouxe à sua vida diária. Daniela Castro Soares

daniela.soares@correiodafeira.pt

centros de saúde. Sou fã do poder autárquico porque sinto que nas autarquias se fizeram coisas maravilhosas” – realça, lamentando, contudo, já não poder dizer o mesmo do governo central. “Já não sou tão optimista quanto ao poder central. Foi à bancarrota nos anos 80, outra vez nos princípios da década de 2000, novamente dez anos depois, e tem andado assim: vacas gordas e vacas magras. Faz-me lembrar as sete pragas do Egipto” – ironiza. Ainda assim, para Celestino Portela, “é tudo uma questão de fé”. “É belíssimo viver em liberdade, ler o livro que se quer ler, ouvir a música que se quer ouvir, passear pelo país, mas há que estabelecer regras. É isso que falta” – revela, criticando a instabilidade governativa. “Sai um governo, entra outro e a situação só piora” – comenta. O ex-vereador acredita que tem de haver uma solução mais permanente. “O que precisamos é de um pacto que fique vinculado por 10, 12 anos. Se cada governo vem com novas teorias e faz diferente, depois não se entendem, não conseguem ajustar” – diz, prosseguindo: “Só querem provocar desgaste ao que está no momento para poderem entrar eles a seguir. Sinto que os governos não têm governado para servir o país, em vez disso procuram seguir as suas clientelas para ver se ganham as eleições. Esse é o nosso mal”.

O ex-vereador da Câmara Municipal da Feira, Celestino Portela, “devia estar tranquilo em casa” quando se deu o golpe de Estado em Lisboa. “Soube depois nas notícias” – revela. Mas o 25 de Abril não deixou de ser, para ele, um dia marcante. “Um dia de sol, resplandecente, cheio de esperança, em que se acreditava que tudo ia correr bem” – conta Celestino Portela, enaltecendo a “euforia” dos portugueses. “Parecia que éramos todos livres. Sem partidos políticos, era só o povo e a alegria de estarmos vivos” – sublinha. Os tempos do Estado Novo foram difíceis. “Havia respeito, ordem, paz social, mas claro que estávamos privados das liberdades fundamentais porque havia censura, a PIDE, o sistema social não estava implementado, só tinha acesso ao ensino quem tinha possibilidades ou vivia nos grandes meios” – explica Celestino Portela, para quem a grande “tragédia” do regime foi a forma como lidou com o Ultramar. “Não tiveram visão para negociar e fazer das colónias novos “Brasis”. Aquela cegueira das guerras coloniais é que criou descontentamento nos próprios militares que serviam o regime. Todos os que festejaram o 25 de Abril estavam a servir o Estado Novo” – salienta. Apesar de tudo, a revolução não implicou grandes mudanças na sua vida diária. “O meu dia-a-dia, Comerciantes desde que me conheço, foi não são grandes fãs trabalhar e continuei a do 25 de Abril trabalhar. Não notei A Casa Plácido, na “Um dia grande diferença” Feira, já tem mais – afirma. Onde de 140 anos. de sol, resplano ex-vereador proprietário, decente, cheio de OManuel sentiu verdaPlácido, deiras meesperança, em que r e c e b e u e s t e lhorias foi no “testemunho” se acreditava que poder autárquido seu bisavô co. “As coisas tudo ia correr e permanece à melhoraram exfrente do estabebem” traordinariamenlecimento desde te. Olhando para o 1948. Quando chegou Concelho, temos coo 25 de Abril, ele estava bertura de ensino, uma série na cidade Invicta. “Nesse dia, de planos culturais, hospital e estava na Louçaria do Norte,

na Rua das Flores, no Porto. nho até Timor” – afirma. Foi lá que surgiram os primeiros Manuel Plácido enaltece as rumores. Depois disso, fui para vantagens daquela época. “Viviao café “A Brasileira” onde havia se em paz, as pessoas tinham uma grande indecisão. Lembro- segurança no emprego porque me de um grupo numeroso de quem arranjasse emprego era direita que estava convencido para toda a vida. A principal que tinha sido uma revolução de preocupação era saber se o Feirense ganhava ou perdia” outros de direita” – conta. Só – diz Manuel Plácido, à noite, em casa, ouviu que não viu o 25 de na rádio o que realmente tinha aconAbril com grantecido. O comerde entusiasmo. “O 25 de Abril “Apercebi-me ciante chegou a ocupar vários era para ser bom, imediatamente que iria aconcargos polítimas não foi. Infe- tecer a mesma cos no Estado Novo devido ao coisa que aconlizmente, não foi” teceu na década seu “sentimento de patriotismo”. de 20, em que as políticas de esquer“Não me arrependo da puseram o país no de nada do que fiz. Tal como a maior parte mesmo estado em que ele da população, entendíamos que está agora. No tempo de Salazar Portugal era Portugal desde Mi- e de Marcelo, orgulhava-me do

meu país. Neste momento, não sei se me orgulho” – lamenta, enumerando algumas liberdades indesejadas que vieram com a revolução. “Certamente que houve coisas positivas, mas a “liberdade” de deitar fogo aos matos, a “liberdade” dos meninos nas escolas intimidarem os professores, a “liberdade” de me assaltarem uma quantidade enorme de vezes… Confesso que o Portugal de Abril não me entusiasma” – revela. Muito deste sentimento está relacionado com as implicações que o 25 de Abril teve no seu negócio. “A minha casa era uma das maiores mercearias do distrito de Aveiro e eu tinha muitos empregados. Com a fúria revolucionária, fui obrigado a despedir o pessoal todo e a indemnizá-los. Estou convencido que o meu pai morreu por causa desse desgos-


Correio da Feira 21.ABR.2014

to” – diz Manuel Plácido, dade. “Durante um, dois que tenta agora “manter anos foi uma preocupação a chama acesa” neste terrível com o que se paspaís que o decepcionou. sava em Lisboa. Vivíamos “Portugal é uma canoa, aquilo através das notícias” uns remam para a direita, – recorda. Hoje, Luís Higioutros para a esquerda, a no está “desiludido” com o canoa não se mexe, está seu país. “Às vezes nem sujeita a virar e irmos to- ouço o telejornal para não dos ao fundo” – comenta. ficar aborrecido” – lança, O proprietário da Casa não acreditando, contudo, Nunes, na Feira, Carlos que outra revolução seja o Nunes, partilha as mes- caminho. “Haveria muitas mortes, mas tammas reservas em bém não vejo relação ao 25 de “No tempo como isto vai Abril. “Quando virar. Está veio o 25 de de Salazar e de difícil e vai Abril, eu nem Marcelo, orgulhacontinuar queria ouvir va-me do meu país. a piorar” – falar nele, Neste momento, profetiza. porque isto No Café Casestava tão não sei se me telo há meia bom e agora orgulho” dúzia de anos, está tão mau” – R o g é r i o A l meida afirma, sublinhando que “sempre viveu melhor soube do golpe de Estado do que agora” e que não quando ainda se encontravê saída para o país. “Não va a descansar. “Estava na compreendo como vão cama, em cima do café, resolver a situação” – diz, onde vivia nessa altura” preocupado, terminando: – afirma, lembrando o es“O 25 de Abril era para ser pírito da data. “O dia foi de bom, mas não foi. Infeliz- facto muito vibrante, ainda que com dúvidas porque mente, não foi”. já se tinham passado alAnsiedade geral e gumas coisas antes, mas ouvido colado à rá- foram apenas ameaças que não deram em nada” dio O proprietário da Loja Sin- - conta. Rogério Almeida ger, na Feira, estava na “não tem muito que se sua oficina, a consertar queixar do antigo regime”. uma máquina de costura, “Ninguém perseguia um quando soube da revo- pobre. Enquanto alguns lução. “Um amigo meu se queixam de que tinham passou aqui e contou-me problemas com a PIDE, eu que tinha havido um gol- não. Como era um pobre pe de Estado em Lisboa. diabo, até poderia dizer Liguei o rádio, fui ouvindo mal do governo se quisesas notícias e, à tarde, nem se, ninguém me dava imtrabalhei. Fui lá para baixo portância” – declara, exempara o Rossio ouvir os plificando: “Chamavam comentários, falar com os informadores, por exemoutros sobre o que estava plo, aos que engraxavam a acontecer, sempre com sapatos na rua, porque a ansiedade sobre o que se PIDE chegava junto deles ia passar” – lembra Luís Hi- e perguntava “engraxaste gino, admitindo, contudo, os sapatos a quem?” e que “na vila da Feira não se eles contavam. Mas eles não iam engraxar os passou nada de excepsapatos ao Rocional nesse dia”. gério, que não Durante o Es“Continuo a tinha calçado tado Novo, o ter muitas dúvidas para engracomerciante se as pessoas que xar, iam ennunca teve estiveram durante estes graxar aos grandes 40 anos à frente da nossa que podiam. problemas. democracia são piores ou Era essa a “Embora se melhores dos que esdiferença”. vivesse numa tavam antes do 25 ditadura, aqui, de Abril” “Aproveina nossa zona, tamos o 25 de íamos para o Café Moderno, falávamos, bem Abril só para aquilo e mal, do regime e nunca que nos convinha” tivemos problemas” – afir- Com o 25 de Abril, vieram ma. Daí que não tenha algumas vantagens. A misentido “grandes diferen- nha situação financeira, e ças” depois do 25 de Abril. de muitas pessoas, antes “Para mim, não mudou do 25 de Abril, era precária, nada de extraordinário. e isso melhorou depois da Passou-se para uma de- revolução” – revela. Mas mocracia e continuou a não só, também ajudou vender-se normalmente” no negócio. “Não tenho – declara. A parte mais dúvidas que o 25 de Abril complicada foram os pri- foi muito bom para toda a meiros anos de instabili-

Carlos Nunes

Luís Higino

Manuel Plácido

Celestino Portela

09

gente, especialmente para os comerciantes. Até aí, era visitado, no café, pela Fiscalização Económica quase todos os meses. Isso acabou com o 25 de Abril” – lembra. Rogério Almeida passou a poder usar então o açúcar amarelo, que era proibido. “Os comerciantes deixaram de ser pressionados, se calhar exageradamente. Passou-se do oito para o 80” – lamenta, acrescentando: “O 25 de Abril foi muito bom mas seria muito melhor se ficássemos não só com as benesses mas também com as obrigações. Mas aproveitamos o 25 de Abril só para aquilo que nos convinha, e não para o bem comum, e daí o que hoje se está a passar”. Rogério Almeida recorda, nesse sentido, uma situação desagradável que viveu no seu café em 1975. “Tive de pôr pessoas cá fora. Eu dizia que eles não podiam beber mais e eles gritavam “liberdade”. A democracia é boa quando é musculada” – brinca. O proprietário do Café Castelo lembra a pobreza vivida durante o Estado Novo, quando só tinha um pedaço de broa para levar para a escola, e episódios marcantes como a queda de Marcelo Caetano e dos governantes de um palanque, num acto político em Aveiro, em que o próprio depois proferiu “Nós caímos mas voltamos a levantar-nos”. Recorda ainda, com carinho, as tertúlias no café com os amigos. “Ouvíamos o Fernando Pessa na rádio, na BBC, a “cascar” no Salazar. Dava de madrugada e nós ouvíamo-lo a contar o que se passava em Portugal e que nós não sabíamos” – comenta, lembrando que o amigo Fernando Pessa lhe costumava dizer: “Se no antigo regime a percentagem de bons políticos era de 10%, não acredites que os que virão agora cheguem aos 5%”. “E continuo a ter muitas dúvidas se as pessoas que estiveram durante estes 40 anos à frente da nossa democracia são piores ou melhores dos que estavam antes do 25 de Abril” – alerta. Apesar de reconhecer a importância da data, Rogério Almeida admite que a erosão do tempo vai atenuar o seu significado. “O 25 de Abril não diz nada a quem tem menos de 50 anos. As coisas vão-se esfumando, é natural. Torna-se diferente por essa razão e não porque deixam de lhe dar importância” – afirma.


10

Correio da Feira 21.ABR.2014

Santa Maria da Feira // Por razões orçamentais

Santa Maria da Feira // Faleceu na semana passada

Estudantes do Isvouga mudam Queima das Fitas para S. João da Madeira

Fátima Magalhães, a eterna fogaceira

A Associação Académica do Isvouga (Instituto Superior de Entre Douro e Vouga), de Santa Maria da Feira, informa que a edição deste ano da Queima das Fitas terá lugar no recinto da Oliva Creative Factory, em S. João da Madeira. A mudança, de acordo com os estudantes, está relacionada com o facto da associação não dispor de verbas provenientes dos pacotes para a Cultura e Educação, que o Governo decidiu congelar a título, bem como pelo facto de “por constrangimentos orçamentais” ao pelouro da Cultura e à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira “não ser possível assumir as despesas de aluguer da tenda.”

Posto isto, a Associação Académica do Isvouga, “viu-se obrigada, pela primeira vez, em muitos anos de existência, a procurar investidores para que a realização deste evento fosse exequível” – dizem, em comunicado, os estudantes, continuando: “felizmente, conseguiu estes investidores, mas que apenas aceitaram investir e trabalhar connosco num local que garantisse as melhores condições para artistas e para os visitantes do evento, e por imposição o local será a Oliva Creative Factory”. A associação de estudantes salienta que é com “grande pesar que tomamos esta decisão, mas o facto é que após várias semanas

a procurar uma alternativa, chegamos à conclusão que pior do que retirar este evento, que já é uma tradição da cidade, seria não presentear os alunos, principalmente os caloiros e finalistas, com uma queima que lhes proporcionasse um sentimento de orgulho quando dizem que estudam ou estudaram no Isvouga, em Santa Maria da Feira”. A associação evidencia, por outro lado, querer garantir que todas as outras actividades da queima, tais como, festival de tunas, serenata aos finalistas, missa, cortejo e imposição das insígnias continuem a ter lugar na Feira, “desde que a Câmara Municipal assim o permita”.

Santa Maria da Feira // No próximo sábado

Centenário do nascimento de Veiga de Macedo O centenário do nascimento de Henrique Veiga de Macedo, conceituado estadista e escritor de Santa Maria da Feira, vai ser assinalado no dia 26 de Abril, às 15h00, no auditório da Junta de Freguesia de Santa Maria de Lamas, a sua terra natal. A abertura da sessão estará a cargo de Óscar Neves, presidente da Junta anfitriã, seguindo-se a apresentação de um documentário sobre Veiga de Macedo, da autoria de Roberto Carlos Reis, investigador do CEGOT – Universidade de Coimbra. A sessão contará ainda com as intervenções de Maria de Belém Roseira, Bagão Félix, Cardoso da Costa, Manuela Eanes, José Veiga de Macedo e do presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Emídio Sousa. No final haverá uma romagem ao cemitério seguida de missa na igreja paroquial de Santa Maria da Lamas. Nascido a 27 de Abril de 1914, em Santa Maria de Lamas,

Henrique Veiga de Macedo desempenhou importantes cargos públicos, entre os quais subsecretário de Estado da Educação de Salazar (1949 – 1955), tendo sido responsável pela conceção, organização e funcionamento do

Plano de Educação Popular, que teve como principal instrumento a Campanha de Educação de Adultos que visava reduzir drasticamente o analfabetismo entre os adultos. Veiga de Macedo foi ainda ministro das Corporações e Previdência Social (1955 – 1961), tendo-se notabilizado particularmente pela promoção da legislação que criou e organizou as primeiras corporações: Lavoura, Transportes e Turismo, Crédito e Seguros, Pescas e Conservas, Indústria, Comércio, Imprensa e Artes Gráficas e Espectáculos. Destacou-se ainda como escritor, particularmente na poesia. Faleceu a 25 de Janeiro de 2005. As comemorações do centenário do nascimento de Henrique Veiga de Macedo são organizadas pela Câmara Municipal e Junta de Freguesia de Santa Maria da Feira, Fundação Comendador Joaquim Sá Couto e Liga dos Amigos da Feira.

