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TAXA PAGA

4520 Santa Maria da Feira

PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS

Desde 11 de Abril de 1897

Ano CXVI

Semanário

Direcção: Sandra Moreno

15 Julho 2013

Nº 5824

Mérito Municipal 1972 1997

€0,60 (iva inc.)

Ainda somos o concelho que mais sangue dá mas os números têm diminuido nos últimos anos Pág. 16

Causas poderão ser a idade avançada dos dadores ou a alteração de benefícios. Para contrariar a tendência foram abertos mais dois postos de colheita em Lourosa e Canedo

Greve

pág. 13

Enfermeiros do Hospital São Sebastião manifestaram-se por reposição salarial que ainda não foi feita

Cultura

Para participar nesta feira em Canedo é obrigatório levar guarda-sol

“Não me acredito que as pessoas vão tirar da boca para virem à Cultura”

P. 04 e 05

Paulo Joaquim Rodrigues, presidente do Círculo de Recreio, Arte e Cultura de Paços de Brandão

pág. 03

Quem organiza a feira de artesanato mensal é Inês Santos, uma jovem de apenas 17 anos

pág. 15

Viagem Medieval 2012 ganhou prémios “Melhor Evento Cultural” e “Melhor Animação/ Performance Artistica”

Terra a Terra

P. 8 a 10

Presidente da Junta de Paços de Brandão elogia freguesia pacata e “maravilhosa para se viver”

Futebol

pág. 22

Juniores B do Feirense arrancam para a nova temporada com a ambição de fazer história no clube

Futsal

Feirense aceita convite da FPF e vai disputar a 3.ª Divisão Nacional Pág. 20

Conheça as ofertas de emprego todas as semanas no Correio da Feira pág. 06


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Correio da Feira 15.JUL.2013

Religião e Política

Proibido proibir! É admitir que o peso da lei, tanto de Deus como

dos homens é uma opressão e um atentado à liberdade. Talvez a anarquia e o caos seja o melhor para a sociedade!? Pelo tempo que a Humanidade tem sobre a face deste planeta azul é por demais evidente que as leis são necessárias para o funcionamento do mundo. Sem a lei do Código da estrada, por exemplo, o trânsito de pessoas e veículos aconteceria com um

infinito número de acidentes e mortandade. Para o funcionamento do Universo é evidente que a lei de Deus é fundamental. A única pessoa que pode estar acima da lei, é Deus. Nenhum ser humano pode estar acima da lei de Deus . Tampouco deve estar acima da lei que ele próprio dita, embora saibamos que isto acontece, certamente que não é

nem justo nem correto. Pelo dito, deduzo que realmente sem lei não há ordem e menos poderá haver vida, logo o tristemente célebre slogan é uma aberração para justificar uma “liberdade sem limites” na qual moral e ética não são precisas para nada. O grande libertador de cinco nações sul americanas, Simão Bolívar disse: “Moral e luzes são as nossas primeiras necessidades”.

Para os adeptos da “liberdade sem limites” as nossas primeiras necessidades radicam no desejo e não no dever, no egoísmo, na rapinha, etc. etc. É uma liberdade para a escravidão, para a opressão, não para a realização plena do Homem como ser racional e inteligente. Carlos Assunção, Souto

Não baixar os braços

Acarinhar investidores é uma obrigação municipal

Vivemos tempos nunca vistos depois do 25 de Abril, particularmente a nível de Desemprego. Os efeitos sociais deste fenómeno são uma preocupação dominante na sociedade portuguesa , reflectindo sacrifícios insuportáveis na vida dos cidadãos. A gravidade da situação, exige que todos os sectores da nossa sociedade tenham de repensar

as formas de potenciação da criação do emprego. São precisas com urgência políticas de crescimento para combater o flagelo do desemprego. E para isso, é fundamental que os empresários, potenciais investidores sejam devidamente acarinhados pelas Autarquias, pelo sector financeiro, pelas entidades governamentais (Ministérios da Economia e Ambiente ) etc. Pela parte da Autarquia, a Câmara Municipal deve centrar-se na simplificação de processos de licenciamento, redução de taxas, atribuição de benefícios fiscais. Estas medidas serão fortes incentivos na atração de investimentos nos municípios em

que são implementadas. Mas não é isso que acontece entre nós, com projectos parados durante meses à espera que a Câmara Municipal envie um parecer, ou viabilize uma Licença! Os investidores não podem esperar meses por uma autorização de construção. As respostas têm de ser rápidas. Os investidores não podem ser asfixiados com despesas antes de começarem a gerar receitas. Os investidores devem ser libertados dos actuais obstáculos criados pela insensibilidade da Câmara Municipal quando procuram gerar empregos, riqueza para os cofres do Estado, receitas para a Segurança Social e para a própria autarquia. Além disso contribuem

para a estabilidade social correspondendo ao bem-estar das pessoas. Como diz repetidamente o nosso Candidato Eduardo Cavaco, “a Câmara Municipal não pode criar dificuldades, para vender facilidades”. Em média, são cobradas a cabeça dezenas de milhares de euros em taxas e licenças aos empresários quando pretendem construir uma unidade fabril, estabelecimentos de restauração, empreendimentos imobiliários etc., disso se ressente o investidor, na sua capacidade financeira e o mercado de trabalho, pela redução de empregos que essa medida provoca. Note-se que estas despesas são cobradas antes dos empresários realiza-

rem qualquer receita!... São estas práticas incorretas que têm urgentemente de serem mudadas e pela parte do PS serão mudadas. Só assim se criam incentivos aos investidores, promovendo a atractividade do nosso Concelho, tornado-o mais moderno e mais competitivo. Tudo deve ser feito para acabar com as rotinas que prejudicam o crescimento e desenvolvimento do nosso concelho. O dever dos feirenses é acreditar na mudança que o concelho precisa a 29 de Setembro. Muda que Deus ajuda. António Cardoso, 1º eleito na Assembleia Municipal de Santa Maria da Feira

O diálogo da psicologia ou psicologia do leitor

O reflexo da crise

FICHA TÉCNICA

Ao longo dos últimos dois anos temos insistentemente falado da crise em todos os momentos de comunicação diária, parecendo que não conseguimos fazer uma construção informativa alicerçada em situações prazerosas e em situações mais nefastas. Neste sentido, é por demais evidente que ao ser humano é útil que se desenvolvam e se construam informações negativas, pois com isso poderemos camu-

Directora

Sandra Moreno

sandra.moreno@correiodafeira.pt

Administração Jorge de Andrade

administracao@correiodafeira.pt

Redacção Rui Almeida

rui.santos@correiodafeira.pt

Albino Santos

albino.santos@correiodafeira.pt

flar uma série de conflitos intra e interpessoais para os quais não conseguimos encontrar a resposta útil e necessária na procura da sua resolução. Por conseguinte, quantos de nós já responderam à questão «O que é que tens?» e a resposta é «é da crise (…) nuca mais saímos desta situação.» No entanto, se analisarmos a resposta verificamos que existe algo relacionado com a crise que aumenta a preocupação e o receio contudo, existem muitos outros fatores que se consideram tanto ou mais importantes na desconstrução emocional desta(s) pessoa(s). Assim sendo, o ser humano consegue viver com uma série de preocupações, de dúvidas, de receios ao mesmo tempo, mas quase nunca consegue encontrar um motivo plausível

para uma fase mais conturbada da sua vida, tal como, estar num momento mais depressivo ou ansiogénico. Esta situação é facilmente entendível quando temos dificuldade em aceder ou interpretar os momentos ou fases mais negativas, procurando encontrar os motivos mais comuns ou os motivos que, à partida, não serão alvos de críticas pelo outro. Por conseguinte, é por demais evidente e, apesar da crise estar instalada no nosso país, que teremos de agir de forma a interpretar os nossos conflitos sabendo de antemão, que esta situação mais ou menos duradoura pode de facto ser trabalhada e fazer-se uma construção positiva e negativa dos acontecimentos, que permita resolver os conflitos intra e interpessoais, ultrapassando todos

os obstáculos que se apresentam diariamente. Ao agirmos e interpretarmos todas as situações negativas que nos preocupam verificamos, quase sempre, que a crise está lá, mas não é ela o único foco de descompensação e em muitos casos ela é só o escape para podermos chorar, gritar, abraçar ou até mesmo fugir do contexto em que nos encontramos. Embora saibamos os reflexos negativos da crise importa que consigamos resolver tudo aquilo que nos afeta partilhando com o outro as nossas dúvidas e incertezas, pois ao não partilharmos, ao não falarmos sobre as situações, tornamos estes aspetos negativos em algo mais monstruoso e de maior descompensação da pessoa. Entendamos que todos temos momentos negativos, mas a

forma como lidamos com esses momentos é que nos permite ultrapassar de uma forma mais ou menos capaz esse momento perturbador. Assim sendo, a crise deve ser trabalhada por todos nós e não nos ligarmos insistentemente ao reflexo negativo da mesma, já que, ao fazermos essa ligação teremos o efeito negativo da crise, mais a discussão no trabalho, mais os conflitos na família e também a não vontade de interagir com o outro. Concluindo, um problema que poderia ser resolvido de forma ativa torna-se num conjunto de problemas e/ou conflitos que se agrupam para dar origem a uma não capacidade de resolução problemática! Nuno Barata, psicólogo clínico

Colaboradores: Alberto Soares, Luís Higino, Roberto Carlos, Serafim Lopes Desporto: Paulo Ferreira, André Pereira, Américo Azevedo, Ângelo Resende, Ângelo Pedrosa, Preço Assinaturas: Artur Sá, Carlos Melo, Jorge Costa, Manuel Silva, Armandino Silva, José Carlos Macedo, António Santos, Bruno Godinho, Dinis Silva, Filipe Freixo, Jorge Silva, Nacional - € 25 Paulo Sérgio Guimarães, Orlando Soares, Orlando Bernadino Silva, Paulo Neto, Pedro Castro, Maria Celeste Rato Europa - € 50

Propriedade: Trazer Noticias, Lda. Registo na C.R.C.de S. M. Feira, n.º 507619269 Contribuinte n.º 507 619 269 Capital Social 5.000 Euros Detentores de mais de 10% do Capital Social Trazer Noticias, Lda.

Registo de Empresa n.º 200537 Registo no N. R. O. C. S., N.º 100538 Depósito Legal n.º 154511/00 Tiragem: 5.000 exemplares (Tirágem média) Impressão: Coraze - Oliveira de Azeméis Preço Avulso: 0,60€

SEDE: Rua 1º de Maio, nº 221 A, Espargo - Santa Maria da Feira 4520 - 115 Espargo Telef. 256 36 22 86 - Fax 256 37 28 89 E-mail: geral@correiodafeira.pt

(Os artigos assinados são da inteira responsabilidade dos seus autores, não vinculando necessariamente a opinião da direcção)

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Correio da Feira

15.JUL.2013

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Canedo // A organização da feira cabe a Inês Santos, de apenas 17 anos

Artesanato e roupa em segunda mão na colorida Feira dos Guarda-Sóis

As feiras de artesanato são uma constante pelo Concelho. Mas esta, em Canedo, tem uma característica muito especial: todos os vendedores têm que levar um guarda-sol para montarem a sua barraquinha. Maria Pinho apostou nos livros com 50% de desconto e na bijuteria

Daniela Castro Soares

daniela.soares@correiodafeira.pt

Todos os meses, a Avenida do Eleito Local, em Canedo, enchese de cores para mais uma Feira dos Guarda-Sóis. Esta feira de artesanato e produtos em segunda mão, que vai na sua terceira edição, partiu da uma ideia da jovem Inês Santos que, com apenas 17 anos, é já uma empreendedora de respeito. “Comecei nesta vida das feiras em Setembro do ano passado, nas grandes feiras do Porto. Tinha muitas coisas em casa das quais me queria desfazer. Coisas em excelente estado mas que eu já não precisava. Pela Internet, comecei a ver que havia muita gente que vendia o que já não precisava. Mas eu, online, não conseguia vender grande coisa. Então, optei pelas feiras. Vender pessoalmente acho que resulta muito melhor” – conta a jovem organizadora. A experiência pelas feiras da Invicta criaram um bichinho nela, que só iria ficar sossegado quando trouxesse esse tipo de evento para Canedo. “Pensei que aqui, na minha vila, não havia nenhuma iniciativa deste género e, então, decidi criar. Fui falar com o presidente da Junta, ele concordou e pronto, pus mãos à obra. Quis que fosse mensal para habituar as pessoas a vir no primeiro domingo de cada mês. A primeira edição correu bastante bem, as pessoas gostaram da ideia. Agora espero que continue” – afirma Inês Santos. Mas porquê Feira dos Guarda-Sóis? “A ideia surgiu porque eu queria dar um traço característico, invulgar, à feira, para que não fosse só a feira

“Os guarda-sóis são uma constante na feira e criam uma paisagem super colorida e preenchida”

Fátima Santos reutiliza materiais para fazer as suas peças únicas

de Canedo. Assim, todos os vendedores têm que trazer guarda-sol e acho que todos traziam, mesmo que não fosse obrigatório, porque está muito calor e ajuda bastante. Os guarda-sóis são uma constante na feira e criam uma paisagem super colorida e preenchida” – diz a jovem. Inês Santos não sabe, contudo, se este formato se manterá quando o tempo começar a arrefecer. “No Inverno não sei se a feira vai continuar porque o tempo não ajuda. Mas, se for só uma feira para o bom tempo, acho que está óptimo” – refere.

Calor chamou as pessoas para a praia e não para a feira

A terceira edição da Feira dos Guarda-Sóis, que aconteceu no dia 7 de Julho e na qual o Correio da Feira esteve presente, contava com muito menos dos que os habituais 22 vendedores. Num dia em que a temperatura rondava os 30º, as pessoas deslocaram-se para a praia, deixando a feira com poucos curiosos. “As pessoas aderem, têm vindo. Mas com este calor acho que não vamos ter muita sorte. Talvez mais para a tarde comece a ficar mais fresquinho. Também com a crise… Nós vamos tentando, conseguir é que às vezes nem sempre” – diz a mãe de Inês, Fátima Santos, que acompanha a filha nestes eventos. “Acho uma boa feira para se divulgar os muitos artesãos que há nesta zona. Mas acho que hoje não é um bom dia, está muito calor. As pessoas ou não saem de casa ou vão para a praia” – afirma Sílvia Silva, uma das vendedoras presentes na feira. “Está muito quente e as coisas vão saindo pouco porque não há dinheiro agora” – revela, por sua vez, outra vendedora, Maria Pinho. Apesar da crise e do “calor insuportável”, os produtos em segunda mão e os vários artigos únicos presentes na feira eram, por si só, chamativos. “As pessoas gostam e, se vêem

que o preço está acessível, compram” – afirma Inês Santos. Havia um pouco de tudo: livros com 50 por cento de desconto, brinquedos, roupa, bolos, peças em madeira e, especialmente, muita bijutaria. Para alguns, as peças eram apenas um passatempo, como é o caso da professora Sílvia Silva. Há um ano começou a fazer as suas peças e, desde então, tem reunido grandes fãs, principalmente entre as colegas de trabalho. “Sempre gostei disto e achei que podia tentar. Comecei na Internet, a tentar vender alguma coisa. É mais um hobby” – diz Sílvia Silva. Mas há quem faça desta actividade uma profissão. Sandra Santos tem o seu próprio site (koisinhasgiras. com), no qual vende bijutaria, porta-moedas e outros artigos. “Conheci a Inês Santos através da Junta. Tive a mesma ideia, fui propor e depois disseram-me que a Inês já estava a fazer a feirinha. É a terceira vez que estou cá, participei em todas as edições. Acho muito giro. A primeira edição foi melhor, a partir de agora vamos ver como vai correr” – afirma Sandra Santos. Ana Oliveira também é uma participante assídua na Feira dos Guarda-Sóis. Tem um pronto-a-vestir em Canedo, chamado Pontos e Pontos, onde, para além de vender roupa e fazer arranjos de costura, expõe as suas peças. “Comecei a fazer, comecei a ver que tinha jeito, porque as pessoas aderiam, e, então, apostei em colocar lá na loja. Agora surgiu a oportunidade desta feirinha e vim expor os produtos” – conta a vendedora. Entre os artigos que mais vende estão os Budas, as caixas para as saquinhas de açúcar e cápsulas de café, e os porta-moedas em croché. Presente também na feira estava Diana Mota, amiga de Inês Santos desde criança. “Estas feiras são sempre engraçadas. Ela teve a ideia e eu disse logo “vai para a frente com isso”. Vim sempre a todas as feiras, mesmo que não

participasse, mas estava sempre ao lado dela, a ajudá-la” – revela a jovem. Na sua banquinha podíamos encontrar pequenas delícias, como bolo de chocolate, bolinhos de côco ou cupcakes de chocolate. “Aqui é a primeira vez que vendo, mas vendo bolos nos escuteiros de Canedo, onde ando desde os seis anos. Sempre fiz bolos, desde pequenina. A minha avó ensinou-me. Mas em casa ninguém os come. Aqui, ao menos, há oportunidade para alguém os comer. O bolo de chocolate tem que estar sempre porque as pessoas gostam” – salienta Diana Mota. A única vendedora de roupa em segunda mão, Flávia Ora, promovia a sua loja “Bazar da Vanda”. “Já conheço a Inês há algum tempo e acho que foi uma boa iniciativa da parte dela porque estamos sempre à procura de feirinhas onde possamos vender as nossas tralhas, e realmente esta é uma boa feirinha. Inês Santos, 17 anos, teve a ideia e organizou a feira dos guarda-sóis sozinha

O local é atractivo, passa gente, é agradável” – afirma. A comerciante tem reparado que as peças usadas são cada vez mais procuradas. “Sempre notei que as pessoas cada vez mais aderiam às peças em segunda mão, precisamente por serem mais baratas. Agora vê-se também, com a crise, mais gente a sair para a rua para vender” – comenta Flávia Ora. “Acho que ela deve continuar. É de louvar, jovens da idade dela pensarem nestas coisas, porque isto não está fácil. São sempre boas ideias” – diz Fátima Santos, a respeito da filha. A próxima feira será no dia 4 de Agosto, sempre das 10h às 19h, e Inês Santos já está ansiosa. “São dias diferentes, bem passados. Conheço imensa gente. Gosto bastante do contacto pessoal. Aceito todas as inscrições. Por mim, desde que haja espaço, pode vir quem quiser” – diz a jovem organizadora.


