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TAXA PAGA

4520 Santa Maria da Feira

PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS

Desde 11 de Abril de 1897

Ano CXVI

Semanário

Direcção: Sandra Moreno

16 Setembro 2013

Nº 5830

Mérito Municipal 1972 1997

€0,60 (iva inc.)

Um debate com poucas propostas, algum humor e muitas críticas ao Executivo P. 16 à 18 O debate com os candidatos à Câmara Municipal, organizado pelo Correio da Feira, abordou várias temáticas importantes para o Concelho

(Re)descobrir

pág. 03

Uma horta biológica que pretende mostrar às crianças de onde vêm os seus alimentos

Terra a Terra

pág.08 a 10

“Rio Meão tem muito por onde crescer” diz o presidente da Junta, Mário Jorge Reis

Feira

Cursos de inglês grátis para os serviços de hotelaria e restauração

pág. 06

Porcellis já rende no Feirense pág. 24

Primeira conferência TEDx chega ao nosso Concelho no próximo sábado

Feira

Na estreia a titular, o ponta-de-lança brasileiro marcou o único golo da primeira vitória do Feirense na 2.ª Liga, diante do Sp. Braga B.

300 pessoas marcaram presença na Caminhada Tiago Sá, em Escapães

pág. 30

pág. 12

pág. 23

A iniciativa Noite Ponto P volta à cidade com muitas actuações musicais

Futebol

pág. 25

Lusitânia de Lourosa e S. João de Ver estreiam-se a perder no Campeonato Nacional de Seniores


02

Correio da Feira 16.SET.2013

O velho do restelo Que nós no mar ouvimos claramente, Cum saber só de experiências feito, Tais palavras tirou do experto peito: (experiente na vida)

O nosso estimado leitor, Sr. Ricardo Matos, no seu artigo de opinião, compara-me ao Velho do Restelo, famosa figura camoniana. Dedico ao Sr. Matos a oitava 94 do canto IV onde claramente o seu criador, Luís Vaz de Camões, caracteriza o Velho. Mas hum velho de aspeito venerando, (aspecto respeitável) Que ficava nas praias, entre a gente, Posto em nós os olhos, meneando (abanando) Três vezes a cabeça, descontente, A voz pesada hum pouco alevantando (auteridade lhe confere)

Parece-me escusado frisar o respeito e a deferência que o Poeta pretende entregar à sua criação. Tenho por isso que agradecer a comparação, apesar de estar convencido que é feita involuntariamente e só por desconhecimento das características do Velho do Restelo por parte do Sr. Matos. Entenda-se que Velho na época camoniana tem uma conotação com experiência de vida, alguém merecedor de todo o respeito e consideração das gerações mais novas, contrapondo com algum sentimento dos nossos dias até mesmo o observado no texto do Sr. Ricardo Matos. Outra questão é perceber a razão e objectivo da personagem do Velho do Restelo (não velhos, erro do lei-

O coiso e a coisa

FICHA TÉCNICA

No dia 11 de Setembro, na Biblioteca Municipal, teve lugar o debate com os candidatos à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira. Fui uma das poucas pessoas a ter conhecimento do debate, uma vez que, contrariamente ao que deveria ter sido feito, tratou-se de uma iniciativa muito fechada, e com pouca divulgação junto do público feirense. Não se compreende como é que um candidato exige participar numa iniciativa tão importante e esclarecedora, limitando o acesso do público e, inclusive, violando a lei ao não permitir a participação da comunicação social. Ou será que se tratou de um evento privado, com o respetivo pagamento pela utilização do espaço? Como se não bastasse, não se tratou de um debate, mas sim de um ataque ao candidato do PSD, Dr. Emídio Sousa, que apesar de se ver obrigado a utilizar o tempo que lhe foi concedido para responder a todas as acusações da oposição, ainda conseguiu responder a todas questões colocadas. Agrava ainda que, dos cinco candidatos presentes, apenas dois apresentaram propostas de melhoria para o concelho, ainda que um desses candidatos apenas tenha apresentado uma ideia às cinco questões colocadas. O Dr. Emídio Sousa pontuou, novamente, face aos seus opositores diretos, pois foi o único que apresentou ideias escoradas e viáveis para o desenvolvimento equilibrado e sustentado de todo o concelho de Santa Maria da Feira. Isto leva-nos a pensar, o que pretendem realmente os candidatos ao executivo municipal, consideDirectora

Sandra Moreno

sandra.moreno@correiodafeira.pt

Administração Jorge de Andrade

administracao@correiodafeira.pt

Redacção Rui Almeida

rui.santos@correiodafeira.pt

Daniela Soares

daniela.soares@correiodafeira.pt

Albino Santos

albino.santos@correiodafeira.pt

rando que, no único momento, em que têm oportunidade para debater ideias com os seus opositores diretos, ficaram muito aquém das expetativas. Obviamente, nas minhas considerações, não encaro como ideias de melhoria, ideias utópicas tais como não pagar a água, não pagar terrenos, não pagar os arranjos de carro, entre outras. Do que sei, todos os candidatos desenvolvem uma atividade profissional ativa e fazem-se cobrar pelos seus serviços. Neste debate, conclui-se que apenas o candidato do PSD conhece a realidade do concelho e as matérias em causa, revelando-se todos os outros claramente impreparados e com grave falta de conhecimentos sobre os dossiers do nosso concelho. No decorrer do debate, qualquer espetador atento percebeu o facto de tal evento ter sido totalmente controlado, tanto no que diz respeito à divulgação pública, como no decorrer do debate. Para além destas várias falhas, sobressai ainda a parca fluência verbal do candidato do PS, Sr. Eduardo Cavaco, no uso excessivo da terminologia coisa e coisa, quando se referia a conceitos determinados e a falta de respeito para com os seus concorrentes quando nem o nome de cada um sabia. Concomitantemente, o Sr. Eduardo Cavaco refere uma situação de um Sr. Empreiteiro dos Açores que veio para Portugal! Ora, tal informação entusiasta revela, para além de tudo, uma falta de conhecimento e de respeito para com a nossa nação. Filipa Castro

tor) na epopeia dos Descobrimentos Portugueses de Luís de Camões. Essa análise é complexa e abre-nos um debate deveras interessante. Não querendo tornar pesada a minha resposta ao Sr. Ricardo Matos, sugiro-lhe um estudo mais aprofundado sobre as razões do aparecimento desta personagem, assentes na divisão e dúvida em que naturalmente se encontrava o espírito de Luís de Camões quanto à nossa aventura marítima e seus resultados. Se assim não fosse, teria o Poeta caracterizado este Velho tão positivamente? “Cum saber só de experiências feito, tais palavras tirou do experto peito” Teria o ilustre Poeta Português dado voz à dúvida que muitos tinham sobre esta nossa aventura pelo desconhecido num Velho de respeitabilidade inquestionável? Gostaria também de recordar ao Sr. Ricardo Matos que a história não enfraqueceu a voz do Velho do Restelo, muito pelo contrário.

Afirmar isso é reinventar a História de Portugal ou não ser conhecedor da mesma. A prosperidade das descobertas rapidamente se revelou fugaz, seguindo-se a decadência económica e perda da soberania territorial, fazendo da sociedade portuguesa da altura uma sociedade ociosa e cega pela ganância. Em certa medida, os conselhos do sábio Velho tornaram-se proféticos. Auxiliando-me de novo nos Lusíadas, nas Oitavas 95 e 96 ainda do Canto IV, termino a minha amadora e breve defesa pelo Velho do Restelo na esperança de que o Sr. Ricardo Matos medite no verdadeiro objectivo dos elogios fáceis e o que se pretende com os mesmos.

Nota da administração

opinião tratar-se de um serviço que as Rádios não deveriam deixar de prestar ao nosso Concelho e aos seus estimados ouvintes. No dia seguinte (terça-feira), comunica-nos o Sr. Artur Brandão que a Rádio não iria transmitir o debate nem se faria representar por nenhum profissional. As razões para o BOICOTE que os restantes órgãos de comunicação social impuseram ao debate político organizado pelo CORREIO DA FEIRA deverão ser questionadas às empresas em causa. Do CORREIO DA FEIRA partia unicamente a iniciativa e organização do debate, que pretendíamos que fosse com Todos e para Todos. 4- Nenhum dos Candidatos fez exigência para participar no debate pois, como já foi referido anteriormente, todos foram convidados. Seria mesmo impossível, inadmissível e inaceitável tal atitude. O debate foi organizado com a preciosa colaboração de todas as listas e com o CORREIO DA FEIRA, numa reunião nas nossas instalações, com a presença dos seus representantes. Essa sua afirmação, que consideramos absurda, é bem demonstrativa da sua falta de informação e completa ignorância sobre a forma como o Jornal organizou o debate. Entendemos que, na tentativa desesperada de associar-nos a algum Candidato, a senhora prejudica a imagem de todos os Candidatos. 5- Outra das suas afirmações caluniosas é a das portas do auditório se encontrarem fechadas e o acesso ao público interdito. Abrimos as portas pouco depois das 20h30 e demos prioridade a

1- Se fosse leitora atenta deste semanário, na edição do dia 9 do corrente mês (pág. 21), poderia ter observado a publicidade ao debate, ou no site do CORREIO DA FEIRA em www.correiodafeira.pt. 2- Quando decidimos organizar este evento, com os Exmos. Senhores Candidatos à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, imediatamente a seguir ao convite enviado aos Candidatos, enviamos um convite à comunicação social local: Rádio Águia Azul, Rádio Clube da Feira e Jornal Terras da Feira. Foi um convite informal e apresentado pela directora deste semanário. Formalizou esta administração os convites, endereçando-os via email às administrações, convidando um profissional de cada empresa a participar no debate. De imediato, recebemos resposta da direcção do Jornal Terras da Feira, agradecendo e informando que não iriam estar presentes. Das rádios locais nunca recebemos uma resposta a não ser o aviso de leitura dos nossos e-mails. Na semana do debate, esta administração enviou novo e-mail ao Jornal Terras da Feira, ao cuidado da direcção, informando que no debate haveria lugares reservados à imprensa. 3- No dia 9 (segunda-feira), recebemos um telefonema da Rádio Águia Azul, solicitando-nos a autorização para transmitir o debate. Foi referido, numa breve reunião que tivemos com o Sr. Artur Brandão, a nosso pedido, que, além de ter sido sempre esse o nosso objectivo, era nossa

Ó glória de mandar, ó vã cobiça desta vaidade a quem chamamos Fama! Ó fraudulento gosto, que se atiça c’ua aura popular, que honra se chama! Que castigo tamanho e que justiça

fazes no peito vão que muito te ama! (Vaidoso) Que mortes, que perigos, que tormentas, que crueldades nele experimentas!” Dura inquietação da alma e da vida fonte de desamparos e adultérios, sagaz consumidora conhecida de fazendas, de reinos e de impérios! (Bens) Chamam-te ilustre, chamam-te subida, sendo digna de infames vitupérios; (Insultos) chamam-te Fama e Glória Soberana, nomes com quem se o povo néscio engana!” (Ignorante) Não podemos deixar de expressar a honra com que nos distingue, sabendo-o entre os nossos Leitores. Jorge de Andrade (Administração)

todos os convidados dos partidos. Até este detalhe foi devidamente conversado e combinado com os representantes dos partidos, já que havia que salvaguardar os lugares para os 150 convites entregues às listas. Ficou também combinado com os partidos que, após as 21h15, o auditório ficava completamente disponível ao público e os lugares que se encontrassem livres poderiam ser ocupados pelos interessados em assistir ao debate. Nunca, em momento algum, durante o debate, o auditório esteve encerrado ou o público interdito a assistir. 6- Relativamente às condições da cedência do espaço, as mesmas dizem respeito à nossa empresa e Câmara Municipal. Se V/Exa. quiser exercer algum direito de cidadã, informe-se sobre os meios legais. A sua pretensão em manchar um evento que mereceu a melhor das colaborações e apoio de todos os Exmos. Senhores Candidatos e a dedicação da nossa equipa não fará demover o CORREIO DA FEIRA em continuar o seu objectivo: Servir, Informando os Feirenses com a Isenção a que sempre nos obrigamos. Terminando os esclarecimentos necessários e repondo a verdade sobre a organização do debate, não podemos deixar de cumprimentar o Blog Kouzas e Louzas que, apesar de não ser um órgão de comunicação social, teve a preocupação, que deveria estar patente na comunicação social, de Servir os Feirenses, nomeadamente os seus leitores e ouvintes. Jorge de Andrade, (Administração)

Colaboradores: Alberto Soares, Luís Higino, Roberto Carlos, Serafim Lopes Desporto: Paulo Ferreira, André Pereira, Américo Azevedo, Ângelo Resende, Ângelo Pedrosa, Preço Assinaturas: Artur Sá, Carlos Melo, Jorge Costa, Manuel Silva, Armandino Silva, José Carlos Macedo, António Santos, Bruno Godinho, Dinis Silva, Filipe Freixo, Jorge Silva, Nacional - € 25 Paulo Sérgio Guimarães, Orlando Soares, Orlando Bernadino Silva, Paulo Neto, Pedro Castro, Maria Celeste Rato Europa - € 50

Propriedade: Trazer Noticias, Lda. Registo na C.R.C.de S. M. Feira, n.º 507619269 Contribuinte n.º 507 619 269 Capital Social 5.000 Euros Detentores de mais de 10% do Capital Social Trazer Noticias, Lda.

Registo de Empresa n.º 200537 Registo no N. R. O. C. S., N.º 100538 Depósito Legal n.º 154511/00 Tiragem: 5.000 exemplares (Tirágem média) Impressão: Coraze - Oliveira de Azeméis Preço Avulso: 0,60€

SEDE: Rua 1º de Maio, nº 221 A, Espargo - Santa Maria da Feira 4520 - 115 Espargo Telef. 256 36 22 86 - Fax 256 37 28 89 E-mail: geral@correiodafeira.pt

(Os artigos assinados são da inteira responsabilidade dos seus autores, não vinculando necessariamente a opinião da direcção)

Resto do Mundo - € 65

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Dep. Comercial:

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Design e Paginação:

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Correio da Feira

16.SET.2013

03

Santa Maria da Feira // Responsabilidade social é a motivação

Um contacto directo com a terra para ensinar às crianças de onde vêm os alimentos

Associada ao JI, creche e centro de estudos João Pé-de-Feijão, está uma pequena horta biológica. O terreno é emprestado, mas as crianças semeiam e colhem os legumes com toda a vontade. O objectivo é perceberem a importância da natureza e o que ela nos proporciona.

Daniela Castro Soares

daniela.soares@correiodafeira.pt

“Ele era um menino muito pobre, que vivia com a mãe. Um dia a mãe ficou doente e não podia ir à feira vender a vaca que tinham para arranjar dinheiro. Então pediu ao João e ele lá foi. Pelo caminho apareceu-lhe uma velhinha que lhe pediu ajuda, dinheiro para comer sopa. Ele disse que não tinha dinheiro, a única coisa que tinha era a vaca. Deu-lhe a vaca e ela em troca deu-lhe meia dúzia de feijões”. Ana Isabel Garcia conta a história do João Pé-de-Feijão e logo os seus olhos enchem-se de lágrimas. A razão nada tem a ver com o facto de a personagem ter o mesmo nome do seu filho João, mas reporta sobretudo aos princípios presentes na história. “O darmos, o contribuirmos para a felicidade de alguém. Se nós fizermos bem, nós temos troca, nós recebemos. É o que está aqui subjacente, uma história muito bonita com um conteúdo enriquecedor” – afirma Ana Isabel Garcia, responsável pelos estabelecimentos educacionais João Pé-de-Feijão. Todos sabemos como termina a história: um enorme feijoeiro cresce, João trepa-o e fica com a galinha dos ovos de ouro do gigante. Para quem ainda não tinha ouvido este conto, pode sempre visitar uma das três valências do João Pé-de-Feijão (creche, jardim-de-infância e centro de estudos), já que Ana Isabel Garcia foi pintando nas paredes alguns dos capítulos

desta história que lhe surgiu em sonhos como mote para o nome dos espaços. “É muito curioso, eu contando acho que as pessoas não acreditam. Na altura, eu tinha de escolher um nome para registar e estava sempre a pensar nisso. Adormeci com isso na cabeça e sonhei com este nome. Não sei explicar, foi uma coisa caricata. Na Segurança Social acharam um piadão ao nome, é extremamente engraçado” – conta Ana Isabel Garcia

Uma horta biológica para ensinar de onde vêm os alimentos

Mas o que torna estes espaços diferentes é muito mais do que o nome ou a história que lhe deu origem, é a forma como incutem os valores às crianças. A começar, está claro, pela sua horta biológica, um espaço verde recheado com coloridos espantalhos e que cativa a atenção de qualquer pessoa que passe por ele. “Trata-se de um projecto que já tem uns cinco anos. Fizemos uma experiência e resultou muito bem. Os pais acharam a ideia interessante porque era uma forma de os meninos terem um contacto directo com a terra, a natureza, ver o que ela tem para oferecer, de onde vêm os alimentos. Antes eu ouvia meninos dizerem que o leite não vinha da vaca mas sim do supermercado” – diz Ana Isabel Garcia. O terreno onde está a horta é gentilmente cedido por amigos e pelo pai de Ana Isabel Garcia, um agricultor de anos. Ele cul-

tiva e ajuda os meninos nestas actividades da terra, que dão origem a alimentos deliciosos de que todos desfrutam. “O meu pai cultiva há muitos anos. Há uma parte da horta em que são os meninos que cultivam e outra em que é o meu pai que cultiva, e esses produtos servem depois para as nossas refeições, tanto familiares como para as valências. É tudo caseiro, sem químicos” – garante Ana Isabel Garcia, que adianta que os meninos se referem à horta como “o quintal do Tio Luís”.

Batatas, alface, alho francês, tomate e até morangos

Os meninos semeiam, com ancinhos e regadores, mexem a terra e depois vão apanhar os frutos do seu trabalho, pelo menos uma vez por semana. “Temos muita coisa: tomates, abóbora, feijão, espinafres, courgette, alface, cenouras, morangos” – enumera Ana Isabel Garcia, que diz que a apanha do tomate foi muito engraçada. “Estavam pendurados, tiramos e depois trouxemos. Mas um estava podre” – conta o pequeno Diogo, do JI, logo seguido pelo Tomás: “Tinha uns arames, estavam lá umas plantas e tinha os tomates nas plantas”. Para além de incluírem estes alimentos nas refeições, os meninos fazem também compotas, por exemplo com o tomate, os morangos e a abóbora, que depois entregam aos pais de presente. “Eles são implicados em todo o processo” – diz a educadora. Até

espigas têm, sendo que a próxima actividade na horta será uma desfolhada. “O meu pai tinha espigas amarelas e vermelhas e eles acharam muita piada às vermelhas, o chamado milho-rei” – afirma Ana Isabel Garcia. “O mexer na terra causa alguma curiosidade, espanto. Eles pedem “Eu também quero apanhar” ou “Já tenho dois, já tenho três, apanhei um”. E depois é uma questão de liberdade, correm pelo campo fora” – afirma a educadora, que conta que o cultivo do feijão foi uma das actividades preferidas. “Cada um tem um pequeno recipiente de vidro com o seu nome para saber que aquele é o seu feijãozinho e é ele que vai tratar dele. Já me dizem “Oh Bela, o meu feijão já estava tão grande”. E o cuidado que têm para o feijãozinho não se partir, é quase como se fosse de vidro, é uma coisa extraordinária, muito interessante” – descreve Ana Isabel Garcia. A proteger a sua colheita, estão mais de cinco espantalhos. Uns feitos pelas crianças, outros pelos próprios proprietários do terreno, que acharam os primeiros tão engraçado que decidiram participar na iniciativa. “Este espaço é uma mais-valia que temos aqui no meio da cidade. Não conheço outras escolas que tenham este tipo de projecto” – afirma Ana Isabel Garcia. Para além disto tudo, as crianças ainda têm contacto com os animais que partilham aquele espaço, como galinhas, coelhos e porcos, e cuidam, elas próprias, de um peixinho e de

uma tartaruga que foram comprar à loja de animais. “De uma forma lúdica eles aprendem e apreendem com gosto. O fundamental nestas idades é o estímulo. Quero também organizar uma visita de estudo mais periódica a uma quinta para verem ovelhas, vacas, acho que é importante” – adianta a educadora. Neste sentido, participam em várias acções. “O ano passado o Castelo da Feira propôs um concurso para todas as escolinhas aqui à volta. Os meninos tinham de ir apanhar os elementos naturais que há na quinta, como bolotas, musgo, folhas, e depois fazer um trabalho com eles. Com a participação dos pais e dos meninos fizemos um trabalho com alguma dimensão. Tinha uma cerca, uma casinha, uma escadinha, fizemos esquilos, formigas… Tudo rústico, com elementos que recolhemos lá. Fomos apresentar ao Órfeão e ganhamos o primeiro prémio: um workshop no Museu do Papel sobre a reciclagem. Foi um projecto muito giro” – conta Ana Isabel Garcia. A próxima actividade agendada, nada tem a ver com a natureza, mas visa mais uma vez incutir valores sociais às crianças. “Na próxima sexta-feira vamos participar numa atividade que se intitula “Dia Nacional do Pijama”, em que crianças e pessoal técnico terão de vir de pijama. Esta actividade tem uma componente solidária, em que se pretende educar as crianças para o valor da solidariedade e partilha” – adianta a educadora.


04

Correio da Feira 16.SET.2013

Escapães // Albino Neves, presidente do Centro Social

“Se o Centro Regional deixar de dar apoio, não há instituição de Solidariedade Social que possa sobreviver”

Na liderança do Centro Social de Escapães desde 1979, Albino Neves, hoje com 84 anos, diz-se com força para continuar a conduzir os destinos da instituição nos próximos anos. Recentemente concluída, a Unidade de Cuidados Continuados apenas espera luz verde do Estado para abrir as portas, algo que Albino Neves aguarda com grande expetactiva pois, defende, é uma valência de grande necessidade para o Concelho. Rui Almeida Santos

rui.santos@correiodafeira.pt

Como vê, hoje, o Centro Social de Escapães? Felizmente, o Centro Social, como tem sido decorrente ao longo dos anos, está numa situação bastante boa, graças a Deus. Financeiramente, não dizemos que abonamos em dinheiro, mas vai havendo para as despesas do dia-a-dia. Temos os nossos pagamentos todos em dia. O Centro Social movimenta quantas pessoas actualmente? Temos cerca de 80 crianças no Jardim de Infância, 55 no ATL, 30 idosos no Lar permanente, 30 no Centro de Dia, 20 em domicílio, e uma equipa que anda, diariamente, a fazer higienes a casas particulares. Ainda se recorda como tudo começou para o Centro Social de Escapães? O início desta obra foi quando me candidatei à Junta de Freguesia, em 1979. Foi uma promessa que fiz ao eleitorado. Se fosse eleito presidente da Junta, a primeira obra seria a construção da Sede da Junta, que não tínhamos, e o Infantário, porque nessa altura notava-se uma falta muito grande dessa infraestrura, porque os operários não tinham onde deixar os filhos para irem trabalhar. Ganhei essas eleições. A Sede da Junta já recebeu as eleições seguintes e esta obra começou com a compra do terreno, ao senhor Antero Guimarães, na altura por 1800 contos. A obra começou. Fizemos a escritura da instituição e começámos com Jardim de Infância e Creche. Quando começaram a perceber que teriam que alargar o âmbito do Centro Social? Depois dessa primeira fase, começámos a verificar que havia necessidade do ATL, para a ocupação dos tempos livres. Depois, verificámos que havia a necessidade de um Centro de Dia para os nossos idosos, e construiu-se. Depois, pensámos no apoio domiciliário, seguidamente num Lar e, conjuntamente com ele, houve a construção do Pavilhão Gimnodesportivo, que também é uma pertença da nossa instituição. Foram obras bastante simultâneas. Feitas todas elas, pensou-se numa Unidade de Cuidados Continuados.

Como se encontra essa obra? Ela foi uma iniciativa de um filho meu. Era o médico do Lar e começou a falar nessa possibilidade. Ao princípio achava uma coisa um bocado assustadora, porque uma instituição construir uma obra dessas não é fácil. Tínhamos comprado o terreno ao falecido Baltazar Oliveira. Então, começou-se a construir essa obra. Fizemos um protocolo com o Estado. Foi assinado em Braga. Quando ele foi assinado, a nossa obra já estava pronta de pedreiro. Estava numa fase muito avançada. Porém, posteriormente a termos assinado o protocolo, houve ordem do Estado para mandar parar essas obras protocolizadas. Mas isso não aconteceu com a nossa porque já estava muito adiantada. A obra foi sempre acompanhada pela Direcção Regional do Norte. Vinham aí quase todas as semanas. Agora, ela está pronta. Está mobilada e continua à espera da ordem para abrir as portas. O Estado está na condição que sabemos. Quando lá estava o outro ministro das Finanças, todos os aumentos de despesas tinham que ter o seu aval, e isso continua com a actual ministra. Sabemos que as possibilidades do Governo são reduzidas. Para a manutenção da Unidade de Cuidados Continuados são precisos 60 mil euros em cada mês, porque temos que ter dois médicos, cerca de sete enfermeiros e auxiliares, pessoas para a limpeza, alimentação, medicação e lavandaria. Toda essa despesa vai ser coberta pelo Estado, porque a nossa instituição não tem verba para isso. Quando o protocolo com o Estado foi assinado, a obra já se encontrava numa fase avançada. Essa fase inicial foi conseguida apenas com verbas da instituição? Essa obra foi feita com o dinheiro da própria instituição. Chegou-se a mandar dois pedidos para a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, para uma comparticipação dessa obra, mas, infelizmente, eles foram ignorados. Nem sequer resposta nos deram das duas vezes. É de lamentar, porque era a primeira valência que aparecia no Concelho e de grande necessidade. O Hospital S. Sebastião está, constantemente, a telefonar-nos a perguntar se há luz verde para poder a começar a mandar para cá doente. Infelizmente, temos dito que não porque, sem o protocolo do Estado, não é possível.

