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TAXA PAGA

4520 Santa Maria da Feira

PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS

Mérito Municipal 1972 1997

Desde 11 de Abril de 1897

Semanário

Ano CXVI

Direcção: Sandra Moreno

30 Setembro 2013

Nº 5832

€0,60 (iva inc.)

Categórico!

P.2 a 4

PSD venceu em 15 das 21 freguesias do Concelho. Emídio Sousa conquistou a Câmara com 44,52% dos votos, deixando Eduardo Cavaco (PS) a quase 10% de distância. Vitória mantém domínio laranja em Santa Maria da Feira, numas eleições em que, a nível nacional, o PS até recuperou terreno para os sociaisdemocratas.

Futebol ARGONCILHE

NOGEIRA DA REGEDOURA

CANEDO + VILA MAIOR + VALE

SANGUEDO

Mingote: “A Roménia deu-me a oportunidade de jogar ao mais alto nível”

MOZELOS

SÃO PAIO DE OLEIROS

PAÇOS DE BRANDÃO

“O trabalho e a dedicação são aquilo que faz a diferença na vida” P. 06 e 07 Saiba como vai ser o primeiro dia de Emídio Sousa depois de ser eleito presidente da Câmara. Conheça mais intimamente o autarca, que festeja, hoje, o seu 53.º aniversário.

Terra a Terra

(Re)descobrir

LOUROSA

GIÃO + LOUREDO + LOBÃO +GUIZANDE

FIÃES

SANTA MARIA DE LAMAS

RIO MEÃO SÃO JOÃO DE VER

CALDAS DE S. JORGE + PIGEIROS ROMARIZ

ESCAPÃES SM FEIRA + SANFINS + TRAVANCA + ESPARGO

MILHEIRÓS DE POIARES

ARRIFANA

pág. 25

UNIÃO DAS FREGUESIAS SOUTO E MOSTEIRÔ

Reportagem

Economia

“A maior riqueza Quem quiser pode Colocações longe da Eurosaf é a única de Mozelos são passar pela Horta área de residência empresa do as pessoas”, diz o D’Avó, em Lobão, continuam a Concelho a produzir presidente da Junta, para provar alguns complicar a vida dos equipamentos de alta Jorge Ferreira alimentos caricatos professores segurança P. 08 a 10

pág. 11

pág. 16

pág. 18

Futsal Feirense e Lamas Futsal entram a vencer na Série B da 3.ª Divisão Nacional pág. 26


02

Correio da Feira 30.SET.2013

Santa Maria da Feira // Sede do PSD encheu-se de apoiantes

Camâra Municipal

“É uma vitória muito significativa para o partido, para mim e para o Concelho”

50

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BE Emídio Sousa é o novo presidente da Câmara, com 44,52% dos votos do eleitoral. PSD arrebata maioria das Juntas de Freguesia. O PSD foi o grande vencedor da noite no Concelho, contrariando o cenário a nível nacional, com o PS a conquistar os principais municípios do país. Emídio Sousa é, assim, o novo presidente da Câmara da Feira, e assume este cargo com entusiasmo. “O PSD ao nível do país teve uma derrota em muitos municípios. Julgo que a minha vitória é ainda mais significativa. Ainda não sei os resultados todos da Área Metropolitana do Porto, mas penso que Santa Maria da Feira será dos maiores concelhos do país onde o PSD conseguiu manter a liderança da Câmara e até reforçar a diferença que tínhamos nas eleições anteriores. Acho que é uma vitória muito significativa para o partido, para mim e para o concelho de Santa Maria da Feira” – afirmou Emídio Sousa, que sucede assim a Alfredo Henriques, mantendo um ciclo de sucessos sociais-democratas no Concelho. O fecho das urnas, às 19h, iniciou um período de espera e expectativa, que começou a ser esbatido com o surgimento dos primeiros resultados das freguesias. Aos poucos, começou a perceber-se que a vitória seria laranja, de tal modo que Eduardo Cavaco, candidato à Câmara pelo PS, foi o primeiro a reagir aos resultados eleitorais, pouco antes das 22h, admitindo a derrota. “Não perdi. Quem perdeu foram os feiren-

ses” – referiu o candidato, que salientou ter dado “os parabéns” ao vencedor mas sublinhou que espera que Emídio Sousa “faça um mandato para os feirenses e que cumpra as promessas que fez”. Eduardo Cavaco não comentou se irá assumir a vereação, mas o mais provável é que não o faça, embora Emídio Sousa espera que o candidato assuma essa função. Antes mesmo de os resultados terem todos saído, já as buzinas dos carros dos apoiantes do PSD se ouviam no centro histórico. Dezenas de carros fizeram fila e ergueram alto as suas bandeiras, mostrando todo o orgulho e

Eduardo Cavaco PS “Não perdi, quem perdeu foram os feirenses. Agrade-

Alferes Pereira CDS-PP “Não atingimos os nossos objectivos de ganhar

alegria no seu partido que tinha acabado de arrebatar a Câmara e grande parte das Juntas de Freguesia. As pessoas nem se importaram de esperar à chuva pelo seu líder que chegou pouco depois à sede do PSD. Emídio Sousa foi recebido por um mar de apoiantes, entre eles Alfredo Henriques, o actual presidente da Câmara, e reforçou a ideia de que contaria com todos os feirenses. “Acho que esta vitória muito mais do que do partido é uma vitória pessoal mas eu a partir de hoje quero trabalhar com os 140 mil feirenses. Eu disse durante a minha campanha que queria uma equipa de 140 mil pessoas e é

ço a todos os presidentes de junta que trabalharam comigo. Dou os parabéns a Emídio Sousa e espero que faça um bom mandato e que cumpra o que prometeu. Os feirenses optaram pela continuidade. Apelo à união do PS, porque muita gente serve-se do PS e não serve o PS” juntas de freguesia e assumo por inteiro a derrota do CDS. Vamos construir uma nova estrutura. Agradeço a todos que se empenharam e esforçaram e a uma equipa fantástica. Amanhã haverá vida nova no CDS. Parabéns ao Emídio Sousa que teve uma vitória estrondosa”

CDU PSD

uma equipa de 140 mil pessoas que eu vou tentar ter” – disse Emídio Sousa. Quanto aos próximos anos, o novo presidente da Câmara conta que serão tempos complicados. “Vão ser difíceis mas eu estou habituado a grandes desafios. Toda a minha vida foi feita à conta de trabalho, esforço e dedicação e é isso que eu vou colocar ao serviço do município. O meu programa tentou ser o mais realista possível. Há uma componente que é muito de envolvimento com as pessoas, com as empresas, para uma sociedade participativa para resolver os problemas dos fei-

António Torres BE “Do ponto de vista dos resultados eleitorais

Antero Resende CDU “Perdeu-se oportunidade histórica de mudar o rumo

PS

CDS

Brancos Nulos

renses e sermos solidários uns com os outros” – rematou Emídio Sousa.

“Eu disse durante a minha campanha que queria uma equipa de 140 mil pessoas e é uma equipa de 140 mil pessoas que eu vou tentar ter” Emídio Sousa

aumentou o nosso número de votos. Não vamos contornar o nosso objectivo para estas eleições que era retirar a maioria absoluta ao PSD. Não houve um descalabro eleitoral. O BE continuará a sua luta e a propor programas alternativos” político no Concelho. O PS nem é carne nem é peixe e eu não me revejo nos candidatos do PS. Não estamos aqui como ganhadores moralistas. Tínhamos o feeling de ganhar em duas ou três freguesias. Vamos estar atentos durante os próximos 4 anos a estas junções de freguesias”


Correio da Feira 30.SET.2013

Resultados das Freguesias

ARGONCILHE

NOGEIRA DA REGEDOURA

A noite de ontem pintouse de cor-de-laranja. As autárquicas de 2013 confirmaram a supremacia do PSD no Concelho de Santa Maria da Feira

03

CANEDO + VILA MAIOR + VALE

SANGUEDO

Argoncilhe

MOZELOS

SÃO PAIO DE OLEIROS

PAÇOS DE BRANDÃO

LOUROSA

GIÃO + LOUREDO + LOBÃO +GUIZANDE

FIÃES

SANTA MARIA DE LAMAS

48,31 %

Manuel Coimbra RIO MEÃO

50

CALDAS DE S. JORGE + PIGEIROS

SÃO JOÃO DE VER

ROMARIZ

40

ESCAPÃES SM FEIRA + SANFINS + TRAVANCA + ESPARGO

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MILHEIRÓS DE POIARES

ARRIFANA

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UNIÃO DAS FREGUESIAS SOUTO E MOSTEIRÔ

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BE

CDU PSD

PS

CDS

Brancos Nulos

Arrifana Fiães

Escapães

Fornos

Lourosa

31,25 % Delfim Silva

44,64 %

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António Valdemar

Minervina Rocha

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48,93 % Luís André Santos

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46,18 % Armando Teixeira

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47,26 %

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BE

CDU PSD

UPA PND

PS

CDS

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Brancos Nulos

CDU PSD

PS

BE

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MIF

Milheirós de Poiares

CDU PSD

PS

CDS

CDU PSD

Brancos Nulos

Nogueira da Regedoura

Mozelos

PS

Brancos Nulos

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46,00 % 45,93 %

José Carlos Silva

Rui Rios

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Firmino Costa

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CDU PSD

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41,36 % Cristina Pires

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CDU PSD

Brancos Nulos

Paços de Brandão

S. Paio de Oleiros

39,33 % 62,37 % Augusto Pinho Santos

CDS

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CDU PSD

PS

CDS

Brancos Nulos

BE

CDU PSD

PS

Brancos Nulos

BE

CDU PSD

PS

CDS

Brancos Nulos


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Correio da Feira 30.SET.2013

Rio Meão

Romariz

Sanguedo

59,97 %

S. João de Ver

Santa Maria de Lamas

48,05 %

39,94 % 46,33 %

Mário Jorge Reis

Manuel Jacinto

Valdemar Silva

Óscar Neves

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CDU PSD

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CDS

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PS

CDU PSD

Brancos Nulos

PS

CDS

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BE

CDU PSD

PS

MCSL

Brancos Nulos

BE MISJV

Caldas S. Jorge e Pigeiros

Canedo, Vale e Vila Maior

44,71 %

Lobão, Gião, Louredo e Guizande

59,94 %

39,41 %

Amaro Araújo

Feira, Tranvanca, Sanfins e Espargo

42,90 %

CDU PSD

PS

CDS

Brancos Nulos

S. Miguel de Souto e Mosteirô

39,46 % 41,13 %

José Martins

Paulo Oliveira

José Henriques dos Santos

Fernando Leão

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Manuela Teixeira

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CDU PSD

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CDU PSD

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CDS

Brancos Nulos

PSD

PS

CDS

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BE SF

CDU PSD

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CDS

Albergaria numa entrevista anterior ao Correio da Feira. O novo presidente da Assembleia Municipal quer mais participação no órgão e frisa que para isso é preciso conseguir uma maior aproximação das pessoas. Amadeu Albergaria prometeu uma assembleia plural, onde todos possam expor as suas ideias, e que seja exigente com o escrutínio da acção da Câmara. Falou ainda de projectos como a Assembleia de Crianças para incutir desde cedo o interesse dos jovens pela cidadania, de apoio institucional a iniciativas da sociedade civil, de uma maior ligação entre a Assembleia Municipal e as Assembleias de Freguesia e uma maior publicitação da própria Assembleia Municipal. Amadeu Albergaria fará a sua vida entre Lisboa e a Feira e não

PS

CDS

Brancos Nulos

Brancos Nulos

Amadeu Albergaria é o novo presidente da Assembleia Municipal Apesar de ser o mais jovem presidente da Assembleia Municipal, Amadeu Albergaria carrega consigo vários anos de experiência. “Estou consciente da responsabilidade que o cargo exige. Estou muitíssimo motivado pelo privilégio de poder trabalhar com todas as pessoas do meu Concelho e de poder dar mais um contributo para o seu desenvolvimento. Não é uma questão de idade, mas sim de se ter consciência do cargo que se vai desempenhar. Espero fazêlo da melhor forma, sendo certo que comecei numa Assembleia de Freguesia, conheço bem a Câmara Municipal, porque fui vereador, e conheço bem o funcionamento da casa da Democracia, a Assembleia da República. Todo este percurso ajudar-me-á as funções às quais me candidato” – disse Amadeu

CDU PSD

Assembleia 50

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BE

vê nenhum conflito em manter ambas as funções. “Não é novidade que muitos dos deputados assumem funções em Assem-

bleias Municipais. Há deputados que assumem, inclusivamente, funções de presidentes de Junta. Sabemos que a Assembleia

CDU PSD

PS

CDS

Municipal tem as suas datas de reuniões definidas ao longo do ano. Portanto, não haverá aqui nenhum tipo de dificuldades. Aliás, as pessoas já se habituaram a ver-me trabalhar em Lisboa e a estar sempre nos momentos essenciais do concelho de Santa Maria da Feira” – contou Amadeu Albergaria ao Correio da Feira.


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Correio da Feira 30.SET.2013

Santa Maria da Feira // O emprego será a sua grande prioridade

“O trabalho e a dedicação são aquilo que faz a diferença na vida” Emídio Sousa está de parabéns. Não só por ter sido eleito o novo presidente da Câmara de Santa Maria da Feira mas também porque, hoje, comemora o seu 53.º aniversário. Numa entrevista exclusiva ao Correio da Feira, o autarca fala sobre o seu percurso de vida, a grande paixão que tem pelo ambiente e os primeiros dias de trabalho.

Daniela Castro Soares

Concelho. Por volta dos 18 anos, começou a trabalhar. Foi desde empreNascido em Fiães, Emídio Sousa gado de café a distribuidor de guarda boas recordações dos encomendas numa fábrica de tempos de criança na terra. “Foi cartonagem, o que lhe possibiliuma infância agradável. Tínha- tou entender o valor do trabalho. mos as nossas “Permitiu-me brincadeiras, conhecer a re“A política não enrique- alidade do munque eram próprias da nossa ce ninguém, pelo condo do trabalho, geração, como trário, mas é enriqueperceber a dujogar à bola, anreza do trabadar na floresta, cedora porque temos a lho, a necessino rio” – lembra oportunidade de fazer dade de sermos Emídio Sousa. disciplinados, coisas, de trabalhar U m a c r i a n ç a para os outros, para de muitas vemuito activa, zes ir trabalhar começou des- a comunidade, e isso sem vontade, sempre me agradou” de logo a prade fazer tareticar desporto. fas que não são “Joguei voleibol muito agradáno clube da terra, que era o veis. Ensina a dar o devido valor desporto de referência na altura. ao dinheiro. Quando ele é ganho Joguei até aos 17 anos e fiquei por nós, sabemos o que custa a fã. Acho que é um desporto muito ganhar e já temos mais cuidado interessante” – afirma o autarca, naquilo que gastamos. Deu para que não esquece também o fute- conhecer bem o mundo e acho bol, que jogou até aos 30 anos, que isso nos faz crescer muito” passando por vários clubes do – explica Emídio Sousa. daniela.soares@correiodafeira.pt

Paixão pelo ambiente já vem de longe O ambiente sempre foi um tema chave na vida do autarca. “Tem a ver com todo o crescimento que tive, que me deu este especial carinho pelo ambiente” – diz Emídio Sousa. A paixão já remonta aos tempos de infância no Rio Uíma, que recorda com muito afecto. “Como cresci no meio rural, perto dos campos, perto do rio, apreciava muito. E aprendi, ao longo da minha infância e juventude, que o ambiente é fundamental para termos uma boa qualidade de vida. Ainda hoje recordo, com saudade, os momentos em que íamos todos para o rio tomar banho e, se hoje o rio estivesse em condições para ir tomar banho, iria novamente” – afirma o autarca. Mas Emídio Sousa só se começou a aperceber da verdadeira importância que este tema tinha na sua vida quando ficou responsável pela requalificação e reabilitação das ribeiras e linhas de água e pela gestão da orla marítima de Vila Nova de Gaia. “Muito do que

eu aprendi em miúdo era aplicá- Política foi uma novidade vel. Por exemplo, na reabilitação bem acolhida de um rio, a ideia que existia há “Nunca me tinha passado pela 10, 15 anos era que requalificar cabeça entrar nas autarquias” – um rio era fazer paredes, muros começa por dizer Emídio Sousa e assim apertávamos o rio. Eu cujo interesse pela política surgiu percebi que a melhor forma de aos 23 anos, quando foi para segurar um rio Coimbra realiera uma velha zar um Curso de técnica tradicio- “Não sou supersticioAdministração nal dos nossos so. Acredito muito no Autárquica. “A a g r i c u l t o r e s , trabalho porque toda formação que que ao longo eu tive começou a minha vida foi feita das margens do a despertar-me rio tinham sem- com trabalho. (...) Sempara os problepre plantadas pre fui incentivado ao mas, porque fiárvores. Isso é trabalho e, para mim, a quei a conhecer a melhor forma muito bem a resorte está associada a de segurar uma alidade. A certa margem, dá li- trabalho” altura percebi berdade ao rio, que quando sodá frescura, a mos chamados, sombra permite uma tempera- quando as pessoas nos convidam, tura mais baixa para os peixes. devemos dar algum contributo. A Eu fui percebendo que aquelas política não enriquece ninguém, coisinhas que eu via quando era pelo contrário, mas é enriquecejovem eram a melhor forma de dora porque temos a oportunidade tratar um rio, de lhe dar aquele de fazer coisas, de trabalhar para aspecto mais natural” – conta os outros, para a comunidade, e Emídio Sousa. isso sempre me agradou, desde


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miúdo” - sublinha. O bichinho já vinha, na verdade, da juventude. “Fiz sempre parte de associações disto e daquilo, o que vai dando um conhecimento, uma experiência, uma sensibilidade especial” – conta. Apesar de não ser uma cadeira de sonho, a presidência de Câmara acabou por surgir naturalmente. “Nunca esteve nos meus horizontes ser presidente de Câmara. O que acontece é que a partir de certa altura, quando entro na vereação e quando sou nomeado vice-presidente, começou a perspectivar-se que talvez venha a acontecer, mas deixa-se as coisas fluir e elas acontecem naturalmente. Este ano o PSD entendeu que eu era a pessoa mais indicada para ser o candidato e cá estou” – diz Emídio Sousa, que se lançou, assim, na sua primeira campanha política. Uma campanha que a família sempre apoiou, apesar dos custos que o cargo envolve. “Apoiaram mas sempre muito preocupados, porque a família é a que mais sofre nestes cargos. Já sofre há oito anos porque nós, seja como vereadores, seja como presidente, temos que estar sempre disponíveis. E a vida familiar fica muito prejudicada porque é fins-de-semana, noites a trabalhar. Praticamente só consigo almoçar e jantar com a família ao domingo, e nem sempre. Tem de haver uma grande dedicação e não conseguimos estar com a família tanto como gostaríamos” – afirma o autarca. Foram meses a percorrer as freguesias, que lhe permitiram ganhar um maior conhecimento do Concelho. “Gostei muito desta campanha. Acho que fizemos uma das maiores reflexões sobre o

Concelho, de sempre. Hoje tenho informação do Concelho que se calhar mais ninguém tem: o que temos, o que não temos. Hoje sei isso tudo ao pormenor e em números. E isso irá servir, espero eu, para um trabalho que eu quero fazer aqui na Câmara, que é fazer um dossiê sobre o Município para depois “vender” a imagem do nosso Concelho pelo país e no estrangeiro, para tentar captar investimento” – adianta. O facto de ter sido um dos candidatos que mais propostas apresentou pode ter sido um trunfo na campanha de Emídio Sousa. “Apresentei muitas coisas novas, principalmente na área do desenvolvimento económico e do emprego, e ouvi em muitos municípios as nossas ideias quase plagiadas ao pormenor nos últimos meses. É bom sinal, é sinal de que estamos todos a trabalhar pelo mesmo objectivo” – diz o autarca.

Primeiros dias como Presidente da Câmara Agora com o lugar de presidente da Câmara da Feira assegurado, Emídio Sousa já começou a pôr mãos à obra. “Já conheço bem a orgânica da Câmara. Os primeiros dias são para, essencialmente, pôr a máquina a funcionar novamente, delegação de competências, preparação dos primeiros actos de formação dos gabinetes, preparar o próximo orçamento, tentar compatibilizar o nosso programa eleitoral com o orçamento municipal e tentar concretizar as propostas que fizemos” – descreve Emídio Sousa, que aponta a complexidade da tarefa que tem pela frente. “Vai ser um mandato difícil do ponto de vista da saúde financeira da autarquia. Teremos

Nome: Emídio Sousa Data de nascimento: 30 de Setembro de 1960 Idade: 53 anos Signo: Balança Local de Nascimento: Fiães, Santa Maria da Feira Estado Civil: Casado Filhos: 3 Clube: Sport Lisboa e Benfica Um Livro: Todos de Eça de Queirós Uma Viagem: Moçambique Um Som: Flauta transversal Um Filme: “Voando Sobre um Ninho de Cucos” Uma Cor: Azul-escuro Um Cheiro: Alecrim Uma Música: Qualquer uma dos Dire Straits Uma Comida: Cozido à portuguesa Um Desporto: Voleibol Um Animal: Cão Um Objecto: Caneta Uma Frase: O trabalho engrandece a pessoa Qual a sua maior qualidade? Persistente. Qual o seu maior defeito? Impulsivo. O que mais gosta de fazer? A coisa que mais gosto é ler, é o meu hobby. Sou mesmo obcecado, tenho lá tantos livros. Aliás eu não posso ir a um shopping. A minha mulher e os meus filhos vão às compras e eu vou para a Almedina ou para a Fnac. O que menos gosta de fazer? Arrumar a casa. O que traz sempre consigo? Telemóvel. Qual é o seu maior sonho? O meu maior sonho é conseguir fazer bem o meu trabalho.

de ser extremamente rigorosos, mas espero dar conta do recado” – afirma. Devido aos anos de experiência no trabalho da Câmara, o seu dia-a-dia não sofrerá uma grande mudança. “Não irá modificar muito porque já tinha por hábito chegar o mais cedo possível à Câmara e só sair quando tenho as coisas todas pelo menos direccionadas. Naturalmente, como presidente, haverá funções de representação que me obrigarão a estar mais fora da Câmara mas também é uma área que eu penso que é importantíssima e que quero trabalhar muito bem, porque entendo que o Concelho da Feira, sendo um dos maiores do país, pode claramente assumir um maior protagonismo, uma maior liderança e maior participação de âmbito regional e nacional” – diz Emídio Sousa. As primeiras decisões serão no âmbito da bandeira que assumiu durante toda a sua candidatura: o emprego. “Será um pelouro que eu vou assumir, o desenvolvimento económico e emprego. A minha aposta será essencialmente essa porque acho que é aí que se joga o futuro e a nossa qualidade de vida” – afirma Emídio Sousa, que refere como medidas concretas o apoio

às empresas, a aposta na internacionalização das mesmas para captar investimento estrangeiro e a criação de uma plataforma que ligue os feirenses que estão espalhados pelo mundo, para potenciar negócios. “Não é o presidente da Câmara por si só que vai resolver o problema do emprego. Ele pode apontar caminhos, pode dialogar, pode envolver os empresários, as organizações, e acho que é esse o trabalho que irei fazer com muito afinco” – sublinha.

Emídio político versus Emídio pessoa Nada supersticioso, Emídio Sousa é alguém que acredita piamente na importância do trabalho. Não tem qualquer caneta da sorte ou ritual que faz todos os dias e nem sequer vai comprar um fato novo para estrear no seu primeiro dia enquanto presidente. “Não sou supersticioso. Acredito muito no trabalho porque toda a minha vida foi feita com trabalho. Nunca me faltou nada. Tive uma infância e uma juventude felizes, mas sempre tive a necessidade de trabalhar, sempre fui incentivado ao trabalho e, para mim, a sorte está associada a trabalho” – afirma. Garante que não tem inimigos

07

(que conheça) e que durante estes anos de carreira política fez muitos amigos. Quando um cidadão o abordar na rua, descontente com a situação actual, o autarca tentará ouvir e ajudar. “Se a pessoa nos abordar com algum problema concreto, mesmo que não seja muito amistosa, tentarei ouvi-la. Agora, às vezes há pessoas que começam logo com insulto e aí não há nada a fazer” – aponta. O lado político de Emídio Sousa é bem conhecido, mas o lado pessoal fica sempre mais reservado. Quais são as diferenças? “Penso que é a responsabilidade e a cautela. O Emídio pessoa, em casa e na família, procura ser sempre mais um dos que anima a festa. Sempre fui um dos grandes animadores da família, da festa, das brincadeiras. O Emídio político já tem de ser mais cauteloso, mais prudente, mais racional. É isso que distingue” – responde Emídio Sousa, que se define como “uma pessoa bem-disposta e sempre disponível para estar com os outros”. A terminar, o autarca deixa uma lição que aprendeu ao longo da sua vida e que hoje é o maior conselho que dá aos seus três filhos: “O trabalho e a dedicação são aquilo que faz a diferença na vida”.