Cavalheiro divorciado, 54 anos, boa apresentação, saudável, humilde, sem vícios, carro/casa, deseja conhecer senhora menos 52 anos, com perfil idêntico de boa fé. Futuro compromisso. Tel 931822052

Luís Higino A Dona Fátima Magalhães deixounos inesperadamente na manhã do passado dia 15 de Abril. Contava com 79 anos de idade. Fátima Adelaide de Magalhães Maçãs nasceu na então Vila da Feira no dia 13 de Maio de 1934 no lugar da Misericórdia, na casa situada em frente à loja Singer. Neste lugar, viveu até casar, no ano de 1967, altura em que foi residir para o lugar do Montinho. Era modista de profissão, mas a sua grande paixão era mesmo a Festa das Fogaceiras. Com 8 anos de idade foi fogaceira pela primeira vez e passado alguns anos custou-lhe muito deixar de ir na procissão com a sua fogacinha. Talvez por isso, desde há três décadas para cá, começou a dedicar-se de corpo e alma à organização e à preparação da

procissão e também dos vestidos das jovens fogaceiras, o que o fez até à edição deste ano. Também desde muito jovem esteve sempre ligada à Igreja da Misericórdia. A Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, em comunicado emitido na sua página de facebook “lamenta profundamente o desaparecimento da estimada Fátima Magalhães, que durante dezenas de anos foi um precioso contributo para a preservação da Festa das Fogaceiras, levando uma mensagem de sensibilização às crianças das escolas primárias, e ajudando a preparar e a acompanhar as meninas fogaceiras no dia 20 de Janeiro, feriado municipal. Não sendo funcionária da Autarquia, foi para nós um grande orgulho poder contar com o apoio desta amiga de longa data.” Até sempre Dona Fátima Magalhães.

Para a medida Passaporte para o Empreendedorismo

IAPMEI lança nova fase de candidaturas O IAPMEI lançou uma nova fase de candidaturas à medida Passaporte para o Empreendedorismo com o objectivo de incentivar jovens com formação universitária a desenvolver as suas ideias para projectos empresariais. O período de candidaturas decorre até 15 de Maio, devendo estas serem formalizadas através de formulário próprio, disponível em www. passaporteempreendedorismo.pt. A medida apoia projectos de empreendedorismo inovador com potencial de crescimento, desenvolvidos por jovens licenciados, com idade até aos 30 anos, ou até aos 34

anos no caso de terem mestrado ou doutoramento. Durante um período mínimo de quatro e máximo de 12 meses, os jovens podem beneficiar da atribuição de uma bolsa mensal para trabalharem a sua ideia de negócio, que será complementada com aconselhamento e assistência técnica no desenvolvimento do projecto empresarial. A medida Passaporte para o Empreendedorismo foi criada no âmbito do Programa Impulso Jovem e tem o apoio do FEDER, através do PO Norte, PO Centro e PO Alentejo do QREN.


Correio da Feira 21.ABR.2014

Sociedade // Em representação da Área Metropolitana do Porto

Emídio Sousa nomeado para a comissão de acompanhamento do QREN O presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, Emídio Sousa, foi nomeado representante efectivo da NUTS III “Área Metropolitana do Porto” na comissão de acompanhamento do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), em recente reunião do Conselho Metropolitano do Porto. “O novo quadro comunitário de apoio será essencialmente vocacionado para as acções imateriais, o que representa um novo paradigma de actuação a que os municípios não estão muito habituados e para o qual vai ser necessário um grande esforço de compreensão e redireccionamento das prioridades. O novo quadro comunitário de apoio vai apostar essencialmente no desenvolvimento económico, internacionalização e competitividade das empresas, na valorização das competências profissionais, visando a criação de riqueza e geração de emprego e na coesão social” - refere

o autarca. “Estou convencido de que os autarcas do Norte estão conscientes do novo paradigma de desenvolvimento local a implementar nos próximos anos e da importância que terão as candidaturas supramunicipais, numa perspectiva metropolitana, que obrigará a um grande esforço de concertação de interesses e de cedências mútuas, em benefício do conjunto. Se não conseguirmos trabalhar em conjunto e superar os interesses egoístas, falharemos” - salienta

Emídio Sousa. Esta comissão surge como o órgão colegial que, no âmbito de um programa operacional é, nomeadamente, responsável por analisar e aprovar os critérios de selecção das operações, analisar os resultados da execução e as avaliações on-going, analisar e aprovar os relatórios de execução e todas as propostas de alteração do conteúdo da decisão da Comissão Europeia sobre a participação dos fundos estruturais e de coesão.

Sociedade // Programa Comenius Regio Health4life

Vida saudável aproxima Feira e Turquia Uma delegação de Santa Maria da Feira visitou recentemente a Turquia no âmbito do programa Comenius Regio Health4life. Autarquia, Agrupamento de Escolas Coelho e Castro e Lourocoop partilharam experiências na área da promoção de estilos de vida saudáveis e acompanharam no terreno o trabalho das suas congéneres turcas. Tanto na Turquia como nos países europeus tem vindo a acentuar-se um estilo de vida sedentário, resultante do uso excessivo das novas tecnologias, e associado a ele doenças como a obesidade, a diabetes, o cancro e o stress. O programa Comenius Regio Health4life visa promover um estilo de vida mais saudável e activo, melhorando a qualidade de vida, combatendo o sedentarismo e incutindo hábitos alimentares mais saudáveis nas crianças e jovens. Na base deste intercâmbio

está a cooperação europeia no domínio dos métodos e informações sobre a vida saudável, especificamente entre Portugal e Turquia. Neste segundo intercâmbio – o primeiro aconteceu em Dezembro do ano passado em Santa Maria da Feira – a delegação feirense visitou instituições parceiras, apresentou o resultado de estudos sobre dieta mediterrânica e índices de massa corporal, participaram em workshops sobre alimentação saudável e acompanharam a

apresentação de um livro de receitas tradicional de Portugal e Turquia. O programa Comenius visa melhorar a qualidade e reforçar a dimensão europeia da educação, desde o ensino pré-escolar ao secundário e das respectivas organizações e intervenientes na actividade educativa. Em Junho próximo, Santa Maria da Feira receberá novamente a delegação da Turquia, ao abrigo do programa de mobilidades Comenius Regio Health4life.

11


12

Correio da Feira 21.ABR.2014

Defender o povo e o país

A CDU parte para estas eleições com a confiança alicerçada num longo e profícuo trabalho de décadas, ao longo das quais, dentro e fora das instituições europeias sempre se bateu pela soberania de Portugal e pela melhoria das condições de vida dos trabalhadores e do povo português. Estas eleições assumem um significado especial na medida em que se completam três anos sobre o pacto de agressão subscrito por PS, PSD e CDS. Um período de enorme retrocesso económico e social que confirma o mais completo fracasso das políticas da União Europeia aplicadas com o consentimento e o apoio dos três partidos do pacto. Estes mesmos partidos que, perante o fracasso das suas politicas, propõem mais integração, ou seja, o aprofundamento das causas que afundam o país

e colocam cada vez mais em causa a sua soberania. Nós afirmamos que o reforço da CDU nas eleições do próximo dia 25 de Maio tem um duplo sentido. Permite que mais deputados da CDU, claramente comprometidos com a soberania nacional e o desenvolvimento de Portugal, possam trabalhar mais e melhor na denúncia, no combate e na construção de uma verdadeira alternativa política, patriótica e de esquerda. Por outro lado, constitui um factor essencial para conduzir à demissão do governo e à convocação de eleições antecipadas, para contribuir para a derrota da política de direita, para assegurar a devolução dos salários e direitos roubados, para afirmar e defender os interesses nacionais e para abrir caminho a uma verdadeira alternativa. Conforme temos dito, a CDU afirma-se como a candidatura patriótica e de esquerda que defende no parlamento europeu a nossa produção, a nossa agricultura e pescas, os serviços públicos e a protecção social. Contrariando os partidos da troika que procuram já situar o debate das europeias no plano da semântica à volta das insti-

tuições europeias e dos tratados, a CDU compromete-se a trazer para o primeiro plano da sua campanha eleitoral a realidade dos problemas vividos hoje pela esmagadora maioria dos portugueses. Problemas estes que decorrem na sua maior parte das politicas neoliberais impostas pela União Europeia e aplaudidas de pé pelos partidos do arco da governação. Depois de mais de três décadas em que PSD e PS, com ou sem o CDS, se alternaram na governação do País, e passados três anos sobre o Pacto de Agressão, o País confronta-se com a mais longa recessão económica da sua história contemporânea com o PIB a regredir 5,2%, ou seja, a regredir para níveis de há 12 anos. O investimento caiu cerca de 24%. O desemprego em sentido lato ultrapassa já largamente os 20% da população activa. Ao mesmo tempo, nestes três anos de pacto de agressão, as 25 maiores fortunas aumentaram o seu pecúlio em 16%, e em que o número de novos milionários cresceu mais de 10%. Apesar de todas as manobras de diversão, através das quais os partidos da governação, PS, PSD e CDS, procuram esconder

a sua convergência em todas as questões estruturantes da União Europeia e as suas próprias responsabilidades para o actual estado do país, nunca como hoje foi tão evidente a relação entre os principais problemas do País e os constrangimentos impostos pela União Europeia. Neste sentido, a população do distrito de Aveiro e em particular do concelho da Feira têm no próximo dia 25 de Maio uma oportunidade de mostrar o seu descontentamento face a este descalabro, criando ao mesmo tempo condições para uma alternativa séria e consistente a estas políticas ruinosas. Cabe a cada um valorizar o seu voto e contribuir para impedir este caminho para o abismo. Elementos Biográficos Miguel Lopes Batista Viegas 44 Anos Professor universitário. Licenciatura em medicina veterinária pela Universidade Técnica de Lisboa (1993). Licenciatura em Economia pela Universidade do Aveiro e melhor aluno em economia (2004) Doutoramento em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto (2010).

Mestrado em Planeamento Regional e Urbano pela Universidade de Aveiro e melhor aluno em Planeamento Regional (2013). Nasceu em Paris tendo regressado a Portugal com 10 anos de idade. Exerceu a profissão de médico veterinário entre 1993 e 2011 no sector agro -pecuário, tendo passado por diversas empresas do centro e norte de Portugal. Em 2008, ingressa na carreira académica como docente do Departamento de Economia e Gestão Industrial da Universidade de Aveiro. Como investigador, tem-se debruçado sobre temas como a macroeconomia e a política orçamental. É sócio fundador e dirigente do Clube de Canoagem de Ovar. Como atleta tem vários títulos nacionais em remo e regionais em canoagem. Foi dirigente na Associação de Estudante da Faculdade de Medicina Veterinária. Foi deputado municipal no concelho de Ovar onde residiu entre 1997 e 2010. Participou em diversos movimentos de defesa de serviços públicos. É dirigente do Sindicato dos Professores da Região Centro. É membro da Direcção Regional de Aveiro do PCP e do seu Executivo.

«Europeias» 2014: oportunidade perdida? No dia 25 de Maio próximo estamos convocados a eleição do novo parlamento europeu. Tratase de eleger, de forma indirecta, um novo parlamento, tendo este como uma das suas incumbências a escolha de um novo presidente do Parlamento Europeu à luz do Tratado de Lisboa. Estão em causa 751 lugares sendo 21 deles de deputados portugueses, 7 dos quais, atualmente, deputados do Partido Socialista. Pode ficar tudo como está agora, ou seja um parlamento e uma comissão dominados pelo centro-direita e subalternizados pela Alemanha, impondo políticas de austeridade e de restrições severas e visões de uma sociedade submissa aos caprichos do mercado e aos desmandos do capital, ou pode ser que aconteça o início de uma nova era em que ressurjam de novo velhas e nobres ideias de vida em sociedade que parecem apagadas das consciências e da acção política, em que o homem volte a ser valorizado e com ele, as suas preocupações, desejos,

expectativas e esperanças. Não queremos e presumo que ninguém no seu perfeito juízo quer que continue a preponderar na Europa uma visão meramente mercantilista, economicista, numérica e estatística e que não se preocupa genuinamente com as pessoas e com as suas dificuldades reais, uma Europa em que o mais importante é diminuir o défice que desculpa e parece justificar todos os desmandos, todos os excessos e todas as políticas dos governos dos países mais fracos da União, Portugal evidentemente incluído. Quando se criou em 25 de Março de 1957 a CEE, premonitória da actual União Europeia, a Europa tinha acabado de sair, doze anos antes, do conflito mais sangrento que alguma vez enfrentou e que foi a 2ª Grande Guerra. Não aprendeu com a primeira entre 1914 e 1918 porque a memória dos povos é muito curta. Em 1945 quase toda a Europa civilizada estava em ruínas mas foram precisos milhões de mortos e outros milhões de

estropiados e a destruição brutal do património erigido para que alguém ressuscitasse a velha ideia de uma Europa federal, de um verdadeiro bloco económico, político, social e financeiro que fizesse frente às grande potências e que assegurasse uma paz europeia, senão perpétua, ao menos duradoura. Talvez muitos de nós não saibam ou não o sintam mas, graças à União Europeia, os chamados grandes conflitos europeus terminaram. Desde 1945 que vivemos numa paz relativa, não obstante alguns focos de instabilidade alimentados sobretudo pelos nacionalismos típicos da direita mais conservadora e atrabiliária. Ora, isso não seria possível sem uma união europeia e só por isso já valeu a pena. Acho graça aos que defendem uma saída do euro que é quase o mesmo que dizer uma saída da europa da frente. Só isso mereceria um livro mas… adiante. É claro que não estamos satisfeitos, que o processo de integração e de desenvolvimento europeu conhece, conheceu e co-

nhecerá sempre avanços e recuos mas temos de ter a consciência clara que a humanidade nunca empreendeu antes algo assim desta importância e desta envergadura. A construção europeia é isso mesmo: uma construção que se vai fazendo à medida das dificuldades e das possibilidades e também dos legítimos interesses e expectativas das nações e dos povos. E abarcará muitas e muitas gerações depois de nós porque, por definição esta empresa nunca estará concluída. Por isso, ficar em casa no dia 25 de Maio é a pior das atitudes que nos restam. Estas eleições têm particular importância para todos e, em particular, para nós, portugueses. Em causa está eleger um parlamento de pensamento centro- esquerda, uma real possibilidade, ou continuar com a actual política de restrições severas, de desemprego estrutural, de pobreza forçada e de aumento galopante das desigualdades sociais, ou mudar. Uma votação centro -esquerda, área política onde se situa o Partido Socialista

pode ser uma oportunidade única de mudança como não houve outra até aqui. Recordo os leitores de que o Parlamento Europeu, depois do Tratado de Lisboa viu os seus poderes reforçados incluindo decisões que nos afectam pelo menos tanto como nos afectam as decisões nacionais ou ainda mais. Só por isto já merece a pena votar. Perdendo esta oportunidade quase que perdemos a condição de cidadãos europeus. No fundo, ficando em casa não podemos dizer, com desdém injustificado, que esta Europa não nos serve e não foi a Europa que sonhamos e isto porque não estamos a fazer nada por isso. Receio bem que se repitam os 63,2% de abstenções da últimas eleições europeias (em 1987 apenas se abstiveram 27,8%) mas espero bem que isso não aconteça ou até se agrave. Neste caso não temos razão para lamentos: temos o que merecemos… Armando de Sousa e Silva, PS


Correio da Feira 21.ABR.2014

13

Santa Maria de Lamas // Afirma a APCor com base em vários estudos

Consumidores de França, Itália e EUA preferem a cortiça Os consumidores de vinho continuam a evidenciar uma clara preferência pelas rolhas de cortiça, como demonstram vários estudos desenvolvidos em mercados como os Estados Unidos da América (EUA), Itália e França. Os números apontam para uma preferência de 61 por cento dos americanos; 85 por cento dos italianos; e 83 por cento dos franceses. A Tragon Corporation, uma das mais prestigiadas empresas de estudos de mercado para a área vinícola, refere que a cortiça é o vedante preferido por 61 por cento dos americanos, comparado com três por cento para as cápsulas de alumínio. Comparando o primeiro estudorealizado em 2004 com o actual, a empresa revela que a preferência manteve-se estável, sendo que a cortiça é a escolha para todas as ocasiões, com particular destaque para um jantar especial num restaurante e para dar como oferta, com valores a rondar os 100 por cento de preferência. A cápsula de alumínio surge referida quando a opção é para um vinho de consumo regular.