Tivemos aqui já o senhor Amadeu Albergaria, que nos prometeu que, em Lisboa, ia fazer o possível para que isto abrisse. Tivemos também o candidato Eduardo Cavaco, que também nos prometeu algumas diligências. Mas o certo é que, até ao presente, continuamos a aguardar. Essa autorização já foi aprovada na Assembleia da República e já foi publicada em Diário da República de 8 de Fevereiro deste ano. Está tudo em ordem, falta apenas a luz verde e assinar o protocolo para podermos governar a casa. Já há lista de espera para entrar na Unidade de Cuidados Intensivos? A Delegação de Saúde Regional do Norte é que nos manda os doentes, e nós temos que gerir a casa. Quanto às listas de espera, infelizmente são constantes. Tivemos aqui, há pouco tempo, uma senhora que não podia estar no Lar. Apareceu-lhe uma doença muito complicada e nós, com muita dificuldade, conseguimos uma vaga em Castelo de Paiva. Pelos conhecimentos que tenho, as Unidades de Cuidados Continuados estão sobrelotadas. De maneira que não temos a menor dúvida que esta é uma obra que faz muita falta, principalmente no Concelho. Como tem sido gerir o Centro Social com os constantes cortes que o Estado tem feito? Nunca nos podemos meter em coisas que não possamos fazer. Como diz o ditado: “a sardinha nem dá para o molho”. Tenho que ver, diariamente, a receita e a despesa. A coisa tem que ser controlada dessa forma, não há outra maneira. Tem sido uma tarefa complicada? Complicado não tem sido, porque há um grande equilíbrio no que toca às cobranças e às receitas. Felizmente, ainda temos apresentado, no final de cada ano, um saldo positivo. Tive o cuidado de ter pedido à Contabilidade o balancete do primeiro meio ano (de 2013) e, graças a deus, “a sardinha tem dado para o molho”. Tem havido um equilíbrio bastante rigoroso e só assim é que pode ser. O Centro Social alberga a população mais idosa no seu Lar e Centro de Dia. Esta é uma franja da população que se isola muito? O Lar e o Centro de Dia têm tra-


Correio da Feira 16.AGO.2013

zido bastantes benefícios para a freguesia de Escapães. Tínhamos muita gente, sobretudo as pessoas do Centro de Dia, abandonada. Passavam o dia sozinhos, em casa, às vezes sem refeição sequer. Agora, vêm de manhã, já tomam aí o pequeno-almoço, o almoço, o lanche e levam uma saquinha para poderem comer alguma coisa à noite, em casa. Passam aí o dia, algumas vezes com ginástica, música e a animadora que temos. Passam aqui uns dias mais ou menos felizes. Eles têm-lhe dito que a vinda para cá mudou-lhes a vida? Sim, sentem-se bem, satisfeitos. Não temos observações de maior. Mesmo aquelas pessoas que vêm para o Lar pela primeira vez – é sempre complicado abandonar a casinha deles – nos primeiros dias dizem que querem ir para casa mas, passados oito dias, já não se lembram mais disso. Não temos ninguém a dizer mal da estadia no Lar, têm boa alimentação e boas instalações. Vamos fazendo tudo o que podemos para que eles se sintam felizes. E têm acompanhamento de dia e de noite. No oposto geracional temos as crianças. Como é que tem sido gerir o ATL e a Creche? Tem havido muitos cortes e posso dizer que a valência do ATL não dá lucro nenhum. Dado os cortes que temos tido, essa valência não traz vantagens nenhumas. Ainda há dias procurei ver a despesa e a receita certa dessa valência, e o que o vem do Centro Regional e da quota que os pais pagam não chega para as despesas que temos. Tive uma reunião com os pais do ATL e fiz-lhe ver as circunstâncias. Todos concordaram em que tinha que subir 5% a quota que pagam. Ninguém regateou, porque os filhos são bem tratados. Mas tem sido bastante complicado, porque o Centro Regional tem-nos cortado bastantes verbas. Até agora, também tínhamos as crianças carenciadas que a Câmara mandava para aqui. Este ano não estamos muito nessa disposição porque o valor que nos pagam por cada refeição não chega. Não sei como vamos fazer. Temos o protocolo deste ano para assinar com a Câmara mas não estou a ver muitas possibilidades de isso acontecer. Das pessoas que estão inscritas no Centro Social, tem sentido dificuldades em cumprir com as suas obrigações mensais? As quotas não são muito altas e quando vemos aquelas pessoas que estão desempregadas, e que vamos acompanhando a sua situação, muitas vezes dizemos: “O que se há-de fazer? Não vamos mandar as crianças embora”. Pais desempregados, sem verba no fim do mês, é muito complicado. Temos uma equipa de acompanhamento das necessidades da freguesia. Muitas vezes recorremos a ela porque temos uma determinada verba estipulada, por mês, para essa valência. Recorremos a ela quando vimos essas necessidades. Mas isto está muito complicado. Como vê o futuro das instituições de Solidariedade Social?

Se o Centro Regional deixar de dar apoio, não há nenhuma que possa sobreviver. O dinheiro que eles nos mandam é destinado para pagar ao pessoal, e os seus encargos. Precisamos de cerca de 40 mil euros mensais, aos quais acresce os impostos, na ordem dos 18 mil euros. O que os pais pagam é para o dia-a-dia das despesas correntes. Não podemos tirar daí para pagar aos funcionários. Um dia em que o Centro Regional diga “não”, não há instituição nenhuma que consiga aguentar o barco. Esperemos que o Estado se lembre destas instituições. Felizmente, no meio destas crises todas e das dificuldades, tem apenas um pequeno atraso connosco, nada de muito substancial, e vamos aguentando. O Centro Social de Escapães tem feito muito pela freguesia. É uma obra para continuar por muitos anos? O esforço que temos feito e dadas as necessidades da freguesia, mal corre se este Centro não continua com as portas abertas. A nível de funcionárias temos 42. Se ele não continuar de portas abertas para onde é que elas vão? Para o desemprego. A nível de obra social, o Centro também tem o seu valor, porque conseguimos ter aqui muitas crianças que, nem de longe nem de perto, eram capazes de ter, em casa, o carinho que lhes dão. Temos professoras, animadoras, auxiliares com muita prática, algumas que já vêm desde o princípio desta instituição. Esta é uma obra fundamental. As crianças são a alegria desta casa. É consolador vêlas e tenho a certeza que a maior parte das crianças não tinham em casa o que têm no Infantário. Isso para nós é, também, um orgulho. Depois da Unidade de Cuidados Continuados, já concluída, há mais algum investimento que o Centro Social preveja fazer? Logo de seguida à Unidade de Cuidados Continuados fizemos um salão, onde recolhemos o autocarro. É um salão grande e é onde vamos fazer as nossas festas. Foi um investimento também ele grande mas o salão tem umas condições muito boas para fazer a Ceia de Natal e diversas festas. Ainda no próximo dia 21 vai haver lá uma festa dos idosos. É um refugio muito bom e o local adequado para todas as nossas festividades. E para o futuro, há projectos de mais alguma obra? Temos que tomar um bocadinho de fôlego (risos). A Unidade de Cuidados Continuados, não falando na compra do terreno, teve um custo de 1,5 milhões de euros. E no salão gastámos 300 mil euros. Nós não pedimos nada na freguesia, a Câmara também nos ignorou essas obras, e temos que ser nós a gerir, no dia-a-dia, tudo isto. Temos que ter sempre um saldo positivo para que ninguém diga que mandamos fazer e não pagamos. Mas há algum projecto de sonho que gostaria de ver implementado? De momento não. Queremos reforçar um bocadinho e, depois, logo se vê. Sabe que não é só mandar fazer as obras. Depois é preciso a conservação e, diariamente, há

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umas salas que é preciso pintar, um chão que é preciso arranjar, e tudo isso custa dinheiro. Não podemos virar a cara a isso, porque não queremos as obras degradadas. Queremos que tudo funcione como deve ser. Ainda no ano passado mandámos pintar o exterior do Pavilhão Gimnodesportivo. Por falar no Pavilhão, é uma valência importante para o Centro Social? Ele foi uma boa aposta que fizemos e é um orgulho muito grande da nossa terra, porque vêm aqui muitas equipas de fora jogar. O Pavilhão, das 17h à meia-noite está sempre cheio. E vêm aí muitas equipas, de muitos lados, que se admiram de como esta freguesia conseguiu ter um pavilhão. Recordo-me até, quando começámos a pensar nisso, estava um secretário da Educação, o Dr. Castro Almeida, que é daqui de Escapães. Na altura ele conseguiu arranjar-nos 50 mil contos. Pensamos sobre isso, porque a obra estava orçada em cerca de 140 mil contos. Em competição connosco andava o Vilar, que era, na altura, presidente da Junta de Freguesia de S. João de Ver. Uma vez ele disse-me: “Estou para ver se a minha freguesia, a maior do Concelho, não vai ter pavilhão e Escapães, uma minoria de freguesia, vai ter”. O certo é que Escapães tem o pavilhão há já 13 anos, e S. João de Ver, infelizmente, ainda não tem. São os nossos orgulhos, de trabalho, reconhecimento e esforço que fazemos para vermos as coisas feitas. Numa perspectiva mais abrangente, como vê o apoio social que vem sendo dado em todo o Concelho? A nível do Concelho não tenho muita possibilidade de poder dizer alguma coisa. Temo-nos debruçado mais seriamente aqui, na freguesia, e em colaboração com a instituição Conferência S. Vicente de Paulo, vamos vendo as carências maiores na freguesia. Isso preocupa-nos muito. Fora da nossa freguesia já não nos preocupamos muito, porque aí são os serviços sociais da Câmara que têm que dar resposta a essas coisas. Olhando para Escapães, a freguesia está bem nesse campo? Estamos sempre atentos e, na medida do possível, ajudamos as pessoas mais carenciadas. Surgem-nos, constantemente, problemas, de pessoas que ficam desempregadas. São pessoas que têm que ser socorridas. Temos o Banco Alimentar de Aveiro e, de vez em quando, mandamos ir lá buscar géneros para distribuirmos pelos mais necessitados. Em termos pessoais, ainda se sente com força para continuar a liderar o Centro Social de Escapães? Apesar dos anos que aqui estou, do muito trabalho que tive e da idade que tenho, ainda não me sinto cansado de ver esta obra progredir. Os idosos que dão-nos um certo alento, tal como as brincadeiras diárias com as crianças. Hoje sou capaz de dizer que quando deixar de dar assistência a esta obra, então devo estar para perto. Esta obra ajudanos a viver. Gosto muito disto.


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Concelho // Hoje, o inglês é língua fundamental, sendo essa uma razão forte para o curso que a Câmara abriu para a hotelaria e restauração

“Seja qual for o turista, venha de que país vier, o inglês é a primeira língua que fala”

Foto: Mai Magazine

A Câmara Municipal vai disponibilizar cursos de inglês gratuitos para os serviços de hotelaria e restauração do Concelho. Com linguagem técnica adaptada a estes serviços, os cursos visam melhorar o atendimento ao cliente. Daniela Castro Soares

daniela.soares@correiodafeira.pt

O projecto chama-se “Comer e receber bem em Santa Maria da Feira” e inclui um curso de inglês gratuito para os serviços de hotelaria e restauração do nosso Concelho. A iniciativa é da Câmara, através do Gabinete de Apoio ao Empresário (GAE), em parceria com a Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo (APHORT) e a Escola de Formação e Turismo de Aveiro (EFTA), com elementos desta última como formadores. O objectivo é dotar os profissionais destes serviços de conhecimentos e competências que lhes permitam melhorar o acolhimento ao turista. “Trata-se de um projecto destinado a promover um melhor serviço nos restaurantes, bares e cafés do Concelho” – afirma a chefe do GAE, Alexandra Bastos. O curso será específico para estes

sectores, com um inglês técnico adaptado às suas necessidades. “É um inglês muito específico direccionado para comes e bebes” – diz Alexandra Bastos. Segundo a organização, “este curso visa fornecer conhecimentos que permitam utilizar a língua inglesa na comunicação, aplicada ao serviço de mesa e bar; obter técnicas de comunicação e atendimento aplicadas à actividade profissional; e adquirir vocabulário técnico específico ao serviço de mesa e bar, e expressão oral no contexto social e profissional”. “Muitas vezes, as pessoas são dotadas de várias características ao nível do atendimento mas, depois, não sabem a língua. O inglês é fundamental para que as pessoas consigam receber e encaminhar os turistas. É uma língua universal e o seu domínio permite uma postura de atendimento direccionado. Uma melhoria nos quadros dá azo a uma melhoria na qualidade do serviço. Todos ficamos a ganhar” – conclui Alexandra Bastos.

Responsáveis dos serviços não conhecem iniciativa mas consideram-na proveitosa

Grande parte dos serviços de hotelaria e restauração do Concelho ainda desconhecem esta iniciativa, mas consideram que ela será bastante vantajosa para o seu trabalho. “É de louvar esta iniciativa da Câmara, é sempre benéfico. Todos deviam dominar o

inglês. A comunicação é o primeiro passo para o funcionamento das coisas” – diz Rodrigo Santos, proprietário do Apeadeiro Bar, nas Caldas de S. Jorge. “A iniciativa é boa, mas deve-se divulgar e criar condições para que de uma boa iniciativa não passe a uma acção sem sucesso nenhum por falta de divulgação” – afirma Ângelo Cardoso, do Restaurante A Taverna, também nas Caldas. O responsável pelo Sem Nexus Bar, na Feira, Miguel Leão, realça a importância de não ser dado um inglês geral mas sim específico para estas profissões. “Se for específico para bares é interessante porque a parte técnica é que faz a diferença. Um estrangeiro pode querer uma bebida específica e as pessoas, como não entendem, não sabem. A componente técnica tem que ser ajustada à restauração. Se estivermos mais bem preparados, as pessoas ficam melhor servidas” – refere Miguel Leão. “Faz sempre jeito, especialmente porque, aqui, praticamente ninguém sabe falar inglês” – diz, por sua vez, o proprietário do Ribeirão Bar, em Lobão, Carlos Costa. Os hotéis do Concelho também consideram esta uma óptima iniciativa. “É uma iniciativa positiva para as pessoas poderem comunicar e receber melhor o cliente. O conhecimento da língua é, inclusive, uma das condições para a contratação de um recepcionista” – afirma a administrativa do Nova Cruz Hotel, Ana Paula Pinto.

O manager do Hotel Feira Pedra Bela, João Vieira, concorda e acrescenta que “era importante abrir horizontes a outros sectores adjacentes”, como os táxis e as lojas de artesanato, que também lidam directamente com os turistas. “Para quem não fala nenhuma língua, pelo menos deviam aprender uma, o inglês, trazendo assim um aumento em quantidade e qualidade nos serviços. É fundamental que todas as pessoas que trabalham no sector turístico saibam inglês. Os cursos em si não incentivam o turismo, mas ajudam a criar um bom produto, que o turista ,depois, vai recomendar” – afirma João Vieira.

Adesão depende das condições do curso

Apesar de reconhecerem o inglês como uma língua essencial, a adesão à iniciativa depende das condições e, sobretudo, da carga horária do curso. “Seja qual for o turista, venha de que país vier, o inglês é a primeira língua que fala. Temos duas pessoas que sabem falar fluentemente inglês. É o suficiente para nos desenrascarmos bem com o turista. Mas temos sempre interesse em aprender algo novo. Agora, vai depender da carga horária, dos dias, se surgir numa altura que seja possível aderir” – diz Ângelo Cardoso. “Vou ver, do pessoal que tenho, quem não fala inglês. Mas vai depender da intensidade do curso e do nível” – refere, por seu

lado, Miguel Leão. Os responsáveis dos estabelecimentos frisam, contudo, que o número de turistas no Concelho não justifica essa aprendizagem. “Nas Caldas não se sente tanto a presença de turistas, é mais emigrantes. Apenas pontualmente temos turistas” – conta Rodrigo Santos. “O número de turistas estrangeiros deve ser 0,1% aqui no Concelho. O grande mercado é o nacional. Embora seja uma boa iniciativa, não é o que mais falta faz ao Concelho e a estes estabelecimentos” – afirma, por sua vez, Ângelo Cardoso. “Quem vai participar é quem tem gosto, vontade de ter um serviço diferenciado. É um passo à frente” – diz Alexandra Bastos. As aulas começam no dia 7 de Outubro e vão realizar-se às segundas e quartas-feiras, das 15h às 17h30, em local a definir. O horário pode, depois, ser ajustado, se tiver o consenso de todos. O curso dura cinco semanas, até dia 6 de Novembro. As inscrições já estão abertas, sendo que as turmas, que são de 25 alunos no máximo, serão feitas consoante o número de inscrições. Quem se quiser inscrever tem que se dirigir ao GAE com um documento comprovativo de que está a laborar em serviços de hotelaria ou restauração. “Mas não vamos parar por aqui” – afirma a chefe do GAE, acrescentando que o projecto “Comer e receber bem em Santa Maria da Feira” terá muito mais iniciativas.


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Terra a terra

Rio Meão

Uma das freguesias mais jovens do município

“Temos muito por onde crescer”

Rio Meão não se pode queixar de desemprego graças a mais-valias como a zona industrial e o centro de formação profissional que possui. É uma das freguesias mais jovens do Concelho que oferece prosperidade e divertimento a quem a escolhe como residência permanente. “Rio Meão está bem situado geograficamente, muito próximo das grandes cidades” – começa por dizer o presidente da Junta de Freguesia, Mário Jorge Reis. A localização da freguesia em conjunto com os seus excelentes acessos trouxeram mais pessoas para viver em Rio Meão nos últimos anos. Mas talvez o que mais atrai as pessoas à freguesia é a sua prosperidade económica. “Não temos sentido muito o desemprego graças à nossa grande zona industrial, com capacidade empreendedora, que permite o ganha-pão e prosperidade das famílias para construírem a sua vida. Recebemos até pessoas de outras zonas que procuram formação no centro de emprego e acabam por ficar cá a trabalhar” – conta Mário Jorge Reis. Esta prosperidade poderá explicar também o facto de Rio Meão ser uma das freguesias mais jovens do Concelho, com 21 por cento da população com idade inferior a 20 anos. “Aprendemos diariamente com a juventude, eles podem contribuir de forma decisiva para a inovação e desenvolvimento urbano. Somos uma freguesia jovem, temos muito por onde crescer” – diz Mário Jorge Reis, salientado a diversidade de estabelecimentos como cafés, bares e discotecas que dão a Rio Meão uma excelente vida noturna. “E com muita segurança. Temos cobertura assídua das forças policiais” – afirma o presidente da Junta. Para além disto, é uma freguesia que tem todos os serviços necessários perto da população. “Temos tudo na freguesia muito próximo, o que traz uma

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grande qualidade de vida” – afirma Mário Jorge Reis.

Muitas obras planeadas

“Foram quatro anos de grande desenvolvimento. É das freguesias que tem estado na vanguarda do Concelho” – aponta o presidente da Junta de Rio Meão. A prova são as obras feitas. “Requalificamos várias ruas, ao nível do alinhamento, dos passeios, das águas pluviais… É um trabalho com custo avultado, mas que se deve fazer” – afirma Mário Jorge Reis, que destaca ainda o parque infantil de Santo António e a requalificação dos espaços verdes de lazer da Peredinha como as obras mais recentes. Por fazer, a lista ainda é grande. “Quero fazer a ampliação da USF, que teve um aumento de utentes. Quero pôr um piso sintético no parque desportivo. Também adquirimos agora um terreno onde vai ser construída a casa mortuária e feitos parques de estacionamento. Outras necessidades da freguesia são um pavilhão gimnodesportivo, um auditório e algumas associações que necessitam de sede própria” – enumera o presidente da Junta. Mário Jorge Reis acrescenta ainda a intenção de dotar as margens do rio com ciclovias e percursos pedonais. A contribuir para o desenvolvimento da freguesia, contam também as associações. “Têm um papel social importante no crescimento da freguesia e são unidas, o que está patente nas actividades que realizam em conjunto. Somos uma freguesia bastante activa no associativismo” – diz Mário Jorge Reis. Estas colectividades são feitas da população de Rio Meão que o presidente da Junta descreve como “gente ordeira e pacífica”. “Uma das grandes características deste povo é o bairrismo” – afirma Mário Jorge Reis. Característica inegável de Rio Meão é também a sua solidariedade. “Tentamos sempre ajudar as populações, através de donativos, distribuição de cabazes, nos momentos de grande dificuldade. É uma freguesia solidária que procura resolver as situações de famílias mais carenciadas. Uma freguesia próspera, pacata, sem problemas de maior” – remata o presidente da Junta.

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Estatísticas demográficas de Rio Meão Indicador Estatístico População Residente Área Densidade Populacional

4.931 6,68 738,17

Habitantes Km2 Hab / Km2

195 293 225 322 3.166 730

3,95 % 5,94 % 4,56 % 6,53 % 64,21 % 14,80 %

164 3.437 730

15,49 % 69,70 % 14,80 %

População Residente por Escalões Etários 0 – 4 Anos 5 – 9 Anos 10 – 13 Anos 14 – 19 Anos 20 – 64 Anos 65 e + Anos População Residente por Grandes Grupos Etários 0 – 14 Anos 15 – 64 Anos 65 e + Anos Índice de Envelhecimento Índice de Dependência de Idosos Índice de Dependência de Jovens

95,55 21,24 22,23

População Economicamente Activa Taxa de Atividade 1

Conferência de S. Tiago

2

Movimento de Assistência, Cultura, Urbanismo e Recreio (MACUR)

3

Rancho Folclórico Etnográfico Terras de Sta. Maria

4

Clube Ornitológico de Riomeão

5

Juventude Atlética de Riomeão

6

Rancho Folclórico Recreativo e Cultural “As Florinhas de Riomeão”

7

Conferência de S. Vicente Paulo de Rio Meão

8

Grupo Columbófilo de Rio Meão

9

Associação Cultural da Mata de Rio Meão

10

Academia de Música e Artes de Rio Meão

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Fábrica da Igreja de Rio Meão

12

Pavilhão Desportivo das Colectividades de Rio Meão

13

Campo de Jogos do Clube Juventude ATL

14

Pequeno Campo de Jogos de Santo António

15

MACUR - Movimento de Assistência, Cultura, Urbanismo e Recreio

16

Habitação Social de Rio Meão (Canto)

17

Gabinete de Proximidade de Rio Meão

18

Habitação Social de Rio Meão (Monte do Outeiro)

19

Unidade de Saúde Familiar Cuidar

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Correios - Posto de Rio Meão

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Junta de Freguesia de Rio Meão

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Jardim de Infância de Santo António

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Jardim de Infância de Murtais nº1

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Escola Básica do 1º Ciclo do Outeiro

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Escola Básica do 1º Ciclo de Sto. António

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Jardim de Infância de Murtais nº2

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Parque de Lazer de Sto. António

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Igreja Paroquial de Rio Meão

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Casa do Dr. Juíz

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Casa da Avenida de Santiago

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Capela de Santo António

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Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem

33

Capela de Casais de Baixo

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Igreja Matriz de Rio Meão

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Zona Industrial de Rio Meão

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Centro de Emprego e Formação Profissional de Entre o Douro e Vouga

60,48

Desempregada Total

Empregada

2.520

2.115

Total

Proc. 1.º Emprego

405

66

Novo Em- Taxa de Desemprego prego 339

16,07

População Empregada por Setor de Atividade Setor Primário Indiv. 20

Setor Secundário

Setor Terciário

%

Indiv.

%

Indiv.