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Correio da Feira 15.JUL.2013

Paços de Brandão // Paulo Joaquim Rodrigues, presidente do Círculo de Recreio, Arte e Cultura de Paços de Brandão (CiRAC)

“Não me acredito que as pessoas vão tirar da boca para virem à Cultura”

Paulo Joaquim Rodrigues, de 40 anos, tem como grande objectivo legalizar por completo o CiRAC, até porque defende que esse é o caminho para todas as colectividades. O Festival Internacional de Música, que ainda decorre, é uma bandeira da associação, que também marcará presença na próxima edição da Viagem Medieval. O presidente da Direcção do CiRAC não dúvida que a Cultura é um dos sectores mais prejudicados com a crise e aconselha os políticos a ouvirem o movimento associativo, porque poderiam aprender alguma coisa. Texto: Rui Almeida Santos Fotos: Albino Santos Já não é uma estreia no cargo de presidente da Direcção. Não há gente para a renovação? Havia gente para a renovação. Felizmente, nesse sentido, o CiRAC tinha pessoas para tomar conta da instituição. A questão foi que havia algum trabalho de continuidade, para colocar esta sede, o edifício, a instituição de uma forma mais controlada ao nível de custos. Decidi avançar para, digamos, começarmos do ponto zero. Os tempos de agora são mais difíceis. Temos a questão da Câmara não ter dado subsídios e, para podermos controlar melhor a associação, decidi avançar. Tinha prometido a mim próprio que não, mas avancei com o intuito de acabar as obras iniciadas pela anterior presidente. Para não deixar ficar um fardo pesado a quem viesse, decidi avançar com a lista e colocar tudo do ponto zero. É cada vez mais difícil encontrar voluntários para assumir as lideranças das colectividades, mesmo em associações juvenis como o CiRAC? Não é fácil. Felizmente, o CiRAC tem uma vantagem que é ter muita gente que gosta disto, que vive intensamente a associação e que consegue ter um pouco de amor-próprio para gerir isto de uma forma capaz. Inclusivamente, este ano, decidimos em reunião de Direcção que cada secção terá a sua liberdade de trabalho. A única coisa que deverá comunicar, a mim ou ao secretário-geral, serão as contas. A partir daí têm todos cartabranca para trabalhar e fazer aquilo que acharem que deve ser feito para melhorarem, cada vez mais, a associação. Portanto, para já, o CiRAC não tem problemas ao nível do voluntariado, mas isso não quer dizer que, num futuro próximo, não venha a ter. Devido às circunstâncias que vivemos actualmente, não é fácil gerir uma casa destas. Mais concretamente, porque é que não é fácil a gestão? O CiRAC já teve um orçamento de 250 mil euros por ano. Neste momento tem um de 160 mil. Reduziram-se bastantes actividades, não fazemos aquilo que queríamos fazer. Mesmo tudo o que é inerente à sede, somos nós que suportamos todos os custos, sem que haja comparticipações. O PAC, que era atribuído pela Câmara, era uma grande ajuda que tínhamos e, neste momento, temos que fazer tudo com os

nossos capitais próprios. Temos que andar a esgravetar, a fazer candidaturas ao Ministério da Cultura, que nem sempre surtem efeito. Acaba por ser complicado dizer a um jovem, porque 75% da nossa Direcção têm que ser jovens, que tem que ter uma conta caucionada no banco, que vai ter que se atravessar e dar o seu aval, ou que no início de um ano tem um orçamento de 150 ou 170 mil euros e a conta no banco está com 5 ou 6 mil euros. É uma nau que já é um bocado pesada. Temos que ter um pouco de “know how” para andarmos com isto para a frente. Agora, estou esperançado que, com o trabalho que estamos a desenvolver agora, no futuro não será difícil arranjar elementos para as direcções. Sinceramente, não queria ficar mais. Aliás, tinha prometido a mim próprio que, aos 40 anos, deixava o movimento associativo e, infelizmente, já não cumpri essa parte. Mas também não é grave. O CiRAC, por mês, precisa de, sensivelmente, 2300 euros, para pagar a funcionários, maestros, encenadores, luz, telefone ou água. É uma empresa. Já há muitos anos que digo que o CiRAC, da entrada até ao auditório é uma associação recreativa, cultural, desportiva e de lazer. A parte de trás é uma empresa, em que todos os dias é preciso fazer pagamentos e ter dinheiro para isso. Felizmente, conseguimos gerir isto de uma forma controlada mas é complicado. Assumir a liderança de uma instituição como esta tem que ser encarado com um pouco de espírito de missão? É, sem dúvida alguma. Acho que toda a gente que esteja ligada ao associativismo tem que ter esse espírito. Hoje em dia temos que estar atentos a todos os pormenores que existem. São fundamentais para conseguirmos ter sucesso. E estamos a falar em situações durante a hora de trabalho que, muitas vezes, obrigam-me a sair para resolver problemas do CiRAC. Isso não é fácil, nem toda a gente consegue fazer isso. Hoje em dia, o associativismo é uma grande escola seja para quem for, porque fazer omeletes sem ovos é complicado. Às vezes ouço coisas por parte dos políticos e digo a toda a gente que não há coragem da parte deles em liderar ou ouvir como deve ser o associativismo. Somos uma grande escola e podíamos ensinar-lhes

muita coisa. Como o quê? Muito simples: como gerir o dinheiro. O Festival de Música de Verão está quase a terminar e no final de todos os espectáculos que decorreram, toda a gente recebeu. Não houve ninguém que saísse daqui sem levar o cheque. É um princípio que temos. Todo o movimento político-partidário que existe no país aprenderia muito com as associações, porque não é fácil gerir uma casa sem dinheiro. Liderar uma casa em que, às vezes, temos que estar a fazer guerras de cêntimos é complicado. Acho que a Câmara devia começar a dar ouvidos às associações, para saber como deveria programar a própria actividade. Gasta-se dinheiro mal gasto, porque é complicado, em 31 freguesias, muito próximas umas das outras, haver espectáculos a decorrer ao mesmo tempo, em que o público não consegue ir a todos. O que falta é um planeamento no início do ano para se programarem actividades. Podia criar-se um calendário de actividades culturais, ao nível do Concelho, que seria uma coisa fenomenal. Está a decorrer o Festival Internacional de Música, uma aposta com dezenas de anos. É um evento que distingue o CiRAC de outras associações? É o dos mais antigos do país. Foi uma teimosia que arrancou no início do CiRAC. A ideia da música da clássica foi aproximar esse tipo de executantes do público. Há uns anos, música clássica só se ouviria nos grandes centros. Não era normal trazê-la a uma localidade como Santa Maria da Feira ou Paços de Brandão. É uma coisa que nos tem diferenciado. Tem sido um projecto bastante aliciante para toda a gente. Já faz parte da nossa estrutura mantermos o festival enquanto for possível. O público tem aderido? Tem. Tem-se notado um acréscimo de público nos espectáculos que temos feito. Talvez, por circunstâncias da vida das pessoas, é uma maneira de desanuviarem um bocado a pressão que existe sobre as suas cabeças. Temos a vantagem de, pela primeira vez, o director artístico da edição deste ano ser professor na Academia de Música, o Augusto Trindade, e o projecto ter-se baseado muito em trazer executantes aqui do Conce-


Correio da Feira 15.JUL.2013

lho. Não é por qualquer razão que o festival terá aproximadamente 600 executantes, e deles, tirando a Carminho, que até tinha um quarteto de cordas com pessoas daqui, toda a gente é do Concelho ou de Ovar, Oliveira de Azeméis. Estamos a falar num tipo de festival que partiu da ideia de irmos buscar aquilo que pensamos que é bom daqui do Concelho e vamos darlhes uma oportunidade. A parceria que fizemos com a Academia tem resultado em pleno. Aliás, o concerto que fizemos lá com a Orquestra da Academia, composta por jovens executantes apoiados pelos professores, juntamente com o coro

deles e o nosso, correu muito bem. Foi um espectáculo lindíssimo e poderá repetir-se nos próximos anos. Esta é também uma forma de podermos mostrar o que temos de bom aqui. Sempre defendi que o CiRAC baseia-se em dois princípios: primeiro proporcionar às pessoas situações que não têm oportunidade de ver; e, agora com o festival, mostrarmos que o que é nacional é bom e é isso que temos que promover. Continuamos a ter um ou outro intérprete estrangeiro mas a ideia fundamental é aquilo que é nosso, porque proporcionamos que alguns jovens, e menos jovens, tenham o prazer de efectuar

aquilo que fazem, neste caso a música, aqui no nosso país. Em tempos de crise, a Cultura é a primeira a ressentir-se com a falta de dinheiro? Sem dúvida. Não me acredito que as pessoas vão tirar da boca para virem à Cultura. Acho que um povo sem Cultura não faz sentido mas nos dias de hoje nota-se que as pessoas andam um bocado afastadas. Mas também se vê o contrário, é curioso. Acho que, agora, as pessoas são mais selectivas. Se calhar há algum tipo de pessoas que, devido às circunstâncias da vida, continuam a ter aquele prazer de virem, desde que não seja a preços proibitivos. Por exemplo, tivemos à volta de 950 pessoas no espectáculo da Carminho, no Europarque. A Carminho veio no mesmo dia que a Ana Moura deu um concerto mais barato em S. João da Madeira mas as pessoas queriam ver a Carminho de perto. Agora, no cômputo geral, nota-se que a Cultura está a sofrer drasticamente. Aqui, temos a vantagem de 80 ou 90% das actividades que fazemos são de gratuitas ou a preços que não são proibitivos. Mas sinto que, muitas vezes, as pessoas dizem que gostavam de ir ver mas não podem. Mas nesses casos, arranja-se maneira de eles virem. Não vamos barrar às pessoas o acesso à cultura. A nível financeiro, como está o CirAC? Vai andando, dentro dos possíveis. Não vou dizer que está bem e recomenda-se mas estamos a conseguir, para já, aguentar a nau de uma forma muito conscienciosa e tranquila. Agora, vamos ver até quando esta crise dura. Se for por muitos anos, penso que vamos senti-la. Aliás, o próprio movimento associativo do Concelho, se isto continuar assim durante muito tempo, vai levar um grande golpe. Não há misericórdia que aguente com isto. Há muitas associações que vão acabar por terminar. Hoje em dia temos fontes de receitas próprias mas o problema é que as pessoas começam a desistir e tudo isso leva a que não haja receitas. Temos que gerir isto de uma forma muito cabal. Temos que ser muito perspicazes nestes pontos. Temos que aguentar a onda e esperar que isto, entretanto, melhore. Supostamente, a partir de 2014 isto ia melhorar mas, sinceramente, acho que só lá para 2017. Vamos lá ver. Outra das apostas tem sido a legalização da associação. É um processo importante para as associações? Acho que sim. Tínhamos vários aspectos em que estávamos um bocadinho afastados da realidade das leis. Hoje em dia, até para estarmos tranquilos, teremos que legalizar tudo o que são actos da associação, desde as escrituras dos terrenos, que ainda estavam numa fase embrionária, à questão das actas. Hoje em dia, cada vez mais o sistema aperta e quem tem pernas para andar anda, mas quem não tem não anda. Mas depois também não podem reclamar. Por exemplo, segundo os notários

de Santa Maria da Feira, existem tantas associações no Concelho mas uma grande parte não está legal. Acima de tudo temos que estar legais. Chegamos a um ponto em que pensamos: o que nos importa estarmos a transmitir para fora uma imagem de poder ou de sermos uma associação importante se, nos pequenos pormenores, falhamos redondamente? Decidimos, em primeiro lugar, legalizar tudo o que seja burocracia e, depois de essa fase estar concluída, estaremos preparados para podermos trabalhar de outra forma. Não temos receio de sermos confrontados com situações de qualquer tipo de ilegalidade. Vamos ter tudo dentro do que é legalmente exigido. O CiRAC, ao apostar em se legalizar, pretende diferenciar-se das restantes associações do Concelho? Tratarmos das nossas questões de legalização não é uma coisa de diferenciação de ninguém. Cada um que olhe pela sua vida. Decidimos, nós próprios, que, cada vez mais, o dinheiro público é muito caro e não faz sentido uma associação estar a receber dinheiros públicos quando está a cometer ilegalidades. Não me preocupo muito com A, B, C ou D ao nível associativo. Estamos a fazer o nosso trabalho, cada vez melhoramo-lo mais. Queremos fazer as coisas de outra forma. Mas acho que vai pesar um pouco na consciência de cada associação, apesar de pensar que as associações devem pensar seriamente em se legalizarem. Inclusivamente, as tomadas de posse e os relatórios têm que ir às Finanças e muita gente não faz isso. Não faço isto para dizerem que fomos os pioneiros. Queremos, sim, estar aqui de consciência tranquila. Sabemos que as nossas coisas estão legais e, provavelmente, devido a isso, podemos ter acesso a outras ferramentas que muitos não vão ter. A nível da Câmara Municipal, provavelmente o PAC acabou para toda a vida. Poderão haver contratos-programa e alguns apoios pontuais mas existem, hoje em dia, muitas ferramentas para conseguirmos dinheiro. O CiRAC, e outras instituições do Concelho que também fazem parte da RNAJ, têm um grande entrave na escolha de directores, porque a maior parte tem que ser jovens, mas desse modo conseguimos verbas do IPJ. Há muitas associações que se queixam que não têm verbas para subsistirem. Então, por exemplo, que se transforme em RNAJ, porque não há nada que as impeça, e que vão ao IPJ pedir apoios. O que acontece é que muita gente não quer, porque dá muito trabalho. E temos que justificar tudo. Para receber 17 ou 20 mil euros do IPJ tem que se mandar para lá 200 mil de justificativo. Felizmente, agora é tudo por mail mas antigamente chegávamos ao IPJ no final do ano com 5, 6 ou 7 pastas de arquivo, com fotocópias, facturas e talões de tudo o que era despesa para justificarmos as verbas que nos pagaram, actividade por actividade. Isso dá trabalho. Há muitas associações que não querem fazer isso, porque se calhar não

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lhes interessa, mas o movimento associativo tem que se mentalizar que os tempos são outros. Acabou as associações irem à Câmara e dizerem que precisam de dinheiro. Deus queira que seja só por um período de tempo, mas acredito que muito dificilmente haverá novamente PAC. Aliás, não é a toa que as Finanças estão a apertar com as associações para justificarem os caixas e para apresentarem os inventários do material que têm, porque essa é uma forma que têm para controlarem. Podemos chamar a uma associação uma economia paralela. Actualmente há muitas associações que não passam documentos a ninguém. A Viagem Medieval está aí à porta. O CiRAC vai participar? Como é óbvio, vai. Temos percorrido o país e o estrangeiro e, sem dúvida, a Feira não será excepção. Estaremos presentes. Esta também é uma fonte de receita importante para nós. Desde as actuações que fazemos mais a nossa taberna, essas verbas são importantes para a nossa associação conseguir ter um fundo de maneio mais tranquilo. Tem também agendadas outras participações em viagens medievais no estrangeiro. É um motivo de orgulho? É sinal da qualidade do trabalho que tem vindo a ser feito? É o reconhecimento do trabalho dos jovens. Conseguimos ter uma equipa que, com muitos defeitos que tem, como todos temos, consegue ser muito unida. São compactos ao nível do grupo. Conseguem perceber que vão fazer aquilo que gostam e que contribuem para que a associação mantenha a porta aberta e, desse modo, eles poderes estar aqui. Que projectos tem para o CiRAC? Tentar levar isto a bom-porto. O meu grande objectivo é preparar a casa para quem vier a seguir ter as coisas de uma forma muito mais tranquila do que tem sido até aqui. Quero tentar que a associação tenha um grupo de trabalho capaz de gerir o que vai ficar. A ideia será deixar ficar qualquer coisa, quer a nível monetário quer a sede com as suas capacidades todas, de forma a que, quem vier a seguir, possa estar cá e já não ter aquele pesadelo de precisar disto ou daquilo. Vamos tentar deixar as coisinhas o mais organizadas possível para que, quem vier a seguir, tenha um trabalho mais tranquilo. Vamos fazer um bocado de “guerra” com a Câmara Municipal para que, algumas actividades que fazemos, sejam reconhecidas por ela e que seja feita uma parceria efectiva para que haja uma verba, os chamados contratos-programa, porque retirar tudo de uma vez é complicado. O que nos fizeram foi um bocado injusto, porque mexeu nas nossas contas e obrigou-nos a mexer em algum dinheiro que tínhamos guardado, que era a nossa tábua de salvação. Não tenho projectos ambiciosos. Só quero deixar a associação o mais tranquila possível para que quem vier a seguir não tenha qualquer problema em cá estar.