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Terra a terra

Mozelos

Uma freguesia com muita obra feita

“A maior riqueza em Mozelos são as pessoas”

O presidente da Junta de Mozelos, Jorge Ferreira, elege a população como a melhor qualidade da freguesia e enumera as várias infra-estruturas e serviços presentes na terra, que garantem qualidade de vida aos cidadãos. “É uma freguesia simpática, agradável, boa para se educar os filhos, para lhes proporcionar um futuro” – começa por dizer o presidente da Junta de Freguesia de Mozelos, Jorge Ferreira, que destaca as pessoas como o melhor da freguesia. “A maior riqueza em Mozelos são as pessoas. São pessoas de bem, trabalhadoras, com carácter positivo, convicções fortes” – descreve Jorge Ferreira. O presidente da Junta acrescenta que Mozelos é uma freguesia com serviços muito próximos da população e completamente coberta por água e saneamento. “Já devia ter sido feito há muitos anos, mas foi concluído agora. A nível do Concelho, falta muito pouco para acabar. É um investimento que não se vê, está no subsolo, mas é essencial” – afirma o presidente da Junta. Quanto aos locais onde as pessoas mais se reúnem, Jorge Ferreira salienta a zona da igreja e os espaços das associações. “Temos uma grande riqueza associativa, tanto a nível de associação de pais, como associações culturais, desportivas. Todas fazem trabalho em prol da comunidade, sem qualquer interesse monetário, apenas com o objectivo de servir os outros” – afirma Jorge Ferreira. Como sítios históricos, o presidente da Junta lembra o Parque do Coteiro e as “casas referenciadas”, como por exemplo na Rua Central da Vergada, que são importantes para recordar “os nossos antepassados”, sublinhando

ainda o facto de já ter havido referência à passagem de romanos pela freguesia.

Muita obra feita Questionado sobre se a freguesia tem evoluído nos últimos anos, Jorge Ferreira responde: “A resposta a essa pergunta pode ser melhor dada por todos aqueles que cá vivem”. O presidente da Junta adianta, porém, que a freguesia se tem “desenvolvido bastante nas várias vertentes” e prova disso é a “população que tem vindo a aumentar”. Em termos de obras feitas, a lista ainda é grande. Jorge Ferreira começa por apontar as intervenções no Centro Escolar do Murado e no acesso ao Parque do Murado, nomeadamente desde a rotunda do Continente até ao parque. Mas ainda há mais. O presidente da Junta enumera: “O Parque do Coteiro tem sido desenvolvido continuadamente, é um óptimo local para famílias. A parte rodoviária está fantástica. O arranjo no cemitério é uma obra de referência. Temos o arranjo do arraial, que ficará pronto a breve trecho, no máximo em três semanas. Depois temos feito alargamentos na via pública, de modo a melhorar os acessos”. Por fazer ficou o pavilhão gimnodesportivo, “uma carência fundamental da freguesia”. “Andamos a lutar há muitos anos. O projecto já está feito e aprovado, mas falta o fundo. Mas mais cedo ou mais tarde será realizado” – afirma Jorge Ferreira, que espera ainda que a Zona industrial do Casal se torne “uma realidade”. “Vai servir Mozelos e as freguesias próximas, e contribuir para o desenvolvimento”. Como maiores problemas, o presidente da Junta não esquece o desemprego, “um problema a nível internacional”. “Deve-se dar apoio às empresas que se querem desenvolver, aos pequenos industriais e ver, das empresas que já estão instaladas, quais as suas dificuldades” – remata.

1

Associação Os Amigos da Columbófila de Ermilhe

2

Associação Desportiva Estrelas das Regadas

3

Juventude Atlética Mozelense

4

Grupo de Dinamização Cultural de Mozelos (GDC-M)

5

Conferência de S. Martinho

6

Clube de Emprego - Reagir + da Associação pelo Prazer de Viver

7

Grupo Columbófilo de Mozelos

8

Associação Os Dragões de Mozelos

9

Futebol Clube de Mozelos

10

Conferência de S. Vicente Paulo de Mozelos

11

Fábrica da Igreja de Mozelos

12

Tuna Musical Mozelense

13

Habitação Social de Mozelos

14

Comunidade Terapêutica - Casa Grande

15

Pelo Prazer de Viver: Saúde, Cultura e Vida

16

Habitação de Custos Controlados para Jovens de Mozelos

17

Correios - Posto de Mozelos

18

Centro Comunitário Espaço Aberto

19

Junta de Freguesia de Mozelos

20

Gabinete de Proximidade de Mozelos

21

Centro de Apoio Social de Mozelos

22

Serviço Local da Segurança Social - Balcão de Mozelos

23

Escola Básica do 1º Ciclo da Vergada

24

Jardim de Infância do Sobral

25

Escola Básica do 1º Ciclo do Sobral

26

Escola Básica do 1º Ciclo de Prime

27

Jardim de Infância de Prime

28

Parque de Lazer do Monte Coteiro

29

Parque de Lazer do Murado

30

Campo de Jogos de Mozelos

31

Palacetes da Rua Central da Vergada

32

Igreja Paroquial de Mozelos

33

Casa da Rua do Dr. Amorim

34

Capela de S. Brás

35

Casa de Manuel Martins Ferreira Silva

36

Capela da Quinta das Meladas

37

Quinta das Meladas

38

Zona Industrial do Fundão / Sobral

39

Zona Industrial do Fial

19

8

12

25

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Correio da Feira

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30.SET.2013

Estatísticas demográficas de Mozelos Indicador Estatístico População Residente Área Densidade Populacional

7.142 5,81 1.229,22

Habitantes Km2 Hab / Km2

372 407 352 478 4.660 873

5,21 % 5,70 % 4,93 % 6,69 % 65,25 % 12,2 %

1.208 5.061 873

16,91 % 70,86 % 12,22 %

População Residente por Escalões Etários 0 – 4 Anos 5 – 9 Anos 10 – 13 Anos 14 – 19 Anos 20 – 64 Anos 65 e + Anos População Residente por Grandes Grupos Etários 0 – 14 Anos 15 – 64 Anos 65 e + Anos

28

Índice de Envelhecimento Índice de Dependência de Idosos Índice de Dependência de Jovens

72,27 17,25 23,87

População Economicamente Activa Taxa de Atividade Desempregada Total

3.875

Empregada

3.315

Total

Proc. 1.º Emprego

560

93

65,30

Novo Em- Taxa de Desemprego prego 467

14,45

População Empregada por Setor de Atividade Setor Primário Indiv. 13

Setor Secundário

Setor Terciário

%

Indiv.

%

Indiv.

%

0,39

1.686

50,86

1.616

48,75

29 População Residente por Grau de Escolarização N/ sabe ler nem escrever 193 ind. 3,03

Taxa de Analfabetismo

1.º Ciclo Ensino Básico Completo

1.963

A frequentar

328

2.º Ciclo Ensino Básico Completo

1.200

A frequentar

218

3.º Ciclo Ensino Básico

32

Completo

1.178

A frequentar

308

Ensino Secundário Completo

909

A frequentar

308

Ensino Pós-Secundário Completo

55

A frequentar

9

Ensino Superior Completo

609

A frequentar

244


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Terra a terra

Mozelos 27

24

23

7

11

12

Freguesia é um dos principais “músculos” do tecido produtivo do Concelho Localizada no quadrante norte do município, a originalidade e antiguidade da freguesia de Mozelos distinguem-se no contexto da História das Terras de Santa Maria. As primeiras referências bibliográficas conhecidas sobre Mozelos remontam a um documento de 1009 onde se faz referência a “Moazellus”. Mozelos foi incluído no Foral da Feira (Terra de Santa Maria) concedido por El-Rei D. Manuel I em Lisboa a 10 de Março de 1514. A Ordem de Malta, com sede em Rio Meão, possuía, também em Mozelos, Bens e Foros. Esta Ordem tinha anexado a si a maior parte da freguesia de Santa Maria de Meladas, extinta no final do século XV, devido a uma grande peste que dizimou quase toda a população. Ainda hoje, no lugar de Meladas (mais propriamente na Quinta de Meladas), existe uma pequena Capela comemorativa da antiga Igreja Paroquial que aí existiu no século XII, bem como marcos nas extremas da Freguesia, com a inscrição da “Cruz de Malta”. Outro momento histórico da freguesia transporta-nos para o período das Invasões Francesas. Em 11 de Maio de 1809, como represália de terem surgido mortos tres soldados franceses, os invasores franceses fuzilaram sete inocentes (incluindo o padre João Sá Rocha), tendo, posteriormente pendurado os respectivos cadáveres nos ramos de um secular pinheiro que existia no lugar do Picoto, junto à

actual EN1. De acordo com a memória comum de Mozelos, os sete corpos ali permaneceram, funcionando como aviso por parte dos invasores, ficando o dito pinheiro a ser conhecido por “Pinheiro das Sete Cruzes”, tendo sido erigida neste local, no ano de 1885, uma pequena ermida alusiva ao momento. Esse momento ficaria para sempre eternizado na História de Mozelos, com o “Pinheiro das Sete Cruzes” a fazer parte do Brasão da Vila de Mozelos, sendo que essa classificação honorífica se deu a 30 de Junho de 1989. Uma lenda local refere que a toponímia derivou de uma antiga dama de origem franca (madamemoiselle) que vivia naquele local. Com o tempo Madamemoiselle passou a Moazellus, que acabou mais tarde por se tornar Mozelos. Os testemunhos da etnografia e da história de Mozelos atestam a antiguidade do seu povoamento. Diversos indícios arqueológicos, como parte de uma estrada romana, que seria de ligação a outra do Alto Minho, a qual iria ter à Galiza, atestam a presença dos romanos em Mozelos. Até meados do século XX, a microeconomia da freguesia assentaria num modelo eminentemente agrícola. Ainda hoje, na paisagem de Mozelos pontificam inúmeros testemunhos desse período. Deste modo, casas agrícolas, espigueiros, canastros, muros meeiros, tanques e represas de água corroboram o cariz agrícola de Mozelos.

No entanto, com o boom industrial registado no país e no concelho a partir de 1950, a fisionomia económica e geográfica de Mozelos viria a conhecer uma profunda alteração. Nos dias de hoje, a freguesia de Mozelos é um dos principais “músculos” do tecido produtivo do concelho, contabilizando dezenas de empresas dedicadas à indústria transformadora da cortiça. De acordo com os resultados dos Censos 2011, cerca de 51 por cento da população activa empregada de Mozelos dedica-se a actividades

do sector secundário (indústria). No entanto, salienta-se o comportamento que o sector terciário tem registado (abrangendo 48,75 por cento do total da mão-de-obra empregada). No caso concreto de Mozelos, este crescimento das actividades terciárias (comércio e serviços), resultam, por um lado, como forma de complementaridade em relação ao sector secundário (destacando-se neste particular empresas dedicas aos sectores dos seguros, contabilidade, banca) mas também, por outro lado,

como resultado do forte crescimento do parque habitacional da freguesia. Entre os períodos intercensitários de 1981 e 2011, Mozelos apresentou um comportamento demográfico assinalável: em 1981, a população residente da freguesia era de 4.749 indivíduos, passando, em 2011, para 7.142 indivíduos, o que se traduz numa taxa de crescimento anual de cerca de 2,5%. Dispondo de excelentes condições de acessibilidade (em função da sua proximidade aos nós da A1, A29, A44 e da presença da EN1),

a freguesia de Mozelos tem vindo, ao longo dos últimos anos, a atrair muita população oriunda de concelhos limítrofes como VN Gaia ou Espinho. São muitos os filhos de Mozelos que se notabilizaram nas mais diversas áreas de actividade. No entanto, desse conjunto de nomes, emergem os de Manuel Laranjeira (ilustre médico que se celebrizou, ainda, pelos seus escritos políticos) e de Américo Amorim, o nome maior da indústria corticeira em Portugal, que se tornou um dos maiores e bem sucedidos empresários do país.


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Lobão // O único fruto à venda neste momento é o maracujá

Uma horta cheia de surpresas caricatas Tony Dias é o proprietário da Horta D’Avó. Este espaço verde conta com uma gama muito vasta de alimentos, alguns deles inéditos, e que podem ser provados por quem aparecer por lá. Daniela Castro Soares daniela.soares@correiodafeira.pt

O projecto começou há cerca de três anos, quando Tony Dias restaurou a casa onde o terreno se encontra e começou a cultivar. Este bichinho da agricultura já vinha, no entanto, de longe. ”Foram os meus avós que me incutiram esse gosto, principalmente a minha avó, e o que fiz foi apenas dar asas” – explica Tony Dias, acrescentando que foi em homenagem à avó que chamou a este local Horta D’Avó. Este espaço verde tem uma extensão de mais de 1000 metros, onde podemos encontrar uma vasta gama de alimentos. “Comecei por produzir plantas normais mas sempre tive curiosidade em ter o que os outros não têm. Então, tentei ter variedades pouco conhecidas no mercado” – refere Tony Dias. Neste âmbito, podemos encontrar na Horta D’Avó um pouco de tudo, desde os frutos mais comuns, como morangos, framboesas e maracujás, até alimentos muito invulgares, como paprika ou tomates pêra, azuis ou rosa. “Também já tive pepinos com sabor a melão com 1,10 metros de comprimento, malaguetas com 40cm, melancia amarela no interior” – enumera o responsável pelo espaço, que arranja as sementes através de amigos estrangeiros. “São pessoas amigas que tenho no estrangeiro, que têm o mesmo gosto que eu. Então, andamos sempre a trocar plantas uns com os outros” – conta.

Produtos sem quaisquer químicos

Importa também sublinhar que Tony Dias não utiliza qualquer químico no processo agrícola. “Podem provar à vontade porque é tudo sem químicos” – dizia, ao mesmo tempo que oferecia para provar os morangos ou as folhas stevia, 20 vezes mais doces do que a cana-de-açúcar. “Aproveito o que a natureza dá. Meto a lenha de poda no triturador e depois usoa para fertilizar as plantas e, para combater as pragas, utilizo outras plantas” – explica Tony Dias, que salienta que é possível “produzir em casa sem grandes custos e com óptima qualidade, sem ser necessário utilizar produtos químicos”. Todos os seus produtos são, para já, apenas para uso pessoal, já que a única fruta que vende é o maracujá. Com uma plantação de 2600 metros em estufa situada em Arouca, Tony Dias adianta que este ano já apanhou cerca de 200 quilos de maracujás, tendo diversas variedades como curuba, granadilha, laranja, limão, roxo, entre outros. “É um fruto muito

apetecido. Tem uma mistura de sabores muito agradável e há muita procura por ele. Portugal só consegue produzir cinco por cento do que consumimos em termos de maracujás” – afirma Tony Dias, que gostava de ter encontrado um terreno mais perto de casa. “O meu objectivo era ter o mais próximo daqui, para reduzir o tempo perdido nas viagens e os custos, mas não consegui encontrar” – refere. No mesmo terreno, tem uma plantação de 5400 metros de acca sellowiana ao ar livre, um fruto com propriedades medicinais. “A acca sellowiana é um produto com sucesso no futuro, que já vai dar para vender no próximo ano. Previne a gripe e é a única flor que consegue produzir iodo natural, que é usado para a terapia da tiróide” – explica.

Muitos alimentos com benefícios para a saúde

A acca sellowiana é apenas um dos alimentos com fins medicinais que Tony Dias cultiva. Também há os mirtilos, que aumentam a capacidade de visão, ou mesmo alguns frutos que ajudam a reduzir o colesterol. Mas talvez o que mais benefícios traz é o tomate. “Sei que todo o tomate tem propriedades anti-cancro e o tomate rosa foi concebido para esse fim” – diz Tony Dias, que salienta que os tomates são todos cultivados da mesma maneira. “O método é o mesmo, mas em termos de estética e sabores são diferentes. Quem prova acha muito interessante o sabor do tomate pêra e do tomate azul” – afirma.

Para além dos produtos no seu estado natural, Tony Dias também os aproveita para fazer compotas, licores, chás e extracção de óleos essenciais. Apesar de ter a profissão de restaurador, o objectivo é fazer da agricultura a sua actividade principal e, quem sabe, abrir uma loja, onde possa vender todas estas vertentes. “Nesta fase inicial, o objectivo foi fazer experiências e promover o que temos de bom no nosso meio rural, dando a provar a quem tiver curiosidade. A próxima fase será produzir para vender, mas ainda estou a assentar as ideias do que vale mesmo a pena fazer. Há um grande feedback e as pessoas estão interessadas” – conta Tony Dias. Esse feedback tem vindo de pessoas curiosas em conhecer a horta. “Tenho tido algumas visitas. É muito procurado por pessoas que têm a mesma paixão que eu tenho por isto. Pedem para lhes explicar o processo e ficam admiradas com o que se produz aqui dentro, porque tem algumas coisas diferentes do que costumam ver” – diz Tony Dias, que acrescenta que também o tem visitado escolas e lares da terceira idade. “O meu objectivo era mesmo esse. No início da plantação, convidar as escolas a vir cá visitar, fazer-se a experiência com as crianças de serem elas a fazer a plantação numa covete e, depois, virem ver o que semearam. Isto para incutir-lhes o gosto de plantarem e também para saberem o que comem” – afirma. O responsável pela Horta D’Avó termina dizendo que “a Câmara devia desbloquear alguns terrenos

para as pessoas conseguirem produzir os seus próprios alimentos”. “Acho que a agricultura tem que deixar de ser o parente pobre da

economia portuguesa, porque temos boas condições climatéricas e o que produzimos é de boa qualidade” – remata. Publicidade

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ÓSCAR MANUEL G. MAIA Escritório: Rua Jornal Correio da Feira, 11 - 4º Dto. Sala 401 4520-234 Santa Maria da Feira Telm: 968 060 678


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Correio da Feira 30.SET.2013

Concelho // Carla Cardoso, responsável pela Feira Viva – Natação Adaptada

“É com muito orgulho que conseguimos os resultados que temos vindo a alcançar”

Carla Cardoso lidera, desde 2007, o projecto de natação adaptada da Feira Viva. A responsável define, como objectivo prioritário, a vertente competitiva, sem nunca descurar os aspectos sociais e de formação dos jovens atletas que compõem a equipa. O sonho de colocar um nadador nos Jogos Paralímpicos continua bem vivo nos responsáveis pelo clube, e Carla Cardoso acredita que a concretização do objectivo está próxima. Rui Almeida Santos rui.santos@correiodafeira.pt

Como se sente em liderar um projecto como o da Feira Viva – Natação Adaptada? Sinto muito orgulho. Foi um desafio colocado em Agosto de 2007, para arrancar em Setembro. Inicialmente foi assustador, porque havia muitas variantes que não controlávamos, entre as quais não termos posto limites em termos de áreas de deficiência. Abrimos a todas as áreas o que levou a que tivéssemos que acolher todos os atletas que nos apareceram. Neste momento temos todas as áreas a funcionar, excepto a de surdos. Estamos inscritos em todas as associações a nível nacional, entre a Associação de Deficientes Intelectuais, Motores, Invisuais. É um leque muito abrangente, ou seja, não nos especificamos apenas numa área apenas. Agora, é com

muito orgulho que conseguimos ter tido os resultados que temos vindo a alcançar, e conseguirmos dar resposta a todos os que nos procuram. Ainda se recorda de como tudo começou? Acho que nunca me vou esquecer. A minha paixão pela natação começa na faculdade, quando tivemos que optar por uma área de treino. Quando terminei o curso, comecei, na altura, no Clube de Natação da Feira Viva, que deu origem ao Clube Desportivo Feirense. Ainda trabalhei com eles dois anos. Entretanto, por questões pessoais, deixei o clube. Em 2007, falaram comigo para liderar este tipo de projecto, sempre com o objectivo do alto rendimento. Disse que sozinha não iria conseguir. Tivemos que pensar numa equipa técnica abrangente, desde a parte médica fisiátrica do Hospital a um fisioterapeuta sem-

pre a tempo inteiro. Fizemos uma sessão de captação logo no início de Setembro de 2007. Apareceram bastantes miúdos, muitos vindos da CERCI, outros a título particular. E assim começou. Tem sido complicado lidar com um leque tão abrangente de crianças com as suas especificidades? Agora menos. Já temos uma experiência diferente. Não tem sido assim tão complicado. Há momentos da época desportiva em que se sente mais cansaço, mais desmotivação, porque não há muitas provas. Sendo o nosso objectivo a competição, o que nos faz mover são os momentos competitivos. E não há, a nível nacional, muitos. Por exemplo, começámos a época desportiva em Setembro e, até Janeiro, quando desenvolvemos o nosso evento, a Competição de Natação Adaptada (CNA), não há

qualquer momento competitivo. Ou seja, é treinar só para preparar para esse momento. Tudo bem que esta é uma modalidade muito técnica, há muito que trabalhar, mas, principalmente aqueles que têm o objectivo de alto rendimento, custa um bocadinho a manter os objectivos.

competição homologada, que é reconhecida pelo IPC, que é a organização máxima, a nível mundial, da natação adaptada. Fica dispendioso homologar a prova. Depois, temos controlo anti-doping, temos toda a parte de arbitragem, que tem que ser oficial, e todo o acolhimento dos clubes.

Por que acha que não existem mais momentos competitivos? Tudo se rege à volta dos problemas monetários. O país não está bem, as associações não têm disponibilidade monetária para investir, e vivemos um bocadinho à custa da carolice e da aposta dos clubes.

Já disse que o momento competitivo é o mais importante,

Pelo exemplo da organização do CNA, é assim tão difícil e dispendioso organizar um evento desse género? É dispendioso, quando desenvolvemos e organizamos uma

Adriana Reis e Diogo Sant em bom plano no Europeu Portugal terminou o Campeonato da Europa da DSISO com 32 medalhas (12 de ouro, 13 de prata e 7 de bronze), atrás da poderosa Itália, que conseguiu o número impressionante de 54 medalhas no total. A nadadora do Feira Viva natação adaptada Adriana Reis, foi vice-campeã nos 4x50m Livres e nos 4x100m Livres, 4.ª posicionada nos 800m livres e 6.ª nos 400m livres.


Correio da Feira 30.SET.2013

entraram na Selecção Nacional de Síndrome de Down e, logo de seguida, tivemos miúdos com mínimos para as selecções da ANDDEMOT. Isto sempre numa fase de formação. Tivemos também a mais-valia de começarmos com miúdos novinhos. A nossa camada de nadadores é jovem e, se pudermos dizê-lo, são as promessas da Selecção portugesa.

e nada o pode ultrapassar numa percentagem muito elevada, porque não há onde ir buscar o resto do dinheiro. Os pais investem, com a quota mensal que pagam. A nível de transportes para treinos não há qualquer investimento da Feira Viva. Para os momentos competitivos, quem investe é a Feira Viva e a Câmara, em termos de transporte, alojamento, alimentação.

Apesar dos objectivos que o clube tem, quando procuram o clube fazem-no numa óptica de competição ou de lazer? Temos as duas situações. Não a parte de lazer mas na parte de iniciação à natação. Temos a procura, por parte dos pais e do Hospital, de meninos e jovens com problemas adquiridos à posterior, ou já de nascença, para iniciarem a natação. Depois, também temos jovens que nos procuram já com o objectivo competitivo.