Quando questionados sobre aquilo que um vedante pode aportar ao vinho, 93 por cento dos americanos refere que a cortiça representa “alta qualidade” enquanto que 50 por cento diz que as cápsulas de alumínio estão associadas a vinho de “baixa qualidade”. Nos EUA, o preço surge como o factor mais importante na escolha de um vinho, com 46 por cento, seguido pelo vedante com 30 por cento.

Em Itália, segundo um estudo realizado pela AstraRicerche (empresa de estudos de mercado), 85 por cento dos italianos considera a rolha de cortiça como o melhor vedante para assegurar a qualidade do vinho. Este valor aumenta para os 91 por cento, quando considerados apenas os inquiridos com idades entre os 45 e 54 anos. Os consumidores questionados consideram, ainda, que a cortiça confere mais valor ao vinho do que os outros vedantes, com 80

por cento das respostas (sendo que contra sete por cento para os vedano valor sobe para 91 por cento se tes de plástico e três por cento para se considerar apenas os inquiridos as cápsulas de alumínio. O estudo entre 45 e 54 anos). No que toca desenvolvido pela OpinionWay reao ritual de abertura, 88 por cento fere, ainda, que 88 por cento dos considera que ao fazê-lo com uma inquiridos diz que a cortiça é o rolha de cortiça é possível aumentar vedante que melhor se adapta a o prazer do consumo do vinho. um “grand cru”, que prefere oferecer A rolha de cortiça transmite, ainda, uma garrafa com cortiça (85%) e valores associados à tradição que a cortiça é sinónimo (75 por cento); a uma de qualidade (84%). imagem de qualidaPara os inquiridos, A cortiça é de (68 por cento); a cortiça contribui a escolha para toelegância (59 por positivamente cento); e com uma das as ocasiões, com para a maturaexcelente ção do vinho particular destaque capacidade para (81%) e é o veproteger o conte- para um jantar especial dante que mais údo e as suas prorespeita o amnum restaurante e priedades (58 por biente (73%). A para dar como cento). Uma percencortiça surge, ainoferta tagem menor, (apenas da, como o vedante 33 por cento), associa a que preserva melhor cortiça à protecção do ambiente o aroma do vinho (73%) e 24 por cento refere como sendo o e que permite a conservação do vedante mais caro. mesmo durante mais tempo (71%). O estudo foi realizado a uma amostra O inquérito foi levado a cabo a 1010 de 503 consumidores de vinho, com indivíduos com mais de 18 anos idade entre os 18 e os 65 anos. e com representatividade a nível Em França, 83 por cento dos consu- do sexo, região e categoria sóciomidores de vinho prefere a cortiça, profissional. Publicidade


14

Correio da Feira 21.ABR.2014

Fiães // Álvaro Correia, o seu proprietário, é o responsável pelas criações em madeira

ME apresenta móveis e artigos de decoração que fazem a diferença numa casa Móveis antigos, modernos, restaurados e recuperados podem ser encontrados na Mobiliário Económico (ME), em Fiães. O seu proprietário é o responsável pelos trabalhos e tem a versatilidade que lhe permite decorar casas muito modernas ou palacetes seculares. Os móveis são uma paixão e, por isso, no Mobiliário Económico (ME), em Fiães, abundam peças originais, trabalhadas pelas mãos do proprietário do estabelecimento comercial. Álvaro Correia há anos que se dedica ao restauro e conservação e criação de móveis de diferentes estilos e épocas. Na sua loja, é possível encontrar peças únicas e originais e réplicas que chegam a atingir valores na ordem dos milhares de euros. A mistura é grande. Há de tudo um pouco na ME. Mobiliário moderno, peças restauradas e outras que saíram da imaginação de Álvaro Correia. As peças ganham, por isso, nova vida oferecida pelo restaurador. “Olho para as peças antigas e dou-lhes uma nova vida e uma outra aparência e, muitas vezes, até utilização” – diz Álvaro Correia. E o mobiliário fala por si. Mesas, aparadores, camas, cadeiras, cómodas e estantes que conheceram um novo aspecto, depois de passarem pela mão do artista. Estão todas à venda e surgem em diferentes estilos. “Tanto podemos decorar

uma casa moderna, como um palacete” - refere o proprietário, salientando que para essa tarefa tem disponível uma equipa para avaliar e concretizar o trabalho. A experiência de anos a trabalhar na madeira permite-lhe a versatilidade. “Tenho peças em que misturo materiais muito antigos com outros muito modernos”. O resultado é apelativo e os clientes costumam apreciar.

Ao mobiliário juntam-se as peças decorativas. Há quadros, jarras, estátuas e estatuetas. Algumas delas oriundas de antiquários e, por isso, com enorme valor. Outras foram concepcionadas por Álvaro Correia, juntando peças soltas que, a maioria até poderia considerar desperdício. “Pego no papel, desenho e depois construo” – destaca, apontando para um quadro feito a partir de almofadas de móveis velhos. A ME integra também uma oficina, onde se podem encontrar uma série de móveis antigos, inacabados, velhos e modernos. Estão à espera de um novo olhar de Álvaro Correia ou de uma exigência especial de um cliente. “Fazemos mobiliário à medida

e de acordo com os gostos e preferências do cliente” – nota. A esposa dá-lhe uma ajuda, mas na arte da pintura. E a sua especialidade são as louças. “Temos serviços de porcelana e outras peças decorativas pintados à mão” - refere o proprietário do estabelecimento comercial de Fiães. As louças, em porcelana, e decoradas pelo pincel de Leontina Correia têm feito sucesso.


Correio da Feira 21.ABR.2014

15

Arbitragem desastrosa marca jogo sem golos

Selecções inglesas dão visibilidade ao Concelho

Sanjoanense passa incólume em Canedo

Feirense a uma vitória do título da 3.ª Divisão

Terras de Santa Maria acolhem os melhores

Líder da 1.ª Divisão Distrital venceu, por 2-0, no Campo das Valadas.

Fogaceiros venceram o Lamego (11-8) e beneficiaram dos empates de Lamas Futsal e ABC Nelas.

6.º Grande Prémio Liberty Seguros-Volta às Terras de Santa Maria decorre de 25 a 27 de Abril.

Feirense e Trofense empataram a zero para a 2.ª Liga, num jogo com muitos casos.

Estágios das equipas jovens de Inglaterra já renderam mais de 500 mil euros ao Concelho.

Futebol

Futsal

Ciclismo

Futebol

Hóquei em Patins

pág. 17

pág. 18

pág. 21

pág. 16

pág. 19

Destaque // Piso, único no país, está vocacionado para a prática do voleibol, mas o espaço poderá ser utilizado por outras modalidades

Novo pavilhão de Fiães inaugurado com pompa e circunstância O Pavilhão de Fiães foi finalmente inaugurado, no dia em que também se celebrava o 13.º aniversário da elevação da freguesia a cidade. Obra custou 1,4 milhões de euros, sendo que 800 mil foram comparticipados. À entrada do pavilhão, no passado sábado, estavam muitos palhaços, que transformavam balões em divertidos bonecos para as crianças, alguns corajosos, com fatiotas a rigor, que experimentavam a altura das andas e muitas crianças com fitas coloridas e caras pintadas. Esperavam ainda, ansiosos, os jovens atletas do CD Fiães e a população fianese, que se deslocou em peso ao local para espreitar o novo equipamento. A cerimónia começou com a bênção do novo espaço, pelo padre José Campos. Seguiu-se uma visita guiada pelas instalações, que acabou na quadra desportiva, onde se realizaram os discursos. “Depois de toda a tinta que correu nos jornais, é com muito orgulho que inauguramos esta casa magnífica que irá engrandecer o CD Fiães e também o Fiães Sport Club” – afirmou o presidente da Junta de Freguesia, Valdemar Ribeiro. O presidente da Câmara, Emídio Sousa, foi mais longo na sua intervenção. “Foi uma obra difícil, que só com a boa vontade de todos foi possível executar” – disse, agradecendo o contributo de todos os que estiveram envolvidos no projecto e admitindo que “demorou mais tempo do que gostaria” devido a “problemas inesperados” com a empreitada. “Sofri muitas críticas e incompreensões, mas esta é uma obra que nos orgulha porque a Câmara entende que deve apostar

Uma vitória e uma derrota em amigáveis Aproveitando as festividades relativas à inauguração no novo pavilhão, a equipa sénior masculina do CD Fiães disputou duas partidas de preparação para o que resta da temporada 2013/2014. O primeiro jogo-treino, realizado na passada sexta-feira, terminou com uma derrota, por 3-0 em sets, frente ao Fonte Bastardo. No dia seguinte, logo a seguir à cerimónia de inauguração do pavilhão, a equipa fianense teve melhor sorte diante do Clube Atlético da Madalena, tendo vencido por 2-1 em parciais. Infraestutura, inaugurada por Valdemar Ribeiro e Emídio Sousa, tem um piso único no país

Mundial escolar fecha em festa

noutras modalidades” – salientou. Embora o moderno equipamento desportivo, com um piso único no país, esteja vocacionado para a prática do voleibol, poderá também ser utilizado por outras modalidades. Com seis balneários, posto médico, sala polivalente, e restantes espaços, o Pavilhão de Fiães foi um investimento de cerca de um 1,4 milhões de euros, sendo que 800 mil foram comparticipados. “A

Emídio Sousa referiu que as selecções que participaram no recente Mundial de Voleibol Escolar ficaram “encantadas” com no novo pavilhão da cidade

prática desportiva é extremamente saudável e espero que aproveitem este equipamento para a realizar” – declarou Emídio Sousa, pedindo, no entanto, aos atletas “que não deixem estragar o pavilhão”. “Gostaria que o Concelho tivesse uma equipa na 1.ª Divisão. Quero estar nesta bancada a aplaudir-vos” – lançou. A cerimónia terminou com uma actuação de dança, um Porto de Honra e um jogo de voleibol do CD Fiães.

China Taipei, em masculinos, e Turquia, na vertente feminina, foram os vencedores do Campeonato do Mundo de Voleibol Escolar, que se desenrolou, entre 9 e 17 deste mês, nos concelhos de Santa Maria da Feira e de Espinho. A selecção portuguesa masculina terminou na 13.ª posição, enquanto a feminina foi 4.ª classificada. O evento, que passou, no concelho feirense, pelos pavilhões de Arrifana, Lourosa, Santa Maria da Feira e Fiães, contou com a presença de cerca de 900 atletas, em representação dos 31 países em competição.


16

Correio da Feira 21.ABR.2014

2.ª Liga // Empate permite ao Feirense garantir, matematicamente, a manutenção

Arbitragem desastrosa marca jogo sem golos

Jorge Gonçalves falhou um penálti

Duelo entre Feirense e Trofense, que terminou sem golos, ficou manchado por uma actuação desastrosa da equipa de arbitragem. Fogaceiros garantem, matematicamente, a manutenção. Num jogo com poucas oportunidades, brilharam os guarda-redes, que defenderam uma grande penalidade cada um. Com uma estratégia de contenção, o Trofense poucas vezes incomodou o guardião Marco durante a primeira parte. O Feirense tomou o controlo do desafio desde cedo, e ficou perto do golo aos 8 minutos, quando Ricardo Barros atirou para defesa atenta de Diogo. Aos 25 minutos, Barge rematou ao poste. O Trofense respondeu aos 36 minutos, num lance em que Zé Pedro salva, em cima da linha fatal, um cabeceamento de Dennis, após jogada confusa na área fogaceira. Em cima do intervalo, Rui Costa assinalou penálti num lance em que Ícaro desarmou, sem falta, Riascos.