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Concelho // 3.º Intercâmbio Portugal - Espanha decorreu de 17 a 19 de Maio

Alunos e professores da Universidade Rey Juan Carlos de Madrid visitaram a Feira A iniciativa decorre há três anos e é dinamizada pela Universidade Rey Juan Carlos, pelo CEGOT da Universidade de Coimbra e pela Faculdade de Letras da mesma universidade, através do historiador santamariano Roberto Carlos Reis e da professora Isabel Del Rio. Ela visa, num contexto de intercâmbio cultural, a promoção da cultura material e imaterial de ambos os países, com especial incidência no Norte e Centro de Portugal. Roberto Carlos Reis Este trabalho de parceria, surge na sequência do intercâmbio académico existente entre as instituições de ensino e centros de investigação, mormente através de seminários e comunicações, cujas temáticas abordadas são as recriações históricas, as suas potencialidades económicas, o património tangível e intangível da Península Ibérica. Com estas acções, pretende-se também desenvolver a promoção da Cultura e do Turismo bem como aferir da possibilidade de fomentar e fortalecer a criação de clusters inter-regionais que reforcem a sua competitividade a nível europeu. Outro aspecto a reter é que, ainda no âmbito do referido intercâmbio, têm sido organizadas actividades que visam promover diversos produtos, sejam eles turísticos, gastronómicos ou culturais em articulação com empresários portugueses, permitindo também o desenvolvimento de relações comerciais, a captação de investimentos, fomentando o desenvolvimento económico dos dois países ibéricos. Neste contexto, entre 17 e 19 de Maio, 60 Alunos, Professores e Investigadores da Universidade Rey Juan Carlos – Madrid visitaram Santa Maria da Feira, Porto e Aveiro. O grupo visitou o Castelo da Feira, ex.libris da Terra de Santa Maria, e participou numa Noite de Santa Maria da Feira, que decorreu no Centro de Cultura e Recreio do Orfeão da Feira, onde assistiu ao que melhor se faz em termos culturais na Terra de Santa Maria: Lenda da Fogaceira, por Francisco Pinho, Poesia, pelos alunos do Curso de Teatro do Orfeão da Feira, Fados, pelo Grupo de Fados do Orfeão da Feira, performance etnográfica e Grupo de Cavaquinhos da Universidade Sénior, Tuna Académica do Isvouga, Recriação Histórica e Etnográfica pelo Grupo de Danças e Cantares Regionais do Orfeão

DR

da Feira. A Confraria da Fogaça ofereceu à Biblioteca da Universidade espanhola o livro “Dourada, a Fogaça Encantada”, da autoria da escritora feirense e confrade Gracinda Sousa. Na sequência desta noite santamariana, organizada no Salão Nobre do Orfeão da Feira, foram endereçadas a algumas das entidades presentes convites para apresentarem as suas performances em Madrid (Universidad Rey Juan Carlos, Mercado São Miguel e Igreja 12 Apóstolos). Marcaram presença no evento representantes da Junta de Freguesia e Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Associação Académica de Coimbra, Centro de Cultura e Recreio do Orfeão da Feira, Comissão de Vigilância do Castelo de Santa Maria da Feira, Liga dos Amigos da Feira, Universidade Sénior de Santa Maria da Feira, Confraria da Fogaça da Feira e Confraria Gastronómica de Ovar. O evento terminou com a degustação de queijo e de enchidos, vinho do Porto, fogaça com vinho tinto quente com o mel e limão. No dia seguinte, o grupo visitou, no Porto, a Livraria Lello & Irmão, Estação de S. Bento, Igreja de Santa Clara, Sé Catedral, Cruzeiro das

Pontes, Caves Sandeman, Igreja de S. Francisco, Café Majestic e visita panorâmica pela cidade, terminando com a assistência do Concerto Coral do Ano da Fé, na Igreja Matriz de Santa Maria da Feira, pelo Grupo Coral da Juventude de Sanguedo e Coro do Orfeão da Feira. No domingo rumaram a Aveiro, onde visitaram a Costa Nova, o Ecomuseu da Troncalhada e o Museu de Arte Nova. Todas as visitas foram guiadas pelo historiador feirense Roberto Carlos. Colaboraram com este intercâmbio o CEGOT - Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Coimbra, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Hotel dos Lóios, Restaurante Baco.Come (Professor Victor Pinho), Restaurante Cruzeiro, Restaurante Quim da Rampinha, Museu da Fogaça, Fogaças Castelo, Café O Trovador; Talho Charcutaria Petiz, Padaria e Pastelaria Petiz, Confeitaria S. Nicolau, Confeitaria Renascer, Lactimaf, Centro de Cultura e Recreio do Orfeão da Feira, Federação das Colectividades de Cultura e Recreio de Santa Maria da Feira, Tuna Académica do Isvouga e Universidade Sénior de Santa Maria da Feira.

Evento marcou o 10.º ano da revista Villa da Feira

Actas do colóquio “Terras de Santa Maria: espaços de cultura em debate” foram publicadas Já está nas bancas a edição das actas do Colóquio “Terra de Santa Maria: espaços de cultura em debate”, ‫ ‏‬que decorreu nos dias 17 e 18 de Junho de 2011, no Auditório da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira. O colóquio marcou o 10.º ano de publicação da revista Villa da Feira, publicação editada pela Liga dos Amigos da Feira e que contou com um conjunto diversificado de oradores, em conformidade com o trajecto que esta prestimosa entidade tem vindo a desenvolver ao longo da última década. A edição das actas, coordenadas pelo arqueólogo Filipe Pinto, apresenta-nos os seguintes trabalhos: Mensagem de Alfredo Henriques - Presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira; Introdução de Filipe M. Soares Pinto; Programa do Colóquio; revista Villa da Feira - 10 anos de promoção da cultura portuguesa de Roberto Carlos dos Reis; Intervenção arqueológica na Igreja de S. Tiago de Rio Meão (Santa Maria da Feira): resultados e perspectivas de Luís Sousa E Marta Borges; O Complexo Arqueológico do Castelo de Crestuma - Resultados da primeira campanha de

escavações arqueológicas de J. A. Gonçalves Guimarães, António Manuel S. P. Silva, Laura Sousa e Filipe M. Soares Pinto; Sanguedo e as suas origens de David Simões Rodrigues; Educação, História Local e Cidadania, de Francisco Ribeiro da Silva; As recriações históricas em Terra de Santa Maria, de Roberto Carlos dos Reis; Emigração em Terras da Feira, de Eugénio F. dos Santos; Os Poetas da Feira de Anthero Monteiro; Aquilino Ribeiro e o século XX português de Manuel de Lima Bastos; Minha Pátria é a Língua Portuguesa - entre Vieira e Pessoa, de Maria do Carmo Vieira; Lugares de memória e (re)construções de identidades; Dos Unhas Negras ao Museu da Chapelaria, de Susana Menezes; Novas tecnologias e turismo na Terra de Santa Maria de Núria Sofia Pais Quintino; Observação Arquitectónica de Santa Maria da Feira - argumentos para um futuro Ideal e Real, de Joana Martins Pinheiro; Arquitectura em Terra: alguns exemplos da freguesia de Beduido - Estudo preliminar de Susana Temudo e Diana Cunha e o Posfácio de LAF - Liga dos Amigos da Feira. Roberto Carlos Reis

Festa anual liturgica marcada para o dia 17 de Julho

Evocação ao Beato Marcos Caldeira e aos Quarenta Mártires do Brasil Poucos o saberão mas Santa Maria da Feira tem um filho da terra beatificado, um jovem missionário jesuíta de seu nome Marcos Caldeira. Nasceu no ano de 1547, na então “Villa da Feyra”, e era filho de Pedro Martins e de Isabel Caldeira. Entrou como estudante para a Companhia de Jesus em 1569, em Évora, com 22 anos. Em 5 de Junho de 1570, o padre Inácio de Azevedo, natural do Porto, acompanhado de algumas dezenas de irmãos jesuítas que reuniu, entre os quais o noviço Marcos Caldeira, embarcaram em Lisboa na nau Santiago rumo ao Brasil e seguiram na frota do Governador do Brasil, D. Luiz de Vasconcelos, com o objectivo de ajudar a cristianizar a Terra de Vera Cruz. Nesta viagem fizeram escala na Ilha da Madeira, onde estiveram algum tempo, na paróquia de Santo António do Funchal.

Já a caminho do Brasil, em 15 de Julho de 1570, perto da Ilha da Palma, nas Ilhas Canárias, a nau Santiago, em que viajavam os jovens missionários jesuítas, foi atacada por barcos de piratas e corsários contrários à fé católica. Os quarenta missionários foram saqueados e martirizados com extrema crueldade e deitados ao mar. Entre estes estava Marcos Caldeira que, posteriormente, foi beatificado pelo papa Pio IX em 11 de Maio de 1854, juntamente com os restantes 39 missionários jesuítas. Os Quarenta Mártires do Brasil têm a sua festa anual liturgica no dia 17 de Julho. Está projectado pela Junta de Freguesia de Santa Maria da Feira a atribuição futuramente do nome de uma rua da nossa cidade em homenagem a Marcos Caldeira. Luís Filipe Higino


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Terra a terra

Paços de Brandão Pacatez da freguesia é a sua maior característica

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Quinta do Engenho Novo

2

Casa Nobre de Francisco José

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Capela de Nossa Senhora da Livração

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Casa da Rua da Aldeia

5

Quinta de Baixo

6

Capela de Santo António

7

Igreja Matriz de S. Cipriano

8

Casa Brasileira da Rua da Sobreira

9

Casa da Rua de Entre Carreiras

está nos últimos anos, sendo que as obras mais recentes foram ao nível das estradas. “Tem havido alguns melhoramentos na rede viária e é isso que se vai continuar a fazer” – afirma o presidente da Junta, que destaca a zona entre o Cruzeiro e a Estação como uma das mais beneficiadas com o melhoramento do pavimento e dos passeios.

10

Quinta do Matoso

11

Casa da Portela

12

Fábrica de Papel da Azenha

13

Clube Desportivo de Paços de Brandão

14

Conferência de S. Cipriano

15

Associação Académica do ISPAB

16

Grupo Folclórico “Como Elas Cantam e Dançam em Paços de Brandão”

17

Clube de Ténis de Paços de Brandão

18

Conferência de S. Vicente Paulo de Paços de Brandão

19

Fábrica da Igreja de Paços de Brandão

20

Associação Cultural do Carnaval de Paços de Brandão

21

Grupo de Cicloturismo de Paços de Brandão

22

Grupo Recreativo Independente Brandoense - GRIB

23

Associação Cultural e Desportiva - DAO

População envelhecida mas com boas relações entre si

24

Tuna Musical Brandoense

25

Círculo de Recreio, Arte, Cultura de Paços de Brandão - CIRAC

26

Centro Social de Tempos Livres de Paços de Brandão

“Não há dúvidas nenhumas que para viver é maravilhoso” Paços de Brandão é conhecido pela sua indústria papeleira, em tempos uma das mais fortes no país, sendo que, hoje, o seu maior ícone é o Museu do Papel. Mas, para o presidente da Junta, Firmino Costa, a maior característica da freguesia é a sua pacatez. “Temos segurança, sossego. É uma freguesia pacata. Não há dúvidas nenhumas que para viver é maravilhosa” – afirma Firmino Costa. Entre os lugares mais queridos pela população para passar o tempo, o presidente da Junta destaca o arraial, no centro da freguesia, que tem bar, parque infantil e fica junto à Igreja. “Há bastante desemprego, o que assombra toda a gente” – começa por dizer Firmino Costa, quando questionado sobre os problemas

Firmino Costa

da freguesia. A falta de oportunidades de trabalho é, para o presidente da Junta, a grande preocupação dos brandoenses, mas não é a única. “Ainda falta muita coisa, nomeadamente a nível da rede viária. É preciso continuar a melhorar as acessibilidades, os passeios. Isso é o principal, o que mais falta faz” – aponta Firmino Costa. Um pouco por todo o Concelho, as queixas devido aos problemas causados pelas obras de saneamento, como os buracos na estrada, o pó dentro de casa ou a lama, quando chove, vão surgindo cada vez mais, tornando o melhoramento da rede viária na maior ânsia dos feirenses. No seguimento desta questão, Firmino Costa diz que a freguesia se tem mantido tal e qual como

38

27

Grupo Columbófilo de Paços de Brandão Para Firmino Costa, 28 Campo de Treinos do CD Paços de Brandão o que caracteriza os brandoenses é a sua 29 Estádio D. Zulmira Sá e Silva calma e as boas re30 Pavilhão Desportivo da EB 2,3 de Paços de Brandão lações que mantêm 31 Complexo de Ténis do Clube de Ténis de Paços de Brandão entre si, fazendo com que na freguesia não 32 Pavilhão Desportivo de Paços de Brandão haja problemas en33 Habitação Social de Paços de Brandão tre os moradores. “A 34 Museu do Papel das Terras de Santa Maria população é pacata, 35 Núcleo de Atendimento à Paralisia Cerebral as pessoas dão-se bem umas com as 36 USF Saúde + outras. São pessoas 37 Centro Social de Paços de Brandão de convívio” – afirma 38 Edifício da Junta de Freguesia de Paços de Brandão o presidente da Junta, que salienta, contudo, 39 Habitação Social da Quinta de Baixo que é “uma população 40 Repartição de Finanças bastante envelhecida”, 41 Posto dos CTT o que se trata de uma questão não regional 42 Centro Social e Creche de Paços de Brandão ou sequer nacional, 43 EB1 da Póvoa mas sim mundial, com 44 EB2,3 de Paços de Brandão cada vez menos crian45 ISPAB ças a nascerem. O que também contri46 EB1 da Igreja bui para a dinamiza47 Jardim de Infância da Igreja n.º 1 ção da freguesia são 48 Jardim de Infância da Igreja n.º 2 as suas associações. “Temos vários espa49 Academia de Paços de Brandão ços que cativam o pes50 Escola Profissional de Paços de Brandão soal e especialmente a 51 EB1 e Jardim de Infância da Portela juventude, o que é es52 Zona Industrial do Barroso sencial” – diz Firmino Costa. O presidente 53 Zona Industrial da Abelheira refere o Grupo Recre54 Zona Industrial Rio Meão / Paços de Brandão ativo Independente 55 Parque de Lazer da Quinta do Engenho Novo Brandoense (GRIB), o Círculo de Recreio sar de, em tempos, a agricultura Arte e Cultura (Cirac) ou o Clube e a indústria papeleira terem sido Desportivo de Paços de Brandão marcantes para a história e desencomo bons exemplos de asso- volvimento da freguesia, hoje em ciações que “têm desenvolvido a dia o negócio mais rentável é a freguesia e movimentado muita cortiça. “As quintas estão abandogente”. nadas e o papel tem sido uma das O presidente da Junta não deixa indústrias que tem desaparecido. de lado o Museu de Papel, o ex- Já foi uma das maiores mas neste líbris da freguesia. “É o melhor a momento está resumido a uma nível nacional e é sempre uma firma. A cortiça tem mais destaque mais-valia para Paços de Bran- na freguesia agora” – remata o dão” – aponta Firmino Costa. Ape- presidente da Junta.