Acredita que projectos como o da Feira Viva – Natação Adaptada têm futuro? Tenho que acreditar. É isso que me faz andar aqui. Tenho que acreditar porque, se não for mais nada, temos que pensar que a maioria destes nadadores coloca a natação como um objectivo de vida. É algo em que eles sentem reconhecimento, em termos sociais. É um projecto que lhes dá visibilidade e um pouco de equivalência a muitos direitos, quase naturais para os outros, mas que eles não têm. Se pensarmos que um jovem destes não pode fazer outra modalidade porque não existe mais nenhuma modalidade adaptada neste Concelho ou na área de residência, isso torna a natação num objectivo de vida para eles. Quem fala com qualquer um deles vê que, se pudessem, colocariam de parte um ou dois anos da sua formação escolar para apostarem e conseguirem os objectivos a nível desportivo. Por outro lado, o país e tudo o que envolve não dão essa oportunidade, porque, quer queiramos quer não, quando falamos em momentos competitivos a nível internacional tudo é afunilado e acabam por ir, quase sempre, os mesmos a essas provas, porque não há disponibilidade monetária para levar as promessas de futuro. Quer queiramos quer não, essas promessas começam a dizer: “Andamos aqui a trabalhar para quê? Para ficarmos sempre aquém do objectivo principal?”.

São procurados por jovens fora do Concelho? Sim. Temos nadadores de Gondomar, Cortegaça, Estarreja e S. João da Madeira. O leque de atletas não se cinge, apenas, ao concelho de Santa Maria da Feira. Isso deve-se à falta de clubes nesses Concelhos ou à qualidade da Feira Viva – Natação Adaptada? A falta de clubes não se põe tanto, porque, por exemplo, em Estarreja temos o Sporting Clube de Aveiro, que também trabalha muito bem. A procura deve-se, se calhar, por os atletas terem outros horários de treino, outras disponibilidades, que esses clubes não têm.

mas a vertente social é também valorizada? Quer queiramos quer não, isso está sempre envolvido. Não podemos dizer que nos esquecemos da parte psicológica, social e económica, e nos centramos só na parte competitiva. Tentamos ao máximo separar as águas, porque o nosso projecto não é de natação para todos ou de lazer e bem-estar. O nosso objectivo é a competição nacional ao mais alto nível, a competição internacional e, como objectivo máximo, os Paralímpicos. Inicialmente, não começámos com estes grupos de nadadores. Só em 2008 tivemos três nadadores que

tos u da DSISO O nadador do Feira Viva natação adaptada Diogo Santos, posicionou-se em 6.º lugar nos 800m livres e em 8.º nos 400m livres. Adriana Reis e do Diogo Santos bateram ainda recordes pessoais e conseguiram o apuramento para as finais dos 50m costas, 100m costas, 200m costas, no caso de Diogo, e dos 50m mariposa e 200m livres no caso de Adriana.

Desportivamente, os atletas da Feira Viva – Natação Adaptada têm alcançado resultados importantes. Isso é preponderante para os atletas ou é encarado como um bónus? É preponderante. É o que nos faz andar aqui. Se há uma carreira desportiva delineada e se os objectivos são cumpridos, patamar a patamar, isso dá motivação. Bónus seria conseguirmos algo sem eles terem esforço. Mas eles, neste momento, trabalham unicamente para isso. É essencial que projectos como este continuem a ser apoiados? Sim. Sei que cada vez está mais difícil e, quer queiramos quer não, para chegarmos a um momento competitivo é preciso um investimento antes. É preciso investimento em horas de treino, em material, nos técnicos, na formação. Depois, chegamos a um patamar em que só o treino diário não chega. Tal como qualquer clube ou modalidade semi-profissional, se assim podermos falar, há também investimento por parte dos pais, como nos transportes. Apesar da especificidade deste projecto, tem sentido dificuldade em conseguir financiá-lo? Sempre que temos reuniões com a parte directiva, a conversa da parte monetária e económica é colocada em cima da mesa, porque regemonos por um orçamento camarário

A nível escolar, tem recebido um feedback positivo de atletas e professores? Costumo dizer-lhes, e isto é importante, que a natação não dá de comer a ninguém. Enquanto que o futebol vai dando àqueles que são muito bons, a natação, infelizmente cá em Portugal, não alimenta ninguém. Eles têm que, em primeira mão, ter resultados a nível escolar. É difícil eles conciliarem mas, até agora, têm conseguido alcançar os objectivos a nível escolar. Neste momento, dos seis nadadores que temos no nível de alta competição, todos têm progressão a nível escolar. Temos três nadadores no 11.º ano, um que está a tentar ingressar na faculdade e outra nadadora que está a conciliar a escola com um curso profissional. O projecto é apadrinhado pela Vanessa Fernandes. Isso dá-lhe outra robustez e visibilidade? Já deu. Inicialmente, quando a Vanessa esteve nos Jogos Olímpicos e treinava para tal, veio, inclusivamente, fazer uns treinos junto com os nossos nadadores. Ela planeava tudo de forma a que o treino de água coincidisse com o nosso treino. Para eles sempre foi, e continua a ser, um motivo de

“Sendo o nosso objectivo a competição, o que nos faz mover são os momentos competitivos. E não há, a nível nacional, muitos”

“O nosso objectivo é a competição nacional ao mais alto nível, a competição internacional e, como objectivo máximo, os Paralímpicos”

“(Resultados) são preponderantes. É o que nos faz andar aqui. Se há uma carreira desportiva delineada e se os objectivos são cumpridos, patamar a patamar, isso dá motivação. Bónus seria conseguirmos algo sem eles terem esforço. Mas eles, neste momento, trabalham unicamente para isso”

“Quer queiramos quer não, para chegarmos a um momento competitivo é preciso um investimento antes. É preciso investimento em horas de treino, em material, nos técnicos, na formação. Depois, chegamos a um patamar em que só o treino diário não chega”

“É um projecto que lhes dá visibilidade e um pouco de equivalência a muitos direitos, quase naturais para os outros, mas que eles não têm. Se pensarmos que um jovem destes não pode fazer outra modalidade porque não existe mais nenhuma modalidade adaptada neste Concelho ou na área de residência, isso torna a natação num objectivo de vida para eles”

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grande orgulho. Neste momento ela está um bocadinho mais afastada mas tenho toda a noção de que tem toda a sensibilidade para, quando puder, ter a oportunidade de voltar a aparecer. Um dos grandes objectivos de sempre da Feira Viva – Natação Adaptada é colocar um nadador nos Jogos Paralímpicos. Está perto de se realizar esse sonho? Temos que pensar isto patamar a patamar. Dentro da área da deficiência intelectual, há uma diferenciação entre meninos com Síndromo de Down e os nadadores com deficiência intelectual. Aí há um quadro competitivo diferente. Eles são integrados na DSISO, que é a organização internacional que promove as provas para eles. Recentemente, tivemos no Europeu da DSISO, com dois nadadores (ver caixa). Esse é um dos nossos objectivos, o de ter sempre nadadores na Selecção de meninos com Síndrome de Down. A nível dos Paralímpicos, temos aí inseridos os invisuais, os motores e os intelectuais, de uma forma geral. Se está próximo de concretizar esse objectivo? Julgo que sim. Temos consciência sobre quais são os mínimos. Temos os nadadores que estão a trabalhar para esses mínimos. Há sempre variantes que não conseguimos controlar, como os problemas físicos que eles vão tendo. Se têm mínimos e, depois, vão fazer parte do grupo? Aí tem a ver com as quotas, que são lançadas a nível nacional pelas associações. Tal como disse, tudo se rege a nível monetário. Se as associações têm dinheiro para levar mais do que dois ou três nadadores, abrem as quotas aos outros nadadores que têm mínimos. Se a associação não tem dinheiro para investir em mais do que nos nadadores que podem ir ao pódio, aí os nadadores muito jovens, como é o nosso caso, terão que ficar de fora e continuar a treinar mais. Qual é a sua opinião em relação a esse sistema? A minha opinião é a de que todos os que têm mínimos deveriam conseguir lá estar, porque é isso que os faz estar mais presentes no treino, que os faz estar a treinar a 100%. Disse que o sonho estaria para breve. Acredita que será nos próximos Paralímpicos? O nosso próximo objectivo é termos nadadores no próximo Europeu, que vai ser em 2014, na Holanda. Temos que ir devagarinho, patamar a patamar. A partir do momento que tivermos aí nadadores, se calhar podemos pensar que sim. Temos que ver que estamos no início de um ciclo olímpico. Agora os nadadores têm que conseguir os seus objectivos, patamar a patamar. Neste momento, temos como grandes promessas o Ruben Linhares, o Ivo Rocha, o Amadeu Cruz e a Ana Filipa Castro, na parte dos Paralímpicos. Continuamos a investir nos nadadores com Síndrome de Down. Temos muitas promessas, que esperamos que venham a dar frutos, mas incorporados na Selecção temos a Adriana Reis e o Diogo Santos.


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Correio da Feira 30.SET.2013

Política // Apenas Alcides Branco compareceu da Oposição

Reunião extraordinária da Câmara gera polémica

Caldas de S. Jorge // Na noite da passada sexta-feira

Inaugurado primeiro percurso pedestre Daniela Castro Soares daniela.soares@correiodafeira.pt

O primeiro percurso pedestre das Caldas de S. Jorge foi inaugurado na passada sextafeira. “Começou a ser pensado em Novembro do ano passado. Vimos que seria interessante e oportuno para a freguesia e, então, realizamos vários estudos. Vimos quais eram os melhores percursos e definimo-los. Em Junho começamos a trabalhar neles” – conta o presidente da Junta de Freguesia das Caldas, José Martins. O percurso tem uma extensão de um quilómetro e denomina-se “Percurso da Ilha”. O presidente conta que apesar de ter sido “planeado, projectado, limpo e tratado”, o cus-

to “não é muito”, pois trata-se de um projecto financiado, logo o “preço é simbólico”. Este é apenas o primeiro percurso pedestre das Caldas, sendo que mais dois estão planeados e já em construção. O Percurso do Calvário terá cinco quilómetros e o Percurso do Rio Uíma aproximadamente sete quilómetros, sendo por isso o mais longo, e ligará as Caldas de S. Jorge a Pigeiros. “Desta maneira conseguimos expor zonas da freguesia que ainda estão por explorar. Zonas ricas, muito bonitas, com património ambiental. Conseguimos atrair as pessoas para o rio. Se queremos voltar-nos para o turismo temos que fazer valer o nosso património” – diz José Martins.

Caldas 2027 inaugurado no mesmo dia

A alteração ao contrato-promessa de permuta celebrado entre o município, Manuel Correia Pais e A Vêr o Sol, Lda foi o ponto que justificou a reunião extraordinária da Câmara, que se realizou na passada sexta-feira, apenas com Alcides Branco em representação da Oposição (ver caixa). A alteração visa que a Câmara ceda o lote que a sociedade deu à mesma, ou parcelas de terreno, com a garantia de ter a capacidade construtiva na permuta. O lote será totalmente dado, com o compromisso de ser doado à Câmara parte do domínio público que este engloba, ficando isento de taxas urbanísticas. Este foi o ponto de maior discussão, tendo Alfredo Henriques, que presidiu a reunião, levantado algumas questões relativas aos valores do terreno. A alteração do contrato-promessa de permuta, celebrado entre o Município, Imóvelfeira-Construções, Limitada e Domingos Rodrigues de Andrade e esposa, também foi aprovado nos mesmos termos. Relativamente a outros pontos que se encontravam na ordem do dia, destaque para a alienação em hasta pública de terreno na freguesia de Fiães, em que o

terreno foi vendido pelo valor de 70 mil euros, e para o protocolo, a celebrar entre o Município de Santa Maria da Feira e a Junta de Freguesia de S. Paio de Oleiros, que remete para a cedência por parte da Junta oleirense de um determinado números de cubos paralelos para uma obra em picalhos, sendo mais tarde devolvido esse mesmo valor de cubos pelo Município de Santa Maria da Feira. As restantes deliberações reportam para a ratificação de erros e omissões relativos à empreitada “Reabilitação do Edifício de Turismo e Cultura”, a minuta do contrato adicional referente à empreitada de “Construção do sistema de drenagem de águas residuais da Bacia B4 – Laje Jusante”, o auto de recepção definitiva da empreitada de Museu Convento dos Lóios – Remodelação e qualificação dos espaços para destino mesológico do edifício existente (1.ª fase), o protocolo de cedência de instalações escolares a celebrar com a Junta de Freguesia de São Miguel de Souto e, também na mesma freguesia, a venda em hasta pública de um terreno junto da capela das almas.

Alcides Branco furou protesto dos vereadores doPS Os vereadores do PS, Margarida Gariso, António Bastos, Márcio Correia e Sérgio Cirino, não compareceram à reunião extraordinária da Câmara, da passada sexta-feira, por entenderem que ela “serve, única e exclusivamente, como ferramenta de campanha eleitoral em vésperas de eleições”. A justificação surge num comunicado enviado pelos socialistas às redacções, no qual é igualmente referido que os vereadores do PS “não pactuarão com o facto” e

vão exigir, “após as eleições, a fiscalização dos actos praticados” na reunião. Os socialistas “não percebem a urgência de tais deliberações agora” e referem que vão dar “conhecimento ao Secretário de Estado da Administração Local, ao Presidente da Comissão Nacional de Eleições, ao Director Geral da Inspecção-Geral das Finanças e à Comunicação Social” dos motivos pelos quais não compareceram na reunião. Apenas Alcides Branco furou o protesto.

No mesmo dia, foi inaugurado o “Espaço Caldas 2027”. A funcionar nas antigas instalações da Brisa, os criadores do projecto aproveitaram um sítio que estava abandonado há muito tempo. “Trata-se de um projecto de uma equipa de jovens das Caldas para dinamizar o turismo” – conta uma das coordenadoras do Caldas 2027, Sónia Ribeiro. O objectivo é o aproveitamento de competências de pessoas para a aposta em iniciativas em prol da freguesia. Um dos sectores do projecto é o co-working, que pretendem começar em breve. “A sala ainda está a ser construída. Quando acabarem as obras, que penso que será dentro de três semanas, abrem-se as candidaturas para as empresas” – explicou a

coordenadora do projecto. A funcionar desde Fevereiro naquele espaço está o centro de formação. “Estamos a dinamizar formação em parceria com a Junta. Estamos a conseguir fazer um bom trabalho, a atrair pessoas de outras freguesias, a trazer mais movimento” – conta Sónia Ribeiro. A diversidade de áreas dos cursos é muito grande, indo desde o marketing, ao inglês ou à culinária. “Fazemos pesquisa das necessidades dos formandos e vamos abrindo cursos consoante essas necessidades” – afirma a coordenadora do Caldas 2027. “A formação é extremamente importante. Através dela conseguimos ajudar os jovens desempregados no seu futuro” – diz, por sua vez, José Martins.


Correio da Feira 30.SET.2013

Fiães // Rita Soares tem mais dois livros a caminho

Fornos // De 5 a 19 de Outubro

“É um desabafo que precisava de ser feito”

Missionários Passionistas orientam Missão Popular A paróquia de Fornos, em Santa Maria da Feira, vai entrar em “obras”. De 5 a 19 de Outubro, os Missionários Passionistas vão orientar uma Missão Popular, com vista a dinamizar e catequizar todos os habitantes da freguesia, mesmo os pouco ou nada “praticantes”. No dia 5 de Outubro, a imagem de Nossa Senhora percorrerá todos os caminhos da localidade, convidando todas as pessoas para a Missão. A Eucaristia celebrada no domingo, 6 de Outubro, às 10h30, será a abertura oficial dos trabalhos dos missionários. Na primeira semana, às 21h, os habitantes de Fornos têm a oportunidade de se encontrarem com

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os vizinhos e falarem sobre as suas vidas, nas Assembleias Familiares. Na segunda semana de Missão, todos são convidados a ir à Igreja Paroquial, às 21h, para celebrações da palavra, com momento de formação. A Missão terminará no dia 19, com a Eucaristia, presidida por D. João Lavrador, bispo auxiliar do Porto, às 17h. Segue-se um jantar para todos os interessados. Ao longo da Missão haverá visita aos doentes, às catequeses e aos jovens, além de atendimento espiritual, vários momentos de oração e o encontro na Tenda que estará montada próxima da Igreja.

Lourosa // Vários conjuntos de música já actuaram

Último dia de festa com actuação d’Os Solitários

Rita Soares é dos Carvalhos, mas está a viver em Fiães há quatro anos. No próximo sábado lança o seu primeiro livro “Maldita Espera”. Depois de anos a tentar escrever prosa, foi através da poesia que as palavras fluíram. Daniela Castro Soares daniela.soares@correiodafeira.pt

“Estava a enveredar pela prosa, só que chegava a meio dos livros e era um peso, não corria, não fluía, bloqueava. Punha de parte e continuava com outro. Queria atingir um nível de perfeição que ainda não tinha atingido. Até que este ano, em Maio, sentei-me na varanda e surgiu um verso e, a partir dele, surgiu este livro” – conta Rita Soares, que lança no próximo sábado o seu primeiro livro, “Maldita Espera”. A autora descreve a obra como um “desabafo que precisava de ser feito”. “O escrever estava em mim. Resistia mas já estava a ser um fardo demasiado grande, e tinha que debitar as palavras. Este primeiro livro é como um tirar da rolha da garrafa” – afirma a escritora, que cita um dos versos do livro: “Maldita espera que me reténs o alento / Maldita espera renitente / de que algures no tempo / seja tempo de qualquer coisa / tão desgraçadamente ausente”. Rita Soares conta que, quando começou a escrever poesia, as palavras saíam naturalmente. “Foi como se o braço quisesse escrever e eu deixei. A partir daí, não sei como explicar. Acordava às cinco, seis da manhã e ia para o computador. Começava com uma palavra e rapidamente chegava ao fim. Demorei um mês apenas para escrever o livro, o que é extraordinário, porque ele é de uma intensidade profunda” – diz a autora, que salienta que se trata de uma história autobiográfica carregada de sentimentos. “Falo essencialmente sobre mim. Trato os sentimentos por tu. A vida tem dores, lágrimas, tristezas, alegrias, tem tudo. A inspiração vem dos olhos que vêem, da alma que sente. Há toda uma vida por trás de nós. Há talento, há sentimento e tudo isso dá esta explosão” – revela Rita Soares. Quem ouve a autora falar da sua relação

próxima com a poesia, não imagina que ela cresceu num ambiente em que os livros eram coisa rara. “Lia tudo o que me aparecesse à frente. O engraçado é que eu vivia numa quinta onde havia de tudo menos livros. Um livro era a melhor prenda que me podiam dar. Era uma atracção que eu sentia, nasceu comigo” – sublinha. Fã de Florbela Espanca, que leu ainda criança, e de Luís de Camões, a autora gosta sobretudo de “histórias que a cativem”. “Admiro uma boa história, seja de quem for. Adoro o Luís de Camões, a profundidade dele. Tenho uma admiração enorme pelo amor que ele tinha a Portugal. Sinto isso, e senti-o quando fui para o estrangeiro. Aqui não se sente o amor que se tem, mas quando se chega lá fora, não se explica. Tem que se ir e sentir este amor à pátria, este amor a ser português” – diz a autora. Rita Soares teve vários trabalhos durante a sua vida, mas a escrita foi o único constante, e a autora espera, agora, poder dedicar-se a esta paixão. “Em Portugal é difícil viver da escrita, tive que enveredar por outros caminhos. Escrevia mas guardava. Demorou quase a vida inteira, mas acho que agora estou no caminho certo” – refere. A comprovar esta ideia estão os dois próximos livros. O segundo já está pronto e o terceiro está em curso, sempre neste âmbito autobiográfico. “A personagem é sempre a mesma, as emoções é que divergem. A primeira desabafou, a segunda fluiu e agora é uma fase mais leve, mais doce. Pensei que não ia conseguir ter inspiração para fazer um livro já de seguida, que precisava de respirar um bocadinho, mas acabou por acontecer” – conta. O lançamento do livro “Maldita Espera” acontece no próximo sábado, pelas 18h, no Sénior Residence, em Fiães. Contará com o acompanhamento musical do maestro e pianista Rui Fernando e com oradoras como a Prof. Maria Carmen Gouveia e a jornalista Sílvia Soares. Quem quiser conhecer o trabalho de Rita Soares, pode ainda passar pela sua página do Facebook, onde a autora deixa, diariamente, pequenos desabafos poéticos, que têm tido grande receptividade por parte do público. “As pessoas, normalmente, não gostam de poesia e o que acontece é que estão a gostar. Identificam-se com o que lá está e isso está a agradar-me imenso” – remata a autora.

A Festa em Honra de São Miguel e Santa Luzia acaba hoje, com a actuação da banda Os Solitários. O evento, que começou na passada quarta-feira, já recebeu o grupo cultural recreativo de bombos “Os Vale Tudo”, que anunciaram a festa pelas ruas de Lourosa, o conjunto de música popular portuguesa “Margens do Rio

Uíma”, as bandas Miranka, Tekos, Mário & Hermínio, e a artista Nikita. No âmbito da festa, realizaram-se ainda a procissão de velas e a grande descarga de fogo, ambas em homenagem aos dois santos padroeiros. A actuação prevista para hoje tem lugar pelas 21h30, na Feira dos Dez, em Lourosa. Publicidade


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Correio da Feira 30.SET.2013

Concelho // Carreira dos professores cada vez mais difícil

Colocações longe da área de residência complicam a vida dos docentes André Costa andre.costa@correiodafeira.pt

A cada arranque do ano lectivo, a vida dos professores fica em suspenso. Um dos maiores problemas de quem optou por esta carreira passa pela dificuldade em arranjar colocação ou, no caso de ser colocado, ficar bastante longe de casa. Recorde-se que o Ministério da Educação e Ciência recuou na atribuição de compensações, em tempo de serviço, aos professores que ficassem colocados numa escola longe da sua residência. No nosso Concelho existem docentes que passaram, e passam todos os anos, por este drama. Os seus testemunhos elucidam-nos sobre todos os obstáculos que esta profissão coloca a quem a exerce e quais as suas motivações para continuarem a lutar diariamente, com a esperança de uma mudança. “Ficar longe da família foi muito difícil e ponderei mesmo desistir”, diz Rute Pinho, de Mosteirô, professora de História que, no início da sua carreira, foi colocada em Barcelos. “O gosto pela profissão, o gosto pelo ensino e de estar em contacto com os alunos foram razões que me fizeram continuar, apesar de todas as dificuldades, mas se não fosse o apoio da família, que me foi dando sempre força, provavelmente não teria conseguido”, prossegue. Hoje, com marido e uma filha pequena, Rute não tem dúvidas em afirmar que não pensaria duas vezes: “Nunca iria aceitar estar afastada da minha filha e do meu marido ao ser colocada numa escola muito longe da minha área de residência”. “Este ano, ao ser obrigada a concorrer a dois

Quadros de Zona Pedagógica (QZP), a área geográfica abrange até Caminha. Sei que a possibilidade de ser colocada é muito pouca, mas se for, sem dúvida que, apesar de ser esgotante, prefiro fazer muitos quilómetros mas vir a casa, nem que seja só para ver a minha filhota dormir”, acrescenta. Confrontada com a questão da justiça, no que concerne à atribuição das colocações, a docente sente-se “frustrada”, apesar de ter perfeito conhecimento das dificuldades dos actuais moldes e critérios de selecção: “Desde criança que sonhava ser professora e, por isso, amo a minha profissão. É a leccionar que me sinto realizada profissionalmente e é frustrante pensar que estudei tantos anos, lutei para ser professora e agora não tenho escola”. Para lá dos problemas em termos geográficos na colocação dos professores, há o facto de, nos últimos anos, ser cada vez mais difícil, para grande parte dos professores, em serem colocados. Posto isto, a solução passa por encontrar alternativas, recorrendo na grande maioria das vezes a centros de explicação ou a centros de formação.

Alunos são apoio importante

Já Sandra Sá, de Fornos, lecciona Inglês e Alemão. No início da sua carreira no ensino, passou pelo Algarve, Alentejo e Guarda, onde permaneceu cerca de 10 anos. “Foi complicado afastar-me da família, que fazia todos os esforços para me visitar a cada duas semanas. O facto de estar com horário reduzido permitia aproveitar essas visitas, mas houve uma altura em que entrei mesmo em

depressão”, recorda. “Pensei em deixar tudo para trás e desistir, mas apoiei-me nos meus alunos, que me davam retorno, apesar de muitas vezes serem difíceis. Outro aspecto importante para mim era o facto de poder abraçar alguns projectos aliciantes, o que continuo a fazer. Recentemente, eu e uma colega fomos distinguidas graças à excelente participação dos alunos que coordenávamos, na iniciativa Parlamento dos Jovens”, reforça com orgulho a professora de 41 anos. Actualmente, sem turmas atribuídas, a aguardar colocação numa escola em São João da Madeira, Sandra contou-nos um episódio interessante e, ao mesmo tempo, caricato: “No ano lectivo anterior, tinha horário completo na escola onde estava mas o Ministério da Educação não me retirou do concurso. Fui obrigada a aceitar a colocação num horário incompleto nos Carvalhos pois caso não o fizesse, seria alvo de processo disciplinar e possível exoneração. Felizmente, ao fim de uma semana resolveram essa insólita situação e voltei para S. João da Madeira, para as minhas turmas” Casada e com uma filha, Sandra não quer ficar afastada da família. No entanto, olhando para a sua idade, vê-se “forçada” a ponderar todas as hipóteses de colocação, sendo “muito complicado encontrar alternativas”.