%

0,95

1.104

52,20

991

46,86

População Residente por Grau de Escolarização N/ sabe ler nem escrever 173 ind. Taxa de Analfabetismo 3,89 1.º Ciclo Ensino Básico Completo

1.516

A frequentar

272

2.º Ciclo Ensino Básico Completo

883

A frequentar

127

3.º Ciclo Ensino Básico Completo

771

A frequentar

194

Ensino Secundário Completo

536

A frequentar

194

Ensino Pós-Secundário Completo

32

A frequentar

8

Ensino Superior Completo

335

A frequentar

112


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Terra a terra

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Uma das freguesias mais jovens do município - 21 por cento da população tem menos de 20 anos A freguesia de Rio Meão, elevada ao estatuto de vila em 21 de maio de 1993, ocupa extensão territorial de 6,68 quilómetros quadrados, situada a cerca de 6 quilómetros da cidade-sede do concelho, Santa Maria da Feira. De acordo com os resultados dos Censos 2011, Rio Meão é, no conjunto das freguesias feirenses, a décima segunda freguesia mais populosa, com 4.931 habitantes. Entre 1981 e 2011, a população riomeonense registou um aumento de cerca de 12 por cento. Em termos gerais, Rio Meão caracteriza-se por ser uma freguesia dinâmica do ponto de vista económico e social. As principais actividades geradoras de emprego são o comércio e a indústria, sendo que ao nível comercial há vários estabelecimentos de pequena e média dimensão abrangendo quase todas as actividades. A nível industrial predominam as indústrias metalúrgicas e metalomecânicas de ferragens para a construção civil e outros afins, para além de indústrias corticeiras, papeleiras, lacticínios, confecções, móveis, calçado e panificação. A localização geográfica da freguesia em relação ao prin-

cipal eixo industrial de Santa Maria da Feira e em relação às freguesias de Maceda, Cortegaça e Esmoriz do município vizinho de Ovar, potenciam um bom ambiente económico para Rio Meão. Adicionalmente, o posicionamento de Rio Meão em relação a infraestruturas viárias como A29, A1 ou a EN109-4 ou em relação à rede ferroviária da Linha do Vouga criam excelentes condições de mobilidade com um rápido acesso aos grandes centros, predicado importante para a circulação de pessoas, bens e produtos. O orago da freguesia é o S. Tiago, sendo que as festas em sua honra se comemoram no fim-de-semana próximo ao dia 25 de Julho, sendo que nos antigos livros de registos paroquiais a freguesia e aparece como S. Tiago de Rio Meão. Por ser uma das mais antigas localidades das Terras de Santa Maria, a primeira referência a Rio Meão remonta ao ano de 773, com a designação de “Riuus Medianus”, embora esta não diga respeito concretamente à freguesia, mas apenas ao rio que lhe deu o nome. A freguesia é banhada a nascente e a sul por um pequeno rio (“Riuus Medianus”) que

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corre entre Santa Maria da Feira e Paços de Brandão. Contudo, em 1220 Rio Meão já se encontrava organizada como Freguesia. Esta data consta da escritura de doação de herdades feitas por Arias Maurines, neto do presbítero Cagido, e filho do presor Maurino, situadas umas em Gondesende e em Cortegaça e uma outra próxima do lugar onde o “Rio Medianus discurrit”. E vê-se pelo contexto documental que a referência não só evidencia o rio e a sua forma ou posição relativa, “Medianus”, mas ainda o orago da terra que do rio retiro o nome -”Sancti iacobi apostoli”. Quer dizer, a herdade situavase “onde discorre o Rio Meão de Santiago Apostolo” Seguramente, Rio Meão, já era freguesia antes de 1120 pois, na última parte do “Censual do Cabido” da Sé do Porto, se encontra inserida uma lista de freguesias considerada a mais antiga

da diocese, e entre elas lá se encontra a “Ecclesia S. Iacobi de Rivulo Mediano”. D. Sancho I doou esta freguesia à Ordem do Hospital, mais tarde conhecida por Ordem da Cruz de Malta. Esta Ordem de carácter religiosomilitar teve uma enorme importância nas lutas da Reconquista, na reorganização e no povoamento do território Português, sendo ainda hoje possíveis detectarem-se resquícios da presença desta Ordem em Rio Meão O património arquitectónico da freguesia reflecte a antiguidade da organização espacial de Rio Meão, havendo a destacar a existência de uma casa brasonada e três grandes casas antigas de tradições: a Casa do Mourão, a Casa da Peredinha e a Casa dos Brandões de Tabuaça de Anta. Presentemente, Rio Meão caracteriza-se por ser uma das freguesias mais jovens do município de Santa Maria

da Feira, com cerca de 21 por cento da população com idades inferiores a 20 anos. A este facto não será, certamente, alheio o parque habitacional da freguesia, que conheceu, nos últimos anos, um importante processo de renovação e expansão. Rio Meão exerce hoje uma forte capacidade de atracção a jovens oriundos de outros concelhos, muito por força de todo o seu potencial económico e pelo seu parque habitacional. A Zona Industrial de Rio Meão, uma das maiores do município de Santa Maria da Feira, acolhe um grande número de unidades industriais e de armazéns de sectores de actividade como a metalomecânica, metalurgia, cortiça e madeiras, assumindo-se como um importante pólo gerador de emprego. Digno de realce é, também, a existência, em Rio Meão, do Centro de Emprego e Formação Profissional de entre

o Douro e Vouga. Esta estrutura, com sede em Rio Meão, veio complementar a rede de unidades de formação profissional na região, estando vocacionada para a formação nas áreas de electricidade, madeiras, metalurgia, metalomecânica, serviços comerciais, administrativos e financeiros, bem como informática. A procura crescente de cursos desta natureza levou à ampliação das instalações do Centro de Emprego e Formação Profissional de Rio Meão, tendo ficado concluído, em 1993, um novo bloco pedagógico com mais oito salas de formação, factor determinante para que esta estrutura venha assegurando um importante papel na determinação das necessidades de formação e na satisfação das solicitações do mercado de emprego, assim como na dinamização do desenvolvimento da região em que se insere.


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Vila Maior // Obras da A32 deixaram cidadãos sem iluminação

Iluminação vai ser reposta em frente às moradias da zona industrial As queixas dos moradores da Rua da Zona Industrial, em Vila Maior, vão ser atendidas. “A Câmara pediu orçamento à EDP para colocar iluminação em frente às moradias e já foi orçamentado. Em breve vão proceder à obra” – garante o presidente da Junta de Vila Maior, Manuel Araújo. A explicação surge no seguimento de uma queixa de um morador naquela zona, Gil Caldas, que afirma que, aquando das obras da A32, a iluminação pública foi retirada, tornando a área bastante perigosa. “Apenas vimos exigir – após o 4.º ou 5.º e-mail e vários contactos telefónicos - que nos recoloquem a iluminação que foi retirada aqui das nossas portas e que deixa este beco completamente às escuras e toda uma rua acabada de construir, tornando-o extremamente perigoso principalmente à noite” – diz o morador da zona industrial. Quanto aos postes de electricidade antigos cujas lâmpadas não funcionam desde que se iniciaram as obras da A32, e

DR

Fiães // Centro de dia é o próximo projecto

Nova creche pronta para atender às necessidades da população Recentemente inaugurado, o novo Centro Infantil de Fiães (Quinta do Infantário) veio colmatar uma carência na freguesia. Numa visita ao espaço, estiveram presentes o vice-presidente da Câmara, Emídio Sousa, o presidente da Junta de Freguesia, Bernardino Ribeiro, e o presidente do Centro Social Padre José Coelho, José Ribeiro. Emídio Sousa destacou a “excelência” das instalações e recordou o longo processo de negociações, iniciado há cerca de seis anos pela Câmara Municipal e Junta de Freguesia, com o Ministério da Segurança Social, para que a Quinta do Infantário passasse

para posse da Junta. O autarca, que liderou o processo e concretizou o objectivo, frisou que “só assim se tornou possível a construção desta nova valência, dotada dos mais modernos serviços e equipamentos”. A nova creche acolhe crianças até aos três anos e veio dar resposta a uma necessidade da população local, complementando o serviço de Pré-Escolar já existente. O Centro Social Padre José Coelho, entidade que tutela esta nova valência, já se encontra a trabalhar noutro projecto, desta feita direccionado para a comunidade sénior, nomeadamente a construção de um Centro de Dia.

Romariz // “Era um dos piores do Concelho”

dos quais Gil Caldas também se queixa, Manuel Araújo diz que a EDP já tem informação dessa avaria e já foi ao local, há cerca de uma ano, averiguar a situação, mas que nada mais foi feito desde então. “A Junta não é dona da EDP, apenas lhe comunica estes casos. Repor a iluminação pública é da responsabilidade da EDP. A Junta não pode mexer na

iluminação pública, o que era da nossa responsabilidade já fizemos” – explica Manuel Araújo. O presidente da Junta de Vila Maior adianta, contudo, que “foi novamente pedido à EDP que fosse revista a situação” e que receberam um comunicado da mesma entidade a dizer que até à última sexta-feira o assunto estaria resolvido.

Largo de Santo Isidoro completamente requalificado A circulação automóvel no centro de Romariz esteve cortada durante algum tempo devido às obras de requalificação no Largo Santo Isidoro, vulgo adro da igreja para os habitantes. As obras começaram no dia 1 de Julho e estavam previstas terminar na semana passada, permitindo finalmente aos carros voltarem a circular

naquele sítio. “O adro era um dos piores do Concelho” – explica o presidente da Junta, Manuel Moreira, justificando a requalificação do lugar. A intervenção estava prevista “há uma série de anos” e vai renovar toda a envolvente da igreja e os seus acessos através da pavimentação. Publicidade


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Santa Maria da Feira // Oradores distinguidos nas áreas em que actuam

Paços de Brandão // “Um dos pontos mais negros da freguesia”

Primeira conferência TEDx chega ao nosso Concelho

Cruzamento da Rua da Sobreira e Rua do Cinema vai ser requalificado DR

A casa situada no cruzamento da Rua da Sobreira e da Rua do Cinema, abandonada há já vários anos, foi demolida há duas semanas. “Aquele cruzamento era um dos pontos mais negros da freguesia. Agora vai deixar de ser” – diz

o presidente da Junta, Firmino Costa. O objectivo é alargar a via pública e fazer a requalificação da rua. “A Câmara vai definir os alinhamentos da rua e vão ser feitos muros, passeios e reparada a rua” – afirma o autarca.

Paços de Brandão // Assinatura do protocolo é na próxima quarta-feira

Portucel Soporcel é o primeiro mecenas do Museu do Papel

Santa Maria da Feira recebe, pela primeira vez, uma conferência TEDx. Com o mote “Criatividade Urbana”, o evento pretende ser uma plataforma de divulgação de ideias, projectos e experiências de pessoas que sonharam alto e, hoje, são uma referência nas áreas em que actuam. Segundo os organizadores do TEDx Feira, Bruno Costa e Daniel Vilar, o objectivo da conferência é “inspirar as pessoas a darem novos passos e sensibilizar para a importância do desenvolvimento de cidades criativas e inovadoras, em que cada habitante/visitante pode deixar a sua marca e participar na transformação das cidades

O que é o TEDx?

O TED (sigla de Tecnologia, Entretenimento e Design) é uma associação sem fins lucrativos que nasceu nos Estados Unidos da América, em 1984, a partir do impacto de um evento em que líderes mundiais, como Bill Clinton, Bill Gates ou Al Gore, expuseram as suas paixões e motivações. O evento rapidamente se transformou numa referência internacional. Nesta base, nasceu o conceito TEDx, um modelo de organização in-

em espaços activos e dinâmicos”. Durante 12 horas, 16 oradores vão partilhar a sua história na primeira pessoa, a visão e as ideias essenciais para mudar as cidades, o mundo e a vida. Leonel Moura, artista pioneiro da Arte Robótica; Carlos Martins, presidente da ADDICT (Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas); e Catarina Selada, directora do departamento de “Cidades & Territórios” da INTELI (Inteligência em Inovação), foram os primeiros oradores confirmados. Juntam-se a eles nomes importantes como o chef Ljubomir Stanisic; o pianista Ricardo Vieira; o viajante António Pedro Moreira;

dependente, que se rege pelas normas gerais aprovadas pelo TED e que permite a implementação desta experiência em todo o mundo, através de eventos locais, adaptados às diferentes realidades. O TEDx reúne pessoas capazes de realizarem talks inspiradoras, com o objectivo de mudar a vida dos participantes e, quem sabe, o mundo. O TEDx já chegou a mais de 130 países, tendo produzido mais de 15.000 talks em todo o planeta.

o criativo Flávio Gart; o empresário Francisco Coelho; o fotógrafo Frederico Martins; o administrador da Viarco, José Vieira; o organizador da Viagem Medieval, Paulo Sérgio Pais; e o realizador Vasco Medes, entre outros. O programa contempla quatro sessões, cada uma com quatro intervenções (talks), cujos temas representam os três pilares das cidades criativas e serão anunciados em breve pela organização. Ao longo do dia decorrerão trabalhos de networking para partilhar o conhecimento e potenciar novas oportunidades de negócio. O encontro realiza-se no próximo sábado, na biblioteca municipal, e a inscrição tem um custo de 30 euros, com almoço incluído. “Construir as cidades das próximas gerações implicará pensar em lugares criativos, em novas formas de desenvolvimento económico em pessoas que conseguem dar cartas, lutar pelos seus sonhos, agarrar os objectivos, perspectivar oportunidades e atingir resultados. Acreditamos que estas pessoas podem inspirar outras no sentido de fazer acontecer e, por essa razão, acreditamos que esta conferência será uma experiência única” – afirmam os organizadores do TEDx Feira.

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ÓSCAR MANUEL G. MAIA

Escritório: Rua Jornal Correio da Feira, 11 - 4º Dto. Sala 401 4520-234 Santa Maria da Feira Telm: 968 060 678

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O grupo Portucel Soporcel e o Município de Santa Maria da Feira vão assinar um protocolo de colaboração para concepção, produção e montagem de uma exposição permanente no Museu do Papel subordinada ao tema “Da Floresta ao Papel”. Com esta parceria, o grupo Portucel Soporcel, mecenas da exposição, reforça o apoio a projectos de índole cultural e pedagógico, no âmbito da sua política de responsabilidade social. A exposição “Da Floresta ao Papel”, com abertura prevista para 2014, será parte integrante do percurso expositivo permanente

do Museu e tem como objectivos dar a conhecer o ciclo sustentável da produção de papel e mostrar a história das indústrias de pasta e papel em Portugal. A exposição, que se destina fundamentalmente ao público escolar, vai realçar a diversidade e sustentabilidade dos produtos papeleiros e o seu contributo para a renovação e valorização da floresta portuguesa, bem como a importância desta indústria para o país, a nível económico, social e ambiental. O protocolo será assinado na próxima quarta-feira, às 16h, no Museu do Papel, em Paços de Brandão.

Argoncilhe // Recriar os tempos antigos

“Um dia recordando as vivências dos nossos antepassados” A Federação das Colectividades de Cultura e Recreio de Santa Maria da Feira, em conjunto com os ranchos e grupos de folclore do Concelho, organiza, no próximo domingo, a quarta edição da “Romaria à Moda Antiga”. A iniciativa tem por objectivo a recriação de uma romaria dos inícios do século XX. “Oriundos de locais distintos, diversos conjuntos de pessoas aglomeram-se espontaneamente. Trazem o farnel para o almoço, os liteiros [mantas] para repousarem, o vinho e alguns instrumentos tradicionais para se animarem. O povo devoto poderá ir à missa ou pagar promessas. Depois da missa, num

espírito festivo e de convívio, o povo troca de farnéis, toca, canta e dança, ao som do improviso e do desafio. As crianças brincam no terreiro enfeitado a preceito. Os mais velhos divertem-se com jogos tradicionais. Os feirantes vendem produtos da época enquanto outros se refrescam na taberna. No leilão do final do dia, as pessoas poderão adquirir alguns produtos doados pelos devotos ao Santo da Romaria” – descreve a organização do evento. O evento tem início às 9h e término às 17h, no Largo de S. Domingo, em Argoncilhe, com o mote “Um dia recordando as vivências dos nossos antepassados”.

Com o projecto de comunicação “Light Up”

Alunos do ISVOUGA em concurso da EDP Ana Guedes, Célia Fernandes, João Ferreira, Vera Campos e Victor Cunha, estudantes do 3.º ano da Licenciatura em Marketing, Publicidade e Relações Públicas do ISVOUGA, conceberam, no âmbito da unidade curricular de Relações Públicas IIl, um projecto de comunicação intitulado “Light Up” para o concurso “EDP

University Challenge 2013”. A equipa do ISVOUGA está selecionada para a Semifinal, com mais outras 14 representantes de instituições de ensino superior públicas e privadas de todo o país. A cerimónia de anúncio do vencedor decorrerá no Museu da Eletricidade em Lisboa no final do mês de Outubro.


Correio da Feira

16.SET.2013

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Caldas de S. Jorge // Em hasta pública, por cerca de 11 mil euros

António Almeida adquire terreno para construir Hotel de quatro estrelas

Valor total do investimento pode chegar aos 7 milhões de euros. Autarca local diz que a freguesia e o Concelho ficam a ganhar com a obra.

António Almeida, empresário natural da freguesia de Lobão, é o promotor para a edificação do futuro hotel das Caldas de S. Jorge. O terreno onde vai nascer a nova unidade hoteleira foi vendido, na semana passada, em hasta pública, por um valor próximo dos 11 mil euros, sendo que o investimento pode chegar aos 7 milhões de euros. “Tenho uma certa ligação à Freguesia e fazia falta às Termas de S. Jorge um hotel”, explicou o empresário,

justificando o porquê deste investimento na vila termal concelhia. Findo o processo de aquisição do terreno, António Almeida assegura que o processo vai prosseguir, com a elaboração do projecto e todos os passos necessários até à conclusão do Hotel. “A ideia é arrancar já” garante o empresário do ramo da construção civil e da hotelaria, ainda que não adiante uma possível data para a conclusão da obra, até porque espera um processo moroso, num sem fim de licenças e autorizações. Ainda assim, está obrigado, por força da hasta pública, a apresentar o projecto à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira no prazo máximo de um ano, e iniciar a construção no prazo de

três anos. “Pretendemos construir um Hotel de quatro estrelas” contou o empresário que, apesar de estar ciente sobre o momento económico que o país atravessa, não se resigna e vai “à luta”.

Autarca satisfeito

José Martins, presidente da Junta de Freguesia das Caldas de S. Jorge, estava satisfeito com a venda do terreno, pois considera que este é um dos passos mais importantes para a construção do hotel. “Ficamos felizes com a venda do terreno. Agora temos a certeza que este será o concretizar de um sonho de décadas” - referiu o autarca, que não duvida de que “fica a freguesia e o Concelho a ganhar com uma unidade deste tipo”.

Em virtude de ter adquirido o terreno em hasta pública, o promotor do novo Hotel das Caldas de S. Jorge tem que entregar o projecto na Câmara no período de um ano, e iniciar a obra num prazo de três anos

“Ficamos felizes com a venda do terreno. Agora temos a certeza que este será o concretizar de um sonho de décadas” - sublinhou o presidente da Junta das Caldas de S. Jorge, José Martins

Empresário adquiriu terreno por um valor a rondar os 11 mil euros

António Almeida, empresário ligado ao ramo da construção civil e hotelaria, natural de Lobão, adquiriu o terreno que a Câmara

Municipal alienou junto ao Rio Uima, que dista poucos metros das Termas de S. Jorge. O empresário arrematou os cerca de 4.700 metros quadrados de terreno por um valor superior a 11 mil euros, verba considerada “simbólica”, já que o interesse da autarquia era promover a construção da unidade hoteleira. O Hotel será de quatro estrelas, e contará com 25 quartos e 10 suites. O investimento total pode chegar aos 7 milhões de euros.

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Correio da Feira 16.SET.2013

Discurso Directo Cumprindo um preceito que mergulha fundo nas raízes deste Jornal centenário, o CORREIO DA FEIRA vem dedicando atenção especial às eleições Autárquicas de 2013, assumindo o dever de, ao mesmo tempo, informar os nossos leitores, dando voz às diversas candidaturas.

Dando continuidade ao projecto informativo iniciado na última edição, criámos a nova secção “DISCURO DIRECTO”, que vamos publicar até à edição de 23 de Setembro, propondo um tema semanal, escolhido pelo Jornal, para ser desenvolvido pelas candidaturas, as quais foram todas convidadas a participar nos mesmos moldes e nas mesmas condições de publicação.

O segundo dos temas é: “A reforma da Administração Local e o novo Mapa Autárquico”.

Por razões de organização da edição do CORREIO DA FEIRA. foi decidido que a publicação na paginação, será determinada pela ordem de chegada das respostas.

Nota: O CDS-PP não fez chegar à Redacção o artigo sobre o tema proposto

A reforma da Administração Lo Nome: António Torres

Nome: Eduardo Cavaco

Partido: Bloco de Esquerda

Partido: PS

O Governo concretizou a pretensa reforma administrativa que teve apenas como intenção a extinção de grande parte das freguesias existentes em Portugal. Não há justificação para as propostas do PSD e do CDS-PP nem se pode aceitar a forma autoritária, anti-democrática e anti-social como se desenrolou todo o processo. Em Santa Maria da Feira foram extintas 10 freguesias sem que se tenha percebido uma unica vantagem para as populações. A extinção das freguesias levada a cabo pelo PSD e pelo CDS não tem justificação e não serve a ninguém. Não poupou dinheiro nenhum ao Estado, tendo em conta que o dinheiro tranferido para as freguesias representa apenas 0,1% do Orçamento. A racionalização dos recursos técnicos e humanos, desejável, não passa pela extinção de freguesias. E por outro lado, dificulta o acesso das populações a uma série de serviços prestados pelas freguesias. A administração territorial deve ser reformada, sem dúvida, mas uma verdadeira reforma faz-se com mais tempo e discussão e com critérios mais vastos que o critério da inevitabilidade do corte. Uma verdadeira reforma administrativa não impõe tabelas de cortes cegos, mas deve considerar também, por exemplo, criação de novas freguesias e ter sempre por base a auscultação democrática da vontade popular. A CM e a AM furtaram-se sempre ao debate com a população, recusando-se sistematicamente a fazer uso do direito (e dever, neste caso) referendário. Por isso, é impossivel saber se as populações concordam com esta alteração territorial feita nas suas costas. Sem se saber a vontade da população, esta alteração não deveria acontecer, se prevalecessem os princípios da democracia e a vontade das populações. O Bloco de Esquerda apresentou, pelo menos em duas ocasiões, moções na Assembleia Municipal para que se realizassem referendos populares no concelho, permitindo assim às populações das freguesias expressarem a sua vontade e decidir sobre o futuro do seu território. Essas propostas foram sempre recusadas pelo PSD e pelo CDS. O exemplo próximo deste profundo desprezo pela opinião das populações é o referendo realizado em Milheirós de Poiares. Nesta freguesia, a população viu como o autismo do poder executivo camarário ignorou a sua expressão democrática e participada, desprezando o resultado do referendo. Foi esse mesmo autismo político que fez com que a Câmara Municipal não percebesse que o que estava na base da decisão popular era um claro repúdio pela política do município para a freguesia. O PSD e o CDS sempre se referiram a este processo como um processo de reforma e não de extinção de freguesias, apesar de se saber desde início que o que estava em causa era cortar e apagar do mapa territorial um conjunto vasto de freguesias. A interpretação do Tribunal Constitucional, desta vez tão ao jeito do Governo, se permite a candidatura de presidentes de Juntas até aí impedidos, derrota também de uma forma inequívoca a propaganda política do Governo. Segundo o TC as agregações de freguesias configuram novos territórios jurídico-administrativos. Ou seja, novas Freguesias que resultam da extinção de Freguesias até aí existentes.

Muito mais que falar do desmembramento da unidade territorial e administrativa do concelho importa referir algumas notas, que no entender do Partido Socialista são absolutamente relevantes. Desde logo, o PSD, quer na Assembleia Municipal, quer na Assembleia da República e no Governo, decidiu, contra a maioria da vontade das populações das freguesias, a extinção de 10 freguesias no município. Poderia o PSD local ter feito como muitos outros dirigentes locais desse partido, opondo-se à “Lei Relvas”, mas não; optaram por acabar com as freguesias de Espargo, Travanca, Pigeiros, Sanfins, Louredo, Guisande, Gião, Vale, Vila Maior e Mosteirô. O Partido Socialista tem tentado com as suas candidaturas às Uniões de Freguesias, daí resultantes, tentar minimizar o impacto de tão insensível decisão. Em segundo, quando se fala do desmembramento do concelho, como aconteceu recentemente com o caso do referendo popular realizado em Milheirós de Poiares, em que a população maioritariamente decidiu que queria aderir ao município de São João da Madeira, torna-se necessário perceber as causas de tal decisão. Para nós essa vontade reflete anos e anos de assimetrias de desenvolvimento entre as freguesias, provocando sentimentos de revolta com a desigualdade com que as freguesias são tratadas. Obviamente, referimo-nos a desigualdade material, pois não se podem tratar de forma absolutamente igual aquilo que é desigual em população, território, infraestruturas, etc. Mas como referíamos, a vontade popular de se querer sair do concelho de Santa Maria da Feira e pertencer a outro, tem muito mais a ver com o facto de ao longo de 37 anos o município, e em especial quem gere a Câmara Municipal, ter, ostensivamente, maltratado partes do concelho votando-os ao abandono. Isso cria sentimentos de perda de identidade e a vontade de mudança das pessoas, na expectativa que essa mudança seja melhor que a realidade que conhecem até hoje. A Candidatura do Partido Socialista tem como compromisso sério tratar as Freguesias como parceiros e por iguais (dentro do princípio da igualdade material). Uma das formas de efetivar esse compromisso, prende-se com a delegação de competências e financiamento de forma clara, pública e transparente, com regras e critérios iguais para todos, bem como com a disponibilização de apoios técnicos e meios de gestão e fiscalização, de que as Juntas de Freguesia carecm. Por outro lado, visa promover uma política de coesão e unidade territorial do concelho, ao invés da política praticada há 37 anos, em que se viram todos contra todos, estimulando a inveja e a competição não saudável entre as freguesias do concelho. Como diz o ditado tem sido praticada uma política do “dividir para reinar”, quando a cooperação e coesão é que deveriam ser a prática corrente da gestão da Câmara Municipal. Uma nova postura, fará deste concelho e de todo o seu território mais coeso, mais unido e mais solidário, tal como defende e vai pôr em prática Eduardo Cavaco.