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Estatísticas demográficas de Paços de Brandão Indicador Estatístico População Residente Área Densidade Populacional

4.867 3,57 1.363,31

Habitantes Km2 Hab / Km2

195 238 192 289 3.054 872

4,01 % 4,89 % 5,33 % 6,29 % 62,75 % 17,92 %

678 3.317 872

18,17 % 8,15 % 17,92 %

População Residente por Escalões Etários 0 – 4 Anos 5 – 9 Anos 10 – 13 Anos 14 – 19 Anos 20 – 64 Anos 65 e + Anos População Residente por Grandes Grupos Etários 0 – 14 Anos 15 – 64 Anos 65 e + Anos Índice de Envelhecimento Índice de Dependência de Idosos Índice de Dependência de Jovens

128,61 26,29 20,44

População Economicamente Activa Taxa de Atividade 58,75

Desempregada Total

Empregada

2.461

2.101

Total

Proc. 1.º Emprego

360

66

Novo Em- Taxa de Desemprego prego 294

14,63

População Empregada por Setor de Atividade Setor Primário Indiv. 12

Setor Secundário

Setor Terciário

%

Indiv.

%

Indiv.

%

0,57

987

46,98

1.102

52,45

População Residente por Grau de Escolarização N/ sabe ler nem escrever 170 ind. Taxa de Analfabetismo 3,83

34

1.º Ciclo Ensino Básico Completo

1.298

A frequentar

208

2.º Ciclo Ensino Básico Completo

721

A frequentar

124

3.º Ciclo Ensino Básico Completo

217

A frequentar

656

Ensino Secundário Completo

656

A frequentar

217

Ensino Pós-Secundário Completo

38

A frequentar

6

Ensino Superior Completo

554

A frequentar

174


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Terra a terra

Paços de Brandão 46 24

22

45

33

42

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A realidade actual da freguesia alicerça-se na herança do passado e na origem do seu nascimento O património histórico e arquitectónico da freguesia, por ser tão vasto e tão rico, pauta, ainda hoje, o ritmo do quotidiano de Paços de Brandão, freguesia com perto de mil anos de história e que fica a dever o seu nome a um cavaleiro da Normandia, Fernand Blandon, que no reinado de Afonso VI, Rei de Leon e Castilla, se alistou na hoste do conde D. Henrique, vindo até à Península Ibérica para expulsar os mouros. De acordo com a História, Fernand Blandon, terá entrado em Portugal em 1095 para assistir ao casamento do Conde D. Henrique com D. Teresa para fazer as homenagens da posse do governo do Condado Portucalense. No entanto, nesse mesmo ano, entrou como Donatário de uma terriola, até ali denominada Villa Palatiolo, como prémio da sua bravura nos campos de batalha contra o Islão, e desde então hoje é conhecida Paços de Brandão (Paços - Palácio + Brandão - Blandon). Levantou mais tarde a sua Casa Nobre com Torre (como é timbre dos Brandões), a qual não chegou aos nossos dias, devido à erosão. Sabe-se apenas que até ao Séc. XIV a Torre ainda permanecia de pé. Entretanto, Fernand Blandon faleceu em data incerta, e foi sepultado no Mosteiro de Grijó.

O vigor económico de Paços de Brandão ficou a dever-se à actividade agrícola responsável pela radicação da população e numa freguesia com solares e grandiosas quintas, a Casa da Portela (onde em tempos serviu de cenário para o filme ‘Amor de Perdição’), a Casa do Comendador Azevedo Brandão e Casa do Engenho Novo. Paços de Brandão é, ainda, célebre pelo seu património arqueológico de cariz industrial, designadamente no sector da indústria papeleira. Aqui terá nascido, em 1795, pela mão do Padre José Pinto de Almeida, e com Alvará Régio outorgado por D. Maria I de 08 de Maio de 1797, a primeira fábrica de papel de Santa Maria da Feira, unidade essa que se destacava pela sua modernidade e actualidade técnicas. De resto, a fábrica do Engenho Novo, possuía um conjunto de características de tal forma avançadas para a época que as mesmas seriam aplicadas em outras fábricas criadas posteriormente, tendo-se mantido em funcionamento até ao dia 11 de Agosto de 1958, dia em sofreu um violento incêndio responsável pela destruição total das suas instalações. As caraterísticas hídricas e topográficas da ribeira de Rio Maior ajustavam-

se fortemente à actividade da indústria papeleira de tal forma que, ao longo do seu percurso, foram sendo construídos outros engenhos papeleiros. Um desses edifícios foi recuperado, albergado nos dias de hoje, o Museu de Papel das Terras de Santa Maria, núcleo museológico considerado como um dos melhores de Portugal. O pioneirismo industrial de Paços de Brandão conferiu, ao longo da segunda metade do século XX, grande notoriedade e prosperidade à freguesia. Com efeito, com o crescimento da atividade da indústria transformadora da cortiça em Santa Maria da Feira, a região norte do município, na qual Paços de Brandão se insere, transformou-se no principal pólo mundial deste subsector industrial. Assim sendo, o sector secundário possui, desde há muito, um grande peso no tecido produtivo da freguesia. De acordo com os resultados dos Censos 2011, a indústria absorve cerca de 47% da mão-deobra empregada da freguesia. No entanto, os últimos anos têm sido palco de uma terciarização da actividade económica de Paços de Brandão, fruto de um enorme crescimento ao nível do comércio mas também, e sobretudo, devido à oferta de serviços disponibilizados

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na freguesia, com especial enfoque para a actividade da banca, dos seguros,

serviços públicos, finanças, saúde e educação. Ao nível do sector da educa-

ção há a destacar a existência de um grande número de equipamentos do parque escolar do denominado Ensino Básico (Jardins de infância, Escolas do 1.º Ciclo e a EB2,3). Para além destes estabelecimentos de ensino, Paços de Brandão distingue-se por possuir uma Escola Profissional e uma Academia de Música, para além do Instituto Superior de Paços de Brandão, estabelecimento de ensino responsável pela formação superior de um grande número de feirenses (e não só), formação essa vocacionada para o meio empresarial do município. Paços de Brandão é, igualmente, uma freguesia que se orgulha do seu vasto tecido associativo, em que um grande número de associações de natureza social, caritativa, desportiva, recreativa ou cultural desempenha um notável trabalho em prol da comunidade. Instituições como o CIRAC, o CD Paços de Brandão, o GRIB, o Grupo Folclórico “Como elas cantam e Dançam em Paços de Brandão”, a Tuna Musical Brandoense, entre muitas outras, mantêm bem vivo o espírito associativo e revelam um assinalável dinamismo, ao ponto de se assumirem como “instituições modelo” no contexto nacional e internacional.


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Milheirós de Poiares // Grupo de Cidadãos pelo Sim quer posições partidárias

“As candidaturas que digam de sua justiça sobre a integração em S. João” O “diálogo”, como lhe chamaram, que convocou a imprensa a Milheirós de Poiares, na última sextafeira, tinha o propósito de fazer um apelo aos partidos para que digam a sua posição quanto à inclusão de Milheirós de Poiares no concelho de S. João da Madeira. “Lançamos o repto às candidaturas que se venham a perfilar para as autárquicas 2013 para que, com clareza e frontalidade, definam a sua posição em relação ao processo de integração em São João da Madeira” – leu uma das representantes do Grupo de Cidadãos pelo Sim, Clarinda Ferreira. “Questionamos as candidaturas para que digam de sua justiça, para que os milheiroenses saibam quem defende os seus anseios, para que o voto seja feito em consciência e responsabilidade, sem dúvidas” –

disse o porta-voz do grupo, Manuel Melo. Na conferência, encontravase também Adriano Martins, do PS, que logo garantiu que “o PS se vai pronunciar a favor da integração”. O Grupo de Cidadãos pelo Sim reforçou a ideia de que “o movimento não morreu” e lembrou a luta ganha

quanto à preservação da freguesia de Milheirós na reorganização territorial. O encontro reuniu cerca de 50 pessoas, uma “prova de que os milheiroenses continuam motivados”. “E não há porco no espeto lá fora” – salientou outro membro do grupo, Vítor Aniceto.

Gião // Cerca de 100 pessoas terminaram a prova, apesar do muito calor

Centro Social realizou a “1.ª Caminhada Solidária de Verão” Apesar do imenso calor que se fazia sentir no passado dia 6 de Julho, cerca de 100 pessoas chegaram ao fim da “1.ª Caminhada Solidária de Verão” do Centro Social de Gião. A caminhada visava a angariação de fundos, pelo que o valor das inscrições (dos que participaram e de muitos outros que, apesar de não poderem participar, pagaram a sua

inscrição), reverteu integralmente para esta novel instituição que, apesar de muito recente, se tem vindo a impor pela qualidade dos serviços prestados nas diversas valências aprovadas pela Segurança Social: Creche, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário. A logística foi da responsabilidade da “prata da casa” mas teve a vigilância e

acompanhamento da GNR de Canedo e os patrocínios da “Central Lobão” (quanto às camisolas) e do “Continente/Santa Maria da Feira” (quanto às garrafas da água). No fim, o Presidente da Direcção Baptista Cardoso aproveitou para agradecer a participação e os apoios de todos, prometendo mais iniciativas do género.

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Fornos // Poste eléctrico será relocalizado

Sala de primeiros socorros está a ser construída junto ao balneário

A obra contígua ao balneário de Fornos começou há um mês. “Está a ser construída uma sala paralela que servirá como sala de primeiros socorros para dar apoio às equipas” – adianta o presidente da Junta de Fornos, Luís Santos. A construção suscitou uma intervenção do vereador do PS, António Bastos, na última reunião do executivo municipal, que denunciou a existência de um poste eléctrico no meio da

obra. “O poste de iluminação que vai alimentar o balneário está dentro dele” – afirmou António Bastos. Luís Santos garante que o poste será relocalizado até porque “não tem condições de acesso”. “O poste já lá foi colocado há muitos anos. Nós vamos substituí-lo. Vamos fazer toda a renovação da iluminação no recinto desportivo para poder funcionar à noite” – acrescenta o autarca.

Outeiro conVida de 20 a 22 de Julho Decorrerá, entre 20 e 22 julho, a segunda edição do “Outeiro conVida”, no parque de lazer do Outeiro, em Milheirós de Poiares. Da programação constam os concertos: HORIZON (sexta-feira); a estreia do projecto RÁDIO FAM e do novo espetáculo “CANTO NOSSO & AMIGOS” (sábado) e DOMINGOS SANTOS, com “Tributo a Zeca Afonso e outras canções”

(domingo). Das actividades de lazer preparadas constam ainda: acampamento, gaivotas no Rio Ul, jogos tradicionais, torneio de sueca, “Peddy Paper” e ensaio aberto d´A TRuPe (percussão e animação de rua). Mais uma iniciativa Canto Nosso (secção de cultura, lazer e desporto da Associação Abraçar Milheirós de Poiares) com apoio da Junta e grupo de jovens local. Publicidade


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Correio da Feira 15.JUL.2013

S.ª M.ª de Lamas // Bastos acha que população deve ser ouvida

Tanque e chafariz da Rua das Ribeiras vão ser demolidos

O tanque e chafariz que se encontram no cruzamento da Rua das Ribeiras vão ser demolidos de modo a que o alargamento da rua possibilite uma melhor circulação do trânsito. A demolição foi questionada na última reunião do executivo municipal pela vereadora do PS, Margarida Gariso, que não concorda com a destruição destes espaços. “O tanque público está a ser utilizado. Isto implica a extinção dele e de um fontanário. Não concordo com a eliminação deste tipo de equipamentos. Deve-se procurar outro tipo de acordo com os proprietários” – aponta Margarida Gariso. “O presidente da Junta diz que o que tanque é dispensável, porque ninguém lava lá” – respondeu o vereador com o pelouro

do Planeamento e Urbanismo, José Manuel Oliveira. O presidente da Junta de Lamas, Francisco Ferreira, confirmou, depois, ao Correio da Feira que os equipamentos não têm uma utilização que justifique a sua permanência. “Se duas ou três pessoas usarem já é muito e não são elas que vão invalidar a demolição” – afirma. Dos vários tanques que existem dentro daquele tanque público, apenas um parece ter utilização, estando para esse efeito com água. “Antes da proposta ser feita, devia ser ouvida a população local” – sugeriu o vereador do PS, António Bastos. A discussão do assunto, na reunião de Câmara, terminou com um comentário de Margarida Gariso: “É um atentado contra a identidade do povo”.

Santa Maria da Feira // 51 alunos foram selecionados

Alunos do Concelho na Universidade Júnior A Câmara Municipal de Santa Maria da Feira assegurou, de 8 a 12 de Julho, a participação de 51 alunos do Concelho, com comprovado mérito escolar e/ou carência económica, nos Cursos de Verão da Universidade Júnior, promovidos pela Universidade do Porto. Com esta iniciativa, a Autarquia proporcionou aos alunos um contacto com o ensino superior,

contribuindo para a construção individual dos seus percursos educativos. Os Cursos de Verão da Universidade Júnior decorrem anualmente em Julho e destinam-se a alunos do 5.º ao 11.º ano, contemplando os programas Experimenta no Verão (5.º e 6.º anos), Oficinas de Verão (7.º e 8.º anos) e Verão em Projecto (9.º, 10.º e 11.º anos).

Corte deveu-se a trabalhos na Rua Elísio Castro

Fornecimento de água cortado várias vezes em ruas do centro da cidade “Desde o dia 6 de Julho, que a Indaqua interrompeu em vários momentos, e durante longos períodos, o fornecimento de água a várias ruas do centro da Feira, em particular na Vitorino de Sá, S. Nicolau, Elísio de Castro, Egas Moniz e Av. 25 de Abril. O período mais prolongado teve início na manhã de segundafeira passada, com o fornecimento de água a ser restabelecido apenas na terça já depois das 22h. Em nenhum momento a Indaqua prestou esclarecimentos, aviso prévio ou atendeu chamadas telefónicas para a linha de piquete” – denunciou Carlos Andermatt, representante do “grupo de feirenses” moradores naquela zona. A Indaqua confirma “a interrupção pontual” na Rua Elísio de Castro devido aos trabalhos realizados naquela via. “Tivemos de interromper pontualmente o fornecimento de água mas as pessoas foram avisadas porta a porta” – garante Tiago Gonçalves, que falou em nome da Indaqua. Quanto às restantes ruas, o fornecimento de água também foi momentaneamente cortado, devido a uma ruptura nos equipamentos.

“Houve pontualmente problemas devido aos trabalhos de outras entidades na Rua Elísio de Castro, que provocaram algumas rupturas. A interrupção do fornecimento de água, nesse caso, afectou as ruas circundantes. Não foi possível prever nem dar resposta a todos os moradores daquela zona, mas alguns foram avisados. Mesmo depois de arranjada a ruptura, verificamos que tinha causado também uma anomalia num acessório e interrompemos novamente o abastecimento para proceder à reparação” – explica Tiago Gonçalves. Resolvido o problema e restabelecido o fornecimento de água, apenas a Rua Elísio Castro ainda pode esperar “alguns cortes pontuais”, para “ligar os últimos ramais”. Mas a Indaqua garante que “cliente a cliente” vão avisar quando a interrupção será feita. O grupo de feirenses moradores naquelas zonas espera nunca mais ter que ficar sem água durante uma vaga de calor. “Uma empresa que trata os seus clientes como feirenses medievais. Somos sim, mas só na semana da Viagem” – afirma Carlos Andermatt.