Fábio e Ruben Oliveira foram convocados para um estágio de preparação, em Rio Maior, da selecção nacional Sub-20, no dia 21 de Abril

O defesa brasileiro foi expulso, e foi de fora que viu Marco parar o remate de Hélder Sousa, tendo Cris, em cima da linha, evitado que Preciado marcasse na recarga. Em inferioridade numérica, o Feirense foi venenoso no contra-ataque, com Hélder Rodrigues, Fábio e o desinspirado Jorge Gonçalves a criarem muitas dificuldades à defensiva contrária. A melhor chance da segunda metade surge aos 79 minutos. Jorge Gonçalves foi derrubado pelo guarda-redes na grande área, mas quem foi expulso foi Tiago Mesquita... Porém, Jorge Gonçalves permitiu a defesa de Diogo. Estádio Marcolino Castro

FEIRENSE TROFENSE

0 0

Árbitro: Rui Costa (Porto) Feirense: Marco, Zé Pedro, Ícaro Tonel, Diogo Bittencourt, Sténio, Cris, Fábio, Barge (Hélder Rodrigues, 63), Valente (Valdinho, 84), Ricardo Barros (Jorge Gonçalves, 46) T: Pedro Miguel Trofense: Diogo, Tiago Mesquita, Márcio, Luiz Alberto, Dennis (Maicon Assis, 46), Matheus, Tiago, Hélder Sousa, Nanissio (João Jesus, 67), Preciado, Riascos (Rateira, 84) T: Porfírio Amorim

Amarelos: Ícaro (30 e 43), Dennis (31), Preciado (45+2), Cris (45+2), Brayan Riascos (45+2), Ricardo Barros (45+2), Barge (56), Luiz Alberto (74), João Jesus (82), Matheus (88) Vermelhos: Ícaro (43), Tiago Mesquita (78)

LIGA 2 CABOVISÃO

Resultados - 39.ª Jornada União da Madeira 3 0 Portimonense Tondela 2 1 Santa Clara Feirense 0 0 Trofense Chaves 2 1 Desportivo Aves Académico Viseu 2 0 Leixões Farense 1 1 Atlético CP Oliveirense 3 1 Beira-Mar Sp. Covilhã 0 0 Penafiel Marítimo B 23-Abr Sporting B

Moreirense 1 0 Sp. Braga B F. C. Porto B 4 1 Benfica B Classificação J V E D F - C P Moreirense 39 19 15 5 62 - 24 72 F. C. Porto B 39 21 7 11 52 - 37 70 Penafiel 39 17 18 4 43 - 20 69 Benfica B 39 19 9 11 74 - 52 66 Desport. Aves 39 17 11 11 39 - 32 62 Sporting B 38 18 8 12 53 - 45 62 Portimonense 39 17 10 12 51 - 45 61 Chaves 39 17 9 13 53 - 53 60 Tondela 39 16 11 12 40 - 34 59 Acad. Viseu 39 16 6 17 41 - 34 54 Farense 39 13 12 14 41 - 42 51 União Madeira 39 14 8 17 48 - 42 50 Beira-Mar 39 13 10 16 41 - 45 49 Feirense 39 10 18 11 38 - 42 48 Santa Clara 39 12 8 19 36 - 44 44 Oliveirense 39 12 8 19 53 - 70 44 Sp. Covilhã 39 12 8 19 32 - 48 44 Leixões 39 12 7 20 40 - 55 43 Trofense 39 10 13 16 33 - 60 43 Marítimo B 38 11 9 18 34 - 47 42 Sp. Braga B 39 11 8 20 41 - 54 41 Atlético CP 39 8 13 18 31 - 50 37 Próxima Jornada - 26 e 27 de Abril Benfica B - Farense - 26/04 Portimonense - Académico de Viseu Santa Clara - Moreirense Trofense - Oliveirense Desportivo das Aves - Sp. Covilhã Leixões - Tondela Atlético CP -Feirense, 16h Beira-Mar - União da Madeira Penafiel - Chaves Sporting B - F. C. Porto B Sp. Braga B - Marítimo B

CNS - Subida

CNS - Manutenção

Albergaria decisivo em Vizela

Lourosa empata em Bustelo

Com Pedro Albergaria em grande destaque, o S. João de Ver travou o Vizela na corrida pela subida à 2.ª Liga. Os sanjoanenses arrancaram uma igualdade a um golo, selada com um autogolo de Luís Ferraz, a cinco minutos dos 90. Necessitada de pontos para não perder o comboio da subida, a equipa do Vizela entrou determinada em resolver cedo a partida. Porém, encontrou pela frente um inspirado Pedro Albergaria, que segurou o nulo durante toda a primeira metade. Com o passar dos minutos, o Vizela foi carregando na busca do golo, que surgiria à entrada do último quarto-de-hora, por intermédio de Tiago Ronaldo. O mais difícil parecia conseguido para os vizelenses, que não contavam com a traição de Bruno Ferraz aos 85 minutos, quando marcou na própria baliza. Na próxima jornada há duelo aveirense, com o S. João de Ver a receber o Cesarense, que nesta jornada foi surpreendido, em casa, pelo Limianos (2-0). O jogo disputa-se no domingo, a partir das 16h.

Bustelo e Lusitânia de Lourosa não saíram do nulo. Os lusitanistas entraram melhor no jogo. Aos 11 minutos, Batista, de cabeça, obrigou Janita a aplicar-se. Pouco depois, Inverno, que regressou a uma casa que bem conhece, desmarcou-se bem mas, quando se preparava para rematar, viu um defesa contrário desarmá-lo. O Bustelo só ameaçou nos instantes finais da primeira parte, mas foi na etapa complementar que se mostrou mais perigoso. Logo a abrir, Ayrton atirou para defesa apertada de Rui Pedro. O ímpeto da equipa da casa aumentou com a expulsão de Rui Jorge, por duplo amarelo, mas Vítor Fonseca, na execução de um livre directo, mostrou que o Lusitânia de Lourosa não se iria limitar a defender. Porém, nos últimos 10 minutos, o Bustelo intensificou a pressão e quase chegou à vitória. Primeiro por Dany, que rematou por cima, e pouco depois por Rafa, que cabeceou ao poste. Num jogo dividido, com duas partes bem distintas no que ao domínio territorial diz respeito, a divisão de pontos aceita-se.

Estádio do FC Vizela

VIZELA S. JOÃO DE VER

Estádio Quinta do Côvo

1 1

BUSTELO LOUROSA

0 0

Árbitro: Ianco Vasilica (Vila Real)

Árbitro: Luís Dionísio (Leiria)

Vizela: Tiago, João, Diogo, Zé Manel, Talocha, Tiago Ronaldo, André, (Rui, 35), Luís Ferraz (Miguel, 87), Moreira (Camará, 59), Hugo, Fininho T: Emanuel Simões

Bustelo: Janita, Miguel Bruno (Rafa, 46), Diego, Dany, Ayrton, Marcelo, Zé Pedro (Tiago, 84), Paivinha, Muge (Nani, 60), Aguiar, Renato T: Miguel Oliveira

S. João de Ver: Albergaria, Márcio, Cancela, Rui Silva, Xavi (Machadinho, 72), João Pedro, Américo (Paulo Jorge, 88), Cândido Costa (Rui Lopes, 77), Ruben Gomes, Vítor Hugo, Júlio T: Francisco Batista

Lourosa: Rui Pedro, Rui Jorge, Andrezinho, Ivo, Inverno, Vítor Fonseca, António, Sanguedo, Chapinha (Bazuca, 80), Moisés (Lima, 60), Batista (Nelson, 72) T: Joaquim Martins

Amarelos: Cancela (25), João Pedro (44), Cândido Costa (68), Albergaria (78)

Amarelos: Vítor Fonseca (22), Marcelo (24), Rui Jorge (36 e 66), Moisés (45), Renato (73), Zé Pedro (76), Andrezinho (78), Diego (90+2) Vermelho: Rui Jorge (66)

Golos: Tiago Ronaldo (74), Luís Ferraz (85 pb)

CAMPEONATO NAC. SÉNIORES 2.ª Fase (Subida) - Zona Norte

Resultados - 10.ª Jornada Vizela 1 1 São João de Ver Cesarense 0 2 Limianos Boavista 0 1 Freamunde Bragança 1 2 Vit. Guimarães B Classificação J V E D F - C P Freamunde 10 7 2 1 16 - 4 23 Vizela 10 6 2 2 20 - 9 20 V. Guimarães B 10 5 3 2 18 - 10 18 Boavista 10 4 2 4 10 - 11 14 Bragança 10 3 2 5 14 - 15 11 Cesarense 10 3 2 5 8 - 16 11 S. J. de Ver 10 2 2 6 10 - 21 8 Limianos 10 1 3 6 7 - 17 6 Próxima Jornada - 27 de Abril Vitória de Guimarães B - Vizela São João de Ver - Cesarense, 16h Limianos - Boavista Freamunde - Bragança

CAMPEONATO NAC. SÉNIORES 2.ª Fase (Man./Desc.) - Série D

Resultados - 10.ª Jornada Cinfães 2 0 Anadia Sp. Espinho 3 0 AD Grijó Estarreja 1 0 Lusitano FCV Bustelo 0 0 Lusitânia Lourosa Classificação J V E D F - C P Anadia 10 4 4 2 11 - 7 29 Cinfães 10 6 1 3 13 - 7 28 Lourosa 10 4 3 3 8 - 6 27 Bustelo 10 2 3 5 7 - 8 25 Lusitano FCV 10 4 2 4 9 - 8 24 AD Grijó 10 3 3 4 15 - 18 23 Sp. Espinho 10 3 3 4 10 - 11 21 Estarreja 10 4 1 5 7 - 15 21 Próxima Jornada - 27 de Abril Lusitânia de Lourosa - Cinfães, 16h Anadia - Sp. Espinho AD Grijó - Estarreja Lusitano FCV - Bustelo


Correio da Feira 21.ABR.2014

17

Distritais // Stefan sentiu-se mal já muito perto do minuto 90 e foi encaminhado para o Hospital pelos Bombeiros Voluntários de Lourosa

Sanjoanense passa incólume em Canedo João Pedro, a abrir a primeira parte, e Mário, no arranque da segunda, marcaram os golos do triunfo do líder em Canedo. Perto do fim, Stefan sentiu-se mal e foi para o Hospital S. Sebastião. A líder Sanjoanense passou incólume no Campo das Valadas. Os golos de João Pedro e Mário, a abrir as duas partes, deram corpo a uma vitória justa do conjunto de S. João da Madeira, ainda que por números exagerados. O jogo começou praticamente com o primeiro golo do desafio. João Pedro aproveitou uma desatenção do sector mais recuado canedense e bateu David. O tento sofrido fez mossa no Canedo, que demorou a reagir. Porém, quando o fez, colocou a defensiva contrária em sentido, mas faltou eficácia para anular a desvantagem. Tal como na primeira metade, a Sanjoanense voltou a entrar melhor no segundo tempo e foi recompensada com o 2-0, num lance em que dá a sensação

Campo das Valadas

0

2

Árbitro: Renato Soares Canedo: David, Fábio, Joel, João, Manu, Valter, Rui (Cláudio, 70), Ricardo Samu, Nuno Fruta (Alex, 60), Ruben (Marcinho, 60), Álvaro T: João Paulo Sanjoanense: Diogo, Jonas, João Pedro, Gamarra, Vítor, Letz, Catarino (Cris, 75/Cabel, 85), Filipe, Mário, Ruisinho (Osório, 65), Stefan T: Pepa Amarelos: Fábio, Rui, Ruben, Vítor, Letz, Filipe

Canedo tentou travar o líder do campeonato, no Campo das Valadas, mas não foi feliz que Mário comete falta sobre um defesa antes de empurrar para o fundo da baliza. O público não gostou da decisão do trio de arbitragem e os ânimos exaltaram-se nas bancadas. No

campo, a partida foi perdendo interesse, com a Sanjoanense a guardar bem a vantagem de dois golos que havia construído. Já muito perto do fim da partida, Stefan sentiu-se mal, o que levou

Na 1.ª Divisão, o Milheiroense e foi goleado e caiu em zona de despromoção

U. Lamas goleia Argoncilhe e fica a uma vitória do título na Série A da 2.ª Divisão No topo da 1.ª Divisão Distrital de Aveiro continua tudo na mesma. A Sanjoanense venceu (ver texto principal), tal como o Gafanha, que goleou o “lanterna vermelha” Valonguense por uns incríveis 9-0. Mais abaixo na classificação, o Fiães recebeu e bateu o Avanca, por 3-1. Sousa, que bisou, e Ruben marcaram para os fianenses. Menos sorte teve o Soutense na visita à casa do Famalicão, onde não conseguiu melhor do que uma igualdade a um golo. Fernando Jorge apontou o tento de honra do conjunto de S. Miguel de Souto. Em pior situação está o Milheiroense, que sofreu uma derrota pesada (4-0) na recepção ao Mealhada, e caiu para a zona

vs

de despromoção ao segundo escalão de Aveiro. Na Série A da 2.ª Divisão, o líder, U. Lamas, não deu hipóteses ao Argoncilhe, tendo vencido por 5-0. Samu foi a figura do jogo, ao completar um “hat-trick”, tendo Nandinho e o inevitável Kaká

O Alvarenga-Romariz, da Série A da 2.ª Divisão, não se realizou devido à falta de comparência do Romariz, que teve problemas na carrinha

apontado os restantes tentos lamacenses. Na segunda posição continua o Paços de Brandão, que venceu em Rio Meão por 2-1. Litos marcou para os locais, tendo Ratinho e Diogo festejado para os brandoenses, que mantiveram distância para o Lourosa B, que derrotou o Lobão com um golo solitário de Justo. Quem também venceu por 1-0 foi o Sanguedo, na recepção ao Real Nogueirense. Bruno foi o autor do único golo do desafio. Já o Mosteirô FC não conseguiu melhor do que uma igualdade (2-2) diante do Macieirense, com golos de Fábio Ferreira e Machado, enquanto o Caldas S. Jorge foi derrotado em S. Vicente Pereira, por 2-0.

Golos: João Pedro (4), Mário (55)

à interrupção da partida durante largos minutos, enquanto chegavam os Bombeiros Voluntários de Lourosa, que transportaram o avançado, natural da Suíça, para o Hospital S. Sebastião, em Santa

Maria da Feira. Os três pontos somados em Canedo deixam a Sanjoanense na liderança da 1.ª Divisão. O conjunto canedense mantém-se na 10.ª posição.

I DIVISÃO DISTRITAL

II DIVISÃO DISTRITAL - Série A

Resultados - 28.ª Jornada AC Famalicão 1 1 Soutense Fiães 3 1 Avanca Canedo 0 2 AD Sanjoanense Esmoriz 3 0 Oliveira do Bairro Gafanha 9 0 Valonguense Mourisquense 1-Mai Paivense Cucujães 1 1 Carregosense 0 4 Mealhada Milheiroense Alba 1 0 Águeda Classificação J V E D F - C P Sanjoanense 28 21 4 3 61 - 20 67 Gafanha 28 20 6 2 61 - 21 66 Alba 28 16 7 5 43 - 24 55 Oliv. Bairro 28 16 6 6 62 - 36 54 Águeda 28 15 5 8 54 - 34 50 Esmoriz 28 14 5 9 38 - 33 47 Fiães 28 11 11 6 48 - 33 44 Avanca 28 13 3 12 54 - 45 42 Carregosense 28 10 9 9 29 - 28 39 Canedo 28 9 7 12 31 - 50 34 Soutense 28 7 9 12 33 - 38 30 Paivense 27 6 10 11 34 - 38 28 Mealhada 28 6 9 13 29 - 42 27 Cucujães 28 6 8 14 31 - 51 26 Milheiroense 28 5 10 13 27 - 47 25 Mourisquense 27 7 3 17 30 - 47 24 AC Famalicão 28 4 10 14 22 - 40 22 Valonguense 28 2 4 22 21 - 85 10 Próxima Jornada - 27 de Abril Águeda - AC Famalicão Soutense - Fiães Avanca - Canedo AD Sanjoanense - Esmoriz Oliveira do Bairro - Gafanha Valonguense - Mourisquense Paivense - Cucujães Carregosense - Milheiroense Mealhada - Alba

Resultados - 27.ª Jornada ACRD Mosteirô 1 1 Mansores Alvarenga N/Re Romariz F. C. Rio Meão 1 2 Paços Brandão Lusit. Lourosa B 1 0 ADC Lobão Mosteirô F. C. 2 2 Macieirense União de Lamas 5 0 Argoncilhe São Vic. Pereira 2 0 Caldas S. Jorge Sanguedo 1 0 Real Nogueirense Classificação J V E D F - C P União Lamas 27 23 2 2 77 - 11 71 P. Brandão 27 19 7 1 67 - 19 64 Lourosa B 27 17 5 5 54 - 26 56 Macieirense 27 15 7 5 37 - 25 52 Mansores 27 14 6 7 62 - 42 48 Mosteirô FC 26 14 6 6 50 - 36 48 Alvarenga 26 10 5 11 29 - 34 35 C. S. Jorge 27 10 4 13 32 - 42 34 Sanguedo 27 9 6 12 28 - 41 33 Rio Meão 27 8 6 13 43 - 50 30 ADC Lobão 27 8 6 13 25 - 42 30 ACRD Mosteirô 27 7 6 14 29 - 51 27 S. V. Pereira 27 7 4 16 37 - 55 25 Argoncilhe 27 7 4 16 26 - 48 25 Real Nogueir. 27 2 5 20 23 - 61 11 Romariz FC 25 3 1 21 18 - 60 10 Próxima Jornada - 27 de Abril Romariz F. C. - Mansores Paços de Brandão - Alvarenga ADC Lobão - Rio Meão Macieirense - Lusitânia de Lourosa B Argoncilhe - Mosteirô F. C. Caldas de São Jorge - União de Lamas Real Nogueirense - São Vicente Pereira Sanguedo - ACRD Mosteirô