Correio da Feira

16.SET.2013

ocal e o novo Mapa Autárquico Nome: Antero Resende

Nome: Emídio Sousa

Partido: CDU

Partido: PSD

A Lei 22/2012 que aprovou o regime jurídico da reorganização administrativa territorial autárquica constituiu, como foi denunciado pela CDU, o mais violento ataque ao poder democrático local da nossa Democracia. Esta lei, imposta pelo malquisto Miguel Relvas à revelia de autarcas, eleitos e populações, constituiu-se num plano que levou à consumação da destruição de centenas de freguesias em todo o território nacional, dez ao todo no município feirense. Portanto, para nós, não estamos a falar de nenhuma reforma administrativa, do que estamos a tratar aqui hoje é de uma golpada à nossa democracia sem paralelo na nossa História. Conseguem assim aqueles que engenharam esta pertença reforma, eliminar mais de vinte mil eleitos locais, com a eliminação das assembleias de freguesias a extinguir e, de uma assentada levar ao desemprego mais de sete mil funcionários que nelas trabalhavam, facto que será consumado logo após o dia 29 de setembro próximo. Esta ilógica redução das freguesias feirenses foi feita com base num raciocínio economicista central, e a consumação foi levada a efeito pelo PSD de Alfredo e Emídio Sousa. Estes dois personagens ficarão sem dúvida ligados a esta nódoa que se perpetuará na nossa história municipal. Muitos opuseram-se, de forma determinada, aos propósitos desta câmara e do partido PSD que a suporta, mas, uma vez mais, a surdez de uma maioria absoluta fez com que se conduzisse todo o processo numa lógica de pretensos interesses e à revelia da população. De forma propositada fizeram ma leitura enviesada da lei, de modo a que só as pequenas freguesias é que foram as grandes vitimas, mantendo-se o núcleos das consideradas urbanas intocável. Outro dos motivos desta generalizada contestação residiu no facto de a câmara não ter atribuído qualquer relevância àquilo que foi a pronúncia das próprias assembleias de freguesia que apontavam em sentido contrário à extinção. Eliminaram-se dez freguesias com memorável génese histórica, na generalidade coevas da fundação do município e da nacionalidade. Essas freguesias deixaram de existir política e juridicamente, sendo que, os cidadãos que nelas nasceram se quiserem manter essa marca identitária nos seus documentos de identificação têm de o pedir, caso contrário desaparece essa ligação. Essas freguesias deixaram de ter identidade própria, pois passaram a ser geridas à distância por pessoas que não conhecem os problemas reais das mesmas. Hoje ainda não está especificado o destino que será dado ao património estrutural das freguesias e, sobretudo, o que se vai fazer com o património imaterial de que elas são verdadeiro repositório. A CDU declina qualquer responsabilidade na consumação deste erro histórico, e, assume inteira responsabilidade pela sua oposição clara, inequívoca e intransigente a esta apelidada reorganizaç��o que considera criminosa. Para nós a já de si dramática situação, que vive hoje no Poder Local Autárquico, deriva e enquadra-se numa ofensiva política e ideológica, que se escora em diretivas ideológicas exteriores que, para além da supressão de freguesias, pretende igualmente destruir o funcionamento colegial e democrático dos órgãos autárquicos. Perdeu-se assim o último vínculo ao estado, na defesa dos seus interesses e anseios. Esta estratégia visou a eliminação do pluralismo, a concentração de poderes, a opacidade e a ausência de controlo popular na gestão democrática. No que concerne à unidade do território municipal, respeitamola como respeitamos a vontade da população de Milheirós de Poiares. Reconhecemos que houve uma clara maioria a pronunciar-se favoravelmente à integração em S. João da Madeira, não fomos nem somos indiferentes a esse resultado (ao contrário, segundo parece, do executivo PSD da Câmara da Feira), e extraímos conclusões políticas. Assim sendo, e em coerência com a linha seguida até aqui, temos de reconhecer que se desejaria que esta justa e compreensível ambição da população de Milheirós de Poiares surgisse em melhor altura, numa oportunidade que não se encontrasse manchada pela extinção de centenas de freguesias pelo país. Se pretendemos uma aproximação entre eleitos e eleitores, este não é, seguramente, o caminho a trilhar.

Erros de um passado não muito longínquo, “atiraram” o país para um programa de Assistência Financeira que se tem revelado particularmente difícil e penoso para os contribuintes portugueses. Para conseguir financiamento internacional, o Governo português, liderado na época por José Sócrates, rubricou um Memorando de entendimento com a Troika, documento esse que, a troco do financiamento corrente para o país, exigiu uma série de reformas estruturais para o país. Deste modo, as instâncias internacionais que há 2 anos financiam Portugal, entenderam ser necessário que o país realizasse uma reforma ao nível da sua organização administrativa. Deste modo, a publicação da Lei 22/2012, de 30 de Maio, veio estabelecer os parâmetros dessa nova organização territorial administrativa, uma reforma que, no caso concreto de Santa Maria da Feira, representaria uma diminuição de 13 Juntas de Freguesia. Desde o primeiro minuto, a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira mostrou o seu desacordo e descontentamento perante a Lei 22/2012 e os seus efeitos. Ainda assim, e perante a irreversibilidade desse diploma legal, a Câmara Municipal optou, em nome da defesa da história, da coesão territorial e da identidade do município, tomar em mãos o seu próprio destino, ao invés de deixar para outros que, de régua e esquadro, desenhassem o novo mapa administrativo do concelho. Ao longo de meses, a Câmara Municipal, realizou estudos sócio- económicos, geográficos e demográficos, promoveu sessões de esclarecimento com as Juntas de Freguesias (independentemente da sua cor política), reuniu com diversos agentes, no sentido de ser encontrada uma solução que minorasse os efeitos dessa Reforma Administrativa. Não esquecemos a posição que outros, nomeadamente o Partido Socialista, adoptaram na altura. Diziam eles que esta era uma Lei que seria para “meter na gaveta” e que o concelho não deveria, a este propósito, fazer ouvir a sua voz. Chegaram até a defender em Assembleia Municipal que fosse a Assembleia da República a definir que freguesias feirenses deveriam sofrer processos de agregação. O futuro, uma vez mais, veio mostrar que o Executivo da Câmara Municipal e o PSD tinham razão. Não tivesse a Câmara Municipal e o PSD defendido que fosse Santa Maria da Feira a construir o seu futuro e certamente que a unidade concelhia e coesão territorial do município teriam sofrido abalos consideráveis. O novo Mapa Administrativo do Concelho respeitou dinâmicas territoriais existentes e potencia novos ambientes socioeconómicos. Novas sinergias surgiram e reforçaram-se centralidades que resultarão num novo paradigma de desenvolvimento do concelho. Ao contrário do que muitos defenderam, não se extinguem freguesias. A história de freguesias como Espargo, Travanca, Caldas de São Jorge, Canedo ou Louredo, não é passível de ser apagada por decreto. A candidatura de Emídio Sousa à Câmara Municipal, teve a preocupação de reunir, nas freguesias que sofreram processos de agregação, pessoas de todas as freguesias. E bem mais importante que isso, a candidatura de Emídio Sousa reuniu equipas de pessoas altamente capazes e que amam as suas terras. Estamos certos que, no universo das 21 eleições às Juntas de Freguesia a que nos propomos, apresentamos equipas ambiciosas e vencedoras. O nosso projecto é ganhador porque apresentamos os rostos e as vozes que melhor defendem o concelho. O nosso projecto é de vitória porque a candidatura de Emídio Sousa apresenta um projecto de futuro para Santa Maria da Feira.

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Carta aberta

O putativo senhor Lopes Exmo. Senhor Administrador do Correio da Feira, Jorge Andrade Face à gravidade das insinuações publicadas nos semanários regionais, subscrictas por um alegado Frederico Lopes (de Escapães) em que os seu e meu nome, bem como o do Correio da Feira são lamentavelmente envolvidos, venho dar-lhe conhecimento dos termos com que reagi, em envio electrónico que fiz chegar à Directora do “TF”. O putativo “senhor Lopes” A fazer fé numa alegada carta, alegadamente subscricta por um alegado Frederico Lopes, “por motivos que eu nem sei muito bem como” (mas posso adivinhar) um documento enviado por mim, em sigilo, para 5 endereços de e-mail de órgãos de Comunicação Social do concelho, foi “parar” à caixa de correio electrónica do alegado indívíduo, o qual a existir de facto, nos deixa indicações preciosas sobre o seu (aparentemente nenhum) caracter, pois: 1 – Mentiu (escamoteou habilidosamente) quanto ao título, que não é “tão somente Nota”, como diz, mas sim: “Nota à Comunicação Social”; logo, não lhe era dirigido, como muito bem viu, devendo por isso tê-lo devolvido à procedência, como mandam as boas educação e formação. Mas não; o bom do alegado senhor Lopes, agiu como os ordinários que encontram uma carteira na rua e não a devolvem. Antes a revolvem, procurando nela algo que lhes possa satisfazer o impulso de “espreita” e fazer proveito (que foi, como se comprova, o que ele tentou fazer, utilizando o magnânimo espaço dos jornais locais. 2 – Sobre os considerandos que tece acerca da indisponibilidade de Eduardo Cavaco aceitar debater apenas uma vez (tal como sempre fez Alfredo Henriques) dando prioridade a outros compromissos mais importantes assumidos junto da população, não

há que dar satisfações a quem devassa privacidades alheias; 3 – Acerca da confusão que vai na cabeça do alegado indivíduo, reza a inenarrável quadratura do argumento: “liderança BICÉFALA da candidatura, sob pena do eleitorado perceber a ACEFALIA dessa candidatura” (???!!!), diz ele. Dá para perceber que há demasiado lixo na lixeira… electrónica do alegado senhor Lopes; 4 – O excesso de lixo acumulado, é aliás,a única justificação (mas não a desculpa) para a lamentável especulação (o termo é dele) com que tenta depois mixordar (não consegue, coitado) laços de Família com administração empresarial e com a minha qualificação profissional. Trata-se de uma demonstração cabal do funcionamento “de sistema” em que família, interferência política, manipulação de “notícias”, compadrios editoriais e quejandos, se podem justificar (na cabeça dele) com inocentes quedas documentais nas caixas de correio electrónicas dos senhores Lopes deste mundo. 5 – Por último – e parafraseando o putativo “senhor” Lopes – subsistem-me uma dúvida e uma certeza: Dúvida: Foi ele que conseguiu escrever “aquilo” tudo?... É que é tal e qual a argumentação ventríloqua esgrimida há dias por uma forte figura do PSD local, e presenciada por representantes das várias Candidaturas!… Certeza: Existe uma OPORTUNIDADE ÚNICA de o putativo Frederico Lopes mostrar que vale mais do que aparenta: basta revelar, nas páginas do Terras da Feira e Correio da Feira, o endereço electrónico de quem lhe fez chegar (perdão, cair) a tal Nota, na sua caixa de correio electrónica… Sob pena de ser ele a cair… lá naquela coisa da tal caixa. Orlando Macedo, Santa Maria da Feira


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Correio da Feira 16.SET.2013

Santa Maria da Feira // Indaqua e contas foram assuntos mais quentes

Um debate com poucas propostas, algum humor e muitas críticas O debate com os candidatos à Câmara Municipal, que decorreu na passada quarta-feira, foi organizado pelo Correio da Feira com o intuito de manter os leitores informados sobre o período das eleições autárquicas. O moderador foi Carlos Fontes, que colocou aos candidatos cinco questões, em frente a uma sala com perto de duas centenas de pessoas. As medidas de combate ao desemprego foram o primeiro tema. As respostas dos candidatos foram, no geral, vagas, concentrando-se sobretudo no melhoramento das zonas industriais e num maior apoio aos empresários. No fim do primeiro tempo, o moderador pedia: “É preciso mais sal, senão daqui a bocado estamos todos a dormir”, o que suscitou uma resposta do candidato do BE, António Torres: “Por questões de saúde e preço da água, convém não abusar do sal”. Na pergunta sobre o contrato da Câmara com a Indaqua, a tensão entre os candidatos aumentou. Choveram críticas ao “contrato ruinoso” e todos clamaram uma distribuição grátis da água. Emídio Sousa respondeu que isso seria o “ideal”, mas “a água não chega de borla à nossa torneira”, há vários processos de tratamento, o que traz evidentemente custos. Seguiram-se as perguntas sobre as políticas desportivas da Câmara e a mobilidade no Concelho. No desporto, os candidatos querem “total transparência”, defendendo o apoio às instituições para a formação dos seus atletas. A mobilidade no Concelho foi pautada por avisos sobre

o congestionamento de algumas estradas e a sugestão de aposta no meio de transporte ferroviário. O debate terminou num dos maiores cavalos de batalha da oposição: as contas públicas. Carlos Fontes perguntava se era necessária uma auditoria e todos, à excepção do PSD, reivindicaram que esse procedimento seria obrigatório. Também na última pergunta foi inserido o assunto do estado “lastimável” do Tribunal, mas pouco se falou deste espaço. Emídio Sousa explicou que não era um edifício da Câmara, e por isso o seu campo de acção era limitado, e os candidatos afirmaram apenas que não compreendiam como tinha chegado àquele ponto, lamentando profundamente a situação.

Intervenções finais

Nas intervenções finais, os candidatos foram mais efusivos. Emídio Sousa e Eduardo Cavaco falaram sozinhos por algum tempo, com o candidato do PSD a responder às acusações do PS. “Se quiserem vimos mais tarde” – comentou Alferes Pereira, do CDS-PP, a mostrar alguma impaciência pelos dois partidos que ignoravam os restantes. Antero Resende trouxe ao de cima a Praia Fluvial da Mámoa, a Ribeira de Rio Maior ou a Ribeira da Laje que, na sua opinião, são exemplos de atentados ambientais. “O ambiente é a sua dama, se falhou nela, o que será do resto?” – questionava o candidato da CDU. Emídio Sousa refutou estas acusações, afirmando que era “lamentável a campanha

da CDU contra a Praia da Mámoa”, para onde já foram milhares de pessoas. “Fazemos análises periodicamente à qualidade da água” – disse o candidato do PSD. “É preciso uma verdadeira alternativa. Já chega das velhas receitas, é necessária uma derrota inequívoca desta política de austeridade. 29 de Setembro reforço as votações na esquerda” – apelou António Torres. “Os discursos do BE são iguais na Feira, em Alijó, em Lisboa” – apontou Alferes Pereira. Já Eduardo Cavaco afirmou que quer receber “todo e qualquer cidadão uma vez por semana na Câmara”. “29 de Setembro votem, não fiquem em casa” – concluía o candidato do PS. Emídio Sousa riuse e respondeu: “Você não faz ideia do que é atender munícipes, um dia por semana não lhe vai chegar”. O candidato do PSD rematou apelando a que os feirenses “analisem as candidaturas, os projectos e decidam em consciência”. “Tenho um discurso duro mas realista” – começou Alferes Pereira, afirmando que “não via grandes mudanças com o PS” e “o BE e a CDU continuam com um discurso extremista, a discutir política nacional”. “São precisas novas pessoas, novas políticas. A minha lista é composta por gente independente, o CDS está de coração e alma nesta campanha. Dia 29 escolham mas depois não se arrependam” – declarou. Antero Resende encerrou o debate dizendo para “não irem em cantos e laudas”. “Votem CDU!” – concluiu.

Candidatos elogiaram condução do debate mas deixaram algumas observações a ter em conta “Correu muitíssimo bem. Cada um defendeu a sua dama. Eu disse aquilo que tinha de dizer em relação às minhas propostas. Falamos sobre a política da Câmara que tem governado o Concelho por 37 anos. É responsável, era a que tinha de responder mais às pessoas, por isso gostávamos de ter ouvido mais da Câmara sobre o que nós apresentarmos” – disse Eduardo Cavaco, do PS, que salientou a importância de iniciativas como os debates para esclarecer os munícipes sobre quem se está a candidatar. “Penso que foi um debate civilizado, em que as diferenças de perspectivas das várias candidaturas foram claras” – afirmava António Torres, do BE, que sugeriu, para futuros debates, “melhorar a qualidade das propostas políticas, algum ritmo, alguma rotina que se ganha com o andar na estrada da política”. “Acho que isto é uma forma importante

de se fazer serviço público de comunicação, permitindo o esclarecimento das ideias. Temos tão melhor democracia quanto mais conscientes e informados forem os eleitores” – apontou António Torres. Emídio Sousa foi mais crítico. “Esperava um debate mais virado para o futuro mas acabou por ser muito assente nos aspectos actuais da Câmara. As campanhas servem para dirimir ideias, ver se há alguma coisa que podia ser melhorada. Eu estou disposto a isso, agora se não houver esse debate vou ter de me cingir às minhas propostas e não acrescentaria nada para o Concelho e eu queria acrescentar” – afirmou o candidato do PSD, que adiantou que gostava de um debate “sem papéis”. “Para as pessoas perceberem o conhecimento e a preparação dos candidatos. Seria muito mais elucidativo e lanço o desafio para se promoverem mais debates para falarmos do Concelho” – sugeriu.

“Correu bem. Procurei fazer um discurso de fácil interpretação, com pinceladas o mais abrangentes possível” – afirmou Antero Resende, que lamentou a “escassez dos temas”, frisando que não se falou de educação e que o ambiente devia ser mais discutido. “O debate devia poder sair destas paredes, chegar ao maior número de munícipes” – rematou o candidato da CDU. Alferes Pereira começou por dizer que o debate “correu muitíssimo bem”. “Da parte dos intervenientes, cada um expôs as suas ideias, ou não, porque alguns não têm nada para expor. E da minha parte penso que fui o interveniente que mais projectos apresentou, sem grandes discursos redondos e muito bonitos” – disse Alferes Pereira, que deixou apenas uma crítica ao debate. “Devia ter sido transmitido por uma rádio, chegou a um público muito restrito” – declarou o candidato do CDS-PP.

Poucas propostas para combater o desemprego Carlos Fontes abriu com um assunto-chave: o desemprego. “Se for eleito quais as medidas para estimular a economia no Concelho?” – perguntava o moderador aos candidatos. Todos frisaram a grande calamidade que se vive no Concelho a este respeito, mas foram poucos os que apresentaram propostas concretas para criar mais postos de trabalho. O primeiro a falar foi Antero Resende que sublinhou a importância de se ter um emprego. “Vamos ouvindo desde o berço que o trabalho é a maneira de nos realizarmos. A ausência dele constitui um grave problema social” – afirmou o candidato da CDU, que falou dos jovens que, cada vez mais qualificados, têm de ir para o estrangeiro para arranjar emprego e de como todo o emprego hoje é precário, não existindo mais “a profissão para a vida”. “Temos dos melhores quadros e estão todos a emigrar” – concordou Eduardo Cavaco. Definindo como soluções o apoio aos empregadores e uma maior atenção às zonas industriais, o candidato do PS aproveitou para criticar “as zonas industriais fantasma” do Concelho, e deu como exemplo Romariz e Pigeiros. “Há zonas industriais completamente vandalizadas, que não têm nenhuma empresa” – apontou Eduardo Cavaco, acrescentando que “tem de se acabar com a especulação imobiliária industrial”. Alferes Pereira, do CDS-PP, lembrou as duas grandes prioridades da

sua campanha: acção social e solidariedade; e empreendedorismo, emprego e economia. “Temos de ajudar quem mais precisa e dinamizar o Concelho com políticas de emprego” – disse Alferes Pereira, que sugeriu como medidas de combate ao desemprego a requalificação das zonas industriais, adaptando-as às microempresas; as isenções fiscais para as empresas que realmente empregam; a não construção de mais hipermercados que matam o comércio local; e a criação de centros incubadores de empresas. António Torres também falou da gravidade social do desemprego e dos jovens que são obrigados a emigrar e concordou que “as zonas industriais que foram construídas demonstraram falta de planificação”, já que “não têm sinalética ou planos de risco”. O candidato do BE terminou dizendo que é necessária a “requalificação do património urbano, artístico e cultural”. O último a falar foi Emídio Sousa que frisou que gostava de ouvir “ideias interessantes para o Concelho”, mas que ainda não tinha ouvido nenhumas que pudesse trabalhar melhor. Como propostas, o candidato do PSD sugeriu a isenção para qualquer empresa que se queira instalar na zona industrial; facilitar o processo de legalização e alguma ampliação de espaços a pequenos empresários; e apostar nas exportações para que “as empresas tenham onde escoar os seus produtos”.


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16.SET.2013

Indaqua foi um dos temas mais quentes “Será que fomos beneficiados com a distribuição de água à Indaqua?” – questionava Carlos Fontes. No geral, a oposição definiu o contrato celebrado entre a Câmara e a Indaqua como “desastroso”, mas as opiniões dividiram-se quanto ao procedimento que tomariam se fossem eleitos. “A Indaqua é um assunto muito complexo” – afirmou Eduardo Cavaco, do PS, explicando que é um “contrato muito blindado”, de muitos anos e que foi “ruinoso para todos os cidadãos”. Alferes Pereira concordou que “é uma questão complicadíssima” e que a “forma de resolver é diferente de cabeça para cabeça”. O candidato

do CDS-PP criticou o facto de o preço da água ser dos mais caros do país e de os feirenses pagarem os custos dos ramais de ligação, que já tinha motivado processos em tribunal contra a Câmara. “Vocês recebem dinheiros comunitários para fazer a obra e depois vão cobrar uma segunda vez às pessoas” – apontou Alferes Pereira. Neste âmbito, o candidato do CDS-PP diz que “não quer rasgar o contrato porque fica mais caro” e que o seu objectivo, se eleito, será renegociá-lo. “Como é que um bem natural, universal e essencial pode ser fonte de negociata ou de lucro?” – perguntou António Torres, que

afirmou, logo à partida que a posição dos bloquistas quanto a este assunto era “radical”. “Não há renegociação, não há tentativa de encontrar novas perspectivas de contratualização. Queremos resgatar a água para o espaço público, ela tem de ser remunicipalizada” – afirmou o candidato do BE, que sugeriu ainda a abolição das taxas de ligação do saneamento. Emídio Sousa respondeu aos candidatos sobre as acusações feitas. “Está a confundir ramais com taxa aluguer de contador, no caso dos processos. Já não cobramos essa taxa e quanto aos ramais temos uma recomendação para deixar de

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cobrar e vamos fazê-lo. Para além disso os ramais não são pagos por fundos comunitários” – explicou Emídio Sousa. Embora concordasse que a água é um bem essencial, o candidato do PSD lembrou todo o processo de tratamento e encaminhamento que a água sofre até chegar a casa das pessoas. “Água grátis era o ideal mas não é possível. Ela não chega de borla à nossa torneira. É preciso tratá-la e isso tem custos. Temos de nos habituar a incorporar os custos da água nos custos do mês” – afirmou Emídio Sousa. Quando o candidato do PSD acabou de falar, Antero Resende começou o seu discurso dirigindo-

se a Emídio Sousa com ironia: “É caso para perguntar onde andou estes oito anos?”. O candidato da CDU frisou a importância da água, que é essencial para a sobrevivência, e é a primeira coisa que o Homem procura quando vai para outro planeta. “Multam quem não tem capacidade económica para pagar a água. É de vilões” – afirmou Antero Resende, que apontou ainda algumas questões ambientais do Concelho como “a água imprópria” de Rio Meão ou de Lourosa. Quanto à Indaqua, apenas disse que iríamos ter um “monopólio de 50 anos, em que nos vão impingir a água a um preço máximo exigido”.

lhorar as condições dos campos”. “Queríamos apoiar um sintético por freguesia. Dávamos 50% do custo até um máximo de 100 mil euros para que as modalidades possam ser praticadas por quem quer” – adiantou. Antero Resende focou-se sobretudo no exemplo da natação. “Porque é que todos não têm condições de praticar natação? A Câmara nunca teve política de desporto, eles vivem para o folclore” – apontou o candidato da CDU, frisando que se devia fazer como em S. João da Madeira em que a Câmara leva os miúdos uma vez por semana à natação. “Aqui a água é mais cara, deve ser mais

caro aquecê-la” – ironizou. Mais exemplos dados pelo candidato foram os 24 ringues de exterior que hoje são “antros de vandalismo”, o Pavilhão de Arrifana que “está a cair de podre” ou as ciclovias que ainda não foram feitas. Por fim falou Eduardo Cavaco que sublinhou que o seu partido apoia a formação “devidamente regulamentada”. “Não apoiamos o livre arbítrio que existe, em que para ali dou x, para ali y, depende da cara do cliente” – apontou. O candidato do PS quer um regulamento em que toda a gente sabe com o que pode contar e em que os pagamentos sejam feitos a tempo e horas, entre 30 a 90 dias.