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15.JUL.2013

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Santa Maria da Feira // Greve prolongou-se durante dois dias

Enfermeiros do Hospital S. Sebastião em greve pela não reposição salarial

DR

No Hospital S. Sebastião, os enfermeiros manifestaram-se, na passada terça-feira, não só pelos motivos da greve nacional mas ainda pela falta de resposta do hospital quanto à reposição salarial que estava prevista para o início deste ano. “Para além das revindicações gerais, a manifestação em frente ao Hospital de S. Sebastião em Santa Maria da Feira, é também uma luta específica com a administração do Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (CHEDV), pois o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) enviou uma carta a pedir uma reunião ao conselho de administração do CHEDV, a 4 de Junho, com o intuito de se regularizar a situação relativa ao posicionamento remuneratório dos enfermeiros que deveria ter acontecido em Janeiro de 2013, da qual ainda não houve qualquer resposta” – denunciou o SEP em comunicado. Fernanda Lopes, dirigente regional do SEP, explica melhor a situação. “A nossa problemática com o CHEDV consiste na reposição salarial dos enfermeiros. O nosso salário base é de 1020 euros. Foi renegociado com o Ministério da Saúde para os 1201 euros. O ministro deu orientações para esse valor ser pago com efeitos remuneratórios em Janeiro de 2013. Era para restituir salários mas ainda não restituiu. Nós queríamos uma explicação. Pedimos uma reunião no dia 4 de Junho mas não obtivemos qualquer resposta do hospital” – diz Fernanda Lopes. A manifestação, contudo, parece ter resultado e o hospital mostrou-se disponível para agendar um dia e discutir o assunto. “Com esta manifestação, o presidente da administração do hospital propôs-se a marcar data para uma reunião na próxima semana. Há pelo menos este compromisso. Apesar de tudo, a manifestação surtiu efeito” – afirma Fernanda Lopes. A única

CONSTITUIÇÃO DE SERVIDÃO ADMINISTRATIVA DE AQUEDUTO PÚBLICO SUBTERRÂNEO PARA EXECUÇÃO DA OBRA “BACIAS AFLUENTES AO RIO DOURO— AFLUENTES EM BAIXA” — INDAQUAFFIRA-INDÚSTRIA DE ÁGUAS DE SANTA MARIA DA FEIRA, S.A. EDITAL Nos termos e para os efeitos previstos na parte final do n.º 1 e no n.º2 do artigo 17.0 do Código das Expropriações (Lei n.. 168/99, de 18 de setembro), ficam notificados os proprietários e demais interessados de que ‘o Senhor Secretário de Estado da Administração Local, por despacho de 23 de maio de 2013, publicado no Diário da República, 2.e série, nu 111, de 11 de junho de 2013, a pedido da INDAQUAFeira - Indústria de Águas de Santa Maria da Feira, S.A., determinou que: 1 — Os bens imóveis a onerar, com caráter de urgência, pela constituição de servidão administrativa de aqueduto público subterrâneo, necessária à execução dos trabalhos e infraestruturas de saneamento da obra “Bacias Afluentes ao Rio Douro—Afluentes em Baixa”, constam do seguinte mapa:

resposta do CHEDV que o Correio da Feira conseguiu obter em relação a este assunto foi que “as questões colocadas pelos enfermeiros e que alegadamente estarão na origem da presente greve, deverão ser objecto de regulamentação por parte do Ministério da Saúde, dizendo respeito a todos os Hospitais e Centros Hospitalares do país”. A greve dos enfermeiros, que teve lugar na terça e quarta-feira, afectou os serviços de saúde a nível nacional, especialmente as consultas de enfermagem nos centros de saúde e as consultas externas e cirurgias nos hospitais. Na base desta greve estava a “degradação das condições de trabalho”, como o aumento do horário de trabalho para as 40 horas semanais sem remuneração e os cortes no sector da saúde, que permitem que existam enfermeiros a ganhar 3,4 euros por hora, e a situação dos profissionais a Contrato Individual de Trabalho. Aliado a estes motivos, a “insatisfação dos enfermeiros” devia-se ainda ao não agendamento da reunião, prevista entre os dias 17 e 25 de Junho, por parte do ministro da saúde, Paulo Macedo. “As condições de trabalho dos enfermeiros agravam-se de dia para dia e, contrariamente ao que o ministro da saúde afirma, os “cortes” efectuados, a não substituição de enfermeiros que se aposentam, emigram ou têm ausências prolongadas por doença tem efectivo impacto na qualidade dos cuidados. O atraso na autorização da prorrogação de contratos em instituições onde os enfermeiros são necessários e estão a fazer face a necessidades próprias dos serviços, é uma vergonha” – lia-se no comunicado do SEP. “A carência de enfermeiros, os vínculos precários a que estão sujeitos e a aplicação da carreira são as principais razões que nos levam a fazer esta greve” – resume Fernanda Lopes.

Luto

Amadeu Pinto da Rocha faleceu no Brasil Amadeu Pinto da Rocha, natural de Travanca, a residir no Brasil desde os 11 anos, faleceu na passada quarta-feira, aos 89 anos. Para além de ter sido um reconhecido advogado, ocupou diversos cargos em prestigiadas instituições do Rio de Janeiro. O presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Alfredo Henriques, que se encontra no Brasil em representação do Município para as comemorações dos 60 anos da Casa da Vila da Feira e Terras de Santa Maria, apresentou pessoalmente as condolências à família, na Capela da Nossa Senhora das Vitórias, em São Januário, onde o corpo esteve em câmara ardente, seguindo depois para o

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cemitério de Irajá, onde foi sepultado. Amadeu Pinto da Rocha foi grande benemérito e vice-presidente administrativo do Clube de Regatas Vasco da Gama, além de director de outros sectores do clube; grande benemérito e presidente do Conselho Deliberativo da Casa da Vila da Feira e Terras de Santa Maria; presidente do Clube Ginástico Português e da Federação das Associações Portuguesas e Luso-Brasileiras; vice-presidente da Real e Benemérita Sociedade Portuguesa Caixa de Socorros D. Pedro V; director do Liceu Literário Português; e grande benemérito e membro da Comissão de Contas do Real Gabinete Português de Leitura.

2—A faixa de servidão apresenta uma área total de 4426 ins2, com 885,20 rn de comprimento e 5 ris de largura (2,50 na para cada lado do eixo longitudinal da conduta), e implica os seguintes encargos: _ Ocupação permanente do subsolo na zona de implantação da conduta; _Proibição de qualquer construção ou plantação de árvores a uma distância inferior a 2,5m para cada lado do eixo da conduta: _ Obrigação de ser respeitada e reconhecida, bens cotam a zona aérea ou subterrânea de incidência, e de abstenção de serem efetuadas escavações, de ser edificado qualquer tipo de construção duradoura ou precária, ou de serem plantadas árvores de qualquer espécie perene, de porte médio ou grande, ou cuja raiz atinja profundidades superiores a 0,80m; _ Obrigação de ser mantida livre a respetiva área e de ser consentido, sempre que necessário, o seu acesso e ocupação pelas entidades beneficiárias, nos termos e para os efeitos do preceituado nos artigos 1.2 e 2.0 do Decreto-Lei n.0 34021, de 11 de outubro de 1944. DIREÇÃO-GERAL DAS AUTARQUIAS LOCAIS (24/06 /2013) O Subdiretor-Geral, Eugénio Barata Correio da Feira, nº 5824 de 15/07/2013


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Chefe do executivo diz já ter explicado o processo 3 vezes aos vereadores do PS

Técnico da DGAL vem explicar pedido do município de acesso ao PAEL Alfredo Henriques, presidente do executivo camarário, cansou-se de tentar explicar as condições acordadas para aceder ao PAEL (Programa de Apoio à Economia Local) e, por isso, acedeu, na última reunião do executivo, em convidar um técnico da DGAL (Direcção-Geral das Autarquias Locais) para explicar o processo. Isto já depois de Celestino Portela, vereador do pelouro das Finanças, ter tentado fazê-lo, ao que parece sem sucesso. O pedido de esclarecimentos veio pela boca de António Bastos (PS). “Tem-se esquecido de informar os feirenses sobre o que é o PAEL” – disse, dirigindo-se a Alfredo Henriques que, por sua vez, não escondeu alguma saturação em relação ao tema. “Já expliquei três vezes na Assembleia Municipal. O defeito terá que ser meu, que não consigo explicar. Vou convidar um técnico da DGAL para vir à Câmara e explicar o que é o PAEL e que implicações tem, para ver se conseguem perceber” – disse o autarca. Celestino Portela procurou evitar chamar o técnico, explicando que “a Câmara não é obrigada a nada” com o PAEL 2. “O que fizemos foi apresentar um plano, com opções da Câmara. As principais tinham que ver com o aumento do valor fixo da Taxa de Resíduos Sólidos Urbanos, que ainda assim continua a ser das mais baixas da Área Metropolitana do Porto e do Entre o Douro e Vouga; a diminuição dos custos com a iluminação pública, que já foi iniciada com a política do poste sim, poste não, que tem sido implementada em quase todo o Concelho; e a diminuição em 5% da

“Empreendorismo, Emprego e Economia” é tema de colóquio A Candidatura de Alferes Pereira à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e a Comissão Política Concelhia do CDS de Santa Maria da Feira vão levar a cabo uma série de colóquios temáticos. Pretende-se ouvir a sociedade civil, os seus problemas, os seus anseios e as suas propostas. Assim, a primeira iniciativa será subordinada ao tema Empreendorismo, Emprego e Economia e terá lugar no próximo dia 18,

quinta-feira, pelas 21h, no Auditório da Junta de Freguesia de Argoncilhe. O evento, aberto ao público, tem o seguinte painel: Alferes Pereira (candidato à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira), Vera Rodrigues (Ministério da Economia), Joaquim Pereira (Associação Empresarial da Feira), um representante da APCOR ainda a definir e Rui Tavares (Empresário). O moderador será Valter Amorim.

Candidato do PS à Câmara desdobrou-se em visitas Alfredo Henriques diz que não consegue explicar melhor o processo compra de projectos e estudos exteriores por parte da Câmara. Estas medidas foram aceites. Agora, se o novo executivo quiser trocar estas medidas por outras, tem toda a liberdade para o fazer” – explicou. Alfredo Henriques acrescentou que o município, dentro do âmbito do PAEL 2, também se comprometeu em “aumentar a fiscalização, para além de optimizar e racionalizar as taxas, tarefa que já começou a ser feita com as taxas de publicidade”. O presidente da Câmara criticou ainda quem diz que “a Câmara está a esconder isto dos feirenses”, visto que o documento com as normas do PAEL “foi distribuído a todos os membros da Assembleia Municipal”. A fechar as explicações, Alfredo Henriques referiu ainda que os valores da receita, inscritos no plano, desde 2013 até 2026 têm como base a receita fixa da Câmara. “São apenas projecções. As receitas extraordinárias vão permitir subir o orçamento e possibilitar o aumento das verbas para as juntas, dependendo de quem cá estiver”. Porém, as explicações não foram

satisfatórias para a Oposição, que, pela voz de Margarida Gariso (PS), insistiu que “a Câmara apenas aderiu ao PAEL porque não pagava a tempo e horas”, e que o programa, “apesar dos juros baixos, implica uma despesa e o aumento da dívida”. A ideia foi refutada por Alfredo Henriques, que lembrou que “no ano passado a Câmara diminuiu a dívida em cerca de 10 milhões de euros”. “No fundo, transformamos dívida de curto prazo em longo prazo” - concluiu. Por seu turno, Celestino Portela referiu que “o prazo de pagamento será pouco superior a 60 dias quando sairmos da Câmara”, sendo que, actualmente, o prazo fixa-se em 86 dias, “com tendência para continuar a baixar.” As explicações não satisfizeram a Oposição, que aconselhou a vinda de um técnico da DGAL “para dissiparmos as nossas dúvidas”, tal como explicou António Bastos. Alfredo Henriques anuiu ao pedido mas com a condição que “os vereadores do PS e os membros da Assembleia Municipal venham a esse seminário”.

Bloco de Esquerda

Joaquim Dias lidera lista à junta de Freguesia de S. João de Ver Joaquim Dias encabeça a lista do Bloco de Esquerda à Junta de Freguesia de S. João de Ver. Em comunicado enviado à redacção, o candidato refere-se à candidatura como “uma aliança entre o Bloco de Esquerda e a sociedade civil sanjoanense”. “Esta plataforma popular pretende responder à ofensiva ideológica galopante contra os povos, sendo para nós imperioso redesenhar novas fórmulas de activismos políticos e sociais. Só assim se poderá extirpar os modelos nebulosos que tem imperado no poder, tanto ao nível autárquico como nacional. Estes formatos imorais têm destruído as nossas vidas e aniquilado a democracia” – prossegue o candidato, que critica “o apodrecimento generalizado que esvazia as nossas carteiras a cada dia que passa”.

CDS-PP

Joaquim Dias defende “novas formas de fazer política, envolvendo as pessoas, assentes na total transparência” e afirma que “romper com a opacidade está no código genético desta aliança popular”.

“Pela democracia, pela participação, pela transparência, pelo rigor, pela competência e pelo reforço do estado social. Contra a austeridade, contra a corrupção, contra os interesses instalados e obscuros” – pode-se ler no documento, que explicita que esta “não é uma candidatura contra ninguém mas que pretende romper com a resignação em que se encontra a freguesia, para a fazer encaminhar na direcção do progresso social, económico e cultural”. A fechar, Joaquim Dias sublinha que sua candidatura pretende “que S. João de Ver passe a ser uma vila moderna, que atraia e fixe os jovens”. “Pretendemos desenvolver o comércio e a economia local, apostando na atracção de novos investimentos, assentes nas novas tecnologias” – enfatiza.

Eduardo Cavaco no Concelho profundo Eduardo Cavaco reuniu com as direcções das Associações de Pais e Encarregados de Educação das Escolas N.º 1 e 2 de Santa Maria da Feira, de quem ouviu detalhes sobre a acção decisiva que ambas têm desempenhado em apoio à funcionalidade daqueles estabelecimentos de Ensino. Mais tarde, Eduardo Cavaco foi recebido pela administração da Escola Secundária de Santa Maria da Feira, que o conduziu demoradamente num périplo pelas “novas” e excelentes instalações de que agora dispõe. Com a preocupação de alargar o conhecimento “in loco”, junto de outras realidades, o candidato à Câmara foi depois recebido pela Administração do Colégio Terras de Santa Maria, em Argoncilhe.

Parque Empresarial

Na Zona Industrial do Roligo, Eduardo Cavaco ouviu a administração da “Lércio Pinto” registar a “primeira vez que alguém demonstrou preocupação” com as condições em que as empresas ali laboram. No sentido mais prático, e a propósito das obras de ampliação que a empresa está a levar a cabo, emergiu o lamento do empresário no sentido em que “é inconcebível que se tenha de esperar 8 ou 9 meses para se poder iniciar uma obra”, situação que Eduardo Cavaco classificou de “deplorável, principalmente quando está também em questão a criação de mais postos de trabalho”. A falta de transparência da CM Feira em procedimentos concursais para fornecimentos e as deficientes condições que a Zona Industrial oferece, a nível estrutural, também foram objecto de análise, com o Candidato do PS à Câmara da Feira a prometer exercer transparência nos procedimentos e qualidade criteriosa

em trabalhos de intervenção no domínio público, quando assumir os destinos do Município. De seguida, Eduardo Cavaco foi calorosamente recebido na “Aqui Há” e na “Cerâmica de Argoncilhe”, foi surpreendido pela dinâmica de uma empresa que segue em contraciclo, exportando mais de 80 % da sua produção.

Associações

Eduardo Cavaco esteve reunido, em Travanca, com representantes das associações locais, tomando nota de um conjunto de reivindicações e sugestões que prometeu analisar em profundidade, quando assumir a presidência do executivo municipal. Voltando a frisar que não faz parte da sua personalidade prometer o que não sabe se poderá cumprir, o Candidato socialista comprometeu-se a desenvolver uma política de igualdade de tratamento para todas as instituições. O mesmo discurso e compromisso marcaram a conversa com a Direcção da AMICAF (Fiães) e do Orfeão da Feira, cuja Direcção se mostrou profundamente preocupada com os critérios que o actual executivo municipal utiliza, para graduar os apoios que concede às Associações. “A minha gestão será feita às claras, sem filhos nem enteados”, afirmou Eduardo Cavaco. Noutra perspectiva, o Candidato do PS à Câmara da Feira foi recebido nos quartéis da GNR em Santa Maria da Feira e Canedo, onde pôde perceber as condições em que aquelas forças de segurança levam a cabo o seu trabalho; e, mais tarde, no Quartel dos Bombeiros Voluntários de Lourosa, onde a Direcção da Associação Humanitária e o Comando deram conta dos anseios da prestigiosa corporação.