Centro de Estudos Crescer

ESTE ESPAÇO PODE SER SEU

FUNERAIS * TRANSLADAÇÕES CREMAÇÕES * ARTIGOS RELIGIOSOS Avenida do Brasil, Loja nº472 | 3700-068 S. João da Madeira Telm: 910 426 948 | 964 753 988

Publicite por menos de 1€ dia Contacte-nos: comercial@correiodafeira.pt ou 967 439 762

Santa Maria de Lamas (perto do Banco Millennium)

ara ra-te p Prepa eríodo o 3.º p

Apoio ao Estudo; Explicações individuais; Atividades nos períodos de férias 917711573/ 919930535


18

Correio da Feira 21.ABR.2014

3.ª Divisão Nacional // Lamas Futsal empatou fora

1.ª Divisão Distrital // Por 2-1, em Lourosa

Opinião

Feirense está a uma ISPAB Futsal bate Juventude de Fiães vitória do título

O custo da formação

Rufino Ferreira

Bife protege a bola de Lucho

Fuka bisou na vitória do Feirense frente ao Lamego

Feirense não deu hipóteses ao frágil Lamego e está a uma vitória do título. Lamas Futsal foi infeliz em Gondomar. Empatou (1-1) num jogo em atirou cinco vezes aos postes. Embalado pela subida à 2.ª Divisão Nacional, que havia conquistado, matematicamente, na ronda anterior, o Feirense entrou forte diante do Lamego, que se mostrou bem organizado e a tentar sair com perigo em rápidos contraataques. No entanto, ao intervalo, o resultado já era favorável aos fogaceiros por 4-1. Na segunda parte, a diferença entre as equipas foi-se tornando mais notória no marcador. O Feirense conseguiu avolumar o marcador até aos 11-3, assistindo-se, depois, a alguma desconcentração dos azuis e a um jogo atípico, conseguindo o Lamego reduzir até aos 11-7 finais. Menos sorte teve o Lamas Futsal em Gondomar. Uma vitória deixava os lamacenses com a subida na mão, e foi com esse espírito que os pupilos de Luís Alves abordaram o desafio. Após um primeiro que não teve golos, com as melhores chances a pertencerem aos rubro-negros, o Lamas Futsal adiantou-se nos minutos iniciais da segunda metade, por Miguel Ângelo. Os lamacenses mantiveram o jogo controlado, mas aos 17 minutos sofreram o empate. A partir daí, carregaram em busca do triunfo, mas esbarraram nos postes da baliza do Gondomar. Beneficiando dos empates nesta jornada de ABC Nelas (3-3 na casa do Leões Valboenses) e Lamas Futsal, o Feirense poderá sagrar-se campeão na próxima jornada, na deslocação a Moncorvo.

Pavilhão da EB 2,3 de Arrifana

FEIRENSE LAMEGO

11 7

A: Paulo Rocha, Nuno Oliveira Feirense: Nuno, Russo (1), Kaká (2), Calão (2), Mino (1) - Daniel, Michael (1) Teixeira, Ivo (1), Fuka (2), Banana (1), Claudinei T: Joaquim Augusto Lamego: João, Ivo (1), Padilha (3), Sugus, Rafa (1), Fábio, Márcio, Cris, Marcelo, Edi (2)

Municipal de Gondomar

GONDOMAR LAMAS FUTSAL

1 1

A: Abílio Costa, Luís Araújo Gondomar: Guilherme, Felix, Pedro Marques, Diogo, Hugo (1), Azevedo, Pedro, Pichel, Baltar, Renato, Ruben, Fernandes T: Hélder Monteiro Lamas Futsal: Telmo, Diogo, Vítor, Ribas, Miguel Ângelo (1), Feliciano, Wilson, Pedro Sousa, Júnior, Costa, Hélio, João Maio T: Luís Alves

III DIVISÃO NACIONAL - Série B

Resultados - 23.ª Jornada CD Feirense 11 7 SPG Lamego Gondomar Futsal 1 1 Lamas Futsal Leões Valboenses 3 3 ABC Nelas União Santana 5 6 Prodeco Rio de Moinhos 5 7 Académica de Leça ACD Azagães 5 7 Sangemil Sp. Moncorvo 7 1 SC Sabugal Classificação J V E D F - C P CD Feirense 23 18 4 1 152 - 89 58 ABC Nelas 23 16 3 4 133 - 56 51 Lamas Futsal 23 16 3 4 104 - 65 51 Leões Valboen. 23 13 4 6 103 - 71 43 Sangemil 22 10 8 4 103 - 68 38 Gondomar Futsal 23 10 4 9 96 - 89 34 SPG Lamego 22 10 1 11 98 - 113 31 Sp. Moncorvo 22 9 3 10 78 - 78 30 ACD Azagães 23 8 5 10 110 - 113 29 Académ. Leça 23 7 4 12 98 - 122 25 Rio de Moinhos 21 7 1 13 81 - 120 22 Prodeco 22 5 3 14 85 - 117 18 União Santana 23 3 3 17 69 - 132 12 SC Sabugal 23 3 0 20 73 - 150 9 Próxima Jornada - 10 e 11 de Maio Lamas Futsal - SPG Lamego- 11/05, 17h ABC Nelas - Gondomar Futsal Prodeco - Leões Valboenses Académica de Leça - União Santana Sangemil - Rio de Moinhos SC Sabugal - ACD Azagães Sp. Moncorvo - CD Feirense, 18h

Brandoenses foram melhores na primeira metade, marcaram por duas vezes, e conseguiram suster a reacção fianense na etapa complementar. Juv. Fiães caiu do pódio para o quarto lugar. O dérbi concelhio do campeonato, entre Juventude de Fiães e ISPAB Futsal, deu vitória para o conjunto de Paços de Brandão, por 2-1. Os estudantes dominaram o primeiro tempo, no qual construíram uma vantagem de dois golos, e souberam segurá-la na segunda metade, perante um conjunto fianense mais afoito no ataque, mas que se mostrou algo perdulário. Já sem grandes objectivos no campeonato, as duas equipas uma partida agradável de seguir. O ISPAB Futsal entrou melhor na partida e chegou à vantagem por intermédio de Nelson. Ainda na primeira parte, Ramalho, que vem evidenciando, nas últimas jornadas, dotes de goleador, ampliou a vantagem para os visitantes, perante uma Juventude de Fiães amorfa, sem poder de reacção. O cenário alterou-se na etapa complementar. António Teixeira apostou no guarda-redes avançado e viu a sua equipa reduzir nos minutos iniciais do segundo tempo, pelo pivot Artur. A partir daqui, a turma fianense intensificou a pressão junto da baliza de Ruben, mas o guardião brandoense, com a ajuda dos postes em alguns lances, segurou o triunfo, que mantém o ISPAB Futsal na sexta posição, agora com 42 pontos. Com mais dez pontos somados do que os estudantes, a Juventude de Fiães caiu do pódio da classificação, já que o Saavedra Guedes bateu o “lanterna vermelha” Atómicos (8-3) e ultrapassou o conjunto fianense na tabela classificativa.

Escola EB 2,3 de Lourosa

JUV. FIÃES ISPAB FUTSAL

1 2

A: Juan Cartaxo, Marco Pimentel Juventude de Fiães: Fábio, Paulo Russo, Bubu, Maric, Moisés Ruben, Miguel Santos, Bife, Artur (1), Bruninho, Mich T: António Teixeira ISPAB Futsal: Ruben, Barbosa, Igor, Nelson (1), Lucho - Pedrinha, Mesquita, Cancela, Tiago, Ramalho (1) T: Flávio Fontes

I DIVISÃO DISTRITAL

Resultados - 25.ª Jornada ADREP 8 2 AJ Angeja CP Esgueira 3 8 Futsal Azeméis Juventude Fiães 1 2 AAA ISPAB ARCA 5 2 ACD Urrô Sp. Silvalde 3 2 ACD Bairros AD Casal 3 4 Beira-Mar D. Sanjoanense 8 3 Clube Albergaria Saavedra Guedes 8 3 Atómicos Classificação J V E D F - C P Beira-Mar 25 21 2 2 125 - 53 65 Fut. Azeméis 25 20 3 2 114 - 57 63 Saavedra G. 25 16 6 3 112 - 73 54 Juvent. Fiães 25 16 4 5 91 - 55 52 Bairros 25 14 4 7 107 - 77 46 AAA ISPAB 25 13 3 9 93 - 94 42 ACD Urrô 25 10 6 9 81 - 88 36 D. Sanjoanen. 25 10 3 12 92 - 87 33 ADREP 25 9 5 11 65 - 64 32 Esgueira 25 8 6 11 78 - 78 30 ARCA 25 8 6 11 80 - 82 30 Sp. Silvalde 25 9 3 13 73 - 82 30 AD Casal 25 7 0 18 93 - 147 21 C. Albergaria 25 5 3 17 78 - 101 18 Angeja 25 5 0 20 60 - 126 15 Atómicos 25 1 2 22 49 - 127 5 Próxima Jornada - 26 e 27 de Abril Futsal Azeméis - AJ Angeja AAA ISPAB - CP Esgueira,18,30h ACD Urrô - Juventude de Fiães - 27/04, ACD Bairros - ARCA Beira-Mar - Sp. Silvalde Clube Albergaria - AD Casal Atómicos - Dinamo Sanjoanense- 27/04 Saavedra Guedes - ADREP- 27/04

Nelson e Ramalho adiantaram o ISPAB Futsal, que na segunda metade teve que sofrer para segurar a reacção da Juv. Fiães, que reduziu por Artur

São muitos aqueles que defendem que os clubes, quando não possuem verbas para contratar atletas para as suas equipas seniores, devem apostar nos seus escalões de formação. Baseado nesse paradigma, e tentando desmistifica-lo, irei fazer as contas, que qualquer gestor desportivo experimentado faria, para demonstrar que a formação não compensa, nos moldes actuais. Usando o exemplo do futsal, irei descortinar o custo e as possíveis receitas de um escalão de juniores masculinos, composto por 15 atletas. Assim, aquando do início dos campeonatos, os clubes têm que inscrever os seus atletas, sendo que entre seguros desportivos, exames médicos, emissão de cartões e possíveis transferências, cada atleta ficará por valores a rondar os 100 euros. Por conseguinte, e só para inscrição da equipa e respectivos 15 atletas, serão despendidos 1500 euros. Porém, mensalmente, existem os custos de arbitragem, policiamento, transporte de atletas, lanches, água, luz, material desportivo e médico, arrendamento das horas de pavilhão, e os vencimentos de treinadores e fisioterapeutas, o que no global terá um custo mensal de mais de 600 euros. Assim, uma mera equipa de juniores masculinos terá um custo anual de cerca de 7.500 euros. Quanto às receitas, na maioria dos casos as autarquias pagam, posteriormente, o custo de inscrição dos atletas, e algumas oferecem parte das horas que os clubes necessitam para treinos e jogos. Apesar de ser uma ajuda, recordo que na maioria dos casos esse dinheiro chega com o atraso de anos, sendo a maioria dos clubes credores das autarquias em vários milhares de euros. Outra das receitas dos clubes passa pela quotização mensal aos atletas, porém os valores cobrados no futsal variam entre os 10 e os 20 euros, permitindo esse valor pagar apenas um terço dos custos anuais totais. Por fim, relembro que com a crise financeira são inúmeros os pais que não conseguem pagar a referida mensalidade, substituindo, assim, os clubes o papel do Estado, promovendo o desporto de forma tendencialmente gratuita aos praticantes. Se os valores apresentados são referentes a um mero escalão de juniores, facilmente constataremos que um clube que possua todos os escalões de formação terá um nível de despesa anual superior a 20.000 euros, sendo que as receitas não chegarão para custear nem metade desse valor.


Correio da Feira 21.ABR.2014

19

Hóquei em Patins // Santa Maria da Feira é falada por toda a Inglaterra à boleia das visitas dos jovens britânicos

Em jogo em atraso

Estágios das selecções inglesas dão visibilidade ao Concelho

Ac. Feira empatou em Riba de Ave

Desde 2005, os estágios das selecções jovens inglesas já deixaram no concelho, pelo menos, meio milhão de euros, refere o director técnico dos britânicos, Carlos Amaral. Qualidade do hóquei inglês tem vindo a aumentar. Desde 2005, Santa Maria da Feira tornou-se num pólo central para o desenvolvimento do hóquei em patins inglês. Nesse ano, foi assinado um protocolo de cooperação entre o município e o organismo que regula a modalidade em Inglaterra, que visava a realização de estágios das selecções jovens inglesas no Pavilhão da Lavandeira. Nove anos volvidos, o acordo continua em vigor. “Ele satisfaz ambas as partes. A nós, porque temos o pavilhão por nossa conta de manhã e de tarde, e temos hotel, restaurante e pavilhão muito próximos, o que nos tira o problema de termos que arranjar transporte. Também satisfaz o município pelos milhares de euros que deixamos cá todos os anos. No ano passado, gastámos quase 100 mil euros, e desde 2005 deixámos, pelo menos, meio milhão” - explica Carlos Amaral, director técnico da selecção inglesa. O antigo treinador das camadas jovens de clubes como o FC Porto e a Juventude de Viana, ou das selecções nacionais de Sub-20 e Sub-21, ligou-se ao hóquei inglês quase por acaso. Começou num clube, em 1995, e, apenas um ano mais tarde, chegou a seleccionador de Inglaterra. Em 2005 assumiu o cargo de director técnico e, dois anos mais tarde, a Federação inglesa propôs-lhe que o fizesse a tempo inteiro. “Para um país em que o hóquei em patins é amador, foi um risco bastante grande que corri, mas tomei a melhor decisão” - refere. Já lá vão nove anos desde que viajou, pela primeira vez, com uma selecção inglesa até Santa Maria da Feira. A experiência tem corrido

Carlos Amaral tem recebido propostas para realizar estágios noutras cidades portugueses mas sentese bem na Feira e não pensa em mudar

Selecções inglesas de Sub-15, Sub-17 e Sub-20 que participaram no Torneio Internacional da Páscoa

bem, de tal forma que, “quase mês sim, mês não”, visita a cidade. O objectivo dos ingleses passa por “tentar encurtar distâncias para as potências”, algo que vem sendo conseguido de forma gradual. “No ano passado, em juvenis, ganhámos à Suíça e à Andorra, e em 2010 conquistámos a medalha de bronze no Campeonato da Europa. [Na semana passada] Os juniores jogaram com o Académico da Feira, que é campeão regional, e só perdemos 2-1. E tínhamos três juvenis, um deles de primeiro ano” - conta o director técnico. Sem pavilhões com medidas de 40x20 metros no país, as selecções são obrigadas a sair de Inglaterra para poderem treinar de forma adequada. Os custos das deslocações e estadias são “todos pagos pelos pais”, explica Carlos Amaral.