Existem ou não políticas desportivas? A pergunta de Carlos Fontes era específica: “Tem ou não a Câmara políticas desportivas? Ou são apenas os subsídios às colectividades e pouco mais?”. Os candidatos não se alongaram nesta questão, afirmando que queriam sobretudo “transparência” nos apoios que seriam dados e que esses apoios se destinariam somente à formação dos atletas. Alferes Pereira começou por dizer que a relação da Câmara com os clubes tem de ser “muito clara” e que “os clubes têm de ser todos iguais”, sendo que o apoio dado deve ser para “formação e não para infra-estruturas”. O candidato do CDS-PP lembrou ainda que o

“desporto no Concelho não é só futebol” e que embora os pisos sintéticos estejam a ser construídos “com fartura”, questionou a sua posterior utilidade. Alferes Pereira terminou numa nota radical, dizendo que, se fosse eleito, “os apoios às instituições desportivas seriam cortados na sua maioria” porque “o social e o emprego são prioritários”. António Torres salientou que era necessária “absoluta transparência”. “Todo e qualquer apoio a associações desportivas deve ser orientado para a formação e alvo de contrato-programa. A associação deve definir o projecto e depois faz-se uma monitorização

permanente e reavaliação” – afirmou o candidato do BE. António Torres acredita que “os clubes têm uma importantíssima função social no desenvolvimento do jovem” e por isso deviam ser criados “espaços desportivos sociais gratuitos, abertos à população para fazer desporto de forma espontânea e impulsionar a convivência”. “Cortar os apoios no desporto é um perfeito disparate. A Câmara apoiou infra-estruturas e acho que fez bem, acompanhou as necessidades” – afirmou Emídio Sousa. Quanto aos campos sintéticos, o candidato do PSD explicou que eram pedidos por muitos pais e que “é preciso me-


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Mais transportes: mais linhas ferroviárias, menos metros O tema era a mobilidade no Concelho e as perguntas eram várias. “O que vai ser feito quanto à mobilidade, quanto à rede viária? Toda a gente se queixa. Vão lutar para que o metro venha até ao Concelho? E os transportes, há muito poucos transportes para a Feira” – questionava Carlos Fontes. Os candidatos opuseram-se ao metro, dizendo que seria um projecto para um futuro bem longínquo, mas que de facto eram necessários mais transportes, e que uma linha ferroviária podia ser a solução. “Há muito a fazer do ponto de vista da mobilidade, que hoje está muito centrada no carro” – afirmava António Torres, lembrando o congestionamento da EN1, que denominou de “cemitério de muitos dos nossos jovens”. “Temos de encontrar formas alternativas, há que melhorar a rede de transportes” – referiu. As ciclovias, a requalificação do Vouguinha e a Transfeira a servir todo o Concelho foram as soluções apresentadas pelo bloquista. “Temos também de intervir no estado calamitoso das estradas e passeios. Os peões fazem um equilibrismo ao alternar continuadamente entre a estrada e o passeio” – apontou o candidato do BE, frisando que é urgente permitir “melhor acesso às pessoas

com mobilidade reduzida”. Emídio Sousa afirmou que os feirenses estão bem servidos de acessos com quatro auto-estradas e 11 nós. No entanto, o social-democrata sabe que “ainda há muito a fazer na requalificação da rede viária”, nomeadamente ao nível de passeios, sinalética e passadeiras. Lembrou as intervenções que têm sido feitas ao nível de infra-estruturas de água e saneamento e reposição valas e que “só passado um ou dois anos é que se pode proceder à repavimentação”. Como alternativas de transporte, o candidato do PSD apontou o transporte ferroviário. “Uma nova linha ferroviária que acompanhasse a EN1 seria uma boa alternativa. Mas neste momento não é possível, fica como reserva futura” – adiantou. O metro, para ele, não é uma opção já que “não existem condições para que chegue à Feira” e lembrou o “grande percurso pedestre e ciclovia” que está a ser construído ao longo das margens do Rio Uíma. “Uma Câmara que anda há 10 anos a rever o Plano Director Municipal não está a pensar em mobilidade” – apontou Antero Resende, reprovando o facto de se continuar a “virar as costas” à ferrovia. “Não temos bairros sociais, zonas industriais viradas para a

ferrovia”. Quanto à rede viária, o candidato da CDU também foi crítico dizendo que a Câmara “não sabe onde urbanizar, abrindo vias como pode. Temos 500 km de buracos ainda não tapados, parecem as crateras de Marte. São pneus que rebentam, suspensões que vão ao ar e a Câmara não indemniza ninguém” – afirmou. Antero Resende lembrou ainda a falta de cumprimento das promessas para as pessoas com necessidades específicas, como o rebaixamento das paragens e a implementação dos sistemas audiovisuais e de Braille. “Temos uma menina de pão-de-forma e chega” – lançou Antero Resende. Eduardo Cavaco apontou também as “estradas esburacadas” que estão a ser “pintadas de preto” à pressa. “Obras à pressa ficam sempre mal, daqui a bocado vem a chuva e começa tudo a ceder. Mas perto das eleições importa é pintar” – afirmou o candidato do PS. Eduardo sublinhou ainda que são precisos mais transportes e chamou o metro de “conversa fiada”. Alferes Pereira começou a sua intervenção com uma nota a Emídio Sousa: “Fiquei a saber que o Rio Uíma é uma forma de acessibilidade no Concelho. Devem estar lá os famosos submarinos”. Quanto

António Torres, candidato pelo BE à Câmara

Alferes Pereira, candidato pelo CDS-PP à Câmara

às auto-estradas, o candidato do CDS-PP frisou que eram pagas e lembrou o “calvário” da EN1. Como alternativas necessárias,

apontou a “requalificação da linha do Vouga” e a criação de zonas pedonais e ciclovias, chamando o metro de “falsa questão”.

Auditoria às contas do município e tribunal em ruínas Dois assuntos distintos, mas que foram agregados pelo moderador Carlos Fontes numa só questão: “Queria saber a opinião dos candidatos em relação às contas do município. Também gostava de saber o que pensam sobre o que se está a fazer com o tribunal que parece uma obra de arqueologia em ruínas”. Sobre as contas muito se discutiu, mas sobre o tribunal pouco se falou. Quem começou foi Emídio Sousa, que sublinhou que quem questiona as contas mostra “ignorância sobre como funcionam os serviços públicos e a Câmara” já que estas são submetidas a um auditor externo e ao Tribunal de Contas. “A nossa dívida é proporcionalmente inferior à da Câmara do Porto. Os que elogiam Rui Rio deviam elogiar a Câmara da Feira” – afirmou. Antero Resende disse logo que não era “crente em milagres” e salientou que “uma auditoria é mais do que uma necessidade, é uma urgência”. “De peanuts em peanuts chegou-se aos 70 milhões de euros de dívida acumulada. Ficamos com dívida para nós e para

Emídio Sousa, candidato pelo PSD à Câmara

os nossos netos” – apontou. Eduardo Cavaco também fez referência à dívida. “O milagre está a acontecer, já não há dívidas. O problema é que depois das eleições já não há dinheiro para ninguém” – disse o candidato do PS. “Ninguém sabe ao certo quanto

a Câmara deve, só se sabe que deve muito dinheiro. Não se paga ninguém a horas e isso é a prova” – realçou Alferes Pereira, que não se cansou de dizer que “uma auditoria tem de ser feita à Câmara, às Juntas, à Feira Viva”. “Todos têm de a fazer, menos o PSD, senão vai descobrir o que

não quer saber” - referiu. António Torres falou igualmente de milagres. “Como se repetem promessas que não foram cumpridas? É o milagre que vai continuando” – afirmou o candidato do BE, sublinhando que “é necessária uma auditoria à Câmara, às Juntas, às empresas municipais”.

António Torres sugeriu ainda a criação de um “site permanente de esclarecimento e fiscalização da conta corrente da Câmara” e um “aumento de participação através de formas novas, criativas e muito mais democráticas” como os “orçamentos participativos”. Quanto ao tribunal, Emídio Sousa explicou que se tratava de um edifício pertencente ao Ministério da Justiça. “O espaço tem fendas de assentamento mas não apresenta riscos de colapso. Preocupamonos em mantê-lo fechado mas é difícil, é constantemente vandalizado” – lamentou Emídio Sousa. Antero Resende disse que “o tribunal podia ter sido recuperado”, Eduardo Cavaco expressou o seu desagrado pelo estado actual do edifício e Alferes Pereira referiu-se a esta questão como “um caso de polícia”. António Torres foi quem mais falou da oposição, dizendo que “o tribunal é exemplificativo da falta de transparência e rigor”. “Agora é um espaço que serve para a ocupação juvenil. Os jovens fizeram daquele espaço o skateparque há muito prometido” – rematou o candidato do BE.

Maturidade e civismo O debate, talvez mais, sessão de esclarecimento, que na passada quarta-feira decorreu na Biblioteca Municipal, constituiu, sem dúvida, um momento alto da vida política concelhia. A postura dos candidatos, a maturidade por eles revelada, defendendo os seus pontos de vista, críticos uns dos outros, mas nunca

enveredando por ataques pessoais, tão do agrado de alguns (muitos) políticos profissionais, demonstrou que o Concelho da Feira conta com feirenses capazes, independentemente das ideologias que defendem, de servirem a coisa pública. Mas se é justo destacar a maturidade dos candidatos, dois deles

(Eduardo Cavaco e António Torres) menos experientes nestas andanças, destaque merecem as cerca de 200 pessoas que encheram o salão. Numa altura em que até se questiona a liberdade do galo anunciar o amanhecer, a manifestação de civismo dada pelos presentes deve ser considerada como uma das

maiores lições que foram dadas no debate. Saber ouvir é tão (ou mais) importante que saber falar. Aos candidatos pedia-se que falassem claro. Eles assim fizeram. Ao público pedia-se que soubesse ouvir. E, este, durante cerca de 150 minutos, fê-lo com distinção. Não fosse o ostracismo a que a

restante Comunicação Social do concelho votou a esta iniciativa de O Correio da Feira, e poderíamos concluir, que Santa Maria da Feira teve na passada quarta-feira mais uma noite de que se pode orgulhar. Mas, como diz o povo… perfeito, só DEUS. Carlos Fontes


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16.SET.2013

PSD // Emídio Sousa aponta desenvolvimento económico como prioridade

“As empresas podem contar com a próxima Câmara”

PS // Na UF da Feira, Travanca, Sanfins e Espargo

Simão Cavaco sublinha que as freguesias extintas não serão abandonadas DR

DR

O candidato do PSD à Câmara de Santa Maria da Feira, Emídio Sousa, reafirmou que o papel do tecido empresarial “é fundamental” para ajudar a economia nacional e superar a crise económicofinanceira. “Contemplamos este tema como prioridade do Concelho para o próximo ciclo que esperamos iniciar a partir de Outubro”, disse. “Já foram dados alguns passos nesse sentido pelo actual executivo municipal, mas é preciso continuar a fazê-lo”, vincou. Emídio Sousa apontou como objectivos autárquicos os projectos de ajuda à internacionalização das empresas - através de “um trabalho de procura de novos mercados” - e “um grande envolvimento na captação de investimento”. “Assumimos medidas como estas

como ferramentas essenciais para combater o desemprego e solidificar a nossa economia”, frisou. Emídio Sousa falava na freguesia de Fiães à margem de uma visita à empresa “Ferreira Avelar & Irmão Lda.”, que produz calçado de alta qualidade, empregando neste momento cerca de 100 colaboradores. “Estamos a falar de uma empresa em franco crescimento - de um sector com muita pujança - que exporta 99 por cento da sua produção”, referiu, salientando que a unidade “com marca própria aumentou recentemente em 10 por cento o número de trabalhadores e já tem um projecto para ampliação de instalações”. Para o candidato do PSD, a “Ferreira Avelar & Irmão Lda.” é “um bom exemplo e o caminho a seguir pelo tecido empresarial:

mercado das exportações e produtos de qualidade”. “Os mais recentes indicadores económicos do Concelho evidenciam que Santa Maria da Feira está, apesar de todas as dificuldades, a saber dar a volta”, sublinhou. Lembrou ainda que uma das apostas da candidatura é precisamente a concretização de um plano estratégico de desenvolvimento económico para o Concelho, que resultará “na criação de emprego, no fortalecimento do tecido empresarial e na manutenção da importância estratégica do município no contexto regional”. “As empresas podem contar com todo o apoio naquilo que esteja dentro das nossas competências e ao nosso alcance. Estaremos ao lado delas para as ajudar”, acrescentou.

“Senti necessidade de me envolver mais activamente na vida política. Vou procurar estar sempre ao lado das pessoas, tentando suprir as suas carências e trabalhando sempre em vista da excelência”. É desta forma que Ana Isabel Sampaio, de 38 anos, se apresenta para a corrida à União de Freguesias de Feira, Travanca, Sanfins e Espargo, pelo CDS-PP. A candidata refere que a junção das quatro freguesias “advém do difícil contexto económico em que nos encontramos” e acredita que os habitantes das freguesias extintas “não vão perder a sua identidade”. “Se bem trabalhado, podemos explorar as valências de cada uma e, aproveitando sinergias, usá-las de forma proveitosa” - explica. “Trabalhar para as pessoas” é o único objectivo de Ana Isabel Sampaio, que pretende “tentar melhorar as condições de vida dos habitantes desta nova cidade; tentar auxiliar no imediato quem tem carências; apoiar

as crianças e os idosos; auxiliar a captação de investimento, de forma a criar postos de trabalho e, desta forma, garantir a subsistência das famílias”. A candidata critica ainda o facto de a acção social “existir, agora, como mote de campanha em muitas candidaturas”, defendendo que ela “deve ser contínua”. “Colocar as estruturas

A apresentação da candidatura de Simão Cavaco à União de Freguesias da Feira, Travanca, Sanfins e Espargo aconteceu no auditório da Biblioteca Municipal. Simão Cavaco pautou o discurso pela intensa relação que mantém com as quatro freguesias e pelo seu compromisso pessoal: “A minha candidatura à União de Freguesias da Feira, Travanca, Sanfins e Espargo é o continuar de uma conduta pró-activa que sempre tive em toda a minha vida, na sociedade em que vivo”. Dando nota de que as suas prioridades passam por ajudar as pessoas, as famílias e os idosos, a nível social e humano, esclareceu que “a nossa Junta dará prioridade às questões sociais”. “Estaremos sempre em cooperação com as IPSS e já temos planos de acção para ajudar a combater a pobreza, a exclusão social,

e o isolamento dos idosos”, referiu sob um forte aplauso. A mobilidade também preocupa a equipa de Simão Cavaco, que, em termos de transportes públicos, quer “que o autocarro da Transfeira sirva melhor e de forma eficiente as populações, chegando a mais sítios e dando condições aos idosos para chegarem confortavelmente as serviços púbicos e comerciais”, afirmou, ressalvando também que vai trabalhar para que a Rede Viária tenha melhores condições. “É de lamentar os acessos e o estado das estradas”, apontou. A finalizar, ficou uma garantia solene: “Connosco, as freguesias extintas não serão abandonadas: vamos manter os serviços de apoio às pessoas e às instituições de Travanca, Sanfins e Espargo, continuando a abrir as sedes da Junta da população”.

CDU // À Junta de Freguesia de S. Paio de Oleiros

Ana Marília Capela apresenta candidatura

CDS-PP // À União de Freguesias de Feira, Travanca, Sanfins e Espargo

Trabalhar para as pessoas é o lema da candidatura de Ana Isabel Sampaio

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de apoio social a trabalhar em rede, de forma a optimizar as respostas é um objectivo” - aponta, para além do apoio às “empresas que existem”. Ana Isabel Sampaio sublinha ser “necessário varrer uma classe política viciada”. “Urgem ideias inovadoras, uma certa frescura política. Candidatos e equipas capazes” - defende.

Durante a apresentação foram destacadas as principais carências da freguesia. Com uma animada festa-convívio, que juntou largas centenas de pessoas, decorreu, no Parque da Senhora da Saúde, em S. Paio de Oleiros, a apresentação pública da lista da CDU candidata à freguesia oleirense, bem como dos primeiros candidatos da coligação aos órgãos municipas de Santa Maria da Feira. Após a apresentação da lista da coligação à Assembleia de Freguesia de S. Paio de Oleiros, Ana Marília Capela, sua primeira candidata, interveio, destacando o profundo conhecimento e ligação dos seus membros aos problemas e aspirações da população da vila e apelando, em simultâneo, ao apoio e ao reforço da votação na CDU como meio indispensável para os resolver e concretizar.

Em seguida Joaquim Silva, também candidato, apresentou detalhadamente as principais carências e bloqueios que continuam por resolver na freguesia, não obstante todas as denúncias ao longo de sucessivos mandatos, quer publicamente quer na própria Assembleia, pelos eleitos da CDU. Encerrando o período de intervenções, Antero Resende, cabeça de lista da Coligação à Câmara Municipal e membro do Conselho Nacional do PEV, começou por salientar a importância e o significado das próximas eleições autàrquicas, não só para as comunidades locais, como igualmente para romper com o rumo de desastre e empobrecimento que a política das troikas nos está a conduzir. A CDU e os seus candidatos, como demonstrou Antero Resende, “têm as mãos limpas, agem e trabalham ao serviço das populações e não em benefício de quaisquer interesses ou grupos económicos, em prol de um Concelho mais justo e desenvolvido”.


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Autárquicas 2013 Respeito pela Crise

Porque Eduardo Cavaco, não pode Falar ?!

Estando o País em plena fase pré-eleitoral, cabe aos partidos e candidaturas independentes, terem consciência e responsabilidade. Essa postura de razoabilidade, é ponto de ordem que as pessoas exigem, nesta fase conturbada da sua vida. As dificuldades Nome: vividas são visíveis e sentidas por todos e os Valter Amorim exemplos devem ser dados. Quando tanta Idade: gente sente a crise de 39 anos forma penosa, falar a verdade não entrando em demagogias ou Partido: promessas inócuas, CDS-PP é promover o respeito pela crise de cada um e ser-se sério. Hoje em dia é vital ser sério, as pessoas estão cansadas de candidatos e candidaturas que julgam que podem comprar o futuro dos cidadãos com bandeiras surreais e sem fundo de verdade, pois todos compreendem que sem dinheiro não é possível desenvolver projectos irrealizáveis e sem fundos. No entanto, fica a dúvida se certas candidaturas/candidatos percebem o momento em que se encontra o País, basta ver os conteúdos lavrados nos seus manifestos ou ouvir o que pretendem desenvolver, ou ainda estar atento a toda a ostentação e visíveis gastos na campanha, e somos levados a considerar que se encontram alheados da realidade nacional e que as pessoas vivem, ou eventualmente continuem a julgar que os cidadãos ainda se encontrem no século passado ou que não estejam mais atentos e informados sobre tais comportamentos. Estas pouco inteligentes posturas grassam a ignorância de quem devia estar mais desperto e sensível á dificuldade dos outros, julgando que hoje ainda se pode destratar quem elege, como se isso fosse de somenos importância. As contas são fáceis de fazer, bastando consultar o tribunal de contas para entender o que deve ou pode ser gasto, e observar o que já se encontra á vista de todos nas ruas do nosso município, para entender que algo está a falhar. Para nós, no CDS-PP da Feira, julgamos fundamental dar exemplo de respeito pelas pessoas, gastando pouco mas com inteligência, promovendo um discurso e um projecto plausível e realizável, respeitando que hoje não basta palavras mas acima de tudo actos. É nosso objectivo discutir ideias, elevar o discurso fazendo uma campanha positiva, procurando o envolvimento e participação de todos. Temos a consciência que o futuro não se faz apenas por alguns, mas com todos e acima de tudo para todos. É nossa pretensão falar com as pessoas, já o estamos a fazer, de freguesia em freguesia, rua a rua, lugar a lugar, casa a casa. Só assim as pessoas perceberam o que nos propomos, podendo intervir e dar o seu contributo, pois as ideias tais como as necessidades são das pessoas sendo para elas que se devem centrar as preocupações dos candidatos. Percebemos que nem todas as candidaturas queiram falar com as pessoas, seja por nada terem a dizer ou pelo receio de o fazer, pois nem sempre o que se diz ou faz é feito de verdade. A concluir não posso deixar de fazer um apelo sincero a todos os feirenses, votem. A cidadania é assumir a responsabilidade de não deixar para os outros o que a nós compete, é perceber que o nosso futuro e dos nossos, só a nós diz respeito e apenas criticar ou nada fazer é demitir-se dessa responsabilidade. Que todos compreendam a sua importância, procurem informar-se e perceber os vários projectos, discutam as ideias e conteúdos, estando atentos ao que é real e penalizando a demagogia. Estas eleições de 29 de Setembro, são o futuro próximo e é fundamental agir e não permitir que a carruagem passe e nada fazer para a agarrar. Votem e agarrem o vosso futuro, votem e busquem a realização das vossas necessidades. Quanto a nós, tudo faremos para merecer a confiança dos feirenses, e os que em nós acreditarem e todos ou outros, podem ter a firme certeza que tudo tentaremos para defender um futuro melhor para todos. Para os Feirenses e por Santa Maria da Feira,

O jornal “Correio da Feira” organizou um debate com os cabeças de lista das forças concorrentes à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, que teve Nome: lugar na Licinio Loureiro Biblioteca MuniciIdade: pal. Tratou-se do 28 anos único em que par- Profissão: ticipou o Engenheiro do Ambiente candidato do PS E d u a r d o Partido: C a v a c o , PSD tendo ficado bem clara a razão que levou o partido a impor condições para participar. O PS tem razões, e muitas, para manter escondido o seu candidato. Foi a própria concelhia do PS quem, do nada, impôs as condições de participação do seu candidato em debates. Melhor, num debate. E as premissas tornadas públicas sob forma de comunicado encaixaram todas – todas, mesmo – no programa que o “Correio da Feira” haveria de divulgar. A essas, juntaramse outras que, por capricho, interessaram à candidatura de Eduardo Cavaco – sendo o debate num espaço público, as entradas seriam concedidas, em igual número às candidaturas, não sendo permitido gravar ou fotografar o evento. Moral da história: nem uma alma que tenha assistido ao debate estaria por esclarecer, pelo que de esclarecedora a iniciativa não teria nada. Mesmo que cada um dos presentes já tivesse definido o seu sentido de voto, parece-me evidente que todos saíram da Biblioteca com a certeza reforçada de que o PS tinha razões de sobra para manter escondido o seu candidato. A estratégia já era conhecida e apontada pelos mais esclarecidos desde há muito, não se conhecendo, de viva voz, uma ideia, um projecto, uma proposta, do senhor Eduardo Cavaco. O que se sabe é o que se vai lendo, escrito pela estrutura da campanha. A mesma estrutura que passou ao papel aquilo que o seu candidato haveria de dizer no debate, acentuando, de forma dramática, a falta de capacidade que o senhor Eduardo cavaco Sentiu para desenvencilhar-se daquele momento. A falta de preparação haveria de resultar num debate lastimável para Eduardo Cavaco. Com os temas antecipadamente divulgados, a estrutura da campanha preparou a intervenção sobre cada um deles, sendo que tudo o que fugiu dessa linha resultou num descarrilamento assustadoramente preocupante do senhor Eduardo Cavaco. Não respondeu, não contradisse, não se defendeu. Foi, realmente, pena, que os feirenses não tivessem tido acesso ao debate, como é pena que o senhor Eduardo Cavaco não tenha aceite o desafio de debater com os seus adversários, declinando o convite da Rádio Clube da Feira. Aí sim, os feirenses poderiam aferir a capacidade de cada um e, em função disso, decidir em consciência. O que Eduardo Cavaco tem para oferecer aos Feirenses é nada, pois nada sabe sobre o concelho, não tem propostas nem ideias.

Na análise à forma como está a decorrer a Campanha para as eleições autárquicas, não há como negar algumas evidências que marcam positivamente a vida do Partido do Socialista da Feira 1 – UNIDADE: Ao contrário da ideia que alguns – fora do PS – querem fazer passar, a unidade do PS no concelho da Feira é inquestionável. Basta ver a forte mobilização protagonizada Nome: em cada freguesia pelos nossos candidatos às Juntas de Freguesia, que Henrique Ferreira têm congregado a força e a vontade de muita gente que, em muitos casos, Idade: nem pertencem ao Partido. É um sinal 63 anos claro da pujança do PS, mas, e também, de que a unidade à volta das diversas candidaturas, para além de se tratar de Profissão: um facto marcante na história recente Empresário do Partido, define a dinâmica do PS nas freguesias. Partido: 2 – SINAIS: Outro sinal de significado indiscutível, é o forte empenhamento PS do Partido Socialista na nossa candidatura, quer a nível distrital, quer a nível nacional. Trata-se de uma mobilização nunca vista, em que para além da presença assídua do Presidente da Federação de Aveiro do Partido Socialista – cujo incentivo tem sido uma constante – tem contado também com o envolvimento pessoal e institucional do próprio Secretário-Geral, António José Seguro, que já por três vezes veio a Santa Maria da Feira demonstrar o seu apoio às nossas candidaturas, e em especial à da Câmara Municipal da Feira, protagonizada por Eduardo Cavaco. Em qualquer dos casos, é notório a importância que o PS reconhece ao nosso concelho, a nível distrital e nacional. 3 – DEBATE: Apesar da forma transparente como Eduardo Cavaco tem vindo a actuar desde o início, algumas vozes menos sérias têm procurado distorcer as razões da atitude do nosso Candidato à Câmara da Feira, no que respeita à participação em debates. Sem conseguirem encontrar melhores argumentos que a calúnia e até o insulto, os nossos adversários continuam a dar mostras de não perceber a diferença entre “intimação” e “convite” para debater. Até hoje, a Candidatura de Eduardo Cavaco RECEBEU UM ÚNICO CONVITE – que aceitou - para debater com os outros candidatos. Chegou ainda uma comunicação / convocatória / intimação, impondo uma data (inviável para Eduardo Cavaco) para um outro debate, sem que tivesse havido a delicadeza de, PREVIAMENTE, perguntar-lhe se a data agendada unilateralmente era exequível. E o pior é que o facto de, alegadamente todos os outros candidatos já terem aceitado, deixa pouca margem de interpretação: a) Foi previamente acertado com eles, o que não foi com Eduardo Cavaco; b) No caso do candidato do PSD, trata-se apenas de tirar partido do controlo que a Câmara e o PSD local têm exercido ao longo dos anos sobre a Comunicação Social local; no caso dos outros candidatos, trata-se de continuar a aceitar que terceiros decidam sobre a sua disponibilidade, sem lhes perguntar a opinião. Ora para Eduardo Cavaco, nenhuma das situações é admissível por contrariar, no mínimo, a regra do respeito mútuo; e, em extremo, porque um futuro responsável pelos destinos de uma comunidade, não pode aceitar submeterse a caprichos pessoais de quem quer que seja, à prática de arrogâncias, ou à marcação da sua agenda pessoal ou profissional, por terceiros. É uma questão de auto-respeito, que não parece ao alcance de quem aceita arbitrariedades de forma submissa, em nome de tempo de antena. 4 – “O” DEBATE: O Debate de quarta-feira passada em que participaram todos os candidatos à Câmara da Feira, mostrou dois exemplos antagónicos: a) O comportamento exemplar do público, que a pedido da organização não se manifestou, respeitando os candidatos e o debate; b) O comportamento do candidato do PSD, que perante a evidência de testemunhos documentais de irregularidades praticadas na Câmara, não se coibiu de recorrer ao insulto. O que é mais estranho, é que tamanha falta de educação tenha vindo da parte de quem, dias antes, tinha dito numa entrevista que é importante serse doutor para se ser candidato à câmara… 5 – O PORMENOR: Para quem não tenha ainda percebido a posição de Eduardo Cavaco no que respeita a alguma comunicação social, aqui fica mais um exemplo: Em entrevista ao Rádio Clube da Feira, o candidato do CDS afirmou com ironia que “o candidato do PSD faz MAIS PROMESSAS que os outros todos juntos”. Dias depois, na entrevista no mesmo RCF ao candidato do PSD, o entrevistador reinventou a questão assim: “os outros candidatos dizem que você faz MAIS PROPOSTAS do que os outros todos juntos”. É lamentável, mas é verdade e espelha bem a promiscuidade que combatemos.