Questões familiares e dificuldades do dia-a-dia não facilitam as decisões relativamente a ofertas de escolas longe de casa

Critérios de selecção na colocação dos professores De acordo com o actual normativo legal que rege os concursos dos professores, as prioridades na ordenação dos candidatos ao concurso interno são as seguintes: 1.ª prioridade — docentes de carreira dos agrupamentos de escolas ou de escolas não agrupadas que tenham sido objecto de extinção, fusão, suspensão ou reestruturação desde que, por esse motivo, tenham perdido a sua componente lectiva; 2.ª prioridade — docentes de carreira

dos agrupamentos de escolas ou de escolas não agrupadas, os de zona pedagógica e os docentes dos quadros das Regiões Autónomas que pretendam a mudança do lugar de vinculação; 3.ª prioridade — docentes de carreira dos agrupamentos de escolas ou de escolas não agrupadas e os de zona pedagógica que pretendem transitar de grupo de recrutamento e sejam portadores de habilitação profissional adequada. São ainda considerados

os candidatos que, pertencendo aos quadros das Regiões Autónomas, pretendam mudar de grupo de recrutamento através da colocação em quadro de agrupamento ou escola não agrupada no continente. Surge ainda uma 4.ª prioridade, gerada pelo Decreto-Lei n.º 7/2013, de 17 de Janeiro (o normativo da vinculação extraordinária), onde os professores recém vinculados a um quadro de zona pedagógica terão de concorrer.

Rute Pinho também sofre com a questão da colocação dos professores Com a sua filha prestes a entrar para a escola, e com o possível corte de 60 por cento no salário no próximo ano, a professora de Inglês e Alemão pondera, mesmo, mudar de vida.

Decidir entre a profissão e uma vida familiar estável

“A única vez que estive a leccionar longe de casa foi no ano de estágio. Estive na escola Secundária de Vouzela, distrito de Viseu. Pode-se dizer que foi um longe, perto”, começa por nos contar Sandra Barbosa, de Santa Maria da Feira, actualmente a leccionar num centro de explicação. Esta professora não esconde a paixão inerente à carreira que escolheu, sentindo-se realizada e feliz sempre que está em contacto com alunos. “Desde muito cedo que tinha descoberto a minha vocação. Comecei a dar explicações muito cedo, de matemática, e a profissão de ser professora sempre me fascinou em todo o seu domínio: o ensinar, o contacto com as crianças, adolescentes, adultos, os diversos desafios com que nos prendemos no dia-a-dia”, reitera, reforçando: “Desde que terminei o curso nunca estive desempregada. Até hoje, em nenhum momento pensei em desistir. Gosto mesmo da profissão que escolhi e trabalhei tanto para a poder exercer

que procuro sempre soluções para a poder exercer”. Em relação à falta de colocação perto de casa, Sandra Barbosa tem uma opinião muito particular: “Obriga-nos desde logo a fazer opções entre uma carreira e uma vida familiar estável. Cabe a cada um decidir o que quer e como o quer fazer”. Confrontada com as dificuldades que o ensino traz a quem opta por essa carreira, a professora de matemática aponta o caminho a seguir, que passa por “encontrar soluções” e dá o seu exemplo: “Dou explicações, dou aulas de ensino individual, trabalho no ensino particular e dou formação”. Apesar de optimista, não esquece os obstáculos impostos no sector da educação, nem as condições actuais que o país atravessa: “Em relação a uma carreira no público, não tenho nenhumas perspectivas”, afirma a docente, que, ainda assim, não coloca de parte a hipótese de voltar a leccionar no ensino publico: “A única vez que leccionei no público foi no estágio. Não nego que foi uma experiência que jamais esquecerei. Se puder, e por isso é que continuo a concorrer, de certeza que vou gostar de a repetir. No entanto, logo fiz as minhas opções. Sempre trabalhei perto de casa: dou explicações, dou aulas de ensino individual, trabalho no ensino particular, dou

formação. As restrições que são impostas neste momento para a progressão na carreira docente, no público, são perfeitas barreiras. Quanto ao meu futuro como professora, não sei o que dizer. Nos dias de hoje, nenhum sítio onde trabalhamos pode ser dado como certo. Mas, enquanto houver dia, há força para trabalhar e batalhar pelos nossos objectivos”, conclui, de forma assertiva. Através destes três testemunhos pudemos comprovar diferentes pontos de vista. Se, por um lado, a questão familiar é um ponto assente e de grande importância para a vida de um professor, as dificuldades que hoje em dia existem no nosso país não facilitam em nada as tomadas de decisão relativamente a ofertas de escolas longe de casa. A busca de alternativas é a solução mais evidente para a grande maioria. No entanto, os obstáculos que a carreira de docente trazem provocam, em muitos casos, a desistência de um sonho e de um percurso de uma vida. A educação é tema actual, exigindo de todos um comprometimento académico, político e sindica, que lhes possibilitem lutar e, sendo o ensino um importante espaço para a formação da cidadania, deve ser uma preocupação real dos nossos governantes e de toda a população.


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Mensagem da Administração

O Poder autárquico está eleito. Quem exerceu o seu direito de

voto elegeu, democraticamente, os próximos representantes do nosso poder local. Felicitamos os vencedores e cumprimentamos todos os candidatos que se dispuseram a servir o Concelho. O CORREIO DA FEIRA cumpriu a sua função de informar os leitores sobre os projectos políticos das listas candidatas às eleições, com a isenção a que sempre nos obrigamos.

Agradecemos a todos os candidatos e partidos pela sua disponibilidade e colaboração com o Jornal. Desejamos aos que abandonam os cargos políticos as maiores felicidades e um agradecimento pelos anos de serviço que dedicaram ao nosso Concelho. A mensagem que o nosso Presidente da Câmara pretendeu fazer chegar à administração do Jornal,

através dos nossos colaboradores chegou ao nosso conhecimento. Agradecemos as suas críticas e com elas fica a nossa promessa de continuar o rumo traçado da isenção que impomos no serviço que prestamos ao nosso Concelho. Aos que assumem ou retomam funções, que exerçam o seu mandato, de servir as pessoas e o Concelho com a mesma igual-

dade de direitos, recordando que todos somos Feirenses e que estão obrigados à isenção a que nos solicitaram na nossa tomada de posse como administradores do Jornal CORREIO DA FEIRA, no discurso proferido pelo actual presidente eleito para a autarquia de Santa Maria da Feira. Jorge de Andrade (Administração)

O diálogo da psicologia ou psicologia do leitor

O menino que chorava e que depois se revoltou Era uma vez um menino que não gostava da escola e que se encontrava sistematicamente com dores de barriga. Este menino tinha 7 anos e andava no segundo ano, do 1.º ciclo, numa turma com 24 alunos. Os pais relatavam que era uma criança que em casa era muito «energética e participativa nas atividades» que realizavam em casa, mas que quando chegava a noite de domingo notavam que o filho ficava apático e sem vontade de brincar. Segundo eles, a sexta à noite, o sábado todo o dia e o domingo até ao final da tarde «era uma animação», uma vez que, o seu filho interagia dinamicamente, sorrindo pelas atividades desenvolvidas. O início de semana era tortuoso para todos contudo, o filho não chorava e os sinais mais evidentes eram marcadamente expressados

através da tristeza e da apatia. Na consulta a criança interagia duma forma muito positiva e expressava a sua dor e sofrimento no desenho onde eram evidente o estado emocional da criança patenteadas na agressividade do traço, bem como, no alheamento constante duma figura que representava ele próprio. O seu boneco encontrava-se sempre num canto da folha e estava sempre representado em pequenas dimensões. Contudo, os pais procuraram ajuda dum profissional pelos constantes recados dados pela professora do seu filho. Ela rotineiramente escrevia que o «nosso filho batia quase todos os dias em alguns colegas e que não entendia como ele tinha alterado o seu comportamento, pois era uma criança muito pacata até em demasia». Neste sentido, verificamos que

o facto duma criança ser «muito pacata em demasia» não se torna relevante para a professora desta criança, mas a alteração comportamental expressada através da agressividade foi uma situação que preocupou esta professora. Por conseguinte, é por demais evidente que uma criança não pode adotar comportamentos tão diferenciados em contexto familiar e escolar e se isto, porventura, acontece é um sinal claro dum processo disfuncional da criança a um determinado contexto. Ao longo do processo interventivo foi evidente que o sofrimento desta criança era expressado sempre numa determinada situação, os jogos coletivos. Este menino nunca poderia jogar futebol no recreio, porque lhe diziam que «corria pouco e não sabia jogar à bola» e o resultado era sempre «ou ficava a vê-los jogar ou então

ficava à baliza. Mas eu não queria isso». Esta criança começou a desenvolver sintomatologia depressiva em contexto escolar, pois considerava-se inútil perante os seus colegas e o melhor seria isolar-se ou faltar à escola. Como esta situação se desenrolava há muito tempo esta criança começou a revoltar-se e a bater nos outros meninos no entanto deveremos entender, que esta foi a forma de expressão comportamental para chamar a atenção de que algo não estava bem com ele. Por tudo isto, importa que possamos perceber que existe um balizamento comportamental, em que todas as crianças se inserem, e que quando se comportam sempre muito bem em todos os contextos ou quando se comportam mal em determinado contexto, é um sinal evidente de que algo

pode não estar tão bem com esta criança. Como pudemos verificar, muitas das vezes são pequenas situações que promovem disfunção na criança, incapacitando-as no superar da adversidade. É por estas razões, que todos os pais deverão procurar durante 15 a 20 minutos diários conversarem com os filhos sobre aquilo que se passou na escola, tendo sempre o cuidado de perceber o que aprendeu e aquilo que brincou. Mais importante, em certas situações, não é a progressão da aprendizagem, mas sim a interação numa atividade lúdica junto do seu grupo de pares. Nunca se esqueçam que uma criança triste pode sempre se revoltar! Nuno Barata, psicólogo clínico

HUM! … Agora é que isto tá porreiro!

FICHA TÉCNICA

Somos propensos a desejar mudanças quando alguma coisa ou acontecimento contribui para a degradação da qualidade de vida das pessoas. Então quando vêm as eleições lançamos inconscientemente sobre os “culpados” o peso da desgraça. Assim aconteceu nas eleições que levaram à vitória o partido socialista em Souto, com o presidente Feliciano. Contou-me um amigo da Primária que votou por ele, influenciado por um socialista seu amigo a quem não quis dizer que não. Acontece que o socialismo ganhou pela magra diferença de um voto, contra

Directora Sandra Moreno sandra.moreno@correiodafeira.pt

Administração Jorge de Andrade administracao@correiodafeira.pt

Redacção Rui Almeida rui.santos@correiodafeira.pt

Daniela Soares daniela.soares@correiodafeira.pt

o nosso amigo Albino Teixeira, por quem votei porque o conhecia de há uns anos com o dinamismo do empresário equilibrado e humano. Para cúmulo Teixeira não foi o culpado, mas sim o meu amigo que por certo me disse se iria redimir desta feita. Na dúvida sobre quem votar,nestas eleições de 2013, porque é isto um direito cívico, consegui ouvir umas declarações do Marco António Costa que me impulsaram a votar PSD. Agora é que isto tá porreiro pois o trotskismo, o socialismo e o comunismo, juntamente com a de-

mocracia cristã, são relegados para segundo plano, nas escolhas dos feirenses e é uma machadada nas pretensões mundialistas dos senhores do Capital. Porquê? É para os três primeiros, considerados ateístas um golpe duro de recuperar, e lamento especialmente pelo partido socialista, que jamais conseguirá a presidência da Câmara, embora no âmbito mundial e segundo Daniel Estulin o governo da NOM (Nova Ordem Mundial) será socialista. Quem quiser pode consultar a obra editada pelas Publicações EuropaAmérica. Lamento que jovens promissores

tenham aderido a causas perdidas que os relegam para segundo plano, quando poderiam cimentar um futuro no serviço ao Homem, em especial à Comunidade Feirense. Por isto fico muito triste, pois eu por lá passei. E mais quando são jovens que conhecem a dinâmica funcional da sociedade na perspectiva do cristianismo (não do partido centrista). E ainda se diz por aí que não há diabo. O certo é que há Deus, e Ele não dorme e escreve direito por linhas tortas. Louvado seja! Não estou a puxar a brasa para a minha sardinha, as minhas ambições são modestas e austeras. A

minha austeridade não vem da classe operária, mas sim da diáspora, e com muito orgulho. Não sou austero com o começo da crise, toda a vida o tenho sido. Lamento que homens inteligentes deste sector se deixem embrulhar pelo socialismo. Em 1976 eu seria rotulado como fascista, quando fui comunista. Engraçado não é? Aprendam jovens, eu não duro sempre! MAIS VALE VELHO CONHECIDO DO QUE NOVO POR CONHECER!

Colaboradores: Alberto Soares, Luís Higino, Roberto Carlos, Serafim Lopes Desporto: Paulo Ferreira, André Pereira, Américo Azevedo, Ângelo Resende, Ângelo Pedrosa, Preço Assinaturas: Artur Sá, Carlos Melo, Jorge Costa, Manuel Silva, Armandino Silva, José Carlos Macedo, António Santos, Bruno Godinho, Dinis Silva, Filipe Freixo, Jorge Silva, Nacional - € 25 Paulo Sérgio Guimarães, Orlando Soares, Orlando Bernadino Silva, Paulo Neto, Pedro Castro, Maria Celeste Rato Europa - € 50

Propriedade: Trazer Noticias, Lda. Registo na C.R.C.de S. M. Feira, n.º 507619269 Contribuinte n.º 507 619 269 Capital Social 5.000 Euros Detentores de mais de 10% do Capital Social Trazer Noticias, Lda.

Registo de Empresa n.º 200537 Registo no N. R. O. C. S., N.º 100538 Depósito Legal n.º 154511/00 Tiragem: 5.000 exemplares (Tirágem média) Impressão: Coraze - Oliveira de Azeméis Preço Avulso: 0,60€

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Correio da Feira 30.SET.2013

Mosteirô // A especialização da Eurosaf são os cofres

“Toda a gente quer ter os seus bens seguros”

A Eurosaf é a única empresa no Concelho a fabricar cofres. Os proprietários queixam-se, no entanto, que a localização da fábrica, assim como a falta de um organismo para certificar os seus produtos, prejudica-lhes o negócio. Daniela Castro Soares daniela.soares@correiodafeira.pt

“Procurei estabelecer-me na base da segurança, porque é um negócio que, muito ou pouco, é lucrativo, pois toda a gente quer ter os seus bens seguros. Comecei em casa, uma coisa pequena, e agora estou aqui” – conta o proprietário da Eurosaf, Manuel Dias, que, em conjunto com o filho, José Dias, gere a empresa. O negócio na residência na Feira rapidamente precisou de maiores instalações e a solução foi um terreno na Zona Industrial de Mosteirô. “Fomos a primeira empresa nesta zona. A Câmara arranjou o terreno, eu paguei e fiz as instalações. Isto era tudo terra batida. Se chovia, ninguém cá vinha, nós vínhamos de galochas” – conta Manuel Dias. Desde então, para os responsáveis da Eurosaf, a situação daquela Zona Industrial não melhorou muito. “Ficaram de fazer os acessos mas eles ainda estão por abrir. Tem anos. Nem foi a Câmara que fez a estrada. Foram os Canedos das Peles que a fizeram, uma empresa enorme de peles que havia aqui e que fechou, senão nem estrada havia” – afirma Manuel Dias. As próprias placas de sinalização que indicam “Zona industrial” foram feitas pelos proprietários das fábricas lá situadas. “As placas fomos nós, empresários, que as fizemos e que andamos a colocá-las, não foi a Câmara. E ainda tivemos que pedir às Juntas para ver se nos autorizavam isso” – sublinha. Os proprietários da empresa contam que os “maus acessos” prejudicam o negócio, pois é difícil fazer chegar os clientes e os camiões àquele sítio. “Esta rua, a Rua Alfredo Henriques, nem aparece no GPS. As pessoas vão ter a Escapães, à casa do Presidente da Câmara. Temos de dar o nome de uma rua transversal. E para explicar aos camiões como vir para a Zona Industrial de Mosteirô é complicadíssimo” – refere José Dias. Os responsáveis da Eurosaf adiantam que também queriam colocar um placar luminoso com todas as empresas existentes naquela zona, como tem à entrada da Zona Industrial do Roligo, em Espargo, e que não lhes autorizaram, mesmo sendo eles a arcar com os custos. ”É muito complicado. Só há duas

zonas industriais que estão bem na Feira: Rio Meão e Espargo. Esta aqui não se vê” – aponta Manuel Dias.

Cofres mais vendidos para o mercado angolano A empresa, que já tem mais de 20 anos, fabrica uma gama diversificada de produtos de alta segurança e à prova de fogo, sendo que a sua especialidade são os cofres. Estes equipamentos, que podem ir até aos dois metros e pesar mais de 200 quilos, ainda são muito procurados, mas o seu mercado não é nacional. São os países africanos que mais os requisitam. “Temos aí para sair dois contentores, mas não é para o mercado nacional. Já foi um bom mercado. Muitos anos sustentamo-nos só com o mercado nacional. Agora não. De zero a cem, estamos a vender um por cento para o mercado nacional. Agora o forte é Angola, aquele mercado absorve tudo” – revela José Dias. As vendas, no entanto, têm diminuído. “De há três anos para cá têm vindo a baixar. Andamos na ordem dos 200, 300 mil por ano, mas tem vindo a baixar” – conta José Dias. A quebra deve-se à grande concorrência existente. “Fazem preços que não compreendemos como entram cá no país. Com a Internet é muito mais fácil comprar seja o que for, e com um preço melhor do que se viessem cá comprar à empresa” – aponta José Dias, enquanto Manuel Dias sublinha que “um segredo de um cofre pode custar 200 euros e outro só custar 80 mas a diferença na qualidade é enorme”. “Só quem sabe o que é a qualidade é que compra. Se não souber o que é qualidade, compra mais barato” – conclui.

Eurosaf só usa as melhores marcas Para manter a qualidade, a empresa só utiliza as melhores marcas. “Temos a obra mais cara do mercado. Por exemplo, no caso dos segredos, só trabalhamos com a marca consagrada mundial Lagard” – diz Manuel Dias, ao que o filho acrescenta: “E em termos de tintas, aqui utilizamos tudo produtos Epoxy, que são as tintas com maior resistência, que pintam nos barcos e nos navios, que andam na água. A maior parte não usa esse tipo de produtos porque é muito caro, além de obrigar sempre fichas técnicas a acompanhar e uma grande inspecção”. Para além disto, têm maquinaria de último grito. “Devemos ser dos fabricantes a nível nacional que temos mais maquinaria avançada. Temos uma máquina que faz um cofre grande num minuto. Temos uma estufa que tem 20 metros. É uma casa autêntica, há pessoas que não têm uma casa desse tama-

nho. Os nossos concorrentes não têm estes equipamentos. Quando compramos disseram que éramos malucos porque são muito caros” – conta José Dias. “Se não inovarmos, ficamos para trás e depois morremos” – diz, por sua vez, Manuel Dias, que lamenta contudo que a progressão nas máquinas signifique a necessidade de menos trabalhadores. “Agora somos seis pessoas cá a trabalhar, mas já fomos 21” – afirma o proprietário da Eurosaf. Ainda assim, há um grande obstáculo com que, ainda hoje, têm que lidar na venda dos seus produtos. “O nosso produto não é certificado porque não há organismo para o certificar, não há laboratórios para testar este tipo de segurança. É o problema maior que temos aqui. Em comparação ao produto

espanhol, que é certificado, não fica atrás, pelo contrário, mas o deles consegue ganhar porque tem um papel com carimbo” – lamenta José Dias. Uma grande ajuda na divulgação dos seus produtos era a Feira ENE (Educação, Negócios e Emprego), que se costumava realizar no Europarque e onde vendiam bastante. “Era uma mais-valia. Toda a gente se revoltou por ter acabado, só vinha dar comércio à cidade. Todo o produto que colocávamos no stand na feira saía, e eram cores da moda, como o violeta, que eu dizia que ninguém ia querer. As pessoas gostavam e levavam, mas agora acabou. Não é a mesma coisa por fotografia, a pessoa não toca, não vê bem” – afirma José Dias.


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Risco Cardiovascular Sabe qual é o seu? Sabe como prevenir? As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. No entanto, é possível prevenir a sua ocorrência controlando os principais fatores de risco.

O que é o risco cardiovascular de uma pessoa?

O risco cardiovascular é a probabilidade de desencadear uma complicação cardíaca ou vascular. Existem dois tipos de factores de risco cardiovascular: os não modificáveis e os modificáveis. Os não modificáveis são a idade avançada, o género (masculino ou feminino) e a história familiar. Entre os principais factores de risco modificáveis temos: a pressão arterial, o nível de colesterol, o nível de glucose e eventual risco de diabetes, o tabagismo, o sedentarismo e a obesidade ou excesso de peso.

Como prevenir ou controlar estes factores de risco? Pressão arterial não controlada

Para um coração saudável é desejável manter uma pressão arterial inferior a 130/85 mmHg. Se for diabético, a sua pressão arterial deve ser inferior a 130/80 mmHg (os valores variam consoante a idade). Se a sua pressão arterial for superior a estes valores deverá diminuir a ingestão de sal e procurar um médico pois poderá precisar de medicação para a sua pressão arterial voltar para valores normais. Mede a sua Pressão Arterial regularmente? A nossa equipa de ENFERMAGEM pode avaliá-lo!

Colesterol elevado

Para a população em geral, o valor máximo de colesterol deve ser 190 mg/ dl. Valores de colesterol superiores aumentam o risco de doença cardiovascular, sendo que, para diabéticos e pessoas com

risco cardiovascular, estes valores não devem ultrapassar os 170mg/dl. Faça uma alimentação com poucas gorduras para manter o seu colesterol nos limites saudáveis e vigie o seu valor de colesterol regularmente. Sabe os seus valores de colesterol e os seus triglicerídeos? Sabe o valor da sua glicémia? Nós podemos ajudá-lo!

Tabagismo

Diabetes

Reduza o seu consumo de álcool! O ideal é apenas um copo de vinho tinto maduro por dia à refeição

S e é d i a b é t i co d eve r á controlar regularmente os valores da glicemia (“açúcar no sangue”) para os manter bem controlados. Uma vez que a diabetes é já um grande factor de risco cardiovascular, o diabético deve controlar ainda melhor os restantes factores de risco cardiovascular.

Pelo seu coração diga NÃO ao tabaco! A força de vontade é o seu maior aliado, mas nem sempre chega… Fumar tabaco aumenta não só o risco de doença cardiovascular, bem como o risco de cancro, de doença pulmonar, entre outras. Se fuma, procure deixar de fumar. A nossa equipa médica pode ajudá-lo!

Álcool em Excesso

Sedentarismo

Seja fisicamente activo! A prática de actividade física regular ajuda a manter-se saudável, a controlar o peso, previne ou atrasa o aparecimento de diabetes, reduz a pressão arterial

e portanto, reduz o risco cardiovascular. Deverá praticar pelo menos 30 minutos de exercício moderado diário ou 60 minutos três vezes por semana. Pelo menos três sessões semanais de 45-60 minutos de actividade: andar, aeróbica, correr ou nadar. O importante é mesmo PRATICAR! NOTA: o exercício físico deve ser praticado de acordo com as necessidades e respeitando as capacidades e resistências de cada pessoa, pelo que as actuais normas médicas internacionais recomendam a prescrição médica personalizada de exercício físico.