Feira falada por Inglaterra

As visitas das equipas jovens inglesas tornam “Santa Maria da Feira mais visível em Inglaterra”, pois viajam para cá “miúdos de todas as partes do país, que divulgam a cidade, apesar de o hóquei não ser um desporto grande lá”, explica Carlos Amaral. O director técnico admite que tem recebido convites de outras cidades, “como Sesimbra, Torres Vedras, Barcelos, Ponte de Lima ou Esposende”, para realizar estágios, mas não pensa em mudar o cenário das preparações: “Sintome bem aqui e não vale a pena mudar. Agradeço ao clube, na pessoa do seu presidente, Amadeu Pinto, e à vereadora Cristina Tenreiro, que tem sido excepcional”.

Luís Filipe Higino O Académico da Feira empatou 3-3 em Riba de Ave, em jogo em atraso da 25.ª jornada do Campeonato Nacional da 2.ª Divisão, Zona Norte, de hóquei em patins, realizado no Pavilhão das Tílias em Riba de Ave na passada Quinta-Feira. Ao intervalo registava-se uma igualdade a um golo. Já na segunda parte a equipa da casa chegou a estar a vencer por 3-1, mas o Académico da Feira lutou sempre pelo melhor resultado possível e conseguiu chegar à igualdade a três golos. Para o Riba de Ave marcaram Vítor Hugo (2 golos) e Raul Meca. O Académico da Feira alinhou e marcou com Luís Canavarro, Artur Couto, João Moreira (1 golo), Tiago Pinto e David Sá (2 golos) – cinco inicial – Hugo Gonçalves, Pedro Silva, Marco Dias, Marcelo Dias e Ricardo Fernandes. Treinador: Nani. Árbitros: Cláudia Rego e Ricardo Sousa, ambos da A.P. Minho. Na classificação o CD Póvoa é o líder isolado agora com 69 pontos, em 2.º lugar segue a Sanjoanense com 61 pontos e em 3.º lugar a Académica de Espinho com 57 pontos. O Académico da Feira ocupa o 14.º lugar agora com 18 pontos. Na próxima jornada, o Académico da Feira desloca-se ao Pavilhão do Fânzeres, em Gondomar.

II DIVISÃO NACIONAL - Zona Norte

Joe Wheatley, Mike Neville, Carlos Amaral e Keith Allen

Ac. Feira dominou no Torneio da Páscoa Realizou-se, durante o passado fim-de-semana, no Pavilhão da Lavandeira, em Santa Maria da Feira, o Torneio da Páscoa de hóquei em patins, organizado pelo Clube Académico da Feira. Participaram 19 equipas e cerca de 180 atletas, nos escalões de formação, em representação de Académico da Feira, Paço de Rei, Académico do Porto, Alfena, Gulpilhares, HC Fão, Selecção de Inglaterra, Estrela Vigorosa e Boavista. O Académico da Feira venceu o torneio nos escalões de juniores, juvenis e escolares, a Selecção de Inglaterra venceu

em Iniciados e o Alfena venceu em Infantis. No que toca à selecção inglesa, esteve representada com três selecções (Sub-15, Sub-17 e Sub-20), que motivaram, inclusivamente, a presença do presidente da Federação Inglesa de Patinagem, Keith Allen (ver foto em cima). Em termos de resultados, para além da vitória em iniciados, os britânicos terminaram na segunda posição nos escalões de juniores e juvenis, tendo perdido ambas as finais para o Académico da Feira. com Luís Filipe Higino

Resultados - 26.ª Jornada CI Sagres 4 9 CD Póvoa HC Paço de Rei 3 7 Juvent. Pacense AD Sanjoanense 2 1 Famalicense AC CRPF Lavra 22-Abr GDC Fânzeres Académico Feira 4 5 CAR Taipense CP Sobreira 5 7 Riba D'Ave HC ACR Gulpilhares 3 4 AA Espinho HC Marco 6 3 CD Cucujães Classificação J V E D F - C P CD Póvoa 26 22 3 1 151 - 95 69 Sanjoanense 26 19 4 3 151 - 85 61 AA Espinho 26 18 3 5 119 - 79 57 Riba D'Ave HC 25 17 2 6 134 - 97 53 Juvent. Pacense26 15 4 7 148 - 95 49 HC Marco 26 13 2 11 126 - 119 41 Famalicense 26 12 3 11 93 - 87 39 CI Sagres 26 12 2 12 135 - 126 38 ACR Gulpilhares26 11 5 10 112 - 114 38 GDC Fânzeres 25 8 2 15 74 - 118 26 CRPF Lavra 24 7 3 14 101 - 119 24 CD Cucujães 26 7 2 17 85 - 136 23 CAR Taipense 26 6 3 17 89 - 118 21 CP Sobreira 25 4 6 15 111 - 132 18 Acad. Feira 25 5 3 17 105 - 150 18 HC Paço de Rei 26 4 3 19 98 - 162 15 Próxima Jornada - 26 de Abril CD Cucujães - CI Sagres CD Póvoa - HC Paço de Rei Juventude Pacense - AD Sanjoanense Famalicense AC - CRPF Lavra GDC Fânzeres -Académico da Feira, 18h CAR Taipense - CP Sobreira Riba D'Ave HC - ACR Gulpilhares AA Espinho - HC Marco


20

Correio da Feira 21.ABR.2014

Taekwondo

Open de Canedo nos dias 26 e 27 de Abril A 12.ª edição do Open Internacional de Canedo decorre, no próximo fimde-semana, no Pavilhão da Junta de Freguesia canedense. Tal como em anos anteriores, a prova, que já é considerada um evento de renome nacional, conta com a presença equipas oriundas de vários pontos do país e da vizinha Espanha. A competição é organizada pelo Clube Furio de Canedo, com o apoio da Câmara, da Junta de Freguesia local, da Federação Portuguesa de Taekwondo e da Associação de Aveiro da modalidade.

Ginástica

Feirense no Nacional de DMT Rafael Sampaio, no escalão de iniciados, e Ana Melissa, em juvenis, vão representar o Clube Desportivo Feirense no Campeonato Nacional de DMT (Duplo Mini Trampolim), que se realiza no fim-de-semana de 3 e 4 de Maio. O evento terá lugar no Pavilhão Municipal de Leiria, e tem início marcado as 9 horas.

ETCAF sagra-se campeã regional em Sub-14

TÉNIS. A equipa Sub-14 da Escola de Ténis do Clube Académico da Feira (ETCAF) sagrou-se campeã regional, escrevendo uma página dourada na história do clube. Com quatro equipas participantes, a ETCAF somou vitórias em todas as jornadas disputadas. No primeiro desafio, frente ao Clube de Ténis de Azeméis B, não cedeu qualquer derrota, vencendo por 5-0. Na jornada seguinte, derrotou o FTC - Academia de Ténis de Aveiro, por 4-1. Na ronda que decidiu o título, frente à equipa A do Clube de Ténis de Azeméis, venceu por 3-2, naquele que foi o embate mais emocionante do campeonato.

Sabendo que não havia grande espaço para erros, o clube de Santa Maria da Feira apostou em Carlos Esteves, André Borges e Vasco Melo para disputarem os jogos de singulares. Carlos e André aguentaram a pressão e venceram os seus jogos em duas partidas. Por seu lado, Vasco Melo jogou frente a um dos melhores atletas da equipa adversária e acabou derrotado. A vencer por 2-1, e com dois jogos de pares pela frente, a dupla André Borges/Carlos Esteves venceu, tranquilamente, o seu jogo de pares, dando o título regional à ETCAF. A dupla Tiago Antunes/Rafael Resende acabou por perder o seu jogo.

Paraciclismo // Furo impediu-o de lutar pela geral

Ricardo Gomes triunfa em Mortágua para a Taça DR

Ricardo Gomes venceu a sua categoria da segunda prova da Taça de Portugal de XCM de Paraciclismo, em Mortágua, e assumiu a liderança da Taça de Paraciclismo. O atleta feirense esteve sempre na frente da sua categoria, e procurou competir pela geral. “A partir do quilómetro 35 decidi impor um ritmo muito forte até ao fim, tendo ultrapassado muitos adversários das diversas categorias, tanto em plano como nas subidas” - recorda Ricardo Gomes, que viu o azar bater-lhe à porta já perto do final da corrida: “Aconteceu um furo traseiro. Foi pena mas faz parte”.

Ténis de Mesa // Da Série 3 da 2.ª Divisão Nacional

Juv. Sanguedo é campeã A Juv. Sanguedo sagrou-se campeão da Série 3 da 2.ª Divisão Nacional no reduto do de Lourosa, onde venceram por um claro 4-1. Os lusitanistas apresentaram a sua melhor equipa sénior mas os sanguedenses foram mais fortes e mantiveram a invencibilidade no campeonato. Paulo Moreira, Tiago Fontes e Gonçalo Amorim (Juv.

Saneguo) e Kleiver Rodrigues, Marco Silva e Rui Ferreira (Lourosa) foram os protagonistas do dérbi concelhio. Para o técnico de Sanguedo, Miguel Rato, o próximo objectivo da equipa passa por “terminar o campeonato só com vitórias”. Para isso, falta vencer o último encontro, em casa, contra o CCR Válega, no dia 3 de Maio.


Correio da Feira 21.ABR.2014

Ciclismo // Entre os dias 25 e 27 de Abril

21

Basquetebol

Terras de Santa Maria acolhem os melhores

Torneio Sub-16 animou Paços de Brandão

Atletismo // Equipa feminina de infantis superou toda a concorrência

Atletas da ACRDE vencem estafeta distrital no Luso Tiago Oliveira foi um dos corredores da liberty em Loulé

6.ª edição do Grande Prémio Liberty Seguros-Volta às Terras de Santa Maria vai animar as estradas durante o próximo fim-desemana. Quem sucede a Délio Fernandez? Festejar os 40 anos do 25 de Abril com os melhores corredores nas estradas é o objectivo do 6.º Grande Prémio Liberty SegurosVolta às Terras de Santa Maria, organizado pelo Sport Ciclismo S. João de Ver, e que tem, este ano, uma chegada a Lordelo, terra do mítico Ribeiro da Silva, e uma partida e chegada na Maia, Cidade Europeia do Desporto. Na próxima sexta-feira, pelas 13 horas, a concentração está marcada para o Largo da Câmara, uma hora antes da partida simbólica. A 1.ª etapa, de 148,5 kms, terá uma meta volante na passagem pelo Hotel Pedra Bela, vila termal das Caldas de S. Jorge, km 21. Em Chão da Ave, km 54,2, haverá prémio de montanha, antes de nova dificuldade já em Paredes, Rota dos Móveis, km 117,4. Já na aproximação ao final da tirada, os ciclistas têm nona meta volante, na primeira passagem pela meta, junto à estátua do português voador Ribeiro da Silva, km 123,6. O Alto do Cruzeiro trará a última montanha, km 127,7, com a meta instalada em Lordelo.A 2.ª etapa, sábado 26 Abril, tem na MaiaCidade Europeia do Desporto, uma história de 147 kms para contar. Depois da partida, próximo da Câmara Municipal, o pelotão tem prémio de montanha, km 62, na Lixa e novo desafio na passagem pelo centro de Valongo, km 120. A primeira passagem pela meta, Avenida D. Manuel II, km 134, será meta volante na Maia do Lidador, antes do final, km 147. Na zona do Europarque, o espetacular contrarrelógio por equipas, domingo pelas 10 horas, poderá ser decisivo para as contas finais. Duas voltas de

7,4 km, antecedem o Circuito do Castelo da Feira-Troféu Fernando Mendes, conquistado, em 2013, por César Fonte, antigo corredor do Sport Ciclismo de S. J. Ver. Com o ponto de partida às 15.30 horas, haverá 12 voltas, 6,6 km, para encontrar o sucessor do galego Delio Fernández. No ano passado, a Liberty Seguros-Feira-KTM subiu ao pódio como melhor equipa Sub 23, liderada por Manuel Correia. Rafael Reis levou a melhor entre os ciclistas Sub 23.Saliência para a homenagem a três figuras da modalidade, Joaquim Leite, Manuel da Costa e Fernando Moreira de Sá. Vencedor da Volta a Portugal em 1952 pelo F. C. Porto, deixounos aos 85 anos. Será lembrado a título póstumo. Noutro contexto, o 3.º lugar de Alexandre Matos (Liberty SegurosFeira-KTM) na primeira etapa da 20.ª Volta a Loulé constitui o destaque da participação da armada de Luís Pinheiro em terras algarvias. Matos fechou entre os 20 melhores. Durante três dias, pelotão júnior confirmou o momento notável dos gémeos Oliveira (Rota da Bairrada). Primeiro Rui, vencedor da segunda etapa, depois Ivo Oliveira, triunfador, categórico, nas terceira e quarta etapas, não deram hipóteses à concorrência. Ivo levou para a casa a camisola de líder. Filipe Rocha, Cláudio Neves, Fábio Paiva, Tiago Oliveira, Pedro Pinto, António Rocha e Samuel Leal terminaram a prova, com a camisola do Sport Ciclismo S. João de Ver.

No ano passado, a Liberty foi a melhor equipa Sub-23 e Rafael Reis o melhor entre os ciclistas Sub-23 na Volta às Terras de Santa Maria

Equipa masculina, em iniciados, ficou muito perto do triunfo. Beatriz Santos e Beatriz Monteiro vão representar a selecção distrital de Aveiro no Torneio Jovem das Beiras, em Coimbra. As atletas infantis Inês Santos, Carolina Oliveira, Beatriz Melo e Beatriz Monteiro, da ACRDE, sagraram-se campeãs distritais no passado sábado de Páscoa, após terem vencido o Campeonato Distrital de Estafetas, que se realizaram no Luso. Perto de igualar o feito das jovens atletas da equipa de Escapães estiveram os iniciados masculinos, que terminaram no segundo lugar, com os atletas, Tiago Santos, Tomás Ferreira, Rúben Rocha e Filipe Ferreira. Também no mesmo dia estiveram presentes, no Torneio de Abertura, atletas da equipa de Escapães, que obtiveram excelentes resultados, na maior parte das provas com recordes pessoais. Filipe Ferreira e Tomás Ferreira estiveram no salto em comprimento e bateram recordes pessoais, e

Beatriz Santos, no lançamento de dardo, também bateu com recorde pessoal. Também participaram na prova Rúben Rocha e Barbara Pessoa.

Beatriz Monteiro vai-se estrear, a 1 de Maio, pela selecção distrital de Aveiro, no Torneio Jovem das Beiras, enquanto Beatriz Santos já esteve presente em várias situações Atletas na selecção distrital

No dia 1 de Maio, o Agrupamento das Beiras vai levar a cabo o Torneio Jovem das Beiras, no qual estarão presentes duas atletas da ACRDE a representar a seleção de Aveiro em Febres, Coimbra. Beatriz Santos (iniciada) vai estar no lançamento de peso e Beatriz Monteiro (infantil) no salto em comprimento e nos 60m barreiras.