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Entrevista // Amadeu Albergaria, candidato do PSD à Assembleia Municipal de Santa Maria da Feira

“Quero uma Assembleia Municipal que seja rica na sua pluralidade e diversidade de opiniões”

Amadeu Albergaria acredita que a sua experiência política o pode ajudar a presidir ao órgão, mas lembra que os protagonistas devem ser os membros da Assembleia Municipal e não o presidente. O candidato pretende uma maior participação da população no órgão. Rui Almeida Santos

rui.santos@correiodafeira.pt

Como candidato do partido que esteve sempre à frente dos destinos da Assembleia Municipal, o que pode trazer de novo ao órgão? Quero uma Assembleia que seja rica na sua pluralidade e diversidade de opiniões, onde todos

possam expor aquilo que são as suas ideias, debater com toda a sinceridade. Uma Assembleia que seja exigente nas competências que lhes estão atribuídas, em particular no escrutínio da acção da Câmara Municipal. E, por fim, uma Assembleia que esteja comprometida em promover a participação dos cidadãos, no dia-a-dia, no concelho de Santa Maria da Feira. Procurarei a adesão de todos aqueles que vierem a fazer parte deste órgão, que é plural. Como é possível tornar a Assembleia Municipal mais apelativa à população? A Assembleia Municipal tem uma função e competências específicas. Penso, no entanto, que é importante, cada vez mais, os partidos políticos poderem promover a participação dos cidadãos, bem como os órgãos onde estão representados esses partidos e as candidaturas independentes

chamarem ao processo de decisão todas as pessoas. Dessa forma, as decisões tendem a ser mais acertadas e a gerar mais consenso. Podemos ter um papel activo, aderindo, por exemplo, a todos os projectos para a cidadania que os nossos agrupamentos escolares fazem. É fundamental, desde a mais tenra idade, que os nossos jovens tenham projectos de educação para a cidadania, e nisso sejam acompanhados pela Câmara e pela Assembleia Municipal. Por exemplo, o Concelho da Feira desenvolve, há alguns anos, a Assembleia de Crianças. É um projecto que já foi referenciado como boa prática pela rede internacional de cidades educadoras, e que pretende suscitar os mais novos para as questões da sua terra, do seu Concelho, para o funcionamento dos órgão municipais, para a fiscalização das Juntas, Assembleias de Freguesia e da Câmara Municipal. Pretende funcionar um pouco à imagem da Assembleia Municipal, que pode ter uma participação ainda mais empenhada neste projecto, como também estar totalmente disponível para participar, não só o presidente mas todos seus representantes. Também se pode afinar a relação que existe entre a própria Assembleia Municipal e cada uma das Assembleias de Freguesia. São órgãos que tendemos, no dia-a-dia, no conjunto do Concelho, a não olhar com a devida atenção. É também importante, e pode ser simbólico, a organização de determinados eventos por parte da Assembleia Municipal, como por exemplo aperfeiçoar as comemorações do 25 de Abril. O órgão também tem funções de representação junto da população e das suas instituições, e é importante que ele esteja junto das instituições quando elas organizam as suas actividades, podendo mesmo dar apoio institucional a iniciativas da sociedade civil, caso os partidos, no seu conjunto, assim o entendam. Tudo isto são formas de aproximar a população do funcionamento da Assembleia Municipal. Depois existem os mecanismos mais habituais e que podemos aperfeiçoar, como a publicitação das Assembleias Municipais. Isso ajuda à divulgação do órgão mas querermos aproximar as pessoas da participação exige mais. Ainda assim, isto carece de uma discussão e adesão de todos o que vierem a fazer parte da Assembleia Municipal, porque é necessário, sobre estas matérias, podermos ter um consenso largo. Pretende implementar alterações ao funcionamento da Assembleia Municipal? Esse é um debate que é sempre feito nos primeiros dias de tra-

balho da Assembleia Municipal e deve ser feito, em primeira linha, por todos os que têm assento nela, sendo que o regimento está balizado pela lei referente às Assembleias Municipais. O órgão pode tornar-se ainda mais representativo? Ele é representativo por excelência. Do ponto de vista legal, não se vai tornar mais representativo. A experiência na Assembleia Municipal de Santa Maria da Feira nem é de bipolarização. Desde partidos mais à direita a partidos mais à esquerda, passando também pela participação de alguns presidentes de Junta que são independentes, tem toda a representação de todo o espectro político e partidário português. O órgão pode é tornar-se mais presente junto das pessoas.

Que opinião tem sobre a realização de referendos? Entendo que deve ser utilizado em matérias muito concretas e que haja, desde logo, um consenso sobre o próprio referendo, entre as forças partidárias e os cidadãos independentes. A experiência portuguesa não é ainda grande, muito menos ao nível do referendo local, e a participação tem ficado um pouco aquém daquilo que seria expectável. Se vencer esta eleição vai dar seguimento a uma linhagem de lideranças sucessivas do órgão por parte do PSD. A sua liderança será numa linha de continuidade? Temos como presidente actual da Assembleia Municipal o Prof. Dr. Cardoso da Costa, que é uma figura ímpar do Direito português, muitíssimo respeitada nessa área. Foi presidente do Tribunal Constitucional durante vários anos e prestigiou todas as instituições por onde passou. Penso que é um feirense de que todos nós nos orgulhamos. Não tenho dúvidas que todos os partidos que trabalharam junto dele se revêm na sua postura. Portanto, desse ponto de vista, não vejo que haja mudanças a fazer. Também temos que ter em conta que a função do presidente da Assembleia Municipal não é executiva. A sua actuação está, à partida, delimitada por aquilo que são as suas competências, pelo seu regimento e por uma linha de deixar que sejam os partidos, e quem está representado na Assembleia Municipal, a terem o protagonismo no órgão, e não o presidente. É o candidato mais jovem de sempre do PSD a presidir a Assembleia Municipal. Isso traz-lhe vantagens? Não traz vantagens nem desvantagens. Cada cidadão, em determinado período da sua vida, tem

que tomar uma decisão. Estou consciente da responsabilidade que o cargo exige. Estou muitíssimo motivado pelo privilégio de poder trabalhar com todas as pessoas do meu Concelho e de poder dar mais um contributo para o seu desenvolvimento. Não é uma questão de idade, mas sim de se ter consciência do cargo que se vai desempenhar. Espero fazê-lo da melhor forma, sendo certo que comecei numa Assembleia de Freguesia, conheço bem a Câmara Municipal, porque fui vereador, e conheço bem o funcionamento da casa da Democracia, a Assembleia da República. Todo este percurso ajudar-me-á as funções às quais me candidato.

Caso vença, como irá gerir a sua vida política entre Santa Maria da Feira e Lisboa? Não é novidade que muitos dos deputados assumem funções em Assembleias Municipais. Há deputados que assumem, inclusivamente, funções de presidentes de Junta. Sabemos que a Assembleia Municipal tem as suas datas de reuniões definidas ao longo do ano. Portanto, não haverá aqui nenhum tipo de dificuldades. Aliás, as pessoas já se habituaram a ver-me trabalhar em Lisboa e a estar sempre nos momentos essenciais do concelho de Santa Maria da Feira. O facto de ser deputado na Assembleia da República pode trazer vantagens para si? A vantagem que traz é o conhecimento que levamos. A Assembleia da República, como a Assembleia Municipal, é ter um espírito de abertura, de contraditório, de saber ouvir a opinião e a crítica dos outros, rebater com a nossa argumentação, e possibilitar que tudo isto seja plural e que toda a gente tenha direito à sua opinião, porque no fim de toda a discussão as decisões que serão tomadas serão aquelas que defendem melhor os interesses da população. Este espírito profundamente democrático existe na Assembleia da República, tem existido na Assembleia Municipal e penso que continuará a existir. A candidatura à Assembleia Municipal serve de preparação para outro tipo de cargos no futuro? O que está aqui em causa é uma candidatura à Assembleia Municipal, um apoio à candidatura de Emídio Sousa a presidente da Câmara Municipal e a cada um dos nossos candidatos às Assembleias de Freguesia. É nisto que estou empenhado. Estamos numas eleições, não estamos a pensar noutras, nem noutro tipo de funções.


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Correio da Feira 16.SET.2013

Prevenção do Risco Cardiovascular Sabe qual é o seu? Sabe como prevenir? As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. No entanto, é possível prevenir a sua ocorrência controlando os principais factores de risco. O que é o risco cardiovascular de uma pessoa? O risco cardiovascular é a probabilidade de desencadear uma complicação cardíaca ou vascular. Existem dois tipos de factores de risco cardiovascular: os não modificáveis e os modificáveis. Os não modificáveis são a idade avançada, o género (masculino ou feminino) e a história familiar. Entre os principais factores de risco modificáveis temos: a pressão arterial, o nível de colesterol, o nível de glucose e eventual risco de diabetes, o tabagismo, o sedentarismo e a obesidade ou excesso de peso.

Como prevenir ou controlar estes factores de risco? Pressão arterial não controlada Para um coração saudável é desejável manter uma pressão arterial inferior a 140/90 mmHg. Se for diabético, a sua pressão arterial deve ser inferior a 130/80 mmHg (os valores variam consoante a idade). Se a sua pressão arterial for superior a estes valores deverá diminuir a ingestão de sal e procurar um médico pois poderá precisar de medicação para a sua pressão arterial voltar para valores normais. Mede a sua Pressão Arterial regularmente? A nossa equipa de ENFERMAGEM pode avaliá-lo!

Colesterol elevado Valores de colesterol superiores a 200 mg/dl aumentam o risco de doença cardiovascular. O valor máximo de colesterol deve ser 175 mg/dl, sendo que, para diabéticos, estes valores não devem ultrapassar os 150 mg/dl. Faça uma alimentação com poucas gorduras para manter o seu colesterol nos limites saudáveis e vigie o seu valor de colesterol regularmente. Sabe os seus valores de colesterol e os seus triglicerídeos?

Sabe o valor da sua glicémia? Nós podemos ajudá-lo!

para reduzir o seu peso ou manter um peso saudável.

Diabetes Se é diabético deverá controlar regularmente os valores da glicemia (“açúcar no sangue”) para os manter bem controlados. Uma vez que a diabetes é já um grande factor de risco cardiovascular, o diabético deve controlar ainda melhor os restantes factores de risco cardiovascular. Prevenção do Risco Cardiovascular Tabagismo

Pelo seu coração diga NÃO ao tabaco! A força de vontade é o seu maior aliado, mas nem sempre chega… Fumar tabaco aumenta não só o risco de doença cardiovascular, bem como o risco de cancro, de doença pulmonar, entre outras. Se fuma, procure deixar de fumar. A nossa equipa médica pode ajudá-lo!

Álcool em Excesso Reduza o seu consumo de álcool! O ideal é apenas um copo de vinho tinto maduro

por dia à refeição

Sedentarismo Seja fisicamente activo! A prática de actividade física regular ajuda a manter-se saudável, a controlar o peso, previne ou atrasa o aparecimento de diabetes, reduz a pressão arterial e portanto, reduz o risco cardiovascular. Deverá praticar pelo menos 30 minutos de exercício moderado diário ou 60 minutos três vezes por semana. Pelo menos três sessões semanais de 45-60 minutos de actividade: andar, aeróbica, correr ou nadar. O importante é mesmo PRATICAR! NOTA: o exercício físico deve ser praticado de acordo com as necessidades e respeitando as capacidades e resistências de cada pessoa, pelo que

as actuais normas médicas internacionais recomendam a prescrição médica personalizada de exercício físico.

Obesidade ou excesso de peso O Excesso de peso e obesidade sobrecarregam o coração, aumentam a pressão arterial e aumentam o risco de desenvolver diabetes e doença cardiovascular. O Índice de massa corporal (IMC) ideal é superior a 18,5 kg/m2 e inferior a 25,00 kg/ m2 (peso/altura2). Procure comer menos alimentos ricos em gorduras e reduzir a quantidade de calorias diárias, bem como aumentar a prática de actividade física contribui

A Walk’in Clinics tem à sua disposição uma equipa multidisciplinar de médicos, enfermeiros, nutricionistas, podologistas e médicos dentistas disponíveis para o ajudar sempre que precisar, todos os dias da semana, das 10h às 22h.

Oferta de avaliação de risco cardiovascular! Entre os dias 26 de Setembro e 6 de Outubro, a Walk’in Clinics realizará nas suas 4 clínicas um rastreio gratuito de Avaliação de Risco Cardiovascular. - Avaliação da Tensão Arterial - Frequência Cardíaca - Avaliação de glicémia capilar - Avaliação de colesterol e triglicerídeos Aproveite esta oportunidade e faça-nos uma visita!


Correio da Feira

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Concelho // Objectivo é mostrar a importância do património

Visitas gratuitas aos museus e ao Castro de Romariz

O Município de Santa Maria da Feira volta a associar-se às Jornadas Europeias do Património, promovendo acções nos seus equipamentos culturais. Deste modo, de sexta-feira a domingo, os cidadãos poderão visitar alguns museus e o Castro de Romariz gratuitamente. No Museu do Papel, em Paços de Brandão, para além da exposição que se encontra patente, denomi-

nada “Cidade e Arquitectura – Património Arquitectónico no século XX: 1910 – 1974”, serão realizadas visitas guiadas gratuitas às instalações daquele espaço. No Museu Convento dos Lóios, haverá visitas orientadas ao núcleo e oficina pedagógica “Memórias Cerâmicas”, destinadas ao público infanto-juvenil e escolar do 1.º e 2.º ciclos, assim como ao Castro de Romariz. As Jornadas Europeias do

Património são uma iniciativa anual do Conselho da Europa e da União Europeia que envolve cerca de 50 países e visa sensibilizar os cidadãos para a importância da protecção do património. Em Portugal, a DirecçãoGeral do Património Cultural, entidade responsável pela coordenação do evento, propõe para este ano o tema “Património/Lugares”, abordando a dimensão humana do património.

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Santa Maria da Feira // Várias actuações no Largo Dr. Gaspar Moreira

Noite Ponto P volta à cidade A Noite Ponto P regressa para a sua quinta edição. Aos 12 bares que já se tinham associado a edições anteriores (Cafetaria, Zona Histórica, Villacaffé, Arcada, Porta 13, Rua Direita, Tenalha, Dom Petisco, Sem Nexus, Taberna 66, Escadas para o Céu, Transat) juntam-se o Sideways, Lusitano, Copacabana Palace e Kings&Queens. Os estabelecimentos contribuirão para mais uma mostra de talentos e disseminação da mensagem que as equipas de voluntários do Ponto P veiculam. Durante a noite, os frequentadores destes 16 bares da zona histórica poderão degustar de diferentes cocktails não alcoólicos e, ainda, juntarem-se no Largo Dr. Gaspar Moreira para assistirem às bandas de garagem inscritas nesta iniciativa. Com vista a incentivar a participação dos jovens do Concelho e a promover o Ponto P e os seus objectivos, os frequentadores da zona histórica

terão ainda a oportunidade de assistir às actuações das bandas Empty Box, Paulo Rodrigues (Beat Box), Diogo Dias, Massiver, com encerramento a cargo dos the LOYD (na foto). O Ponto P é uma iniciativa concelhia de intervenção em contextos recreativos e de lazer nocturnos, que conta com o apoio do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT). Visa divulgar o trabalho desenvolvido pelos diferentes intervenientes e os seus serviços; esclarecer dúvidas sobre sexualidade, doenças sexualmente transmissíveis, contracepção e substâncias

DR

psicoactivas; e sensibilizar para a prevenção e redução de comportamentos de risco associados ao consumo de substâncias e na área da sexualidade. O evento é representado pelo Núcleo Prevenir (Câmara Municipal de Santa Maria da Feira), Equipa de Rua In Loco (Associação Pelo Prazer de Viver), Associação de Alcoólicos Recuperados de Santa Maria da Feira e Gabinete de Atendimento à Saúde Juvenil (ACES Entre Douro e Vouga). A quinta edição da Noite Ponto P realiza-se no próximo sábado, entre as 22h30 e as 2h.


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Lourosa e S. J. Ver perdem fora de casa

Feirense vence dérbi com a Sanjoanense

Fim-de-semana de muitas apresentações

Lusitanistas foram derrotados em Anadia e os sanjoanenses perderam em Bustelo.

Juniores A fogaceiros bateram a “vizinha” de S. João da Madeira e continuam no topo da Série B.

Confira os artistas que compõem os plantéis das equipas concelhias para a época 2013/2014.

Futebol

Futebol Jovem

Futebol e Futsal

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Liberty vence Volta à Galiza por equipas

Ricardo Gomes é vice-campeão nacional

Equipa de S. João de Ver tornouse na primeira a consegui-lo apenas com ciclistas Sub-23.

Atleta, residente em Santa Maria da Feira, esteve em bom plano no Campeonato Nacional.

Ciclismo

2.ª Liga // Golo do avançado dá a primeira vitória da época no campeonato

Porcellis já rende vitórias para o Feirense

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Lourosa visita o Farense

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Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa) Feirense: Marco, André Santos, Ícaro, Tonel, Túlio, Sténio, Tiago Jogo (Cris, 73), Zé Pedro, Jorge Gonçalves, Chapinha (Hélder Rodrigues, 79), Porcellis (Ricardo Barros, 61) T: Pedro Miguel Sp. Braga B: Tiago Sá, Thales, Hugo Basto, Gonçalo, Diogo Coelho, Djibril, Patrão, Leandro (Olivan, 63), Welthon (Kappel, 63), Piqueti (Osuchukwu, 46), Diogo Ribeiro T: José Alberto Costa Amarelos: Tiago Jogo (25), Ricardo Barros (90+1)

Golo: Porcellis (37)

Rui Almeida Santos

rui.santos@correiodafeira.pt

Porcellis já rende no Feirense. Na estreia a titular com a camisola fogaceira, o ponta-de-lança brasileiro apontou o golo do primeiro triunfo dos azuis na presente edição da 2.ª Liga, e logo contra a equipa B do “patrão” Sp. Braga. A história da estreia a ganhar dos fogaceiros no campeonato começou a ser desenhada na cabeça do técnico Pedro Miguel, que lançou no onze inicial o central Ícaro e o pontade-lança Porcellis, para além do lateral direito André Santos, devido a castigo de Barge. O primeiro deu maior consistência ao sector defensivo dos azuis, enquanto o goleador fez a diferença na frente. O Feirense entrou muito bem no encontro, encostando o Sp. Braga B à sua área. Muito pressionante, o conjunto da casa dominou o pri-

meiro tempo mas demorou a acertar a pontaria. Chapinha, num remate acrobático, e Tonel, na sequência de um lance confuso, ficaram perto do golo, que haveria de chegar aos 37 minutos, apontado por Porcellis. Ao intervalo, José Alberto Costa, técnico dos bracarenses, lançou o nigeriano Osuchukwu, que deu outro ritmo ao miolo arsenalista. A turma forasteira, que na primeira metade foi uma nulidade no ataque, tomou de assalto o meio-campo fogaceiro, que se mostrava ansioso de mais para conseguir surpreender no contra-ataque. Porém, o domínio territorial bracarense não originou grande perigo para a baliza de Marco. Situações reais de golos só no último quartode-hora, mas Diogo Ribeiro não foi eficaz. Na próxima ronda, que apenas se disputa a 28 de Setembro, o Feirense recebe o Sp. Covilhã.

“Já merecíamos esta vitória há muito. Na segunda parte, controlamos mais. Sentimos algumas dificuldades, mas o Sp. Braga B não nos criou grandes problemas”

Porcellis deu poder de fogo ao ataque fogaceiro, enquanto Ícaro realizou uma estreia segura no eixo defensivo dos azuis, ao lado de Tonel

“Na primeira parte, em termos de posse e agressividade, fomos inferiores. Na segunda inverteu-se a situação. O empate seria mais justo”

Pedro Miguel Treinador do Feirense

José Alberto Costa Treinador do Sp. Braga B

Resultados - 6.ª Jornada Beira-Mar 0 1 Portimonense F. C. Porto B 0 0 Moreirense Oliveirense 3 2 Tondela Feirense 1 0 Sp. Braga B União da Madeira 0 1 Marítimo B Atlético CP 1 0 Desportivo Aves Trofense 0 0 Penafiel Farense 1 1 Acad. Viseu Sporting B 2 1 Santa Clara Chaves 0 2 Sp. Covilhã Benfica B 5 1 Leixões Classificação J V E D F - C P Moreirense 7 4 2 1 14 - 4 14 F. C. Porto B 6 4 2 0 7 - 3 14 Leixões 7 4 1 2 11 - 7 13 Sp. Covilhã 6 4 0 2 9 - 4 12 Penafiel 6 3 3 0 5 - 1 12 Tondela 7 4 0 3 12 - 11 12 Chaves 7 4 0 3 8 - 13 12 Atlético CP 6 3 2 1 6 - 7 11 Portimonense 6 3 1 2 9 - 5 10 Benfica B 6 2 3 1 13 - 7 9 Sp. Braga B 6 3 0 3 7 - 7 9 Sporting B 6 3 0 3 6 - 8 9 Marítimo B 6 2 2 2 4 - 4 8 União Madeira 6 2 1 3 5 - 6 7 Santa Clara 6 2 1 3 5 - 5 7 Oliveirense 6 2 1 3 5 - 8 7 Feirense 7 1 3 3 3 - 8 6 Desp. Aves 6 1 2 3 2 - 5 5 Acad. Viseu 7 1 2 4 5 - 9 Trofense 7 0 4 3 3 - 6 Beira-Mar 6 0 3 3 6 - 10 Farense 7 0 3 4 2 - 9 Próxima Jornada - 18 de Setembro Moreirense - Farense, 2-1 Leixões - Trofense, 1-0 Académico de Viseu - Chaves, 1-2 Tondela - Feirense, 2-0 Portimonense - Sporting B Santa Clara - Atlético CP Desportivo das Aves - Benfica B Sp. Covilhã - União da Madeira Penafiel - Beira-Mar Sp. Braga - Oliveirense Marítimo B - F. C. Porto B

O sorteio da segunda eliminatória da Taça de Portugal trouxe sortes distintas ao trio concelhio que se mantém em prova. A equipa menos afortunada foi, por ventura, o Lusitânia de Lourosa, que tem uma deslocação complicada a Faro, para defrontar do Farense, da 2.ª Liga. Quanto ao Feirense, que se estreia na competição na segunda ronda, recebe o Sousense, equipa que disputa a Série C do Campeonato Nacional de Seniores e que é orientada por Filipe Cândido que, como atleta, passou pelo Lusitânia de Lourosa entre 2008 e 2010. Quanto ao S. João de Ver, depois de ter afastado o Ferreiras, volta a receber uma formação algarvia, desta feita o Lusitano de Vila Real de Santo António. Os encontros disputam-se no dia 22 de Setembro.

Paços de Brandão

LIGA 2 CABOVISÃO

Primeira parte de bom nível do Feirense recompensada com o belo golo do ponta-de-lança. Sp. Braga B cresceu na segunda metade mas o domínio territorial não originou grande perigo para Marco.

pág. 30

Taça de Portugal

Estádio Marcolino Castro

vs

Paraciclismo

5 4 3 3

Orçamento aprovado

Na passada sexta-feira, a Assembleia Geral do Paços de Brandão ficou marcada pela presença de poucos sócios, foram 25, dos quais 21 fazem parte dos órgãos sociais. As contas da época de 2012/2013 e o orçamento para a época de 2013/2014 foram aprovados. Realce para a receita extraordinária vinda do FC Porto pela formação de Sérgio Oliveira, que originou num abate directo no empréstimo bancário, que se vai reflectir nas contas de 2013/2014. O valor actual em dívida na banca é ainda de 75 mil euros e, se tudo correr como esperado, em Fevereiro de 2016 a última prestação será paga. A responsabilidade deste pagamento será sempre de todos os elementos que fazem parte da Direcção e dos avalistas, em último recurso. Após reunião de Direcção, ficou decidido que nesta época, os jogos em casa serão aos sábados à tarde (15h).