Obesidade ou excesso de peso

O Excesso de peso e obesidade sobrecarregam o co-

ração, aumentam a pressão arterial e aumentam o risco de desenvolver diabetes e doença cardiovascular. O Índice de massa corporal (IMC) ideal é superior a 18,5 kg/m2 e inferior a 25,00 kg/m2 (peso/altura2). Procure comer menos alimentos ricos em gorduras e reduzir a quantidade de calorias diárias, bem como aumentar a prática de actividade física contribui para reduzir o seu peso ou manter um peso saudável. A Walk’in Clinics tem à sua disposição uma equipa multidisciplinar de médicos, enfermeiros, nutricionistas, podologistas e médicos dentistas disponíveis para o ajudar sempre que precisar, todos os dias da semana, das 10h às 22h. A Equipa Walk-In Clinics


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Higiene e Segurança do Trabalho em destaque na oferta formativa da ZONAVERDE A higiene e a segurança são duas atividades que estão intimamente relacionadas com o objetivo de garantir condições de trabalho capazes de manter um nível de saúde dos colaboradores e trabalhadores de uma organização. Se por um lado a higiene do trabalho propõe-se combater, dum ponto de vista não médico, as doenças profissionais, identificando os fatores que podem afetar o ambiente do trabalho e o trabalhador, visando eliminar ou reduzir os riscos profissionais, por outro a segurança do trabalho propõese combater, os acidentes de trabalho, quer eliminando as condições inseguras do ambiente, quer educando os trabalhadores a utilizarem medidas preventivas. Aliar a produtividade das organizações à busca por condições de trabalho propícias à criação de níveis de bem-estar e saúde dos colaboradores é um desafio que se coloca à sociedade em geral e cada organização em particular. Num tempo em que as certificações de sistemas de estão da qualidade e ambiente ganham relevância, é imperioso continuar o esforço de integração das medidas relativas à Higiene e

Segurança no Trabalho pelo que é fundamental o despertar de consciências. Neste contexto é fundamental dotar técnicos com as competências necessárias para coordenar, controlar e assegurar a implementação e desenvolvimento, nos locais de trabalho, de serviços de prevenção e de proteção contra riscos profissionais, num quadro de promoção da melhoria das condições de trabalho. A ZONAVERDE enquanto entidade formadora acreditada apresenta na sua oferta formativa o curso de Técnico Superior de Segurança e Higiene do Trabalho desde 2004 devidamente homologado pelos organismos oficiais, atual ACT – Autoridade para as condições de trabalho, tendo formado até à data mais de 170 técnicos. O curso pode ser frequentado por Licenciados e Bacharéis que pretendam qualificar-se enquanto Técnicos Superiores de Higiene e Segurança do Trabalho. As temáticas abordadas conferem uma formação completa das quais se destaca uma forte componente técnica evidenciada em temas como: Gestão da prevenção; Avaliação e con-

trolo de riscos profissionais; Organização da emergência; Higiene do trabalho; Segurança do trabalho e Ergonomia e Legislação aplicada à higiene e saúde do trabalho aliada a uma componente transversal e complementar representada por temas como: Estatística, Gestão das organizações, Gestão de formação e Psicossociologia do trabalho. Em 2011 a ZONAVERDE introduziu neste curso a possibilidade de alguns módulos, nomeadamente os de cariz transversal, serem frequentados no formato de b-Learning, conjugando assim formação presencial e formação a distância com recuso à utilização de uma plataforma de ensino à distância. Tal alteração permitiu uma maior flexibilidade em termos de horário reduzindo nº de sessões presenciais e simultaneamente introduziu ferramentas inovadoras ao

serviço de uma transmissão de conhecimentos que se pretende criar altos níveis de motivação. O percurso formativo culmina com o desenvolvimento de uma componente de prática em contexto real de trabalho terá uma duração de 120 horas, permitindo colocar em prática os conhecimentos obtidos durante a componente teórica. Após a finalização do percurso o formando poderá requere junto da entidade certificadora a ACT a emissão do título profissional (CAP) De acordo com a legislação em vigor a entidade certificadora (ACT) suspende o título profissional quando, em cada período de cinco anos não se verifique a atualização científica e técnica, através da frequência de formação contínua correspondente a, pelo menos, 30 horas ou no caso dos técnicos que tenham um exercício profissional inferior a dois anos não frequentem 100 horas de formação contínua. No sentido de responder a esta necessidade formativa, a ZONAVERDE desenvolve e ministra cursos direcionados para a renovação do CAP de Técnico Superior de Higiene e Segurança do Trabalho. Os cursos desenvolvidos decorrem no formato e-learning (totalmente à distância) respondendo desta forma à cada vez mais frequente solicitação de flexibilidade em termos de horários não descurando as exigências de uma formação responsável e construtiva. A atualização dos conhecimentos será mais ajustada na medida em que as temáticas

abordadas forem de encontro aos interesses e realidades de cada técnico, neste sentido a ZONAVERDE dispõe de uma oferta diversificada em termos de conteúdos formativos. São desenvolvidos os seguintes cursos: Regulamento de Segurança Contra Incêndios e-Learning – 33 horas Plano de Medidas de Autoprotecção e-Learning – 33 horas Segurança de Máquinas e Equipamentos de Trabalho eLearning- 33 horas Movimentação de Cargas eLearning- 33 horas Trabalhos em Altura e-Learning- 33 horas Formação Continua para Técnicos Superiores e Técnicos de SHT e-learning – 105 horas

Testemunhos de alguns formandos: “O curso foi muito válido na obtenção de novos conhecimentos sobre a matéria que foi ministrada. A matéria foi muito bem passada e muito interessante. Sem dúvida que recomendaria o curso e o centro de formação, como já o fiz, a outros colegas.” Maria Armanda Sousa – Curso de Formação Continua para TSSHT e-learning “Considero a formação completa, esclarecedora que fornece ao formando as ferramentas necessárias para colocação em prática dos conceitos teóricos aqui apreendidos.” Manuel Calhau – Curso de Segurança de Máquinas e Equipamentos de Trabalho e-Learning


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Lourosa segura liderança da Série D

Mingote feliz nos romenos do Pandurii

Fiães estreia-se a vencer com goleada

Feirense vence Nelas em jogo de loucos

CD Fiães aponta ao top 6 da 2.ª Divisão Nacional

Depois do empate na primeira jornada da 1.ª Divisão Distrital, os fianenses bateram o Cucujães por 4-0.

Fogaceiros estiveram a perder 5-1 já na segunda parte mas deram a volta e venceram por 6-5.

Técnico, Nuno Neves, adverte para a juventude da equipa mas mostra-se confiante.

Lusitanistas bateram o Estarreja graças ao golo solitário de António. S. J. Ver derrotou o Espinho (1-0).

Guarda-redes, natural de Rio Meão, encararia com orgulho fechar a carreira no clube da terra.

Futebol

Futsal

Voleibol

Futebol

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2.ª Liga // Fogaceiros procuravam a terceira vitória consecutiva em casa mas sofreram o empate perto do fim

Golo de Forbes impede Feirense de manter ciclo de vitórias

vs 1

1

Árbitro: Jorge Sousa (Porto)

Sp. Covilhã: Taborda, Tiago Lopes, Vítor Massaia (Gui, 55), Rocha, Forbes, Bata (Nené, 90), Carlos Manuel (Adriano, 71), Alex Kakuba, Edgar, Tiago Martins, Gilberto T: Francisco Chaló

Rui Almeida Santos rui.santos@correiodafeira.pt

Em dois jogos a titular, Porcellis marcou dois golos, ambos de cabeça. Um excelente cartão-de-visita de quem se espera muitos golos

Estádio Marcolino Castro

Feirense: Marco, Ícaro, Túlio, João Ricardo, Tiago Jogo (Ricardo Barros, 88), Tonel, Zé Pedro, Jorge Gonçalves, Barge (André Santos, 73), Valente (Chapinha, 64), Porcellis T: Pedro Miguel

Desta vez nem Porcellis salvou o Feirense. O brasileiro voltou a marcar mas o golo não foi suficiente para o triunfo dos fogaceiros, perante um Sp. Covilhã que mereceu o ponto conquistado.

Feirense e Sp. Covilhã empataram a um golo, na 8.ª jornada da 2.ª Liga, resultado que se justifica, atendendo ao que se passou durante os 90 minutos. Porcellis ainda colocou os fogaceiros na frente, perto do intervalo, mas Forbes, na recta final da partida, fixou o marcador em 1-1. Ainda sem Sténio mas já com Zé Pedro no miolo, Pedro Miguel surpreendeu ao deixar Chapinha no banco, lançando Valente no seu lugar. Ainda assim, a primeira metade mostrou um Sp. Covilhã mais maduro, facto que lhe permitiu controlar as operações durante a etapa inicial. Logo aos 2 minutos, Bata, só, no coração da área, cabeceou para as mãos de Marco. O Feirense demorou a assentar o seu jogo e só aos 13 minutos conseguiu criar perigo para a baliza de Taborda, mas Porcellis cabeceou ao lado. O Sp. Covilhã continuou por cima, mais forte nas segundas bolas, e manietou por completo um Feirense sem ideias. Aos 18 minutos, Gilberto, de livre, colocou Marco em sentido. O filme do jogo começou a alterar-se a partir da meia-hora, altura em que Tonel trabalhou bem na área serrana mas atirou por cima.

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Amarelos: Bata (10), Barge (20), Tiago Lopes (35), Porcellis (36), Valente (63), Rocha (80) Golos: Porcellis (42), Forbes (86)

LIGA 2 CABOVISÃO

Porcellis voltou a marcar mas, desta feita, o golo não foi suficiente para garantir o triunfo O lance deu alento aos fogaceiros, que chegariam à vantagem aos 42 minutos, pelo inevitável Porcellis, que respondeu com eficácia a um cruzamento perfeito de Jorge Gonçalves. Na segunda metade, o jogo foi mais dividido. O Sp. Covilhã carregou mais no ataque e abriu espaços na sua zona defensiva, mas os atacantes fogaceiros nunca os souberam explorar. As melhores ocasiões pertenceram aos serranos, com destaque para o remate de Alex, aos 60 minutos, para defesa apertada de Marco. Na fase do tudo por tudo dos forasteiros chega o golo do empate. Na melhor jogada de todo o desafio, Adriano serviu Forbes que atirou para o fundo das redes. Isto porque, em cima da linha fatal, André Santos não conseguiu impedir o golo. Logo após ter sofrido o empate, Pedro Miguel alargou a frente de ataque, juntou Ricardo Barros a Porcellis, e quase era feliz. Num lance confuso, Edgar, na tentativa de aliviar o perigo, quase fez um chapéu a Taborda, que foi obrigado a uma intervenção vistosa para impedir o 2-1.

Reacções

Pedro Miguel Treinador do Feirense

“Não estivemos bem. O nosso adversário esteve melhor mas foi feliz no golo que deu a igualdade. Vamos continuar a trabalhar. Algumas lesões afectaram o nosso rendimento durante o encontro”

Francisco Chaló Treinador do Sp. Covilhã

“Esperava mais. Claro que conquistar um ponto fora não é mau mas hoje fizemos mais e mereciamos o triunfo. Estamos no bom caminho para acabarmos o campeonato sem aflições”

Resultados - 8.ª Jornada Atlético CP 0 0 Penafiel Chaves 1 2 Tondela Farense 2 0 Sp. Braga B Oliveirense 2 2 Marítimo B Feirense 1 1 Sp. Covilhã Trofense 3 4 Portimonense F. C. Porto B 2 1 Santa Clara Sporting B 1 2 Desportivo Aves Beira-Mar 0 0 Leixões Benfica B 30-Set Moreirense União da Madeira 1 0 Acad. Viseu Classificação J V E D F - C P F. C. Porto B 8 5 2 1 9 - 6 17 Portimonense 8 5 1 2 15 - 8 16 Tondela 8 5 0 3 14 - 12 15 Moreirense 7 4 2 1 14 - 4 14 Leixões 8 4 2 2 11 - 7 14 Penafie l 8 3 5 0 5 - 1 14 Sp. Covilhã 8 4 2 2 11 - 6 14 Benfica B 8 3 4 1 16 - 8 13 Sp. Braga B 9 4 0 5 12 - 15 12 Chaves 8 4 0 4 9 - 15 12 Atlético CP 7 3 3 1 6 - 7 12 Marítimo B 8 3 3 2 8 - 6 12 União Madeira 8 3 2 3 7 - 7 11 Desp. Aves 8 2 3 3 4 - 6 9 Sporting B 8 3 0 5 7 - 12 9 Oliveirense 8 2 2 4 10 - 14 8 Santa Clara 7 2 1 4 6 - 7 7 Feirense 8 1 4 3 4 - 9 7 Farense 7 1 3 4 5 - 9 Beira-Mar 7 0 5 3 6 - 10 Acad. Viseu 7 1 2 5 5 - 10 Trofense 7 0 4 4 6 - 10 Próxima Jornada - 02 de Outubro Portimonense - Penafiel Santa Clara - Beira-Mar Leixões - F. C. Porto B Académico de Viseu - Feirense Tondela - Sporting B Sp. Braga B - Benfica B, 1-3 Desportivo das Aves - Trofense Moreirense - Atlético CP União da Madeira - Chaves Marítimo B - Farense Sp. Covilhã - Oliveirense

6 5 5 4


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Campeonato Nacional de Seniores // Ruben Gomes vê o segundo amarelo e é expulso já depois dos 90’

Todas por 1-1

Américo resolveu de livre directo

Jornada marcada por três igualdades

Arquivo/CF

Num jogo marcado pela luta a meio-campo e pelo número elevado de faltas, os homens de Francisco Batista foram mais felizes, mas acabaram o jogo com o coração nas mãos. Depois da goleada para a Taça de Portugal diante do Lusitano de Vila Real de Santo António, o S. João de Ver sentiu muito mais dificuldades para bater o Espinho. Foi uma partida em que as duas formações demonstraram muita vontade e querer na disputa de bola, exagerando muitas vezes na abordagem aos lances, daí os vários cartões que o juiz, Luís Máximo, de Castelo Branco, se viu obrigado a distribuir. A primeira parte fica marcada por essa dureza, de parte a parte, e pelas inúmeras faltas. Jogou-se, sobretudo, no meio-campo, sem grandes lances de perigo junto de ambas as áreas. As balizas serviam como acessórios perfeitamente dispensáveis, tal foi a inércia ofensiva ao longo dos primeiros 45 minutos. No segundo tempo, muito por culpa das alterações efectuadas pelo técnico Francisco Batista, que fez entrar Léo e Américo para os lugares de Vítor e Cândido Costa, a equipa da casa esteve mais pressionante, tomando as rédeas do jogo. Não foi preciso esperar muito para que Américo desse razão ao técnico. Com

Estádio do Ervedal

vs 1

0

Árbitro: Luís Máximo (Castelo Branco) S. João de Ver: Saul, Márcio, Cancela, João Pedro, Ruben Gomes, fredy, Júlio (Quim Pedro, 91), Vitor Hugo, Vitor (Léo, 55), Rui Silva, Cândido Costa (Américo, 60) T: Francisco Baptista

Américo entrou para resolver o encontro frente ao Espinho apenas quatro minutos em campo, o médio fez o gosto ao pé na transformação de um livre directo à entrada da área, com a bola a embater ainda no poste da baliza de Tiago Maia antes de ultrapassar a linha de golo. Em desvantagem no marcador, os homens orientados por Rui Correia passaram a apostar num futebol directo, tentando fazer uso da grande compleição física dos seus jogadores mais adiantados. No entanto, foi em contra-ataque que o S. João de Ver criou a melhor ocasião do encontro. Com os forasteiros a arriscar tudo na busca do empate, Léo, lançado nas costas da defensiva visitante, surgiu na cara do guardião espinhense, mas rematou contra os pés de Tiago Maia, não conseguindo resolver, logo aí, a partida. O Espinho nunca baixou os bra-

ços e, apostando no chuveirinho, foi criando problemas na defesa sanjoanense, que nunca se sentiu confortável com este tipo de futebol. Já com os da casa reduzidos a dez elementos, por expulsão de Ruben Gomes, que viu o segundo amarelo ao retardar a reposição da bola em jogo, em cima do apito final, os forasteiros, através de um livre lateral perto da área advers��ria, beneficiaram da melhor ocasião em todo o jogo para chegar ao golo. A bola é lançada para a área, Saul falha ao sair dos postes e, no meio da confusão, ela sobra para um jogador visitante, que atira por cima da barra. O apito final surgiu logo de seguida, acabando com o sufoco para o S. João de Ver, que terminou a partida com o coração nas mãos, salvando-se os três pontos numa das piores exibições da época.

Sp. Espinho: Tiago Maia, Pedro Pires, Zé Carlos, Fábio (João Dias, 85), Joca (Evandro, 66), Cédric, René, Boateng, Kata, Tiago (Alan, 71), Josué T: Rui Correia Amarelos: Rui Silva (23), Zé Carlos (24), Joca (26), Ruben Gomes (40 e 90+3), Fábio (56) Vermelho: Ruben Gomes (90+3) Golos: Américo (64)

Américo saltou do banco para resolver a partida. O médio substitui Cândido Costa e, apenas quatro minutos depois, fez o único golo do desafio

Equipa de Martelinho beneficiou do empate entre Cinfães e Anadia (1-1)

Estádio do Lusitânia FC

Golo solitário de António vale liderança isolada ao Lusitânia de Lourosa

vs 1

Forasteiros tiveram as melhores oportuniades, entraram melhor e acabaram por cima, com Nuno Cruz a desperdiçar o empate aos 90+4. Numa primeira parte de baixa qualidade técnica e com pouco futebol jogado, entrou melhor a formação do Estarreja, que esteve sempre mais perto da área contrária. Por seu lado, o Lourosa apenas conseguiu reagir a meio do primeiro tempo, com Nélson a rematar do meio da rua, acertando em cheio na barra da baliza defendida por Pedro Monteiro. Na etapa complementar, as coisas foram diferentes, com os visitantes a apostarem mais no contra-ataque, aproveitando a velocidade e a mais valia técnica de Nélson, que foi sempre o homem mais perigoso do Estarreja,

Resultados beneficiaram o S. João de Ver, que subiu à segunda posição da Série D.

0

Árbitro: Augusto Costa (Aveiro) Lourosa Rui Pedro, Rui Jorge, Hugo (Inverno, 56), Ivo, Lima (André, 80), Mauro, Vítor Fonseca, Amtónio, Nelson, Moisés (Bino, 60), Baptista T: Martelinho

Lourosa voltou aos triunfos diante do Estarreja tendo protagonizado o lance mais perigoso para Rui Pedro, aos 52 minutos. Na insistência da jogada, o médio André atirou fraco e à figura do número 25 da formação do Lourosa. O único golo do jogo acabou, no entanto, por sorrir aos homens de Martelinho. Com alguma felicidade, aos 71 minutos António viu o

seu remate ser desviado por um defensor dos visitantes, traindo Pedro Monteiro. O Estarreja nunca baixou os braços e viu, já para la dos quatro minutos de compensação, o central Nuno Cruz cabecear ao poste, já dentro da pequena área de Rui Pedro. A vitória permitiu ao Lourosa assumir a liderança do campeonato, com 9 pontos.

Estarreja Pedro Monteiro, Gustavo, Costa, André (Carlitos, 78), Toni, Justiça, Bruninho (Alex, 70), Nuno Cruz, Rui Pinho, João Pinto (Beato, 44), Nelson T: Sandro Botte

Amarelos Mauro (26) André (78) Batista (88) Golos António (71)

Lusitânia de Lourosa e S. João de Ver ocupam os dois primeiros lugares da Série D mas a luta pela qualificação para a fase de promoção está ao rubro. O Anadia, que era segundo classificado à entrada da quarta jornada, cedeu dois pontos na casa do Cinfães (1-1). Os locais desperdiçaram uma grande penalidade e sofreram o 0-1 aos 37 minutos, por Carlos Castro. Antes do intervalo, Miguel Mendes foi expulso na equipa do Cinfães, que, ainda assim, teve forças para empatar, por intermédio de Gomes, logo a abrir a segunda metade. Quem também perdeu pontos na luta pelo topo da tabela foi o Lusitano, que não foi além de um empate, a um golo, no reduto do Cesarense, que estreou Rui França como treinador. Os visitantes foram os primeiros a marcar, por Marcel, mas sofreram o empate já perto do final, por Diogo Mota, numa altura em que jogavam em inferioridade numérica, por expulsão de Belo. A equipa da casa protestou ainda uma grande penalidade, que não foi assinalada pela equipa de arbitragem. No restante jogo da ronda, Grijó e Bustelo empataram a um golo. A turma de Oliveira de Azeméis esteve a vencer, graças ao golo de Aírton, aos 20 minutos, mas cedeu a igualdade à entrada dos últimos 10 minutos, pelo ex-S. João de Ver Amílcar. Na próxima jornada, destaque para a visita do Grijó ao reduto do S. João de Ver, enquanto o Lusitânia de Lourosa joga na casa do Lusitano.

CAMPEONATO NACIONAL SENIORES - Série D

Resultados - 4.ª Jornada S. João de Ver 1 0 Sp. Espinho AD Grijó 1 1 Bustelo Cesarense 1 1 Lusitano FCV Lusit. Lourosa 1 0 Estarreja Cinfães 1 1 Anadia Classificação J V E D F - C P L. Lourosa 4 3 0 1 4 - 2 9 S. J. de Ver 4 2 1 1 8 - 6 7 Anadia 4 2 1 1 8 - 8 7 Lusitano FCV 4 1 3 0 10 - 8 6 Cinfães 4 1 2 1 4 - 3 5 AD Grijó 4 1 2 1 8 - 7 5 Bustelo 4 1 2 1 4 - 5 5 Cesarense 4 1 1 2 6 - 8 4 Estarreja 4 1 0 3 5 - 8 3 Sp. Espinho 4 0 2 2 2 - 4 2 Próxima Jornada - 06 de Outubro São João de Ver - AD Grijó, 15h Bustelo - Cesarense Lusitano FCV - Lusitânia de Lourosa, Estarreja - Cinfães Sp. Espinho - Anadia


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Jogo da jornada // Jogo consistente dos fianenses deixou Cucujães de rastos

Distritais // Jornada com muitos golos

Boa exibição do Fiães premiada com goleada

Cinco equipas concelhias arrancam a vencer na Série A da 2.ª Divisão No principal escalão de Aveiro, Soutense e Milheiroense continuam sem vencer, enquanto o Canedo somou o primeiro triunfo da época na recepção ao Mourisquense (1-0).

Jogo praticamente de sentido único. Cucujães poucas vezes incomodou a baliza de Zé Miguel. A partir do 2-0, o domínio fianense intensificou-se, o que lhe valeu mais dois golos, na primeira vitória da época do Fiães. Depois de na última jornada ter sofrido o golo do empate ao cair do pano, o Fiães demonstrou grande carácter frente ao Cucujães, num jogo de sentido único. A equipa da casa foi sempre superior ao entrar personalizada e pressionante, raramente concedeu espaços ao adversário e rapidamente chegou à vantagem, com Badolas logo aos 10 minutos a abrir o placar. O momento mais perigoso da partida por parte dos forasteiros aconteceu logo se seguida ao tento sofrido, dispondo de soberana oportunidade para restabelecer a igualdade. Tal não sucedeu e não mais se viram lances de golo a rondar a baliza da formação de Santa Maria da Feira. No segundo tempo assistiu-se à mesma toada por parte do Fiães, sempre na busca da baliza contrária e criando vários problemas junto

à área do guarda-redes Ricardo. A resistência do Cucujães caiu, de vez, por terra, quando Jaiminho, à passagem do minuto 60, na transformação de uma grande penalidade fez o 2-0. Se as coisas já estavam complicadas para os homens de Durbalino Lima, este golo colocou um ponto final na partida e deixou por terra a equipa do concelho de Oliveira de Azeméis, que viu o seu oponente ampliar a vantagem nove minutos depois por intermédio de Sousa. O lance de maior dúvida em relação à arbitragem de Hélder Ferreira surge à passagem do minuto 80, com o juiz a apontar novo castigo máximo, desta feita convertido por Paulinho que fechou o resultado final. Goleada da turma de Vasco Coelho numa exibição segura e convincente, somando o primeiro triunfo da época depois do empate na jornada inaugural no terreno do Mourisquense (2-2).