A edição 2014 do Torneio da Páscoa, organizado pelo Grupo Recreativo Independente Brandoense (GRIB), disputou-se durante os dias 17 e 19 de Abril, no Pavilhão Desportivo de Paços de Brandão. A prova, direccionada para o escalão de Sub-16 (masculino e feminino), contou com as participações do MaiaBasket, Bolacesto, Esgueira, Vasco da Gama e Galitos, para além da equipa da casa. Para além da competição, houve ainda lugar ao XI Clinic de basquetebol, também no pavilhão brandoense. Alexandre Pires e Matt Nover foram os prelectores de uma sessão dedicada aos temas “Comunicação, Linguagem e Visualização”, e “O Factor X na prática de basquetebol”, respectivamente. A sessão, que decorreu durante a manhã da passada sexta-feira, foi creditada (0,3 créditos) pela ENB, da Federação Portuguesa de Basquetebol.

Natação // Luís Soares e Xavier Cerdeirinha vão representar a selecção ANNP

Clube Colégio de Lamas termina Torneio CN Valongo na sexta posição Participação positiva do clube lamacense em Valongo. Luís Soares e Xavier Cerdeirinha foram convocados para a selecção ANNP. A participação do Clube Colégio de Lamas no Torneio de Natação do CN Valongo saldou-se em dois recordes absolutos do clube e na 6.ª posição na classificação por clubes, num universo de 13 participantes. Cátia Batista ficou no 2.º lugar nos

100m mariposa, tal como Alexandre Amorim nos 100m bruços e Beatriz Cardoso nos 100m livres. Esta última foi ainda 3.ª nos 400m livres. Filipa Andrade foi 4.ª nos 200m estilos, enquanto Rodrigo Silva (100m costas), Joana Silva (100m bruços) e Tiago Santos (100m mariposa) terminaram todos no 6.º lugar. Daniel Coimbra, Joel Peixoto, André Couto e Rita Pereira alcançaram recordes pessoais. A estafeta feminina dos 4x50m estilos bateu toda a concorrência, com recorde do clube absoluto. Nos 4x50m livres ficou em 2.º lugar, também com recorde do clube. Já

as estafetas masculinas, tiveram uma boa prestação, com diversos recordes a cair. Destaque para o tempo obtido por André Couto e Tiago Santos, nos 50m livres, e para os recordes pessoais de João Guedes e Nuno Feiteira.

Dupla na selecção ANNP

Luís Soares e Xavier Cerdeirinha, do Clube Colégio de Lamas, foram convocados para a seleção ANNP. Luís Soares foi chamado para participar na Taça Vale do Tejo, e Xavier Cerdeirinha para o estágio de cadetes, a ser realizado em Baião.


22

Correio da Feira 21.ABR.2014

Resultados - 4.ª Jornada Lamas Futsal 7 3 AJ Angeja CRECUS 21-Abr GD Gafanha Folgou ARCA Classificação J V E D F - C CRECUS 2 2 0 0 15 - 6 ARCA 3 2 0 1 18 - 12 AJ Angeja 3 1 0 2 12 - 17 Lamas Futsal 4 2 0 2 20 - 26 GD Gafanha 2 0 0 2 14 - 18 Próxima Jornada - 25 de Abril AJ Angeja - CRECUS GD Gafanha - ARCA Folga Lamas Futsal

P 6 6 3 6 0

JUNIORES FUTSAL Taça Distrital - Série B

Resultados - 4.ª Jornada Juventude Fiães 21-Abr ACR Vale Cambra Saavedra Guedes 7 3 D. Sanjoanense Folgou FC Barcouço Classificação J V E D F - C P Saavedra Gued. 3 3 0 0 28 - 8 9 Juvent. Fiães 3 2 0 1 50 - 9 6 ACR V. Cambra 2 1 0 1 13 - 4 3 D. Sanjoanense 3 1 0 2 8 - 15 3 FC Barcouço 3 0 0 3 2 - 65 0 Próxima Jornada - 25 de Abril ACR Vale de Cambra - Saavedra Guedes Dinamo Sanjoanense - FC Barcouço Folga Juventude de Fiães

JUNIORES FUTSAL Taça Distrital - Série C

Resultados - 4.ª Jornada Lusitânia Lourosa 5 11 CRECOR Beira-Mar 1 0 Futsal Azeméis Folgou Atómicos Classificação J V E D F - C CRECOR 3 3 0 0 25 - 7 Beira-Mar 3 3 0 0 14 - 6 Futsal Azeméis 3 1 0 2 6 - 10 Atómicos 3 1 0 2 13 - 18 Lusit. Lourosa 4 0 0 4 15 - 32 Próxima Jornada - 25 de Abril CRECOR - Beira-Mar Futsal Azeméis - Atómicos Folga Lusitânia de Lourosa

P 9 9 3 3 0

Resultados - 2.ª Jornada Lusit. Lourosa 1 2 Saavedra Guedes INICIADOS Juventude Fiães 2 2FUTSAL D. Sanjoanense 1 6- Série ClubeTaça Albergaria CRECUS Distrital A Resultados - 3.ª Jornada CRECUS 8 1 Lusit. Lourosa Juventude Fiães 5 1 Clube Albergaria Saavedra Guedes 1 9 D. Sanjoanense Classificação J V E D F - C P CRECUS 3 3 0 0 18 - 5 9 D. Sanjoanense 3 2 1 0 25 - 3 7 Juvent. Fiães 3 1 1 1 10 - 7 4 C. Albergaria 3 1 0 2 8 - 12 3 Saavedra Gued. 3 1 0 2 4 - 16 3 Lusit. Lourosa 3 0 0 3 2 - 24 0 Próxima Jornada - 25 de Abril Lusitânia de Lourosa - Clube Albergaria, 11h Dinamo Sanjoanense - CRECUS Saavedra Guedes - Juventude de Fiães, 17h

INICIADOS FUTSAL Série BB Taça Distrital -- Série

2.ªJornada Jornada Resultados --3.ª PARC 3 62 GCD CAP Alquerubim GRC Telhadela Sanfins 4FUTSAL GRC Telhadela Belazaima ADREP 21 12 PARC INICIADOS GCD Sanfins 34 46 Belazaima ADREP CAP Alquerubim Taça Distrital - Série B Classificação Resultados - 3.ª Jornada J V3 6E GCD D FSanfins - C P GRC Telhadela Belazaima ADREP 3 23 12 0 PARC 0 15 - 8 9 PARC 3 32 40 Belazaima 1 19 - 11 6 CAP Alquerubim GCD Sanfins Classificação 3 2 0 1 14 - 12 6 GRC Telhadela 3J V1 E 0 D 2 11 3 F -- 10 C P ADREP 8 - 23 Belazaima 3 31 0 02 15 8 93 CAP Alquerubim 3 20 0 13 19 8 - 11 60 PARC GCD Sanfins 3 2 0- 251de14 - 12 6 Próxima Jornada Abril GRC Telhadela 3 1Sanfins, 0 2 17,30h 11 - 10 3 PARC - GCD ADREP 3 1 -0ADREP 2 8 - 23 3 Belazaima CAP Alquerubim 3 0 - 0GRC 3 Telhadela 8 - 11 0 CAP Alquerubim Próxima Jornada - 25 de Abril PARC - GCD Sanfins, 17,30h Belazaima - ADREP CAP Alquerubim - GRC Telhadela

INICIADOS FUTSAL Taça Distrital - Série C

Resultados - 2.ª Jornada AJ Angeja 0 17 AD Travassô ARCA 4 5FUTSAL CD Escapães INICIADOS CRECOR 2 5 Ossela

Taça Distrital - Série C

JUVENIS FUTSAL Taça Distrital - Série A

Resultados - 3.ª Jornada Saavedra Guedes 1 1 GRC Telhadela CP Esgueira 5 4 CD Escapães Folgou ACR Vale de Cambra Classificação J V E D F - C ACR V. Cambra 2 1 1 0 8 - 6 GRC Telhadela 3 1 1 1 9 - 11 CD Escapães 2 1 0 1 10 - 8 CP Esgueira 3 1 0 2 12 - 14 Saavedra Gued. 2 0 2 0 4 - 4 Próxima Jornada - 25 de Abril GRC Telhadela - ACR Vale de Cambra CD Escapães - Saavedra Guedes, 20,30h Folga CP Esgueira

INICIADOS FUTSAL Taça Distrital - Série D

INICIADOS FUTSAL Taça Distrital - Série A

JUNIORES FUTSAL Taça Distrital - Série A

P 4 4 3 3 2

Resultados - 3.ª Jornada ARCA 0 8 CRECOR AD Travassô 9 3 CD Escapães Ossela 14 0 AJ Angeja Classificação J V E D F - C Ossela 3 3 0 0 26 - 4 AD Travassô 3 2 0 1 28 - 8 CD Escapães 3 2 0 1 21 - 13 CRECOR 3 2 0 1 15 - 7 ARCA 3 0 0 3 6 - 20 AJ Angeja 3 0 0 3 0 - 44 Próxima Jornada - 25 de Abril AJ Angeja - CRECOR CD Escapães - Ossela, 20,30h AD Travassô - ARCA

P 9 6 6 6 0 0

Resultados - 2.ª Jornada GDC Lordelo 1 7 Fundo de Vila 5 2 Beira-Mar ACR Vale Cambra INICIADOS FUTSAL GD Gafanha 3 3 CC Barrô

Taça Distrital - Série D

Resultados - 3.ª Jornada Fundo de Vila 8 0 ACR Vale Cambra CC Barrô 5 1 GDC Lordelo Beira-Mar 21-Abr GD Gafanha Classificação J V E D F - C P Fundo de Vila 3 3 0 0 25 - 1 9 CC Barrô 3 2 1 0 12 - 6 7 Beira-Mar 2 1 0 1 7 - 6 3 GDC Lordelo 3 1 0 2 7 - 12 3 GD Gafanha 2 0 1 1 3 - 13 1 ACR V. Cambra 3 0 0 3 2 - 18 0 Próxima Jornada - 25 de Abril GDC Lordelo - GD Gafanha ACR Vale de Cambra - CC Barrô Fundo de Vila - Beira-Mar

INFANTIS FUTSAL

Resultados - 30.ª e Última Jornada GRC Telhadela 15 0 AD Travassô CD Escapães 7 3 CP Esgueira ADREP 1 3 PARC CAP Alquerubim 4 3 ACR Vale Cambra CRECUS 2 7 Fundo de Vila Ossela 6 0 CCR Maceda Din. Sanjoanense 1 4 CC Barrô Folgou Novasemente Classificação J V E D F - C P Ossela 28 24 4 0 185 - 61 76 CAP Alquerub. 28 22 2 4 169 - 84 68 PARC 28 19 4 5 135 - 80 61 CC Barrô 28 18 4 6 130 - 64 58 Fundo de Vila 28 15 4 9 115 - 89 49 Telhadela 28 13 4 11 134 - 104 43 CD Escapães 28 13 3 12 108 - 94 42 CRECUS 28 13 3 12 100 - 90 42 ADREP 28 12 5 11 116 - 76 41 D. Sanjoanen. 28 13 2 13 126 - 119 41 Novasemente 28 10 4 14 91 - 100 34 ACR V. Cambra 28 8 3 17 74 - 115 27 AD Travassô 28 5 1 22 87 - 193 16 CCR Maceda 28 3 1 24 58 - 190 10 CP Esgueira 28 0 0 28 41 - 210 0 O Ossela sagrou-se Campeão Distrital

BENJAMINS FUTSAL

Resultados - 30.ª e Última Jornada PARC 12 0 CAP Alquerubim CD Feirense 0 1 GDC Lordelo CCR Maceda 15 0 CRECUS Din. Sanjoanense 7 5 ADREP ACR Vale Cambra 6 1 Saavedra Guedes Novasemente 1 4 Belazaima GRC Telhadela 7 1 GCD Sanfins Folgou CC Barrô Classificação J V E D F - C P GDC Lordelo 28 25 2 1 280 - 31 77 ADREP 28 21 3 4 219 - 57 66 CC Barrô 28 21 3 4 223 - 69 66 CCR Maceda 28 21 1 6 200 - 75 64 D. Sanjoanen. 28 20 3 5 203 - 94 63 Telhadela 28 18 2 8 159 - 88 56 Belazaima 28 15 6 7 166 - 78 51 PARC 28 13 3 12 144 - 154 42 Novasemente 28 10 2 16 99 - 157 32 ACR V. Cambra 28 9 1 18 127 - 147 28 GCD Sanfins 28 9 1 18 122 - 170 28 CD Feirense 28 8 1 19 67 - 119 25 Saavedra Gued.28 2 1 25 56 - 248 7 CAP Alquerub. 28 2 0 26 30 - 330 6 CRECUS 28 1 1 26 32 - 310 4 O GDC Lordelo sagrou-se Campeão Distrital

P 9 6 6 3 3 0

Siga-nos em

facebook.com/correiodafeira

CENTRO COLUMBÓFILO DE SÃO JOÃO DA MADEIRA

ZONA NORTE SOCIEDADE COLUMBÓFILA PÁTRIA

Resultados - 7.ª Prova Fundo (Granada I) 1.º Nuno Miguel C. Moreira - 791,5005 (Média) 2.º Abílio José Ferreira Almeida - 758,1613 3.º Rufino Neto & Joel - 747,1368 4.º Manuel Silva Sousa - 706,5992 5.º Joaquim Domingos J. Ferreira - 625,1082 6.º Abílio José Ferreira Almeida - 624,4732 7.º Fernando Costa Lima - 610,2278 8.º Rufino Neto & Joel - 610,0670 9.º Manuel Silva Sousa - 608,8877 10.º Fernando Costa Lima - 593,5079 Classificação Geral 1.º Rufino Neto & Joel - 2109 Pontos 2.º Manuel Gomes Pinho Campos - 2044 Pontos 3.ºDomingos Gomes Pinho Costa - 1971 Pontos

UNIÃO COLUMBÓFILA DAS QUINTÃS

Resultados - 7.ª Prova Fundo (Granada I) 1.º António Silva & Jaime Silva - 780,0893 (Média) 2.º Elisio Alexandre O Amorim - 777,6158 3.º António Silva & Jaime Silva - 763,6535 4.º Joaquim Silva Vieira - 618,5107 5.º Manuel Silva Ferreira Carneiro - 604,9065 6.º Irmãos Guedes - 596,7296 7.º Ramiro Andrade Vilar Coelho - 590,7403 8.º António Silva & Jaime Silva - 586,6179 9.º António Silva & Jaime Silva - 574,5249 10.º Joaquim Silva Vieira - 564,5137 Classificação Geral 1.º António Silva & Jaime Silva - 1577 Pontos 2.º Irmãos Guedes - 1561 Pontos 3.º Manuel Silva Ferreira Carneiro - 1508 Pontos

UNIÃO COLUMBÓFILA SANGUEDO

DE

Resultados - 7.ª Prova Fundo (Granada I) 1.º Irmãos Tavares - 7.623,4215 (Média) 2.º Augusto Serralva Costa Bastos - 7.407,3538 3.º Domingos Ribeiro A Castro - 7.177,2949 4.º Vitor M G Marques Silva - 6.188,5490 5.º Manuel Pereira Silva - 6.124,7465 6.º Manuel Sousa Matos- 6.023,5951 7.º Jota Erre SAD - 5.942,5950 8.º Manuel Pereira Silva - 5.933,1140 9.º Isabel Fontes Silva - 5.932,4191 10.º Joaquim Moreira Santos - 5.925,0253 Classificação Geral 1.º Irmãos Tavares - 3117 Pontos 2.º Francisco Manuel P. Moreira - 3110 Pontos 3.º Vitor M G Marques Silva - 3061 Pontos