Duas equipas de juniores A

Como surgiram mais de 30 atletas juniores, o departamento da coordenação, em sintonia com a Direcção, decidiu inscrever duas equipas de juniores, para todos poderem jogar.


Correio da Feira

16.SET.2013

Campeonato Nacional de Seniores // Em Anadia

Lourosa sofre primeiro desaire Lusitanistas sofreram os primeiros golos e cederam os primeiros pontos da temporada na Série D. Jonathan foi expulso nos descontos. Num jogo quente, sobretudo na recta final, e equilibrado, o Lusitânia de Lourosa sofreu os primeiros golos e cedeu os primeiros pontos da temporada, em Anadia, onde perdeu por 2-1. A primeira parte do desafio foi disputada muito a meio-campo, sendo que as melhores oportunidades pertenceram ao conjunto orientado por Joaquim Martelinho. Ainda assim, seria o Anadia o primeiro a marcar, aos 13 minutos, por intermédio de Luís Barreto. Os lusitanistas continuaram a dispor das melhores oportunidades e acabaram por chegar ao empate em cima do intervalo, através de um autogolo de Carlos Castro. Poder-se-ia pensar que o golo serviria de tónico para o Lusitânia de Lourosa na segunda metade mas tal não sucedeu. O Anadia entrou melhor e tomou conta do desafio, obrigando os auri-negros a recuar e a fazer do contra-ataque a sua principal arma. O empate subsistiu até à entrada dos últimos 10 minutos, altura em que surgiu a grande penalidade,

favorável ao conjunto da casa, que decidiu o encontro. Na execução, Branco bateu Rui Pedro e recolocou o Anadia na frente do marcador, condição que conseguiu segurar até final. Em tempo de compensação, que teve muito pouco futebol, Eder e Jonathan acabaram por ser expulsos. Na próxima jornada, o Lusitânia de Lourosa regressa a casa para defrontar o Estarreja, que se estreou a vencer ontem, diante do Cesarense.

Primeira pedra da Academia Forte Paixão O lançamento da primeira pedra da Academia Forte Paixão, projecto idealizado pelo Lusitânia de Lourosa, acontecerá na próxima sexta-feira, a partir das 18h30, no Parque da Cidade de Lourosa, local onde será edificada a obra. De recordar que, numa primeira fase, será construído um campo com piso sintético, balneários e iluminação. A fase inicial da Academia Forte Paixão está orçamentada em cerca de 500 mil euros.

Mun. Engº Sílvio Henriques Cerveira

ANADIA LOUROSA

2 1

Árbitro: Henrique Paula (Santarém) Anadia: Manuel Gama, João Nogueira, Branco, Makukula, Craveiro, Eder, Marito (Iafai, 64), Carlos Castro (Alex, 83), Zé Miguel (Miguel Ramos, 76), Luís Barreto, Hugo Amado T: Luís Simões

Lourosa: Rui Pedro, Sanguedo, António, Vítor Fonseca, Ivo Oliveira, Nelson (Jonathan, 76), Hugo Silva, Batista, Bino (Moisés, 56), Lima (Inverno, 66) Mauro T: Martelinho

Amarelos: Sanguedo (78) e Miguel Ramos (89) Vermelhos: Eder (90+3) e Jonathan (90+3) Golos: Luís Barreto (13), Carlos Castro (pb 45+1) e Branco (gp 79)

CAMPEONATO NACIONAL SENIORES - Série D

Resultados - 3.ª Jornada Bustelo 1 0 S. João de Ver Lusitano FCV 2 2 AD Grijó Estarreja 3 1 Cesarense Anadia 2 1 Lusit. Lourosa Sp. Espinho 1 1 Cinfães Classificação J V E D F - C P L. Lourosa 3 2 0 1 3 - 2 6 Anadia 3 2 0 1 7 - 7 6 Lusitano FCV 3 1 2 0 9 - 7 5 S. J. de Ver 3 1 1 1 7 - 6 4 Cinfães 3 1 1 1 3 - 2 4 AD Grijó 3 1 1 1 7 - 6 4 Bustelo 3 1 1 1 3 - 4 4 Cesarense 3 1 0 2 5 - 7 3 Estarreja 3 1 0 2 5 - 7 3 Sp. Espinho 3 0 2 1 2 - 3 2 Próxima Jornada - 28 de Setembro São João de Ver - Sp. Espinho, 15h AD Grijó - Bustelo Cesarense - Lusitano FCV Lusitânia de Lourosa - Estarreja, 15h Cinfães - Anadia

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Sanjoanenses estiveram uns furos abaixo do habitual

Golo de Luís dita primeira derrota do S. João de Ver no campeonato Um golo de Luís, a fechar a primeira parte, bastou para o Bustelo levar de vencida do S. João de Ver, impondo a primeira derrota do conjunto sanjoanense no campeonato. O tento da turma da casa chegou no fim de uma primeira parte sem grandes motivos de interesse. De tal forma que apenas nos últimos cinco minutos houve lances de real perigo junto das duas balizas. Aos 40 minutos, Júlio, solto na pequena área, cabeceou ao lado, desperdiçando uma ocasião flagrante para inaugurar o marcador. Não marcou o S. João de Ver, fê-lo o Bustelo, mesmo em cima do intervalo. Na sequência de um pontapé de canto, Luís bateu Saul. Ao intervalo, Francisco Baptista lançou Quim Pedro e Xavi, duas opções de ataque que empurraram a equipa para zonas mais perto da baliza de Janita. Porém, e apesar de até ter criado algumas oportunidades, a reacção sanjoanense foi estéril, sem grande chama, o que permitiu ao Bustelo segurar a vantagem até ao apito final do árbitro da partida. Na próxima jornada, o S. João de Ver recebe o Sp. Espinho, a única equipa que ainda não conseguiu vencer na Série D do Campeonato Nacional de Seniores. O encontro disputa-se no dia 29 de Setembro.

Estádio Quinta do Côvo

BUSTELO S. JOÃO DE VER

1 0

Árbitro: Gonçalo Nunes (Coimbra) Bustelo: Janita, Azevedo, Luís, Almeida (Zé Pedro, 58), Rafa, Airton (Marcelo, 89), Diego, Paivinha, Tiago, Muge (Dani, 60) Renato T: Miguel Oliveira

S. João de Ver: Saul, Cancela, João Correia (Xavi, 46), Ruben Gomes, Fredy (Rui Lopes, 64), Américo, Júlio, Vítor Hugo (Quim Pedro, 46), Vítor, Rui Silva, Xavier T: Francisco Baptista

Amarelos: João Correia (20), Almeida (42), Muge (54), Tiago (67), Américo (81), Xavier (86), Janita (87), Júlio (88) Golo: Luís (45)

Golo da vitória do Bustelo surge poucos minutos depois de Júlio ter desperdiçado uma ocasião flagrante para abrir o marcador


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Correio da Feira 16.SET.2013

Soutense // Objectivo definido pelo técnico Borges

Mosteirô FC // Técnico, José Julião, relega a Taça para segundo plano

Manutenção em época difícil

Objectivo para a temporada 2013/2014 passa por realizar um campeonato melhor do que o anterior

António Santos

Com nove reforços confirmados até ao momento, o plantel do Mosteirô FC vai procurar “honrar a camisola e fazer um bom campeonato”. Rui Almeida Santos rui.santos@correiodafeira.pt

Treinador do Soutense espera época difícil, devido à qualidade dos adversários, mas acredita na obtenção dos objectivos. Taça Distrito de Aveiro é encarada com ambição. Rui Almeida Santos rui.santos@correiodafeira.pt

Com o objectivo da manutenção perfeitamente definido, o Soutense arranca para a nova época ciente das dificuldades que vai atravessar mas confiante num desfecho feliz. O plantel, todo ele escolhido pelo técnico, Borges, dá confiança ao timoneiro do conjunto de S. Miguel de Souto, que olha para a Taça Distrito de Aveiro com um misto de saudosismo e ambição. Depois de uma temporada marcada pela festa rija da subida ao principal escalão de Aveiro, o Soutense prepara-se para mudar o chip. Em 2013/2014, os objectivos são outros, mais comedidos, em virtude das dificuldades que a equipa vai enfrentar ao longo da temporada. “As nossas expectativas passam por garantirmos a manutenção o mais rapidamente possível. Queremos fazer o maior número de pontos possível para o conseguir” - explica Borges, que se mantém no cargo de treinador depois do brilharete alcançado na época passada. O jovem técnico recorda que o Soutense, “esta época, vai competir com outro tipo de equipas, mais competitivas”. Borges refere mesmo que, em relação às últimas edições, “este vai ser o campeonato mais difícil”. “Todas as equipas nos vão criar dificuldades. Estão todas bem apetrechadas” - conclui o treinador. Para contrariar o poderio dos adversários, o Soutense reforçou-se com dez caras novas. Para a baliza chegou Higuita (ex-Canedo), enquanto Churra

(ex-Milheiroense), Nakata e Picas (ambos ex-juniores do Feirense) reforçam o sector defensivo. Para o meio-campo chegam Rogério (ex-Carregosense), Ruben (ex-Mosteirô FC) e Rui Silva (exCucujães), e o ataque foi reforçado com as chegadas de Ricardo Bastos (ex-Arrifanense(futsal)), Mota (ex-Milheiroense) e Jorginho (ex-Canedo). Mantêm-se desde a temporada passada Cristiano, Tiago, Sérgio Cadete, Tiago Sousa, João Anges, Guiça, Pedro Gomes, Nuno, Mauro, Huguito, Folha, Zé Tó, Yann, Roma, Dani e Alex. O técnico do Soutense garante que “todo o plantel” foi escolhido por si e dá-lhe garantias para a obtenção do objectivo da manutenção na 1.ª Divisão aveirense.

Chegar longe na Taça

Importante para Borges é também a Taça Distrito de Aveiro. Como jogador, o agora treinador já atingiu as meias-finais, “contra o Bustelo, que acabou por ganhar a Taça”. Agora, Borges define como objectivo “chegar o mais longe possível”, sem esconder que seria “bonito chegar, pelo menos, às meias-finais”.

O plantel do Mosteirô FC apresentou-se aos seus adeptos, na tarde de ontem, com uma vitória frente aos juniores A do S. João de Ver, por 1-0. Rama, aos 35 minutos, apontou o único golo da partida. Para o técnico, José Julião, os objectivos da equipa passam por “fazer um campeonato da 2.ª Divisão melhor do que no ano passado”. “Vamos pensar jogo a jogo” - refere o treinador, que revela que o que lhe foi pedido pelos responsáveis do clube foi “honrar a camisola e fazer um bom campeonato”. Relegada para segundo plano fica a Taça Distrito de Aveiro, que será utilizada para, sobretudo, “dar oportunidade aos atletas menos utilizados”, segundo refere José Julião. O plantel conta com 21 atletas, entre os quais os reforços Guima,

Rama, Peixinho (todos ex-Caldas S. Jorge), Marcelo (ex-Ovarense), Fábio Ferreira e Hélder (ex-Avanca), Machado (ex-júnior do Feirense),

“O plantel tem uma mescla de jogadores com experiência e muitos miúdos” refere o treinador do Mosteirô FC, José Julião

Gabi (ex-Mansores) e Alemão (exBustelo). A estes juntam-se Xavi, Diogo, Pedro Barros, Diogo Santos, Neca, Rui, Tiago, Jorge, Jorge “Feira Nova”, Leitinho, Bruno Silva e Arménio. “O plantel tem uma mescla de jogadores com experiência e muitos miúdos” - comenta José Julião, que confirma que alguns atletas ainda estão a ser observados pela equipa técnica, que é composta por Nuno (adjunto), Simão (massagista) e José (reponsável pelos equipamentos). Marco Oliveira e Vítor Oliveira são os directores desportivos.

Romariz // Carlos Fonseca, presidente e treinador do clube, define objectivos

Fazer uma época tranquila é a meta do clube no ano de regresso à 2.ª Divisão Carlos Fonseca diz que o clube tem que ser realista na forma como aborta da nova época mas se “uma missão maior” surgir não a vai enjeitar.

Vitória na apresentação

Rui Almeida Santos

Ontem, o Soutense disputou o jogo de apresentação aos sócios e adeptos. O convidado foi o S. Vicente Pereira, que acabou derrotado, por 3-1. O reforço Rui Silva foi a grande figura do encontro, ao bisar, tendo o também reforço Jorginho apontado o restante tento da formação de S. Miguel de Souto. A equipa da casa esteve a vencer 2-0, permitiu que o S. Vicente Pereira reduzisse ainda dentro da primeira metade, mas acabou por fechar as contas da partida com mais um tento na etapa complementar. O técnico do Soutense, Borges, aproveitou o jogo para utilizar todos os atletas do plantel.

De regresso às competições oficiais, o Romariz pretende fazer um campeonato tranquilo, sem com isso enjeitar a possibilidade de encarar “uma missão maior”, caso ela entretanto surja, segundo explicou o treinador e presidente, Carlos Fonseca. “Vamos dar um passo de cada vez” - começa por explicar o técnico, que recorda que “o plantel é muito jovem e tem alguns atletas que já não competem há alguns anos”. Como tal, o objectivo principal do clube passa por “ficar a meio da tabela” da 2.ª Divisão Distrital de Aveiro. Ainda assim, Carlos Fonseca ressalva que “as coisas até podem correr melhor do que o esperado e chegar uma missão maior”, mas o jovem treinador sublinha que,

rui.santos@correiodafeira.pt

neste momento, é necessário, sobretudo, realismo na forma de o clube abordar a temporada que se avizinha. O plantel, esse, está pratica-

Plantel do Romariz está praticamente fechado mas o técnico, Carlos Fonseca, admite que gostava de receber mais um ponta-de-lança

mente fechado, ainda que possa chegar mais um ponta-de-lança. Bruninho, Bruno, Micas, Renato, Vidinha, Samuel Cardoso, José Carlos, Rafa, Hélder, Gabi, Nuno, Rui Fonseca, Pedro, Diogo, Palhinhas, Marcelo, Hugo, Jardas, Pedro Magalhães, Jorge Magalhães, Fábio, Filipe, Paulo, Micael e André são os nomes confirmados para 2013/2014. No passado sábado, o Romariz apresentou-se aos seus adeptos com a realização do Troféu Álvaro Moreira. O adversário foi o Milheiroense, da 1.ª Divisão Distrital de Aveiro, que venceu por 3-0.


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Correio da Feira

16.SET.2013

Juniores A // Feirense bateu a Sanjoanense

Qualidade e sacrifício valem vitória no dérbi

Comp. Desp. Feirense

FEIRENSE SANJOANENSE Árbitra: Ana Amorim

2 1

Feirense: Nuno, José Martins (Mica, 46), Joca, Pedro Santos, Renato, João Santos, João Pereira (Guilherme, 82), Sandro, Emanuel, Yorn (Ricardo Oliveira, 89), Yeheven T: Nuno Santos Sanjoanense: Zé Carlos, João (Miguéis, 36), Daniel, Nuno, Bruno, Pedro (Neves, 57), Tavares (Leo, 68), Ruben, Santos, Leandro, Filipe T: Miguel Ângelo

Fogaceiros estiveram por cima até aos 75 minutos, quando Emanuel foi expulso. Sanjoanense carregou na recta final mas os azuis ainda atiraram ao ferro. O Feirense continua imparável no topo da Série B da 2.ª Divisão Nacional. No dérbi aveirense diante da “vizinha” Sanjoanense, os fogaceiros venceram por 2-1, num jogo emotivo e bem disputado. O técnico dos azuis, Nuno Santos, manteve o onze que havia derrotado o Boavista (1-0) e viu a equipa entrar muito bem no jogo, situação confirmada com golo madrugador de Yorn. O domínio do Feirense manteve-se nos minutos seguintes, com a Sanjoa-

nense a tentar criar perigo apenas em contra-ataque, mas sem grande sucesso. Porém, num lance muito protestado pelos fogaceiros, os visitantes beneficiaram de uma grande penalidade, convertida em golo por Tavares. Os azuis não acusaram o tento sofrido, continuaram por cima no jogo e conseguiram retomar a condição de vantagem no início da segunda parte, através de Yeheven.

Expulsão complicou

O jogo parecia controlado pelos fogaceiros mas, após a expulsão de Emanuel (75 minutos), a Sanjoanense carregou no ataque, obrigando o Feirense a sofrer para segurar a magra vantagem até final. Ainda assim, a melhor chance até foi dos azuis, que remataram ao ferro aos 82 minutos.

Amarelos: Bruno (48), João Santos (51), Emanuel (51 e 75), Leandro (52), Neves (73), Leo (90+5) Vermelhos: Emanuel (75), Santos (90+2) Golos: Yorn (7), Tavares (gp 27), Yeheven (49)

NACIONAL DE JUNIORES II DIVISÃO - Série B

Resultados - 3.ª Jornada Boavista 2 1 Salgueiros Penafiel 3 4 Mesão Frio Sp. Espinho 1 0 Padroense Torre Moncorvo 1 4 Canidelo Feirense 2 1 AD Sanjoanense Classificação J V E D F - C P Feirense 3 3 0 0 5 - 2 9 Mesão Frio 3 2 1 0 7 - 4 7 Boavista 3 2 0 1 6 - 2 6 Canidelo 3 2 0 1 9 - 6 6 Salgueiros 3 1 1 1 6 - 6 4 Sanjoanense 3 1 0 2 6 - 6 3 Padroense 3 1 0 2 3 - 3 3 Sp. Espinho 3 1 0 2 4 - 6 3 Penafiel 3 0 1 2 5 - 10 1 T. Moncorvo 3 0 1 2 1 - 7 1 Próxima Jornada - 21 de Setembro Sangueiros - Feirense, 17h Mesão Frio - Boavista Padroense - Penafiel Canidelo - Sp. Espinho AD Sanjoanense - Torre de Moncorvo

Juniores C // Fogaceiros lideram, em igualdade com o Gondomar

Francisco e Daniel carimbam a terceira vitória azul na Série C Num jogo vivo e bem disputado de parte a parte, o Feirense conquistou a terceira vitória consecutiva no campeonato, na casa do Avanca, por 2-0. Os azuis chegaram à vantagem aos 21 minutos, por Francisco, mas o golo podia ter surgido poucos instantes antes, visto que Daniel permitiu a defesa de Alexandre na execução de uma grande penalidade. À passagem da meia-hora, Daniel redimiuse do penálti desperdiçado e ampliou para 2-0. Apesar da desvantagem, o Avanca deu sempre boa conta de si e só por manifesto azar não reduziu, já que enviou duas bolas aos ferros da baliza de Ricardo. Por seu turno, o Feirense também desperdiçou algumas boas ocasiões para chegar à goleada.

Parque Desp. do Avanca

AVANCA FEIRENSE

Árbitro: Leandro Costa

0 2

Avanca: Alexandre, André, João, Renato (Tomás, 60), Rui, Pedro, Carlos, Miguel (Castro, 36), Daniel, Martim (Gregório, 36), Gabriel T: Rui Miguel Feirense: Ricardo, Vítor, Joel, Leandro, Jorge (Padinha, 36), João Carvalho (Portal, 36), Francisco, Afonso (Vasco, 36), Daniel (Caetano, 55), Magalhães, Gonçalo (Rubenm 50) T: Pedro Alves

Amarelos: Ruben (70+2) Golos: Francisco (21), Daniel (30)

NACIONAL DE INICIADOS - Série C Resultados - 3.ª Jornada O Crasto 1 1 AD Sanjoanense Gondomar 2 1 Taboeira Acad. Viseu 2 1 Repesenses Lusitano FCV 0 3 Oliveirense Avanca 0 2 Feirense Classificação J V E D F - C P Gondomar 3 3 0 0 10 - 1 9 Feirense 3 3 0 0 6 - 1 9 Oliveirense 3 2 0 1 5 - 2 6 Taboeira 3 2 0 1 4 - 3 6 Sanjoanense 3 1 1 1 5 - 2 4 Avanca 3 1 0 2 6 - 5 3 Repesenses 3 1 0 2 5 - 6 3 Acad. Viseu 3 1 0 2 3 - 7 3 O Crasto 3 0 1 2 2 - 13 1 Lusitano FCV 3 0 0 3 1 - 7 0 Próxima Jornada - 22 de Setembro AD Sanjoanense - Avanca Taboeira - O Crasto Repesenses - Gondomar Oliveirense - Académico de Viseu Feirense - Lusitano FCV

Juniores B // Duelo intenso com o Varzim foi decidido perto do fim

Golo de Marcelo devolve Feirense ao trilho das vitórias O Feirense respondeu bem à primeira derrota no campeonato, em Vila do Conde, e bateu os vizinhos dos vila-condenses, o Varzim, por 2-1. Henrique e Marcelo foram os obreiros do triunfo fogaceiro, que deixa os pupilos de Tiago Oliveira na terceira posição da Série B. Os azuis não podiam ter pedido uma entrada melhor na partida. Logo aos seis minutos, Henrique concretizou uma bela jogada de ataque da equipa da casa. Pouco depois, Marcelo isolou-se mas viu o guardião David negar-lhe o 2-0 com uma intervenção de grande nível. A partir daqui, o Varzim reequilibrou a partida e mostrou argumentos para discutir o resultado. Ainda assim, o 1-0 manteve-se inalterado até ao intervalo, altura em que o técnico dos poveiros, Francisco Torcato, lançou João Marques no jogo. A aposta não poderia ter sido mais feliz, já que, aos 60 minutos, o avançado igualou as contas do resultado. O tento surgiu poucos minutos depois de Marcelo

ter desperdiçado mais uma oportunidade totalmente isolado, sendo que David tem todo o mérito na forma como impediu o golo do ponta-de-lança fogaceiro. Após o empate poveiro, o Feirense assumiu o controlo do jogo, carregou no ataque em busca do golo Comp. Desp. Feirense

FEIRENSE VARZIM

Árbitro: Soraia Campos

2 1

Feirense: Leo, Dani, Alex, Antunes, Bifes, Leandro, Henrique, Igor, Marcelo (João, 77), Luís (Manuel, 74), Edu (Leandro, 65) T: Tiago Oliveira Varzim: David, Rafael, Francisco, Paulo, Milhazes, João (José, 55), Alexandre (João Marques, 40), Cardoso, Rui, Daniel, Quintas (Edgar, 75) T: Francisco Torcato

Amarelos: Paulo (9), Alexandre (25), Milhazes (28), Igor (70), Manuel (78), Bifes (79), Alex (80) Golos: Henrique (6), João Marques (60), Marcelo (72)

da vitória e acabou por ser feliz. Aos 72 minutos, Marcelo conseguiu (finalmente) ultrapassar a resistência de David e carimbou o triunfo para os azuis. Na próxima jornada, o Feirense visita o reduto do Padroense, que na última ronda travou o líder Rio Ave.

NACIONAL DE JUVENIS - Série B

Resultados - 5.ª Jornada Rio Ave 0 0 Padroense Leixões 1 3 Boavista F. C. Porto 4 0 Penafiel AD Sanjoanense 2 1 Gondomar Feirense 2 1 Varzim Classificação J V E D F - C P F. C. Porto 5 4 0 1 18 - 3 12 Rio Ave 5 3 2 0 8 - 3 11 Feirense 5 3 1 1 8 - 4 10 Boavista 5 2 2 1 9 - 11 8 Varzim 5 2 1 2 7 - 6 7 Padroense 5 2 1 2 7 - 7 7 Gondomar 5 1 1 3 8 - 11 4 Sanjoanense 5 1 1 3 5 - 11 4 Penafiel 5 1 1 3 3 - 10 4 Leixões 5 0 2 3 4 - 11 2 Próxima Jornada - 22 de Setembro Padroense - Feirense, 11h Boavista - Rio Ave Penafiel - Leixões Gondomar - F. C. Porto Varzim - AD Sanjoanense Publicidade


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Correio da Feira 16.SET.2013

2.ª Divisão Distrital

Juv. Canedo apresenta-se no dia 28

Futsal Nacional // Sublinha Luís Alves, treinador do Lamas Futsal

“Objectivo só pode passar pela subida de divisão”

Opinião

Dotar pavilhões para a prática do futsal

A Juventude de Fiães, da 1.ª Divisão Distrital de Aveiro, é a equipa convidada para a festa. A Juventude de Canedo, que vai militar na 2.ª Divisão Distrital de Aveiro na próxima temporada, vai apresentar-se aos seus adeptos no próximo dia 28 de Setembro. O convidado para a festa do emblema canedense é a Juventude de Fiães, do principal escalão de Aveiro. Antes, no dia 21, o clube organiza um Torneio Quadrangular, que contará com a participação de Leões Valboenses, JACA e Gondomar. Entretanto, a equipa continua a preparar a nova época. Na última semana, o plantel viu chegar mais um reforço, o experiente Sílvio Sousa. O ala deixou o Bom Pastor, da 1.ª Divisão de Honra do Porto, para se juntar à equipa de Canedo. De referir que o atleta já actuou na 1.ª Divisão Nacional, ao serviço do Alpendorada. Sílvio Sousa junta-se a Zé Fernando (ex-Paraíso da Foz), Tiago Sampaio (ex-Desp. Boavista), Roger (ex-Cave Futsal), Amílar (ex-Feirense), Quim Pereira (exMiramar Clube de Valadares), Ricardo Soares, Pedro Conceição, Márcio, Nuno Kassumov, Bernardo Soares, André Soares e Tiago Quelhas na lista de atletas confirmados, na Juventude de Canedo, para a próxima temporada. Quanto à equipa técnica, será liderada por Celso Henriques, que tem como adjuntos António Teixeira e Belmiro Teixeira. Entretanto, o plantel canedense vem cumprindo alguns encontros de preparação. No primeiro deles, a Juventude de Canedo derrotou, por 6-3, a Juventude Mouro. Os golos do triunfo foram apontados por Sílvio (3), Quim Pereira (2) e André Sousa.