A partir do 2-0, apontado por Jaiminho, de penálti, o Cucujães baixou de rendimento, abriu mais espaços na sua defesa e acabou goleado

Estádio do Bolhão

vs 4

0

Árbitro: Hélder Ferreira Fiães Zé Miguel, Pedrinho, Ferraz, Ruben, Adegas, Nando, Frodo (Luís Moreira, 69), Badolas (André Pais, 77), Sousa (Leandro, 72), Jaiminho, Paulinho T: Vasco Coelho

Cucujães Ricardo, Carlitos, Paivinha, Brinca, Márcio, Tiago Valente (Rui Miguel, 43), Litos, Canelas, Roscas (Rui Correia, 72), Casalinho (Puskas, 64), Hélder T: Durbalino Lima

Amarelos: Roscas (54), Ricardo (60), Brinca (62), Carlitos (65), Litos (71), Hélder (79), Paulinho (89) Vermelho: Márcio (81) Golos: Badolas (10), Jaiminho (gp 60), Sousa (69), Paulinho (gp 80)

A segunda jornada da 1.ª Divisão Dstrital fica marcada pela goleada do Fiães na recepção ao Cucujães (ver jogo da jornada). Quanto aos outros três representantes do concelho, não se registaram quaisquer derrotas, com os empates do Soutense e Milheirosense, frente ao Alba e ao AC Famalicão, respectivamente, e a vitória caseira do Canedo diante do Mourisquense, com o único golo da partida a ser apontado por Alex. Com estes resultados não se verificaram grandes alterações em termos classificativos, sendo que Soutense e Milheiroense continuam sem vencer na competição. No que à ronda inaugural da Série A da 2.ª Divisão diz respeito, destaque para as vitórias do U. Lamas, Sanguedo, Rio Meão, Argoncilhe e Lobão que, a par do Macieirense, lideram a classificação geral. Recorde-se que a partida entre o Nogueirense e o Lusitânia de Lourosa B foi adiada. Num dos três dérbis do concelho, um golo de Tita deu o triunfo do Sanguedo na recepção ao Mosteirô FC (1-0). Já o jogo entre o Caldas S. Jorge e o Rio Meão rendeu seis golos, com a equipa orientada por Miguel Rapinha a levar a melhor com golos de Carlos, Serginho, Litos e Guga. Para a formação da casa marcaram João e Joel. No outro confronto entre equipas de Santa maria da Feira, a vitória sorriu ao Lobão na recepção ao Romariz (3-2), com um bis de Roberto e outro de Luís Novo, tornando insuficientes os dois golos de Pestinha. O U. Lamas venceu na visita ao terreno do S. Vicente Pereira por 1-2 com golos de Samu e Kaká, sendo que o Argoncilhe levou de vencida, em casa, o Alvarenga por 3-1, com Tiaguinho, Félix e Tiago Neves a figurarem na lista de marcadores. O Paços de Brandão não foi além de um empate sem golos na visita ao Mosteirô de Arouca.

I DIVISÃO DISTRITAL

Resultados - 2.ª Jornada Valonguense 0 3 Águeda Oliveira Bairro 2 1 Paivense Sanjoanense 2 0 Carregosense Avanca 1 1 Mealhada Soutense 0 0 Alba AC Famalicão 0 0 Milheiroense Fiães 4 0 Cucujães Canedo 1 0 Mourisquense Esmoriz 0 3 Gafanha Classificação J V E D F - C P Gafanha 2 2 0 0 7 - 0 6 Sanjoanense 2 2 0 0 4 - 1 6 Oliv. Bairro 2 2 0 0 3 - 1 6 Fiães 2 1 1 0 6 - 2 4 Paivense 2 1 0 1 4 - 2 3 Águeda 2 1 0 1 4 - 3 3 Esmoriz 2 1 0 1 3 - 4 3 Cucujães 2 1 0 1 2 - 5 3 Canedo 2 1 0 1 1 - 4 3 Milheiroense 2 0 2 0 1 - 1 2 Soutense 2 0 2 0 1 - 1 2 Alba 1 0 1 0 0 - 0 1 Avanca 1 0 1 0 1 - 1 1 Mourisquense 2 0 1 1 2 - 3 1 Mealhada 2 0 1 1 2 - 3 1 AC Famalicão 2 0 1 1 1 - 2 1 Carregosense 2 0 0 2 0 - 3 0 Valonguense 2 0 0 2 0 - 6 0 Próxima Jornada - 06 de Outubro Valonguense - Oliveira do Bairro Paivense - AD Sanjoanense Carregosense - Avanca Mealhada -Soutense Alba - AC Famalicão Milheiroense - Fiães Cucujães - Canedo Mourisquense - Esmoriz Águeda - Gafanha II DIVISÃO DISTRITAL - Série A

Resultados - 1.ª Jornada S. Vicente Pereira 1 2 União de Lamas Sanguedo 1 0 Mosteirô F. C. Real Nogueirense adiad Lusit. Lourosa B Caldas S. Jorge 2 4 Rio Meão AD Argoncilhe 3 1 Alvarenga Macieirense 2 0 Mansores ADC Lobão 3 2 Romariz F. C. ACRD Mosteirô 0 0 Paços Brandão Classificação J V E D F - C P Rio Meão 1 1 0 0 4 - 2 3 Argoncilhe 1 1 0 0 3 - 1 3 Macieirense 1 1 0 0 2 - 0 3 União Lamas 1 1 0 0 2 - 1 3 Sanguedo 1 1 0 0 1 - 0 3 ADC Lobão 1 1 0 0 3 - 2 3 ACRD Mosteirô 1 0 1 0 0 - 0 1 P. Brandão 1 0 1 0 0 - 0 1 Real Nogueir. 0 0 0 0 0 - 0 0 Lourosa B 0 0 0 0 0 - 0 0 S. V. Pereira 1 0 0 1 1 - 2 0 Mosteirô FC 1 0 0 1 0 - 1 0 Romariz FC 1 0 0 1 2 - 3 0 C. S. Jorge 1 0 0 1 2 - 4 0 Alvarenga 1 0 0 1 1 - 3 0 Mansores 1 0 0 1 0 - 2 0 Próxima Jornada - 06 de Outubro União de Lamas - ACRD Mosteirô Mosteirô F. C. - São Vicente Pereira Lusitânia de Lourosa B - Sanguedo Rio Meão - Real Nogueirense Alvarenga - Caldas de São Jorge Mansores - AD Argoncilhe Romariz F. C. - Macieirense Paços de Brandão - ADC Lobão


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Correio da Feira 30.SET.2013

Juniores A // Ratinho foi quem desbravou o caminho para a goleada (5-0)

Juniores B // Sublinha o técnico Tiago Oliveira

Feirense imparável mantém a liderança da Série B

“Terminar no primeiro lugar da Série B é o grande objectivo” do Feirense

Vitória incontestável da formação orientada por Nuno Santos permite ampliar para cinco pontos a vantagem sobre o segundo classificado, Mesão Frio, da Série B da 2.ª Divisão. No Complexo Desportivo do Feirense, a equipa da casa não teve quaisquer dificuldades para levar de vencido um adversário pouco evoluído tecnicamente e com muitas debilidades. O Torre de Moncorvo actuou sempre com uma postura muito defensiva sem nunca incomodar verdadeiramente o guarda-redes Nuno Rafael que foi um mero espectador. Embora os azuis da Feira tivessem criado inúmeras oportunidades para marcar ao longo de toda a primeira parte, o nulo manteve-se até ao intervalo. Um prémio demasiado positivo para a formação visitante e um castigo pesado para os homens de Nuno Santos. Foi um primeiro tempo também marcado pelo muito antijogo protagonizado pelos forasteiros, com o árbitro Fábio Monteiro demasiado permissivo nesse aspecto. Sabendo que seria uma questão de tempo até surgir o primeiro golo, o Feirense entrou bem no reatamento e, logo aos cinco minutos, Ratinho abriu o placar, bisando volvidos dois minutos. Estava lançado o mote para a goleada. Joãzinho, de grande penalidade, Yevhen e Pedro Santos fizeram os restantes tentos da equipa azul, completando o resultado final, fixado em 5-0. Com este triunfo o Feirense mantém o pleno de vitórias na prova.

Juniores C

Sofrer sem necessidade Uma primeira parte de grande nível dos pupilos de Pedro Alves fazia antever uma goleada, tal era a superioridade evidenciada pelos jovens de Santa Maria da Feira. Os golos de Ruben (5) e Gonçalo (13) surgiram com naturalidade. O 0-2 ao intervalo parecia escasso e nada indicava o sofrimento com que os azuis iriam terminar o encontro. O golo do Ac. Viseu surge num lance inofensivo e, ao mesmo tempo, infantil por parte da defensiva fogaceira que, após a excelente primeira parte, facilitou um pouco e acabou a partida em sobressalto, desnecessariamente. Com este triunfo, o Feirense assume a liderança isolada do campeonato, beneficiando do empate caseiro do Gondomar diante da Oliveirense.

Balneário do Feirense vive momento de confiança

Complexo Desportivo Feirense

FEIRENSE T. MONCORVO

5 0

Árbitro: Fábio Monteiro Feirense Nuno Rafael, Mica, Joca, Pedro Santos, Joãzinho, Ratinho (Miguel, 66), Sandro (Manu, 45), Vasco, Yorn, Yévhen (Gui, 79) T: Nuno Santos Torre Moncorvo Miguel Vieira, Pedro, João Tiago, Tiago, Eurico, Rui Seixal (Tiago Félix, 79), Samuel, Nuno, Rui Saleiro, Bata (Miguel Rodrigues, 45/Pedro, 52) T: Sílvio Carvalho

Amarelos: Vasco (30) e Miguel Vieira (61) Vermelho: Rui Saleiro (90+3)

Golos: Ratinho (50 e 52), Joãzinho (gp 61), Yévhen (79) e Pedro Santos (82)

FEIRENSE

1 2

Árbitro: Bruno Pinto (Guarda) Académico de Viseu Tomé, Filipe (Lucas, 35), Cláudio, Léo, Bernardo, Rui Miguel, Miguel, Totti (Marco, 35), Tiago, Caiado, Rafa (Diogo, 68) T: Carlos Ferreira Feirense Roberto, Jorge, Leandro, Joel, Vitor (Edú, 53), Padinha, Gonçalo, Dani (Portal, 35), Ruben (André, 45), Magalhães (Francisco, 25), Nuno (Daniel, 35) T: Pedro Alves

Amarelos: Dani (20) e Rafa (43) Vermelho: Tiago (65)

Golos Ruben (5), Gonçalo (13) e Rui Miguel (60)

Classificação J V E D F - C Feirense 5 5 0 0 11 - 2 Mesão Frio 4 3 1 0 9 - 4 Sp. Espinho 5 3 0 2 7 - 7 Penafiel 5 2 1 2 9 - 12 Sanjoanense 5 2 0 3 13 - 7 Boavista 4 2 0 2 6 - 4 Canidelo 5 2 0 3 11 - 10 Salgueiros 4 1 1 2 6 - 7 Padroense 4 1 0 3 4 - 5 T. Moncorvo 5 0 1 4 1 - 19 Próxima Jornada - 05 de Outubro Mesão Frio -Feirense, 15h Padroense - Salgueiros Canidelo - Boavista AD Sanjoanense - Penafiel Torre de Moncorvo - Sp. Espinho

P 15 10 9 7 6 6 6 4 3 1

NACIONAL DE INICIADOS - Série C

Estádio 1.º de Maio

AC. VISEU

A boa campanha dos azuis não tem passado despercebida às selecResultados - 5.ª Jornada Salgueiros adiado Mesão Frio ções mais jovens, que Boavista 12-Out Padroense já enviaram alguns dos Penafiel 2 1 Canidelo seus responsáveis a Sp. Espinho 1 0 AD Sanjoanense algumas partidas. Feirense 5 0 Torre Moncorvo

NACIONAL DE JUNIORES II DIVISÃO - Série B

Resultados - 5.ª Jornada AD Sanjoanense 2 0 T aboeira O Crasto 0 2 Repesenses Gondomar 0 0 Oliveirense Académico Viseu 1 2 Feirense Avanca 0 2 Lusitano FCV Classificação J V E D F - C P Feirense 5 5 0 0 10 - 2 15 Gondomar 5 4 1 0 11 - 1 13 Sanjoanense 5 3 1 1 10 - 2 10 Oliveirense 5 3 1 1 6 - 2 10 Taboeira 5 3 0 2 7 - 7 9 Repesenses 5 2 0 3 7 - 7 6 Avanca 5 1 0 4 6 - 10 3 Acad. Viseu 5 1 0 4 4 - 10 3 Lusitano FCV 5 1 0 4 3 - 9 3 O Crasto 5 0 1 4 4 - 18 1 Próxima Jornada - 06 de Outubro Taboeira - Avanca Repesenses - AD Sanjoanense Oliveirense - O Crasto Feirense - Gondomar, 11h Lusitano FCV - Académico de Viseu

André Costa andre.costa@correiodafeira.pt

Líder à sexta jornada e com um ponto de vantagem sobre o FC Porto, o Feirense tem como meta obrigatória a presença na fase seguinte e, como principal objectivo, terminar esta fase na liderança. Para Tiago Oliveira, treinador dos fogaceiros, conseguindo o objectivo mínimo, a manutenção, as atenções da equipa estarão concentradas na conquista do primeiro lugar e consequente qualificação para a segunda fase e, posteriormente, lutar para estar entre os quatro melhores, que irão disputar o título nacional. “Felizes e orgulhosos, mas conscientes das dificuldades que nos esperam até final” - afirma o técnico, abordando o momento actual do clube e reforçando que pela frente tem encontrado “adversários fortes”, que fazem de cada jogo “muito complicado”. O Feirense conta por vitórias os três encontros realizados em casa, o que, perante opositores tão fortes, se torna crucial. “Fazer do nosso campo uma fortaleza e manter o nosso percurso caseiro positivo é algo que queremos muito, pois numa série tão dura e equilibrada como a nossa, qualquer ponto alcançado fora é importantíssimo” - refere Tiago Oliveira. Na opinião do treinador, o jogo com o Varzim, em que a sua formação teve que demonstrar um grande carácter depois de ter sofrido o golo do empate quando estava por cima foi, sem dúvida, o jogo chave para a confiança dos jogadores. Questionado relativamente à paragem da competição durante um mês, devido a compromissos das selecções, Tiago Oliveira considera que, por um lado, pode ser benéfico porque “os atletas estão motivados

e com vontade de vencer” mas, por outro, “uma quebra de rotinas de jogo num plantel praticamente novo em relação à época anterior pode ser prejudicial”, mostrando-se, no entanto, confiante no contínuo crescimento da equipa. Sem querer individualizar o êxito colectivo, o líder dos Sub-17 da Feira não esconde o facto de que as boas exibições e o lugar cimeiro na tabela façam sobressair alguns jovens: “Sinto que temos vindo a crescer em termos colectivos, o que proporciona a alguns jogadores destacaremse a nível individual, como é o caso do Marcelo”, salienta. Marcelo Santos, recorde-se, está de regresso a Santa Maria da Feira depois de uma passagem pelo FC Porto, notabilizando-se esta temporada com 6 golos em 6 jogos. No geral, Tiago Oliveira faz um “balanço positivo” e mostra-se muito satisfeito com a “evolução da equipa” desde o arranque da competição.

Campeonato regressa dia 20 de Outubro O Nacional de Juniores B pára durante, sensivelmente, um mês, devido aos compromissos da selecção nacional de Sub-17, que prepara a participação, desde a última sexta-feira, no primeiro torneio de apuramento para o Campeonato Europeu da categoria. Portugal está inserido no Grupo 5 de qualificação e vai disputar um lugar na Ronda de Elite com Bósnia Herzegovina, Croácia e Montenegro. Quanto às competições nacionais, regressam no dia 20 de Outubro. Na 7.ª jornada vão tocar-se os extremos, no que à tabela classificativa diz respeito, já que o Feirense recebe a “vizinha” Sanjoanense, que ocupa o último lugar da Série B.


Correio da Feira 30.SET.2013

Rui Almeida Santos rui.santos@correiodafeira.pt

Pedro Mingote, guarda-redes de 33 anos, natural de Rio Meão, teve um regresso a Portugal em grande. O dono das redes dos romenos do Pandurii foi preponderante no triunfo, por 2-0, em Braga, no passado mês de Agosto, resultado que permitiu o emblema da cidade de Târgu Jiu entrar na fase de grupos da Liga Europa, naquela que é a sua primeira participação de sempre numa competição europeia. Mingote iniciou a carreira nas camadas jovens do Rio Meão mas cedo o FC Porto reparou nas suas qualidades, tendo-o o recrutado para as suas fileiras. Completou a formação ao serviço dos dragões mas, chegado à idade de sénior, acabou por abandonar a Invicta rumo a Leiria. Seguiram-se experiências na Naval 1.º de Maio, Ovarense, Dragões Sandinenses, Moreirense e Lousada, até que, em 2007, a vida desportiva do guardião sofreu um novo impulso, com o convite do Pandurii. “A oportunidade surgiu quando o treinador português Joaquim Teixeira veio treinar para a Roménia e me convidou para o acompanhar nesta aventura, pois já tinha sido meu treinador anteriormente e quis que viesse com ele” - recorda o guarda-redes, que não se arrepende minimamente da aposta que fez há seis anos: “Tem sido uma experiência muito boa a nível profissional e pessoal. Permitiu ser muito enriquecedora a nível pessoal com o conhecimento de um mundo novo, um país novo, com uma cultura completamente diferente da nossa”. Na Roménia, a carreira de Mingote estabilizou. Habituado a saltar de clube praticamente de ano em ano, o guarda-redes encontrou estabilidade no Pandurii, um clube que vem crescendo, nos últimos anos, progressivamente. De tal forma que, na temporada passada, foi segundo classificado no campeonato romeno e qualificou-se, pela primeira vez no seu historial, para as competições europeias, no caso, a Liga Europa. Porém, para conseguir o acesso à fase de grupos, os romenos tinham que ultrapassar um obstáculo muito complicado e bem co-

“A Roménia deu-me a oportunidade de jogar ao mais alto nível”

Mingote é natural de Rio Meão e defende, desde 2007/2008, a baliza do Pandurii. Há um mês, foi preponderante na vitória do emblema romeno em Braga, que valeu o apuramento histórico para a fase de grupos da Liga Europa. Aos 33 anos, o guardião não mostra muitas saudades em voltar a Portugal mas não descarta a possibiliade de terminar a carreira ao serviço do Rio Meão. nhecido de Mingote, o Sp. Braga. As esperanças do Pandurii sofreram um duro golpe com a derrota na primeira-mão da eliminatória, em casa, por 1-0. Porém, no jogo em Braga, os romenos venceram por 2-0 e seguiram em frente na prova. A defender as redes do Pandurii esteve Mingote, que foi decisivo para o histórico apuramento do clube. “Foi uma sensação muito boa regressar a Portugal, numa competição tão importante como esta, a segunda mais importante do mundo a nível de clubes, e conseguir eliminar o Sp. Braga, que há pouco tempo foi finalista da competição, depois de uma derrota, na primeira-mão, em nossa casa, por 1-0. Isto tendo também em conta

Voltar a Portugal só para acabar a carreira no Rio Meão A cumprir a sétima temporada no Pandurii, Mingote não suspira pelo regresso ao futebol português. “A Roménia deu-me a oportunidade que Portugal não me deu, de jogar ao mais alto nível, e quero retribuir isso até quando puder” - explica o guarda-redes, que se diz feliz em solo romeno: “Sinto-me muito bem aqui. As pessoas também me acarinham muito e isso deixa-me muito feliz e realizado, profissional e pessoalmente”. O tom do discurso apenas se altera quando o tema é o Rio Meão. Mingote mostra-se aberto em terminar a carreira no clube,

algo que encararia como especial: “Acabar no Rio Meão? Sim, se me falasse em regressar a Portugal para acabar a carreira, seria muito bonito terminar onde comecei. Isso seria, obviamente, muito especial”. O guarda-redes confessa que vai acompanhando, via Internet, a vida dos clubes concelhios, com especial enfoque para o da terra, treinado pelo primo Miguel Rapinha, ao qual deseja “todo o sucesso”. “Tenho a certeza de que vai continuar a fazer um bom trabalho, pois tem muitas capacidades para chegar longe” - remata.

que esta é a primeira participação do nosso clube em competições europeias” - começa por dizer o experiente guardião, que contou, no Municipal de Braga, com o apoio especial de um grupo de adeptos que viajou desde Rio Meão: “Amigos e família apoiaram, constantemente, a minha equipa e isso ouvia-se mesmo no relvado, tendo os meus colegas ficado impressionados. Houve muitos comentários sobre isso, depois, entre a nossa equipa”.

Sem pressão para o que falta O início de temporada histórico que o Pandurii viveu não deve, no entender de Mingote, acrescentar pressão à equipa: “Já fizemos o que ninguém esperava. Eliminámos duas equipas boas, como o Hapoel Telaviv (Israel) e o Sp. Braga, e isso dá-nos esperancas de conseguirmos algo muito bonito, pois jogamos sem nenhuma pressão e pelo prazer de poder competir na Liga Europa. No campeonato, no ano passado, fomos vice-campeões. Esperamos poder repetir e terminar nos primeiros lugares também este ano”. No roteiro do guardião está, pelo menos, mais uma visita a Portugal, a Guimarães (5.ª feira, 20h05), para defrontar o Paços de Ferreira, em jogo a contar para o grupo E da Liga Europa. “Agora temos o Paços no nosso grupo. É normal que desejemos poder repetir, em Portugal, uma vitória mas todos os jogos têm a sua história e, agora, já não é a eliminar. Joga-se por pontos e, automaticamente, tudo é diferente, até a abordagem ao próprio jogo” - explica o atleta.

Sintético é uma necessidade A família de Pedro Mingote sempre esteve ligada ao Rio Meão. “Sempre foi unida, sempre acompanhou e sempre tentou ajudar o clube como pôde, como toda a gente deve fazer, para que o clube não desapareça, pois é sempre bom ter uma equipa e uma possibilidade para os mais jovens praticarem desporto e, quem sabe, mais tarde, chegarem, por exemplo, até onde cheguei. Só temos que acreditar sempre que podemos chegar longe e nunca desistir de um sonho que, muitas vezes, pode acabar realizado” - refere o guarda-redes do Pandurii, que reclama a instalação de um piso sintético no actual pelado do Estádio Padre Joaquim Sousa Lamas, para dar melhores condições aos jovens da freguesia na prática desportiva: “Desejo que o Rio Meão tenha a possibilidade de transformar o campo pelado num campo sintético, pois é muito importante para a freguesia e proporcionará, a muitos mais jovens da freguesia e não só, uma maior vontade de praticar desporto. Acho que é uma situação importante e que gostaria muito de ver concretizada a breve prazo”.

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Correio da Feira 30.SET.2013

3.ª Divisão Nacional // Equipas do concelho proporcionam grandes espectáculos

Feirense e Lamas Futsal entram a vencer

Pavilhão do Covões

PRODECO LAMAS FUTSAL

5 6

A: Ricardo Santos, Rui Silva Prodeco: Não foi possível aceder à ficha de jogo.