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Santa Maria da Feira // “Este ano será a melhor Viagem de sempre”

Prémios para a Viagem Medieval 2012 “enchem de orgulho o Concelho” A Viagem Medieval em Terras de Santa Maria recebeu dois prémios, pela edição do ano passado, nomeadamente o de Melhor Evento Cultural e o de Melhor Animação/Performance Artística em evento. “Os prémios são o reconhecimento nacional do trabalho e da excelência do Concelho. Enchem de orgulho os santamarianos” – afirma a vereadora com o pelouro da Educação, Cultura, Desporto e Juventude, Cristina Tenreiro. Os prémios foram atribuídos na Gala dos Eventos 2013 que decorreu no dia 5 de Julho, no Fontana Park Hotel, em Lisboa. A Gala distingue, anualmente, os melhores projectos, espaços, eventos e serviços que têm lugar em Portugal. Estes prémios juntam-se à menção honrosa atribuída ao evento pelo Turismo de Portugal, em 2008, e ao prémio Melhor Evento Cultural 2009, atribuído pela Gala dos Eventos. Para estes prémios em muito contribui a constante inovação que é feita a cada edição do evento. “Todos os anos é diferente, fazemos questão disso. Até porque retratamos um período histórico diferente. Há alteração dos conteúdos mas mantém-se a qualidade do evento. Sempre

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Em acústico no Salão Nobre do Orfeão da Feira

Apresentação do álbum dos Lacre O colectivo transmontano Lacre apresenta o seu álbum de estreia dia 19 de Julho, às 21h30, no Orfeão da Feira. Os Lacre são compostos por cinco músicos, de experiências e influências distintas, com a ambição comum de criar música genuína. Detentores de um som intimista, plenamente acústico, propõem-nos canções originais com influências eruditas e levemente adornadas com a magia e melancolia do Fado. Este é um concerto inédito que pretende encher a alma do público.

Na próxima sexta-feira

reinventando, inovando e surpreendendo o público” – afirma Cristina Tenreiro. A 17.ª edição, que se realiza entre os dias 1 e 11 de Agosto, recriará o reinado de D. Afonso II, terceiro Rei de Portugal. Um monarca com um reinado curto mas dinâmico, marcado pelas disputas com as irmãs. As surpresas planeadas são muitas. “Os espectáculos de grande formato serão dois. Vamos manter o que já existe à noite e vamos acrescentar um ao final da tarde. Vai haver mais cortejos,

alguns nocturnos. A aldeia vai ser muito mais dinâmica, viva e participativa. Muitas animações e muito diferentes. Sempre a surpreender com magia, alegria e cor” – adiantou a vereadora. “Continuamos com altas expectativas. Primeiro, este ano será a melhor viagem de todos os tempos. Sempre com mais público, nem que seja mais uma pulseira do que no ano anterior. Irá proporcionar mais experiências, mais vivências aos visitantes. Acreditamos que vai ser a viagem mais surpreen-

dente, com mais animação, mais qualidade, com associações com mais competência a dar o melhor de si” – afirma Cristina Tenreiro. A vereadora sublinha ainda que a preparação para a Viagem Medieval tem sempre “cuidado com o rigor e a contextualização histórica” e que espera que “os visitantes do ano passado tragam mais um amigo para viver este período da história”. As pulseiras estão à venda em 35 locais do Concelho e na Fnac Porto, com o custo de três euros.

Escritor feirense apresenta o seu mais recente livro

Joaquim Magalhães de Castro, escritor natural das Caldas S. Jorge, apresenta, na próxima sexta-feira (19h), nas Termas caldenses, o seu mais recente livro, “Na senda de Fernão Mendes Pinto”, obra que pretende homenagear o maior aventureiro português de todos os tempos, no ano em que se assinalam os 500 anos da chegada dos portugueses à China. A apresentação ficará a cargo de Miguel Miranda. O livro estará nas bancas a partir do dia 4 de Julho. Publicidade


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Concelho // Idade dos dadores e alteração dos benefícios serão causas

Concelho que mais sangue dá vê os seus números diminuírem A descida no número de dadores obrigou a Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Santa Maria da Feira a abrir mais dois postos de colheita em Lourosa e Canedo, para contrariar a tendência. Daniela Castro Soares

daniela.soares@correiodafeira.pt

“Infelizmente os cientistas ainda não criaram sangue sem que seja dado pelo nosso organismo. Dadas as grandes necessidades que existem a nível mundial, temos que nos socorrer uns aos outros. A solidariedade é essencial na vida de uma pessoa” – começa por dizer o presidente da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Santa Maria da Feira, Serafim Reis. Nos últimos dois anos o número de dadores baixou, o que não acontecia desde o início da actividade da associação, em 1990, que manteve sempre uma tendência crescente. O número registado o ano passado, de 12.773 presenças nas colheitas, assemelha-se ao que foi atingido em 2002, sendo que o número máximo foi registado em 2010, com 17.053 presenças. Para Serafim Reis, as causas poderão estar relacionadas com a idade avançada dos dadores, que já não podem doar mais sangue. “Essa diminuição, a meu ver, devese à idade dos dadores. Grande parte deles atingiram uma idade de saída, que são os 65 anos, e não foi reposta pela juventude. É o que estamos a tentar fazer ao longo do tempo. Ir às escolas anunciar e fazer a divulgação para ver se captamos mais jovens” – conta o presidente da associação.

Benefícios alterados e “sangue deitado para o lixo” podem ter influenciado

Mas, talvez, a razão por detrás do decréscimo se deva à alteração dos benefícios que os dadores obtinham quando davam sangue. As isenções das taxas moderadoras continuam nos postos médicos, mas deixaram de existir quando o utente vai ao hospital directamente.

“Sempre houve aquele rebuçadinho. Há quem diga que as alterações tenham alguma coisa a ver com a diminuição. Acredito que haja um ou outro que deixou de dar sangue porque percebeu mal o assunto das taxas moderadoras. Se realmente soubesse a fundo o que se passa, não era por aí que deixava. Para quem dá sangue, as taxas moderadoras só são pagas se for ao hospital directamente. Se for ao centro de saúde, e for o centro de saúde que o mande para o hospital, já não paga nada. Não sei qual foi a ideia que gerou isto, de que os dadores perderam a taxa moderadora, porque não perderam” – garante Serafim Reis. Em 2011, surgiu na comunicação social a notícia de que “metade do sangue doado ia para o lixo”. Ainda bem presente na memória dos portugueses, esta revelação pode também ter contribuído para uma diminuição das doações. “Surgiu isso na altura e devia ser melhor explicado. A minha amiga ouve essa notícia, é dadora de sangue e pensa logo: “Agora é que não dou mais. Vou dar e eles lançam-no para o lixo?”. Mas não é, eles não o lançam

para o lixo. Um dos componentes do sangue, que é o plasma, é que eles não têm capacidade de preparar. É só o plasma, não é o sangue. Agora acontece menos, mas ainda acontece. A nossa capacidade para preparar o plasma ainda não consegue absorver todo o plasma que recebe, mas já tem havido uma melhoria muito substancial” – explica o presidente da associação. Serafim Reis acredita que toda esta “falta de informação” foi muito prejudicial na obtenção de dadores. “Grande parte desta falta de presença dos dadores nas colheitas deve-se um bocadinho à falta de informação. Estou convencidíssimo de que, se se viesse esclarecer o que se passou e o que se passa neste momento com o plasma, as pessoas aceitavam perfeitamente. A mesma coisa em termos das taxas moderadoras. Mas não dizem nada. Deixaram fazer barulho e deixaramnos à mercê do que possa acontecer” – afirma.

Lourosa e Canedo com mais dois postos para contrariar diminuição

Todas as quartas e sextas-feiras, a

Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Santa Maria da Feira, sediada na Rua 5 de Outubro, está aberta para fazer colheitas aos dadores que aparecerem. Depois, duas vezes por ano, abre um posto de colheita em cada freguesia para ficar mais próxima da população. Este ano, para contrariar a diminuição dos dadores, a associação resolveu abrir mais dois postos de colheita: um em Canedo e outro em Lourosa, nos salões das respectivas Juntas. As primeiras recolhas serão realizadas hoje e sexta-feira, das 15h às 20h. “Vai ajudar. Estamos a fazer agora a divulgação dos novos postos para ver se as pessoas, com esta oportunidade, aparecem mais. São duas localidades em que às colheitas vão 200 a 400 pessoas. São as freguesias que mais adesão têm. Nós queremos que as pessoas, ao irem a este posto noutro dia da semana, encontrem menos gente do que nas colheitas habituais para não terem que esperar tanto” – comenta Serafim Reis. Apesar de tudo, Santa Maria da Feira continua a ser o concelho que

mais sangue dá a nível nacional. “Tem a ver com a solidariedade dos feirenses, tem a ver com o grande grupo que faz parte da nossa associação há 20 anos em voluntariado puro. Foi tudo. Foi um trabalho que se fez de início, foi o apoio que nós recebemos dos jornais, da rádio, da igreja. Foi fundamental na nossa hora do arranque, em 1991, 1992. Congregamos todos estes esforços e atingimos um número recorde em muito pouco tempo” – diz o presidente da associação. Por esta razão, Serafim Reis está confiante que os números vão voltar a subir. “O decréscimo que existe é a nível nacional. Mas vamos agora tentar, aos pouquinhos, ver se recuperamos os valores que atingimos em 2010. Tivemos aqui, no auge, mais de 100 pessoas. Agora tem diminuído, andamos nas 30, 40. Ainda assim é muito bom. Continua a ser um dos melhores postos de recolha do país, tirando as grandes unidades hospitalares. Este ano o número de dadores deve igualar-se ao ano passado. Talvez haja algum decréscimo. Nós não queríamos que houvesse” – afirma.

Toda a gente pode dar sangue? Não, de facto o processo de selecção dos dadores é bastante rígido. “Temos que ter alguma segurança nisto. O sangue português é considerado um dos mais seguros a nível mundial” – diz o presidente da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Santa Maria da Feira. Antes de poderem doar, as pessoas têm que se inscrever, preencher um inquérito e ser analisadas por um médico que vê a tensão e o nível dos glóbulos vermelhos. Só com o aval do médico é que depois “vão para a agulha”. Mais tarde, o sangue segue para Coimbra, onde é trabalhado e, posteriormente, encaminhado para os hospitais que dele necessitam. “É armazenado ou logo distribuído pelos hospitais. Tal é a carência que ele não tem tempo de ser armazenado. Chega lá, preparam-no e já estão com telefonemas de outros sítios a pedirem sangue. Quando uma pessoa recebe uma unidade de sangue, quando precisa de uma transfusão, ela não é injectada

directamente, ela é trabalhada. O sangue tem na sua composição glóbulos vermelhos, linfócitos, plaquetas, plasma. Cada unidade de sangue dá para quatro ou cinco coisas. Se precisa de plaquetas, não lhe vão dar glóbulos vermelhos” – explica Serafim Reis. Em cada colheita, o sangue retirado gira à volta dos 400 ml. “Nós temos à volta de cinco, seis litros, por isso ainda fica lá muito. Depois aquilo é perfeitamente recuperável, passados uns dias já está perfeitamente equilibrado” – salienta Serafim Reis. O tipo de sangue mais raro é o 0 negativo, mas o presidente da associação garante que “têm um bom lote dele”. Serafim Reis aconselha as pessoas a darem sangue duas vezes por ano para ajudarem quem precisa. “Eu digo às pessoas para darem duas vezes por ano, que já fazem muito bem. De meio em meio ano o nosso organismo está perfeitamente recuperado e pode dar à vontade” – sublinha o presidente da associação.


Correio da Feira

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Chi Clinic: Turismo e saúde Viajar faz bem à saúde, faz bem ao espírito, mas saiba que também pode fazer bem ao corpo. O Porto e a região Norte estão cada vez mais vocacionados para o Turismo de Saúde e Bem-Estar. De acordo com o Lonely Planet, um dos mais prestigiados guias turísticos do mundo, o Porto é o melhor destino europeu de 2013! O charme da Invicta já atingiu o New York Times, através de uma reportagem do jornalista de viagens Seth Sherwood que elogia a nova oferta cultural, turística e de lazer da cidade. O Porto foi eleito Melhor destino Europeu 2012, e já não é o primeiro prémio atribuído à capital nortenha. Poderia continuar com a listagem e enumeração de prémios e distinções que esta cidade tem conseguido ao longos dos últimos anos, mas as mais importantes conquistas são as que vêm dos turistas. Quem vem ao Porto, quer voltar e tornar a voltar! Com a variedade de recursos disponíveis, o Porto encanta todos os seus visitantes, desde os que o procuram pela história e autenticidade àqueles que o buscam para explorar uma nova cidade, mais cosmopolita e contemporânea, até àqueles que, agora mais recentemente procuram no Porto e região Norte o Turismo de Saúde e Bem-Estar. Resumindo, conhecendo ou não esta cidade, todos lhe reconhecem o valor turístico. E não são apenas os galardões e distinções internacionais que o provam! E agora, há cada vez mais pessoas a aproveitar as férias ou apenas um city short break para tratar da Saúde e do Bem-estar. Estamos a falar duma prática de turismo diferente daquela que dantes obrigava as pessoas a escolher destinos turísticos em virtude dos seus problemas de saúde. Hoje em dia, e este tipo de turismo de Saúde e BemEstar é um extra à viagem em causa, seja ela de lazer ou de trabalho. É um acrescento em qualidade que pode depois ser continuado em casa, pois muitos dos tratamentos são aprendizagens que depois se podem praticar onde se quiser. Assim na CHI Clinic, Clínica de Medicina Integrativa e Anti-envelhecimento, em parceria com o Hotel da Música, desenvolvemos programas que dão resposta à procura e de acordo, sempre, com as necessidades específicas de cada turista! Deixamos-vos aqui apenas alguns exemplos:

1-URBAN DETOX Restaure o equilíbrio do seu corpo e, claro, da sua mente! Poderá levar consigo não só as recordações e as belas fotografias da nossa cidade, como também um plano personalizado “urban detox” que poderá continuar em sua casa.

2-CHECK-UP NUTRICARE O check-up nutricare é um programa

Hotel da música para quem pretende fazer a sua reeducação alimentar, ou seja para aprender a desfrutar do prazer da mesa sem ter de enfrentar os indesejados malefícios. Também fazemos planos para casos específicos onde existam algumas patologias, como diabetes, problemas vasculares, doença renal, problemas oncológicos ,entre outras. Planos para bebé, crianças e adolescentes, grávidas, menopausa...Todos temos o direito aproveitar o que de melhor a vida tem! Para que possa pôr em prática em casa todos os ensinamentos que leva do Porto, levará o seu plano de nutrição personalizado e todas as indicações ajustadas à sua realidade.

3-STRESS OUT Este programa é para pessoas que sofrem de stress, falta de concentração, apatia, irritabilidade, insónia, ansiedade e fadiga em geral. Acentue o poder relaxante da sua estadia com este programa “stress out”! Leve um plano personalizado e suplementos na bagagem para que possa continuar a relaxar tranquilamente na sua casa.

4-ANTI-AGING Não há quem pare o avançar do tempo, mas temos a possibilidade de o virar a nosso favor. Existem dois tipos de idade: a idade cronológica que está registada num documento e que não pode ser alterada e a idade biológica que nos indica o envelhecimento das nossas células que pode ser retardada e mesmo alterada. Com o programa “Anti-Aging” podem-se repor as “matérias primas” que se vão esgotando e que são indispensáveis ao equilíbrio e ao bom funcionamento do organismo, através de um plano alimentar equilibrado, suplementos alimentares, modulação hormonal, medicina estética e exercício físico orientado.

Levará consigo um plano “Anti-Aging” personalizado para que possa pôr em prática em casa todos estes ensinamentos que leva do Porto.

5-BE SLIM (HEALTHY WEIGHT LOST & MOTIVATION) Sugerimos-lhe que leve também um novo conceito e plano de emagrecimento, que para além de aprender a comer de forma saudável, activa uma motivação constante para atingir o seu peso ideal, e mantê-lo ao longo da sua vida, melhorando os níveis de energia e saúde. Para que possa continuar este conceito em casa, levará um plano de emagrecimento saudável com dicas motivacionais personalizadas para manter o seu peso ideal.

mas de Turismo de Saúde! Do Porto queremos que leve as melhores recordações, mas não só! A CHI Clinic, Clínica de Medicina Integrativa e Anti-envelhecimento e o Hotel da Música têm um objetivo muito simples, fazer com que a Beleza venha de dentro, ou seja, da Saúde! Os caminhos que propomos são variados, os programas de Turismo de Saúde e Bem- Estar são mais um exemplo do que nós, em parceria consigo, podemos fazer por si! Para além dos momentos agradáveis, das experiências únicas e inesquecíveis, a CHI Clinic e o Hotel da Música querem que leve do Porto Saúde e Bem-Estar que pode praticar em casa, porque os nossos programas podem todos ser efetuados no conforto da sua casa.