Rufino Ferreira

Plantel lamacense apresentou-se aos seus adeptos, na tarde de ontem, com uma vitória, por 3-1, diante da Académica de Leça. Num campeonato com as características que a próxima edição da 3.ª Divisão Nacional vai ter, o objectivo do Lamas Futsal “só pode passar pela subida”. É com este espírito de Luís Alves, treinador do Lamas Futsal, encara a nova época. O plantel apresentou-se na tarde de ontem, com um triunfo diante da Académica de Leça, por 3-1. Ao intervalo, os lamacenses já venciam por 3-0, com golos de Vítor Amorim, João Paulo e Pedro Sousa. A vitória de ontem

Vitória em Torneio Triangular

O Lamas Futsal conquistou, no passado fim-de-semana de 7 e 8 de Setembro, o Torneio Triangular do Centro Social S. João, em Coimbra. Os lamacenses bateram a equipa da casa, nos penáltis, e o Nelas, por 2-1.

Priscos para a Taça de Portugal

Na primeira eliminatória da Taça de Portugal, o Lamas Futsal desloca-se ao reduto do Priscos, equipa natural de Braga e que integra a Série A da 3.ª Divisão Nacional. A partida disputa-se no próximo dia 26 de Outubro.

surge apenas um dia depois de os lamacenses terem batido, fora de portas, o JACA, por 2-1, com tentos de Vítor Amorim e Pedro Sousa. Luís Alves refere que o “planeamento da época foi feito para a equipa começar o campeonato preparada”. “Temos trabalhado mais os aspectos defensivos e vamos começar a dar mais importância aos ofensivos a partir daqui. Até por isso temos tido resultados algo escassos” - explica o treinador lamacense.

Quatro caras novas

Noutro contexto, o plantel do Lamas Futsal viu entrar, nas últimas semanas, Pedro Sousa (ex-Boavista), Vítor Amorim (exJunqueira), Wilson (ex-Miramar) e João Santos (ex-Arsenal Parada), sendo que ainda existe uma vaga por preencher.

Futsal // Derrotou o Feirense na final, por 9-5

Futsal // Com Feirense, Lamas Futsal e CRECOR

Feirense foi segundo classificado, logo seguido por ACR Vale de Cambra e ISPAB Futsal.

Arranque do projecto das camadas jovens fica adiado para a próxima temporada.

Unidos Pinheirense vence Quadrangular do ISPAB Torneio Vive o Feirense Futsal no fim-de-semana

O Unidos Pinheirense, da 2.ª Divisão Nacional, foi o vencedor do Torneio Vive o Feirense, disputado no passado fim-de-semana, no Pavilhão da Lavandeira, em Santa Maria da Feira. Na final derrotou o Feirense, por 9-5. Os tentos fogaceiros foram apontados por Pirata, Banana, Russo (2) e Claudinei. Na terceira posição terminou o ACR Vale de Cambra, que derrotou, no

jogo de atribuição do 3.º e 4.º lugares, o ISPAB Futsal, por 7-1. Noutro contexto, Hugo Lima, guardião contratado esta época ao ISPAB Futsal, acertou a sua saída do Feirense. Para o seu lugar chegou Nuno Couto, que na época passada defendeu as cores do Lamas Futsal. Nando Lara, que foi dado como reforço dos azuis, vai, afinal, prosseguir a carreira no Beira-Mar. O Feirense continua à espera de uma decisão oficial para saber se terá que cumprir o castigo de um jogo à porta fechada, aplicado pela AFA, já esta época. Se tal acontecer, terá que arranjar uma “casa” para a recepção ao Nelas.

O ISPAB Futsal organiza, no próximo fim-de-semana, um Torneio Quadrangular, que contará com a presença dos “nacionais” Feirense, Lamas Futsal e CRECOR, para além da equipa anfitriã. As meias-finais da competição estão marcadas para o próximo sábado, e colocam frente-a-frente Feirense e CRECOR (20h), e ISPAB Futsal e Lamas Futsal (21h). Para o dia

seguinte estão marcados o jogo de atribuição do 3.º e 4.º lugar (16h) e a final (18h). Noutro contexto, a equipa técnica dos brandoenses será liderada por Pedro Ribeiro, antigo adjunto de Paulo Lima, que saiu para o Modicus. A seu lado, o timoneiro dos estudantes terá Márcio Sá e Télé. O ISPAB Futsal decidiu adiar, por uma temporada, o arranque do projecto das camadas jovens. O clube pretende manter a parceria com a Escola de Futsal Lusitos, de Nogueira da Regedoura, e vai começar a trabalhar, já esta época, para lançar, em 2014/2015, dois escalões de formação.

Uma das questões que impossibilitam o crescimento do futsal juvenil no nosso concelho prende-se com a falta de horas disponíveis em pavilhões para a prática da modalidade. Com as novas regras de acesso às provas nacionais, os clubes vêemse obrigados a criar escalões de formação, esbarrando essa pretensão na ausência de espaços disponíveis. Uma das soluções poderia passar pela disponibilização dos pavilhões das várias escolas do Concelho. Porém, aí esbarramos noutro problema: a maioria desses pavilhões não possuem as medidas oficiais exigidas para a homologação dos espaços. Defendo, por conseguinte, uma ligação entre Ministério da Educação, entidade proprietária dos espaços, a Secretaria de Estado do Desporto e a própria Autarquia, para que, aquando da construção ou remodelação de pavilhões inseridos em espaço escolar, estes já poderem ser potenciados para a prática do desporto escolar e federado. Pela negativa temos como exemplo flagrante as EB 2/3 de Canedo e Santa Maria da Feira. É atroz a exiguidade dos seus pavilhões. O melhor exemplo no nosso distrito ao nível de visão e planeamento desportivo encontra-se em Albergaria. O seu Concelho tem cinco pavilhões municipais e igual número de clubes de futsal. Na outra extrema, e com uma tremenda falta de visão, temos o município de Aveiro, que não possui nenhum pavilhão municipal. Outra das soluções que defendo seria a requalificação dos vários ringues em cimento que proliferam pelo nosso Concelho, dotando-os de arrelvamento sintético, tornando assim esses espaços aprazíveis, permitindo que esses espaços, vetados ao abandono, ganhassem nova vida e fossem rentabilizados. A gestão do desporto é por conseguinte, uma das áreas académicas que deverá ganhar realce junto do decisor político. Existindo aquele que vê o Desporto como um mero custo, aquele que o vê como um investimento, até ao que nada vê. Porém, relembro que quem não tem tempo para pensar na Saúde, terá no futuro, obrigatoriamente, que arranjar tempo para a doença. Santa Maria da Feira tem um hospital exemplar, mas prefiro não arriscar e gostaria que apostassem mais na prevenção da doença. Mais desporto, mais Saúde


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Futsal // Treinador, António Teixeira, diz que tem um plantel mais forte esta época

Futsal Feminino // Define o técnico António Queirós

Juv. Fiães deseja fazer melhor em todas as frentes

“Todas as competições em que o Gião está inserido são objectivos”

Clube não se assume como candidato à subida aos Nacionais mas não abdicará dessa luta caso a oportunidade surja. Taça de Aveiro é objectivo e a Taça de Portugal um marco histórico. Rui Almeida Santos rui.santos@correiodafeira.pt

Com o objectivo de melhorar o 6.º lugar da época passada e sem se assumir como candidato à subida aos Nacionais, a Juventude de Fiães espera, em 2013/2014, “fazer melhor do que na época transacta, seja no campeonato ou na Taça Distrital”, segundo explica António Teixeira, técnico do conjunto fianense. Para além das provas distritais, o clube participa, pela primeira vez, na Taça de Portugal, uma experiência que está a ser encarada com alguma expectativa. Após uma temporada em que, “claramente, ficámos aquém das expectativas por tudo aquilo que conseguimos produzir durante a pré-época e em alguns jogos a doer”, António Teixeira ambiciona mais para a nova época. “Um lugar entre os primeiros classificados será o desejado” - define o treinador, que, ainda assim, não assume a candidatura ao título: “Somos uma equipa candidata aos lugares cimeiros da classificação mas daí a assumirmos uma candidatura, não”. A única certeza para 2013/2014 é que a Juventude de Fiães entrará em “todos os jogos respeitando o adversário mas com o claro objectivo de alcançar os 3 pontos”. “Logicamente, se chegarmos ao último terço do campeonato

com possibilidades de alcançar a subida, não abdicaremos da luta pela mesma” - conclui o técnico fianense. Quanto à Taça Distrito de Aveiro, depois de duas finais consecutivas perdidas, “uma nova presença na Final e a conquista da mesma é o objectivo”. Para além das provas distritais, a Juventude de Fiães prepara a estreia na Taça de Portugal. Na primeira eliminatória, o conjunto concelhio recebe o Prodeco Covões (26 de Outubro), da 3.ª Divisão Nacional. António Teixeira fala num “marco importante na história da Associação” e define como objectivo “ultrapassar o máximo de eliminatórias possível”. Para atacar as três frentes, a Juventude de Fiães não só manteve as principais figuras da época passada como também se refor-

çou com nomes importantes em Aveiro, como Paulo Russo (ex-AC S. João de Ver), Carlos Filipe (exLamas Futsal), Nelson (ex-FCC Lourosa) e Bife (ex-Invicta Futsal). A estes juntam-se Tono, Fábio, Artur, Bubu, Neto, Maric, Moisés e Bacalhau. Mix, Bruno Santos e o guardião Ruben foram promovidos dos juniores. “Conseguimos manter os jogadores que pretendíamos e foi nosso objectivo reforçar um plantel, já de qualidade, com jogadores que acrescentassem mais qualidade e, ao mesmo tempo, experiência. Era notória essa necessidade já que a falta da mesma foi um factor determinante no desfecho de muitos jogos durante a época transacta. Temos, garantidamente, um plantel mais forte do que na época passada” - comenta o técnico da Juventude de Fiães.

Piso do Pavilhão da Escola EB 2,3 da Corga-Gião preocupa A apresentação de todos os escalões da Juventude de Fiães decorreu no passado sábado, no Pavilhão da Escola EB 2,3 da Corga-Gião. Saltaram desde logo à vista os problemas que o piso apresenta. Em algumas zonas, o mesmo está colado com fita adesiva para impedir que levante. Apesar disso, a festa decorreu de forma tranquila, com vários jogos durante a tarde. A equipa sénior fechou a maratona de encontros com um triunfo, por 3-1, frente ao Ar-

Plantel gionense apresentou-se, na noite do passado sábado, com uma vitória sobre a Casa do Porto de Oliveira do Douro. 5-2 foi o resultado final do encontro. Rui Almeida Santos rui.santos@correiodafeira.pt

O Gião encara a nova época com bastante optimismo. António Queirós, que volta a orientar a equipa, pretende “melhorar a prestação obtida na época anterior”, na qual o emblema gionense terminou o campeonato na 6.ª posição. Para 2013/2014, “com Veiros e Novasemente a disputarem o Campeonato Nacional, a extinção do Vilamaiorense e o reforço do plantel, julgo serem legítimas as aspirações em lutar pela Taça Nacional”, explica o treinador gionense. Com sete reforços confirmados, o Gião “é uma equipa praticamente nova” mas, “com trabalho e empenho de todos, tem margem para evoluir e tornar-se mais forte do que aquilo que foi na época passada”, refere António Queirós, que admite ter como objectivo, “a médio prazo”,

chegar ao Campeonato Nacional. Contudo, para isso, é necessário apostar na formação, “uma prioridade no futsal para o futuro”, e na sustentabilidade do projecto para, “não dar um passo maior que a perna e, no ano a seguir, cair e acabar com a modalidade”. António Queirós sublinha que “todas as competições em que o Gião está inserido são objectivos”. Para dar corpo a tal ambição foi construído um plantel composto por Ana Santos, Sónia Capela, Liliana Alves, Patrícia Almeida, Marisa Magalhães, Marlene Pais, Erica Monteiro, Joana Madanços, Corina Rabaça, Sérgia Queirós, Carina Santos, Carina Fonseca e Jeniffer Ferreira. Ainda podem chegar mais dois reforços.

Projecto levou-o a ficar

António Queirós volta a orientar o Gião depois de, no final da época passada, ter pedido a demissão, por não estarem “reunidas as condições” para o clube “lutar por outros objectivos”. Porém, após uma conversa posterior com o responsável pela secção, Fernando Almeida, o cenário alterou-se: “Não se tratou de mudar de opinião mas, sim, iniciar um novo ciclo com melhores condições competitivas, que era o que ambicionava para dar continuidade à minha carreira”.

Futebol Feminino // Na tarde do próximo domingo

Fiães apresenta equipas no Kartódromo de Espinho Apresentação inicia-se às 17h30 e contará com a presença da madrinha da equipa, Sandra Sá. rifanense, da 2.ª Divisão Distrital de Aveiro. Antes, o iniciados haviam derrotado o Mangualde por 5-3; os juvenis perderam com o Santa Cruz (1-0); e os juniores, campeões distritais em título, levaram de vencida a Juventude Gueifonense, por 6-2.

As equipas sénior e de Sub-19 do Fiães vão ter uma apresentação no mínimo original. Os dois plantéis vão dar-se a conhecer no... Kartódromo de Espinho. No próximo domingo, a partir das 17h30, as atletas fianenses reúnem-se para um final de tarde recheado de adrenalina e de boa disposição. O evento contará com a presença da

madrinha da equipa, a apresentadora de televisão Sandra Sá. O plantel fianense é composto por Ana Duarte, Carina, Cláudia Silva, Cristiana Amorim, Cristiana Mota, Filipa, Joana, Sónia Azevedo, Virgínia Mota, Viviana Silva, Anabela Alves, Andreia Santos, Anita Santos, Cassandra, Catia Oliveira, Cláudia Afonso, Daniela Almeida, Filomena, Gabriela Coelho, Joana Príncipe, Luciana Costa, Luana Coelho, Márcia Ferreira, Maria José, Sara Costa e Telma Martins. Diogo Coutinho vai orientar a equipa sénior, enquanto Filipe Pádua será responsável pelas Sub-19.


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Atletismo // Foi uma das maiores adesões de sempre ao evento levado a cabo pela ACRDE

Andebol

300 pessoas marcaram presença na edição 2013 da Caminhada Tiago Sá

CDC S. Paio Oleiros perde na estreia

Após a caminhada foram entregues lembranças relativas à época passada e apresentada a equipa de Atletismo para a época 2013/2014.

Na abertura do campeonato o CDC S.Paio de Oleiros recebeu um FC Porto B recheado com jovens promessas e foi derrotado por 30-26. A experiência e garra dos atletas do CDC, durante a primeira parte, manteve o jogo equilibrado. O empate a 14 golos ilustrava cabalmente o que se tinha passado na primeira parte. No início da segunda metade ,os atletas do CDC não conseguiram manter os mesmos níveis de concretização, aproveitando o FC Porto para se distanciar no marcador em 8 golos. Os atletas do CDC, apesar de já não lhe restarem muitas forças, ainda encetaram uma recuperação que pecou apenas por ser tardia.

O Atletismo da ACRDE organizou, ontem, a Caminhada Tiago Sá onde, para além das várias novidades, como os rastreios, o aquecimento e relaxamento, incluiu a apresentação da equipa de atletismo para a época 2013/2014 (na foto em baixo). A edição 2013 do evento teve uma das maiores adesões de caminheiros de todos os anos, chegando às 300 pessoas, contando com todo o pessoal da Direcção e atletas. Este ano, a organização conseguiu reforçar o lanche e as águas, devido ao calor que se fez sentir e à dimensão do percurso, de cerca de 8 quilómetros, com muitas subidas e descidas, mas que foi do agrado de todas as pessoas que estiveram na iniciativa, prometendo que para o ano lá estarão de novo. Também estiveram presentes várias individualidades na caminhada e, consequentemente, na entrega de distinções aos atletas que mais se

Como novidade na edição 2013, foram realizados rastreios, bem como aquecimento e relaxamantos às três centenas de participantes

Atletismo

Luís Miguel (CAL) em bom plano destacaram na época passada. A convite da ACRDE estiveram presentes Cristina Tenreiro, vereadora da Câmara Municipal da Feira, Quintino Mota, da Junta de Freguesia de Escapães, Mara Célia, do Grupo de Dança de Sanfins, Miguel Resende, do Folclore da ACRDE, Ricardo Silva, do GEDE ACRDE, Domingos Gomes, também da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, José Luís Oliveira, ex-Director do Atletismo ACRDE, e Rui Sousa, da Cruz Vermelha Portuguesa Unidade de Socorro de Sanguedo. Também da ACRDE estiveram presentes o presidente, Paulo Sá, Alda Pinho e o tesoureiro, Álvaro Leite.

A Associação Desportiva da Costa Nova realizou, no passado dia 8 de Setembro, a 4.ª Corrida da Ria – Aveiro, na distância de 7 quilómetros (variável em função do escalão), em plena Baixa-Mar entre a ponte da Barra e o cais dos pescadores “Bruxa” Gafanha da Encarnação (Ílhavo). Prova com um grau de dificuldade média, tendo em conta o piso em que a mesma decorreu. O CAL – Clube Atletismo de Lamas fez-se representar nesta prova pelo atleta Luís Miguel, que ao seu estilo percorreu os 7 quilómetros com o tempo de 35:56m, tendo alcançado a 28.º na classificação geral e o 20.º lugar no seu escalão.

Paraciclismo // Paraciclista feirense brilha na categoria de BTT

Ciclismo // Frederico Oliveira venceu geral da Juventude

Ricardo Gomes sagra-se vice-campeão nacional de Maratonas em Oliv. Bairro

Liberty vence por equipas na Volta à Galiza

Atleta feirense, que compete na categoria D (Deficiência Auditiva), somou mais uma medalha no seu palmarés. Ricardo Gomes sagrou-se vicecampeão nacional de Maratonas (BTT), em Paraciclismo, na Vila da Palhaça, em Oliveira do Bairro. “Arranquei e posicionei-me no grupo da frente. Dominámos até ao quilómetro 20 com alguns ataques, mas a partir daí a prova foi decidida quando caí para a terceira posição e o meu adversário conseguiu escapar com um ataque” - conta o atleta feirense, que ainda conseguiu recuperar uma posição até final. “Fiquei orgulhoso por me sagrar vi-

ce-campeão nacional. É mais uma medalha a juntar no meu palmarés” - sublinha Ricardo Gomes. Até ao final da época, faltam disputar duas Taças de Portugal,

DR

em Barcelos (22 de Setembro) e Santarém (19 de Outubro); e também, a última Taça Regional do Minho, que será a Maratona BTT do Gerês.

Equipa de S. João de Ver fez história, ao tornar-se na primeira a vencer a geral colectiva só com atletas Sub-23. Espanha voltou a consagrar o Sport Ciclismo de S. João de Ver, sob a liderança de Manuel Correia. Frederico Oliveira, corredor Sub-23, discutiu a vitória na Volta à Galiza até ao risco. Foi segundo na geral individual e 1.º da Juventude. O vencedor da Taça de Portugal OJogo terminou a um segundo do vencedor. Entre 17 equipas, a Liberty SegurosFeira-KTM revelou-se muito forte, tendo vencido colectivamente, unicamente com ciclistas Sub-23, algo inédito no historial da Volta à Galiza. “Estou orgulhoso pela prestação

dos meus corredores, dos meus meninos. Foram grandes, souberam sofrer e deram tudo para conseguirmos mais um grande resultado, em Espanha. O Frederico, à semelhança de toda a equipa, esteve bem e Ruben Guerreiro, na minha opinião, poderá ser o novo Rui Costa” exclama Manuel Correia, director desportivo da Liberty Seguros-Feira-KTM. No próximo domingo, o 3.º Memorial aos Ciclistas S. João de Ver vai lembrar nomes como Augusto Cardoso, Manuel Joaquim, Manuel dos Santos, Mário Sá, José Sousa Santos, Dinis Silva, Manuel Freitas, Fernando Almeida, Joaquim Pinto, Joaquim Sousa Santos, Armando Reis ou Sousa Santos. A concentração das equipas de Cicloturismo será às 9h, próximo da Junta de Freguesia. Pela tarde haverá provas para todos os escalões.


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16.SET.2013

RESULTADOS CAMADAS JOVENS

DISTRITAL DE JUNIORES I DIVISÃO - Zona Norte

Resultados - 1.ª Jornada Esmoriz 2 4 Arouca São João de Ver 2 1 Fiães Lusit. Lourosa 5 0 Paços Brandão Paivense 2 2 Sp. Espinho Feirense 3 2 Arrifanense Classificação J V E D F - C P Lourosa 1 1 0 0 5 - 0 3 Arouca 1 1 0 0 4 - 2 3 S. J. de Ver 1 1 0 0 2 - 1 3 Feirense 1 1 0 0 3 - 2 3 Paivense 1 0 1 0 2 - 2 1 Sp. Espinho 1 0 1 0 2 - 2 1 Fiães 1 0 0 1 1 - 2 0 Arrifanense 1 0 0 1 2 - 3 0 Esmoriz 1 0 0 1 2 - 4 0 P. Brandão 1 0 0 1 0 - 5 0 Próxima Jornada - 21 de Setembro Arouca - São João de Ver Arrifanense - Esmoriz Fiães - Lusitânia de Lourosa Paços de Brandão - Paivense Sp. Espinho -Feirense

DISTRITAL DE JUNIORES I DIVISÃO - Zona Sul

Resultados - 1.ª Jornada Águeda 2 0 Taboeira Furadouro 25-Set Oliveira Bairro Milheiroense 2 2 Pampilhosa Ovarense 1 5 Estarreja Cucujães 3 0 Alba Classificação J V E D F - C P Estarreja 1 1 0 0 5 - 1 3 Cucujães 1 1 0 0 3 - 0 3 Águeda 1 1 0 0 2 - 0 3 Milheiroense 1 0 1 0 2 - 2 1 Pampilhosa 1 0 1 0 2 - 2 1 Furadouro 0 0 0 0 0 - 0 0 Oliv. Bairro 0 0 0 0 0 - 0 0 Taboeira 1 0 0 1 0 - 2 0 Alba 1 0 0 1 0 - 3 0 Ovarense 1 0 0 1 1 - 5 0 Próxima Jornada - 21 de Setembro Taboeira - Furadouro Alba - Águeda Oliveira do Bairro - Milheiroense Pampilhosa - Ovarense Estarreja - Cucujães

DISTRITAL DE JUVENIS I DIVISÃO - Zona Norte

Resultados - 1.ª Jornada Milheiroense 1 5 Sp. Espinho Fiães 1 1 Paivense Lusit. Lourosa 3 1 Arrifanense Sanjoanense 2 1 Arouca Paços Brandão 0 1 Feirense Classificação J V E D F - C P Sp. Espinho 1 1 0 0 5 - 1 3 Lourosa 1 1 0 0 3 - 1 3 Sanjoanense 1 1 0 0 2 - 1 3 Feirense 1 1 0 0 1 - 0 3 Fiães 1 0 1 0 1 - 1 1 Paivense 1 0 1 0 1 - 1 1 Arouca 1 0 0 1 1 - 2 0 P. Brandão 1 0 0 1 0 - 1 0 Arrifanense 1 0 0 1 1 - 3 0 Milheiroense 1 0 0 1 1 - 5 0 Próxima Jornada - 21 e 22 de Setembro Sp. Espinho -Fiães Feirense - Milheiroense Paivense - Lusitânia de Lourosa Arrifanense - Sanjoanense Arouca - Paços de Brandão

DISTRITAL DE INICIADOS I DIVISÃO - Zona Norte

Resultados - 1.ª Jornada Paivense 1 1 Paços Brandão Fiães 2 0 Anta Lusit. Lourosa 13 0 Vilamaiorense Sp. Espinho 2 3 São João Ver Arouca 0 1 Feirense Classificação J V E D F - C P Lourosa 1 1 0 0 13 - 0 3 Fiães 1 1 0 0 2 - 0 3 S. J. de Ver 1 1 0 0 3 - 2 3 Feirense 1 1 0 0 1 - 0 3 Paivense 1 0 1 0 1 - 1 1 P. Brandão 1 0 1 0 1 - 1 1 Sp. Espinho 1 0 0 1 2 - 3 0 Arouca 1 0 0 1 0 - 1 0 Anta 1 0 0 1 0 - 2 0 Vilamaioren. 1 0 0 1 0 - 13 0 Próxima Jornada - 21 e 22 de Setembro Paços de Brandão - Fiães Feirense - Paivense Anta - Lusitânia de Lourosa - 21/09 Vilamaiorense - Sp. Espinho São João de Ver - Arouca

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