Opinião

Benefícios para quem apoia o desporto

Lamas Futsal: Telmo, Vítor Amorim (1), Miguel Ângelo (1), Feliciano (1), Pedro Sousa (2), Ribas, Kallan, Wilson, João Maio (1), João Paulo T: Luís Alves

Pavilhão da Lavandeira

FEIRENSE ABC NELAS A: Paulo Oliveira, Hugo Frades

Rufino Ferreira

6 5

Feirense: Dani, Russo, Fuka (1), Kaká, Teixeira (3), Nuno, Banana (1), Ivo, Cenoura, Michael, Claudinei (1), Piu T: Joaquim Augusto Nelas: Luís, Ricardinho (1), Russo (2), Fábio (1), Edu - Sérgio, Rafa, Berto (1), Pedro, Cruz, Mário T: Augusto Assunção

III DIVISÃO NACIONAL - Série B

Feirense e Lamas Futsal começaram da melhor maneira o campeonato, ao levarem de vencida ABC de Nelas e Prodeco, respectivamente, por 6-5. No Pavilhão da Lavandeira assistiu-se a uma primeira parte de algum nervosismo e ansiedade de ambas as equipas. Nesse período, o Feirense foi a equipa que se mostrou menos eficaz e menos inspirada, permitindo muitos lances de perigo ao adversário. Daí não ter surpreendido que ao intervalo os fogaceiros estivessem a perder por 1-3. Na segunda parte, e apesar da

maior acutilância ofensiva, a turma de Joaquim Augusto sofreu dois golos em contra-ataque, que colocaram o resultado em 1-5. Para muitos, o vencedor do encontro estava encontrado, mas a equipa azul nunca atirou a toalha ao chão e a “alma feirense” veio ao de cima. Mesmo com quatro golos de desvantagem, a pouco mais de 6 minutos do fim, o Feirense conseguiu dar a volta ao marcador, com Teixeira a marcar 3 golos que empataram o jogo. Os dois últimos minutos foram frenéticos, com o perigo a rondar as duas balizas. A 50 segundos do final, o Feirense beneficiou de um livre de 10 metros, que Claudinei converteu, levando o pavilhão da Lavandeira ao rubro. O ABC Nelas arriscou ainda com o guarda-redes avançado mas a

vitória já não fugiu ao Feirense. O Lamas Futsal deslocou-se ao pavilhão do Prodeco e logrou uma vitória suada e sofrida (6-5), muito por culpa própria, apesar de ter estado sempre em vantagem no marcador. Começou melhor a equipa do concelho da Feira, que chegou ao 0-2, mas permitiu à equipa da casa levar o encontro empatado a dois golos para o descanso. Voltou a entrar forte a turma lamacense, ampliando o resultado para 2-4 mas, uma vez mais, permitiu o empate ao adversário. O Lamas Futsal acusou positivamente o toque e voltou a acelerar o seu jogo e, em poucos minutos, chegou ao 4-6. O melhor que o Prodeco conseguiu fazer foi reduzir para o 5-6 a poucos segundos do termo da partida.

Futsal Feminino // Continuam 100% vitoriosos no campeonato distrital

DISTRITAL FEMININO

Lusitânia de Lourosa e Gião alcançam vitórias fora de portas O encontro entre o Lusitânia de Lourosa e o ARCA teve um momento algo caricato pela falta da equipa de arbitragem, ao que tudo indica por uma falha de comunicação. Quanto ao jogo propriamente dito, foi uma partida calma, controlada sempre pelo Lourosa, pouco eficaz na finalização por parte das jogadoras visitantes que, de todas as oportunidades dispuseram, só aproveitaram duas. O Gião teve tarefa bem mais complicada na visita ao PARC, onde encontrou um adversário bem organizado e muito agressivo. A formação de Santa Maria da Feira vencia ao intervalo por 0-1. No reatamento as coisas foram bem diferentes, com a equipa da casa

a conseguir operar a reviravolta já perto do final da partida, com golos de Joana e Raquel. A reacção da turma gianense não demorou e,

ARCA LOUROSA

na jogada seguinte, Joana volta a empatar o desafio. A 20 segundos do fim foi a vez de Marisa facturar, selando a vitória das forasteiras. Pavilhão de Pindelo

Escola da ARCA

0 2

PARC PINDELO GIÃO

Resultados - 1.ª Jornada ACD Azagães 8 4 Rio de Moinhos Sp. Moncorvo 2 2 União Santana SC Sabugal 5 1 Leões Valboenses Sangemil 2 2 Gondomar Futsal Académica Leça 1 10 SPG Lamego Prodeco 5 6 Lamas Futsal CD Feirense 6 5 ABC Nelas Classificação J V E D F - C P SPG Lamego 1 1 0 0 10 - 1 3 ACD Azagães 1 1 0 0 8 - 4 3 SC Sabugal 1 1 0 0 5 - 1 3 Lamas Futsal 1 1 0 0 6 - 5 3 CD Feirense 1 1 0 0 6 - 5 3 Sp. Moncorvo 1 0 1 0 2 - 2 1 União Santana 1 0 1 0 2 - 2 1 Sangemil 1 0 1 0 2 - 2 1 Gondomar Futsal 1 0 1 0 2 - 2 1 Prodeco 1 0 0 1 5 - 6 0 ABC Nelas 1 0 0 1 5 - 6 0 Rio de Moinhos 1 0 0 1 4 - 8 0 Leões Valboen. 1 0 0 1 1 - 5 0 Académ. Leça 1 0 0 1 1 - 10 0 Próxima Jornada - 05 e 06 de Outubro Rio de Moinhos -CD Feirense, 18h União Santana - ACD Azagães Leões Valboenses - Sp. Moncorvo Gondomar Futsal - SC Sabugal- 06/10 SPG Lamego - Sangemil Lamas Futsal - Académica Leça - 06/10, 17h ABC Nelas - Centro Social Covões

2 3

ARCA: Cláudia, Daniela, Tita, Juliana, Patrícia Almeida, Patrícia, Ticha, Brenda, Catia, Sara T: Filipe Almeida e Miguel Encarnação

PARC: Sílvia, Aida, Filipa, Liliana, Daniela - Raquel (1), Ana, Joana, Alice, Helena, Joana (1), Ana R

Lourosa: Dani Lopes, Fabiana, Piolho (1), Cabral, Baptista, Bárbara, Estela (1), Diana Cruz, Silvana, Diana, Almeida, Viviana, Renata T: Marisa Nogueira

Gião: Ana, Kaká, Marisa (1), Marlene, Corina - Jeni, Joana (1), Carina (1), Érica, Sónia T: António Queirós

Resultados - 2.ª Jornada Casa do Benfica 6 0 NEGE Telhadela 0 22 Ossela ARCA 0 2 Lusitânia Lourosa S. Pedro Castelões 02-Nov AMUPB Futsal PARC 2 3 ACD Gião CAP Alquerubim 0 14 Always Young Classificação J V E D F - C P Ossela 2 2 0 0 35 - 3 6 Lusit. Lourosa 2 2 0 0 21 - 1 6 Always Young 2 2 0 0 21 - 1 6 ACD Gião 2 2 0 0 8 - 4 6 NEGE 2 1 0 1 11 - 8 3 Casa do Benfica 2 1 0 1 9 - 13 3 AMUPB Futsal 0 0 0 0 0 - 0 0 ARCA 1 0 0 1 0 - 2 0 S.P. Castelões 1 0 0 1 2 - 5 0 PARC 2 0 0 2 3 - 10 0 CAP Alquerub. 2 0 0 2 2 - 25 0 Telhadela 2 0 0 2 1 - 41 0 Próxima Jornada - 11 e 12 de Outubro Casa do Benfica de Aveiro - Telhadela Ossela - ARCA - 11/10 Lusitânia de Lourosa - S. Pedro Castelões, AMUPB Futsal - PARC ACD Gião - CAP Alquerubim, 21h NEGE - Always Young ADRC

O Estatuto dos Benefícios Fiscais relativos ao Mecenato Desportivo configura um conjunto de incentivos, concedidos pelo Estado, para estimular as empresas e os particulares a efectuarem donativos a favor de entidades privadas e públicas, em benefício do desporto. As empresas e os particulares que concedem um donativo beneficiam de uma majoração que é adicionada ao valor desse donativo, o qual é abatido à sua matéria colectável, conduzindo à redução do imposto a pagar ao Estado. O imposto em causa é, no que concerne às empresas, o IRC e no que concerne aos indivíduos particulares, o IRS. Os donativos constituem em entregas em dinheiro ou em espécie concedidos sem contrapartidas que configurem obrigações de carácter pecuniário ou comercial às entidades beneficiárias, cuja actividade consista predominantemente na realização de iniciativas nas áreas social, cultural, ambiental, desportiva ou educacional. Recordo que as associações dotadas de estatuto de utilidade pública que tenham como objecto o fomento e a prática de actividades desportivas, com excepção das secções participantes em competições de natureza profissional, são abrangidas pelos benefícios fiscais relativos ao mecenato desportivo, devendo para tal entregar o requerimento para obtenção do mesmo nas Direcções regionais do Instituto do Desporto de Portugal. Aconselho a leitura do Decreto-Lei 108/2008. Em jeito de conclusão, as pessoas colectivas de utilidade pública gozam de determinadas isenções e regalias fiscais nos termos do Dec.- Lei nº 460/77, de 7 de Novembro, conjugado com o Dec.Lei nº 151/99, de 14 de Setembro, que revogou o Dec.-Lei nº 260 - D/81, de 2 de Setembro. Relativamente ao processo de obtenção de tal estatuto, existem efectivamente uma série de condicionantes à sua aquisição por parte das associações interessadas, que deverão contar analogamente com o apoio da respectiva autarquia na medida em que o requerimento a apresentar pelas associações interessadas ao Governo (entidade competente para o efeito) deve ser instruído em impresso próprio, onde constem todas as provas necessárias ao ajuizamento dessa pretensão, juntamente com um parecer fundamentado da Câmara Municipal da sede da associação.


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Futsal // Clube não pode subir aos nacionais, por não ter camadas jovens, mas Pedro Ribeiro diz que isso não o impede de lutar pelo título

ISPAB Futsal não descura o topo da tabela Por não ter equipa de juvenis ou de juniores a competir oficialmente, o ISPAB Futsal não pode subir aos Nacionais esta época mas isso não tira ambição ao técnico Pedro Ribeiro. Com o “objectivo de melhorar a classificação da época passada”, o ISPAB Fustal encara a nova temporada com optimismo. Pedro Ribeiro, técnico que se estreia no cargo em 2013/2014, afiança que a equipa vai procurar “ganhar jogo a jogo e, no final, fazem-se as contas”. “Sabemos que a luta por objectivos mais altos será difícil”, prossegue o treinador, que, mesmo sabendo que está impossibilitado de subir aos Nacionais esta época devido ao clube não ter, nos seus quadros, os escalões de juvenis e/ou

juniores a competir em provas oficiais, não coloca de parte a luta pelo título: “Sabemos que não podemos subir mas isso não quer dizer que não possamos lutar para sermos campeões. O clube não tem estrutura, neste momento, para ter camadas jovens mas já se está a pensar nessa situação para a próxima época”. Em 2013/2014, Pedro Ribeiro estreia-se como treinador principal. O antigo guardião dos brandoenses sucede a Paulo Lima, que saiu para incorporar a equipa técnica do Modicus. “Encaro a situação como um desafio e uma novidade. Conheço bem o clube e grande parte dos jogadores. Vamos tentar fazer o melhor possível” - assegurou o treinador dos estudantes. O jogo de apresentação da equipa, realizado ontem, frente ao Gondomar Futsal, terminou com um empate a dois golos. Mesquita, que regressou do Feirense, e Diogo marcaram para os brandoenses.

Futsal // Celso Henriques confiante para a época que se avizinha

Futsal // Boa campanha na Taça de Aveiro também na ementa

Plantel satisfaz técnico da Juventude de Canedo

Arrifanense ambiciona a subida à 1.ª Divisão

Treinador do emblema canedense pensa jogo a jogo, num campeonato muito competitivo. Ossela e Arrifanense são, para Celso Henriques, os principais candidatos à subida.

Técnico, Jorge Pereira, coloca numa primeira linha de candidatos Ossela e Juventude de Canedo mas tem total confiança na sua equipa para conseguir a subida de divisão.

O principal objectivo traçado pelo técnico da Juventude de Canedo para a época 2013/2014 passa pela “conquista dos três pontos em cada jogo” e, só lá mais para a frente, pensar em algo mais. Questionado relativamente à pré-temporada, Celso Henriques foi taxativo: “O trabalho está a ser feito e estou satisfeito com o plantel. É um grupo novo, que nunca jogou junto, mas sinto a equipa no bom caminho e as novas ideias vão sendo assimiladas”. Os jogadores que tem à sua disposição foram escolhas suas. O técnico optou por manter grande parte dos elementos da época passada, aos quais juntou alguns reforços que, segundo o treinador, “vieram trazer um leque mais variado de opções” à equipa. Na óptica de Celso Henriques, Ossela e Arrifanense partem como principais candidatos

à subida, num campeonato que considera “dos mais competitivos e mais fortes da 2.ª Divisão”. Relativamente à Taça de Aveiro, a Juventude de Canedo começa com uma visita à Gafanha, no dia 14 de Dezembro. O grande desejo de Celso Henriques nesta prova passa por chegar o mais longe possível, com a “final four” na mira. Noutro contexto, o clube vai abrir as portas às camadas mais jovens e pretende dar oportunidade aos miúdos de desenvolverem as suas capacidades, oferecendo, para esse efeito, um espaço onde possam treinar. O objectivo da Direcção canedense para por, na próxima época, os jovens entrarem nas competições oficiais.

Desejo de Celso Henriques na Taça Distrito de Aveiro passa por chegar o mais longe possível na competição, estando a “final four” sob ponto de mira do técnico canedense.

Após alguns jogos de pré-época, o técnico do Arrifanense, Jorge Pereira, mostra-se satisfeito com o rendimento dos seus jogadores e, apesar de considerar que este campeonato será o “mais competitivo e disputado dos últimos anos”, mantém total confiança na capacidade da equipa em atingir a subida. No entanto, alerta para as dificuldades que o Arrifanense irá encontrar frente a todos os adversários, realçando alguns nomes, como Ossela e Juventude de Canedo: “São adversários complicados, que se reforçaram bem e são os dois principais candidatos. A nós, resta-nos pensar jogo a jogo e fazer o nosso trabalho”, salienta o treinador do Arrifanense, sem deixar de mencionar o Gafanha, equipa recém-despromovida à 2.ª Divisão Distrital, como outros dos candidatos à subida. Recorde-se que a formação orientada

por Jorge Pereira folga na primeira jornada, estreando-se em casa, diante do Beira-Ria, na ronda seguinte. O líder dos verde e brancos destaca a importância da fase inicial para “conhecer o grupo e assimilar novos processos”, não esquecendo o trabalho feito pela Direcção que, segundo ele, “tem feito tudo pelos jogadores e procurado oferecer as melhores condições para desenvolverem as suas qualidades”. No que respeita à Taça de Aveiro, o técnico não esconde o desejo de a conquistar, mas frisa que o principal objectivo nessa competição é “chegar o mais longe possível”. O Arrifanense já conhece o primeiro adversário na prova, recebendo a 14 de Dezembro o Sporting de Silvalde, de Espinho.

Na última semana, o clube anunciou a contratação de João Paulo (ex-Azagães). No jogo de apresentação, o Arrifanense bateu, por 4-1, o Bairros, da 1.ª Divisão Distrital de Aveiro


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Voleibol // Clube reforçou-se com oito atletas e tem um treinador novo

Paraciclismo // Pontuável para a Taça de Portugal

CD Fiães aponta ao top 6 da 2.ª Divisão Nacional

Ricardo Gomes termina Maratona BTT 5 Cumes na segunda posição DR

Treinador fianense diz-se satisfeito com o plantel que tem à disposição mas adverte para a falta de experiência de alguns dos seus atletas. Apresentação foi contra o Sp. Espinho. André Costa andre.costa@correiodafeira.pt

A poucas semanas do início da 2.ª Divisão Nacional, o técnico do CD Fiães, Nuno Neves, mostra-se satisfeito com o plantel, embora aponte para a falta de experiência da grande maioria dos atletas como factor a ter em conta: “Estou contente com o grupo de jogadores à minha disposição e com a evolução da equipa ao longo das últimas semanas, mas temos alguns jovens com pouca experiência” - refere. Recorde-se que o CD Fiães conta, esta temporada, com oito caras novas, ou seja, metade do plantel, o que, numa fase inicial, poderá dificultar o trabalho nos processos de jogo e entendimento colectivo. Defrontar um histórico do voleibol nacional, como o SC Espinho, na

apresentação da equipa, que se realizou na passada quarta-feira, não foi uma escolha ao acaso, servindo para preparar o duro campeonato que aí vem. Na opinião de Nuno Neves, “é a jogar contra os melhores que se aprende”, aproveitando para dar alguma experiência e competitividade à sua formação. Sabendo que do outro lado estavam jogadores de nível internacional e que muitos deles são grandes exemplos e referências importantes para a maioria dos seus pupilos, Nuno Neves esperava da sua equipa a mesma atitude que deverão ter em todos os jogos, independentemente da motivação extra de defrontarem um rival tão importante no panorama do voleibol português.

Objectivo é ficar nos seis primeiros classificados

Consciente das dificuldades que vai enfrentar em cada jornada e não querendo alongar-se muito sobre o assunto, o treinador do CD Fiães não hesita em apontar como principal objectivo terminar a prova nos seis primeiros lugares da tabela. Quanto ao resultado do jogo de apresentação dos fianenses, foi de 3-0, favorável aos Tigres da Costa Verde.

Plantel para 2013/2014 Permanências Bártolo, Gil, Rui Mota, Luís Silva, Paulo, Tiago Carneiro, Tiago Santos, Grilo, Reforços Zé, Simão, Ricardo Leite, Daniel, Bruno, Daniel Raro, Rodrigo e Daniel Pereira

da temporada desportiva, o líder do clube aponta para uma boa época, partilhando o desejo do seu treinador em terminar nos lugares cimeiros, lamentando, ainda, a impossibilidade financeira de reforçar a equipa com mais qualidade.

“ao contrário”, ou seja, correr atrás da promoção” - explica o atleta, que, mesmo assim, se mentalizou “em dar tudo mais cedo para conseguir espaço para ultrapassar milhares de ciclistas”. “Nunca tinha participado numa prova como esta, tão dura e sofrida pois só “comia” imenso pó nas descidas, com muito calor que se fez sentir e acabei o percurso de 61 quilómetros muito cansado e ao mesmo tempo orgulhoso pela conquista do 2.º lugar ao mais alto nível” - concluiu Ricardo Gomes.

Ténis // Conquistou o nono título da temporada

Mauri Gomez demolidor em Paços de Brandão DR

Treinador Nuno Neves

“Estou contente com o grupo e com a evolução da equipa ao longo das últimas semanas, mas temos alguns jovens com pouca experiência” - Nuno Neves

Novo presidente, Jorge Magalhães, acredita numa boa temporada do emblema fianense Após algumas semanas de incertezas, a Direcção do CD Fiães encontra-se, finalmente, em plenas funções, sob a liderança do presidente Jorge Magalhães. Sem esconder o facto de que a indefinição a nível directivo tenha tido influência no arranque

Ricardo Gomes terminou a Maratona BTT 5 Cumes, prova pontuável para a Taça de Portugal de Maratonas, na segunda posição, na classe D (Deficiência Auditiva). “Após o início da prova, no quilómetro 6, houve grande confusão para nós, federados das diversas categorias, devido à má indicação de um senhor, que nos levou ao caminho errado. Quando retomamos o percurso correcto, as centenas de ciclistas da promoção já tinham seguido em frente. Tendo isto em conta, tivemos que fazer a prova

Relativamente aos adversários de enorme valia escolhidos para realizar os jogos de preparação, Jorge Magalhães foi peremptório: “Não tinha qualquer interesse para nós defrontar equipas de menor ou similar reputação”.

Mauri Gomez, atleta do FTCTENIS. pt - Escola de Ténis de Sanfins, que figura actualmente no 26.º lugar do ranking nacional, deu continuidade ao bom momento de forma que atravessa ao conquistar o Torneio de Outono, prova C da Federação Portuguesa de Ténis (FPT), disputado nos campos de piso rápido do Clube de Ténis de Paços de Brandão. Na final, Mauri Gomez precisou de se aplicar para levar de vencida o atleta do Clube de Ténis do Porto, Joaquim Ferreira, actual n.º1 do ranking nacional (escalão Sub-

18), pelos parciais de 7-6 (7-2 no tie-breack) e 6-1, ao fim de 1h50 de jogo. Na prova de pares, a dupla do FTCTENIS.pt, constituída por Mauri Gomez e Miguel Gomez, continua invicta com a conquista de mais um titulo, após vencer na final a dupla constituída por Gabriel Machado (CT Ovar) e Mário Costa (CT Azeméis), em dois sets, pelos parciais de 6-2 e 7-5. Mauri Gomez continua a afirmar-se no panorama do ténis nacional com a conquista de mais um título, o nono da presente temporada.


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Hóquei em Patins // Canarinhos recebem Infante Sagres no arranque da 2.ª Divisão

Hóquei em Campo // Lamacenses venceram por 9-1

Ac. Feira derrotado pelo Valongo na apresentação

U. Lamas arranca no campeonato com uma goleada na casa do Carris Ao intervalo, os rubronegros venciam por 2-0 mas dilataram a margem do marcador durante a segunda metade. Zinho completou um póquer. O U. Lamas iniciou o campeonato nacional de hóquei em campo com a deslocação a Alfandega da Fé, para defrontar a jovem equipa do Camir, orientada pelo lamacense Luís Barros, e venceu por 9-1. O conjunto unionista teve possibilidade de apresentar um dos novos reforços, o médio Paulo Vieira, oriundo da Ac. Espinho. A equipa de Santa Maria de Lamas começou da melhor forma no encontro, ao inaugurar o marcador no primeiro minuto, por intermédio do regressado André Vivas, que es-

teve inactivo longos meses devido a grave lesão. Os rubros-negros bem tentaram dilatar o marcador mas algum nervosismo e ainda a assimilação de novos processos de início da época conduziram a diversos erros ofensivos. Contudo, Zinho, a poucos minutos do intervalo, fez o seu primeiro tento. A segunda parte iniciou com algumas retificações da estrutura dos feirenses e os frutos foram bem visíveis, com principal destaque para Zinho, com mais três golos, André Vivas, Vitor Beleza, Luís Cardoso e Daniel Dolores. Os homens da casa conseguiriam o tento de honra mesmo no término da partida, após distração defensiva. No próximo domingo disputa-se a segunda jornada, pelas 15h. O U. Lamas recebe, no seu reduto, o forte oponente lisboeta GD Carris.

Badminton

Luís Filipe Higino O Académico da Feira recebe o Infante Sagres no próximo sábado, no arranque do Campeonato Nacional da 2.ª Divisão, zona norte. O jogo está agendado para as 18h30 no Pavilhão da Lavandeira, em Santa Maria da Feira. A 1.ª jornada conta ainda com os jogos Riba de Ave-Taipense (6.ª feira), Académica de EspinhoFânzeres, HC Marco-Famalicense, Gulpilhares-Juventude Pacense, Sobreira -CD Póvoa, Académico da Feira-Infante Sagres e CD Cucujães -Sanjoanense. No Domingo joga-se o Lavra-Paço de Rei.

De referir que a época de 2013/2014 vai ser muito competitiva e de transição. A 2.ª Divisão terá mais descidas de divisão, quatro em cada zona, dado que futuramente o campeonato da 1.ª Divisão vai ser reduzido para 14 clubes assim como ambas as zonas da 2.ª Divisão, que terão igualmente na época de 2014/2015 apenas 14 clubes em cada zona. Ainda nesta época, o 1.º classificado de cada zona sobe directamente à 1.ª Divisão e o 2.º classificado de cada zona vai disputar um “play-out” com o 11.º e 12.º classificado da 1.ª Divisão.

Frente a um adversário de créditos firmados no hóquei em patins nacional, o Valongo, o Académico da Feira acabou derrotado por 13-5

Vai ser a 20.ª participação do Académico da Feira no escalão secundário do hóquei em patins nacional. O clube tem como melhores prestações dois terceiros lugares nas épocas de 1994/95 e 1995/96 e ainda um quarto lugar na época de 2007/08.

Feirense e Novasemente promoveram “Encontro Família” DR

A uma semana do início do campeonato, o Académico da Feira apresentou-se aos seus adeptos e associados com um desaire frente ao Valongo, por 13-5.

Camadas Jovens Nos escalões de formação também tem início os campeonatos regionais da Associação de Patinagem de Aveiro. Em Infantis, a contar para a Série C, o Académico da Feira desloca-se ao pavilhão do Oliveira do Hospital, domingo, às 10h. Em Iniciados, a contar para a Série B, o Académico da Feira desloca-se ao pavilhão do Bom Sucesso, domingo, às 11h. Em Juvenis, o Académico da Feira recebe a Oliveirense, domingo, às 18h30. Em Juniores, o Torneio de Abertura tem início somente a 13 de Outubro. Na 1.ª jornada o Académico da Feira recebe o HC Mealhada.

No âmbito de um protocolo entre as secções do Feirense (CDF) e da Novasemente (NGD), de Espinho, realizou-se, no passado dia 21 deste mês, na Escola EB 2/3 Fernando Pessoa, em Santa Maria da Feira, um encontro denominado “Encontro Família CDF/NGD”, que contou com 40 atletas e 16 pais. Foi uma competição saudável, que durou 7 horas, em que se

brincou ao badminton. Esta foi uma das muitas iniciativas que os dois clubes vão realizar ao longo da época. O encontro contou com a presença do presidente do Feirense, Fernando Costa, e do vice-presidente das modalidades amadoras, Eugénio Almeida. Noutro contexto, Luís Pinto foi apresentado como o novo treinador da secção de badminton dos fogaceiros.