6-STOP SMOKING Acha que vamos dizer-lhe as inúmeras substâncias nocivas que ingere quando fuma um cigarro? Acha que vamos dizer-lhe as inúmeras doenças que está a potenciar de cada vez que fuma um cigarro? Vamos antes indicar-lhe um caminho fácil e eficaz para que adquira mais saúde, alterando o hábito de fumar. Quer efetivamente deixar de fumar e alterar este hábito? Experimente o programa “Stop Smoking” e com a equipa multidisciplinar da Chi Clinic vai ter a resposta. Todos os nossos programas são otimizados com os produtos da marca Officina, urban therapy! Porque são produtos pensados para nos ajudar a enfrentar desafios da vida urbana – stress ,poluição, jet-lag com a mais elevada qualidade, com ingredientes ativos 100% naturais e formulados tendo sempre com o duplo objetivo de beneficiar corpo e mente. Por tudo isto, Officina, Urban Therapy é a companhia perfeita para que atinja a máxima eficácia nos nossos progra-

Cristina Alves , Apresentadora “ Coordenadora de eventos da Chi Clinic”


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Correio da Feira 15.JUL.2013

Rui Tavares é o novo treinador do Ac. Feira

Colégio Lamas brilha em natação e squash

Gala fecha ano com resultados marcantes

Técnico chega proveniente do Cucujães. Devem ser contratados quatro ou cinco reforços.

Conquistou seis medalhas no Regional Absoluto (natação) e o 3.º lugar Portuguese Junior Open (squash).

Maria Celeste Rato, presidente da Associção de Aveiro, faz um balanço muito positivo da época.

Hóquei em Patins

Modalidades

Ténis de Mesa

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Futebol // A partir das 17h do próximo dia 3 de Agosto

Torneio da Feira será no Ervedal

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Jorge Lima é o novo treinador

Feirense vai disputar a 3.ª Divisão Nacional

“Queremos fazer história no Feirense”

Clube aceitou o convite da FPF e mantém o objectivo de subir à 2.ª Divisão Nacional na próxima época.

Plantel de juniores B arrancou para a nova temporada com uma ambição enorme.

Futsal

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Futebol Jovem

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Feirense // Na casa do Trofense, por 2-0

Fogaceiros derrotados no primeiro teste para a nova temporada Feirense continua a preparar a nova temporada

Feirense, S. João de Ver e Lusitânia de Lourosa disputam a competição, que se realiza no próximo dia 3 de Agosto. Formato engloba três partidas, com a duração de 45 minutos cada. Rui Almeida Santos

rui.santos@correiodafeira.pt

A próxima edição do Torneio da Feira será realizada no Estádio do Ervedal, em S. João de Ver, no dia 3 de Agosto. Os moldes da competição são exactamente os mesmos dos da edição anterior, que decorreu no Estádio Marcolino Castro, em Santa Maria da Feira, e que teve como vencedor o Feirense. Assim, a prova será composta por três encontros, todos com a duração de apenas 45 minutos. No final, sairá vencedor a equipa com mais pontos somados. Em caso de empate, entram em cena os factores de desempate, previamente definidos pela organização. Em 2013, o torneio volta a contar com as presenças de Feirense e S. João de Ver, equipas que militam na 2.ª e no Campeonato Nacional de Seniores, respectivamente. O trio de participantes fica fechado com o Lusitânia de Lourosa, que esta época vai, à semelhança dos sanjoanenses, disputar o Campeonato Nacional de Seniores e que ocupa a vaga deixada pelo U. Lamas, que na temporada transacta baixou às competições distritais.

O cenário escolhido para a realização da prova foi o Estádio do Ervedal, em S. João de Ver, que durante os últimos meses foi alvo de uma intervenção profunda, que envolveu a colocação de um piso sintético e a melhoria de muros, portões e da bancada. A competição está agendada para o próximo dia 3 de Agosto (sábado), a partir das 17h, e servirá, sobretudo, para as equipas que nela participam apurarem os seus índices físicos, à excepção do Feirense, que a partir de 27 de Julho já estará envolvido na Taça da Liga. Porém, nesse fim-de-semana, os fogaceiros vão folgar, visto que incorporam o único grupo composto por cinco equipas. Quanto a S. João de Ver e Lusitânia de Lourosa, ficaram a saber, durante a última semana, qual a série em que ficaram inseridas no renovado Campeonato Nacional de Seniores. Os dois conjuntos incorporam a Série D, juntamente com Sp. Espinho, Anadia, Cesarense, Bustelo, Grijó, Estarreja, Lusitano Vildemoinhos e Manteigas. O início do campeonato está agendado para 25 de Agosto, sendo que o sorteio realiza-se no dia 3 do mesmo mês.

Estádio do Ervedal vai ser palco da apresentação do plantel do S. João de Ver para 2013/2014, a partir das 10h do próximo domingo

U. LAMAS Jorge Lima é o novo treinador do U. Lamas. O técnico, que na época transacta passou pelo S. João de Ver, substitui Carlos Manuel no banco lamacense e refere que o objectivo dos rubro-negros para a temporada 2013/2014 passa por “consolidar o clube, resolver alguns problemas que ficaram e passar uma imagem de credibilidade”. O técnico refere que regressa a um campeonato que conhece bem mas recorda que, “esta época, ele vai ter contornos ligeiramente diferentes das edições anteriores, devido às descidas que aconteceram da 3.ª Divisão Nacional e ao facto de, quem subir, ir logo para a 2.ª Divisão. Isso pode levar a algumas surpresas”. Porém, no que ao U. Lamas diz respeito, a palavra de ordem é contenção. “O plantel vai ser baseado em alguns atletas da formação, que estavam em clubes vizinhos” - afirma Jorge Lima, sendo que há outros que transitam da época passada. Quanto a nomes, apenas serão divulgados no decorrer das próximas semanas. A grandeza do U. Lamas não permite que o pensamento não seja o de “ganhar a maioria dos jogos”. “O U. Lamas é um clube muito importante, no Concelho e no Distrito. Vamos ser encarados como um grande em qualquer campo” - conclui o treinador. Jorge Lima lidera a equipa técnica para a temporada 2013/2014. Os adjuntos serão Joaquim Baptista que, à excepção da época passada, tem auxiliado o técnico nos últimos oito anos, e Vivas, um homem da casa. Quanto a Alfredo, que transita da equipa técnica anterior, ficará encarregue do treino dos guarda-redes.

O Feirense foi derrotado, pelo Trofense (2-0), no primeiro jogo-treino da pré-temporada, realizado no passado sábado. Apesar da derrota, os fogaceiros deixaram algumas boas indicações, sobretudo no início da segunda parte, altura em que criaram algumas chances para marcar. Contudo, o conjunto da Trofa, mais eficaz, acabaria por chegar ao triunfo na recta final do desafio, com golos de Tiago Pereira e Hélder Sousa, numa altura em que Pedro Miguel observava alguns atletas à experiência. O próximo amigável dos azuis será na sexta-feira, em Cesar, a partir das 18h. Quanto ao plantel, viu chegar, durante a semana passada, os avan-

çados Xavier e Ricardo Valente, envolvidos no negócio que levou Rafa para o Sp. Braga. Noutro contexto, recomeçaram as obras no Complexo Desportivo, tendo em vista a limpeza de toda a área envolvente à construção. Nota ainda para a realização de uma assembleia-geral, na próxima quinta-feira (sala António Lino, 21h), na qual será dada informação geral sobre a evolução do Loteamento de Picalhos e será discutida a renovação de poderes para a Direcção eleita poder contrair empréstimos, solicitar garantias bancárias, comprar, vender, hipotecar, quaisquer bens imóveis de e para a Associação.

Futebol Jovem

Torneio da Escolinha do Rui Dolores animou Travanca A Escolinha do Rui Dolores organizou, no passado sábado, um torneio para os escalões de petizes e traquinas B. A competição desenrolou-se no Complexo Desportivo do Real Clube de Travanca, e juntou várias dezenas de jovens craques, em representação do Lusitânia de Lourosa, Dragon Force, AC Milan e Escolinha do Rui Dolores, em petizes, e do Dragon Force, AC Milan, FootPark, Marfoot, GD

Soutelo, Boavista e Escolinha do Rui Dolores, em traquinas B. No final, os resultados foram o menos importante, num dia marcado por muita animação e fair-play entre todos os participantes.


Correio da Feira

15.JUL.2013

Natação // Melhor prestação de sempre do clube

Clube Colégio Lamas conquista seis pódios no regional absoluto O Clube Colégio de Lamas esteve brilhante no Campeoanto Regional de Absolutos de Verão, já que obteve a melhor prestação de sempre. Alcançou um título regional, quatro de vice-campeão regional e um de bronze, fazendo um total de seis pódios regionais, sendo a oitava equipa regional no medalheiro. Para além disso obteve 12 recordes do clube absolutos, 12 TAC’s Nacionais de Verão e 10 TAC’s para os Nacionais de piscina curta, para além dos 35 recordes pessoais batidos pelos 23 nadadores lamecenses participantes. Destaque para a vice-campeã regional absoluta (feito inédito no clube) Joana Silva que, na prova de 50m bruços (35.71s), obteve TAC Nacional sénior que lhe permite estar presente nos

próximos Campeonatos Nacionais Absolutos de Portugal (OPEN). Simão Capitão esteve em destaque ao sagrar-se campeão regional nos 100 e 200m bruços, ambas com TAC’s Nacionais; e Luís Soares foi o atleta mais medalhado do clube, com duas medalhas de prata (100 e 200m costas) e uma de bronze (100m mariposa), obtendo ainda TAC Nacional nos 100 livres. João Capitão, Beatriz Cardoso, Catia Batista, Carolina Pais, André Couto, Daniel Coimbra, Rita Pereira, Daniel Magalhães, Alexandre Coelho, André Correia, João Pimentel, Joel Peixoto, Tiago Silva, João Guedes António Ferreira, João Lopes, Nuno Feiteira e Nuno Pinto obtiveram boas marcas com vários recordes pessoais.

Squash // No escalão etário de Sub-13

Clube Colégio de Lamas sobe ao 3.º lugar no Portuguese Júnior Open A 4.ª edição do Portuguese Junior Open de Squash, etapa do Circuito Europeu, decorreu nos dias 28, 29 e 30 de Junho, nas instalações do Monte Aventino, na cidade do Porto, e contou com a participação de 115 jogadores, oriundos de dez países (Portugal, Espanha, França, Itália, Inglaterra, Hungria, EUA, Egipto, Paquistão, Colômbia e Qatar), que competiram em masculinos e femininos nos escalões Sub-13, 15, 17 e 19. O Clube Colégio de Lamas esteve representado por seis atletas masculinos, nos escalões de sub13 , sub-15 e sub-17. No escalão de sub-13, Guilherme Prata, campeão Nacional Sub-13, arrecadou um surpreendente 3.º lugar, após ter sido eliminado na

meia-final pelo campeão espanhol e vencedor europeu neste Open, e que venceu o vice-campeão nacional, Simão Neves, por esclarecedores 3-0 em sets. Também neste escalão, Eduardo Rocha ficou em 13.º lugar e Eduardo Ferreira, estreia absoluta em torneios, ficou em 15.º lugar. No escalão de Sub15, Diogo Brandão, outra estreia absoluta, ficou em 18.º lugar. No escalão Sub-17, Miguel Tavares ficou em 14.º lugar e André Silva classificou-se em 19.º lugar. Foram três dias de muito Squash, em que os atletas lamacenses puderam defrontar e conhecer outras realidades da modalidade a nível europeu, para poderem, assim, encarar a sua aprendizagem com mais argumentos.

Hóquei em Patins // Devem chegar 4 ou 5 reforços

Rui Tavares é o novo treinador do Académico da Feira para tentar a subida Rui Tavares, que orientava já há alguns anos o Cucujães, é o novo treinador do Académico da Feira. O técnico vai acumular também o cargo de treinador da equipa de juniores. O anterior treinador, Miguel Pereira, regressa às camadas jovens e o preparador físico, Ricardo Gomes, vai acompanhar Paulo Freitas no comando do O.C. Barcelos. Os escalões de formação do Académico da Feira vão ser orientados ainda por Nani, Luís Pinto, Pedro Silva, Artur Couto e Ricky. Quanto aos jogadores que formarão o plantel do Académico da Feira,

renovaram com o clube os atletas Artur Couto, Tiago Pinto, David Sá, David Silva, Pedro Silva, Marco Dias e Eduardo Xavier. O guarda-redes André Maia ainda está em dúvida. Estão de saída os guarda-redes David Nogueira para a Sanjoanense e ainda Rui Andrade. Não renovaram os atletas Luís Pinto, João Nuno Santos e Xavier Pinto. Para colmatar a saída destes elementos, devem chegar quatro ou cinco novos jogadores, dos quais dois guarda-redes. A equipa tem como objectivo o regresso ao escalão secundário. Luís Filipe Higino

Ténis de Mesa // Da Associação de Aveiro

Gala fecha ano com resultados marcantes

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Mini Olimpíadas

Mosteirô FC participou no atletismo

No passado sábado, o Mosteirô FC apresentou-se com 24 atletas para participar nas provas de atletismo das Mini Olimpíadas, depois de já se ter representado em natação, ténis mesa e futsal.

Futebol

Tony Rato, Paulo Ferreira, Maria Celeste Rato e Pedro Moura

Última época viu atletas do Lusitânia de Lourosa sagrarem-se campeões nacionais, sendo que um deles, Daniel Monteiro, subiu ao primeiro lugar do ranking nacional de infantis masculinos. Rui Almeida Santos

rui.santos@correiodafeira.pt

A Associação de Ténis de Mesa de Aveiro (ATMA) fechou a temporada com a realização de uma Gala, em S. João de Ver, que juntou 75 convidados, entre os quais Pedro Moura, presidente da Federação Portuguesa de Ténis de Mesa, Sérgio Miranda, presidente da Associação de Ténis de Mesa do Porto, Paulo Ferreira, em representação do Lusitânia de Lourosa e Armando Teixeira, presidente da Junta de Freguesia de Lourosa, entre outros. Maria Celeste Rato, presidente da ATMA, fez um balanço muito positivo da época, sobretudo no que concerne a resultados. “Em termos de resultados foi um ano muito proveitoso, com destaque para os atletas que se sagraram campeões nacionais. Conseguimos também andar com o Centro de Treinos em Lourosa, onde já se realizaram três estágios da selecção e, pela primeira vez, o top 12 foi disputado em Aveiro e contou com a participação de

Rui Ferreira e Marco Silva, do Lusitânia de Lourosa” - resume a dirigente, que apenas lamenta a falta de cursos de formação para “treinadores e árbitros” esta época. Durante o evento foram distribuídos vários prémios e foi conhecido que Daniel Monteiro, atleta infantil que representa o Lusitânia de Lourosa, é o novo número 1 do ranking nacional. A Gala reuniu 60% dos clubes de Aveiro, para além de alguns emblemas dos distritos de Vila Real e Lisboa.

Juv. Sanguedo brilha

Noutro contexto, a Juventude de Sanguedo obteve três vice-campeões no Torneio Absoluto de Aveiro, em Vagos, tendo quatro dos seus atletas subido ao pódio. Em iniciados femininos, Lais Mendes foi segunda, tal como Helena Paiva em juniores/seniores. Nesta última categoria, Ana Silva foi a 3.ª classificada. Em juniores/seniores masculinos, Gonçalo Amorim fez história na prova e atingiu a final, depois de eliminar o actual campeão distrital sénior, Rui Filipe, da Casa do Povo da Oliveirinha. O atleta júnior da Juventude de Sanguedo terminou a época em 1.º lugar do ranking distrital seniores, e a nível nacional terminou em 2.º lugar do ranking de juniores. Helena Paiva terminou também brilhantemente no 1.º lugar do ranking distrital de juniores femininos.

Nuno Santos termina curso “UEFA Pro” IV

O Professor/Treinador Nuno Manta Santos passou a deter o mais elevado nível de formação de treinadores de futebol no curso “UEFA Pro” IV nível da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que se realizou de 20 de Maio a 21 de Junho, em Quiaios, concluindo o curso com a classificação de APTO/BOM.