ZONA CENTRO SOCIEDADE COLUMBÓFILA DE SANTA MARIA DA FEIRA

JUVENIS FUTSAL Taça Distrital - Série B

Resultados - 3.ª Jornada Juventude Fiães 4 5 Beira-Mar Atómicos 2 0 CRECUS CD Feirense 2 3 Veiros Classificação J V E D F - C Atómicos 3 3 0 0 16 - 5 CRECUS 3 2 0 1 14 - 4 Veiros 3 2 0 1 8 - 8 Juvent. Fiães 3 1 0 2 13 - 10 Beira-Mar 3 1 0 2 9 - 17 CD Feirense 3 0 0 3 5 - 21 Próxima Jornada - 25 de Abril Beira-Mar - Veiros CRECUS -Juventude de Fiães, 15h Atómicos - CD Feirense, 17h

RESULTADOS COLUMBÓFILIA

Resultados - 7.ª Prova Fundo (Granada I) 1.º José António Martins Santos - 748,9912 (Média) 2.º Joaquim Pereira Santos - 645,4744 3.º António Pinho & André Pinho - 636,6923 4.º António Marques Santos Cavaco - 620,4644 5.º A Humberto & Barros & Vieira - 608,2405 6.º Os Pereiras - 598,3128 7.º Os Pereiras - 593,1924 8.º Pinheiro & Mourinho - 590,3413 9.º Joaquim Pereira Santos - 589,6465 10.º Pinheiro & Mourinho - 585,9413 Classificação Geral 1.º Os Pereiras - 1564 Pontos 2.º António Marques Santos Cavaco - 1549 Pontos 3.º Rogério Santos - 1522 Pontos

Resultados - 7.ª Prova Fundo (Granada I) 1.º Fernando Conceição Pinto - 805,9864 (Média) 2.º M G SAD - 753,3786 3.º Jaime Silva Padeiro - 751,8365 4.º Rufino Neto & Joel - 747,1371 5.º Luis Marques Assunção - 744,9721 6.º Fernando Conceição Pinto - 744,4684 7.º JM & A SAD- 735,7431 8.º Valdemar Silva Xara - 643,8540 9.º Fernando José Dias Castro - 636,8737 10.º António Pinho & André Pinho - 636,6914 Classificação Geral 1.º Rufino Neto & Joel - 2308 Pontos 2.º Pinheiro & Mourinho - 2068 Pontos 3.º José António Ferreira S Costa - 2037 Pontos

SOCIEDADE COLUMBÓFILA DE SANFINS

Resultados - 7.ª Prova Fundo (Granada I) 1.º António Gomes Costa - 783,8558 (Média) 2.º António Gomes Costa - 778,4551 3.º Joaquim Amorim Silva Petiz - 749,7330 4.º Ramiro Valente & Carlos Santos - 745,9662 5.º Joaquim Amorim Silva Petiz - 742,4856 6.º Joaquim Amorim Silva Petiz - 607,7995 7.º Os Pereiras - 598,3128 8.º Os Pereiras - 593,1924 9.º Domingos Rodrigues Correia - 585,7557 10.º Os Pereiras - 581,0867 Classificação Geral 1.º António Gomes Costa - 712 Pontos 2.º Os Pereiras - 691 Pontos 3.º Adelino Moreira Silva - 674 Pontos GRUPO COLUMBÓFILO ARRIFANA

Resultados - 7.ª Prova Fundo (Granada I) 1.º António Sousa Rodrigues - 809,8369 (Média) 2.º Fernando José Dias Castro - 636,9021 3.º Manuel António Ferreira Leite - 601,1943 4.º Elísio Martins Leite - 571,9226 5.º Joaquim Lima Faria - 564,7707 6.º Arnaldo Oliveira Reis - 562,3759 7.º Francisco Manuel Pinto Coelho - 560,2227 8.º Fernando José Dias Castro - 556,4116 9.º Francisco Manuel Pinto Coelho - 550,4719 10.º Manuel Luis Cunha Ferreira- 546,7324 Classificação Geral 1.º Manuel António Ferreira Leite - 1207 Pontos 2.º Jaime Oliveira Pinho - 1198 Pontos 3.º Manuel Luis Cunha Ferreira - 1186 Pontos

Próxima prova 27 de Abril (Domingo) Meio Fundo Zona Norte Beja Zona Centro Castro Verde


Correio da Feira 21.ABR.2014

23

Postos de Venda Espinho Papelaria Atlântico Norte (Av. 24) Papelaria Atlântico Norte (Rua 19) Esmoriz Bombas Freitas Transportes São Paio de Oleiros Confeitaria da Quebrada Papelaria PAPELÓPIA Paços de Brandão Papelaria Tulipa Papelaria Menezes Papelaria Monteiro Papelaria A. Santos Rio Meão Café Zé da Micas Quiosque Santo António Café Ponto de Encontro São João de Ver Bombas REPSOL Quiosque Suil Park Quiosque São Bento Casa Silva Tabacaria dos 17 Caldas de São Jorge Café São Jorge

Bombas CEPSA Padaria/Pastelaria Caracas II Santa Maria de Lamas Café do Zinho Cork e Manias (INTERMARCHÉ) Café–Restaurante Parque Carmicópias Papelaria Silva Bombas REPSOL Mozelos Café do Murado Quiosque Santa Luzia Casa DANIBRUNO Argoncilhe Papelaria GIFT Pereira & Avelar Restaurante Mena Café Vergada Sanguedo Café Melo Café Danúbio Lobão Padaria Jardim II Papelaria Liperlás Casa Gama Café Grilo

Fiães Café Avenida Bombas GALP Casa Gama 2 Papelaria Coelho

Guisande Bombas Cruz de Ferro

Lourosa Quiosque Pimok Quiosque da Igreja Papelaria Europa Tabacaria Piscinas de Lourosa Quiosque C+S Quiosque da Feira dos Dez

Canedo Kioske INTERMARCHÉ Papelaria GIFT M. J. Café Papelaria Heleoan Café Suldouro

Gião Bombas BP Fiaverde

Louredo


24

Correio da Feira 21.ABR.2014

Pigeiros // Aproveitaram o tempo livre das férias da Páscoa

Crianças decoraram largo da igreja com as cores da Primavera Nas férias da Páscoa, dezenas de crianças aproveitaram o tempo livre para se dedicarem ao trabalho comunitário, melhorando a aparência de vários espaços públicos do Concelho. Em Pigeiros, o local eleito pelos mais novos -que, aliás, integram a Assembleia de Crianças foi o largo da igreja. As árvores foram decoradas com rendas e nos ramos pendurados ninhos para receber as andorinhas. O sol brilhava quando várias crianças se movimentavam em grande azáfama frente à igreja para realizar a tarefa a que se propuseram, ainda dentro da sala de aula, com os professores. O objectivo era tornar mais colorido o largo do centro da freguesia. Alunos das 3.ª e 4.º classes trabalhavam com afinco para cumprir a missão e a ajudá-los um grupo de idosos do centro social local. “Já acabamos de enfeitar as árvores. Agora vamos pendurar os ninhos” – dizia, satisfeito, o Gabriel, certo que Pigeiros iria ficar uma freguesia mais bonita assim que concluída a intervenção do

grupo. As árvores foram decoradas com rendas que as crianças trouxeram de casa. “A ideia é que os

familiares participassem também nesta missão” – explicou uma das professoras, Paula Mendes.

Mais ao lado, os trabalhos manuais continuavam. As casas que iriam acolher as andorinhas precisavam

de ser penduradas nos ramos das árvores. Eram de todas as cores as novas moradas dos pássaros. Vermelho, amarelo, verde, azul… a lembrar o arco-íris. “Fomos nós que pintamos as casinhas” – dizem, quase em uníssono, Joel, Diogo e Lara. Aliás, asseguram que a decoração da praça é fruto da sua imaginação. “Planeamos na escola e achamos que vai ficar muito bonito” – reparam. A assistir ao trabalho dos mais pequenos estava um grupo de idosos do centro social. A ideia foi juntar gerações num mesmo espaço. Os mais velhos apreciaram a ideia e os mais novos tiveram direito a mais algumas rendas. “Este é um meio com uma população muito idosa e é preciso envolver os jovens” – diz a responsável pelo Centro de Recursos Educativos, entidade responsável pelo projecto. As intervenções em espaços públicos decorreram ao longo de vários dias em diferentes freguesias do concelho de Santa Maria da Feira.

Ensino // Espaço aberto à comunidade para concretizar as suas ideias

Fab Lab poderá chegar em breve ao Concelho Daniela Castro Soares

daniela.soares@correiodafeira.pt

“Um jovem pode acordar de manhã, ter uma ideia e passadas duas, três horas ver essa ideia concretizada num objecto real” – É este o conceito de Fab Lab, um laboratório que coloca à disposição da comunidade ferramentas de fabricação digital ou prototipagem. O presidente da Câmara, Emídio Sousa, deslocou-se, no passado dia 11 de Abril, acompanhado por alguns dos representantes dos estabelecimentos de ensino do Concelho, a um dos mais referenciados Fab Lab no mundo, localizado em Manchester, Inglaterra. A viagem tinha como intuito perceber o funcionamento daquele espaço e a possibilidade de o ver implementado no Concelho. Os visitantes regressaram fascinados, com nada mais do que elogios, e a esperança de poder oferecer algo semelhante aos feirenses. Pelo mundo, existem mais de 150 Fab Lab, um conceito do MIT que tem como lema “como fazer quase tudo”. Aberto a qualquer pessoa, disponibiliza ferramentas de fácil utilização para que os inventores possam dar aso à sua imaginação. O foco destes laboratórios são os jovens que, cada vez menos familiarizados com o “saber fazer”, vêem nestes espaços a possibilidade de “passar do bit para o átomo”. Os Fab Lab têm durante

a semana cursos para os jovens, com formadores do MIT, e ao fimde-semana encontram-se abertos para usufruto da comunidade, com máquinas como as impressoras 3D que permitem perceber como “o produto fica na realidade”. “Trata-se de um processo de aprendizagem e entreajuda em que as ideias passam do mundo virtual para o real” – diz Emídio Sousa. Dos Fab Lab já saíram jovens que se tornaram ou estudantes do MIT ou milionários, tendo aproveitado os recursos disponibilizados “a um custo residual” para criarem um novo produto logo comprado por uma empresa que o considerou “economicamente viável”. Este é um espaço “ao serviço da humanidade” que conta com “milhões de cabeças a pensar” para que miúdos e graúdos possam concretizar os seus sonhos. “O mundo beneficia se todos trabalharmos. O que se faz naquele espaço é para mundo e não reservado para quem o descobriu” – comenta o presidente da Câmara. Outra curiosidade dos Fab Lab é que muitas vezes são instalados em zonas pobres das cidades para que, com a sua ajuda, as pessoas “melhorem a sua qualidade de vida”. “Os jovens vão para lá, ganham curiosidade e desenvolvem competências que os permitem evoluir na vida” – salienta Emídio Sousa. Mas não só. “Os desempregados apercebem-se que

podem fazer coisas diferentes das que fizeram toda a vida” – diz, por sua vez, a presidente da Comissão Administrativa Provisória do Agrupamento de Escolas de Santa Maria da Feira, Lucinda Ferreira. A comunidade não é a única a desfrutar do espaço. Também as empresas investem nos Fab Lab para desenvolverem os seus produtos. “Desenvolvem muito trabalho com empresas pequenas, que têm entre 10 a 20 trabalhadores” – afirma Emídio Sousa. Só em Barcelona há 17 Fab Lab e Portugal já conta com quatro, um deles no Porto, associado à Faculdade de Arquitectura.

Fab Lab poderá chegar à Feira

“Temos vários sítios na Feira que podem servir de casa para o Fab Lab” – diz o presidente da Câmara, que enaltece, desde logo, o IDIT, em Espargo. “Tem condições óptimas para isto e já possui algumas destas máquinas” – revela. Mas há “várias hipóteses” e Emídio Sousa refere ainda o Isvouga ou o Ispab onde um conceito deste tipo “faz todo o sentido”. “Até podemos ter mais do que um Fab Lab no Concelho” – lança. Para o presidente da Câmara, o maior problema na implementação de um laboratório destes é a liderança. “Tem de ser uma pessoa com competências técnicas, mas também características humanas,

como a capacidade de motivação. O ponto crítico é encontrarmos a pessoa certa, que se apaixone por aquilo e entre no espírito” – realça. Emídio Sousa adianta que um Fab Lab de formação profissional, que visa a promoção do emprego, é “perfeitamente enquadrável no próximo quadro de apoio” e que o investimento em equipamento ficará entre os 150 e 200 mil euros. “É um projecto que se estabelece agora mas cujos resultados só veremos daqui por seis, sete anos” – salienta. Para criar o Fab Lab, há dois modelos que se podem seguir. Há Fab Lab municipais e Fab Lab financiados pela sociedade civil. “Em Portugal, temos mais a cultura do municipal” – diz Emídio Sousa. Seria um projecto do município em parceria com outras instituições. “Há imensas entidades que podem ser parceiras do projecto como o Visionarium, o IDIT, a Cincork…” – enumera Lucinda Ferreira. Para as empresas, só há vantagens. “É um share de conhecimento altamente potenciador do empreendedorismo” – afirma o director da Feira Viva, Paulo Sérgio Pais, acrescentando: “Desenvolve a apetência pela materialização da ideia. Temos academias de desporto, de cultura, porque não de trabalho?”. Emídio Sousa realça que “quem tem um problema qualquer pode ir ao espaço e expô-lo à comunidade” e que os Fab Lab

existem por todo o mundo, e não só nos países desenvolvidos. “Há Fab Lab até no Gana” – afirma. Os profissionais do ensino vêem com bons olhos a implementação deste conceito na Feira. “Desde que ajustado às nossas necessidades” – salienta a directora do Agrupamento de Escolas António Alves de Amorim, Rosa Pais, que se identifica com “esta postura de partilha”. “É a única postura que faz sentido nesta era da globalização. Os Fab Lab geram uma valorização da riqueza humana e recuperam a auto-estima. Aqueles espaços, que não pedem nada em troca a não ser partilhar e ajudar os outros, são o que precisamos para ter uma sociedade com capacidade para fazer. A Feira só tinha a ganhar com um projecto deste género” – sublinha. Emídio Sousa realça que se pode aproveitar o tecido industrial do Concelho para estes “espaços makers (fazedores)”. “Temos de acentuar a vocação industrial e potenciá-la porque a Europa está a redirecionar-se para a reindustrialização devido aos problemas sustentabilidade do modelo social actual” – frisa, acrescentando que os programas comunitários apontam nesse sentido. “Temos de voltar a incutir o gosto pelo fazer” – declarou. Próximo na agenda de Emídio Sousa, está uma visita ao Fab Lab de Lisboa “para perceber o seu modelo de financiamento”.

5861