DR

Atletismo // Nuno Silva participou na 1.ª Meia Maratona de Guimarães

CAL em bom ritmo nas Caldas S. Jorge Numa organização da secção de atletismo do Caldas de S. Jorge Sport Clube, decorreu, no passado dia 22 de Setembro, o Grande Prémio das Caldas de S. Jorge. A prova rainha, de 8.400 metros, decorreu num ambiente de sã camaradagem e num espaço de luxúria paisagística. O rio a ladear o local de partida e chegada, bem como a praça fronteiriça às Termas, com as suas frondosas árvores, emprestavam uma frescura natural aos atletas.

A prova foi ganha pelo atleta Pedro Laginha Palma, do Clube dos Galitos, com o tempo de 26:16m. Em femininos venceu a atleta individual Márcia Martins, com o tempo de 32:44m. O Clube Atletismo de Lamas (CAL) fez-se representar somente por quatro corredores, uma vez que vários dos seus atletas estão em preparação para a Maratona do Porto. José Moreira terminou a prova em 38:55m; Lucídio Dias em 39:57m;

Miguel Matos em 51:33m e Paulo Fortunato em 51:33m. Destaque ainda para o atleta Nuno Silva, que participou na 1.ª Meia Maratona de Guimarães. O atleta do CAL terminou a prova com o tempo de 1:30.10h. Os caminheiros do CAL estarão, no próximo dia 5 de Outubro, na Corrida do Parque à Noite, numa organização da Runporto.com. No dia seguinte participam na 25.ª Meia Maratona e 13.ª Caminhada “Cidade de Ovar”.


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RESULTADOS CAMADAS JOVENS DISTRITAL DE JUNIORES I DIVISÃO - Zona Norte

Resultados - 3.ª Jornada Lusit. Lourosa 4 1 Arouca São João de Ver 4 1 Esmoriz Paivense 3 2 Fiães Feirense 2 0 Paços Brandão Arrifanense 1 0 Sp. Espinho Classificação J V E D F - C P Feirense 3 3 0 0 7 - 3 9 S. J. de Ver 3 2 1 0 8 - 4 7 Arrifanense 3 2 0 1 13 - 3 6 Lourosa 3 2 0 1 10 - 3 6 Paivense 3 1 1 1 7 - 7 4 Arouca 3 1 1 1 7 - 8 4 Fiães 3 1 0 2 5 - 6 3 P. Brandão 3 1 0 2 3 - 9 3 Sp. Espinho 3 0 1 2 3 - 5 1 Esmoriz 3 0 0 3 3 - 18 0 Próxima Jornada - 05 de Outubro Arouca - Paivense Esmoriz - Lusitânia de Lourosa São João de Ver - Arrifanense Fiães - Feirense Paços de Brandão - Sp. Espinho

DISTRITAL DE JUNIORES I DIVISÃO - Zona Sul

Resultados - 3.ª Jornada Milheiroense 5 1 Taboeira Furadouro 0 5 Águeda Ovarense 2 5 Oliveira do Bairro Cucujães 2 1 Pampilhosa Alba 0 1 Estarreja Classificação J V E D F - C P Estarreja 3 3 0 0 7 - 1 9 Milheiroense 3 2 1 0 8 - 3 7 Águeda 3 2 0 1 7 - 2 6 Cucujães 3 2 0 1 5 - 2 6 Pampilhosa 3 1 1 1 6 - 5 4 Oliv. Bairro 2 1 0 1 5 - 3 3 Taboeira 3 1 0 2 7 - 7 3 Alba 3 1 0 2 2 - 4 3 Ovarense 3 0 0 3 4 - 13 0 Furadouro 2 0 0 2 0 - 11 0 Próxima Jornada - 05 de Outubro Taboeira - Ovarense Águeda - Milheiroense Furadouro - Alba Oliveira do Bairro - Cucujães Pampilhosa - Estarreja

DISTRITAL DE JUNIORES II DIVISÃO - Série A

Resultados - 1.ª Jornada ADC Lobão 2 1 Argoncilhe Sanguedo 3 0 Canedo Paços Brandão 3 2 União de Lamas Folgou Fiães Classificação J V E D F - C P Sanguedo 1 1 0 0 3 - 0 3 ADC Lobão 1 1 0 0 2 - 1 3 P. Brandão 1 1 0 0 3 - 2 3 Fiães 0 0 0 0 0 - 0 0 Argoncilhe 1 0 0 1 1 - 2 0 União Lamas 1 0 0 1 2 - 3 0 Canedo 1 0 0 1 0 - 3 0 Próxima Jornada - 05 de Outubro Argoncilhe - Sanguedo Canedo - Paços de Brandão União de Lamas - Fiães Folga ADC Lobão

DISTRITAL DE JUVENIS I DIVISÃO - Zona Norte

Resultados - 3.ª Jornada Lusit. Lourosa 2 1 Sp. Espinho Fiães 2 0 Milheiroense Sanjoanense 1 2 Paivense Paços Brandão 2 0 Arrifanense Feirense 2 0 Arouca Classificação J V E D F - C P Feirense 3 3 0 0 8 - 0 9 Paivense 3 2 1 0 5 - 3 7 Sp. Espinho 3 2 0 1 9 - 3 6 Sanjoanense 3 2 0 1 6 - 3 6 Lourosa 3 2 0 1 6 - 4 6 Fiães 3 1 1 1 3 - 4 4 Arouca 3 1 0 2 4 - 5 3 P. Brandão 3 1 0 2 3 - 4 3 Arrifanense 3 0 0 3 1 - 8 0 Milheiroense 3 0 0 3 1 - 12 0 Próxima Jornada - 05 e 06 de Outubro Sp. Espinho - Sanjoanense Milheiroense - Lusitânia de Lourosa Fiães - Feirense Paivense - Paços de Brandão - 05/10 Arrifanense - Arouca

DISTRITAL DE JUVENIS II DIVISÃO - Série A

Resultados - 1.ª Jornada Canedo 4 5 Sp. Espinho Anta 1 1 Vilamaiorense São Martinho 2 0 Argoncilhe Folgou Relâmpago Nogueirense Classificação J V E D F - C P São Martinho 1 1 0 0 2 - 0 3 Sp. Espinho 1 1 0 0 5 - 4 3 Anta 1 0 1 0 1 - 1 1 Vilamaioren. 1 0 1 0 1 - 1 1 Relâmp. Nog. 0 0 0 0 0 - 0 0 Canedo 1 0 0 1 4 - 5 0 Argoncilhe 1 0 0 1 0 - 2 0 Próxima Jornada - 06 de Outubro Sp. Espinho - Anta Vilamaiorense - São Martinho Argoncilhe - Relâmpagop Folga Canedo

DISTRITAL DE JUVENIS II DIVISÃO - Série B

Resultados - 1.ª Jornada União de Lamas 1 0 Paços Brandão Esmoriz 4 3 CRC Vale Fiães 1 2 Lusit. Lourosa Folgou São João de Ver Classificação J V E D F - C P União Lamas 1 1 0 0 1 - 0 3 Esmoriz 1 1 0 0 4 - 3 3 Lourosa 1 1 0 0 2 - 1 3 S. J. de Ver 0 0 0 0 0 - 0 0 P. Brandão 1 0 0 1 0 - 1 0 CRC Vale 1 0 0 1 3 - 4 0 Fiães 1 0 0 1 1 - 2 0 Próxima Jornada - 06 de Outubro Paços de Brandão - Esmoriz CRC Vale - Fiães Lusitânia de Lourosa - São João de Folga União de Lamas

DISTRITAL DE JUVENIS II DIVISÃO - Série C

Resultados - 1.ª Jornada São Roque 3 1 Rio Meão Arada 0 0 São Vic. Pereira Mosteirô FC 1 2 Cesarense Folgou Cucujães Classificação J V E D F - C P São Roque 1 1 0 0 3 - 1 3 Cesarense 1 1 0 0 2 - 1 3 Arada 1 0 1 0 0 - 0 1 S. Vic. Pereira 1 0 1 0 0 - 0 1 Cucujães 0 0 0 0 0 - 0 0 Mosteirô FC 1 0 0 1 1 - 2 0 Rio Meão 1 0 0 1 1 - 3 0 Próxima Jornada - 05 e 06 de Outubro Rio Meão - Arada - 05/10 São Vicente Pereira - Mosteirô FC Cesarense - Cucujães Folga São Roque

DISTRITAL DE INICIADOS I DIVISÃO - Zona Norte

Resultados - 3.ª Jornada Lusit. Lourosa 1 0 Paços Brandão Fiães 3 0 Paivense Sp. Espinho 2 3 Anta Arouca 4 0 Vilamaiorense Feirense 3 0 S. João de Ver Classificação J V E D F - C P Lourosa 3 3 0 0 19 - 2 9 Feirense 3 3 0 0 9 - 1 9 Fiães 3 3 0 0 7 - 1 9 Arouca 3 2 0 1 6 - 1 6 Sp. Espinho 3 1 0 2 10 - 6 3 S. J. de Ver 3 1 0 2 3 - 7 3 Anta 3 1 0 2 5 -9 3 P. Brandão 3 0 1 2 2 - 4 1 Paivense 3 0 1 2 2 -9 1 Vilamaioren. 3 0 0 3 0 - 23 0 Próxima Jornada - 05 e 06 de Outubro Paços de Brandão - Sp. Espinho Paivense - Lusitânia de Lourosa Fiães - Feirense Anta - Arouca - 05/10 Vilamaiorense - São João de Ver

DISTRITAL DE INICIADOS I DIVISÃO - Zona Sul

Resultados - 3.ª Jornada Gafanha 1 2 Beira-Mar Oiã 1 1 Estarreja Oliveirense 0 1 Cesarense Taboeira 1 1 Avanca Sanjoanense 0 1 Anadia Classificação J V E D F - C P Anadia 3 3 0 0 6 - 2 9 Sanjoanense 3 2 0 1 5 - 2 6 Gafanha 3 2 0 1 5 - 3 6 Cesarense 3 2 0 1 4 - 4 6 Beira-Mar 3 2 0 1 6 - 7 6 Oiã 3 1 1 1 9 - 7 4 Oliveirense 3 1 0 2 5 - 4 3 Taboeira 3 0 1 2 2 - 5 1 Estarreja 3 0 1 2 1 - 5 1 Avanca 3 0 1 2 2 - 6 1 Próxima Jornada - 05 e 06 de Outubro Beira-Mar - Oliveirense Estarreja - Gafanha Oiã - Sanjoanense - 05/10 Cesarense - Taboeira Avanca - Anadia

DISTRITAL DE INICIADOS II DIVISÃO - Série A

Resultados - 1.ª Jornada Relâmpago Nog. 0 1 Anta Fiães 5 0 Argoncilhe Paivense 3 0 Canedo Folgou Sp. Espinho Classificação J V E D F - C Fiães 1 1 0 0 5 - 0 Paivense 1 1 0 0 3 - 0 Anta 1 1 0 0 1 - 0 Sp. Espinho 0 0 0 0 0 - 0 Relâmp. Nog. 1 0 0 1 0 - 1 Canedo 1 0 0 1 0 - 3 Argoncilhe 1 0 0 1 0 - 5 Próxima Jornada - 06 de Outubro Anta - Fiães Argoncilhe - Paivense Canedo - Sp. Espinho Folga Relâmpago Nogueirense

JUNIORES FUTSAL Zona Norte

Resultados - 2.ª Jornada Ossela 4 1 Saavedra Guedes ACR Vale Cambra 0 8 Juventude Fiães Lusitân. Lourosa 5 3 D. Sanjoanense CRECOR 5 2 Lamas Futsal Folgou Futsal Azeméis Classificação J V E D F - C P Juvent. Fiães 2 2 0 0 18 - 4 6 Ossela 2 2 0 0 14 - 2 6 CRECOR 2 2 0 0 11 - 2 6 Saavedra Gued. 2 1 0 1 6 - 5 3 Lusit. Lourosa 2 1 0 1 9 - 13 3 Lamas Futsal 1 0 0 1 2 - 5 0 D. Sanjoanen. 2 0 0 2 3 - 11 0 Futsal Azeméis 1 0 0 1 1 - 10 0 ACR V. Cambra 2 0 0 2 1 - 13 0 Próxima Jornada - 05 e 06 de Outubro Juventude de Fiães - Ossela - 06/10, 18h Saavedra Guedes - Futsal Azeméis - 06/10 Dinamo Sanjoanense - ACR Vale de Cambra Lamas Futsal - Lusitânia de Lourosa, 21h Folga CRECOR

JUVENIS FUTSAL

P 3 3 3 0 0 0 0

DISTRITAL DE INICIADOS II DIVISÃO - Série B

Resultados - 1.ª Jornada Fermedo 6 2 Fiães Silvalde 0 1 União de Lamas Esmoriz 0 0 Lusit. Lourosa Folgou Paços de Brandão Classificação J V E D F - C P Fermedo 1 1 0 0 6 - 2 3 União Lamas 1 1 0 0 1 - 0 3 Esmoriz 1 0 1 0 0 - 0 1 Lourosa 1 0 1 0 0 - 0 1 P. Brandão 0 0 0 0 0 - 0 0 Silvalde 1 0 0 1 0 - 1 0 Fiães 1 0 0 1 2 - 6 0 Próxima Jornada - 05 e 06 de Outubro Fiães - Silvalde - 05/10 União de Lamas - Esmoriz Lusitânia Lourosa - Paços Brandão Folga Fermedo

DISTRITAL DE INICIADOS II DIVISÃO - Série C

FUTSAL

Resultados - 1.ª Jornada Arouca 0 5 Tarei Arrifanense 1 1 Carregosense Milheiroense 0 5 Feirense Unidos de Rossas 0 1 Cucujães Classificação J V E D F - C P Tarei 1 1 0 0 5 - 0 3 Feirense 1 1 0 0 5 - 0 3 Cucujães 1 1 0 0 1 - 0 3 Arrifanense 1 0 1 0 1 - 1 1 Carregosen. 1 0 1 0 1 - 1 1 Unid. Rossas 1 0 0 1 0 - 1 0 Arouca 1 0 0 1 0 - 5 0 Milheiroense 1 0 0 1 0 - 5 0 Próxima Jornada - 05 e 06 de Outubro Tarei - Arrifanense Cucujães - Arouca Carregosense - Milheiroense Feirense - Unidos de Rossas - 05/10

Resultados - 2.ª Jornada Atómicos 0 3 Ossela Beira-Mar 4 0 Veiros CD Feirense 2 3 Telhadela Saavedra Guedes 1 0 ACR Vale Cambra CRECUS 6 1 Juventude Fiães CD Escapães 3 3 D. Sanjoanense Folgou Esgueira Classificação J V E D F - C P Ossela 2 2 0 0 7 - 1 6 Saavedra Gued. 2 2 0 0 4 - 2 6 D. Sanjoanen. 2 1 1 0 11 - 3 4 Beira-Mar 2 1 1 0 5 - 1 4 Telhadela 2 1 1 0 4 - 3 4 Atómicos 2 1 0 1 8 - 6 3 CRECUS 2 1 0 1 6 - 9 3 CD Escapães 2 0 1 1 4 - 7 1 ACR V. Cambra 1 0 0 1 0 - 1 0 CD Feirense 1 0 0 1 2 - 3 0 Veiros 1 0 0 1 0 - 4 0 Esgueira 1 0 0 1 3 - 8 0 Juvent. Fiães 2 0 0 2 3 - 9 0 Próxima Jornada - 05 e 06 de Outubro Esgueira - Beira-Mar Veiros - CD Feirense , 16h Telhadela - Saavedra Guedes - 06/10 ACR Vale de Cambra - CRECUS- 06/10 Juventude de Fiães - CD Escapães, 15h Ossela - Dinamo Sanjoanense- 06/10 Folga Atómicos

INICIADOS FUTSAL Zona Norte

Resultados - 2.ª Jornada PARC 12 0 Lusitânia Lourosa Lordelo 1 4 CD Escapães ACR Vale Cambra 1 10 Fundo de Vila Saavedra Guedes 0 6 D. Sanjoanense Juventude Fiães 5 4 GCD Sanfins Ossela 6 3 CRECOR Classificação J V E D F - C P Ossela 2 2 0 0 34 - 3 6 D. Sanjoanen. 2 2 0 0 25 - 1 6 Fundo de Vila 2 2 0 0 22 - 2 6 PARC 2 2 0 0 16 - 2 6 GCD Sanfins 2 1 0 1 6 - 5 3 CD Escapães 2 1 0 1 6 - 5 3 Juvent. Fiães 2 1 0 1 7 - 7 3 CRECOR 2 1 0 1 6 - 8 3 Saavedra Gued. 2 0 0 2 0 - 8 0 Lordelo 2 0 0 2 2 - 16 0 ACR V. Cambra 2 0 0 2 2 - 29 0 Lusit. Lourosa 2 0 0 2 0 - 40 0 Próxima Jornada - 05 e 06 de Outubro PARC - Lordelo - 06/10 CD Escapães - ACR Vale de Cambra, 20,30h Fundo de Vila - Saavedra Guedes D. Sanjoanense -Juventude de Fiães, GCD Sanfins - Ossela, 10,30h Lusitânia de Lourosa - CRECOR- 06/10,

POSTO DE VENDA Espinho Papelaria Atlântico Norte (Av. 24) Papelaria Atlântico Norte (Rua 19)

Louredo Bombas REPSOL

Esmoriz Bombas Freitas Transportes

Milheirós de Poiares Papelaria Milheiroense Papelaria ABC

São Paio de Oleiros Confeitaria da Quebrada Papelaria PAPELÓPIA Paços de Brandão Papelaria Tulipa Papelaria Menezes Papelaria Monteiro Papelaria A. Santos Rio Meão Café Zé da Micas Quiosque Santo António Café Ponto de Encontro São João de Ver Bombas REPSOL Quiosque Suil Park Quiosque São Bento Casa Silva Tabacaria dos 17

Romariz Quiosque de Romariz

Arrifana Kioske INTERMARCHÉ Quiosque Hábitos Padaria Snack Seara Café Zubel Bombas BP Bombas CEPSA Sanfins Café Primavera Escapães Bazar Marlú Café Afri-Bar Fornos Café Andrade Café Angélica Mosteirô Padaria Espaço Doce

Caldas de São Jorge Café São Jorge

Oliveira de Azeméis Bombas REPSOL

Fiães Café Avenida Bombas GALP Casa Gama 2 Papelaria Coelho

Cucujães Bombas CEPSA

Lourosa Quiosque Pimok Quiosque da Igreja Papelaria Europa Tabacaria Piscinas de Lourosa Quiosque C+S Quiosque da Feira dos Dez Bombas CEPSA Padaria/Pastelaria Caracas II Santa Maria de Lamas Café do Zinho Cork e Manias (INTERMARCHÉ) Café–Restaurante Parque Carmicópias Papelaria Silva Bombas REPSOL Mozelos Café do Murado Quiosque Santa Luzia Casa DANIBRUNO Argoncilhe Papelaria GIFT Pereira & Avelar Restaurante Mena Café Vergada Sanguedo Café Melo Café Danúbio Lobão Padaria Jardim II Papelaria Liperlás Casa Gama Café Grilo Guisande Bombas Cruz de Ferro Gião Bombas BP Fiaverde Canedo Kioske INTERMARCHÉ Papelaria GIFT M. J. Café Papelaria Heleoan Café Suldouro

Souto Casa Guidita Papelaria Brandão Bombas GALP Travanca Padaria do Troncal Santa Maria da Feira Papelaria Vício das Letras Palavras e Cigarros (Pingo Doce) Papelaria Atlântico Norte Quiosque do Feirense Quiosque do Rossio Quiosque a Desportiva Papelaria Alimá Quiosque do Cavaco Bombas REPSOL Kioske E’LECLERC Supermercado Passerele Casa AMGA Quiosque/Bazar Nova Cruz Papelaria Manual da Alegria

Grijó Gladys São João da Madeira Rocha Press Center (C.C. 8.ª Avenida) Quiosque Pretexto Quiosque das Piscinas Papelaria Lusíada Tabacaria Turuminho Tabacaria Nina (C.C. 8.ª Avenida) Bombas BP Bombas REPSOL Bombas REPSOL II Bombas GALP Bombas PETRO ZONA Tabacaria Santa Maria Agência de Jornais Ferreira Tabacaria Gloria Espargo Bombas GALP Castelo de Paiva Bombas REPSOL


Correio da Feira 30.SET.2013

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Correio da Feira 30.SET.2013

Rio Meão // 2 filhos, 10 netos, 27 bisnetos e 24 trinetos

Uma grande festa nos 100 anos da Rosinha Rosa Ferreira é a mais recente centenária do Concelho. Original de Rio Meão, mas a viver em Esmoriz, conseguiu encher o Centro de Dia do Macur com família e amigos que vieram passar esta data memorável com ela. Daniela Castro Soares daniela.soares@correiodafeira.pt

“Fazer 100 anos é uma festa” – diz, logo à partida, Rosa Ferreira, ou “Rosinha” como é tratada por todos. A idosa fala pouco, mas os olhos brilhantes denotam a sua alegria por ter a família reunida num dia tão especial. Na passada quarta-feira, Rosa Ferreira completou 100 anos de vida e festejou a data no Centro de Dia do Macur, em Rio Meão, que já frequenta há quase uma década. Original da freguesia, vive desde que se casou em Esmoriz, mas o sentido de pertença à terra é grande. “Nasci em Rio Meão, cresci em Rio Meão e casei em Rio Meão. Era a Maria de Rio Meão” – afirma. Grande parte da família de Rosa Ferreira vive, hoje, em França,

para onde partiu em 1973, à procura de trabalho. Rosa teve apenas dois filhos, sendo que a filha morreu cedo, mas a família cresceu e agora é bem grande. “São dois filhos, dez netos, 27 bisnetos e 24 trinetos” – conta uma das netas de Rosa Ferreira, Maria Emília Oliveira, que tinha vindo, no dia anterior, propositadamente de França para festejar os anos da avó. “Todos os anos estamos cá presentes. Às vezes duas, três vezes, outras apenas uma. Vê-la assim, para mim, é a maior alegria que tenho porque, infelizmente, não tenho a minha mãe e ela desde sempre foi nossa mãe, uma mãe para todos nós. Deus queira que ela dure” – pede Maria Emília Oliveira. Rosa Ferreira era uma de cinco filhos a viver com os pais em Rio Meão. A mãe ficava em casa a tomar conta das crianças, enquanto o pai trabalhava como serralheiro. Rosa tornou-se cordoeira e foi neste ofício que conheceu o marido. “O meu marido andava a trabalhar junto comigo” – conta a matriarca da família, e Maria Emília Oliveira continua: “Ela fazia rede para pescadores, fazia o que fosse preciso. A minha mãe, de vez em quando, fiava o fio com ela e desmancham as cordas para fiar”. Nesta viagem ao passado, as netas só têm elogios para a avó.

“Uma mulher simpática, dinâmica, muito alegre, muito carinhosa. Acarinhava-nos todos debaixo de um xaile se pudesse e podia trabalhar dia e noite que nunca estava cansada. Estava sempre a cantar” – descreve Maria Emília Oliveira. “Lembro-me do pão que ela nos dava quando havia falta de pão” – afirma, por sua vez, outra neta, Lídia Oliveira, ao que

a irmã Maria Emília acrescenta: “Quando faltava o pão íamos lá pedir-lhe para ver se havia lá uma côdeazinha para roermos”. Hoje, Rosa Ferreira passa os seus dias na companhia das técnicas e dos amigos que fez no centro de dia. “Espairece um bocado e faz com que se mexa. Convive com toda a gente” – afirma Maria Emília Oliveira. Apesar da idade

avançada, Rosa Ferreira não tem grandes problemas de saúde, em muito devido ao grande cuidado que a família tem com ela. “Ainda tem muita saúde. Fazemos o possível para que ela chegue aos 200 anos” – brinca Maria Emília Oliveira. Rosa Ferreira confirma o segredo para chegar à sua idade: “O que eles me mandam fazer, eu faço”.


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