Futebol

Frodo e Leandro reforçam o ataque do Fiães Tiaguinho, Ruben, Fernando, Sousa e Cardoso vão continuar em Fiães na próxima temporada. Para o ataque chegam Frodo, atleta que foi formado no Feirense e que na época passada actuou no Carregosense, e o experiente Leandro, que deixou o U. Lamas para alargar o leque de opções do técnico Vasco Coelho para a linha avançada. Quanto ao médio Diogo Moreira foi promovido dos juniores fianenses, reforçando a aposta nas camadas jovens do clube. Publicidade

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Correio da Feira 15.JUL.2013

Futsal // Objectivo de subir à 2.ª Divisão na próxima temporada continua intacto

Feirense aceitou o convite da FPF e ascende à 3.ª Divisão Nacional Situação ficou resolvida na passada sexta-feira. Plantel está a ser construído com o intuito de lutar pela subida à 2.ª Divisão em 2013/2014. Rui Almeida Santos

rui.santos@correiodafeira.pt

O Feirense deu o “sim” à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e, na próxima temporada, vai disputar a 3.ª Divisão Nacional. O convite do organismo que tutela as provas nacionais de futsal chegou na passada terça-feira, tendo a resposta dos responsáveis fogaceiros sido positiva. O processo ficou concluído na última sexta-feira, data em que o Feirense formalizou a resposta. Depois de terminar a última edição da 1.ª Divisão Distrital na segunda posição, apenas atrás do Azagães, o Feirense aguardou por um eventual convite para suprir uma possível desistência, o que acabou por suceder na última terça-feira. “Aceitámos

o convite depois de um período de ponderação. Mas como um dos nossos objectivos na temporada passada era a subida à 3.ª Divisão Nacional, não fazia sentido termos essa possibilidade, mesmo que seja na secretaria, e não avançarmos com o projecto” - explica Vítor Hugo Pais (na foto) responsável pelo futsal fogaceiro, que já aponta a voos mais altos: “O objectivo é na mesma a subida à 2.ª Divisão Nacional na próxima época”. Para que ele se torne realidade, o Feirense continua a trabalhar no sentido de reforçar o plantel. Durante a última semana foram confirmados mais dois reforços, Mesquita (ex-ISPAB Futsal) e Ruben (ex-AC

Serginho, que abandonou a carreira no final da temporada passada, será o novo director desportivo do Feirense na próxima época.

S. João de Ver), que se juntam aos já conhecidos Kaká (ex-Lamas Futsal), Banana (ex-ACR Vale de Cambra), Russo (ex-Freixieiro), Fuka (ex-AC S. João de Ver) e Hugo Lima (ex-ISPAB Futsal). No campo das renovações, Letz, Paulinho, Ivo, Né, Teixeira e Dani vão continuar a vestir de azul em 2013/2014, ao contrário de Nando Lara, que não chegou a acordo para renovar. Por resolver está a situação de Mota, que tem a continuidade dependente de algumas questões pessoais. “A equipa foi construída para subirmos à 2.ª Divisão Nacional” - diz Vítor Hugo Pais. Noutro contexto, o clube confirmou a criação do escalão de benjamins, para além do de juniores B, e de uma Escola de Futsal. O responsável pelas camadas jovens do Feirense é Nuno Miguel Rosário, que na época passada orientou os juniores A do Lusitânia de Lourosa. Dentro deste contexto, o clube leva a efeito captações, nos dias 20 e 27 de Julho, para os escalões de benjamins e juniores B. Os treinos decorrem da parte da manhã, no Pavilhão da Lavandeira.

Meias-finais da Taça já estão definidas

Contas para o apuramento para a próxima fase começam a apertar A duas jornadas do fim da primeira fase, os candidatos jogam todas as cartadas para garantirem um lugar na ronda seguinte. Padaria Central da Vergada, Civitas Fortíssima, Peladinha Gostosa e Cavalinho estão nas meias-finais da Taça. Concluídas que estão as primeiras cinco jornadas nos grupos A e B (os jogos do Grupo C realizaram-se na noite de ontem), as contas para o apuramento para a fase seguinte começam a apertar. No Grupo A, o Cavalinho goleou o Urrô (7-0) e subiu à vice-liderança. Mais expressiva foi a vitória do Restaurante Roda da Laje, que bateu o Hollywood por 10-1, num jogo em que brilhou Ricardo Rodrigues, autor de um “hat-trick”. Quanto ao restante jogo da ronda acabou por não se realizar, visto que a formação do Lércio Pinto Automóveis não compareceu ao encontro frente ao MPF Utilidades para o Lar, que assim venceu por 3-0, ficando a apenas um triunfo do apuramento. Já no Grupo B, o Hotel Pedra Bela está bem lançado para seguir em frente na competição. Na 5.ª

jornada, venceu o Saavedra Guedes (5-1) e praticamente garantiu o apuramento, sendo também previsível que termine a primeira fase na liderança do Grupo. No segundo posto seguem Os Manos e a Peladinha Gostosa, com o mesmo número de pontos. No que concerne à Taça, disputaram-se, no passado sábado, os quartos-de-final. Para as meias-finais avançam a Padaria Central da Vergada, que derrotou o SKA Bar (4-3); o Civitas Fortíssima, que bateu o JG Estilo Cabeleireiro (3-2); a Peladinha Gostosa, que venceu, pela margem mínima, o MPF Utilidades para o Lar (2-1); e o Cavalinho, que viu o seu jogo frente ao Stand Giacar não terminar, devido a uma tentativa de agressão à equipa de arbitragem por parte de um atleta do Stand Gicar.

À medida que o torneio avança os jogos vão-se tornando cada vez mais emotivos e disputados


Correio da Feira

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Quadro de transferências

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Futebol Entradas: Jonathan e Chapinha (regressam de empréstimo), Álvaro e Edu (ex-D. Chaves), Cris (ex-AEP), Ricardo (ex- S. João de Ver), Zé Pedro (ex-Oliveirense), Hélder Rodrigues (ex-Ac. Viseu), Ricardo Valente e Xavier (ambos ex-Sp. Braga)

Feirense Treinador

Pedro Miguel

Permanências: Miguel, Marco, André Santos, Carvalho, Sténio, João Ricardo Saídas: Carlos, Diogo Cunha, Pires (Moreirense), Rafa (Sp. Braga), Ludovic (Créteil), Marcelo (Académica), Filipe Babo (Freamunde), Samir (Ac. Viseu), Fonseca, Marcão

Entradas: Nelson (ex-Sanjoanense), Tiaguinho (ex-Sp. Braga)

Entradas: Por definir

Permanências: Saul, Cancela, João Pedro, Américo, Ruben S. João de Ver Gomes, Machadinho, Amílcar

Treinador

Lourosa Treinador

Saídas: Ricardo (Feirense)

Francisco Baptista

Permanências: Rui Pedro, Hugo, Sanguedo, Vítor Fonseca, António, Rui Jorge, Ivo Oliveira, Zé Paulo, Moisés, Baptista, Hugo Silva, Bino, Andrezinho, Mauro, Inverno, Lima, Xavi, Pedro Alonso Saídas: André Pais (Fiães), Rochinha (Sanjoanense)

Joaquim Martelinho

Futsal

Lamas Futsal

Entradas: Telmo (ex-CRECOR), Feliciano (ex-CRECOR), Pedro (sem clube)

Entradas: Kaká (ex-Lamas Futsal), Russo (ex-Freixieiro), Fuka e Ruben (ambos ex-AC S. João de Ver), Hugo Lima e Mesquita (ambos ex-ISPAB Futsal), Banana (ex-ACR Vale de Cambra)

Entradas: Picareta (ex-JACA), Vítor Ferreira, Igor, Miguel Armando, Tiago, Pedro Lucho (todos ex-FCC Lourosa), Daniel Costa (ex-Juventude de Canedo)

Permanências: Diogo, Ribas, Alejandro

Permanências: Dani, Ivo, Né, Teixeira, Letz, Paulinho

Permanências: Bruno Barbosa, Pedrinha

Treinador

Feirense

ISPAB Futsal Treinador

Treinador Saídas: Dércio (ACR Vale de Cambra), Kaká (Feirense), Nuno Couto (?), Carlos Filipe (Juventude de Fiães)

Saídas: Serginho (terminou a carreira), André Castro (Arrifanense), Cristiano (Modiucs), Faísca, Nando Lara

Joaquim Augusto

Luís Alves

Paulo Lima

Entradas: Por definir

Entradas: Ruben, Mix e Bruno (ex-juniores do clube), Bife (ex-Invicta Futsal), Carlos Filipe (ex-Lamas Futsal)

Permanências: Por definir

Permanências: Fábio, Tono, Maric, Artur, Neto, Bubu, Bacalhau, Moisés, Joel

FCC Lourosa

Juv. Fiães

Treinador

Treinador

Saídas: Pichel

Saídas: Vítor Ferreira, Igor, Miguel Armando, Tiago, Pedro Lucho (todos para o ISPAB Futsal)

Por definir

António Teixeira

Futebol Jovem // Já tem os treinadores escolhidos para todos os escalões

Paços de Brandão arruma a casa A apresentação dos atletas mais jovens do Paços de Brandão ocorre a dia 24 de Agosto. Nos benjamins A, os treinadores serão Puskas e Mário Ribeiro, e em Benjamins B Artur Silva e Emanuel. Já em traquinas e petizes, que se apresenta a 7 de Setembro, terá como responsáveis, em traquinas A João Ribeiro e Bruno, em traquinas B Carlos Cortez, nos petizes A Andrés Gomes e Pedro Miguel, e nos pe-

tizes B/bambis Vasco Sá e Rafael Ribeiro. A próxima época vai ser o ano zero e os níveis de qualificação dos atletas vão ser determinantes para a construção das equipas nos escalões de traquinas a bambis. “É sabido que o Paços de Brandão tem condições de trabalho de excelência no panorama regional, para além de que, mais do que qualquer outro clube na região, centra a sua aposta desportiva intensamente na compo-

Saídas: Hugo Lima (Feirense), Mesquita (Feirense), Kallon, Fred

nente formativa pura e numa visão sobre a prática do futebol e dos atletas não exclusivamente fixada numa eventual profissionalização - sem que por isso a rejeite -, mas, mais seguramente, na sua evolução harmoniosa do ponto de vista físico e social. O quadro de competência técnica escolhido dá garantias da continuidade e melhoria na prossecução destes objectivos” - referem os dirigentes em comunicado.

Ricardo Soares, Pedro Conceição, Márcio, Kassumov, Bernardo Soares, André Sousa e Tiago Quelhas acertaram a sua continuidade na Juventude de Canedo, que será orientada pelo técnico Celso Henriques


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Correio da Feira 15.JUL.2013

Futebol Jovem // Equipa de juniores B apresentou-se no Castelo e mostra-se ambiciosa para a época 2013/2014

“Queremos fazer história no Feirense” Rui Almeida Santos

Plantel

rui.santos@correiodafeira.pt

“Este ano queremos fazer história no clube”. As palavras são do técnico Tiago Oliveira e demonstram o espírito com que a equipa de juniores B do Feirense parte para a temporada 2013/2014. A apresentação, que decorreu, na passada quarta-feira, no Castelo de Santa Maria da Feira, contou com a presença do presidente dos fogaceiros, Fernando Costa, que voltou a sublinhar a aposta na formação que o clube pretende reforçar nos próximos anos. Com nove reforços, entre eles dois atacantes oriundos do FC Porto e o médio João Pedro, que brilhou, na época passada, na equipa do Gafanha que atingiu a fase final do Nacional de juniores C, ao plantel do Feirense não falta recursos de comprovada valia. “Temos qualidade. Os jogadores foram escolhidos de forma calculada e espero que todos consigam corresponder dentro de campo” - referiu Tiago Oliveira, que avisa que “não chega dizer-se que é bom, é preciso não virar a cara ao trabalho, porque o sucesso e a sorte são consequência dele”. Na primeira palestra da temporada, o treinador dos fogaceiros espera que a sua equipa faça “uma ca-

minhada triunfal” e definiu como objectivo “atingir os dois primeiros lugares” da sua série, que dão acesso à fase seguinte do Nacional. “Não vai ser fácil. A fasquia é elevada mas quem tem medo fica a meio do caminho. Podemos perder mas não podemos deixar de tentar. Queremos estar entre os melhores” - sublinhou o treinador. Tiago Oliveira recordou que “o futebol de formação é uma coisa muito séria” e deixou como referências para os seus pupilos os nomes de Ludovic, Rafa, João

Ricardo, Carvalho e, mais recentemente, Pedro Santos, jovem defesa central, ainda júnior, que vem cumprindo a pré-época com o plantel sénior, como referências para o futuro. E a verdade é que o amanhã do Feirense é idealizado tendo como base os jovens da sua formação. A mensagem foi passada por Fernando Vasco, presidente do clube, que afiançou ao plantel de juniores B que “a ideia é que, daqui a dois ou três anos, possamos estar sentados a negociar um contrato”.

“Vamos continuar a apostar nas camadas jovens” - prosseguiu o dirigente, que pretende que os jovens que representem o Feirense dêem “o máximo”, até porque “só ganha muito dinheiro quem for melhor”. “É este o espírito que gostava que encarnassem. Não há limites. Todos podem sempre melhorar. Só seremos mais fortes se tivermos uma equipa forte” - concluiu. Fernando Costa advertiu ainda os jovens para não descurarem o percurso académico, “porque isso faz com que sejam muito melhores”.

Guarda-redes: Ima, Pedro e Leo Defesas: Dani, Pimenta, Nuno, Antunes (exCandal), Sousa (exCoimbrões), Daniel Reis (ex-Sp. Espinho), Bifes (ex-Sanjoanense) e Alex (ex-Taboeira) Médios: Leandro, Igor, Luís, João Tavares, Diga e João Pedro (exGafanha) Avançados: Mendes, João Santos, Eduardo, Henrique, Marcelo (exFC Porto), Manel (exCoimbrões) e Leandro (ex-FC Porto)

Equipa técnica

Tiago Oliveira (treinador), André Teixeira (treinador adjunto), Armando Macedo (treinador de guarda-redes), Tiago Sousa (massagista)

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Correio da Feira

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Correio da Feira 15.JUL.2013

Sanguedo // Comemoração deu-se no passado fim-de-semana

“Muitas coisas existem graças a nós”

A Juventude de Sanguedo celebra 28 anos. Com um leque vasto de valências e actividades, a associação contribui bastante para o desenvolvimento da freguesia. Daniela Castro Soares

“Apesar da conjuntura actual, conseguimos fazer a nossa actividade. Com 28 anos temos uma posição firme dentro daquilo que fazemos”

daniela.soares@correiodafeira.pt

“Neste momento o balanço é positivo. Apesar da conjuntura actual em que vivemos, conseguimos fazer a nossa actividade. Com 28 anos temos uma posição firme dentro daquilo que fazemos” – começa por dizer o presidente da Juventude de Sanguedo, Pedro Silva. A associação, fundada em 5 de Julho de 1985, comemorou o seu aniversário no passado fim-de-semana. No sábado realizou-se a sessão solene, em que foram apresentadas as secções da associação e entregues algumas lembranças a entidades e pessoas da freguesia, seguida de um pequeno convívio. No domingo, teve lugar uma missa em honra dos sócios, falecidos e familiares, que contou com a actuação do Grupo Coral e da Escola de Música da associação. “Esta é uma associação cultural e desportiva que traz muitos benefícios para o meio em que vivemos. Tentamos ter a cultura e desporto sempre preenchidos. Muitas coisas existem graças a nós. Realizamos diversas actividades e vamos a vá-

Pedro Silva, presidente da Juventude de Sanguedo rios pontos do país e ao estrangeiro. Os jovens necessitam da nossa associação e têm que aproveitar o que ela tem” – afirma Pedro Silva. Para além da Escola de Música e do Grupo Coral, que participam em vários eventos pelo país e além fronteiras, a associação conta ainda com um Grupo de Teatro e um Ginásio onde se aprende bodycombat, taekwondo ou ginástica localizada, o que contribui para a dinamização

da freguesia de Sanguedo. Como maiores problemas da associação, o presidente destaca o facto de querer dar mais mas nem sempre ser possível, devido aos recursos disponíveis. “Somos uma colectividade que vive com receitas próprias e apoios estatais. Temos à volta de 1200 sócios. Mas sabemos perfeitamente que os tempos estão cada vez mais difíceis. Temos que ter cuidado e fazer com cuidado o

nosso plano de actividades. Não conseguimos fazer as coisas como pretendemos, mas no âmbito que conseguimos chegar” – diz Pedro Silva. O presidente adianta que a parte mais complicada é fazer as pessoas perceberem que não pode haver actividades para todos os gostos. “O mais difícil é satisfazermos o que as pessoas querem. Não conseguimos ter actividades para todos. Às

vezes gostávamos de ter mais e não temos” – aponta. Ainda assim, o leque de acções é vasto. “Todas elas têm um número muito valioso de elementos” – comenta Pedro Silva. A associação realiza o arraial com a queima do velho, o fim-de-semana radical, o festival de bandas, a mostra de teatro amador, as noites de fado, o Sanguedo Fashion, a Feira do Livro, a Feira de Artesanato e o Encontro de Tunas Académicas. “Para além disso, criamos formação para as pessoas, para estarmos perto daquilo que pretendem. Fazemos cursos de fotografia e vamos ter formação em teatro e dança” – adianta Pedro Silva. Esta formação é feita na sede da associação, na Rua do Carregado. Publicidade

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